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O DESPERTAR DA PORCA

Jornal do
Agrupamento de
Escolas de Murça
http://avmurca.org

Jornal Online em http://jornalavem.wordpress.com


Edição 2
Março 2008
Coordenação: Patrícia Fontinha / Luísa Carvalho Digitalização, concepção gráfica e edição: João Garcia
Colaboradores: Comunidade Escolar Impressão: Tipografia Viseense Tiragem:300 exemplares
1€

Editorial A Biblioteca Escolar junta os nossos alunos

Agora que se aproxima o fim de mais um Hora do Conto


período lectivo e que todos nós sentimos No dia 30 de Janeiro do presente ano lectivo, realizou-se na Biblioteca Escolar a primeira sessão da actividade Hora do
que está prestes a chegar aquele momento Conto preparada pelos alunos do 10ºA da Escola EB 2,3 c/ Secundário De Murça.
A turma do 10ªA aventurou-se num projecto
de reflexão sobre o dever cumprido, ante-
designado “Hora do Conto” que tem como objec-
cipamo-lo na impressão desta 2ª edição, ao tivo contar pequenas histórias às crianças dos
aliar a verdadeira função que qualquer jor- infantários pertencentes ao Agrupamento Vertical
nal deve cumprir, independentemente da de Escolas de Murça e os resultados da primeira
sua área interventiva predominante, a de actividade foram muito positivos.
desvendar ao leitor o acontecimento funda- Sob a coordenação da professora de Português
Maria Luísa Carvalho e com a colaboração da
mental, à abordagem de aspectos que mais
Equipa da BE, os alunos realizaram uma pesquisa
subjectivamente se pré-estabeleceram de contos tendo em conta as idades das crianças
como significantes para o conjunto de pes- em questão.
soas que directa ou indirectamente estão A actividade contou com crianças com idades
ligadas às escolas do Agrupamento de Mur- compreendidas entre os 4 e 5 anos do Infantário
ça. Municipal de Murça, que participaram activamen-
te mostrando bastante interesse e interagindo
O Despertar da Porca tentará assinalar,
com os contadores das histórias.
antes de tudo o resto, o que no quotidiano Estiveram envolvidos três grupos de alunos do
dos nossos alunos se configura como deter- décimo ano, que prepararam quatro histórias e
minante para a transformação do seu saber, que tiveram a preocupação de recorrer à leitura
privilegiando os trabalhos produzidos com dramatizada com recurso a fantoches, no sentido
a orientação de professores nas diversas de despertar o interesse dos pequenos ouvintes.
No final de cada história, solicitou-se a parti-
áreas curriculares e os decorrentes do
cipação das crianças através de algumas perguntas e de outras actividades como, por exemplo, a pintura. Foi gratificante
desenvolvimento dos variados projectos em ver o entusiasmo com que todos aderiram.
decurso como os Clubes, a Biblioteca Esco- Desta actividade ficou uma crítica bastante positiva e a promessa de mais momentos como este.
lar (integrante da RNBE) bem como o plano
Nacional de Leitura, o Plano de Acção da Joana Silva, nº13, Joana Cigarro, nº14, Margarida Sampaio, nº19 - 10ºA
Matemática, as T.I.C., entre outros.
Do conjunto de trabalhos que nos chega-
ram emocionadamente às mãos, aproveitá-
mos o que de melhor pareceu perfilar-nos,
tendo como elemento restringente, a impo-
sitiva escassez do espaço do suporte de
papel. Porém, vendo-nos confrontados com
esta exigência, insuflada por alguns crité-
rios de seriação, lembramos a comunidade
de que uma boa parte das produções pode-
rão sempre ser editadas no nosso jornal
online.
Como dado novo, a equipa decidiu lançar
para cada trimestre um tema aglutinador, na
tentativa de incentivar uma boa articulação
entre os distintos ciclos de ensino, cons-
truindo um laço mais forte com as pessoas
da comunidade. A Violência no século XXI ÍNDICE
inaugura esta iniciativa, configurando um Dia da Não Violência
processo de intervenção da parte dos nos- Comemoração do Dia da Não Violência
sos participantes satisfatório para uma pri- Os alunos da escola EB 1 de Noura comemoraram o Dia da Não Violência com Um Coração do tamanho da Escola…
uma exposição onde não faltaram imagens sobre o tema fortemente elucidati- Dia S. Valentim 2
meira experiência.
vas, conselhos e esclarecimentos. É desta forma que se formam os alunos para A celebração de S. Valentim chegou à BE/CRE
Nesta sociedade em que vivemos metra- a vida. A verdade é que numa escola prudente mais vale prevenir e esclare-
lhados a toda a hora pela violência nos cer. Os professores querem ser avaliados
Meios de Comunicação Social, torna-se apa- Intervaleitura
vorante a ideia de que esta acaba por satis- Opiniões sobre o Plano de Acção de Matemática 3
fazer as necessidades do ser humano, tanto Matemática em Estudo Acompanhado? Será que vale a pena?
as de muitos adultos carenciados e frustra- Os Jovens e a Matemática
dos, como as de algumas crianças e adoles-
centes na procura de novas emoções. Acre- Licínia Teixeira - Uma Vida pela Educação
ditamos que a reflexão sobre este quadro A Adolescência o que é?
Dia Mundial da Floresta 4
de referência assustador, onde modelos Emigração
arrepiantes de violência se podem tornar Sorrisos
em papéis sociais atractivos, pode evitar
terminantemente a possibilidade do desen- Os Nossos Rostos
volvimento de uma verdadeira cultura Adeus à escola
5
agressiva. Desde cedo é bom aprendermos As Novas Tecnologias na nossa Escola
que temos sempre escolha. Projecto eTwinning “Le voyage de la Mascotte”
Aproveitamos para agradecer com sinceri-
dade a todos os que, com esforço, possibili- Despertar para a Leitura e os nossos Professores
A Escola Ideal
taram a realização atempada desta nova edi- A minha Semana do Caloiro em Faro 6
ção pois sabemos que neste momento de Violência nas Escolas
indignação e desencanto vivido nas escolas, Critica ao filme “E Não Viveram Felizes para Sempre”
tudo leva a que o mais importante se rele-
gue para segundo plano. Guiões de Leitura - Uma experiência para partilhar
Se Eu fosse Água 7
A Equipa Coordenadora do Jornal Passatempos interessantes
EB 1 de Noura
Dia da Não Violência
8
A Lenda das Sete Cidades
O DESPERTAR DA PORCA EDIÇÃO 2 - MARÇO 2008

Comemoração do Dia da Não Violência Um Coração do tamanho da Escola…


No passado dia 30 de Janeiro comemorou-se o Dia da “Love is the master key which opens the gates of happiness.”
Não Violência na nossa escola, mais concretamente no Oliver Wendell Holmes
segundo bloco de 90 minutos da parte da manhã.
Alunos e professores dirigiram-se, como de costume, à O dia de S. Valentim foi vivido com grande intensidade na nossa escola, mobilizando
sala de aulas prevista nos seus horários porém com a muitos alunos que participaram nas várias iniciativas que preencheram este dia.
novidade da implementação de actividades subordina- Corações de vários tamanhos foram distribuídos por diversos locais da escola, mui-
das ao tema da violência em contexto escolar, mais tos deles com mensagens e citações famosas sobre o Amor. A cor vermelha foi predo-
conhecido recentemente por bullying. minante, conferindo um visual mais romântico à Escola.
Seguindo a sugestão da nossa professora de Língua Com o “Cupido” à solta, foram trocados postais com frases românticas entre os alu-
Portuguesa, resolvemos entrevistar, numa aula consa- nos do 2º Ciclo do Ensino Básico, que sempre aproveitam esta efeméride para decla-
grada à Assembleia de Turma, a nossa Directora de rar o que sentem por alguém muito especial. Nem os Livros de Ponto escaparam ao dia
turma, a professora Fátima Borges, um dos elementos de S. Valentim, onde estrategicamente foram colocados corações com citações refe-
responsáveis pela implementação deste projecto na rentes ao Amor.
escola, de modo a tornarmos visível os seus objectivos, Como tem vindo a acontecer em anos anteriores, o Dia dos Namorados desperta em
actividades e resultados. nós muita curiosidade e ansiedade, pois aderimos sempre a todos os desafios com
Como é que surgiu a ideia de comemorar o Dia da Não Violência na nossa Esco- grande entusiasmo.
la? Em relação ao S. Valentim (St. Valentine) são várias as teorias relativas à sua ori-
A ideia surgiu porque o projecto de educação para a saúde contempla a comemora- gem e à forma como este mártir romano se tornou o Santo (o patrono) dos apaixona-
ção de diversos dias comemorativos, relacionados com o tema da saúde, e porque no dos. Uma das histórias retrata o São
nosso agrupamento nunca se tinha realizado nenhuma actividade relacionada com a Valentim como um simples mártir que,
violência na escola. em meados do séc. III d.C., havia
Há alguma razão particular para a comemoração desse dia e dessa data? recusado abdicar da fé cristã que pro-
O dia 30 de Janeiro é o dia da Não Violência na Escola e por isso foi escolhida essa fessava. Outra defende que, na mesma
data. A razão para a comemoração desse dia está relacionada, como já disse, com o altura, o Imperador Romano Claudius
facto de nunca se ter realizado nenhuma actividade sobre a violência no nosso agrupa- II teria proibido os casamentos, para
mento e com o facto de, ainda que não sistematicamente, haver casos de alguma vio- assim angariar mais soldados para as
lência entre alunos no nosso agrupamento. suas frentes de batalha. Um sacerdote
Que actividades foram planificadas para os diferentes ciclos de ensino? da época, de nome Valentim, teria
As actividades planeadas para os diferentes ciclos de ensino, foram diferenciadas. violado este decreto imperial e reali-
Assim, no pré-escolar as actividades desenvolveram-se ao longo de todo o dia e con- zava casamentos em sigilo absoluto.
sistiram essencialmente no seguinte: descoberta do significado da palavra violência, Este segredo teria sido descoberto e
análise de imagens e leitura para contrapor os significados de violência e amizade/ Valentim teria sido preso, torturado e
amor, reflexão sobre os comportamentos manifestados pelas crianças no JI, elabora- condenado à morte.
ção de trabalhos na área das expressões, troca dos trabalhos efectuados e avaliação. Ambas as teorias apresentam factores em comum, o que nos leva a acreditar neles:
No ensino básico e secundário as actividades consistiram em leitura de textos São Valentim fora um sacerdote cristão e um mártir que teria sido morto a 14 de Feve-
(adaptados ao nível de ensino) relacionados com o bullying que serviram de base para reiro de 269 d.C..
a definição do conceito, bem como do perfil das vítimas, agressores e das testemu- Muitas são as tradições associadas ao dia de São Valentim, variando de país para
nhas, seguida de discussão em turma. Foi também lançado a todas as turmas um desa- país. Nas Ilhas Britânicas na altura dos Celtas, as crianças costumavam vestir-se de
fio, de acordo com o nível de ensino, que as turmas poderiam ou não aceitar, no senti- adultos e cantavam de porta em porta, celebrando o amor.
do de darem continuidade às actividades desenvolvidas. Como se vê, as actividades No País de Gales, os apaixonados trocavam entre si prendas como colheres de
basearam-se muito na discussão, em grupo turma, do tema escolhido, o bullying, de madeira com corações gravados, chaves e fechaduras, o que significava «Só tu tens a
modo a que todos os alunos pudessem participar activamente e esclarecer e ampliar chave do meu coração.»
os seus conhecimentos sobre este tema. Acrescento ainda que foi enviado a todos os Já na Idade Média, em França e na actual Inglaterra, no dia 14 de Fevereiro, os
pais, através dos alunos, um desdobrável informativo sobre o bullying no sentido de os jovens sorteavam os nomes dos seus pares e estes eram cosidos nas mangas durante
alertar para a existência do fenómeno. uma semana. Se alguém trouxesse um coração costurado na camisola, isso significava
Houve alguma razão especial para que a comemoração ocorresse dentro da que essa pessoa estava apaixonada.
sala de aulas? No entanto, ao longo dos tempos, as tradições de São Valentim foram adquirindo
A razão principal prende-se com o facto de comemorações planeadas para um gran- um grau de complexidade cada vez maior com novas tradições, lendas e brincadeiras,
de número de alunos, habitualmente, não surtirem o efeito desejado. A maioria dos como é o caso das mensagens apaixonadas: «Would you be my Valentine!», sendo
alunos não tem a oportunidade de participar activamente na actividade. Por isso optou esta, uma forma de expressar o carinho e Amor.
-se por actividades que permitissem a participação de todos. Sem tempo ou lugar determinado, o Amor sobrevive a todas as épocas… e é um
Tem conhecimento de cenas de bullying nesta ou noutras escolas? Isso incomo- sentimento que não passa de moda!
da-a?
Enquanto membro cessante do conselho executivo tive conhecimento de situações Clube de Inglês
que se enquadram no conceito de bullying e que aconteceram nesta escola e em
outras escolas do agrupamento. Felizmente para o nosso agrupamento, essas situações
são ainda a excepção. No entanto, na pesquisa que efectuei para preparar as activida-
des implementadas, fui tomando conhecimento de situações muito graves de bullying Dia S. Valentim
que têm ocorrido um pouco por todo o país. Infelizmente, a maioria dos membros das Esta carta é para ti, porque és o
comunidades educativas não está informada sobre este tipo de violência e minimiza os AMOR DE CRIANÇA meu amor…
seus efeitos gravosos nas vítimas da mesma. Por isso, é muito importante ir realizando
este tipo de actividades que vão procurando informar e alertar para a existência do Meu Amor, minha Paixão… Neste dia, quero dizer-te, que só te
fenómeno. Alunos, pais, professores e funcionários informados garantem que menos És a minha borboleta. amo a ti e não gosto de mais ninguém.
situações possam acontecer e no caso de acontecerem, que as mesmas possam mais Nunca te vi tão bonita, Nós nascemos um para o outro…por
rapidamente serem resolvidas. Como hoje de violeta. ti, eu dava a volta ao mundo em 80 dias.
- Que balanço faz da avaliação que efectuou às actividades realizadas neste Quando te vejo, o meu coração bate tão
dia? És tu quem me dá força, depressa, que mais parece uma bomba
A avaliação das actividades foi efectuada, turma a turma, pelos alunos em geral e Todos os dias ao levantar. que vai rebentar…
pelo professor responsável em particular, mediante o preenchimento de uma grelha Quando te vejo na escola, Quando crescermos, quero-me casar
elaborada para o efeito. Da análise dessas grelhas será feita a avaliação global da acti- O meu coração fica a sonhar. contigo, porque és o amor da minha
vidade, que ainda não foi realizada, por não terem ainda sido devolvidas todas as gre- vida. Eu sem ti não sou nada…tu és tão
lhas das diferentes turmas dos vários estabelecimentos de ensino. No entanto, pelo Não amo mais ninguém… linda…tens uns olhos tão lindos…e a
que me foi dado a perceber pelas grelhas que já analisei, de um modo geral as turmas Gosto de ti e tenho esperança, tua voz, parece um rouxinol a cantar…
participaram activamente na actividade e acharam-na interessante, tendo mesmo algu- Que um dia resulte, Hoje é o dia dos namorados, por isso
mas delas, aceite o desafio que lhes foi proposto de darem continuidade ao desenvol- Este AMOR DE CRIANÇA. espero poder estar contigo….
vimento e aprofundamento do tema.
Pedro Aires, nº 17 - 5º C Miguel Ribeiro, nº 15 - 5º C
Alunos do 11º A

A celebração de S. Valentim
chegou à BE/CRE

Muitos corações, frases, poemas e livros alusivos ao


dia encheram o espaço da BE/CRE e espalharam-se
pelo polivalente. Sessão de fotografias no “Coração” e
o jogo do par ou ímpar animaram o dia 14 de Fevereiro
na nossa escola. A professora Ana Arminda Azevedo foi
a promotora desta actividade que teve muito sucesso
junto da comunidade educativa. Parabéns!

Coordenadora da BE, Dina Gomes

Página 2
O DESPERTAR DA PORCA EDIÇÃO 2 - MARÇO 2008

Os professores querem ser avaliados Intervaleitura


Os professores querem ser avaliados. A
A avaliação é para nós um instrumento ao serviço da melhoria profissional. Com a I
consciência do que fazemos, de bem ou de mal, podemos tornar-nos professores mais N
humanos e eficazes. O nosso desejo mais substantivo é ajudar os nossos alunos a ter T
sucesso em todas as dimensões da sua personalidade. E
Sabemos que a nossa actuação é importante mas não é única. Há um conjunto de R
agentes responsáveis na acção educativa. Os professores detêm uma parte importante V
nessa acção mas os pais e os próprios alunos têm de assumir as suas responsabilida- A
des nesse processo. Portanto, não são apenas os professores que necessitam de ser LEITURA decorre, habi-
avaliados. tualmente, todas as semanas, às quartas
Reafirmando a nossa disponibilidade para coabitar com uma avaliação regular, -feiras, durante o período da manhã.
contínua até, parece-nos essencial que a mesma seja objectiva e alicerçada em instru- Esta actividade visa tornar o livro mais
mentos de medida adaptados ao nosso agir profissional. Os avaliadores devem rece- acessível, longe das prateleiras, privi-
ber formação adequada (não a adquiriram automaticamente pelo facto de serem pro- legiando a relação sensorial e emocio-
fessores titulares), para que as suas ponderações resultem de indicadores claros, veri- nal do primeiro contacto com o livro. A
ficáveis sem margem de dúvida e, como tal, devidamente mensuráveis. referida iniciativa pretende ir de
Nunca poderemos concordar com uma avaliação burocrática e que torna os profes- encontro ao Programa Nacional de Pro-
sores reféns de apreciações subjectivas (ver fichas de avaliação e de autoavaliação), moção de Leitura que tem por objecti-
de possível alcance clientelar e que afasta os docentes (avaliados e avaliadores) do vos criar e consolidar hábitos de leitu-
essencial da acção educativa: a relação pedagógica. ra, com especial atenção para o público A INTERVALEITURA quer levar o
Importaria substituir a teimosia pela inteligência, a pressa pelo sentido de oportu- mais jovem. O livro, promotor de com- livro ao encontro do leitor, proporcio-
nidade, a leviandade pelo rigor. petências sociolinguísticas e alicerce nar terreno favorável à aquisição de
Vamos construir uma avaliação séria e potenciadora do sucesso educativo e do intelectual, emerge num espaço infor- novas e diversificadas aprendizagens,
bem estar nas escolas. Vamos dialogar. Enquanto professores temos o dever de con- mal, no meio da recreação, sugerindo divulgar o acervo da biblioteca e as
tribuir para este objectivo mas, apenas, se respeitarem a nossa dignidade e o nosso uma leitura espontânea, partilhada e publicações adquiridas recentemente,
saber profissional. sem compromisso. As propostas de bem como angariar e fidelizar novos e
Professor José Alexandre leitura apresentadas, nesta montra bons leitores.
aberta, pretendem ser diversificadas e Esta acção tem sido bem acolhida por
motivadoras aguçando a curiosidade toda comunidade educativa e espera
dos leitores vinculados e dos novos ser uma mais valia no seio das relações
leitores. interpessoais e sociais.

Boas Leituras!

A equipa da BE/CRE

http://www.min-edu.pt/np3/1603.html

Opiniões sobre o Plano de Acção de Matemática


Cada vez mais me convenço de que a escola não pode ser um simples espaço de
aplicação do currículo, mas é antes um centro de investigação, de documentação, de
Os Jovens e a Matemática
desenvolvimento pessoal com verdadeira articulação de saberes.
É importante que a escola saiba questionar e identificar problemas, questionar Para ti, o que é que torna a Matemática fascinante?
decisões e resultados de forma a perspectivar o futuro, tendo em vista a qualidade. AS/PB - A bela e espectacular matéria que apresenta: fracções, expressões numéri-
Perante a adesão, motivação e proveito evidenciado pelos alunos, considero que o cas, ampliação e redução de figuras entre outros conteúdos.
Plano de Acção da Matemática pode ser visto como uma estratégia de intervenção CB/MM – O facto de tudo na vida estar relacionado com a Matemática.
com vista ao sucesso educativo. JA/PF –A maneira como aprendemos e como resolvemos os problemas.

Professora Carla Gonçalves O que é que os alunos devem fazer para terem boas notas a esta disciplina?
AS/PB – Estudar tudo muito bem e praticar as matérias que se aprenderam na aula,
Eu acho que foi uma boa aposta do Plano de Acção da Matemática. Pois usufruirmos fazer resumos da matéria leccionada e resolver situações problemáticas.
das aulas de Estudo Acompanhado para reforçar as aprendizagens de Matemática, CB/MM – Treinar, estudar e tirar dúvidas na aula de Estudo Acompanhado.
uma vez que há alunos que a acham difícil de compreender. Penso que o plano está a JA/PF – Estar atento nas aulas, ter um bom comportamento, fazer os trabalhos de
ter sucesso pois temos ao nosso dispor a nossa professora de Matemática e também casa, resolver as propostas de trabalho que o professor indica, trazer sempre o mate-
um outro professor presente nos primeiros 45 minutos da aula. Eu acho que é muito rial necessário e ser responsável.
útil não só para melhorarmos o nosso aproveitamento mas também como preparação
para os testes intermédios que futuramente vamos realizar. Qual é a maior dificuldade que encontras quando estudas Matemática?
AS/PB – A resolução das situações problemáticas.
Sandra Marina nº20 - 8ºA CB/MM – A maior dificuldade é, por vezes, não compreender alguns conteúdos.
JA/PF – É resolver alguns problemas ou compreender algumas matérias, o que se
Consideramos o Plano de Acção de Matemática como um bem essencial porque é a pode ultrapassar com o apoio do professor.
disciplina em que os alunos têm mais dificuldades. Gostamos muito deste apoio por-
que nos ajuda a compreender melhor a matéria, que nos vai ser útil no futuro e pode- Que actividades se podem fazer na escola para celebrar a importância da Mate-
mos tirar dúvidas com dois professores: a professora Carla Gonçalves, que é a nossa mática?
professora de Matemática e durante 45 minutos com o professor César Monteiro. AS/PB – Devíamos celebrá-la em determinado dia na escola e por exemplo fazer
jogos alusivos.
Cláudia Gonçalves, nº9 e Paula Teixeira, nº16 - 8ºB CB/MM – Jogos matemáticos.
JA/PF- Poderíamos jogar alguns jogos de Matemática com cálculos e alguns proble-
mas para despertar interesse nos alunos e, assim, fazer com que compreendessem
Matemática em Estudo Acompanhado? melhor as matérias.
Será que vale a pena?
O que gostavas que o/a professor/a de Matemática fizesse para te ajudar a
Todas as Quintas-feiras depois do intervalo da tarde vamos todos para a aula de ultrapassar as tuas dificuldades?
Estudo Acompanhado. Umas vezes contentes, outras menos animados (a maior parte AS/PB – Devíamos desenvolver mais projectos de Matemática como por exemplo a
das vezes, contentes). produção de jogos didácticos.
Temos um professor e uma professora que nos ajudam a realizar todos os exercí- CB/MM- Menos trabalhos de casa e mais exercícios em grupo na aula.
cios que temos de fazer, pois às vezes não são nada fáceis. JA/PF – Gostávamos que fizesse mais actividades lúdicas na aula porque a brincar
Nas nossas aulas de Estudo Acompanhado, há muitas equações, funções, semelhan- também se aprende.
ça de triângulos, teorema de Pitágoras, gráficos, monómios e polinómios…, às vezes
também há jogos matemáticos para todos: batalha naval, sudoku, uno,etc. Ana Santos e Patrícia Barros
Mas será que vale a pena ter Matemática em Estudo Acompanhado? Cátia Batista e Milva Milhões
Penso que não é má ideia. Se nós tivermos alguma dúvida acerca de uma matéria Jessica Afonso e Patrícia Fernandes
dada na aula de Matemática, nestas aulas podemos esclarecer dúvidas. 7º C

Fábio Alves Milhões, nº8 - 8ºA

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O DESPERTAR DA PORCA EDIÇÃO 2 - MARÇO 2008

Uma Vida pela Educação No pós 25 de Abril, perpassava pela sociedade portuguesa um sentimento de eufo-
ria pela conquista da tão almejada liberdade.
Na chefia da direcção da Escola Preparatória de Frei Diogo de Murça, a Licínia
Os professores da Escola EB 2, 3 e Secundária não podem
enfrentou, com coragem, energia, serenidade e muita dedicação, os tempos de con-
deixar de homenagear a estimada colega Licínia Martins dos
vulsão que sacudiram as escolas do país. A seu lado, professores, alunos e funcionários
Santos Teixeira no momento tão importante que constitui a
deram os primeiros passos democráticos.
sua aposentação e consequente despedida de toda uma vida
Professora Céu Malheiro
consagrada à educação de qualidade. Seguidamente, esboça-
mos o perfil desta professora que muito nos honra pelo empe-
Como Directora do Centro de Formação de Escolas de Murça, sempre considerei a
nho, dedicação, determinação e sucesso demonstrados no
Licínia uma profissional determinada, empenhada e rigorosa nas suas funções. Como
decurso da sua longa carreira.
Coordenadora de Departamento de Ciências Exactas e Experimentais além de profis-
Licínia licenciou-se em Educação, na Área da Matemática e
sional exemplar tenho-a como uma boa amiga.
das Ciências da Natureza.
Professora Ana Barreira
Começou a sua vida profissional no ano lectivo de 1969/70
como professora eventual do 4º grupo na Escola Industrial e
É um verdadeiro atrevimento escrever sobre a esta amiga, atenta e presente, dispo-
Comercial de Nampula em Moçambique. Em 1974/75 regres-
nível e boa conselheira, em momentos decisivos ou menos afortunados. Sob a capa de
sou a Portugal, iniciando as suas funções no dia 6 de Janeiro
uma aparente fragilidade, encontra-se uma mulher de força e tenacidade. É meu dese-
de 1975 na então Escola Preparatória de Murça.
jo que o futuro lhe sorria e lhe reserve muitas felicidades!
No biénio 1984/86 fez a profissionalização na Escola C+S de Lordelo, tendo entrado
Professora Regina Guedes
no Quadro de Nomeação Definitiva no ano imediatamente consecutivo na Escola de
Carrazedo de Montenegro onde se manteve até 1988. Finalmente, ainda em 1988 deu
A minha professora Licínia é muito bonita, cuidadosa, boazinha e ensina bem.
continuação ao trabalho iniciado há mais de uma década na nossa escola.
Catarina Anjos - 5ºC
A nossa colega experimentou uma série de cargos aliciantes de inquestionável poli-
valência e responsabilidade. Exerceu funções de presidente do conselho directivo de
Para mim ela é como o Sol.
1975/76 a 1980/81; Foi directora de turma e representante do conselho pedagógico de
Cátia - 5ºB
1982 a 1986; trabalhou como directora da papelaria em 1974/75 e como secretária do
conselho directivo nos anos lectivos 1981/82 e 1987/88; desempenhou funções de
O que eu mais aprecio nela é que ela gosta dos alunos.
representante do conselho pedagógico entre 1992 e 1993; dedicou-se à Direcção do
David Santos - 5ºC
Centro de Formação de Escolas de Murça desde o ano lectivo 1994/95 até Julho de
2005, tendo dirigido Folhas em Foco, uma revista de informação deste Centro de For-
O que eu adoro na minha professora é que ela ensina os alunos de uma excelente
mação; recentemente é representante da Comissão da Protecção de Crianças e Jovens
maneira.
de Murça.
Vanessa
No presente ano lectivo lecciona as disciplinas Ciências da Natureza e Matemática no
5º ano, nas turmas B e C, respectivamente.
O que mais gosto nela é o modo como ela explica a matéria.
Perante tal percurso, resta-nos agradecer à professora jubilada este exemplo que
Pedro - 5ºC
nos deixa.
Professora Patrícia Fontinha
O que eu gosto mais na minha professora é a sua cara bonita e o seu sorriso.
Ivan - 5ºC
Desde os meados da década de 90 me habituei a ver a Licínia como Directora do
Centro de Formação. No desempenho desta função, dinamizou a formação contínua, de
Para mim ela é como a minha melhor amiga.
docentes e não docentes, acompanhando as inovações pedagógicas que foram surgin-
Adriana - 5ºC
do no limiar do século XXI. Incentivou-me a substituí-la no cargo, mas as suas boas
práticas continuaram a servir de linha orientadora da formação centrada na escola e
A Prof. Licínia foi, sem sombra de dúvida, a melhor professora que eu tive. A afabili-
nos contextos de trabalho.
dade e serenidade que a caracterizam reflectiam-se na sala de aula.
Director do CFAE de Murça, Humberto Óscar Parreira Nascimento
Teresa Borges

A Adolescência o que é? Dia Mundial da Floresta


Todos passamos por esta fase, a fase mais complexa. A No dia 21 de Março vai ser comemorado o
fase das paixões, das desilusões, dos conflitos, um mundo Dia Mundial da Floresta. Os alunos do 6º ano
de emoções que cai sobre as nossas cabeças. Achamos que desenvolveram trabalhos relacionados com
mais valia morrer que passar por este “tormento”. Mil e uma esta comemoração ao abordar, na disciplina de
coisas passam pela nossa cabeça a mil à hora, mil e um sen- E.V.T. os seguintes conteúdos: a Comunicação,
tidos de humor e sentimentos por dia. Tão depressa estamos a Expressão Visual e Plástica, o Desenho, a
bem dispostos e divertidos, como estamos com uma grande Pintura, o Material e a Luz/Cor.
vontade de chorar nascida, assim, do nada. É a fase dos por- Com este trabalho aprenderam novas técni-
quês, de descobrirmos a nossa verdadeira identidade cas tais como a técnica do mosaico e da espon-
(quem somos?). Formam-se juízos e valores sobre a nossa pessoa, e é a fase de desco- ja, colagens e pintura. Os alunos utilizaram
brirmos as verdadeiras amizades. Por outro lado, é também a fase dos contras, das diferentes materiais como as cascas de tron-
desilusões, dos desgostos, dos conflitos com a família. É a altura em que tudo é muito cos, tintas, vários tipos de papel, esponja, lã,
profundo, quando percebemos que a vida, não é só rosas, que também tem espinhos entre outros.
que picam profundamente. É a altura dos sonhos, das convicções. A altura em que A realização destes trabalhos foi interessante
temos de nos afirmar. Nesta fase queremos ser o centro das atenções e ao mesmo tem- e divertida.
po mostrar que somos adultos, que temos maturidade, ainda que pouco desenvolvida. Estes alunos esperam que todos apreciem os
Esta é a idade dos juramentos eternos de amizade e de amor, de experimentar coi- seus trabalhos que serão expostos na última
sas novas sem pensar nas suas consequências. A idade das emoções: lágrimas caídas semana deste período lectivo.
sem sabermos porquê. É nesta altura em que a ideia de insignificância nos vem à
cabeça, e para sentir o contrário, simples expressões como “és importante “, “adoro- Alunos do 6º A, B e C
te”,transmitem-nos uma confiança inacreditável. Altura em que o sol brilha por entre
as nuvens e ao mesmo tempo um nevoeiro se instala e nos tira o seu vislumbramento.
Altura em que caímos muitas vezes no chão, em que sofremos por coisas mínimas. É
também a altura das maiores alegrias, das maiores brincadeiras, dos melhores jogos. Sorrisos Existem diversas formas de expri-
Apesar de tudo, ser adolescente é apreender a dar valor a vida, é “curti-la” como ela mirmos aquilo em que estamos a pen-
merece. sar, e aquilo que queremos expressar.
A professora de Português sugeriu
Há quem diga que o sonho é uma
Áurea Alves, nº 3 - 10º A que escrevêssemos um artigo para o
forma de ultrapassar a realidade em
jornal “O Despertar da Porca”. Num
que vivemos, e vivemo-la do outro
texto estudado na aula, uma frase des-
lado, começando o sonho a ficar preen-
pertou-nos especial atenção e decidi-
Emigração têm aumentado, as fábricas têm fecha- chido com raízes vindouras que nos
mos escrever sobre ela.
do, causando maior desemprego, os afectam!!!
“E percebi que os sorrisos servem
problemas com a saúde têm-se agrava- Uma simples troca de olhares
para uma
do, em geral, todas as condições de podem matar o desejo da expressão
data de coi-
vida têm piorado. que teima em refugiar-se na realidade
sas, como
Os cidadãos para fugirem a estes pro- em que vivemos! Se pensarmos num
por exem-
blemas recorrem, frequentemente, à deserto, só vamos conseguir imaginar
plo para
emigração. um mar árido, quente, e ao mesmo tem-
tapar bura-
Contudo, há impedimentos. po, que nos arrefece o coração e nos
cos que apa-
O desconhecimento da língua e da deixa incapazes de divulgar uma única
recem quando o mar das palavras se
cultura do país a ser escolhido são os palavra!
No âmbito da disciplina de Língua transformam em deserto”.
principais obstáculos a enfrentar. Tam- Devemos então, clarificar, ao máxi-
Portuguesa estudámos o conto “Arroz Um sorriso é simplesmente um sor-
bém as saudades dos familiares que mo, as nossas ideias de forma a poder-
do Céu” de José Rodrigues Migueis que riso… pois quando estamos tristes o
ficam para trás impedem muitas vezes a mos viajar com elas pelo pequeno mun-
foca o tema da emigração. máximo que nos podem pedir é um
saída para outros países. do, e a saber transmitir os nossos pen-
Actualmente, no nosso país, a emigra- sorriso porque, por enquanto, neste
Portanto, quem pensa em emigrar samentos em sorrisos!
ção têm-se intensificado. Isto deve-se, país não é proibido sorrir.
deve pensar nos prós e contras.
sobretudo, aos problemas que as famí- Talvez as chaves para abrir as alge- Ana Rita Clemente Pontes, nº21
lias portuguesas têm de enfrentar. Cátia Silva, Daniel Nunes, mas da nossa vida sejam mesmo um Vânia Filipa Sousa Esteves, nº29
O preço dos produtos alimentares Eliana Teixeira - 7ºB sorriso. 10ºB

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O DESPERTAR DA PORCA EDIÇÃO 2 - MARÇO 2008

Os Nossos Rostos Adeus à escola


Para a activida- Numa época dominada pelo frenesim da avaliação já estamos pelos cabelos com a
de de Carnaval e nossa “querida” ministra a martelar-nos os ouvidos ao responsabilizar as escolas e os
com o objectivo de professores pelos níveis de sucesso dos alunos e pelas elevadas taxas de abandono
construir uma más- escolar.
cara, na disciplina Acontece que, neste Portugal de extremos, a culpa morre sempre solteira e ninguém
de EVT iniciamos aparece no velório com medo de herdar alguma coisa. É justamente esta perspectiva
o estudo do rosto. que nos empurra para longe do progresso e da justiça social, porque em face dos pro-
O nosso traba- blemas se buscam culpados em vez de soluções.
lho teve como Um desses numerosos problemas é, inegavelmente, o abandono escolar. Eu fico
ponto de partida a completamente fora de mim quando oiço ou leio os nossos “entendidos” do governo a
geometria, formas responsabilizarem essencialmente a escola na redução desta chaga social. Pois, meus
e proporções do caros senhores, gostaria de deixar no ar um par de questões que importa debater e
desenho da cabe- reflectir seriamente:
ça humana. Porque será que muitos jovens deixaram de acreditar na escola e na educação como
Para desenhar porta aberta para o futuro? Eles olham à sua volta e constatam que o factor C é o mais
o nosso rosto importante, a vitória é dos corruptos e dos traficantes de influências políticas e empre-
começamos pelo sariais, os melhores cargos (com maior remuneração) vão para os “lambe botas”
estudo das propor- enquanto milhares de pessoas realmente competentes vão para o desemprego ou
ções e construção para “burros de carga”. Há incompetentes licenciados por correspondência em Uni-
das principais versidades varridas à pressa para debaixo do tapete. Perante este quadro, será legíti-
linhas, incluindo a de simetria e por mo que os nossos alunos coloquem a questão «estudar, para quê?».
último a oval. Finda esta etapa dese- Numa época saturada de utilitarismo e oportunismo, os nossos alunos questionam-se
nhamos os elementos principais: os desesperadamente: «de que me serve ter um curso?». Este desespero, aliado à ansie-
olhos, o nariz, a boca e as orelhas. dade em conquistar um rendimento económico que abra as portas da tão desejada
Com a ajuda das nossas professo- liberdade de ter uma moto, um carro, uma casa, uma família, conduz muitos alunos a
ras contornamos e pintamos as partes uma decisão da qual só muito depois se arrependerão. Muitos, deixam a escola com
do rosto. Para colorir os nossos dese- uma lágrima envergonhada e pena de não poder ir mais longe no ensino… mas a vida
nhos, numa cartolina contornamos e é dura e as prioridades são outras…
recortamos as nossas mãos, que O assunto dava para uma tese, mas não precisarei dizer muito mais para se com-
depois juntamos ao nosso rosto, por- preender que o abandono escolar é apenas um dos muitos sintomas da profunda crise
que elas foram as grandes obreiras. social que atravessamos. As causas e as soluções deste problema não se encontram
Como gostamos muito deste trabalho que está exposto na sala do V10, decidimos primordialmente na escola. Trata-se um problema de justiça social.
fazer este artigo, para que também o possam apreciar. Quando todos observarmos sinais inequívocos de que a escolaridade, a formação e a
competência são critérios chave para o sucesso pessoal e profissional e para um bom
Alunos do 5º C nível de vida, então o abandono escolar acabará. Até lá resta-nos a esperança de acre-
ditar que essa mudança pode começar na escola, com os corajosos alunos e professo-
res que se negam a baixar os braços perante os desvarios legislativos de quem não
aprendeu mais porque encontrou um atalho mais rápido para um sucesso questioná-
As Novas Tecnologias na nossa Escola vel.
Acima de tudo quero aqui deixar bem claro: abandonar a escola é sempre um erro,
Nós gostamos da sala de T.I.C. porque tem os computadores e podemos utilizá-los não tentem descobrir da pior maneira. Nunca deixem cair os braços, porque as dificul-
para trabalhar para as várias disciplinas. Todos temos computador em casa mas é dades estão em toda a parte, se fogem delas na escola encontrá-las-ão ainda maiores
sempre melhor termos uma professora para nos ajudar a compor os trabalhos. Em pela vida fora.
nossa casa costumamos utilizar o computador principalmente para irmos ao Hi5, ao
Messenger e para fazer os trabalhos para a escola. Professor Emílio Matos
Cátia Nunes e Helena Teixeira - 8ºA

Gostava de ter mais aulas nesta sala. Acho importante o uso das Novas Tecnologias
pois permite uma execução de certas tarefas mais rápida e facilmente.
Projecto eTwinning “Le voyage de la Mascotte”
Andreia Sofia - 8ºB
Este projecto, que nós, os alunos do 11º ano, estamos a desenvolver na disciplina de
Acho importante aprendermos a trabalhar em programas novos o que nos vai faci- Francês em parceria com três escolas europeias (duas romenas e uma belga) e que
litar o trabalho com os computadores e enriquecer a nossa cultura. consiste na troca de mascotes entre as quatro escolas com intuito de dar a conhecer,
Catarina e Beatriz - 8º B através das suas vivências, os hábitos, as rotinas e o meio envolvente de cada escola,
está a ter bastante sucesso e nós, alunos, estamos a gostar bastante da experiência.
A sala de T.I.C. poderia ter equipamento mais recente, alta tecnologia como o qua- Neste momento, a mascote da escola romena “Liviu Rebreanu” de Mioveni já circu-
dro electrónico, monitores plasma (e não estes monitores que mais parecem máquinas lou entre todos os alunos da turma e já deu a conhecer, através das suas vivências,
de lavar a roupa!) e as cadeiras poderiam ser mais confortáveis. alguns aspectos do nosso quotidiano. Sim porque, através do blog que as quatro esco-
Adoro as novas tecnologias! Sem isto não vivia! Com elas o mundo modificou-se! las têm conjuntamente, quer nós, quer os alunos das outras escolas, temos acesso ao
Os livros poderiam ficar em casa e os alunos só levavam para a escola um portátil ou seu dia-a-dia. A “Romania” e o seu cachorro já partiram. Entretanto chegou BO, a mas-
uma pen-drive. cote belga, que vai ficar connosco cerca de duas semanas, um dia em casa de cada
Ana Isabel - 8ºB aluno da turma e que relatará as suas vivências.
A meu ver, este projecto está a ser bastante enriquecedor pois, não só ficamos a
conhecer outros países, os seus costumes e cultura, mas também nos permite outro
tipo de vantagens que é o facto de comunicar em francês, o que permite a pratica ao
nível da leitura e da escrita.
Sendo assim, chego à feliz conclusão que este projecto nos trará muitos benefícios e
nós, alunos do 11º ano, estamos contentes por ser parte integrante do mesmo.
Podem partilhar esta experiência visitando o nosso blog:
http://mascotte.podomatic.com/

Nós gostamos da sala de T.I.C. porque aqui somos ajudadas a melhorar as nossas
aptidões a nível informático, a melhorar a cultura geral, sendo também um meio para
conhecer outras pessoas.
Cláudia e Ana Paula - 8ºB

A disciplina de TIC ajuda-nos a aprender a utilizar vários programas, mesmo que


saibamos muita coisa, aprendemos sempre mais.
“Romania” com o seu cachorro A mascote belga “BO”está agora
Catia Nunes e Helena Teixeira - 8ºA
já partiu rumo à Bélgica. connosco.
T.I.C. é uma disciplina onde trabalhamos com rigor e ao mesmo tempo divertirmo-
nos.
Nilsa Vales - 11ºB
David Lopes e Fábio Milhões - 8ºA

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O DESPERTAR DA PORCA EDIÇÃO 2 - MARÇO 2008

Despertar para a Leitura e A Escola Ideal A minha Semana do Caloiro em Faro


os nossos Professores
Foi no longínquo ano
lectivo 1995/96 que tomei
conhecimento, não através
da internet, como se faz
actualmente, que tinha
entrado no curso de Lín-
guas e Literaturas Moder-
nas, variante Estudos Por-
Uma escola ideal tinha que ter aulas tuguês e Francês, na Uni-
de Informática e muitos portáteis. Não versidade do Algarve.
Diz o autor, a propósito das suas ori- deveríamos utilizar cadernos diários A primeira viagem, que
gens, no prólogo do livro: “Pertenço a mas, sim, computadores e projectores durou cerca de 13 horas
uma tribo nómada que vagueia desde multimédia. de autocarro, rumo ao sul
sempre por um deserto com as dimen- Os balneários do Pavilhão de Educa- do país, aconteceu em
sões do mundo. As nossas pátrias são ção Física deveriam ter chuveiros indivi- Setembro para efectuar a
oásis que abandonamos quando a nas- duais automáticos bem como ser mais respectiva matrícula. Che-
cente seca (...)”. seguros. gado à Universidade,
Ficaríamos contentes com a existên- encontrei uma fila enorme de jovens caloiros tímidos e receosos, tal como eu, perante
Algo de semelhante não se passará cia de piscinas abertas ou cobertas, uma as vozes e os olhares assustadores dos alunos mais velhos. Uns minutos após já estava
connosco? Os sonhos que nos norteiam cantina maior, um campo de futebol rel- de cara pintada com as siglas do curso (L.L.M P/F). Foi um dia longo, algo assustador,
não nos tornam também nómadas? E vado e muitos cacifos. mas no fundo bastante interessante, porque estava a ter uma experiência única.
quando parecem esgotar-se, não recria- As salas dos diversos pavilhões deve- Nestes primeiros dias, conheci as instalações da universidade, situada próxima do
mos outros? riam ser melhoradas e ter uma caixa de aeroporto e da praia e passei a semana a ser praxado. Éramos 4 rapazes numa turma
Um livro que nos obriga continuamen- pronto socorros. de 20, tornamo-nos, por isso, cobaias e voluntários à força. Sempre pintados a rigor,
te a pensar: conseguiremos rever o nos- Seria necessário que a escola tivesse sem descurar uma solução mal cheirosa aplicada no cabelo, fizemos a depilação das
so trajecto de vida e os nossos sonhos mais empregados e era bom que fosse pernas; bebemos óleo de fígado de bacalhau, medimos salas de aula com palitos...
actuais nos dos nossos antepassados? Ao mais limpa. Enfim chegou o “Dia do Caloiro”. Vestidos com sacos de plástico e um perfume
lê-lo veio-me à memória uma teoria que duvidoso, mas com cheiro a vinagre, percorremos, de uma forma alegre, as ruas de
aprendi da biologia, e que ficou expres- Alunos do 6º B Faro. O culminar surgiu com a festa da “Alcoolização do Perú”, na discoteca Kadoc,
sa como a: “ontogenia recapitula a filo- perto de Albufeira, e é obvio que os perús éramos nós, os caloiros.
genia", isto é, o desenvolvimento de um Dos vários anos passados na universidade, o primeiro foi sem dúvida o mais interes-
organismo reflecte exactamente o sante pela descoberta de um mundo desconhecido. Vivi estes dias, de uma forma
desenvolvimento evolucionário das aberta, aceitando as propostas apresentadas pelos alunos mais velhos, pois considerei
espécies. Curioso! a praxe sinónima de integração de pessoas, vindas de várias regiões do país que aca-
Afinal, apesar de toda a nossa evolu- baram por se conhecer num ambiente fantástico e acolhedor, mas por vezes algo
ção e desenvolvimento, continuamos a assustador. Por isso, candidatos a caloiros vivam esses dias, pois eles são únicos.
ter os mesmos percursos e...afinal...os
mesmos sonhos! Assistente Administrativo, Domingos Veiga

Para mim o livro está escrito de uma


forma soberba para além de se tratar da Violência nas Escolas
obra de um dos melhores escritores de
Língua Francesa actuais, o Libanês Amin A escola ideal, para nós, deveria ser A Sociedade ao longo dos tempos tem vindo a sofrer significativas transformações. A
Maalouf. Para além destas “origens”, uma escola sem confusões onde existis- família no nosso tempo tem vindo dia após dia a transferir a educação para a escola, já
aconselho todas as restantes obras do sem muitos espaços verdes e pavilhões que é nesse meio que as crianças passam mais tempo. Não podemos esquecer que a
autor. conservados. educação e os valores se cultivam no meio familiar e que quando um educando não
Dentro da sala de aula deveria haver cultiva esses mesmos valores no seio familiar, isso vai-se reflectir na escola, nomeada-
Professora Anabela Coelho mais e melhores aquecedores e mais mente no relacionamento entre colegas e mesmo com os professores, impossibilitan-
materiais, tais como: um quadro interac- do que estes saibam como enfrentá-los perante as atitudes que demonstram.
tivo, um projector multimédia e um com- À escola pedimos que realmente ensine e que faça dos nossos educandos umas
putador em cada carteira. crianças desenvoltas, espertas e preparadas para uma vida profissional, não esque-
Na cantina cada aluno devia ter a sua cendo que ensinar também é educar. A escola também não pode ignorar que os con-
vez na fila e ser tratado pelo seu nome. flitos e problemas sociais existem, e por isso tem vindo a adaptar-se como pode. E é
O Pavilhão Desportivo devia ter precisamente na escola que as crianças emitem comportamentos que diariamente
melhores condições, com aquecimento observam. E observam-nos em meios onde proliferam os maus tratos físicos e psicoló-
e com mais desportos. gicos, as privações, a promiscuidade, a baixa escolarização e a pobreza, todos de
Gostaríamos, ainda, que a nossa mãos dadas.
escola não tivesse lixo e que na Bibliote- A família deve transmitir valores e normas, sempre dentro da natureza que o respei-
O último livro que li foi: "Queimada ca houvesse mais computadores. to pela cidadania nos exige para formar um ser com responsabilidade, determinação e
Viva". Retrata a história verídica de uma digno quando adulto.
rapariga Cisjordâ, de seu nome Souad Leandro Santos, Escola e família, quando em conformidade, podem fazer, ou melhor deverão fazer,
que se encontrava apaixonada. Ficou Rui Teixeira, com que estas crianças “hoje”, homens ou mulheres mais tarde, sejam pessoas dignas,
grávida e sendo o amor antes do casa- Vanessa Moutinho, com respeito pelo outro, solidárias, tolerantes.
mento sinónimo de morte, um cunhado Vítor Pacheco Não podemos deixar que as crianças se transformem em futuros adultos inadaptados
foi encarregado de executar a sentença: 6ºB ou marginais, só porque não tiveram referências positivas na infância e porque as
regá-la com gasolina e chegar-lhe fogo. diversas entidades educativas se foram “esquecendo” de que essas crianças também
No hospital recusaram-se a tratá-la e a necessitam de carinho, de afecto e de que também são seres humanos como todas as
própria mãe tentou assassiná-la. No crianças.
entanto, Souad sobreviveu!
Critica ao filme Maria Alexandra da Conceição Nascimento Borges
Professora Sandra Cavaco
“E Não Viveram Felizes Encarregada de Educação
Administrativa Pública
para Sempre”
Domingo à tarde, o auditório encheu-
romântico, procurar uma maneira de
se de crianças e adultos para mais uma
derrotar Frieda e recuperar o bastão
tarde de animação. Desta vez, esperava-
mágico do Feiticeiro. Com o seu
nos um filme à partida com um final dife-
melhor amigo Rick, o criado do Prínci-
rente. “E Não Viveram Felizes para Sem-
pe, e um inacreditável exército de
pre” relata as histórias que bem conhe-
Anões e Fadas a apoiá-la, ela passa à
cemos da nossa infância.
acção.
A nossa capacidade de ver o mundo No País dos Contos de Fadas tudo cor-
Depois de muitas peripécias e de
reflecte-se no modo como encaramos a re bem: a Cinderela está no baile, a
uma grande mistura de personagens de
vida e as suas múltiplas realidades. Rapunzel solta o seu longo cabelo e a
Contos de Fadas, Cinderela consegue
Assim pensa o psiquiatra Augusto Cury, Bela Adormecida está prestes a receber
recuperar o bastão e fazer com que
autor de um dos últimos livros que tive o grande beijo. Mas mesmo na altura em
todas as histórias tenham um final feliz.
oportunidade de ler, e que retrata, com que tudo se encaminhava para o
Mas para ela, o final será diferente do
leitura fácil e simplista, algumas "viveram felizes para sempre", surge um
que estamos habituados, pois ela não
“trajectórias” de “grandes sonhadores” pequeno obstáculo. O sábio Feiticeiro,
Fadas, deixar os Maus da Fita vence- fica com o seu Príncipe Encantado mas
como Martin Luther King, Abraham Lin- que gere a Balança do Bem e do Mal, vai
rem, e mudar os finais de todas as his- sim com Rick, o amigo que a acompa-
coln ou o próprio Augusto Cury. Nunca de férias, e os dois assistentes dele,
tórias para "E Não Viveram Felizes Para nhou ao longo desta aventura.
Desista Dos Seus Sonhos, uma edição da Munk e Mambo, atrapalham-se e deixam
Sempre".
Pergaminho. Bons sonhos para a Vida e Frieda, a Madrasta Malvada da Cindere- Ana Rita Pereira, nº 1
Nesta história, Cinderela tem um
… boa leitura. la, apoderar-se do bastão mágico. O Joana Ribeiro, nº 12
papel completamente diferente. Em vez
objectivo dela é nada mais, nada menos 10º A
de esperar que o seu belo Príncipe a
Professor Albertino Lousa que conquistar o País dos Contos de
encontre, ela irá acordar do seu sonho

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O DESPERTAR DA PORCA EDIÇÃO 2 - MARÇO 2008

Guiões de Leitura - Uma experiência para partilhar Se Eu fosse Água

Se eu fosse água vivia em vários sítios, era muito viajada!


Ia para as nuvens, conheço muitos tipos de nuvens, mas na que gosta-
ria mais de viver era nos cirros, porque estes ficam altos e conseguia
ver o céu… Parecia um hotel transparente, sem gravidade, onde se
podia voar. De seguida, ia para a chuva, uma grande sensação, cair
sem pára-quedas e descer rapidamente para a terra. Depois ia para o
subsolo, onde via as minhocas, toupeiras e outros animais… Dormiria caminhando
devagarinho como se estivesse no metro, a dormir no escuro. Posteriormente, ia para
os rios, saltando e brincando no lindo escorrega de água. Por fim, acabava-se o pas-
seio e ia para o mar ver os peixinhos como no oceanário, mas mesmo dentro do aquá-
rio, era espectacular!
Utilizavam-me nas regas; quando havia sol parecia caminhar no arco-íris e parar
numa linda selva amazónica. Dava água aos animais para eles se alimentarem, mas só
dava um pouco, para poder seguir o meu caminho.
As pessoas utilizavam-me para a sua higiene, quando elas lavavam as mãos, parecia
andar na montanha russa, com aquelas piruetas todas até parecia andar no céu sem
nunca parar.
Fazia os cozinhados das pessoas, mas eu só servia para ajudar, porque saltava logo
da panela, mas, quando estava lá dentro, parecia que se construía um mundo de ali-
mentos e que eu viajava nas suas ilhas.
Embelezava as cidades nos chafarizes, que para mim pareciam piscinas e escorre-
A maior parte dos alunos, por norma, é relutante à leitura e o contacto com os livros gas de água. Ia para os lagos cintilantes e quentes, onde tinha piscina e jacuzi de água
só acontece na escola. Para combater este paradigma têm sido desenvolvidas várias quente e, nas aldeias, passava nos pequenos ribeiros onde cortava a terra e fazia fen-
actividades e utilizadas diferentes estratégias, dentro e fora da sala de aula. das, parecia que estava a passar a estrada, curva e contra curva.
Ao longo do ano, os alunos dos 5.º e 6.º anos têm sido envolvidos na leitura orientada Mas também tinha perigos… Fugia a sete pés das pessoas para que não me bebes-
de diferentes obras ou narrativas, incluídas no Plano Nacional de Leitura ou recomen- sem, parecia uma grande prova de sobrevivência. Ia para o fundo do mar para não
dadas no programa da disciplina de Língua Portuguesa. ficar suja com os gases. Aí via a escuridão do mar profundo, parecia viajar no espaço e
Uma das metodologias aplicadas é colocar os alunos a ler individualmente ou em os planetas, asteróides e satélites eram os animais marinhos.
grupo, na sala de aula, a fim de serem trabalhadas as obras, a partir de guiões de lei- Seria tão bom ser água!!!
tura. O desenvolvimento destas actividades encontra-se agora mais facilitado, uma vez
que na biblioteca existem vários exemplares do mesmo livro. No entanto também se Diogo Emanuel Sampaio Nascimento
incentiva a aquisição dos livros porque a relação que se cria com eles é, nalguns, de EB 1 nº 2 de Murça, 3º ano, nº 5
uma amizade muito forte e tende a persistir na memória e no coração das crianças.
A utilização de guiões tem como objectivos o incentivo à leitura e a compreensão das
obras ou textos abordados.
Os alunos gostam muito de realizar este “trabalho” e estão sempre motivados para o
fazer, pois contactam com os livros, conhecem as histórias e os mundos em que vivem
as suas personagens e apreciam poesia. O que estes momentos podem proporcionar é
muito enriquecedor e importante para a sua formação pessoal, social e cultural. Além
disso, a leitura desenvolve o pensamento e permite o aperfeiçoamento da expressão
escrita.
Foram alguns os guiões de leitura elaborados para a abordagem da leitura integral
de narrativas e poesia, tais como “O Pequeno Livro de Desmatemática”, “Poemas da
Mentira e da Verdade”, “As Duas Bonecas”, “O Rapaz de Bronze”, “Três Histórias do
Futuro” “Jorinda e Joringuel” e outros se seguirão até ao final do ano lectivo.
Pensa-se estar a contribuir para melhorar os índices de leitura das crianças da nossa
escola, pois não interessa apenas instituir o saber ler, mas o gosto de ler.
Para possibilitar a partilha destas experiências e materiais a todos os colegas de Lín-
gua Portuguesa, poderão aceder ao blog http//
www.lermaisumbocadinho.blogspot.com, o qual foi criado recentemente pela profes-
sora Maria do Céu Calvão ou consultá-los na Biblioteca Escolar no dossiê do material
produzido no âmbito do Plano Nacional da Leitura.

Professoras
Maria do Céu Calvão e Ana Paula Vidinhas

A opinião dos Alunos

Os alunos registaram o que pensavam sobre os guiões de leitura e o trabalho que se


pode desenvolver com eles.

Os guiões de leitura…
… ajudam a desenvolver a língua portuguesa e aprendemos mais.
… motivam a ler e escrever mais.
…têm perguntas que fazem pensar um bocadinho mais pela cabeça.
… motivam os alunos e ensinam-lhes mais sobre o mundo real e da fantasia.
…fazem-nos pensar muito e ficamos com mais imaginação e criatividade.
…são muito divertidos.
…fazem-nos sentir o que a leitura nos traz.
…ensinam-nos palavras novas.
…permitem-nos trabalhar com os amigos e a aprender com eles.
…cativam os alunos para se interessarem pela leitura.
…aprendemos brincando.
…ajudam a aprofundar mais as histórias que lemos.
…enriquecem o nosso saber.
…são uma forma de ensinar todos os que querem trabalhar e aprender.

Alunos do 5.º A e 6.º A

Sítios da Escola

http://avmurca.org

http://jornalavem.wordpress.com

http://nonio.ese.ipsantarem.pt/avemurca/

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O DESPERTAR DA PORCA EDIÇÃO 2 - MARÇO 2008
Jardim-de-infância de Noura No dia 30 de Janeiro festejamos o Dia da Não Violência e fizemos o seguinte trabalho:

O que é para nós a palavra VIOLÊNCIA? Como devemos ser no nosso dia-a-dia:

- “São homens a lançar bombas para as casas, as pessoas - “Devemos ser amigos.” - Salvador (5 anos)
morrem e isso é guerra e guerra é violência. “ – Salvador
(5 anos) - “Devemos ser amigos e ajudar as pessoas que estão em . “A mãe-carriça a ensinar os filhotes a voar”; (Patrícia)
perigo. “ – Patrícia (6 anos)
- “Foi quando um homem deu com um machado na perna . “A mãe esquilo a partilhar com os seus filhotes algu-
do meu tio e também quando os homens disparam armas - “Devemos ser amigas dos outros; trabalhar em equipa; mas bolotas”; (Salvador)
para as pessoas, “- Patrícia (6 anos) ajudar as mães; ajudar os pobrezinhos a terem brinque-
dos e roupa e tratar bem dos animais.” – Margarida (5 . “A mãe coelha a fazer companhia ao seu filhote porque
- “Violência é tirar os filhos aos pais; É baterem nos anos) ele tinha uma ferida na patinha”; (João)
velhotes; É baterem na prisão, como vi num filme; É
abandonar as pessoas; É bater nos colegas. “ – Margari- - “Devemos ser bons, amigos das mães e dos animais. “ – . “A mãe coruja a dar muitos beijinhos aos seus peque-
da (5 anos) Gonçalo (5 anos) notes”; (Gonçalo)

- “É bater nos animais e nas pessoas. “ – João (4 anos) - “Devemos ser todos amigos.” – Maria Ana (4 anos) . “É a mãe pata nunca esquecer nenhum dos seus filho-
tes”; (Margarida)
- “É os filmes com muitas lutas e que mostram armas aos - “Devemos brincar todos. “ – Telma (4 anos)
meninos. “ – Gonçalo (5 anos) . “É quando protegemos os filhos dos maus”;
- “Devemos ser bons e amigos de todos.” – João (4 anos) (Salvador)
- “Não sei. “ – Daniel ( 4 anos)
- “Não devemos tirar as coisas que não são nossas e . “É dizer às pessoas que estão perto de nós que gosta-
- Não responderam. – Maria Ana , Telma (4 anos) e Jés- devemos ser todos amigos.” – Daniel (4 anos) mos muito delas”; (Margarida)
sica ( 3 anos)
- “Ser amigos. “ – Jéssica (3 anos)

A Lenda das Sete Cidades