Вы находитесь на странице: 1из 55

Pontif´ıcia Universidade Cat´olica de Minas Gerais

Bacharelado em Sistemas de Informac¸ao˜

Avalia¸c˜ao de T´ecnicas Baseadas no Receptor para o Roteamento em Curva em RSSFs

Andr´e Luiz Costa

Guanh˜aes, Minas Gerais - Brasil Novembro de 2008

Andr´e Luiz Costa

Avalia¸c˜ao de T´ecnicas Baseadas no Receptor para o Roteamento em Curva em RSSFs

Trabalho apresentado `a Pontif´ıcia Universidade Cat´olica de Minas Gerais, como requisito parcial para obten¸c˜ao do t´ıtulo de Bacharel em Sistemas de Informa¸c˜ao.

Orientadores: Max do Val Machado Jo˜ao Paulo Domingos Silva

Guanh˜aes, Minas Gerais - Brasil Novembro de 2008

Andr´e Luiz Costa

Avalia¸c˜ao de T´ecnicas Baseadas no Receptor para o Roteamento em Curva em RSSFs

Trabalho apresentado `a Pontif´ıcia Universidade Cat´olica de Minas Gerais, como requisito parcial para obten¸c˜ao do t´ıtulo de Bacharel em Sistemas de Informa¸c˜ao.

Prof. Max do Val Machado (Orientador) - PUC Minas

Prof. Jo˜ao Paulo Domingos Silva (Orientador) - PUC Minas

Prof. Marcelo de Souza Nery - PUC Minas

Guanh˜aes, Minas Gerais - Brasil Novembro de 2008

Agradecimentos

Agrade¸co a Deus, antes de mais nada, pela oportunidade de vida.

Aos meus pais,

Raimundo Geovane Costa e Maria Eduarda P. Costa, e a` minha fam´ılia, por todo amor,

paciˆencia e carinho. Aos meus amigos de rep´ublica e trabalho que, com extrema paciˆencia

e companheirismo, suportaram o stress “TD”que invadiu a minha vida e, conseq¨uente-

mente, a vida de todos. Aos amigos que conquistei dentro e fora da Universidade: vocˆes

me ajudaram e eu n˜ao tenho palavras para agradece-los. De forma especial, agrade¸co ao

`

A

professor Max do Val pelo apoio, incentivo e coopera¸c˜ao na realiza¸c˜ao deste trabalho.

Dirlene, pela amizade, sinceridade e dedica¸c˜ao. E

pessoas.

tenho muito a agradecer e a v´arias

Andr´e Luiz Costa

“N˜ao existem m´etodos f´aceis para resolver problemas dif´ıceis” Ren´e Descartes

Resumo

As Redes de Sensores sem Fios (RSSFs) s˜ao uma nova fam´ılia de redes sem fio forma- das por centenas ou milhares de micro-sensores. Esse tipo de rede, diferente das redes tradicionais, tendem a ser autˆonomas e necessitam de um alto grau de coopera¸c˜ao en- tre os n´os sensores para a realiza¸c˜ao das tarefas definidas para a rede. O consumo de energia deve ser tratado de forma especial, pois essas redes geralmente est˜ao dispostas em ambientes onde nem sempre ´e poss´ıvel a recarga das baterias. Ent˜ao, minimizar o consumo de energia dos sensores significa maximizar o tempo de vida da rede. Nessas redes, a atividade de roteamento ´e o que apresenta o maior consumo de energia. Por isso o roteamento ´e uma area´ de pesquisa promissora. Este trabalho apresenta um estudo comparativo entre algoritmos de roteamento de dados em rede de sensores. Em especial, este trabalho aborda algoritmos de “roteamento em curva”. Algoritmos de roteamento em curva utilizam equa¸c˜oes de curvas cont´ınuas para especificar rotas para efetuarem a propaga¸c˜ao dos dados.

Palavras-chave: Redes de Sensores sem Fios, Trajectory and Energy-based Data Dissemi- nation, Trajectory Based Forwarding, Roteamento em Curva, Mapa de Energia.

Lista de Figuras

1 Exemplos de Sensores

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 12

2 Tipos de Classifica¸c˜ao do Roteamento em RSSFs

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 14

3 Redes Infra-Estruturadas .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 18

4 Redes Ad hoc

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 18

5 Pol´ıticas de Escolha do Pr´oximo N´o.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 34

6 Mapa de Energia de uma Rede de Sensores sem

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 37

7 Processo de Gera¸c˜ao de Curvas.

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 38

8 Funcionamento B´asico do TEDD Alpha.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 40

9 Ponto de Referˆencia.

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 41

10 Funcionamento B´asico do TEDD Pref.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 41

11 Raz˜ao entre N´umero de Transmiss˜oes Cobertura da Rede.

.

.

.

.

.

.

.

p. 47

12 Energia Residual dos Protocolos nas

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 48

13 N´umero M´edio de Pacotes Transmitidos e Recebidos.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 48

14 Latˆencia

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 49

Lista de Tabelas

1 Consumo de cada componente b´asico de um n´o sensor.

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 44

2 Parˆametros utilizados nas

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 46

Lista de Siglas

BPS - Broadcast Protocol for Sensor Networks

CDMA - Code Division Multiple Access

DD - Directed Diffusion

DDB - Dynamic Delayed Broadcasting

DRP - Declarative Path Routing

ESM - Esta¸c˜ao de Suporte a Mobilidade

GEM - Gossiping using the Energy Map

GPS - Global Position System

GRAB - GRAdient Broadcast

LEACH - Low-Energy Adaptive Clustering Hierarchy

MAC - Camada de Controle de Acesso ao Meio

MANET - Mobile Ad hoc NETwork

NS - Network Simulator

RSSF - Rede de Sensores Sem Fio

SEDM - State-based Energy Dissipation Model

SPIN - Sensor Protocols for Information via Negotiation

TBF - Trajectory Based Forwarding

TDMA - Time Division Multiple Access

TEDD - Trajectory and Energy-based Data Dissemination

TTDD - Two-Tier Data Dissemination

Sum´ario

1 Introdu¸c˜ao

p. 11

1.1 Motiva¸c˜ao

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 11

1.2 Objetivos

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 15

1.3 Organiza¸c˜ao do Trabalho .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 16

2 Fundamenta¸c˜ao Te´orica e Trabalhos Relacionados

 

p. 17

2.1 Redes sem Fio .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 17

2.2 Redes de sensores sem fio

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 19

2.2.1

Introdu¸c˜ao

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 19

2.2.2

Aplica¸c˜oes .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 20

2.2.3

Comunica¸c˜ao de Dados .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 21

2.2.3.1 Protocolos de Roteamento em RSSFs .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 22

2.2.3.2 Roteamento em Curva

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 23

2.2.3.3 Coleta de Dados

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 26

2.2.3.4 Dissemina¸c˜ao de Dados

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 29

3 Modelos

p. 33

3.1 Fam´ılia de Protocolos de Roteamento em Curva

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 33

3.2 Mapa de Energia

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 35

3.3 Gera¸c˜ao Dinˆamica de Trajet´oria

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 37

3.4 Pol´ıtica de Dissemina¸c˜ao TEDD Alpha

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 39

3.5 Pol´ıtica de Dissemina¸c˜ao TEDD Pref

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 40

4 Resultados de Simula¸c˜ao

 

p. 43

4.1 Cen´ario de Simula¸c˜ao

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 43

4.2 Dissemina¸c˜ao de dados

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 46

5 Conclus˜ao e Trabalhos Futuros

 

p. 50

5.1 Conclus˜ao

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 50

5.2 Trabalhos Futuros .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

p. 51

Referˆencias

p. 52

1

Introdu¸c˜ao

Este trabalho apresenta uma an´alise comparativa entre algoritmos para roteamento

de dados em Redes de Sensores Sem Fios (RSSFs). O presente cap´ıtulo est´a organizado

da seguinte forma:

a se¸c˜ao 1.1 ´e uma breve apresenta¸c˜ao do conte´udo que motivou a

escolha do tema desse trabalho; na se¸c˜ao 1.2 est˜ao apresentados os objetivos e a se¸c˜ao 1.3

mostra a organiza¸c˜ao do trabalho.

1.1

Motiva¸c˜ao

A evolu¸c˜ao de circuitos integrados, gerando a cada dia dispositivos menores e mais

robustos, permitiu a cria¸c˜ao de computadores menores, e at´e mesmo port´ateis, com alta

capacidade de computa¸c˜ao e de baixo custo. Com isso, a utiliza¸c˜ao de sistemas compu-

tacionais aumentou de forma significativa, o que, conseq¨uentemente, aumentou a necessi-

dade de novas tecnologias. Essa necessidade de novas tecnologias, junto a evolu¸c˜ao dos

dispositivos originou as Redes de Sensores Sem Fios.

As RSSFs s˜ao uma fam´ılia de redes sem fio composta por micro sensores que apre-

sentam diferen¸cas significativas em rela¸c˜ao as`

redes tradicionais, tais como redes celulares

e as Mobile Ad hoc NETworks (MANETs) (GOUSSEVSKAIA, 2005a). Redes tradicionais

s˜ao modeladas de forma a oferecer o melhor servi¸co, contemplando melhor vaz˜ao e menor

atraso dadas as condi¸c˜oes de mobilidade da rede.

11

J´a o consumo de energia ´e tratado

em segundo plano, pois as baterias podem ser carregadas sempre que necess´ario.

As

RSSFs podem possuir centenas ou milhares de n´os sensores distribu´ıdos. Esses n´os sen-

sores possuem restri¸c˜oes de energia e devem possuir mecanismos para auto-configura¸c˜ao

e adapta¸c˜ao devido a problemas como falhas de comunica¸c˜ao e perda de sensores. Al´em

disso, as RSSFs tendem a ser autˆonomas e requerem alto grau de coopera¸c˜ao para execu-

tar as tarefas definidas para a rede. Isso significa que algoritmos distribu´ıdos tradicionais,

como protocolos de comunica¸c˜ao e elei¸c˜ao de l´ıder, devem ser revistos para esse tipo de

ambiente antes de serem usados diretamente (GOUSSEVSKAIA, 2005a; LOUREIRO et al.,

2002).

O objetivo principal das RSSFs ´e realizar tarefas de monitoramento, sensoriamento,

rastreamento, coordena¸c˜ao e processamento de diversas aplica¸c˜oes. Sensores podem ser

interconectados para monitorar e controlar condi¸c˜oes ambientais como em florestas, oce-

anos e planetas (MACHADO, 2005c). Alguns exemplos de sensores podem ser vistos na

Figura 1. A utiliza¸c˜ao de sensores ser´a uma pr´atica comum nas areas´

ambiental, m´edica,

militar, espacial, industrial, urbana e rural, pois dessa forma ´e poss´ıvel monitorar locais

onde os humanos n˜ao podem observar sem tal recursos.

onde os humanos n˜ao podem observar sem tal recursos. Figura 1: Exemplos de Sensores ( MACHADO

Figura 1: Exemplos de Sensores (MACHADO, 2005c)

Para que os projetos na constru¸c˜ao de RSSFs se tornem realidade, ainda h´a muitos

desafios que v˜ao desde a produ¸c˜ao dos sensores at´e o funcionamento das redes. Alguns pro-

12

blemas atuais das RSSFs podem ser destacados, tais como: constru¸c˜ao dos n´os (tecnologia

eletrˆonica e bateria), acesso ao meio sem fio, sistemas operacionais, problemas de tempo

e espa¸co (sincroniza¸c˜ao e localiza¸c˜ao dos n´os), an´alise cooperativa de dados, gerˆencia de

topologia, consumo de mem´oria, restri¸c˜oes de energia e roteamento de pacotes, entre ou-

tros (GOUSSEVSKAIA, 2005a; LOUREIRO et al., 2002). O conjunto de restri¸c˜oes presente

nos micro-sensores sem fio ´e uma conseq¨uˆencia das necessidades em que as redes de sen-

sores est˜ao inseridas: os dispositivos devem apresentar tamanhos reduzidos e um custo de

produ¸c˜ao m´ınimo.

O recurso mais escasso em RSSFs, e por isso o principal desafio, ´e a restri¸c˜ao de

energia dos n´os sensores.

Os n´os sensores utilizam baterias finitas cuja recarga nem

sempre ´e poss´ıvel.

H´a situa¸c˜oes em que os sensores s˜ao inseridos em locais de dif´ıcil

acesso, o que torna invi´avel a troca de baterias. Al´em disso, o custo de manuten¸c˜ao de

um n´o sensor ´e maior que o seu custo de produ¸c˜ao. Conseq¨uentemente, aumentar o tempo

de vida de uma RSSFs, significa, necessariamente, otimizar o seu consumo de energia.

O roteamento em RSSFs, sob o ponto de vista de entidade de comunica¸c˜ao, pode

ser classificado em trˆes tipos: transmiss˜ao de dados pelos n´os sensores em dire¸c˜ao ao n´o

monitor, transmiss˜ao de dados entre n´os sensores e transmiss˜ao de dados pelo n´o monitor

em dire¸c˜ao a parte ou toda a rede. Uma ilustra¸c˜ao das trˆes classifica¸c˜oes do roteamento

em RSSFs pode ser visualizada na Figura 2. Machado (2005c) e Goussevskaia (2005a),

denominam a transmiss˜ao de dados dos n´os sensores para o n´o monitor como “coleta

de dados”. A coleta de dados ´e usada para que dados sensoriados pela rede, para uma

aplica¸c˜ao que os requisitou, sejam enviados em dire¸c˜ao ao n´o monitor.

A transmiss˜ao

de dados entre os n´os sensores geralmente ocorre quando algum tipo de coopera¸c˜ao ´e

necess´aria, como por exemplo, fus˜ao de dados. A transmiss˜ao de dados partindo do n´o

monitor em dire¸c˜ao a` parte ou toda a rede, tratada por Machado (2005c) e Goussevskaia

(2005a) como “dissemina¸c˜ao de dados”, geralmente ´e utilizada para enviar informa¸c˜oes

importantes para o funcionamento dos n´os sensores.

A eficiˆencia na dissemina¸c˜ao de

dados pela rede de sensores ´e de suma importˆancia para o funcionamento com qualidade

13

(a) Transmiss˜ao de da- dos pelos n´os sensores em dire¸c˜ao ao n´o monitor (b) Transmiss˜ao

(a) Transmiss˜ao de da- dos pelos n´os sensores em dire¸c˜ao ao n´o monitor

da- dos pelos n´os sensores em dire¸c˜ao ao n´o monitor (b) Transmiss˜ao de dados entre n´os

(b) Transmiss˜ao de dados

entre n´os sensores

n´o monitor (b) Transmiss˜ao de dados entre n´os sensores (c) Transmiss˜ao de dados pelo n´o monitor

(c) Transmiss˜ao de dados pelo n´o monitor em dire¸c˜ao a parte ou toda a rede

Figura 2: Tipos de Classifica¸c˜ao do Roteamento em RSSFs (MACHADO et al., 2005a)

das RSSFs.

Atrav´es de algoritmos de dissemina¸c˜ao o n´o monitor desempenha v´arias

atividades. Por exemplo, o n´o monitor altera o modo operacional de parte ou de toda a

rede, podendo disseminar um novo interesse (requisi¸c˜ao) para os n´os sensores, ativar ou

desativar um ou mais sensores e enviar consultas para a rede.

Em RSSFs, existem v´arios protocolos de roteamento classificados de acordo com o

tipo de dissemina¸c˜ao ou coleta de dados. Estas classifica¸c˜oes de dados s˜ao apresentadas

por Goussevskaia (2005b). Uma lista com v´arios protocolos de roteamento ´e apresentada

por Ye (2004).

Destacam-se aqui os protocolos classificados como baseados em curvas.

Os protocolos pertencentes a este grupo utilizam equa¸c˜oes de curvas cont´ınuas para es-

pecificar as rotas que os pacotes devem seguir dentro da rede de sensores. S˜ao represen-

tantes deste grupo o Trajectory Based Forwarding (TBF), proposto por Niculescu e Nath

(2003), e o protocolo Trajectory and Energy-based Data Dissemination (TEDD) propos-

tos por Machado (2005c) e Goussevskaia (2005b). A primeira proposta de abordagem de

roteamento em curva ´e o TBF. A id´eia principal do TBF ´e inserir uma equa¸c˜ao de curva

(trajet´oria) no pacote, e cada n´o intermedi´ario decide qual ser´a o pr´oximo n´o a propagar

o pacote com base na distˆancia de seus vizinhos em rela¸c˜ao a` trajet´oria contida no pacote.

Para realizar tal decis˜ao, cada n´o possui uma tabela de vizinhos. Outras propostas de

protocolos para o roteamento em curva s˜ao os protocolos TEDD. Nestes, quando um n´o

monitor deseja disseminar uma informa¸c˜ao para a rede, ou para uma parte da mesma,

´e acionado o m´odulo de gera¸c˜ao de curvas.

14

O m´odulo de gera¸c˜ao de curvas tem seu

funcionamento apresentado no cap´ıtulo 2. Ao ser acionado, o m´odulo de gera¸c˜ao de curva

recebe o mapa de disponibilidade de energia da rede como entrada e gera como sa´ıda um

conjunto de equa¸c˜oes de curva. Na seq¨uˆencia, o n´o monitor cria um pacote, contendo o

conjunto de curvas obtido e a informa¸c˜ao a ser disseminada, e o transmite para os n´os

sensores. Quando um n´o sensor recebe o pacote, ele decide se deve propag´a-lo, o que ´e

chamado de roteamento baseado no receptor. A decis˜ao de propaga¸c˜ao baseada no sensor

receptor ´e definida de acordo com a miss˜ao da propaga¸c˜ao de pacotes, da distˆancia da

curva ou da ausˆencia de transmiss˜ao de outros n´os.

1.2

Objetivos

Yuksel, Pradhan e Kalyanaraman (2003) avaliam propostas de pol´ıticas para escolha

de vizinhos em algoritmos de roteamento baseados no emissor, ou seja, algoritmos em que

o n´o atual decide qual ser´a o pr´oximo n´o a propagar.

´

E feita uma an´alise de desempenho

dos algoritmos em v´arios ambientes de redes de sensores, tal como ambientes densos onde

h´a muitos sensores em pouco espa¸co, ou ambientes onde h´a poucos sensores em muito

espa¸co.

O objetivo do presente trabalho ´e comparar pol´ıticas para escolha de vizinhos em

algoritmos de roteamento baseados no receptor, ou seja, algoritmos em que o n´o ao re-

ceber o pacote vai decidir ou n˜ao dissemin´a-lo. A an´alise do desempenho de algoritmos

de roteamento ´e essencial em redes de sensores, visto que estas apresentam in´umeros pro-

blemas que precisam ser solucionados, tal como a economia de energia para manter os

sensores ativados o maior tempo poss´ıvel e, assim, aumentar o desempenho de sua tarefa.

Ser´a feita uma an´alise do desempenho de cada algoritmo em que se objetiva identificar o

funcionamento ideal de acordo com pol´ıticas de roteamento.

15

1.3

Organiza¸c˜ao do Trabalho

O texto do presente trabalho est´a organizado da seguinte forma: No Cap´ıtulo 2 s˜ao

apresentados os trabalhos relacionados. No Cap´ıtulo 3 s˜ao apresentados os protocolos de

roteamento em curva Trajectory and Energy-based Data Dissemination Pref (TEDD-Pref)

e Trajectory and Energy-based Data Dissemination Alpha (TEDD-Alpha). No Cap´ıtulo 4

s˜ao apresentadas simula¸c˜oes e resultados experimentais obtidos. Finalmente no Cap´ıtulo 5

´e feita uma an´alise do trabalho realizado, s˜ao apresentadas as conclus˜oes e os trabalhos

futuros planejados.

16

2 Fundamenta¸c˜ao Te´orica e Trabalhos Relacionados

Neste cap´ıtulo, na se¸c˜ao 2.1 s˜ao apresentados conceitos de redes sem fio. Na se¸c˜ao 2.2

s˜ao apresentados conceitos de RSSFs, suas aplica¸c˜oes, formas de comunica¸c˜ao de dados e

protocolos utilizados.

2.1 Redes sem Fio

A Computa¸c˜ao M´ovel ´e uma area´

de pesquisa dentro da Ciˆencia da Computa¸c˜ao

que vem recebendo muita aten¸c˜ao nos ultimos´

anos.

O desenvolvimento de tal ´area

foi acelerado com o surgimento, na d´ecada de 70, das redes sem fio que tiveram um

grande aumento de popularidade na d´ecada de 90, quando foram adaptadas para per-

mitir a mobilidade (MACHADO, 2005c). Atualmente, essas redes podem ser classificadas

como infra-estruturadas e ad hoc (JOHNSON; MALTZ; BROCH, 1996; LARSSON; HEDMAN,

1998; PARK; SAVVIDES; SRIVASTAVA, 2000; PARK; CORSON, 1998; PERKINS; ROYER, 1998;

ROYER; TOH, 1999).

Nas redes infra-estruturadas, o n´o m´ovel fica diretamente em contato com uma Esta¸c˜ao

de Suporte a Mobilidade (ESM), na parte fixa. O funcionamento deste tipo de rede m´ovel

´e semelhante ao da telefonia celular, em que toda a comunica¸c˜ao deve, necessariamente,

17

Figura 3: Redes Infra-Estruturadas F i g u r a 4 : R e d

Figura 3: Redes Infra-Estruturadas

Figura 3: Redes Infra-Estruturadas F i g u r a 4 : R e d e

Figura 4: Redes Ad

hoc

passar pela central (ESM), mesmo que os equipamentos m´oveis estejam a uma distˆancia

em que poderiam, eventualmente, comunicar-se diretamente. A Figura 3 apresenta um

modelo de comunica¸c˜ao para redes infra-estruturadas em que as ESM podem estar conec-

tadas a gateways que permitem a comunica¸c˜ao entre os n´os m´oveis e a parte fixa da

rede.

Outro tipo de rede sem fio s˜ao as redes ad hoc, tamb´em conhecida como Mobile

Ad hoc NETwork (MANET), em que os dispositivos s˜ao capazes de trocar informa¸c˜oes

diretamente entre si.

Ao contr´ario do que ocorre em redes infra-estruturadas, n˜ao h´a

pontos de acesso, e os n´os dependem uns dos outros para manter a rede conectada. Os

n´os das redes ad hoc mudam de posi¸c˜ao arbitrariamente e, dessa forma, a topologia

da rede ad hoc muda freq¨uentemente e de forma n˜ao determin´ıstica.

O roteamento ´e

o principal problema desse tipo de rede, pois se torna complicado com mudan¸cas de

conectividade entre n´os m´oveis, requerendo uma permanente adapta¸c˜ao e reconfigura¸c˜ao

de rotas.

Redes ad hoc s˜ao indicadas, principalmente, para situa¸c˜oes em que n˜ao se

pode, ou n˜ao faz sentido instalar uma rede fixa para prover o suporte `a mobilidade. A

utiliza¸c˜ao de uma rede ad hoc est´a associada a cen´arios onde existe uma necessidade

de se instalar rapidamente uma rede de comunica¸c˜ao.

que n˜ao h´a uma infra-estrutura previamente instalada.

Normalmente, s˜ao situa¸c˜oes em

Pode-se utilizar estas redes na

coordena¸c˜ao de resgates em situa¸c˜oes de desastre, troca de informa¸c˜oes t´aticas em campos

de batalha, compartilhamento de informa¸c˜oes, robˆos e outros elementos computacionais

trabalhando em ambientes in´ospitos utilizando sensores que cooperam entre si e tamb´em

na interconex˜ao de wearable computers entre outras.

18

2.2

Redes de sensores sem fio

Nesta se¸c˜ao, na se¸c˜ao 2.2.1 ´e apresentado as RSSFs. A se¸c˜ao 2.2.2 mostra algumas

aplica¸c˜oes das RSSFs.

E na se¸c˜ao 2.2.3, ´e apresentado as formas de comunica¸c˜ao em

RSSFs e protocolos respons´aveis por esse servi¸co.

2.2.1

Introdu¸c˜ao

Um tipo especial de rede m´ovel ad hoc considerado um tipo de rede sem fio, s˜ao as Re-

des de Sensores Sem Fio (RSSFs) (MACHADO, 2005c). As RSSFs s˜ao bem parecidas com

as MANETs, ambas possuem elementos computacionais que se comunicam diretamente

entre si, sem enlaces de comunica¸c˜ao sem fio. Por´em, nas redes ad hoc, cada elemento que

comp˜oe a rede possui capacidade de executar aplica¸c˜oes distintas e trabalhar de forma

independente. J´a as redes de sensores sem fio tendem a trabalhar de forma colaborativa,

executando aplica¸c˜oes em que os n´os sensores transmitem dados para n´os monitores, ou

n´os sink.

Os n´os monitores s˜ao dispositivos com capacidade computacional superior a`

dos demais n´os, s˜ao respons´aveis por processar as informa¸c˜oes de sensoriamento forneci-

das pela rede, disponibiliz´a-las para observadores externos e disseminar informa¸c˜oes de

controle para a rede.

As RSSFs possuem a limita¸c˜ao de serem formadas por dispositivos computacionais

limitados de mem´oria, processador e energia. O projeto de uma RSSFs deve ser modelado

de forma a minimizar tais restri¸c˜oes. Al´em disso, a quest˜ao de energia torna-se um dos

principais problemas desse tipo de rede porque, em geral, a manuten¸c˜ao dos n´os sensores

´e dif´ıcil, quando n˜ao invi´avel. Essas redes podem ser formadas por centenas ou milhares

de n´os, o que dificulta a recarga das baterias. Assim sendo, a otimiza¸c˜ao do consumo de

19

energia prolonga o tempo de vida da rede.

Otimizar o consumo de energia ´e fundamental para que o tempo de vida das RSSFs

aumente. Nesse contexto, os algoritmos de roteamento desempenham um papel impor-

tante, pois o custo da comunica¸c˜ao de dados nas RSSFs ´e mais significativo. O mesmo ´e de

aproximadamente trˆes ordens de grandeza superior ao de processamento (POTTIE, 2000).

Isso mostra que a utiliza¸c˜ao dos algoritmos de roteamento ´e de extrema importˆancia, pois

economizar energia ´e essencial, e s´o roteando os pacotes com eficiˆencia e efic´acia pode-se

aumentar o tempo de vida das RSSFs.

2.2.2

Aplica¸c˜oes

As redes de Sensores sem Fios podem ser aplicadas em diversas areas,´

tais como

ambiental, m´edica, militar, espacial, industrial, urbana e rural (MACHADO, 2005c):

Na ´area ambiental, as redes de sensores ser˜ao importantes na preven¸c˜ao e no aux´ılio

as` v´ıtimas de cat´astrofes naturais tais como terremotos, vulc˜oes, tsunamis e furac˜oes.

Em ambitoˆ

brasileiro, essas redes podem detectar secas, queimadas ou poss´ıveis

enchentes;

Na ´area m´edica, as RSSFs podem ser utilizadas para monitorar o funcionamento de

org˜´

aos como o cora¸c˜ao, detectar a presen¸ca de substˆancias que indicam a existˆencia

ou o surgimento de um problema biol´ogico;

Na area´

militar, essas redes s˜ao capazes de detectar explos˜oes, presen¸ca de material

nocivo como g´as venenoso ou radia¸c˜ao.

Nesse tipo de aplica¸c˜ao, os requisitos de

seguran¸ca s˜ao fundamentais. Al´em disso, o alcance das transmiss˜oes dos sensores ´e

geralmente reduzido para evitar escutas clandestinas e os dados s˜ao criptografados

e submetidos a processos de assinatura digital;

20

Na area´

espacial, as RSSFs podem auxiliar em tarefas relacionadas a` explora¸c˜ao

inicial de um planeta ou estrela. Nesse caso, a rede ser´a capaz de avaliar os perigos

existentes para uma eventual visita humana;

Na area´

industrial, as RSSFs podem prover mecanismos de controle industrial.

Por exemplo, sensores sem fio podem ser embutidos em pe¸cas presentes na linha

de montagem com o objetivo de realizar testes no processo de manufatura.

A

produ¸c˜ao industrial pode ser otimizada a partir do monitoramento em ind´ustrias pe-

troqu´ımicas, f´abricas, refinarias e siderurgias. Al´em disso, as redes de sensores sem

fio ser˜ao capazes de garantir o controle de dados em ´areas de dif´ıcil acesso ou peri-

gosas. Por exemplo, na ind´ustria de petr´oleo e g´as (principalmente em plataformas

em alto mar), o monitoramento da extra¸c˜ao de petr´oleo e g´as ´e cr´ıtico;

Na ´area urbana, as redes de sensores s˜ao fundamentais para melhorar as condi¸c˜oes

de tr´afego e de seguran¸ca, monitorando o tr´afego de ve´ıculos em rodovias e ma-

lhas vi´arias urbanas e provendo seguran¸ca em centros comerciais e estacionamentos.

Al´em disso, as RSSFs podem monitorar vari´aveis ambientais em locais internos como

pr´edios e residˆencias. Aplica¸c˜oes rurais podem ser desenvolvidas para o controle de

planta¸c˜oes e de cria¸c˜ao de animais.

Como conseq¨uˆencia do avan¸co tecnol´ogico e das possibilidades de aplica¸c˜oes, as RSSFs

vˆem recebendo muita aten¸c˜ao por parte dos pesquisadores. Seus problemas est˜ao sendo

discutidos e as solu¸c˜oes encontram-se em desenvolvimento no meio acadˆemico. (MACHADO,

2005c)

2.2.3 Comunica¸c˜ao de Dados

As caracter´ısticas de RSSFs e as condi¸c˜oes de trabalhos destas faz com que a comu-

nica¸c˜ao de dados em redes de sensores tenha que ser, a cada dia, mais eficiente. V´arias

21

propostas para comunica¸c˜ao de dados em RSSFs s˜ao apresentadas na literatura (YE et al.,

2004; MACHADO, 2005c; GOUSSEVSKAIA et al., 2005b; HAAS; HALPERN; LI, 2002; HEINZEL-

MAN; KULIK; BALAKRISHNAN, 1999; KULIK; HEINZELMAN; BALAKRISHNAN, 1999; INTA-

NAGONWIWAT; GOVINDAN; ESTRIN, 2000; GOUSSEVSKAIA, 2005a; COFFIN et al., 2000).

Abaixo, na se¸c˜ao 2.2.3.1, s˜ao apresentados os principais grupos de protocolos para co-

munica¸c˜ao de dados em RSSFs. Na se¸c˜ao 2.2.3.2 ´e apresentado o roteamento em curva

em redes de sensores sem fio, o estudo mais aprofundado deste t´opico ´e essencial neste

trabalho, pois os algoritmos em estudo participam desse tal grupo. Na se¸c˜ao 2.2.3.3 s˜ao

apresentados algoritmos de coleta de dados. E na se¸c˜ao 2.2.3.4 s˜ao apresentados algorit-

mos de dissemina¸c˜ao de dados.

2.2.3.1 Protocolos de Roteamento em RSSFs

Na literatura s˜ao propostos v´arios protocolos de roteamento, uma lista com a maioria

destes algoritmos ´e apresentada por Ye (2004). Abaixo ´e apresentado quatro dos prin-

cipais grupos de algoritmos de roteamento em RSSFs e alguns exemplos de algoritmos

participantes destes grupos:

Baseados em inunda¸c˜ao, nesse grupo encontra-se o Flooding, o Gossiping (HAAS;

HALPERN; LI, 2002) e o SPIN (HEINZELMAN; KULIK; BALAKRISHNAN, 1999; KULIK;

HEINZELMAN; BALAKRISHNAN, 1999);

Baseados em topologia plana, que s˜ao protocolos que operam sem construir nenhum

tipo de hierarquia entre os n´os. Os protocolos que se encaixam nessa categoria s˜ao

o Directed Difusion (INTANAGONWIWAT; GOVINDAN; ESTRIN, 2000), DRP (COFFIN

et al., 2000), GRAB (YE et al., 2005), entre outros (YE et al., 2004);

Baseados em topologia hier´arquica. Esses protocolos constr´oem e mantˆem uma hi-

erarquia de comunica¸c˜ao entre os n´os, visando melhor escalabilidade. Nessa cate-

22

goria se encaixam LEACH (HEINZELMAN; CHANDRAKASAN; BALAKRISHNAN, 2000)

e TTDD (YE et al., 2002);

Baseados em curvas. Estes protocolos utilizam equa¸c˜oes de curvas cont´ınuas para

especificar as rotas de roteamento.

Neste grupo encontra-se o TBF (NICULESCU;

NATH, 2003) e TEDD (MACHADO et al., 2005b; GOUSSEVSKAIA et al., 2005b).

Na se¸c˜ao 2.2.3.2 ´e apresentado, em maiores detalhes, o grupo dos algoritmos de rotea-

mento em curva.

Este grupo merece uma se¸c˜ao, pois as t´ecnicas baseadas no receptor

avaliadas nesse trabalho s˜ao para o roteamento em curva em RSSFs.

2.2.3.2 Roteamento em Curva

O roteamento em curva ´e uma t´ecnica de roteamento em redes de sensores sem fio

que combina o roteamento baseado na origem (source based routing) (MINI et al., 2005) e o

roteamento cartesiano (Cartesian routing) (KULIK; HEINZELMAN; BALAKRISHNAN, 1999).

O roteamento em curva se diferencia do roteamento baseado na origem e do roteamento

cartesiano pela forma de especifica¸c˜ao das rotas.

No roteamento baseado na origem, cada passo que o pacote deve seguir ´e enumerado

pelo n´o origem, descrevendo a seq¨uˆencia e quais n´os devem transmitir o pacote at´e que

este alcance o n´o destino. A seq¨uˆencia de transmiss˜ao dos pacotes ´e inserida na tabela

de roteamento, e ao receber o pacote, cada n´o verifica se vai transmitir; se sim, transmite

e o pr´oximo n´o na tabela de roteamento continua o trabalho; e se n˜ao vai transmitir,

simplesmente descarta o pacote. O roteamento baseado na origem ´e mais utilizado em

redes fixas, construindo rotas tanto est´aticas quanto dinˆamicas.

J´a o roteamento Cartesiano tem por objetivo minimizar a complexidade do roteador

e o tempo de resposta. O roteamento Cartesiano caracteriza-se pelo fato de que a rota

23

do pacote ´e determinada pela posi¸c˜ao do roteador em rela¸c˜ao `a do destino. A principal

vantagem da t´ecnica de roteamento Cartesiano ´e a ausˆencia da tabela de roteamento,

o que diminui o overhead da rede e do roteador.

A ausˆencia da tabela de roteamento

n˜ao influencia na execu¸c˜ao do algoritmo, pois o algoritmo deve conhecer a topologia da

rede.

Al´em disso, dada uma decis˜ao a ser tomada, o roteamento cartesiano apresenta

complexidade O(1), enquanto na mesma tomada de decis˜ao, os algoritmos que utilizam

tabela de roteamento apresentam complexidade O(log n). A abordagem cartesiana apre-

senta algumas desvantagens como decis˜oes gulosas que devem ser tomadas em cada n´o e,

n˜ao baseadas na distˆancia ao destino e sim na distˆancia a` curva desejada. Al´em disso,

a propaga¸c˜ao ´e feita em linha reta, o que pode atrapalhar o funcionamento da rede em

condi¸c˜oes reais de opera¸c˜ao.

O roteamento em curva utiliza o melhor dos dois m´etodos. Assim como no roteamento

baseado na origem, o caminho ´e indicado pela origem, por´em a identifica¸c˜ao dos n´os

intermedi´arios em uma tabela de roteamento n˜ao ´e necess´aria, visto que em cada n´o ´e

computado se ele vai transmitir ou n˜ao. Dessa forma, o roteamento baseado em curva

resolve a desvantagem principal do roteamento baseado na origem, que ´e o maior tamanho

do pacote, devido ao tamanho da tabela de roteamento. Como no roteamento Cartesiano,

as decis˜oes tomadas em cada n´o s˜ao gulosas, n˜ao s˜ao baseadas na distˆancia ao destino, mas

sim na distˆancia a` curva desejada. A limita¸c˜ao do roteamento Cartesiano, que consiste

em uma unica´

pol´ıtica de propaga¸c˜ao, em linha reta, ´e superada, j´a que, na pr´atica,

existem muitos servi¸cos de rede que requerem roteamento que n˜ao siga o menor caminho.

Um exemplo de tal situa¸c˜ao ocorre quando uma rede de sensores sem fio ´e particionada

devido ao uso excessivo de baterias ao longo de menores caminhos mais populares. Outro

exemplo s˜ao topologias de rede em que o roteamento em linha reta n˜ao ´e poss´ıvel devido

a` presen¸ca de obst´aculos, “buracos” de conectividade, ou outras restri¸c˜oes, tais como de

seguran¸ca. Nesses casos, rotas curvas se tornam uteis´

para contornar as areas´

em que n˜ao

´e desej´avel ou poss´ıvel o gasto de recursos com roteamento de terceiros. (GOUSSEVSKAIA,

2005a)

24

O roteamento em curva possui v´arias vantagens que o torna um excelente candidato

para utiliza¸c˜ao em redes de sensores. Pode-se destacar desde o simples caso do unicast,

at´e vantagens muito significativas em v´arias outras importantes fun¸c˜oes, tais como bro-

adcast, descoberta de rotas e caminhos m´ultiplos (GOUSSEVSKAIA, 2005a). O primeiro

trabalho a propor uma abordagem de roteamento sobre curva, foi apresentado por (NICU-

LESCU; NATH, 2003), nesta abordagem Nath prop˜oe o protocolo Trajectory Based Forwar-

ding (TBF). Outra abordagem de roteamento sobre curva ´e apresentada por Goussevs-

kaia (2005a) e Machado(2005), nestas abordagens ´e proposto o Trajectory and Energy-

based Data Dissemination (TEDD). Estes protocolos (TBF e TEDD) s˜ao apresentados

na se¸c˜ao 2.2.3.4.

Al´em disso, o roteamento em curva possui caracter´ısticas que possibilitam o aumento

do tempo de vida da rede de sensores. Pode-se destacar as seguintes caracter´ısticas do

roteamento em curva apresentadas por Goussevskaia (2005a):

Comunica¸c˜ao trocada pela computa¸c˜ao. Os caminhos, ao inv´es de serem “descober-

tos”, s˜ao computados. Essa troca ´e vantajosa, considerando uma diferen¸ca de quase

quatro ordens de grandeza entre os custos de envio de um pacote via um canal sem

fio e de execu¸c˜ao de uma instru¸c˜ao (WARNEKE et al., 2001);

Separa¸c˜ao do nome da rota em si. Essa caracter´ıstica ´e de grande importˆancia no

contexto de uma rede densa, em que n´os intermedi´arios podem se mover ou trocar

de estado, ao desligar o r´adio ou falhar, por exemplo, tornando um caminho discreto

completamente inutiliz´avel nesse caso;

Especifica¸c˜ao da trajet´oria independente do endere¸co do destino.

Caso o destino

seja conhecido, a t´ecnica pode ser utilizada como suporte para roteamento; em caso

contr´ario, a mesma pode ser utilizada para multicasting ou broadcasting;

Provis˜ao “barata” de diversidade de rotas. A provis˜ao ´e barata, quando comparada

a t´ecnicas tradicionais de descoberta de rotas alternativas baseadas em inunda¸c˜ao;

25

Utiliza¸c˜ao de funcionalidades dispon´ıveis nos n´os.

Muitas aplica¸c˜oes em redes de

sensores sem fio necessitam que os n´os sejam capazes de determinar a sua localiza¸c˜ao.

Idealmente, cada n´o seria equipado com um Global Positioning System (GPS), caso

em que o n´o mais pr´oximo da trajet´oria transmitir o pacote. Caso o GPS n˜ao seja

dispon´ıvel, o roteamento em curva pode utilizar posi¸c˜oes aproximadas, dadas por

algoritmos de posicionamento baseados em outras habilidades dos n´os, tais como

se comunicar com seus vizinhos (NICULESCU; BADRINATH, 2001; SAVVIDES; HAN;

STRIVASTAVA, 2001).

2.2.3.3 Coleta de Dados

A comunica¸c˜ao entre os n´os monitores e os n´os sensores ´e essencial para as redes de

sensores sem fio. Os dados coletados pelos n´os sensores devem ser enviados aos n´os mo-

nitores. Esta a¸c˜ao ´e chamada de “coleta de dados” (GOUSSEVSKAIA, 2005a). A coleta

de dados, basicamente, consiste na transmiss˜ao de informa¸c˜oes coletadas pela rede de

sensores em dire¸c˜ao ao n´o monitor. Neste ˆambito, v´arios protocolos s˜ao propostos (YE et

al., 2004). Alguns protocolos s˜ao apresentados nas pr´oximas se¸c˜oes.

2.2.3.3.1 Declarative Path Routing

O Declarative Path Routing (DRP), proposto por Coffin (2000), ´e um protocolo para

redes de sensores que visa eficiˆencia no uso de energia atrav´es de agrega¸c˜oes dentro da rede.

O protocolo utiliza uma arvore´

de roteamento para cada n´o monitor de forma que este

possa receber dados sensoreados de toda a rede de sensores. A arvore,´

para propaga¸c˜ao

dos dados em dire¸c˜ao ao n´o monitor, ´e gerada a partir da abordagem de propaga¸c˜ao re-

versa. Os n´os s˜ao organizados em vizinhan¸cas, de acordo com o raio de comunica¸c˜ao dos

26

sensores.

Quando um n´o monitor emite uma mensagem de consulta, essa mensagem ´e

repassada de vizinhan¸ca em vizinhan¸ca. A decis˜ao de qual ser´a o pr´oximo n´o para o qual

a mensagem de consulta deve ser transmitida ´e feita atrav´es da soma ponderada de v´arios

fatores, tais como qualidade do enlace em termos de Raz˜ao Sinal/Ru´ıdo (RSN), energia

restante, entre outros. A constru¸c˜ao da ´arvore se completa quando a mensagem de con-

sulta percorre todas as vizinhan¸cas. Quando um n´o-sensor come¸ca a gerar dados dentro

da sua vizinhan¸ca, qualquer vizinho que encontre um casamento entre o dado e o interesse

disseminado por algum n´o monitor deve repassar essa mensagem seguindo o caminho in-

verso da mensagem de consulta. A consistˆencia dos estados de roteamento em cada n´o ´e

mantida atrav´es de n´umeros de seq¨uˆencia, que s˜ao incrementados toda vez que o estado ´e

atualizado. Inconsistˆencias nos estados entre vizinhos s˜ao detectadas comparando os seus

n´umeros de seq¨uˆencia, podendo requisitar a ultima´

2.2.3.3.2 Directed Diffusion

vers˜ao. (GOUSSEVSKAIA, 2005a)

O protocolo Directed Diffusion (DD), proposto por Intanagonwiwat (2000), tem como

meta estabelecer canais de comunica¸c˜ao eficiente entre os n´os sensores e a esta¸c˜ao base.

O algoritmo utiliza os conceitos de roteamento baseado nos dados e agrega¸c˜ao de dados.

No roteamento baseado nos dados, a coleta de dados ocorre de acordo com os dados de

interesse. Se um n´o esta interessado em algum dado de um n´o da rede, este requisita o

dado e o n´o detentor da informa¸c˜ao a envia para o n´o requisitante. J´a na agrega¸c˜ao de

dados, n´os intermedi´arios podem anexar seus dados em um simples pacote para reduzir o

numero de transmiss˜oes e o volume total de dados transmitidos. O funcionamento b´asico

do DD pode ser descrito como “uma requisi¸c˜ao de sensoriamento ´e disseminada pela rede

na forma de um interesse”. (LUZ, 2004)

2.2.3.3.3 Low-Energy Adaptive Clustering Hierarchy

27

O Low-Energy Adaptive Clustering Hierarchy (LEACH), proposto por Heinzelman,

Chandrakasan e Balakrishnan (2000), visa otimizar a organiza¸c˜ao da rede em termos da

energia gasta nas transmiss˜oes de r´adio.

O algoritmo assume que cada n´o sensor seja

capaz de ajustar a potˆencia de transmiss˜ao do seu r´adio, controlando assim a topologia

da rede. Se o n´o utiliza a potˆencia m´axima, o mesmo ´e capaz de se comunicar diretamente

com o n´o monitor. Utilizando uma an´alise baseada em um dado tamanho de rede e um

modelo de r´adio, o LEACH dissemina os dados atrav´es de uma estrutura de dois enlaces,

visando otimizar o compromisso entre os consumos de energia durante transmiss˜oes e re-

cebimentos. Mensagens de dados de cada n´o sensor s˜ao primeiramente transmitidas para

um l´ıder local e, em seguida, repassadas para o n´o monitor utilizando uma transmiss˜ao

de r´adio de (potencialmente) longo alcance. Periodicamente, o sistema executa um algo-

ritmo distribu´ıdo aleat´orio para eleger um n´umero pr´e-determinado de l´ıderes. Os l´ıderes

escolhidos se anunciam para a rede, de forma a guiar a sua reorganiza¸c˜ao. Os n´os senso-

res se subordinam ao l´ıder que possui o sinal de r´adio mais forte. O l´ıder ent˜ao cria um

escalonamento Time Division Multiple Access (TDMA) e informa a cada membro do seu

grupo em que momento o mesmo pode transmitir seus dados. LEACH tamb´em prop˜oe o

uso de um esquema Code Division Multiple Access (CDMA) para diminuir a interferˆencia

entre os grupos.

2.2.3.3.4 Pegasis

O Pegasis ´e um protocolo para RSSF proposto por Lindsey e Raghavendra (2002),

baseado no conceito de correntes. Cada n´o troca informa¸c˜oes apenas com os n´os sensores

mais pr´oximos formando uma corrente entre os n´os.

Para a coleta das informa¸c˜oes, o

protocolo usa o conceito de rounds. A cada round ´e selecionado um n´o sensor, chamado

de l´ıder. O n´o l´ıder recebe os dados dos n´os vizinhos, agrupa os dados em um unico´

pacote

e o transmite para o n´o monitor. Para que os dados sejam recolhidos em cada round, cada

n´o sensor recebe os dados de todos os seus vizinhos, agrupa com seus pr´oprios dados e

28

o transmite na dire¸c˜ao do l´ıder na corrente. O Pegasis tem como principal vantagem a

redu¸c˜ao do consumo de energia dos n´os ao evitar que v´arios l´ıderes se comuniquem com

o n´o monitor. Sua principal desvantagem ´e quando ocorre a “morte” de algum dos n´os

sensores, pois toda a corrente deve ser reconstru´ıda para que volte a operar de forma

normal.

2.2.3.4

Dissemina¸c˜ao de Dados

A “dissemina¸c˜ao de dados” (GOUSSEVSKAIA, 2005a) ´e uma forma de comunica¸c˜ao

essencial para redes de sensores. A dissemina¸c˜ao de dados caracteriza-se pelo fato de ser

a forma de comunica¸c˜ao entre os n´os monitores e os n´os sensores. Os n´os monitores dis-

seminam pela rede informa¸c˜oes de administra¸c˜ao, controle e dados, coordenando a rede

de sensores. V´arios protocolos s˜ao propostos para dissemina¸c˜ao de dados. Alguns desses

protocolos s˜ao apresentados nas pr´oximas se¸c˜oes, outros s˜ao apresentados no cap´ıtulo 3 e

uma lista mais completa pode ser vista em Ye (2004).

2.2.3.4.1 Gossiping

´

E proposto por Haas e Li (2002) um protocolo baseado em “fofoca”, chamado de go-

ssiping. A id´eia principal do gossiping ´e utilizar o conceito de inunda¸c˜ao probabil´ıstica,

ou seja, cada n´o retransmite uma mensagem que recebeu com uma probabilidade p. O

algoritmo apresenta comportamentos distintos em fun¸c˜ao da densidade da rede e da pro-

babilidade utilizada. Um de seus principais problemas ocorre quando a rede for esparsa ou

a probabilidade for pequena, as rotas s˜ao quebradas com muita facilidade e poucos n´os s˜ao

atingidos (cobertos). J´a em redes densas ou quando a probabilidade de retransmiss˜ao for

suficientemente alta, o algoritmo apresenta um desempenho bastante satisfat´orio quanto

29

ao n´umero de n´os cobertos. Al´em disso, para o mesmo n´umero de n´os cobertos, o n´umero

de transmiss˜oes de r´adio costuma ser menor que a inunda¸c˜ao completa, permitindo uma

economia de energia. Haas e Li (2002) mostram que probabilidades p entre 0.6 e 0.8 s˜ao

suficientes para que praticamente todos os n´os sejam cobertos em praticamente todas as

dissemina¸c˜oes realizadas.

2.2.3.4.5 Dynamic Delayed Broadcasting

Heissenb¨uttel (2006) apresenta um protocolo para dissemina¸c˜ao de dados chamado Dy-

namic Delayed Broadcasting (DDB). O protocolo ´e baseado no conceito forwarding delay,

ou seja, antes de propagar um pacote, o n´o espera um intervalo de tempo e se dentro desse

intervalo nenhum n´o vizinho propagar ent˜ao o n´o propaga. O calculo do tempo de atraso

´e o elemento mais importante dessa pol´ıtica, visto que ´e essencial para que somente um

pacote seja transmitido por vez. Este protocolo possui duas formas de calcular a pol´ıtica

de atraso.

Na primeira, denominada DDB1, um n´o calcula o seu tempo de atraso em

fun¸c˜ao da sua area´

f´ısica e o campo de cobertura do n´o. A segunda vers˜ao do DDB, cha-

mada DDB2, aborda o problema do consumo de energia e tem como objetivo aumentar

o tempo de vida da rede.

2.2.3.4.6 Broadcast Protocol for Sensor Networks

O protocolo Broadcast Protocol for Sensor Networks (BPS), proposto por Durresi

(2005), para a dissemina¸c˜ao de dados utiliza o conceito de forwarding delay com a m´etrica

de distˆancia para minimizar o n´umero de pacotes transmitidos em cada dissemina¸c˜ao.

Quando um n´o envia um pacote, ele se torna o centro de um hex´agono inscrito em seu

raio de comunica¸c˜ao e, todos os seus vizinhos calculam a sua respectiva distˆancia at´e o

v´ertice mais pr´oximo do hex´agono. O tempo de atraso ´e proporcional a essa distˆancia. O

30

tempo de atraso esta diretamente relacionado a distancia dos v´ertices do hex´agono.

2.2.3.4.7 Gossiping using the Energy Map

O Gossiping using the Energy Map (GEM), proposto por Machado (2007), ´e um pro-

tocolo baseado em gossiping para realizar broadcasting eficiente em termos de energia

nas RSSFs.

O broadcasting ´e um tipo de dissemina¸c˜ao de dados em que o n´o monitor

possui uma informa¸c˜ao que deve ser enviada para todos os n´os da rede. Protocolos base-

ados em gossiping s˜ao caracterizados por decidirem de forma aleat´oria qual ´e o conjunto

de n´os que deve propagar os pacotes de dados.

A cada passo dos protocolos baseados

em gossiping, um conjunto aleat´orio de n´os ´e selecionado para propagar o pacote e assim

continuar o processo de roteamento. A id´eia do GEM consiste em alterar o processo de

escolha aleat´oria de n´os para que o processo de sele¸c˜ao seja influenciado pelo mapa de

energia 1 .

2.2.3.4.8 Two-Tier Data Dissemination

O protocolo Two-Tier Data Dissemination (TTDD), proposto por Luo (2002), ´e ba-

seado em uma hierarquia de dois n´ıveis. Esse protocolo foi desenvolvido com o objetivo

de resolver problemas na comunica¸c˜ao de dados que ocorrem quando, em uma rede de

sensores, h´a presen¸ca de v´arios n´os monitores fixos ou m´oveis. O algoritmo parte do prin-

cipio de que cada n´o sensor conhece a sua pr´opria localiza¸c˜ao, e os n´os monitores m´oveis

podem conhecer as suas coordenadas. Na rede de sensores, ao detectar um est´ımulo, os

n´os na ´area de origem do est´ımulo processam o est´ımulo coletivamente e apenas um deles

envia o pacote de dados em dire¸c˜ao ao n´o monitor. A dissemina¸c˜ao dos dados pela rede ´e

feita de acordo com a estrutura de um grid, que ´e montado assim que surge a necessidade

1 O mapa de energia ´e a informa¸c˜ao sobre a quantidade de energia dispon´ıvel nas diversas partes da rede (MINI et al., 2005).

31

da retransmiss˜ao de pacotes. Os n´os monitores disseminam as suas consultas dentro de

uma c´elula local. Ao atingir o n´o retransmissor mais pr´oximo, a consulta ´e propagada at´e

a fonte atrav´es de outros n´os propagadores localizados nos pontos de cruzamento do grid.

Os dados requisitados seguem o mesmo caminho de volta ao n´o monitor, por´em na dire¸c˜ao

inversa.

2.2.3.4.9 Sensor Protocols for Information via Negotiation

O Sensor Protocols for Information via Negotiation (SPIN), proposto por Heinzelman

(1999), ´e um protocolo de roteamento para redes de sensores que utiliza informa¸c˜oes sobre

a quantidade de energia dispon´ıvel em cada sensor para fazer o roteamento. O SPIN utiliza

algoritmos de negocia¸c˜ao para disseminar as informa¸c˜oes de um n´o sensor para todos os

n´os sensores da rede.

No SPIN, quando um n´o percebe que sua energia est´a perto de

um limite pr´e-estabelecido, ele se adapta participando menos da dissemina¸c˜ao de dados.

´

E empregado duas id´eias b´asicas na dissemina¸c˜ao dos dados:

negocia¸c˜ao e adapta¸c˜ao

direcionada por recursos.

Sempre antes de retransmitir, os n´os negociam uns com os

outros para que somente dados uteis´

sejam retransmitidos. Este processo ´e possibilitado

visto que os dados s˜ao descritos atrav´es de meta-dados. E, al´em do mais, os n´os mant´em

um gerenciador de recursos que permite que o n´o recuse desempenhar certas tarefas, tal

como retransmiss˜ao de dados de outros n´os, e quando possui baixa reserva de energia.

32

3

Modelos

Este cap´ıtulo apresenta a fam´ılia dos protocolos de roteamento em RSSFs compa-

rados neste trabalho e suas particularidades.

Primeiro, na subse¸c˜ao 3.1 ´e apresentada

a fam´ılia de protocolos de roteamento em curva.

Na subse¸c˜ao 3.2 s˜ao apresentados o

mapa de energia e suas caracter´ısticas. Na subse¸c˜ao 3.3 ´e apresentado um dos m´odulos

dos protocolos Trajectory and Energy-based Data Dissemination (TEDD): o m´odulo de

gera¸c˜ao dinˆamica de curvas. Na subse¸c˜ao 3.4, ´e apresentada a pol´ıtica de dissemina¸c˜ao

de dados do protocolo Trajectory and Energy-based Data Dissemination Alpha (TEDD

Alpha) e, em seguida, na subse¸c˜ao 3.5, ´e apresentada a pol´ıtica de dissemina¸c˜ao de dados

do Trajectory and Energy-based Data Dissemination Pref (TEDD Pref).

3.1 Fam´ılia de Protocolos de Roteamento em Curva

O principal representante dos protocolos baseados em curvas ´e o Trajectory Based

Forwarding (TBF), proposto por Niculescu e Nath(2003). O TBF tem como id´eia prin-

cipal inserir, em cada pacote, uma equa¸c˜ao de curva.

A transmiss˜ao do pacote ´e feita

respeitando a curva gerada pela equa¸c˜ao de curva, dada uma pol´ıtica para propaga¸c˜ao de

dados.

O TBF ´e um protocolo baseado no emissor, ou seja, o n´o, ao receber o pacote, decide

qual ser´a o pr´oximo n´o a propag´a-lo, como pode ser visto na Figura 5. Para esta decis˜ao, o

33

n´o, baseando-se na equa¸c˜ao de curva contida no pacote, calcula a distˆancia de seus vizinhos

em rela¸c˜ao a` trajet´oria e, assim, decide qual n´o ser´a o pr´oximo a propagar o pacote. O

c´alculo de distˆancia entre o n´o e os n´os vizinhos ´e feito atrav´es de dados contidos em uma

tabela de vizinhos que cada n´o possui. Essa tabela ´e atualizada periodicamente atrav´es de

um pacote chamado beacon. A troca de beacons e o armazenamento da tabela de vizinhos

nos n´os sensores s˜ao as principais desvantagens que dificultam o uso do TBF em RSSFs.

desvantagens que dificultam o uso do TBF em RSSFs. Figura 5: Pol´ıticas de Escolha do Pr´oximo

Figura 5: Pol´ıticas de Escolha do Pr´oximo N´o. (MACHADO, 2005c)

Nath (2003), apresenta algumas op¸c˜oes para a escolha do pr´oximo n´o vizinho a pro-

pagar o pacote:

Menor desvio: O vizinho com menor distˆancia da curva ´e escolhido para propaga¸c˜ao.

No caso da Figura 5, o n´o N2 seria o pr´oximo n´o a propagar o pacote.

Mais pr´oximo do destino: O vizinho mais pr´oximo do destino do pacote ´e escolhido

para propaga¸c˜ao. No caso da Figura 5, o n´o N4 seria o pr´oximo a propagar o pacote.

Escolha aleat´oria: Dentre os vizinhos do n´o intermedi´ario, um ´e escolhido aleatori-

amente, baseando-se em algum m´etodo de escolha aleat´oria.

Maior Energia: Dados os n´ıveis de energia dos vizinhos, aquele com maior n´ıvel ´e

escolhido.

Outras pol´ıticas para escolha do pr´oximo n´o a propagar no TBF, s˜ao apresentadas por

Yuksel(2003).

34

Outros representantes da fam´ılia de protocolos de roteamento em curva s˜ao os proto-

colos de dissemina¸c˜ao de dados em RSSFs Trajectory and Energy-based Data Dissemina-

tion (TEDD): Trajectory and Energy-based Data Dissemination Alpha (TEDD Alpha),

proposto por Machado(2005c) e Goussevskaia(2005a); e o Trajectory and Energy-based

Data Dissemination Pref (TEDD Pref), proposto por Goussevskaia(2005b).

Os proto-

colos TEDD s˜ao baseados nos conceitos do TBF e, comparados a este, dispensam as

transmiss˜oes de beacons para atualiza¸c˜ao das tabelas de vizinhos. Isso ocorre, visto que

n˜ao ´e usada a tabela de vizinhos e, com essa mudan¸ca, ´e automaticamente reduzido o

consumo de energia de toda a rede.

No protocolo TBF, o uso de tabelas de vizinhos

´e indispens´avel, pois os n´os que ir˜ao propagar os pacotes s˜ao escolhidos por seus ante-

cessores. J´a os protocolos TEDD s˜ao baseados do receptor, ou seja, os n´os decidem se

ir˜ao transmitir ou n˜ao, e assim evitam situa¸c˜oes em que o pr´oximo n´o a propagar esteja

indispon´ıvel. Al´em disso, os protocolos TEDD incluem o uso de mapa de energia visando

determinar a rota com o menor consumo de energia (GOUSSEVSKAIA, 2005a).

Os protocolos TEDD s˜ao compostos por dois m´odulos: um de gera¸c˜ao dinˆamica de

trajet´oria, que utiliza o mapa de energia para c´alculo das trajet´orias ideais, apresentado na

se¸c˜ao 3.3; e outro m´odulo correspondente a` pol´ıtica de dissemina¸c˜ao de dados. A principal

diferen¸ca entre os protocolos de dissemina¸c˜ao TEDD ´e a pol´ıtica de dissemina¸c˜ao de dados.

A pol´ıtica de dissemina¸c˜ao do TEDD Alpha ´e apresentada na se¸c˜ao 3.4 e a do TEDD

Pref na se¸c˜ao 3.5.

3.2 Mapa de Energia

Em RSSFs, o custo de comunica¸c˜ao de dados ´e muito significativo, dadas as condi¸c˜oes

de opera¸c˜oes destas. Muitos algoritmos de dissemina¸c˜ao de dados, algoritmos de reconfi-

gura¸c˜ao, de fus˜ao de dados e de gerenciamento da rede utilizam a informa¸c˜ao constante

35

do mapa de energia em suas heur´ısticas (GOUSSEVSKAIA, 2005a). Isso ocorre, visto que,

com utiliza¸c˜ao do Mapa de Energia, ´e poss´ıvel detectar se alguma regi˜ao da rede pode

sofrer falhas por falta de energia (ZHAO; GOVINDAN; ESTRIN, 2002).

Al´em disso, n˜ao

s´o falhas podem ser detectadas, mas o conhecimento dessas possibilita a modelagem de

rotas de propaga¸c˜ao e coleta de dados, de forma a economizar energia dos n´os sensores e

maximizar o tempo de vida da rede.

A constru¸c˜ao do mapa de energia pode ocorrer de v´arias formas. A mais simples ´e

aquela em que, periodicamente, cada n´o sensor envia o seu respectivo valor de energia

para o n´o monitor.

Essa t´ecnica apresenta alto custo em termos de energia, devido a

troca de dados para atualizar o mapa. Nesse caso, provavelmente, os ganhos advindos do

conhecimento fornecido pelo mapa de energia n˜ao seriam capazes de cobrir os altos custos

do processo necess´ario para sua obten¸c˜ao e atualiza¸c˜ao. Uma proposta para obten¸c˜ao do

mapa de energia, baseada no conceito de agrega¸c˜ao ´e apresentada por Zhao, Govindan e

Estrin (2002). Mini, Loureiro e Nath (2004) apresentam uma outra proposta baseada em

predi¸c˜ao.

A abordagem baseada em agrega¸c˜ao ´e interessante, visto que, um n´o sensor s´o envia

os seus dados de energia para o n´o monitor se houver uma queda significativa no n´ıvel de

energia. Essa queda significativa ´e baseada na ultima´

vez em que o n´o enviou o n´ıvel de

energia ao n´o monitor. Os n´os, ao longo do caminho em dire¸c˜ao ao n´o monitor, quando

recebem duas ou mais informa¸c˜oes de energia podem agreg´a-las de acordo com v´arias

regras. As informa¸c˜oes de energia de areas´

topologicamente adjacentes ou que tˆem n´ıvel

de energia semelhante podem ser agregadas. A agrega¸c˜ao de informa¸c˜ao reduz o n´umero

de transmiss˜oes, o que reduz o custo da coleta de energia para montagem do mapa.

J´a a abordagem baseada em predi¸c˜ao utiliza as Cadeias de Markov 1 para prever o

consumo de energia de um n´o sensor e, com essa informa¸c˜ao, construir o mapa de energia.

Essa abordagem tira vantagem da existˆencia de situa¸c˜oes em que um n´o pode prever seu

1 Pode-se definir Cadeias de Markov, dado um conjunto de estados, como a probabilidade de mudan¸ca de um estado para outro de forma discreta ou cont´ınua no tempo, ou seja, a mudan¸ca dependendo apenas dos estados. (SANTOS, 2003)

36

consumo de energia baseando-se em seu passado. Se um n´o pode predizer eficientemente

a quantidade de energia que ele gastar´a no futuro, ele n˜ao precisa transmitir freq¨uen-

temente o valor de sua energia.

Nesse caso, um n´o pode enviar uma unica´

informa¸c˜ao

contendo o valor de sua energia e os parˆametros que descreve o seu consumo.

Usando

esses parˆametros, o n´o monitor pode atualizar as informa¸c˜oes de energia de todos os n´os

da rede sem necessariamente ter que receber a todo momento informa¸c˜ao para montagem

do mapa de energia. Os protocolos, TEDD Alpha e TEDD Pref, utilizam essa abordagem

para predi¸c˜ao do mapa de energia, e s˜ao objetivo de compara¸c˜ao deste trabalho.

energia, e s˜ao objetivo de compara¸c˜ao deste trabalho. Figura 6: Mapa de Energia de uma Rede

Figura 6: Mapa de Energia de uma Rede de Sensores sem Fio. (GOUSSEVSKAIA, 2005a)

Na Figura 6, ´e apresentado um exemplo de mapa de energia.

Uma representa¸c˜ao

simples do mapa de energia, no qual a imagem foi montada em tons de cinza. As areas´

mais claras representam as regi˜oes com maiores reservas de energia, j´a as regi˜oes mais

escuras representam as regi˜oes com baixa reserva de energia.

3.3 Gera¸c˜ao Dinˆamica de Trajet´oria

Goussevskaia (2005a) prop˜oe um modelo para gera¸c˜ao dinˆamica de equa¸c˜oes de curva.

A t´ecnica proposta ´e um dos m´odulos dos protocolos de roteamento em RSSFs Trajectory

and Energy-based Data Dissemination. A id´eia principal da gera¸c˜ao dinˆamica de equa¸c˜oes

de curva ´e selecionar um conjunto de n´os da rede que seriam mais indicados para o

37

Figura 7: Processo de Gera¸c˜ao de Curvas. ( MACHADO , 2005c) roteamento de pacotes e,

Figura 7: Processo de Gera¸c˜ao de Curvas. (MACHADO, 2005c)

roteamento de pacotes e, ap´os isso, encontrar o melhor conjunto de curvas que passam

sobre os pontos selecionados ou, pelo menos, pr´oximos destes. S˜ao v´arios crit´erios para

escolha do melhor conjunto de curvas. Pode-se destacar a quantidade de energia dispon´ıvel

em cada n´o, a porcentagem de n´os que a informa¸c˜ao disseminada ´e capaz de alcan¸car e a

area´

em que a dissemina¸c˜ao ´e necess´aria ou desejada.

Como pode ser visto na Figura 7, o processo de gera¸c˜ao de curva necessita como

entrada o mapa de energia. O mapa de energia cont´em as coordenadas geogr´aficas e a

energia de cada n´o da rede de sensores. Os c´alculos relacionados a` gera¸c˜ao das equa¸c˜oes

de curva s˜ao realizados pelo n´o monitor e, assim, ´e desconsiderado o custo de gera¸c˜ao

destas, visto que o n´o monitor n˜ao possui limita¸c˜oes de processamento e de energia. Em

seguida, ´e selecionado o conjunto de n´os para o roteamento, de acordo com o objetivo

do roteamento. O objetivo dessa etapa ´e selecionar o conjunto de n´os com maior reserva

de energia, ou selecionar os setores da rede com maior densidade de n´os.

Esta sele¸c˜ao

de setores com maior densidade ´e interessante, visto que, quanto maior a densidade da

rede, maior ´e a probabilidade de entrega do pacote com sucesso. Os n´os selecionados s˜ao

utilizados como entrada para a etapa de ajuste de curva.

Na etapa de ajuste de curva, Goussevskaia (2005a) utiliza o processo de regress˜ao

linear m´ultipla em fun¸c˜ao dos n´os selecionados na etapa anterior. E, por ultimo,´

a etapa

de sele¸c˜ao do melhor conjunto de curvas. A sele¸c˜ao das melhores curvas pode ser feita

selecionando a qualidade m´edia de cada curva e, em seguida, escolher as que apresentam o

maior valor. O valor para a qualidade das curvas ´e atribu´ıdo de acordo com o objetivo da

propaga¸c˜ao dos dados, por exemplo, o objetivo da propaga¸c˜ao ´e alcan¸car o maior n´umero

38

de n´os, ou evitar que os n´os com as menores reservas de energia participem do processo

de dissemina¸c˜ao. No caso dos protocolos TEDD, Goussevaskaia (2005a) prop˜oe para a

sele¸c˜ao das melhores curvas dois m´etodos, maior energia m´edia e maior cobertura. No

m´etodo maior energia m´edia, ´e calculada a energia m´edia dos n´os pertencentes a regi˜ao

coberta pela curva (distancia(no, curva) raio sensoriamento no); e no m´etodo maior

cobertura, calcula-se o n´umero total de n´os pertencentes a regi˜ao coberta pela curva.

Ap´os as etapas de ajuste e sele¸c˜ao das curvas ´e dada a sa´ıda com as curvas selecionadas.

3.4 Pol´ıtica de Dissemina¸c˜ao TEDD Alpha

O TEDD Alpha, proposto por Machado (2005c), possui uma pol´ıtica de dissemina¸c˜ao

de dados do tipo receiver-based (ao receber o pacote o n´o decide se ir´a ou n˜ao propag´a-lo).

A decis˜ao do n´o de propagar ou n˜ao o pacote ´e baseada em sua coodernada geogr´afica

e nas informa¸c˜oes contidas no pacote.

´

E calculada a distˆancia entre o n´o e a curva e,

em seguida, definido o tempo de espera. Este tempo de espera pode ser diretamente ou

inversamente proporcional a` distˆancia entre o n´o e a curva. Sendo assim, ir´a transmitir o

pacote o n´o mais pr´oximo ou o n´o mais distante a` curva. Se, dentro do tempo de espera,

nenhum n´o vizinho transmitir o pacote, o n´o corrente o transmite. Quando o objetivo da

dissemina¸c˜ao de dados for cobrir toda a rede com o menor n´umero de transmiss˜oes, o n´o

mais distante a` curva ´e selecionado para transmiss˜ao. O n´o escolhido deve estar dentro

de um limite m´aximo (∆ curva ) e este ter´a o menor tempo de espera.

O funcionamento b´asico do TEDD Alpha pode ser visualizado na Figura 8. Ao receber

um pacote, no ponto A, o n´o verifica se sua coordenada est´a dentro do setor da curva.

O setor da curva ´e definido de acordo com o modelo de gera¸c˜ao de curvas proposto por

Goussevskaia (2005c). Este modelo de gera¸c˜ao de curvas determina a area´

ou setor onde a

curva ´e v´alida. Caso a curva n˜ao seja v´alida no setor, esta ´e descartada (ponto B). Sendo

39

Figura 8: Funcionamento B´asico do TEDD Alpha. ( MACHADO , 2005c) a curva v´alida (ponto

Figura 8: Funcionamento B´asico do TEDD Alpha. (MACHADO, 2005c)

a

curva v´alida (ponto C), o n´o calcula sua distancia em rela¸c˜ao `a curva.

No ponto D,

´e

verificado se a distˆancia at´e a curva ´e menor que um determinado valor m´aximo entre

a

curva e o ponto (∆ curva ). Caso a distˆancia entre a curva e o ponto seja v´alida (ponto

E), ´e calculado o tempo de espera. Ap´os o t´ermino do tempo de espera, no ponto G, se

nenhum n´o vizinho transmitiu o pacote, o n´o corrente o transmitir´a (ponto H).

3.5 Pol´ıtica de Dissemina¸c˜ao TEDD Pref

Na pol´ıtica de dissemina¸c˜ao de dados do TEDD Pref, proposta por Goussevskaia

(2005a), os n´os sensores ao receberem o pacote, tomam sua decis˜ao de retransmitir ou n˜ao,

baseando-se em uma pol´ıtica de temporiza¸c˜ao. Cada n´o aguarda um intervalo de tempo

proporcional `a distˆancia at´e um ponto na curva chamado de ponto de referˆencia. Este

intervalo de tempo ´e baseado na distˆancia entre o n´o corrente e um ponto de referˆencia.

Na figura 9 o ponto B corresponde ao ponto de referˆencia em rela¸c˜ao ao n´o corrente. Ao

decidir propagar o pacote, o n´o corrente calcula o ponto de referˆencia e o insere no pacote.

O funcionamento b´asico do TEDD Pref pode ser visto na Figura 10. No ponto A, ao

receber o pacote, o n´o verifica se esta dentro do setor da curva. Este setor ´e definido de

acordo com o modelo de gera¸c˜ao de curvas proposto por Goussevskaia (2005c). O modelo

40

Figura 9: Ponto de Referˆencia. ( MACHADO et al. , 2005a) de gera¸c˜ao de curvas

Figura 9: Ponto de Referˆencia. (MACHADO et al., 2005a)

de gera¸c˜ao de curvas determina que cada curva s´o ´e v´alida se estiver dentro de uma

determinada area´

ou setor. Caso o n´o esteja fora do setor da curva, o pacote ´e descartado

no ponto B. Caso esteja dentro do setor da curva, ´e executado o pr´oximo passo, o ponto

C, onde ´e feito o c´alculo do ponto corrente at´e o ponto de referˆencia.

Se a distˆancia

entre os pontos for maior que o raio de comunica¸c˜ao o n´o ´e descartado, caso contr´ario ´e

executado o pr´oximo passo. No ponto D ´e executado o c´alculo do tempo de espera para

a transmiss˜ao, e no ponto E o n´o aguarda o tempo de espera. Ap´os o t´ermino do tempo

de espera, no ponto F, o n´o verifica se algum dos vizinhos transmitiu o pacote. Se sim o

pacote ´e descartado. Caso contr´ario, no ponto G, ´e realizado o c´alculo do pr´oximo ponto

de referˆencia e em seguida, no ponto H, o pacote ´e transmitido.

e em seguida, no ponto H, o pacote ´e transmitido. Figura 10: Funcionamento B´asico do TEDD

Figura 10: Funcionamento B´asico do TEDD Pref. (GOUSSEVSKAIA et al., 2005b)

Apenas o n´o mais pr´oximo ao ponto de referˆencia faz a transmiss˜ao do pacote. Isso

ocorre devido os n´os mais pr´oximos ao ponto de referˆencia ainda n˜ao terem sido cobertos

pela dissemina¸c˜ao. Al´em disso, o objetivo ´e reduzir o n´umero de transmiss˜oes e conseq¨uen-

41

temente aumentar o tempo de vida da rede de sensores, e usando esta t´ecnica apenas os

n´os com maior energia ir˜ao transmitir o pacote. (GOUSSEVSKAIA et al., 2005b)

42

4

Resultados de Simula¸c˜ao

Este cap´ıtulo apresenta os resultados de simula¸c˜ao dos protocolos Trajectory and

Energy-based Data Dissemination Alpha (TEDD Alpha) e Trajectory and Energy-based

Data Dissemination Pref (TEDD Pref) em um cen´ario de dissemina¸c˜ao de dados e est´a

dividido em duas se¸c˜oes. A se¸c˜ao 4.1, descreve os cen´arios de simula¸c˜ao e os parˆametros

utilizados.

A se¸c˜ao 4.2, apresenta compara¸c˜oes entre os protocolos em um cen´ario de

dissemina¸c˜ao de dados.

4.1 Cen´ario de Simula¸c˜ao

Visando a compara¸c˜ao do desempenho da fam´ılia de protocolos baseados em curva

para roteamento de dados em RSSFs, foram implementados os protocolos TEDD Alpha e

TEDD Pref. O protocolo TBF, tamb´em membro da fam´ılia de protocolos de roteamento

em curva, foi descartado desta compara¸c˜ao, visto que Machado (2005c) apresenta uma

compara¸c˜ao entre os protocolos TEDD Alpha e TBF, na qual o protocolo TEDD Alpha

apresenta desempenho superior ao TBF. O simulador de redes usado foi o Network Simu-

lator 2.32 (2008).

Na camada MAC foi utilizado o protocolo padr˜ao do NS-2.32, uma

vers˜ao simplificada do protocolo 802.11.

Para definir o modelo de consumo de energia dos n´os sensores, Mini (2003) prop˜oe a

43

utiliza¸c˜ao do Modelo de Dissemina¸c˜ao de Energia Baseado em Estados (State-based energy

Dissipation Model - SEDM). Esse modelo ´e usado neste trabalho e apresenta os modos

de opera¸c˜ao descritos abaixo:

Modo 1: sensor desligado, processador em idle, e r´adio desligado;

Modo 2: sensor e processador ligados, e r´adio desligado;

Modo 3: sensor e processador ligados, e r´adio recebendo;

Modo 4: sensor e processador ligados, e r´adio transmitindo.

Os valores para consumo de energia dos elementos que comp˜oem os n´os sensores

(sensor, processador e r´adio) foram obtidos a partir dos manuais do Mica2 (2008) e s˜ao

apresentados na Tabela 1. A voltagem de trabalho dos sensores ´e de 3V, sendo que para

cada modo de opera¸c˜ao, de acordo com o modelo SEDM, tˆem-se os seguintes valores de

energia:

Modo 1: 30µW;

Modo 2: 24.9mW;

Modo 3: 48.9mW;

Modo 4: 101.1mW.

Componentes

Ativo

Inativo idle

Processador

8 mA

8µA

R´adio

8 mA(RX) / 25.4 mA(TX)

2µA

Sensor temperatura

0.3 mA

-

Tabela 1: Consumo de cada componente b´asico de um n´o sensor.

Nesse trabalho ´e considerado que os n´os componentes da rede de sensores s˜ao est´aticos,

heterogˆeneos, est˜ao distribu´ıdos de forma aleat´oria na ´area de simula¸c˜ao e a recarga

da bateria ´e considerada imposs´ıvel.

J´a a rede de sensores, que ´e o conjunto de todos

44

os n´os, possui topologia dinˆamica e os n´os necessitam, periodicamente, adormecer para