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Equipe 6: A ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO COMO PROFISSIONAL DE SAÚDE

Integrantes: CLAYTON ELINTO BRAZ, EDSON DE OLIVEIRA, FABIANE AMBROZINE


E MARGARETH BITTENCOURT

Um debate na ponte aérea: as psicólogas GINA FERREIRA, do Rio de Janeiro, e


MARY JANE SPINK, de São Paulo, conversam aqui sobre as formas de atuação do
psicólogo no campo da saúde.

Gina Ferreira Coordenou a Casa das Palmeiras, trabalhando com Nise da Silveira
e o Programa de Saúde Mental de Paraty e de Angra dos Reis. Lá, criou o Projeto de
Volta Para Casa para pacientes crônicos e arrebatou o Prêmio Internacional da WARP.
Implantou ainda a Primeira Residência Terapêutica do Ministério da Saúde fora dos muros
hospitalares. É consultora do governo da Catalunha para adoção internacional no Brasil.

Mary Jane é professora titular e coordenadora do Programa de Estudos Pós-


graduados em Psicologia Social da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Pesquisadora I A do CNPq, desenvolve, desde 1998, pesquisas relacionadas aos
discursos sobre risco na sociedade contemporânea. É autora dos livros ”Psicologia Social
e saúde” (Vozes) e “Práticas discursivas e produção de sentidos no cotidiano” (Editora
Cortez).

DIÁLOGOS – Quais os elementos teóricos metodológicos mais importantes para a


orientação dos psicólogos na área de saúde?

Ambas concordam que todos os elementos teóricos e metodológicos no campo da


saúde são ferramentas de trabalho profissional da área. Mas isto não é o suficiente, se faz
necessário um aprofundamento das políticas que regem o SUS, personalidade
profissional, trabalhar em equipe, atender a demanda da população usuária dos serviços
de saúde e a equipe de profissionais que integram os serviços de saúde.

DIÁLOGOS – O psicólogo está bem preparado para atuar na área de saúde? Quais
os principais problemas detectados atualmente?

Alegam que os psicólogos não estão preparados, as academias dão uma boa
formação teórica, mas há uma distância entre teoria e prática e pouca familiarização com
os princípios do SUS e com os conhecimentos das especificidades dos contextos de
atendimento.

DIÁLOGOS – Como o psicólogo é visto por gestores públicos ou privados quando


atua na área de saúde?

Aqui vão dizer que hegemonia médica na área de saúde, torna a atuação do
psicólogo restrita e que alguns psicólogos são ouvidos pelos gestores e outros são
desconsiderados.
DIÁLOGOS – O que é necessário para aperfeiçoar a atuação do psicólogo como
profissional de saúde?

Respondem que deve haver uma maior interação entre os serviços e


universidades, ou seja, entre teoria e prática, e fomentação teórica na produção de novas
intervenções no campo da saúde. Tornando o aprendizado uma via de mão dupla,
dividindo as responsabilidades entre acadêmicos e professores e supervisores de estágio.

DIÁLOGOS – Quais são as principais dificuldades no diálogo entre academia e os


serviços?

Gina fala que o campo de estágio está limitado, necessitando de uma ampliação e
Mary Jane alega que a principal dificuldade é a falta de espaços de discussão
compartilhados pelos profissionais das duas instâncias, necessitando assim uma criação
de espaços nos quais essas questões sejam discutidas, com enfoque nos termos das
ações cotidianas.

DIÁLOGOS – Qual é a compreensão que o psicólogo precisa ter sobre a saúde na


sua formação?

Gina diz que é importante abandonar a idéia universalista sobre a doença e


considerar a singularidade apontada pela história social e a diversidade cultural que
constitui a relação do sujeito com o mundo. Compreende-se que se deve abandonar a
idéia de rotulagem de patologias e valorizar o contexto histórico individual.
Mary Jane confirma que não existe nenhuma arena da atuação humana que não
esteja agindo em prol da saúde e do bem-estar individual ou coletivo, mas se dissermos
que a Psicologia é uma profissão da saúde, tiramos as especificidades desse campo de
atuação. Então, ela prefere dizer que apenas algumas práticas da Psicologia estão
diretamente voltadas para o processo saúde/doença.

DIÁLOGOS – Qual a importância da dimensão subjetiva para a melhoria da saúde?

Ambas concordam que a escuta com a dimensão subjetiva é fundamental.


Escutar o indivíduo com sofrimento psíquico, procurando entender as ações e os
significados atribuídos nas interações sociais, nas relações construída com outro, consigo
e com o mundo em vive. Não compreenderemos a dimensão subjetiva associada à
melhoria da saúde, pois quem de fato sabe da dor é quem as experimenta.

Fica claro que a atuação do psicólogo na área de saúde enfrenta grandes


dificuldades tanto do setor acadêmico, que necessita de uma consolidação política a
respeito dos SUS e do setor privado que dificulta a inserção dos psicólogos nas equipes
multiprofissionais e disponibiliza pouco espaço para estágios. Juntamente com as
dificuldades encontradas nas UBSs, como estruturas precárias para prática profissional,
abandono prematuro nos tratamentos e divergências políticas de saúde; tendo uma
grande preocupação das UBSs de todo Brasil, com produção do que com a qualidade dos
atendimentos.