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as coisas . De fato, se ambos são necessários, o lazer é mais desejável que os negócios , e é o objetivo destes ; temos portanto de perguntar: como de- vemos fruir nosso lazer? Certamente não será jogando, pois se assim fosse os jogos seriam o objetivo de nossa vida ; como isto é impossível e as diversões são mais úteis no tempo em que nos dedicamos aos negócios (quando se está fatigado tem - se necessidade de relaxar , e o relaxamento é o objetivo dos jogos, ao passo que os negócios são acompanhados de fadiga e concentração), ao introduzir as diversões na cidade devemos discernlr os momentos favoráveis para as usarmos, pois as empregamos como se fossem remédios; a sensação que elas criam na alma é relaxante para a mesma, e é relaxante por ser agradável. Mas o lazer parece conter em si mesmo o prazer , a felicidade e a bem- aventurança de viver, e isto não está ao alcance dos homens ocupados, e sim dos que usufruem o lazer; o homem de negócios se ocupa na busca de algum objetivo ainda não alcançado, mas a felicidade é um objetivo alcançado, que todos os homens consideram acompanhado não pelo sofrimento, e sim pelo prazer; nem todos os homens, porém , definem este prazer da mesma forma; cada um o concebe segundo sua própria natureza e seu próprio caráter, e o . prazer que o melhor dos homens considera ligado à felicidade é o melhor prazer

e provém das mais nobres fontes . ~ claro, portanto, que há ramos do conheci-

mento e da educação que devemos cultivar apenas com vistas ao lazer dedicado

à atividade intelectual , e tais ramos devem ser apreciados por si mesmos,

enquanto as formas de conhecimento relacionadas com os negócios são culti- vadas como necessárias e como meios para atingir outros fins . Por esta razão

os antigos incluíram a música na educação , não por ser necessária (nada há de

necessário

negócios e à economia doméstica e à aquisição de conhecimentos e às várias atividades da vida em uma cidade, ou como o desenho também parece útil no sentido de tornar-nos melhores juízes das obras dos artistas, nem como nos dedicamos à ginástica, por causa da saúde e da força (não vemos qualquer destas duas resultarem da música); resta, portanto, que ela seja útil como uma diversão no tempo de lazer; parece que sua introdução na educação se deve

a esta circunstância, pois ela é classificada entre as diversões consideradas

próprias para os homens livres .

nela), nem útil no sentido em que escrever e ler são úteis aos

.

(Ar i stóteles, Política. Trad. de Mário da Gama Kury . Brasília , Ed. Universidade de Brasília, f985 , p. 269 - 270.)

62

Antiguidade romc: na :

a humanltas

. sua vez o rude vencedor e

A Grécia vencida conqulsto~ ~or levou a civilização ao bárbaro t.acto. (Hor

ácio)

As armas , : ,ao tmha~ c

onse uido submetê-Ios a não ser . par - 9 domou. (Plutarco)

cialmente ; foi a educaçao que os

Primeira parte

Contexto histórico

1 . Introdução

h

ao segundo milênio a.C., quando a da por tribos de provável

di

1-

que se subdividem em

t

dif 1 eren es,

Os primeiros tempos remontam

,

Ia se ac a povoa

't 'l'cos

P ar te centro-sul da peUin~u .

or igem indo-europ ia, o

d

v er sos povos e mgua ,

d

é

'

s s costumes ztalwtas ou e Uive l , a I l de desenvolvimento

'outros

,

à agricultura.

e dicando-se alguns a~ pastorelO " e de comunidade primitiva, não ha~

O povo latino Vive ~m reglm ,

d

da terra, Os membros do clã

v en do , de início, a propnedade pn~;a~ a autoridade máxima do paier-

re ndem culto aos antepassados e r as do

fam ílias

aLc~l, regl'-ao onde mais tarde, prova- '

d

acio,

'

t

aconteclmen o

.

Ocupam as C co m 'f

nda a a Cl id a de de Roma

,

e

u

os gre~os come M

v

e

e lmente em 753

nvolto em lendas. No século VII a.C.,

çam a colonização do sul da

Grécia. Bem ao norte,

d

a

heclda como , mais agna adiantado e conhecedor

p e nínsula que passa a ser con

na Etrúria (atual Toscana), ~ P~v~:I os etruscos iniciam sua expansão

escrita. Por ' volta do mesmo se~~ o d Lácio onde o regime gentílico se

c onquistando, inclusive, a reglao _o

,

a chava em processo de .des~gregaç:~'a em três períodos:

Vamos dividir a hlstóna rem f

d

-

de Roma à queda do último

• Realeza (de 753 a 509 a.C.): da un açao

rei etrusco.

63 .

República (de 509 a 27 a.C.): a República é marcada , de início, pela luta entre patr í cio s e pl e b e us e, depois, pelo e x pansionismo militar. • Imp é rio (de 27 a . C. a 476 d.C.): da ins t aura çã o do Império à sua queda com a in v a sã o do s b ár baros.

2. Realeza

No pe r íodo da Re a leza , a economia pa s sa do pastoreio à cultura de c ere ais. Roma , com o desenvolvimento do com érc io , começa a se transformar em urbs ( c idade) . A posse comum da te rr a é substituída pela propriedade privada.

Surge , então, a divisão de classes:

de um lado a aristocracia de

nascimento , representada pelos patrícios , e de outro a maioria da popu- lação , constituída de pl e b e u s, geralmente homens livres (camponeses, artesãos, comerciantes) , mas sem direitos políticos. H á também uma

camada intermediária, os c lientes , plebeus ou estrangeiros que se colocam na dependência de uma família patrícia para obter proteção jurídica em troca da prestação de serviços. Nessa época também há escravo s, embora

a inda em número reduzido.

3. República

Com a queda do úl t imo re i etrusco , in i c i a-se a República que re- presenta os in te r e sses dos p a tríc i o s, úni c os a ter e m acesso aos cargos

pol

O

Repúbli ca.

í ticos . O pode r ex ecu t i v o é rep r esentado por dois cônsules eleitos.

S e nado, compo s to po r memb r os v i talícios , é o principal órgão da

No e ntanto , algumas camadas da plebe enriquecem _ sobretudo

aqu e las que s e d e dic a m ao com é rcio - ,

e s ã o intensas as lutas para a

obtenç ã o de iguais direitos políticos e ci v is. Os plebeus alcançam diversas conquistas nos s é culos V e IV a. C. , como a cria ç ão do Tribunato da Pleb e , a publica ç ão da Lei das Doze Tábuas , a permissão do casamento misto etc .

O que de fato est á ocor r endo é o surgimento de uma nova aristo- cracia (não mais pelo nascimento, mas pela riqueza) que passa a ocupar os altos cargos públicos. Os plebeus pobres continuam à margem do processo político e têm su a situa ç ão econômica piorada com o aumento da importação de esc r avos estr angeiros em razão das guerras de con- quistas. Com isso , muitos pequenos ag r icultores perdem suas terras, e

os art e sãos v ê em o traba l ho m a nu a l se r desv alorizado ao s e tornar tra-

b a lho d e e sc ravo s.

6 4

As conquistas começam

j á no século Il l a.C.

n~ se~~e~ dosa·ro~:nos . Começa , então , a

I

V

C

,

o da d a península - se encontr~ e G uerras p ,

t

gra n e e x pansao ,

E

q

N o st rum (Nosso M ar).

com as tres d

1 ti

Pu'n icas contra os cartagineses .

, mente as mais diver sas regioes ate

m seg ui?a lsãO I a occupa o = ~ t~e~i~~:râneo ~orna-se conhecido como Mare

u e, n o secu o

,

o

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o

li:

o W

11.

~

o

65

Evidentemente

são g r ande s as transfo r mações

oco rridas. Intens ifi -

cam - se as relações comerciais

e surgem grandes fortunas .

Aumenta con-

. sideravelmente

pi r ataria e por dívidas. Muitos del e s pertencem ao Estado e se ocupam

com a construção de monumentais obras públicas . Outros são propriedade

de particulares e trabalham

até função de preceptores , quando instruídos. Às vezes tornam-se libe r to s ,

geralmente por r ecompensa

o número

de escravos , conseguidos

nas guerras ,

pela

no campo ou na cidade , ' onde desempenham

a serviços prestados.

A situa ç ão

em qu e s e

encontram

diversas re v oltas de escravos , taco (73 a . C.).

é tão b r utal e desumana

que, nos séculos II e I a.C . , oco rrem

das quais a mai s famosa f oi a de Esp á r-

A expansão romana altera profundamente

sobret u do

fluência est r angeira ,

do helenismo

as t radições

devido à in-

e m

(a Grécia fora anexada

146 a.C.). A influência oriental também é marcante ,

fazendo-se sentir no

A pe r s e gu iç ão aos crist ã os

se inici a com N ero (a n o 64) e se r ep e t e

riodic amen t e

a t é que, em 313 , Constantino

ulto. N o fin a l do s é culo I V o c ristianismo

per m ite a liberdad e se torna reHgião _

de

A

própria dou t r i n a se modific a nesse t~mpo: ~onsegu!n.do a adesao ~a e lite,

1\ s um e c a da ve z mais a est r utura

r e prese ntantes

Império se d e sc e n t raliza

pólo a glutinador.

d i fi-

c uldades e m man ter a máq u ina burocráti ca ;

qu e se t o r na ca da ve z m a i s p e r s onal i st a ;

dos c o f r e s públicos

hierarquizada

t í pica do Império ,

co~

em todas as suas partes .

e se fr agmenta ,

Numa. época em qu~ o pr ó p r io a Igreja passa a surgir como um

A

,

do Imp é rio :

co r rupç ã o; lutas pelo pode r , alto s impos t os ; esvaziamento

pelo lu x o.

dá-se , no sécu l o 111 , a cris e

A p a r t i r

do s éc ulo 11 d.C . inicia-se a decad ê ncia

e dis s ipa çã o

dos c o st ume s , afrou x ados

C om o ces s ar das gue r ra s

de e x pans ã o

luxo dos costumes e nos governos cada vez mais personaHstas , do despotismo oriental.

à imagem

do escravismo , que faz surgir , lentamente,

c

Nas fronteiras, os bárba r os vão se infiltrando

No i n í cio do século V uma onda

origen s , inv a d e o I mpério , f ragmentando-o.

o sistema de colonato.

O de -

l í nio do artesanato

e do comércio

leva a uma ruralização

de guerreiros bárbaros ,

da econom i a.

como colonos ou sol.dados.

de diversas

E m 395 é dividido em Impé-

4. Império

 

r

io O ciden t al

(c om s ede e m Roma)

e Imp éri o

Orienta l

( c om sed~ em

Consta n t inopla ) .

Em 476 a Itália

cai em poder

de Odo a cro ,

rei dos

de C é sar em busca

do poder

absoluto

demonstram

hérulos .

 

As manobras

a fragilidade da República.

Em 27 a.C. Otávio r ecebe o título de Augusto

(filho dos deuses) e implanta

o Império .

.

O "Século

de Augusto"

é conhecido

pelo grande desenvolvimento

cu1turaL~rbano .

São construídos templos, aquedutos, termas, estradas

e edifícios públicos. As artes são incentivadas

Horácio, Ovídio e Tito Lívio refletem nítida influência helenístíca.

e, nessa época, Virgílio,

Segunda parte

N ovos portos e estradas abrem novos mercados

e fazem e x pandi r

comércio . Grand e s latifúndios

escravismo continua na base do processo econômico.

se especializam

em alguns p r odutos,

o

e o

A educação romana

O Império. a t inge sua e x tensão

má x ima no início do século I I d.C .

e necessita uma i n crível máquina burocrática para manter a adminis-

do governo, sobretudo para

Dada a comple-

tração. Daí a import â ncia

o controle da arrecadação

xidade das questõ e s Romano.

dos funcionários '

dos impostos das províncias.

de justiça, desenvolve-se

a instituição

do Direito

O surgimento do cristianismo foi um fato importante.

C r isto nasceu

na época de Augusto ,

obra dos evangelístas qu e convertiam os pagãos . A doutrina cristã é

considerada subversiva

e suas idéias foram levadas além da Palestina

po r

por não ace i tar os deu s es pagãos , não r ender cult o

ao divino imperador

e por t e r, e n tr e seus adeptos , os pob r es e os escravos .

66

1. In trodução

De maneira geral, podemos distinguir

tr ê s fases na educação

. ro-

m ana: de início , trata-se da educa ç ão

cal; depois, a admiração

latina original , de naturez~. patríar-

com crítícas

dos

pelo helenismo é entremeada

de

f ensores da tradi ç ão ;

por fim, dá-se a fusão da cultura

romana

com a

helenística (qu e já supõe elementos orientais),

notando-se nítida

supre-

m acia dos valores gregos.

A fusão dessas cultu ras

s ve zes até

o l a t im e o

à

o tr i lingüismo ), grego .

t

ra z um eleme n to

novo , a bilingüismo

(e

p e lo qual , desde c edo , as crianças

aprendem

67

Vale ressaltar ainda alguns aspectos remanescentes da antiga edu- cação , qual seja o papel da família, representado pela onipotência paterna

(que não é destituída

exemplos as célebres "mães romanas " .

de afeto ) , e a ação efetiva da mulher, de que são

2. A educação herõíco-patrícía

. A educação dos patrícios (proprietários rurais e guerreiros) é de cunho aristocrático, visando perpetuar os valores da nobreza de sangue

e cultuar os ancestrais da família. B bom lembrar que não se trata da família nuclear moderna , mas da ~xtensa família composta também pelos filhos casados, pelos escravos

e chentes, dos quais o paterfamilias é proprietário, juiz e chefe religioso. Até os 7 anos as crianças permanecem sob os cuidados da mãe ou de outra matrona ("mulher respeitável") da família. Depois dessa idade, as meninas continuam no lar aprendendo os serviços domésticos, enquanto o filho é assumido pelo pai, que se encarrega pessoalmente da sua educação.

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Os gregos assimilaram a invenção ienicle do alfabeto e provavelmente a transmitiram aos latinos durante a colonização do sul da Itália da Slcllia .

e

Sendo essa uma sociedade agrícola, o menino aprende a cuidar da terra, trabalho que, de início, colocava lado a lado o senhor e o escra- vo. Aprende também a ler, escrever e contar, torna-se destro no manejo das armas, na natação, na luta e na equitação. Tais exercícios físicos visam antes a preparação do guerreiro do que propriamente o esporte desinteressado. O filho acompanha o pai às festas e acontecimentos mais importantes , ouve o relato das histórias dos heróis e dos antepassados, aprende de cor a Lei das Doze Tábuas. Isso desenvolve a consciência histórica e o patriotismo.

68

Quando cresce um pouco mais (15 anos), acompanhao pai ao foro, praça central onde são tratados os assuntos públicos e privados, e em

torno da qual se erguem os principa i s monumentos da cidade , inclusive

o tribu nal. Aí o jovem aprende o civismo . Caso o pai não pudesse desempenhar pessoalmente essas tarefas -

qu e às vezes ocorria devido às guerras -, elas eram assumidas por um p a r ente ou mesmo por um escravo i nstruído.

A os 16 anos o jovem é encaminhado para a função militar ou

polít ica. O que ressalta nessa educação é a aprendizagem pela vida e

(não só do pai, mas dos ante- moral e menos intelectual.

para a vida , a impor t ância da imitação passa dos) e o caráter predominantemente

3. A educação cosmopolita

Já na época da República, o desenvolvimento do comércio, o enri- queci mento de uma certa camada de plebeus e o início da expansão romana tornam mais complexa a nova sociedade que está sendo cons-

tit u í da. Daí, a necessidade de um outro tipo de educação. A partir do século IV a.C. , aparecem escolas elementares particula-

res , q ue se generalizam no século seguinte. São as escolas do lu di magister

t ludu s, ludi, "jogo , divertimento"; magister , "mestre " ), onde dos 7 aos l2 a nos aprende - se demoradamente a ler, esc r ever e contar. Os mestres são pessoas simples e mal pagas , ajeitando-se em qualquer espaço (uma ten da , a entrada de um templo ou de um edifício público) . As crianças usam tabuinhas enceradas nas quais escrevem com estiletes. Tudo se apren- de de cor , e o mestre, muitas vezes, recorre ao cas t igo.

séculos 1 1 1 e 11 a . C ., as incursões mil i tares e o co-

mér cio colocam os romanos em contato com os povos helênicos, provo-

ca ndo a exigência da aprendizagem do grego . Inicia-se a educação bilín-

güe, que resulta no aparecimento de inúmeros professores gregos. Surgem então as escolas dos gramâticos, onde dos 12 aos 16 anos

os jovens entram em contato com c lássicos gregos. Ampliam, assim, seus

c onhecimentos literários e têm acesso às "disciplinas reais" como geo-

gr afia , aritmética, geometria e astronomia. Iniciam-se na arte de bem

e scr ever e bem falar. Seguindo a tradição helenística, consideram que o homem livre deve ter uma educação encíclica, isto é, enciclopédica.

Por volta dos

Tais novidades assustam os mais conservadores , e Catão, o Antigo,

cr itica aquilo que considera influência deformadora da tradição romana. Com o tempo, o aperfeiçoamento da retórica exige o aprofundamen-

t o do conteúdo e da forma do discurso. Surge, então, a necessidade de

u m nível terciário de educação, representado pela escola do retor (pro-

69

fessor de retórica).

considerados e bem pagos. Essas escolas de senvolvem-se

Cícero) e crescem durante o Império. São freqüentadas

Dos três tipos de professores ,

no decorrer

são os retores os mais '

do século I a.C. (época de

pelos jovens da

Mas foi o imperador

[uliano (ano 362) que praticamente

oficializou

o e nsino ao exigir que toda nomeação de professor fosse confirmada

stado. E bem verdade

que esse imperador,

tata, opunha-se à expansão do cristianismo

pelo

também chamado o Após- e pretendia,

com essas me-

elite que se destacarão na vida pública e devem ser preparados

para as

didas, impedir a contratação de professores cristãos.

 

assembléias

e as tribunas .

Estudam

política ,

direito e filosofia,

sem es-

Outro aspecto a ser destacado

na época do Império

é o desenvolvi-

quecer as disciplinas

reais, próprias de um saber enciclopédico.

Acres-

m

e nto da educação

terciária,

com os cursos de filosofia e retórica

a que

centa-se a isso uma viagem de estudos à própria

Grécia.

j

á nos

referimos,

e a criação

de cátedras

de medicina,

matemática ,

me-

A educação física também merece a atenção dos romanos, mas com

as artes ' mar- e anfiteatros.

características

menos voltadas

para o esporte

e mais para

ciais. Em vez de freqüentarem

Trata-se, afinal, de formar soldados.

ginásios, lutam nos circos

Como se vê, predomina a educação aristocrática,

não só porque

privilégio

da elite, mas também

por estar voltada

para as atividades

consideradas

mais nobres e que excluem

o trabalho

manual.

4. A educação no Império

A educação

romana

durante o Império

não é muito

diferente

da-

quela a que já nos referimos,

a não ser quanto

à sua complexidade

e

organização.

Um fato notável é a crescente intervenção do Estado nos assuntos

educacionais. Isso se explica

pelo fato de a administração

do Império

requerer uma bem montada máquina burocrática,

cujos funcionários de-

'

vem ter, pelo menos,

instrução

elementar.

A continuidade

dos estudos

é exigida no caso de se aspirar

a posições

mais altas como cargos pró-

prios da justiça e da administração

De início o Estado atividades da educação,

tempo, passa a oferecer subvenção,

lação e, por fim, toma para si a responsabilidade da educação.

superior.

é mero inspetor,

mais ou menos

distante

das

sempre restrita à iniciativa particular.

depois controla

Com o

por meio da legis-

Assim, no século I a.C. é estimulada

a criação de escolas municipais

em todo o Império.

de cidadania

O próprio César concedera,

de artes liberais.

nessa época , o direito

de

aos mestres

No século I d.C. Vespasiano

libera de impostos os professores

c

ânica e, sobretudo,

Durante a República, companhar com freqüência

escolas de direito.

a formação

os trabalhos

a nova ciência

do jurista era informal,

dos tribunais .

bastando

Já no Império

ex ige- se a formação sistemática

x idade que adquirira

de estudo eram Roma e Constantinopla. Inúmeras bibliotecas são criadas, e muitos manuscritos são apropria-

dos pelos romanos nas regiões conquistadas.

tudos helênicos continuam florescendo, como o Museu de Alexandria,

Círculo de Pérgamo e a Universidade de Atenas. Em

a

por quatro ou cinco anos, tal a comple-

do direito,

cujos grandes centros

Os grandes

centros

de es-

o

Roma, no século

11 d.C., Adriano funda o Ateneu, no Capitólio, que se torna

centro

de

discussão e cultura. Também as distantes províncias

e África recebem o estímulo imperial e criam importantes

estudam homens da categoria de Sêneca, Ouintiliano e, posteriormente,

Marciano Capella e Santo Agostinho.

da Espanha, Gália

escolas, onde

Terceira parte

A pedagogia romana

1. Características gerais

Para compreender melhor a pedagogia romana, convém estabelecer

algumas comparações

c

desvalorizado,

com a pedagogia

grega. Ambas,

Roma e Grécia,

manual

onstituem, na Antiguidade,

sociedades escravistas.

O trabalho

enquanto a atividade intelectual

é restrita à aristocracia,

é

ensino médio e superior e institui o pagamento

de alguns cursos

de re-

a

única a desfrutar

do "ócio digno".

Isso ocorre

até na Atenas

demo-

tórica, de que se beneficiou

o famoso mestre

Ouintiliano. Pouco tempo

crática, pois vimos que tal democracia

se destina

a uma parcela mínima

depois, Trajano manda alimentar os estudantes pobres. Mais tarde, outros

imperadores legislam quanto à pontualidade

fessores, pelos particulares , e quanto ao montante a ser-lhes pago.

do pagamento

feito aos pro-

70

de cidadãos livres. Resulta daí que o modelo de homem a ser - objeto

a educação é justamente

das reflexões sobre

corre-

o do homem racional,

capaz de pensar

71

tamente e se expressar de forma convincente. l ! evidente que tal modelo

é o mais adequado à elite dirigente.

Agora vamos a pontar algumas di fe r en ças. Na Grécia , a pedagogia (de Platão, por e xe mplo) é fundad a e m uma visão filosófi ca s istematizada

e também supõe que o próprio al un o , nos estág i os superiores , se dedique

à filosofia no seu sentido mais amplo , incluindo sobretudo a me t afísi c a. Por outro lado , em Roma, a reflexão filosófica não recebe atenção de forma tão sistemática. Quintiliano e outros até encaram a filosofia com c e rta descrença e , quando recor r em a ela , têm p r eferência pelos assuntos éticos e morais , influenciados que são pelos pensadores estóicos

e epicuristas do período helenístico. Isto se deve ao fato de os romanos

terem uma postura mais pragmática , voltada para a prática cotidiana , para a ação política efetiva e não para a mera contemplação e teo r izaç ã o do mundo. Percebe-se o prevalecimento da retórica sobre a filosofia. A trama do discu r so é sempre mais literária que filosófica e daí decorrem os riscos do formalismo oco típico do pe rí odo de decadência. De fato, com o tempo, há em Roma um declínio da formaç ã o científica e artística, prevalecendo uma cultura de letrados, preocupados com as minúcias das regras gramaticais e questões filológicas e com os a r ti fíc ios qu e permi t em ao cidadão o brilho nas con v ersa ç ões. Outra diferença entre Grécia e Roma é qu e a primeira , enquanto autônoma, nunca constituiu uma nação, mas se dividia em inúm e ras póleis . Já a segunda desenvolve a concepção d e Im pério e se estend e por vários povos diferentes. Mas Roma não discr i mina o vencido e lhe con- fere o direito de cidadania romana em troca do pagamento dos impostos. Em vez de impor o latim , incorpora o idioma grego da civilização hel ê ni- ca, bem como vários padrões dessa cultura que se torna universa l .

A cultura universalizada pode ser expressa na palavra humanit a s ,

o equivalente romano à paidéia grega. Mas distingue-se desta po r ser

uma cultura predominantemente " humanística": busca no homem aqui- lo que ' 0 caracteriza como homem, em todos os tempos e lugares , e não se restringe ao ideal do sábio, mas também ao do homem virtuoso, como ser moral, político e literário .

Com o tempo, o ideal da humanitas degenera , restringindo-se, como

já vimos, ao estudo das letras , mas descuidando-se das ciências.

2. Principais representantes

pre sen tantes aparecem sobretudo por volta dos século~ I a.C. e I d.C . , fig uras de C í cero , Sêneca e Quintiliano. M as , o mais antigo desses

n s ad ores é Catão , o Antigo (234-149 a.C . ) , cujo s dois livros sob r e

d uc a ç ã o desa p a r eceram. Ele defe n de a tradição roma na contra o in í cio da infl u ê ncia hel ê nica , con c lamando ao retorno à s s uas r aízes.

U m século depoi s, Varrão (116-27 a.C.) r epresenta bem a transiç ão

q u e ter m i n a por aceit ar a influência grega. Seu trabalho é sobret udo

prá t i c o , tendo escrito uma enciclopédia didática , que servirá de base a

tr a balh os p o ster io r es , onde discute o ensino da g r amática. Escreveu tam-

bé rn sátiras que , por meio de máx imas edificantes , orientam o jovem

n a v i r tude .

C í cero (106 - 43 a.C.) se destaca entre os grandes pensadores roma-

nos , s e bem que sua filosofia não seja original,

mas ecl é tic à . Em todo

c aso , a mpliou sobremaneira o vocabulário latino a partir de .larga expe -

i ê ncia com o grego e uma vasta erudição. Famoso pela o r atória brilhante

c o n tundente, mais de uma vez interferiu nos rumos da política do

do qual foi cônsul. Tal atividade política culmina com seu

r

Impér io ,

ass a ssi nato.

H omem culto , de saber uni v ersal, Cícero valo r iza a fundamentação

lo s óf i ca do discurso , no que difere de seus conterrân e os . E um dos

mais cl ar os representantes da humanitas romana . Suas id é ias pedagógicas

t r at am d a formação integral do orador, desde a importância da funda-

me n taç ão filosófic a , d a cu ltura g e ral, da forma ç ão jurídica e dos aspectos lit er ários e at é t eatrais que o e xe rc í cio da p e rsua sã o requer. Preocupa-se tam bém com os aspectos psicológicos do educando , a par t ir do caráter

pesso a l de cada um.

f i

. A impo r tân cia d e Cíc er o n ão se re s t rin ge à . Ant iguid.ade , pois tor- no u - se um dos principais modelos dos pedagogos renascentístas. A moda

d o ciceronismo foi tão g r ande que chegou a merecer duras cr í ticas de

R abelais. Sêneca (4 a . C. - 65) · nasceu na Espanha e tornou-se preceptor do

i m p erador Nero , por ordem de quem foi obrigado a abrir ~s p:óp~ias

ve ias. Filósofo de influência estóica, mas aberto a outras influências,

c ompreende a filosofia corno um assunto prático , capaz de orientar o

h omem pata o "bem viver". Pa r a ele a filosofia tem a função docente

de ensinar a vida humana verdadeira, que não se confunde com o gozo dos prazeres, mas com o domínio das paixões, pois a verdadeira felicidade

 

c

onsiste na tranqüilidade da alma.

Assim como a produção filosófica é pequ e na entre os romanos ,

Sêneca apresenta uma visão prática da educação que deve prepa-

também a pedagogia não merece tanta atenção e , quando e x iste, quase

r

ar o homem para o ideal de vida estóico: o domínio dos apetites pessoa i s.

sempre é voltada para questões práticas. Também é tardia, e os prin c ipai s

P

or isso, ele enfatiza menos as qualidades do retórico e mais as da

72

73

f o rm a ção m o ral do edu c ando .

pr oc ura da individualidade

s

Ap o nta

também o valo r da psicologia

a educação

de cada um . Para Sêneca ,

er práti c a,

v o ltada

para a vida e vivificada

pelo e x emplo .

na

deve

Plutarc o

(4 5- c . 125) é de origem grega, tendo ens i na do

m u ito tem po

em R o ma.

S ua f o rmação

filosófica

também é eclética. Rec o nhece

e da beleza ,

n a

e

du c ação a importância

da música

bem c o mo a formaçã o

do caráter.

v

gur a s i mp o rtantes das duas nacionalidades ,

e Fábi o Máximo , D e mósten e s

Dentre su as ob r as d estaca - se

Vidas paralelas , onde reúne

b i o gráfica

de fi-

a l o res

gregos e r oman o s,

fazendo u ma co mparação

como , por exemp l o, Péricles

e Cíc e ro e assim por diante .

U

F

m d o s mais res p eitados

na E sp an h a .

educaçã o , s o bretu d o

pedagogos romano s foi O uintiliano Em R o ma abre u ma esc o la de retórica,

(c.3 5 - qu e

c.95), nas c ido

se t o ma f a m o sa e o nde leci o na por 20 anos.

o i o primeir o

d o imperador Ve s pasiano. um a c erta desconfiança,

retor

a receber pagamento diretamente d o govern o

Ao c o ntrári o

de Cícero ,

vê a filosofia

com

p

re ferind o

da . formaçã o

disc o rrer

sobre os as p e c tos

técnico s

Escreveu v á r ias o bras,

d o orador.

da

c o m destaque para A edu c açã o do orador .

O uintiliano valoriza a p s ic o logia como instrumento

para conhe c er

a

i

c u ra f a zer observações

que os cuidados

desd e a escolha da ama. Ao iniciar a criança nas prime i ras

nd iv id u al i d ade

do al u n o. N ão se prende

a discussõe s

teó ricas mas pro-

técnicas e indicações

práticas. A s sim , consider a

infân c ia,

com a c r iança

devem começar na primeira

letras, s ugere

a

ap ren d iz ag em

simult â n e a d a leitura

e d a e scrita,

critica ndo

a s f o rma s

v

i ge ntes que dificu ltava m a aprendizagem. Recomenda alternar trabalh o

e

recre a ção

para que a a tividade

e scolar seja mais proveitosa.

Considera

i

f

m

p o rt a nte

que a c r iança

aprenda

em gr u po , altame n te

avo rece a emulação

q u e e le c o nsider a

p o is a educação

coletiva

saudável e estimulante.

N o id e al da fo r mação enciclopédica ,

Val o riza

na l iteratura

e o étic o .

Ouintilian o in c lui os e x ercícios

busca a clareza,

fí sic os , desde que sem e x agero . No est udo da gramática ,

a c o rreção , a elegância .

gílio , rec o nhecen do

o espiritual

o recurso

a os clá s sicos H o mero

e Vir -

não s ó o a specto estét i c o mas, também,

P o r fim, na formação

do o r ador , Ouintiliano

enfatiza as caracterís -

t i c as m o rais. Baseando - se em Aristótele s ,

coló gi cos e m o rai s centa a imp o rtância

an a lisa os aspecto s

físicos, psi-

Além di s so , acre s-

q u e com p õem da instrução

a figura do orad o r.

e dos e x ercício s

que tornarã o

a apren-

. di z agem u ma segunda n a tureza.

A repercussão

do t r abalh o de O u intil i ano

também nã o s e restringe

a

s eu tem po , ret o ma n d o c o m vig o r na ép oc a d a R enas cença. Ou t ros

rep

resent a ntes

d o estoic i sm o romano são Epictet o

( c . 5 0- 130) , ex-escrav o

ad mir ad o pelo seu t a lent o fi lo sóf ico ,

e o i m perad or

18

0) , que nos intervalos

de longas guerras

an o tav a

n idas dep o i s em Medita ç ões.

Marc o A u réli o (12 1-

re u -

sua s reflexõe s ,

3 . Outras tendências

Convém l e mb rar qu e a c re sc e n te de sa gr e ga ç ão

do Im p éri o R o man o

l

Co nstantinopla (hoje Istamb ul ) . E quando, em 39 5 , o Impéri o é dividido

e m duas partes, o Impéri o d o O riente

perío do su b s e q ü ente

Bizâncio será , n o i n ício d a I d a d e Mé d i a , o lo cal da . eferve s cenCla mtel e c -

em 330 , a sede do g o ver no de R o ma para

e va Consta n tino a transferir,

(

B izâ nc i o ) c o n t inua

d urante

t o do o

a d esenvolver

uma vi d a c ult ur al

e re li ~io s~ i ? te n sa.

tual o nde inúmer o s c o pist a s desenvolvem

p

as técnicas cuidadosa s

~ de decad ê ncia ,

.

r odução da s obras clássicas .

, Ou t ro asp e c t o d ign o d e n o ta, n e ss e penodo

de re-

, e a c r es-

c

e n t e importância da edu c ação c ristã. In icial mente

es s a e du caçã o

é d e

c

a r áter e x clusivamente d o méstic o mas , à me d ida que o crist i anismo atinge

maior nível de expansão

que procura m ad aptar

u m a questã o di d ática , t ra ta m o s

re ferente

e s e torna religiã o

oficial ,

s u rgem os teólogos ,

os textos c l ássic o s p ag ãos à , v~r d a d e ~eve l ada ' . P o r

desse as sun t o n o pr ó x i mo cap í t ulo , n o ítem

aos padres da Igreja .

D

ropes

Pater _ A palavra [pat er]

é a mesma em grego, e m lat i m e e m sãns crito ,

a ss i m p odemos j á conclui r se r es t a pala v ra . datad a . d~ t em.p o e~ que os ant~ -

e

pass ados dos h el eno s, dos it a lian os e dos hind us v rv r a r n a ln ~ a Ju nt os , n . a ÁSia Cent ral. Q ua l o seu s en tid o e q u e idé ia po dia r ep re se nt a r en . t ao ao ~S P .' ~lt Odos h omens? Podemo s conhec ê- Ios po r qu e guardou o seu s i gn i ficado p r l lT ~ lt lvo n as

1 ~m linguagem

re l i gio sa aplic a v a -s e esta e xp ress ã o a t odos os deuses ; no v e rnacuio do foro ,

e t end o au to r i d ade sobre um a

fór mulas da linguagem r e llgipsa e do vocabulá r io ju r ídico . (

a tod o o h o m em q u e não dependesse de o u tr o

famí l ia e s ob r e um dom í n i o , pat e rfa m ili as . Os p oe t as mos tr am - no s q u e e r a em p r egad a i nd is tintamen t e a todo s qua n tos s e desejav a honrar. O e sc r avo e o

c lie nte u sam-na para com seu senhor . (

1 Encer ra va , em si: n ~ o o con~e i to de

pat ernidade , mas aquele o ut ro de pode r , de autor i dade , d e dignidade ma j e s tosa .

(F ous t el de Co u lang es l

2

Amas _ Era costume romano as famíl i as ricas recorre r e m a a m as-de - Ieite ri gorosa m en t e escolhidas , que deve ri am não s ó a mam en t a r , mas ta m b é m banhar ,

cuidar

ama é també m

com papa s s e m le it e ,

e a té

do rmir

co m o re c é m-na s cido .

a s egu nd o

O que

mã e , e q ue se u p rópr io

rel~a d o

fi lh o dever i a

pl ano .

n ã o se co m enta ser d e s m amado ,

é que a al i men t ado

3

É ~n te re s sa n te

obs e rvar

c o m o

educaç a o n o p r oc esso

de ex p ansã o

f o i

im po rt a nte

o p a p el d esemp e nhado

d o Imp é r i o

R o ma no . D iz o a r gent i no

pela An íb al

Ponce :

" Tã o

l o g o os exércitos

r o ma n os o cupa v a m um novo país , os re t or e s

xe mpl os , tenham pe r m i tido

a você,

sem dúvida ,

a r maze~ar

copi~sa doutrina

lIIosófic a, n ã o considero

lh o - o a f aze r o mesmo q ue fi z para m i nha u til idad e

I l tlna

t udo isso suf i cien t e

à sua educ a çao. Por I SSO, ac?nse -

pessoal: servi-me da Imgua

como ta m bém pa r a meus

a d qu i ri r

e gr ega, não só para meus es t udos

de Ora tó r i a .

Ass i m

de Fi l osofia ,

x ercí c i os

agindo , você poder á

aos nossos

no

Devido a iS ~ O , d ~ z - se qu e p r estei. ~juda e

igua l f acilidade

f acil i tado

p rfeit o mane j o

l a vor,

ca minh o do conhecimen t o das letras gregas , não apenas aos que es t avam pouco vers ados nelas , senão t ambém aos dou t os que , por e s se me i o , puderam t i r ar

de ambos os i diomas .

i mpo r tantes ,

se m dúvida

conc í d a d ã os , p o r t er

o

instalava m

gadas dos co m e r c i a ntes,

B r etanha . Plu ta rco des c reve u

as s ua s e scol as junt o

e isso t a nto

com

à s t end a s dos s oldado s.

nas a r e i as d a Áfr i ca,

qu e

f o i

O r eto r seguia as pe-

nas neves da

da

q uan to

n e c ess ár io

serv i r - se

a lgum prove i to D eix o - o

temp o q u e qu i ser ,

no tocan t e em l i berdade ,

à eloq ü ênc i a ,

fi l oso fi a

e educação do gosto.

quan t o

puder ,

dos fi l óso f os

portanto, para aprov ei tar - se ,

do gran d e mes tr e,

p

rí ncipe

das l i ções

e pelo

de nosso

educação para h abit uar os es pan hóis

h ab i l i dade a v i ve r em

em paz com

o s romanos .

' As

temp o ; e você não deixa r á de querer prossegu ir

 

es t udando ,

enquanto não lhe

a r mas n ã o t i nham ç ã o que os domou '

Ati v idade s

Questões

co n seg ui do " .

s ub m etê -I os , a n ão s e r parcialmente;

foi a educa -

1 . L~ i a a c itação de Horácio ,

constante da epígrafe deste capítulo,

e exp l i que q u em

foi H o r á cio,

o qu e é o Lácio e qu a l é o s i g n if i ca d o

da frase .

2 . M o s t r e e j ustifique

a importância

da e du cação p ú b l i ca dura n te

o Impéri o .

3 . E: m que sentido a ec o n o mia escr a vista determi n a o teor das concepções p e d agó - g ic as?

4 . Qu a i s sã o as características comu n s aos diversos pedagogos romanos?

Pes q uisa

5. "Mente

s ã em corpo são" (M e ns sana in corpore sano), eis a fa mo sa máxi m a

do poeta Juvenal , Explique

greco- rom ana . Em seguida, faça um levantamento

s ub se q üente, para uma análise da qu estão, observan do o lugar qu e a educaçã o

da educação

o significa d o

d el a para o s p o vos da A n tiguidade

da história

físi c a p assa a o cupar . Veja também

s ob re o fato de q ue, a partir

do sé culo XX d eu-se uma expl o siva va l or i zaçã o do c o rp o .

o s a u t o r e s q ue a va lo r i zam .

Po r f i m , reflita

da década de 6 0 , e du ran te a s d éca d as d e 7 0 e 8 0

· 6. " De que m e serve saber divi d ir

( S ê nec a).

disso mo s t re

um cam po , s e nã o sei di v idi-Io

en si n ar.

com um irmã o ?"

Sê n eca faz a um a c erta edu caçã o . A par t ir

Di ga q ue tipo d e crítica

o qu e, · para

ele, é m ais i m p ort an te

M o s t r e

como ess a

cara cte rís tic a ta m bé m aparece em o u tros pensa dor es r om a no s .

Le itu ras c omplem e ntares

1. D os deve r es

as lições de Cratipo ,

precisamen t e

Cidade tão famosa , u m com o t eso ur o da C i ência , ou t ra com se u s ilustres

~á um ano, quer i do

em A t enas .

f i lho

Marcus, você vem recebendo

E m bora as lições de tão grande mestre

e a vida numa

76

pesar o mu i to que tiver aproveitado

e aprendido.

•.

_

.

Ao ler minhas obras de F i losofia,

vera

que , na essencia,

nao discrepam

da

opini ão dos peripaté t icos;

coloque - se em absoluta l i berdade

para seguir

seu

crité rio

própr i o

e pessoal ,

mas esta

liberdade

de juí z o ,

que

de

bom . grado

o utorgo

a você, não o impedirá ,

como

lhe digo , de colher

o fruto

essencial

da

l e i t u r a

de meus

escr . itos,

o que tanto

lhe

desejo:

ensln á -lo a fazer

uso da

r i q ueza de nossa Ifngua .

 

Não quisera

que alguém

tomasse por vaidade minhas pala~ras,

porq~e,

em bora aceite prazerosamente o fato de muitos me serem superiores na Filo-

s o fi a , no que concerne

gâ ncia do discurso,

c onsagrei

à Oratória,

quer dizer , verossimilhança , .

claridade

e el~ - pOIS

reclamo, com justiça , van t agem

ao estudo

e cul ti vo

sobre muitos outros,

minha v i da inteira

desse. ramo do _ sabe!.

Por esta ra zã o , meu f i lho, exorto - o a ler com a máxima

atençao , nao somente

me us discursos f orense s,

n ume r osos quanto aqueles . Nos pr i me i ros ,

por isso , desdenhe o estilo s i mples e ponderado dos segundos . Ademais. nao

sei de nenhum grego que ha j a cul ti vado , como eu, ao m esmo

qüê ncia dos tr i buna i s

Demé tri o

a ~ ã? ser

a elo -

mas meus

t raba l hos

fi l osóficos,

es t es

quase

t ã o

h á elev aç ão

e e l oq ü ência ;

ma~ , ne _ m

tempo ,

e a tranq ü ila

suti l

simpl i c i dade

das obras d i d áti cas,

de Faleros , f il ósofo

e orado r pouco veemen t e ,

mas s u f i c i en t e -

me nte delicado p a ra d e i x ar - se r econhece r

a mim, o le i to r

cul t ive i

e stimará

q uant o s p r ogressos

os dois .

com o d isc í pu lo

de Teofras t o .

obt i ve

nu m e nou tr o

gênero ,

Quanto pos t o

(Cícero , Dos deveres ,

in M . da G l ó r ia

de Rosa , A hist ó ria da

educ açã o a tra vé s dos t extos , p . 63-65 . )

2. [A educação da criança]

Trazido o men i no

para o perito

na arte de ensinar ,

es t e logo perceberá

sua

inteligência

ligência, que se revela por duas qualidades : aprender faci.lmente

é o principal

e seu caráter.

Nas cri a nças ,

a memória

índice de inte- a guardar ?o _ m

fidelidade.

A outra qualidade

é a imitação

que prognostica

\.~mbém _a aptidão

para aprender desde que a criança reproduza o que se lhe ensma , e nao apenas

adquira certo 'aspecto ,

certa maneira

de ser ou certos

ditos r idículos .

(

)

.

' .

o mestre

deverá pe r ceber

de Que modo deverá

ser tratado

o esp í rito

alguns que rela x am , se não se insisti r com eles I ncessante-

mente. Outros se i ndignam com ordens ; o medo detém alguns ~ enerva outro s ;

alguns não conseguem

em ou tr o s,

do aluno . Existem

ê xi to senão a t ravés

de u m trabalho

c ont í nuo :

77

a violência traz mais resultados.

que ame a glória e chore , se vencido .

a este a repreensão ofenderá , a honra excitará; neste jamais recearei a preguiça .

pela ambição;

excite,

Dêem-me

um menino

a quem o elogio

Este deverá ser alimentado

A todos, entretanto,

deve-se dar prim e iro

um descan s o ,

porque

não há nin-

guém que possa suporta r um traba l ho cont í nuo ; mesmo aquelas coisas privadas

de sentimento

e de alma , para conser v ar

suas fo r ças , s ã o afrou x adas

por uma

espécie

de repouso a l ternado ;

além

do mais ,

o t r abalho

tem por princípio

a

vontade

de aprender ,

a qual não pode ser imposta .

(

)

Haja , todavia ,

uma medida para os descansos ;

sen ã o , negados , criarão

o

ódio aos estudos

e , em demas i a,

o hábito

da ociosidade .

Há , pois , para aguçar

a inteligência

rivalizem a propor , alternadamente,

das crianças,

alguns jogos

que

n ã o são inúteis

desde

pequenos problemas de toda espécie .

que

se

(Quintiliano,

De lnst í tutlone

A história da edu c a ç ão

Orator i a,

in M . da Glória

de Rosa,

através do s textos,

p. 76-78 . )

78

6. Idade Média:

a formação do homem de fé

UNIDADE

-

AEDUCAÇAO

MEDIEVAL