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Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro Escola Superior De Tecnologia

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda

Universidade de Aveiro

de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro Escola Superior De Tecnologia e Gestão de

Escola Superior De Tecnologia e Gestão de Águeda

Frenagem de motor de corrente contínua

Projecto Temático De Tecnologia Eléctrica

Elementos do grupo 5:

17990: André Rodrigues

40666: João Breda

42064: José Carmo

42550: Marcél Valente

45980: Cláudia Ferreira

Orientador:

Prof. Manuel Almeida

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro Índice Índice de Ilustrações

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Índice

Índice de Ilustrações

iii

Índice de tabelas

iii

Introdução

4

Objectivos

5

1. Breve introdução ao motor

6

2. Aplicação do motor

8

a. Ensaios práticos

9

 

3. Frenagem

14

a. Caracterização

14

b. Tipos de frenagem

14

a) por Contra-corrente

Frenagem

14

b) Reostática

Frenagem

15

c) Frenagem Regenerativa ou com Recuperação de Energia

16

c. Tipo de frenagem adoptada

16

4. Arranque por pontos

17

a. O que é

17

b. Para que serve

18

c. Vantagens

19

 

5. Circuitos

20

a. Circuito de comando

20

b. Circuito

de

potência

21

c. Circuito de frenagem e arranque por pontos

22

d. Circuito de potência e de comando (Circuito global)

23

Conclusão

24

Referências bibliográficas

25

Anexo 1: Enunciado do projecto

26

Anexo

2:

3.

4:

Planeamento do projecto

27

Anexo

Dimensionamento dos circuitos

29

Anexo

Lista de material

30

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro Índice de Ilustrações I

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Índice de Ilustrações

ILUSTRAÇÃO 1: CIRCUITOS COMPOUND EM LONGA E CURTA DERIVAÇÃO

7

ILUSTRAÇÃO 2:CIRCUITO

9

ILUSTRAÇÃO 3: FREIO DE PRONY

11

ILUSTRAÇÃO 4:GRÁFICO DA VELOCIDADE EM FUNÇÃO DO BINÁRIO

12

ILUSTRAÇÃO 5:GRÁFICO DA VELOCIDADE EM FUNÇÃO DA CORRENTE

12

ILUSTRAÇÃO 6:GRÁFICO DA VELOCIDADE EM FUNÇÃO DO RENDIMENTO

13

ILUSTRAÇÃO 7: FUNCIONAMENTO NORMAL

14

ILUSTRAÇÃO 8: FUNCIONAMENTO DA FRENAGEM POR CONTRA-CORRENTE

14

ILUSTRAÇÃO 9: FUNCIONAMENTO NORMAL

15

ILUSTRAÇÃO 10: FRENAGEM REOSTÁTICA OU DINÂMICA

15

ILUSTRAÇÃO 11: FRENAGEM REGENERATIVA

16

ILUSTRAÇÃO 12: CIRCUITO DE POTÊNCIA, SÓ COM A PARTE DO ARRANQUE POR PONTOS

18

ILUSTRAÇÃO 13: CIRCUITO DE COMANDO

20

ILUSTRAÇÃO 14: CIRCUITO DE POTÊNCIA

21

ILUSTRAÇÃO 15: CIRCUITO GLOBAL

23

Índice de tabelas

TABELA 1: MEDIÇÕES PRÁTICAS OBTIDAS E GRANDEZAS CALCULADAS

10

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro Introdução Este projecto tem

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Introdução

Este projecto tem como objectivo realizar o arranque por pontos e a frenagem de um motor de corrente contínua. Para isso é necessário realizar ensaios, cálculos, fazer dimensionamentos dos circuitos e por fim montar o circuito de potência e de comando num quadro eléctrico.

Para realizar tudo isto foi necessário material especializado nesta área dos motores, de forma a concretizar os ensaios e os circuitos. Também provou ser necessário efectuar alguns cálculos, de forma a reter valores importantes para a montagem dos circuitos de potência e comando. Para a concretização deste projecto foi também necessário dimensionar o material a ser utilizado, para que consiga proteger o motor de curto-circuitos e sobrecargas.

Após esta fase iniciou-se a fase da montagem dos circuitos de potência e comando para se colocar no quadro eléctrico, como uma forma de demonstração de uma instalação eléctrica que envolve motores eléctricos, sendo utilizado neste caso um motor de corrente contínua (63-120).

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro Objectivos O projecto temático

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Objectivos

O projecto temático de Tecnologia Eléctrica escolhido no início do semestre tem como título a “Frenagem de um motor de corrente contínua”. Como o próprio título indica, um dos objectivos fulcrais pretendidos neste projecto é a elaboração de um circuito de comando e potência que permita a frenagem do motor. Para além deste objectivo, foi proposto também realizar um arranque por três pontos.

Como tal, são avaliados como objectivos inerentes a realização deste projecto, os seguintes tópicos:

Efectuar ensaios práticos ao motor bem como traçar

características mecânicas e de corrente/velocidade;

Ensaiar arranque por pontos e frenagem, recorrendo aos painéis disponíveis no laboratório;

Executar a montagem de um painel eléctrico que contenha todo

o

sistema de protecção e accionamento do motor.

O

motor escolhido para este projecto é o 63-120: DC Compound Machine.

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro 1. Breve introdução ao

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1. Breve introdução ao motor

No início do semestre foi proposto elaborar a frenagem e arranque por pontos de um motor, motor este de funcionamento em corrente contínua, tornando-se então imperativo conhecer todas as características deste.

Os motores de corrente contínua podem ser agrupados em três grupos diferentes, sendo estes os motores de excitação série, shunt e compound, tendo cada um destes características diferentes. O tipo de motor adoptado para este projecto temático foi o motor de excitação compound, sendo seguidamente descrito de uma forma resumida e objectiva.

O motor compound é um motor composto por dois indutores, respectivamente, o indutor série e o shunt, e um induzido. Estes motores podem ser agrupados em duas categorias diferentes, sendo estas:

Longa derivação – na qual o motor pode ser enquadrado em outras duas categorias: a adicional e a diferencial.

Curta derivação – existe apenas a categoria adicional.

As principais diferenças entre as duas categorias apresentadas são evidentes no circuito apresentado, que se destina a representar cada uma das categorias referidas. Quanto a categoria diferencial ou adicional, esta categoria retrata apenas a ligação do indutor shunt, ou seja, para poder alternar entre adicional e diferencial, basta apenas inverter a respectiva ligação desse indutor.

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro Ilustração 1: Circuitos Compound

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de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro Ilustração 1: Circuitos Compound em longa e

Ilustração 1: Circuitos Compound em longa e curta derivação

Por fim há que salientar duas características presentes nos geradores, sendo estas a Força Electromotriz e a Força Contra-Electromotriz. No caso da Força Electromotriz, está relacionada com a tensão aplicada na armadura e é responsável pela corrente produzida. Quanto à força Contra-Electromotriz, esta resulta do corte do campo magnético gerado no estator, sendo uma tensão induzida na armadura e que se opõe à Força Electromotriz.

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro 2. Aplicação do motor

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2. Aplicação do motor

Os motores de corrente contínua hoje em dia já não são muito usuais devido ao desenvolvimento electrónico na adaptação dos motores de corrente alternada, que por sua vez trazem na maior parte dos casos mais vantagens. Mas porém, actualmente ainda existem casos que provam ser mais vantajosos a utilização dos motores de corrente contínua, assumindo estes, funções fulcrais em equipamentos, tais como:

Laminadores

Máquinas de papel

Prensas

Máquinas de impressão

Elevadores

Movimentação e elevação de cargas

Como referido anteriormente, os motores de corrente contínua podem ser agrupados em três categorias distintas, dependendo da sua auto-excitação.

No caso do motor série, este é um motor auto-regulador de potência, sendo utilizado com maior frequência em tracção eléctrica. É recomendado que neste motor o arranque seja feito em carga, uma vez que este em vazio tende a atingir velocidades elevadíssimas, capazes de destruir o motor. Já o motor shunt é considerado um motor auto-regulador de velocidade, que permite ajustar a sua velocidade variando a velocidade de armadura, sendo então utilizado em aplicações para manter a velocidade constante ao longo do tempo. No caso do motor compound, este motor é visto como uma fusão entre os outros dois, apresentando como principal característica uma excelente regulação de velocidade bem como um bom binário de arranque.

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro a. Ensaios práticos Este

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a. Ensaios práticos

Este capítulo destina-se à descrição dos ensaios práticos realizados ao longo de todo o semestre, relativamente ao motor escolhido.

Inicialmente foi elaborada uma pesquisa para determinar o tipo de motor a ensaiar, consoante as suas características relativamente à sua auto-excitação, tendo como resultado o esquema de montagem compound.

A primeira abordagem dos ensaios práticos realizados consistiu em efectuar medições de várias grandezas, entre as quais a corrente absorvida pelo motor, a sua velocidade, o seu rendimento e as perdas por efeito de Joule, cuja importância tornar- se-ia fulcral para a conclusão dos objectivos propostos. A ilustração seguinte representa o circuito de montagem do motor compound utilizado nos ensaios práticos.

o circuito de montagem do motor compound utilizado nos ensaios práticos. Ilustração 2:Circuito compound. Página 9

Ilustração 2:Circuito compound.

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro Após a escolha do

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Após a escolha do tipo de motor, quanto à sua auto-excitação, foram efectuados vários ensaios práticos ao longo do semestre de forma a garantir a precisão dos valores obtidos bem como apurar eventuais erros, tanto no processo de montagem como no de medida, tentando desta forma apresentar dados fiáveis com a maior exactidão possível.

 

Tensão

Ishunt

 

R

n

T

 

Pabs

 

Perdas totais

(V)

(A)

Iabs (A)

(Ω)

(RPM)

(Nm)

Pu (W)

(W)

ƞ (%)

(W)

   

0,95

 

3024

0,2

63,3

209

30,3%

145,6

1,1

2998

0,4

125,5

242

51,9%

116,4

Ensaios

1,12

2962

0,6

186,1

246,4

75,5%

60,2

em

1,17

2941

0,8

246,3

257,4

95,7%

11,0

carga

220

0,16

1,4

6570

2828

1

296,1

308

96,2%

11,8

1,75

2685

1,2

337,4

385

87,6%

47,5

2,2

2460

1,4

360,6

484

74,5%

123,3

2,36

2440

1,6

408,8

519,2

78,7%

110,3

2,75

2399

1,8

452,2

605

74,7%

152,7

Tabela 1: Medições práticas obtidas e grandezas calculadas.

Após vários ensaios efectuados foi possível determinar as características mecânicas, de corrente e de velocidade, sendo estas apresentadas na seguinte tabela:

de dados, devidamente estruturada.

Nesta tabela, estão apresentados os valores calculados e medidos, sendo os valores calculados, a potência útil, a potência absorvida, o rendimento e as perdas totais.

A potência útil foi calculada através da seguinte fórmula, sendo n o valor da

velocidade do motor e o T o valor do binário:

=

2

60

( )

A potência absorvida foi através da fórmula, onde o U representa a tensão do

motor e o I ABS o valor da corrente absorvida pelo motor:

= × ( )

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro O rendimento foi através

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O rendimento foi através da fórmula, onde se utiliza a potência útil a dividir

pela potência absorvida:

=

× 100 (%)

Por fim, a perda total calculou-se através da fórmula, que se utiliza a potência

absorvida e a potência útil:

= ( )

Os outros valores foram medidos através dos equipamentos electrónicos, como

o multímetro, para a tensão, para a corrente absorvida, para a corrente shunt e para a

resistência, enquanto o taquímetro foi utilizado para a velocidade do motor e por fim o

freio de Prony, para o binário.

do motor e por fim o freio de Prony , para o binário. Ilustração 3: Freio

Ilustração 3: Freio de Prony

A resistência apresentada na tabela representa a resistência que se utilizou

para limitar a corrente de shunt, uma vez que no enunciado do ensaio disponível, este

indicava que era necessário limitar a corrente de shunt até a 0,16 A, por isso, utilizou-

se uma resistência variável de forma a se conseguir comprovar a indicação do ensaio.

Através destes valores obtidos experimentalmente torna-se possível elaborar

gráficos descritivos e representativos das características mais importantes do motor,

como é demonstrado nos seguintes gráficos, que representam respectivamente, a

velocidade em função do binário, corrente e rendimento.

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro Gráfico da velocidade em

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Gráfico da velocidade em função do binário 2 1,8 1,6 1,4 1,2 1 0,8 0,6
Gráfico da velocidade em função do binário
2
1,8
1,6
1,4
1,2
1
0,8
0,6
0,4
0,2
0
2350
2450
2550
2650
2750
2850
2950
3050
Velocidade (RPM)
Binário (Nm)

Ilustração 4:Gráfico da Velocidade em função do Binário.

Gráfico da velocidade em função da corrente 3 2,5 2 1,5 1 0,5 2350 2450
Gráfico da velocidade em função da corrente
3
2,5
2
1,5
1
0,5
2350
2450
2550
2650
2750
2850
2950
3050
Velocidade (RPM)
Corrente Absorvida (A)

Ilustração 5:Gráfico da Velocidade em função da Corrente.

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro Gráfico da velocidade em

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Gráfico da velocidade em função do rendimento 95,0% 85,0% 75,0% 65,0% 55,0% 45,0% 35,0% 25,0%
Gráfico da velocidade em função do
rendimento
95,0%
85,0%
75,0%
65,0%
55,0%
45,0%
35,0%
25,0%
2350
2450
2550
2650
2750
2850
2950
3050
Velocidade (RPM)
Rendimento (%)

Ilustração 6:Gráfico da Velocidade em função do Rendimento.

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro 3. Frenagem a. Caracterização

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3. Frenagem

a. Caracterização

É a aplicação de um binário de frenagem que permite parar o motor rapidamente. Reduzir níveis de corrente evitando perturbações no sistema eléctrico, garante rapidez nos processos produtivos o que aumenta a produtividade, e conserva a energia o que aumenta a eficiência.

b. Tipos de frenagem

a) Frenagem por Contra-corrente

Este tipo de frenagem realiza-se de dois modos, quando a carga obriga o motor a girar em sentido contrário ao normal e invertendo o sentido de rotação do motor por inversão do sentido da corrente no induzido.

do motor por inversão do sentido da corrente no induzido. Ilustração 7: Funcionamento normal Ilustração 8:

Ilustração 7: Funcionamento normal

corrente no induzido. Ilustração 7: Funcionamento normal Ilustração 8: Funcionamento da frenagem por

Ilustração 8: Funcionamento da frenagem por contra-corrente

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro b) Frenagem Reostática Durante

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b) Frenagem Reostática

Durante a frenagem reostática, o induzido do motor é desligado da rede e ligado a uma resistência de carga, onde a máquina funciona como gerador, utilizando a energia cinética armazenada pelo grupo.

utilizando a energia cinética armazenada pelo grupo. Ilustração 9: Funcionamento Normal Ilustração 10:

Ilustração 9: Funcionamento Normal

armazenada pelo grupo. Ilustração 9: Funcionamento Normal Ilustração 10: Frenagem reostática ou dinâmica Página 15

Ilustração 10: Frenagem reostática ou dinâmica

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro c) Frenagem Regenerativa ou

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c) Frenagem Regenerativa ou com Recuperação de Energia

Quando a máquina está inicialmente funcionando como motor e passa a ser accionada pela carga a uma velocidade superior à do funcionamento em vazio. Neste caso a f.e.m. torna-se maior que a tensão da rede e, por isso, a corrente de armadura muda de sentido, e em consequência, muda de sentido o binário desenvolvido pela máquina, isto é, a máquina funciona como gerador, em paralelo com a rede.

a máquina funciona como gerador, em paralelo com a rede. Ilustração 11: Frenagem regenerativa c. Tipo

Ilustração 11: Frenagem regenerativa

c. Tipo de frenagem adoptada

Foi utilizada a frenagem reostática, e para isso foi necessário inverter o indutor série ao mesmo tempo que se conecta a resistência de frenagem para que o sentido da corrente nele se mantenha e não se altera a configuração entre adicional e diferencial.

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro 4. Arranque por pontos

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4. Arranque por pontos

a. O que é

Na aplicação, como motor eléctrico, das máquinas eléctricas de corrente contínua existe uma dificuldade a ser superada, sendo esta o arranque, uma vez que o valor atingido pela intensidade da corrente eléctrica no circuito do induzido da máquina, no momento em que esta parte do repouso quando lhe é aplicada tensão nominal aos terminais, é relativamente elevado, provocando desta forma consumos elevados.

No momento do arranque, como já foi referido anteriormente, a intensidade da corrente tende a atingir valores elevados, que por sua vez, podem pôr em risco a integridade da máquina. Torna-se, por isso, necessário criar condições para que essa situação não ocorra. Tal pode ser conseguido com a utilização de resistências de arranque, com diferentes pontos de arranque, tentando desta forma suavizar o arranque do motor bem como diminuir a corrente inicial e o seu consumo.

A corrente de arranque de um motor torna-se então uma questão importante e significativa, uma vez que esta é sempre superior à corrente nominal, sendo que nesse instante o motor está parado, não havendo força contra- electromotriz.

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro b. Para que serve

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b. Para que serve

Tal com foi dito anteriormente o arranque por pontos no motor CC serve unicamente para diminuir a corrente de arranque, pois se esta for muito alta é necessário desenvolver medidas de protecção e o consumo de energia é superior dado o pico de corrente no arranque.

O arranque por pontos consiste em realizar o arranque de um motor tendo resistências ligadas em série com os enrolamentos do motor, para reduzir a corrente de arranque. Estas resistências vão consecutivamente sendo desligadas, até que o motor atinja a sua velocidade nominal.

até que o motor atinja a sua velocidade nominal. Ilustração 12: Circuito de potência, só com

Ilustração 12: Circuito de potência, só com a parte do arranque por pontos

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro c. Vantagens O arranque

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c.

Vantagens

O arranque por pontos com resistências é realizado para que a corrente de arranque seja baixa e mais constante. Assim através de uma ou várias resistências, consoante o caso em estudo, podemos obter uma corrente mais baixa no arranque do motor e assim a necessidade do uso de fusíveis de alta corrente não seja necessária. Através de leis da electricidade podemos obter a resistência correcta para o motor que estamos a estudar.

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro 5. Circuitos a. Circuito

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5. Circuitos

a. Circuito de comando

Universidade de Aveiro 5. Circuitos a. Circuito de comando Ilustração 13: Circuito de comando O circuito

Ilustração 13: Circuito de comando

O circuito de comando é o circuito que condiciona o circuito de potência, ou seja, activa e desactiva componentes no circuito de potência. Como se pode verificar pelo circuito, ao ser pressionado o botão start, as bobines dos contactores e dos relés ficam alimentadas, respectivamente K1, K2 e K3 (K2 e K3 são temporizadores, sendo o tempo de K3 duas vezes superior ao tempo de K2). O contacto em paralelo com o botão start fecha-se quando este é pressionado para que possa ser possível deixar de fazer pressão sobre ele e para que as bobines continuem alimentadas. Ao ser pressionado o botão stop, como podemos verificar, ocorre uma interrupção a todo o circuito, deixando de estarem alimentadas as bobines dos contactores e dos relés. O mesmo sucede se o relé térmico do circuito de potência disparar, contacto assinalado por K4. Verifica-se a presença de um fusível para protecção de todo o circuito de comando.

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro b. Circuito de potência

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b. Circuito de potência

de Águeda Universidade de Aveiro b. Circuito de potência Ilustração 14: Circuito de potência O circuito

Ilustração 14: Circuito de potência

O circuito de potência é o circuito que representa a máquina e os componentes necessários ao seu mais eficaz funcionamento. Neste circuito encontram-se os seguintes componentes: dois fusíveis, um contacto normalmente aberto comandado por K1, duas resistências, estando cada uma delas ligada em paralelo com um contacto normalmente aberto comandados respectivamente por K2 e K3 (temporizadores), anulando cada um deles a resistência que se encontra em paralelo quando fecham. Também encontram-se dois relés igualmente comandados por K1, que tem as funções no caso do primeiro de colocar a resistência de freio aos terminais do motor ou de colocar o motor alimentado; no caso do segundo este tem o papel de inverter o indutor serie, isto para que a corrente percorra este enrolamento sempre no mesmo sentido, ou seja, independentemente de o motor estar ligado à resistência (gerador) ou de estar a ser alimentado (motor), a corrente tem o mesmo sentido no indutor série.

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro K4 é um relé

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K4 é um relé térmico que tem como única função proteger o motor, ou seja, se ocorrer valor de corrente superior ao que deveria ser esperado no motor, este dispara, fazendo com que o contacto K4 no circuito de comando se abra, fazendo desactivar todas as bobines de contactos, ou seja, colocando o motor ligado a resistência de freio e invertendo indutor serie. Esta acção é equivalente a acção resultante do pressionamento do botão stop no circuito de comando.

c. Circuito de frenagem e arranque por pontos

O circuito de frenagem está representado pela resistência de freio, que tem o

papel de dissipar a potência gerada pelo motor quando este deixa de estar alimentado,

fazendo-o parar num espaço de tempo relativamente curto em relação ao tempo que este levaria para parar desde o momento que deixa de ser alimentado e não tendo nenhum componente que dissipasse a potencia gerada pela sua rotação. Esta resistência de freio teoricamente tem o valor de 190Ω, isto sendo justificado pela relação R=U/I, sendo U=220V e I=1,14A.

O circuito de arranque por pontos encontra-se representado pelos contactos K2

e K3 e respectivas resistências ligadas em paralelo a estes contactos, sendo o arranque feito em três pontos, ou seja, inicialmente o circuito tem o valor resistivo mais elevado, isto é, a resistência da máquina com as duas resistências ligadas em serie. Quando o contacto K2 fecha, a resistência do ponto1 e desactivada, fazendo descer o valor resistivo do circuito. Em seguida, o contacto K3 também é fechado e a resistência do ponto2 é desactivada, ficando o valor resistivo do circuito igual a resistência da máquina. O valor destas resistências, tanto Rponto1 como Rponto2, tem cada uma, um valor resistivo igual ao valor resistivo da máquina, ou seja 130Ω, isto para que, o arranque seja executado em três pontos equilibrados. A potência da resistência

Rponto1 é 41W, sendo isto justificado por P = R x I 2 , sendo R o valor da resistência (130Ω) e I=0.56A. A potência da resistência Rponto2 é 94W, sendo que R=130Ω e

I=0.85A.

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro d. Circuito de potência

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d. Circuito de potência e de comando (Circuito global)

Universidade de Aveiro d. Circuito de potência e de comando (Circuito global) Ilustração 15: Circuito global

Ilustração 15: Circuito global

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro Conclusão Com a realização

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Conclusão

Com a realização deste projecto, através dos vários ensaios efectuados, foi possível adquirir conhecimentos relevantes relativamente ao funcionamento e características do motor eléctrico adoptado, conhecimentos estes que provaram ser úteis no dimensionamento dos circuitos de comando e potência e na vertente da montagem prática.

No decorrer de todo o processo de realização dos circuitos e o dimensionamento foi necessário recorrer a um software próprio, sendo este o SEE Caddy++, que provou ser um desafio marcante, salientando desta forma o primeiro contacto do grupo com este tipo de software e material eléctrico.

O desenvolvimento global do projecto decorreu de forma linear, tendo sido realizadas todas as etapas subjacentes à evolução do projecto. Contudo e como mencionado anteriormente, foram notórias algumas dificuldades na realização de todas estas etapas, tendo sido estas superadas.

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro Referências bibliográficas José Vagos

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Referências bibliográficas

José Vagos Carreira, Máquinas Eléctricas de corrente contínua, 972-650-124-5, 3ª Edição, 1997 José Vagos Carreira, Máquinas Eléctricas de corrente alternada, 972-650-124-5, 3ª Edição,

1997

José Rodrigues e José Matias, Máquinas Eléctricas - Transformadores, 972-650-183-0, 8ª

Edição, 1999 Scribd, http://www.scribd.com/doc/15407334/Motores-de-CC, 09/06/2010 Scribd, http://www.scribd.com/doc/19680654/Livro-Maquinas-eletricas-Edson-Bin,

09/06/2010

Google books,

http://books.google.com.br/books?id=ZQk2HsXDK5sC&printsec=frontcover&dq=motores+de+

corrente+continua&hl=pt-PT&ei=hyErTPyZOoOqsAbG5dHEB, 15/0672010

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro Anexo 1: Enunciado do

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Anexo 1: Enunciado do projecto

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro Anexo 1: Enunciado do projecto

Página

27

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro Anexo 2: Planeamento do
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Anexo 2: Planeamento do projecto

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Página

28

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Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Página 28 Universidade de Aveiro
Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Página 28 Universidade de Aveiro
Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro Anexo 3. Dimensionamento dos

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Anexo 3. Dimensionamento dos circuitos

Na elaboração do dimensionamento dos circuitos, respectivamente do circuito

de comando e de potência, foi necessário efectuar cálculos, de forma a obter os

valores de corrente para os fusíveis, recorrendo a tabelas próprias utilizadas nas

cadeiras associadas.

É apresentado neste anexo os cálculos efectuados bem como os valores

obtidos.

No quadro 52H tem-se a referência do cabo: B2;

No quadro 52-C3 tem-se o K1, utilizando uma secção de 1,5mm 2 : 15,5

No quadro 52-E1 tem-se o K2, utilizando apenas um circuito: 1,00

No quadro 52-D1 tem-se o K3, utilizando uma temperatura de 30º: 1,00

= 1 × 2 × 3 = 15,5 × 1,00 × 1,00 = 15,5

≤ 1,45 × ≤ 1,45 × 15,5 ≤ 22,3

= 10

=

0,95 ×

×

× 2

=

0,95 × 230

0,026 ×

10

1,5

× 2

= 630,3

= ×

= 115 ×

630,3

1,5

= 0,07

Página

29

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Universidade de Aveiro Anexo 4: Lista de

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda

Universidade de Aveiro

Anexo 4: Lista de material

Quantidade

Designação

Referencia

Fornecedor

Preço

1

Relé Térmico

LRD-06

Telemecanique

€32,72

3

Reles com 2 contactos inversores

385-957

RS

€8,95

2

Contactor Tipo D

LC1-D09

Telemecanique

€28,40

10M

Cabo Multifilar H03VV-K1.5

     

1M

Cabo Multifilar H03VV-K0.5

     

1

Borne Terra

393

71

Legrand

1,20€

1

Borne Neutro

393

01

Legrand

1,20€

15

Borne Fase

390

61

Legrand

1,20€

1

Painel perfurado

360

19

Legrand

30,05 €

1M

Travessa para armário

367

84

Legrand

 

2M

Calhas de cablagem

6360 01

Legrand

2,73€

2

Temporizador

LAD-T2

Telemecanique

€48

4

Chassi RS

403-263

RS

€6,59

2

Betoneiras

Xb4-ba3311

Telemecanique

18,44 €

1

Porta-fusivel

058

04

Legrand

11,63€

1

Porta fusíveis 2 unidades

610-0948

Legrand

€9,44

1

Caixa para motor

     

1M

Cabos 3 condutores H03VV-K1.5

     

1

Resistência 17W 220R

206-1710

 

€0,75

1

Resistência 17W 470R

206-1732

 

€0,75

2

Sinalizadores

ZB6-EM5B

Telemecanique

13,30 €