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ANALISTA E TÉCNICO DOS TRUBUNAIS SÁBADO LIBERDADE MATÉRIA: DIREITO ADMINISTRATIVO PROF: ADILSON DATA: 10/03/2012

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Competência

É

a atribuição legal dada ao órgão ou agente para a prática do

ato. A competência é irrenunciável, decorre de lei e poderá ser delegada

ou avocada (Lei 9784/99 art. 11 a 17 1 - competência)

Art. 12 (vide nota1): Delegação Ocorre delegação quando um órgão ou agente transfere parte de suas atribuições a outro órgão ou agente, ainda que não aja relação de subordinação hierárquica.

Art.15(vide nota1): Avocação Ocorre avocação quando o superior hierárquico chama para si executa um ato de competência do subordinado.

Objeto:

É

o conteúdo do ato, é a intenção concreta do poder público ao

editar determinado ato administrativo. Ex.: o objeto de uma multa de trânsito é penalizar o infrator.

Motivo:

É o porquê da edição do ato. É a justificativa de fato e de direito que dá ensejo a edição do ato. Ex.: o motivo da aplicação de uma multa de trânsito é a ocorrência de infração pelo condutor do veículo.

1 Art. 11. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos. Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua competência

a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial. Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes. Art. 13. Não podem ser objeto de delegação:

I - a edição de atos de caráter normativo;

II - a decisão de recursos administrativos;

III - as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. Art. 14. O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial.

1 o O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos, os limites da atuação do delegado, a duração e os

§

objetivos da delegação e o recurso cabível, podendo conter ressalva de exercício da atribuição delegada.

§ 2 o O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante.

§ 3 o As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo

delegado. Art. 15. Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. Art. 16. Os órgãos e entidades administrativas divulgarão publicamente os locais das respectivas sedes e, quando conveniente, a unidade fundacional competente em matéria de interesse especial. Art. 17. Inexistindo competência legal específica, o processo administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir.

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A regra geral é que os atos sejam motivados, salvo quando os motivos estiverem implícitos. Ex: a exoneração de servidores que ocupa cargo em comissão (o motivo implícito é a quebra do vínculo de confiança). Por outro lado existem atos que obrigatoriamente devem ser motivados como aqueles previstos no art. 50 2 Lei 9784/99.

Atributos:

Características do ato:

Presunção de legitimidade Auto executoriedade Imperatividade (esses dois últimos são atributos do poder de policia)

Presunção de legitimidade Os atos administrativos são considerados válidos (em conformidade com a Lei) até que se prove o contrário – trata-se de presunção relativa ou ìuris tantun.

Auto executoriedade A administração executa seus atos sem submetê-los a

apreciação preliminar do poder judiciário. Ex: a interdição de estabelecimento comercial irregular. Obs. A auto executoriedade existem em duas situações:

a) Se houver previsão legal.

b) Para atender a situações emergenciais.

Imperatividade Coercibilidade ou poder extroverso do Estado. A administração impõe coativamente aos particulares em observância de certas condutas, independente da concordância do particular, utilizando inclusive de força comercial se for o caso, ex.: uma apreensão de mercadoria.

2 Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando:

I - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses; II - imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções;

III - decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública;

IV - dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório;

V - decidam recursos administrativos;

VI - decorram de reexame de ofício;

VII - deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres, laudos, propostas e relatórios

oficiais;

VIII - importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo.

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Obs. Alguns autores também mencionam a tipicidade como atributo do ato no sentido de que os atos devem ser editados tendo por base uma Lei previamente em vigor no ordenamento jurídico.

Classificação dos atos

Quanto ao regramento Vinculados ou regrados: são aqueles em que o agente atua sem qualquer margem de liberdade, pois a Lei já estabelece como o ato deve ser editado, não havendo valoração subjetiva, ex.: licença para dirigir ou construir.

Discricionário: são aqueles em que o agente atua com outra margem de liberdade e analisando conveniência e oportunidade (mérito administrativo), pratica o ato da melhor forma a satisfazer o interesse

público. Ex.: as hipóteses de licitação dispensável (licitação de baixo valor até 15 mil), do art. 24 da Lei 8666/93 Lei da Licitação. As autorizações de uso de bem público por particular com exclusividade.

Obs.:

I) A atuação discricionária do agente é limitada pela razoabilidade e proporcionalidade II) O ato discricionário não se confunde com ato arbitrário, já que este é contrario ao ordenamento jurídico.

Anulação e revogação dos atos administrativos (art. 53 a 55 3 , Lei 9784/99)

Anulação (ou invalidação): ocorrerá quando o ato for ilegal e não puder ser convalidado.

3 Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.

§ 1 o No caso de efeitos patrimoniais contínuos, o prazo de decadência contar-se-á da percepção do primeiro pagamento.

§ 2 o Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade administrativa que importe impugnação à

validade do ato. Art. 55. Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros, os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria Administração.

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Obs.: Convalidar é sanar a irregularidade do ato, fazendo com que ele se torne em conformidade com a Lei. A anulação opera efeitos extunc (retroagir), sendo realizado pela administração ou pelo judiciário.

Revogação: ocorrerá quando o ato for legal, mas inconveniente ou inoportuno ao interesse público. A revogação opera efeitos exnunc (não retroagir) sendo realizado pela administração. Atenção: o poder judiciário não interfere no mérito dos atos administrativos do poder executivo, salvo no caso de abusos por partes da administração que configurem ilegalidades, caso em que o ato será anulado.

Obs. A administração anula e revoga seus próprios atos com base no princípio da Auto Tutela que também é chamado no princípio da Sindicabilidade, embora essa expressão seja mais usual no controle de legalidade do ato administrativo realizado pelo poder judiciário.

Poderes da administração Poder normativo (feito pelo poder executivo, ato secundário ou derivados): no exercício desse poder a administração edita atos normativos secundários ou derivados para a fiel execução das Leis sem inovar no ordenamento jurídico, ou seja, não podem criar direitos ou impor obrigações que não tenha previsão em Lei. Ex.: Decretos, Portarias, Resoluções, etc. Quando os chefes do Poder Executivo editam regulamento ou Decretos regulamentadores estão no exercício específico do poder regulamentar.