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UNIVERSIDADE PAULISTA Curso de Enfermagem

QUALIDADE DE VIDA DO IDOSO EM CASA DE LONGA PERMANÊNCIA

CAMPINAS SP

2012

Zenaide Chiavagatti Pizzi A248ID-9

QUALIDADE DE VIDA DO IDOSO EM CASA DE LONGA PERMANÊNCIA

PESQUISA DESENVOLVIDA E APRESENTADA A DISCIPLINA DE PRODUÇÃO TÉCNICO CIENTÍFICO- INTERDISCIPLINAR DO CURSO DE GRADUAÇÃO DE ENFERMAGEM DA UNIVERSIDADE PAULISTA, PARA A OBTENÇÃO DO TÍTULO DE BACHAREL EM ENFERMAGEM. ORIENTADOR:

PROF.º BENEDITO CHERBÉU DLESSANDRE OLIVEIRA.

CAMPINAS SP

2012

Dedicatória

Primeiramente a ele que dirijo minha maior gratidão. Deus, mais do que me criar deu propósito à minha vida, vem dele tudo o que sou o que tenho e o que espero. Aos meus pais Valdemar e Lúcia, que mais do que me proporcionar uma boa infância, formaram os fundamentos do meu caráter. Obrigada por serem a minha referência de tantas maneiras e estarem sempre presentes na minha vida, mesmo separados por tantos quilômetros, mas presentes no meu pensamento todos os dias da minha vida. Amo vocês. As minhas filhas Bruna e Suelen que são o segundo coração que bate dentro de mim, dedico essa conquista a elas, pois elas são a maior de todas as minhas vitórias. Ao meu marido Clei, que representa minha segurança, obrigada pela sua paciência e compreensão você foi o amigo e companheiro de todas as horas, que me deu forças para enfrentar os desafios durante esse percurso. Amooooooooooo vocês família. Aos meus irmãos Tassi, Eni José, Ricardo e a minha irmã e amiga Elizandra, por mesmo longe participarem de todos os momentos de tristeza e de alegria na minha vida. Amo vocês e conto sempre com vocês meus amores. Dedico aos meus sobrinhos com muito amor e carinho que tenho por eles:

Tainá, Larissa, Miguel e João Pedro. Aos meus futuros genros, Vitor e Wevertom pelo amor e carinho para com minhas filhas, e por fazer parte da minha família. Aos meus colegas de sala e amigos que fortaleceram os laços de igualdade, mas principalmente a Ana Lúcia (Ana), Fernanda (Fer) Eliana (bonita) pelos momentos de partilha e companheirismo, pelo ombro amigo e por rir e chorar juntas.

Agradecimentos

A Deus por ter me dado forças e iluminado meu caminho para que pudesse concluir mais uma etapa em minha vida e poder exercer uma profissão magnífica. Aos meus pais Valdemar e Lúcia aos quais foi minha primeira base de educação, pois sei que mesmo longe estavam vibrando por mim, aos quais devo grande parte que sou. Amo vocês As minhas amadas filhas Bruna e Suelen, que vibro e torço muito por elas, agradeço pelo incentivo, colaboração e ajuda que muito fizeram por mim e peço desculpas por algum dia eu estar muito estressada com os estudos e o trabalho e descontar em vocês, e que muitas vezes precisavam de mim e eu estava ausente, mas me entendam que foi por um bom objetivo. Amo muito, muito, muito vocês. Ao meu marido Clei, amigo, companheiro de todas as horas, que de forma especial e carinhosa me deu força e coragem. Obrigada pelo apoio, mesmo em meio a tantos momentos difíceis de nossas vidas. Aos meus irmãos agradeço pelo companheirismo e carinho e aos momentos de descontração que me fizeram rir mesmo em meio há momentos tão difíceis. Ao meu Professor e orientador Cherbeu D de Oliveira, pelo suporte e apoio, por suas correções, sugestões e orientações precisas em todos os momentos solicitados. Há tantos a agradecer, por tanto se dedicarem, não somente por terem por terem ensinado, mas por terem me feito aprender! A palavra mestre, nunca fará justiça aos professores, por isso agradeço a todos os professores que se fizeram presentes nesta fase da minha vida. Mas em especial professor Cherbeu, professora Marcia, professora Bia Verri, professora Alessandra, professora Bia Rosa pelo exemplo de dedicação e por seus ensinamentos ao longo do curso que contribuiu para minha formação. Aos colegas de sala e amigos pela força e carinho nos momentos difíceis, companheirismo de alguns e pelos momentos agradáveis de convívio de muitas. Agradeço a Ana por se preocupar em tirar xerox para mim e a Fernanda por me acordar meia noite para ver se tinha tal matéria. Aos meus queridos idosos da casa de repouso onde fiz minha pesquisa, o meu muito obrigada.

A todas as pessoas as quais torceram por mim e mesmo que não citadas, aqui contribuíram para realização desse trabalho e sonho realizado.

O meu muito obrigada!!!

SUMÁRIO

RESUMO, ABSTRACT E RESUMEN.

1. INTRODUÇÃO

10

2. OBJETIVOS

16

2.1. Objetivo geral

2.2. Objetivos específicos

3. MATERIAL E MÉTODO

17

3.1. Tipo de estudo

3.2. Local de estudo

3.3. População

3.4. Amostra

3.5. Critérios para inclusão e exclusão dos sujeitos

3.5.1. Critérios de inclusão

3.5.2. Critérios de exclusão

3.6. Operacionalização da coleta de dados

3.7. Descrição da coleta de dados

3.8. Descrição e análise da coleta de dados

3.9. Ética em pesquisa com seres humanos

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

19

5. CONCLUSÃO

26

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

27

7. ANEXOS

ANEXO: Carta de Aprovação 8. APÊNDICES APÊNDICE 1: Declaração de Autoria APÊNCIDE 2: Instrumento de Coleta de Dados

Resumo

Introdução: Este trabalho apresenta um estudo sobre a qualidade de vida dos idosos em instituições de longa permanência. O comprometimento da capacidade funcional do idoso tem implicações importantes para a família, a comunidade, para o sistema de saúde e para a vida do próprio idoso. Devido ao aumento da demanda das Instituições de Longa Permanência, como consequência da transição demográfica vivenciada no país, surgiu uma preocupação em relação a qualidade de vida dos idosos dentro destas Instituições. Este estudo tem como objetivo Identificar a qualidade de vida de idosos moradores em casa de longa permanência. Trata-se de uma pesquisa quantitativa exploratória, não experimental e descritiva. Resultados: A análise do processo de envelhecimento humano deveria considerar o estudo de diferentes variáveis presentes na vida dos indivíduos, tais como: fatores familiares, sociais, econômicos, pessoais e, principalmente, fatores físicos e biológicos. Os resultados sobre a percepção dos idosos sobre a qualidade de vida no envelhecimento é de 17% consideraram ruim, 59% média e apenas 24% consideraram boa. Em relação a qualidade do ambiente físico, 3% não considerou nada saudável, 28% pouco saudável, 55% médio e 14% saudável. Dos 29 entrevistados, 78% relataram ter pensamentos negativos (depressão, ansiedade) as vezes, 13% frequente e 7% constantemente. Conclusão: há uma necessidade de implementação de novas propostas relacionadas aos cuidados destes Institucionalizados, onde deve-se priorizar o bem estar individual e a visão destes cuidados deve ser holística, envolvendo também a família.

Palavras-chave:

Permanência, enfermagem.

qualidade

de

vida,

envelhecimento,

Instituição

de

Longa

Abstract Introduction: This paper presents a study on quality of life for seniors in long-stay institutions. The impaired functional capacity of elderly people has important implications for the family, the community, for the health system and for the life of the elderly person. Due to increased demand for long-stay institutions, as a consequence of demographic transition experienced in the country, there was a concern about the quality of life of older people within these institutions. This study aims to identify the quality of life of elderly residents in long-stay home. This is an exploratory quantitative research, non-experimental and descriptive. Results: The analysis of the human aging process should consider the study of different variables present in the lives of individuals, such as family factors, social, economic, personal and, especially, physical and biological factors. The results on the perception of the elderly on the quality of life in aging is considered 17% evil, 59% average and only 24% considered good. Regarding the quality of physical environment, 3% did not consider unhealthy, unhealthy 28%, 55% medium and 14% healthy. Of the 29 respondents, 78% reported having negative thoughts (depression, anxiety) sometimes, often 13% and 7% constantly. Conclusion: There is a need to implement new proposals related to the care of institutionalized, which should prioritize the welfare of individual and vision care should be holistic, involving the family.

Keywords: quality of life, aging, long-term institution, nursing.

Resumen

Introducción: Este trabajo presenta un estudio sobre la calidad de vida de los

ancianos en instituciones de larga estadía. El deterioro de la capacidad funcional de

las personas mayores tiene importantes implicaciones para la familia, la comunidad,

por el sistema de salud y para la vida de la persona de edad avanzada. Debido a la

creciente demanda de instituciones de larga estadía, como consecuencia de la

transición demográfica que vive el país, hubo una preocupación por la calidad de

vida de las personas mayores dentro de estas instituciones. Este estudio tiene como

objetivo identificar la calidad de vida de los ancianos residentes en el largo quedarse

en casa. Se trata de un estudio exploratorio cuantitativo, no experimental y

descriptivo. Resultados: El análisis del proceso de envejecimiento humano debe

considerar el estudio de las diferentes variables presentes en las vidas de los

individuos, tales como los factores familiares, factores sociales, económicos,

personales y, sobre todo, físicos y biológicos. Los resultados sobre la percepción de

las personas mayores en la calidad de vida en el envejecimiento se considera un

17% el mal, el 59% promedio y sólo el 24% considera bueno. En cuanto a la calidad

del entorno físico, el 3% no considera saludable, no saludable 28%, media 55% y

14% sano. De los 29 encuestados, 78% reportaron haber tenido pensamientos

negativos (depresión, ansiedad) a veces, a menudo 13% y el 7% constantemente.

Conclusión: Hay una necesidad de implementar nuevas propuestas relacionadas

con el cuidado del institucionalizada, que debe priorizar el bienestar de la atención

individual y la visión debe ser integral, involucrando a la familia.

Palabras clave: calidad de vida, envejecimiento, instituciones a largo plazo, de enfermería.

10

1. INTRODUÇÃO

Este trabalho apresenta um estudo sobre a qualidade de vida dos idosos em instituições de longa permanência. Inicialmente, a abordagem sobre o idoso apresenta considerações sobre o envelhecimento. Partindo do pressuposto que o envelhecimento é complexo, pois envolve vários fatores que se interagem entre si, além do critério cronológico, é preciso considerar os fatores hereditários, os hábitos de vida do indivíduo, o meio ambiente em que vive e os cuidados que dedica à própria saúde¹. Além da questão individual, também é preciso atentar para o crescimento da população idosa na sociedade. Tradicionalmente, o número de jovens do Brasil era bem maior do que a de idosos, mas essa diferença está diminuindo, e está previsto para uma tendência de igualdade. 1 No Brasil, nos últimos 30 anos, a pirâmide etária vem apresentando crescente participação da população idosa, levando a um alargamento de seu ápice, que tende à retangularização. Do ponto de vista demográfico, existe superposição de uma população jovem de dimensão relevante, com uma população envelhecida também expressiva. ¹ Decorre do aumento da população idosa a necessidade de aumentar também o número de instituições para abrigar aqueles que precisam de um abrigo para viver sua vida em paz e segurança. Deve-se destacar que essas instituições são reguladas por legislação específica, destacando-se as principais normas legais, apresentadas na sequência. O Decreto nº 1.948, de 03 de julho de 1996, que em seu artigo 3°, trata de atendimento aos idosos: a modalidade asilar, "atendimento, em regime de internato, ao idoso sem vínculo familiar ou sem condições de prover a própria subsistência, de modo a satisfazer as suas necessidades de moradia, alimentação, saúde e convivência social", que rege a vida do mesmo por meio de normas específicas, e o ampara civil e socialmente; e a modalidade não-asilar, que se compõe de Centro de Convivência, Centro de Cuidados Diurno, Hospital-Dia, Casa-Lar e Oficina Abrigada de Trabalho e destina-se a atender o idoso por determinado período do dia. Essas últimas são importantes, pois possibilitam ao idoso continuar sob o convívio familiar. A Lei 8.842, de janeiro de 1994, artigo 4º, parágrafo III, disciplina o atendimento do idoso pelas famílias, ao invés de instituições. O problema está no fato de que as normas legais não se refletem na

11

realidade dos idosos, pois faltam políticas públicas que possibilitem a aplicação da legislação, devido à falta de verbas e fiscalização. O aumento da demanda pela institucionalização também agrava o problema. A Portaria nº 810, de 22 de setembro de 1989, do Ministério da Saúde, descreve: as normas e padrões para o funcionamento de casas de repouso, clínicas geriátricas e outras instituições destinadas ao atendimento de idosos, quanto à definição, organização, área física e recursos humanos. Todavia, muitas instituições funcionam sem estarem sob as condições ideais e, ainda que recebam o aval para funcionarem, "estão longe de atenderem à população idosa ². É de conhecimento geral as reclamações de algumas situações de difícil adaptação dos idosos às especificidades das instituições de longa permanência, destacando-se a dificuldade do nível dos sistemas de saúde para suportar os encargos relacionados de uma população cada vez mais envelhecida e carente de cuidados. A esse problema somam-se as patologias crônicas, devido ao fato dos idosos viverem cada vez mais tempo ³ . Destaca-se, também, que os governos não adotam medidas políticas para melhor atender os idosos, seja na área de instituições, seja na área da saúde. Estas instituições precisam oferecer prestação de serviços de qualidade e sabe-se que nem sempre isso é possível, por carência de recursos humanos, materiais e financeiros, é conhecida a realidade das instituições destinadas a idosos, limitando- se seu objetivo em assegurar as condições mínimas de sobrevivência a quem delas necessitava. Entretanto, cada vez mais, o idoso é reconhecido como cidadão titular do direito de viver num ambiente favorável, devendo assumir responsabilidades ao longo da sua própria velhice. Certamente, não se deve destacar apenas carências de causas materiais, mas, também, todas as variáveis constitutivas do mesmo. Assim, o ambiente deverá ser estimulante, de forma a proporcionar um conjunto de experiências que permitam à pessoa idosa manter-se em atividade, periodicamente com aspectos sócias de vida saudável, realizando atividade física, alimentação saudável com o objetivo de que o processo de envelhecimento possa ser de qualidade de vida da pessoa idosa institucionalizada ³ ,4 . Em pesquisa realizada por Eliane de Medeiros e Marcelo Silva Duarte foram entrevistados idosos em instituições permanentes, os quais responderam que sua própria saúde era satisfatória diante da vivencia na instituição, e tinham a sensação

12

de segurança. O fato social revelou-se pelo abandono dos familiares, sendo que nos demais requisitos, reconheciam qualidade de vida em sua estadia permanente 5 . Medeiros e Duarte citam Mazuim, que constatou em estudo sobre idosos lúcidos, que, antes de serem institucionalizados, tanto os homens quanto as mulheres realizavam atividades rotineiras, o que favorecia a manutenção da autonomia e independência. Entretanto, após a institucionalização, em virtude da escassa atividade sugerida, muitos perdiam a capacidade funcional. Esses resultados sugerem que, se continuar a persistir a maneira como a grande maioria das instituições trata seus velhos, a tendência é que os mesmos se tornem pessoas dependentes e incapacitadas. Esta pesquisa permite avaliar que a qualidade de vida de idosos institucionalizados pode ser ruim, principalmente em instituições que não oferecem alternativas, como recreação e/ou fisioterapia. 5 Este estudo resulta do reconhecimento da necessidade de investigar a percepção individual do idoso sobre o seu bem-estar, com o objetivo de avaliar a qualidade de vida e sugerir condutas e políticas que favoreçam um envelhecimento digno. Diante disso, um dos objetivos deste estudo é avaliar e comparar a qualidade de vida em idosos com o que a teoria ensina. A capacidade de realizar tarefas do cotidiano sem o auxilio de outros é denominada de capacidade funcional. Estas necessidades diárias são de dois tipos: atividades básicas da vida diária (AVDs) levantar da cama ou de uma cadeira, andar, usar o banheiro, vestir-se, alimentar-se e atividades instrumentais de vida diária (AIVDs) andar perto de casa, cuidar do seu dinheiro, sair e tomar uma condução, fazer compras. Os estudos realizados no Brasil também mostram que quase a metade dos idosos precisa de ajuda para a realização de pelo menos umas das atividades necessárias à sua vida diária e uma minoria significativa (7%) mostrou ser altamente dependente. 6, 7 Muitos são os fatores que são usados como desculpa para um atendimento de inferior ao que se espera das instituições para idosos. A institucionalização é uma das situações estressantes e desencadeadoras de depressão, que levam o ancião a passar por transformações de todos os tipos. O isolamento social o leva à perda de identidade, de liberdade, de autoestima, ao estado de solidão e muitas vezes de recusa da própria vida, o que demanda um serviço de atendimento inclusive psicológico aos idosos. Para procurar selecionar os problemas da qualidade de vida dos idosos a Carta de Ottawa define cinco campos vitais à promoção da vida e saúde da terceira idade: 1) elaboração e implementação de políticas públicas

13

saudáveis; 2) criação de ambientes favoráveis à saúde; 3) reforço da ação comunitária; 4) desenvolvimento de habilidades pessoais; e 5) reorientação do sistema e dos serviços de saúde. Essa Carta estabelece uma ligação entre saúde e qualidade de vida e a ênfase na criação de ambientes favoráveis à saúde e desenvolvimento de habilidades pessoais. Aí constam as ações de promoção da saúde do idoso que ampliam o âmbito das intervenções, como a experiência bem- sucedida relatada a seguir. Destaca-se que as condições e os requisitos para a qualidade de vida dos idosos, a saber: além da saúde, a paz, a educação, a moradia, a alimentação, a renda, um ecossistema estável, a justiça social e a equidade. A saúde é mais do que ausência de doença; é um estado adequado de bem-estar físico, mental e social que permite aos indivíduos identificar e realizar suas aspirações e satisfazer suas necessidades. A Carta procura destacar os fatores necessários à qualidade de via do idoso, mas, infelizmente, tais fatores não estão refletidos na realidade da Terceira idade 8 . O envelhecimento acarreta inúmeras alterações fisiológicas, psicológicas, econômicas e sociais que influenciam o estado emocional dos indivíduos geriátricos, acarretando um maior risco de desnutrição para este grupo. Além dessas alterações, os idosos apresentam uma maior incidência de patologias agudas e a prevalência de doenças crônicas, agregadas a polimedicação e ao sedentarismo. 9 A frequência das doenças crônicas e a longevidade atual dos brasileiros são as duas principais causas do crescimento das taxas de idosos portadores de incapacidades. A prevenção das doenças crônicas e degenerativas, a assistência à saúde dos idosos dependentes e o suporte aos cuidadores familiares representam novos desafios para o sistema de saúde instalado no Brasil. 10 As instituições de longa permanência (ILPI) recebem várias denominações, como casa de repouso, asilo, clínica geriátrica. A maioria delas apresenta periodicamente a necessidade de contratar um médico responsável capacitado a exercer suas atividades na área clínica de geriatria em instituições de longa permanência. O corpo de enfermagem dessas instituições também deve estar apto a agir em diferentes procedimentos nesses idosos, desde medicamentos endovenosos a cuidados paliativos. 10,11 A decisão de hospitalização é multifatorial, sendo influenciada pela gravidade do quadro clinico, infra-estrutura da instituição, e necessidades econômicas.

14

Recomenda-se cautela permanente quanto aos benefícios e riscos envolvidos nas internações hospitalares, como, o desenvolvimento de declínios funcionais, podendo resultar em piora do estado geral e da qualidade de vida do idoso asilado durante ou após a internação. 11 A institucionalização de idosos tende a crescer com o envelhecimento populacional. Mesmo os países desenvolvidos onde a institucionalização dos idosos abaixo de 85 anos diminuiu, acima de 85 anos houve um aumento considerável. Algumas situações também como um conflito familiar, leva a procura da família, ou em alguns casos até do próprio idoso pela institucionalização. De outra parte muitas pessoas não conseguem manter o idoso dependente porque o cuidado se torna difícil e desgastante, física e emocionalmente, e quando a situação financeira da família é mais favorável, a sobrecarga pode ser minimizada com a contratação de cuidadores e outros tipos de suporte. 12 Em 2005 passa a vigorar a resolução da diretoria, RDC nº 283, que adota o termo ILPI, e estabelece normas de modalidade assistencial. Segundo o documento ILPI são Instituições governamentais e não-governamentais de caráter residencial destinadas a domicilio coletivo de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, com ou sem suporte familiar, em condições de liberdade, dignidade e cidadania. A norma define quais são os graus de dependência e as condições gerais de organização institucional baseada nos direitos dos idosos, incluindo, recursos humanos, infraestrutural, processos operacionais, notificação compulsória, monitoramento e avaliação. 12, 13, 14 Após leitura e levantamento bibliográfico, observou-se que o aumento da população idosa brasileira está acelerado e existem poucas medidas públicas tomadas para fazer frente a essa realidade, além do pouco tempo que a própria família disponibiliza para cuidar dos idosos, colocando-os nessas instituições. Destacando assim, a importância dos idosos terem qualidade de vida, levantaram-se os seguintes questionamentos: O que as autoridades da área da Saúde, a sociedade civil e, em particular, os profissionais de Enfermagem podem fazer para solucionar o problema dos idosos do país? Quais os direitos constitucionais que garantem ao idoso um tratamento diferenciado, garantindo-lhes qualidade de vida? Neste sentido, as hipóteses desse estudo são: Sabe-se que quando o idoso é encaminhado em casa de longa permanência, ocorre uma separação entre ele e seus familiares. Essa separação pode levar a quadros depressivos o que ira

15

interferir em sua qualidade de vida. Uma das patologias que mais acomete o idoso institucionalizado é a depressão, pois a separação da família, traz a esse individuo um sentimento de impotência e muitas vezes ele não tem informação que tem direitos legais e constitucionais.

16

2. OBJETIVOS

2.1. OBJETIVO GERAL:

Identificar a qualidade de vida de idosos moradores em casa de longa permanência.

2.2. OBJETIVO ESPECÍFICO:

Definir qualidade de vida no envelhecimento e identificar fatores que possam atuar sobre ela.

Detectar se a condição do idoso morar em casa de longa permanência interfere na sua qualidade de vida.

Identificar se existem sentimentos conflitantes nos idosos após a institucionalização.

17

3. MATERIAL E MÉTODOS

3.1. TIPO DE PESQUISA

Trata-se de uma pesquisa quantitativa exploratória, não experimental e descritiva.

3.2. LOCAL DE ESTUDO

Foi realizada em uma instituição de longa permanência no município de Campinas, interior de São Paulo.

3.3. POPULAÇÃO

A população deste estudo foi constituída de pessoas da terceira idade que

residam em uma instituição de longa permanência no município de Campinas, interior de São Paulo.

3.4. AMOSTRA

A amostra utilizada para o presente estudo foram todos dados coletados

com os participantes da terceira idade que frequentam a instituição de longa permanência, e que preencheram adequadamente o questionário, segundo os critérios estabelecidos. Um total de 29 entrevistados.

3.5. CRITÉRIOS PARA INCLUSÃO E EXCLUSÃO DOS SUJEITOS CRITÉRIOS DE INCLUSÃO:

Os participantes incluídos no estudo foram aqueles com idade igual ou maior que 60 anos, de ambos os sexos, que concordaram em participar voluntariamente e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

3.6. CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO:

Os sujeitos excluídos do estudo foram os menores de 60 anos, e aqueles que não aceitaram participar do estudo, não assinando o TCLE.

18

3.7. INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS

Foi utilizado um instrumento para coleta de dados adaptado do instrumento de coleta de dados do The World Health Organization Quality of Life (WHOQOL). (Apêndice 1).

3.8. DESCRIÇÃO DA COLETA DE DADOS

O projeto foi submetido ao Comitê de Ética e Pesquisa da UNIP, sob aprovação do protocolo 1306/11 CEP/ICS/UNIP (Anexo 1), após aprovação a coleta de dados foi realizada diretamente com os sujeitos. Após a leitura e assinatura do TCLE, os participantes responderam as perguntas no local. A solicitação para coleta de dados foi feita ao responsável pela instituição e campo de pesquisa, assim como a autorização para divulgação dos dados.

3.9. DESCRIÇÃO E ANÁLISE DA COLETA DE DADOS

Os dados obtidos foram compilados e tabulados em planilha de Excel de acordo com a sequência das questões. Posteriormente foram submetidos ao cálculo de porcentagem simples para quantificação de variáveis.

3.9. ÉTICA EM PESQUISA COM SERES HUMANOS

Dado que os participantes do estudo são seres humanos obedecemos ao previsto na Resolução 196/96 do Ministério da Saúde, submetendo tal projeto à análise e julgamento do Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Paulista de Campinas que é reconhecido pelo Conselho Nacional de Pesquisa com Seres Humanos (CONEP), sendo apresentado por meio do envio à presidência juntamente com a folha de rosto padronizada para tal.

19

4. RESULTADOS

A compreensão do processo de envelhecimento humano não requer apenas o entendimento do termo, o qual podemos dizer que envelhecer é chegar pouco a pouco a um período mais avançado da vida ou perder a jovialidade e a beleza além das possíveis perdas das habilidades cognitivas. Sob essa perspectiva, o envelhecimento humano representaria apenas uma mudança ou simples passagem de uma fase para outra fase da vida. A análise do processo de envelhecimento humano deveria considerar o estudo de diferentes variáveis presentes na vida dos indivíduos, tais como: fatores familiares, sociais, econômicos, pessoais e, principalmente, fatores físicos e biológicos. 15 O termo Qualidade de Vida (QV) tem recebido uma variedade de definições ao longo dos anos. A QV pode se basear em três princípios fundamentais:

capacidade funcional, nível sócioeconômico e satisfação. Também pode estar relacionada com os seguintes componentes: capacidade física para a realização de hábitos saudáveis como boa alimentação, sono e independência para ir e vir, estado emocional, interação social, ambiente saudável, relacionamentos interpessoais, atividade intelectual, situação econômica e autoproteção de saúde. Na realidade, o conceito de QV varia de acordo com a visão de cada indivíduo. Para alguns, ela é considerada como unidimensional, enquanto, para outros, é conceituada como multidimensional. 17

20

Quadro 1- Visão dos idosos institucionalizados sobre características relacionadas à

qualidade de vida. Campinas, 2012.

 

Nada

Pouco

Médio

Bastante

Situações do dia a dia

       
 

Num

%

Num

%

Num

%

Num

%

Incapacitado (a) pela dor física

1

3

7

24

17

59

4

14

Tratamento médico para vida diária

0

0

3

10

7

24

19

66

Concentração

2

7

8

28

19

66

0

0

Sentimento de segurança

3

10

6

21

18

62

2

7

Energia para dia-a-dia

0

0

6

21

20

69

3

10

Dinheiro para necessidades

11

38

18

62

0

0

0

0

Informações

0

0

5

17

16

55

8

28

O quanto aproveita a vida

17

59

9

31

3

10

0

0

Capacidade de locomoção

3

10

5

17

16

55

5

17

Aceita aparência física

0

0

7

24

11

38

11

38

Oportunidade de atividade de lazer

18

62

9

31

2

7

0

0

De acordo com o quadro 1, o que os idosos vivenciam no dia a dia não condiz

com as definições de qualidade de vida. Considerando a incapacitação de realizar

atividades diárias básicas devido a dor física é grande em 14% dos idosos

entrevistados, média em 59%, pouca em 24% e em apenas 3%, ou seja, apenas 1

entrevistado não sente que a dor o incapacita. Em relação ao tratamento médico

66% necessitam bastante, 24% médio e 10% pouco, ou seja, todos os entrevistados

fazem uso de medicamentos diários. Outro item que chama bastante a atenção é se

possui dinheiro suficiente para satisfazer as necessidades e 38% relataram que não

tem nada enquanto 62% disseram ter muito pouco. Perguntados o quanto

aproveitam a vida 59% relataram que nada, 31% que muito pouco e 10% médio. No

quesito de oportunidade de atividade de lazer 62% disse que não tem, 31% que tem

muito pouco e 7% um pouco. Evidências demonstram que mais da metade do

declínio da capacidade física dos idosos é devida ao tédio, à inatividade e à

expectativa de enfermidades e, que a atividade física regular e sistemática aumenta

ou mantém a aptidão física da população idosa e tem o potencial de melhorar o

21

bem-estar funcional, conseqüentemente diminuindo a taxa de morbidade e de mortalidade desta população. Pesquisas norte-americanas sugerem que 50% do declínio, freqüentemente atribuído ao envelhecimento biológico, na realidade é provocado pela atrofia por desuso, resultante da inatividade física que caracteriza os países industrializados. 5,10,18

Gráfico

1-

Campinas, 2012.

Percepção

dos

idosos

sobre

a

qualidade

17% 24%
17%
24%

59%

de

RUIMPercepção dos idosos sobre a qualidade 17% 24% 59% de vida MÉDIA BOA própria. Como mostra

vida

MÉDIAdos idosos sobre a qualidade 17% 24% 59% de RUIM vida BOA própria. Como mostra o

BOAidosos sobre a qualidade 17% 24% 59% de RUIM vida MÉDIA própria. Como mostra o gráfico

própria.

Como mostra o gráfico 1, a percepção dos idosos sobre a qualidade de vida que possuem é muito ruim, 17% consideram a qualidade ruim, 59% média e 24% consideram boa, nenhum dos entrevistados consideraram ter uma ótima qualidade de vida. A QV boa ou excelente é aquela que oferece um mínimo de condições para

que os indivíduos possam desenvolver o máximo de suas potencialidades, vivendo, sentindo ou amando, trabalhando, produzindo bens ou serviços; fazendo ciência ou

artes; vivendo (

vivos que procuram se realizar. Por outro lado, muitas pessoas procuram associar qualidade de vida com o fator saúde. Nesse sentido, saúde, independente de qualquer definição idealista que lhe possa ser atribuída, é produto das condições objetivas de existência. Resulta das condições de vida biológica, social e cultural e, particularmente, das relações que os homens estabelecem entre si e com a natureza, através do trabalho. 1, 11,14

apenas enfeitando, ou, simplesmente existindo. Todos são seres

)

22

Gráfico 2- Qualidade do ambiente físico, de acordo com a percepção dos idosos. Campinas, 2012.

55% 60% Nada saudável 50% Pouco saudável 40% 28% 30% Médio 14% 20% Saudável 3%
55%
60%
Nada saudável
50%
Pouco saudável
40%
28%
30%
Médio
14%
20%
Saudável
3%
10%
0%

De acordo com o gráfico 2, 3% dos entrevistados não consideram nada saudável o ambiente físico, 28% consideram um pouco saudável, 55% médio e apenas 14% consideram saudável. Existem evidências empíricas de que a qualidade do ambiente físico pode influenciar nos resultados adaptativos dos idosos nas instituições. A docilidade do ambiente diz respeito aos benefícios que idosos com deficits diversos podem ter em seus resultados adaptativos na medida em que o ambiente atua como auxílio protético. Porém, embora o ambiente deva compensar as perdas advindas do envelhecimento, pode ser igualmente prejudicial quando ignora as capacidades do indivíduo e oferece mais auxílio do que o necessário, simplesmente partindo do pressuposto da dependência. A proatividade do ambiente, portanto, significa que deve ser também estimulante, incentivando o idoso a manter sua capacidade funcional tanto quanto possível. Isso também implica que, à medida que o idoso é fortalecido em sua capacidade de desempenho, a possibilidade de que o utilize para atender às suas necessidades pode igualmente aumentar. 19 Com a chegada da velhice, ocorre o enfraquecimento do tônus muscular e da constituição óssea, o que pode levar à mudança na postura do tronco e das pernas, acentuando ainda mais as curvaturas da coluna torácica e lombar. Além disso, as articulações ficam mais enrijecidas, reduzindo os movimentos e produzindo alterações no equilíbrio e na marcha. Ocorrem também alterações nos reflexos de proteção e no controle do equilíbrio, prejudicando assim, a mobilidade corporal e, com isso, predispondo a ocorrência de quedas e riscos de fraturas e ocasionando

23

graves conseqüências sobre o desempenho funcional. Esse fato altera

completamente a qualidade de vida do idoso 5-11-20 .

Gráfico 3 Satisfação com a saúde de acordo com os idosos. Campinas,

2012.

3% 7% 17% 73%
3%
7%
17%
73%

Muito insatisfeitode acordo com os idosos. Campinas, 2012. 3% 7% 17% 73% Insatisfeito Médio Satisfeito De acordo

Insatisfeitoidosos. Campinas, 2012. 3% 7% 17% 73% Muito insatisfeito Médio Satisfeito De acordo com o gráfico

Médio2012. 3% 7% 17% 73% Muito insatisfeito Insatisfeito Satisfeito De acordo com o gráfico 3 existe

Satisfeito3% 7% 17% 73% Muito insatisfeito Insatisfeito Médio De acordo com o gráfico 3 existe grande

De acordo com o gráfico 3 existe grande insatisfação por parte dos idosos em relação à saúde, 3% relatam estar muito insatisfeito, 73% insatisfeito, 17% médio e apenas 7% consideram-se satisfeitos com a saúde, o que implica diretamente na sua qualidade de vida. A alimentação adequada tem papel importante na promoção da saúde, na prevenção de doenças, e está diretamente relacionada com as mudanças fisiológicas próprias da idade. Estudos sugerem que a nutrição inadequada é comum em idosos e está relacionada com o desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas e aumento da morbimortalidade, tendo como conseqüência o impacto negativo na qualidade de vida. 21-22 Sejam quais forem as circunstâncias da sua internação, o idoso experimenta uma realidade nova e, por vezes assustadora, tornando-se difícil elaborar de maneira tranqüila e equilibrada essa nova experiência. Somada a essa situação, no geral, a instituição não está preparada para serviços que respeitem a sua individualidade, personalidade, privacidade e modo de vida 23 . A tendência é priorizar as necessidades fisiológicas (alimentação, vestuário, alojamento, cuidados de saúde e higiene) desprezando a especificidade da experiência de cada indivíduo. Fica claro que o idoso ao perder (total ou parcial) as suas construções simbólicas,

24

conseqüentemente haverá um corte com o seu mundo de relações e com sua história. 23-24

Gráfico 4 – Consideração de qualidade de vida do ponto de vista da institucionalização, de
Gráfico 4
Consideração de qualidade de vida do ponto de vista da
institucionalização, de acordo com os idosos. Campinas, 2112.
72%
80%
60%
28%
40%
20%
0%
Antes
Agora

Como mostra o gráfico 4, apenas 28% dos entrevistados dizem ser melhor agora e 72% consideram melhor antes da institucionalização. Quando questionados porque era melhor antes, as respostas mais comuns foram, por que ficavam próximo à família, tinham liberdade para sair, ir à igreja, visitar parentes. Os que responderam agora disseram que é porque agora têm companhia, tempo para eles mesmos.

Gráfico 5 – Sentimento antes da institucionalização, segundo os entrevistados. Campinas, 2012. 90% 100% 80%
Gráfico
5
– Sentimento antes da institucionalização, segundo os
entrevistados. Campinas, 2012.
90%
100%
80%
60%
40%
20%
7%
3%
0%
Feliz
Normal
Sozinho (a)

Como mostra o gráfico 5, 90% dos entrevistados relataram ser felizes antes da institucionalização, 7% disseram que o sentimento era normal, e apenas 3% sozinho. Quanto maior o tempo de institucionalização, maior a debilidade do idoso,

25

uma vez que a institucionalização promove o isolamento social e a inatividade física. Para que a integração do idoso seja positiva é necessário considerar as relações pessoais internas, ou seja, as que se estabelecem entre os idosos e os restantes utentes, bem como com o pessoal que tem a seu cargo os idosos 24 . É igualmente importante, para a integração do idoso na instituição, fomentar as relações com o exterior, com a família e os amigos. É importante que o idoso saiba que se preocupam com ele e desenvolver relações que evitem o isolamento social e a solidão do idoso. 24-25

Gráfico 6 Freqüência com que os entrevistados tem de pensamentos negativos. Campinas, 2012.

Muitas vezes

Frequentemente

As vezes

7% 13% 78%
7%
13%
78%

0%

20%

40%

60%

80%

100%

Pode-se visualizar no gráfico 6 que o fato de estarem institucionalizados leva muitas vezes a sentimentos e pensamento negativos como depressão, alteração de humor, desespero e ansiedade, 7% relatam que pensam nisso com muita freqüência, 13% pensam frequentemente e 78% pensam algumas vezes. No Brasil, o envelhecimento tem aumentado a prevalência de doenças psiquiátricas, das quais a depressão é considerada a mais freqüente e a depressão menor a mais prevalente na população envelhecida. A clínica dos quadros depressivos no idoso tem sido tema recorrente da literatura nas últimas décadas. 20

26

5. CONCLUSÃO

O comprometimento da capacidade funcional do idoso tem implicações importantes para a família, a comunidade, para o sistema de saúde e para a vida do próprio idoso, uma vez que a incapacidade ocasiona maior vulnerabilidade e dependência na velhice, contribuindo para a diminuição do bem-estar e da qualidade de vida dos idosos. Devido ao aumento da demanda das Instituições de Longa Permanência, como consequência da transição demográfica vivenciada no país, surgiu uma preocupação em relação a qualidade de vida dos idosos dentro destas Instituições, observando-se as características gerais da vida asilar, bem como o perfil dos mesmos. Muitas vezes, as famílias não possuem a renda ou o tempo suficiente para manter aqueles, cuja idade, muitas vezes, não lhes permite a auto-suficiência, e a garantia da satisfação de suas necessidades, levando assim, a escolha da internação destes em ILPs. Verificou-se, ao desenvolver o presente trabalho, que as famílias dos idosos institucionalizados, na maioria das vezes, são ausentes no que se refere à relação com os idosos, o que tem, na maioria das vezes, levado-os à depressão, pensamentos negativos, distúrbios de ansiedade, entre outros. Apesar de receberem cuidados profissionais, a maioria dos entrevistados (72,4%) relatou ser melhor antes da internação pela autonomia e liberdade que possuíam. Deste modo, conclui-se que há uma necessidade de implementação de novas propostas relacionadas aos cuidados, com uma visão holística destes Institucionalizados, onde, não apenas os profissionais da saúde fazem parte dos cuidados básicos, bem como, os familiares estarem presentes e participativos no dia a dia dos mesmos.

27

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1- Freire RC Jr, Tavares MFL. A Promoção da saúde nas instituições de longa permanência: uma reflexão sobre o processo de envelhecimento no Brasil. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol, Rio de Janeiro, 9(1):83-92, 2006. 2- Yamamoto A, Diogo MJD'E. Os idosos e as instituições asilares do município de Campinas . Rev Latino-am Enfermagem, setembro-outubro; 10(5):660-6, 2002. 3- Anderson MIP et al. Saúde e qualidade de vida na terceira idade. Textos Envelhecimento, 1(1): 1-44, Rio de Janeiro nov. 1998. 4- Almeida AJPS, Rodrigues VMCP. A qualidade de vida da pessoa idosa institucionalizada em lares. Rev Latino-am Enfermagem, novembro-dezembro; 16(6):

1-8, 2008. 5- Jorge EM, Duarte MS. Idosos institucionalizados: Auto-percepção da vivência e a cerca da qualidade de vida dos idosos institucionalizados. FRASCE RJ 2010. 6- Freitas MAV, Scheicher ME. Qualidade de vida de idosos institucionalizados. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol. 13(3):1-6, Rio de Janeiro, 2010. 7- Ribeiro MTF, Ferreira RC, Magalhães CS, Moreira NA, Ferreira EF. Processo de cuidar nas instituições de longa permanência: visão dos cuidadores formais de idosos. Rev. bras. Enferm, Brasília, 62(6): 870-5, 2009. 8- Veras RP, Caldas,CP. Promovendo a saúde e a cidadania do idoso: o movimento das universidades da terceira idade. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 9(2):423-432, 2004. 9- Fonseca ACE. Estado Nutricional: Relação com a Actividade Física e Doenças Crónicas em Idosos Institucionalizados. Dissertação. Universidade da Beira Interior. Faculdade de Ciências da Saúde. Covilha, junho, 2009. 41 pag. 10- Karsch UM. Idosos dependentes: famílias e cuidadores. Cad Saúde Pública, Rio de Janeiro, 19(3):861-866, 2003. 11- Gorzonil ML, Pires II, SL. Idosos asilados em hospitais gerais. Rev Saúde Pública, 40(6):1124-30, 2006. 12- Pollo SHL, Assis M. Instituições de longa permanência para idosos - ILPIS:

desafios e alternativas no município do Rio de Janeiro. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol. 11 (1): 11-37, Rio de Janeiro, 2008.

28

13- Colomé ICS et al. Cuidar de idosos institucionalizados: características e

dificuldades dos

Rev. Eletr. Enf. 2011 abr/jun;13(2):306-12.

14- Felician AM, Santos SSC, Pelzer MT, Oliveira AMN, Pinho LB. Construção de ferramenta avaliativa direcionada às instituições de longa permanência para idosos:

relato de experiência. Rev Eletr Enf, jul/set; 13(3): 474-82, 2011.

15- Alves LC, Leimann BCQ, Vasconcelos MEL et al. A influência das doenças crônicas na capacidade funcional dos idosos no município de São Paulo-Brasil. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, 23(8):1924-30. 2007. 16- Vecchia RD, Ruiz T, Bocchi SCM, Corrente JE. Qualidade de vida na terceira idade: um conceito subjetivo. Rev Bras Epidemiol; 8(3):246-52, 2005.

17- Santos SR, Santos IBC, Fernandes MGM, Henriques MERM. Qualidade de vida do idoso na comunidade: aplicação da escala de Flanagan. Rev Latino-am Enfermagem, Nov/dez; 10(6):757-64, 2002.

18- Viana HB. Avaliando a qualidade de vida de pessoas idosas utilizando parâmetros subjetivos. Rev Bras Cienc Esportes, Campinas; 25(3):149-153, 2004.

19- Tomasini SLV, Alves S. Envelhecimento bem sucedido e o ambiente das

instituições de longa permanência. RBCEH, Passo Fundo; 4(1):88-102, jan/jun,

2007.

20- Pelegrin AKAP, Araújo JA, Costa LC, Cyrillo RMZ, Rosset I. Idosos de uma instituição de longa permanência de Ribeirão Preto: níveis de capacidade funcional. Arq Ciênc Saúde; 15(4):182-8, out/dez, 2008.

21- Iwamoto C, Silva RB, Santos LC, Coutinho VF. Estado nutricional, qualidade de vida e doenças associadas em idosos residentes em instituições de longa permanência. Geriatria & Gerontologia; 2(2):42-48, 2008.

29

22- Passos JP, Ferreira KS. Caracterização de uma instituição de longa permanência para idosos e avaliação da qualidade nutricional da dieta oferecida. Alim Nutr, Araraquara; 21(2):241-249, abr/jun, 2010.

23-Oliveira DN, Gorreis TF, Creutzberg M, Santos BRL. Diagnósticos de enfermagem em idosos de instituição de longa permanência. Revista Ciência & Saúde, Porto Alegre; 1(2):57-63, jul/dez, 2008.

24- Paiva SB, Del-Masso MCS. Envelhecimento humano: leitura e memória. In:

Bruns MAT, Del-Masso MCS. Envelhecimento humano: diferentes perspectivas. Campinas, SP: Alínea Editora, p 53-72, 2007.

25- Andrade ACA, Lima FRA, Silva LFA, Santos SSC. Depressão em idosos de uma instituição de longa permanência (ILP): proposta de ação de enfermagem. Rev Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre; 26(1): 57-66, abr, 2005.

30

APÊNDICE 1 DECLARAÇÃO DE AUTORIA

D e c l a r a ç ã o

Eu, ZENAIDE CHIAVAGATTI PIZZI, portador da cédula de identidade RG 52286142-8, devidamente matriculado no curso de Enfermagem da UNIP - Universidade Paulista, matrícula número A248ID-9, declaro a quem possa interessar e para todos os fins de direito que:

a. Sou o legítimo autor do trabalho de conclusão de curso cujo título é Qualidade de Vida do Idoso em Casa de Longa Permanência.

b. Respeitei, a legislação vigente de direitos autorais, em especial citando sempre as fontes que recorri para transcrever ou adaptar textos produzidos por terceiros.

Declaro-me ainda ciente que se for apurada a falsidade das declarações acima, o TCC será considerado nulo e o certificado de conclusão de curso/diploma porventura emitido será cancelado, podendo a informação de cancelamento ser de conhecimento público.

Por ser verdade, firmo a presente declaração.

Assinatura e carimbo do professor orientador

São Paulo, XX de junho de 2012.

31

APÊNDICE 2

Instrumento de coleta de dados * Questionário sobre a Qualidade de Vida de Idosos em Instituição de Longa Permanência .

Objetivo: Avaliar a qualidade de vida dos idosos em instituição de longa permanência. Justificativa: Com este questionário queremos apontar as características que envolvem a qualidade de vida dos idosos em instituições de longa permanência. Agradecimento: Gostaria de agradecer sua participação. Espero ter atendido às expectativas de todos e assim, buscar elementos para melhor aperfeiçoamento.

Assinale somente uma resposta para cada uma das questões:

Número do sujeito:

01-Como você avaliaria sua qualidade de vida:

1 (

) Muito ruim.

2 (

) Ruim.

3 ) Nem ruim, nem boa.

(

4 (

) Boa.

5 (

) Ótima.

02- Quão satisfeito (a) você está com a sua saúde?

1 ) Muito insatisfeito.

(

2 ) Insatisfeito.

(

3 ) Nem satisfeito, nem insatisfeito.

(

4 ) Satisfeito.

(

5 ) Muito satisfeito.

(

03 Em que medida você acha que sua dor (física) impede você de fazer o que você precisa?

1 (

)Nada.

2 (

)Muito pouco.

3 (

)Médio.

4 (

)Bastante.

5 ( )Completamente.

04- O quanto você precisa de tratamento médico para levar sua vida?

1 (

)Nada.

2 (

)Muito pouco.

3 (

)Médio.

4 (

)Bastante.

5 ( )Completamente.

05- O quanto você aproveita a vida?

1 (

)Nada.

2 (

)Muito pouco.

3 (

)Médio.

4 (

)Bastante.

5 ( )Completamente.

06- Em que medida você acha que a sua vida tem sentido?

1 (

)Nada.

2 (

)Muito pouco.

3 (

)Médio.

4 (

)Bastante.

5 ( )Completamente.

07- O quanto você consegue se concentrar?

1 (

)Nada.

2 (

)Muito pouco.

4

(

)Bastante.

5 (

)Completamente.

08- Quão seguro (a) você se sente em sua vida diária?

1 (

)Nada.

2 (

)Muito pouco.

3 (

)Médio.

4 (

)Bastante.

5 ( )Completamente.

09 Quão saudável é o seu ambiente físico? (clima, barulho, poluição, atrativos)

1 (

)Nada.

2 (

)Muito pouco.

3 (

)Médio.

4 (

)Bastante.

5 ( )Completamente.

10 Você tem energia suficiente para o seu dia a dia?

1 (

)Nada.

2 (

)Muito pouco.

3 (

)Médio.

4 (

)Bastante.

5 ( )Completamente.

11- Você tem dinheiro suficiente para satisfazer suas necessidades?

1 (

)Nada.

2 (

)Muito pouco.

3 (

)Médio.

4 (

)Bastante.

12

- Quão disponíveis para você estão as informações que precisa para o seu dia a

dia?

1 (

)Nada.

2 (

)Muito pouco.

3 (

)Médio.

4 (

)Bastante.

5 ( )Completamente.

13 Em que medida você tem atividades de lazer?

1 (

)Nada.

2 (

)Muito pouco.

3 (

)Médio.

4 (

)Bastante.

5 ( )Completamente.

14Quão bem você é capaz de se locomover?

1 (

)Muito ruim.

2 (

)Ruim.

3 )Mais ou menos.

(

4 (

)Bom.

5 (

)Muito bom.

15- Quão satisfeito você está com seu sono?

1 )Muito insatisfeito.

(

2 )Insatisfeito.

(

3 )Nem satisfeito, nem insatisfeito.

(

4 (

)Satisfeito.

5 )Muito satisfeito.

(

16-Quão satisfeito você está com sua capacidade de desempenhar as atividades do seu dia a dia?

2

(

)Insatisfeito.

3 )Nem satisfeito, nem insatisfeito.

(

4 (

)Satisfeito.

5 )Muito satisfeito.

(

17 Quão satisfeito você está com as condições do local onde mora?

1 )Muito insatisfeito.

(

2 )Insatisfeito.

(

3 )Nem satisfeito, nem insatisfeito.

(

4 (

)Satisfeito.

5 )Muito satisfeito.

(

18 Com que frequência você tem sentimentos negativos, tais como mau humor,

desespero, ansiedade, depressão?

1 (

)Nunca.

2 )Algumas vezes.

3 ( )Frequentemente.

(

4 )Muito frequentemente.

(

5 (

)Sempre.

19- Possui família na cidade?

1 (

2 ) Sim. Quantos filhos vivos?

) Não

(

20- Há quanto tempo reside na instituição?

21-Antes de vir para cá, morava com quem?

22-Como você se sentia?Era feliz?

23-Para você era melhor antes ou agora? Porque?