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INTRODUÇÃO

Jesus está preparando Sua Noiva, revestindo – a de santidade e pureza! Deus está levantando
um exército de homens e mulheres que estão dispostos a pagar o preço, compromissados com Sua
Palavra e que O adoram “em espírito e em verdade”. Homens e mulheres que buscam ter o caráter de
Jesus. Discípulos que, independente das circunstâncias, confiam n’Ele.
Em Efésios 5: 14 a Palavra é clara ao nos dizer: “Desperta, ó tu que dormes, levanta- te dentre
os mortos, e Cristo te iluminará”. E ainda diz em Isaías 60: 1: “Levanta- te; resplandece; pois já vem
a sua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti”. Em todo mundo o Espírito Santo tem “movido” para
que a Igreja se atente para esta realidade.
Deus está despertando a Sua igreja para uma adoração sincera e arrependida. Para uma
intimidade cada vez maior com Ele. Para uma vida santa e íntegra. Para sair do comodismo e
trabalhar em Sua Obra, e viver a vida que Ele nos chama a viver: ao Seu lado, caminhando com Ele.
Mas, na correria do dia- a- dia não encontramos tempo para Aquele A quem chamamos de “Amado
da minha alma”. Deus tem passado “despercebido’’ aos nossos olhos, e, raramente, abrimos a porta
de nosso coração, quando Ele bate. Geralmente, vamos a Deus somente quando estamos tristes e
atribulados. Despejamos uma lista de pedidos e necessidades em Suas mãos e esquecemos de
agradecê- lO e louvá- lO pelas coisas simples do cotidiano: alimento, vestuário, moradia, família,
saúde...
É tempo de uma reflexão séria sobre o nosso compromisso com Deus. Comprometer- se
significa envolver- se, aliançar - se. Significa entregar - se totalmente A Jesus. Ele não aceita só a
metade. Ele nos quer por inteiro.
Certa vez li a história em que um homem portador de deficiência, que acabara de se converter,
perguntou ao seu pastor: “Pastor, será que Deus pode usar um homem pela metade?”. O pastor
sabiamente respondeu: “Querido irmão, Deus pode usar um homem pela metade que se entregou por
inteiro, mas não pode usar um homem por inteiro que se entregou pela metade!”. Se Jesus não
governar sobre todas as áreas de sua vida Ele não governará sobre nenhuma.
São palavras duras, não com o intuito de gerar um peso, mas uma séria reflexão sobre nossas
vidas. Como estamos vivendo? Como está nossa “casa”? Assim como Deus falou a Ezequias Ele nos
fala hoje: “Ordena a tua casa” (2Rs 20: 1).

“E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa
salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada, e o dia é
chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz”. (Rm 13: 11 e
12).

PARTE I

“NUNCA VOS CONHECI”

“Ouvi a palavra do Senhor, vós, filhos de Israel, porque o Senhor tem uma contenda com
os habitantes da terra, por que nela não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus.
Que te farei ó Efraim? Que te farei ó Judá? Porque o vosso amor é como a nuvem da manhã e
como o orvalho da madrugada que cedo passa”(Oséias 4: 1; 6: 4).
Saindo da falsidade e da mornidão espiritual, manifestando uma nova vida em Cristo Jesus.

Deus, em Sua infinita sabedoria, compara Seu povo a ovelhas. Várias citações, tanto no Velho
como no Novo Testamento, confirmam esta realidade ( Salmos 23; 80:1; 100:3; 95:7; 78:52; Ezequiel
34: 15,16; Mateus 18: 12 – 14; Lucas 15: 3 – 7; João 10 ).

´´Como pastor apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos, e os
levará no seu regaço; as que amamentam guiará suavemente.´´.(Is 40:11).

Há pelo menos três motivos pelos quais somos comparados a ovelhas:


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Primeiro: A ovelha é totalmente dependente do seu pastor, assim como nós somos também de
Cristo. Jesus disse: ´´Sem mim nada podeis fazer´´(Jo 15: 5b). No Reino de Deus, o nível de nossa
dependência é diretamente proporcional ao quanto somos maduros espiritualmente, ou seja, quanto
mais dependência de Deus mais maturidade.

Segundo: A ovelha segue as orientações do seu pastor. Ela não tem discernimento entre a erva
boa e a venenosa. Por isso, para o seu próprio bem, a ovelha é obediente ao seu pastor e segue suas
orientações.

Terceiro: A ovelha conhece seu pastor e é conhecida dele. Jesus disse: ´´ Eu sou o bom Pastor,
e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido.´´(Jo 10: 14). E ainda em João 10: 27: ´´As
minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem´´.
Se somos verdadeiramente ovelhas do Senhor seremos totalmente dependentes, obedientes e
conhecedores de Deus.

Era muito comum, na Palestina, as ovelhas e os bodes pastarem juntos, mas, porém, eram
guardadas em currais separados. Por isso Jesus disse que no dia do grande julgamento ´´todas as
nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as
ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda´´(Mt 25: 32,33). Repare que os
bodes caminham juntos com as ovelhas. Mas, o texto bíblico deixa bem claro que ovelhas são ovelhas
e bodes são bodes. Não há como um bode se transformar em ovelha a não ser que aconteça um
milagre de transformação.
O Senhor dirá às ovelhas: ´´ Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos
está preparado desde a fundação do mundo``(vs34). E dirá aos bodes: ´´ Apartai-vos de mim,
malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos``(vs41). Apesar de caminharem
juntos ovelhas e bodes são guardados e locais diferentes.
Contextualizando, isso significa que muitos daqueles que pensávamos ir para o céu, não estarão
lá. Muitos pensam estar salvos, mas, na verdade, não estão. O salmista diz: ´´Os pecadores não
prevaleceram na congregação dos justos.``(Sl 1: 5).

Jesus, nos fala sobre os falsos crentes em Mateus 7: 21- 23. Diz o texto bíblico que muitos
chegaram naquele grande e terrível dia (grande para uns; terrível para outros - ver Joel 2: 11) e irão
dizer a Jesus: “Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome
não expelimos demônios, e em teu nome não realizamos muitos milagres?” O texto continua dizendo
que Jesus irá dizer: “... nunca vos conheci. Apartai - vos de mim, vós que praticais a iniquidade”.

Como Jesus não pode conhecer uma pessoa? Afinal, Ele não é Onisciente? Sim, Ele é
Onisciente (Salmo 139); mas o sentido da palavra conhecer utilizada por Jesus não é o conhecimento
provindo de Sua Onisciência, mas um conhecimento que é fruto de um relacionamento. O verbo
“conhecer” na Bíblia é, muitas vezes, usado para fazer menção de um relacionamento bastante
íntimo. Jesus disse: “Eu sou o bom pastor; eu conheço minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim,
assim como o Pai me conhece a mim e eu conheço o Pai...”(João 10: 14 e 15). Isso quer dizer que a
verdadeira ovelha de Jesus tem um relacionamento íntimo com Ele.

A expressão “nunca vos conheci” se equivale a duas outras expressões:

•1 - “Nunca fui íntimo seu” – é naturalmente possível você conhecer uma pessoa, mas não
ser íntimo dela. Podemos saber muitas coisas sobre os nossos governantes ou sobre pessoas
famosas sem, contudo, ter um contato pessoal com essas pessoas. É por isso que uma pessoa
pode saber muitas coisas sobre Deus sem nunca conhecê- lO intimamente.

•2 - “Vos não sois meus” – Jesus está falando aqui que àquelas pessoas que não O aceitaram
como “Senhor” de suas vidas, ou seja, a Autoridade Máxima, não poderão ser salvos por Ele. A
Bíblia diz em Hebreus 5: 9 que “sendo Ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação
para todos os que lhe obedecem”. Em outras palavras: só os obedientes entrarão no reino dos
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céus! Cristo disse: ´´Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas
aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.´´(Mt 7: 21). Os submissos ouviram
de Jesus: “Vinde benditos de meu pai e entrem no Reino que está preparado para vocês desde a
fundação do mundo”.

1 – OBEDIÊNCIA

“SE QUERES, PORÉM, ENTRAR NA VIDA, GUARDA OS


MANDAMENTOS”(MATEUS 19: 17).

´´Aqueles que não receberam a Cristo Jesus como seu ´Senhor´, e apesar disso, supõem que Ele
seja seu ´Salvador´ estão iludidos e sua esperança se baseia em um alicerce de areia´´.
A.W. PINK.

Muitas pessoas hoje estão tão centradas em si mesmas que querem fazer o que a “cabeça
manda”. Elas não param para considerar o que a obediência pode significar em suas vidas. Os servos
de Deus agem conforme a direção que Ele dá. Eles obedecem a Deus. O servo não tem a opção de
decidir obedecer ou não obedecer. Escolher não obedecer é rebelião, e essa desobediência trás sérias
conseqüências.

1.1 - Usados x Aprovados

Como vimos no texto de Mateus 7: 21- 23, o fato de uma pessoa ser usada tremendamente por
Deus não significa que ela está salva, não significa que sua vida é controlada pelo Espírito de Deus.
Sabe por quê? Por que mais importante do que ser usado por Deus, é ser aprovado por Ele. Nem
sempre aquele que é usado por Deus é aprovado por Ele; mas todo aquele que é aprovado é usado em
Sua obra. É por isso que o apóstolo Paulo disse a Timóteo: “Procura apresentar- te a Deus como
obreiro aprovado, que não tem do que se envergonhar, e que maneja bem a palavra da
verdade”(Timóteo 2: 15).
O que é “apresentar- te a Deus como obreiro aprovado”? É obedecer a Deus mesmo quando a
vontade de Deus não for a nossa. Obedecer a Deus significa sujeitar- se à Sua vontade. Significa
executar, não resistir, ceder; é cumprir sem questionar!

1.2 – Obediência e Adoração

Não existe adoração sem obediência. Adoração em desobediência é “fogo estranho” diante de
Deus. Obedecer a Deus não é apenas uma forma de adorá - lO, mas é a base de toda adoração.
Juntamente com a santidade, quebrantamento, temor... a obediência sustenta sua adoração. Lembra
de Nadabe e Abiu, os filhos do sacerdote Arão (Lv 10: 1 e 2)?

“E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário e puseram neles fogo,
e colocaram incenso sobre ele, e ofereceram fogo estranho perante o SENHOR, o que não lhes
ordenara. Então saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR”

A adoração deles foi rejeitada porque foi oferecida em desobediência. Alguns intérpretes
pensam que este pecado consistiu na não retirada do fogo do altar, como a Lei estabelecia (Lv 16:
12). Outros consideram que o incenso foi mal preparado (Ex 30: 9) ou que a oferta não tenha sido
prestada na hora devida (Ex 30: 7 e 8). De qualquer maneira, é certo que a ação de Nadabe e Abiú
estava em desacordo com a ordem de Deus.
Portanto, você pode cantar belas canções, se emocionar, pular, se alegrar... (e não há nada de
errado nisso), mas, se você estiver em desobediência diante de Deus, Ele não aceita o seu louvor. O
Senhor ministrou ao meu coração que a adoração pode ser comparada a um edifício. E, todo edifício
consistente possui uma base sólida. A base do edifício da adoração é a obediência.

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1.3 – Promessas

A palavra de Deus é uma fonte de preciosas e grandes promessas, mas é também uma fonte de
orientações e conselhos. Muitos querem as promessas de Deus, mas não querem seguir Suas
orientações. Ora, não receberemos as promessas de Deus se não nos submetermos às condições
impostas por Deus. Jesus é O Grande Pastor, e, um pastor não somente cuida das ovelhas, mas
também as dirigi, as orienta, dá a direção certa.

“O Senhor é o meu pastor; nada me faltará” (Salmo 23: 1). Quem nunca leu, ou nunca ouviu
este verso? Há uma promessa neste versículo: “nada me faltará”. Como disse, para recebermos as
promessas de Deus temos que submeter às condições impostas por Deus. Qual é a condição nesse
caso? Nada vai nos faltar se Jesus Cristo for o “Senhor” e o “Pastor” de nossas vidas!!! Se Ele é o
seu Senhor e o seu Pastor você é uma pessoa bem - aventurada, ou seja, mais que feliz, próspera, pois
nada irá te faltar: não te faltará o pão de cada dia, não te faltará alegria, não te faltará a paz, não te
faltaram vestimentas, não te faltaram amigos, não te faltará cura, não faltará orientação segura…

Outro texto da Palavra que possui uma grande promessa para o povo de Deus está em
Romanos 8: 28: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que
amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto”. Muitos usam esse texto erroneamente,
pois não é qualquer um que terá a contribuição de todas as coisas para o bem. Somente os que amam
a Deus! Jesus disse: “Aquele que me ama, guarda os meus mandamentos”(João 14: 21).

1.4 - Cinco características de um coração obediente

Certa vez, ouvi alguém falar sobre "Cinco características de um coração obediente":

1- Obedece imediatamente

"E aconteceu depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão! E ele disse:
Eis-me aqui. E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra
de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi. Então se
levantou Abraão pela manhã de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de
seus moços e Isaque seu filho; e cortou lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que
Deus lhe dissera." (Gn 22:1,2 e 3).

Quando Deus dá uma ordem, tal ordem não é para ser analisada, mas para ser cumprida. Abrão
se tornou exemplo para todos os discípulos de Cristo pela sua prontidão e disposição em obedecer Ao
Senhor. Ele não esperou amanhecer, mas levantou – se de madrugada e cumpriu de uma forma
imediata a ordem de Deus. Quando não obedecemos imediatamente, podemos perder o melhor de
Deus para nossas vidas.

2- Obedece por inteiro

"Assim fez Noé, consoante a tudo que Deus lhe ordenara. E fez Noé segundo O Senhor lhe
ordenara.”( Gêneses 6: 22; 7: 5 ).

Conta - se que uma garotinha entrou em uma joalheria a fim de comprar um presente para sua
irmã. Ficou deslumbrada com um colar de turquesa azul e disse: “Posso dar uma olhadinha?”. O
dono da joalheria, desconfiado, deixou que a raríssima jóia fosse contemplada pela criança. Após
alguns minutos de contemplação, disse ela: “Pode embrulhar em um pacote bem bonito. Quero
oferecê - lo para minha irmã. Sabe, desde que minha mãe morreu é ela quem cuida de mim, e quase
não tem tempo para ela mesma. Hoje é seu aniversário e eu queria presenteá- la.”. “Quanto de
dinheiro você tem?”, perguntou o dono da joalheria. Rapidamente a criança enfiou suas mãozinhas
no bolso da calça, e tirou algumas moedas. “É tudo que tenho!”, disse ela, colocando as moedas
sobre o balcão. O dono da loja embrulhou a jóia em um lindo embrulho e disse: “Tome! Leve com
cuidado!”.
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Ainda não havia acabado o dia, quando uma jovem adentrou a joalheria, colocou sobre o
balcão o embrulho desfeito e indagou: “Este colar foi comprado aqui?”. “Sim senhora”, respondeu o
dono da joalheria. “E quanto custou?”, perguntou novamente a jovem.
Após pensar por alguns instantes, o dono da loja respondeu: “O preço de qualquer produto de
minha loja é assunto confidencial entre o vendedor e o cliente.”. A moça ainda questionou dizendo:
“Mas minha irmã tinha apenas algumas moedas!”.
Por fim o homem refez o embrulho e disse: “Ela pagou o preço mais alto que alguém poderia
ter pago. Ela deu tudo o que tinha!”.

Esta história nos lembra alguns personagens bíblicos que também entregaram tudo o que
tinham: A “viúva pobre” que ao levar sua oferta depositou tudo o que tinha (Mc 12: 41 à 44); os
discípulos de Jesus: Pedro, Tiago, João e Mateus que deixaram tudo e seguiram a Cristo (Lc 5: 1 à
11, 5: 27,28); Maria, irmã de Marta e de Lázaro, que lavou os pés de Jesus com todo o perfume que
tinha(Jô 12: 1 à 3); Jesus que entregou tudo. Entregou Sua vida por nós(Jô 3:16). Foi obediente em
tudo, até a morte.
Porém, se faz necessário lembrar do jovem rico e de Ananias e Safira, que não se dispuseram
por inteiro e, consequentemente, não alcançaram a aprovação de Deus.
Deus nos quer por inteiro. Não há como servir a dois deuses. Não podemos servir ao Senhor e
aos ídolos ao mesmo tempo. O primeiro mandamento diz: “Não terás outros deuses diante de mim”.
(Ex 20: 3). Um coração dividido, que faz a obra pela metade e não obedece por inteiro certamente
ouvirá de Jesus: “Apartai – vos de mim”. Isso se tal pessoa não se arrepender e mudar de atitude.
99% de obediência é o mesmo que desobediência. Não existe obediência parcial. Se nos
entregarmos completamente a Deus, O obedeceremos inteiramente. O nível de nossa entrega
determinará nossa disposição para obedecer.

3- Obedece quando não entende ou quando não faz sentido

"Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu e, para salvação da
sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é
segundo a fé.”( Hb 11:7 ).

Noé foi “avisado das coisas que ainda não se viam”. Rick Warren explica bem esta situação
dizendo que “havia três problemas que poderiam ter despertado dúvidas em Noé. Primeiro: Noé
jamais tinha visto chuva, pois antes do dilúvio Deus irrigava a terra com água que brotava do
solo.Segundo: Noé vivia a centenas de quilômetros do oceano e, mesmo que pudesse aprender a
fazer um navio, como faria para colocá-lo na água? Terceiro: havia o problema de reunir todos os
animais e depois tomar conta deles. Mas Noé não reclamou nem deu desculpas. Confiou em Deus
completamente e fez Deus sorrir”.
A Palavra do Senhor diz que: “O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é
provada; é um escudo para todos os que nele confiam.”(Sl18:30). Por mais que não compreendamos
momentaneamente a vontade de Deus, obedecer é sempre a melhor escolha!

“Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de
carneiros.”(ISm 15:22).

E ainda:

“Do homem são as preparações do coração, mas do SENHOR a resposta da língua.”(Pv 16:1).

4- Obedece quando dói

"Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. E, sendo ele consumado,
veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem."( Hb 5:8 e 9 ).

A obediência pode causar dor, mas mesmo assim é, e sempre será, o melhor caminho. Jesus
não nos prometeu uma viagem fácil (“No mundo tereis aflições” – Jo 16: 33), mas garantiu uma
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chegada certa.

Obedecer é entrar pela “porta estreita”.

“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à
perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que
leva à vida, e poucos há que a encontrem.”(Mt 7: 13 e 14).

É essencial compreender que ainda que a desobediência tenha um momentâneo “paladar


saboroso”, o fim dela é a destruição, vergonha e maldição.

“Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte.”(Pv
16: 25).

Não se engane! Escolha obedecer!

5- Obedece quando não enxerga benefícios

"Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo
antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado;
tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a
recompensa.” (Hb 11: 24,25 e 26 ).

Moisés viu algo maior do que ser chamado “filho da filha de Faraó”. Era muito mais cômodo
para ele não obedecer à voz de Deus. Porém, Moisés era apaixonado por Deus, e, como todo
apaixonado, decidiu obedecer. Não havia (e não há) nada maior e melhor do que a Glória de Deus.
Nada é mais prazeroso do que ouvir o Senhor dizer: “Boca a boca falo com ele”. (Nm 12: 8).
Imagino que não foi fácil. Moisés deve ter encontrado oposição, mas ele tinha em vista a
recompensa.
Obedecer significa “negar a si mesmo”, “tomar a cruz”, seguir a Jesus.

“Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si
mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e
quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.”(Mt 16: 24 e 25).

Devemos nos prostrar, com um espírito submisso, e adorar a Deus em espírito e em verdade,
sem interesses próprios. É hora de sujeitarmos nossa vontade à vontade de Deus, e dizer como Paulo:
“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora
vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por
mim.”(Gl 2:20). E ainda: “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com
alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do
evangelho da graça de Deus.”(At 20: 24).

1.5 - Ouvintes X Praticantes

“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem
prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram
ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. E aquele que
ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua
casa sobre a areia; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela
casa, e caiu, e foi grande a sua queda.” (Mt 7: 24 – 27)

Deus não quer que sejamos apenas ouvintes da Palavra. Devemos ouvir e praticar; conhecer
para obedecer. Os simples ouvintes não são justos diante de Deus, mas, os que praticam a lei hão de
ser justificados.

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“Portanto, despojando- vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com toda
mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar vossa alma. Tornai- vos, pois,
praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando- vos a vós mesmos. Porque, se alguém é
ouvinte da palavra a não praticante, assemelha- se ao homem que contempla, num espelho, o seu
rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era sua
aparência. Mas aquele que considera, atentamente, na lei, lei da liberdade, e nela persevera, não
sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem- aventurado no que realizar”
(Tiago 21- 25).

Ouvir, ler, meditar... na Palavra é muito importante, pois não praticaremos algo que não
conhecemos. Mas, o ouvir sem a prática não tem nenhum valor. A leitura da Bíblia se torna mais
prazerosa na medida em que vivemos e praticamos os ensinamentos de Cristo.
Fazer o que Deus ordena pode não ser, momentaneamente, prazeroso para a carne, mas, é
sempre a melhor escolha e nos leva a um aperfeiçoamento diário do nosso caráter.
Aquele que ouve e pratica as palavras de Cristo constrói sua casa sobre a rocha. Os problemas
podem surgir, mas, os obedientes não serão abalados!!!

1.6 - Exemplo de Jonas

Um exemplo a ser citado é o de Jonas. Quando ele propôs no seu coração desobedecer a Deus,
Jonas só desceu na vida: “...tendo descido a Jope...descido ao porão...e o lançaram ao mar...e esteve
Jonas três dias e três noites no ventre do peixe”(Jonas 1: 3, 5, 15, 17). O próprio Jonas disse: “...o
abismo me rodou...Desci até os fundamentos dos montes, desci até à terra...”. Uma outra lição que
podemos extrair da experiência de Jonas é que aquele que desobedece a Deus, muitas vezes, traz
sobre outros o castigo da sua desobediência. Jonas trouxe o castigo da tempestade sobre todos que
estavam no barco (Os marinheiros – ver Jonas 1). Esta verdade é também confirmada pela
experiência de Acã em Josué 7. Acã se rebelou contra O Senhor e todo Israel sofreu com isto.
Só através da obediência conquistaremos a aprovação do Pai! Deus se agrada profundamente
da obediência. Uma pessoa com o coração submisso jamais é rejeitada por Deus.
Obedecer custa um preço! O preço da renúncia: você renuncia a sua vontade para fazer a
vontade do Pai! Mas, em Deuteronômio 28 temos uma lista das bênçãos provindas da obediência, e
das maldições decorrentes da desobediência (leia com toda sua atenção).

1.7 – Obediência e intimidade

Jesus disse: “Vós sois meus amigos se fizerdes o que vos mando” (Jo 15). Jesus deixa claro
que se quisermos ter intimidade verdadeira com Ele, temos que obedecê- lO.

Temor a Deus gera obediência. Obediência gera santidade. Santidade gera intimidade.

“O Senhor é amigo chegado de quem O respeita e obedece. A essas pessoas Ele revela os
segredos de seus planos”. (Sl 25: 14).

Ser íntimo de alguém é conhecer os segredos mais profundos dessa pessoa, é conhecer uma
pessoa na íntegra. Jesus quer tanto uma intimidade verdadeira conosco que, se observarmos na
Bíblia, todas as Suas comparações com relação ao nosso relacionamento com Ele envolviam
intimidade. Veja: “O Noivo e a noiva”, “A Videira e os ramos”, “O Pai e o filho”, “O Mestre e o
discípulo”, “A Cabeça e o corpo”... Isso revela o anseio mais profundo de Seu coração: relacionar
com o ser humano como um amigo.
A palavra de Deus nos diz em Gêneses 3: 8,9 que Deus passeava pelo jardim à procura do
homem para relacionar, para Ter intimidade com ele. No capítulo 11 de Oséias, nos versículos 2,3 e
4, vemos que Deus faz de tudo para atrair o coração de Seu povo para mais perto do coração d´Ele;
mas o Seu povo prefere, muitas das vezes, o "chiqueiro de Satanás". Seu povo não está disposto a
pagar o preço da intimidade, da santidade e da obediência incondicional.

O véu foi rasgado de "cima para baixo" e não de "baixo para cima" (Mc 15:38). Foi Deus
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que rasgou o véu!

"Busquei dentre eles um homem que tapasse o muro e que se colocasse na brecha perante mim,
a favor dessa terra, para que não a destruísse; mas a ninguém achei."(Ezequiel 22:30).

"Do céu olha o Senhor para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem
busque a Deus’’(Salmo 14:2).

Ele está “sedento” de verdadeiros adoradores apaixonados, que não importam com o que os
outros irão pensar, mas com o que Ele ira pensar!!! “Não importa o que vão pensar de mim, eu te
quero Senhor, eu preciso de Ti!”. A Bíblia diz em Deuteronômio 32: 9 que a porção do Senhor é o
Seu povo.

1.8 - Os Profetas

"Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em
toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus."( Cl 1:10)

Os profetas eram íntimos de Deus. Veja o que A Palavra de Deus diz a respeito deles em Amós
3: 7: “Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar os seus segredos aos
seus servos, os profetas”. Mas, o que os profetas tinham, ou o que eles faziam para conhecer os
segredos do coração de Deus? Eles O obedeciam incondicionalmente, eles se consagravam. Diz o
salmista no Salmo 25: 14: ”A intimidade do Senhor é para os que o temem; aos quais ele dará a
conhecer a sua aliança”.

1.9 – Exemplos de fé e obediência

Abraão

Deus disse: “Ocultarei a Abraão o que estou para fazer” (Gênesis 18: 17). Abraão era um
homem íntimo de Deus. Vivia em Sua presença. Ele alcançou este nível de intimidade porque
obedecia a Deus incondicionalmente. O temor do Senhor estava em seu coração. Quando Deus disse
a Abrão: “...Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te
mostrarei.”(Gn12:1), Abrão não disse: “Mas, por que Senhor? Está tão bom aqui.”. Ele obedeceu,
pois conhecia intimamente Quem estava no controle. Muitas vezes temos dificuldades em obedecer a
Deus porque não conhecemos, ou não temos a percepção de Sua grandeza. Gostamos de dizer: “Deus
está no controle!”, “Deus proverá!”, mas, geralmente, agimos como se Ele não estivesse no controle
e como se Ele não fosse prover.
Isaías viu o Senhor assentado em um alto e sublime trono e ele nunca mais foi a mesma pessoa.
Qual visão temos tido de Deus?
Imagine por um momento o tamanho do Deus a quem você serve. Você consegue imaginar a
Grandeza de Deus? Isto está além da compreensão humana. Como diz o salmista no Salmo 145: 3:
“Grande é O Senhor e mui Digno de ser louvado; A Sua Grandeza é insondável”. A palavra
“insondável” significa inexplicável, incompreensível. A grandeza de Deus é incalculável,
inexplicável, insondável, incompreensível. A Palavra de Deus nos diz em Isaías 40: 12 que O Senhor
mede os céus a palmos. Diz ainda no versículo 18: “Com quem comparareis a Deus? Ou que coisas
semelhantes confrontareis com Ele?”. “Os céus são obras dos dedos de Deus”(Sl 8: 3). Salomão
ainda nos diz: “Mas, de fato, habitaria Deus na terra? Eis que os céus e até o céu dos céus não Te
podem conter...” (1Reis 8: 27). “Nele tudo subsiste... Nele reside toda plenitude”, diz o apóstolo
Paulo à Igreja de Colossos (Colossenses 1: 17- 19).
Você pode achar o sol brilhante, mas perto de Jesus ele perde todo o seu brilho. O oceano pode
ser imenso e profundo, mas perto de Cristo ele é pequeno e raso. Deus é Grande, Gracioso e
Soberano! Quando olhamos para Sua Grandeza, percebemos nossa pequenez; e percebendo nossa
pequenez reconhecemos o quanto precisamos e necessitamos do Senhor. Quando contemplamos Seu
Poder e Domínio, reconhecemos que nossos problemas não são nada diante Ele, afinal, Ele é o Todo
- Poderoso, O Soberano absoluto.
8
Considere o que a Palavra diz no Salmo 46: 10 e 11:

“Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a
terra. O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.”.

A obediência é fruto do nosso temor a Deus. A desobediência revela nossa falta de temor e
de compreensão da Grandeza de Deus.

Devemos ter a plena convicção que Deus está no controle, quer sintamos isto ou não. Afinal,
não estamos firmados em sentimentos, mas sim na Palavra do Deus Criador (Jr 1: 12). E a Sua
Palavra diz que, se entregarmos verdadeiramente nossos corações e buscarmos em primeiro lugar o
Seu Reino, o mais Ele fará. Abraão confiou na Palavra que Deus lhe dissera, não olhou as
circunstâncias adversas e simplesmente obedeceu.

Veja Gênesis 12:4a:

“Assim partiu Abrão como o SENHOR lhe tinha dito...”.

Abraão pagou o preço da obediência, andou com Deus, e conheceu os segredos do coração do
Pai.

Noé

Noé também andou com Deus: “Noé era um homem justo entre os seus contemporâneos; Noé
andava com Deus” (Gêneses 6: 9). Noé era o único justo na face da terra; os seus contemporâneos
não se importavam com Deus. Por causa da perversão moral do homem Deus desejou destruir a terra
com um dilúvio. A Bíblia diz em Gêneses 6: 11- 12: “A terra estava corrompida à vista de Deus e
cheia de violência. Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia
corrompido seu caminho na terra. Então, disse Deus a Noé: ‘Resolvi dar cabo de toda carne, porque a
terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra”. Deus
revelou os segredos de Seu coração a Noé, pois Deus viu que ele tinha disposição de obedecer. Veja:
“Assim fez Noé, consoante a tudo que Deus lhe ordenara. E fez Noé segundo O Senhor lhe
ordenara”(Gêneses 6: 22; 7: 5). Noé não questionou a Deus, como muitas vezes fazemos. Ele
obedeceu sem até mesmo entender.

Davi

Davi era um homem segundo o coração de Deus. Um exemplo de um verdadeiro adorador.


Não estou dizendo que ele não pecava, muito pelo contrário, ele estava sujeito às mesmas paixões
que nós. Mas, um desejo Davi tinha: o desejo de ser transformado ao caráter de Deus. Quando
pecava, ele arrependia (Salmo 51).

"O sofrimento continuou até que admiti minha culpa e confessei a Ti o meu pecado. Pensei
comigo mesmo: "Confessarei ao Senhor como desobedeci às suas Leis". Quando confessei, Tu
perdoaste meu terrível pecado."(Sl 32:5).

No Salmo 23: 4 Davi disse: “... o teu bordão e o teu cajado me consolam”. O “bordão” e o
“cajado” são símbolos de disciplina. Davi estava dizendo neste versículo que a disciplina, a correção
do Senhor era consolo para ele, ou seja, ele ficava feliz ao ser corrigido por Deus. Davi ainda diz no
Salmo 40: 8 e 17: “Agrada - me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração está a tua
lei... eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida de mim...”. Ele tinha prazer de obedecer a
Deus e ele reconhecia o seu estado, conhecia a si mesmo e por causa disto, dependia somente de
Deus.
O homem segundo o coração de Deus é aquele que faz Sua vontade, mesmo quando esta é
9
“impopular” e não traz benefícios pessoais (At 13: 22b). Muitos querem ser como Davi, mas, não
querem pagar o preço que ele pagou.

Moisés

“...Se tu mesmo não fores conosco, não nos faças subir daqui”.(Ex 33: 15).
“...Rogo-te que me mostres a tua glória.”(Ex33: 18).

Se tem um homem verdadeiramente faminto por Deus, este homem é Moisés. Após ter visto o
Mar Vermelho ser aberto, o maná caindo do céu, água saindo da rocha... ele queria uma coisa muito
maior: ele queria ver a glória de Deus(Ex 33). Moisés experimentou os milagres de Deus mas Ele
queria o Deus dos milagres!
Esse homem falou ‘face a face’ com O Pai! “Falava o Senhor a Moisés face a face, como
qualquer fala ao seu amigo...”(Êxodo 33: 11). Deus disse a respeito de Moisés: “Boca a boca falo
com ele...” (Números 12: 8). A Bíblia ainda diz: “Nunca mais se levantou em Israel profeta algum
como Moisés, com quem o Senhor houvesse tratado face a face”(Deuteronômio 34: 10). Por que
Moisés alcançou esse nível de intimidade com Deus? “Em tudo fez Moisés segundo o Senhor lhe
havia ordenado; assim o fez”.

É comum ouvirmos a seguinte expressão: “Senhor queremos mais de Ti!”, ou ainda “Senhor
precisamos mais de Ti, mostra - nos Sua Glória!”. Essa expressão revela o clamor de um coração que
reconhece que Deus é uma fonte inesgotável e que Ele pode derramar muito mais do que tem
derramado. Jesus disse: “...se creres verás a glória de Deus”(Jô 11: 40). Verdadeiramente há mais de
Deus! Mas, para que Ele derrame mais de Sua presença sobre nós é preciso que haja uma maior
santidade, pureza, obediência, entrega, uma maior temor, compromisso... . Muitos querem mais de
Deus, mas não estão dispostos a pagar o preço que isso envolve.
O Senhor revelou palavras duras ao coração do povo de Israel no tempo do profeta Malaquias.
As pessoas estavam cultuando ao Senhor, mas não estavam oferecendo o melhor para Deus. Ao invés
de oferecerem animais perfeitos para o sacrifício eles doavam os cegos, coxos, e enfermos, que não
lhes serviam para nada ou que seriam mortos de qualquer jeito.

“O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu
sou senhor, onde está o meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais
o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome? Ofereceis sobre o meu altar
pão imundo, e dizeis: Em que te havemos profanado? Nisto que dizeis: A mesa do SENHOR é
desprezível. Porque, quando ofereceis animal cego para o sacrifício, isso não é mau? E quando
ofereceis o coxo ou enfermo, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; porventura terá ele
agrado em ti? Ou aceitará ele a tua pessoa? diz o SENHOR dos Exércitos... Eu não tenho prazer em
vós, diz o SENHOR dos Exércitos, nem aceitarei oferta da vossa mão... vós ofereceis o que foi
roubado, e o coxo e o enfermo; assim trazeis a oferta. Aceitaria eu isso de vossa mão? diz o
SENHOR. Pois seja maldito o enganador que, tendo macho no seu rebanho, promete e oferece ao
Senhor o que tem mácula; porque eu sou grande Rei, diz o SENHOR dos Exércitos, o meu nome é
temível entre os gentios” (Ml 1: 6 – 8, 10, 13 e 14).

Há “sacrifícios” que oferecemos a Deus que nós mesmos não aceitaríamos se eles nos fossem
oferecidos. Davi disse: “Não oferecerei ao Senhor, meu Deus, holocaustos (sacrifícios) que não me
custem nada”. (II Sm 24: 24).
Um Deus excelente exige e merece “ofertas” excelentes. Só receberemos o melhor de Deus se
dermos o nosso melhor para Ele. E o nosso melhor é também a única coisa que o Senhor nos pede: o
nosso coração!

“Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos.”(Pv 23: 26).

“Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as
tuas forças.”(Dt 6: 5).

10
Jesus

A nossa desobediência e a nossa falta de fé são as razões pelas quais não alcançamos um nível
maior de intimidade com Deus. O caminho da obediência é o caminho da intimidade. Jesus é o nosso
maior exemplo: “Embora sendo Filho, aprendeu a obediência por aquilo que sofreu”(Hebreus 5: 8).

“Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim
pela obediência de um muitos serão feitos justos”(Rm 5:19).

Jesus é um Filho por excelência. O Unigênito que se tornou Primogênito. Obediente, disposto
e apegado ao Pai. Pronto para ouvir e realizar. Amante da Presença e das orientações de Seu Pai.
Preocupado em zelar das “coisas de Deus”. Responsável e comprometido. E, além de tudo, humilde,
despreendido e sem egoísmo no coração.
A obediência era uma prática natural em Sua vida, e deve ser da nossa vida também.

“O que mais direi?”

"E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de
Jefté, e de Davi, e de Samuel e dos profetas, os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça,
alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da
espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos
estranhos. As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não
aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; e outros experimentaram
escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da
espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (Dos
quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra. E
todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa, provendo Deus alguma coisa
melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados." (Hb 11: 32 à 40).

Um profeta de Deus em sua geração, chamado Hudson Taylor (1832- 1905), disse:

“Qual será a nossa atitude para com o Senhor Jesus Cristo...? Suprimiremos o título de
‘Senhor’, que Lhe foi dado, para reconhecê - lO apenas como nosso salvador? Aceitaremos o fato de
Ele tirar a penalidade do pecado, e recusaremos a confessarmo- nos por bom preço, e que Ele tem o
direito de esperar a nossa obediência implícita?... As nossas vidas, os nossos queridos, as nossas
possessões são somente nossas, não são d’Ele? Daremos o que acharmos conveniente e
obedeceremos à sua vontade somente se Ele não nos pedir demasiado sacrifício? Estamos prontos a
deixar Jesus Cristo nos levar aos céus, mas não queremos que esse Homem ‘reine sobre nós’?... São
poucas as pessoas entre o povo de Deus que reconhecem a verdade de que, ou Cristo é o Senhor de
tudo, ou, então, Ele não é o Senhor de coisa alguma! Se... Ele é O Senhor, então, tratemo- lO como
Senhor...”

Ter um espírito submisso é essencial na vida de todo cristão. A Bíblia diz em Tiago 4: 7 e 10:
“Sujeitai - vos, pois, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Humilhai- vos na presença do
Senhor, e ele vos exaltará”. Não adianta tentar resistir ao diabo e não se sujeitar a Deus. Satanás
treme em frete de uma pessoa que se submete a Deus.
Deus só nos tratará como filho se nós obedecermos à Sua vontade, se formos guiados por Seu
Espírito Santo: “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus”
(Romanos 8: 14). A expressão: “Guardar os mandamentos de Deus”, não pode ser entendida como
uma expressão antiga, fora de época. Muito pelo contrário, se Deus nos desperta à intimidade,
automaticamente, Ele está nos despertando à obediência, à guardar os Seus preciosos mandamentos,
pois, como vimos não há intimidade sem obediência.

“E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz:
Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Aquele,
11
entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçosdo o amor de
Deus. Nisto sabemos que estamos nele: Aquele que diz que está nele, também deve andar como
ele andou.” (I Jo 2: 3 – 6).

Jesus deixa claro que o caminho da obediência é o caminho que conduz à vida. A Bíblia diz
que quando aceitamos a Cristo como nosso Senhor e Salvador, o milagre da salvação acontece em
nós; somos libertados do império das trevas e transportados para o reino do Filho do Seu amor, para
o reino da Luz (Cl 1: 13). Sabemos que, todo reino tem seu rei e suas leis. No Reino de Deus não é
diferente. Jesus é o Rei, e, Ele deixou leis para serem seguidas. Isso quer dizer que se quisermos
fazer parte do reino de Deus, temos que submeter às Suas leis. Se dissermos que fazemos parte do
reino de Deus e não cumprirmos a Sua vontade, estamos sendo mentirosos e enganando a nós
mesmos.
Por que Deus instituiu mandamentos? Porque um povo sem lei é um povo sem identidade. O
apóstolo Paulo diz em sua carta aos Romanos 4: 15: “... mas onde não há lei, também não há
transgressão”. O propósito da criação das leis é a obediência. O fim da lei é a obediência. Quando
Deus disse a Adão para não comer nenhum fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, Ele
queria testar sua obediência. O povo de Deus precisa ser conhecido como um povo que tem
identidade, que tem leis, e, que, as cumpre.
Os mandamentos de Deus não nos são dados de forma a escolhermos os que quisermos
obedecer, e esquecer outros. Deus quer que obedeçamos a todos os Seus mandamentos baseados no
relacionamento de amor que temos com Ele. Quando Deus observa que somos obedientes “no
pouco”, Ele será capaz de nos confiar “maiores responsabilidades”. O Espírito Santo nos guiará
diariamente a mandamentos específicos que Deus quer que obedeçamos.

Leia com atenção:

"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo
em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a
forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a
si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou
soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobre
todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus
Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai"(Fp 2:5-11)

2 - O PROBLEMA DO PECADO

´´O pecado é o vírus da doença que leva a morte eterna todo aquele que não busca a sua cura
enquanto é tempo``. ILGONIS JANAIT

A salvação é um milagre de Deus. Da mesma forma que um médico diz para um paciente em
estado terminal: “Só um milagre poderá salvá – lo”, Deus olhou para a humanidade e disse: “Só
através de um Milagre vocês alcançarão a cura”. O mais maravilhoso disso tudo é que O Senhor não
foi indiferente ao nosso problema. Ele enviou Seu Único Filho: Jesus. Cristo é o Milagre de Deus. É
a prova do imenso amor de Deus por mim e por você. Lebre – se sempre: nós não merecíamos, mas,
é pela graça, o favor imerecido de Deus, que fomos salvos.
Agora, nada pode nos separar do amor de Deus. Divinamente inspirado, Paulo disse que nem a
tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada, nem a vida, a morte, os
anjos, os principados e as potestades, nem o presente ou o porvir, nem altura ou profundidade, nem
qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus que é manifestado na pessoa de Cristo.
O único obstáculo existente entre Deus e o homem é o próprio homem com seus desejos
carnais. Quando Adão pecou não foi Deus quem fugiu envergonhado.
Podemos perceber no texto de Mateus 7 que não importa o número de milagres que temos
presenciado ou recebido da parte de Deus, temos que resolver o problema do pecado. Porque? Por
que o pecado nos afasta de Deus(Isaías 59: 1 e 2). Por que sem santidade ninguém verá O
Senhor(Hebreus 12: 14). Essa verdade é confirmada por outro texto da Palavra de Deus: Mateus 11:
20- 24:

12
“Passou, então, Jesus a increpar as cidades nas quais ele operara numerosos milagres, pelo fato
de não se terem arrependido: ‘Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro ou Sidom se
tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido com
pano de saco e cinza. E, contudo, vos digo: no Dia do Juízo, haverá menos rigor para Tiro e Sidom
do que para vós outras. Tu, Cafarnaum, elevar- te- ás, porventura, até os céus? Descerás até o
inferno; porque, se em Sodoma e Gomorra se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram,
teria ela permanecido até o dia de hoje. Digo- vos, porém, que menos rigor haverá, no Dia do Juízo,
para com a terra de Sodoma do que para contigo’”.

Jesus fala de cidades onde Ele havia passado e realizado muitos milagres e prodígios:
Corazim, Betsaida e Cafarnaum. Mas, apesar de as pessoas terem presenciado vários milagres, eles
não tinham experimentado o arrependimento genuíno; daí o nome “Cidades impenitentes”, ou seja,
“Cidades que se obstinam em errar”. Pior do que errar é continuar no erro. Veja o que diz a Palavra
em 1João 3: 9: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; pois o que
permanece nele é divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus”.
Muitos conceitos errados a respeito de santidade têm sido implantados no seio da Igreja de
Jesus. Muitos pensam que ter uma vida santa e reta perante O Senhor é viver sem cometer erros.
Pensamento errado! Todos nós pecamos. Vez ou outra erramos e entristecemos o Senhor. É ilusão
dizer que não cometemos pecados; mas a diferença está naquilo que fazemos com eles. Confessamos
ou varremos nossas impurezas para “debaixo do tapete”?
É importante lembrar que nosso objetivo é sempre não pecar, mas, se porventura pecarmos
temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, Senhor e Salvador de nossas vidas (I Jo 2:1).
Portanto, ser santo aos olhos de Deus não implica em você não errar, mas em você não continuar no
erro. O pecado não pode ser um hábito na vida do cristão.
Há ainda aqueles que pensam que ser santo é ser religioso. Não! Religiosidade não é um sinal
de santidade! Arrisco-me até a dizer que a religiosidade e as tradições humanas nos afastam de Deus.
Paulo fala sobre a religiosidade em Colossenses 2:8: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça
presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os
rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”. E ainda em Colossenses 2: 23: “Tais coisas (as práticas
religiosas), na verdade, têm alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em
disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne”.
Santidade não é vestir, ou deixar de vestir, esta ou aquela roupa (embora todo discípulo (a) de
Cristo deve se vestir descentemente); mas é ter um coração que clama, queima e chora por Jesus. É
ter um coração segundo o d’Ele, ou seja, que sente o que Ele sente. Alguém certa vez disse: “O
processo da santificação é um esforço cooperativo entre a Divindade e nós”.
Não podemos “rotular” a santidade de acordo com os nossos padrões. A santificação é a
evidência da salvação e sem ela ninguém verá o Senhor (Hb 12: 14). Repito: sem santificação
ninguém verá Deus!

“Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que
delas jamais nos desviemos”. (Hb 2: 1).

Atitudes que devemos tomar em relação ao pecado

“Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para
santificação, e por fim a vida eterna.” (Rm 6: 22).

O Senhor Jesus declara em Sua oração o conhecimento que tinha do Pai: “Pai Justo” (Jo 17:
25a). Os atributos divinos de Santidade e Justiça separam Deus de todo tipo de ação pecaminosa.
Pecado não combina com Deus, e muito menos Deus com o pecado.
Pecar é não cumprir a “boa, perfeita e agradável vontade de Deus”(Rm 12:2) para nossas vidas.
A Bíblia diz que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”(Rm 3:23); e também que: “o
salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso
Senhor”(Rm 6:23).
A.W. Tozer, em seu livro “Cinco votos para obter poder espiritual”, fez as seguites afirmações
13
sobre o pecado:

“O pecado tem sido disfarçado nestes dias, aparecendo com novos nomes e caras. Você pode
estar sendo exposto a esse fenômeno na escola. O pecado é chamado por diversos nomes enfeitados -
qualquer nome, menos pelo que ele realmente é. Por exemplo, os homens já não ficam mais sob
convicção de pecados; eles têm um complexo de culpa. Em lugar de confessar suas culpas a Deus,
para se livrarem delas, deitam-se num divã e tentam relatar o que sentem a um homem que deve
conhecer melhor tudo sobre eles. Após algum tempo, a resposta dada é que eles foram
profundamente desapontados quando tinham dois anos, ou alguma coisa semelhante. Supõe-se que
isso os fará sentirem-se melhor”.
O pecado em nossas vidas geralmente é semelhante àquelas poeiras que se camuflam em uma
casa. Tal casa aparenta estar limpa, mas, quando é tirado uma tempo para fazer uma limpeza a sujeira
vem à tona (e na maioria das vezes não é pouca). Assim somos nós; aparentamos estar limpos e nos
escondemos por traz de um conceito errado e equivocado de santidade. Mas, se assim como Davi,
pedirmos a Deus para sondar os nossos corações perceberemos o quanto somos impuros e
miseráveis.

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E


vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.” (Sl 139: 23 e 24).

O pecado nos afasta da Presença de Deus (Is59:2), por isso não devemos viver praticando
iniquidades. Com pecado não se “brinca”. Quem brinca com o pecado acaba caindo.
Sansão não levou o pecado a sério. Pensou que podeira vencê – lo sozinho e acabou caindo na
cilada do diabo. Sansão era ungido de Deus e, no momento em que caiu no pecado, passou a ser a
diversão dos ímpios.

“E sucedeu que, alegrando-se-lhes o coração, disseram: Chamai a Sansão, para que brinque
diante de nós. E chamaram a Sansão do cárcere, que brincava diante deles, e fizeram-no estar em pé
entre as colunas... Ora estava a casa cheia de homens e mulheres; e também ali estavam todos os
príncipes dos filisteus; e sobre o telhado havia uns três mil homens e mulheres, que estavam vendo
Sansão brincar”. (Jz 16: 25 e 27).

São basicamente cinco as atitudes que devemos tomar quando pecarmos:

1 – Reconhecer
Reconhecer é admitir, ter consciência ou certeza. Uma das características mais nobres do ser
humano é a sua capacidade de reconhecer que está errado. Considere o que A Palavra diz em
Provébios 3:6: “Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas”.
“Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em
nós”(1Jo 1:8).

“Somente reconhece a tua iniqüidade, que transgrediste contra o SENHOR teu Deus; e
estendeste os teus caminhos aos estranhos, debaixo de toda a árvore verde, e não deste ouvidos à
minha voz, diz o SENHOR.”(Jr 3:13).

“Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é pura vaidade” (Salmo 39: 5).

Devemos aprender a não justificar o nosso erro, e sim a reconhecê – lo. Precisamos ter a
humildade para dizer “Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre
diante de mim. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas
justificado quando falares, e puro quando julgares”. (Sl 51: 3,4).

14
2 – Arrepender
Muitos pensam errôneamente que arrependimento é só para os novos convertidos ou para os
incrédulos. Entendo que a conversão é um processo, portanto arrependimento deve ser cotidiano.
Alguém, certa vez, disse: "Todos nós nascemos de costas para Deus. O arrependimento é uma
mudança de trajetória. É uma volta de cento e oitenta graus."
A palavra “arrependimento” vem do grego “metanóia” que significa “mudança de mente, de
atitude; desejo forte de concerto, de ajustar- se de acordo com a vontade de Deus; atitude verdadeira
de abandonar todos os pecados e deixar ser girigido por Jesus”. O verdadeiro arrependimento é fruto
de um verdadeiro reconhecimento e produz uma mudança de atitude. Pedro disse:

“O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo
para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2Pe
3:9).
“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham
assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor”(At 3:19).

3 – Confessar
Confessar é declarar- se culpado. Confesse seus pecados! Mencione- os pelo nome: “mentira,
orgulho, desonestidade, roubo, adultério, ódio, ira, rancor, ganância, egoísmo, cobiça, murmuração,
inveja, desobediência, idolatria, macumbaria, gula ...”.
Confessar pecados não é vergonhoso, vergonhoso é continuar no erro. Tiago disse:

“Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração
feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tg 5:16).

Como disse também Dwight L. Moody:

“Há três maneiras de se confessar pecados. Todo pecado é contra Deus, e a Ele deve ser
confessado. Há pecados que eu não preciso confessar a pessoa alguma no mundo. Se o pecado foi
entre mim e Deus, devo confessá-lo sozinho no meu quarto. Não preciso cochichá-lo no ouvido de
nenhum mortal. "Pai, pequei contra o céu e diante de Ti." "Pequei contra Ti, contra Ti somente, e fiz
o que é mal perante os teus olhos."

Mas se fiz algo errado a alguma pessoa, e ela sabe que a prejudiquei, devo confessar o pecado
não somente a Deus mas também a esta pessoa. Se o meu orgulho me impede de confessar meu
pecado, não preciso ir a Deus. Posso orar, posso chorar, mas isso não adiantará. Primeiro confesse
àquela pessoa, e depois a Deus, e veja com que rapidez Ele lhe ouvirá e lhe enviará a paz. "Se pois,
ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma cousa contra ti, deixa
perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua
oferta." (Mt 5: 23, 24). Esse é o caminho bíblico.

Há outra classe de pecados que devem ser confessados publicamente. Suponha que fui
conhecido como um blasfemador, um alcoólatra ou um depravado. Se me arrependo de meus
pecados, devo ao público uma confissão. A confissão deve ser tão pública quanto foi a transgressão.
Muitas vezes uma pessoa dirá algo maldoso a respeito de outra na presença de terceiros, e então
tentará apaziguar isso indo somente à pessoa prejudicada. A confissão deve ser feita de forma que
todos os que ouviram a transgressão possam ouvir a confissão.

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Somos bons em confessar o pecado de outras pessoas, mas se experimentarmos um verdadeiro
arrependimento ficaremos mais que ocupados cuidando dos nossos próprios pecados. Quando
alguém dá uma boa olhada no espelho de Deus, não encontrará ali faltas dos outros; tem coisas
demais a ver em si mesmo.”

Ser transparente é a chave para vencermos o pecado. Confesse seus pecados a Deus! Procure
um irmão de sua confiança e seja transparente com ele. Confesse e seja liberto!

“O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas os que as confessa e deixa
alcançará misericórdia”(Provérbios 28: 13).

4 – Crer e tomar posse do perdão de Deus


Deus aborrece o pecado, mas ama o pecador. Daí, em Sua infinita Justiça, Ele resolveu nos
perdoar, nos limpar, nos purificar, nos resgatar e transformar nossa vida em uma nova vida. O nosso
Deus e Pai, em Seu inexplicável amor e atitude de misericórdia, nos acudiu e realizou uma grande
obra de redenção, por meio de Seu Filho Jesus, na vida de pecadores arrependidos.
Deus nos perdoa! O Sangue de Jesus é mais que suficiente para nos lavar de toda impureza.
Por isso, devemos tomar posse do perdão de Deus e não ficar “remoendo” o pecado. Veja o que A
Palavra diz:

“Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados
não me lembro”(Is 43:25).

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos
purificar de toda a injustiça.”(1Jo 1:9).

5 – Abandonar o pecado
Abandonar significa “deixar, largar, desprezar, menosprezar”. O reconhecimento, o
arrependimento e a confissão só fazem sentido se forem seguidas de um abandono da prática
pecaminosa.

“Se eu fechar os céus, e não houver chuva; ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a
terra; ou se enviar a peste entre o meu povo; E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se
humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos
céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2Cr 7:13 e 14).

Como vencer o pecado? O salmista nos dá um apontamento:

“Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra. Com
todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos. Escondi a tua palavra
no meu coração, para eu não pecar contra ti” (Sl 119: 9 – 11).

Santidade ao Senhor!!!

´´Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em
Cristo Jesus nosso Senhor. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes
em suas concupiscências; Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos
de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus,
como instrumentos de justiça``.(Rm 6: 11 – 13).

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Diariamente necessitamos de investir tempo na purificação dos nossos corações; avaliar,
juntamente com Deus, as situações onde cometemos pecado. Ele é Fiel e Justo para perdoar. O Senhor
corrige a quem ama!

3 - A ILUSÃO DE MUITOS CRISTÃOS – O ESPÍRITO RELIGIOSO

´´Aos olhos de Deus, somos julgados não tanto pelo que fazemos e sim por nossos motivos para
fazê- lo. Não ´o que´, mas ´por quê´ será a pergunta importante que ouviremos quando nós, crentes,
comparecermos no tribunal a fim de prestarmos contas dos atos praticados enquanto estávamos no corpo
´´.
A.W. TOZER

Há muitos cristãos sendo enganados nos dias atuais, justamente por pensarem que estão salvos,
quando, na verdade, não estão. Como diz a Palavra em Provérbios 30: 12: “Há aqueles que são puros
aos seus próprios olhos e que jamais foram lavados da sua imundícia”.
Satanás não está de brincadeira, embora muitos crentes não o leve a sério. Ele veio para matar,
roubar, destruir, enganar, iludir aqueles que um dia aceitaram a Cristo como Senhor e Salvador de
suas vidas.

´´Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando
como leão, buscando a quem possa tragar``(IPe 5: 8).

O diabo age sorrateiramente na Igreja semeando contenda, discórdia, mágoa, inveja, heresia,
justiça própria, religiosidade, cultos onde o Espírito Santo não tem liberdade para agir... Não é
necessário afastar uma pessoa da Igreja para retirá – la da Presença de Deus. Nosso adversário tem
conseguido implantar na Noiva de Cristo ´mascarás religiosas`, onde vale mais manter a aparência do
que ser transparente, vale mais esconder uma vida de pecado do que confessar pecados uns aos
outros e ser curado.
O Senhor trouxe, através do profeta Jeremias, palavras fortes ao coração do povo israelita, que
tipifica a Igreja de Jesus:

“Acaso, se esquece a virgem de seus adornos ou a noiva de seus cintos? Todavia, o meu povo
tem se esquecido de mim”(Jeremias 2: 32). “Tão - somente reconhece a tua iniqüidade, reconhece
que transgredistes contra o Senhor, teu Deus, e te prostituíste com estranhos de baixo de toda árvore
frondosa e não deste ouvidos à minha voz, diz O Senhor. Convertei- vos, ó filhos rebeldes, diz o
Senhor, porque eu sou o vosso esposo...”(Jeremias 3: 13 e 14). “Circuncidai - vos para o Senhor,
circuncidai o vosso coração...”(Jeremias 4: 4). “Lava o teu coração da malícia, ó Jerusalém(Igreja),
para que sejas salva! Até quando hospedarás contigo os teus maus pensamentos?”(Jeremias 4: 14).
“Deveras o meu povo está louco, já não me conhece; são filhos néscios e não
inteligentes...”(Jeremias 4: 22). “Vivem no meio da falsidade; pela falsidade recusam conhecer- me,
diz o Senhor dos Exércitos”(Jeremias 9: 6). “O que é isto? Furtais e matais, cometeis adultérios e
jurais falsamente, queimais incenso a Baal e andai após outros deuses com que nada tendes a ver, e
depois vindes e vos pondes diante de mim nesta casa que se chama pelo meu nome, e dizeis:
‘Estamos salvos!’; sim, só para continuardes a praticar estas abominações!”(Jeremias 7: 9 e 10).

A salvação, segundo Jesus em João 17: 3 consiste em conhecer a Deus como único Deus
Verdadeiro, e a Jesus Cristo, Seu Filho. A salvação não consiste em levantar as mãos na hora do
apelo, nem em ser batizado, mas consiste em conhecer a Deus. Conhecer a Deus é estabelecer um
relacionamento diário com Ele. “Conhecer e prosseguir em conhecer ao Senhor” diz a Palavra(Oséias
6). Em outra parte do livro de Oséias nós vemos Deus falar: “O meu povo está sendo destruído,
porque lhe falta o conhecimento”(Os 4: 6a). Falta conhecimento da Palavra de Deus! Falta o
conhecimento de Deus!!! “Pois misericórdia quero, e não sacrifícios, e o conhecimento de Deus,
mais do que holocaustos”(Oséias 6: 6). Qual é a maior fonte para se ter o conhecimento de Deus? É a
Palavra de Deus. Então, porque negligenciamos tanto a Palavra atualmente? Por que investimos tão
pouco tempo na leitura e estudo da Bíblia? Por que, quando a pregação demora um pouco, nós já
queremos ir embora do culto, sendo que quando um pregador fala, não fala de si mesmo, mas, fala

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por Deus? Por que conversamos tanto na hora da mensagem, atrapalhando os irmãos que querem
ouví- la? Passamos horas em um “show evangélico”, mas, somos incapazes de ficar uma hora
estudando a Palavra.
Existem muitos membros de Igreja que não estão salvos, pois ainda não tiveram um encontro
transformador com Cristo Jesus. Muitos não podem dizer como Paulo: “Sei em quem tenho crido; e
sei que é poderoso para fazer muito mais daquilo que pedimos ou pensamos”(Efésios 3: 20 e
2Timóteo 1: 12). Será que conhecemos, de uma forma pessoal e íntima, Aquele em quem cremos? Os
cristãos atuais estão acomodados com o que têm, e não estão buscando mais de Deus. Pensamos que
já conhecemos a Deus, quando, na verdade, sabemos muito pouco sobre Ele! Sabe o que isso
significa? Comodismo! Inércia! Mornidão espiritual!!! Mornidão espiritual causa náuseas em Deus
(Apocalipse 3: 14- 22).

Paulo adverte os cristãos de Éfeso para eles não serem como ‘meninos inconstantes’: “Para que
não sejamos como meninos inconstantes, agitados de um lado para o outro e levados ao redor por
todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro”(Efésios
4: 14). Não devemos ter uma vida espiritual cheia de oscilações, ou seja, um dia você está firme com
Deus, outro dia você está triste e desanimado espiritualmente. Para que isto não aconteça devemos
estar firmados, fundamentados, alicerçados na Palavra de Deus.

Satanás tem enganado a muitos! O diabo tem infiltrado em nosso meio o espírito religioso e o
comodismo, que são características marcantes de um estilo de vida farisaico. Isto é, tal pessoa
conhece a lei de Deus, mas não conhece O Deus da lei; presenciam os milagres de Deus, mas não
têm a Presença do Deus de milagres; pessoas que falam sobre Deus, mas muito raramente falam com
Deus; pessoas que chamam Jesus de “Senhor”, mas não O obedece integral e incondicionalmente, ou
seja, só obedecem quando a obediência traz algum benefício pessoal(Lc 6: 46: “Porque me chamais
Senhor, Senhor se não fazem o que eu vos mando?”); pessoas que são apenas ouvintes e falantes da
Palavra, mas nunca praticantes; pessoas que confessam ter um encontro com Jesus, mas não andam
em novidade de vida(2Coríntios 5: 17); pessoas que vivem na falsidade e no engano.

“No tocante a Deus, professam conhecê- lO; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que
são abomináveis, desobedientes, e reprovados para todo boa obra”(Tito 1: 16).

O que o apóstolo Paulo estava dizendo a Tito era: “Há pessoas dentro da Igreja que vivem em
falsidade. São incoerentes!!! Por fora são cordeiros, mas por dentro são lobos; pessoas que amam
Jesus apenas de palavras. Professam ter um encontro com Ele, mas, na verdade não têm um caráter
ajustado ao Seu”. Jeremias também diz estas palavras: “...têm- te nos lábios, mas longe do
coração”(Jeremias 12: 2). Os crentes em Roma também foram advertidos por Paulo: “Tu, pois, que
ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Dizes que
não se deve cometer adultério e o cometes? Abominas os ídolos e lhes roubas os templos? Tu, que te
glorias na lei, desonrais a Deus pela transgressão da lei? Pois, como está escrito, o nome de Deus é
blasfemado entre os gentios por vossa causa”(Romanos 2: 21- 24).

``Jesus está feliz com você?``

É interessante pensar que em boa parte das reuniões entre cristãos, alguém sempre pergunta à
congregação : "Quem está feliz com Jesus diz: Amém!!!?"; e todos, a uma, respondem em coro:
"Amém!!!". É comum repetir a pergunta e exigir uma maior veemência e euforia na resposta:
"AMÉM!!!". O interlocutor então, se dá por satisfeito com o seu público e segue dando
prosseguimento ao programa eclesiástico, ciente de que tem diante de si pessoas satisfeitas e felizes
com Jesus.
Mas eu sempre me questionei, porque uma segunda pergunta nuca é feita, aliás, a única
pergunta que deveria ser feita, a pergunta realmente vital e crucial: "Se Jesus está feliz com você
diga: Amém!?"
Imagine esta pergunta sendo feita, qual seria a reação do público? Cairia como uma "bomba"
no meio do povo de Deus. Não temos motivos para não estarmos felizes com Jesus, mas, será que
Ele está descontente conosco?
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Esta pergunta é fundamental. Jesus está feliz com o estilo de vida que temos? Vamos aos
cultos, ouvimos pregações, cantamos louvores... Mas, quais são as nossas motivações? Deus olharia
para nossas vidas e diria: “Este é o meu filho amado, em quem me comprazo”?
Por vivermos em um mundo onde a aparência é mais importante, muitas vezes pensamos que
no Reino de Deus também é assim, quando, na verdade, não é. O profeta Jeremias disse: “Mas tu, ó
SENHOR, me conheces, tu me vês, e provas o meu coração para contigo...” (Jr 12: 3a). Deus
confirma:

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Eu, o
SENHOR, esquadrinho o coração e provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o
seu proceder e segundo o fruto das suas ações.”. (Jr 17: 9,10).

Precisamos avaliar os nossos motivos perante Deus e a Igreja. Fazer as coisas para Deus é
importante, mas desde que seja única e exclusivamente para a Sua glória e louvor.
Os farizeus nos dão o maior exemplo de que fazer a obra com as motivaçoes erradas não
agrada a Deus. Jesus disse a respeito deles:

“Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo se aproxima de mim
com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão
me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens”. (Mt 15: 7 – 9). “Vós sois os que
vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações, porque o
que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação”. (Lc 16: 15). “E fazem todas as obras a
fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas das suas
vestes... Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho,
e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas
coisas, e não omitir aquelas. Condutores cegos! que coais um mosquito e engolis um camelo. Ai de
vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior
está cheio de rapina e de iniqüidade. Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo e do prato,
para que também o exterior fique limpo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois
semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente
estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia. Assim também vós exteriormente pareceis
justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade.”. (Mt 23: 5, 23 –
28).

Jesus chama os fariseus de hipócritas. O dicionário define “hipocrisia” como “fingimento,


falsidade”. Os fariseus eram fingidos. Eles não buscavam a aprovação de Deus, mas a dos homens.
Viviam de aparências e estavam cheios de pecado.
A religião não é o lugar onde se encontra a glória de Deus. O Senhor não se agrada da
religiosidade vazia. Os farizeus eram religiosos. Eles entrgavam os dízimos, faziam orações, eram
entendidos da lei, mas seus corações estavam longe de Deus.
Não adianta sermos apenas pessoas religiosas. A religiao não transforma a vida de ninguém.
Jesus transforma! Só Ele é capaz de perdoar, transformar, salvar a vida do mais torpe pecador, e dar
a este uma nova vida em Deus.

“Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de
Deus”. (Jo 3:3).

PARTE II

4 – NOVA CRIATURA

“A regeneração não é uma melhoria dos velhos princípios, nem uma correção da imagem de Deus
corrompida e arruinada no homem. É uma obra totalmente nova”. JOHN GILL

A verdadeira evangelização conduz o homem a um encontro redentor e comprometedor com

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Deus. A cruz é “vergonha” para muitos, porém ela é a redenção para os perdidos arrependidos e a
declaração da graça do Senhor.
Evangelizados pela mensagem da reconciliação, somos conduzidos ao entendimento da obra
de Deus através de Jesus Cristo. O evangelho da Bíblia não é um “evangelho de ofertas”, mas é o
“evangelho da graça”. É pela graça, pelo favor imerecido de Deus, que somos salvos mediante a fé
abraçada em Cristo. É esse “evangelho da graça” que resgata, restaura, salva e conduz o homem a
ser um seguidor fiel de Jesus.
A vida do discípulo de Cristo é uma vida regenerada pela ação do Espírito Santo. Purificado
pelo Sangue de Jesus, o “nascido de novo” passa a evidenciar em seu viver aspectos no seu caráter
transformado pelo evangelho.
Até agora falamos de alguns sinais que acompanham aquelas pessoas que têm um espírito
religioso e que pensam estar salvas. Vamos falar, tendo como base o texto de Colossenses 3, sobre as
características que marcam uma pessoa verdadeiramente convertida:

“... buscai as coisas lá do alto... pensai nas coisas lá do alto... fazei, pois, morrer a vossa
natureza terrena... despojai - vos do velho homem... revesti - vos, pois, como eleitos de Deus, santos
e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de
longanimidade... suportai - vos uns aos outros, perdoai - vos mutuamente... habite, ricamente, em vós
a Palavra de Cristo... e tudo que fizerdes (...), fazei – o em nome do Senhor”.

Um verdadeiro discípulo de Cristo Jesus, busca e pensa nas coisas do alto, ou seja, tem um
anseio pelas coisas celestiais; se despoja do velho homem e se reveste do novo homem; tal pessoa é
humilde, mansa, longânima, amorosa, perdoadora, aceita a exortação, é obediente à Palavra do seu
Mestre e glorifica o nome de Jesus em tudo.
Tudo isso se resume em uma única coisa: uma pessoa que teve genuinamente um encontro com
Jesus, busca ter o caráter d’Ele e manifesta uma novidade de vida; testemunhado Jesus, fazendo
conhecido O Seu Nome! Será este o estilo de vida de muitos dos nossos membros de igreja? Quando
vejo cristãos impacientes, arrogantes, amargurados, irados, fofoqueiros, mentirosos, orgulhosos,
materialistas... fico triste, pois eu nunca li em nenhuma passagem das Escrituras Jesus agindo dessa
forma! Digo isso para mim mesmo; pois muitas vezes, quando ajo de maneira indevida, eu posso
ouvir a doce e amorosa voz do meu Senhor me dizendo: “Filho, não foi assim que você aprendeu
com Jesus”. E, realmente, não foi!
A Bíblia diz: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é, as coisas velhas se passaram, e
eis que tudo se fez novo”(2Coríntios 5: 17). Tudo se faz novo quando as coisas velhas passam. Se as
coisas velhas ainda não passaram, as coisas novas não são uma realidade em nossa vida. Como
receberemos “vinho novo” se ainda somos “odres velhos”?

“E quem usaria odres velhos para guardar vinho novo? Pois os odres velhos arrebentariam com
a pressão, o vinho se derramaria e os odres se estragariam. Para guardar vinho novo só se usam odres
novos. Desta maneira, ambos são conservados juntos”. (Mt 9: 17).

Muitos “crentes” escondem o “velho homem” ao invés de matá- lo! “Se alguém está em Cristo,
nova criatura é...” Eis uma verdade incontestável. A questão é: estamos em Cristo? Estamos unidos
com Ele? Estamos fundamentados na Rocha, na Palavra de Deus, que é Jesus(Salmo 119: 89)?
Não há como ser amigo de Deus e amigo do “mundo” ao mesmo tempo. O Senhor nos convida
a renunciar os prazeres momentâneos da carne. Ele tem algo melhor! Deus é Galardoador daqueles
que O buscam e O adoram em espírito e em verdade.

Presença de Deus ajusta caráter

Em toda a Bíblia vemos que aqueles que tiveram um encontro verdadeiro com Deus nunca se
desviaram ou se rebelaram (permanecendo rebeldes) contra Ele. Uma vez tocados pela Glória de
Deus não há como virar as costas ou esquecê - Lo. Isto é muito mais do que simples argumentos ou
doutrinas, é experiência pessoal!
Quando alguém tem um verdadeiro encontro com Jesus (“está em Cristo”), tudo na vida desta
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pessoa é renovado: sua mente é renovada (Romanos 12: 1, 2), seu comportamento é renovado, seu
modo de falar, de vestir, de andar, de agir são renovados; o coração desta pessoa é renovado. Sabe
por quê? Porque onde Jesus entra o ambiente é mudado. Onde Deus passa tudo muda. A Palavra é
clara ao dizer em Joel 2: 3: “À frente d’Ele vai um fogo devorador, atrás, chama que abrasa; diante
d’Ele, a terra é como o Jardim do Éden; mas, atrás d’Ele, é como um deserto árido. Nada lhe escapa”.
A Presença manifesta de Deus ajusta caráter. Portanto, todo aquele que diz ter um encontro com
Jesus e não tem um caráter ajustado, está enganado, iludido. Onde a luz da Glória de Deus entra não
pode haver trevas, ou seja, quanto mais nos aproximamos de Deus, mais vemos a podridão existente
em nós. A presença de Deus produz arrependimento! Isso aconteceu com Isaías(Isaías 6). Quando ele
se deparou com a Glória, com a Presença manifesta de Deus ele percebeu sua podridão e impureza:
“Ai de mim que vou perecendo! Porque sou homem de lábios impuros e habito no meio de um povo
de lábios impuros, e os meus olhos viram o Rei, O Senhor dos exércitos”. A Palavra diz que um dos
serafins tocou os lábios de Isaías com uma brasa tirada do fogo do altar de Deus, e Isaías foi
purificado(Isaías 6: 6 e 7). A partir desse encontro com O Senhor, Isaías nunca mais foi o mesmo.

Como disse Richard Foster: “Se a adoração não nos transformar, ela não é adoração. Estar
diante do Santo da eternidade é transformar-se... Se a adoração não nos impulsionar para maior
obediência, não é adoração. Assim como a adoração começa em santa expectação, ela termina em
santa obediência”.

Somos como a prata

Leia este relato:

“Havia um grupo de mulheres num estudo bíblico do livro de Malaquias. Quando elas estavam
estudando o capítulo três, elas se depararam com o versículo três que diz: 'Ele assentar-se-á como
fundidor e purificador da prata...'

Este verso intrigou as mulheres e elas se perguntaram o que esta afirmação significava quanto ao
caráter e natureza de Deus. Uma das mulheres se ofereceu para tentar descobrir como se realizava o
processo de refinamento da prata e voltar para contar ao grupo na próxima reunião do estudo bíblico.

Naquela semana esta mulher ligou para um ourives e marcou um horário com ele para assisti-lo em
seu trabalho. Ela não mencionou a razão de seu interesse na prata, nada além do que sua curiosidade
sobre o processo de refinamento da mesma.

Enquanto ela o observava, ele mantinha um pedaço de prata no fogo e deixava-o aquecer. Ele
explicou que no refinamento da prata devia-se manter a prata no meio do fogo onde as chamas eram
mais quentes de forma a queimar todas as impurezas. A mulher pensou em Deus mantendo-nos em
um lugar tão quente. Depois, ela pensou sobre o verso novamente... 'Ele se assenta como um
fundidor e purificador da prata'.

Ela perguntou ao ourives se era verdade que ele tinha que se sentar em frente ao fogo o tempo todo
que a prata estivesse sendo refinada. O homem disse que sim, ele não apenas tinha que se sentar lá
segurando a prata, mas também tinha que manter seus olhos na prata o tempo inteiro. Se a prata fosse
deixada apenas por um momento em demasia nas chamas, ela seria destruída.

A mulher silenciou por um instante. Depois, ela perguntou:

- 'Como você sabe quando a prata está completamente refinada?'

E o homem respondeu:

- 'Oh, é fácil!O processo está pronto quando vejo minha imagem refletida nela'.”

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“E todos nós com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor,
somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Espírito do Senhor.”
(I Co: 3: 18).

O fogo de Deus vem para purificar, para queimar, para consumir toda carnalidade existente em
nós. A Igreja contemporânea precisa do fogo de Deus para queimar toda espécie de mundanismo
(vestígios do Egito) existente em nosso meio! Deus é um Fogo Consumidor!!! O propósito do
avivamento é mudança de vida, é satisfazer o desejo de Deus de fazer de nós filhos semelhantes a
Jesus. Filhos “semelhantes a Jesus” buscam o interesse do Pai, ou seja, Deus ocupa o primeiro lugar
na vida desta pessoa. Atingir o coração de Deus é tudo que mais quer.

Você está disposto? Você construiria um altar para Deus e diria: “Senhor, venha consumir toda
carnalidade existente em mim com Teu fogo. Eu sou o sacrifício!”? Você é capaz de dizer como
Paulo: “Tenho por perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus. Deixo de
lado todos os meus sonhos, prazeres e vontades para conhecer o meu Amado Jesus”(Filipenses 3: 4-
10)?

Um coração apaixonado

Estou falando em ter um coração apaixonado por Jesus. O que é paixão? Paixão é, basicamente
aquilo que nós, brasileiros, vemos em um estádio de futebol em um dia de clássico. As pessoas
gritam, pulam, choram, torcem com todas as forças disponíveis em seus corpos até ficarem
ofegantes. Essa paixão que o povo brasileiro tem pelo futebol deveria causar vergonha na igreja, pois
muitos descrentes amam mais o futebol do que muitos crentes amam a Jesus. A causa dessa vergonha
é que O nosso Amado Jesus Cristo é muito mais precioso do que qualquer time de futebol. Estou
dizendo que os discípulos de Cristo deveriam ser mais fervorosos do que as pessoas em um estádio
num dia de clássico. Deveria arder em nosso coração um amor intenso e cada vez mais forte pelo
Senhor Jesus. Não temos motivo para não amá- lO. Não temos motivo para não estarmos felizes com
Ele. A nossa paixão por Cristo deve se acender cada dia mais fortemente, e a fome por Sua Presença
deve ser maior em cada etapa de nossa jornada. Um coração verdadeiramente apaixonado por Jesus
não mede esforços para agradar O Pai. Honrar a Deus é o deleite de um faminto por Jesus. Um
coração apaixonado não espera até os domingos para relacionar com o Pai, mas está sempre com o
pensamento n’Ele, vivendo no Espírito, andando no Espírito. “Digo, porém: andai no Espírito e
jamais satisfareis à concupiscência da carne”(Gálatas 5: 16).

Nascido de Deus

Não adianta muito sermos usados por Deus se não formos aprovados por Ele, e não adianta
termos contato com os milagres de Deus sem ter contato permanente com O Deus de milagres. Deus
não derramará sobre nós o Seu poder e Sua glória sem haver uma transformação no nosso caráter.
Deus não derramará Seu Vinho Novo em odres velhos. Precisamos de encontros com Deus que nos
mude completamente. Precisamos, necessitamos e devemos ansiar pelo poderoso toque da glória do
Todo- Poderoso.
Quero te confrontar com algumas perguntas: Quem governa a sua existência? O propósito de
Deus tem sido cumprido em sua vida? Você está cada dia mais se parecendo com Cristo? Você ama a
Deus verdadeiramente com toda sua força, alma e coração? Você vive uma vida de santidade, temor e
obediência a Cristo Jesus? Você vive a realidade de servir a um Deus Santo que requer santidade de
Seus servos? Você pode dizer como Paulo: “Sejam meus imitadores, assim como eu sou de
Cristo”(1Coríntios 11: 1)? Você busca a Deus por interesse ou por amor? Você tem verdadeira fome
de Deus ou apenas uma curiosidade intelectual? Você conhece a Deus intimamente (na prática), ou a
penas O conhece de ouvir falar(na teoria)? Você já nasceu de novo?

“Todo aquele que é nascido de Deus(nasceu de novo), não vive na prática do pecado”(1João
3: 9). “Todo aquele que crê que Jesus é O Cristo é nascido de Deus”(1João 5: 1). “Todo aquele que
pratica justiça é nascido de Deus”(1João 2: 29). “Sabemos que passamos da morte para a vida,
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porque amamos os irmãos”(1João 3: 14). “Todo aquele que é nascido de Deus vence o
mundo”(1João 5: 4).

O que o apóstolo João disse nesses versos se aplica em sua vida? Essas perguntas precisam ser
respondidas com sinceridade. Não podemos mais viver uma vida de engano e falsidade.

Se existe uma coisa que Jesus Cristo nunca buscou, tal coisa é a popularidade (fama). Em João
capítulo seis, a partir do versículo sessenta, temos em relato bastante interessante. Após Jesus ter
dado um discurso, os “discípulos” ficaram escandalizados e murmuraram: “Duro é este discurso;
quem o pode ouvir?” Tais discípulos O abandonaram. “Então, Jesus perguntou aos doze: ‘Porventura,
quereis também vós outros retirar- vos?’” Este relato retrata que Cristo Jesus, O Mestre dos mestres,
nunca esteve à procura de fama ou popularidade. Em outra ocasião, O Amado de nossas almas deixa
bem claro: “Se alguém quiser vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga- me.
Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perde- la- á; e quem perder a vida por minha causa acha- la-
á”(Mateus 16: 24 e 25). E ainda: “Entrai pela porta estreita(larga é a porta, e espaçoso o caminho que
conduz à perdição; e são muitos os que por ela entram). Porque estreita é a porta e apertado o
caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela”(Mateus 7: 13 e 14).

“Perder a vida”, “negar a si mesmo”, “tomar a cruz”, “entrar pela porta estreita”, “seguir os
passos do Mestre”... Tudo isso significa renunciar as vontades próprias para fazer a vontade de Deus.
As pessoas geralmente não gostam de perder. Todos querem lucrar. Todos buscam benefícios,
comodidade. É muito comum ouvirmos a seguinte indagação: “O que eu ganho com isso?”. No
entanto, Cristo disse que se alguém quiser salvar a sua vida perdê-la-á. Jesus deixa claro que aquele
que não renuncia suas vontades próprias para fazer a vontade do Pai não é digno d’Ele, não pode ser
chamado de filho de Deus. Vida com Jesus é uma vida transparente, verdadeira. Afinal, Ele é O
Caminho, A Verdade e A Vida. Nunca foi objetivo de Jesus enganar a ninguém, dizendo que viver
uma vida para a glória de Deus significa ausência de problemas. Muito pelo contrário, em João 16:
33 Ele disse: “No mundo passais por aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. Vemos na
pregação de Cristo um equilíbrio entre a glória da caminhada com Deus (os benefícios, os prazeres) e
as perseguições decorrentes de sua obediência ao Amado. Você está disposto a seguí- lO? Você está
disposto a pagar o preço, por mais alto que este preço seja, para andar com Deus? Você está decidido
a viver uma vida para a glória de Deus? É tempo de nos posicionarmos!!! Chega de ficarmos no
“vale da decisão”. É tempo de demonstrarmos o nosso amor por Jesus não apenas com nossas
palavras, mas com nossas atitudes!

“Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em
verdade.”(IJo3:18).

O Senhor nos chama a viver uma vida nova, manifestando o caráter de Cristo. Pois, “Cristo em
nós, é a esperança da glória”. (Cl 1: 27).

5 - O CARÁTER DE CRISTO

“Deus o ama do jeito que você é, mas não quer deixá-lo da mesma maneira.”
MAX LUCADO

Uma vez salvos por Jesus, inicia – se uma nova jornada em nossas vidas: a santificação. Como
disse o pastor Ivênio dos Santos “nós fomos salvos da penalidade do pecado, estamos sendo salvos
do domínio do pecado e seremos salvos da presença do pecado”.
Aquele que diz ter um encontro com o Rei deve manifestar uma nova vida em Deus, buscando
a santidade, almejando ter o Seu caráter.

“Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou” (I Jo 2: 6).

O apóstolo Paulo disse que trazia em seu corpo as “marcas de Cristo” (Gl 6: 17). Podemos
entender isso como se ele estivesse dizendo que tinha as características de Jesus implantadas ou

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visivéis em sua vida.
Quando falamos em ter o caráter de Cristo, falamos sobre ter o mesmo coração que Ele tem.
Sentir o que Ele sente; falar o que Ele fala; fazer o que Ele faz. Para tanto, é preciso manter uma
proximidade, uma convivência dia após dia, hora após hora, minuto após minuto.
Um dia perguntaram para Dwight L. Moody: “O senhor ora uma, duas, ou três horas por dia?”,
e ele respondeu: “Não oro mais do que dez minutos por dia, mas também não permaneço mais que
dez minutos por dia sem orar!”.
Li a seguinte frase em algum lugar: “Prefiro ter o caráter de Cristo a ter todos os dons.”. Dons
são importantes, caráter é essencial! Segundo o dicionário a palavra “caráter” significa: “Os traços
psicológicos, as qualidades, o modo de ser, sentir e agir de um indivíduo. Gênio, humor. Firmeza de
atitude.”. Como o nosso modo de ser, de sentir e agir têm sido diferente do de Jesus!?

Fruto do Espírito

“O fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão,
temperança”. (Gl 5: 22).

O caráter de Jesus é evidenciado pela manifestação do fruto do Espírito. Todas as virtudes


mencionadas por Paulo eram visíveis na vida e no ministério de Cristo. Como disse James D. Crane:
“As nove virtudes que formam o fruto do Espírito constituem o propósito e o alvo de Deus para todos
os Seus filhos. Quando permitimos que o Espírito nos controle, Ele vai produzindo em nós todas essas
nove graças. Sim, são graças cristãs, porque esse fruto dividido em nove partes é uma descrição
maravilhosa do caráter de Jesus Cristo”.
O fruto não é algo que se ganha (Não cai do céu!), mas, é algo que se conquista pela graça de
Deus, através da “lapidação” diária do nosso caráter. É obra do Espírito Santo.
Paulo disse que se formos controlados pelo Espírito Santo não cumpriremos os desejos carnais.
Em outras palavras, se alimentarmos o nosso espírito mais do que a carne, certamente viveremos em
santidade. Alimentamos o espírito quando lemos a Palavra, oramos, jejuamos, temos comunhão com
os irmãos... e, fortalecemos os desejos da carne quando não perdoamos as pessoas, aceitamos fofocas,
vemos programas indevidos na televisão, abrimos sites pornográficos... É como se dois “leões”
estivessem lutando dentro de nós. Quem alimentarmos mais vencerá e viverá em nós.

“Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne
cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não
façais o que quereis”. (Gl 5: 16, 17).

As virtudes presentes no fruto do Espírito devem ser características comuns a todos os cristãos.
Pois elas, verdadeiramente, são as evidências de uma vida salva por Cristo e cheia de Sua Presença. A
plenitude do Espírito de Deus não é derramada sobre uma vida que pratica as obras da carne. Como
vimos, pecado não combina com Deus. Ele é Santo!

“E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências”. (Gl 5:
24).

Vamos estudar brevemente as nove qualidades que Paulo aborda.

Amor

A principal marca da igreja deve ser o amor. Jesus disse que o mundo nos reconheceria como
Seus discípulos a partir do momento que aprendermos a amar as pessoas (tanto as ´amigas´como as
´inimigas´). Pois foi pelo amor incompreensível de Deus que Jesus veio ao mundo para salvar a todo
que nEle crer.

“E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de
todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é:

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Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os
profetas”. (Mt 22: 37 – 40).

Jesus não disse: “Amarás as bençãos de Deus...”, mas disse: “Amarás o Senhor teu Deus...”.
Quando verdadeiramente aprendermos a amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a nós
mesmos Deus trará um grande avivamento sobre a igreja.

Alegria - Gozo

A alegria vinda de Deus independe das circunstâncias. Certamente passamos por momento
difíceis, mas como o salmista diz: “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Sl
30: 5). Veja o que Habacuque disse em meio as tribulações:

“Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o
produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam
arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da
minha salvação. O SENHOR Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará
andar sobre as minhas alturas”. ( Hb 3: 17 – 19).

Ele só pôde dizer isso por que estava firmado em Deus. A sua fé e a sua alegria não estavam
postas nas bençãos de Deus, mas no Deus das bençãos.

“Então a virgem se alegrará na dança, como também os jovens e os velhos juntamente; e


tornarei o seu pranto em alegria, e os consolarei, e lhes darei alegria em lugar de tristeza”. (Jr 31: 13).

Alegre – se no Senhor, pois Sua alegria é a nossa força!

Paz

A verdadeira paz procede de Deus e também é independente das circusntâncias. Não é um


sentimento temporário como a paz do mundo, mas uma plena convicção de que o Senhor dos
Exércitos está no controle. Jesus não nos prometeu ausência de problemas, porém nos garantiu que,
mesmo diante das adversidades, o coração do discípulo repousará em paz.

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o
vosso coração, nem se atemorize”. (Jo 14: 27).
“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom
ânimo, eu venci o mundo”. (Jo 16: 33).

Longaminidade – Paciência

Deus é o maior exemplo de longaminidade. Muitas vezes erramos, falhamos, mas o Senhor
sempre está disposto a nos perdoar. E nós? Somos impacientes no trânsito, no trabalho, com a família,
com os irmãos, com o pastor... É importante ressaltar que quanto mais pedirmos paciência a Deus
mais situações seram colocadas em nossas vidas para que possamos ser testados. Jesus que moldar
nosso caráter e o método dEle é este: o deserto, a provação. Ele mesmo aprendeu a obedecer pelas
coias que sofreu.

“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de


benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos
uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós
também”. (Cl 3: 12 e 13).
“Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação...”. (Rm 12: 12).
“...sustenteis os fracos, e sejais pacientes para com todos”. (1Ts 5: 14).

Benignidade
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A benignidade mencionada por Paulo é uma referência à empatia e compaixão. É a capacidade
de sentir o que as pessoas sentem; chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram.
Uma pessoa benigna se importa com os sentimentos dos outros; não para intrometer, fofocar e
maldizer, mas para confortar, consolar e ser um canal de edificação de Deus. Considere o que Jesus e
Paulo disseram:

“Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o
vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus”.
(Lc 6: 35).
“Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros,
como também Deus vos perdoou em Cristo”. (Ef 4: 32).

Bondade

A bondade de Deus está ligada a generosidade e misericórdia. Inúmeras partes das Escrituras
relatam que “O Senhor é bom e a sua misericórdia dura para sempre”. E, como Jesus, devemos ser
generosos e bondosos para com todas as pessoas.

“Provai, e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele confia”. (Sl 34: 8).
“Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e
habitarei na casa do SENHOR por longos dias”. (Sl 23: 6).

O bondoso perdoa, ajuda, oferta... e, acima de tudo, segue os passos do Mestre Jesus.

“Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou
fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele”. (At 10: 38).

Fidelidade

O Senhor está a procura de servos bons e fiéis. Nossa fidelidade deve englobar os princípios e a
Palavra de Deus. Jesus disse para sermos fiéis até a morte.

“Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida”. (Ap 2: 10).

Ser fiel nos dízimos, nas ofertas, no casamento, nas amizades, nos negócios, no trabalho...
enfim, fidelidade tem a ver com confiabilidade. Uma pessoa fiel é confiável e leal. Jó é um exemplo
de servo bom e fiel. Mesmo perante perdas inesperadas ele se manteve firme no Senhor, pois
compreendia que Deus nunca abandona Seus filhos.

“A tua fidelidade dura de geração em geração...”. (Sl 119: 90).

Mansidão

A mansidão é uma faceta importante do caráter de Cristo. O próprio Jesus disse: “Tomai sobre
vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso
para as vossas almas”. (Mt 11: 29).
Ser manso implica em ser humilde e calmo mesmo em situações que nos causam profunda
irritabilidade. Veja o que a Bíblia diz a respeito de Moisés:

“E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra”.
(Nm 12: 3).

Ser manso não é ser preguisoço, mas ser completamente dependente de Deus e ter a certeza de
que o Senhor governa sobre nossas vidas.

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Domínio próprio

Domínio próprio tem a ver com autocontrole, temperança. Implica em não ser governado pelos
desejos pecaminosos. É quando lutamos contra a “carne” e vencemos, pela graça de Deus. Paulo
retrata bem esta situação:

“Esmurro o meu corpo e faço dele o meu escravo... para que eu mesmo não venha a ser
reprovado”. (1Co 9: 27).

Alguém certa vez disse que nós conhecemos as pessoas por suas reações e não pelas suas ações.
Ações podem ser premeditadas. Reações não! A maneira como reagimos às ofensas, críticas, fofocas,
injúrias, maledicências... revela o nosso caráter, muitas vezes deturpado e camuflado pelas “boas
obras”.

“Como a cidade derrubada, sem muro, assim é o homem que não pode conter o seu espírito”.
(Pv 25: 28).

O fruto do Espírito constitui um excelente indicativo de uma vida completamente cheia da


Glória de Deus. A verdadeira espiritualidade é evidenciada pela manifestação dessas nove virtudes e
não pelos dons ou talentos.
A Palavra nos exorta a sermos imitadores de Deus como filhos amados (Ef 5: 1). Devemos
seguir os passos de Jesus. Antes de tomarmos alguma decisão devemos sempre perguntar: “O que
Cristo faria em meu lugar?”. A igreja que faz a diferença é aquela que vive o evangelho.
O Espírito Santo nos guiará diariamente, colocando situações em nossas vidas para que
possamos demonstrar amor, alegria, paz, longaminidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão
e domínio próprio. Estejamos atentos e vigilantes!

Cristão: Parecido com Cristo

Certa vez, li um artigo (cujo autor desconheço) com o seguinte título: “Quero ser um cristão
diferente”:

“Quero ser um cristão diferente. Não quero ser conhecido apenas como alguém que ‘não bebe,
não fuma e não joga’. Isso é muito pouco... Também não me contento em ser chamado de ‘crente’
por ter um modo diferente de vestir... também não me satisfaço com o modelo ‘gospel’ de crente que
há hoje em dia... quero ser um crente diferente. Que não seja alienado da vida e de seus problemas.
Que saiba discutir e entender as questões existenciais como a dor, a miséria, a sexualidade, a paixão e
o amor. Quero ser um crente que não vive acuado, com medo de tudo, vendo o diabo em toda parte e
querendo amarrá- lo a todo momento, pois, Jesus Cristo o derrotou na cruz, Satanás é um derrotado,
e eu não preciso ficar me preocupando com ele vinte e quatro horas por dia... que a minha diferença
não esteja na roupa, mas na essência: coração bom, olhos bons... quero ser um crente que vive bem
com seu próximo... quero ser reconhecido como crente pelo que eu ‘sou’ a não por aquilo que não
faço. Quero ser um crente simpático aos outros, agradável, piedoso, que se entristece com a dor do
próximo, mas que também se alegra com seu sucesso(já notou que as pessoas se solidarizam com
nossas derrotas mas poucos se alegram quando vencemos?). Não quero ter de falar a todo momento
que sou crente, para que os outros saibam, mas quero viver de tal modo que os outros percebam
Cristo em mim".

Você sabe o que significa a palavra ‘cristão’? Significa parecido com Cristo. Diante desta
definição, será que podemos ser chamados de ‘cristãos’? Os membros da igreja primitiva eram
chamados de cristãos. Eles não se intitulavam cristãos, mas o povo via neles o caráter de Cristo. “…E
em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos”(Atos 11: 26).

Ser simples como Jesus; ser puro e santo como Jesus; ser misericordioso como Jesus; ser justo
como Jesus; ser amoroso como Jesus; ser piedoso como Jesus; ser paciente como Jesus; ser benigno
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como Jesus; ser zeloso como Jesus; ser obediente como Jesus(Hebreus 5: 8). Esse deve ser o nosso
objetivo. Jesus é a nossa referência, o nosso alvo, O Autor e Consumador de nossa fé!

“Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conforme à
imagem de seu Filho, afim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”(Romanos 8: 29).

O nosso maior problema em termos o caráter de Cristo não é a falta de exemplos bíblicos,
pregações, estudos ou livros sobre o assunto (Hb 12: 1). O que nos falta é sermos cumpridores fiéis
da Palavra de Deus e não somente ouvintes ou pregadores.
Precisamos entrar na fôrma de Deus; precisamos ir à casa do Oleiro e ser moldado ao Seu
caráter. O texto de Romanos 8: 29 diz que devemos ser “conforme a imagem de Seu Filho”. Isso
significa que devemos tomar a forma de Jesus, ou seja, Seu caráter deve ser visível em nós.
O que a igreja mais precisa é uma transformação de caráter, vinda de um encontro
transformador com Cristo. Você já deve ter se perguntado: “Por que minha Igreja não é avivada? Por
que Deus não se manifesta sobrenaturalmente ao Seu povo?” Se você for sincero, irá concordar
comigo: muitas vezes, há mais devassidão dentro de algumas de nossas igrejas do que no mundo. Há
pessoas que “nasceram” no evangelho e vivem sem uma “gota” do santo temor e reverência a Deus.
Vão aos cultos, conhecem a Palavra de Deus, mas ainda não tiveram um encontro verdadeiro com
Cristo. A mesma boca que O louva, é a mesma que difama o próximo e canta músicas mundanas. As
mesmas mão que se erguem em adoração aO Altíssimo, são, muitas vezes, as mesmas que agridem as
pessoas. Os mesmos ouvidos que “querem” ouvir a voz de Jesus, ouvem músicas mundanas. Os
mesmos pés que usamos para ir ao templo, para dançar na presença do Senhor, são os mesmos
usados para ir aos lugares onde os filhos da Luz não devem estar. Como pode? Como diz Tiago:
“Como pode de uma mesma fonte proceder água doce e salgada? Como pode de uma mesma boca
proceder bênção e maldição?”(Tiago 3). Contudo, esta incoerência vem acontecendo em algumas
igrejas locais.
O grande problema é que Cristo tem se “frustrado” ao tentar ser reconhecido através da Igreja,
pois a Igreja contemporânea não tem revelado Seu caráter. Certa vez ouvi um pregador dizer: “A
Igreja está se tornado mundana, e o mundo está se tornando “igrejeiro’”. Temos tomado a forma do
mundo, enquanto a Palavra de Deus nos diz para não nos conformarmos com este século(Romanos
12: 1 e 2). Isso vem acontecendo sorrateiramente ao longo da história da Igreja. Estamos
conformados, acostumados, com a perversão moral do sistema do mundo, que “jaz do maligno”.
Temos que alertar para esta triste realidade, e, pedir a Deus que gere em nós uma inconformidade
com este século e um desejo intenso de transformar o mundo pela Palavra de Deus.

“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso
entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”
(Rm12:2).

Como Igreja, militante e peregrina aqui nesta terra, precisamos ter o caráter do nosso Dono.
Nosso padrão não é “terreno”, mas Celestial, Divino. Nossa fé deve contagiar as outras pessoas.
Precisamos exalar o “bom perfume de Cristo”. Como exalar este perfume? Tendo intimidade com
Ele, recostado em Seus braços de amor.

Certamente todos nós, sem exceção, nascemos para a glória de Deus. Fomos criados com o
objetivo de alegrar Seu coração. Mas, uma coisa é nascermos para glorificar a Deus e outra coisa é
vivermos para a glória de Deus.
Acheguemos, portanto, com coração humilde, quebrantado, sincero e contrito, mais perto de
Deus. Quanto mais perto d’Ele estivermos, mais longe estaremos do mundo e seus prazeres. É tempo
de Santidade! É tempo de sermos e vivermos como “separados para Deus”, como filhos obedientes.
Afinal, “Se vivemos no Espírito, andemos também no espírito”(Gl 5: 25).
Vivamos uma vida que agrade o Pai!!!

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