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MÓDULO: TELEFONIA FIXA AUTORIA: ANGELA DOS SANTOS OSHIRO Copyright © 2008, ESAB – Escola Superior
MÓDULO: TELEFONIA FIXA AUTORIA: ANGELA DOS SANTOS OSHIRO Copyright © 2008, ESAB – Escola Superior

MÓDULO:

TELEFONIA FIXA

AUTORIA:

ANGELA DOS SANTOS OSHIRO

Copyright © 2008, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil

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Módulo de: Nome Do Módulo Autoria: Nome do Autor

Primeira edição: 2008

CITAÇÃO DE MARCAS NOTÓRIAS

Autor Primeira edição: 2008 CITAÇÃO DE MARCAS NOTÓRIAS Várias marcas registradas são citadas no conteúdo deste

Várias marcas registradas são citadas no conteúdo deste módulo. Mais do que simplesmente listar esses nomes

e informar quem possui seus direitos de exploração ou ainda imprimir logotipos, o autor declara estar utilizando tais nomes apenas para fins editoriais acadêmicos. Declara ainda, que sua utilização tem como objetivo, exclusivamente na aplicação didática, beneficiando e

divulgando a marca do detentor, sem a intenção de infringir as regras básicas de autenticidade de sua utilização

e

direitos autorais.

E

por fim, declara estar utilizando parte de alguns circuitos eletrônicos, os quais foram analisados em pesquisas

de laboratório e de literaturas já editadas, que se encontram expostas ao comércio livre editorial.

Todos os direitos desta edição reservados à ESAB – ESCOLA SUPERIOR ABERTA DO BRASIL LTDA http://www.esab.edu.br Av. Santa Leopoldina, nº 840/07 Bairro Itaparica – Vila Velha, ES CEP: 29102-040 Copyright © 2008, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil

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A presentação Nas unidades I, II e III será apresentada um pouco da história da

Apresentação

Nas unidades I, II e III será apresentada um pouco da história da telefonia no mundo. São unidades que introduzem o aluno ao tema e mostram a evolução dos sistemas de comunicação no Brasil e no mundo.

As unidades IV a XIV detalham aspectos técnicos de operação e prestação de serviços de telefonia, descrevendo o funcionamento das centrais telefônicas, seus sistemas de cálculo, dimensionamento, as tecnologias empregadas, etc. Devido ao seu nível de abordagem e termos técnicos, trata-se das unidades que exigem maior atenção e estudo.

Nas unidades XV até XXIV, apresentamos o processo de digitalização da telefonia, com suas aplicações e tendências.

A partir da unidade XXV discutiremos a convergência entre os sistemas de Telefonia, Internet, Televisão e outras tecnologias, início da comunicação e padronização desses serviços.

Ao final de cada bloco de temas, recomendamos a confecção das listas de exercícios, de preferência na seguinte ordem: Concluída a unidade XIV, o aluno estará apto a responder à lista 1 de exercícios. Após a unidade XXIV, a lista 2 e, ao término do curso, a lista 3.

Lembre-se que sua participação no fórum é de extrema importância, tornando o estudo mais interativo, com melhor possibilidade de assimilação e compreensão do conteúdo discutido neste curso.

Recomendamos ainda, antes de iniciar um novo bloco de estudos (tema), esclarecer possíveis dúvidas com seu tutor, ampliando sua visão sobre a área em questão.

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O bjetivo O curso de Telefonia Fixa fornece uma visão sobre a evolução dos Sistemas

Objetivo

O curso de Telefonia Fixa fornece uma visão sobre a evolução dos Sistemas Telefônicos e a consequente padronização de tecnologias, ampliando a possibilidade de comunicação a partir da convergência com outras tecnologias que vieram se desenvolvendo como as áreas de Telecomunicações e Computação, que gradativamente tornam-se integradas.

Hoje, diante do fenômeno da globalização, a comunicação é mais do que troca de informações – envolve a seleção de informações, a transformação de informações em conhecimento, a aplicação prática e a tomada de decisões a partir do conhecimento adquirido e o objetivo social de toda a tecnologia desenvolvida.

Trabalhamos neste curso, conteúdos técnicos que compõe a grade de seu curso e recomendamos a participação nos fóruns, bem como as leituras complementares.

No intuito de desenvolver o espírito crítico e a maturidade necessários ao profissional ligado à área de telecomunicações, os contatos com o seu tutor são imprescindíveis.

Seja bem vindo!

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E menta 1- História e Evolução das Centrais telefônicas 2- Operação e prestação de serviços

Ementa

1- História e Evolução das Centrais telefônicas

2- Operação e prestação de serviços de telefonia

3- Centrais Telefônicas e Tecnologias empregadas nas centrais telefônicas

4- Digitalização da Telefonia

5- Convergência tecnológica em telecomunicações

6- Padronização dos serviços de telefonia

Sobre o Autor

A autora é pós-graduada em Análise de Sistemas pela UNIMEP – Piracicaba

Certificações CCNA e CISCO e membro da BICSI e SBC, tendo participação ativa e produção de pesquisas nas áreas de Telecomunicações e Informática aplicada à Educação.

Mestranda em Educação, com foco em Tecnologias para EAD, é também professora das faculdades Sumaré – SP, e Fundação Ubaldino do Amaral – Sorocaba/SP.

Possui diversas publicações sobre os temas – Segurança da Informação, Tecnologias Emergentes em TI, Tecnologias aplicadas à educação, EAD e Realidade Aumentada.

Membro do fórum Centaurus sobre segurança em TI e Ecologia da Informação.

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S UMÁRIO UNIDADE 1 9 A evolução da tecnologia telefônica 9 UNIDADE 2 11 Evolução

SUMÁRIO

UNIDADE 1

9

A evolução da tecnologia telefônica

9

UNIDADE 2

11

Evolução das Centrais telefônicas

Erro! Indicador não definido.

UNIDADE 3

18

Telefones de uso público

18

UNIDADE 4

20

Serviço Telefônico Fixo Comutado

20

UNIDADE 5

22

Funções da Central Telefônica

22

UNIDADE 6

28

Tipo de Serviços

28

UNIDADE 7

41

Sistema Trópico

41

UNIDADE 8

48

Sistema de Numeração

48

UNIDADE 9

51

Telefonia Rural

51

UNIDADE 10

53

Centrais de Atendimento

53

UNIDADE 11

57

Tráfego e Dimensionamento

57

UNIDADE 12

65

Fórmula de Erlang

65

UNIDADE 13

73

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6

Cabos Telefônicos 73 UNIDADE 14 98 A Prestação de Serviços 98 UNIDADE 15 107 Operadoras

Cabos Telefônicos

73

UNIDADE 14

98

A Prestação de Serviços

98

UNIDADE 15

107

Operadoras de Telefonia Fixa

107

UNIDADE 16

111

Acessibilidade nos serviços de Telefonia

111

UNIDADE 17

116

Digitalização da Telefonia

116

UNIDADE 18

120

Tratando ainda sobre Digitalização da Telefonia

120

UNIDADE 19

122

Comunicação de Dados em Alta Velocidade

122

UNIDADE 20

127

ADSL- Padrões e

127

UNIDADE 21

135

VoIP – Voz sobre IP

135

UNIDADE 22

143

Sistema de Telefonia IP PABX / VoIP / SIP

143

Objetivo: Conhecer o sistema de telefonia IP PABX/VOLP/SIP

143

UNIDADE 23

149

Evolução e digitalização dos Call Centers

149

UNIDADE 24

153

Unidade de Resposta Audível

153

UNIDADE 25

158

Integração entre o Computador e o Sistema de Telefonia

158

UNIDADE 26

161

Inteligência artificial aplicada à telefonia

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UNIDADE 27 167 Interfaces Homem X Computador 167 UNIDADE 28 170 Telecomunicações 170 UNIDADE

UNIDADE 27

167

Interfaces Homem X Computador

167

UNIDADE 28

170

Telecomunicações

170

UNIDADE 29

173

Convergência Digital

173

UNIDADE 30

178

IPhone

178

GLOSSÁRIO

180

BIBLIOGRAFIA

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U NIDADE 1 A evolução da tecnologia telefônica Objetivo: Conhecer a evolução da telefonia. Quando

UNIDADE 1

A evolução da tecnologia telefônica

Objetivo: Conhecer a evolução da telefonia.

Quando Graham Bell registrou (US Patent Office nº 174.465) e apresentou à comunidade científica sua mais recente invenção: o telefone, fundando no ano seguinte a Bell Telephone Company.

De 1877 a 80, Watson registrou 60 patentes referentes ao aperfeiçoamento do telefone e à invenção de alguns acessórios, como os sistemas de campainha e o interruptor de “gancho”, para ligar e desligar o telefone automaticamente.

Os primeiros telefones, comercializados em 1877, pesavam cerca de 5 Kg, pareciam-se com caixas e ficavam apoiados sobre uma mesa ou outro móvel.

Instalados em lugares distantes - sistema conhecido como ponta a ponta - cada um deles possuía um dispositivo que funcionava nos dois sentidos: servia tanto para ouvir quanto para falar. Ou seja, enquanto uma pessoa falava em um dos aparelhos, a outra tinha que encostar o ouvido no outro, trocando, depois, de posição. Isso gerou muitas reclamações por parte do público, dando origem a outra inovação – o uso de dois dispositivos, um para falar e o outro para escutar.

Essa mudança trouxe facilidades para que as pessoas mantivessem uma conversa ao telefone, porém, tanto fazia qual dos dispositivos seria usado para falar ou ouvir, já que ambos tinham exatamente a mesma constituição. Sobre isso, houve apenas um problema: a pessoa que falava no aparelho transmissor; ouvia o som de sua própria voz, pois tudo estava ligado aos mesmos fios.

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Esses aparelhos funcionavam com energia eletromagnética, de forma que não precisavam de pilhas ou qualquer

Esses aparelhos funcionavam com energia eletromagnética, de forma que não precisavam de pilhas ou qualquer outro tipo de energia externa. Permaneciam ligados o tempo todo, já que não havia nenhum tipo de interruptor.

Em 1887, o jovem cientista Hertz, com base nos estudos de Maxwell [1], desenvolveu experiências em seu laboratório descobrindo que, ao fazer saltar faíscas entre duas esferas de cobre de seu aparelho oscilador (transmissor), também saltavam faíscas entre as pontas

de um arco de metal colocado a certa distância, denominado ressonador (receptor).

A experiência de Hertz comprovou a existência das ondas eletromagnéticas, previstas

matematicamente por Maxwell anos antes. Em 1878, apenas dois anos após a invenção, foram implantadas no Brasil as primeiras linhas telefônicas. Em 1882, foi realizada a primeira ligação interurbana no Brasil, entre as cidades do Rio de Janeiro e Petrópolis.

A telefonia estava só iniciando e o estabelecimento de uma ligação era ainda totalmente manual realizada pelos funcionários das empresas de telefonia, através de mesas operadoras (centrais telefônicas manuais).

Uma das principais funções das centrais telefônicas era concentrar, em um mesmo ponto, determinado número de usuários, permitindo que estes possam comunicar-se entre si através de um único caminho até a central, compartilhando os recursos disponíveis.

De outra forma, sem a utilização da central telefônica, cada usuário teria de possuir uma conexão com todos os demais, o que tornaria inviável economicamente as redes e impraticável sua expansão.

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U NIDADE 2 Evolução das centrais telefônicas Objetivo: Conhecer a evolução das centrais telefônicas A

UNIDADE 2

Evolução das centrais telefônicas

Objetivo: Conhecer a evolução das centrais telefônicas

A partir de 1889, com as primeiras experiências bem sucedidas, realizadas por Almond

Brown Strowger, inventor da central telefônica automática (eletromecânica). O novo equipamento permitia que seus usuários realizassem ligações locais sem o auxílio de operadores.

Durante a discagem pulsos elétricos, gerados pelo aparelho telefônico, estabeleciam o encaminhamento da chamada, através dos seletores eletromecânicos da central. A primeira central automática foi inaugurada em 3 de novembro de 1892, em La Porte- Indiana, com 56 telefones.

O sistema de Strowger era um aperfeiçoamento dos aparelhos anteriores. Ele também tinha

um dispositivo com um contato metálico principal, móvel, que se deslocava passo a passo, acionado por eletroímãs, “varrendo” diversos contatos fixos, cada um deles conectado a uma linha telefônica.

Mas havia uma diferença importante: o sistema se movia dentro de um cilindro e podia tanto girar em torno do eixo do cilindro como também se mover para cima e para baixo. O cilindro tinha, em sua parte interna, 10 fileiras com 10 contatos metálicos cada uma, totalizando 100 contatos.

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Esquema do sistema de comutação automática de Connely e McTighe, primeiro sistema em que o
Esquema do sistema de comutação automática de Connely e McTighe, primeiro sistema em que o

Esquema do sistema de comutação automática de Connely e McTighe, primeiro sistema em que o usuário podia controlar a comutação à distância. – Fonte: Núcleo Memória Fundação Telefônica

Inicialmente, os usuários não dispunham de nenhum mecanismo especial para enviar os sinais à central. Eles tinham dois botões na caixa dos seus telefones, e deviam apertar cada um deles, um determinado número de vezes. Por exemplo, para se conectar com o telefone número 34, era necessário apertar o primeiro botão 3 vezes e o segundo botão 4 vezes.

Cada vez que um botão era apertado, ele enviava um pequeno pulso elétrico para a central e fazia o dispositivo se mover um passo. O sistema funcionava, portanto, da seguinte forma:

Quando uma pessoa queria telefonar, ela tirava o telefone do gancho (para se ligar com a central telefônica) e então apertava os botões do seu aparelho.

Na central telefônica, o dispositivo ligado a este telefone ia se movendo, primeiro na direção vertical, depois girando, até fazer a ligação com o número desejado. Então, a pessoa girava a manivela do magneto, para produzir um sinal na campainha do número chamado.

Com um dispositivo do tipo Strowger original, era possível escolher apenas uma de 100 linhas telefônicas. Seria possível construir cilindros com maior número de contatos, mas isso era complicado, sob o ponto de vista técnico.

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Cada telefone precisava estar ligado à central telefônica através de vários fios. Os fios que

Cada telefone precisava estar ligado à central telefônica através de vários fios. Os fios que enviavam a voz, e outros fios que enviavam os sinais elétricos para mover o dispositivo automático. Isso encarecia bastante o sistema. Outro problema era que uma pessoa podia se conectar a um telefone que já estava sendo usado.

Nas centrais com telefonistas, isso não acontecia, porque a telefonista sempre verificava se a linha já estava ocupada. Nas primeiras centrais automáticas, não havia nada que impedisse uma pessoa de se ligar a uma linha ocupada, e nesse caso ela podia ouvir a conversa de outras pessoas ou intrometer-se na conversa.

Strowger empregou algumas pessoas que ajudaram a aperfeiçoar o seu sistema automático. Em 1892, ele contratou Anthony E. Keith e, em 1894, Frank A. Lundquist e os irmãos Erickson (John e Charles)*. Foram essas pessoas, e não o próprio inventor, que aperfeiçoaram esse sistema. Em 1896, Strowger teve problemas de saúde e se afastou da companhia que havia criado, morrendo em 1902.

Em 1896, Keith e os irmãos Erickson desenvolveram um processo que eliminava a necessidade de que os usuários ficassem apertando vários botões. Foi colocado no aparelho telefônico um sistema que enviava sequências de pulsos do aparelho do usuário para a central.

Esses dispositivos empregavam discos que eram girados e que, ao voltarem para sua posição, iam fazendo essencialmente a mesma coisa que a pessoa fazia antes apertando o botão várias vezes.

É exatamente por causa desses discos, utilizados durante quase um século, que até hoje utilizamos a expressão “discar um número”, embora utilizemos telefones que não possuem mais discos, e sim teclas.

No mesmo ano em que inventaram o sistema de discagem, Keith e os irmãos Erickson começaram a desenvolver um modo de utilizar o dispositivo de Strowger em uma rede com 1.000 linhas telefônicas.

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Em vez de construir um dispositivo maior, eles resolveram utilizar dois dispositivos. A ideia é

Em vez de construir um dispositivo maior, eles resolveram utilizar dois dispositivos. A ideia é simples. As linhas são divididas em “troncos”, cada uma com 100 linhas. Cada tronco pode, portanto, utilizar um dispositivo Strowger comum, com 100 posições. Utilizando 10 dispositivos Strowger, é possível, portanto fazer conexões com 10 troncos de 100 linhas, atingindo assim 1.000 linhas. Não há limites para o sistema, pois é possível formar 10 grupos de 10 troncos (um total de 10.000 linhas), por exemplo, introduzindo mais uma etapa da discagem.

O sistema funcionou, mas era extremamente caro. Para redes com número ainda maior de linhas, o sistema se torna proibitivamente dispendioso. Portanto, embora o sistema pudesse ser aumentado de forma ilimitada, seu custo aumentava tanto que o tornava inviável para redes grandes.

Esse tipo de problema foi resolvido por Frank Lundquist, que havia saído da companhia de Strowger em 1896 e desenvolvido um novo processo, que foi patenteado em 1897. A ideia consistia essencialmente em utilizar um menor número de dispositivos na central telefônica automática, levando em conta que, do modo como o sistema funcionava, quase todos os dispositivos ficavam a maior parte do tempo sem funcionar. Lundquist imaginou que bastaria introduzir um novo seletor que procurasse um dispositivo desocupado para usar.

Esses sistemas, mais desenvolvidos, foram exibidos, passo a passo, pela primeira vez em 1899 e adotados pouco depois na França e na Alemanha. Keith e os irmãos Erickson, utilizando o sistema inventado por Lundquist, construíram centrais telefônicas para grande número de linhas, a partir de 1900.

As centrais telefônicas desta época, a exemplo do telégrafo, eram conectadas através de cabos metálicos, mas, um passo importante, que possibilitaria a conexão sem- fio estava prestes a ser dado: a comprovação prática da existência das ondas eletromagnéticas, realizada por Hertz, em 1887. Esse avanço permitiu que em 1895, o italiano Guilherme Marconi viesse requerer a primeira patente de um aparelho transmissor sem- fio.

Durante seu experimento, o aparelho transmissor construído por Marconi foi instalado a uma milha de distância do receptor, conseguindo enviar sinais sem a utilização de cabos elétricos.

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Este transmissor era adequado apenas para transmissão de sinais de telégrafo. Alguns anos depois iniciava

Este transmissor era adequado apenas para transmissão de sinais de telégrafo. Alguns anos depois iniciava o serviço de telégrafo sem-fio entre a França e a Inglaterra. Em 1901, Marconi realiza a primeira transmissão transatlântica sem-fio usando o Código Morse. "O cientista consegue transmitir entre Poldhu na Comualha britânica e St. John, Newfoundland".

Embora Marconi seja reconhecido oficialmente como criador da telegrafia sem-fio, registros históricos comprovam que, em 1893, o padre e cientista brasileiro Roberto Landell de Moura já havia realizado a primeira transmissão falada através de ondas eletromagnéticas. Em outra de suas experiências, transmitiu, também por telegrafia sem-fio, do alto da Avenida Paulista para o alto de Sant’Anna.

Os equipamentos utilizados foram desenvolvidos pelo próprio Landell de Moura, com patentes registradas no Brasil (registro nº 3279) em 9 de março de 1901.

Com o fim da 1ª Guerra Mundial (1914 a 1918), a indústria americana Westinghouse ficou com um grande estoque de aparelhos de rádio fabricados para as tropas na guerra. Instalou- se então uma antena no pátio da fábrica para transmitir música. Através desse "apelo de venda", comercializou-se os aparelhos "encalhados" para os habitantes do bairro.

Em 1922, já existiam estações de rádio com programações regulares em quase todo o mundo, incluindo aí a Argentina, Canadá, União Soviética, Espanha e Dinamarca. Em 7 de setembro deste ano, o discurso do presidente da República, Epitácio Pessoa, em comemoração ao centenário da Independência do Brasil, é transmitido via rádio, trata-se da primeira transmissão oficial pelo novo veículo de comunicação no Brasil

No segmento das centrais telefônicas, um novo modelo de comutador (matriz de comutação) com tecnologia crossbar estava sendo desenvolvido. Foi utilizado pela primeira vez na Suécia e introduzido no sistema pela Bell Systems em 1938. O sistema crossbar mudaria drasticamente a forma de construir centrais telefônicas nas décadas seguintes, incluindo seus sistemas de sinalização, que foram alterados para acompanhar a maior velocidade dos novos seletores de barra.

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Representação esquemática de um dispositivo de comutação com 100 linhas - Fonte: Núcleo Memória Fundação
Representação esquemática de um dispositivo de comutação com 100 linhas - Fonte: Núcleo Memória Fundação

Representação esquemática de um dispositivo de comutação com 100 linhas - Fonte: Núcleo Memória Fundação Telefônica

Se os anos 30 já foram bons para as telecomunicações, a década de 40 não deixaria por menos, mais novidades estavam a caminho. Enquanto a televisão completava seus 10 primeiros anos de existência, chamando para si, literalmente, quase todos os "olhares", os laboratórios Bell iniciavam, em 1945, um programa experimental de telefonia móvel, na faixa de 150 MHz.

O Sistema Bell entrou comercialmente em operação no ano seguinte com poucos canais, na

faixa de 35 MHz, em Winsconsin, e outro, na faixa de 150 MHz no Missouri. Em 1947, foi inaugurado mais um sistema de telefonia móvel, desta vez, ao longo da rodovia New York - Boston, operando na faixa de 35 MHz a 44 MHz.

A década de 50 estava se despedindo e, ao seu final, já era possível perceber que a

tecnologia crossbar estava sendo amplamente empregada. O principal motivo para isso era que, as centrais telefônicas equipadas com comutadores croossbar, eram mais eficientes e mais rápidas que as de seletores rotativos.

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Em função da maior velocidade dos comutadores crossbar, um novo modelo de sinalização telefônica foi

Em função da maior velocidade dos comutadores crossbar, um novo modelo de sinalização telefônica foi introduzido no sistema: a sinalização multifrequencial.

A utilização de matrizes de comutação crossbar e sinalização multifrequencial permitiram a construção de centrais telefônicas eletromecânicas maiores e mais e rápidas. Eram centrais robustas, construídas para funcionar por mais de 20 anos, tanto que no Brasil, na década de 90, muitas dessas centrais ainda estavam em operação e poderiam continuar por muitos anos, não fossem os fortes apelos da digitalização.

Por volta de 1960, juntamente com tantas conquistas realizadas pelo homem, completavam- se as primeiras ligações DDD, e com elas, o primeiro grande ciclo das telecomunicações estava sendo encerrado. Nesta época, o telefone já fazia parte do cotidiano das telecomunicações em todo o mundo.

Com o telefone universalizado e com os avanços tecnológicos obtidos até aquela época, a base necessária para o início do segundo ciclo estava pronta, tanto assim que, logo no início dos anos 60, o novo ciclo estava iniciando: o ciclo da digitalização do sistema, estendendo- se até os dias atuais.

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U NIDADE 3 Telefones de uso público Objetivo: Compreender a importância do uso dos telefones

UNIDADE 3

Telefones de uso público

Objetivo: Compreender a importância do uso dos telefones públicos.

Os primeiros TPs (Telefones de Uso Público) surgiram nos EUA, em 1878. Eram aparelhos comuns instalados em “estações telefônicas” que consistiam geralmente em uma sala com uma atendente para fazer a cobrança e, se necessário, ajudar o usuário. Porém, não demorou muito para que inventassem um mecanismo para coletar moedas automaticamente.

Nos EUA a primeira patente é de 1885 e a primeira caixa coletora da América foi instalada em Hartford, Connecticut, em 1889. No início do século XX, havia dois tipos de caixas coletoras integradas ao telefone e adaptadas a um aparelho comum.

Umas se localizavam em postos telefônicos pertencentes às companhias telefônicas que cobravam uma tarifa para a utilização, e as outras eram instaladas em bares, cafés, padarias e outros estabelecimentos comerciais que tivessem contrato com a companhia telefônica.

Estes possuíam uma caixa coletora que ao final do mês era contabilizada por um funcionário da companhia. Caso a quantia arrecadada fosse menor que o estipulado em contrato, o comerciante pagava a diferença e, se fosse maior, recebia uma porcentagem do arrecadado.

Vários processos mecânicos e elétricos foram adotados. Primeiramente tentou-se o princípio de que o usuário colocaria a moeda antes de falar. Depois foi estabelecido que o pagamento se fizesse após o usuário pedir a ligação à telefonista e obtê-la.

Nos TPs de pagamento posterior, o sinal de linha na estação era dado quando o fone era retirado do gancho. A telefonista, obtendo o número desejado, fazia a ligação. Se a linha estivesse disponível, pedia ao usuário que depositasse na caixa coletora a moeda, que produzia um ruído característico, indo cair em um compartimento de depósito.

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Nos de pagamento prévio, o sinal de linha era dado pela telefonista após a colocação

Nos de pagamento prévio, o sinal de linha era dado pela telefonista após a colocação da moeda na caixa coletora, ficando retida em um determinado ponto e daí poderia ser recolhida ao depósito, quando a ligação era estabelecida, ou devolvida, quando a ligação não era completada. A coleta da moeda e a devolução ficavam a cargo da telefonista, que antes de comprimir o botão de “devolução de moedas”.

Visando facilitar o uso, devido às trocas de moedas, algumas companhias introduziram as fichas. No entanto, essas fichas eram exclusividade de cada companhia e de cada localidade.

Em 1964, foi introduzido o sistema padronizado na área da CTB e, em 1970, foi implantado, já pela Telebrás, o sistema em todas as companhias do Brasil. Até meados de setembro de 1971, no Brasil, não existiam TPs nas calçadas, apenas em interiores. Nesta época, na cidade de São Paulo, foram realizadas experiências com 13 cabines circulares de fibra de vidro e acrílico. O resultado foi desastroso devido ao uso inadequado e às ações de vandalismo.

Para substituí-las, a CTB -Divisão São Paulo - desenvolveu um projeto, também em fibra de vidro que foi apelidado, carinhosamente, pela população de “Orelhão”,

Em meados da década de 70, foram introduzidos dois modelos diferentes de aparelhos: um vermelho, para ligações locais, e outro o azul, para ligações interurbanas, cada qual com sua correspondente ficha padronizada para todo o território nacional.

No início do novo milênio, a Telefônica introduziu dois novos modelos de TPs: o de ambientes internos, cujo tamanho é um pouco maior do que os telefones residenciais convencionais e permite que sejam colocados em balcões, mesas ou mesmo fixados na parede; e os com leitora externa de cartões telefônicos que inibem o vandalismo, já que os cartões não são inseridos no aparelho.

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U NIDADE 4 Serviço Telefônico Fixo Comutado Objetivo: Conceituar corretamente serviço telefônico comutado. O Serviço

UNIDADE 4

Serviço Telefônico Fixo Comutado

Objetivo: Conceituar corretamente serviço telefônico comutado.

O Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) é o serviço de telecomunicações que, por meio de transmissão de voz e de outros sinais, destina-se à comunicação entre pontos fixos determinados, utilizando processos de telefonia.

São modalidades do Serviço Telefônico Fixo Comutado destinado ao uso do público em geral: o serviço local, o serviço de longa distância nacional e o serviço de longa distância internacional.

Os elementos que caracterizam um sistema de telefônica fixa são:

Terminal telefônico

Que pode ser o aparelho utilizado pelo assinante (cliente), representado por um único terminal e por um sistema telefônico privado (PABX) utilizado para atender a uma empresa ou os terminais de uso público (TUPs).

Rede de acesso

Caracterizada pelo conjunto de cabos de assinantes e cabos troncos que atendem uma determinada localidade (postes, dutos, ferragens e outros componentes), é o elemento responsável pela conexão entre os assinantes e as centrais telefônicas.

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Central Telefônica É o elemento mais significativo de uma rede de telefônica e tem como
Central Telefônica É o elemento mais significativo de uma rede de telefônica e tem como

Central Telefônica

É o elemento mais significativo de uma rede de telefônica e tem como funções: Interligação, concentração, gestão, distribuição e tarifação das chamadas geradas pelos assinantes.

Fonte: www.teleco.com.br

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U NIDADE 5 Funções da Central Telefônica Objetivo: Conhecer as principais funções da central telefônica.

UNIDADE 5

Funções da Central Telefônica

Objetivo: Conhecer as principais funções da central telefônica.

A central telefônica é o elemento de rede responsável pela comutação de sinais entre os usuários. As centrais são interligadas por entroncamentos de cabos ópticos ou cabos de pares. Utiliza a comutação de circuitos, o que torna a fase de estabelecimento da ligação a parte mais importante e complexa do processo.

Funções da Central Telefônica

As funções principais das centrais telefônicas continuam, basicamente, as mesmas desde a sua invenção no século passado:

1. Atendimento: O sistema monitora constantemente todas as linhas para detectar os pedidos de chamada. O atendimento implica na cessão de recursos para o complemento da chamada;

2. Recepção de informação: Além dos sinais usuais de solicitação e término da chamada, a central ainda recebe outras informações como endereço da linha chamada e informações relativas a serviços de valor adicionado;

3. Processamento da informação: O sistema deve processar as informações recebidas para definir as ações a serem tomadas;

4. Teste de ocupado: Após o processamento da informação e determinação do circuito de saída requerido, o sistema faz um teste de ocupado para verificar a disponibilidade do circuito;

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5. Interconexão: Para uma chamada entre dois usuários, três conexões são realizadas na seguinte sequência:

5. Interconexão: Para uma chamada entre dois usuários, três conexões são realizadas na seguinte sequência: ligação para o terminal que originou a chamada, ligação com o terminal chamado e conexão entre os dois terminais;

6. Alerta: Depois de realizada a conexão, o sistema alerta o usuário chamado e envia um tom característico para o assinante que chama;

7. Supervisão: A supervisão da chamada é feita durante todo o tempo para a tarifação e determinação do instante em que o circuito deve ser desconectado;

8. Envio de informação: Ocorre sempre que o usuário se encontre ligado à outra central. A central de origem deve enviar, por exemplo, a informação do endereço para ser processada pela central de destino.

Estabelecimento de uma ligação telefônica na central:

Estabelecimento de uma ligação telefônica na central: Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do

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As centrais telefônicas evoluíram tecnologicamente, passando das centrais totalmente eletromecânicas da década de

As centrais telefônicas evoluíram tecnologicamente, passando das centrais totalmente eletromecânicas da década de 1960, para os dispositivos de comutação semieletrônica a partir de 1970.

Nesse período, as funções lógicas de comando e controle eram executadas por dispositivos eletrônicos e a conexão permaneceu eletromecânica. A partir da década de 1980, surgiram as centrais de comutação totalmente eletrônicas, na qual as funções lógicas de comando, controle e execução são executadas por dispositivos eletrônicos. Essas centrais utilizam computadores e são conhecidas como Centrais de Programa Armazenado (CPA's).

Flexibilidade – Como a central é controlada por um programa residente que permite alterações é possível, por exemplo, reconfigurar a central sem que ela tenha que ser desligada. Isso pode ser feito, inclusive, remotamente pelo fabricante;

Facilidade para os assinantes – Centrais de programa armazenado (CPA) permitem um conjunto amplo de facilidades para os assinantes, incluindo:

Discagem abreviada;

Transferência de chamadas;

Restrição às chamadas recebidas;

Conta telefônica detalhada;

Identificação de chamadas maliciosas;

Facilidades administrativas – São facilidades operacionais, do tipo:

Controle das facilidades dos assinantes;

Mudança no roteamento, para evitar congestionamento de curto prazo;

Produção de estatísticas detalhadas do funcionamento da central.

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• Velocidade de estabelecimento da ligação – As conexões pode ser estabelecidas através de circuitos

Velocidade de estabelecimento da ligação – As conexões pode ser estabelecidas através de circuitos digitais muito rapidamente, em tempos da ordem de 250 ms. Além disso, a repetição automática das chamadas na própria central pode ser programada, para evitar congestionamento na rede.

Economia de espaços: Isso ocorre em vista das dimensões reduzidas das centrais de programa armazenado;

Facilidades de Manutenção – Os equipamentos da CPA têm um menor taxa de falhas, em relação aos usados em centrais convencionais, em função de não terem partes móveis;

Qualidade da conexão;

Potencial para outros serviços;

Custo menor - com um índice de manutenção mais baixo e maior eficiência em termos de serviços, as centrais de programa armazenado oferecem uma melhor relação custo/benefício.

Tempo de instalação.

Quanto à aplicação, a central telefônica pode ser classificada em: pública ou privada. As centrais privadas são utilizadas em empresas e outros setores nos quais existe uma demanda de alto tráfego de voz. Os aparelhos telefônicos ligados a uma central privada são chamados de ramais, enquanto os enlaces com a central pública local são chamados troncos.

As centrais públicas por sua vez são classificadas de acordo com a abrangência e os tipos de ligações que efetuam:

Central Local – Ponto comutação local;

de chegada

das linhas de

assinantes e onde

se

faz

a

Central Tandem – Interliga centrais locais ou interurbanas;

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• Central Trânsito – Interliga dois ou mais sistemas locais, interurbanos ou mesmo internacionalmente. As

Central Trânsito – Interliga dois ou mais sistemas locais, interurbanos ou mesmo internacionalmente.

As figuras abaixo mostram algumas maneiras de conexão entre centros de comutação, descritas a seguir:

circuitos diretos – circuitos através dos quais escoa todo o tráfego entre dois centros;

circuitos tandem – circuitos que interconectam um ou mais centros tandem com diversos centros de comutação em uma área. O tráfego entre dois centros do sistema, escoado inteiramente por circuitos tandem, é comutado pelo centro tandem correspondente;

rotas (vias) alternativas – quando o tráfego é escoado primeiramente por uma rota direta chamada rota de alta utilização e, se todos os circuitos estiverem ocupados nesta rota, o tráfego é escoado por circuitos tandem, via um, ou mais, centros de tandem.

por circuitos tandem, via um, ou mais, centros de tandem. Copyright © 2007, ESAB – Escola

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Os circuitos entre os centros de um sistema são agrupados em pacotes (grupos). Cada pacote

Os circuitos entre os centros de um sistema são agrupados em pacotes (grupos). Cada pacote constitui uma rota de cabos. As rotas de cabos definem os percursos possíveis em um sistema.

de cabos definem os percursos possíveis em um sistema. A figura acima mostra um exemplo de

A figura acima mostra um exemplo de rotas de cabos em um sistema.

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U NIDADE 6 Tipo de Serviços Objetivo: comunicação eficaz. Conhecer o Serviço Local significado dos

UNIDADE 6

Tipo de Serviços

Objetivo:

comunicação eficaz.

Conhecer

o

Serviço Local

significado

dos

tipos

de

serviços

e

sua

utilização

para

uma

A operadora que presta o serviço local é aquela que possui a central local e a rede de

acesso à qual o terminal do assinante está conectado. É considerado serviço local

aquele destinado à comunicação entre dois terminais fixos em uma área geográfica

contínua de prestação de serviços, definida pela Agência, segundo critérios técnicos e

econômicos, como uma área local.

Uma área local corresponde normalmente ao conjunto de localidades de um

município. Toda vez que você discar apenas o número do assinante (7 ou 8 dígitos)

estará fazendo uma ligação local. Como o usuário contrata o seu serviço telefônico

junto a uma operadora de serviço local, da qual passa a ser assinante, qualquer

ligação local será feita através da rede desta operadora.

Similarmente, quando uma chamada é originada de um telefone de uso público (TUP),

a rede de acesso utilizada é a da prestadora proprietária daquele TUP e respectiva rede

de acesso.

Serviço de Longa Distância

Constituem objeto de autorização as regiões I, II e III do PGO ou as 67 áreas de

numeração correspondentes ao Código Nacional (DDD).

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A privatização das operadoras de telefonia fixa no Brasil levou a um crescimento da oferta

A privatização das operadoras de telefonia fixa no Brasil levou a um crescimento da

oferta de telefones atingindo em 2002 mais de 49 milhões de acessos instalados.

Entretanto, o número de acessos em serviço era menor que 40 milhões em dezembro de 2002, demonstrando que a oferta de acessos precisa ser mais bem adequada ao que algumas camadas da população podem pagar.

A autorização na modalidade de serviço de longa distância nacional, somente será

expedida concomitante com autorização na modalidade local.

Da mesma forma, a autorização na modalidade de serviço de longa distância internacional somente será expedida concomitantemente com autorizações na modalidade de serviço local e de longa distância nacional.

Compromissos de abrangência e atendimento para cidades com mais de 500 mil habitantes.

A prestação do serviço deve ser iniciada pela autorizada em até doze meses, contados

a partir da data de publicação da autorização no diário oficial. A autorizada ao prestar

o STFC, exclusivamente na modalidade local, não está sujeita ao cumprimento de

compromissos de abrangência e atendimento.

A autorização na modalidade de serviço de longa distância nacional somente será

expedida concomitante com autorização na modalidade local.

Da mesma forma, a autorização na modalidade de serviço de longa distância internacional somente será expedida concomitantemente com autorizações na modalidade de serviço local e de longa distância nacional.

Compromissos de abrangência e atendimento para cidades com mais de 500 mil habitantes.

O Serviço de Telefonia Fixa Comutado (STFC) nas modalidades de Longa Distância Nacional (LDN) e Longa Distância Internacional (LDI) é prestado no

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Brasil a nível nacional (Região IV) por uma concessionária (Embratel) e uma empresa Espelho (Intelig).

Brasil a nível nacional (Região IV) por uma concessionária (Embratel) e uma empresa Espelho (Intelig).

A partir de 31 de dezembro de 2001 deixou de existir um limite para o número de prestadores de STFC e a Anatel tem outorgado novas autorizações para várias empresas.

As concessionárias de STFC para Serviço Local que possuem concessão de Longa Distância nas suas regiões têm ampliado a sua área de atuação com novas autorizações.

As operadoras do Serviço Móvel Pessoal têm direito a uma autorização para prestação de serviço de LDN e LDI.

Market Share dos Minutos de LDN

 

Jun/04

Dez/03

Telemar

26,6%

24,5%

Telefônica

24,1%

24,1%

Brasil Telecom

21,5%

20,0%

Embratel

21,0%

25,2%

Outros

6,8%

6,3%

Fonte: Anatel

LDN e LDI em todo o Brasil

Apresenta-se a seguir as Prestadoras de Serviço de Longa Distância Nacional (LDN) e Longa Distância Internacional (LDI) que tem concessão ou autorização que permitem

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operação a nível nacional, juntamente como seu Código de Seleção de Prestadora (CSP) e as

operação a nível nacional, juntamente como seu Código de Seleção de Prestadora (CSP) e as operadoras de celular que o recomendam.

 

CSP

Código

da

Operadoras

de

Celular

que

o

Operadora

Operadora

recomendam

Embratel

21

Claro

Intelig

23

-

Telemar

31

Oi

Brasil Telecom

14

BrT GSM, Telemig eAmazônia Cel.

 

Telefônica

15

Vivo

Claro

36

Claro*

TIM

41

Tim

CTBC

12

Triângulo Cel.

Hip Telecom

28

 

* Desativado desde 30/06/2005.

ESTÁ DESATUALIZADO, PRECISANDO ACRESCENTAR: 29-T-LESTE TELECOM;

17-Transit Telecom;

25-GVT;

35-Easytone;

00-Univoip Telecom;

43-Sercomtel;

91-Ipcorp Telecom;

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63- Hello Brazil Telecom;

61- Nexus Telecom.

63- Hello Brazil Telecom; 61- Nexus Telecom. Ainda repete o 91 com: FALE 91 (demonstrando ser

Ainda repete o 91 com: FALE 91 (demonstrando ser outra, mas acredito que não, pois tem o mesmo código)

Processador central:

Realiza a gerência de todas as operações da central. O controle é feito em dois níveis:

1. O nível de controle regional, que se encarrega das tarefas mais simples, específicas ou de grande frequência;

2. O nível de controle central, que se encarrega das tarefas mais complexas ou eventuais.

O processador central também fornece dados para supervisão e aceita comandos externos

para operação e manutenção, apoiando-se em dois tipos de arquivos:

Arquivo semipermanente;

Arquivo temporário.

Conjunto de programas;

Estrutura de comutação digital.

Estrutura do Software de uma CPA-T:

O processador central da CPA-T é geralmente um computador de processo com um projeto

especializado. O sistema operacional engloba os programas orientados para o sistema, tais

como: controle e execução dos programas, procedimentos de entrada e saída e temporização, além de funções de segurança.

O software de aplicação inclui programas orientados para o usuário que realizam tarefas de

processamento das ligações, de operação e manutenção, supervisão e controle de tráfego.

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Comutação Digital:

Comutação Digital: A comunicação por telefone começou com vias de conversação individuais, o que quer dizer,

A comunicação por telefone começou com vias de conversação individuais, o que quer dizer, para cada ligação telefônica era necessário comutar um par de fios. Devido ao grande número de linhas dispostas fisicamente lado a lado, esta estrutura foi denominada de multiplexação por divisão de espaço.

Como a implantação da rede de linhas físicas absorve a maior parcela do investimento, pensou-se na utilização múltipla destas linhas, pelo menos na rede de longa distância.

Este esforço levou à técnica de multiplexação por divisão de frequências (FDM), onde uma faixa larga de frequência é dividida em faixas parciais estreitas.

Os sinais telefônicos são convertidos em faixas parciais através da modulação com diferentes ondas senoidais (portadoras) e assim transmitidas. Como as portadoras são moduladas pelo sinal telefônico, este método também é denominado de método de frequência portadora.

Após uma demodulação na recepção, estes sinais estão disponíveis novamente em sua forma original. O método de frequência portadora é ainda hoje um método usual e econômico de transmissão.

Outra possibilidade de multiplexação é a técnica de multiplexação por divisão de tempo (TDM). Aqui os sinais telefônicos não são transmitidos, lado a lado, na faixa de frequência como na multiplexação por divisão de frequência, mas sim, deslocados no tempo, num período com 32 “time slots”. Esta subdivisão se repete a cada 125 ms em períodos subsequentes. A um sinal telefônico é atribuído um ‘time slot’ em cada período subsequente.

A técnica digital não é só apropriada para fins de transmissão, mas também traz grandes vantagens na comutação. As reais vantagens do sistema digital são obtidas quando os sistemas de transmissão e as centrais telefônicas de comutação utilizam técnicas digitais em conjunto com multiplexação por divisão de tempo.

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São usados dois princípios de comutação:

Comutação temporal;

Comutação espacial.

Estrutura de uma central por comutação temporal:

espacial. Estrutura de uma central por comutação temporal: As centrais utilizam a comutação de circuitos, o

As centrais utilizam a comutação de circuitos, o que torna a fase de estabelecimento da ligação a parte mais importante e complexa do processo.

As conexões permanecem por toda a duração da chamada. Tendo em vista que a central telefônica funciona como uma rede em estrela, não existem problemas de roteamento interno e o congestionamento eventual ocorre na própria central.

Características do comutador temporal:

Processo de comutação: redisposição dos ‘time slots’ das palavras de código.

Livre de bloqueio: todas as palavras de código entrantes podem ser transmitidas quando a quantidade de ‘time slots’ a da linha multiplex de entrada for menor ou igual à quantidade de ‘time slots’ b da linha multiplex da saída.

Acessibilidade plena: toda palavra de código entrante pode ser comutada a todo ‘time slot’ de saída.

Alto rendimento e tamanho reduzido: os elementos de controle e de memória compõem-se de circuitos semicondutores de alta escala de integração.

Limitações da comutação temporal:

A comutação temporal apresenta certas limitações:

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• A matriz de comutação tem uma capacidade limitada pelo tamanho do quadro, mas o

A matriz de comutação tem uma capacidade limitada pelo tamanho do quadro, mas o número de assinantes da rede telefônica é bem superior ao tamanho dos quadros TDM usuais.

A comutação temporal-espacial tem estrutura mais complexa e exige operação mais rápida, além de memórias com maior capacidade.

O sistema é limitado pela capacidade do TDM final utilizado, sendo prático para sistemas de baixa capacidade como o PABX digital.

Comutação espacial:

É um tipo de comutação em que a interconexão entre entrada e saída se dá através de operações no espaço, como no caso das antigas centrais eletromecânicas, em que a interligação entre dois assinantes está relacionada ao posicionamento de chaves acionadas eletricamente.

As atuais matrizes temporais/espaciais também realizam comutações espaciais digitalmente, direcionando a posição de um determinado time slot de entrada para um link de saída.

Características do comutador espacial:

Processo de comutação: as palavras de código mantêm o seu ‘time slot’, mas podem ser atribuídas aleatoriamente às linhas multiplex de saída;

Livre de bloqueio: quando n ³ m (m= linhas multiplex de entrada; n= linhas multiplex de saída);

Acessibilidade plena: toda palavra de código pode ser transferida a cada linha multiplex de saída;

Alto rendimento e tamanho reduzido: o comutador espacial é formado por circuitos eletrônicos de alta escala de integração. As portas têm funções múltiplas.

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• Comutação Temporal: Opera por um processo de escrita e leitura de dados em uma

Comutação Temporal: Opera por um processo de escrita e leitura de dados em uma memória.

O funcionamento da central temporal é dado por:

A memória de dados associada a um multiplexador [2] de entrada e um de multiplexador de

saída. Os dados de entrada são armazenados na memória, endereçados pelo contador de janelas e os endereços para a leitura dos dados de saída são obtidos de uma memória de

controle.

Para resolver o problema de transferência de 8 bits, de um quadro a outro, sem limite de capacidade, a solução é a matriz de comutação espacial, formando a matriz de comutação temporal-espacial.

O comutador temporal-espacial pode transferir palavras de código de 8 bits das linhas multiplex de entrada a qualquer “time slot” de diversas linhas multiplex de saída.

Também para se ter acessibilidade plena toda a palavra de código entrante pode ser transferida, sem bloqueio, a qualquer “time slot” das linhas de multiplex de saída.

Comutação temporal = muda a posição da informação no quadro;

Comutação espacial = muda a informação de quadro, comuta qualquer palavra de código de 8 bits de uma linha multiplex de entrada a qualquer linha multiplex de saída sem trocar o “time slot”.

Sinalização

A sinalização é responsável pela transferência de informação de controle entre a rede de

comutação (centrais telefônicas) e os assinantes, sendo responsável pelo estabelecimento,

manutenção e desconexão das ligações.

Por exemplo, a sinalização entre a central telefônica e o assinante indica se o assinante pode enviar o número para quem quer ligar (sinal de linha), se o número para o qual se quer ligar

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está ocupado (sinal de ocupado), se o número para o qual se quer ligar está

está ocupado (sinal de ocupado), se o número para o qual se quer ligar está disponível e está à espera de ser atendido (sinal de chamada), entre outros sinais.

A sinalização tem como funções gerais:

Alerta – o toque de chamada no telefone do assinante, ou o levantar do telefone do gancho por parte de um assinante, geram sinais de alerta.

Endereçamento – o número de telefone do destinatário deve ser transmitido pelo assinante de origem. O número telefônico do destinatário pode ser transmitido através de impulsos de corrente (Decádico) ou por combinação de duas frequências (DTMF – Dual Tone Multifrequency);

Supervisão – As centrais de comutação necessitam saber quais as linhas inativas ou em utilização;

Informação – O sinal de linha, o sinal de ocupado, o sinal de chamada e gravações enviadas para o assinante são sinais de informação;

Tarifação;

Gerência da rede – sinais específicos são usados para efeitos de manutenção, diagnóstico e operação.

A relação entre as funções de sinalização e controle nas centrais de comutação tem sido o principal fator de desenvolvimento dos sistemas de sinalização. Nas centrais analógicas as funções de controle estavam intimamente ligadas às funções de comutação. Neste caso, os caminhos físicos de sinalização e de voz são os mesmos, sendo por isso, designados por sistemas de sinalização de canal associado ou CAS ("Channel Associated Signalling").

Numa fase seguinte, separaram-se as funções de comutação das funções de controle, tornando-se possível usar computadores para realizar as funções de controle, obtendo-se

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uma maior flexibilidade e redução de custos. As centrais que usam computadores para realizar o

uma maior flexibilidade e redução de custos. As centrais que usam computadores para realizar o controle são chamadas de Centrais de Programa Armazenado (CPA).

Outro tipo de sistema de sinalização é a sinalização em canal comum ou CCS ("Common Channel Signalling"). Neste tipo de sistema é usado um caminho comum para um determinado número de circuitos de sinalização, o que leva a existirem caminhos diferentes para a voz e sinalização.

O sistema de sinalização em canal comum, desenvolvido pelo antigo CCITT (atual ITU-T) é

chamado "CCITT Common Channel Signalling System Number 7", vulgarmente conhecido por SS7 que é o sistema de sinalização adotado pelas operadoras de serviços de telefonia

pública.

O SS7 foi projetado usando conceitos de comutação de pacotes e estruturado em diferentes

níveis conforme o modelo OSI para ser usado em ligações nacionais e internacionais. A rede

do SS7 pode ser vista como uma rede de comutação de pacotes que é usada para transmitir mensagens de sinalização entre os processadores das várias centrais de comutação.

O SS7 define três entidades funcionais:

1. Ponto de Sinalização ou SP ("Signalling Point") – Nó terminal da rede onde os pacotes são criados ou recebidos;

2. Ponto de Transferência de Sinalização ou STP ("Signalling Transfer Point") – São comutadores de pacotes responsáveis pelo encaminhamento das mensagens de sinalização entre os vários SP’s;

3. Link de Sinalização ou SL ("Signalling Link") – São ligações de dados capazes de suportar uma taxa de 64kbps.

Uma das exigências para uma rede de sinalização de canal comum é a sua elevada interconectividade, já que cada ligação transporta a sinalização de milhares de assinantes.

Assim, numa rede SS7 existe redundância na ligação entre SP’s e STP’s, sendo assim, todos os SP estão ligados a dois STP’s. Os STP’s seguindo a mesma filosofia de

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redundância, são implementados aos pares e separados geograficamente, tendo um a base de dados idêntica

redundância, são implementados aos pares e separados geograficamente, tendo um a base de dados idêntica à do outro. Os diferentes STP’s estão ligados entre si com uma topologia em malha.

Podem-se distinguir três tipos de SP:

1. Ponto de comutação, ou SP ("Switching Point") – é constituído pelo hardware e software, adicionado às centrais de comutação, responsáveis pela conversão do formato das mensagens de sinalização originadas na rede telefônica (ex.: sinal de chamada, sinal de ocupado, etc.), para o formato do SS7.

2. Ponto de comutação de serviços, ou SSP ("Service Switching Point") – é uma central de comutação capaz de reconhecer chamadas que requerem tratamento especial (acesso à base de dados) antes de serem completadas (por exemplo, números de emergência, reencaminhamentos, etc.). As centrais de comutação que possuem unicamente a funcionalidade garantida pelos SP’s necessitam de recorrer a centrais SSP para acessarem a base de dados.

3. Ponto de controle de serviços, ou SCP ("Service Control Point") – consiste num processador centralizado que controla a execução dos serviços mais complexos da rede através do acesso a bases de dados que suportam esses serviços.

A rede de sinalização pode operar em três modos de exploração:

Modo associado – um dado conjunto de canais de comunicação fica associado a uma ligação de sinalização de canal comum;

Modo não associado – o percurso seguido pelas mensagens de sinalização, entre centrais de comutação é diferente do percurso seguido pelo canal de voz, sendo o seu encaminhamento efetuado pelos STP’s.

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Além disso, o percurso varia ao longo do tempo consoante a disponibilidade das vias de

Além disso, o percurso varia ao longo do tempo consoante a disponibilidade das vias de acesso e dos STP’s, podendo dizer-se que cada mensagem segue um percurso aleatório, sem nenhum trajeto previamente definido pela rede.

Modo quase associado – neste caso, a rede também utiliza os STP’s para fins de encaminhamento, no entanto o trajeto seguido pelas mensagens de sinalização é

predefinido.

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U NIDADE 7 Sistema Trópico Objetivo: Saber que o Sistema Trópico é uma família completa

UNIDADE 7

Sistema Trópico

Objetivo: Saber que o Sistema Trópico é uma família completa de centrais digitais de comutação telefônica

Tecnologia Nacional – Sistema Trópico:

O sistema Trópico é uma família completa de centrais digitais de comutação telefônica,

alcançando de 192 a mais de 50.000 terminais disponíveis em duas versões. A primeira

versão, o Trópico R, é de pequena/média capacidade enquanto que a Segunda Trópico RA é

de

média/alta capacidade.

O

Trópico foi construído segundo uma concepção de módulos independentes. Cada módulo

tem seu próprio microprocessador e seu software. Em funcionamento normal, os módulos

trocam informações entre si, podem ser gerenciados a distância e os seus dados

modificados pelo operador. Em caso de falhas, a degradação, ocorre de forma suave, pois só

o módulo com defeito para de funcionar.

A família Trópico compreende um concentrador de linhas de assinantes, em produção desde

1983 (Trópico C). A central local de pequeno porte para 4.000 assinantes e 800 troncos está

no mercado desde 1985 (Trópico R). A central local/Tandem, de médio porte para 16 mil

linhas, iniciou a produção em 1991 (Trópico RA). Ainda em desenvolvimento, estão as

centrais Trópico L, local/Tandem de grande porte para 80.000 linhas e a Trópico T,

interurbana de grande porte para 50.000 circuitos troncos.

O Trópico hoje possui mais de 8 Milhões de linhas em serviço e é a central digital de maior

confiabilidade implantada na rede brasileira. A Trópico S.A., empresa que o fabrica, fez uma

aliança estratégica onde provê a tecnologia de comutação de voz para a Cisco Systems.

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Em 1991 as companhias telefônicas brasileiras introduziram uma plataforma multiaplicação conhecida como Trópico RA,

Em 1991 as companhias telefônicas brasileiras introduziram uma plataforma multiaplicação conhecida como Trópico RA, baseada em duas décadas de pesquisa e desenvolvimento. O sistema baseia-se numa nova técnica de chaveamento desenvolvida pelo CPqD, o departamento de pesquisa da, então estatal de telecomunicações, Telebrás.

Na época da privatização da Telebrás, cerca de 30% dos terminais telefônicos, algo em torno

de 4.6 milhões eram interligados através de centrais telefônicas digitais Trópico RA Antes da

introdução da plataforma Telebrás, somente centrais telefônicas estrangeiras estavam em

uso

no Brasil, havendo carência de tecnologia nacional e pessoal especializado.

O

sistema Telebrás, implantado em 1972 tinha o objetivo de desenvolver as

telecomunicações do país. A instalação, em grande escala, de modernas centrais telefônicas

no

sistema de telecomunicações brasileiro iniciou-se na metade dos anos 80.

O

desenvolvimento do sistema Trópico foi lançado em 1973, quando a Fundação para

Desenvolvimento Tecnológico de Engenharia da USP foi contratada pela Telebrás para o desenvolvimento de uma central de comutação digital. O Mistério das Telecomunicações em 15 de agosto de 1975 baixou a portaria 661, que instituiu a política para introdução da tecnologia CPA no Brasil, determinando a adoção de medidas para inovação tecnológica do

setor.

Em 1975 a FDTE sob a liderança do prof. Hélio Guerra Vieira - que anos depois se tornou reitor da USP - produziu um protótipo de um comutador digital denominado Siscom I, embora não comercial, ficava demonstrada a viabilidade técnica de um desenvolvimento de centrais CPA.

No

primeiro semestre de 1977, logo após a fundação do CPqD, a maioria dos pesquisadores

da

FDTE foi absorvida pelo Centro e se concentrou no desenvolvimento do projeto. Em 1977

o CPqD definiu as especificações técnicas e o primeiro projeto da arquitetura e ciclo de desenvolvimento, e três anos mais tarde o primeiro concentrador digital de linha (TRÓPICO C) estava pronto para produção em escala comercial, capaz de estabelecer 4000 conversas telefônicas, sendo testado e aprovado pela Telesp.

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Esse equipamento é um sistema modular, baseado em tecnologia CPA, projetado para concentrar até 192

Esse equipamento é um sistema modular, baseado em tecnologia CPA, projetado para concentrar até 192 assinantes em 30 canais que são multiplexados por divisão no tempo e transmitidos através de um enlace digital.

Em março 1979, durante o International Switching Simposium, em Paris, Carlindo Hugueney aborda numa palestra o desenvolvimento do sistema Trópico, mostrando que o esforço realizado havia capacitado o CPqD em nível de igualdade com a comunidade internacional.

No início dos anos 80 iniciou-se a produção comercial da central TRÓPICO R, também baseado em tecnologia digital por divisão no tempo e CPA. Este equipamento é destinado às comunidades rurais e áreas urbanas que necessitem de centrais de pequeno porte.

O Trópico R tem uma capacidade de tráfego total de 320 erlangs, podendo atender a cerca

de 4000 assinantes em sua configuração básica. Pode ser interconectado a centrais do tipo cross bar e centrais CPA espaciais ou temporais, através de enlaces digitais ou analógicos

utilizando sinalização por canal associado. Pode também operar em conjunto com o Trópico

C sem necessidade da unidade local para interface. Logo em seguida, as companhias

telefônicas brasileiras iniciaram a adoção de uma versão aperfeiçoada de multiaplicação, baseada na tecnologia de Controle de Programa Armazenado - Divisão Temporal (CPA-T), a

TRÓPICO RA. Trata-se de uma central local/tandem de comutação digital por divisão no tempo, com uma capacidade total de tráfego de 12600 erlangs (tipicamente 80 a 100 mil assinantes) que provê serviços especiais como discagem abreviada, entre outros.

O CPqD aplicou uma metodologia inteiramente nova no desenvolvimento da TRÓPICO RA.

Nesta metodologia o sistema é considerado de diversos pontos de vista de acordo com a

fase particular do projeto e grau de especialização adotado.

Numa primeira etapa o sistema é dividido em blocos de serviço (BS) que são unidades do sistema funcional. Fisicamente o sistema é estruturado em placas, racks, softwares, etc., conhecidos como blocos de implementação (BI).

A plataforma de software da TRÓPICO RA é implementada usando as especificações de

linguagem de alto nível CHILL da CCITT. Esta linguagem foi especialmente desenvolvida

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pelo CCITT para controle de processos de telecomunicações. O Modelo de Informações do software utiliza

pelo CCITT para controle de processos de telecomunicações. O Modelo de Informações do software utiliza um esquema orientado.

O

sistema operacional engloba os programas orientados para o sistema, tais como: controle

e

execução dos programas, procedimentos de entrada e saída e temporização, além de

funções de segurança. O software de aplicação inclui programas orientados para o usuário

que realizam tarefas de processamento das ligações, de operação e manutenção, supervisão e controle de tráfego.

O TRÓPICO RA é o terceiro elemento da família TRÓPICO de equipamentos de comutação,

sucedendo ao concentrador TRÓPICO-C e a Central de Pequeno Porte TRÓPICO-R. O TRÓPICO RA é um sistema digital com os sinais de voz sendo digitalizados a uma taxa de 64kbit/s sendo os canais internos comutados por Comutação de Circuitos. Isto significa que um caminho interno é dedicado exclusivamente a cada chamada durante toda a sua duração.

Já a estrutura de sinalização entre processadores baseia-se na comutação de mensagens, onde são escoados pacotes de informações de tamanho variável. Cada pacote

é autoendereçado e os pacotes de uma mesma mensagem podem segurar trajetos

diferentes, já que cada trajeto é alocado unicamente durante a transmissão do pacote.

O TRÓPICO RA é uma Central com Controle por Programa Armazenado. Isto significa que

tanto os programas que determinam seu funcionamento como os dados de configuração são armazenados em memórias residentes e associados aos diversos processadores da central.

O sistema se caracteriza por um controle distribuído e descentralizado, ao contrário das

demais centrais à sua época, que mantinham todo o sistema sob controle de uma central de processamento.

As funções do sistema são divididas em elementos chamados Submódulos. Cada Submódulo possui um processador que controla as funções associadas ao mesmo. Todos os processadores da central se conectam a um sistema redundante (caso um processador falhe, outro entra em ação automaticamente) de vias de sinalização interna.

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O conjunto de processadores e vias de sinalização, constituem uma rede distribuída de processadores. Além

O conjunto de processadores e vias de sinalização, constituem uma rede distribuída de

processadores. Além de distribuída, essa estrutura de controle é completamente

descentralizada, com relação às suas funções essenciais.

As funções de Comutação, Sinalização entre processadores e distribuição interna de sincronismo podem ser implementadas em 2, 3 ou 4 planos que trabalham em partição de carga e garantem a redundância relativa a uma alta confiabilidade.

Tal redundância é ativa de modo que qualquer solicitação de Comutação, Solicitação ou Sincronismo pode ser atendido por qualquer um dos respectivos planos que não encontre falha. O número de planos de comutação e sinalização entre processadores são escolhidos de modo a atender as exigências de tráfego e confiabilidade em função da aplicação e capacidade de cada central.

A central TRÓPICO RA é constituída a partir de seis tipos básicos de módulos. Os módulos

de Comutação (MX) e de Sinalização incorporam as funções básicas de comutação de sinais

de voz, de mensagens entre processadores, de geração e distribuição primária de sincronismo. Denominadas de funções de interconexão, caracterizam-se, funcionalmente, como módulos de interconexão, pois qualquer informação trocada entre quaisquer dos

módulos da central, tem origem ou passagem por um MX ou um MS.

A interconexão com o meio externo é realizada através dos módulos terminais (MT), no que

diz respeito à rede telefônica externa e através do módulo de operação e manutenção (MO), no que diz respeito a periféricos de entrada e saída, utilizados para supervisionar, manter e

operar a central.

O módulo de canal comum (MC) realiza o nível 2 e parte do nível 3, da sinalização por canal

comum (sinalização N7 do CCITT).

O módulo auxiliar (MA) realiza exclusivamente funções de controle de software. Em termos

de elementos construtivos, a central TRÓPICO RA é, portanto, caracterizada pelo fato de conter um conjunto de Módulos de Interconexão divididos em planos e mais um conjunto de módulos MOs, MCs e MAs. A rede de processadores que constitui a estrutura de controle do

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TRÓPICO RA é formada por dois tipos de processadores, um com barramento externo de 8

TRÓPICO RA é formada por dois tipos de processadores, um com barramento externo de 8 bits baseados em CPUs 8088 e outro com um barramento externo de 16 bits baseados na CPU iAPX 286.

As principais características dessa central são:

Comutação temporal com conversão de sinais analógico/digital e digital/analógico em nível de terminais;

Controle distribuído e descentralizado;

Participação de carga sem troca de mensagens de atualização entre processadores;

Degradação suave em caso de falhas;

Estrutura de voz, sinalização e sincronismo independentes;

Redundância

sincronismo;

ativa

nas

funções

de

comutação,

Sincronismo mestre/escravo;

Padronizações de interfaces;

Alto grau de modularidade e expansão;

sinalização

e

distribuição

de

Alta capacidade para absorção de evoluções tecnológicas;

Bilhetagem.

A família Trópico, portanto, compreende um concentrador de linhas de assinantes, em produção desde 1983 (Trópico C). A central local de pequeno porte para 4.000 assinantes e 800 troncos está no mercado desde 1985 (Trópico R). A central local/ Tandem de médio porte para 16 mil linhas iniciou a produção em 1991 (Trópico RA).

Cerca de catorze patentes relativas ao sistema TRÓPICO foram depositadas no INPI. O impacto do desenvolvimento do projeto foi imediato. O custo da plataforma de centrais

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telefônicas estrangeiras à época da implementação do sistema TRÓPICO era da ordem de 800U$ por

telefônicas estrangeiras à época da implementação do sistema TRÓPICO era da ordem de 800U$ por terminal.

Com a introdução do sistema, os concorrentes estrangeiros reduziram abruptamente o preço para US$200. Com cerca de 2 milhões de terminais instalados em 1996, a economia de recursos às companhias operadoras atinge a cifra de um bilhão de dólares.

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U NIDADE 8 Sistema de Numeração Objetivo: Conhecer o sistema de numeração da telefonia Numeração

UNIDADE 8

Sistema de Numeração

Objetivo: Conhecer o sistema de numeração da telefonia

Numeração

No Brasil, a cada assinante do serviço telefônico foi atribuído um código de acesso de assinante, ou número telefônico, formado de 8 dígitos (N8+N7+N6+N5+N4+N3+N2+N1) que são discados, quando a ligação é local. Em algumas regiões do Brasil utiliza-se ainda um código de 7 dígitos.

Normalmente os primeiros 3 ou 4 dígitos correspondem ao prefixo da central telefônica local a qual o assinante está conectado e os 4 últimos dígitos ao número do assinante na rede de acesso desta central.

Para ligações nacionais ou internacionais, é necessário que sejam discados códigos adicionais (nacional; internacional e selecionar uma operadora).

Para permitir a busca de um assinante na rede mundial, A UIT – União Internacional de Telecomunicações - definiu o Plano de Numeração Internacional, definindo o código de cada país (Brasil 55, EUA 1, Itália 39, Argentina 54, etc.), assim como algumas regras básicas que facilitam o uso do serviço, como o uso de prefixos.

O Regulamento de Numeração do STFC define:

0 (zero) como Prefixo Nacional, ou seja, o primeiro dígito a ser discado numa chamada de longa distância nacional.

00 (zero zero) como o Prefixo Internacional, ou seja, o primeiro e segundo dígitos a serem discados numa chamada internacional.

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• 90 (nove zero) como o Prefixo de chamada a cobrar. • N12+N11 – CSP

90 (nove zero) como o Prefixo de chamada a cobrar.

N12+N11 – CSP - código de seleção de prestadora – como o código a ser discado antes do código de acesso nacional ou internacional e imediatamente após o Prefixo Nacional ou Prefixo Internacional.

N10+N9 – Código Nacional (DDD) da cidade do assinante chamado (assinante B), a ser discado após o código de seleção de prestadora em chamadas nacionais.

Desta forma, é possível repetir os números de assinantes de forma não ambígua, em cidades diferentes.

Este esquema hierárquico de planejar a numeração é adotado internacionalmente, com pequenas diferenças entre um país e outro. Normalmente a diferença está nos prefixos escolhidos para acesso nacional e internacional, no uso do código de seleção de prestadora, na digitação interrompida por tons intermediários, etc.

O encaminhamento de chamadas dentro de uma rede telefônica flui do assinante para a sua central telefônica local e daí para outras centrais até o assinante chamado, de acordo com o número digitado pelo assinante A.

Para uma

Digite

 

Exemplo

 

O prefixo

de

longa

Do

Rio

de

Janeiro/RJ

para

Chamada

de

longa

distância

nacional

Florianópolis/SC (código

de

distância nacional

(zero)

localidade 48):

Um

Código

de

Seleção

 

de

Prestadora disponível

 

em sua região O código

da

0 + CSP + 48 + telefone

 

localidade O número do telefone desejado

 

Chamada

para

outra O

prefixo

de

longa De

Goiânia/GO

(código

de

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cidade com o mesmo distância nacional localidade 62) para Anápolis/GO código de localidade (zero)

cidade com o mesmo

distância

nacional

localidade 62) para Anápolis/GO

código de localidade

(zero)

(código de localidade 62):

Um

Código

de

Seleção

de

Chamada

distância internacional

de

longa

Prestadora disponível em sua região

da

O

localidade

O número do telefone desejado

O

chamadas

internacionais (00)

0 + CSP + 62 + telefone

código

prefixo

para

De Salvador/BA para Buenos Aires (código de localidade 1), na Argentina (código de país 54):

Um

Código

de

Seleção

de

Prestadora disponível em sua região

país

O

desejado

código

do

00 + CSP + 54 + 1 + telefone

 

O

código da cidade desejada

O

número do telefone desejado

Chamada

de

longa

 

De São Paulo/SP para o Rio de

distância

nacional

a

O

prefixo de chamada

Janeiro/RJ (código de localidade

cobrar

a cobrar (90)

21):

Um Código de

Seleção

Prestadora disponível em sua região

de

90 + CSP + 21 + telefone

O

código da localidade (sem o zero)

O

número do telefone desejado

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U NIDADE 9 Telefonia Rural Objetivo:Saber que o objetivo das atuais tecnologias de telefonia rural,

UNIDADE 9

Telefonia Rural

Objetivo:Saber que o objetivo das atuais tecnologias de telefonia rural, é permitir a instalação de um telefone, residencial ou comercial, num local distante dos centros urbanos.

O Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) foi criado após a

privatização da Telebrás para garantir que a telefonia fixa chegaria a todos os brasileiros.

Atualmente, 20 milhões de brasileiros estão na zona rural e menos de 5.000 mil contam com

telefone fixo. Embora o uso da telefonia móvel tenha aumentado consideravelmente- 70% da

população rural utilizam celulares.

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou em 01/06/2009 que editará, até o dia

10/06/2009, uma portaria determinando que a Agência Nacional de Telecomunicações

(Anatel) promova licitação de licenças de telefonia para atender a zona rural do País,

inclusive com conexão à internet em alta velocidade. A meta é ter cobertura de 100% de

zona rural brasileira até 2014. A ideia é utilizar a frequência de 450 megahertz (MHz) para

esta finalidade e, para isso, a portaria estabelecerá a utilização da faixa como política pública

de governo.

Terá de ser usada tecnologia sem-fio, com antenas que têm raio de cobertura de cerca de 50

quilômetros, o que pode ser utilizado tanto pela telefonia fixa quanto pela telefonia celular.

Assim sendo, o objetivo das atuais tecnologias de telefonia rural, é permitir a instalação de

uma rede que se beneficiará da união de telefonia fixa e móvel para fomentar a

convergência. Esses equipamentos operam através de um enlace de rádio, interligando o

usuário até a linha telefônica distante, executando todas as funções de um telefone

convencional, possibilitando uma operação totalmente automática, sem que o usuário note

qualquer diferença com a linha telefônica física.

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Oferece ainda como vantagem, a total imunidade a rompimento de cabos, melhoria na qualidade de

Oferece ainda como vantagem, a total imunidade a rompimento de cabos, melhoria na qualidade de voz, grande velocidade na comunicação de dados e ausência de ruídos característicos como ronco e estalos normalmente presentes em linhas físicas de longa distância.

Para efetuarem o enlace utiliza-se: antenas, cabos coaxiais, conectores e fontes de alimentação, integrados com as características adequadas para cada unidade, de forma a evitar problemas de compatibilidade. As unidades incluem um par de transceptores Full- Duplex operando nas faixas autorizadas pela ANATEL para esta finalidade, juntamente com as interfaces de linha telefônica.

A Unidade Assinante converte os sinais recebidos da Unidade Central e gera uma linha telefônica convencional para o usuário e a operadora, permitindo desta maneira, a instalação de extensões, bem como a conexão de outros equipamentos como Fax, Secretária Eletrônica, transmissão de dados via computador (Modem) e etc

Sua versatilidade permite operar como linha tronco de PABX, normalmente utilizado em estabelecimentos rurais de grande porte, facilitando sua operação e possibilitando ainda, a instalação de telefones (ramais) em diversos pontos.

As fontes de alimentação devem ser específicas para áreas rurais, onde a energia elétrica está sujeita a grandes variações, incluindo em seus circuitos, um módulo carregador flutuador de baterias, permitindo a operação da unidade mesmo na falta de energia elétrica.

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U NIDADE 10 Centrais de Atendimento Objetivo: Saber das facilidades que os call centers possibilitam

UNIDADE 10

Centrais de Atendimento

Objetivo: Saber das facilidades que os call centers possibilitam telefônico.

sobre o atendimento

As centrais de atendimento, também conhecidas como Call Centers, foram criadas de modo

a propiciar um atendimento telefônico mais simples e direto do cliente por uma empresa ou

organização.

A ligação é feita para um número telefônico único do tipo 0800 em que o cliente não paga a

ligação. Recentemente têm sido utilizados também números 0300 em que o custo de ligação

fica por conta do cliente.

O Call Center pode ser utilizado também para fazer chamadas (telemarketing) e gerenciar a

comunicação via e-mail com os clientes passando, neste caso, a ter denominação Centro de

Contatos (Contact Center).

As chamadas feitas pelos clientes através da operadora de serviço telefônico chegam ao

PABX do centro de atendimento e são encaminhadas para os operadores através de um

distribuidor automático de chamadas (DAC).

Os operadores, nos postos de atendimento (PA), atendem a chamada com o suporte de

sistemas disponibilizados no microcomputador através de uma rede local. Um servidor de

CTI (Integração Computador Telefone) permite relacionar as chamadas com as informações

dos sistemas disponibilizados.

Esta arquitetura pode ser incrementada com servidores para os sistemas de informação e

outras funcionalidades como URA (Unidade de Resposta Audível) para atendimento com

respostas gravadas e árvores de decisão, para encaminhamento das chamadas.

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A construção e a operação de uma central de atendimento é uma tarefa complexa exigindo

A construção e a operação de uma central de atendimento é uma tarefa complexa exigindo investimentos na montagem desta infraestrutura e treinamento constante dos operadores, o que tem levado as empresas a terceirizar estes serviços.

Uma chamada direcionada a uma central de atendimento segue um dos caminhos a seguir:

a uma central de atendimento segue um dos caminhos a seguir: A chamada feita por um

A chamada feita por um cliente para uma central de atendimento pode ter sua ligação completada ou ser bloqueada (sinal de linha ocupada) devido ao número de linhas que chegam ao PABX estarem sendo todas utilizadas.

Completada a ligação ela pode ser encaminhada imediatamente para um PA, caso exista um operador livre, ou colocada em uma fila de espera. Dependendo do tamanho da fila e critérios estabelecidos, esta chamada pode ser atendida, após esperar um certo tempo, ou abandonada.

Para dimensionar o sistema é preciso inicialmente estimar valores médios para os seguintes dados:

Tempo médio de conversa em uma chamada

Tempo médio para atividades pós-chamadas

Número médio de chamadas.

Estimar o número médio de chamadas não é uma tarefa fácil. Elas chegam a um centro de atendimento de forma aleatória e volátil, podendo ter surtos em alguns momentos. O padrão de tráfego pode variar ainda com o dia, mês e hora. A solução é caracterizar a carga de

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chamadas através de medições ou dados históricos em um período de tempo específico como a

chamadas através de medições ou dados históricos em um período de tempo específico como a hora de maior movimento.

Já os tempos médios de conversa e atividades pós-chamada variam com o tipo de atendimento ou serviço oferecido.

Estimados estes dados de entrada é importante definir um nível mínimo de serviço a ser oferecido, como atender X% das chamadas em y segundos. Exemplo atender 80% das chamadas em 20 segundos.

O dimensionamento é feito utilizando-se a fórmula desenvolvida em 1917, por A. K. Erlang, conhecida como Erlang C, como apresentado no exemplo a seguir.

Considere uma Central de atendimento que, na hora de maior movimento, recebe em média 1000 chamadas. O tempo médio de conversação do cliente com o operador é de 3 minutos e o operador gasta em média 1 minuto em atividades pós-chamadas.

Se especificarmos como nível mínimo de serviço que mais de 90% das chamadas sejam atendidas com um atraso menor que 20 segundos, qual o número mínimo de Postos de Atendimentos (PAs) que é necessário ter nesta Central de Atendimento?

Quantas linhas telefônicas dedicadas a este atendimento são necessárias na entrada do PABX para que a probabilidade da chamada ser bloqueada (linha ocupada) seja menor que

2%?

 

= Tempo médio de conversa + Tempo médio pós-chamada

Duração média da chamada (PA)

= 3 minutos + 1 minuto

= 4 minutos

 

= 240 segundos

Número médio de chamadas

= 1000

Tempo de espera máximo

= 20 segundos

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Resultado 1:

Resultado 1: Com 76 PAs a probabilidade das chamadas serem atendidas com um tempo de espera

Com 76 PAs a probabilidade das chamadas serem atendidas com um tempo de espera menor que 20 segundos é de 91.35%. A probabilidade da chamada esperar para ser atendida é de 18.81% e a espera média para atendimento da chamada de 4.83 segundos.

Dimensionamento do número de linhas

O dimensionamento do número de linhas é feito utilizado o modelo de tráfego de Erlang B.

 

= Tempo médio de conversa + Tempo médio de espera

= 3 minutos ( 180 segundo) + 4.83 segundos*

Duração média da chamada

= 184.83 segundos

= 0.05134 horas

Número médio de chamadas

= 1000

 

= número de chamadas x duração da chamada (horas)

Tráfego (Erlangs)

= 1000 x 0.051341

= 51.34 Erlangs

Antes de dar continuidades aos seus estudos é fundamental que você acesse sua SALA DE
Antes de dar continuidades aos seus estudos é fundamental que você acesse sua
SALA DE AULA e faça a Atividade 1 no “link” ATIVIDADES.

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U NIDADE 11 Tráfego e Dimensionamento Objetivo: Conhecer o processo de tráfego e dimensionamento das

UNIDADE 11

Tráfego e Dimensionamento

Objetivo: Conhecer o processo de tráfego e dimensionamento das chamadas telefônicas.

Chamada telefônica é o processo que visa estabelecer a comunicação entre usuários utilizando dois terminais do sistema telefônico, como representado na figura a seguir:

sistema telefônico, como representado na figura a seguir: Fonte: www.teleco.com.br - autor: Eduardo Tute O processo

Fonte: www.teleco.com.br - autor: Eduardo Tute

O processo se inicia com a discagem do número telefônico com quem se deseja falar. Quando a chamada resulta em comunicação com o destino desejado a chamada é dita completada.

Como todo início de tarefa, o projeto de uma central telefônica parece ser muito simples. Desde que conheça a demanda de ligações, tudo o que o engenheiro terá que fazer é calcular o número de linhas (ou canais, ou troncos telefônicos) que será suficiente para atender a tal demanda.

Porém, como vivemos num mundo de recursos limitados e, mesmo que conseguíssemos colocar um número de linhas capaz de cobrir totalmente a atual demanda, a tendência é essa demanda crescer no tempo e superar essa capacidade.

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Além disso, conforme já citado, temos diversos fatores imprevisíveis que podem provocar um pico inesperado

Além disso, conforme já citado, temos diversos fatores imprevisíveis que podem provocar um pico inesperado de demanda a ponto de ultrapassar a atual capacidade de atendimento da central, estabelecendo-se um estado de congestionamento.

Sendo assim, o engenheiro que projeta uma central telefônica contenta-se em achar um número de linhas que garanta que a probabilidade de haver um excesso de demanda, ou congestionamento da central, não seja maior do que um valor considerado razoável.

Consequentemente, o projeto de uma central telefônica envolverá três variáveis, explicitadas a seguir:

o número de linhas (canais, ou troncos telefônicos) que estarão à disposição dos usuários da central telefônica em projeto;

a demanda da central, ou seja: o volume de tempo em horas gasto para atender todas as ligações que entraram no sistema em uma hora de funcionamento. A essa unidade de medida, os engenheiros deram o nome de Erlang.

o Exemplo: Numa central telefônica com 100 linhas, qual a demanda produzida se cada linha recebe, em média, 2 chamadas / hora e essas têm duração média de 3 minutos?

Solução: chegam à central 100 x 2 = 200 chamadas por hora, que ocupam 200 x 3 = 600 minutos = 10 horas. Consequentemente, a demanda é de 10 horas por hora, ou seja: 10 erlang.

o congestionamento provável da central, ou seja: o provável percentual de chamadas que encontrarão a central ocupada

o

Número de linhas da central = L

o

Demanda na central = d

o

Congestionamento provável = c

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Posto isto, vemos que o projeto de uma central telefônica estará resolvido se conseguirmos expressar

Posto isto, vemos que o projeto de uma central telefônica estará resolvido se conseguirmos expressar o número L de linhas em termos da demanda d a ser atendida e do congestionamento provável c que estamos dispostos a aceitar. Assim, o problema básico da telefonia é: achar a função L = L (c,d).

O Plano Geral de Metas de Qualidade (PGMQ) aplicável às operadoras de telefonia fixa no Brasil estabelece que 65% das chamadas originadas por usuário têm que ser completadas. As razões para não completar uma chamada podem ser:

O terminal chamado não atende a chamada;

O terminal chamado está ocupado;

O número discado não existe ou foi discado incorretamente;

Congestionamento na rede.

O PGMQ estabelece como meta que o número de chamadas não completadas por congestionamento na rede seja menor que 5% das chamadas em cada um dos seguintes Períodos de Maior Movimento (PMM):

PMM

Horas

Matutino

9 às 11

Vespertino

14

às 16

Noturno

20

às 22

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Congestionamento em um sistema telefônico

Congestionamento em um sistema telefônico Fonte: www.teleco.com.br Considere a situação simplificada, representada na
Congestionamento em um sistema telefônico Fonte: www.teleco.com.br Considere a situação simplificada, representada na

Fonte: www.teleco.com.br

Considere a situação simplificada, representada na figura, em que um assinante A de uma localidade 1 faz uma chamada para um assinante B de uma localidade 2. A chamada pode não se completar, devido a congestionamento na rede, pelas seguintes razões:

Congestionamento em uma das Centrais. As Centrais são dimensionadas para suportar um número máximo de tentativas de chamadas em um determinado período de tempo. O parâmetro normalmente utilizado é o Business Hour Call Atempt (BHCA) que equivale ao número de tentativas de chamadas na Hora de Maior Movimento (HMM);

Congestionamento nos troncos que ligam uma central a outra. O tronco padrão no Brasil é um circuito de 2 Mbit/s (E1) com capacidade de 30 canais telefônicos (conversações).

Com Centrais adequadamente dimensionadas, o congestionamento em um sistema telefônico passa a depender basicamente do número de troncos entre as centrais.

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Considere no exemplo da figura que cada central local atenda a 15 mil assinantes. Qual
Considere no exemplo da figura que cada central local atenda a 15 mil assinantes. Qual

Considere no exemplo da figura que cada central local atenda a 15 mil assinantes. Qual o número de troncos que devem ser disponibilizados para cursar tráfego entre as centrais 1 e

2?

Para garantir que não haja congestionamento no caso extremo em que os 15 mil assinantes de uma central estão falando com os 15 mil da outra, seriam necessários 15.000 canais ou 500 troncos entre as duas centrais, lembrando que cada tronco possui 30 canais.

Qual o número de troncos necessários para garantir que as chamadas bloqueadas devido ao número insuficiente de troncos entre 1 e 2, seja inferior a 5% em um período de maior movimento?

Para responder a esta questão apresenta-se inicialmente como se caracteriza tráfego telefônico, para em seguida apresentar a fórmula desenvolvida por Erlang para este dimensionamento.

Caracterização do Tráfego Telefônico

A figura a seguir exemplifica como ocorre a ocupação dos troncos entres as centrais A e B em função das chamadas.

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Fonte: www.teleco.com.br - autor: Eduardo Tute A intensidade de tráfego em um sistema telefônico pode
Fonte: www.teleco.com.br - autor: Eduardo Tute A intensidade de tráfego em um sistema telefônico pode

Fonte: www.teleco.com.br - autor: Eduardo Tute

A intensidade de tráfego em um sistema telefônico pode ser definida como o somatório dos tempos das chamadas telefônicas (ocupação dos canais telefônicos) em um determinado período de tempo, normalmente de uma hora.

Erlang é uma unidade de medida de intensidade de tráfego telefônico para um intervalo de uma hora.

Exemplo: Na figura acima o tempo total de ocupação de canais é de 120 minutos, ou 2 horas e a intensidade de tráfego é de 2 Erlangs.

Em um sistema telefônico as chamadas se originam aleatoriamente e independentemente uma das outras. O tráfego telefônico varia com:

A hora do dia;

O dia da semana;

A semana do ano.

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Para dimensionar um sistema é preciso estabelecer o número médio de chamadas e a duração
Para dimensionar um sistema é preciso estabelecer o número médio de chamadas e a duração

Para dimensionar um sistema é preciso estabelecer o número médio de chamadas e a duração média de cada chamada na Hora de Maior Movimento (HMM). Com estes dados pode-se calcular a intensidade de tráfego para a qual o sistema será dimensionado. Uma vez implantado, o desempenho do sistema pode ser acompanhado através de medições periódicas.

Para acompanhar os indicadores de qualidade do PGMQ a Anatel estabelece um calendário anual que define um dia em cada mês para coleta de dados destes indicadores nos PMM.

Apresenta-se a seguir a Fórmula de Erlang que permite o dimensionamento do número de troncos em um sistema telefônico.

Agner Karup Erlang [Copenhagen Telephone Company, 1908] desenvolveu uma fórmula para solucionar o problema da quantidade de linhas telefônicas a instalar para interligar as centrais de duas cidades vizinhas.

Esta fórmula, conhecida como Fórmula de Erlang B é apresentada a seguir:

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Onde: A = Tráfego Oferecido N = Número de Canais para escoar o tráfego Pb

Onde:

A

= Tráfego Oferecido

N

= Número de Canais para escoar o tráfego

Pb = Probabilidade de Bloqueio.

Fonte: Anatel – www.anatel.gov.br

de Bloqueio. Fonte: Anatel – www.anatel.gov.br A dificuldade em realizar os cálculos com esta fórmula

A dificuldade em realizar os cálculos com esta fórmula levou a elaboração de tabelas onde, dado o bloqueio e o número de canais, se obtém o tráfego suportado. Estas tabelas, conhecidas como Tabelas de Erlang, vêm sendo substituídas por calculadores.

Exemplos de tabelas:

http://www.testecell.hpg.ig.com.br/erlang.htm

http://www.dt.fee.unicamp.br/~motoyama/ie670/aulas/

TABELA-ERLANG.pdf

Calculadoras de Erlang on-line:

http://www.scheduling.com.br/app/calculadora.aspx

http://www.goliveir.triang.net/B-Erlang.htm

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U NIDADE 12 Fórmula de Erlang Objetivo: Conhecer a fórmula de Erlang. A Fórmula de

UNIDADE 12

Fórmula de Erlang

Objetivo: Conhecer a fórmula de Erlang.

A Fórmula de Erlang[3]

Para viabilizar seus estudos, Erlang fez as seguintes idealizações de comportamento da central telefônica:

As chamadas telefônicas chegam aleatoriamente na central. Elas produzem ou não conexão com seu destino, dependendo da disponibilidade momentânea da central. Havendo linha disponível, a ligação é feita instantaneamente; caso contrário, quando todos os canais estiverem ocupados, a chamada do usuário recebe o sinal de "ocupado" e a mesma é imediatamente perdida (ou seja, ela não fica esperando até a liberação de uma linha; ao contrário, posteriormente, o usuário deverá tentar outra ligação).

Trabalhando com essas idealizações de central telefônica, o primeiro resultado importante que Erlang conseguiu ocorreu em 1909, quando descobriu que as chamadas podiam muito bem ser aproximadas por uma distribuição de probabilidades do tipo de Poisson. Isso foi feito no trabalho: "The Theory of Probabilities and Telephone Conversations".

A partir desse resultado, mais alguns anos de trabalho lhe permitiram relacionar as três variáveis básicas: c, L e d. Esse resultado, ainda hoje fundamental tanto para telefonia clássica como para telefonia celular, foi publicado no artigo "Solution of some Problems in the Theory of Probabilities of Significance in Automatic Telephone Exchanges", 1913 e pode ser resumido pela seguinte fórmula:

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Observe que se trata de uma relação do tipo c = c (L, d) e
Observe que se trata de uma relação do tipo c = c (L, d) e

Observe que se trata de uma relação do tipo c = c (L, d) e não do tipo L = L (c, d), conforme estávamos esperando. Adiante, trataremos de enfrentar esse pequeno problema. Por enquanto, tratemos de entender o significado dessa fórmula.

Erlang, terá um

congestionamento de c = c (15, 10) = 0.036, ou seja: 3.6% das chamadas receberão o sinal de ocupado.

Exemplo: Uma central com

L

=

15

linhas

e

demanda

d

=

10

Tráfego entre Centrais

A estimativa de tráfego entre centrais pode ser feita de várias maneiras, conforme mostrado

a seguir:

A soma do tráfego de um assinante em uma área 1, para todos os assinantes da área 2

(direção 1-2), com o tráfego de todos os assinantes da área 1 para um assinante da área 2, é

constante.

da área 1 para um assinante da área 2, é constante. onde: A12= tráfego entre os

onde:

A12= tráfego entre os centros 1 e 2 (previsto)

A120= tráfego atual entre os centros 1 e 2.

N01, N02 = número atual de assinantes nas áreas 1 e 2.

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N1, N2 = número previsto de assinantes nas áreas 1 e 2. A soma dos

N1, N2 = número previsto de assinantes nas áreas 1 e 2.

A soma dos quadrados da variação dos tráfegos originado e terminado por assinante deverá

ser tão pequena quanto possível.

por assinante deverá ser tão pequena quanto possível. O fator de interesse (tráfego entre um assinante

O fator de interesse (tráfego entre um assinante da área 1 para um assinante da área 2)

diminui na proporção do aumento do número total de assinantes.

na proporção do aumento do número total de assinantes. onde: M0, M = número total atual

onde:

M0, M = número total atual e previsto de assinantes no sistema considerado.

De acordo com as equações acima o tráfego originado (=terminado) por assinante em uma área de comutação é constante e independente do crescimento do número de assinantes.

De acordo com a expressão do terceiro item, entretanto, o tráfego por assinante aumenta dentro de uma área, onde o crescimento relativo do número de assinantes é maior que o crescimento relativo total. Caso contrário, ou seja, quando o crescimento relativo da área é menor que o crescimento total, o tráfego originado por assinante diminui.

O cálculo do tráfego entre dois ou mais centros em uma área multicentral pode ser dado, de

acordo com a figura seguinte:

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onde: NA, B, C = número de assinantes em cada área; TAB = tráfego de
onde: NA, B, C = número de assinantes em cada área; TAB = tráfego de
onde: NA, B, C = número de assinantes em cada área; TAB = tráfego de
onde: NA, B, C = número de assinantes em cada área; TAB = tráfego de

onde:

NA, B, C = número de assinantes em cada área;

TAB = tráfego de A para B;

TA = tráfego gerado em A;

fAB = fator de interesse entre A e B;

TAC = tráfego entre A e C;

TAA = tráfego interno em A.

Noção de distribuição de tráfego em uma área multicentral

Em uma área urbana em desenvolvimento é quase sempre necessária a inclusão de novas centrais, ampliação das existentes e, em consequência, alteração dos limites das áreas

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anteriores. O trabalho de redistribuição de assinantes entre áreas de comutação é conhecido na prática

anteriores. O trabalho de redistribuição de assinantes entre áreas de comutação é conhecido na prática como “corte de área”.

Para o planejamento do sistema de entroncamento entre centrais é necessário o estabelecimento do tráfego entre os diversos centros, resultante da nova divisão de áreas de comutação.

Este cálculo é geralmente executado em etapas:

1. Estimativa do tráfego entre as áreas de comutação existentes;

2. Transformação da distribuição de tráfego entre as centrais existentes para uma distribuição de tráfego referente à futura divisão pretendida das áreas de comutação. Isto implica em procedimentos inteiramente matemáticos.

Sejam as seguintes designações:

Nik = número de assinantes em uma nova área de comutação i contida anteriormente na área K.

área de comutação i contida anteriormente na área K. = fator de interesse entre as áreas

= fator

de

interesse entre

as

áreas

k

e

1

calculado

a

partir de

observações e medidas efetuadas entre as centrais existentes.

A distribuição de tráfego, Aij, entre as centrais (novas e existentes) é obtida da seguinte expressão (produto de matrizes):

Aij = Nik. Ek1 Nj1

Onde:

K,1 = 1,2,

,s

s= número de centrais existentes

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i,j

= 1,2,

,r

r= número total de centrais.

i,j = 1,2, ,r r= número total de centrais. Como exemplo, vamos supor que duas novas

Como exemplo, vamos supor que duas novas centrais, 4 e 5 , serão introduzidas em um sistema e que uma redistribuição de assinantes (corte de área) será feita entre as centrais 1, 2 e 3, existentes, a fim de formar as novas áreas 4 e 5. A nova distribuição de tráfego é obtida de produto de matrizes da expressão Aij = Nik.Ek1 Nj1,

de produto de matrizes da expressão Aij = Nik.Ek1 Nj1, O sistema de entroncamento: A figura

O sistema de entroncamento:

A figura seguinte mostra um exemplo de um diagrama de junção para 9 centros locais e 3 centros tandem, onde observamos que:

os centros 1, 2 e 3 pertencem à área tandem 10;

os centros 4, 5, 6, 7 pertencem à área tandem 12;

os centros 8, 9 pertencem à área tandem 11.

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Este diagrama pode ser representado pelas duas matrizes mostradas na mesma figura, onde são apresentadas

Este diagrama pode ser representado pelas duas matrizes mostradas na mesma figura, onde são apresentadas as diversas classes de junção entre os centros em:

t = tandem

d

= direta

h

=alta utilização

em: t = tandem d = direta h =alta utilização A figura seguinte mostra as diversas

A figura seguinte mostra as diversas informações que descrevem totalmente um plano de entroncamento para 4 centros e um estágio tandem, compreendendo matriz de rotas de cabos, matriz de junção e matriz contendo a descrição geral de cada rota. Observa-se que uma rota é descrita totalmente através das seguintes informações:

o caminho percorrido(sequência ordenada no o número dos nós);

número de circuitos entre os centros;

tipos de circuitos nas diferentes rotas de cabos;

a classe da junção.

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O planejamento de um sistema de entroncamento implica na determinação dos seguintes elementos: • a

O planejamento de um sistema de entroncamento implica na determinação dos seguintes elementos:

a matriz de rotas de cabos, que determina os caminhos possíveis no sistema;

a matriz de junção, que descreve a filosofia de encaminhamento;

a matriz das rotas, que especifica o tipo e o número de circuitos em todas as rotas.

o tipo e o número de circuitos em todas as rotas. Copyright © 2007, ESAB –

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U NIDADE 13 Cabos Telefônicos Objetivo: Conhecer a importância dos cabos telefônicos. As redes telefônicas

UNIDADE 13

Cabos Telefônicos

Objetivo: Conhecer a importância dos cabos telefônicos.

As redes telefônicas são formadas pelos cabos telefônicos, linhas telefônicas, postes, canalização subterrânea e demais acessórios necessários à sustentação, fixação e proteção dos cabos e linhas.

Os cabos e linhas telefônicas são constituídos de condutores, sendo estes os elementos básicos de sua formação possuindo características físicas e elétricas que exercem influência importante na qualidade da transmissão dos sinais.

Quando uma ligação telefônica é completada, a qualidade do sinal recebido pelo assinante chamado (intensidade sonora) pode variar em função de certos parâmetros: o tipo do aparelho telefônico; a distância entre os aparelhos chamados, em relação às respectivas centrais locais; a quantidade de centrais comutadoras no circuito de conversação e a classe dessa comunicação (local, interurbana, internacional).

Os cabos de telecomunicações podem ser classificados como «metálicos» ou «ópticos», respectivamente.

Cabos metálicos

Os cabos metálicos são, por sua vez, classificados pelo tipo de isolamento utilizado. É nesta base que está estabelecido o respectivo sistema de nomenclatura e foi este o critério utilizado para a arrumação no presente catálogo.

1. Cabos para circuitos locais - Destinam-se a ligar os postos dos vários assinantes à central respectiva ou ao estabelecimento de redes telefônicas particulares. São

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fabricados normalmente com os condutores agrupados em pares com diâmetros de cobre compreendidos entre 0,4

fabricados normalmente com os condutores agrupados em pares com diâmetros de cobre compreendidos entre 0,4 e 0,9 mm.

As suas características elétricas não necessitam de ser muito apertadas, fixando-se normalmente apenas valores máximos para a resistência e capacidade dos condutores, de forma a limitar-se a atenuação. No que se refere aos desequilíbrios, que são os causadores de diafonia, apenas se fixam normalmente os capacitivos entre pares adjacentes. A verificação destes desequilíbrios é feita habitualmente por amostragem num número limitado de pares de cada lote de fabricação.

2. Cabos MIC (Modulação por Impulsos Codificados) - Destinam-se à transmissão digital de informação em sistemas até 30 canais. (~2Mbits/s).

Para evitar problemas com a atenuação paradiafónica os pares pertencentes aos dois sentidos de transmissão são separados por um ecrã de fita de alumínio.

Cabos de fibras ópticas

As Fibras Ópticas são finos fios feitos de sílica, silicone, vidro, nylon ou plástico, que são materiais dielétricos (isolantes elétricos) e transparentes para a faixa do espectro da luz visível e infravermelho próximo;

São guias de onda, e podem ser informalmente entendidas como "encanamentos de luz": a luz aplicada a uma das extremidades percorre a fibra até sair pela outra extremidade, podendo este percurso atingir centenas de quilômetros sem a necessidade de que o sinal seja regenerado;

Cada metade do cabo de fibra óptica é composta por camadas de material. Na parte externa, uma cobertura plástica deve obedecer às normas de construção no prédio e aos códigos de proteção contra incêndio, para que o cabo inteiro fique protegido.

Sob a cobertura, uma camada de fibras Kevlar (também usada em coletes à prova de bala), amortece impactos e proporciona maior robustez. Sob as fibras de Kevlar, outra camada de

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plástico, denominada capa, dá proteção e, também, amortece impactos. Alguns cabos de fibra óptica projetados

plástico, denominada capa, dá proteção e, também, amortece impactos. Alguns cabos de fibra óptica projetados para entrarem em contato com o solo devem conter fios de aço inoxidável ou de outro material que proporcionam maior robustez. Todos esses materiais protegem o fio de vidro, que é tão fino quanto um fio de cabelo.

Os dados percorrem o centro de cada fio de fibra de vidro, denominado núcleo. A luz de um diodo ou lazer entra no núcleo, através de uma das extremidades do cabo, e é absorvida por suas paredes (um fenômeno denominado reflexão total interna).

As fibras ópticas são atualmente as maiores responsáveis pelas revoluções ocorridas nas telecomunicações. Elas têm tomados os lugares dos cabos metálicos na transmissão de dados e têm capacidade de transmitir uma quantidade enorme de informações com confiabilidade e velocidade incríveis.

As fibras ópticas podem ser consideradas basicamente como guias de luz que transmitem a informação no sistema binário, ou seja, pulso de luz ou não.

Para entendermos como funciona o sistema digital de comunicação, vamos entender inicialmente a diferença entre ele e o sistema analógico: Um toca-discos (aparelho para vinil) funciona através do método de transmissão de sinal analógico, pois há uma agulha que é colocada sobre os sulcos do disco e transmite ao amplificador as vibrações que nela estão gravadas.

Se você quiser experimentar, pode colocar nos sulcos de um disco, bem velho de preferência, uma lâmina afiada e você vai perceber que a música do disco começará a ser reproduzida num volume bem reduzido através das vibrações da lâmina.

Se analisarmos agora um toca-CD, veremos que a informação dele é digital, ou seja, é dada apenas pela informação 0 ou 1 do código binário e, portanto, tem de ser traduzida antes de ser amplificada.

Nas fibras ópticas é isto o que acontece, pois transformamos sinais contínuos, como por exemplo, nossa voz, que varre frequências desde poucos Hz até um máximo de 4000hz, em sinais discretos na forma binária. Temos então que cada zero

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corresponde a uma ausência de pulso luminoso e o 1, corresponde a um pulso luminoso,

corresponde a uma ausência de pulso luminoso e o 1, corresponde a um pulso luminoso, que pode ser devido a um laser ou a um diodo emissor de luz (LED).

Os dados percorrem o centro de cada fio de fibra de vidro, denominado núcleo. A luz de um diodo ou lazer entra no núcleo através de uma das extremidades do cabo e é absorvida por suas paredes (um fenômeno denominado: reflexão total interna).

Os cabos de fibras ópticas começaram por ter aplicação nas ligações de longa distância, dada a impossibilidade econômica de realização do grande número de derivações exigido nas ligações locais, onde os cabos metálicos têm vantagem. Contudo, o avanço tecnológico vai permitindo o alargamento das aplicações e, atualmente as fibras ópticas são já utilizadas em várias áreas da indústria e serviços, principalmente na transmissão de dados (redes locais - LAN) e de televisão por cabo (CATV). As vantagens da transmissão por fibra óptica, relativamente aos cabos metálicos, são várias, tais como:

Grande largura de banda proporcionando transmissão de informação a baixo preço, dada a multiplicidade de combinações de sinais tais como telefone, dados, imagens, etc.;

Atenuação baixa numa gama apreciável de comprimentos de onda, permitindo o aumento da distância entre regeneradores de sinal, com a sua consequente diminuição ou eliminação;

Possibilidade de alargamento do sistema, visto que as perdas não aumentam com a taxa de transmissão, como acontece nos cabos tradicionais;

Imunidade a interferências eletromagnéticas e de radiofrequências, não necessitando de blindagem elétrica;

Não condutividade elétrica o que torna o sistema imune a problemas tais como fugas de tensão, curto-circuitos e fuga de radiações;

Inexistência de fugas garantindo total segurança na comunicação;

Insensibilidade de um modo geral a ações químicas e às variações de temperatura;

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• Pequeno diâmetro e baixo peso, o que torna a sua aplicação bastante atrativa em

Pequeno diâmetro e baixo peso, o que torna a sua aplicação bastante atrativa em determinadas instalações. Sempre que esteja em causa o aumento da capacidade de transmissão sem aumento de espaço ocupado, a utilização dos cabos de fibras ópticas é a solução;

Existência de matéria-prima em abundância.

Os inconvenientes da utilização de fibras ópticas nos sistemas de comunicação traduzem-se, por um lado no preço elevado do equipamento terminal de interface, e por outro, nas dificuldades inerentes à instalação do cabo, pois as técnicas de junção e terminação das fibras são completamente diferentes das dos cabos metálicos, requerendo equipamento e mão de obra altamente especializados.

Pesadas as vantagens e as desvantagens e atendendo às possibilidades permitidas pelo avanço tecnológico é de prever que cada vez mais as fibras ópticas desempenhem o papel fundamental nos sistemas de comunicação:

Cabos de telefonia uso externo: CTP-APL, CTP-APL-G, CTP-APL-SN, - As rigorosas características técnicas destes cabos permitem a transmissão de sinais analógicos e digitais em elevadas taxas, como: ADSL, HDSL, VDSL, RDSI, etc. Possibilita uma qualidade superior nos serviços de multimídia, teleconferência, Internet, voz sobre IP, entre outros;

Cabos de telefonia uso interno: CI, CCI, FI, FDG e outros;

Cabos em fibra óptica: cabos ideais para redes locais, para redes externas e internas, para sistemas de cabeamento estruturado, principalmente em automação bancária e comercial. Imune a interferências eletromagnéticas, totalmente dielétrico, garantindo a proteção dos equipamentos ativos de transmissão contra propagação de descargas elétricas atmosféricas.

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  Fio Telefônico FI 60/2 Características: Cor: Cz Aplicações: Recomendado para uso interno em ligações
 

Fio Telefônico FI 60/2

Características: Cor: Cz

Aplicações: Recomendado para uso interno em ligações (extensões) de aparelhos domiciliares, instalados em eletrodutos

Aplicações: Recomendado para uso interno em ligações (extensões) de aparelhos domiciliares, instalados em eletrodutos ou fixados em rodapés. Construído em cobre estanhado, isolados em PVC, torcidos entre si.

 

Fio Telefônico FDG (jumper)

Características: Cor: várias combinações

Aplicações: Indicados para uso em distribuidores de equipamentos telefônicos de comutação, interligação de blocos,

Aplicações: Indicados para uso em distribuidores de equipamentos telefônicos de comutação, interligação de blocos, terminais em armários de distribuição e em quadros de indústrias e edifícios, etc. Construído em cobre estanhado, isolados em PVC, torcidos entre si, nas bitolas 0,50 mm2 (24 AWG) ou 0,60 mm2 (22 AWG)

 

Fio Telefônico FE

Características: Cor: Pt

Aplicações: Recomendado para instalações aéreas e nas derivações para a entrada de assinantes.

Aplicações: Recomendado para instalações aéreas e nas derivações para a entrada de assinantes.

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  Cabo Telefônico CCI Características: Cor: cobertura Cz Descrição: cabo interno sem blindagem, de um
 

Cabo Telefônico CCI

Características: Cor: cobertura Cz

Descrição: cabo interno sem blindagem, de um a 20 pares, bitola 0,50 mm2 (24 AWG),

Descrição: cabo interno sem blindagem, de um a 20 pares, bitola 0,50 mm2 (24 AWG), usado para distribuição de ramais internos de PABX, PBX, KS, ligações centrais de portarias em condomínios e interfones residenciais.

 

Cabo Telefônico CTP-APL

Características: Bitola: 0,50 mm2 (24AWG) Cor: cobertura Pt

Descrição: usado para instalações de redes aéreas e dutos que não tenham umidade. É usado

Descrição: usado para instalações de redes aéreas e dutos que não tenham umidade. É usado por instaladores, empreiteiras e companhias telefônicas. Construído em cobre eletrolítico, isolados por polipropileno e polietileno, agrupados e protegidos por uma capa APL.

 

Cabo Telefônico CTP-APL

Características: Bitola: 0,40 mm2 (26 AWG) Cor: cobertura Pt

Características: Bitola: 0,40 mm2 (26 AWG) Cor: cobertura Pt

Descrição: usado para instalações de redes aéreas e dutos que não tenham umidade. É usado por instaladores, empreiteiras e companhias telefônicas. Construído em

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  cobre eletrolítico, isolados por polipropileno e polietileno, agrupados e protegidos por uma capa APL.
 

cobre eletrolítico, isolados por polipropileno e polietileno, agrupados e protegidos por uma capa APL.

 

Cabo Telefônico CI

Características: Cor: cobertura Cz

Descrição: cabo interno com blindagem, bitola 0,40 mm2 (26 AWG), usado para distribuição de ramais

Descrição: cabo interno com blindagem, bitola 0,40 mm2 (26 AWG), usado para distribuição de ramais internos de PABX, PBX, KS, ligações centrais de portarias em condomínios e interfones residenciais. Construídos com cobre eletrolítico estanhado, isolado com polipropileno ou polietileno, agrupados e protegidos por uma blindagem em fita de alumínio aplicada helicoidalmente e protegido por uma cap cinza em PVC.

 

Cabo Telefônico CI

Características: Cor: cobertura Cz

Descrição: cabo interno com blindagem, bitola 0,50 mm2 (24 AWG), usado para distribuição de ramais

Descrição: cabo interno com blindagem, bitola 0,50 mm2 (24 AWG), usado para distribuição de ramais internos de PABX, PBX, KS, ligações centrais de portarias em condomínios e interfones residenciais. Construídos com cobre eletrolítico estanhado, isolado com polipropileno ou polietileno, agrupados e protegidos por uma blindagem em fita de alumínio aplicada

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  helicoidalmente e protegido por uma capa cinza em PVC.   Cabo Telefônico CTP-APL-G Características:
 

helicoidalmente e protegido por uma capa cinza em PVC.

 

Cabo Telefônico CTP-APL-G

Características: Cor: cobertura Pt

Descrição: indicado para instalações subterrâneas em locais com grande umidade, onde o mesmo pode ser

Descrição: indicado para instalações subterrâneas em locais com grande umidade, onde o mesmo pode ser enterrado diretamente ao solo ou conduzido em duto.

Construído em cobre eletrolítico, isolados

 

por polipropileno ou polietileno, agrupados e

a seguir seus espaços vazios são

preenchidos por material altamente resistente à penetração de umidade e protegidos por uma capa APL.

 

Cabo Telefônico CCE-APL

Características: Cor: cobertura Pt

Descrição: autossustentável por fibra de vidro, utilizado para instalações aéreas de rede, sem o auxílio

Descrição: autossustentável por fibra de vidro, utilizado para instalações aéreas de rede, sem o auxílio de cabo de aço para sustentação. Construído em cobre eletrolítico, isolados por polietileno, agrupados e protegidos por uma capa APL.

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Cabo telefônico interno   Fabricante: Energibrás Código do Produto: 12XXXXX     Resistência

Cabo telefônico interno

 
Cabo telefônico interno  

Fabricante: Energibrás Código do Produto: 12XXXXX

 
 

Resistência

Desequilíbrio resistivo dos condutores em cc

       

Diâmetro

elétrica

Capacitância

Resistência

Tensão

do

máxima

do

mútua

mínima

de

entre

Atenuação

   

nominal

a

 

condutores

a 80 Hz (*)

condutor

condutor

Média

Máximo

800 Hz

isolamento

em cc

máxima

individual

cc

 

mm

ohn/km

%

%

(nF/km)

Mohm. km

kV

(dB/km)

0,40

153,0

3,0

7,0

100

1

1,5

2,8

0,50

97,8

3,0

7,0

100

1

1,5

2,8

0,60

67,9

3,0

7,0

100

1

1,5

2,8

Características

 

Construção: São constituídos por condutores de cobre estanhado, isolados em PVC, núcleo enfaixado com material não higroscópico, fio de continuidade de cobre estanhado (0,60mm), blindagem coletiva com fita de alumínio e capa externa na cor cinza.

Normas Aplicáveis: SPT - 235-310-702 (TELEBRÁS).

 

Aplicações: São indicados para o uso interno em centrais telefônicas e demais edificações.

Acondicionamento: Metragem necessária do cliente.

 

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Telefonia subterrânea sem problemas   Aprovado pelo Inmetro   NBR/ISO9002   Fabricante:

Telefonia subterrânea sem problemas

 
Telefonia subterrânea sem problemas  

Aprovado pelo Inmetro

 

NBR/ISO9002

 

Fabricante: Energibrás Código do Produto: 9XXXX

 
 

Resistência

Desequilíbrio resistivo dos condutores em cc

       

Diâmetro

elétrica

Capacitância

Resistência

Tensão

do

máxima

do

mútua

mínima

de

entre

Atenuação

   

nominal

a

 

condutores

a 80 Hz (*)

condutor

condutor

Média

Máximo

800 Hz

isolamento

em cc

máxima

individual

cc

 

mm

ohn/km

%

%

(nF/km)

Mohm. km

kV

(dB/km)

0,40

147,2

2,0

5,0

50

5.000

0,55

1,7

0,50

94,0

1,5

5,0

50

5.000

0,55

1,4

0,65

55,8

1,5

4,0

50

5.000

0,55

1,1

0,90

29,3

1,5

4,0

50

5.000

0,75

0,8

Características

 

Construção: São constituídos por condutores de cobre nu, isolados com papel e ar, núcleo enfaixado com fita de papel e protegido por uma capa APL*.

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Normas Aplicáveis: SPT - 235-320-703 (TELEBRÁS) Aplicações: São indicados preferencialmente para instalações

Normas Aplicáveis: SPT - 235-320-703 (TELEBRÁS)

Aplicações: São indicados preferencialmente para instalações subterrâneas em dutos.

Acondicionamento: Rolos de 100 metros. Bobinas sob encomenda.

Cabo telefônico de entrada de assinantes

 
Cabo telefônico de entrada de assinantes    
 

Fabricante: Energibrás Código do Produto: 14XXXXX

Tipo

Número

de

Diâmetro externo nominal (mm)

Diâmetro nominal do condutor (mm)

Peso

líquido

Acond.

 

nominal

(kg

/

de fio

condutores

km)

rolo (m)

FEB-D-

         

65

2

6,9

0,65

39

400

FEB-D-

         

90

2

6,9

0,90

46

400

Características FEB-D:

 

Construção: São constituídos por condutores de cobre estanhado, isolados em material termoplástico, binados, capa externa em material termoplástico, contendo elementos de sustentação em material dielétrico incorporados à capa externa.

Aplicação: São indicados para instalações aéreas como derivação a partir das caixas de

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distribuição até as entradas de assinantes. Normas Aplicáveis: SPT - 235-320-717 (TELEBRÁS) Fio telefônico de

distribuição até as entradas de assinantes.

Normas Aplicáveis: SPT - 235-320-717 (TELEBRÁS)

Fio telefônico de uso em instalações externas

 
Fio telefônico de uso em instalações externas    
 

Fabricante: Energibrás Código do Produto: 15XXXXX

 

Tipo

Diâmetro nominal do fio (mm)

Diâmetro nominal do condutor (mm)

Peso

líquido

Acond.

Tipo

de

de fio

nominal (kg / km)

rolo (m)

isolação

FE-100

3,4 x 6,9

1,00

40

400

PVC

FE-160

4,0 x 8,0

1,60

60

400

PE

Características:

 

Construção: São constituídos por dois condutores de liga de cobre paralelos isolados com material termoplástico.

Normas Aplicáveis: SPT - 235-320-707 (TELEBRÁS)

 

Aplicação: São indicados para instalações aéreas como derivação a partir das caixas de distribuição até as entradas de assinantes.

Acondicionamento: Rolos de 200, 400 metros. Bobinas 1000 metros ou maiores sob encomenda.

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Fio telefônico de uso em instalações externas     Fabricante: Energibrás Código do Produto: 15XXXXX

Fio telefônico de uso em instalações externas

 
Fio telefônico de uso em instalações externas    
 

Fabricante: Energibrás Código do Produto: 15XXXXX

 

Tipo

Diâmetro nominal do fio (mm)

Diâmetro nominal do condutor (mm)

Peso

líquido

Acond.

Tipo

de