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Orçamento Orçamento p a r a p r o j e t o s de

OrçamentoOrçamento

para projetos

de organizações

de base

a r a p r o j e t o s de organizações de base Rede

Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais para o Desenvolvimento de Base

Programa Construção de Capacidades Institucionais

Empresariais para o Desenvolvimento de Base Programa Construção de Capacidades Institucionais www.redeamerica.org
Empresariais para o Desenvolvimento de Base Programa Construção de Capacidades Institucionais www.redeamerica.org

www.redeamerica.org

Empresariais para o Desenvolvimento de Base Programa Construção de Capacidades Institucionais www.redeamerica.org
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OrçamentoOrçamento

para projetos

de organizações

de base

a r a p r o j e t o s de organizações de base MANUEL

MANUEL GUILLERMO GONZÁLEZ BARRERA DIANA CAROLINA GONZÁLEZ RUBIO

GUILLERMO GONZÁLEZ BARRERA DIANA CAROLINA GONZÁLEZ RUBIO JULHO DE 2007 Rede Interamericana de Fundações e Ações

JULHO DE 2007

BARRERA DIANA CAROLINA GONZÁLEZ RUBIO JULHO DE 2007 Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais

Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais para o Desenvolvimento de Base

Programa

Construção

de Capacidades

Institucionais

de Fundações e Ações Empresariais para o Desenvolvimento de Base Programa Construção de Capacidades Institucionais

© 2007. Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais para o Desenvolvimento de Base RedEAmérica

Autores

Manuel Guillermo González Barrera Diana Carolina González Rubio

Coordenação Programa Construção de Capacidades Institucionais

Alexandra Gaviria

Fundação ArcelorMittal Acesita

Wanda Silva

Tradução

Antônio Carlos Santini

Revisão

Wanda Silva Arte & Mouse Comunicação Ltda.

Ajustes Gráficos

Arte & Mouse Comunicação Ltda.

Arquivo eletrônico em Cd

Arte & Mouse Comunicação Ltda.

Gravado em Timóteo, dezembro 2008 Tiragem: 100 exemplares

RedEAmérica

www.redeamerica.org

Programa Construção de Capacidades Institucionais pcci@consorcio.org.co

CONTEÚDO

CONTEÚDO APRESENTAÇÃO 7 INTRODUÇÃO   10 UNIDADE UM     O orçamento como parte
CONTEÚDO APRESENTAÇÃO 7 INTRODUÇÃO   10 UNIDADE UM     O orçamento como parte
CONTEÚDO APRESENTAÇÃO 7 INTRODUÇÃO   10 UNIDADE UM     O orçamento como parte

APRESENTAÇÃO

7

INTRODUÇÃO

 

10

UNIDADE UM

 
 

O orçamento como parte integrante do projeto

13

UNIDADE DOIS

 
 

Modelo de orçamento

29

UNIDADE TRÊS

 
 

Acompanhamento e controle do orçamento

79

BIBLIOGRAFIA

113

 

GLOSSÁRIO

115

 

SINÔNIMOS

117

 

ANEXO 1

119

 

ANEXO 2

149

ANEXO 3

153

  Perguntas introdutórias Ferramentas   Exemplos
 

Perguntas introdutórias

Ferramentas

Ferramentas

 

Exemplos

  Perguntas introdutórias Ferramentas   Exemplos

APRESENTAÇÃO

A Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais para o Desenvolvimento de Base,

RedEAmérica, agrupa cinqüenta e cinco (55) entidades de doze (12) países das Américas que, em meio à diversidade de opções metodológicas existentes em seu interior para o desenvolvimento de programas sociais, decidiram construir, de forma compartilhada, princípios de atuação e marcos de referência para fortalecer a gestão autônoma e o protagonismo das organizações de base no Continente, em três níveis:

1. nível micro da organização individualmente considerada;

O

2. nível médio das organizações que participam de redes e alianças;

3. nível macro das organizações, redes ou alianças que participam de espaços de entendimento

O

O

sobre as questões públicas.

Para consegui-los, a RedEAmérica trabalha dois aspectos intimamente entrelaçados: por um lado, a consolidação das capacidades coletivas das organizações de base, especialmente nos níveis micro e

médio, e, pelo outro, a promoção de ambientes institucionais favoráveis para a ação e a participação

de tais organizações, principalmente no nível macro.

Nessa perspectiva, as entidades sócias da RedEAmérica adotaram a estratégia de acompanhar e co- financiar iniciativas surgidas de organizações de base, de redes que agrupam várias dessas organizações e de alianças de tais organizações com atores públicos e privados. Este trabalho é desenvolvido pelos membros da RedEAmérica de forma constante e sistemática, com o fim de contribuir para a estruturação de processos participativos e que geram a inclusão, que reduzam a pobreza e aprofundem a democracia nos países do Continente.

participativos e que geram a inclusão, que reduzam a pobreza e aprofundem a democracia nos países

7

participativos e que geram a inclusão, que reduzam a pobreza e aprofundem a democracia nos países

SEGUIMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO â

Esta aposta se apóia em um longo caminho percorrido. Com efeito, as diferentes entidades que formam a RedEAmérica acumularam em seus respectivos países, ao longo de vários anos de trabalho, uma ampla experiência no acompanhamento e co-financiamento de projetos sociais nos níveis micro, médio e macro, anteriormente mencionados. Essa estratégia demonstrou possuir enorme potencial para qualificar as capacidades coletivas das organizações, melhorar sua interlocução com a empresa privada e com o Estado, incrementar suas possibilidades de êxito nas gestões que empreendem e garantir a rentabilidade social dos recursos investidos.

Por sua parte, as organizações de base existentes nos países que configuram as Américas mantiveram, ao longo de várias décadas, uma atividade por meio da qual aglutinam e mobilizam grupos populacio- nais, gerenciam e executam projetos de desenvolvimento, participam de diferentes cenários de debates e de tomadas de decisões públicas, promovem ou asseguram sentidos de pertença e canalizam reivindicações de cidadania. Em sua interação com a cidadania, a empresa privada e o Estado, estas organizações realizaram contribuições notáveis para o melhoramento das condições de vida dos habitantes, geraram maiores possibilidades de eqüidade e justiça e desencadearam processos sociais democráticos.

Nesse contexto, a RedEAmérica assumiu a tarefa de publicar uma coleção de manuais que, a partir da experiência de seus membros, apresente caminhos a seguir para empreender processos sustentáveis de fortalecimento das organizações, redes e alianças, de modo que a voz dos excluídos tenha presença de protagonista na sociedade e seja ouvida por esta com espírito de inclusão.

que a voz dos excluídos tenha presença de protagonista na sociedade e seja ouvida por esta

8

REDEAMÉRICA âMANUAL DE ORÇAMENTO PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à

DE ORÇAMENTO PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à De tal coleção, faz parte este “Manual

De tal coleção, faz parte este “Manual de acompanhamento e co-financiamento de processos organizacionais para o desenvolvimento de base”, assim como o “Manual de avaliação de impactos do desenvolvimento de base” e o “Manual de orçamento para projetos de desenvolvimento de base”. O enfoque comum que guia estes manuais acha- se registrado na publicação Construir Juntos. Uma proposta para fazer desenvolvimento de base, conjunto de quatro cadernos editados pela RedEAmérica, em 2004.

1

Este é um material de referência e uma ferramenta de trabalho que espera ser útil para que as entidades membro da Rede avaliem os impactos dos programas e dos projetos de desenvolvimento de base que promovem em suas instituições no nível micro, médio e macro.

1 Caderno 1: Níveis de intervenção no desenvolvimento de base. Caderno 2: Orientações estratégicas para a promoção do desenvolvimento de base. Caderno 3: Modelos e estratégias de intervenção utilizadas pelos membros da RedEAmérica. Caderno 4. A aprendizagem na RedEAmérica. Guia. Proposta metodológica para a oficina de reflexão sobre o marco de desenvolvimento de base da RedEAmérica.

Guia. Proposta metodológica para a oficina de reflexão sobre o marco de desenvolvimento de base da

9

Guia. Proposta metodológica para a oficina de reflexão sobre o marco de desenvolvimento de base da

SEGUIMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO â

INTRODUÇÃO

O processo de elaboração do Manual parte da revisão e análise de múltiplos e diferentes modelos de

orçamentos, informes de execução orçamentária e prestações de contas apresentadas por Organizações de Base (OB) e Organizações Não-Governamentais (ONG) a entidades de cooperação que apóiam seus projetos.

Durante a elaboração do Manual, além da consulta e análise de documentos, realizaram-se reuniões

de trabalho, consultas diretas e/ou oficinas, tanto com OB como com entidades ONG e empresas que

hoje fazem parte da RedEAmérica. Entretanto, ocorreu um constante diálogo com a equipe técnica da Rede. Tudo isto constituiu valioso insumo para o documento registrado nestas páginas.

O Manual apresenta-se em três unidades. Na primeira, conceituam-se os elementos básicos do orçamento, que é entendido como um instrumento ou ferramenta chave para o trabalho de formulação, planejamento e execução dos projetos de desenvolvimento de base. Na segunda unidade, apresenta-se o modelo de orçamento que se propõe e seus correspondentes formulários, dando uma explicação dos mesmos. Na terceira unidade, aborda-se o que diz respeito ao controle e acompanhamento da execução orçamentária do projeto.

O Manual vai acompanhado de três anexos que fornecem detalhes de aspectos pontuais e de vital

importância, como: a) a conceituação e instruções sobre o custo ou valorização dos conceitos ou rubricas de entradas e gastos do projeto; b) os suportes básicos que devem acompanhar os registros contábeis.

ou rubricas de entradas e gastos do projeto; b) os suportes básicos que devem acompanhar os

10

REDEAMÉRICA âMANUAL DE ORÇAMENTO PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à

Para facilitar o registro acumulado e devidamente sistematizado da informação sobre orçamento e aplicação de recursos, por parte de todas as organizações que recebem apoio da RedEAmérica, elaborou-se um “Aplicativo de orçamento” que é apresentado em documento separado do presente Manual.

Da elaboração e aperfeiçoamento do Manual e do Aplicativo, participaram representantes técnicos da maior parte das organizações integrantes da Rede, seja com seus comentários e sugestões por correio eletrônico, seja com suas contribuições nas diversas reuniões de trabalho e encontros realizados, incluídas as oficinas em Córdoba (Argentina), São Paulo (Brasil) e Bogotá (Colômbia).

O Manual de Orçamento e seu Aplicativo foram elaborados para serem utilizados principalmente, ou

mediante sua orientação, pela equipe técnica e promotora das entidades que integram a RedEAmérica, e que são aquelas que dão acompanhamento às OB beneficiárias de seu apoio.

Os orçamentos originam-se das próprias OB, que são as solicitantes dos projetos junto às entidades membro da Rede. O Manual oferece os formulários ou modelos básicos para registrar ou apresentar

os

orçamentos e para registrar sua execução. A equipe de trabalho das organizações que fazem parte

da

RedEAmérica encontram no Manual um instrumento de apoio para seu trabalho. O passo seguinte

consiste em pôr em prática o Manual e o Aplicativo e, progressivamente, enquanto seja pertinente, ir aprimorando-os e adaptando às circunstâncias cambiantes do contexto e dos projetos, sem perder

de

vista a importância de ir dispondo de informação básica que seja homologável e comparável entre

os

diferentes projetos que são apoiados pelas Organizações da Rede.

que seja homologável e comparável entre os diferentes projetos que são apoiados pelas Organizações da Rede.
que seja homologável e comparável entre os diferentes projetos que são apoiados pelas Organizações da Rede.

11

que seja homologável e comparável entre os diferentes projetos que são apoiados pelas Organizações da Rede.

SEGUIMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO â

S EGUIMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO â 12 O Manual de orçamento foi elaborado sob a
S EGUIMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO â 12 O Manual de orçamento foi elaborado sob a

12

O Manual de orçamento foi elaborado sob a direção de Manuel Guillermo González Barrera, economista e mestre em Análise de Problemas Políticos, Econômicos e Internacionais; especialista em formulação e avaliação de projetos de desenvolvimento de base. Contou-se com a assistência da Administradora de Empresas Diana Carolina González Rubio, além do apoio de uma equipe de trabalho formada por profissionais especializados no assunto: Martha Lucía Gómez Rojas, Patrícia Vesga, Miguel Castellanos e Jairo Fernando González Acosta. O projeto do Aplicativo do orçamento esteve a cargo de Carlos Giovanni Wiesner e Oscar Gómez.

A todas as pessoas participantes, da parte das entidades que formam a RedEAmérica, da equipe técnica e coordenadora da Rede e daqueles que contribuíram com seu trabalho para a elaboração do Manual e do Aplicativo, nosso profundo agradecimento e reconhecimento.

Bogotá, julho de 2007.

OrçamentoOrçamento

para projetos

de organizações

de base

a r a p r o j e t o s de organizações de base UNIDADE

UNIDADE UM

O ORÇAMENTO COMO PARTE INTEGRANTE DO PROJETO

UNIDADE UM O ORÇAMENTO COMO PARTE INTEGRANTE DO PROJETO Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais
UNIDADE UM O ORÇAMENTO COMO PARTE INTEGRANTE DO PROJETO Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais

Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais para o Desenvolvimento de Base

Programa

Construção

de Capacidades

Institucionais

de Fundações e Ações Empresariais para o Desenvolvimento de Base Programa Construção de Capacidades Institucionais
CONTEÚDO QUADRO SINTÉTICO 17 1. MARCO CONCEITUAL 19 2. CARACTERÍSTICAS DO ORÇAMENTO 22 3.
CONTEÚDO QUADRO SINTÉTICO 17 1. MARCO CONCEITUAL 19 2. CARACTERÍSTICAS DO ORÇAMENTO 22 3.

CONTEÚDO

CONTEÚDO QUADRO SINTÉTICO 17 1. MARCO CONCEITUAL 19 2. CARACTERÍSTICAS DO ORÇAMENTO 22 3.

QUADRO SINTÉTICO

17

1. MARCO CONCEITUAL

19

2. CARACTERÍSTICAS DO ORÇAMENTO

22

3. RELAÇÃO ENTRE PROJETO E ORÇAMENTO

25

4. ALERTAS

27

QUADRO SÍNTESE

27

DO ORÇAMENTO 22 3. RELAÇÃO ENTRE PROJETO E ORÇAMENTO 25 4. ALERTAS 27 QUADRO SÍNTESE 27
DO ORÇAMENTO 22 3. RELAÇÃO ENTRE PROJETO E ORÇAMENTO 25 4. ALERTAS 27 QUADRO SÍNTESE 27
Quadro sintético TEMAS CONCEITOS-CHAVE • Orçamento, desenvolvimento de base, projeto, entradas, saídas,
Quadro sintético
TEMAS
CONCEITOS-CHAVE
Orçamento, desenvolvimento de base, projeto, entradas, saídas,
financiamento, gastos, investimento.
MARCO
CONCEITUAL
PROPÓSITO
Reconhecer os principais termos de referência e que são necessários para refletir sobre o que
é
o orçamento de um projeto de desenvolvimento de base.
A
definição detalhada do que corresponde aos diferentes conceitos do plano de contas para
entradas e saídas, que é igualmente necessária, será tratada em capítulo posterior.
“A
cada passo, o homem ne-
cessita da ajuda de seus seme-
lhantes, e é inútil esperá-la
apenas de sua benevolência;
ser-lhe-á mais fácil consegui-
CONCEITOS CHAVE
RELAÇÃO ENTRE
Objetivos, metas, atividades, despesas ou conceito de gasto,
orçamento.
ORÇAMENTO E
la
se puder atrair em seu favor
PROJETO
PROPÓSITO
o
amor próprio daqueles a
quem recorre e fazê-los ver
que é isso que se pede a eles.”
Compreender porque os recursos a serem investidos devem ter uma relação direta com as
atividades que se previu realizar durante o projeto e com o seu objetivo.
CONCEITOS-CHAVE
CONSIDERAÇÕES
PARA A ELABORAÇÃO
DO ORÇAMENTO E
SUAS PRINCIPAIS
CARACTERÍSTICAS
Plano de contas, saídas, gasto, investimento; formulários, tabelas ou
matrizes para elaborar orçamentos; equilíbrio orçamentário, controle
orçamentário, fluxo oportuno de recursos, contabilidade transparente.
PROPÓSITO
Reconhecer conceitos básicos e específicos para a elaboração de um orçamento, assim
como as características mínimas que deve reunir.

17

básicos e específicos para a elaboração de um orçamento, assim como as características mínimas que deve

1

MARCO

CONCEITUAL

QUE É E PARA QUE ME SERVE O ORÇAMENTO? O orçamento é antes de tudo
QUE É E PARA
QUE ME SERVE
O ORÇAMENTO?
O orçamento é antes
de tudo uma
ferramenta que
permite saber com
que recursos
econômicos se conta,
para em seguida
considerar o
funcionamento real
do projeto e saber se
foram cumpridas as
metas e objetivos
nele propostos.

Antes de desenvolver os conceitos desta unidade, apresenta-se um esquema gráfico com os aspectos mais importantes do processo de elaboração e acompanhamento de um orçamento, para que estes conceitos sejam aplicados tanto a uma organização quanto a um projeto.

aplicados tanto a uma organização quanto a um projeto. FIGURA 1 Infograma do Manual de orçamento
aplicados tanto a uma organização quanto a um projeto. FIGURA 1 Infograma do Manual de orçamento

FIGURA 1

Infograma do Manual de orçamento

Dispor de conceitos básicos sobre orçamento
Dispor de conceitos
básicos sobre
orçamento
Estabelecer relação entre projeto e orçamento
Estabelecer relação
entre projeto e
orçamento
Definir atividades a serem desenvolvidas no projeto
Definir atividades
a serem desenvolvidas
no projeto

Estimar gastos por atividades e recursos necessários para cobri-losDefinir atividades a serem desenvolvidas no projeto Elaborar orçamento de entradas e saídas por rubrica

Elaborar orçamento de entradas e saídas por rubrica
Elaborar orçamento
de entradas e saídas
por rubrica
Elaborar orçamento, validando suas características Elaborar orçamento de entradas e saídas por atividade
Elaborar orçamento,
validando suas
características
Elaborar orçamento
de entradas e saídas
por atividade
Definir fontes de financiamento do projeto
Definir fontes
de financiamento
do projeto
Elaborar orçamento em dólares
Elaborar orçamento
em dólares

Fazer acompanhamento e controle de orçamento (entradas e saídas)

19

do projeto Elaborar orçamento em dólares Fazer acompanhamento e controle de orçamento (entradas e saídas) 19

â

â O ORÇAMENTO COMO PARTE INTEGRAL DO PROJETO â U NIDADE UM O ORÇAMENTO COMO PARTE

O ORÇAMENTO COMO PARTE INTEGRAL DO PROJETO â

UNIDADE UM

O ORÇAMENTO COMO PARTE INTEGRAL DO PROJETO

Denomina-se orçamento o cálculo aproximado das entradas necessárias para cobrir as saídas (gastos, custos e investimentos) previstas no desenvolvimento das atividades de uma instituição ou de um projeto em particular. Na elaboração de um orçamento, deve-se definir prévia e claramente o período de tempo e de onde se espera obter os recursos.

Este manual faz referência direta ao orçamento em relação ao projeto, por ser este a unidade de análise e, como tal, seu ponto de partida. O Modelo para a elaboração de orçamentos da RedEAmérica é proposto a partir de um enfoque instrumental, onde ele é pensado e elaborado com base em um projeto determinado. Como primeiro passo do processo de elaboração de um orçamento, inicia-se este manual com a identificação das atividades do projeto, tema que será desenvolvido na segunda unidade. As características básicas do enfoque do orçamento são assinaladas no box seguinte.

Para maior clareza sobre alguns conceitos, recomenda-se rever a conceituação relacionada com desenvolvimento de base própria da RedEAmérica, no “Manual de acompanhamento e co-financiamento”, dado que este Manual sobre orçamento está particularmente orientado para projetos que se promovem e executam dentro do referido marco.

1 Ibid.

20

promovem e executam dentro do referido marco. 1 Ibid. 20 Para que serve o orçamento de
promovem e executam dentro do referido marco. 1 Ibid. 20 Para que serve o orçamento de

Para que serve o orçamento de um projeto?

AS RESPOSTAS SÃO VÁRIAS E COMPLEMENTARES, A SABER:

UM ORÇAMENTO DEVE SER

COMO INSTRUMENTO DO PROJETO,

ELABORADO EM FUNÇÃO DAQUILO QUE SE NECESSITA PARA COBRIR OS CUSTOS DE REALIZAÇÃO DAS DIFERENTES ATIVIDADES DO PROJETO, COM O

FIM DE CUMPRIR COM SEUS OBJETIVOS. O MAIS IMPORTANTE SÃO OS OBJETIVOS DO PROJETO, ENQUANTO O ORÇAMENTO É APENAS UMA FERRAMENTA OU INSTRUMENTO DE APOIO.

PARA DAR SUPORTE E CREDIBILIDADE JUNTO ÀS DIFERENTES FONTES DE FINANCIAMENTO, ÀS QUAIS SE RECORRE EM BUSCA DE RECURSOS, SEJA PORQUE ESTES SE OBTENHAM COMO CRÉDITO, SEJA COMO ACORDO DE COOPERAÇÃO NÃO REEMBOLSÁVEL.

PARA IDENTIFICAR COM CLAREZA OS RECURSOS NECESSÁRIOS,

MECANISMOS E FONTES DE FINANCIAMENTO,

MOMENTO EM QUE ESTES DEVEM ACHAR-SE DISPONÍVEIS PARA CUMPRIR COM AS ATIVIDADES E ALCANÇAR AS METAS E OBJETIVOS DO PROJETO.

E A FORMA E

COMO APOIO AO PROCESSO DE ACOMPANHAMENTO E

DAS ENTRADAS E SAÍDAS DO PROJETO, PORQUE É

UTILIZADO COMO PARÂMETRO PARA COMPARAR O INICIALMENTE PREVISTO COM A SUA EXECUÇÃO REAL. A ANÁLISE COMPARATIVA DO ORÇAMENTO FACILITA AOS INTERESSADOS SABER COMO FORAM INVESTIDOS OS RECURSOS E PERMITE À ADMINISTRAÇÃO TOMAR DECISÕES OPORTUNAMENTE. AO OBSERVAR EM QUE SE INVESTEM OS RECURSOS, É POSSÍVEL SABER SE ESTES SE CANALIZAM, OU NÃO, EM FUNÇÃO DAS ATIVIDADES, METAS E OBJETIVOS DO PROJETO.

MONITORAMENTO

REDEAMÉRICA âMANUAL DE ORÇAMENTO PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à

Tão logo esteja claro como a RedEAmérica concebe os conceitos de desenvolvimento de base, projeto e projeto de desenvolvimento de base, abordam-se alguns termos próprios do tema do orçamento, como:

entradas, saídas, financiamento, gastos e investimento. Outros conceitos são desenvolvidos ao longo do manual, na medida do necessário.

Não se trata de dar definições detalhadas ou excludentes, ou de entrar em polêmica sobre uma ou outra definição entre as várias que se podem encontrar em textos sobre orçamento, contabilidade e economia. Contudo, é conveniente uma aproximação conceitual que ajude na unificação de critérios.

Os conceitos considerados pertinentes encontram-se na figura 2, onde se apresenta, em forma de esquema, aquilo que neste Manual se entende por orçamento, e quais são os conceitos ou componentes que o formam. Esta figura apresenta a relação de dependência existente entre o orçamento e o projeto, relação que também aparece com novos detalhes na figura 4.

Na figura 2, descreve-se o que se entende por entradas e saídas, por serem estes os componentes do orçamento. A entrada leva a refletir, entre outros, sobre o tema do financiamento e, por sua vez, assinala um elemento fundamental: o financiamento de recursos. Em relação às saídas de um projeto, contemplam-se tanto os considerados gastos como os que se aplicam a investimentos. A definição de investimentos aborda o conceito de ativos no sentido de bens ou recursos que permanecem no tempo e não se gastam ou desaparecem a curto prazo.

no tempo e não se gastam ou desaparecem a curto prazo. FIGURA 2 Definições PROJETO ORÇAMENTO
no tempo e não se gastam ou desaparecem a curto prazo. FIGURA 2 Definições PROJETO ORÇAMENTO

FIGURA 2

Definições

PROJETO
PROJETO

ORÇAMENTO

Ferramenta de planejamento, guia e instrumento de informação e controle que permite visualizar de forma concreta, ordenada e avaliada os recursos necessários e os conceitos nos quais serão investidos para poder realizar um projeto.

ENTRADAS Recursos obtidos pela OB para cobrir os dife- rentes pagamentos que exigem a execução
ENTRADAS
Recursos obtidos pela OB para cobrir os dife-
rentes pagamentos que exigem a execução e
administração de atividades do projeto.
FINANCIAMENTO
GASTOS
É o resultado de apli-
car a estratégia de
consecução dos re-
cursos orçados a par-
tir das diferentes fon-
tes possíveis.
SAÍDAS Pagamentos que se realizam por bens e servi- ços adquiridos, assim como o valor
SAÍDAS
Pagamentos que se realizam por bens e servi-
ços adquiridos, assim como o valor dos apor-
tes em espécie que sejam aplicados em favor
do projeto.

INVESTIMENTO

Recursos destinados à aquisição de ativos da OB para o desenvolvimento do projeto, como investimentos, móveis e equipamentos de escritó- rio, maquinaria para a produção, terrenos e edificações. Também a constituição de um fundo para crédi- tos a pequenos produtores, ou um fundo de crédito para moradia etc.

Pagamentos por bens ou serviços que se consomem no desenvolvimento do proje- to, e que não passam a fazer parte dos ativos da OB, como pagamentos de salários, honorários, papelaria e mate- rial de escritório, serviços públicos, lanche, publicidade etc.

21

de salários, honorários, papelaria e mate- rial de escritório, serviços públicos, lanche, publicidade etc. 21

2

CARACTERÍSTICAS

DO ORÇAMENTO

As características que devem identificar os orçamentos levados à considera-

ção dos membros da RedEAmérica correspondem, entre outras, às seguintes:

Formulários de apresentação pré-definidosda RedEAmérica correspondem, entre outras, às seguintes: O orçamento deve ser elaborado nos formulários propostos

O orçamento deve ser elaborado nos formulários propostos neste manual

pela RedEAmérica, o que facilita, entre outras coisas, o seguinte:

Confrontar o orçado com o executado;

Consolidar por rubricas de entradas e saídas os orçamentos e execuções de diferentes organizações;

Verificar as variações de entradas e saídas entre diferentes períodos.

Plano de contas de entradas e saídas pré-definidode entradas e saídas entre diferentes períodos. No momento de elaborar o orçamento, deve-se trabalhar sobre

No momento de elaborar o orçamento, deve-se trabalhar sobre um mesmo padrão para classificar as saídas e entradas do projeto. Daí a importância de dispor de um plano de contas pré-definido, como se pode observar nos formulários incluídos neste Manual, e que constituem guias padronizados para apresentar orçamentos e informativos de entradas e saídas de qualquer projeto aprovado pelas organizações que fazem parte da RedEAmérica.

pelas organizações que fazem parte da RedEAmérica. 22 3 Unidades de valor As unidades de valor

22

pelas organizações que fazem parte da RedEAmérica. 22 3 Unidades de valor As unidades de valor
3
3

Unidades de valor

As unidades de valor a serem utilizadas, como, por exemplo, pesos, dólares ou euros, também devem ser previamente definidas ou, do contrário, será impossível a acumulação de saídas e entradas.

Todo orçamento deve ser elaborado, primeiramente, na moeda do país onde será executado, mas também, no caso dos projetos apoiados pela RedEAmérica, deve-se proceder à sua conversão em dólares dos EUA. Os cálculos em uma ou em outra moeda serão registrados nos formulários previamente definidos para tal fim.

É habitual que as agências de apoio que financiam projetos em outras moedas, como o euro, solicitem a elaboração do orçamento também em tal moeda. Para tal fim, utilizar-se-á a taxa de câmbio vigente no último dia do mês imediatamente anterior à data de elaboração do orçamento.

REDEAMÉRICA âACOMPANHAMENTO E CO-FINANCIAMENTO PARA PROCESSOS ORGANIZACIONAIS PARA O DESENVOLVIMENTO DE BASE à

No momento de produzir informes financeiros da execução do projeto, estes informes deverão ser feitos nas mesmas moedas em que se apresen- tou o orçamento.

4
4

Realismo ao apresentar a informação

Em relação às entradas, os valores estimados devem corresponder a rubricas de entradas altamente prováveis de serem obtidas. Em relação à saídas, os valores estimados são correspondentes ao preço real de mercado no momento em que se projeta adquirir o produto ou serviço pago.

Ao orçar os recursos a serem solicitados a uma entidade financiadora, deve- se estabelecer valores possíveis e razoáveis para tal entidade. Este ponto requer especial cuidado, porquanto, no caso particular das entidades de cooperação, nem sempre se definem previamente os montantes do financiamento. Aqui, é determinante o conhecimento que a OB tenha das políticas, critérios e prioridades de sua possível fonte de financiamento.

Especificidade e concreçãoe prioridades de sua possível fonte de financiamento. Os valores estimados para entradas ou saídas devem

Os valores estimados para entradas ou saídas devem ser feitos sobre rubricas precisas e incluídos entre as rubricas de entradas ou saídas contempladas nos formulários preparados para a elaboração do orçamento, e que, por sua vez, possam ser classificados ou registrados claramente no plano de contas da contabilidade que realiza a organização executora do projeto.

6
6

Coerência

Cada rubrica do orçamento deve ter sentido dentro dos objetivos, metas e atividades de projeto.

sentido dentro dos objetivos, metas e atividades de projeto. 7 Relação custo e benefício positiva Os
7
7

Relação custo e benefício positiva

Os argumentos de sustentação que se apresentam sobre o orçamento devem demonstrar e justificar que o benefício a ser obtido com os recursos investidos é altamente favorável, e que os custos (anexo 02) são os mínimos possíveis para alcançar as metas propostas.

Equilíbrioos mínimos possíveis para alcançar as metas propostas. Os fatores mais importantes que determinam um projeto

Os fatores mais importantes que determinam um projeto são:

Que as saídas sejam iguais às entradas;

Que exista lógica e proporcionalidade entre aquilo que se considera gastos de funcionamento e gastos de operação e investimentos.

Por exemplo, se os gastos de funcionamento representam uma porcenta- gem maior que 20% do total do orçamento, deve-se rever se estes gastos estão elevados em relação ao total. Lembrar que estas percentagens não são fixas, e valores diferentes poderiam ser plenamente justificados, dependen- do do projeto concreto e daquilo que se considere gastos de funcionamento

ou gastos de operação e investimentos.

9
9

Sustentabilidade

A sustentabilidade financeira do projeto implica que este conte com os

recursos necessários para cobrir todos os seus gastos durante a sua vigência,

e exige, além disso, um exame da diversidade e segurança das fontes de

financiamento e a redução de riscos de dependência de fontes inseguras ou exclusivas, por seu número reduzido.

Haverá maior dependência se a fonte de entradas é um único agente externo que apóia, ou se é uma única fonte de caráter interno. Haverá menor depen-

23

de entradas é um único agente externo que apóia, ou se é uma única fonte de

â

â O ORÇAMENTO COMO PARTE INTEGRAL DO PROJETO â U NIDADE UM O ORÇAMENTO COMO PARTE

O ORÇAMENTO COMO PARTE INTEGRAL DO PROJETO â

UNIDADE UM

O ORÇAMENTO COMO PARTE INTEGRAL DO PROJETO

dência se as fontes de entradas são diversas, e sobretudo se provêm de uma atividade produtiva ou de comercialização que se controla e depende da pró- pria entidade.

Um projeto cujo propósito seja a geração de rendas, e para o qual não se pre- viu sua própria sustentação, a partir da renda que ele mesmo gere em um período de tempo determinado, será considerado não viável e, portanto, difícil de sustentar-se, mesmo com o apoio de terceiros.

Os projetos que apresentam maior dificuldade para financiar-se com recur- sos próprios são os dirigidos à população indigente ou extremamente pobre

que, por suas condições, dificilmente pode contribuir para cobrir os custos

do serviço requerido. A dificuldade para se financiar com recursos próprios,

nestes casos, agrava-se ainda mais quando os projetos não são de caráter pro- dutivo ou geradores de renda, como os relacionados à educação, à saúde, ao atendimento de emergências e outros similares.

O Estado pode e deve apresentar-se aqui como um possível contratante de

serviços à ONG ou à organização de base. Este é um ponto que se deve lem-

brar, ainda que nem sempre seja fácil concretizar a contribuição de governos

se não se possuem recursos suficientes.

Vale a pena assinalar a dificuldade que têm as OB para conseguir, com as enti- dades de apoio, os recursos para financiar gastos de caráter administrativo, como salários de pessoal de direção e administração, serviços públicos, pape- laria e utilidades de escritório etc. Em muitas entidades de cooperação, existe o temor de que, ao financiar esse tipo de gastos, aumente a dependência e o projeto e a organização executante não demonstre capacidade para se auto- sustentar.

A RedEAmérica e as entidades que a integram pretendem que as organiza-

ções às quais dão apoio possam ser auto-sustentáveis mediante ações com- binadas que permitam fortalecer as fontes próprias de renda e diversificar as fontes externas públicas, privadas, nacionais ou internacionais.

10
10

Informação transparente

Os registros e informativos contábeis e financeiros com bom controle inter- no são a fonte de informação, tanto para elaborar o orçamento quanto para sua posterior execução. A informação deve ser oportuna, pertinente, clara e confiável.

Controle de execução orçamentáriadeve ser oportuna, pertinente, clara e confiável. O orçamento é um instrumento para aplicar e acompanhar

O orçamento é um instrumento para aplicar e acompanhar de forma contí-

nua e dinâmica, e para tanto deve-se contar com formulários pré-definidos. Estes formulários devem registrar as diferenças que se apresentem entre o executado e o orçado e facilitar as explicações que sejam necessárias.

12
12

Oportunidade do fluxo de recursos

O

cumprimento cabal de um orçamento depende de diversos fatores, entre

os

quais se destacam:

Agilidade e clareza nos processos e decisões sobre os gastos;

Disponibilidadederecursos;

Cumprimentos das atividades emfunçãodos objetivos emetas doprojeto.

24

3

RELAÇÃO ENTRE

PROJETO E ORÇAMENTO

Antes de passar à segunda unidade, onde se descreve o processo e se apresentam os
Antes de passar à
segunda unidade,
onde se descreve o
processo e se
apresentam os
formulários para a
elaboração do
orçamento, deve-se
observar o seguinte
gráfico que sintetiza a
relação entre os
componentes de um
projeto e o orçamento.
FIGURA 3 O orçamento no projeto PROJETO Despesa ou rubrica de gastos Atividade Despesa ou
FIGURA 3
O orçamento no projeto
PROJETO
Despesa ou
rubrica de gastos
Atividade
Despesa ou
1 rubrica de gastos
Atividade
Despesa ou
2 rubrica de gastos
Atividade
3
Orçamento Orçamento Orçamento
Orçamento Orçamento Orçamento

Orçamento

Orçamento

Orçamento

25

1 rubrica de gastos Atividade Despesa ou 2 rubrica de gastos Atividade 3 Orçamento Orçamento Orçamento

â

O ORÇAMENTO COMO PARTE INTEGRAL DO PROJETO â

UNIDADE UM

O ORÇAMENTO COMO PARTE INTEGRAL DO PROJETO

â U NIDADE UM O ORÇAMENTO COMO PARTE INTEGRAL DO PROJETO FIGURA 4 Exemplo de relações
â U NIDADE UM O ORÇAMENTO COMO PARTE INTEGRAL DO PROJETO FIGURA 4 Exemplo de relações

FIGURA 4

Exemplo de relações entre os componentes de um projeto

OBJETIVOS METAS ATIVIDADES DESPESAS / RUBRICA ORÇAMENTO

CAPACITAÇÃO DE SÓCIOS EM TÉCNICAS DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO

DE SÓCIOS EM TÉCNICAS DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO Curso de criação de gado Curso de comercialização
DE SÓCIOS EM TÉCNICAS DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO Curso de criação de gado Curso de comercialização
DE SÓCIOS EM TÉCNICAS DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO Curso de criação de gado Curso de comercialização
Curso de criação de gado Curso de comercialização Compra de equipamentos audiovisuais
Curso de criação
de gado
Curso de
comercialização
Compra de
equipamentos
audiovisuais

Honorários para 80 horas de capacitação honorários conferencistas

Honorários para 80 horas de capacitação honorários conferencistas
 
 
 

Salários e serviços de secretária por um mês

 

Hospedagem e alimentação para estudantes, instrutores

 
 
por um mês   Hospedagem e alimentação para estudantes, instrutores       Aluguel de salão
por um mês   Hospedagem e alimentação para estudantes, instrutores       Aluguel de salão
 
 
 

Aluguel de salão e outros

      Aluguel de salão e outros As despesas se traduzem em rubricas que, junto
      Aluguel de salão e outros As despesas se traduzem em rubricas que, junto
      Aluguel de salão e outros As despesas se traduzem em rubricas que, junto
      Aluguel de salão e outros As despesas se traduzem em rubricas que, junto
      Aluguel de salão e outros As despesas se traduzem em rubricas que, junto
      Aluguel de salão e outros As despesas se traduzem em rubricas que, junto
      Aluguel de salão e outros As despesas se traduzem em rubricas que, junto
      Aluguel de salão e outros As despesas se traduzem em rubricas que, junto
      Aluguel de salão e outros As despesas se traduzem em rubricas que, junto

As despesas se traduzem em rubricas que, junto com seus valores, são registradas nos formulários.

e outros As despesas se traduzem em rubricas que, junto com seus valores, são registradas nos

26

4

ALERTAS

1
1

Evitar o risco de transformar o orçamento em fim ou razão de ser da ação institucional. Esta última se define por sua missão.

2
2

A legitimidade do orçamento é dada pela clareza dos objeti- vos do projeto em que ele se insere.

por sua missão. 2 A legitimidade do orçamento é dada pela clareza dos objeti- vos do

Quadro síntese

Quadro síntese

ORÇAMENTO

O QUE É?

USO E UTILIDADE

COMPONENTES

RELAÇÃO COM OS OBJETIVOS DO PROJETO

UTILIDADE COMPONENTES RELAÇÃO COM OS OBJETIVOS DO PROJETO Ferramenta de planejamento, guia e instrumento de
UTILIDADE COMPONENTES RELAÇÃO COM OS OBJETIVOS DO PROJETO Ferramenta de planejamento, guia e instrumento de
UTILIDADE COMPONENTES RELAÇÃO COM OS OBJETIVOS DO PROJETO Ferramenta de planejamento, guia e instrumento de
UTILIDADE COMPONENTES RELAÇÃO COM OS OBJETIVOS DO PROJETO Ferramenta de planejamento, guia e instrumento de

Ferramenta de planejamento, guia e instrumento de informação e controle que permite visualizar de forma concreta, ordenada e avaliada os recursos necessários e os conceitos em que se irá investir para poder realizar um projeto.

• Suporte e credibilidade

• Instrumento do projeto

• Identifica com clareza os recursos necessários, mecanismos e fontes de financiamento

• Instrumento de acompanhamento e monitoramento

ENTRADAS

SAÍDAS

Financiamento

GastosENTRADAS SAÍDAS Financiamento Investimentos

InvestimentosENTRADAS SAÍDAS Financiamento Gastos

Todos os componentes de um projeto têm uma relação direta com o orçamento, enquanto este contempla os recursos que tornam viável o cumprimento de metas e objetivos.

contempla os recursos que tornam viável o cumprimento de metas e objetivos. OBJETIVO META ATIVIDADE ORÇAMENTO

OBJETIVO

META

ATIVIDADE

ORÇAMENTO

contempla os recursos que tornam viável o cumprimento de metas e objetivos. OBJETIVO META ATIVIDADE ORÇAMENTO
contempla os recursos que tornam viável o cumprimento de metas e objetivos. OBJETIVO META ATIVIDADE ORÇAMENTO

DESPESA

27

os recursos que tornam viável o cumprimento de metas e objetivos. OBJETIVO META ATIVIDADE ORÇAMENTO DESPESA

OrçamentoOrçamento

para projetos

de organizações

de base

a r a p r o j e t o s de organizações de base UNIDADE

UNIDADE DOIS

MODELO DE ORÇAMENTO

de organizações de base UNIDADE DOIS MODELO DE ORÇAMENTO Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais
de organizações de base UNIDADE DOIS MODELO DE ORÇAMENTO Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais

Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais para o Desenvolvimento de Base

Programa

Construção

de Capacidades

Institucionais

de Fundações e Ações Empresariais para o Desenvolvimento de Base Programa Construção de Capacidades Institucionais
CONTEÚDO QUADRO SINTÉTICO 33 1. ENFOQUE E ASPECTOS BÁSICOS QUE LEVAM EM CONTA   A
CONTEÚDO QUADRO SINTÉTICO 33 1. ENFOQUE E ASPECTOS BÁSICOS QUE LEVAM EM CONTA   A

CONTEÚDO

CONTEÚDO QUADRO SINTÉTICO 33 1. ENFOQUE E ASPECTOS BÁSICOS QUE LEVAM EM CONTA   A ADMINISTRAÇÃO

QUADRO SINTÉTICO

33

1.

ENFOQUE E ASPECTOS BÁSICOS QUE LEVAM EM CONTA

 

A

ADMINISTRAÇÃO DE UM ORÇAMENTO EM UM PROJETO

35

2.

MOMENTO OPORTUNO PARA ELABORAR O ORÇAMENTO

37

3.

AS ATIVIDADES DO PROJETO COMO PONTO DE PARTIDA PARA ELABORAR O ORÇAMENTO

38

4.

ELABORAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO ORÇAMENTO SEGUNDO RUBRICAS CONTÁBEIS

46

5.

O

ORÇAMENTO EM DÓLARES, DESVALORIZAÇÃO E INFLAÇÃO

75

6.

ALERTAS

77

QUADRO SÍNTESE

78

O ORÇAMENTO EM DÓLARES, DESVALORIZAÇÃO E INFLAÇÃO 75 6. ALERTAS 77 QUADRO SÍNTESE 78 31
O ORÇAMENTO EM DÓLARES, DESVALORIZAÇÃO E INFLAÇÃO 75 6. ALERTAS 77 QUADRO SÍNTESE 78 31
Quadro sintético TEMAS CONCEITOS-CHAVE ENFOQUE E ASPECTOS • BÁSICOS QUE LEVAM EM CONTA A ADMINISTRAÇÃO

Quadro sintético

Quadro sintético

TEMAS

CONCEITOS-CHAVE ENFOQUE E ASPECTOS • BÁSICOS QUE LEVAM EM CONTA A ADMINISTRAÇÃO Administração de recursos,
CONCEITOS-CHAVE
ENFOQUE E ASPECTOS
BÁSICOS QUE LEVAM EM
CONTA A ADMINISTRAÇÃO
Administração de recursos, agências ou fontes financeiras, metas
financeiras, cumprimento de compromissos orçamentários
PROPÓSITO
DE UM ORÇAMENTO
EM UM PROJETO
Reconhecer os critérios básicos para administrar os recursos orçamentários de um projeto,
a partir da elaboração do orçamento
CONCEITOS-CHAVE
MOMENTO PARA
Orçamento, período orçamentário, objetivos, metas, atividades,
gastos e entradas
ELABORAR O ORÇAMENTO
PROPÓSITO
Desenvolver habilidades para elaborar oportunamente um orçamento
“As idéias são capitais
que só assumem valor
nas mãos do talento.”
CONCEITOS-CHAVE
A ATIVIDADE DO PROJETO
COMO PONTO DE
Orçamento consolidado de gastos por atividades, custos ou gastos
indiretos, custos diretos, custos totais
PARTIDA PARA ELABORAR
PROPÓSITO
O
ORÇAMENTO
Dispor de instrumentos e metodologias para desenvolver exercícios de aproximação de um
orçamento de gastos para as atividades do projeto
CONCEITOS-CHAVE
Plano de contas, sub-contas, financiamento, gastos
ELABORAÇÃO DO
ORÇAMENTO SEGUNDO
PROPÓSITO
RUBRICAS CONTÁBEIS
Aprender a classificar adequadamente as rubricas do orçamento a partir do plano de contas
estabelecido
CONCEITOS-CHAVE
Taxa de câmbio, desvalorização, valorização, inflação
O
ORÇAMENTO
EM DÓLARES
PROPÓSITO
Apresentar o orçamento na moeda que as entidades de cooperação utilizam

33

O ORÇAMENTO EM DÓLARES PROPÓSITO • Apresentar o orçamento na moeda que as entidades de cooperação

1

ENFOQUE E ASPECTOS BÁSICOS

QUE LEVAM EM CONTA A ADMINISTRAÇÃO DE UM ORÇAMENTO EM UM PROJETO

Quantos e quais recursos são necessários para executar o projeto? Que dinheiro se requer e
Quantos e quais recursos
são necessários para
executar o projeto?
Que dinheiro se requer
e de quanto se dispõe?
Como estimo e apresento
o
orçamento de entradas
e
saídas do projeto?

Depois de um percurso pela Unidade 1, onde se desenvolveram os temas que permitem entender em que consiste, para que serve e como se relaciona um orçamento com os objetivos do projeto, cabe abordar nesta Unidade 2 os temas sobre como fazer o orçamento e quais são os instrumentos disponíveis para sua elaboração. Estes dois últimos temas, e em particular o segundo, permitem definir o enfoque do modelo de orçamento próprio da RedEAmérica.

Os formulários de apresentação da informação orçamentária que este Manual apresenta nas unidades 2 e 3 são aqueles que particularizam o modelo de orçamento da RedEAmérica.

A administração do orçamento de um projeto leva em conta fundamentalmente:

Elaboração do orçamento

Obtenção de recursos

Aplicação de gastos

Controle do orçamento

A sustentabilidade e o êxito financeiro de um projeto dependem da forma como sejam administrados os recursos;

por isso é básico planejar a partir das metas financeiras da OB e assinalar claramente o que se quer, para o que devem ser aproveitadas as oportunidades que se apresentam e prever as ameaças que possam recair sobre as finanças da organização.

35

as oportunidades que se apresentam e prever as ameaças que possam recair sobre as finanças da

â

MODELO DE ORÇAMENTO â

UNIDADE DOIS

MODELO DE ORÇAMENTO

Os recursos financeiros de um projeto são o instrumento vital, sem o qual os propósitos e a razão de ser do projeto não se desenrolariam e, em conseqüência, a organização deixaria de existir.

As OB costumam obter os recursos, entre outros, de entidades de cooperação, para o que se assumem compromissos a serem cumpridos, tanto por seriedade e responsabilidade como pela necessidade de conquistar e manter a confiança das fontes financiadoras.

Nos convênios ou acordos entre a organização que executa o projeto e as agências financiadoras, assinam-se compromissos sobre o manejo do orçamento. Entre os compromissos que se assumem, figuram aspectos como:

Em quê e como se vai investir o dinheiro

Período em que os recursos podem ser aplicados

Destinação que se pode e deve dar aos recursos que sobram ou obtidos de forma extraordinária

Uso que se deve fazer dos rendimentos financeiros ou ganhos no câmbio de moeda estrangeira

Exigências sobre a administração dos recursos aportados pelas entidades de cooperação

A administração do orçamento equivale a responder por todos estes aspectos, e isto exige necessariamente que os responsáveis pela administração permaneçam atentos ao desenvolvimento da obtenção de

permaneçam atentos ao desenvolvimento da obtenção de 36 recursos e à aplicação dos gastos. Tais responsáveis

36

permaneçam atentos ao desenvolvimento da obtenção de 36 recursos e à aplicação dos gastos. Tais responsáveis

recursos e à aplicação dos gastos. Tais responsáveis não somente registram quanto se gasta e quanto entra, mas também estão obrigados a verificar se os gastos foram feitos com todas as exigências institucionais, para que possam ser efetivamente considerados como parte dos gastos previstos no orçamento.

Na Unidade 3, retoma-se este tema como parte fundamental do processo de controle e acompanhamento do projeto.

2

MOMENTO OPORTUNO

PARA ELABORAR O ORÇAMENTO

Qual é o melhor momento para elaborar o orçamento?
Qual é o melhor
momento para
elaborar o orçamento?

O orçamento é parte integral do projeto e como tal deve corresponder aos objetivos, metas, atividades e recursos

nele previstos. Uma elaboração adequada e oportuna do orçamento depende, então, da definição prévia desses elementos do projeto.

O momento mais oportuno para elaborar o orçamento é quando estão definidas as atividades do projeto e as

exigências para sua realização.

A data de entrega do projeto a uma entidade de cooperação não está padronizada e depende das normas que cada uma delas estabelece. Há entidades que abrem seleção para a apresentação de projetos, e há outras que os recebem a qualquer momento do ano.

O período que transcorre entre a apresentação de uma proposta, sua aprovação e o primeiro e subseqüentes

desembolsos, varia de uma entidade para outra. Estes são aspectos sobre os quais a OB não tem controle e por isso deve adaptar-se ao estabelecido. O mais importante para a OB é conhecer como deve responder a cada entidade de apoio e tomar as providências necessárias para saber com que recursos econômicos poderá contar e em que momentos se produzem os fluxos de entrada, para adotar as medidas pertinentes.

37

econômicos poderá contar e em que momentos se produzem os fluxos de entrada, para adotar as

3

AS ATIVIDADES DO PROJETO COMO PONTO DE PARTIDA

PARA ELABORAR O ORÇAMENTO 2

É importante recordar que o modelo para a elaboração de orçamentos que a RedEAmérica propõe neste manual concentra seu enfoque na relação entre projeto e orçamento e se inicia com a identificação das atividades do projeto; por isso é importante recordar, tal como se expôs nas figuras 3 e 4, que os diferentes componentes do projeto – diagnósticos, justificativa, objetivos, metas, atividades, despesas, indicadores e estrutura operacional, entre outros – deverão ser formulados antes de selecionar e preencher os formulários propostos neste modelo.

Habitualmente, começa-se nas OB por estimar os gastos para uma atividade durante um período de tempo determinado e, a partir destes, os recursos ou entradas necessários para cobri-los.

Para melhor compreensão acerca do conceito de custo, sugere-se ver o anexo 02: Que são os custos e qual sua aplicação no orçamento. Ao elaborar o orçamento de saídas em função das atividades, recomenda-se:

Avaliar o custo de execução de cada atividade;

Verificar se as atividades estão relacionadas com as metas e objetivos propostos para o projeto;

Elaborar o orçamento de um projeto por atividades e por períodos de execução orçamentária. Por exemplo: por semestres, trimestres ou anos, e não necessariamente por todo o período de vigência do projeto.

3

Detalhar ou agrupar atividades na medida do necessário ;

A

procedimento para elaborar o orçamento por atividades.

seguir,

vem

um

fluxograma

onde

por

exemplo,

se

evidencia

o

3.1 Definição de atividades

Formula-se cada uma das atividades a serem realizadas no marco dos objetivos e metas do projeto; por exemplo: oficinas de capacitação, visitas, assistência técnica, construção de construção de tanques para criação de peixes, estudos, avaliações, elaboração de documentos, etc.

3.2 Determinação de despesas e rubricas de saída por atividade

Assinala-se, em primeiro lugar, o que se necessita para realizar a atividade prevista e se situa tal despesa dentro do conceito contábil estabelecido no

2

3

Elaborar um orçamento a partir de atividades não exclui que também se possa fazer a partir de conceitos de gastos de funcionamento, tais como aluguéis, pagamento de pessoal e serviços.

Por exemplo: pode-se estimar o custo total de um curso de formação, ou também detalhar cada uma das atividades de realização desse curso. A prática irá indicando o nível de detalhamento pertinente. Na medida do possível, deve-se buscar um sadio equilíbrio entre os detalhes necessários para identificar as atividades essenciais e evitar o excesso de detalhes que pode chegar a confundir.

necessários para identificar as atividades essenciais e evitar o excesso de detalhes que pode chegar a

38

FIGURA 5 Fluxograma de elaboração do orçamento por atividades ATIVIDADES DESPESAS E RUBRICAS OU CONCEITOS
FIGURA 5 Fluxograma de elaboração do orçamento por atividades ATIVIDADES DESPESAS E RUBRICAS OU CONCEITOS

FIGURA 5

Fluxograma de elaboração do orçamento por atividades

ATIVIDADES

ATIVIDADES DESPESAS E RUBRICAS OU CONCEITOS DE SAÍDA ESTIMATIVA DE SAÍDAS POR ATIVIDADE (Formulário 1) ESTIMATIVA

DESPESAS E RUBRICAS OU CONCEITOS DE SAÍDA

ESTIMATIVA DE SAÍDAS POR ATIVIDADE (Formulário 1) ESTIMATIVA DE OUTROS GASTOS ADMINISTRATIVOS E/OU CUSTOS INDIRETOS
ESTIMATIVA DE SAÍDAS
POR ATIVIDADE
(Formulário 1)
ESTIMATIVA DE OUTROS
GASTOS ADMINISTRATIVOS
E/OU CUSTOS INDIRETOS
(Formulário 2)
CONSOLIDAÇÃO DO ORÇAMENTO DE GASTOS POR ATIVIDADE
CONSOLIDAÇÃO DO
ORÇAMENTO DE GASTOS
POR ATIVIDADE
CONSOLIDAÇÃO DO ORÇAMENTO DE GASTOS POR ATIVIDADE “plano de contas de saídas ou gastos”. Exemplo: para

“plano de contas de saídas ou gastos”. Exemplo: para realizar um curso de formação, estima-se que se necessita, entre outros recursos, de 50 lápis ao preço de RS$1,00 cada um. Então, a atividade é o curso e as despesas são os lápis.

3.3 Estimativa de saídas por atividade

Estima-se o custo de todas as despesas de cada atividade. No exemplo anterior, a rubrica de saída ou gasto é “utilidades e papelaria”. Para cada atividade, pode-se trabalhar com base no formulário 1: Orçamento de saídas por atividade, o qual será preenchido tantas vezes quanto seja necessário até que se consiga orçar cada atividade.

3.4 Definição e avaliação de saídas de caráter geral, administrativas ou indiretas

Correspondem às saídas que afetam as diversas atividades do projeto e que não podem ser atribuídas a uma única atividade. Exemplo: serviços públicos, aluguel de escritório, folha de pagamento de pessoal, etc.

3.5 Consolidação de saídas

É a soma de saídas de cada atividade e as de caráter administrativo ou geral do projeto. Pode-se tomar como guia o formulário 2.

A seguir, apresentam-se os formulários modelo sugeridos para elaborar o

orçamento por atividades. O formulário 1 refere-se ao orçamento por atividade, enquanto o formulário 2 recolhe a informação que consolida o orçamento de todas as atividades e as saídas de caráter geral, administrativo ou de custos indiretos.

39

consolida o orçamento de todas as atividades e as saídas de caráter geral, administrativo ou de

â

MODELO DE ORÇAMENTO â

UNIDADE DOIS

MODELO DE ORÇAMENTO

ODELO DE ORÇAMENTO â U NIDADE DOIS M ODELO DE ORÇAMENTO Formulário 1 Orçamento de saídas

Formulário 1

Formulário 1
Formulário 1

Orçamento de saídas por atividade

NOME DO PROJETO:

PERÍODO DE VIGÊNCIA DO PROJETO:

PERÍODO ORÇAMENTÁRIO:

DATA DE ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO:

ATIVIDADE Nº DE DESCRIÇÃO

ATIVIDADE/RUBRICA VALOR UNITÁRIO QUANTIDADE VALOR TOTAL VALOR TOTAL milhares de reais milhares de dólares TOTAL
ATIVIDADE/RUBRICA
VALOR UNITÁRIO
QUANTIDADE
VALOR TOTAL
VALOR TOTAL
milhares de reais
milhares de dólares
TOTAL

NOTA: CADA UMA DAS CIFRAS DEVE IR COM A RESPECTIVA EXPLICAÇÃO OU JUSTIFICATIVA.

ELABORADO POR:

DATA:

REVISADO POR:

DATA:

AUTORIZADO POR:

DATA:

EXPLICAÇÃO OU JUSTIFICATIVA. ELABORADO POR: DATA: REVISADO POR: DATA: AUTORIZADO POR: DATA: 40

40

Formulário 2 Orçamento consolidado de saídas do projeto por atividade R ED EA MÉRICA â

Formulário 2

Formulário 2
Formulário 2

Orçamento consolidado de saídas do projeto por atividade

REDEAMÉRICA âMANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à

NOME DO PROJETO:

PERÍODO DE VIGÊNCIA DO PROJETO:

PERÍODO ORÇAMENTÁRIO:

DATA DE ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO:

ATIVIDADE / RUBRICA

VALOR TOTAL

VALOR TOTAL

PARTICIPAÇÃO

Miles de pesos

Miles de dólares

Porcentagem

Atividade 1

     

Atividade 2

     

Atividade 3

     

Atividade 4

     

Sub-total saídas por atividades

     

Outros gastos do projeto

     

Salários Diretor

     

Aluguel

     

Serviços públicos

     

Utilidades e papelaria

     

Correio

     

Etc.

     

Sub-total outras saídas em geral

     

Custo total do projeto

     

NOTA: cada uma das cifras deve ir com a respectiva explicação ou justificativa.

ELABORADO POR:

DATA:

REVISADO POR:

DATA:

AUTORIZADO POR:

DATA:

explicação ou justificativa. ELABORADO POR: DATA: REVISADO POR: DATA: AUTORIZADO POR: DATA: 41

41

explicação ou justificativa. ELABORADO POR: DATA: REVISADO POR: DATA: AUTORIZADO POR: DATA: 41

â

MODELO DE ORÇAMENTO â

UNIDADE DOIS

MODELO DE ORÇAMENTO

3.6 Estimativa e registro de custos de cada atividade

Ao estimar os custos para cada rubrica de saídas em geral ou de atividade, deve-se ter em conta:

•••••

Custos diretos por atividade (valor): quando o orçamento é feito

•••••

por atividades, inclui-se como custo das mesmas somente aquelas saídas diretas e específicas de cada atividade, estimando à parte outras indiretas que podem ser distribuídas entre várias atividades do projeto ou que correspondem à operação geral da OB. Tempo de execução (vigência do projeto): o tempo durante o qual

•••••

se aplica o gasto ou investimento. Por exemplo, se é necessária uma secretária por três meses e o custo mensal é de US$500, o custo total da secretária para esse curso será de US$1.500. Atividade / Rubricas de saída: os conceitos ou rubricas de saída que, no caso dos projetos de DB, incluem gastos e investimentos, devem coincidir com as rubricas do plano de contas da organização e as que se acham incluídas nos formulários pré-definidos para a elaboração do orçamento (para mais detalhes, ver o formulário 3 e sua correspondente explicação).

Exemplo

Elaborar um orçamento de saídas por atividade, levando em conta a seguinte informação:

•••••

Identificam-se quatro atividades no projeto, cuja duração é de um ano. As saídas de caráter geral e que não são específicas de uma atividade concreta são as seguintes: um coordenador por um ano, os serviços públicos, o aluguel de escritório, a papelaria e utilidades de escritório e o custo mensal do correio (incluídos os benefícios sociais). Identifica-se como atividade 1 do projeto a realização de um curso de capacitação sobre engorda de gado e solicita-se a discriminação e cálculo de custos diretos desta atividade.

•••••

•••••

desta atividade. ••••• ••••• 42 As despesas ou rubricas de gasto para o curso do exemplo

42

As despesas ou rubricas de gasto para o curso do exemplo são:

a) Pagamento de uma secretária para apoiar a organização, convocação e realização do curso durante um mês, no valor de US$ 500;

b) Custo do instrutor: 80 horas de aula a US$ 10 por hora;

c) Material de apoio para 20 participantes, a US$ 20 por participante;

d) Custos de hospedagem para 20 participantes durante 15 dias, a US$10 diários por participante;

e) Alimentação para 22 pessoas durante 15 dias, a US$ 10 diários por

pessoa; f) Transporte para 20 participantes, ao preço médio de US$ 5 por partici- pante;

g) Custo pelo aluguel de salas para a realização do curso no valor de

US$100;

h) Outros custos diretos no valor de US$ 100.

Supõem-se outras três atividades, cujos custos totais são:

a) Atividade 2: US$ 3.000

b)Atividade 3: US$ 5.000 c)Atividade 4: US$ 15.000

Os custos indiretos e de administração geral do projeto são os seguintes:

a) Salários do pessoal do projeto: US$ 12.000

b) Aluguéis: US$ 6.000

c) Serviços públicos: US$ 2.400

d) Papelaria: US$ 3.000

e) Correio: US$ 1.000

Detalhamento do exemplo

1
1

Para detalhar este exemplo, toma-se como referência o formulário 1, que se preenche de acordo com a informação do exemplo.

Formulário 1 preenchido Exemplo do orçamento de saídas por atividade R ED EA MÉRICA â

Formulário 1 preenchido

Formulário 1 preenchido
Formulário 1 preenchido

Exemplo do orçamento de saídas por atividade

REDEAMÉRICA âMANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à

NOME DO PROJETO:

Formação para atividades produtivas dos camponeses da vereda San Juan

PERÍODO DE VIGÊNCIA DO PROJETO:

1º/01/2005 a 31/12/2005

PERÍODO ORÇAMENTÁRIO:

1º/01/2005 a 30/06/2005

DATA DE ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO: 1º/12/2004

ATIVIDADE Nº 1

DESCRIÇÃO: curso sobre engorda de gado

ATIVIDADE / RUBRICA

VALOR UNITARIO

QUANTIDADE

VALOR TOTAL

VALOR TOTAL

$

x mil reais

x mil dólares

Honorários conferencistas (horas)

26,5

 

80

2.120

0,8

Honorários secretária (meses)

1.325

 

1

1.325

0,5

Material de apoio para conferencistas

   

530

0,2

Material para participantes

53

 

20

1.060

0,4

Hospedagemde 20 participantes durante 15 dias (dias x participante)

26,5

15

x 20

7.950

3,0

Alimentação de 22 pessoas durante 15 dias (dias por participante)

26,5

15

x 22

8.745

3,3

Transporte de 20 participantes (nº de Viagens de ida e volta)

13,25

 

20

265

0,1

Aluguel de salas durante todo o evento

265

 

1

265

0,1

Outros custos

265

 

1

265

0,1

TOTAL

   

22.525

8,5

NOTA: CADA UMA DAS CIFRAS DEVE IR COM A RESPECTIVA EXPLICAÇÃO OU JUSTIFICATIVA.

ELABORADO POR: N.N.

DATA:

28/11/2004

REVISADO POR: N.N.

DATA:

29/11/2004

AUTORIZADO POR: N.N.

DATA:

1º/12/2004

DATA: 28/11/2004 REVISADO POR: N.N. DATA: 29/11/2004 AUTORIZADO POR: N.N. DATA: 1º/12/2004 43

43

DATA: 28/11/2004 REVISADO POR: N.N. DATA: 29/11/2004 AUTORIZADO POR: N.N. DATA: 1º/12/2004 43

â

MODELO DE ORÇAMENTO â

UNIDADE DOIS

MODELO DE ORÇAMENTO

2
2

Para cada uma das demais atividades do projeto, desenvolve-se um formulário de orçamento ou estimativa de custos similares ao anterior.

3
3

Procede-se ao registro dos custos que não se aplicam a uma atividade específica, mas que são necessários para que a OB e o projeto possam funcionar (formulário 2 preenchido).

4
4

Toma-se como referência o formulário 2, onde se consolida a informação de cada atividade registrada com base no formulário 1. Aqui também devem ser incluídos os custos indiretos que não foram contemplados dentro de alguma atividade específica.

Como foi indicado no formulário 1 preenchido, do ponto de vista orçamentário são saídas do projeto os recursos contabilizados como gastos, mas também os recursos de investimento (fundos de crédito, edificações, compra de ativos fixos etc.).

No anexo 1 deste manual, apresenta-se a forma de avaliar ou estabelecer os custos de cada pagamento que se estima dentro do projeto, segundo a rubrica contábil indicada pelo plano de contas sugerido mais adiante.

que se estima dentro do projeto, segundo a rubrica contábil indicada pelo plano de contas sugerido

44

Formulário 2 preenchido Orçamento consolidado de saídas do projeto por atividades R ED EA MÉRICA

Formulário 2 preenchido

Formulário 2 preenchido
Formulário 2 preenchido

Orçamento consolidado de saídas do projeto por atividades

REDEAMÉRICA âMANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à

NOME DO PROJETO: Formação para atividades produtivas dos camponeses da vereda San Juan

PERÍODO DE VIGÊNCIA DO PROJETO: 1º/01/2005 a 31/12/2005

PERÍODO ORÇAMENTÁRIO: 1º/01/2005 a 30/06/2005

DATA DE ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO: 1º/12/2004

ATIVIDADE / RUBRICA

VALOR TOTAL

VALOR TOTAL

PARTICIPAÇÃO

Milhares de reais

Milhares de dólares

Porcentagem

Atividade 1

 

8,5

 

Atividade 2

 

3,0

 

Atividade 3

 

5,0

 

Atividade 4

 

15,0

 

Sub-total saídas por atividade

 

31,5

 

Outros gastos do projeto

     

Salários Diretor

 

12,0

 

Aluguel

 

6,0

 

Serviços públicos

 

2,4

 

Utilidades e papelaria

 

3,0

 

Correio

 

1,0

 

Etc.

     

Sub-total outras saídas em geral

 

24,4

 

Custo total do projeto

 

39,0

 

NOTA: CADA UMA DAS CIFRAS DEVE IR COM A RESPECTIVA EXPLICAÇÃO OU JUSTIFICATIVA.

ELABORADO POR:

DATA:

REVISADO POR:

DATA:

AUTORIZADO POR:

DATA:

EXPLICAÇÃO OU JUSTIFICATIVA. ELABORADO POR: DATA: REVISADO POR: DATA: AUTORIZADO POR: DATA: 45

45

EXPLICAÇÃO OU JUSTIFICATIVA. ELABORADO POR: DATA: REVISADO POR: DATA: AUTORIZADO POR: DATA: 45
4 ELABORAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO ORÇAMENTO SEGUNDO RUBRICAS CONTÁBEIS Depois de identificar as atividades e

4

ELABORAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO ORÇAMENTO

SEGUNDO RUBRICAS CONTÁBEIS

Depois de identificar as atividades e despesas do projeto, como exemplifica- do anteriormente, cabe agora apresentar o orçamento detalhado em função dos conceitos ou rubricas que propõe o plano de contas da OB.

4

4.1 Plano de contas de saídas

Para facilitar a compreensão e proporcionar acordos conceituais mínimos, que permitam envolver-se na elaboração daquilo que é um plano de contas para elaborar orçamentos e fazer os registros contábeis, convém neste momento especificar alguns conceitos sobre orçamento de funcionamento e investimento, gastos , saídas, fundos de apoio a projetos (anexo 01 e formulário 3).

5

Com o “plano de contas de saídas”, define-se cada uma das contas e sub- contas que o compõem, e que são a base para elaborar o orçamento e, posteriormente, fazer o registro e análise da execução orçamentária.

4 Entenda-se por rubrica o nome que se dá à conta ou sub-conta utilizada para registrar as entradas e saídas da OB. Podem-se utilizar, de forma genérica, os dois nomes, mas daqui para frente, e para efeito do presente Manual, será utilizada a denominação “rubrica”.

5 Vale a pena recordar que, neste Manual, toda saída constitui gasto, independentemente de se realizar como pagamento por funcionamento ou pela compra de equipamento durável que irá formar parte dos ativos do projeto.

46

durável que irá formar parte dos ativos do projeto. 46 FIGURA 6 Fluxograma dos passos para
durável que irá formar parte dos ativos do projeto. 46 FIGURA 6 Fluxograma dos passos para

FIGURA 6

Fluxograma dos passos para elaborar o orçamento por rubricas de entradas e saídas

IDENTIFICAÇÃO DE DADOS DO PROJETO E PERÍODO ORÇAMENTÁRIO
IDENTIFICAÇÃO DE DADOS
DO PROJETO E
PERÍODO ORÇAMENTÁRIO
IDENTIFICAÇÃO DE DADOS DO PROJETO E PERÍODO ORÇAMENTÁRIO
IDENTIFICAÇÃO DE DADOS
DO PROJETO E
PERÍODO ORÇAMENTÁRIO
IDENTIFICAÇÃO DE DADOS DO PROJETO E PERÍODO ORÇAMENTÁRIO
IDENTIFICAÇÃO DE DADOS
DO PROJETO E
PERÍODO ORÇAMENTÁRIO
IDENTIFICAÇÃO DE DADOS DO PROJETO E PERÍODO ORÇAMENTÁRIO
IDENTIFICAÇÃO DE DADOS
DO PROJETO E
PERÍODO ORÇAMENTÁRIO

Como já foi mencionado, a forma de avaliar cada rubrica do plano de contas aparece no anexo 1 do manual.

Orçamento de funcionamento: refere-se aos gastos de administração, operação e manutenção da organização. Exemplo: aluguel, serviços públicos, secretária, vigilância, papelaria, pagamento do diretor etc.

Orçamento de investimento: apresenta os recursos que se utilizam para adquirir ou elaborar bens e serviços que servem para apoiar ações futuras da organização, para a produção de novos bens ou serviços, ou para a geração de novos recursos. Exemplo: compra de um veículo, de um depósito, de insumos para a produção; constituição de um fundo de crédito, de um fundo de apoio a projetos produtivos; investimento na produção de material didático que será posto à venda etc. Ainda que não seja habitual em um projeto de DB incluir a compra de títulos, valores ou ações, no caso de isto se apresentar, seriam investimentos, e não um gasto.

Gastos:

representam fluxos de saída de recursos, em forma de diminuição de ativos ou incremento de passivos, ou uma combinação de ambos, em atividades de

“Entendem-se como gastos contábeis aquelas desembolsos que

6

administração, comercialização, investigação e financiamento” .

Saídas:

gastos quanto os investimentos; são as compras de ativos fixos.

saídas de dinheiro que, neste caso específico, incluem tanto os

Fundos de apoio a projetos: são somas de dinheiro para as quais se fixa um propósito definido que, neste particular, é apoiar o financiamento de projetos dentro de políticas e critérios previamente definidos.

6 Jaramillo, Juan Carlos. Entidades sin ánimo de lucro. Régimen tributario especial. Bogotá.

sin ánimo de lucro. Régimen tributario especial. Bogotá. R ED EA MÉRICA â M A N

REDEAMÉRICA âMANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à

Existem fundos cujos recursos se outorgam sob a forma de doação à organização que o solicita. Estes vão-se esgotando com a entrega dos recursos aprovados, e vão-se “alimentando” com a entrada dos recursos novos ou “frescos”. Outros, como os de crédito, buscam manter-se no tempo com o retorno do capital emprestado e os juros que se cobram de quem tem acesso ao crédito.

Muitas das fundações da RedEAmérica, por si mesmas ou com o apoio da Interamerican Foundation (IAF), foram constituindo fundos para o apoio de pequenos projetos apresentados pelas OB. Tais fundos se reproduziram e, hoje em dia, podem ser mostrados como um claro exemplo dos resultados multiplicadores das alianças.

Desenvolvidas as reflexões introdutórias sobre o plano de contas de saídas, assim como as definições conceituais, consideradas básicas, explica-se a seguir em que consiste e o que contém o referido plano (formulário 3).

Grupos de contas de saídas

Mais adiante, aparecerá o formulário 3 com as recomendações e explicações

sobre como deve ser preenchido, e o significado de cada conta de saídas que nele aparece. Posteriormente, apresentam-se outros comentários pertinen- tes para compreender e preencher com maior agilidade o referido formulá- rio “tabela de contas de saídas”.

47

tes para compreender e preencher com maior agilidade o referido formulá- rio “tabela de contas de

â

MODELO DE ORÇAMENTO â

UNIDADE DOIS

MODELO DE ORÇAMENTO

ODELO DE ORÇAMENTO â U NIDADE DOIS M ODELO DE ORÇAMENTO Formulário Três Plano de contas

Formulário Três

Formulário Três
Formulário Três

Plano de contas de saídas 7

1

PESSOAL

1.1 Salários e obrigações sociais (anexar planilha de nomes)

1.2 Honorários

1.3 Outros gastos de pessoal

2

GASTOS OPERACIONAIS DE ESCRITÓRIO

2.1 Utilidades e papelaria

2.2 Aluguéis

2.3 Serviços públicos (água, luz, telefone)

2.4 Correio e comunicações

2.5 Vigilância

2.6 Transportes (aéreo, terrestre, fluvial, fretes e cargas)

2.7 Diárias de viagem

 

2.8 Seguros

2.9 Revistas, jornais, publicações e informação eletrônica

2.10 Cotas de filiação e contribuições para outras entidades

 

2.11 Limpeza

2.12 Lanche

2.13 Gastos bancários e custos de financiamento (inclui custos de câmbio de moedas)

2.14 Gastos legais / impostos

2.15 Manutenção, reparos locais e gastos de instalação

2.16 Publicidade

2.17 Gastos de auditoria

 

2.18 Outros

3

PROPRIEDADE, INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTO

3.1 Terrenos e edificações

3.2 Maquinaria e equipamentos (máquinas de escrever, fotocopiadoras, audiovisuais, equipamento de computação e comunicações etc.)

3.3 Móveis e utensílios

 

3.4 Veículos

3.5 Biblioteca – livros

 

3.6 Outros

4

CAPACITAÇÃO E ASSITÊNCIA TÉCNICA

4.1 Honorários de consultores, instrutores e/ou conferencistas

4.2 Transporte

4.3 Hospedagem e alimentação

4.4 Material didático

4.5 Aluguel de salas e equipamentos

4.6 Compra de maquinaria e equipamentos

5

INVESTIMENTOS EM ATIVIDADES PRODUTIVAS

5.1 Comissões de venda

5.2 Honorários de consultores, instrutores e conferencistas

5.3 Transporte

5.4 Fundos de crédito

5.5 Capital semente

 

5.6 Animais

5.7 Compra de insumos, materiais e embalagens

5.8 Maquinaria e equipamentos

5.9 Terrenos e edificações

5.10 Investimentos em tecnologia

5.11 Pesquisas em tecnologia e desenvolvimento

6

OUTROS

6.1 Gastos médicos

6.2 Medicamentos

7

FUNDOS

7.1 Fundo para educação

7.2 Fundo para assistência médica

7.3 Fundo para recreação

7.4 Fundo para programas de nutrição

O plano apresenta seis grupos de contas para saídas. Para seu desenvolvi-

mento, deve-se lembrar que as contas 1 (pessoal) e 2 (gastos operacionais

de escritório) se aplicam ao projeto em geral e correspondem aos gastos

denominados indistintamente administrativos, indiretos ou gerais (anexo

01).

A conta 3 (propriedade, instalações e equipamento) faz referência aos ativos

fixos que se adquirem para o funcionamento geral do projeto. Do ponto de vista contábil, a compra de tais equipamentos é catalogada como um investimento, e não como gasto, pois são bens que permanecem no tempo; entretanto, do ponto de vista do projeto e das entidades de cooperação, atua como qualquer gasto ou aplicação dos recursos a favor do projeto.

A conta 4 (capacitação e assistência técnica) é para registrar as saídas por

atividades específicas de capacitação e assistência técnica, e a 5 (investimen- tos em atividades produtivas) para atividades de produção. Nestas contas incluem-se tanto os gastos em termos estritos, como também as compras

de ativos fixos, fundos de crédito e/ou apoio a projetos ou investimentos.

Estas contas servem para orçar e registrar tanto as atividades específicas de capacitação e produção em um projeto de múltiplas atividades temáticas como também aquilo que é orçado para um projeto de temática única, seja

de educação, produção ou alguma outra.

Foi incluída uma conta 6 (outros) com o propósito de assinalar que podem surgir outras contas de atividades específicas, segundo a realidade de cada projeto, como poderia ocorrer com uma atividade e projeto com ênfase em saúde.

A conta 7 (fundos) é para registrar o valor estimado para constituir fundos de

destinação específica, como os descritos nas sub-contas ali assinaladas. São fundos que podem ser previstos para serem executados até seu esgotamen-

ser previstos para serem executados até seu esgotamen- R ED EA MÉRICA â M A N

REDEAMÉRICA âMANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à

DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à to, ou para que permaneçam no tempo,
DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à to, ou para que permaneçam no tempo,

to, ou para que permaneçam no tempo, se estiver previsto o retorno do dinheiro que sai ou o entrada de novos recursos.

Outros comentários importantes referentes ao formulário 3:

Dentro de cada grupo de gastos ou contas, é possível ter sub-contas similares que repetem nome ou rubrica. Por exemplo, poder-se-ia ter

custos de “aluguel” dentro do grupo 2 de gastos operacionais de escritório e,

ao mesmo tempo, “aluguel de salas e equipamentos” dentro do grupo 4 de

eventos de capacitação (formulário 3). Neste exemplo, o melhor seria incluir o pagamento de arrendamento ou aluguel de uma sala para uma atividade de capacitação dentro da sub-conta “aluguel, sala ou equipamen- tos”, na conta do grupo 4 “eventos de capacitação” (número 4.6 do plano de contas de saídas), e não na sub-conta “aluguéis” que faz parte da conta do grupo 2 de “gastos operacionais de escritório” (número 2.3 do plano de contas de gastos). Isto é válido na medida em que o projeto seja de capacita-

ção e o aluguel se destine à atividade específica de capacitação, e não a atividades várias dentro do escritório.

A mesma situação poderia ocorrer em rubricas como pagamentos de

pessoal, assistência técnica e outros. A norma geral a seguir, nesses casos, é a seguinte: na medida em que uma rubrica de gastos possa ser identificada como o gasto de uma ação específica de capacitação ou de uma atividade produtiva, e estas, por sua vez, disponham de rubricas orçamentárias próprias no projeto, é melhor incluir tal gasto na atividade específica, e não

na rubrica geral do projeto ou dos gastos gerais do escritório.

49

incluir tal gasto na atividade específica, e não na rubrica geral do projeto ou dos gastos

â

MODELO DE ORÇAMENTO â

UNIDADE DOIS

MODELO DE ORÇAMENTO

ODELO DE ORÇAMENTO â U NIDADE DOIS M ODELO DE ORÇAMENTO A seguir, são descritos e

A seguir, são descritos e explicados os pagamentos ou saídas incluídos em cada conta ou sub-conta do plano de saídas.

1.

Pessoal

1.1 Salários e obrigações sociais: pessoal habitual e permanente do projeto: salários, obrigações sociais, segundo as leis trabalhistas de cada país, pagamentos ou cotas para a seguridade social, horas-extra etc. A rubrica prestações ou benefícios sociais faz referência a somas adicionais ao salário básico, como auxílio-transporte, prêmios anuais, férias, licenças, planos de saúde, seguridade social e outros pagamentos similares. Recomenda-se elaborar uma planilha ou relação de nomes que registre os pagamentos de pessoal (formulário 9).

1.2 Honorários: remunerações pelo trabalho prestado por uma pessoa física ou jurídica sem que exista contrato de trabalho, quando predomina o fator intelectual sobre o puramente material ou mecânico. Como o pagamento a consultores contratados para a realização de trabalhos específicos e por períodos determinados durante o desenvolvimento do projeto. Aqui se incluem os pagamentos a pessoas que não têm uma relação de trabalho permanente com o projeto nem com a organização. Recomenda-se elaborar uma planilha de honorários que registre os respectivos pagamentos (formulário 1).

1.3 Outros gastos de pessoal: qualquer outro tipo de gasto que represente pagamento ao pessoal da obra.

tipo de gasto que represente pagamento ao pessoal da obra. 50 2. Gastos operacionais de escritório

50

2. Gastos operacionais de escritório

2.1 Utilidades e papelaria: fotocópias, papéis, utilidades e implementos de escritório.

2.2 Aluguéis: uso de instalações que estejam a serviço do projeto.

2.3 Serviços públicos: serviços públicos que a organização utilize durante o período de vigência do projeto, incluindo luz, água encanada e rede de esgotos, limpeza, telefone, Internet, gás.

2.4 Correio e comunicações: correio aéreo, terrestre, marítimo ou fluvial.

2.5 Vigilância: serviços de vigilância das instalações e equipamentos do projeto.

2.6 Transportes: transportes aéreos, terrestres, fluviais ou marítimos do pessoal do projeto ou dos participantes em atividades do mesmo. Também se pode incluir o correspondente a fretes e carga de materiais, maquinaria e implementos.

2.7 Diárias de viagem: gastos de hospedagem, alimentação e outros menores para a realização de viagens.

2.8 Seguros: seguros, apólices e garantias.

2.9 Revistas, jornais, publicações e informação eletrônica: compra de revistas, jornais, publicações diversas e informação eletrônica.

2.10 Cotas de filiação ou contribuições para outras entidades: filiações e vinculações junto a outras organizações, redes ou programas.

2.11 Limpeza: material de limpeza. O salário das pessoas que realizam trabalhos de limpeza e têm uma relação de trabalho é registrado como pagamento de salários. Apenas se incluiria nesta rubrica o pagamento a pessoas que realizam trabalhos de limpeza mas são contratadas por serviços prestados.

2.12 Lanche: alimentos e materiais utilizados para atendimento ao pessoal de escritório do projeto.

2.13 Gastos bancários e custos de financiamento: pagamentos a entidades financeiras como juros, comissões de transferência de dinheiro, comissões e gastos pelo câmbio de moeda estrangeira a nacional, ou vice-versa, custos de transferências e cheques, juros de financiamento.

2.14 Gastos legais / impostos: gastos de cartório, licenças de funcionamen- to, pagamentos consulares, aduaneiros, registro mercantil. Inclusive, impostos que devem ser pagos segundo as normas e legislação de cada país (imposto de renda, de selo ou registro, predial, de indústria e comércio etc.).

2.15 Manutenção, reparos locais e gastos de instalação: serviços de manutenção, tanto de equipamentos como de imóveis, gastos com reparo de escritórios e locais do projeto e gastos de instalação e adequação de móveis e imóveis. Esta rubrica refere-se a custos menores, considerados contabilmente como gastos, já que os investi- mentos maiores que significam incremento do valor dos ativos devem ser registrados na conta de propriedade, instalações e equipamentos.

2.16 Publicidade: promoção e propaganda a respeito dos bens, serviços e atividades do projeto.

2.17 Gastos de auditoria: serviços de auditoria externa que seja necessário contratar e que podem ser exigidos pelas próprias entidades financiado- ras do projeto.

pelas próprias entidades financiado- ras do projeto. R ED EA MÉRICA â M A N U

REDEAMÉRICA âMANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à

3.

3.1

3.2

3.3

3.4

3.5

DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à 3. 3.1 3.2 3.3 3.4 3.5 Propriedade, instalações e equipamentos Terrenos

Propriedade, instalações e equipamentos

Terrenos e edificações: espaços sem construir ou construídos (bens imóveis). Nesta rubrica são orçadas tanto as edificações que se projeta adquirir, já construídas, quanto as que se pensa construir com recursos do projeto.

Maquinaria e equipamentos: máquinas e equipamentos diversos que se projeta adquirir para o apoio e desenvolvimento das diferentes atividades, entre os quais estariam máquinas de escrever, fotocopiado- ras, equipamentos audiovisuais, de computação e comunicações etc. Nos casos em que as máquinas serão utilizadas especificamente em atividades educativas de produção ou outras para as quais existam contas separadas, dentro do “plano de contas de saídas”, convém registrar em tais contas específicas e separadas. Deve-se ter o cuidado de não orçar duplamente e em contas ou sub-contas similares.

Móveis e utensílios: móveis de recepção, mesas, estantes e similares.

Veículos: compra de veículos.

Biblioteca / livros: compra de livros, vídeos e outro material de ensino

que se conserva em biblioteca para uso do projeto.

51

/ livros: compra de livros, vídeos e outro material de ensino que se conserva em biblioteca

â

MODELO DE ORÇAMENTO â

UNIDADE DOIS

MODELO DE ORÇAMENTO

4. Capacitação e assistência técnica

O

ponto de partida para estimar o orçamento nas sub-contas de capacitação

e

assistência técnica consiste em determinar o número de eventos de

capacitação e ações de assistência técnica, sua duração média, professores, assessores ou consultores, pessoas que participarão, material de apoio necessário, disponibilidade de infra-estrutura e logística necessárias.

4.1 Honorários de consultores, instrutores e conferencistas: consulto- res, instrutores e conferencistas que se contratam temporariamente para atividades específicas de formação, capacitação e assistência técnica do projeto.

4.2 Transporte: transporte aéreo, terrestre ou de outro tipo que se utilize para mobilizar as pessoas que participam dos eventos ou atividades de capacitação. Pode-se distinguir entre transporte de conferencistas e funcionários do projeto e o transporte dos participantes na qualidade de estudantes ou assistentes ao evento de capacitação.

4.3

dos

participantes (professores, assessores, assistentes, estudantes) ao evento de capacitação e atividades de assistência técnica.

Hospedagem

e

alimentação:

hospedagem

e

alimentação

4.4 Material didático: material didático, papelaria, fotocópias e materiais utilizados em atividades pedagógicas ou de ensino no projeto.

4.5 Aluguel de salas e equipamentos: arrendamento ou aluguel de salas de palestra, bem como de equipamentos audiovisuais, de computação ou outros que apóiem a atividade específica de capacitação.

outros que apóiem a atividade específica de capacitação. 52 4.6. Compra de maquinaria e equipamentos :

52

4.6. Compra de maquinaria e equipamentos: máquinas e equipamentos diversos que se projeta adquirir para o apoio e desenvolvimento das atividades de capacitação e assistência técnica, entre os quais poderiam estar equipamentos audiovisuais, de laboratório etc. Ao incluir maquinaria e equipamentos dentro da conta “capacitação e assistência técnica”, deve-se ter o cuidado de não os ter incluído anteriormente na conta “propriedade, instalações e equipamentos”.

Também seria possível incluir mais sub-contas dentro de “capacitação e assistência técnica”, tais como gastos de funcionamento diretamente identificados com as ações de capacitação e assistência técnica (papelaria, aluguéis, pagamento de pessoal, etc.). Novamente deve-se ter o cuidado de não orçar duas vezes o mesmo gasto. Por exemplo, se foi incluído o custo do aluguel dentro do funcionamento geral do projeto, não se pode incluir o mesmo custo dentro da atividade de capacitação, mas deve-se escolher uma das duas opções e dar-lhe a explicação correspondente.

5. Investimentos em atividades produtivas

5.1 Comissões de venda: comissões de vendas que as pessoas ganham por seu trabalho de vendedores.

5.2 Honorários de consultores, instrutores e conferencistas: consulto- res, instrutores e conferencistas que são contratados temporariamente para atividades específicas de orientação das atividades produtivas e geradoras de entradas previstas no projeto em favor de sua população beneficiária ou da própria OB.

5.3 Transporte: transporte aéreo, terrestre ou de outro tipo que se utilize para mobilizar as pessoas que participam do desenvolvimento dos eventos ou atividades produtivas.

5.4 Fundos de crédito: recursos de capital que se destinam dentro do projeto para conceder créditos, buscando manter e incrementar o capital inicial.

5.5 Capital semente: recursos iniciais para financiar e iniciar investimentos em atividades de caráter produtivo. São fundos para que a própria OB desenvolva a atividade produtiva, ou também para que o façam diretamente os seus beneficiários, mas o propósito é manter o capital como investimento, e não destinar os recursos para gastos. Exemplo:

dinheiro para a compra de maquinaria e matéria-prima que é necessá- ria para a produção de roupas. O propósito do capital semente é dispor de dinheiro para o funcionamento do negócio, e não para distribuí-lo ou esgotá-lo no curto prazo; é um dinheiro que se deve recuperar com as vendas dos produtos ou serviços oferecidos.

5.6 Animais: animais para apoio de atividades produtivas e geradoras de entradas (cavalos, vacas, carneiros, porcos etc.).

5.7 Compra de insumos, materiais e embalagens para a produção:

compra de matéria-prima como sementes, fertilizantes, medicamen- tos para controle de pragas, embalagens e outros necessários para a produção e venda de um bem ou serviço resultante das atividades previstas no projeto, ou que se vão financiar mediante a entrega de tais produtos.

5.8 Compra de maquinaria e equipamentos: equipamentos especifica- mente destinados à atividade produtiva. Ao incluir maquinaria e equipamentos dentro da conta “investimentos em atividades produti- vas”, ter o cuidado de não os haver incluído anteriormente na conta “propriedade, instalações e equipamento”.

5.9 Terrenos e edificações: terrenos e edifícios destinados diretamente a atividades produtivas da organização.

diretamente a atividades produtivas da organização. R ED EA MÉRICA â M A N U A

REDEAMÉRICA âMANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à

5.10 Investimentos em tecnologia: compra de novos desenvolvimentos tecnológicos: software, patentes, licenças.

5.11 Pesquisas em tecnologia e desenvolvimento: recursos investidos em processos de pesquisa para o desenvolvimento de processos de produção e serviços a cargo da organização.

6. Outros

6.1 Gastos médicos: gastos médicos adicionais e de contingência, isto é, que não são cobertos pelos benefícios que o trabalhador dentro da OB já possui por lei. Também se podem incluir nesta rubrica gastos médicos relacionados a projetos específicos de saúde.

6.2 Medicamentos:

medicamentos

que

não

estejam

incluídos

nos

benefícios de saúde exigidos pelo país de origem da OB.

7. Fundos

7.1

7.2

7.3

7.4.

Educação: recursos destinados a programas educativos.

Medicamentos: recursos para compra de remédios destinados a pessoal determinado pela organização.

Recreação: recursos para programas de recreação do pessoal e dos beneficiários da organização.

Programas de nutrição: recursos para programas de nutrição.

NOTA: Para ver qual seria a utilização dos documentos de suporte e o melhor procedimento para realizar o controle de saídas, rever o anexo 03.

53

a utilização dos documentos de suporte e o melhor procedimento para realizar o controle de saídas,

â

MODELO DE ORÇAMENTO â

UNIDADE DOIS

MODELO DE ORÇAMENTO

4.2 Plano de contas de entradas

DOIS M ODELO DE ORÇAMENTO 4.2 Plano de contas de entradas NO ORÇAMENTO DE UM PROJETO,
NO ORÇAMENTO DE UM PROJETO, CONSTITUI ENTRADA TODO RECURSO POSTO À DISPOSIÇÃO DA OB PARA

NO ORÇAMENTO DE UM PROJETO, CONSTITUI ENTRADA TODO RECURSO POSTO À DISPOSIÇÃO DA OB PARA COBRIR OS DIFERENTES PAGAMENTOS EXIGIDOS PELA EXECUÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DE ATIVIDADES DO PROJETO, ASSIM COMO AS DIFERENTES COMPRAS DE BENS E SERVIÇOS PREVISTOS. HABITUALMENTE, AS ENTRADAS CORRESPONDEM A DINHEIRO VIVO (EM ESPÉCIE) E DEVEM TER SEU CORRESPONDENTE REGISTRO CONTÁBIL.

Também constituem entradas para os projetos das OB as contribuições ou colaborações que recebem em bens, como material de trabalho, fertilizan- tes, papelaria, equipamentos e móveis, veículos, maquinaria (anexo 01). Também podem receber serviços de assistência técnica, colaboração de pessoas que trabalham por designação e financiamento de outra organiza- ção, ou simplesmente como trabalhadores voluntários. Os próprios benefi- ciários e membros de uma comunidade contribuem com trabalho etc. Os bens materiais que se constituam em ativos fixos e passe a ser parte da propriedade da OB são avaliados e registrados na contabilidade, assim como todas as entradas em dinheiro vivo (em espécie).

Ainda que as contribuições como trabalho voluntário, assistência técnica e assessorias não sejam registradas na contabilidade, de qualquer forma fazem parte das entradas do projeto e, por isso, é pertinente manter registros estatísticos dos mesmos, de modo que se facilite a informação a seu respeito.

Para poder responder a todas as saídas por gasto ou investimento do projeto, é necessário prever também a entrada correspondente. As rubricas

prever também a entrada correspondente. As rubricas 54 de entradas possíveis são diversas, ainda que não

54

prever também a entrada correspondente. As rubricas 54 de entradas possíveis são diversas, ainda que não

de entradas possíveis são diversas, ainda que não tão variadas como as rubricas de saída.

No formulário 4 “orçamento de entradas”, apresentam-se as contas e sub- contas que formam o plano de contas de entradas para o período da vigência orçamentária ou tempo em que se executará o projeto. Elas são a base para elaborar o orçamento de entradas e, posteriormente, fazer o registro e análise da execução orçamentária; apresentam-se diferenciadas por coluna as entradas orçadas em espécie e as orçadas "in natura", além de uma coluna que as totaliza. Entretanto, cada uma das colunas acima mencionadas se subdivide para apre- sentar os valores em moeda nacional e em dólares.

Na segunda parte do anexo 1 deste manual, detalham-se os passos e são dadas instruções para avaliar cada rubrica de entradas e proceder o seu registro no respectivo formulário de orçamento.

Ao preencher o formulário 4, obtém-se o total de entradas disponíveis para a execução do projeto, o qual deve manter equilíbrio com as saídas orçadas.

REDEAMÉRICA âMANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à

A

seguir, são apresentadas e descritas as contas e sub-contas que formam

2.3

Aportes de sócios e afiliados: recursos que se espera obter dos

o

plano de entradas:

membros que integram a OB executante do projeto.

1. Aporte solicitado: (RedEAmérica)

Corresponde aos recursos que foram previstos para serem solicitados à entidade membro da RedEAmérica.

1.1 Membro local da Rede: é o aporte de uma fundação membro da Rede para uma organização de base de seu próprio país.

1.2 Alianças de membros locais da Rede: é o aporte oferecido conjunta- mente por várias fundações integrantes da Rede a uma OB do país delas.

1.3 Fundo global da Rede: é o aporte recebido pela OB e proveniente de um fundo pertencente à própria Rede, e não de uma fundação membro em particular.

2. Aportes própios

São os recursos disponíveis e gerados pela própria OB.

2.1 Vendas: renda que se projeta obter por meio de atividade produtiva ou de serviços que a OB oferece, assim como renda obtida por recupera- ções ou outras vendas de bens ou serviços que não fazem parte da atividade principal da organização.

2.2 Rendas de capital: renda que se projeta obter pela rentabilidade dos investimentos ou bem pelo manejo da liquidez, através de uma entidade financeira, ou investimentos em outras sociedades; inclui os rendimentos de ações que possam ter em outras entidades. São também conhecidas como dividendos.

outras entidades. São também conhecidas como dividendos. 3. Aportes da comunidade Recursos que se espera obter

3. Aportes da comunidade

Recursos que se espera obter das pessoas que fazem parte da comunidade beneficiária do projeto, sejam elas integrantes ou não da organização que executa o projeto.

4. Crédito

Recursos que se projeta obter por via de créditos junto a entidades financeiras.

5. Outros aportes

Recursos diversos que se vislumbra obter para o projeto, diferentes dos anteriores, como aportes de outras entidades públicas ou privadas.

Incluem-se também no formulário 4 as entradas que se espera obter como resultado dos serviços de financiamento não-reembolsável (doações) junto às diferentes entidades de apoio externo à cooperação e diferentes das entidades que fazem parte da RedEAmérica.

55

às diferentes entidades de apoio externo à cooperação e diferentes das entidades que fazem parte da
Formulário Quatro Orçamento de entradas NOME DA ORGANIZAÇÃO: NOME DO PROJETO: PERÍODO ORÇAMENTÁRIO: DATA DE
Formulário Quatro
Orçamento de entradas
NOME DA ORGANIZAÇÃO:
NOME DO PROJETO:
PERÍODO ORÇAMENTÁRIO:
DATA DE ELABORAÇÃO:
RUBRICA
EM ESPÉCIE
IN NATURA
TOTAL
PARTICIPAÇÃO
R$
US$ 1/
R$
US$
R$
US$
%
1.
Aporte solicitado (RedEAmérica)
1.1 Membro local da Rede
1.2 Aliança de membros locais da Rede
1.3 Fundo global da Rede
Subtotal 1
2.
Aportes próprios
2.1 Vendas
2.2 Rendas de capital (juros, dividendos etc.)
2.3 Aportes de sócios, afiliados
Subtotal 2
3. Aportes da comunidade
4. Crédito
5. Outros
5.1 Governo nacional
5.2 Governo local
5.3 Entidades de cooperação nacionais
5.4 Entidades de cooperação internacionais
Totais
1/ TAXA DE CÂMBIO
ELABORADO POR:
DATA:
REVISADO POR:
DATA:
AUTORIZADO POR:
DATA:
internacionais Totais 1/ TAXA DE CÂMBIO ELABORADO POR: DATA: REVISADO POR: DATA: AUTORIZADO POR: DATA: 56

56

6. Fontes de financiamento

A combinação das rubricas de entradas do formulário 3 com as fontes de

financiamento permite elaborar um novo formulário, que se constitui no formulário de saída informativa para apresentar o orçamento de saídas por rubrica, por fonte de financiamento e com valores (formulário 5). Também se pode apresentar o orçamento de saídas em função da modalidade do gasto,

que pode ser em espécie ou "in natura" (formulário 6).

A diversidade de fontes de financiamento de um projeto, além de informar

de onde provêm os recursos, é a oportunidade de saber quem se compro- mete com ele. A contribuição de diferentes atores para o desenvolvimento do projeto reflete o nível de compromisso e de responsabilidade destes com a causa do projeto e, por isso, pode-se fazer referência ao financiamento co- responsável dos atores. Por esta razão, é importante defini-lo como

8

financiamento co-responsável .

A confluência de recursos aportados pelos diferentes atores comprometidos

com a causa do projeto constitui uma ação de financiamento co-responsável. Promover o DB em geral e seus projetos em particular requer a união de esforços e sinergias mediante alianças entre pessoas, organizações de base, empresas, clubes, governos e entidades de cooperação nacional e internaci- onal que compartilham dos princípios e valores do DB.

REDEAMÉRICA âMANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à

DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à QUAIS SÃO NOSSAS FONTES DE FINANCIAMENTO E

QUAIS SÃO NOSSAS FONTES DE FINANCIAMENTO E QUANTO ASPIRAMOS OBTER DE CADA UMA DELAS?

As OB concebem e desenvolvem projetos para solucionar as necessidades identificadas como prioritárias. As OB são as primeiras que, dentro de suas possibilidades, devem considerar-se como contribuintes para o financiamen- to dos projetos que elas mesmas propõem. Só assim poderão apresentar-se como legítimos proponentes junto a possíveis entidades de apoio.

Como parte da sociedade civil, as OB reconhecem suas limitações e, por isso, buscam sócios ou aliados para a implementação de projetos que lhes permita melhorar suas condições de vida. “As alianças entre os setores público, privado e civil são um reconhecimento dos limites do absolutismo do Estado, do mercado e da sociedade civil na solução dos problemas sociais ”.

9

As possíveis fontes de financiamento se agruparam de início como aparece no formulário 5.

8 Ver mais detalhes no Manual de acompanhamento e co-financiamento de projetos de desenvolvimento de base, elaborado por Jairo Chaparro.

9 Banco Mundial, Fundação Corona e outros. “Alianças entre setor privado, governo e organizações cidadãs para a superação da pobreza, 1998”. Bogotá, p. 29.

entre setor privado, governo e organizações cidadãs para a superação da pobreza, 1998”. Bogotá, p. 29.

57

entre setor privado, governo e organizações cidadãs para a superação da pobreza, 1998”. Bogotá, p. 29.
Formulário Cinco Orçamento consolidado de saídas e fontes de financiamento NOME DA ORGANIZAÇÃO: NOME DO

Formulário Cinco

Formulário Cinco
Formulário Cinco

Orçamento consolidado de saídas e fontes de financiamento

NOME DA ORGANIZAÇÃO:

NOME DO PROJETO:

PERÍODO ORÇAMENTÁRIO:

DATA DE ELABORAÇÃO:

RUBRICAS FONTE DE FINANCIAMENTO ($) Aporte solicitado Recursos Aporte da Outras Total Participação Doação
RUBRICAS
FONTE DE FINANCIAMENTO ($)
Aporte solicitado
Recursos
Aporte da
Outras
Total
Participação
Doação
Crédito
próprios
comunidade
fontes*
valor
%
1.
Pessoal
1.1
Salários e contribuições sociais
1.2
Honorários
1.3
Outros gastos de pessoal
Subtotal 1
2.
Gastos operacionais de escritório
2.1 Utilidades e papelaria
2.2 Aluguéis
2.3 Serviços públicos (água, luz, telefone)
2.4 Correio e comunicações
2.5 Vigilância
2.6 Transportes
2.7 Diárias de viagem
2.8 Seguros
2.9 Revistas, jornais, publicações e inf. eletrônica
2.10 Cotas de filiação ou contribuições a outras entidades
2.11 Limpeza
2.12 Lanche
2.13 Gastos bancários e custos de financiamento
2.14 Gastos legais / impostos
2.15 Manutenção, reparos locais e gastos de instalação
2.16 Publicidade
2.17 Gastos de auditoria
Subtotal 2
locais e gastos de instalação 2.16 Publicidade 2.17 Gastos de auditoria Subtotal 2 58 Continua na

58

Continua na página seguinte

Formulário Cinco (continuação) Orçamento consolidado de saídas e fontes de financiamento RUBRICAS FONTE DE
Formulário Cinco (continuação)
Orçamento consolidado de saídas e fontes de financiamento
RUBRICAS
FONTE DE FINANCIAMENTO ($)
Aporte solicitado
Recursos
Aporte da
Outras
Total
Participação
Doação
Crédito
próprios
comunidade
fontes*
valor
%
3.
Propriedade, instalações e equipamento
3.1. Terrenos e edificações
3.2. Maquinaria e equipamentos
3.3. Móveis e utensílios
3.4. Veículos
3.5. Biblioteca, livros
Subtotal 3
4.
Capacitação e assistência técnica
4.1. Honorários de consultores, instrutores e/ou conferencistas
4.2. Transporte
4.3. Hospedagem e alimentação
4.4. Material didático
4.5. Aluguel de salas e equipamentos
4.6. Compra de maquinaria e equipamentos
Subtotal 4
5.
Investimentos em atividades produtivas
5.1. Comissões de venda
5.2. Honorários de consultores, instrutores e conferencistas
5.3. Transporte
5.4. Fundos de crédito
5.5. Capital semente
5.6. Animais
5.7. Compra de insumos, materiais e embalagens
5.8. Maquinaria e equipamentos
5.9. Terrenos e edificações
5.10. Investimento em tecnologia
5.11. Pesquisa em tecnologia e desenvolvimento
Subtotal 5
Investimento em tecnologia 5.11. Pesquisa em tecnologia e desenvolvimento Subtotal 5 Continua na página seguinte 59

Continua na página seguinte

Investimento em tecnologia 5.11. Pesquisa em tecnologia e desenvolvimento Subtotal 5 Continua na página seguinte 59

59

Investimento em tecnologia 5.11. Pesquisa em tecnologia e desenvolvimento Subtotal 5 Continua na página seguinte 59

â

MODELO DE ORÇAMENTO â

UNIDADE DOIS

MODELO DE ORÇAMENTO

ODELO DE ORÇAMENTO â U NIDADE DOIS M ODELO DE ORÇAMENTO Formulário Cinco (continuação) Orçamento consolidado

Formulário Cinco (continuação)

Formulário Cinco (continuação)
Formulário Cinco (continuação)

Orçamento consolidado de saídas e fontes de financiamento

RUBRICAS

 

FONTE DE FINANCIAMENTO ($)

 

Aporte solicitado

Recursos

Aporte da

Outras

Total

Participação

Doação

Crédito

próprios

comunidade

fontes*

valor

%

6. Outros

             

6.1. Gastos médicos

             

6.2. Medicamentos

             

Subtotal 6

             

7. Fundos

             

7.1. Fundo para educação

             

7.2. Fundo para medicamentos

             

7.3. Fundo para recreação

             

7.4. Fundo para programas de nutrição

             

Subtotal 7

             

Total (soma de subtotais)

             

Participação (%)

             

*OUTRAS AGÊNCIAS DE APOIO, ENTIDADES GOVERNAMENTAIS, APORTES DE EMPRESAS OU PESSOAS ETC. FONTE: AUTORES

ELABORADO POR:

DATA:

REVISADO POR:

DATA:

AUTORIZADO POR:

DATA:

OU PESSOAS ETC. FONTE: AUTORES ELABORADO POR: DATA: REVISADO POR: DATA: AUTORIZADO POR: DATA: 60

60

Fazer a matriz de gastos de forma bem definida, incluindo as colunas de fontes

de aportes, permite ao mesmo tempo prever a fonte de entradas a partir da

entidade ou grupo de onde se presume que virá a entrada. Isto é fundamental

ao elaborar um único formulário que inclua tanto o orçamento de entradas como o orçamento de saídas ou gastos.

O formulário 5 registra detalhadamente as sete contas de saídas com suas

correspondentes sub-contas. Se necessário, este formulário pode ser elabo- rado de forma resumida, incluindo apenas os valores totalizados das seis contas. Também se pode elaborar por partes, com cada uma das seis contas, e detalhando as sub-contas para cada caso (anexo 1).

A seguir, descreve-se cada uma das partes que compõem o formulário 5:

Nome da organização: é o nome da organização responsável pela execução do programa ou projeto e do orçamento que é parte integral do mesmo; por exemplo, Associação de Pequenos Produtores de Jalapa.

Período orçamentário: é o período de tempo para o qual está prevista a execução do orçamento. Exemplo: 1º de janeiro de 2005 / 31 de dezem- bro de 2005.

Data de elaboração: é a data em que se elabora o orçamento.

Rubrica: nesta coluna se descreve cada uma das rubricas de gastos que fazem parte do plano de gastos. Exemplo: pessoal, serviços públicos, construções, sementes, etc.

Aporte solicitado: nesta coluna, adiante de cada rubrica, põe-se o valor estimado que se solicita, para cada rubrica, à fundação ou entidade a quem se dirige o pedido de apoio. Tal valor é estimado para todo o período orçamentário descrito, antes, na parte superior esquerda do formulário.

descrito, antes, na parte superior esquerda do formulário. R ED EA MÉRICA â M A N

REDEAMÉRICA âMANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à

Recursos próprios: nesta coluna, adiante de cada rubrica de gastos,

registra-se o valor estimado que previu aportar o executante do projeto. Estima-se o valor do aporte para todo o período orçamentário previsto

e a informação é apresentada em moeda nacional.

Aporte da comunidade: nesta coluna, adiante de cada rubrica de gastos, registra-se o valor estimado que pode aportar a comunidade beneficiária do projeto. Estima-se o valor do aporte para todo o período orçamentá- rio previsto, apresentando-se a informação em moeda nacional e em dólares. Tal como indicado para a coluna de aporte próprio, é pertinente fazer os cálculos em bases realistas e de alta factibilidade. Há quem apresente o aporte próprio da organização e o aporte da comunidade consolidados em uma única cifra; recomenda-se apresentá-los separa- damente.

Recursos de crédito: são os recursos que se aplicam ao projeto durante sua vigência, e provêm de créditos com entidades financeiras, com agentes de cooperação para o desenvolvimento, fornecedores e outros créditos.

Outras fontes de aportes: nesta coluna, adiante de cada rubrica de gastos, vai o valor estimado que se orça como factível de outras fontes diferentes das anteriores, como diferentes agências de cooperação para

o desenvolvimento, entidades públicas, empresas privadas patrocinado-

ras, pessoas físicas amigas ou simpatizantes do trabalho que realiza a organização executante do projeto etc. Estima-se o valor do aporte para todo o período orçamentário previsto e apresenta-se a informação em moeda nacional e em dólares. Se necessário, poder-se-ia elaborar um formulário adicional onde se registre informação discriminada para cada fonte de financiamento prevista dentro da coluna de outras fontes.

61

onde se registre informação discriminada para cada fonte de financiamento prevista dentro da coluna de outras

â

MODELO DE ORÇAMENTO â

UNIDADE DOIS

MODELO DE ORÇAMENTO

Total (horizontal): nesta coluna, somam-se horizontalmente os valores por linha, correspondentes a cada rubrica de gastos e indicados tanto em moeda nacional quanto em dólares.

Totais (vertical): corresponde à última linha do formulário, e nela vão-se somando verticalmente os valores registrados em cada coluna. Assim são obtidos os totais de aportes, segundo a fonte (solicitado, próprio, comu- nidade, outros aportes e total consolidado de aportes).

É importante que o valor do aporte próprio indicado no orçamento corres- ponda a cálculos realistas, e que efetivamente tenham alta probabilidade de realização, pois são os pontos de referência disponíveis para avaliar posteri- ormente a entidade executante, a comunidade e as entidades de coopera- ção.

Não é conveniente superestimar a capacidade de aporte próprio apenas pelo propósito de acreditar que isto demonstre maior compromisso e sirva de argumento para conseguir aprovações de apoio da parte das entidades de ajuda às quais se recorre. O não-cumprimento do aporte próprio ou de qualquer outra fonte de financiamento durante a execução do projeto geraria a retirada do seu financiamento. Inclusive, há agências de cooperação que condicionam seus aportes ao cumprimento efetivo da parte percentual comprometida por outras fontes.

Deve-se também ter o cuidado de não cair no extremo oposto de subesti- mar a real capacidade de aporte próprio.

oposto de subesti- mar a real capacidade de aporte próprio. 62 7. Modalidade dos aportes O

62

7. Modalidade dos aportes

O aporte é o recurso que entra no projeto. A modalidade de aporte também

deve ser especificada, conforme seja em espécie ou "in natura". Estes últimos

10

podem ocorrer também sob diferentes formas: como aporte em trabalho ou equipamentos, maquinaria, bens imóveis, móveis recebidos em propriedade ou para serem utilizados por determinado tempo, papelaria, alimentos, transporte, etc.

Para efeito do projeto, o valor dos aportes "in natura" é registrado ao mesmo tempo como entrada e como saída. Em muitas ocasiões, esta é a única forma prática pela qual a comunidade ou outros contribuintes podem ajudar no projeto.

O valor de cada aporte "in natura" é fixado de acordo com o preço no mercado

local onde se faz o aporte do respectivo bem ou serviço. Quando o bem aportado passa a ser propriedade do projeto, o valor que se lhe atribui é o de seu custo. Quando, por exemplo, o aporte é o empréstimo temporário de um imóvel ou máquina, o valor atribuído é o de seu aluguel pelo tempo que o referido bem se põe a serviço do projeto.

A avaliação de tais aportes pode ser registrada em uma matriz, como se mostra

no formulário 6 “Orçamento de saídas segundo a modalidade de aportes”. A

primeira coluna corresponde às rubricas orçamentárias, na segunda registra-se

o valor dos aportes em espécie segundo o gasto a que será destinado; a

terceira coluna é para registrar os aportes "in natura", e a quarta coluna para a soma de aportes "in natura" e em espécie.

A soma total do formulário 5 deve coincidir com a coluna similar do formulário

6. A primeira é segundo a fonte de financiamento, e a segunda de acordo com

a modalidade de aportes.

10 O aporte como trabalho pode ocorrer sob diversas modalidades ou formas: mão-de-obra em trabalhos agrícolas, construção ou outras atividades; como assistência técnica, assessorias, etc.

Formulário Seis Orçamento de saídas por modalidade de aporte NOME DA ORGANIZAÇÃO: NOME DO PROJETO:

Formulário Seis

Formulário Seis
Formulário Seis

Orçamento de saídas por modalidade de aporte

NOME DA ORGANIZAÇÃO:

NOME DO PROJETO:

PERÍODO ORÇAMENTÁRIO:

DATA DE ELABORAÇÃO:

RUBRICAS MODALIDADE DE APORTE EM ESPÉCIE $ "IN NATURA" $ TOTAL $ US$ 1/ PARTICIP.
RUBRICAS
MODALIDADE DE APORTE
EM ESPÉCIE $
"IN NATURA" $
TOTAL $
US$ 1/
PARTICIP. %
1.
Pessoal
1.1
Salários e contribuições sociais (anexar planilha de nomes)
1.2
Honorários
1.3
Outros gastos de pessoal
Subtotal 1
2.
Gastos operacionais de escritório
2.1