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ZONEAMENTO ECONÔMICO AMBIENTAL SOCIAL E CULTURAL (ZEAS) DIAGNÓSTICO SOCIOECONÔMICO DO SERINGAL SÃO FRANCISCO DO ESPALHA

Abril de 2009

SOCIOECONÔMICO DO SERINGAL SÃO FRANCISCO DO ESPALHA Abril de 2009 Coordenação: Doutor Raimundo Cláudio Gomes Maciel

Coordenação: Doutor Raimundo Cláudio Gomes Maciel

SOCIOECONÔMICO DO SERINGAL SÃO FRANCISCO DO ESPALHA Abril de 2009 Coordenação: Doutor Raimundo Cláudio Gomes Maciel
2 D D I I I A A A G G G N N N

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Realização e Execução:

- Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Eixo Sócioeconômico

Equipe do ZEAS - SÓCIOECONOMIA

 

NOME

FORMAÇÃO

FUNÇÃO

ÓRGÃO

Raimundo

Cláudio

G.

Economista/Dr.

Coordenador

UFAC

Maciel

José F. do Rêgo

 

Economista/Msc

Consultor

PMRB

Ana Claudia Felix Rossetto

Graduanda

Bolsista/Entrevistadora

UFAC/Economia

Francisco

de

Assis

Graduando

Bolsista/Entrevistador

UFAC/Economia

Medeiros Junior

 

Keyze

Pritih

da

Costa

Graduanda

Bolsista/Entrevistadora

UFAC/Economia

Campos

Plínio

Mendonça

Graduando

Bolsista/Entrevistador

UFAC/Economia

Alexandrino

 

Saulo

Alberto

Santos

de

Graduando

Bolsista/Entrevistador

UFAC/Economia

Araújo

Valdeci A. Gusmão Junior

Graduando

Bolsista

UFAC/ Sist. de Inf.

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Abril de 2009

3 L L I I I S S S T T T A A A

3

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L L I I I S S S T T T A A A D D

Gráfico 1 Composição das famílias por faixa etária, Seringal São Francisco do Espalha,

2005/2006, Acre-Brasil

27

Gráfico 2 - Situação das Vulnerabilidades das famílias, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

28

Gráfico 3 - Educação Formal por faixa etária, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

29

Gráfico 4 Percentual de Famílias que tem algum membro que recebeu treinamentos e

capacitações, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

Gráfico 5 Principais tipos de Treinamentos ou Capacitações recebidos por atividade,

30

Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

31

Gráfico 6 Principais profissões relatadas por UPF (%), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

32

Gráfico 7 Ocorrência de doenças por UPFs (%), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

33

Gráfico 8 - Principais doenças relatadas, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006,

Acre-Brasil

34

Gráfico 9 Ocorrência de doenças crônicas por UPF (%), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

35

Gráfico 10 Principais doenças crônicas, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006,

Acre-Brasil

36

Gráfico 11 - Local de tratamento de doenças, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

37

Gráfico 12 Situação do Desenvolvimento Infantil por UPF (%), Seringal São Francisco

do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

38

Gráfico 13 Principais destinos do esgoto, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil 2005/2006, Acre-Brasil

39

Gráfico 14 Principais origens da água consumida, Seringal São Francisco do Espalha,

2005/2006, Acre-Brasil 2005/2006, Acre-Brasil

40

Gráfico 15 Principais tratamentos da água consumida, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil 2005/2006, Acre-Brasil

41

Gráfico 16 Acesso a energia elétrica por UPF (%), Seringal São Francisco do Espalha,

2005/2006, Acre-Brasil

Gráfico 17 Ocorrência dos principais itens de bens duráveis por UPF (%), Seringal São

42

Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

43

Gráfico 18 Principais formas de acesso a terra, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

44

Gráfico 19 Percentual dos principais tipos de uso da terra, Seringal São Francisco do

Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

Gráfico 20 Índice mediano de Capitalização (IK) das UPFs, Seringal São Francisco do

45

Espalha, 2005/2006, Acre, Brasil

46

Gráfico 21 Percentual de ocorrência dos tipos de capitais fixos máquinas, equipamentos e ferramentas em mais da metade das UPFs, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

47

Gráfico 22 - Percentual de ocorrência dos tipos de capitais circulantes insumos, em mais da metade das UPFs, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil48

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Abril de 2009

4 Gráfico 23- Percentual de ocorrência dos tipos de capitais fixos – benfeitorias, em mais

4

Gráfico 23- Percentual de ocorrência dos tipos de capitais fixos benfeitorias, em mais

da metade das UPFs, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

Gráfico 24 Percentual de UPFs que pegaram algum tipo de crédito bancário, Seringal

São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

Gráfico 25 Percentual de ocorrência das principais linhas de créditos identificadas entre

as UPFs financiadas, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

Gráfico 26 Principais linhas de Exploração beneficiadas pelos financiamentos obtidos

pelas UPFs, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil Gráfico 27 - Relação entre Renda Bruta Total, Custo Total, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil Gráfico 28 - Ocorrência dos tipos de renda por UPFs (%),Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil Gráfico 29 Principais componentes do Custo Total (CT) mediano, por UPF, Seringal

São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

Gráfico 30 - Percentual de ocupação da força de trabalho familiar, Seringal São Francisco

do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

Gráfico 31 Percentual de famílias que tiveram algum membro se assalariando fora da

49

50

51

52

53

54

55

56

UPF, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre, Brasil

57

Gráfico 32 - Linha de Dependência do Mercado, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

58

Gráfico 33 - Composição da Linha de Dependência do Mercado, Seringal São Francisco

do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

Gráfico 34 - Relação entre Renda Bruta Total (RB+RA+RT), Custo Total (CT) e Linha de Dependência do Mercado (LDM), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil Gráfico 35 - Índice de Desenvolvimento Familiar Rural (IDF-R) e seus componentes, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

64

60

59

Gráfico 36 Percentual de UPFs que têm o dobro de vantagens em relação às desvantagens de ativos e capacitações competitivas, Seringal São Francisco do Espalha,

2005/2006, Acre-Brasil

Gráfico 37 Principais desvantagens competitivas relatadas por UPF (%),Seringal São

65

Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

66

Gráfico 38 Principais Vantagens competitivas relatadas por UPF (%), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

67

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Abril de 2009

L L I I I S S S T T T A A A D

LLI IIS SST TTA AA DDE

L

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Figura 1 Mapa de Rio Branco

21

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Abril de 2009

6 L L I I I S S S T T T A A A

6

LLI IIS SST TTA AA DDE

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L L I I I S S S T T T A A A D D

Tabela 1 - Indicadores Demográficos, 2000 - 2004, Acre-Brasil

Tabela 2 Área, População residente, sexo e situação do domicílio, Acre e Mesorregiões,

21

2000

22

Tabela 3 - Produto Interno Bruto, Vale do Acre, 2005, Acre-Brasil, Valores em R$ 1.000,00, exclusive PIB_Per Capita

23

Tabela 4 Principais produtos por valor da produção, Rio Branco, 1996-2006, Ac-Brasil,

Valores em R$1.000,00

Tabela 5 - Número de estabelecimentos e área dos estabelecimentos agropecuários por

utilização das terras, Acre, 1996 e 2006

Tabela 6 - Número de estabelecimentos agropecuários e efetivo de animais por espécie de

24

25

efetivo, 1996 e 2006

25

Tabela 7 Caracterização da População e Amostra pesquisadas no Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

26

Tabela 8 Evolução da Geração de Renda Bruta por linha de exploração, Seringal São

Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

Tabela 9 Evolução do desempenho econômico dos principais produtos, Seringal São

61

Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

62

Tabela 10 Desempenho Econômico mediano por UPF, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil

63

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Abril de 2009

7 R R E R E E S S S U U U M M

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Indicador

Analfabetismo

Percentual de Analfabetos

Dificuldades de Acesso a Escola Percentual de crianças fora da escola

Conhecimento Profissional e Tradicional

Percentual da população total

Doenças Crônicas

Dados

34%

14,8%

19%

18,52%

Percentual da população total

Assalariamento fora da Unidade Produtiva Percentual de famílias que tiveram algum membro se assalariando fora da UPF

Transferência de Renda Percentual de famílias que recebem algum benefício governamental

Margem Bruta Familiar Mensal Valor Mediano

Gastos com Consumo no Mercado Percentual de Famílias Satisfeitas em suas necessidades

Vantagens Competitivas Percentual de Famílias com o dobro de vantagens em relação às desvantagens em ativos e capacitações

37%

29,6%

R$ 190,93

22%

14,3%

Período

Tendência

2006/2007

2006/2007

2006/2007

 

2006/2007

2006/2007

 

2006/2007

2006/2007

 

2006/2007

 

2006/2007

Situação

Página

 

29

38

30

35

54

54

58 e 63

59

65

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Abril de 2009

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8

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1. INTRODUÇÃO

10

2. CARACTERIZAÇÕES DO ESTUDO

13

3. CARACTERIZAÇÕES DO ESTUDO - CONTINUAÇÃO

14

4. CARACTERIZAÇÕES DO ESTUDO CONTINUAÇÃO

15

5. METODOLOGIA PRINCIPAIS MEDIDAS DE DESEMPENHO ECONÔMICO

16

6. METODOLOGIA PRINCIPAIS MEDIDAS DE DESEMPENHO ECONÔMICO

(CONTINUAÇÃO)

7. METODOLOGIA PRINCIPAIS MEDIDAS DE DESEMPENHO ECONÔMICO

(CONTINUAÇÃO)

8. METODOLOGIA - ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO FAMILIAR RURAL

17

18

IDF-R

19

9. METODOLOGIA AVALIAÇÃO ESTRATÉGICA

20

10. RIO BRANCOSOBRE A REGIÃO

21

11. VALE DO ACRE - PRODUTO INTERNO BRUTO

22

12. RIO BRANCO -AC - VALOR DA PRODUÇÃO

24

13. ESTADO DO ACRE CENSO AGROPECUÁRIO

25

14. AMOSTRA DA PESQUISA

26

15. DADOS GERAIS DAS FAMÍLIAS PESQUISADAS

27

16. SITUAÇÃO DA VULNERABILIDADE DAS FAMÍLIAS

28

17. SITUAÇÃO DA EDUCAÇÃO FORMAL

29

18. SITUAÇÃO DO CONHECIMENTO PROFISSIONAL E TRADICIONAL

30

19. SITUAÇÃO DO SETOR DE SAÚDE

33

20. SITUAÇÃO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

38

21. SITUAÇÃO DAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS

39

22. SITUAÇÃO DAS CONDIÇÕES HABITACIONAIS

42

23. SITUAÇÃO DO ACESSO AOS RECURSOS NATURAIS

44

24. SITUAÇÃO DO CAPITAL DAS UNIDADES PRODUTIVAS FAMILIARES

46

25. SITUAÇÃO DO DESEMPENHO ECONÔMICO RENDA BRUTA TOTAL vs.

53

26. SITUAÇÃO DO DESEMPENHO ECONÔMICO OCUPAÇÃO DA FORÇA DE

TRABALHO

56

CUSTO TOTAL

27. SITUAÇÃO DO DESEMPENHO ECONÔMICO LINHA DE DEPENDÊNCIA

DO MERCADO

28. SITUAÇÃO DO DESEMPENHO ECONÔMICO RENDA BRUTA TOTAL vs.

58

LINHA DE DEPENDÊNCIA DO MERCADO

60

29.

SITUAÇÃO DO DESEMPENHO ECONÔMICO GERAÇÃO DE RENDA

BRUTA

61

30. SITUAÇÃO DO DESEMPENHO ECONÔMICO PRINCIPAIS PRODUTOS 62

31. SITUAÇÃO DO DESEMPENHO ECONÔMICO DAS UNIDADES DE

PRODUÇÃO

63

32. ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO FAMILIAR RURAL (IDF-R) -

RESULTADOS

64

65

68

33. AVALIAÇÃO ESTRATÉGICA - RESULTADOS

334 3

CONSIDERAÇOES FINAIS

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Abril de 2009

35. BIBLIOGRAFIA BÁSICA 9 70 Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco –

35. BIBLIOGRAFIA BÁSICA

9

70

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Abril de 2009

10 11. 1 IIN I NNT TTR RRO OOD DDU UUÇ ÇÇÃ ÃÃO OO O

10

11. 1 IIN I NNT TTR RRO OOD DDU UUÇ ÇÇÃ ÃÃO OO
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O processo de ocupação econômica e demográfica da Amazônia a partir do final

da década de setenta, como se sabe, resultou na desagregação da atividade extrativista e em pesado ônus para as populações tradicionais: os seringueiros, os índios e os castanheiros. Foram imensos os danos econômicos, sociais e ambientais.

Os impactos sociais e ambientais suscitaram uma reação vigorosa, de um lado,

dos seringueiros e índios, e de outro dos movimentos ambientalistas, seja no Brasil, seja

no exterior. Com a falência dos seringais tradicionais, uma importante parcela dos seringueiros se “autonomizou”, isto é, livrou-se do atrelamento pela dívida com os patrões seringalistas do “barracão”. De outra parte, a frente pioneira das empresas, das médias e grandes propriedades fundiárias se fez acompanhar de uma frente de expansão

da agricultura familiar que, para se estabelecer, obrigou-se a uma violenta luta pela posse da terra contra a propriedade fundiária na Amazônia.

A intensidade e violência desses conflitos na região e a organização do

movimento social dos seringueiros levaram a uma reconsideração das políticas de desenvolvimento regional. Já no final da década de setenta o governo federal sinaliza timidamente com uma restrição, que se tornaria inócua, de proibição de incentivos fiscais para áreas de floresta densa. No final da década de oitenta e início dos anos noventa são ensaiados passos mais convincentes: cria-se o IBAMA e o programa Nossa Natureza. Como resultado da luta dos seringueiros é constituído as Reservas Extrativistas

(RESEXs) e os Projetos de Assentamento Agroextrativistas (PAEs). Mais recentemente,

o Governo Federal instituiu “A Política Nacional Integrada para a Amazônia Legal” e a SUDAM aprovou o “Plano de Desenvolvimento da Amazônia” para o período 1994/97, onde preconiza o desenvolvimento sustentável como a nova estratégia de desenvolvimento regional.

A força da organização dos seringueiros e a reorientação ainda que tímida das

políticas públicas vieram reforçar a via extrativista de desenvolvimento na Amazônia Ocidental. As reservas extrativistas e os projetos de assentamento agroextrativistas tornaram-se instrumentos reais para impulsionar uma economia baseada nas atividades extrativas e na organização familiar do trabalho nessa região. Contudo são imensas as dificuldades para sua viabilização econômica. Os serviços de apoio econômico e social são quase inexistentes nas áreas de produção extrativista; é grande o atraso tecnológico e

muito baixo a capacitação dos produtores. Esse quadro tem servido para dar força ao agrarismo da frente pioneira que subestima o extrativismo, qualificando-o de intrinsecamente atrasado, e superestima a agropecuária como fator essencial do desenvolvimento das fronteiras econômicas nacionais.

De outro lado, a pequena produção agrícola familiar das áreas de assentamento do

INCRA experimenta os mais duros obstáculos para se consolidar nos moldes da chamada agricultura moderna. As condições edafo-climáticas, a infra-estrutura e o mercado não favorecem o seu desenvolvimento. Assiste-se, na verdade, a um processo acelerado de reconcentração da propriedade da terra nessas áreas. Faltam, porém, estudos, tanto no campo das ciências naturais quanto no domínio das ciências sociais, que situem a importância social, ambiental e cultural da produção extrativista familiar na Amazônia e mostrem as condições de sua viabilidade econômica.

É preciso considerar, sobretudo que, diante da perspectiva do êxodo para as cidades, já

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Abril de 2009

11 fustigadas pelo desemprego, a miséria e a marginalização; a persistência no extrativismo é uma

11

fustigadas pelo desemprego, a miséria e a marginalização; a persistência no extrativismo é uma alternativa razoável para o seringueiro. Nem a migração para a agricultura familiar do modelo da colonização oficial será uma alternativa vantajosa. Pouco se conhece também sobre as condições sócio-econômicas da agricultura de produção de grãos na Amazônia Ocidental, situada principalmente nos projetos de assentamento do INCRA. Essas duas realidades unidas pelo caráter comum da organização familiar da produção praticam sistemas de produção distintos na base técnica e no enraizamento cultural. Ambos lutam contra as conseqüências do atraso. O extrativismo ensaia alguns passos na direção de uma forma específica de progresso técnico com a diversificação, o processamento local dos produtos, a organização da comercialização e o cooperativismo. A pequena produção agrícola, por sua vez, busca um novo sistema de produção com a produção agroflorestal.

Na Vila Nova Califórnia RO, área limítrofe com o estado do Acre, agricultores

do projeto de assentamento do INCRA, tiveram a bem sucedida experiência agroflorestal com o Projeto Econômico Consorciado Adensado RECA, fundado no cultivo de

espécies frutíferas e silvícolas nativas, afastando-se, dessa forma, da agricultura migratória de produção de grãos.

Na região antes chamada de Vale do Acre, composta atualmente pelas regionais

do Baixo Acre, Alto Acre e Alto Purus, são encontradas algumas ações visando a melhoria da produção bem como a redução do impacto do homem sobre o meio ambiente, principalmente no município de Xapuri, em que se verifica um esforço na busca de inovação para extrativismo. Essas experiências apontam uma alternativa para os impasses do extrativismo tradicional e da agricultura familiar de subsistência. O caminho parece ser a busca de um sistema de produção neoextrativista, resultado da combinação racional do sistema extrativista familiar inovado, dos SAFs, das IAPs e de uma atividade microagroindustrial. Nas regionais do Juruá e Tarauacá/Envira, antigo Vale do Juruá, a partir da pesquisa da ASPF já se conhece ainda esforços consolidados nesse mesmo sentido. A economia desses locais assenta-se essencialmente no setor primário, destacando-se o extrativismo e a produção agrícola. Tanto a produção como a comercialização são prejudicadas, pois a assistência técnica fica muito aquém da demandada e a infra- estrutura é extremamente precária com inexistência de estradas que as liguem ao principal centro consumidor do Acre Rio Branco. Diante de todas essas dificuldades evidencia-se a necessidade de estudos que demonstrem a realidade atual com seus

principais problemas para que os órgãos competentes tomem as devidas medidas,

mediante políticas públicas, para melhoria de vida daquelas populações tradicionais.

A pesquisa que ora se propõe pretende justamente dar continuidade na

contribuição ao conhecimento do desempenho microeconômico dos Sistemas de produção Extrativista e Agrícola desenvolvidos em todo o estado acreano retratando sua prática atual e propondo correções para que se caminhe gradualmente na direção do sistema neoextrativista. Também fará a comparação do desempenho dos dois sistemas para verificar a viabilidade da persistência do extrativismo como a base do sistema neoextrativista nos seringais e reservas extrativistas e como elemento complementar nas áreas de colonização agrícola. Nas regionais do Baixo Acre, Alto Acre e Alto Purus, esse diagnóstico foi realizado para o período de 1996-1997. Os resultados dessa primeira fase foram fundamentais para subsidiar políticas públicas do atual governo do Estado relacionadas à reorientação das atividades agrícola e extrativista, tais como Ilhas de Alta Produtividade -

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Abril de 2009

12 IAPS, avaliação da Lei Chico Mendes de Subsídio à Borracha, planejamento econômico dos pólos

12

IAPS, avaliação da Lei Chico Mendes de Subsídio à Borracha, planejamento econômico dos pólos agroflorestais, Zoneamento Ecológico-Econômico do Acre, somando-se ainda

o subsídio às monografias, teses de mestrado e doutorado; publicação de artigos, palestras

e seminários. Entretanto, esse diagnóstico alude à realidade de um período que apresentava determinadas condições de produção, devido às variações dessas condições esta pesquisa também se propõe a fazer um novo diagnóstico nos Sistemas de Produção Extrativista e Agroflorestal, constituindo um retrato de dois momentos históricos da atividade produtiva acreana, permitindo assim uma comparação com o período anterior e a identificação das mudanças ocorridas, considerando principalmente a aplicação das novas políticas públicas nas regiões citadas. Na medida em que, para preservar o equilíbrio dos ecossistemas, se impõe na Amazônia a busca de formas de produção sustentáveis, esse procedimento de análise econômica e de planejamento da produção extrativa e de propostas alternativas poderá subsidiar a concepção de políticas governamentais de desenvolvimento sustentável para a região. Também poderá orientar as decisões dos produtores extrativistas, agricultores e agrosilvicultores no que respeita à gestão e replanejamento das suas unidades de produção. Sendo assim, a condução desta proposta só será possível por meio da integração entre os vários setores da sociedade (governo, universidades, organizações não-governamentais e comunidades).

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Abril de 2009

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Objetivos:

Realizar o diagnóstico sócio- econômico da produção rural de Rio Branco, em particular nas áreas prioritárias da produção familiar, notadamente, nos pólos agroflorestais e na região do seringal São Francisco do Espalha, nas Bacias do Riozinho do Rola e Igarapé São Francisco; Planejar o desenvolvimento sócio- econômico das diversas áreas rurais, obviamente incluídas a população rural que nelas se encontram; Elaborar Mapa de Gestão das áreas rurais de Rio Branco.

Participação Comunitária Todo o processo de pesquisa empreendido pelo Zoneamento tem como caráter dominante a
Participação Comunitária
Todo o processo de pesquisa empreendido pelo
Zoneamento tem como caráter dominante a combinação do
conhecimento científico com o conhecimento tradicional
dos produtores rurais, tendo como principal exemplo a
elaboração do questionário, que expressa a metodologia
acadêmica desenvolvida, bem como as discussões feitas
com o próprio público-alvo das pesquisas.
Objeto do Estudo - O objeto da presente pesquisa é a produção familiar Rural em
Objeto do Estudo
- O objeto da
presente pesquisa é
a produção familiar
Rural em áreas
representativas da
realidade sócio-
econômica de Rio
Branco Acre.
Produção Familiar É uma forma de organização social da produção na qual a própria família
Produção
Familiar
É uma forma de
organização
social da
produção na qual
a própria família
tem a posse dos
meios de
produção, além
de engendrar o
processo
produtivo.
Utiliza-se como referência para o levantamento das informações, o calendário agrícola da região, definido
Utiliza-se como referência para o
levantamento das informações, o
calendário agrícola da região,
definido conjuntamente com as
próprias comunidades estudadas,
que refere-se ao período de maio
de um ano a abril do ano seguinte,
que engloba o conjunto de
atividades econômicas produtivas
das famílias.

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Abril de 2009

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OON

CCO

C

NNT

TTI IIN NNU UUA AAÇ ÇÇÃ ÃÃO OO

 
SISTEMA DE PRODUÇÃO SISTEMA AGROFLORESTAL Compreende a associação de culturas perenes (espécies frutíferas
SISTEMA DE PRODUÇÃO SISTEMA
AGROFLORESTAL Compreende a associação de
culturas perenes (espécies frutíferas nativas) e espécies
florestais, constituindo um sistema do tipo silvoagrícola
consorciado, com a intercalação eventual de culturas
anuais alimentares e complementado ocasionalmente
pela criação de animais.
Neste sistema observa-se uma riqueza e diversidade
maior da comunidade de espécies do que nos sistemas
de produção agrícola, porém menor que nos sistemas
extrativistas. Supõe, portanto, alteração menos profunda
na estrutura do sistema ecológico original do que nos
sistemas agrícolas.
O plano de manejo é muito simples e o processo
técnico-material de produção compreende a
transformação principalmente de entradas naturais
(energia solar, água da chuva e nutrientes resultantes da
decomposição de restos vegetais depositados na
superfície do solo) e da energia humana em frutas
regionais destinadas ao mercado.
SISTEMA DE PRODUÇÃO EXTRATIVISTA – é especificado pela predominância da combinação das atividades extrativas de
SISTEMA DE PRODUÇÃO
EXTRATIVISTA – é especificado
pela predominância da combinação das
atividades extrativas de borracha e
castanha, associadas a um Sistema
Agrícola de subsistência complementar.
O processo técnico-material de
produção (funcionalidade) do
componente extrativo consiste em
entradas quase exclusivamente naturais,
exceto o insumo de energia humana; e
na saída dos produtos extrativos. A sua
principal base produtiva é um
ecossistema natural, de enorme riqueza
e diversidade da comunidade de
espécies, onde o trabalhador extrativista
intervém com o propósito de atender às
suas necessidades.
De outro lado, o plano de manejo é
extremamente simples, consistindo
basicamente na abertura e conservação
do acesso às árvores, na operação de
coleta e na coagulação ou defumação
do látex. Ao manejar o ecossistema o
homem altera apenas superficialmente
o seu dinamismo.
Somente no subsistema de cultura é
que o homem tem uma intervenção
mais intensa, porém, considerada a sua
reduzida dimensão, não resulta em
perturbação importante no ecossistema.

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Abril de 2009

15 4 4 . 4 C C A A A R C R R A

15

44.

4

CCA

AAR

C

RRA

AAC

CCT

EER

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RRI IIZ ZZA AAÇ ÇÇÕ ÕÕE EES SS DDO

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DDO

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OON

CCO

C

NNT

TTI IIN NNU UUA AAÇ ÇÇÃ ÃÃO OO

 
I N N N U U U A A A Ç Ç Ç Ã Ã Ã

SISTEMA DE PRODUÇÃO AGRÍCOLA Consiste numa combinação de culturas anuais alimentares (arroz, feijão, milho e mandioca) com a criação de animais, principalmente bovinos, podendo ser caracterizado como um sistema de cultivo múltiplo. Nesse sistema de produção a funcionalidade é especificada por uma pequena entrada de insumos modernos, expressa no uso de defensivos e fertilizantes inorgânicos e pela contribuição dominante da energia humana. Estes inputs associados às entradas naturais de energia solar, água das chuvas e nutrientes das cinzas, resultantes das queimadas, propicia a produção de grãos, raízes, leite e carne. Aqui a riqueza e diversidade da comunidade de espécies são inferiores em relação aos outros sistemas (extrativista e Sistema Agroflorestall). Organizado na forma de produção familiar, o sistema de produção agrícola caracteriza-se por um grande dispêndio de força de trabalho humana, pelo uso ainda limitado de insumos modernos e baixa eficiência econômica. O plano de manejo é, por conseqüência, bastante simplificado. Além disso, este é o sistema que mais altera a estrutura do sistema ecológico.

conseqüência, bastante simplificado. Além disso, este é o sistema que mais altera a estrutura do sistema
Linha Mínima de Dependência do Mercado A produção familiar rural depende parcialmente do mercado para
Linha Mínima de Dependência do Mercado
A produção familiar rural depende parcialmente do
mercado para a aquisição de produtos ou bens e
serviços necessários à sua manutenção,
especialmente biológica, pois parte de suas
necessidades de consumo são satisfeitas com o
Autoconsumo e o restante é comprado no mercado.
Assim, define-se como linha mínima de
dependência do mercado os valores medianos
gastos com o consumo no mercado, adicionados
das compras relacionadas à reposição do capital
fixo (máquinas, equipamentos, ferramentas,
benfeitorias etc.) disponível para a manutenção dos
meios de produção existentes.

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Abril de 2009

16 5 5 . 5 M M E M E E T T T O

16

55.

5

MME

M

EET

TTO

OOD

DDO

OOL

LLO

OOG

GGI IIA AA PPR

P

RRI IIN NNC CCI IIP PPA AAI IIS SS MME

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CCO

OON

NNÔ

ÔÔM

MMI IIC CCO OO

 

METODOLOGIA

Para fazer a avaliação socioeconômica da produção familiar rural da região de estudo, trabalha-se com uma metodologia adequada e específica a este tipo de produção, que está sendo consolidada nos últimos 11 anos pelo projeto de pesquisa denominado “Análise Econômica de Sistemas de Produção Familiar Rural no Estado do Acre” - ASPF. Assim, para a consecução dos objetivos da pesquisa, buscou-se trabalhar a metodologia a partir de indicadores e índices socioeconômicos que, por um lado, levem em consideração as peculiaridades da região de estudo e, por outro, sirvam como parâmetros para relacionar as diversas regiões e determinadas formas de organização produtiva dos produtos comercializados, comparando-as entre si e indicando as prioridades de atuação para um efetivo desenvolvimento socioeconômico sustentável. A metodologia completa está disponível no site:

A metodologia completa está disponível no site: < http://www.ufac.br/projetos/aspf/index.htm > .

Renda Bruta (RB): valor da produção destinada ao mercado.

Renda Bruta Total (RBT): somatório da renda Bruta (RB) da produção com a renda oriunda das transferências de renda (bolsa escola, família etc.) e do assalariamento fora da UPF. A RBT é calculada para o conjunto da UPF e dos membros da família.

Renda Líquida (RL): é o valor excedente apropriado pela unidade de produção familiar, ou seja, a parte do valor do produto que fica com a unidade de produção familiar depois de serem repostos os valores dos meios de produção, dos meios de consumo e dos serviços (inclusive salários) prestados à produção. A renda líquida é o primeiro indicador de eficiência econômica e das possibilidades de reprodução da unidade

a

de produção familiar. Se RL

unidade de produção

familiar se

reproduz sem afetar o seu patrimônio. Se RL < 0 a unidade de produção familiar só se reproduz com perda de patrimônio.

familiar só se reproduz com perda de patrimônio. 0 A ANÁLISE ECONÔMICA compreende a determinação de

0

A ANÁLISE ECONÔMICA compreende a determinação de custos e de resultados econômicos (medidas de resultado
A ANÁLISE ECONÔMICA
compreende a determinação de
custos e de resultados
econômicos (medidas de
resultado econômico:
resultados brutos, resultados
líquidos e medidas de
eficiência ou de relação) de
cada sistema de produção no
ciclo da produção (o chamado
"ano agrícola"), a interpretação
dos resultados, a identificação
das causas de insuficiências de
desempenho e a proposta de
correções.

Lucro da Exploração (LE): é o chamado lucro puro. É a fração da renda bruta que fica disponível depois de o produtor pagou todos os custos reais, de ter atribuído as remunerações julgadas normais (custos de oportunidade) aos fatores utilizados, mas não pagos: o seu próprio trabalho (executivo e gerencial), o trabalho familiar, os seus próprios capitais; e de ter reservado determinada quantia para fazer frente a prováveis riscos. Indica as possibilidades de acumulação da unidade de produção familiar.

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Abril de 2009

17 6 6 . 6 M M E M E E T T T O

17

66.

6

MME

M

EET

TTO

OOD

DDO

OOL

LLO

OOG

GGI IIA AA PPR

P

RRI IIN NNC CCI IIP PPA AAI IIS SS MME

M

EED

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DDE

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NNÔ

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(

CCO

OON

NNT

TTI IIN NNU UUA AAÇ ÇÇÃ ÃÃO OO) ))

Margem Bruta Familiar (MBF): é o resultado líquido específico e próprio para indicar o valor monetário disponível para a subsistência da família, inclusive uma eventual elevação do nível de vida, se o montante for suficiente. Em situações favoráveis, poderá ser suficiente para ressarcir custos fixos, especialmente a exigência mínima de reposição do patrimônio. Cumpridas estas funções, a disponibilidade restante pode ser usada como capital de giro.

CUSTOS TOTAIS DE PRODUÇÃO (CT) são todos os encargos ou sacrifícios econômicos suportados pelo produtor
CUSTOS TOTAIS DE
PRODUÇÃO (CT) são todos
os encargos ou sacrifícios
econômicos suportados pelo
produtor para criar o valor
total do produto. Referidos a
um sistema de produção, os
custos eqüivalem ao valor
monetário das entradas
econômicas do sistema. Os
custos totais compreendem a
soma dos custos fixos (CF) e
dos custos variáveis (CV). Os
primeiros têm a sua magnitude
independente do volume da
produção, os segundos variam
com o volume da produção.

Nível de Vida (NV): é a totalidade do valor apropriado pelo produtor familiar, inclusive valores imputados, deduzidas as obrigações financeiras com empréstimos. É, portanto, o valor que determina o padrão de vida da família.

Índice de Eficiência Econômica (IEE): é a relação que indica a capacidade de a unidade de produção familiar gerar valor por unidade de custo. É um indicador de benefício/custo do conjunto da unidade de produção. IEE > 1, a situação é de lucro; IEE < 1, a situação é de prejuízo; IEE = 1, a situação é de equilíbrio.

Relação MBF/RB: é a relação mais apropriada para medir a eficiência econômica da produção familiar, pois mostra que proporção de valor a unidade de produção tornará disponível para a família por cada unidade de valor produzido. Uma relação superior a 50% é considerada favorável.

Relação MBF/Q h/d : é o índice de remuneração da força de trabalho familiar. Mostra a quantia de margem bruta gerada por unidade de trabalho familiar (1 h/d = 1 jornada de trabalho). O valor deve ser comparado com o preço de mercado da força de trabalho. Q h/d = quantidade de força de trabalho utilizada no ciclo produtivo da linha de exploração ou a quantidade total anual de força de trabalho familiar utilizada pela unidade de produção.

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Abril de 2009

18 7 7 . 7 M M E M E E T T T O

18

77.

7

MME

M

EET

TTO

OOD

DDO

OOL

LLO

OOG

GGI IIA AA PPR

P

RRI IIN NNC CCI IIP PPA AAI IIS SS MME

M

EED

DDI IID DDA AAS SS DDE

EE

D

 
 

DDE

D

EES

SSE

EEM

MMP

PPE

EEN

NNH

HHO

OO EEC

E

CCO

OON

NNÔ

ÔÔM

MMI IIC CCO OO ((C

(

CCO

OON

NNT

TTI IIN NNU UUA AAÇ ÇÇÃ ÃÃO OO) ))

Termos de Intercâmbio (TI): é a relação entre o valor dos bens de consumo comprados e o valor total da produção. Indica qual a proporção da renda bruta, em bens de consumo, precisa ser gasta para gerar o valor total da produção. Essa relação revela, aproximadamente, em que medida o excedente produzido pelo pequeno produtor está sendo apropriado na circulação, isto é, a montante e a jusante do processo de produção.

Índice de Trabalho Familiar (ITF): é a participação da força de trabalho familiar no trabalho total. É considerada unidade de produção familiar aquela que apresenta ITF >

50%.

Índice de Capitalização (IK): é a relação que indica a intensidade de capital. Assim, um IK > 1 significa que gasta-se no processo produtivo mais com capital fixo e circulante do que com força de trabalho, familiar ou contratada.

Índice de Assalariamento (IA): é a proporção da força de trabalho familiar que se assalaria fora da unidade de produção.

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Abril de 2009

19 88. 8 MME M EET TTO OOD DDO OOL LLO OOG GGI IIA AA

19

88. 8 MME M EET TTO OOD DDO OOL LLO OOG GGI IIA AA --
88. 8
MME
M
EET
TTO
OOD
DDO
OOL
LLO
OOG
GGI IIA AA -- ÍÍN
- Í
NND
DDI IIC CCE EE DDE
D
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DDE D EES SSE EEN NNV VVO OOL LLV VVI IIM MME EEN NNT TTO
DDE
D
EES
SSE
EEN
NNV
VVO
OOL
LLV
VVI IIM MME EEN NNT TTO OO FFA
F
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MMI IIL LLI IIA AAR RR RRU
R
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RRA
AAL
LL –– IID
– I
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FF- --R RR
IDF-R = (IV+IE+IC+IT+IR+ID+IH+IA)/8 Sendo, IV – Índice de ausência de vulnerabilidade: fecundidade, idosos,
IDF-R = (IV+IE+IC+IT+IR+ID+IH+IA)/8
Sendo,
IV – Índice de ausência de vulnerabilidade:
fecundidade, idosos, dependência econômica,
presença dos pais;
IE – Índice de acesso ao ensino: analfabetismo e
escolaridade;
IC – Índice de acesso ao conhecimento profissional e
tradicional: qualificação profissional e habilidade
especial;
IT – Índice de acesso ao trabalho: disponibilidade de
trabalho;
IR – Índice de disponibilidade de recursos: pobreza e
capacidade de geração de renda;
ID – Índice de desenvolvimento infantil: trabalho
precoce, acesso e progresso escolar, mortalidade
infantil;
IH – Índice de condições habitacionais: domicílio,
acesso a água, esgoto, energia e bens duráveis;
IA – Índice de Condições Ambientais: recursos
hídricos, qualidade da água e destino de lixo e
esgoto;
Classificação utilizada para
avaliação do IDF-R
Ruim – 0 < IDF-R ≤ 0,25
Regular – 0,25 < IDF-R ≤ 0,50
Bom – 0,50 < IDF-R ≤ 0,75
Ótimo – 0,75 < IDF-R ≤ 1

ao

desenvolvimento humano, trabalha-se com um indicador sintético, denominado Índice de Desenvolvimento da Família

(IDF), originalmente desenvolvido pelo IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicada), mais adequado às diversas situações sociais, buscando superar algumas das principais limitações do IDH, especialmente, no tocante à quantidade de indicadores considerados na construção do índice, além do levantamento de informações em nível familiar. Como o próprio título do índice propõe, a unidade de análise é a Unidade de Produção Familiar Rural (UPF), cuja composição é realizada pela agregação das informações dos integrantes da família que moram na UPF. O IDF-R varia entre 0 e 1, o que significa que quanto mais próximo de 1, melhores serão as condições de vida de família.

O IDF original considera seis dimensões básicas das condições de vida, compreendendo um total de 48 indicadores, sendo adotado um sistema de pesos neutros na composição dos indicadores. Na construção do IDF-R, uma das dimensões originais (acesso ao conhecimento) foi transformada em duas (acesso ao ensino escolar e acesso ao conhecimento profissional e tradicional). Ademais, foi acrescentada uma nova dimensão relacionada às condições ambientais, perfazendo um total de sete dimensões consideradas. Além disso, alguns indicadores foram ajustados ao contexto rural. A neutralidade dos pesos é mantida, ou seja, a síntese dos indicadores de cada dimensão, bem como o IDF-R resultado da síntese das dimensões , será constituída pela média aritmética simples dos referidos indicadores.

No

tocante

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Abril de 2009

20 9 9 . 9 MME M EET TTO OOD DDO OOL LLO OOG GGI

20

99. 9

MME M EET TTO OOD DDO OOL LLO OOG GGI IIA AA –– AAV –
MME
M
EET
TTO
OOD
DDO
OOL
LLO
OOG
GGI IIA AA –– AAV
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ÉÉG
GGI IIC CCA AA
IIA AA –– AAV – A VVA AAL LLI IIA AAÇ ÇÇÃ ÃÃO OO EES E
ATIVOS E CAPACITAÇÕES PESQUISADOS 1. Disponibilidade de capital (Próprio) 2. Disponibilidade de capital (Crédito)
ATIVOS E CAPACITAÇÕES PESQUISADOS
1. Disponibilidade de capital (Próprio)
2. Disponibilidade de capital (Crédito)
3. Liderança em Espaço
físico/equipamentos/facilidade de produção
4. Assistência técnica
5. Infra-estrutura (ramais, rio etc.)
6. Acesso a canais de distribuição de baixo custo
7. Acesso a trabalho de baixo custo
8. Flexibilidade para adaptar a novas tendências
do mercado e da indústria
9. Pessoas treinadas/capacitadas para a produção
dos produtos
10. Pessoas treinadas/capacitadas para a
comercialização dos produtos
11. Reputação pela qualidade
12. Diversificação de produtos
13. Característica do produto/diferenciação
14. Conhecimento do negócio
15. Pioneirismo
16. Localização
17. Acesso aos insumos
18. Participação em associações ou cooperativas

A sustentabilidade dos resultados econômicos da produção familiar rural, além das alternativas produtivas a serem introduzidas nesse ambiente, depende de uma correta avaliação das estratégias competitivas utilizadas pelos produtores, pois a manutenção e/ou implementação das alternativas produtivas dependem do fortalecimento dos recursos humanos, físicos, financeiros, além dos ativos intangíveis como, por exemplo, a reputação, e das capacitações ou habilidades/serviços oriundos da combinação de tais ativos. A presente pesquisa busca realizar uma avaliação estratégica dos ativos e capacitações disponíveis aos produtores rurais familiares estudados, como forma de identificar os possíveis gargalos

que possam impactar na sustentabilidade das estratégias competitivas promovidas nesse ambiente de estudo, no sentido de orientar os gestores dos empreendimentos acerca dos itens que precisam de uma maior atenção. Assim, conforme literatura pertinente utiliza-se indicadores que categorizam os ativos e habilidades das famílias, que possam ser identificados como fonte de vantagens competitivas sustentáveis, além de avaliar o desempenho de tais ativos e habilidades, bem como das estratégias competitivas, agrupando-os em três grupos estratégicos: inovação, qualidade e liderança de custos. No primeiro grupo se encontram itens, tais como, habilidade em marketing, desenvolvimento de novos produtos/processos, novas formas de comercialização etc. Os itens classificados em relação à qualidade são: habilidade gerencial, pessoas treinadas para o processo produtivo e em oferecer serviços de alta qualidade aos consumidores etc. Com relação à liderança de custos, os itens constantes são: disponibilidade de capital, liderança em plantas e equipamentos, acesso a matéria-prima de baixo custo, acesso a trabalho de baixo custo etc.

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Abril de 2009

21 1 1 0 1 RRI IIO OO BBR R B RRA AAN NNC CCO

21

110 1

RRI IIO OO BBR R B RRA AAN NNC CCO OO– –– SSO S OOB
RRI IIO OO BBR
R
B
RRA
AAN
NNC
CCO
OO– –– SSO
S
OOB
BBR
RRE
EE AA RRE
A R
EEG
GGI IIÃ ÃÃO OO
1 0 1 RRI IIO OO BBR R B RRA AAN NNC CCO OO– –– SSO

Figura 1 Mapa de Rio Branco

R EEG GGI IIÃ ÃÃO OO Figura 1 – Mapa de Rio Branco Tabela 1 -

Tabela 1 - Indicadores Demográficos, 2000 - 2004, Acre-Brasil

Indicadores Demográficos Masculino Feminino Total Esperança de vida aos 60 anos Masculino Feminino Total Razão da Dependência Jovens Idosos Total

2000

2001

2002

2003

2004

66,8

67,2

67,4

67,7

68

71,8

72,2

72,5

72,8

73,2

69,3

69,6

69,9

70,2

70,5

20,2

20,3

20,4

20,4

20,4

20,9

21

21,1

21,2

21,3

20,5

20,6

20,7

20,8

20,9

69,7

62

67,1

66

63,6

9,8

9,7

9,8

9,8

9,8

79,5

71,8

76,8

75,8

73,5

Fonte: SEPLANDS (2006)

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Abril de 2009

22 111 1 VVA V AAL LLE EE DDO D OO AAC A CCR RRE

22

111 1 VVA V AAL LLE EE DDO D OO AAC A CCR RRE EE
111 1
VVA
V
AAL
LLE
EE DDO
D
OO AAC
A
CCR
RRE
EE -- PPR
- P
RRO
OOD
DDU
UUT
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I
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EER
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NNO
OO BBR
B
RRU
UUT
TTO
OO
A CCR RRE EE -- PPR - P RRO OOD DDU UUT TTO OO IIN I

Tabela 2 Área, População residente, sexo e situação do domicílio, Acre e Mesorregiões, 2000

   

Área (Km 2 )*

População residente, sexo e situação do domicílio

População de 10 anos ou mais de idade

Municípios

 

(%)

 

Total

% do

Estado

Total

Homens

Mulheres

Urbana

Rural

Total

alfabe

tização

Acre

100

557.526

280.983

276.543

370.267

187.259

409.152

76,9

 

152.581

Mesorregião

do

Vale

do

199.598

Acre Manoel Urbano Santa Rosa do Purus

 

77.616

50,7

399.904

200.306

294.395

105.509

299.072

71,85

9.387

6,20

6.374

3.375

2.999

3.281

3.093

4.304

54,6

5.981

3,90

2.246

1.163

1.083

518

1.728

1.368

42,5

Sena Madureira Acrelândia Bujari Capixaba Plácido de Castro Porto Acre Senador Guiomard Rio Branco Assis Brasil Brasiléia Epitaciolândia Xapuri

25.278

16,50

29.420

15.283

14.137

16.155

13.265

20.802

67,3

1.575

1,00

7.935

4.256

3.679

3.506

4.429

5.645

75,7

3.468

2,30

5.826

3.171

2.655

1.628

4.198

4.204

63,7

1.713

1,10

5.206

2.841

2.365

1.521

3.685

3.643

64,3

2.047

1,30

15.172

7.984

7.188

6.979

8.193

11.122

77,3

2.985

2,00

11.418

6.191

5.227

1.293

10.125

8.257

70,9

1.837

1,20

19.761

10.267

9.494

8.640

11.121

14.643

76,4

2.876

1,90

3.490

1.820

1.670

2.151

1.339

2.519

71,8

9.223

6,00

253.059

123.248

129.811

226.298

26.761

193.088

87,1

4.336

2,80

17.013

8.882

8.131

9.026

7.987

12.630

77,9

1.659

1,10

11.028

5.617

5.411

7.404

3.624

8.141

77,6

5.251

3,40

11.956

6.208

5.748

5.995

5.961

8.706

71,9

Mesorregião

do

Vale

do

76.945

Juruá Cruzeiro do Sul Mâncio Lima Mal. Thaumaturgo Porto Walter Rodrigues Alves Feijó Jordão Tarauacá

 

74.965

49,3

157.622

80.677

75.872

81.750

110.080

52,50

7.925

5,2

67.441

33.919

33.522

38.971

28.470

48.675

73,7

4.672

3,1

11.095

5.753

5.342

5.794

5.301

7.863

70,2

7.744

5,1

8.295

4.376

3.919

985

7.310

5.245

52,9

6.136

4

5.485

2.891

2.594

1.441

4.044

3.552

51,9

3.305

2,2

8.093

4.255

3.838

2.632

5.461

5.413

52,1

24.202

15,9

26.722

13.703

13.019

11.240

15.482

18.748

49,8

5.429

3,6

4.454

2.348

2.106

863

3.591

2.727

42,2

15.553

10,2

26.037

13.432

12.605

13.946

12.091

17.857

61,6

Fonte: Censo Demográfico de 2000 (IBGE, 2007) * IBGE, Resolução nº 05 , de 10 de out. de 2002.

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Abril de 2009

23 Tabela 3 - Produto Interno Bruto, Vale do Acre, 2005, Acre-Brasil, Valores em R$

23

Tabela 3 - Produto Interno Bruto, Vale do Acre, 2005, Acre-Brasil, Valores em R$ 1.000,00, exclusive PIB_Per Capita

Unidade

Agropecuária

Indústria

Serviços

Impostos

PIB Total

População

PIB _ Per Capita

Acre Vale do Acre Manoel Urbano Santa Rosa do Purus Sena Madureira Acrelândia Bujari Capixaba Plácido de Castro Porto Acre Senador Guiomard Rio Branco Assis Brasil Brasiléia Epitaciolândia Xapuri Vale do Juruá Cruzeiro do Sul Mâncio Lima Mal. Thaumaturgo Porto Walter Rodrigues Alves Feijó Jordão Tarauacá

822.201,72

473.244,72

2.811.121,88

375.179,18

4.481.747,50

669.736,00

6.691,81

610.405,79

414.742,52

2.230.273,70

336.751,79

3.592.173,80

476.232,00

7.542,91

7.451,63

1.607,58

21.387,89

820,67

31.267,78

7.636,00

4.094,78

3.667,57

732,75

10.588,39

332,36

15.321,07

3.395,00

4.512,83

103.831,44

11.494,00

109.795,71

9.260,20

234.381,35

32.989,00

7.104,83

56.291,90

11.083,95

39.296,49

7.677,20

114.349,53

11.451,00

9.985,99

49.723,95

1.761,23

25.699,01

1.466,95

78.651,14

8.423,00

9.337,66

42.649,10

6.667,78

24.546,38

4.525,88

78.389,15

7.067,00

11.092,28

70.520,13

5.811,16

58.688,29

4.794,70

139.814,28

16.691,00

8.376,63

39.644,57

1.888,04

30.032,27

1.146,48

72.711,36

12.085,00

6.016,66

40.092,73

20.304,22

67.003,57

10.217,17

137.617,69

20.505,00

6.711,42

90.284,32

336.239,95

1.664.739,06

280.043,41

2.371.306,74

305.731,00

7.756,19

9.203,98

1.853,27

17.666,82

1.573,54

30.297,60

5.063,00

5.984,12

40.714,37

6.665,42

63.997,67

6.147,82

117.525,28

17.721,00

6.631,98

26.463,66

4.732,36

51.460,04

5.507,56

88.163,62

13.782,00

6.397,01

29.866,45

3.900,81

45.372,12

3.237,86

82.377,23

13.693,00

6.016,01

211.795,93

58.502,21

580.848,18

38.427,38

889.573,70

193.504,00

4.597,19

56.499,45

32.784,39

277.804,59

24.854,16

391.942,59

84.335,00

4.647,45

11.724,60

2.563,77

34.219,68

1.196,68

49.704,73

12.747,00

3.899,33

11.461,48

1.359,00

24.277,10

547,24

37.644,82

8.455,00

4.452,37

9.474,38

965,11

15.079,22

406,49

25.925,20

4.962,00

5.224,75

21.946,10

1.913,11

26.706,55

901,86

51.467,62

9.796,00