Вы находитесь на странице: 1из 3
U NIVERSIDADE F EDERAL DE I TAJUBÁ E NGENHARIA E LÉTRICA M ICROGRIDS Daniel Eduardo

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ

ENGENHARIA ELÉTRICA

MICROGRIDS

Daniel Eduardo Fernando Fernandes Barbosa Marcílio Tadeu Pereira Tadeu Salvi Scomparin Mateus Rodrigues Govea

Fernando Seidi Sakashita Luís Fernando Pereira Miranda Vinícius Spadotto P. Garcia

Professor: José Maria de Carvalho Filho

Resumo - Este artigo apresenta o conceito básico, as vantagens e desvantagens, condições técnicas de aplicação, perspectivas de evolução, bem como as técnicas de controle e integração de diferentes tipos de geradores em uma Microrede, ou Microgrid.

Palavras-Chaves: Microgrid, eficiência energéti- ca, geração distribuída.

I. INTRODUÇÃO

Por motivos técnicos, econômicos e ambientais a ge- ração de energia elétrica centralizada em grandes cen- trais tem dado espaço a um novo conceito: a geração distribuída. Este conceito baseia-se em unidades meno- res de geração, mais distribuídas, localizadas próximas às cargas, reduzindo desta forma perdas na transmissão da energia. No entanto, a disseminação de um grande número de unidades geradoras de baixa potência pelo sistema elétrico pode trazer problemas de ordem técnica tais como o controle e gerenciamento da operação de todas as unidades (fluxo de potências, operação em condições de falta, etc.). Neste espectro, introduz-se o conceito de Microgrid, que consiste em aproximar a unidade geradora da carga, criando uma “sub-rede”. Esta configuração torna desnecessária a existência de um centro de monitoramento e controle geral. Duran- te distúrbios do sistema, um conjunto de unidades gera- doras e suas cargas podem ser separados do sistema de distribuição para isolar a carga das consequências destes distúrbios. As tecnologias mais recentes permitem a fabricação de geradores cada vez menores, o que possi- bilita a alocação destes em pequenos espaços. As apli- cações mais recentes do conceito de Microgrid envol- vem fontes variadas de energia combinadas. Dentre es- tas pode-se destacar a energia eólica e solar, combina- das a outras fontes, tais como motores de combustão, turbinas a gás, microturbinas hidráulicas e células de combustível.

II. O CONCEITO DE MICROGRID

Microgrid é um subsistema autônomo de energia, definido, como um sistema de pequena potência de ge-

ração, centros de carga controláveis e não controláveis e sistemas de armazenamento que interagem em uma in- fraestrutura elétrica localizada. Uma Microgrid pode se apresentar, por exemplo, como um conjunto de residên- cias, ou o circuito elétrico de apenas um prédio ou uma residência. Em períodos de emergência, Microgrids têm a capacidade de se separarem do sistema de distribui- ção, formando ilhas, que podem operar de forma inde- pendente. A operação de Microgrids permite ainda a integração com o sistema elétrico principal, contribuin- do com o excedente de potência (vendendo energia ao sistema) ou ainda comprando energia do sistema de dis- tribuição. As Microgrids operam geralmente em média (13,8 kV) e baixa tensão (220 / 127 V) e alcançam obje- tivos tais como confiabilidade, redução de emissões de carbono, a diversificação de fontes de energia e redução de custos para a comunidade a ser servida. A diversifi- cação garante o uso da forma de energia que estiver disponível no momento, e a comunidade é beneficiada economicamente com a redução de tarifas sobre a ener- gia consumida, além da possibilidade de venda da ener- gia excedente gerada. As Smart Microgrids são uma maneira ideal para integrar recursos renováveis ao nível da comunidade e permitir a participação do cliente na empresa de eletricidade.

a participação do cliente na empresa de eletricidade. Figura 1 – Exemplo esquemático de uma Microgrid

Figura 1 – Exemplo esquemático de uma Microgrid

Página 1 de 3

III. VANTAGENS E DESVANTAGENS DO USO DE MICROGRIDS

Vantagens

A geração distribuída oferece uma série de vanta- gens; algumas decorrem de sua usual proximidade do local de consumo (como ocorre na cogeração e no uso de geradores de emergência):

a) Atendimento mais rápido ao crescimento da demanda

(ou à demanda reprimida) por ter um tempo de implan- tação inferior ao de acréscimos à geração centralizada e reforços das respectivas redes de transmissão e distribu- ição;

b) Aumento da confiabilidade do suprimento aos con-

sumidores próximos à geração local, por adicionar fonte não sujeita a falhas na transmissão e distribuição;

c) Aumento da estabilidade do sistema elétrico, pela existência de reservas de geração distribuídas;

d) Redução das perdas na transmissão e dos respectivos

custos, e adiamento no investimento para reforçar o

sistema de transmissão;

e) Redução dos investimentos para implantação, inclu-

sive os das concessionárias para o suprimento de ponta, dado que este passa a ser compartilhado ("peaksha- ring"), e os de todos os produtores para reservas de ge- ração (que podem ser alocadas em comum);

f) Redução dos riscos de planejamento. Resulta daí be-

nefícios tanto para os consumidores como para as con- cessionárias;

g) Aumento da eficiência energética, redução simultâ-

nea dos custos das energias elétrica e térmica, e coloca- ção dos excedentes da primeira no mercado a preço competitivo. Para o País, resultam benefícios ambientais e econômi- cos;

h) Redução de impactos ambientais da geração, pelo uso

de combustíveis menos poluentes, pela melhor utiliza- ção dos combustíveis tradicionais e, em certos tipos de cogeração, com a eliminação de resíduos industriais poluidores;

i) Benefícios gerais decorrentes da maior eficiência e-

nergética obtida pela conjugação da geração distribuída com a geração centralizada, e das economias resultan-

tes;

j) Maiores oportunidades de comercialização e de ação

da concorrência no mercado de energia elétrica, na dire-

triz das leis que reestruturaram o setor elétrico.

Desvantagens

Por outro lado, a geração distribuída acarreta tam- bém desvantagens, que não devem ser esquecidas, devi- das ao aumento do número de empresas e entidades envolvidas e à desvinculação entre interconexão física e intercâmbio comercial (a concessionária a que vai se conectar um produtor independente pode ser apenas transportadora e não compradora da energia que lhe é entregue por aquele produtor para um cliente remoto):

a) Maior complexidade no planejamento e na operação

do sistema elétrico, inclusive na garantia do "back-up";

b) Maior complexidade nos procedimentos e na realiza-

ção de manutenções, inclusive nas medidas de seguran-

ça a serem tomadas;

c) Maior complexidade administrativa, contratual e co-

mercial;

d) Maiores dificuldades de coordenação das atividades;

e) Em certos casos, diminuição do fator de utilização

das instalações das concessionárias de distribuição, o que tende aumentar o preço médio de fornecimento das mesmas. Para o produtor independente, a interligação à rede acarreta obviamente certa redução de autonomia, por não poder mais agir visando apenas a maximização do próprio benefício, nos casos em que possa ser preju- dicado o benefício global de todos os usuários.

IV. CONTROLE E INTEGRAÇÃO DAS DIFERENTES FORMAS DE GERAÇÃO

Como já visto, o conceito de Microgrid envolve um sistema híbrido de geração, ou seja, um sistema que utiliza e integra diferentes formas de energia. Cada tec- nologia de geração (eólica, solar, etc) apresenta algumas peculiaridades. Alguns geradores geram em tensão con- tínua (placas fotovoltáicas), outros em tensão alternada (energia eólica). Para integrar todas as formas de gera- ção, a técnica mais utilizada é a do barramento comum em tensão contínua. Para que isto seja possível, os gera- dores que produzem energia elétrica em tensão alterna- da são retificados e assim conectados ao barramento DC. O diagrama abaixo ilustra esta técnica.

Página 2 de 3

Figura 2 – Integração das diferentes formas de geração Inversores de frequência podem fornecer o

Figura 2 – Integração das diferentes formas de geração

Inversores de frequência podem fornecer o controle e a flexibilidade necessária para a operação do sistema.

O controle de microgrids deve garantir que diferentes

fontes de energia podem ser adicionadas ao sistema sem

que haja modificação dos equipamentos existentes. Uma microgrid pode se conectar ou isolar-se da rede de forma rápida e eficiente. Potências reativa e ativa podem ser controladas independentes, atendendo assim

às necessidades dinâmicas das cargas. Um elemento-

chave do projeto de controle é que a comunicação entre

os geradores é desnecessária para a operação básica do

sistema. Cada controlador deve ser capaz de responder com eficiência às mudanças no sistema, sem que necessite de dados das cargas ou de outras fontes. O sistema de controle deve garantir a existência de funcionalidades básicas, tais como: a capacidade de regular o fluxo de potência nos alimentadores; regular a tensão na interface de cada gerador; garantir que cada gerador rapidamente assuma a sua quota da carga

quando o sistema se desconectar do sistema de transmissão; automaticamente e suavemente reconectar

a microgrid ao sistema de distribuição ao fim do distúrbio.

V. PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO

Espera-se, num futuro mais ou menos próximo, a vi- abilização técnico-comercial de pilhas (células) de com- bustível, que poderão se tornar uma fonte alternativa competitiva para geração distribuída, havendo certos tipos apropriados a grandes consumidores, outros atra- entes até para residências.

Já está se difundindo a geração eólica em regiões

com regime favorável de ventos, que irá ser incremen- tada ainda pela redução gradativa de seu custo. Deve crescer também o uso de microturbinas e de sistemas de armazenamento de energia por baterias, tanto como fon- te de emergência como para redução da demanda de

ponta solicitada à rede. Várias dessas novas fontes, gerando em corrente contínua (CC) - ou em frequência mais alta e posterior- mente retificada (microturbinas), irão se grupar em Mi- cro-redes ("Microgrids") de CC, formando blocos a se- rem ligados à rede principal através de inversores.

O aperfeiçoamento da isolação elétrica, permitindo

construir máquinas girantes em tensões mais elevadas e reduzindo suas dimensões e o custo de seu isolamento, também irá influir na geração distribuída, permitindo elevar as tensões de distribuição e assim aumentar a eficiência energética.

VI. CONCLUSÃO

As Microgrids se apresentam como uma solução à constante busca pelo aumento da eficiência energética, que é uma das diretrizes da sustentabilidade. No entan- to, o desenvolvimento da viabilidade econômica desta solução depende ainda do ajuste de interesses e das ne- cessidades ambientais (disponibilidade de insumos natu- rais).

VII. REFERÊNCIAS

B. Kroposki, T. Basso, & R. DeBlasio, “Microgrid stan- dards and technologies”, Proceedings of IEEE Power & Energy Society 2008 General Meeting: Conversion & Delivery of Electrical Energy in the 21 st Century, 2008.

Agent-based Power Management of Microgrids includ- ing Renewable Energy Power Generation C.M. Colson, Student Member, IEEE, M.H. Nehrir, Fellow, IEEE.

Microgrid: A Conceptual Solution Robert H. Lasseter, Paolo PiagiUniversity of Wisconsin-Madison Madison, WisconsinPESC’04 Aachen, Germany 20-25 June 2004.

www.inee.org.br/down_loads/forum/Notas%20sobre%2

0GD.pdf

Página 3 de 3