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UNIVERSIDADE RITTER DOS REIS CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

SISTEMAS ESTRUTURAIS ARENA DO GRÊMIO

DE ENGENHARIA CIVIL SISTEMAS ESTRUTURAIS ARENA DO GRÊMIO PROFESSOR: GLADIMIR DE CAMPOS GRIGOLETTI PARTICIPANTES:

PROFESSOR:

GLADIMIR DE CAMPOS GRIGOLETTI

PARTICIPANTES:

CELIO MARIANO DE OLIVEIRA GUILHERME ROLDAO BERTE LUCIANA P. TREVISOL NICOLLE MURATORI WILHELM RAFAEL TEIXEIRA DE AVILA SOARES

Porto Alegre, abril de 2013.

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO

2

2. SISTEMAS ESTRUTURAIS

3

3. MECANISMO DE TRANSFERENCIA DE CARGA

5

3.1

FUNDAÇÃO

5

3.2. ESQUELETO

5

3.3

COBERTURA

7

4.

CLASSES DE APOIOS OU VINCULOS

10

4.

REFERÊNCIAS

11

1. INTRODUÇÃO

O Estádio - Arena do Grêmio, foi executado no bairro Humaitá, na confluência das BR-116 e BR-290, e a cerca de 15 minutos do Aeroporto Internacional Salgado Filho, executado pela construtora OAS. Com finalidade de uso para eventos culturais, sociais ou esportivos. O Estádio possui capacidade para 60.540 lugares. Mais de 2 mil operários trabalham para entregar a arena em novembro de 2012.

No início das obras, depois da terraplanagem, 90 km lineares de 3 tipos

de estacas (hélice contínua, centrifugada e metálica) foram colocadas no processo de fundação, alcançado de 25 m a 35 m de profundidade do terreno.

A partir daí, o uso de pré-moldados passou a ser intensivo e

representam 80% da obra. Foram utilizados guindastes modernos, que são

econômicos e operacionais, para fazerem montagem de grandes peças (de pré-moldados).

A cobertura é de estrutura metálica, com telhas termoacústicas. As

peças foram produzidas em Portugal e chegarão pelo porto de Rio Grande. A altura do estádio no nível da cobertura é de 56 metros. A água da chuva é captada na estrutura que abrigará os torcedores, para irrigação do gramado.

A fachada da arena é toda circundada de esquadrias em brises de vidro em cor azul, a principal que compõe com o preto e o branco as cores do clube.

Ao total o estádio consumiu aproximadamente 86 mil m³ de concreto e 7

mil toneladas de aço.

O estádio colocou a disposição dos torcedores 95 sanitários, 18

elevadores, três rampas de acesso e mais 2 cruzadas perfazendo no total 5 rampas. A edificação tem cerca de 30 mil m² de espaços comerciais para uso diário e não somente em dias de jogos.

A área de imprensa tem ainda 34 cabines de rádio e televisão, com

espaço variando de 18 m² a 66 m².

O estádio contem 2.331 vagas de estacionamento no seu perímetro

(embaixo da estrutura). Pilares metálicos suportam a estrutura da garagem.

2.

SISTEMA ESTRUTURAL

A função Básica da estrutura é fazer o movimento das cargas para levá-

las até as fundações, para isso é preciso seguir os três passos:

Planejar: é selecionar a forma mais conveniente de se construir, com menos desperdícios e maior eficiência. Projetar: é fazer a determinação dos esforços, definindo as dimensões, as conexões e os vínculos. Construir: é a forma de materializar tudo o que foi construído, além de executar o projeto. Os principais requisitos da estrutura são: a segurança, durabilidade, economia, funcionalidade estética. Além disso, a estrutura deve resistir ao vento, descargas da atmosfera, terremotos, incêndios, e ser eficientemente econômica. Em uma obra de grande porte, como por exemplo a Arena, para se juntar esses requisitos é muito complicado, pois há muito desperdício de materiais e como em toda obra de tamanho macroscópico, há muitos gastos.

As construções de atualmente, utilizam o seguinte sistema estrutural:

Concreto armado, Lajes, vigas, pilares e paredes estruturais, esses sistemas possuem variações conforme se aumenta a estrutura e a grandeza dos edifícios. No caso da Arena, usam-se todos os exemplos citados acima de forma macroscópica. Cada projeto que for feito, terá que ser pensado por vários ângulos. Após isso feito, os engenheiros concluirão que a melhor utilização para a Arena é o concreto armado, porque além de ter uma ótima resistência à tração e a compressão, esse método suporta bastante as vibrações provenientes de um estádio.

A concepção estrutural deve compatibilizar o projeto de estruturas com

os projetos complementares, reforçando os elementos estruturais em caso de grandes aberturas das vigas. A altura total deve contemplar a viga, os dutos, e possível forro falso.

O posicionamento dos elementos estruturais deve ser feito com base no

seu comportamento, em função do caminho normal das cargas:

lajes→vigas→pilares→fundações

A transferência de cargas deve ser a mais direta possível, evitando que

cargas importantes sejam apoiadas em vigas, e a necessidade de vigas de transição. As dimensões contínuas, em planta, da estrutura devem ser limitadas a 30m, caso contrario devem ser previstas juntas de dilatação.

Em função do efeito do vento, devem existir pórticos planos ortogonais entre si que resistam adequadamente. Assim, recomenda-se orientar criteriosamente os pilares, buscando distribuir rigidezes, estabelecendo alinhamento entre eles, e prever outras estruturas de contraventamentos.

LAJES E VIGAS

A utilização de blocos pré-moldados incluem 14 mil peças de lajes e

vigas. Os pilares foram feitos in loco. No total, o estádio tem 96 eixos, sendo 10 pilares por eixo. O estádio é composto por quatro níveis de arquibancadas, o

que exige formatos diferentes de pré-moldados por isso, vigas e arquibancadas estão sendo produzidos no canteiro, segundo a construtora, a medida proporcionará mais agilidade à obra, já que não dependerá do transporte até o local.

PILARES

A utilização de concreto armado foi utilizada em

A junção de aço +

concreto é o que chamamos de concreto armado. Com o aço no interior o concreto fica mais resistível a esforços de tração (fraqueza do concreto, seu forte é a compressão), esses materiais são indispensáveis em peças como vigas e lajes.

FUNDAÇÃO

Na arena, em fase de fundação, foram fixadas 50 mil metros de estacas (bate-estacas) separadas em grupos de 5. Sobre cada grupo de estacas foi instalada uma sapata sobre a qual foi colocado um pilar de concreto. Foram 540 pilares no total. As sapatas distribuirão o peso de cada pilar sobre 5 estacas, ou seja, foram 2.700 estacas. No solo foram executadas estacas de concreto e aço. Apoiado sobre as estacas será colocado o bloco de fundação. Em seguida, será fixado o mastro de aço galvanizado que garante maior estabilidade e durabilidade do material. Calcula-se que, em todo o processo, desde às estacas até a colocação do bloco de fundação, sejam usados oito caminhões de concreto, totalizando

64m³.

3.

MECANISMO DE TRANSFERENCIA DE CARGA

3.1 FUNDAÇÃO

Apos a terraplanagem, 90 km lineares de 3 tipos de estacas:

Estaca hélice contínua é uma estaca de concreto moldada "in loco", executada por meio de trado contínuo e injeção de concreto através da haste central do trado simultaneamente a sua retirada do terreno.

Estaca Centrifugada são fabricadas em concreto protendido, utilizando máquinas extrusoras, conferindo ao concreto um alto grau de compactação, características estas que auxiliam na cravação das estacas. As estacas centrifugadas são caracterizadas pela seção circular vazada com diâmetros externos variando de 26 a 80 centímetros. Pelo processo de adensamento - através da centrifugação do concreto as estacas atingem capacidades de carga estrutural que variam de 500 a 5000 kN, com comprimento de até 12 metros, podendo ser projetadas em elementos com até 15 metros, de acordo com as necessidades da obra e condições de transporte.

Estacas Metálica são utilizadas em obras de fundações profundas. São constituídas por perfis laminados ou soldados, simples ou múltiplos, devem resistir à corrosão pela própria natureza do aço ou por tratamento adequado. O equipamento de cravação será dimensionado de forma que consiga levar a estaca a encontrar uma resistência de ponta a sua penetração, oferecida pelo solo, indicando a presença de camada resistente para o seu apoio. Sua principal vantagem está no fato de se prestar a cravação em quase todos os tipos de solo, permitindo uma fácil cravação, com baixa vibração e uma grande capacidade de carga.

3.2 ESQUELETO

Forças concentradas são observadas nas arquibancadas, feitas com lajes pré-moldadas. A carga uniforme distribuída é substituída por uma força concentrada e passa pelo seu centroide (carga multiplicado por comprimento). Assim como as lajes são elementos estruturais bidimensionais planos com cargas preponderantemente normais ao seu plano médio. Considerando uma estrutura convencional, as lajes transmitem as cargas do piso às vigas, que as transmitem, por sua vez, aos pilares, através dos quais são as cargas transmitidas às fundações, e daí ao solo.

O comportamento estrutural primário das lajes é o de placa, que por definição, possuem um papel importante no esquema resistente para as ações horizontais, comportando-se como chapas, compatibilizando o deslocamento dos pilares em cada piso.

As principais cargas a se considerar são: Peso próprio da laje; Peso de eventual enchimento; Revestimento; Paredes sobre lajes; Carregamento acidental. Abaixo as forças estão sendo ilustradas com setas:

As vigas em um sistema estrutural podem estar apoiadas diretamente sobre os pilares como também sobre outras vigas, são estrutura reticular, onde uma das dimensões é preponderante em relação às outras duas.

Cisalhamento:

é preponderante em relação às outras duas. Cisalhamento: Flexão: Os pilares em um sistema estrutural estão

Flexão:

em relação às outras duas. Cisalhamento: Flexão: Os pilares em um sistema estrutural estão apoiados nas
em relação às outras duas. Cisalhamento: Flexão: Os pilares em um sistema estrutural estão apoiados nas

Os pilares em um sistema estrutural estão apoiados nas fundações e são estrutura reticular, onde uma das dimensões é preponderante às outras duas.

estão apoiados nas fundações e são estrutura reticular, onde uma das dimensões é preponderante às outras

3.3 COBERTURA

Entende-se por cobertura a parte superior da edificação, protetora das intempéries, constituída por um elemento de suporte resistente (laje, estrutura de madeira, estrutura metálica) e conjunto de componentes com função de

vedação (telhado), podendo apresentar ainda isolação térmica, acústica, forro e impermeabilização.

A estrutura pode ser: metálica, concreto armado, madeira, estruturas

mistas e outras. Deve ser levada em consideração a economia de execução,

manutenção, durabilidade e capacidade de isolamento térmico. Nos projetos de telhados devem se observar as características e propriedades das telhas a serem utilizadas, tais como: Inclinação recomendada, recobrimentos lateral e longitudinal, vão máximo admissível, tipos de fixação, acessórios.

O sistema escolhido para a cobertura da Arena do Gremio, do tipo roof

(termoisolante), é formado por três camadas: telha metálica do tipo trapezoidal

- no formato de ondas -, lã de isolamento com 63,5 mm de espessura e telha superior zipada (figura 1). O sistema tende a favorece a proteção acústica e o isolamento térmico da estrutura. Além das telhas, foi instalada uma borda interna feita de policarbonato alveolar azul. É através da borda que a passagem de luz para o campo é permitida. A cor clara e a alta refletividade do material escolhido reduzem a carga térmica da construção.

O planejamento da cobertura seguiu orientações ambientais necessárias

para obtenção da certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental

Design).

necessárias para obtenção da certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). TRELIÇAS Figura 1 7

TRELIÇAS

Figura 1

A cobertura da arena foi feita com treliças metálicas, do tipo Howe na qual as vigas são fixadas com os ângulos exatamente na direção oposta a suas vigas. (figura 2)

exatamente na direção oposta a suas vigas. (figura 2) Figura 2 As treliças possuem uma estrutura

Figura 2

As treliças possuem uma estrutura leve, mas com elevada resistência, de fácil e rápida execução. Para uma mesma situação de vão e carregamento, há inúmeras formas de se dispor as barras. Na Arena ao todo, foram utilizadas 96 estruturas de sustentação na cobertura, somando 3,2 mil toneladas de estrutura metálica, mais da metade do utilizado na construção de todo o estádio (5 mil toneladas). Treliças são estruturas constituídas, basicamente, por barras retas unidas apenas pelas extremidades, através de nós articulados (figura 3). Na prática, as barras são conectadas através de rebites, parafusos ou soldas. Cada barra é submetida à ação de duas forças, uma em casa extremidade, essas forças têm a mesma intensidade a mesma linha de ação e sentidos opostos. Como os esforços são aplicados apenas nesses nós, somente esforços axiais de tração e compressão atuam nas barras. Uma treliça

é considerada rígida quando é sujeita a determinado carregamento sem perder

a sua forma, ou seja, não sofre grandes deformações.

a sua forma, ou seja, não sofre grandes deformações. Uma treliça simples verifica sempre a igualdade,

Uma treliça simples verifica sempre a igualdade, considerando:

2n = m + 3

m = nº de barras da treliça

n = nº de nós da treliça

simples verifica sempre a igualdade, considerando: 2n = m + 3 m = nº de barras
Figura 3 Articulação ou Pino possui duas incógnitas, as reações são os dois componentes da

Figura 3

Articulação ou Pino possui duas incógnitas, as reações são os dois componentes da força resultante e atuam paralela e perpendicular à superfície do ponto de contato.

são os dois componentes da força resultante e atuam paralela e perpendicular à superfície do ponto
são os dois componentes da força resultante e atuam paralela e perpendicular à superfície do ponto

4.CLASSES DE APOIOS OU VINCULOS

É toda estrutura constituída de peças componentes (colunas, vigas, lajes, etc.) interligada por elementos de apoio. Através deles, as cargas são transmitidas ao restante da estrutura. O vinculo é caracterizado por reações que impedem o deslocamento da seção de apoio da peça ou sua rotação, isto é, impedem os deslocamentos lineares ou angulares. Sendo classificadas em ordem:

VINCULO DE PRIMEIRA ORDEM Apoio móvel

Impede o movimento de translação na direção normal do plano de apoio. Reação vertical (R), logo uma incógnita.

plano de apoio. Reação vertical (R), logo uma incógnita. VINCULO DE SEGUNDA ORDEM – Apoio Fixo

VINCULO DE SEGUNDA ORDEM Apoio Fixo

Vínculo que impede apenas dois movimentos: Movimento no sentido vertical(R) e horizontal (H), podendo formar duas reações, logo 2 incógnitas.

(H), podendo formar duas reações, logo 2 incógnitas. VINCULO DE TERCEIRA ORDEM - Engaste Vínculo que

VINCULO DE TERCEIRA ORDEM - Engaste

Vínculo que impede a translação em qualquer direção, impedindo também a rotação do mesmo. Três reações de apoio: momento (M), horizontal (H) e vertical (R), logo três incógnitas.

a rotação do mesmo. Três reações de apoio: momento (M), horizontal (H) e vertical (R), logo