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pulsional > revista de psicanálise > ano XIX, n. 186, junho/2006

Andréa Hortélio Fernandes

Do mito à fantasia: um percurso em análise*

O artigo discute o tema do trauma e da estrutura familiar. Analisa o real sexual como aquilo que faz da família o palco no qual se desenrola o percurso que vai do mito à fantasia. Parte da definição lacaniana de mito como uma tentativa de transmissão do enunciado do impossível, frente ao qual o pai revela-se discordante em sua função, sendo necessário toma-lo não apenas no registro simbólico, mas também na sua dimensão imaginária e real. Através de um caso clínico, acompanhado em supervisão, mostra como uma criança frente à emergência do pai real esforça-se em construir na fantasia uma imagem de pai que faça suplência ao pai simbólico. > Palavras-chave: Trauma, família, função paterna

This article discusses the theme of trauma and family structure by analyzing the sexual real as that which makes the family the stage on which the plot evolves from myth to fantasy. It is based on Lacan’s definition of myth as an attempt to transmit the statement of the impossible, where the father is seen as in discord with his function. He must be taken not only in his symbolic register, but also in his imaginary and real registers. Through a clinical case, monitored in supervision, the author shows how a child, faced with the emergence of its real father, tries to construct in fantasy a father image to replace the symbolic father. > Key words: Trauma, family, father function

A família, para a psicanálise, seria o palco no qual se desenrola o percurso que vai do mito

à fantasia. Toda criança entraria na família

com um certo gozo mítico e originário, que toma forma no gozo da mãe fálica. Nos anos

1950, Lacan, por meio do matema da metá- fora paterna, fará o mito da mãe fálica corresponder ao mito do casal parental, onde o pai estaria aí no lugar de responder àquilo que falta a mãe, tendo por função fa-

*> Trabalho apresentado no Congresso Trauma e Fantasia, São Paulo, 2004.

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zer existir a relação sexual. Nesta mesma década, Lacan, no texto “O mito individual do neurótico” (1953), destacará o fato do mito apontar para o enunciado do impossí- vel. No caso do mito do casal parental en-

contramos então a impossibilidade de equivaler à cópula dos pais a cópula de sig- nificantes. Neste sentido, este mito traz à tona o quanto um pai é discordante em re- lação à sua função, pois o que está em jogo

é como o pai transmite o falo a seus filhos.

Resulta daí o valor patogênico do complexo de Édipo, visto que a criança sustenta-se na

crença de que o pai é potente, que ele pode transmitir o que se passa na relação se- xual. É a esse real sexual que a criança se dedicará através das teorias sobre a sua concepção. No entanto, a relação sexual não se escreve, fazendo com que um pai se mos- tre discordante em relação a sua função. Os impasses próprios à situação original, o

mito da mãe fálica, são deslocados, no final da crise edípica e/ou retomados na adoles- cência, para um outro ponto da rede mítica,

o mito do casal parental. O sintoma neuró-

tico mostra-se, nestas circunstâncias, como

o retorno do recalcado, e será pela via da

fantasia trabalhado em análise. No que diz respeito à psicanálise com crianças, surge a questão de saber como a psicanálise lidar com o fato do pai se mostrar sempre discor- dante em sua função. Utilizaremos um recor- te clínico de um caso clínico, atendido sob nossa supervisão, como ilustração. M. está com 11 anos e cursa a 4 a série quan- do inicia seu atendimento. Na primeira en- trevista ele apresenta a seguinte queixa:

“Vejo pessoas que não existem, e que às ve- zes ficam me perseguindo”. Fico confuso, continua ele, e vou dormir na cama do meu

tio. É o tio paterno que o traz à sessão, vis- to que M. é órfão de pai e mãe. Segundo o tio, a morte da mãe de M. foi ocasionada por um crime passional e seu pai, autor do as- sassinato, morreu enquanto aguardava o jul- gamento na penitenciária. Nesta mesma sessão, M. coloca que sua vida tornou-se “turbulenta” com a morte de seus pais, há quatro anos, época em que ele tinha sete anos. Ele declara então que procura o atendimento para poder “desabafar”, quer encontrar alguém em que possa “confiar e assim desabafar”. Veremos que a instaura- ção da transferência possibilitará a M. re- construir sua história, indo mais além da preocupação em rememorar os acon- tecimentos importantes de sua vida, em especial a morte de seus pais. Conseqüen- temente, M. trará, para a análise, um cená- rio no qual esboça-se uma fantasia criada por ele para lidar com as questões relativas à sua origem, a sexualidade e a morte. A transferência como reatualização da realidade sexual do inconsciente funcionará como o motor do tratamento. Ela revelará que no drama de M., como em todo drama neurótico, “o mito e fantasia confluem e a experiência passional ligada à vivência atual da relação com o analista” torna-se o “trampolim, por intermédio das identificações que ela comporta, para a resolução de um certo número de problemas” (Lacan, 1953, p. 299). É desse modo que M. pode “confiar” na pes- soa que o atende e utilizar todo um roteiro dado pela fantasia para retomar aquilo que dizia respeito à sua posição de sujeito na sua constelação familiar. Ele traz então um sonho. Nesse sonho seu pai está num lugar escuro e sua mãe está gritando pedindo para

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que ele seja socorrido. Esse sonho de salva- mento do pai faz com que ele afirme que após a morte da mãe passou a sonhar com ela, via seu rosto nos sonhos, assim como, quando ia jogar futebol via uma pessoa que parecia sua mãe, porém “quando olhava di- reito não era ela”, complementa ele. Os sonhos com tema de salvamento, de acordo com Freud (1910), têm um histórico particular e são derivativos do complexo pa- rental. Já Lacan, no entanto, chama atenção para o fato de que, em uma análise, o sujei- to, mesmo trazendo um sonho como o cita- do, poder retomar a sua “constelação familiar” sem se vincular “de forma alguma com o que quer que seja que aconteça de atual” (Lacan, 1953, p. 296). Desta forma, o sujeito encontra um prazer no cenário da fantasia, já que consegue circular entre os dois elementos da fantasia, quais sejam, o sujeito e o objeto. Para ilustrar isso, retoma- remos uma outra sessão. M. declara que quando crescer quer ser in- vestigador policial ou biólogo. E mesmo afir- mando não gostar de falar sobre morte, sempre que algum acidente envolvendo a morte, acontece, ele vai olhar o morto, e as- sim o cenário da morte é freqüentemente trazido para as sessões. Em uma ocasião ele relata, com detalhes, como matou o gato da vizinha. Algumas sessões mais tarde, dirá que o fez porque quando seu cachorro mor- reu, ele ficou triste e chorou e essa vizinha, ao vê-lo chorando, deu risada; frente à ati- tude dela ele decidiu matar o seu gato e as- sisti-la chorar a perda do felino. Constatamos que a forma encontrada por ele para nada querer saber sobre o gozo mortífero que lhe é peculiar se dá, sobretu- do, ao falar nas sessões por meio de enun-

ciados. É assim que ele vem a uma sessão e

diz “mulher é chave de cadeia”. Segundo ele,

o autor da frase é um amigo de seu pai que

luta boxe. Esta frase, segundo ele, é dita também numa novela da rede Globo, Kubanacam, pelo personagem, Estevan. M. destaca que o personagem é procurado pela

justiça por crimes que não sabe que come- teu, já que possui dupla personalidade, e é rastreado pelos relacionamentos que man- tém com as mulheres. Partindo do princípio de que a arte muitas vezes imita a vida, veremos como M. aos poucos vai se implicando no mal-estar do qual se queixa desde o início do tratamen- to. A advertência de Lacan (1953), segundo

a qual alguns comportamentos do neurótico

obsessivo guardam certa proximidade com as construções delirantes nos servirá aqui de orientação. Retornemos à primeira ses- são de M. Cabe lembrar que, na primeira sessão, em que são atendidos tanto M. como seu tio, é dito que M. via pessoas que não existiam. Numa sessão M. põe em dúvida se sua mãe estaria realmente morta; como não foi ao enterro, não viu a mãe morta, diz então que tem dúvidas. Dentro da lógica construída, a dúvida quanto à morte da mãe faria com que seu pai não fosse o assassino dela. Porém, uma coisa é certa: M. se sustenta na cren- ça do pai morto. De fato, ele foi ao enterro do seu pai, mas isso não faz com que o as- sassinato do pai deixe de fazer parte das suas fantasias, pois nelas encontramos a reedição de um cenário no qual a fantasia que se impõe a ele quase como um destino.

No texto “O mito individual do neurótico“, Lacan (1953) revela como o drama do neuró- tico se vislumbra num roteiro fantasioso que adquire seu valor em virtude da apreensão

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que dela toma o sujeito. Assim, o crime passional ao qual está relacionada a morte da mãe de M. tomará seu valor “traumático” dado a forma que a fantasia assume para M. Há algo que reenvia ao real sexual de M. e que se presentifica na fantasia ligada ao tema da morte do pai. Este caso ilustra a necessidade de se tomar

o pai em três diferentes registros: real, sim-

bólico e imaginário. Com efeito, nos diz La- can, no texto já citado, “é a morte imaginária

e imaginada que se introduz na dialética do

drama edipiano” (p. 306) e é ela que está

em jogo no sintoma neurótico. É neste sen- tido que, muito freqüentemente, vemos que

a morte de um pai, de um irmão mais novo,

torna uma criança obsessiva. O que vislum-

bramos é que o real da morte convoca a criança a lidar com o pai na sua função trau- mática, que diz respeito ao “pai da exceção,

o pai mítico, primitivo e irreal” (Silvestre,

1991, p. 89). Este pai da exceção seria o pai mítico que teve acesso a todas as mulheres, e que teve seu poder aumentado graças à implementa- ção da lei da interdição do incesto, promul- gada com sua morte. Deste pai é esperado um saber sobre o sexo, na medida em que se espera que a lei que ele outorga possa orientar todos os humanos. Esta é a forma que toma a dissolução do complexo de Édi- po em Freud. Contudo, a leitura lacaniana do pai morto revela que ele funciona como um “puro significante” reenviando ao sujeito, mesmo uma criança, o seu próprio desejo, que se manifesta através do sujeito da enunciação. Segundo Silvestre, a única resposta que re- torna inicialmente ao sujeito quando é leva- do a fazer apelo ao pai morto é a castração,

“isto é a uma falta de gozo” (ibid., p. 94). Isto porque o pai primitivo é aquele cuja existên- cia depende inteiramente da renúncia ao gozo sexual. Logo, ao fazer apelo ao pai mor- to, o sujeito não encontra nenhuma respos- ta, neste pai simbólico, que possa orientá-lo

a lidar com o seu próprio desejo sexual. É as- sim que Lacan dirá que “a atribuição da pro- criação ao pai só pode ser efeito de um puro significante, de um reconhecimento não do

pai real” (Lacan, 1955, p. 562). Logo, apesar do apelo feito pelo neurótico obsessivo ao pai morto, enquanto puro significante, en- quanto pai simbólico, o que retorna para o sujeito, como questão, é seu próprio desejo. Comprovamos que o obsessivo faz apelo ao pai morto porque ele evita, ao máximo, se confrontar com a sua existência como sujei- to desejante; assim ao falar em análise ele

o faz, sobretudo, através de enunciados e

não de enunciações. Contudo, a não-respos- ta advinda do pai simbólico, o pai morto, faz com que ele construa na fantasia uma figu- ra de pai que seja propícia a seu desejo. Nesta situação, o obsessivo se propõe a sal- var o pai imaginário, que é a imagem do pai criada pela criança. Nesta busca, o obsessi- vo entra numa série de relações imaginá- rias, envolvendo uma relação especular entre o sujeito e o outro, que faz com que o sintoma neurótico apareça como sendo algo da ordem de um determinismo (ibid.,

1953, p. 294). A teoria lacaniana enfoca esta formulação na máxima que diz que o dese- jo do sujeito é o desejo do Outro. Voltemos ao caso de M. para ilustrar esta questão.

A transferência, funcionando como motor

do tratamento, faz com que o cenário da fantasia criado por M. reatualize para ele um gozo que lhe escapa. É assim que, numa ses- são, ele diz que não se interessar por pes-

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soas da sua idade, gosta de mulheres mais velhas e de cabelos lisos. Cabe uma preci- são: a pessoa que o atende é branca e de ca- belos lisos. Ele continua a dizer que se tiver que escolher entre uma mulher branca e uma negra, se conhecer melhor a negra, fica com ela. Numa outra sessão, ao retomar o assassina-

to da mãe, M. é levado a desculpar o pai, re-

memorando inclusive situações agradáveis com o pai como: partidas de futebol, pas- seios em parques etc. E traz para uma ses- são o seguinte material, “sempre é o negro que é o assassino”, referindo-se aos progra- mas de investigação policial que costuma assistir na TV. Ele informa ainda que seu pai era negro e sua mãe branca. Ele defende que

seu pai só matou sua mãe porque tinha in- gerido bebida alcoólica e, também, por- que se enganou e tomou o remédio controlado da sua avó paterna, no caso a

mãe do pai de M. Com esta construção fantasística M. tenta isentar seu pai da responsabilidade pelo seu ato. Entretanto, o cenário da fantasia não consegue mais proteger M. que aos poucos vai perdendo seus “referenciais identificató- rios e se vê ameaçado de destruição, de de- saparecimento sob o que lhe aparece como o gozo do Outro” (Barros, 1995, p. 116).

O que acontece é que o cenário do crime

passional que envolve a morte da mãe de M. revela para ele um gozo que escapa ao falo, ao registro da lei simbólica da interdi- ção do incesto. Isto porque a leitura que M. faz da cena do assassinato pode ser toma- da como uma metáfora da cena primitiva, “comércio sexual dos pais”, como dizia Freud (1905), e nela seu pai está em uma posição degradada em relação à sua função simbó-

lica. O entendimento da problemática em jogo pode ser vislumbrado se retomarmos a cena primitiva.

A “cena primitiva”, tema das teorias sexuais

das crianças, revela que o comércio sexual dos pais está associado à criança tomada como objeto de desejo dos pais, seria o sexo com fins de procriação. Entretanto, o crime passional que envolve os pais de M. revela

que ele está excluído dos desejos dos pais. Isto foi trazido por M. desde a sua primeira

sessão. Na ocasião, ele atribui seu mal-estar ao fato da sua vida ter se tornado “turbulen- ta” depois da morte de seus pais. Porém, ele trouxe também um outro elemento, aí en- volvido, que diz respeito às internações psi- quiátricas da avó paterna. Este cenário reenvia para M. o real da castração, relan- çando a questão sobre o seu próprio desejo, que para a psicanálise é o desejo do Outro.

O desejo do Outro se fundamenta no mito

da mãe fálica, ou seja, na crença da crian- ça da necessidade de se igualar ao objeto fálico do desejo do Outro materno (Barros, 1995, p. 114). O pai aí está longe da sua di- mensão real, ele funciona apenas como um pai simbólico, um significante (Nome-do-Pai) que inscreve o fato de que há um terceiro lugar imaginado para além da mãe. Segundo

Julien, o pai imaginado é uma criação da criança. Conseqüentemente, é esse pai como imagem que, por definição, é “o ob- jeto mesmo do trabalho analítico” (Julien, 1997, p. 55). Um trabalho de luto desse pai imaginário deve ser feito para franquear ao sujeito o trabalho de construção de um pai real, o pai que pode transmitir a lei do de- sejo para os filhos. De acordo com Barros (1995), na psicanáli- se com crianças o percurso que vai do mito

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à fantasia vai implicar um trabalho de cons- trução de um pai onde este apareça como portador de um desejo que faz da mãe uma mulher. É este pai real que permitirá “à criança barrar o Outro e modificar sua posi- ção na fantasia que dava consistência ao Outro” e que a aprisionava “em um mito que se cumpria como destino” (ibid., p. 118). Para finalizar, trazemos um último recorte de M. que ilustra justamente o trabalho de cons- trução do pai real. Informado sobre a possibilidade de ser en- caminhado para um outro profissional, em razão do afastamento da pessoa que o aten- dia do Ambulatório do Serviço de Psicologia da Universidade Federal da Bahia, ele afir- ma que pensa em continuar porque ainda tem muito trauma. A definição dada por ele para trauma é “conversar sobre morte ou saber se alguém morreu”. Fazendo uma re- trospectiva, ele revela que o trabalho ana- lítico está em curso, uma vez que declara que quando chegou era “cheio de traumas:

não conseguia dormir, sonhava com mons- tros”, fazendo referência ao sonho com pes- soas que não existem. Atualmente, ele tem retomado o mito da mãe fálica nas suas sessões, trazendo-o à análise ao abordar a temática da loucura. M. afirma então que “loucura é hereditário, quando vemos um maluco na rua, o filho também é maluco”. Fala do remédio psi- quiátrico da avó, e afirma que o pai também fazia uso de um remédio controlado, porém era mais fraco que o da avó. Surge em M. então uma vacilação subjetiva: ele enuncia que tem medo. Feita a M. a seguinte pontua- ção: “você tem medo”, ele, utilizando uma denegação, diz: “de ficar louco não, tenho medo de correr risco, de me arriscar um pou- co, tenho medo de morrer, medo de escuro”.

Concluindo, a teoria lacaniana trabalhando na vertente de acolher a fantasia do sujei- to numa escuta que se exime de explicá-la, revela ser o desejo do analista, ao apontar sempre para algo de enigmático, que produz um abalo da fantasia o que pode levar uma criança a realizar o luto do pai ideal (Fer- nandes, 2002). É o desejo do analista que dará sustentação para a criança realizar a operação do luto do pai ideal, franqueando à criança falar daquilo que mais reprova por lhe reenviar o real sexual como impossível.

Referências

BARROS, M. R. C. R. Do mito à fantasia: uma ques- tão para a psicanálise com crianças. Fort-da, Rio de Janeiro: Revinter, n. 3, p. 113-8, 1995. FERNANDES, A. H. A clínica do ato face ao sofri-

mento psíquico. In: Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental, Recife, 2002.

FREUD, S. (1905). Três ensaios sobre a teoria da

sexualidade. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de S. Freud. Rio de

Janeiro: Imago, 1969. v. III. (1910). Um tipo especial de escolha de objeto feita pelos homens. In: Edição Standard

Brasileira das Obras Psicológicas Completas de S.

Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1969. v. XI. JULIEN, P. O manto de Noé. Rio de Janeiro: Re- vinter, 1997. LACAN, J. (1953). O mito individual do neurótico. Ornicar?, Paris: Lyse, n. 17/18, p. 291-307, 1979. (1955). A direção da cura e os princí- pios do seu poder. In: Escritos. Rio de Janei- ro: Zahar, 1998.

SILVESTRE, M. Amanhã, a psicanálise. Rio de Ja-

neiro: Zahar, 1991.

Artigo recebido em janeiro de 2006 Aprovado para publicação em março de 2006