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UFPE – DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS - CURSO DE GRADUÇÃO – CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR

UFPE – DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS - CURSO DE GRADUÇÃO – CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO

DE GRADUÇÃO – CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO ELABORAÇÃO E ANÁLISE DO BALANÇO FINANCEIRO SUMÁRIO 1.

ELABORAÇÃO E ANÁLISE DO BALANÇO FINANCEIRO

SUMÁRIO

1.

INTRODUÇÃO

2.

BALANÇO FINANCEIRO

2.1.

O Balanço Financeiro e a NBCT - SP

2.2.

O Balanço Financeiro e a Legislação Aplicada

2.3.

Estrutura do Balanço Financeiro

2.4.

Definições Básicas

2.5.

Análise do Balanço Financeiro

2.6.

Avaliação da Gestão

2.7.

Exemplificação

2.8.

Caso Prático

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UFPE – DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS - CURSO DE GRADUÇÃO – CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO

DE GRADUÇÃO – CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO ELABORAÇÃO E ANÁLISE DO BALANÇO FINANCEIRO 1.

ELABORAÇÃO E ANÁLISE DO BALANÇO FINANCEIRO

1.

INTRODUÇÃO

A Aula – Elaboração e Análise dos Balanço Financeiroo têm por objetivo apresentar os conceitos da Lei nº 4.320/64 e a da Norma Brasileira Contabilidade Técnica Aplicada ao Setor Público, referente ao registro, evidenciação e geração de informações que alimentem o processo decisório, a adequada prestação de contas e a instrumentalização do controle social, no que diz respeito ao fluxo de recursos financeiros do setor público, especificamente os ingressos e desembolsos, permitindo o conhecimento e a avaliação da gestão financeira das entidades públicas.

O trabalho foi desenvolvido a partir da legislação vigente, das Normas Brasileiras Contabilidade Técnica Aplicada ao Setor Público – NBCT – SP, bem como nos novos modelos de Demonstrativos que estão sendo discutidos pelos Grupos de Trabalho da STN, pois com o advento do Decreto nº 4.976/09, foram distribuídos para análise e contribuição do Grupo Técnico de Padronização de Procedimentos Contábeis, criado pela Portaria STN nº 136, de 6 de março de 2007, bem como para outros profissionais e contabilistas que tem participado do processo de desenvolvimento conceitual da contabilidade aplicada ao setor público.

A metodologia adotada será a apresentação dos conceitos científicos e legais, para com base nos Lançamentos Típicos da Administração Pública, permitir o entendimento e compreenssão dos atos e fatosque afetam a gestão financeira dos entes públicos e reconhecer, mensurar, registrar e evidenciar através do Balanço Financeiro o que ocorre e ocorreu na administração pública. Por fim, deve o contador realizar a avaliação da gestão financeira e gerar informações utéis e tempestivas aos diversos usuários e cumprir o objetivo de instrumentalizar o controle social.

2.

BALANÇO FINANCEIRO

2.1 O Balanço Financeiro e a NBCT – SP

Conforme

a

NBCT

SP

o

Balanço

Orçamentário

é

a

demonstração

que

evidencia

a

movimentação financeira das entidades do setor público no período a que se refere, e discrimina:

a receita orçamentária realizada por destinação de recurso;

a despesa orçamentária executada por destinação de recurso e o montante não pago como parcela retificadora;

os recebimentos e os pagamentos extra-orçamentários;

as transferências ativas e passivas decorrentes, ou não, da execução orçamentária;

o saldo inicial e o saldo final das disponibilidades.

É importante ressaltar que a destinação de recursos orçamentários discrimina, no mínimo, as vinculações legais, tais como nas áreas de saúde, educação e previdência social.

2.1.1 Requisitos do Balanço Financeiro

O Balanço

Orçamentário

está estabelecido

como

uma das demonstrações contábeis

obrigatórias das entidades públicas, conforme as NBCT SP e precisam dos requisitos abaixo:

devem ser acompanhadas por anexos, por outros demonstrativos exigidos por lei e pelas notas explicativas.

devem apresentar informações extraídas dos registros e dos documentos que integram o sistema contábil da entidade.

devem conter a identificação da entidade do setor público, da autoridade responsável e do contabilista.

devem ser divulgadas com a apresentação dos valores correspondentes ao período anterior, sempre que possível.

as contas semelhantes podem ser agrupadas; os pequenos saldos podem ser agregados, desde que indicada a sua natureza e não ultrapassem 10% (dez por cento) do valor do respectivo grupo de contas, sendo vedadas a compensação de saldos e a utilização de designações genéricas.

para fins de publicação, podem apresentar os valores monetários em unidades de milhar ou em unidades de milhão, devendo indicar a unidade utilizada.

Os saldos devedores ou credores das contas retificadoras devem ser apresentados como valores redutores das contas ou do grupo de contas que lhes deram origem.

2.1.2

Divulgação do Balanço Financeiro

A divulgação do Balanço Financeiro e sua versão simplificada é o ato de disponibilizá-lo

para a sociedade e compreende, entre outras, as seguintes formas:

publicação na imprensa oficial em qualquer das suas modalidades;

 

remessa

aos

órgãos

de

controle

interno

e

externo,

a

associações

e

a

conselhos

representativos;

 

a disponibilização para acesso da sociedade em local e prazos indicados;

 

disponibilização em meios de comunicação eletrônicos de acesso público.

2.1.3

Notas Explicativas

 

O Balanço Financeiro deverá conter notas explicativas, que são parte integrante do

respectivo balanço, com informações relevantes, complementares ou suplementares àquelas não suficientemente evidenciadas ou não constantes no demonstrativo, devendo incluir:

os

critérios utilizados na elaboração do Balanço Financeiro;

 

a composição das disponibilidades da entidade e de terceiros;

os

critérios para inscrição ou cancelamento dos restos a pagar;

 

as

disponibilidades vinculadas;

 

a avaliação da gestão financeira da entidades; e

 

outros

eventos

não

suficientemente

evidenciados

ou

não

constantes

do

Balanço

Financeiro.

2.2 O Balanço Financeiro e a Legislação Aplicada

Segundo a Lei nº 4.320/64, o Balanço Financeiro demonstra os ingressos (entradas) e dispêndios (saídas) de recursos financeiros a título de receitas e despesas orçamentárias, bem como os recebimentos e pagamentos de natureza extra-orçamentária, conjugados com os saldos de disponibilidades do exercício anterior e aqueles que passarão para o exercício seguinte.

Assim, o Balanço Financeiro é um quadro com duas seções: Ingressos (Ingressos Orçamentários e Extra-Orçamentários) e Dispêndios (Dispêndios Orçamentários e Extra- Orçamentários), que se equilibram com a inclusão das Disponibilidades do Período Anterior na Seção dos Ingressos, e as disponibilidades para o período seguinte na Seção dos Dispêndios.

O resultado financeiro do exercício corresponde à diferença entre o somatório dos

ingressos orçamentários com os extra-orçamentários e dos dispêndios, orçamentários com os extra-orçamentários. Se os ingressos forem maiores que os dispêndios, ocorrerá um superávit; caso contrário ocorrerá um déficit. Este resultado não deve ser entendido como superávit ou déficit financeiro do exercício, cuja apuração é obtida através do Balanço Patrimonial. O resultado financeiro do exercício pode ser também apurado pela diferença entre as disponibilidades para o exercício seguinte e as disponibilidades do exercício anterior.

O Balanço Financeiro evidencia a movimentação financeira das entidades do setor público

no período a que se refere, e discrimina:

a. a receita orçamentária realizada por destinação de recurso;

b. a despesa orçamentária executada por destinação de recurso;

c. os recebimentos e os pagamentos extra-orçamentários;

d. as transferências ativas e passivas decorrentes, ou não, da execução orçamentária; e

e. o saldo inicial e o saldo final das disponibilidades.

Deverão ser apresentadas as vinculações nas áreas de saúde, educação, previdência social e outras vinculações legais, além da destinação ordinária, de maneira que o grupo de “Outras Vinculações” não ultrapasse 10% do total da Receita Orçamentária ou Despesa Orçamentária.

2.3 Estrutura do Balanço Financeiro

A Estrutura do Balanço Financeiro 1 apresentada é a versão disponibilizada para receber sugestões até o dia 31/10/09, podendo sofrer alterações.

<ENTE DA FEDERAÇÃO> BALANÇO FINANCEIRO EMISSÃO:

EXERCÍCIO:

MÊS

PÁGINA:

INGRESSOS

   

DISPÊNDIOS

 

ESPECIFICAÇÃO

Exercício

Exercício

ESPECIFICAÇÃO

Exercício

Exercício

Atual

Anterior

Atual

Anterior

Receita Orçamentária Ordinária Vinculada Saúde Educação Previdência Social Transferências obrigatórias de outro ente Convênios Dívida Pública Outras Vinculações Deduções da Receita

   

Despesa Orçamentária Ordinária Vinculada Saúde Educação Previdência Social Transferências obrigatórias de outro ente Convênios Dívida Pública Outras Vinculações

   

Transferências Financeiras Recebidas Recebimentos Extra- Orçamentários

Transferências Financeiras Concedidas

Pagamentos

 

Extra-

Orçamentários

 

Disponível do Exercício Anterior

Disponível

p/

o

Exercício

Seguinte

TOTAL

   

TOTAL

   

2.4 Definições Básicas

Para levantamento do Balanço, é necessário entender os seguintes conceitos:

2.4.1 Destinação Ordinária

É o processo de alocação livre entre a origem e a aplicação de recursos, para atender a quaisquer finalidades.

2.4.2 Destinação Vinculada

1 Até o dia 31/10/09, a Secretaria do Tesouro Nacional distribuiu com os Grupo Técnico de Procedimentos Contábeis e o Grupo Assessor do CFC a estrutura atual do Balanço Financeiro para colher sugestões de aprimoramento, devendo até o final do exercício financeiro, publicar portaria alteando os anexos da Lei nº 4.320/64, referente aos demonstrativos contábeis.

É o processo de vinculação entre a origem e a aplicação de recursos, em atendimento às finalidades específicas estabelecidas pela norma.

2.4.3 Transferências Financeiras Recebidas

Reflete a movimentação de recursos financeiros entre Órgãos e Entidades da Administração Direta e Indireta. Podem ser Orçamentárias ou Extra-Orçamentárias. Aquelas efetuadas em cumprimento à execução do Orçamento são as cotas, repasses e sub-repasses. Aquelas que não se relacionam com o Orçamento em geral decorrem da transferência de recursos relativos aos restos a pagar. Esses valores, quando observados os demonstrativos consolidados, são compensados pelas Transferências Financeiras Concedidas.

2.4.4 Transferências Financeiras Concedidas

Reflete a movimentação de recursos financeiros entre Órgãos e Entidades da Administração Direta e Indireta. Podem ser Orçamentárias ou Extra-Orçamentárias e são a contrapartida das Transferências Financeiras Recebidas.

2.4.5 Recebimentos Extra-Orçamentários

Nesse grupo temos os ingressos não previstos no orçamento, que serão restituídos em época própria, por decisão administrativa ou sentença judicial.

Consistem, por exemplo, em:

ingresso de recursos que se constituem obrigações relativas a consignações em folha, fianças, cauções, etc.; e

inscrição de restos a pagar, com a função de compensar o valor da despesa orçamentária imputada como realizada, porém não paga no exercício da emissão do empenho, em atendimento ao parágrafo único do artigo 103 da Lei nº 4.320/1964.

2.4.6

Pagamentos Extra-Orçamentários

Nesse grupo temos pagamentos que não precisam se submeter ao processo de execução orçamentária, como:

aos relativos a obrigações que representaram ingressos extra-orçamentários (ex. devolução de depósitos); e

aos restos a pagar pagos no exercício.

2.4.7

Disponibilidade

Compreende o numerário em espécie e depósitos bancários, além das aplicações financeiras de curto prazo, de liquidez imediata, que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. Inclui, ainda, a receita orçamentária arrecadada que se encontra em poder da rede bancária em fase de recolhimento.

2.5

Análise

A análise e a verificação do Balanço Financeiro tem como objetivo predominante preparar os indicadores que servirão de suporte para a avaliação da gestão financeira.

As informações sobre o fluxo de recursos das disponibilidades são úteis para que os usuários possam tomar decisões que irão influenciar o fluxo de caixa da entidade. Possibilita, ainda, mensurar se o disponível é suficiente para pagar os bens e serviços adquiridos e contratados e ainda satisfazer os gastos de manutenção.

A análise do Balanço Financeiro permite, ainda, a verificação da execução da despesa com

as principais vinculações face às respectivas receitas.

É importante mencionar que uma variação positiva na disponibilidade do período não é

sinônimo, necessariamente, de bom desempenho da gestão financeira, pois pode ocorrer, por exemplo, mediante elevação do endividamento público ou alienação de bens. Da mesma, forma, a variação negativa na disponibilidade do período não significa, necessariamente, em um mau

desempenho, pois pode refletir uma redução no endividamento ou aumento de investimentos públicos. Portanto, a análise deve ser feita conjuntamente com o Balanço Patrimonial, considerando esses fatores mencionados e as demais variáveis orçamentárias e extra- orçamentárias.

2.6 Avaliação da Gestão

A avaliação da gestão consiste, dentre outros, em observar a necessidade de existência de

recursos nas disponibilidades para o exercício seguinte, destinados aos pagamentos das despesas não pagas no exercício anterior, notadamente quanto aos valores inscritos em restos a pagar.

Além disso, deve-se analisar de que forma a administração influenciou na liquidez da entidade, de forma a prevenir insolvência futura.

2.7 Caso Prático do Balanço Financeiro

Tendo por base o balancete apresentado na Disciplina – Lançamentos Típicos da Administração Pública, elabore o Balanço Financeiro, efetue a análise e avaliação da gestão financeira da entidade.