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Dezembro 2012 | Revista do Pastor | 1

Dezembro 2012 | Revista do Pastor | 1

nova diretoria do SCT

nova diretoria do SCT Presidente: Apóstolo Doriel de Oliveira (DF) Vice-presidente: Missionário Jair de Oliveira (ES)

Presidente:

Apóstolo Doriel de Oliveira (DF)

nova diretoria do SCT Presidente: Apóstolo Doriel de Oliveira (DF) Vice-presidente: Missionário Jair de Oliveira (ES)

Vice-presidente:

Missionário Jair de Oliveira (ES)

nova diretoria do SCT Presidente: Apóstolo Doriel de Oliveira (DF) Vice-presidente: Missionário Jair de Oliveira (ES)

Durante a realização da Con- venção Mundial realizada em julho, foi eleita a nova direto- ria do Supremo Concílio da ITEJ, órgão administrativo do ministério Casa da Bên- ção. A nova diretoria assumiu com visão e muita disposição para trabalhar em prol do fortalecimento e crescimento

do ministério para o novo tempo

nova diretoria do SCT Presidente: Apóstolo Doriel de Oliveira (DF) Vice-presidente: Missionário Jair de Oliveira (ES)

Vice-presidente:

Missionário Jaime Caieiro (PE)

nova diretoria do SCT Presidente: Apóstolo Doriel de Oliveira (DF) Vice-presidente: Missionário Jair de Oliveira (ES)

que chegou. A diretoria visita- rá todas as regiões para divul- gar a Conferência Anual de Líderes que será realizada em Brasília em dezembro/2012. Conheça a nova diretoria do SCT:

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Vice-presidente:

Missionário Wilson Ribeiro (MG)

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Diretor Administrativo:

Primeiro-tesoureiro:

Segundo-tesoureiro:

Missionário Antonio Palaroni (SP)

Pr. Arcentik Dias (DF)

Pr. Jefferson Figueiredo (DF)

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Primeiro-secretário:

Segundo-secretário:

Terceiro-secretário:

Pr. Marcus Galdino (DF)

Pr. Fabio Oliveira (DF)

Missionário Sergio Affonso (SP)

Igreja Tabernáculo Evangélico de Jesus Conselho Editorial

Presidente: Doriel de Oliveira, Vice-Presidente: Jair de Oliveira, Vice-Presidente: Wilson Ribeiro, Vice- -Presidente: Jaime Caieiro Diretor Administrativo: Antônio Carlos Palaroni, Diretores Financeiros: Arcentik P. Dias , Jefferson B. Figueredo Secretários: Marcus A. Galdino, Fábio A. de Oliveira, Sérgio Affonso dos Santos Conselho Fiscal:

José Geraldo da Fonseca, Antônio Marcos de Souza, Edmar Machado Lima, Carlos Roberto Lopes, Moisés Roberto de Oliveira | ReVistA D o PAstoR | editor-Chefe Responsável: Adilson de Oliveira, Revisão:

Luciene Figueiredo, Colaboradores: Wilson José Ribeiro, Jair de Oliveira, A. C. Palaroni, Ministério Sergio Affonso (Stenio Façanha, Eduardo Moreira, Rafael Affonso e Edmilson Silva), Diagramação e Arte Final:

Anderson Carvalho Rodrigues (61) 8496-1486, Fotografia: Flávio Carques, Shutterstock Impressão: Gráfica Conceitual (61) 3552.3014, www.graficaconceitual.com.br | Redação Revista do Pastor | Endereço: A/E 4 e 5 – Setor F Sul – Taguatinga – DF – CEP: 72-0125-500 | Fone:(61) 3451-7200

Igreja Tabernáculo Evangélico de Jesus Conselho Editorial Presidente: Doriel de Oliveira, Vice-Presidente: Jair de Oliveira, Vice-Presidente:

Ministério Sérgio Affonso

Comentários, sugestões e colaboração com matérias; mande para: revistaopastor@gmail.com

  • 2 | Revista do Pastor | Dezembro 2012

nova diretoria do SCT Presidente: Apóstolo Doriel de Oliveira (DF) Vice-presidente: Missionário Jair de Oliveira (ES)

ÍNDICE

14
14
20
20
24
24
32
32
  • 06 Heresia ou Evangelho da Graça

de Cristo?

  • 09 O tempo de Deus na vida de Moi-

sés: visão e chamado

  • 14 Líderes organizam equipes que

realizam

  • 18 Trocar o visível pelo invisível

  • 20 O que é ser perseguido por amor

à Cristo

  • 24 Estou assumindo uma igreja, e

agora?

  • 27 Seus Desígnio é Geográfico

  • 29 Vida Cristã se Cultiva dia a dia

  • 32 Buscando um processo equilibra-

do

  • 35 A mulher no ministério

REVISTA DO PASTOR

É com imensa alegria que gostaria de apresentar aos queridos pastores da Casa da Bênção a nossa revista ministerial Do Pastor. Ela tem como objetivo informar, atualizar, trazer palavras de conforto, alento, motivação, desafio, enfim uma revista escrita por pastores para pastores. Nós que vivemos diariamente as alegrias, lutas e os desafios do ministério, sabe- mos que precisamos de um norte, um apoio para realizarmos a Obra de Deus. A ideia de uma revista para pastores surge da necessidade que temos de nos ajudar mutuamente, pois a Casa da Bênção tem seus desafios, e materiais de outros ministérios não expressam a nossa necessidade e nem mesmo a nossa realidade. Quem pode falar de Casa da Bênção, somos nós pastores desse minis- tério, que vivenciamos essa realidade dia a dia. Nesta revista trabalharemos com alguns temas que também aparecerão em outras edições, com o objetivo de aprofundar certos assuntos e que sempre serão identificados por cores para facilitar a visualização. Um abraço carinhoso no amor de Cristo! Missionário Sérgio Affonso

ÍNDICE 14 20 24 32 06 Heresia ou Evangelho da Graça de Cristo? 09 O tempo
ÍNDICE 14 20 24 32 06 Heresia ou Evangelho da Graça de Cristo? 09 O tempo

Dezembro 2012 | Revista do Pastor | 3

Palavra Apóstólica

A presença do Espírito Santo,

as multidões e a prosperidade

Q uando falamos da necessidade de atualizar a

igreja é importante que todos saibam que tudo que Deus já mandou escrever e o Espíri- to Santo já colocou na Bíblia Sagrada continua sendo uma coisa muito extraordinária, excepcional e, sobretudo im- portante. A excepcionalidade está no fato de que o Espírito Santo nos dá a visão do passado, nos dá a visão do presente e nos dá a visão do futuro. E mesmo com o passar do tempo esta visão em três tempos continua

super atualizada como se a pa- lavra tivesse sido manifestada por Deus agora, nesse exato momento ... O tempo passa, muda o mundo, mas, extraordinaria- mente, a palavra de Deus con- tinua atual, viva e eficaz! Então, hoje, quando vi- vemos o chamado tempo da modernidade com a necessi- dade de constante atualização, a igreja tem uma porção de no- vas ferramentas para ser usada em benefício da própria igreja, mas não se pode e não se deve sair do poderoso contexto da verdade do que Deus já mar- cou na bíblia. No Novo Testamento, no livro dos Atos dos Apóstolos, vemos que a igreja primitiva tinha três bênçãos; a primeira era a benção da presença do Espírito Santo, que se concretizaria sob a un- ção de Deus. Tinha que estar presente na igreja o Espírito Santo, não só presente, mas, também, atuando na igreja. Para que essa primeira bên- ção se cumprisse, eles oraram e a bíblia diz que o Espírito Santo desceu e começou a atuar na igreja. Com esse mover

4 | Revista do Pastor | Dezembro 2012
4
| Revista do Pastor | Dezembro 2012

do Santo Espírito de Deus, a mesma bíblia nos mostra no livro de Atos dos Apóstolos, que naquele momento as mul- tidões vieram para a igreja, concretizando a segunda bên- ção de que a igreja precisava: a bênção do crescimento! Hoje a igreja precisa con-

Hoje a igreja precisa continuar crescendo; em qualquer lugar onde for aberta uma igreja, a primeira coisa necessária é ter povo e para isso é preci- so trabalhar para Deus fazer uma obra.

tinuar crescendo; em qualquer lugar onde for aberta uma igre-

ja, a primeira coisa necessária é ter povo e para isso é preci- so trabalhar para Deus fazer uma obra. O mesmo livro de Atos nos mostra que quando os apóstolos pregavam, Deus acrescentava, dia após dia, o número de pessoas na igreja. Então, se nós estamos no plano de Deus e fazendo a sua vontade, existe uma bênção de crescimento na igreja, quase

automática

...

Você abre uma

igreja, começa a pregar e daqui a pouco vem uma família, logo mais vêm duas em seguida tem dez e não demora a igreja vai crescendo. Mas é importante res- saltar que esse crescimento só se dará se a igreja estiver sob a primeira bênção: a presença do Espírito Santo! A terceira bênção que Deus deu para a igreja foi a da prosperidade; a bíblia nos mostra claramente que a igre- ja apostólica não tinha falta de dinheiro. O Espírito Santo tra- zia as multidões e o povo abria o coração e contribuía de uma forma especial. Naquele tempo não exis- tia rádio nem jornal e tão pou- co televisão, mas o povo vinha para a igreja e trazia as suas ofertas e seus dízimos e é im- portante ressaltar que o povo tinha prazer em ofertar e fazia isso voluntariamente. O foco dessas três bên- çãos jamais poderá ser esque- cido!

Não quero dizer com isso que devemos deixar de lado as importantes ferramentas que a modernidade coloca a nos- sa disposição; pelo contrário, devemos usá-las sim, mas sem perder o foco principal que está na palavra de Deus. Quero lembrar, princi- palmente, aos da nova geração, que muito do que se considera velho hoje já foi moderno tem- pos atrás. Há A cinquenta o rá- dio era o mais importante meio de comunicação do mundo e a

maioria das igrejas o abomina- va, mas nós fizemos questão de aceitar aquele modernismo e fomos dos primeiros a utilizar o rádio para proclamar a pa- lavra de Deus. A televisão que nascia naquela época, também, nos recebeu como pioneiros na comunicação do evangelho. Jamais perdermos a oportunidade de aproveitar os instrumentos que pudessem facilitar a divulgação da pala- vra de Deus; mas nunca nos distanciamos da verdade bíbli- ca, que não mudará e perma- necerá para todo sempre viva e eficaz. Dessa maneira trabalha- mos modernamente no pas- sado na implantação da nossa Casa da Bênção de Deus, con- tinuamos trabalhando moder- namente no presente quando nos preparamos para celebrar os cinquenta anos da nossa igreja e continuaremos traba- lhando e aproveitando tudo que a modernidade nos colo- car a disposição para o futuro. Mas jamais, eu insisto, nos afastaremos dos princípios cristãos, princípios basilares,

igreja, começa a pregar e daqui a pouco vem uma família, logo mais vêm duas em

dados por Deus desde os tem- pos da igreja primitiva! Debaixo desses princí- pios, nasceu do nada a nossa Casa da Bênção; mas nesses quase cinquenta anos Deus tem nos acompanhado com essas três bênçãos que a igreja precisa, a presença do Espírito Santo, as multidões e a prospe- ridade. Hoje, temos igrejas es- palhadas no Brasil, templos já prontos, construções sendo er- guidas, pessoas que Deus tem

trazido para estar conosco

E

... vamos continuar expandindo o reino de Deus na face da ter- ra!

Mas é importante ressaltar que esse crescimento só se dará se a igreja estiver sob a primeira bênção:

a presença do

Espírito Santo!

Vamos continuar cres-

cendo nesse Brasil e em outras nações, por que continuare- mos trabalhando ainda mais, pois sabemos que Deus tem uma grande obra para fazer na nossa nação e tem, também, muita coisa boa para dar a mim e a você.

Apóstolo Doriel de Oliveira,

servo do Senhor Jesus

igreja, começa a pregar e daqui a pouco vem uma família, logo mais vêm duas em

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Heresia ou Evangelho da Graça de Cristo? Como identificar?

Heresia ou Evangelho da Graça de Cristo? Como identificar? “Mas o Espírito afirma expressamente que, nos

“Mas o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, por obe- decerem a espíritos enganadores e ensinos de Demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras, e que tem cauterizada a própria consciência”

(2Tm 4.1)

S ão várias as literatu- ras cristãs evangé- licas que abordam

temas sobre heresias, e todas elas fornecem dicas impor- tantes sobre como identificar uma seita. Mas entre todas as indicações, a melhor receita é não só o conhecimento, mas a interpretação correta das ver- dades das Escrituras. Ao receber em sua mão uma nota, seja qual for o valor,

você seria capaz de identificar se ela é falsa ou verdadeira? No caso de moedas, saberia estabelecer a diferença entre a falsificada e a original? Se a resposta for negativa, aconse- lho ao querido irmão a tomar muito cuidado, pois a qual- quer momento alguém pode lhe passar uma nota falsa. De acordo com a matéria do dia 20/11/2012 do site “tudoso- breseguranca.com.br”, em que

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Heresia ou Evangelho da Graça de Cristo? Como identificar? “Mas o Espírito afirma expressamente que, nos

aborda o tema “Como distin- guir a nota verdadeira da falsa”, diz que a circulação de dinhei- ro falso no país cresceu 370 ve- zes nos últimos 6 anos, mesmo com as mudanças feitas nas notas para aumentar a segu- rança. O prejuízo acumulado com a falsificação, oficialmen- te, chega a quarenta milhões de reais. Vale lembrar que o Banco Central, normalmente não restitui a vítima desavisa-

da que recebeu uma nota ou moeda falsificadas. A associação de bancos dos Estados Unidos, utiliza para treinamento de pessoal um recurso que exemplifica de forma bem sucinta a impor- tância do conhecimento das doutrinas das Escrituras. To- dos os anos, eles levam a Wa- shington centenas de operado- res de caixas, para ensiná-los a identificar o dinheiro falso, que sempre acarreta prejuízos para o tesouro do país. O mais interessante des- ta história, é que, nos quinze dias de duração do treinamento, ne- nhum dos operadores de caixas manuseiam cédulas falsas; só lidam

com notas verdadeiras. É que a direção da asso-

são a causa de todo movimen- to, crescimento, mudança ou animação no mundo) e os ri- tos sexuais adotados em cada parte do mundo, até os tem- plos romanos consagrados aos vários deuses, e as misteriosas crenças dos gregos. O judaís- mo minara suas forças diante de tantas superstições, e tam- bém, em razão de que os ju- deus se achavam debaixo do domínio rígido do paganismo romano que lhes era adverso.

os sem escrúpulos e corruptos que nada querem com o bem comum. É o instrumento pre- dileto dos hereges. Geralmen- te, os adeptos do raciocínio circular levam o pensamento a estar de acordo consigo mes- mo, mas não de conformidade com a realidade. Os rabinos, escribas e fariseus fizeram tan- tos acréscimos e decréscimos em suas reinterpretações que Jesus chega a dizer a esses lí- deres religiosos de seus dias o

seguinte: “Por que vos

transgride, também, o mandamento de Deus

pela vossa tradição?

E

... assim invalidaste, pela vossa tradição, o man- damento de Deus” (Mt 15.3,6). Foi no meio deste redemoinho de superstições, crenças

e filosofias humanas deterioradas e de reve-

lação divina deturpada

É o uso indevido das leis da lógica, visando dar aparências de verdades a mentiras comprovadas. É uma das armas prediletas de

indivíduos sem escrúpulos e corruptos que nada querem com o bem comum.

É o instrumento predileto dos hereges.

ciação está convencida de que, se o funcionário estiver bem familiari- zado com o dinheiro verdadeiro, identificará o fal- so assim que este lhe cair nas mãos, por mais perfeita que seja a falsificação. A verdade é que, quando os cristãos se fa- miliarizarem com as doutrinas fundamentais da fé, saberão identificar facilmente os falsos ensinos que divergem dos en- sinos do cristianismo bíblico. A era que presenciou o surgimento de Jesus Cristo na terra foi uma época também repleta de religiões e falsifica- ções da verdade, que iam des- de o animismo crasso (que é a crença que os seres espirituais

Seus escribas e rabinos, haviam interpretado e reinterpretado tanto a lei de Deus e acrescen- tado a ela tantas emendas para melhorar (se é que podemos chamar de melhorar) o pro- cedimento e o cumprimento, que, acabou tornando seus ensinos no que chamamos hoje “Raciocínio Circular” ou seja, uma maneira sutil e ar- dilosa de mascarar a mentira a e heresia . É o uso indevido das leis da lógica, visando dar aparências de verdades a men- tiras comprovadas. É uma das armas prediletas de indivídu-

que apareceu o Filho de Deus e, com poder miracu- loso, Sua morte vicária e Sua ressurreição corpórea abriram um atalho no emaranhado de incerteza, dúvida e temores dos homens quando levanta- do da terra para atrair todos para Si. Alguns têm dito que o homem tem liberdade para aceitar ou rejeitar à Cristo e a Bíblia como Palavra de Deus; que tem liberdade para fazer oposição a Ele e até mesmo desafiá-lo. Este pensamento está correto, pois Deus criou o homem com um instituto chamado livre-arbítrio (ape-

da que recebeu uma nota ou moeda falsificadas. A associação de bancos dos Estados Unidos, utiliza

Dezembro 2012 | Revista do Pastor | 7

sar de que um dia dará conta de como usou sua liberdade de escolhas). Mas as

sar de que um dia dará conta

de como usou sua liberdade

de escolhas). Mas as pessoas

não têm liberdade para alterar

a mensagem essencial das Es-

crituras que traz o anúncio do

Evangelho da Graça, que diz

que Deus ama tanto os perdi-

dos e pecadores, que enviou ao

mundo Seu Único Filho, para

que todos pudessem obter a

redenção, e viver por intermé-

dio Dele. Ninguém pode fazer

da mensagem do Evangelho

da Graça um mero Raciocínio

Circular. Jesus na parábola do

joio e do trigo quis nos mostrar

a dificuldade de distinguirmos

esses dois elementos, pois o

joio é uma semente dificilmen-

te distinguível (e a diferença

não pode ser detectada até que

tenha brotado), Ele estava tão

preocupado com essa questão,

que trouxe um ensino particu-

lar acerca de falsos mestres (Mt

7,15-23).

Conhecer melhor o nos-

so Deus e os princípios da

nossa fé deve ser o centro de

todos os nossos interesses.

Após a exposição da parábola

do semeador, e a multidão ter

ido embora, Jesus ao reconhe-

cer o interesse dos discípulos e

os outros que ficaram, foi en-

fático: “A vós é dado saber os

mistérios do reino de Deus,

mas aos que estão de fora to-

das estas coisas se dizem por

parábolas” (Mc 4.11).

Devemos despertar

maior interesse entre o povo

de Deus, em conhecer melhor

e mais profundamente os pro-

pósitos de Deus, o plano di-

vino da nossa redenção, para

que possa também ser capaz

de detectar as falhas dos diver-

sos sistemas doutrinários e ra-

ciocínios circulares, que não só

divergem, mas se contrapõe ao

genuíno Evangelho da Graça

de Deus. Paulo sempre foi um

exímio defensor da aplicação

ao espírito de aprendizagem.

Ele tinha plena consciência, de

que o processo de construção

do conhecimento, propicia a

mudança na vida e no com-

portamento de um indivíduo,

principalmente quando o

agente desse processo for a Pa-

lavra de Deus que segundo Pe-

dro nos gerou de novo, pois é a

“semente incorruptível

...

viva,

e que permanece para sempre”

(I Pe 1.23). O apóstolo Paulo

foi um incentivador do estudo,

leitura e do aprendizado da Pa-

lavra de Deus, haja vista o con-

selho que ele mesmo deu a Ti-

  • 8 | Revista do Pastor | Dezembro 2012

sar de que um dia dará conta de como usou sua liberdade de escolhas). Mas as

móteo: “

...

Persiste em ler

...”

(I

Tm 4.13). A tradução do termo

LER no grego é ANAGNOSKO

(ANA – para cima ou elevar +

GNOSKO – conhecimento),

que significa elevação de co-

nhecimento e informações.

Aqui neste texto ele fala tanto

da leitura devocional, que é o

seu momento a sós com Deus

e que implica numa sábia esco-

lha de passagens a serem lidas,

como também a exposição,

isto é, instruir e ensinar cor-

retamente. Também escreveu:

“Procure apresentar-te a Deus

aprovado,

...

que maneje bem

a palavra da verdade” (II Tm

2.15).

 

Jesus, o Mestre dos mes-

tres disse: “examinai as Escri-

turas

...”.

Para a palavra EXA-

MINAR, Jesus usou o verbo

grego EREYNÁO, que significa

esforça-te ou investigue minu-

ciosamente a Escrituras para

saber sobre Mim (Jo 5.39).

Se o povo de Deus se en-

gajar em seguir as orientações

de Jesus e Paulo acerca da lei-

tura e o estudo das escrituras,

obterá a seguintes vantagens:

Saberá mais, pensará me-

lhor, comparará ideias, estará

mais bem preparado, terá o

que falar, terá o que responder,

terá suas opiniões fundamen-

tadas, terá sua compreensão

ampliada, terá um melhor vo-

cabulário, terá mais chances,

absorverá experiências, saberá

o que está acontecendo e não

será manipulado.

Ministério Sérgio Affonso

O tempo de Deus na Vida de

Moisés: visão e Chamado

Então faraó ordenou a

todo o seu povo dizendo: “A

todos os filhos que nascerem

aos Hebreus lançarei no Nilo”,

neste tempo nasceu Moisés,

Êxodo 1:22 (22 Então orde-

nou Faraó a todo o seu povo,

Todos aqueles que são cham- ados por Deus com um propósito, tem uma caminha- da, um processo para que es- teja preparado para cumprir o chamado, o propósito e a visão de Deus para sua vida. Estudaremos a história de um homem que recebeu um grande chamado de Deus:

Moisés. Iremos estudar a sua trajetória, e como Deus o es- colheu, cuidou, treinou e ca- pacitou para cumprir o cham- ado de Deus.

dizendo: A todos os

filhos que nascerem

lançareis no rio,

mas a todas as fil-

has guardareis com

vida.), Atos 7:20-22

(20 Nesse tempo nas-

ceu Moisés, e era mui

formoso, e foi criado

três meses em casa de

seu pai. 21 Sendo ele

enjeitado, a filha de

Faraó o recolheu e o

criou como seu próp-

rio filho. 22 Assim

Moisés foi instruído

em toda a sabedoria

dos egípcios, e era po-

deroso em palavras e

obras.), Êxodo 2:1-2

(1 Foi-se um homem

da casa de Levi e ca-

sou com uma filha

de Levi. 2 A mulher

concebeu e deu à luz

um filho; e, vendo que ele era

formoso, escondeu-o por três

meses.)

Moisés nasceu com um

decreto de morte sobre a vida

dele, mas Deus gerou fé nos

coração de seus pais que o es-

conderam pela fé durante três

meses, Hebreus 11:23 (23 Pela

fé Moisés, logo ao nascer, foi

escondido por seus pais du-

rante três meses, porque viram

que o menino era formoso; e

não temeram o decreto do rei.)

Quando Moisés se tor-

nou um adulto a bíblia diz que

pela fé se recusou ser cham-

ado: “filho da filha de faraó”,

Hebreus 11:24-26 (24 Pela fé

Moisés, sendo já homem, recu-

sou ser chamado filho da filha

de Faraó, 25 escolhendo antes

ser maltratado com o povo de

Deus do que ter por algum

tempo o gozo do pecado, 26

tendo por maiores riquezas

o opróbrio de Cristo do que

os tesouros do Egito; porque

tinha em vista a recompensa.)

O primeiro estágio da

vida Moisés se passou no

Egito. A bíblia relata que ele

cresceu estudando a ciência

dos egípcios e tornou-se um

homem poderoso em palavras

e atos até a idade de quarenta

anos, Atos 7:22-23 (22 Assim

Moisés foi instruído em toda

a sabedoria dos egípcios, e era

poderoso em palavras e obras.

23 Ora, quando ele com-

pletou quarenta anos, veio-lhe

ao coração visitar seus irmãos,

os filhos de Israel.)

Completados os quaren-

ta anos a bíblia diz que Moisés

foi ver os Hebreus

Ao descobrir que era

O tempo de Deus na Vida de Moisés: visão e Chamado Então faraó ordenou a todo

Dezembro 2012 | Revista do Pastor | 9

um Hebreu Moisés ao tentar

defender um homem do seu

povo mata um egípcio e foge

para a terra de Midiã, se casa,

tem dois filhos e se torna pas-

tor de ovelhas. A bíblia ainda

relata que Moisés viveu em

Midiã por mais quarenta anos,

esse é o segundo estágio na

vida de Moisés

Quantas experiências

Moisés já havia vivido? Oitenta

anos de vida, Deus estava con-

trolando tudo isso, preparando

Moisés para cumprir a sua

Deus dá a Moisés uma

visão e chama-o Êxodo 3:1-

4(1 Ora, Moisés estava apas-

centando o rebanho de Jetro,

seu sogro, sacerdote de Midiã;

e levou o rebanho para trás do

deserto, e chegou a Horebe, o

monte de Deus. 2 E apareceu-

lhe o anjo do Senhor em uma

chama de fogo do meio duma

sarça. Moisés olhou, e eis que

a sarça ardia no fogo, e a sarça

não se consumia; 3 Pelo que

disse: Agora me virarei para

lá e verei esta maravilha, e por

que a sarça não se queima. 4

E vendo o Senhor que ele se

Moisés está

impressionado, uma

sarça pegando fogo,

Moisés olhou e a sarça

ardia no fogo,

mas não se consumia.

Que grande experiência

Deus deu a Moisés!

visão e o seu chamado.

Êxodo 2:23 (23 No

decorrer de muitos dias, mor-

reu o rei do Egito; e os filhos

de Israel gemiam debaixo da

servidão; pelo que clamaram,

e subiu a Deus o seu clamor

por causa dessa servidão.)

por causa do clamor do seu

povo, Deus se lembrou de sua

aliança com Israel, Êxodo 2:24

(24 Então Deus, ouvindo-lhes

os gemidos, lembrou-se do

seu pacto com Abraão, com

Isaque e com Jacó.) Deus ouve

o clamor do seu povo, e inicia

o terceiro estágio da vida de

Moisés.

virara para ver, chamou-o do

meio da sarça, e disse: Moisés,

Moisés! Respondeu ele: Eis-

me aqui.), Atos 7:30-31(30 E

passados mais quarenta anos,

apareceu-lhe um anjo no de-

serto do monte Sinai, numa

chama de fogo no meio de

uma sarça.

31 Moisés, vendo isto,

admirou-se da visão; e, aprox-

imando-se ele para observar,

soou a voz do Senhor; ), Moi-

sés está impressionado, uma

sarça pegando fogo, Moisés

olhou e a sarça ardia no fogo,

mas não se consumia. Que

grande experiência Deus deu

a Moisés! Deus chama, brada a

Moisés do meio daquela sarça,

Êxodo 3:5-6 (5 Prosseguiu

Deus: Não te chegues para cá;

tira os sapatos dos pés; porque

o lugar em que tu estás é terra

santa.

6 Disse mais: Eu sou

o Deus de teu pai, o Deus de

Abraão, o Deus de Isaque,

  • 10 | Revista do Pastor | Dezembro 2012

um Hebreu Moisés ao tentar defender um homem do seu povo mata um egípcio e foge

e o Deus de Jacó. E Moisés

escondeu o rosto, porque te-

meu olhar para Deus.), Atos

7:32-35 (32 Eu sou o Deus de

teus pais, o Deus de Abraão,

de Isaque e de Jacó. E Moisés

ficou trêmulo e não ousava

olhar. 33 Disse-lhe então o

Senhor: Tira as alparcas dos

teus pés, porque o lugar em

que estás é terra santa. 34 Vi,

com efeito, a aflição do meu

povo no Egito, ouvi os seus

gemidos, e desci para livrá-lo.

Agora pois vem, e enviar-te-ei

ao Egito. 35 A este Moisés que

eles haviam repelido, dizendo:

Quem te constituiu senhor e

juiz? a este enviou Deus como

senhor e libertador, pela mão

do anjo que lhe aparecera na

sarça). As lembranças de Moi-

sés do Egito vêm a sua mente,

a sua decisão de sofrer pelo seu

povo, depois de 80 anos de ex-

periências Deus agora chama

Moisés, ele teve um mara-

vilhoso encontro com Deus,

mas é interessante que mesmo

antes de Deus chamá-lo, a id-

eia de libertar os Hebreus da

escravidão, está na sua mente

desde que ele completara 40

anos, Êxodo 2-11-15 (11 Ora,

aconteceu naqueles dias que,

sendo Moisés já homem, saiu

a ter com seus irmãos e aten-

tou para as suas cargas; e viu

um egípcio que feria a um he-

breu dentre, seus irmãos. 12

Olhou para um lado e para

outro, e vendo que não havia

ninguém ali, matou o egípcio

e escondeu-o na areia. 13 Tor-

nou a sair no dia seguinte, e

eis que dois hebreus contend-

iam; e perguntou ao que fazia

a injustiça: Por que feres a teu

próximo? 14 Respondeu ele:

Quem te constituiu a ti prínc-

ipe e juiz sobre nós? Pensas

tu matar-me, como mataste o

egípcio? Temeu, pois, Moisés e

disse: Certamente o negócio já

foi descoberto.), Atos 7:23-28

(23 Ora, quando ele comple-

tou quarenta anos, veio-lhe ao

coração visitar seus irmãos, os

filhos de Israel. 24 E vendo um

deles sofrer injustamente, de-

fendeu-o, e vingou o oprimido,

elou a Moisés? Êxodo 3:6 nos

diz que Deus se revela a Moisés

como o mesmo Deus que havia

se revelado aos patriarcas da

fé. Ele fez isso para demons-

trar para Moisés a relação dos

acontecimentos de Êxodo,

com as promessas feitas aos

seus antepassados e Moisés

escondeu o rosto, Êxodo 3:6

(6 Disse mais: Eu sou o Deus

de teu pai, o Deus de Abraão,

o Deus de Isaque, e o Deus

de Jacó. E Moisés escondeu

o rosto, porque temeu olhar

matando o egípcio. 25 Cui-

dava que seus irmãos entend-

eriam que por mão dele Deus

lhes havia de dar a liberdade;

mas eles não entenderam. 26

No dia seguinte apareceu-lhes

quando brigavam, e quis levá-

los à paz, dizendo: Homens,

“Mas como Deus

se revelou a Moisés?

Êxodo 3:6 nos diz que

Deus se revela a Moisés

como o mesmo Deus que

havia se revelado aos

patriarcas da fé.”

sois irmãos; por que vos mal-

tratais um ao outro? 27 Mas

o que fazia injustiça ao seu

próximo o repeliu, dizendo:

Quem te constituiu senhor

e juiz sobre nós? 28 Acaso

queres tu matar-me como on-

tem mataste o egípcio?). He-

breus 11:27 (27 Pela fé deixou

o Egito, não temendo a ira do

rei; porque ficou firme, como

quem vê aquele que é invi-

sível.).

Agora chegou o tempo

de Deus na vida de Moisés,

um plano de Deus que teve

início há oitenta anos, quando

o livrou dos crocodilos no Rio

Nilo, e das mãos de faraó.

Mas como Deus se rev-

para Deus). Porque nenhuma

pessoa pode ver a Deus e con-

tinuar vivendo, Êxodo 33:20

(20 E disse mais: Não poderás

ver a minha face, porquanto

homem nenhum pode ver a

minha face e viver.).

Em Êxodo 3:7-9, (7

Então disse o Senhor: Com

efeito tenho visto a aflição do

meu povo, que está no Egito,

e tenho ouvido o seu clamor

por causa dos seus exatores,

porque conheço os seus sofri-

mentos; 8 e desci para o livrar

da mão dos egípcios, e para o

fazer subir daquela terra para

uma terra boa e espaçosa,

sés do Egito vêm a sua mente, a sua decisão de sofrer pelo seu povo, depois

Dezembro 2012 | Revista do Pastor | 11

para uma terra que mana leite

e mel; para o lugar do cana-

neu, do heteu, do amorreu, do

perizeu, do heveu e do jebu-

seu. 9 E agora, ei s que o clam-

or dos filhos de Israel é vindo

a mim; e também tenho visto

a opressão com que os egípcios

os oprimem. 10 Agora, pois,

vem e eu te enviarei a Faraó,

para que tireis do Egito o meu

povo, os filhos de Israel.)

Deus faz Moisés se lem-

brar do primeiro e segundo es-

tágio de sua vida e diz: “Vem,

agora e Eu te enviarei a faraó”,

Êxodo 3:10 (10 Agora, pois,

vem e eu te enviarei a Faraó,

para que tireis do Egito o meu

povo, os filhos de Israel.), e o

homem que nos seu quarenta

anos havia decidido sofrer com

o povo de Deus pela fé Hebreus

11:25-26 (25 escolhendo antes

ser maltratado com o povo

de Deus do que ter por algum

tempo o gozo do pecado, 26

tendo por maiores riquezas

o opróbrio de Cristo do que

os tesouros do Egito; porque

tinha em vista a recompensa).

Passado mais quarenta

anos parece que Moisés havia

se esquecido da sua decisão.

Quantos líderes foram tão

destemidos, corajosos, cheios

de fé e hoje se encontram tão

diferentes, dando desculpas

para Deus? Vamos estudar cin-

co desculpas que Moisés deu

para Deus que lhe serviriam

de motivo para rejeitar o seu

chamado:

1ª desculpa de Moisés:

Êxodo 3:11(11 Então Moisés

  • 12 | Revista do Pastor | Dezembro 2012

para uma terra que mana leite e mel; para o lugar do cana- neu, do heteu,

disse a Deus: Quem sou eu,

para que vá a Faraó e tire

do Egito os filhos de Israel?)

“Quem sou eu?”, Moisés lutava

contra sua identidade, não se

sentia qualificado, Deus escol-

heria um assassino,pensou que

Deus havia escolhido o líder

errado, Deus escolheria um

assassino? E você sabe qual é a

resposta de Deus para Moisés

e para nós? Não importa quem

você é, não importa o seu pas-

sado, “Eu estou com Você!”.

2ª desculpa de Moisés:

Êxodo 3:13 (13 Então disse

Moisés a Deus: Eis que quando

eu for aos filhos de Israel, e lhes

disser: O Deus de vossos pais

me enviou a vós; e eles me per-

guntarem: Qual é o seu nome?

Que lhes direi?) “Qual é o seu

nome?”, Moisés sentiu falta de

intimidade, não conhecia Deus

suficientemente bem para de-

screvê-lo diante do povo, ou

seja, faltavam-lhe convicções

do seu relacionamento com

Deus, falar em nome de uma

pessoa é assumir a sua respon-

sabilidade e participar de sua

autoridade, Moisés quis saber

o nome pessoal de Deus para

poder mencioná-lo diante dos

israelitas como prova de que

Deus havia se revelado a ele e

tinha dado sua autoridade para

falar e atuar em seu nome, a re-

sposta de Deus para Moisés e

para nós é: “EU SOU O QUE

SOU”, isto significa “EU ES-

TOU SEMPRE PRESENTE”,

“EU SOU TUDO QUE VOCÊ

PRECISA”.

3ª desculpa de Moisés:

Êxodo 4:1 (1 Então respondeu

Moisés: Mas eis que não me

crerão, nem ouvirão a minha

voz, pois dirão: O Senhor não

te apareceu.),

“Se eles não ouvirem?”,

Moisés sentiu-se intimidado,

preocupou-se com a reação

que o povo teria, a resposta de

Deus para Moisés e para nós é:

“Quando eu terminar, eles ou-

para uma terra que mana leite e mel; para o lugar do cana- neu, do heteu,

virão”.

4ª desculpa de Moisés:

Êxodo 4:11-12 (11 Ao que lhe

replicou o Senhor: Quem faz a

boca do homem? Ou quem faz

o mudo, ou o surdo, ou o que

vê, ou o cego?. Não sou Eu, o

Senhor? 12 Vai, pois, agora,

e eu serei com a tua boca e te

ensinarei o que hás de falar.)

“Eu nunca fui bom ora-

dor”, Moisés lamentou-se suas

fragilidades e limitações hu-

manas. Quem daria ouvidos

para uma pessoa que não fala

bem, a resposta de Deus para

Moisés e para nós é: “Quem fez

a sua boca?”

5ª desculpa de Moisés:

Êxodo 4:13-14(13 Ele, porém,

respondeu: Ah, Senhor! envia,

peço-te, por mão daquele a

quem tu hás de enviar. 14 En-

tão se acendeu contra Moisés a

ira do Senhor, e disse ele: Não

é Arão, o levita, teu irmão? eu

sei que ele pode falar bem. Eis

que ele também te sai ao en-

contro, e vendo-te, se alegrará

em seu coração.)

“Sei que pode encontrar

outro”, Moisés sentiu-se infe-

rior, comparou-se com outros,

até mesmo com o seu irmão e

julgou-se incapaz. A resposta

de Deus para Moisés e para

nós é: “Vou deixar que Arão vá

com você, mas mesmo assim,

Estou chamando você para ir”.

Não havia mais ques-

tionamentos ou desculpa para

Moisés, então Deus lhe deu

uma ordem, Êxodo: 4:17-23

(17 Tomarás, pois, na tua mão

esta vara, com que hás de faz-

er os sinais. 18 Então partiu

Moisés, e voltando para Jetro,

seu sogro, disse-lhe: Deixa-me,

peço-te, voltar a meus irmãos,

que estão no Egito, para ver se

ainda vivem. Disse, pois, Jetro

a Moisés: Vai-te em paz. 19

Disse também o Senhor a Moi-

sés em Midiã: Vai, volta para o

Egito; porque morreram todos

os que procuravam tirar-te a

vida. 20 Tomou, pois, Moisés

sua mulher e seus filhos, e os

fez montar num jumento e tor-

nou à terra do Egito; e Moisés

levou a vara de Deus na sua

mão. 21 Disse ainda o Senhor

a Moisés: Quando voltares

ao Egito, vê que faças diante

de Faraó todas as maravil-

has que tenho posto na tua

mão; mas eu endurecerei o seu

coração, e ele não deixará ir o

povo. 22 Então dirás a Faraó:

Assim diz o Senhor: Israel é

meu filho, meu primogênito;

23 e eu te tenho dito: Deixa ir:

meu filho, para que me sirva;

mas tu recusaste deixá-lo ir;

eis que eu matarei o teu filho,

o teu primogênito). Moisés

não teve alternativa a não ser

obedecer o chamado de Deus.

Encerraremos com o tex-

to de Êxodo 4:27-30 (27 Disse

o Senhor a Arão: Vai ao de-

serto, ao encontro de Moisés.

E ele foi e, encontrando-o no

monte de Deus, o beijou: 28 E

relatou Moisés a Arão todas as

palavras com que o Senhor o

enviara e todos os sinais que

lhe mandara. 29 Então foram

Moisés e Arão e ajuntaram

todos os anciãos dos filhos

de Israel; 30 e Arão falou to-

das as palavras que o Senhor

havia dito a Moisés e fez os si-

nais perante os olhos do povo.

31 E o povo creu; e quando

ouviram que o Senhor havia

visitado os filhos de Israel e

que tinha visto a sua aflição,

inclinaram-se, e adoraram).

Moisés aceitou o seu

chamado e partiu para cum-

pri-lo. O povo acreditou e se

prostrou diante do Deus, que

acabaria com a sua aflição e so-

frimento.

Às vezes passamos por

situações que queremos correr

do grandioso plano de Deus

acerca do nosso chamado. Nos

achamos incapaz de realizar

algo grandioso. Deus acredita

muito em cada um de nós para

realizarmos os planos e sonhos

Dele para este tempo.

Por isso que como igreja,

temos que nos posicionar e

não olhar para nossas limi-

tações, mas para grandeza e

poder que existe no criador das

nossas vidas.

virão”. 4ª desculpa de Moisés: Êxodo 4:11-12 (11 Ao que lhe replicou o Senhor: Quem faz

Miss. Wilson José Ribeiro

virão”. 4ª desculpa de Moisés: Êxodo 4:11-12 (11 Ao que lhe replicou o Senhor: Quem faz

Dezembro 2012 | Revista do Pastor | 13

Líderes organizam

equipes que realizam

“A razão de tê-lo deixado em Creta foi para que você pudesse colocar em ordem o que ainda faltava e constituísse presbíteros em cada cidade, como eu o institui” (Tito 1.5).

Líderes organizam equipes que realizam “A razão de tê-lo deixado em Creta foi para que você

A estrutura do corpo hu-

mano é composta por mem-

bros que interagem por meio

de funções e tarefas definidas,

sendo que nenhum deles exer-

cem movimento sem auxílio

dos outros, por isso que são

chamados também de organis-

mo – conjunto de partes que

concorrem para um determi-

nado fim. Assim é a igreja, pois

como corpo de Cristo é um or-

ganismo vivo, que só funciona

com eficiência quando traba-

lha em conjunto. Como orga-

nismo, será necessário algum

tipo de organização. Mas se

for reconhecida apenas como

organização institucional, será

semelhante a uma flor artifi-

cial. Sua beleza encanta e enche

os olhos, porém não há vida

em seu interior. A igreja possui

a vida de Cristo, é linda a dis-

  • 14 | Revista do Pastor | Dezembro 2012

Líderes organizam equipes que realizam “A razão de tê-lo deixado em Creta foi para que você

tância mas perfumada quando

nos aproximamos dela.

A referência de organiza-

ção, esta estritamente relacio-

nada a um grupo de pessoas

que, por estarem ligadas umas

as outras se tornam capazes

de executar um propósito co-

mum. A época dos heróis so-

litários já passou, ninguém faz

nada sozinho. A função da or-

ganização é suprir as carências

e dar sustentação às atividades

distribuídas entre os compo-

nentes da equipe. A Bíblia

diz: “Ora assim como o corpo

é uma unidade, embora te-

nha muitos membros, e todos

os membros, mesmo sendo

muitos, formam um só corpo,

assim também com respeito a

Cristo” (I Co 12.12).

Portanto, a finalidade

desta abordagem, é compar-

tilhar com prezado leitor, um

conhecimento básico de como

formar uma equipe capaz de

transformar uma visão em

realidade, pois líderes que or-

ganizam equipes crescem sem

esgotamento físico, mental e

espiritual.

NiNGUÉM FAZ NADA

soZiNHo

Após uma ideia encher

o coração, o primeiro passo é

formar uma equipe, que será

também o agente que fará essa

ideia ultrapassar os limites de

sua rua, seu bairro, sua cidade,

seu estado , seu país e por fim

alcançar o mundo. Se não for

dessa forma, muitos ficarão de

fora e jamais serão beneficia-

dos pela ideia que pode mu-

dar suas vidas. Jesus deixa este

fato bem claro para todos nós:

A estes doze enviou Jesus,

dando-lhes as seguintes ins-

truções: Não tomeis rumo aos

gentios, nem entreis em cidade

de samaritanos; mas, de pre-

ferência, procurai as ovelhas

perdidas da casa de Israel; e, à

medida que seguirdes, pregai

que está próximo o reino dos

céus. Curai enfermos, ressus-

citai mortos, purificai lepro-

sos, expeli demônios; de graça

recebestes, de graça dai. Não

vos provereis de ouro, nem de

prata, nem de cobre nos vossos

cintos” (Mt 10.5-9).

Quando Jesus organizou

sua equipe, já tinha em mente

uma ideia clara do que deseja-

va alcançar, e como cada um

serviria o seu propósito, ou

seja, alguns deles permane-

ceriam em Jerusalém, outros

iriam pela Judeia e Samaria,

e aqueles que cruzariam as

fronteiras para alcançar na-

ções longínquas. Nós igreja do

século XXI devemos cumprir

a grande comissão e seguir o

exemplo de Cristo, pois ele

mesmo necessitou organizar

uma equipe com o propósito

de alcançar o mundo.

NeeMiAs: exemplo de

organização e liderança

Seja para iniciar ou dar

sequência a uma organização já

existente, cabe ao líder a tarefa

e também o desafio de aplicar

e acompanhar com coerência o

processo de renovação e tran-

sição. Jerusalém estava destru-

ída, os muros derrubados, as

portas queimadas e o povo vi-

vendo há vários anos abaixo da

linha da pobreza. Faltava-lhes

um líder com uma ideia clara

de restauração. Neemias viajou

para Jerusalém disposto a tirar

o seu povo da vergonha e da

humilhação que a muito tem-

e dar sustentação às atividades distribuídas entre os compo- nentes da equipe. A Bíblia diz: “Ora

po os importunava. Os textos

Bíblicos a seguir servem como

parâmetro para que se tenha

uma noção melhor sobre or-

ganizar uma equipe dentro de

suas necessidades: Ne. 2.11-18;

3:1-3; 3:13; 6:15.

Ao ver de perto o estado

vexatório em que se achava a

cidade, Neemias inicia uma

estratégia para execução da

obra. Eram centenas de metros

de muro que precisavam ser

edificados, várias portas a se-

rem assentadas e toneladas de

escombros para remover. Era

muito serviço para uma única

pessoa.

Organizemos e edifique-

mos! Foi o que disse o povo a

Neemias. Havia muita gente

interessada na reeconstrução

dos muros, porém faltava-

-lhes alguém que desse tare-

fas específicas, que formasse

e coordenasse as equipes e

supervisionasse a obra. Havia

mão de obra necessária, desde

o faxineiro até o ourives. En-

tretanto, a ausência de alguém

que os organizassem harmo-

e dar sustentação às atividades distribuídas entre os compo- nentes da equipe. A Bíblia diz: “Ora

Dezembro 2012 | Revista do Pastor | 15

niosamente no desempenho das funções, fez com que o povo por todo aquele tempo vivesse em

niosamente no desempenho

das funções, fez com que o

povo por todo aquele tempo

vivesse em completo estado de

desprezo.

Os carpinteiros edifica-

vam e instalavam as portas,

equipes de pedreiros espalha-

das por toda a extensão do

muro. Equipes organizadas e

com tarefas pré-determinadas.

Os arqueiros cobriam a reta-

guarda dos trabalhadores, para

que cada um pudesse man-

ter o foco integralmente em

sua obra. Haviam também os

carregadores que supriam os

pedreiros com tijolos e arga-

massa, e ainda organizou uma

equipe de intercessores. Nee-

mias não deixou ninguém de

fora.

Apesar das oposições do

inimigo, em tempo recorde os

muros foram levantados, as

portas assentadas e a cidade to-

talmente limpa. Neemias nessa

história deixa lições de lideran-

ça que serve de instrução para

aqueles que desejam organizar

equipes dispostas a transfor-

mar visão em realidade:

• Ele fez uma análise

das tarefas a serem realizadas;

• De posse dessas in-

formações, calculou quantas

pessoas seriam necessárias e a

posição que cada uma ocupa-

riam na realização das tarefas;

• Deu-lhes informação,

acompanhamento e o treina-

mento sempre que necessário;

• Traçou um plano

para prestação de contas.

Com essa organização,

cada membro da equipe sabia

o que se esperava dele, quais

suas condições e limites de

atuação na realização da tarefa.

A maneira de organizar

equipe usada por Neemias não

é a única, porém a mais co-

mum. O objetivo de um líder

não é só permitir, mas encora-

jar as pessoas que se desenvol-

vam, tenham êxito e se sintam

realizadas no que fazem. Nesta

simples forma de liderar, que é

dar encargos claros e definidos,

o pastor e líder leva o grupo a

  • 16 | Revista do Pastor | Dezembro 2012

niosamente no desempenho das funções, fez com que o povo por todo aquele tempo vivesse em

envolver-se nas mais diversas

atividades.

PARA FAZeR É PReCi-

so DeLeGAR

Delegar é o ato de dar

autoridade e responsabilida-

de a outros para que realizem

determinadas tarefas. Por mais

que o líder possua uma exce-

lente visão, não ultrapassará

seus limites pessoais a não ser

que delegue. Alguns líderes er-

ram ao pensar que se faz neces-

sário estar ocupados o tempo

todo para que as pessoas pen-

sem que são bem sucedidos.

Há líderes que hesitam

em delegar, e para “se” justifi-

car alega não haver ninguém

disponível no momento ou

com habilidades para realizar

a tarefa. Isto deveria ser uma

situação temporária, alguém

deve ser treinado tão logo pos-

sível. Outra alegação, é achar

que as coisas estão bem do jei-

to que estão. Esse pensamento

não só limita as muitas coisas

que devem ser feitas, mas tam-

bém prorroga algo que tem

que ser realizado com tanta

urgência.

MoisÉs – FAZeN-

D o PoUCo (QUANDO SE

QUER FAZER TUDO SE FAZ

POUCO)

Não é bom o líder fazer

tudo. Delegar é o melhor cami-

nho para não deixar de fazer

todo o trabalho necessário. O

objetivo principal da missão

de Moisés era levar o povo a

Canaã, terra prometida por

Deus. Em todo o percurso do

deserto, ele liderou seiscentos e

cinquenta mil homens além de

mulheres e crianças, resgatadas

após quatrocentos e trinta anos

da escravidão egípcia. Sessenta

dias aproximadamente havia se

passado desde a saída do Egito.

Foi quando Jetro sacerdote de

mais em menos tempo. Moo-

dy, pastor inglês do século

XVII, uma vez declarou que

preferia ter dez homens que

realizassem o trabalho do que

tentar fazer o trabalho de dez

homens.

sUPeRVisioNAR e

MeNtoReAR MeLHoRA A

QUALiDADe

inviabilizando a realização da

tarefa nos padrões e no tempo

esperado. Há pelo menos dois

níveis a ser considerados no

controle da delegação:

• Primeiro: Supervisão

regular:

Como vimos anterior-

mente na história de Neemias,

ele mantinha uma supervisão

rigorosa. Regularmente ele ve-

Midiã e sogro de Moisés sai ao

rificava o progresso feito pelas

seu encontro, levando sua es-

Hoje é muito comum

equipes de trabalho.

posa e seus dois filhos.

ouvir pastores dizerem: “De-

• Segundo: Supervisão

Nesse encontro, Jetro

leguei uma tarefa, e pensei que

detalhada:

percebe algo de errado no

exercício da liderança de Moi-

sés, pois ele era o único que

tentava resolver tudo por ali.

Então de maneira branda e

convincente leva Moisés a en-

xergar que o conceito de que

o líder faz tudo era errado, e

poderia desencadear em uma

catástrofe. Ele mostrou a Moi-

sés que a forma como estava

agindo prejudicava o povo, que

passava o dia todo sob o forte

sol do deserto, e isso caracte-

rizava uma liderança falha, ou

seja, Moisés não estava dele-

gando. Ausência de delegação

gera desorganização, e toda de-

sorganização é criticada, pois

causa dor e sofrimento. Moisés

fazia tudo sozinho, e não tinha

tempo disponível para treinar

outros. Jetro sabiamente suge-

riu que ele escolhesse homens

que o ajudasse a julgar o povo:

líderes de dez, cem e mil. En-

tão, delegou-lhes responsabi-

lidades segundo a capacidade

de cada um, e partindo desse

princípio Moisés faria muito

tudo estava sendo feito confor-

me as instruções, mas me de-

cepcionei com o resultado, não

dá para confiar em ninguém!”.

A frustração decorrente de

uma tarefa mal realizada acaba

levando o líder para a defen-

siva no tocante a delegar. Esta

situação, normalmente é resul-

tado da falta de controle na de-

legação. Ao delegar uma tarefa

a alguém, o líder precisa ver

de perto como as coisas estão

sendo feitas. Uma avaliação

do desenvolvimento da tarefa

É o tipo de supervisão

constante, extremamente ne-

cessária quando uma pessoa

delegada for ocupar uma de-

terminada função, e é inexpe-

riente ou imatura no desem-

penho dessa responsabilidade.

Este tipo de supervisão não é

duradouro, geralmente, dura

o tempo de a pessoa tornar-se

capaz de realizar sua tarefa por

conta própria. Feito os ajustes

necessários a supervisão passa

a ser regular, e mais tarde de

vez em quando.

permitirá ao líder concluir se o

responsável está agindo dentro

dos limites definidos ou não.

Supervisionar é um aspecto

importantíssimo no controle

da delegação: É vital.

O propósito da super-

visão em primeiro lugar é, ao

observar as pessoas fazendo

suas tarefas corretamente, elo-

giá-las por isso. O elogio ani-

ma! Em segundo lugar, o líder

pode encontrar problemas, e

agir de forma corretiva antes

que se transforme em crise,

de Moisés era levar o povo a Canaã, terra prometida por Deus. Em todo o percurso

Missionário Palaroni

de Moisés era levar o povo a Canaã, terra prometida por Deus. Em todo o percurso

Dezembro 2012 | Revista do Pastor | 17

Trocar o visível pelo

invisível

Trocar o visível pelo invisível Sabemos que os olhos são responsáveis pela maior parte das informações

Sabemos que os olhos

são responsáveis pela maior

parte das informações de nos-

so cérebro, e que sozinhos le-

vam mais informação que os

outros quatro sentidos juntos.

Quando a bíblia fala de visão,

na maioria das vezes, se refere

a algo ligado a fé, de um sonho

ou um projeto divino. Então

nos deparamos com a seguinte

realidade: seguir o que vemos

com os olhos naturais ou se-

guir o que vemos com os olhos

da fé?

Neste momento, todos

nós que cremos em Deus, res-

pondemos: “claro que seguire-

mos o que os olhos da fé nos

mostram!”

Será mesmo? Deveria ser

assim, mas na maioria das ve-

zes não é!

Temos um relato no livro

de Gênesis, no capítulo 13:8-

18, em que Abraão propõe a

seu sobrinho Ló uma escolha

de territórios para habitar e

prosperar: “Não está toda a

terra diante de ti? Eia, pois,

aparta-te de mim; se escolhe-

res a esquerda, irei para a di-

reita; e, se a direita escolheres,

eu irei para a esquerda.” (v.9)

Quando Ló observou

a terra à sua volta, viu que de

um lado só havia areia e pedra,

e do outro havia grama verde,

um grande rio e uma cidade

movimentada. Nessa hora, eu

acredito que Ló deve ter pensa-

do: “os meus animais precisam

de pasto, grama verde, água em

abundância, e além do mais,

há uma cidade populosa em

que eu posso negociar, ganhar

  • 18 | Revista do Pastor | Dezembro 2012

Trocar o visível pelo invisível Sabemos que os olhos são responsáveis pela maior parte das informações

dinheiro e construir uma bela

casa. Então minha família terá

mais segurança nessa cidade

em vez de morar em tendas no

deserto, como mora meu tio

Abraão”.

Pronto! Os olhos natu-

rais de Ló viram algo que po-

deria ser um grande negócio,

uma grande oportunidade. En-

tão, sem consultar a Deus, ver

com olhos da fé, ou até mesmo

pedir um conselho ao seu tio

Abraão, ele escolheu o que lhe

pareceu melhor.

Enquanto isso, Abraão

esperou Deus falar o que ele

deveria fazer. Ficar ou partir,

direita ou esquerda? “E disse

o SENHOR a Abrão, depois

que Ló se apartou dele: Levan-

ta, agora, os teus olhos e olha

desde o lugar onde estás, para

a banda do norte, e do sul, e

do oriente, e do ocidente; por-

que toda esta terra que vês te

hei de dar a ti e à tua semen-

te, para sempre. E farei a tua

semente como o pó da terra;

de maneira que, se alguém

puder contar o pó da terra,

também a tua semente será

contada. Levanta-te, percorre

essa terra, no seu comprimen-

to e na sua largura; porque a

ti a darei. E Abrão armou as

suas tendas, e veio, e habitou

nos carvalhais de Manre, que

estão junto a Hebrom; e edifi-

cou ali um altar ao SENHOR.”

(v. 14-18)

Agora vemos Abraão

vivendo pela fé! A ordem dos

fatos foi essa:

Deus falou com Abraão,

deu-lhe uma visão e uma dire-

ção. Então Abraão acreditou,

saiu de onde estava, começou a

percorrer a terra e edificou um

altar ao Senhor.

Nós que conhecemos o

final da história, sabemos que

Ló fez besteira, e Abraão fez o

correto. Mas, e se não soubés-

semos o final da história, que

conselho daríamos a Abraão

ou Ló?

Hoje não precisamos es-

colher entre deserto ou campi-

na verdejante, mas precisamos

fazer escolhas que determina-

mar uma decisão tão impor-

tante quanto esta, qual é a nos-

sa reação?

Olhamos para a aparên-

cia, aquilo que os nossos olhos

naturais podem ver ou espera-

mos em Deus e seguimos a vi-

são da fé? Agimos como Ló ou

como Abraão?

A questão não é o local, a

quantidade de pessoas, a estru-

tura do prédio da igreja, mas

sim, se o Senhor nos der uma

visão de fé.

Quando os pioneiros de

nossa Igreja saíram de Belo

Horizonte, ninguém tinha di-

nheiro, prédios ou povo nas ci-

dades, mas uma visão de con-

quistar vidas, levar a Obra para

todo o Brasil.

Hoje somos uma grande

mãe foi curada de paralisia,e

a minha família toda foi sal-

va por Jesus. Hoje sou pastor,

já levei centenas de pessoas a

Jesus e formei novos pastores

que também estão ganhando

almas.

Eu não fui salvo nem

minha mãe curada em Belo

Horizonte, mas fomos alcan-

çados por um homem de Deus

que aceitou o desafio de sair da

zona do conforto e ir além, que

não escolheu pela aparência,

mas sim pela visão de fé.

Hoje existem cidades

que os pastores brigam por

uma mesma igreja, pelo mes-

mo povo, enquanto existem

lugares que nunca receberam

nossa igreja, existem pessoas

clamando por socorro, e Deus

rão o nosso futuro e de tantas

Igreja em todo o Brasil, mas se

está procurando pessoas para

outras pessoas (rebanho) que

não houvesse homens e mulhe-

conquistar a terra.

Deus confiou em nossas mãos.

res com visão de fé, seríamos

E qual será sua decisão?

Se hoje a direção da

no máximo, uma igreja grande

Visão natural ou visão espiri-

Igreja lhe dissesse: “tenho

na cidade de Belo Horizonte.

tual?

duas cidades que precisam de

Há trinta anos minha

Ministério Sérgio Affonso

um pastor. Uma tem uma Igreja grande, própria, numa cidade populosa e rica. E outra igreja
um pastor. Uma
tem uma
Igreja
grande,
própria,
numa
cidade
populosa
e
rica.
E
outra
igreja
numa cidade pe-
quena,
distante
e
além
do mais
passou por uma
divisão,
o
salão
é
alugado e
não
têm
tanta
gente
frequentando
as
reuniões.”
Q u a n d o
precisamos
to-
Dezembro 2012 | Revista do Pastor | 19

O QUE É SER PERSEGUIDO POR

AMOR À CRISTO

MATEUS 5:12,13

O QUE É SER PERSEGUIDO POR AMOR À CRISTO MATEUS 5:12,13 A igreja primitiva como nos

A igreja primitiva como nos revela a história, nasceu sob as mãos férreas da perseguição

dos inimigos do Senhor. A intolerância religiosa foi o combustível determinante para ocasionar

torturas, assassinatos e prisões dos discípulos e apóstolos do Senhor Jesus. Temos como o exemplo a

prisão de Estevão (Atos 6:8-11); sua mensagem contundente e consequente morte (Atos 7:51, 60); a

morte de Tiago à espada e a prisão arbitrária de Pedro (Atos 12.1-5); Paulo e seus sofrimentos por

causa do evangelho (II Co 11:22-33, II Tm4: 6,17).

A história extra bíblica

nos mostra que dos 12 apósto-

los de Jesus, somente João teve

morte natural, os demais após-

tolos foram martirizados. Na

idade média, o Império Roma-

no perseguiu e tentou destruir

o cristianismo; moveram-se

ações sangrentas nas mais cru-

éis modalidades: os cristãos

eram lançados na arena para

serem devorados pelos leões

ferozes; eram crucificados e in-

cendiados para servir de lumi-

nárias para Roma, sob ordens

do imperador Nero. O referido

imperador em sua insanidade

mandou incendiar Roma e lan-

çou a culpa sobre os cristãos.

Quanto mais eram hostiliza-

dos por causa de sua fé e amor

a Jesus, mais a igreja se fortale-

cia, pondo o poderoso império

de Roma de joelhos.

No ano de 310, Constan-

tino e sua mãe Helena deram

o chamado golpe de mestre na

igreja. Seus líderes à época não

vigiaram por faltar-lhes discer-

nimento, acreditaram na falsa

  • 20 | Revista do Pastor | Dezembro 2012

O QUE É SER PERSEGUIDO POR AMOR À CRISTO MATEUS 5:12,13 A igreja primitiva como nos

conversão do Imperador Cons-

tantino. Sendo assim, fizeram

aliança com o governo (se não

podes com o inimigo, una-se a

ele). A partir daí, a igreja perde

sua identidade de pureza e san-

tidade; perde sua autoridade

profética, e se torna uma com

eles. Todas as heresias foram

introduzidas paulatinamente

no seio da igreja: papado, pur-

gatório, indulgências, idolatria,

mariolatria e etc. No período

chamado era das trevas (310 –

1517), não havia evidentemen-

te mais perseguição e morte de

cristãos, porém, também não

havia mais a glória de Deus.

em1517, Deus levanta

um homem chamado Marti-

nho Lutero, sacerdote católico

agostiniano e professor de te-

ologia, que insurgindo-se con-

tra os dogmas católicos per-

meados de erros doutrinários e

muitos desvios da igreja, lança

as suas 95 teses. A persegui-

ção então é retomada. A igreja

católica cria um instrumento

cruel chamado “santa inqui-

sição”, retomando com mais

força a perseguição aos fiéis a

Jesus e à sua doutrina. Milhões

são mortos impiedosamente

nas fogueiras; nas guilhotinas

insaciáveis. Os cristãos que se-

guiam a reforma eram taxados

de hereges pelo clero domi-

nante. Numa só noite chamada

de “noite de São Bartolomeu”,

mais de 50.000 foram mortos

pela inquisição, por amarem

Aquele que os salvou.

Pelos idos de 1917, com

a revolução bolchevista e con-

sequente queda do império

dos czares russos, emplacasse

as teorias econômicas e sociais

de Karl Marx (1818 – 1883),

intelectual alemão e um dos

fundadores da doutrina comu-

nista, cujo cerne era uma críti-

ca sagaz contra o cristianismo.

Seguindo basicamente as opi-

niões de Ludwig Feuerbachou-

tro filósofo Alemão. Com a

instituição da chamada União

Soviética (RUSSIA), instituiu-

-se a pregação da doutrina

torturado terrivelmente diante

dos seus olhos; ao vê-lo assim,

no auge da dor da criança toda

mutilada, o pai olha ternamen-

te para o filho e exclama: filho,

não agüento mais vou negar a

fé. De imediato a criança res-

ponde com voz fraca, no en-

tanto, resoluta: não me faças

ter um pai covarde. Aquele

homem é reanimado em sua fé

e os dois partem para a eterni-

dade nas asas do Espírito. Isto

sim, sem nenhuma dúvida é

que é ser perseguido por amor

a Jesus.

anti-Deus, disseminando que

Deus estava morto e que a fé, “a

religião nada mais era do que o

A PeRseGUiÇÃo No BRA-

siL

ópio do povo”, e que isso pro-

duzia a alienação. Por isso, era

preciso que o povo fosse ree-

ducado, nos pavorosos campos

de concentração; em trabalhos

forçados, passando por fomes,

sendo torturado e sendo sub-

metido à temida e cruel lava-

gem cerebral, para tentar tirar

toda a ideia de Deus, de evan-

gelho, de cristianismo, planta-

do na mente e nos corações.

Lembro-me com olhos

lacrimejantes dos relatos e tes-

temunhos de líderes, servos

de Deus que viveram nesta

época. Homens notáveis como

Richard Wumbrand, que du-

rante 14 anos sofreu horro-

res nas mãos dos comunistas,

sendo cruelmente torturado.

Lembro-me também da histó-

ria daquele pai que sendo bar-

baramente torturado viu seu

filho ser trazido até ele para ser

os primeiros crentes

a chegarem ao Brasil foi nos

séculos XVII e XVIII, com as

igrejas congregacionais, pres-

biterianas e batistas. Eles eram

totalmente discriminados. Não

podiam ter templos. Seus mor-

tos não eram sepultados nos

cemitérios oficiais.

No ano de 1910, chega

ao Brasil a mensagem pente-

costal com Daniel Berg e Gun-

nar Vingren. Com a expansão

da mensagem, as perseguições

aumentaram. Templos são des-

truídos. Bíblias são queimadas

em plenas praças públicas. Pas-

tores são presos pelo “crime de

pregar o evangelho. Os crentes,

por sua vez são chamados de

bodes.

Na década de 50 além

do crescimento maciço da

igreja no Brasil, há um aviva-

mento no país. Missionários

conversão do Imperador Cons- tantino. Sendo assim, fizeram aliança com o governo (se não podes com

Dezembro 2012 | Revista do Pastor | 21

americanos vieram para nos-

sa pátria usando tendas como

locais de culto. Nelas, milhares

de pessoas se aglomeravam e

Deus fazia sinais, prodígios e

maravilhas, ocasionando gran-

des colheitas de almas que se

rendiam aos pés de Jesus. Mas,

a despeito disso a perseguição

ganhava corpo e avançava cada

vez mais. Isso redundou na

queima de tendas. Na prisão de

muitos pastores, não por se en-

volver em coisas erradas, como

improbidades, corrupção,

mazelas, desvios de conduta,

malversação, etc. Estas investi-

das foram levadas a efeito pela

igreja católica através dos seus

padres, que exerciam pressão

sobre as autoridades para atin-

gir a igreja.

em 1964, Doriel e

Ruth impactados pelo poder e

comissionados por Deus, vão

para a cidade mineira de Belo

Horizonte, com a mensagem

da cruz. Multidões são atraídas

pelos sinais que se seguiam.

Como não poderia ser dife-

rente a perseguição se levanta,

não por estarem envolvidos

em coisas erradas, mas sim por

amor ao evangelho, à salvação

e à cura divina para milha-

res de pessoas abandonadas à

própria sorte, sem Deus, sem

salvação.

Aquela igreja que

despontava na praça em Belo

Horizonte era como a igreja de

Filadélfia. Tinha pouca força.

Socialmente, financeiramente,

politicamente – nenhuma for-

ça. Contudo, o Senhor tinha

posto uma porta aberta diante

dela e ninguém poderia fechar.

(Ap 3.7,8).

Há registro nos anais

da história da prisão arbitrá-

ria do então pastor Doriel em

Lagoinha, por amor ao evan-

gelho.

Com grande explosão

de crescimento, já em 1968,

chega ao sul das Minas Gerais,

mais precisamente na cidade

de Três Corações e na minha

pequena Três Pontas, para fa-

zer toda a diferença a Casa da

Bênção. Pelos desígnios do Se-

nhor, instala-se na Rua Afonso

Pena, onde estava estabelecida

a nossa moradia. Nossa família

tradicionalmente com raízes

católicas, já tendo praticamen-

te padres e freiras. Alimentá-

vamos um ódio terrível aos

crentes. Havia logo em frente

de nossa casa uma família de

evangélicos, que eram alvos de

escarnecimento por nossa par-

te. Nossa família era formada

por nosso pai, João Fagundes

de Oliveira, homem simples e

trabalhador; nossa mãe de sau-

dosa lembrança; os filhos Ge-

raldo, Regina, João, Tereza, Jair

e Daniel. A pobreza era uma

constante em nosso lar; éra-

mos trabalhadores e humildes.

Recém chegado do nor-

te de Goiás onde morei e estu-

dei na casa paroquial; trabalhei

com meu tio que era vigário

geral da cidade de Goianésia,

exercendo o papel de sacristão,

na matriz da cidade. Sedento

por Deus, no entanto, ludibria-

do na idolatria, sem Deus sem

salvação.

Mas enfim, em feverei-

ro de 1968, eu e meu irmão

Daniel tivemos um encontro

decisivo com o Senhor Jesus

Cristo. Foram dois chamados

simultâneos para a salvação

e ministério. A partir da mi-

nha conversão tive ciência do

que era começar a sofrer per-

seguições por amor devotado

a Jesus. Em primeiro lugar na

família, parte de meu pai; do

meu tio que era sacerdote ca-

tólico. Daniel foi levado para

um colégio interno lá no Rio

de Janeiro, sem deixar endere-

ço, como forma de distanciá-lo

da influência do pastor João

Batista, da Casa da Bênção de

americanos vieram para nos- sa pátria usando tendas como locais de culto. Nelas, milhares de pessoas

Pr. Ramos de Carvalho, Miss. Wilson Ribeiro, Miss. Ruth e Apóstolo Doriel .

  • 22 | Revista do Pastor | Dezembro 2012

americanos vieram para nos- sa pátria usando tendas como locais de culto. Nelas, milhares de pessoas

“É preciso fazer distinção. Uma coisa é sofrer por causa da proclamação do santo evangelho, como os apóstolos e a igreja pri- mitiva sofreram. Não podemos esquecer dos pioneiros de outras co-irmãs, que a custa de lágrimas e sofri- mentos, lançaram a semente da Palavra.”

Três Pontas.

Na cidade de Varginha,

pelo ano de 1969, iniciamos

uma obra grande com a inau-

guração da Casa da Bênção.

Como resultado, grandes mul-

tidões afluíam; com salvação,

cura divina, libertação dos

cativos pelo poder do nome

de Jesus. Nesta fé viva e ope-

rante, num domingo à tarde,

ao final do culto fomos presos

ainda dentro da igreja. Qual

a acusação? A pregação do

genuíno evangelho. Durante

11 longos dias estivemos no

fundo de uma cadeia fétida,

misturados a outros elementos

perniciosos à sociedade; sendo

humilhados, interrogados com

veemência, com uso de agres-

sões verbais e quase às raias da

violência física. Incompreendi-

dos pela família, sofrendo toda

sorte de pressão para desistir

do que eles rotulavam de seita

perigosa, e que eu havia sido

submetido a uma lavagem ce-

rebral. Ledo engano!

o missionário José Ro-

berto expressivo expoente no

trabalho cristão, que havia me

batizado nas águas, me faz um

convite para conhecer a nossa

sede em Belo Horizonte e tam-

bém os missionários Doriel e

Ruth. Permaneci lá na direção

de Deus e na ocasião tive o pra-

zer de conhecer os evangelistas

em uma rádio patrulha, com a

assistência de milhares de pes-

soas. Fui lançado numa cela

imunda; lá estavam bêbados

e arruaceiros. No fundo con-

taminado daquela cela estava

um colega meu que havia sido

espancado pela transgressão

de disseminar as boas novas

do evangelho. Pela 3ª vez preso

em Campinas/SP; intimações e

ameaças. Em Governador Va-

ladares, Recife, Prado/MG.

Wilson José Ribeiro, Fabio

Antonio da Silva, Jaime Caiei-

ro, Argeu Francisco, Adão e

Getulio Cota. Paulo Roberto

acabara de viajar para a região

amazônica. Tive a felicidade de

ter o evangelista Wilson como

meu Barnabé. Chamou-me

para perto; deu-me roupas e

fez-me passar pelo processo

do discipulado. Posteriormen-

te fomos trabalhar juntos em

Santa Luzia, mais precisamen-

te em Vespaziano e depois na

cidade de Juiz de Fora.

Com uma visão amplia-

da, em 1970, inicio a obra em

Conselheiro Lafaiete, na época

com 18 anos de idade. A cidade

É preciso fazer distinção.

Uma coisa é sofrer por causa

da proclamação do santo evan-

gelho, como os apóstolos e a

igreja primitiva sofreram. Não

podemos esquecer dos pionei-

ros de outras co-irmãs, que a

custa de lágrimas e sofrimen-

tos, lançaram a semente da

Palavra. Outra coisa é sofrer as

consequências de atos que vão

contra as leis de Deus e as leis

terrenas. Cremos na graça de

Deus, e oramos para que haja

arrependimento e consequen-

temente a restauração necessá-

ria. Pois aquele que confessa e

deixa alcançará misericórdia.

foi abalada. Não se falava outra

coisa que não fosse o que Jesus

fazia nas reuniões: curas, liber-

tações, decisões de vidas abra-

çando a fé no Cristo. Ao final

desses acontecimentos, com

grande operação de maravi-

lhas, fui surpreendido pela po-

lícia mineira que invadindo os

domínios da igreja e me levou

sob custódia; o delegado, jun-

tamente com alguns policiais

me prenderam, colocando-me

“É preciso fazer distinção. Uma coisa é sofrer por causa da proclamação do santo evangelho, como

Missionário Jair de Oliveira

“É preciso fazer distinção. Uma coisa é sofrer por causa da proclamação do santo evangelho, como

Dezembro 2012 | Revista do Pastor | 23

Estou assumindo um

  • 24 | Revista do Pastor | Dezembro 2012

Estou assumindo um 24 | Revista do Pastor | Dezembro 2012 Quando assumimos uma igreja, isso

Quando assumimos uma

igreja, isso pode ser muito

bom ou uma amarga experi-

ência. Todo pastor ao assumir

uma nova igreja fica apreensi-

vo, inseguro e preocupado em

como poderá lidar com o novo

rebanho. E essas primeiras

impressões são às vezes acres-

centadas à pressão de se ter um

bom começo.

Um conselho para ven-

cer esta primeira etapa. “Ame

a Deus, ame o povo e use de

bom senso”. Os membros da

igreja não estão procurando

um super pastor, eles querem

alguém que lhes traga edifica-

ção, exortação e conforto para

a vida. Eles estão vivendo num

mundo cheio de problemas, e

conflitos. Eles querem é saber

se o pastor os ama.

Pastorear uma igreja é

um investimento empolgante

e maravilhoso. Não existe algo

mais gostoso e empolgante do

que ver pessoas salvas, tendo

suas vidas transformadas pelo

poder do evangelho. Eu sou

um chorão, tenho 33(trinta e

três) anos de ministério e ain-

da hoje, toda vez que alguém

aceita Jesus e faz a oração de

confissão eu me emociono,

nos batismos choro de alegria,

geralmente sou tomado de um

sentimento tão forte que não

tenho palavras para expressar.

É o sentimento de dever cum-

prido, agora fica o compro-

a igreja, e agora?

misso de edificar aquela vida

levando-a a maturidade cristã,

tornando-a assim membro da

“família”. Pastorear não é um

peso, não deve ser encarado

como um encargo difícil, ou

como uma sentença de Deus,

pastorear é uma chamada ma-

ravilhosa, santa, perfeita e su-

blime. Pastorear traz alegria e

satisfação sem igual.

Quero dar algumas su-

gestões para ajudá-lo caso

esteja vendo dificuldade em

exercer o seu chamado, a sua

caminhada Pastoral.

Procure andar de acordo

com a vontade de Deus.

lhas do Senhor. Nunca use de

métodos políticos para obter

liderança de uma igreja!

Você não precisa ler O

Príncipe de Maquiavel, nem

a Arte da Guerra de Sun Tzu.

Nem outro livro secular de po-

der ou política para exercer a

liderança no ministério.

A igreja pertence a Jesus

Cristo, e é Ele quem a edifica.

O segredo é depender de Deus.

E estar onde Deus quer que

você esteja. Seja numa gran-

de cidade ou num pequeno

vilarejo, onde tiver uma alma

carente de Jesus, saiba que ali

pode ser o lugar que Ele o está

queria era que o coração deles

ficasse cheio da verdadeira ale-

gria.

Você não precisa ser um

bom contador de história, nem

ser um artista, muito menos

fazer arranjos políticos a fim

de conquistar as pessoas, para

fazer a obra do ministério. Ele

está procurando servos humil-

des que jejuem, que orem, que

sejam cheios do Espírito Santo

e que saibam como servir e li-

derar com amor. Não precisa

ser autoritário nem domina-

dor. Deus está procurando

pastores de fé e de visão, que

vejam além do que é aparente

As lutas virão, não tenha

enviando. O sucesso no minis-

e visualizem uma igreja cujo

dúvida que elas chegarão. Jesus

tério não é ser pastor da maior

criador e construtor é Deus.

já nos advertiu em João 16:33

igreja da cidade, não é só pre-

Uma igreja vitoriosa que cause

“ Tenho-vos dito isso, para que

gar para multidão. O sucesso

um forte impacto; uma igreja

em mim tenhais paz; no mun-

do ministério é amar aqueles

de sinais, maravilhas e mila-

do tereis aflições, mas tende

que Deus lhe deu para cuidar.

gres, onde as pessoas dia a dia

bom ânimo; eu venci o mun-

João 17:12-13NTLH 12 Quan-

estejam sendo acrescentadas

do.”

do estava com eles no mundo,

ao Senhor.

Quando estamos cum-

eu os guardava pelo poder do

Faça convocações para

prindo o nosso chamado te-

teu nome, o mesmo nome que

oração

mos Paz. A paz está em Jesus.

É funda-mental que você saiba

que está no lugar onde Deus o

colocou, ali é o seu mundo. Se

você amar as almas que ali es-

tão, Deus o honrará, você está

cuidando do rebanho dEle.

A liderança na igreja é

conquistada pela oração, pela

compaixão, e pelo serviço.

Nunca use métodos munda-

nos para conquistar as pessoas,

lembre-se sempre eles são ove-

me deste. Tomei conta deles;

e nenhum se perdeu, a não

ser aquele que já ia se perder

para que se cumprisse o que

as Escrituras Sagradas dizem.

E agora estou indo para perto

de ti. Mas digo isso enquanto

estou no mundo para que o co-

ração deles fique cheio da mi-

nha alegria.

Jesus tomou conta dos

seus discípulos e nenhum de-

les se perdeu. Tudo o que ele

É impossível se obter vi-

tória sem oração! O compro-

misso de levar o povo de Deus

a orar é o desafio mais impor-

tante de todo pastor.

Você não deve apenas

delegar a outra pessoa a res-

ponsabilidade da oração.

A vida de oração da igre-

ja não será maior que a vida de

oração do pastor.

Nada dá mais poder e re-

nova a igreja do que a oração.

a igreja, e agora? misso de edificar aquela vida levando-a a maturidade cristã, tornando-a assim membro

Dezembro 2012 | Revista do Pastor | 25

A igreja que ora tem saú-

é vital para a sobrevivência e o

iniciativa de formar bons re-

de espiritual e cresce.

sucesso do pastor!

lacionamentos com todos os

Se faltar oração, a igreja

Forme vários grupos di-

líderes da igreja. Deixe Deus

fica pesada, difícil de crescer

ferentes de oração, quantos fo-

estabelecer sua influência e

e haverá confusão, desânimo

rem possíveis.

liderança pastoral, antes que

e desespero. O pastor começa

a sentir que o seu tempo aca-

bou, começará a pensar que já

fez tudo o que tinha que fazer.

E que está na hora de ir, pas-

Marque cultos de oração,

quantos puder. Não desanime

se os resultados demorarem.

Apenas continue orando, e

Deus dará a colheita a seu de-

você tente fazer qualquer mu-

dança na estrutura existente.

Não hesite em pedir con-

selho a um colega de ministé-

rio ou ao líder da região.

sa a pensar que ali não é mais

vido tempo.

Na multidão de conse-

o seu lugar. Mas eu quero que

Identifique os influencia-

lheiros há segurança, de acor-

saiba que enquanto houver

dores, os agitadores e pertur-

do com Provérbios.

pecadores e pessoas que não

badores.

Ganhe Almas

conhecem a Deus, haverá uma

obra para ser feita. Deus nun-

Às vezes, isso é um imen-

so desafio. Lembre-se: alguns

Se ninguém está sendo

salvo, a igreja não está cum-

ca quer que os seus filhos

prindo sua missão.

sofram com as aflições

deste mundo. Ele nos

chama para a vitória e

não para a derrota.

Nenhum planeja-

mento ou organização

substituirá a oração.

Antes de fazer

qualquer plano, ou co-

locar qualquer estratégia

Lembre-se que Deus

o estabeleceu como o líder espiritual da igre-

ja. Depois busque a Deus em oração

e jejum até que você saiba o que fazer

e o tempo certo para fazê-lo.

Muitos pastores têm perdido a batalha, não

porque suas ações sejam erradas,

mas porque o tempo em que

agiram era impróprio.

Ter pessoas no

altar para receberem

a Cristo traz vida, ale-

gria, ânimo e saúde

para o corpo. Nada

substitui o evange-

lismo. Não há outra

coisa que seja tão jus-

ta quanto boa. Jesus

morreu para salvar os

em prática, busque a di-

perdidos.

reção de Deus, e o sucesso es-

deles foram magoados e hu-

Esta pergunta deve ser

tará garantido.

milhados por relacionamentos

feita repetidamente: “Alguém

Ore até que receba uma

pastorais anteriores, e é a in-

está sendo salvo?”

palavra de Deus a respeito de

cumbência do pastor curar as

Saia pelas ruas e becos da

quais medidas devem ser to-

feridas.

cidade e ache alguém que pre-

madas. Você não receberá essa

Lembre-se que Deus o

cisa de Jesus.

palavra em uma conferência,

estabeleceu como o líder es-

Ensine o povo a ganhar

por meio de vídeo ou em um

piritual da igreja. Depois bus-

as almas.

livro sobre o cresci-mento da

igreja.

Você a receberá de joe-

lhos na presença de Deus. De-

pois de receber a direção divi-

na, Ele usará uma conferência

ou um livro para ajudá-lo a

dar substância ao que já falou

ao seu coração. Esse processo

que a Deus em oração e jejum

até que você saiba o que fazer

e o tempo certo para fazê-lo.

Muitos pastores têm perdido a

batalha, não porque suas ações

sejam erradas, mas porque o

tempo em que agiram era im-

próprio.

O pastor deve tomar a

Leve a congregação a

buscar os descrentes, e seu

ministério pastoral ficara mais

fácil.

Pastorear é empolgante e

desafiador. Que Deus abençoe

seu ministério e sua chamada.

Ministério Sérgio Affonso

  • 26 | Revista do Pastor | Dezembro 2012

A igreja que ora tem saú- é vital para a sobrevivência e o iniciativa de formar

SEU DESÍGNIO É GEOGRÁFICO

SEU DESÍGNIO É GEOGRÁFICO Gostaria de indicar para os queri- dos pastores uma palavra abenço- ada

Gostaria de indicar para os queri-

dos pastores uma palavra abenço-

ada do Pastor Mike Murdock. Ela