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CURSO ON-LINE – TRIBUNAL REGULAR – DIREITO CIVIL Prof: Dicler Ferreira

AULA 7 – TEORIA GERAL DOS CONTRATOS

Introdução

Um contrato

é

um

vínculo

jurídico

entre

dois

ou

mais

sujeitos de direito

correspondido pela vontade, da responsabilidade do ato firmado, resguardado pela segurança jurídica em seu equilíbrio social, ou seja, é um negócio jurídico bilateral ou

plurilateral. É o acordo de vontades, capaz de criar, modificar ou extinguir direitos. As cláusulas contratuais criam lei entre as partes, porém são subordinados ao Direito Positivo. As cláusulas contratuais não podem estar em desconformidade com o Direito Positivo, sob pena de serem nulas.

No Brasil, cláusulas consideradas abusivas ou fraudulentas podem ser invalidadas pelo juiz, sem que o contrato inteiro seja invalidado. Trata-se da cláusula geral rebus sic stantibus (ou revisão judicial dos contratos), que objetiva flexibilizar o princípio da pacta sunt servanda (força obrigatória dos contratos), preponderando, assim, a vontade contratual atendendo à Teoria da Vontade.

Princípios Contratuais

1) PRINCÍPIO DA AUTONOMIA DE VONTADE: representa a liberdade das partes estipulando o que lhes convier. Ou seja, as partes possuem a liberdade de escolher o tipo de contrato, de escolher a pessoa com quem se irá contratar, de celebrar ou não o contrato e de escolher o conteúdo do contrato, sem haver interferência estatal. Entretanto, veremos que tal princípio é limitado. Um exemplo de limite está no art. 426 do CC ao proibir a herança de pessoa viva como objeto de contrato.

Art. 426. Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva.

2) PRINCÍPIO DA SUPREMACIA DA ORDEM PÚBLICA : significa que a autonomia de vontade é relativa, pois está sujeita à lei e aos princípios da moral e da ordem pública, ou seja, representa um limite à liberdade de contratar. Atualmente a intervenção do Estado na vida contratual é tão intensa que pode ser facilmente notada em vários setores (ex:

telecomunicações, consórcios, seguros, sistema financeiro, etc.) que se configura um dirigismo contratual. Ou seja, apesar das pessoas terem liberdade para contratar, devem observar as normas (ex: Código de Defesa do Consumidor, Lei do Inquilinato, Lei da Usura, etc.) imperativas (que ordenam algum ato) e proibitivas (que vedam algum ato) impostas pelo Estado.

3) PRINCÍPIO DO CONSENSUALISMO: tal conceito decorre da moderna concepção de que o contrato resulta do consenso, do acordo de vontades, independentemente da entrega da coisa. Os contratos são em regra consensuais, porém, são admitidas duas exceções:

- nos contratos solenes ou formais, enquanto o ajuste não for reduzido a escrito, não haverá uma formação válida;

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  • - nos contratos reais, que só se formam com a entrega da coisa, também não basta um simples consenso entre os contratantes.

4) PRINCÍPIO DA RELATIVIDADE DOS CONTRATOS: baseia-se na idéia de que os efeitos do contrato atingem apenas as partes contratantes, ou seja, aqueles que manifestaram a vontade em celebrá-lo. Entretanto, o referido princípio encontra exceções expressamente consignadas em lei, tal como ocorre na estipulação em favor de terceiro (será estudada no decorrer desta aula) e na convenção coletiva de trabalho (o acordo feito pelo sindicato beneficia toda uma categoria).

5) PRINCÍPIO DA OBRIGATORIEDADE DOS CONTRATOS (art. 427 do CC): representa a força vinculante das convenções feitas pelas partes contratantes. Já sabemos que ninguém é obrigado à contratar, mas se o fizer deverá cumprí-lo. Tal princípio tem dois fundamentos:

  • - necessidade de segurança nos negócios;

  • - intangibilidade ou imutabilidade do conteúdo do contrato decorrente da convicção de que o acordo faz lei entre as partes (pacta sunt servanda).

Art. 427. A proposta de contrato obriga o proponente, se o contrário não resultar dos termos dela, da natureza do negócio, ou das circunstâncias do caso.

Estudaremos no tópico “formação dos contratos” as situações detalhadas onde a proposta perde a sua força vinculante e deixa de ser obrigatória.

6) PRINCÍPIO DA FUNÇÃO SOCIAL DOS CONTRATOS (art. 421 do CC): o contrato por ser um veículo de circulação de riqueza, centro da vida dos negócios e propulsor da expansão capitalista possui uma função social que é promover a realização de uma justiça comutativa, reduzindo as desigualdades substanciais entre os contratantes.

Art. 421. A liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social do contrato.

Podemos afirmar que o princípio da função social do contrato consiste na prevalência do interesse coletivo sobre os interesses individuais dos contratantes.

7) PRINCÍPIO DA BOA-FÉ (art. 422 do CC): este conceito exigem que as partes se comportem de forma correta não só durante as tratativas, como também durante a formação e o cumprimento do contrato. Pode ser dividido em duas partes: boa-fé subjetiva (concepção psicológica) e boa-fé objetiva (concepção ética). O quadro a seguir faz uma diferenciação entre essas duas partes.

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BOA-FÉ SUJETIVA

BOA-FÉ OBJETIVA

Trata-se de um estado psicológico de inocência. É a boa-fé do: “eu não sabia”, ou seja, o indivíduo ignora um possível vício. Exemplo: posse de boa-fé.

É uma cláusula geral implícita em todos os contratos, ela tem status principiológico, e que se traduz em uma regra de conteúdo ético e exigibilidade jurídica.

Art. 422. Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em sua execução, os princípios de probidade e boa-fé.

No dispositivo legal citado, o Código Civil consagra a boa-fé objetiva fundando-se em uma regra de conteúdo ético.

Classificação dos Contratos

1) CONTRATOS UNILATERAIS, BILATERAIS (sinalagmáticos) E PLURILATERAIS

Nos contratos unilaterais, existe obrigação para apenas uma das partes. Pode ser exemplificado pela doação pura, pelo depósito e pelo comodato.

Nos contratos bilaterais ou sinalagmáticos, os dois contratantes possuem responsabilidades recíprocas, ou seja, um com o outro, sendo esses reciprocamente devedores e credores. Nesta espécie de contrato não pode um dos lados antes de cumprir suas obrigações, exigir o cumprimento do outro. O nome provém do grego antigo synallagma, que significa "acordo mútuo".

Exemplo: na compra de um produto, o contratante (consumidor) e o contratado (vendedor) combinam de acertar a quantia em dinheiro somente no término do serviço do contratado (entrega do produto); o contratado só pode cobrar após entregar o produto e o contratante só o paga ao receber o objeto negociado.

Os contratos plurilaterais são aqueles que apresentam mais de duas partes, como nos contratos de consórcio e de sociedade.

2) CONTRATOS ONEROSOS E GRATUITOS

Os contratos onerosos, são aqueles que as duas partes auferem vantagens – sendo estes bilaterais - como exemplo, a locação de um imóvel; o locatário paga ao locador para poder usar o bem, e o locador entrega o que lhe pertence para receber o pagamento.

Nos contratos gratuitos, somente uma das partes obtém proveito, como na doação pura. Em regra os contratos gratuitos também são unilaterais e os contratos onerosos também são bilaterais.

3) CONTRATOS COMUTATIVOS E ALEATÓRIOS

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O contrato comutativo é o que, uma das partes, além de receber prestação equivalente a sua, pode apreciar imediatamente essa equivalência, como ocorre na compra e venda. Ou seja, há prestação e contraprestação certas.

Nos contratos aleatórios , as partes se arriscam a uma prestação inexistente ou desproporcional, como exemplos, seguros, empréstimos. Simplificando, é o contrato de decisões futuras onde há uma incerteza na contraprestação.

Os arts. 458 a 461 do Código Civil tratam do assunto:

Art. 458. Se o contrato for aleatório, por dizer respeito a coisas ou fatos futuros, cujo risco de não virem a existir um dos contratantes assuma, terá o outro direito de receber integralmente o que lhe foi prometido, desde que de sua parte não tenha havido dolo ou culpa, ainda que nada do avençado venha a existir.

O art. 458 do CC corresponde à compra de uma “esperança”, quando o comprador assume o risco da existência da coisa (ex: comprar a ninhada de uma cadela).Trata-se de um contrato do tipo emptio spei. É um tipo de contrato aleatório em que um dos contratantes, na alienação de coisa futura, toma a si o risco existente da coisa, ajustando um preço, que será devido integralmente, mesmo que nada se produza sem que haja dolo ou culpa do alienante.

Art. 459. Se for aleatório, por serem objeto dele coisas futuras, tomando o adquirente a si o risco de virem a existir em qualquer quantidade , terá também direito o alienante a todo o preço, desde que de sua parte não tiver concorrido culpa, ainda que a coisa venha a existir em quantidade inferior à esperada. Parágrafo único. Mas, se da coisa nada vier a existir, alienação não haverá, e o alienante restituirá o preço recebido.

O art. 459 do CC se assemelha ao dispositivo anterior, entretanto é assumido um risco na quantidade da coisa e não na existência. Trata-se de contrato do tipo emptio rei speratae onde se não vier nada, ou se nada for produzido, o preço não será devido. Desta forma, se a cadela não der cria, o preço pago deve ser devolvido. Por outro lado, se for esperado que a cria tenha 4 filhotes e tivermos apenas 2, nada poderá ser reclamado.

Art. 460. Se for aleatório o contrato, por se referir a coisas existentes, mas expostas a risco, assumido pelo adquirente, terá igualmente direito o alienante a todo o preço, posto que a coisa já não existisse, em parte, ou de todo, no dia do contrato.

Art. 461. A alienação aleatória a que se refere o artigo antecedente poderá ser anulada como dolosa pelo prejudicado, se provar que o outro contratante não ignorava a consumação do risco, a que no contrato se considerava exposta a coisa.

Os arts. 460 e 461 do CC tratam do risco da coisa já existentes, mas sujeitas a perecimento ou depreciação. Como exemplo temos o risco assumido quando se compra um produto com data de validade a vencer em breve dependendo do fim da greve da Receita Federal. A incerteza decorre da possibilidade do produto vencer e ainda não ter passado pelo desembaraço aduaneiro.

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4) CONTRATOS CONSENSUAIS OU REAIS

Contratos consensuais são os que se consideram formados pela simples proposta e aceitação. Já os contratos reais, são os que se formam com a entrega efetiva do produto, a entrega deste não é decidida no contrato, mas somente as causas do que irá acontecer depois dessa entrega.

Para exemplificar, estudaremos na próxima aula que a compra e venda é consensual, por outro lado o depósito e o mútuo são reais.

5) CONTRATOS NOMINADOS (TÍPICOS) E INOMINADOS (ATÍPICOS)

Contratos nominados ou típicos são os regulamentados por lei. Alguns dos regidos pelo Código Civil são: compra e venda, troca, doação, locação, empréstimo, depósito, mandato, gestão, edição, representação dramática, sociedade, parceria rural, constituição de renda, seguro, jogo e aposta, e fiança. Os contratos inominados ou atípicos (art. são contrários aos nominados, não necessitando de uma ação legal, pois estes não estão definidas em lei, precisando apenas do conceito básico inerente aos contratos (ex: que as partes sejam livres, que os produtos sejam lícitos, etc.).

Art. 425. É lícito às partes estipular contratos atípicos, observadas as normas gerais fixadas neste Código.

6) CONTRATOS SOLENES (formais) E NÃO SOLENES

Contratos solenes são os que necessitam de formalidades nas execuções após ser concordado por ambas as partes, dando a elas segurança e algumas formalidades da lei, como na compra de um imóvel, sendo necessário um registro em cartório para que este seja válido. Os contratos não solenes são aqueles que não precisam dessas formalidades, necessitando apenas da aceitação de ambas as partes.

7) CONTRATOS PRINCIPAIS E ACESSÓRIOS

Os contratos principais são os que existem por si só, sendo independente de outros. Os contratos acessórios são emendas do contrato principal, sendo que estes necessitam do outro para existirem.

Como exemplo temos o contrato de locação como principal e o contrato de fiança como acessório.

8) CONTRATOS PARITÁRIOS OU POR ADESÃO

Os contratos paritários, são os que realmente são negociados pelas partes, discutindo e montando-o dentro das formalidades da lei. Ou seja, há possibilidade de se negociar as cláusulas contratuais.

Já os contratos de adesão, se caracterizam por serem prontos por um a das partes e aceitos pelas outras, sendo um pouco inflexíveis por excluir o debate ou discussão de seus termos. Um exemplo comum é o contrato que você assina quando contrata uma

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operadora de telefone móvel. VIVO, OI, TIM, CLARO, dentre outras, entregam ao cliente um contrato pré-escrito.

Os artigos 423 e 424 do CC tratam do contrato de adesão.

Art. 423. Quando houver no contrato de adesão cláusulas ambíguas ou contraditórias, dever-se-á adotar a interpretação mais favorável ao aderente.

Art. 424. Nos contratos de adesão, são nulas as cláusulas que estipulem a renúncia antecipada do aderente a direito resultante da natureza do negócio.

Creio ser interessante um exemplo para aplicação do art. 424 do CC.

Imagine uma pessoa que vai ser fiador celebrando um contrato de fiança, Sabemos que a fiança é um contrato acessório que garante um contrato principal. Caso o devedor do contrato principal não pague a dívida, então o fiador poderá ser responsabilizado por ela. Porém, na fiança existe um benefício de ordem, ou seja, a dívida deve ser cobrada primeiro do devedor principal para, caso a obrigação não seja paga, ser cobrada do fiador.

Nos moldes desta situação, imagine que o contrato de fiança seja de adesão (sem possibilidade de discutir as cláusulas) e uma das cláusulas estipule que o fiador renuncia ao benefício de ordem e, por isso, a dívida possa ser cobrada diretamente dele.

Através do art. 424 do CC conclui-se que a cláusula ora mencionada é nula, pois está estipulando uma renúncia antecipada a um direito resultante do contrato de fiança.

9) CONTRATOS DE EXECUÇÃO INSTANTÂNEA, DIFERIDA E CONTINUADA

Tal classificação leva em consideração o momento em que os contratos devem ser cumpridos.

São contratos de execução instantânea ou imediata aqueles que se consumam em um só ato, sendo cumpridos imediatamente após a sua celebração (ex: compra e venda à vista).

Os contratos de execução diferida também devem ser cumpridos em um só ato, mas em um momento futuro (ex: entrega em determinada data).

Já os contratos de trato sucessivo ou de execução continuada são os que se cumprem por meio de atos reiterados (ex: prestação de serviços).

O esquema gráfico a seguir permite uma visualização da classificação em pauta:

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CONTRATO DE EXECUÇÃO INSTANTÂNEA

celebração

do contrato

CURSO ON-LINE – TRIBUNAL REGULAR – DIREITO CIVIL Prof: Dicler Ferreira CONTRATO DE EXECUÇÃO INSTANTÂNEA celebração

execução

imediata

CONTRATO DE EXECUÇÃO DIFERIDA

celebração

do contrato

CURSO ON-LINE – TRIBUNAL REGULAR – DIREITO CIVIL Prof: Dicler Ferreira CONTRATO DE EXECUÇÃO INSTANTÂNEA celebração

execução

diferida

CONTRATO DE EXECUÇÃO CONTINUADA

celebração

do contrato

CURSO ON-LINE – TRIBUNAL REGULAR – DIREITO CIVIL Prof: Dicler Ferreira CONTRATO DE EXECUÇÃO INSTANTÂNEA celebração

execução continuada

10) CONTRATOS PRELIMINARES E DEFINITIVOS

O contrato preliminar (pactumm de contrahendo) é o que tem por objeto a celebração de um contrato definitivo. Ou seja, por meio de um contrato preliminar, as partes se comprometem a celebrar, no futuro, um contrato definitivo. Pode-se dizer que o contrato definitivo é o objeto do contrato preliminar.

Os arts. 462 a 466 disciplinam o contrato preliminar.

Art. 462. O contrato preliminar, exceto quanto à forma, deve conter todos os requisitos essenciais ao contrato a ser celebrado.

Pelo art. 462 do CC é possível concluir que ao celebrar um compromisso de compra e venda de bem de bem imóvel de alto valor, por ser um contrato preliminar, pode ser utilizado um instrumento particular como forma, apesar da compra e venda definitiva de bem imóvel de alto valor necessitar de uma escritura pública como forma (vide art. 108 do CC).

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Art. 463. Concluído o contrato preliminar, com observância do disposto no artigo antecedente, e desde que dele não conste cláusula de arrependimento, qualquer das partes terá o direito de exigir a celebração do definitivo, assinando prazo à outra para que o efetive. Parágrafo único. O contrato preliminar deverá ser levado ao registro competente.

De acordo com o art. 463 do CC, o contrato preliminar dá aos contratantes o direito de exigir o contrato definitivo.

Art. 464. Esgotado o prazo, poderá o juiz, a pedido do interessado, suprir a vontade da parte inadimplente, conferindo caráter definitivo ao contrato preliminar, salvo se a isto se opuser a natureza da obrigação.

Através do art. 464 do CC, é possível que um contrato preliminar adquira, através de sentença judicial, força de contrato definitivo.

Art. 465. Se o estipulante não der execução ao contrato preliminar, poderá a outra parte considerá-lo desfeito, e pedir perdas e danos.

A inexecução do contrato preliminar pode acarretar indenização por perdas e danos.

Art. 466. Se a promessa de contrato for unilateral, o credor, sob pena de ficar a mesma sem efeito, deverá manifestar-se no prazo nela previsto, ou, inexistindo este, no que lhe for razoavelmente assinado pelo devedor.

O contrato preliminar unilateral ou de opção é aquele onde apenas uma das partes é obrigada a celebrar o contrato definitivo, ao passo que a outra o celebra se quiser. Dessa forma, a parte obrigada deve manifestar prazo para a outra parte se manifestar. Decorrido esse prazo o bem poderá ser alienado a terceiros.

Formação e lugar dos Contratos

Os contratos são a convergência de duas vontades contrapostas: a parte que faz a proposta (uma declaração receptícia – que precisa ser aceita) é a parte proponente ou policitante e a parte que aceita é chamada de aceitante ou oblato.

PROPONENTE OU POLICITANTE CONTRATO
PROPONENTE
OU
POLICITANTE
CONTRATO

ACEIT ANTE

OU

OBLATO

CURSO ON-LINE – TRIBUNAL REGULAR – DIREITO CIVIL Prof: Dicler Ferreira Art. 463. Concluído o contrato

Os contratos reais formam-se com a entrega da coisa e os contratos formais, com a realização da solenidade ou do instrumento próprio. Tratam-se das exceções ao princípio do consensualismo.

São fases da formação dos contratos:

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1. negociações preliminares: são conversações anteriores à proposta que visam preparar as bases do futuro contrato;

2. proposta ou policitação ou oferta: é a declaração de vontade dirigida a alguém com quem se quer contratar, contendo todas as cláusulas essenciais do negócio. Pode ser de dois tipos: entre presentes e entre ausentes;

- PROPOSTA ENTRE PRESENTES: é aquela em que há possibilidade de aceitação imediata, ou seja, há
- PROPOSTA ENTRE PRESENTES: é aquela em que há possibilidade de
aceitação imediata, ou seja, há um contrato com declaração consecutiva,
independente dos contratantes estarem em um mesmo espaço físico. Como
exemplo temos duas pessoas contratando pelo telefone, uma em Porto Alegre-RS e
outra em Belém-PA.
- PROPOSTA ENTRE AUSENTES: é aquela em que não há possibilidade de
aceitação imediata, ou seja, há um contrato com declarações intervaladas. Como
exemplo temos aquele que envia a proposta através de uma carta e a aceitação
também é enviada através de uma carta.

O contrato celebrado pela internet é entre presentes ou entre ausentes?

A pergunta não é simples, pois a doutrina diverge a respeito da resposta. Entretanto, para efeitos de concurso público, sugiro pensar que as duas formas são possíveis. Ou seja, na proposta feita pelo skype e pelo msn há possibilidade de aceitação imediata, portanto, trata-se de uma proposta entre presentes. Por outro lado, a proposta feita por e-mail costuma ser considerada entre ausentes.

Art. 428. Deixa de ser obrigatória a proposta:

I - se, feita sem prazo a pessoa presente, não foi imediatamente aceita. Considera-se também presente a pessoa que contrata por telefone ou por meio de comunicação semelhante; II - se, feita sem prazo a pessoa ausente, tiver decorrido tempo suficiente para chegar a resposta ao conhecimento do proponente; III - se, feita a pessoa ausente, não tiver sido expedida a resposta dentro do prazo dado; IV - se, antes dela, ou simultaneamente, chegar ao conhecimento da outra parte a retratação do proponente.

Art. 429. A oferta ao público equivale a proposta quando encerra os requisitos essenciais ao contrato, salvo se o contrário resultar das circunstâncias ou dos usos. Parágrafo único. Pode revogar-se a oferta pela mesma via de sua divulgação, desde que ressalvada esta faculdade na oferta realizada.

Os arts. 428 e 429 do CC configuram exceções ao princípio da irrevogabilidade da proposta, ou seja, são situações onde a proposta deixa de ser obrigatória.

3. aceitação: é a adesão total à proposta, ou seja, uma resposta afirmativa a uma proposta de contrato.

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Art. 430. Se a aceitação, por circunstância imprevista, chegar tarde ao conhecimento do proponente, este comunicá-lo-á imediatamente ao aceitante, sob pena de responder por perdas e danos.

Em se tratando de contrato entre ausentes, se a resposta chegar ao proponente, imprevisivelmente, de forma tardia e o objeto já tiver sido negociado, então o proponente deverá avisar ao aceitante sobre a não conclusão do contrato, pois é possível que este imagine que o contrato está celebrado e comece a realizar despesas necessárias ao cumprimento.

Art. 431. A aceitação fora do prazo, com adições, restrições, ou modificações, importará nova proposta.

Para exemplificar a aplicação do art. 431 do CC, imagine uma proposta de venda de um carro por R$ 10.000,00 e que o destinatário da proposta faça uma contra-proposta de compra por R$ 9.000,00. Pelo fato de haver uma modificação, a contra-proposta representa uma nova proposta de compra.

Art. 432. Se o negócio for daqueles em que não seja costume a aceitação expressa, ou o proponente a tiver dispensado, reputar-se-á concluído o contrato, não chegando a tempo a recusa.

Pelo art. 432 do CC, o silêncio (falta de resposta), em regra, não configura uma aceitação tácita, ou seja, a aceitação deve ser expressa; entretanto, temos duas exceções:

- quando se tratar de negócios em que não se costuma exigir a aceitação expressa (ex:

um fornecedor costuma enviar os seus produtos a um determinado comerciante que lhe paga em época oportuna, sem confirmar os pedidos e acarretando uma praxe comercial. Caso o comerciante queira interromper este ciclo, deverá avisar ao fornecedor a recusa); e

- quando o proponente a tiver dispensado.

Art. 433. Considera-se inexistente a aceitação, se antes dela ou com ela chegar ao proponente a retratação do aceitante.

Da mesma forma que o proponente (art. 428, IV do CC), o aceitante também pode se retratar da aceitação quando o contrato for celebrado entre ausentes, desde que a retratação chegue antes ou junto com a aceitação.

Art. 434. Os contratos entre ausentes tornam-se perfeitos desde que a aceitação é expedida, exceto:

I - no caso do artigo antecedente; II - se o proponente se houver comprometido a esperar resposta; III - se ela não chegar no prazo convencionado.

O art. 434 do CC levanta uma polêmica dentro da formação dos contratos. Tal polêmica decorre da seguinte pergunta:

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Quando que se considera formado o contrato entre ausentes, no momento em que a aceitação é expedida, ou quando a aceitação chega ao conhecimento do proponente?

Fundamentalmente, a doutrina criou duas teorias explicativas a respeito da formação do contrato entre ausentes.

1) TEORIA DA COGNIÇÃO: para os adeptos dessa linha de pensamento, o contrato entre ausentes somente se consideraria formado, quando a resposta do aceitante chegasse ao conhecimento do proponente.

2) TEORIA DA AGNIÇÃO: dispensa-se que a resposta chegue ao conhecimento do proponente. Subdivide-se em:

2.1) SUB-TEORIA DA DECLARAÇÃO: o contrato se formaria no momento em que o aceitante ou oblato redige ou datilografa a sua resposta. Peca por ser extremamente insegura, dada a dificuldade em se precisar o instante da resposta.

2.2) SUB-TEORIA DA EXPEDIÇÃO: considera formado o contrato, no momento em que a resposta é expedida.

2.3) SUB-TEORIA DA RECEPÇÃO: reputa celebrado o negócio no instante em que o proponente recebe a resposta. Dispensa, como vimos, que leia a mesma. Trata-se de uma sub-teoria mais segura do que as demais, pois a sua comprovação é menos dificultosa, podendo ser provada, por exemplo, por meio do A.R. (aviso de recebimento), nas correspondências.

Mas, afinal, qual seria a teoria adotada pelo nosso direito positivo?

No Direito brasileiro, a grande parte da doutrina entende que se deve aplicar a SUB- TEORIA DA EXPEDIÇÃO e uma parte pequena sustenta que se deve aplicar a sub-teoria da recepção.

Para efeitos de concurso público, sugiro adotar a SUB-TEORIA DA EXPEDIÇÃO, pois é a que está consagrada no art. 434, caput, do CC.

Em todas as fases citadas (negociações preliminares, proposta e aceitação) deve ser observado o princípio da boa-fé objetiva.

Art. 435. Reputar-se-á celebrado o contrato no lugar em que foi proposto.

Para finalizar este tópico, o art. 435 do CC estabelece o local da celebração do contrato.

ALGUMAS QUESTÕES COMENTADAS PARA FIXAR

1. (FGV - FISCAL DE RENDAS – MS – 2006) É ato jurídico bilateral e sinalagmático:

  • (A) doação.

  • (B) promessa de recompensa.

  • (C) permuta.

  • (D) comodato.

  • (E) depósito gratuito.

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Conforme comentado na classificação dos contratos tipo I, o sinalagma se caracteriza pela reciprocidade de direitos e obrigações . Desta forma, segue a análise das alternativas:

  • (A) ERRADA. A Doação é o contrato em que uma pessoa. por liberalidade, transfere do

seu patrimônio, bens ou vantagens para o de outra, que os aceita. Na doação não há

obrigações para o donatário (que recebe) e não há direitos para o doador (que doa).

  • (B) ERRADA. Promessa de recompensa é a declaração de vontade, feita mediante

anúncio público, pela qual alguém se obriga a gratificar quem se encontrar em certa situação ou praticar determinado ato, independentemente do consentimento do eventual credor; obriga quem emite a declaração de vontade desde o instante em que ela se torna

pública, independentemente de qualquer aceitação, visto que se dirige a pessoa ausente ou indeterminada, que se determinará no momento em que se preencherem as condições de exigibilidade da prestação. Na promessa de recompensa só há obrigações para a parte que promete.

  • (C) CERTA. A permuta ou troca é o contrato pelo qual as partes se obrigam a dar uma

coisa por outra que não seja dinheiro. Trata-se de um contrato bilateral, oneroso, comutativo, gerando, para cada contratante, a obrigação de transferir para o outro o domínio da coisa objeto de sua prestação. Por ter como característica a reciprocidade de direitos e obrigações, então a permuta é um ato jurídico bilateral e sinalagmático.

  • (D) ERRADA. O comodato se define como o empréstimo gratuito de um bem que deve

ser restituído a seu dono após o uso. Por ser gratuito, gera obrigações para apenas uma parte.

  • (E) ERRADA. O depósito gratuito é o contrato pelo qual um dos contraentes (depositário)

recebe de outro (depositante) um bem móvel, obrigando-se a guardá-lo, temporária e

gratuitamente, para restituí-lo quando lhe for exigido. Por ser gratuito, gera obrigações para apenas uma parte.

Trataremos mais especificamente do depósito na aula seguinte. Gabarito: C

2. (FGV - FISCAL DE RENDAS – RJ – 2008) Paulo emite proposta de venda de seu carro a José. Pouco depois Paulo vem a falecer. Essa proposta:

  • (A) é válida e eficaz.

  • (B) é anulável e ineficaz.

  • (C) perdeu validade com a morte do proponente.

  • (D) perdeu eficácia com a morte do proponente.

  • (E) torna-se inexistente, ante a morte do proponente.

Como assevera MARIA HELENA DINIZ, “a proposta, oferta ou policitação é uma declaração receptícia de vontade dirigida por uma pessoa a outra (com quem pretende celebrar o contrato), por força da qual a primeira manifesta a sua intenção de se considerar vinculada se a outra parte aceitar.” Tal instituto é bem definido no art. 427 do CC.

Art. 427 do CC - A proposta de contrato obriga o proponente, se o contrário não resultar dos termos dela, da natureza do negócio, ou das circunstâncias do caso.

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Depreende-se do dispositivo acima a força vinculante da oferta, ou seja, o proponente responderá por perdas e danos se injustificadamente retirar a proposta. Dessa forma, a obrigatoriedade da proposta consiste no ônus, imposto ao proponente, de não a revogar por certo tempo a partir de sua existência, assegurando-se assim a estabilidade das relações sociais. Entretanto, a lei abre várias exceções sobre a essa regra, conforme o art. 428 do

CC.

Art. 428 do CC - Deixa de ser obrigatória a proposta:

I - se, feita sem prazo a pessoa presente, não foi imediatamente aceita. Considera-se também presente a pessoa que contrata por telefone ou por meio de comunicação semelhante; II - se, feita sem prazo a pessoa ausente, tiver decorrido tempo suficiente para chegar a resposta ao conhecimento do proponente; III - se, feita a pessoa ausente, não tiver sido expedida a resposta dentro do prazo dado; IV - se, antes dela, ou simultaneamente, chegar ao conhecimento da outra parte a retratação do proponente.

Percebe-se então, que a morte ou a interdição do policitante (aquele que fez a proposta) não elimina a força obrigatória da proposta. Ou seja, mesmo com a morte de Paulo, a proposta continua válida e eficaz, não perdendo a sua obrigatoriedade.

Gabarito: A

3. (NCE – ADVOGADO – CIA DOCAS DE SANTANA – 2007) Para efeito de formação dos contratos, pode-se afirmar que a proposta:

  • (A) não gera qualquer obrigação ao proponente;

  • (B) somente gera obrigações para o proponente se feita a pessoa ausente;

  • (C) somente gera obrigações para o proponente se feita a pessoa presente;

  • (D) obriga, via de regra, o proponente;

  • (E) equivale às negociações preliminares ou tratativas.

Conforme os comentários da questão anterior, sabemos que a proposta possui força vinculante e, nos termos do art. 427 do CC, obriga o proponente, apesar de existirem algumas exceções.

Gabarito: D

Estipulação em favor de terceiro

Por meio da estipulação em favor de terceiro uma parte contratante convenciona com o devedor que o a vantagem resultante do contrato beneficiará um terceiro, alheio à relação jurídica-base. Tal instituto constitui uma exceção ao princípio da relatividade dos contratos.

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Como exemplo temos o seguro de vida onde o estipulante (segurado) convenciona com um promitente (seguradora) uma vantagem em favor de terceiro (beneficiário).

Os arts. 436 a 438 do CC tratam do assunto.

Art. 436. O que estipula em favor de terceiro pode exigir o cumprimento da obrigação. Parágrafo único. Ao terceiro, em favor de quem se estipulou a obrigação, também é permitido exigi-la, ficando, todavia, sujeito às condições e normas do contrato, se a ele anuir, e o estipulante não o inovar nos termos do art. 438.

Art. 437. Se ao terceiro, em favor de quem se fez o contrato, se deixar o direito de reclamar-lhe a execução, não poderá o estipulante exonerar o devedor.

Art. 438. O estipulante pode reservar-se o direito de substituir o terceiro designado no contrato, independentemente da sua anuência e da do outro contratante. Parágrafo único. A substituição pode ser feita por ato entre vivos ou por disposição de última vontade.

Promessa de fato de terceiro

È possível que uma pessoa se comprometa para que terceiro pratique um determinado ato. É o que ocorre com um empresário de um artista famoso que se compromete em nome do renomado artista na realização de um show. Se o show não se realizar, desde que não haja caso fortuito ou força maior, responde o empresário por perdas e danos. O assunto é tratado nos arts. 439 e 440 do CC.

Art. 439. Aquele que tiver prometido fato de terceiro responderá por perdas e danos, quando este o não executar. Parágrafo único. Tal responsabilidade não existirá se o terceiro for o cônjuge do promitente, dependendo da sua anuência o ato a ser praticado, e desde que, pelo regime do casamento, a indenização, de algum modo, venha a recair sobre os seus bens.

Art. 440. Nenhuma obrigação haverá para quem se comprometer por outrem, se este, depois de se ter obrigado, faltar à prestação.

Pelo art. 440 do CC, conclui-se que se o artista famoso pessoalmente se comprometer a realizar o show, a responsabilidade desloca-se do empresário para ele.

Vícios redibitórios

São denominados vícios redibitórios os defeitos ocultos e de certa gravidade de uma coisa que a tornem imprópria ao uso a que é destinada ou lhe diminuam o valor, como, por exemplo, os defeitos de uma máquina ou a doença de um cavalo, que o comprador normalmente não poderia ter percebido no momento da compra.

Os arts. 441 a 446 do CC tratam de disciplinar o assunto.

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Art. 441. A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por vícios ou defeitos ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o valor. Parágrafo único. É aplicável a disposição deste artigo às doações onerosas.

Através do art. 441 do CC, percebe-se que só pode haver vício redibitório quando se tratar de contrato comutativo ou doações onerosas. Ou seja, é necessária a contraprestação, não se configurando o vício redibitório em contrato gratuito. Aqui vale o ditado que “cavalo dado não se olha os dentes”.

Art. 442. Em vez de rejeitar a coisa, redibindo o contrato (art. 441), pode o adquirente reclamar abatimento no preço.

Percebe-se que duas situações podem ocorrer quando se configurar um vício redibitório:

1) Rescisão contratual: através da ação redibitória o prejudicado pode rescindir o contrato e exigir a devolução da importância paga.

2) Abatimento no preço: através de uma ação estimatória (quanti minoris) pode apenas pedir um abatimento no preço.

Art. 443. Se o alienante conhecia o vício ou defeito da coisa, restituirá o que recebeu com perdas e danos; se o não conhecia, tão-somente restituirá o valor recebido, mais as despesas do contrato.

Conforme foi estudado na aula de obrigações, quando há culpa do devedor, surge a possibilidade de indenização por perdas e danos. Em se tratando de vício redibitório, é a má-fé em omitir o vício ou defeito oculto que acarreta a indenização por perdas e danos.

Veja a tabela a seguir:

ALIENANTE CONHECIA O VÍCIO OU DEFEITO OCULTO

o prejudicado pode exigir a devolução da importância paga acrescida de perdas e danos

ALIENANTE NÃO CONHECIA O VÍCIO OU DEFEITO OCULTO

o prejudicado pode exigir apenas a importância paga.

Art. 444. A responsabilidade do alienante subsiste ainda que a coisa pereça em poder do alienatário, se perecer por vício oculto, já existente ao tempo da tradição.

Aplicando o exemplo do cavalo com doença ao art. 444 do CC, caberá ao adquirente provar que o vírus da doença que vitimou o animal já se encontrava encubado no momento da entrega do animal.

Art. 445. O adquirente decai do direito de obter a redibição ou abatimento no preço no prazo de trinta dias se a coisa for móvel, e de um ano se for imóvel, contado da entrega efetiva; se já estava na posse, o prazo conta-se da alienação, reduzido à metade.

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§ 1 o Quando o vício, por sua natureza, só puder ser conhecido mais tarde, o prazo contar-se-á do momento em que dele tiver ciência, até o prazo máximo de cento e oitenta dias, em se tratando de bens móveis; e de um ano, para os imóveis. § 2 o Tratando-se de venda de animais, os prazos de garantia por vícios ocultos serão os estabelecidos em lei especial, ou, na falta desta, pelos usos locais, aplicando-se o disposto no parágrafo antecedente se não houver regras disciplinando a matéria.

O art. 445 do CC estabelece prazos decadenciais para a propositura da redibição ou do abatimento no preço. São prazos decadenciais:

BEM

MÓVEL

  • 30 DIAS

Contado da

SE JÁ

15 DIAS

Contado da

entrega

ESTAVA

alienação

     

BEM

  • 01 ANO

efetiva

NA POSSE

6 MESES

1/2

IMÓVEL

O legislador entende que se o adquirente já estava na posse, já conhecia a coisa, então deve ter um prazo menor para ingressar com ação contra o alienante. Como exemplo, temos a pessoa que mora em um imóvel por comodato, sendo que o comodatário decide adquirir o imóvel, será aplicado um prazo menor.

No caso de animais, estabelece o art. 445, § 2º do CC que os prazos decadenciais deverão ser regulados por lei especial ou, na falta desta, pelos usos locais.

Evicção

Consiste na perda, pelo adquirente (evicto), da posse ou propriedade da coisa transferida, por força de uma sentença judicial ou ato administrativo que reconheceu o direito anterior de terceiro, denominado evictor.

A seguir temos um gráfico esquemático ilustrando a evicção. Imagine que A venda uma casa para B, sendo que o objeto da venda esteja sendo alvo de uma ação de usucapião por parte de C.

A
A

RESPONSABILIDADE PELA EVICÇÃO A deve indenizar B pelo prejuízo decorrente da evicção.

PERSONAGENS:

A: alienante B: adquirente ou evicto C: evictor

CASA B USUCAPIÃO EVICÇÃO B perde a casa em razão de uma sentença judicial favorável a
CASA
B
USUCAPIÃO
EVICÇÃO B perde a casa
em razão de uma sentença
judicial favorável a C.
C

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Os arts. 447 a 457 do CC tratam do assunto:

Art. 447. Nos contratos onerosos, o alienante responde pela evicção. Subsiste esta garantia ainda que a aquisição se tenha realizado em hasta pública.

A evicção só pode ocorrer em contratos onerosos, não sendo admitida em contrato gratuito. Dessa forma, não há que se falar em evicção nos contratos de doação simples e comodato (empréstimo gratuito de bens infungíveis).

Analisando o final do art. 447 do CC, percebemos que a responsabilidade pela evicção subsiste ainda que a aquisição se tenha realizado em hasta pública. Dessa forma, se uma pessoa arrematar um determinado bem móvel em um leilão, ou bem imóvel em uma praça, e, após a arrematação e expedição da carta (comprobatória de seu direito) vier a ser demandada numa ação reivindicatória e sucumbir, então poderá exercer o seu direito de regresso contra o devedor, de cujo patrimônio se originou o bem levado à hasta.

Art. 448. Podem as partes, por cláusula expressa, reforçar, diminuir ou excluir a responsabilidade pela evicção.

Desta forma, se uma pessoa, agindo de boa-fé, adquirir um bem e depois o perder para o real proprietário, então, via de regra, poderá cobrar indenização do alienante. Entretanto, essa responsabilidade do alienante pela evicção poderá ser reforçada (ex: indenização de 150% do valor pago), diminuída (ex: indenização de apenas 50% do valor pago) ou excluída (isenta a responsabilidade do alienante), nos termos do art. 448 do CC.

Art. 449. Não obstante a cláusula que exclui a garantia contra a evicção, se esta se der, tem direito o evicto a receber o preço que pagou pela coisa evicta, se não soube do risco da evicção, ou, dele informado, não o assumiu.

Art. 457. Não pode o adquirente demandar pela evicção, se sabia que a coisa era alheia ou litigiosa.

Entretanto, quando houver cláusula expressa de exclusão da responsabilidade do alienante, também deve ser analisado se o adquirente tinha ciência do risco da evicção. Dessa forma, temos as seguintes “sentenças matemáticas”:

  • a) cláusula expressa de exclusão da garantia + ciência específica do risco pelo adquirente = isenção do alienante de toda responsabilidade (art. 457 do CC).

  • b) cláusula expressa de exclusão da garantia ciência do risco pelo adquirente ou ter assumido o risco = responsabilidade do alienante apenas pelo preço pago pela coisa evicta (art. 449 do CC).

Art. 450. Salvo estipulação em contrário, tem direito o evicto, além da restituição integral do preço ou das quantias que pagou:

I - à indenização dos frutos que tiver sido obrigado a restituir; II - à indenização pelas despesas dos contratos e pelos prejuízos que diretamente resultarem da evicção;

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III - às custas judiciais e aos honorários do advogado por ele constituído. Parágrafo único. O preço, seja a evicção total ou parcial, será o do valor da coisa, na época em que se evenceu, e proporcional ao desfalque sofrido, no caso de evicção parcial.

O dispositivo cuida da evicção total sofrida pelo adquirente, que teve a perda ou o desapossamento da coisa de forma absoluta e estabelece os direitos do evicto.

Art. 451. Subsiste para o alienante esta obrigação, ainda que a coisa alienada esteja deteriorada, exceto havendo dolo do adquirente.

A deterioração da coisa evicta, em poder do adquirente, não afasta a responsabilidade do alienante, respondendo por evicção total, exceto se houver ação dolosa do adquirente (deterioração intencional do bem). Não poderá, assim, o alienante invocar a desvalorização da coisa evicta, para reduzir o preço a restituir e/ou a indenização por perdas e danos.

Art. 452. Se o adquirente tiver auferido vantagens das deteriorações, e não tiver sido condenado a indenizá-las, o valor das vantagens será deduzido da quantia que lhe houver de dar o alienante.

Caso o evicto já tenha sido compensado pelas deteriorações, então o alienante poderá deduzir o valor dessas vantagens da quantia que teria de restituir-lhe.

Art. 453. As benfeitorias necessárias ou úteis, não abonadas ao que sofreu a evicção, serão pagas pelo alienante.

Art. 454. Se as benfeitorias abonadas ao que sofreu a evicção tiverem sido feitas pelo alienante, o valor delas será levado em conta na restituição devida.

As benfeitorias são obras realizadas pelo homem na estrutura da coisa principal com a intenção de conservação, melhoramento ou embelezamento. Estudamos que elas podem ser necessárias, úteis ou voluptuárias na aula 2, entretanto os arts. 453 e 454 do CC tratam apenas das necessárias e úteis.

Desta forma, imagine no exemplo gráfico dado que antes de B sofrer a evicção ele tivesse realizado benfeitorias necessárias ou úteis na casa. Neste caso, se C (evictor) não indenizar B (evicto) pelas benfeitorias, então a responsabilidade recai sobre A (alienante).

Art. 455. Se parcial, mas considerável, for a evicção, poderá o evicto optar entre a rescisão do contrato e a restituição da parte do preço correspondente ao desfalque sofrido. Se não for considerável, caberá somente direito a indenização.

A evicção pode ser de dois tipos: total (perda de todo o bem) ou parcial (perda de parte do bem).

Em caso de evicção parcial (ex: reivindicação de parte de um terreno adquirido) temos duas possibilidades: a evicção parcial ser considerável ou não considerável,, nos termos do art. 455 do CC.

A tabela a seguir ilustra as conseqüências da evicção parcial:

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Direitos do evicto:

CONSIDERÁVEL

  • 1. rescisão do contrato; ou

EVICÇÃO

  • 2. restituição de parte do preço correspondente

PARCIAL

ao desfalque sofrido.

 

Direito do evicto:

NÃO CONSIDERÁVEL

  • 1. indenização.

Art. 456. Para poder exercitar o direito que da evicção lhe resulta, o adquirente notificará do litígio o alienante imediato, ou qualquer dos anteriores, quando e como lhe determinarem as leis do processo. Parágrafo único. Não atendendo o alienante à denunciação da lide, e sendo manifesta a procedência da evicção, pode o adquirente deixar de oferecer contestação, ou usar de recursos.

No art. 456 do CC foi abordado um aspecto processual do instituto da evicção.

Contrato com pessoa a declarar

Pode alguém firmar um contrato, estipulando porém que outra pessoas, a ser indicada, assumirá os direitos e obrigações decorrentes, em cinco dias ou no prazo acordado. È o que se conclui analisando os arts. 467 e 468 do CC.

Art. 467. No momento da conclusão do contrato, pode uma das partes reservar-se a faculdade de indicar a pessoa que deve adquirir os direitos e assumir as obrigações dele decorrentes.

Art. 468. Essa indicação deve ser comunicada à outra parte no prazo de cinco dias da conclusão do contrato, se outro não tiver sido estipulado. Parágrafo único. A aceitação da pessoa nomeada não será eficaz se não se revestir da mesma forma que as partes usaram para o contrato.

Art. 469. A pessoa, nomeada de conformidade com os artigos antecedentes, adquire os direitos e assume as obrigações decorrentes do contrato, a partir do momento em que este foi celebrado.

É o que acontece quando A e B concluem entre si um contrato, estipulando porém que C poderá substituir A, por indicação deste, dentro de certo prazo, no mesmo contrato.

A
A

CCCOOONNNTTTRRRAAATTTOOO CONTRATO

CCCOOONNNTTTRRRAAATTTOOO CONTRATO B

B

 

possível

substituição

 
 

C

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Art. 470. O contrato será eficaz somente entre os contratantes originários:

I - se não houver indicação de pessoa, ou se o nomeado se recusar a aceitá-la; II - se a pessoa nomeada era insolvente, e a outra pessoa o desconhecia no momento da indicação.

Art. 471. Se a pessoa a nomear era incapaz ou insolvente no momento da nomeação, o contrato produzirá seus efeitos entre os contratantes originários.

Conclui-se que o contrato valerá apenas entre os contratantes originários se não for feita a indicação de C, se C não aceitar o combinado ou se C for incapaz/insolvente.

MAIS ALGUMAS QUESTÕES COMENTADAS PARA FIXAR

4. (FGV - AUDITOR – TCM-PA – 2008) Analise as afirmativas a seguir:

I. O conceito de nemo potest venire contra factum proprium tem por essência o princípio da boa-fé subjetiva. II. O conceito de nemo potest venire contra factum proprium tem por essência o princípio da função social dos contratos. III. O conceito de nemo potest venire contra factum proprium tem por essência o princípio da autonomia da vontade. IV. O conceito de nemo potest venire contra factum proprium tem por essência o princípio da boa-fé objetiva. Assinale:

  • (A) se todas as afirmativas estiverem corretas.

  • (B) se apenas uma afirmativa estiver correta.

  • (C) se nenhuma afirmativa estiver correta.

  • (D) se apenas duas afirmativas estiverem corretas.

  • (E) se apenas três afirmativas estiverem corretas.

A máxima do Direito Romano ainda vigente no Direito Brasileiro “nemo potest venire contra factum proprium” significa que ninguém pode se opor a fato a que ele próprio deu causa.

Um dos grandes efeitos do princípio da boa-fé objetiva se traduz na proibição de que uma parte se comporte de forma contraditória aos seus próprios atos anteriores. Ou seja, não é lícito uma pessoa fazer valer um direito se contrapondo a uma conduta anterior interpretada objetivamente segundo a lei, segundo os bons costumes e a boa-fé.

Para exemplificar, temos o contrato de prestações periódicas com o pagamento sendo feito, reiteradamente, em outro lugar, conforme o art. 330 do CC.

Art. 330 do CC - O pagamento reiteradamente feito em outro local faz presumir renúncia do credor relativamente ao previsto no contrato.

Imagine que um credor concorde, durante um contrato de prestações periódicas, com o pagamento em lugar diverso do convencionado. Posteriormente, ele não poderá surpreender o devedor com a exigência literal do contrato.

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O assunto foi alvo de discussão na IV Jornada de Direito Civil do CJF e deu origem ao Enunciado 362 que menciona o art. 422 do CC e dispõe que:

Enunciado 362 – Art. 422. A vedação do comportamento contraditório (venire contra factum proprium) funda-se na proteção da confiança, tal como se extrai dos arts. 187 e 422 do Código Civil. Art. 422 do CC - Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em sua execução, os princípios de probidade e boa-fé.

Diante do que já foi explicado, percebe-se que apenas a afirmativa IV está correta. Gabarito: B

5. (FGV - FISCAL DE RENDAS – RJ – 2009) A respeito dos contratos, analise as afirmativas a seguir:

I. No caso de redibição de contrato comutativo, sempre será devida reparação por perdas e danos. II. A responsabilidade por evicção é cláusula essencial aos contratos onerosos e não pode, portanto, ser excluída pelas partes, ainda que expressamente. III. A aceitação de proposta de contrato fora do prazo ou com modificações configura nova proposta. Assinale:

  • (A) se somente a afirmativa II estiver correta.

  • (B) se somente a afirmativa III estiver correta.

  • (C) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.

  • (D) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.

  • (E) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

Análise das afirmativas:

I. ERRADA. A afirmativa trata dos vícios redibitórios (defeitos ocultos existentes em uma coisa alienada). A base legal para a solução é o art. 443 do CC.

Art. 443 do CC - Se o alienante conhecia o vício ou defeito da coisa, restituirá o que recebeu com perdas e danos; se o não conhecia, tão-somente restituirá o valor recebido, mais as despesas do contrato.

Ou seja, conclui-se que só haverá perdas e danos se houver má-fé por parte do vendedor que conhecia o dano e se omitiu a respeito.

II. ERRADA. A evicção é a perda da coisa, por força de decisão judicial, fundada em motivo jurídico anterior, que a confere a outrem, seu verdadeiro dono, com o reconhecimento em juízo da existência de ônus sobre a mesma coisa, não denunciado oportunamente no contrato, conforme o art. 447 do CC.

Art. 447 do CC - Nos contratos onerosos, o alienante responde pela evicção. Subsiste esta garantia ainda que a aquisição se tenha realizado em hasta pública.

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Desta forma, se uma pessoa, agindo de boa-fé, adquirir um bem e depois o perder para o real proprietário, então, via de regra, poderá cobrar indenização do alienante. Entretanto, essa responsabilidade do alienante pela evicção poderá ser reforçada, diminuída ou excluída, nos termos do art. 448 do CC.

Art. 448 do CC - Podem as partes, por cláusula expressa, reforçar, diminuir ou excluir a responsabilidade pela evicção.

III. CERTA. Já comentamos sobre a proposta nas questões 2 e 3. A afirmativa reflete o art. 431 do CC.

Art. 431 do CC - A aceitação fora do prazo, com adições, restrições, ou modificações, importará nova proposta.

A aceitação da proposta deve ser oportuna e conter adesão integral à oferta. Caso ocorra manifestação fora do tempo, estará configurada uma nova proposta.

Gabarito: B

6. (NCE – PROCURADOR – PREF. DE VARZEA PAULISTA – 2006) O contrato bilateral requer que as duas prestações sejam cumpridas simultaneamente, de forma que nenhum dos contratantes poderá, antes de cumprir sua obrigação, exigir o implemento do outro, devido a:

  • (A) Emptio spei;

  • (B) Emptio rei speratae;

  • (C) Obrigação propter rem;

  • (D) Exceptio adimpleti contractus;

  • (E) Exceptio non adimplenti contractus.

Análise das alternativas:

  • (A) ERRADA. Emptio spei é um tipo de contrato aleatório em que um dos contratantes,

na alienação de coisa futura, toma a si o risco existente da coisa, ajustando um preço,

que será devido integralmente, mesmo que nada se produza sem que haja dolo ou culpa do alienante. Este instituto está previsto no art. 458 do CC.

Art. 458 do CC - Se o contrato for aleatório, por dizer respeito a coisas ou fatos futuros, cujo risco de não virem a existir um dos contratantes assuma, terá o outro direito de receber integralmente o que lhe foi prometido, desde que de sua parte não tenha havido dolo ou culpa, ainda que nada do avençado venha a existir.

Corresponde à compra de uma “esperança”, quando o comprador assume o risco da existência da coisa (ex: comprar a ninhada de uma cadela).

  • (B) ERRADA. O conceito de emptio rei speratae se assemelha ao da alternativa anterior,

entretanto, aqui o

risco

é

na quantidade,

então

se

não vier

nada,

ou

se

nada for

produzido, o preço não será devido. O instituto é tratado no art. 459 do CC:

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Art. 459 do CC - Se for aleatório, por serem objeto dele coisas futuras, tomando o adquirente a si o risco de virem a existir em qualquer quantidade, terá também direito o alienante a todo o preço, desde que de sua parte não tiver concorrido culpa, ainda que a coisa venha a existir em quantidade inferior à esperada. Parágrafo único. Mas, se da coisa nada vier a existir, alienação não haverá, e o alienante restituirá o preço recebido.

  • (C) ERRADA. A obrigação propter rem é aquela em que o devedor, por ser titular de

direito sobre a coisa, fica sujeito a uma prestação que não é proveniente de manifestação expressa ou tácita de sua vontade. É o que ocorre com aquele que compra um imóvel e assume a obrigação sobre todos os IPTUs atrasados do imóvel, pois a obrigação de pagar o IPTU fica vinculada ao imóvel.

  • (D) ERRADA. A exceptio adimplenti contractus, exceção do contrato cumprido, prevê

que mesmo ocorrendo o cumprimento das cláusulas estipuladas no contrato, o aspecto oneroso será mantido.

  • (E) CERTA. A exceptio non adimplenti contractus está prevista no art. 476 do CC,

trata-se da exceção de contrato não cumprido.

Art. 476 do CC - Nos contratos bilaterais, nenhum dos contratantes, antes de cumprida a sua obrigação, pode exigir o implemento da do outro.

Ou seja, em decorrência dos contratos bilaterais ou sinalagmáticos gerarem reciprocamente direitos e obrigações para ambas as partes, então uma das partes não pode exigir da outra o cumprimento de cumprir com a sua obrigação. E, linguagem simples, eu não posso cobrar o bem se eu não paguei.

Gabarito: E

7. (FGV - FISCAL DE RENDAS – RJ – 2008) Quanto ao contrato de execução contínua, é correto afirmar que:

  • (A) as prestações vencidas e não pagas produzem efeitos ex tunc.

  • (B) a prescrição atinge por igual todas as parcelas do contrato.

  • (C) não há liberação de uma das partes, se a outra não pode cumprir o contrato.

  • (D) pode ser exigido o cumprimento das prestações de forma simultânea.

(E)

a nulidade

produzidos.

do contrato de prestação contínua não afeta

seus efeitos já

O contrato de execução continuada ou de trato sucessivo é aquele satisfeito mediante prestações reiteradas, nos termos do que foi convencionado. São exemplo deste tipo de contratos os de locação, os de fornecimento de água, gás, eletricidade, etc.

Análise das alternativas:

  • (A) ERRADA. As prestações vencidas e não pagas produzem efeitos ex nunc, ou seja,

não retroage e, conseqüentemente, não afeta os efeitos que já foram produzidos. Vamos pensar em um caso prático usando o “bom senso”: imagine um contrato de fornecimento de energia elétrica, se, após 1 ano de contrato, o consumidor deixar de pagar a conta, a cobrança não pode incidir sobre as prestações que foram pagas.

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  • (B) ERRADA. Ainda pensando no fornecimento de energia elétrica, as parcelas possuem

data de vencimento diferente, mês a mês, ou seja, a prescrição das parcelas ocorrerá em

datas diferentes.

  • (C) ERRADA. A alternativa tem como tema a exceção do contrato não cumprido tratada

no art. 477 do CC.

Art. 477 do CC - Se, depois de concluído o contrato, sobrevier a uma das partes contratantes diminuição em seu patrimônio capaz de comprometer ou tornar duvidosa a prestação pela qual se obrigou, pode a outra recusar-se à prestação que lhe incumbe, até que aquela satisfaça a que lhe compete ou dê garantia bastante de satisfazê-la.

Dessa forma, se uma liberada da sua prestação.

das

partes

não puder

cumprir o contrato, a

outra está

  • (D) ERRADA. A característica do contrato de trato sucessivo é a periodicidade das

prestações, e não a simultaneidade.

  • (E) CERTA. Conforme os comentários da alternativa (A).

Gabarito: E

Extinção e rescisão contratual

O contrato extingue-se através de duas formas: a forma normal ocorre com o seu cumprimento; já a forma anormal ocorre sem que as obrigações tenham sido cumpridas. Sobre as causas de extinção anormal, podemos separá-las em anteriores ou contemporâneas ao contrato (ex: nulidades e anulabilidades estudadas na aula 3) e em supervenientes (destroem os efeitos do contrato após ele ter se formado). A tabela a seguir enumera e sintetiza as causas anormais de extinção dos contratos.

CAUSAS ANORMAIS DE EXTINÇÃO DO CONTRATO

 

ANTERIORES OU CONTEMPORÂNEAS

 

SUPERVENIENTES

 
 

RESCISÃO;

 

NULIDADES (arts. 166 e 167 do CC);

RESOLUÇÃO;

ANULABILIDADES (art. 171 do CC); REDIBIÇÃO (vícios redibitórios).

RESILIÇÃO;

MORTE

DO

CONTRATANTE,

nos

 

contratos personalíssimos.

Sobre as causas anteriores ou contemporâneas, estudamos os vícios que são capazes de invalidar os negócios jurídicos. Pelo fato do contrato também ser um negócio jurídico, tais

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vícios também podem extinguir um contrato invalidando-o totalmente (nulidade) ou parcialmente (anulabilidade).

Nos arts. 472 a 480 do CC (reproduzidos após a tabela a seguir) temos disposições legais relativas às causas supervenientes anormais de extinção do contrato.

Inicialmente faz-se necessário distinguirmos as diferenças entre os termos rescisão, resilição e resolução. A tabela a seguir mostra que a rescisão (que é o gênero) possui as seguintes espécies: resolução (extinção do contrato por descumprimento do devedor, podendo ser com culpa ou sem culpa) e resilição (dissolução por vontade bilateral – também chamada de distrato - ou unilateral, quando admissível por lei, de forma expressa ou implícita, pelo reconhecimento de um direito potestativo).

 

RESCISÃO

 
 

RESILIÇÃO

   

RESOLUÇÃO

Ocorre quando há o desfazimento de um contrato por simples manifestação de vontade de uma ou de ambas as partes.

Ocorre quando houver um inadimplemento, ou seja, quando uma das partes não cumprir o contrato.

Não interessa mais o vínculo contratual.

 

Interessa o vínculo contratual.

 
 

A

resolução

pode

decorrer

de

uma

A resilição pode ser de dois tipos:

 

cláusula

expressa ou tácita

(art. 474

do

- BILATERAL: é o DISTRATO (art. 472 do CC), que deve ser celebrado através da mesma forma do contrato original.

 

CC).

- CLÁUSULA EXPRESSA: normalmente, os contratos trazem uma cláusula

- UNILATERAL (art.

473

do

CC):

é

a

resolutiva expressa dizendo que se não for

DENÚNCIA que deve ser notificada para a

cumprido algo determinado o contrato se

outra parte.

Aplica-se, especialmente, a contratos de

resolve.Ou seja, o descumprimento provocará uma resolução imediata.

atividades

ou

serviços

por

tempo

- TÁCITA: sem a cláusula resolutiva, o

indeterminado.

 

inadimplemento demanda uma notificação para a resolução.

Ex: terminar um contrato de linha de celular ou de canal por assinatura.

Ex: alugar um apartamento e não pagar as parcelas de aluguel.

Art. 472. O distrato faz-se pela mesma forma exigida para o contrato.

Art. 473. A resilição unilateral, nos casos em que a lei expressa ou implicitamente o permita, opera mediante denúncia notificada à outra parte. Parágrafo único. Se, porém, dada a natureza do contrato, uma das partes houver feito investimentos consideráveis para a sua execução, a denúncia unilateral só produzirá efeito depois de transcorrido prazo compatível com a natureza e o vulto dos investimentos.

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Art. 474. A cláusula resolutiva expressa opera de pleno direito; a tácita depende de interpelação judicial.

Art. 475. A parte lesada pelo inadimplemento pode pedir a resolução do contrato, se não preferir exigir-lhe o cumprimento, cabendo, em qualquer dos casos, indenização por perdas e danos.

Outro assunto muito cobrado em prova de concurso é a exceção do contrato não cumprido (exceptio non adimpleti contractus) que é um meio de defesa pelo qual a parte demandada pela execução de um contrato pode argüir que deixou de cumprí-lo pelo fato da outra ainda não ter satisfeito a prestação correspondente. Vide arts. 476 e 477 do CC.

Art. 476. Nos contratos bilaterais, nenhum dos contratantes, antes de cumprida a sua obrigação, pode exigir o implemento da do outro.

Diante disso, imagine que você contrate um pintor para pintar a sua casa e que fique convencionado o pagamento da metade no início do serviço e a outra metade ao final do serviço. Se o pintor pedir a metade restante no meio da pintura, sem ter cumprido com a sua parte, você em sua defesa, para não pagar a 2 a metade, alega a exceção do contrato não cumprido.

Art. 477. Se, depois de concluído o contrato, sobrevier a uma das partes contratantes diminuição em seu patrimônio capaz de comprometer ou tornar duvidosa a prestação pela qual se obrigou, pode a outra recusar-se à prestação que lhe incumbe, até que aquela satisfaça a que lhe compete ou dê garantia bastante de satisfazê-la.

Caso o contrato seja celebrado, mas haja fundado receio de seu futuro descumprimento, por força da diminuição posterior do patrimônio da parte contrária, é preciso que se faça algo para resguardar o interesse dos contratantes.

Ou seja, o art. 477 do CC representa uma forma de proteção aos interesses daquele que, por força da relação obrigacional, deve cumprir a prestação antes da parte contrária que teve o patrimônio diminuído.

O tema do quadro a seguir costuma ser abordado em provas de concursos:

CLÁUSULA SOLVE ET REPETE decorre do princípio da autonomia de vontade e significa uma cláusula inserida no contrato que obriga o contratante a cumprir a sua obrigação, mesmo diante do descumprimento da do outro, para que possa questionar o descumprimento e exigir perdas e danos. Ou seja, trata-se de uma renúncia ao direito de opor a exceção do contrato não cumprido.

Para finalizar a parte teórica de hoje vamos abordar a TEORIA DA IMPREVISÃO consagrada nos art. 478 a 480 do CC.

Art. 478. Nos contratos de execução continuada ou diferida, se a prestação de uma das partes se tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude de acontecimentos extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução do contrato. Os efeitos da sentença que a decretar retroagirão à data da citação.

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Art. 479. A resolução poderá ser evitada, oferecendo-se o réu a modificar eqüitativamente as condições do contrato.

Art. 480. Se no contrato as obrigações couberem a apenas uma das partes, poderá ela pleitear que a sua prestação seja reduzida, ou alterado o modo de executá-la, a fim de evitar a onerosidade excessiva.

Tal teoria consiste no reconhecimento de que a ocorrência de um acontecimento novo e imprevisível, com impacto na base econômica do contrato, justificaria a sua revisão ou resolução. Entretanto, para que tal acontecimento influencie as bases do contrato, o contrato deve ser de execução continuada ou de trato sucessivo, ou seja, de médio ou longo prazo, uma vez que se mostraria inútil nos de consumação instantânea.

Conclui-se que está implícito na teoria da imprevisão a cláusula REBUS SIC STANTIBUS (“enquanto as coisas ficarem como estão”) que defende a permanência do equilíbrio contratual durante todo o período em que for celebrado.

Um exemplo seria o caso do empreiteiro com dificuldades de concluir a obra contratada, em razão de uma alta exagerada e imprevisível do custo dos materiais.

Nos termos do art. 479 do CC, depreende-se o princípio da conservação do negócio jurídico desde que se reestabeleça o equilíbrio contratual perdido com o acontecimento extraordinário e imprevisível.

Por fim temos a possibilidade de revisão do contrato no art. 480 do CC. Antes da nossa tradicional lista de exercícios da banca CESPE/UnB, temos duas questões muito interessante:.

8. (FGV - JUIZ SUBSTITUTO – TJ-MS – 2008) Celebrado contrato de promessa de compra e venda de imóvel, e estando o devedor em dificuldades financeiras e objetivando não mais prosseguir na respectiva execução, poderá no tocante à avença postular:

  • (A) rescisão.

  • (B) resolução.

  • (C) resilição.

  • (D) revisão.

  • (E) revogação.

A questão apresenta nas suas alternativas conceitos que são bastante confusos e discutidos na doutrina sobre a extinção ou alteração de contratos.

Já estudamos no decorrer da aula a diferença entre a rescisão, a resolução e a resilição.

Sobre a questão, a jurisprudência do STJ considera ser possível a resilição unilateral do compromisso de compra e venda por iniciativa do promitente comprador se ele não reúne mais as condições econômicas de suportar o pagamento das prestações, o que enseja retenções pelo promitente vendedor de parte das parcelas pagas para compensá-lo pelos custos operacionais da contratação.

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Entretanto é interessante comentarmos o instituto abaixo:

- revogação: consiste em uma modalidade de desfazimento de determinado negócio jurídico, por iniciativa de uma das partes isoladamente. É o exemplo da resilição unilateral aplicável a algumas modalidades contratuais, tal como o mandato e a doação.

Gabarito: C

9. (CESGRANRIO - ADVOGADO – Secretaria Municipal de Saúde – SEMSA – Prefeitura de Manaus-AM – 2005) A extinção de um contrato de compra e venda que tem por objeto bem móvel, celebrado por instrumento público:

(A)

se dá automaticamente, pois é nulo de pleno direito em função da forma de

celebração.

(B)

tem de ocorrer por distrato celebrado por instrumento público.

(C)

pode ser requerida por qualquer das partes, pois é anulável em função da forma

de celebração.

(D)

pode se dar por distrato celebrado por instrumento particular.

(E)

só pode se dar por distrato celebrado por instrumento particular se houver a

concordância do comprador, pois, em caso contrário, será o distrato celebrado por

instrumento público.

A questão tem como base legal os arts. 108 e 472 do CC.

Art. 108 do CC - Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País. Art. 472 do CC - O distrato faz-se pela mesma forma exigida para o contrato.

Os negócios jurídicos (art. 108 do CC) que envolvam bens imóveis cujo valor não seja maior que 30 salários mínimos e bens móveis de qualquer valor, em regra, não necessitam de escritura pública por serem não solenes.

Dessa forma, nos termos do art. 472 do CC, para ocorrer a extinção de um contrato de compra e venda de bem móvel também não será exigível a escritura pública, bastando apenas o instrumento particular. Entretanto, nada impede que o distrato ocorra através de escritura pública.

Gabarito: D

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Lista dos exercícios apresentados no decorrer da aula

  • 1. (FGV - FISCAL DE RENDAS – MS – 2006) É ato jurídico bilateral e sinalagmático:

    • (A) doação.

    • (B) promessa de recompensa.

    • (C) permuta.

    • (D) comodato.

    • (E) depósito gratuito.

      • 2. (FGV - FISCAL DE RENDAS – RJ – 2008) Paulo emite proposta de venda de seu

carro a José. Pouco depois Paulo vem a falecer. Essa proposta:

  • (A) é válida e eficaz.

  • (B) é anulável e ineficaz.

  • (C) perdeu validade com a morte do proponente.

  • (D) perdeu eficácia com a morte do proponente.

  • (E) torna-se inexistente, ante a morte do proponente.

    • 3. (NCE – ADVOGADO – CIA DOCAS DE SANTANA – 2007) Para efeito de formação

dos contratos, pode-se afirmar que a proposta:

  • (A) não gera qualquer obrigação ao proponente;

  • (B) somente gera obrigações para o proponente se feita a pessoa ausente;

  • (C) somente gera obrigações para o proponente se feita a pessoa presente;

  • (D) obriga, via de regra, o proponente;

  • (E) equivale às negociações preliminares ou tratativas.

    • 4. (FGV - AUDITOR – TCM-PA – 2008) Analise as afirmativas a seguir:

I. O conceito de nemo potest venire contra factum proprium tem por essência o princípio da boa-fé subjetiva. II. O conceito de nemo potest venire contra factum proprium tem por essência o princípio da função social dos contratos.

III. O conceito de nemo potest venire contra factum proprium tem por essência o princípio da autonomia da vontade. IV. O conceito de nemo potest venire contra factum proprium tem por essência o princípio da boa-fé objetiva. Assinale:

  • (A) se todas as afirmativas estiverem corretas.

  • (B) se apenas uma afirmativa estiver correta.

  • (C) se nenhuma afirmativa estiver correta.

  • (D) se apenas duas afirmativas estiverem corretas.

  • (E) se apenas três afirmativas estiverem corretas.

    • 5. (FGV - FISCAL DE RENDAS – RJ – 2009) A respeito dos contratos, analise as

afirmativas a seguir:

I. No caso de redibição de contrato comutativo, sempre será devida reparação por

perdas e danos. II. A responsabilidade por evicção é cláusula essencial aos contratos onerosos e não pode, portanto, ser excluída pelas partes, ainda que expressamente.

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III. A aceitação de proposta de contrato fora do prazo ou com modificações configura nova proposta. Assinale:

  • (A) se somente a afirmativa II estiver correta.

  • (B) se somente a afirmativa III estiver correta.

  • (C) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.

  • (D) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.

  • (E) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

    • 6. (NCE – PROCURADOR – PREF. DE VARZEA PAULISTA – 2006) O contrato

bilateral requer que as duas prestações sejam cumpridas simultaneamente, de forma que nenhum dos contratantes poderá, antes de cumprir sua obrigação, exigir o implemento do outro, devido a:

  • (A) Emptio spei;

  • (B) Emptio rei speratae;

  • (C) Obrigação propter rem;

  • (D) Exceptio adimpleti contractus;

  • (E) Exceptio non adimplenti contractus.

7. (FGV

-

FISCAL DE RENDAS –

contínua, é correto afirmar que:

RJ – 2008) Quanto

ao contrato de execução

(A)

as prestações vencidas e não pagas produzem efeitos ex tunc.

 

(B)

a prescrição atinge por igual todas as parcelas do contrato.

 

(C)

não há liberação de uma das partes, se a outra não pode cumprir o contrato.

(D)

pode ser exigido o cumprimento das prestações de forma simultânea.

(E)

a nulidade

do contrato

de prestação

contínua não

afeta

seus efeitos já

produzidos.

 
  • 8. (FGV - JUIZ SUBSTITUTO – TJ-MS – 2008) Celebrado contrato de promessa de

compra e venda de imóvel, e estando o devedor em dificuldades financeiras e

objetivando não mais prosseguir na respectiva execução, poderá no tocante à avença postular:

  • (A) rescisão.

  • (B) resolução.

  • (C) resilição.

  • (D) revisão.

  • (E) revogação.

    • 9. (CESGRANRIO - ADVOGADO – Secretaria Municipal de Saúde – SEMSA –

Prefeitura de Manaus-AM – 2005) A extinção de um contrato de compra e venda que

tem por objeto bem móvel, celebrado por instrumento público:

(A)

se dá automaticamente, pois é nulo de pleno direito em função da forma de

celebração.

(B)

tem de ocorrer por distrato celebrado por instrumento público.

(C)

pode ser requerida por qualquer das partes, pois é anulável em função da forma

de celebração.

(D)

pode se dar por distrato celebrado por instrumento particular.

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(E) só pode se dar por distrato celebrado por instrumento particular se houver a concordância do comprador, pois, em caso contrário, será o distrato celebrado por instrumento público.

GABARITO: 1-C 2-A 3-D 4-B 5-B 6-E 7-E 8-C 9-D

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Lista de exercícios da banca CESPE/Unb

  • 1. (FUNDAC/PB – Advogado – 2008) A essência do contrato repousa na auto-

regulamentação dos interesses particulares com a finalidade de criar, modificar ou extinguir obrigações. Em decorrência, a locação de imóvel residencial situado em zona residencial, para fins comercial ou industrial, atende aos ditames da função social do contrato.

A função social dos contratos significa que nem sempre os contratantes poderão livremente contratar. Ou seja, existe a autonomia privada (liberdade de contratar entre os particulares), porém tal autonomia está limitada pelas questões de ordem pública e por lei. Dessa forma, se a zona onde se situa o imóvel é residencial, mas o contrato tem fins comerciais ou industriais, não está se respeitando a função social do contrato.

Gabarito: Errada.

  • 2. (TJ/AC – Juiz Substituto – 2007) O princípio da função social nas relações

contratuais é vinculante e tem prioridade axiológica sobre qualquer outra regra da disciplina contratual. A função social é considerada um fim para cuja realização ou

preservação se justifica a imposição de preceitos inderrogáveis e inafastáveis pela vontade das partes.

Segundo Caio Mário, “a função social do contrato serve precipuamente para limitar a autonomia da vontade quando tal autonomia esteja em confronto com o interesse social e este deva prevalecer, ainda que essa limitação possa atingir a própria liberdade de não contratar, como ocorre nas hipóteses de contrato obrigatório. Tal princípio desafia a concepção clássica de que os contratantes tudo podem fazer, porque estão no exercício da autonomia de vontade. Esta constatação tem como conseqüência, por exemplo, possibilitar que terceiros, que não são propriamente partes do contrato, possam nele influir, em razão de serem direta ou indiretamente por ele atingidos.”

Gabarito: Certa.

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  • 3. (DPU – Defensor Público – 2007) O postulado da função social do contrato (CC,

art. 421), consectário lógico dos princípios constitucionais da solidariedade (CF, art. 3.º, I) e da justiça social (CF, art. 170), constitui uma cláusula geral, a impor a revisão do princípio da relatividade dos efeitos dos contratos em relação a terceiros.

Conforme comentários das duas questões anteriores.

Gabarito: Certa.

  • 4. (CEF – Advogado – 2006) O princípio da boa-fé objetiva impõe o dever de cumprir

a obrigação principal e várias obrigações acessórias, entre elas, a obrigatoriedade de o contratante fornecer ao outro todas as informações necessárias para que este possa formar opinião esclarecida quanto a firmar ou não o contrato.

Sobre o enunciado da questão, o fornecimento de informações visando consubstanciar a formação de opinião para firmar ou não o contrato, temos que tal conduta está diretamente relacionada com o princípio da boa-fé objetiva.

Gabarito: Certa.

  • 5. (CETURB/ES – Advogado – 2010) Como corolário da cláusula geral de boa-fé

objetiva, proíbe-se o venire contra factum proprium.

Ainda tendo como base o princípio da boa-fé objetiva, temos que as atitudes de um dos contratantes geram justas expectativas no outro contratante. Por isso, a linha de conduta assumida por um dos agentes não pode ser contrariada pelo próprio agente através de um ato posterior. O venire contra factum proprium significa a proibição a um comportamento contraditório. Tal instituto funda-se na confiança despertada no outro sujeito de boa-fé em razão da primeira conduta realizada.

Gabarito: Certa.

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6. (CEAJUR/SGA – Procurador - 2007) O contrato comutativo se caracteriza pela equivalência presumida das prestações dos contratantes. Ambas as prestações geradas estão definidas no momento da formação do contrato. Essas prestações devem ser certas e compensar-se umas com as outras. Assim, os contratantes, além de receberem prestações equivalentes, podem apreciar imediatamente essa equivalência.

Os contratos bilaterais onerosos se subdividem em comutativos e aleatórios. O contrato oneroso é o que traz benefícios e ônus para ambas as partes, tal como o contrato de compra e venda, o contrato de locação, etc. Ou seja, nesses tipos de contratos existe uma prestação e outra contra-prestação. Contrato comutativo: é aquele onde as prestações são certas, insuscetíveis de variação. Contrato aleatório: é aquele onde uma das prestações pode variar em decorrência de um evento incerto, tal como ocorre em um contrato de seguro automotivo, onde o segurado paga o prêmio e a seguradora somente terá uma conta-prestação se ocorrer um sinistro. Conclui-se que no contrato comutativo as partes realizam o negócio sabendo previamente o que vão ganhar e perder.

Gabarito: Certa.

7. (Pref. Vila Velha/ES – Técnico – Auditoria - 2008) Contrato sinalagmático é aquele que confere vantagens somente a um dos contratantes.

O contrato sinalagmático é aquele onde emergem obrigações e vantagens recíprocas, ou seja, para ambas as partes contratantes, como ocorre no contrato de compra e venda onde o vendedor se obriga a entregar a coisa e o comprador a pagar-lhe certo preço em dinheiro.

Gabarito: Errada.

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8. (FUNDAC/PB – Advogado – 2008) A proposta de contrato

feita sem prazo

determinado

à

pessoa

presente

obriga

o

proponente,

ainda

que

não

aceita

imediatamente.

 

Analisando o art. 428, I do CC, percebemos que a não aceitação imediata a uma proposta feita à pessoa presente sem prazo retira a obrigatoriedade da proposta. Gabarito: Errada.

9. (AFTM – Vitória-ES - 2007) Os contratos celebrados pela Internet ou por outro meio eletrônico são considerados contratos entre ausentes e as propostas são obrigatórias. Tais contratos são considerados perfeitos ou acabados a partir da expedição da proposta por um dos contratantes.

Quando se tratar de um contrato entre ausente, considera-se que o contrato se formou, em regra, a partir do momento que a aceitação é expedida (art. 434 do CC). Gabarito: Errada. Os contratos pela Internet também podem ser entre presentes.

10. (TJ/SE – Titularidade de Serviços Notariais e de Registro – 2007) Nos contratos celebrados entre pessoas presentes, a proposta tem força obrigatória mesmo que seja feita sem prazo ou que não seja imediatamente aceita. Por força dessa vinculação, a proposta cria uma relação jurídica e sujeita o inadimplente à composição dos prejuízos por meio de indenização por perdas e danos.

Segundo o art. 428, I do CC, a proposta sem prazo feita entre pessoas presentes, caso não seja aceita imediatamente, perderá a sua força obrigatória.

Gabarito: Errada.

11. (STF – Analista Judiciário – Execução de Mandados – 2008) Feita a proposta entre presentes, a aceitação deve dar-se dentro do prazo estabelecido e, não havendo prazo, deve ser imediata, visto que, do contrário, a proposta deixa de ser obrigatória. Nesse sentido, a aceitação por parte do destinatário da proposta formaliza o contrato, uma vez que se atinge a convergência de vontades, elemento essencial aos contratos.

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Para consolidar o nosso estudo, vamos esquematizar as situações de obrigatoriedade das propostas::

Proposta entre presentes sem prazo: se torna obrigatória se houver aceitação imediata; Proposta entre ausentes sem prazo: se torna obrigatória durante o decurso de tempo suficiente para a aceitação; e Proposta entre ausentes com prazo: se torna obrigatória durante o prazo dado.

Gabarito: Certa.

  • 12. (TJ/AC – Juiz Substituto – 2007) Por meio da estipulação em favor de terceiro,

poderá o promitente validamente fazer disposições de última vontade, outorgando benefício pecuniário a um terceiro para após a morte do estipulante e, ainda, renunciar ao direito de revogar a estipulação ou substituir o terceiro, bem como exigir do beneficiário uma contraprestação.

O assunto da questão é a estipulação em favor de terceiro e a clássica situação que exemplifica o instituto em pauta é o contrato de seguro de vida. A assertiva apresenta a seguinte incorreção:

  • - caso o contrato imponha ao terceiro uma contraprestação para que receba o seu benefício, não se caracterizará a estipulação em favor de terceiro (contrato gratuito), mas sim um contrato de natureza sinalagmática.

Gabarito: Errada.

  • 13. (DPE/CE – Defensor Público – 2007) Se alguém, ao contratar, promete fato de

terceiro, esse contrato não tem a eficácia de obrigar quem dele não participou, vinculando à obrigação aquele que assumiu o cumprimento da prestação, como devedor primário. Assim, se o terceiro não executar a promessa feita no contrato, a responsabilidade patrimonial por perdas e danos incide sobre o promitente.

A questão trata da promessa de fato de terceiro. O assunto pode ser exemplificado pelo empresário que promete trazer um artista famoso para cantar em determinada cidade.

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Caso o artista famoso não apareça para realizar o show, então o empresário promitente, nos termos do art. 439 do CC, deve ser responsabilizado pelas perdas e danos decorrentes da situação.

Gabarito: Certa.

  • 14. (IEMA/ES – Advogado - 2007) O contrato realizado por alguém que prometeu

fato de terceiro não tem a eficácia de obrigar quem dele não participou. Assim, se o

terceiro não executar a promessa feita no contrato, a responsabilidade patrimonial por perdas e danos incide sobre o promitente.

Conforme os comentários da questão anterior, este enunciado se enquadra no art. 439 do CC.

Gabarito: Certa.

  • 15. (TJ/AC – Juiz Substituto – 2007) Nos contratos onerosos, para que o alienante

não responda pela evicção e seja exonerado inclusive da restituição da quantia paga pelo evicto, é necessário que, além da cláusula expressa de exclusão da garantia, o adquirente tenha ciência do risco e o tenha assumido, como é o caso de quem adquire coisa que sabe litigiosa.

A questão está de acordo com o art. 457 do CC.

Gabarito: Certa.

  • 16. (PGM/Vitória-ES – Procurador – 2007) A responsabilidade pela evicção consiste

na garantia instituída em favor do contratante que venha a perder a coisa adquirida por meio de contrato oneroso comutativo ou oneroso aleatório, em virtude de direito de terceiro anterior ao contrato. Essa garantia é inerente aos contratos, não sendo aplicável na aquisição de bens em hasta pública.

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Analisando o final do art. 447 do CC, percebemos que a responsabilidade pela evicção subsiste ainda que a aquisição se tenha realizado em hasta pública.

Gabarito: Errada.

17. (STF – Analista Judiciário – Execução de Mandados – 2008) Ocorrendo a evicção parcial, mas sendo considerável a perda, faculta-se ao evicto postular a resolução do contrato com a rejeição da coisa ou a restituição proporcional do preço. Tem-se, nesse caso, uma obrigação alternativa com escolha deferida ao credor.

Relembrando a tabela feita durante a aula, temos:

   

Direitos do evicto:

 

CONSIDERÁVEL

1.

rescisão do contrato; ou

EVICÇÃO

2.

restituição

de

parte

do

preço

PARCIAL

correspondente ao desfalque sofrido.

NÃO CONSIDERÁVEL

Direito do evicto:

 

1.

indenização.

Gabarito: Certa.

18. (CODEBA – Advogado – 2006) Na hipótese de um comprador constatar que a coisa adquirida não é o que pretendeu comprar, ele poderá reclamar a rescisão do contrato ou pedir abatimento no preço, alegando vício redibitório.

A questão faz uma mistura de conceitos entre erro e vício redibitório.

O erro

é

um vício

no

negócio jurídico onde a pessoa que está contratando se

engana sozinha (ex: comprar um relógio dourado pensando que é de ouro). Tal vício

permite, nos termos do art. 138 do CC, que o negócio jurídico seja anulado.

Art. 138 do CC - São anuláveis os negócios jurídicos, quando as declarações de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do negócio.

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Por outro lado, o vício redibitório é um defeito oculto apresentado pelo bem adquirido em razão de um contrato comutativo (tipo de contrato onde existe uma contraprestação certa). Como exemplo temos a pessoa que compra um carro Santana e, posteriormente, descobre que o motor do carro era de uma Brasília.

O vício redibitório permite dois tipos de ação:

1)

ação redibitória: utilizada para redibir (cancelar) o contrato; e

2)

ação estimatória: utilizada para reclamar abatimento no preço. Com base no que foi aqui exposto, a questão trata de um situação de erro e não de vício redibitório.

Gabarito: Errada.

  • 19. (SGA/AC – Advogado – 2008) Quando o objeto adquirido pelo comprador, ao

tempo da tradição, tiver um defeito oculto desconhecido do comprador, insuscetível de verificação imediata, que o torne impróprio ao uso a que é destinado ou lhe diminua o valor, o comprador pode, com ação redibitória, rejeitar a coisa e pedir a extinção do contrato; no caso de o adquirente optar por ficar com o bem, ele tem direito ao abatimento no preço, que pode ser conseguido mediante ação estimatória.

Os vícios redibitórios e suas respectivas ações foram comentados na questão anterior. Gabarito: Certa.

  • 20. (SECONT/ES – Auditor – 2009) Considere que José tenha adquirido um carro

zero quilômetro de determinada concessionária, por R$ 20.000,00. Convencionou-se que, antes da tradição, seria instalado um conjunto de som sofisticado por R$ 2.000,00. Passados 28 dias, José descobriu, durante uma revisão, que o rádio instalado era inferior em qualidade e ao valor convencionados. Nesse caso, a melhor medida a ser tomada por José é a actio redibitoria.

Como o rádio não é o objeto principal do contrato, a melhor medida a ser tomada na situação apresentada seria a ação estimatória para reclamar abatimento no preço. Provavelmente o valor de R$ 2.000,00 pago pelo som sofisticado.

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Gabarito: Errada.

  • 21. (PGE/PI – Procurador - 2008) O contrato preliminar é o compromisso para uma

futura declaração de vontade, ou seja, um contrato que gera a obrigação de contratar. Trata-se de documento preparatório para um negócio definitivo, devendo ser observada, sob pena de nulidade, a forma do contrato a ser celebrado.

O contrato preliminar, também chamado de compromisso, pré-contrato, promessa de contrato ou pacto de contraendo, tem por objeto a realização de um contrato definitivo, ou seja, as partes se comprometem a celebrar um contrato definitivo. De acordo com o art. 462 do CC, o contrato preliminar deve ter todos os requisitos do contrato definitivo visado, com exceção da forma. Ou seja, se eu celebrar um contrato preliminar de compromisso de compra e venda de um imóvel valioso, não há necessidade de se utilizar uma escritura pública. Perceba que se for celebrado um contrato definitivo de compra e venda de bem imóvel valioso, deve-se utilizar a escritura pública, mas o compromisso de compra e venda do mesmo imóvel pode ser celebrado mediante instrumento particular.

Gabarito: Errada.

  • 22. (Procurador de Estado - PGE/PB – 2008) Nos contratos aleatórios, as prestações

de uma ou ambas as partes são incertas, por dependerem de risco capaz de

provocar variação; por isso, poderá ocorrer desequilíbrio entre as prestações dos contratantes, dependendo do risco contratado.

Já estudamos na questão 6 que o contrato aleatório é aquele onde há incerteza em uma ou ambas as prestações. Dessa forma, por haver uma incerteza decorrente do risco assumido não há que se falar em desequilíbrio entre as prestações dos contratantes.

Gabarito: Errada.

  • 23. (AGU – Advogado – 2006) O contrato bilateral caracteriza-se pela reciprocidade

das prestações. Nesse contrato, ambos os contratantes têm o dever de cumprir,

recíproca e concomitantemente, as prestações e obrigações por eles assumidas.

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Assim, nenhum dos contratantes, sem ter cumprido o que lhe cabe, pode exigir que o outro o faça. O desatendimento dessa regra enseja defesa por meio da exceção do contrato não cumprido, e a procedência desta constitui-se como causa de suspensão da exigibilidade da prestação do excipiente.

Assertiva de acordo com o art. 476 do CC. Gabarito: Certa.

24. (Petrobrás - Advogado Júnior – 2007) Nos contratos bilaterais, em que há prestações recíprocas, interdependentes e simultâneas, o inadimplemento de um dos contratantes permite à outra parte a opção de resolver o contrato ou opor a exceção do contrato não cumprido, deixando de efetuar a sua prestação enquanto a outra parte não efetuar a respectiva contraprestação.

O enunciado menciona duas hipóteses: a possibilidade de utilização da exceção do contrato não cumprido comentada na questão anterior e a rescisão do contrato (decorre do inadimplemento da outra parte).

Gabarito: Certa.

25. (SEGER/ES – Direito – 2007) O contrato será resolvido por onerosidade excessiva quando ocorrer desequilíbrio de direitos e deveres entre os contratantes, provocado por acontecimentos que, apesar de previsíveis, são desconsiderados em razão da identificação do poder contratual dominante de uma das partes e da presunção legal de vulnerabilidade do outro contratante.

A questão trata sobre a teoria da imprevisão ou da onerosidade excessiva. Tal teoria é aplicável aos contratos de cumprimento a prazo, também chamado contrato de execução diferida (ex: contratar uma pessoa para construir uma casa no prazo de 1 ano), ou em prestações sucessivas, também chamado de contrato de execução continuada (ex: o aluguel que é pago mês a mês). Em tais contratos, se a prestação de uma das partes se tornar excessivamente onerosa por motivos imprevisíveis e extraordinários, então o devedor tem duas hipóteses para não arcar com esse prejuízo:

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1)

pedir a resolução do contrato; ou

2) verificar com o credor se ele pode modificar as condições do contrato (reduzir o seu lucro). Um exemplo prático seria no caso da construção da casa no período de um ano e 3 meses depois da assinatura do contrato ocorrer um aumento de 200% no preço dos

materiais de construção. O construtor teria uma obrigação que se tornou excessivamente onerosa, pois o preço pela obra já havia sido pago na conclusão do contrato. Gabarito: Errada. Não se aplica a teoria da imprevisão quando os acontecimentos que ensejam a onerosidade excessiva são previsíveis.

26. (IEMA/ES – Advogado - 2007) Poderá ocorrer a resolução do contrato de execução continuada ou a termo quando as prestações tornarem-se excessivamente onerosas para uma das partes, com extrema vantagem para a outra, em decorrência de acontecimento extraordinário e imprevisível superveniente à formação do contrato, capaz de gerar mudanças nas condições econômicas sob as quais foi celebrado.

Esta questão se assemelha à anterior.

Gabarito: Certa.

27. (AGU – Advogado – 2009) Para que o juiz resolva contrato entre particulares, com base na aplicação da teoria da imprevisão, basta a parte interessada provar que o acontecimento ensejador da resolução é extraordinário, imprevisível e excessivamente oneroso para ela.

O juiz só pode fundamentar a sua sentença na teoria da imprevisão quando se tratar de um contrato de execução continuada ou de execução diferida. Não é possível aplicar a teoria da imprevisão nos contratos de execução instantânea.

Gabarito: Errada.

Veja o esquema a seguir:

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TEORIA DA IMPREVISÃO
TEORIA DA
IMPREVISÃO
Contratos de execução continuada Contratos de execução diferida
Contratos de execução continuada
Contratos de execução diferida
  • 28. (SECONT/ES – Auditor – Especialidade: Ciências Jurídicas - 2009) A resolução e

a anulação são institutos jurídicos idênticos, pois produzem os mesmos efeitos, extinguindo qualquer negócio jurídico, tendo em vista que possuem natureza ex nunc.

Não há que se confundir resolução e anulação. A resolução decorre do inadimplemento culposo ou involuntário que acarreta a inexecução absoluta (total) ou relativa (parcial) do contrato. Por outro lado, a anulação decorre de um vício, ou seja, um defeito apresentado pelo negócio contratual e, como vimos na aula passada, possui efeitos ex nunc (não retroage à data da celebração do negócio). Sobre a resolução do contrato, é possível que as partes, ao celebrarem o negócio, estipulem no próprio texto do contrato uma cláusula resolutória prevendo que o contrato seja extinto no caso de descumprimento. Neste caso a resolução irá operar efeitos ex tunc (retroage à data da celebração do negócio).

Gabarito: Errada.

(TCE/TO – Analista de Controle Externo – Direito - 2008) A respeito das regras aplicáveis aos contratos, analise as alternativas a seguir:

  • 29. As partes podem reforçar a garantia pela evicção, mas não podem excluí-la.

Analisamos o art. 448 do CC na questão 15 que pode haver, desde que seja de forma expressa no contrato, uma cláusula de não-evicção. Com isso, caso haja a evicção, a responsabilidade do alienante poderá ser suprimida.

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Gabarito: Errada.

30. A responsabilidade do alienante pelos vícios redibitórios não subsiste se a coisa perecer em poder do adquirente.

A assertiva está em desacordo com o art. 444 do CC.

Art. 444 do CC - A responsabilidade do alienante subsiste ainda que a coisa pereça em poder do alienatário, se perecer por vício oculto, já existente ao tempo da tradição.

Analisando o dispositivo legal do Código Civil em questão, percebemos que o vício oculto, para que o alienante possa ser responsabilizado, deve existir antes da alienação. Caso o vício oculto apareça após a aquisição do bem, então o alienante não deverá responder pela redibição ou abatimento do preço. Dessa forma, se a coisa perecer por vício oculto que existia antes da entrega do bem, então o alienante é responsável; porém, caso a coisa pereça por vício que iniciou depois da tradição, então o alienante não tem responsabilidade.

Gabarito: Errada.

31. A gravidade do defeito não é requisito exigível para a configuração da responsabilidade do alienante pelo vício redibitório.

Estudamos na questão 18 que o vício redibitório permite dois tipos de ação:

1)

ação redibitória: utilizada para redibir (cancelar) o contrato; e

2)

ação estimatória: utilizada para reclamar abatimento no preço.

Dessa forma, se a gravidade do defeito é mínima, não teremos um caso de redibição, mas sim de abatimento no preço. Por outro lado, se o defeito oculto for relevante, então será possível a redibição.

Gabarito: Errada.

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32. Para que o contrato seja resolvido mediante a aplicação da teoria da imprevisão, basta que a prestação se tenha tornado excessivamente onerosa para um dos contratantes.

Vimos na questão 27 que a teoria da imprevisão não pode ser aplicada a qualquer tipo de contrato. Apenas os contratos de execução continuada e de execução diferida são passíveis de resolução por onerosidade excessiva.

Gabarito: Errada.

33. A garantia da evicção subsiste ainda que a alienação se tenha realizado em praça pública.

Outra questão cujo assunto já foi abordado nesta aula. Nos termos do art 447 do CC e através dos comentários da questão 16, sabemos que a responsabilidade pela evicção continua existindo na aquisição de bem realizado em leilão (bem móvel) ou praça (bem imóvel) públicos.

Gabarito: Certa.

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LISTA DAS QUESTÕES APRESENTADAS

  • 1. (FUNDAC/PB – Advogado – 2008) A essência do contrato repousa na auto-

regulamentação dos interesses particulares com a finalidade de criar, modificar ou extinguir obrigações. Em decorrência, a locação de imóvel residencial situado em zona residencial, para fins comercial ou industrial, atende aos ditames da função

social do contrato.

  • 2. (TJ/AC – Juiz Substituto – 2007) O princípio da função social nas relações

contratuais é vinculante e tem prioridade axiológica sobre qualquer outra regra da disciplina contratual. A função social é considerada um fim para cuja realização ou preservação se justifica a imposição de preceitos inderrogáveis e inafastáveis pela vontade das partes.

  • 3. (DPU – Defensor Público – 2007) O postulado da função social do contrato (CC,

art. 421), consectário lógico dos princípios constitucionais da solidariedade (CF, art. 3.º, I) e da justiça social (CF, art. 170), constitui uma cláusula geral, a impor a revisão do princípio da relatividade dos efeitos dos contratos em relação a terceiros.

  • 4. (CEF – Advogado – 2006) O princípio da boa-fé objetiva impõe o dever de cumprir

a obrigação principal e várias obrigações acessórias, entre elas, a obrigatoriedade de o contratante fornecer ao outro todas as informações necessárias para que este possa formar opinião esclarecida quanto a firmar ou não o contrato.

  • 5. (CETURB-ES – Advogado – 2010) Como corolário da cláusula geral de boa-fé

objetiva, proíbe-se o venire contra factum proprium.

  • 6. (CEAJUR/SGA – Procurador - 2007) O contrato comutativo se caracteriza pela

equivalência presumida das prestações dos contratantes. Ambas as prestações geradas estão definidas no momento da formação do contrato. Essas prestações devem ser certas e compensar-se umas com as outras. Assim, os contratantes,

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além de receberem prestações equivalentes, podem apreciar imediatamente essa equivalência.

7. (Pref. Vila Velha/ES – Técnico – Auditoria - 2008) Contrato sinalagmático é aquele que confere vantagens somente a um dos contratantes.

8. (FUNDAC/PB – Advogado – 2008) A proposta de contrato

feita sem prazo

determinado

à

pessoa

presente

obriga

o

proponente,

ainda

que

não

aceita

imediatamente.

 

9. (AFTM – Vitória-ES - 2007) Os contratos celebrados pela Internet ou por outro meio eletrônico são considerados contratos entre ausentes e as propostas são obrigatórias. Tais contratos são considerados perfeitos ou acabados a partir da expedição da proposta por um dos contratantes.

  • 10. (TJ/SE – Titularidade de Serviços Notariais e de Registro – 2007) Nos contratos

celebrados entre pessoas presentes, a proposta tem força obrigatória mesmo que seja feita sem prazo ou que não seja imediatamente aceita. Por força dessa

vinculação, a proposta cria uma relação jurídica e sujeita o inadimplente à composição dos prejuízos por meio de indenização por perdas e danos.

  • 11. (STF – Analista Judiciário – Execução de Mandados – 2008) Feita a proposta

entre presentes, a aceitação deve dar-se dentro do prazo estabelecido e, não havendo prazo, deve ser imediata, visto que, do contrário, a proposta deixa de ser obrigatória. Nesse sentido, a aceitação por parte do destinatário da proposta formaliza o contrato, uma vez que se atinge a convergência de vontades, elemento essencial aos contratos.

  • 12. (TJ/AC – Juiz Substituto – 2007) Por meio da estipulação em favor de terceiro,

poderá o promitente validamente fazer disposições de última vontade, outorgando benefício pecuniário a um terceiro para após a morte do estipulante e, ainda, renunciar ao direito de revogar a estipulação ou substituir o terceiro, bem como exigir do beneficiário uma contraprestação.

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  • 13. (DPE/CE – Defensor Público – 2007) Se alguém, ao contratar, promete fato de

terceiro, esse contrato não tem a eficácia de obrigar quem dele não participou, vinculando à obrigação aquele que assumiu o cumprimento da prestação, como devedor primário. Assim, se o terceiro não executar a promessa feita no contrato, a

responsabilidade patrimonial por perdas e danos incide sobre o promitente.

  • 14. (IEMA/ES – Advogado - 2007) O contrato realizado por alguém que prometeu

fato de terceiro não tem a eficácia de obrigar quem dele não participou. Assim, se o

terceiro não executar a promessa feita no contrato, a responsabilidade patrimonial por perdas e danos incide sobre o promitente.

  • 15. (TJ/AC – Juiz Substituto – 2007) Nos contratos onerosos, para que o alienante

não responda pela evicção e seja exonerado inclusive da restituição da quantia paga pelo evicto, é necessário que, além da cláusula expressa de exclusão da garantia, o adquirente tenha ciência do risco e o tenha assumido, como é o caso de quem adquire coisa que sabe litigiosa.

  • 16. (PGM/Vitória-ES – Procurador – 2007) A responsabilidade pela evicção consiste

na garantia instituída em favor do contratante que venha a perder a coisa adquirida por meio de contrato oneroso comutativo ou oneroso aleatório, em virtude de direito de terceiro anterior ao contrato. Essa garantia é inerente aos contratos, não

sendo aplicável na aquisição de bens em hasta pública.

  • 17. (STF – Analista Judiciário – Execução de Mandados – 2008) Ocorrendo a

evicção parcial, mas sendo considerável a perda, faculta-se ao evicto postular a resolução do contrato com a rejeição da coisa ou a restituição proporcional do preço. Tem-se, nesse caso, uma obrigação alternativa com escolha deferida ao credor.

  • 18. (CODEBA – Advogado – 2006) Na hipótese de um comprador constatar que a

coisa adquirida não é o que pretendeu comprar, ele poderá reclamar a rescisão do

contrato ou pedir abatimento no preço, alegando vício redibitório.

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  • 19. (SGA/AC – Advogado – 2008) Quando o objeto adquirido pelo comprador, ao

tempo da tradição, tiver um defeito oculto desconhecido do comprador, insuscetível de verificação imediata, que o torne impróprio ao uso a que é destinado ou lhe diminua o valor, o comprador pode, com ação redibitória, rejeitar a coisa e pedir a extinção do contrato; no caso de o adquirente optar por ficar com o bem, ele tem direito ao abatimento no preço, que pode ser conseguido mediante ação estimatória.

  • 20. (SECONT/ES – Auditor – 2009) Considere que José tenha adquirido um carro

zero quilômetro de determinada concessionária, por R$ 20.000,00. Convencionou-se que, antes da tradição, seria instalado um conjunto de som sofisticado por R$

2.000,00. Passados 28 dias, José descobriu, durante uma revisão, que o rádio instalado era inferior em qualidade e ao valor convencionados. Nesse caso, a melhor medida a ser tomada por José é a actio redibitoria.

  • 21. (Procurador - PGE/PI – 2008) O contrato preliminar é o compromisso para uma

futura declaração de vontade, ou seja, um contrato que gera a obrigação de

contratar. Trata-se de documento preparatório para um negócio definitivo, devendo ser observada, sob pena de nulidade, a forma do contrato a ser celebrado.

  • 22. (Procurador de Estado - PGE/PB – 2008) Nos contratos aleatórios, as prestações

de uma ou ambas as partes são incertas, por dependerem de risco capaz de provocar variação; por isso, poderá ocorrer desequilíbrio entre as prestações dos contratantes, dependendo do risco contratado.

  • 23. (AGU – Advogado – 2006) O contrato bilateral caracteriza-se pela reciprocidade

das prestações. Nesse contrato, ambos os contratantes têm o dever de cumprir, recíproca e concomitantemente, as prestações e obrigações por eles assumidas. Assim, nenhum dos contratantes, sem ter cumprido o que lhe cabe, pode exigir que o outro o faça. O desatendimento dessa regra enseja defesa por meio da exceção do contrato não cumprido, e a procedência desta constitui-se como causa de suspensão da exigibilidade da prestação do excipiente.

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  • 24. (Petrobrás - Advogado Júnior – 2007) Nos contratos bilaterais, em que há

prestações recíprocas, interdependentes e simultâneas, o inadimplemento de um dos contratantes permite à outra parte a opção de resolver o contrato ou opor a exceção do contrato não cumprido, deixando de efetuar a sua prestação enquanto a

outra parte não efetuar a respectiva contraprestação.

  • 25. (SEGER-ES – Direito – 2007) O contrato será resolvido por onerosidade

excessiva quando ocorrer desequilíbrio de direitos e deveres entre os contratantes, provocado por acontecimentos que, apesar de previsíveis, são desconsiderados em razão da identificação do poder contratual dominante de uma das partes e da presunção legal de vulnerabilidade do outro contratante.

  • 26. (IEMA/ES – Advogado - 2007) Poderá ocorrer a resolução do contrato de

execução continuada ou a termo quando as prestações tornarem-se excessivamente onerosas para uma das partes, com extrema vantagem para a outra, em decorrência de acontecimento extraordinário e imprevisível superveniente à formação do contrato, capaz de gerar mudanças nas condições econômicas sob as quais foi celebrado.

  • 27. (AGU – Advogado – 2009) Para que o juiz resolva contrato entre particulares,

com base na aplicação da teoria da imprevisão, basta a parte interessada provar

que o acontecimento ensejador da resolução é extraordinário, imprevisível e excessivamente oneroso para ela.

  • 28. (SECONT/ES – Auditor – Especialidade: Ciências Jurídicas - 2009) A resolução e

a anulação são institutos jurídicos idênticos, pois produzem os mesmos efeitos,

extinguindo qualquer negócio jurídico, tendo em vista que possuem natureza ex nunc.

(TCE/TO – Analista de Controle Externo – Direito - 2008) A respeito das regras aplicáveis aos contratos, analise as alternativas a seguir:

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  • 29. As partes podem reforçar a garantia pela evicção, mas não podem excluí-la.

  • 30. A responsabilidade do alienante pelos vícios redibitórios não subsiste se a

coisa perecer em poder do adquirente.

31.

A

gravidade

do

defeito

não

é

requisito exigível para

a

configuração da

responsabilidade do alienante pelo vício redibitório.

  • 32. Para que o contrato seja resolvido mediante a aplicação da teoria da imprevisão,

basta que a prestação se tenha tornado excessivamente onerosa para um dos contratantes.

  • 33. A garantia da evicção subsiste ainda que a alienação se tenha realizado em

praça pública.

GABARITO:

1

E

2

C

3

C

4

 

5

C

6

 
  • C E

    • C 10

7

 

8

E

9

E

 

E

 

C

  • 11 E

12

 

13

C

14

   

C

   
  • C 18

    • 15 E

      • 16 19

        • C 20

C

   
  • 17 E

C

   
 

E

  • 21 E

22

 

23

C

24

 
  • 25 E

     
  • C 28

    • 26 E

      • C 30

   

E

  • 27 E

29

E

   
 

E

  • 31 E

32

 

33

C

 

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Lista de questões da banca FCC TÓPICO 8: CONTRATOS – PARTE GERAL

  • 1. (TRE/RN – Analista Judiciário – 2005) A respeito dos contratos em geral, é INCORRETO

afirmar:

  • (A) A liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social do contrato.

  • (B) Nos contratos de adesão, são nulas as cláusulas que estipulem a renúncia antecipada do

aderente a direito resultante da natureza do negócio.

  • (C) A liberdade de contratar permite que o contrato tenha como objeto a herança de pessoa viva.

  • (D) Nos contratos de adesão, dever-se-á adotar a interpretação mais favorável ao aderente quando

houver cláusulas ambíguas.

  • (E) Nos contratos de adesão, dever-se-á adotar a interpretação mais favorável ao aderente quando

houver cláusulas contraditórias.

  • 2. (TJ/PA – Auxiliar Judiciário – 2009) Cuidando-se de contrato, tem-se que a boa-fé é um conceito

ético, moldado nas idéias de proceder com correção e o propósito de a ninguém prejudicar, sendo correto afirmar que:

  • (A) quando uma cláusula contratual apresenta-se claramente duvidosa não deve obrigatoriamente

ser tida como inválida.

  • (B) a teoria da aparência está baseada no princípio de boa-fé.

  • (C) a interpretação do contrato pode colidir com o seu conteúdo em qualquer circunstância.

  • (D) o princípio da força vinculante do contrato ou da obrigatoriedade das convenções, não encontra

limites em nenhuma hipótese.

  • (E) o princípio da autonomia da vontade não encontra limites no princípio da supremacia da ordem

 

pública.

3.

(DPE/MT – Defensor Público Substituto – 2009) A respeito da disciplina dos contratos, é lícito

 

afirmar que

(A)

o contrato real é o que se aperfeiçoa com a transferência do direito de propriedade de um bem

ao credor.

(B)

o contrato faz lei entre as partes e, uma vez celebrado, vigora, em qualquer hipótese, o

princípio segundo o qual pacta sunt servanda.

(C)

as obrigações decorrentes de todo e qualquer contrato serão válidas na medida em que

atendam aos princípios da boa-fé objetiva e de sua função social, bem como sejam reduzidas a instrumento escrito em letras com fonte não inferior ao corpo 12, de modo a facilitar sua compreensão.

(D)

o contrato real aperfeiçoa-se e valida-se com a entrega de um bem, sendo irrelevante a

existência de consenso.

(E)

o distrato somente será admitido se feito pela mesma forma exigida para o contrato.

  • 4. (TRT 20 A Região – Analista Judiciário –2006) Paulo cedeu a Pedro os direitos hereditários da

futura herança de seus pais ainda vivos. Esse negócio jurídico é:

  • (A) Plenamente válido.

  • (B) Anulável.

  • (C) Nulo.

  • (D) Válido, mas sujeito à condição suspensiva.

  • (E) Válido, mas sujeito à condição resolutiva.

    • 5. (TRE/PB - Técnico Judiciário - Taquigrafia – 2007) Sobre os contratos considere:

I. É ilícito às partes estipular contratos atípicos por expressa vedação legal. II. Nos contratos de adesão são nulas as cláusulas que estipulem a renúncia antecipada do aderente a direito resultante da natureza do negócio.

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III. A herança de pessoa viva pode ser objeto de contrato, cuja execução ficará condicionada à implementação de condição suspensiva. IV. A proposta de contrato obriga o proponente, se o contrato não resultar dos termos dela, da natureza do negócio, ou das circunstâncias do caso. De acordo com o Código Civil, é correto o que consta APENAS em:

(A) I, III e III.

(B) I, II e IV.

(C) II, III e IV.

(D) I e III.

(E) II e IV.

  • 6. (TRF 2ª - Analista Judiciário- Administrativa – 2007) No que concerne aos contratos em geral, a

proposta de contrato, se o contrário não resultar dos termos dela, da natureza do negócio, ou das

circunstâncias do caso, obriga o proponente se,

  • (A) antes dela, chegar ao conhecimento da outra parte a retratação do proponente.

  • (B) simultaneamente a ela, chegar ao conhecimento da outra parte a retratação do proponente.

  • (C) feita sem prazo a pessoa presente, não foi imediatamente aceita.

  • (D) feita sem prazo por telefone, foi imediatamente aceita.

  • (E) feita sem prazo a pessoa ausente, tiver decorrido tempo suficiente para chegar a resposta ao

seu conhecimento.

  • 7. (TRE/PB - Técnico Judiciário - Taquigrafia – 2007) De acordo com o Código Civil, a proposta de

 

contrato

(A)

aceita fora do prazo concedido, com adições, restrições ou modificações, não importará em

nova proposta.

(B)

obriga o proponente, em regra, se, feita sem prazo a pessoa presente, for imediatamente

aceita.

(C)

não obriga o proponente se, antes dela, simultaneamente ou após, chegar ao conhecimento da

outra parte a retratação do proponente.

(D)

continua sendo obrigatória se, feita sem prazo a pessoa ausente, tiver decorrido tempo

suficiente para chegar a resposta ao conhecimento do proponente.

(E)

não equivale a oferta ao público, em regra, ainda que estejam presentes os requisitos

essenciais ao contrato.

  • 8. (TRT 7ªAnalista Judiciário - Execução de Mandados - 2009) A proposta de contrato obriga o

proponente, se o contrário não resultar dos termos dela, da natureza do negócio, ou das circunstâncias do caso. Considere:

I. Proposta feita por telefone, sem prazo, que não foi imediatamente aceita. II. Proposta feita a pessoa ausente sem a expedição da resposta dentro do prazo dado.

III. Proposta em que posteriormente à sua formulação chegou ao conhecimento da outra parte a retratação do proponente. Dentre outras, deixa de ser obrigatória a proposta indicada APENAS em

(A) I e a III.

(B) I e a II.

(C) III.

(D) II e a III.

(E) I.

  • 9. (PBGÁS – Advogado – 2007) A respeito da estipulação em favor de terceiro, considere:

I. O que estipula em favor de terceiro não pode exigir o cumprimento da obrigação, direito que

cabe apenas ao terceiro beneficiado pela estipulação. II. O estipulante pode reservar-se o direito de substituir o terceiro designado no contrato, independentemente da sua anuência e da do outro contratante.

III. A substituição do terceiro designado no contrato pode ser feita por ato entre vivos. Está correto o que consta APENAS em

(A) I e III.

(B) I e II.

(C) II e III.

(D) I.

(E) III.

10. (TRF 5ª - Analista Judiciário – Execução de Mandado – 2008) A respeito dos vícios redibitórios, considere:

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I. A coisa recebida em virtude de doação onerosa pode ser enjeitada por vícios ou defeitos ocultos que a tornem imprópria ao uso a que é destinada. II. Se o alienante não conhecia o vício ou defeito da coisa, restituirá o que recebeu, com perdas e danos. III. A responsabilidade do alienante subsiste ainda que a coisa pereça em poder do alienatário, se perecer por vício oculto, já existente ao tempo da tradição. Está correto o que se afirma APENAS em

(A) I e III.

(B) I e II.

(C) II e III.

(D) II.

(E) III.

  • 11. (TRE/PI - Analista Judiciário - Área Judiciária – 2009) De acordo com o Código Civil Brasileiro,

em regra, o adquirente de coisa imóvel recebida em virtude de contrato comutativo com vícios ou defeitos ocultos que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o valor, decai do direito de obter a redibição ou abatimento no preço no prazo de, contado da entrega efetiva,

  • (A) um ano, mas se já estava na posse, o prazo conta-se da alienação, reduzido à metade.

  • (B) seis meses, mas se já estava na posse, o prazo conta-se da alienação.

  • (C) um ano, mas se já estava na posse o prazo conta-se da alienação.

  • (D) seis meses, mas se já estava na posse, o prazo conta-se da alienação, reduzido à metade.

  • (E) dois anos, mas se já estava na posse, o prazo conta-se da alienação, reduzido à metade.

    • 12. (TRE/AM – Analista Judiciário – Administrativa – 2009) A coisa recebida em virtude de contrato

comutativo pode ser enjeitada por vícios ou defeitos ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o valor. O adquirente, em regra, decai do direito de obter a redibição

ou abatimento no preço no prazo de trinta dias se a coisa for móvel, e de um ano se for imóvel, contado da entrega efetiva. Se já estava na posse, o prazo conta-se da

  • (A) alienação, reduzido em um terço.

(B) imissão na posse, reduzido à metade.

  • (C) alienação, acrescido de um terço. (D) imissão na posse, acrescido de um

terço.

  • (E) alienação, reduzido à metade.

    • 13. (TRF 1ª - Técnico Judiciário - Administrativa – 2007) De acordo com o Código Civil Brasileiro, a

coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por vícios ou defeitos ocultos,

que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o valor. Em regra, o adquirente decai do direito de obter a redibição ou abatimento no preço no prazo de

  • (A) trinta dias se a coisa for móvel, e de um ano se for imóvel, contado da entrega efetiva.

  • (B) sessenta dias se a coisa for móvel, e de seis meses se for imóvel, contado da entrega efetiva.

  • (C) trinta dias se a coisa for móvel, e de um ano se for imóvel, contado da celebração do contrato,

independentemente da entrega efetiva.

  • (D) sessenta dias se a coisa for móvel, e de seis meses se for imóvel, contado da celebração do

contrato, independentemente da entrega efetiva.

  • (E) noventa dias se a coisa for móvel, e de um ano se for imóvel, contado da entrega efetiva.

    • 14. (MPU – Técnico Administrativo – 2007) Pode ser enjeitada por vícios ou defeitos ocultos, que a

tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o valor, a coisa recebida em virtude de contrato comutativo. Com relação aos vícios redibitórios é certo que

  • (A) o adquirente, em regra, decai do direito de obter a redibição no prazo de sessenta dias se a

coisa for móvel, contado da entrega efetiva.

  • (B) o alienante restituirá o que recebeu com perdas e danos, inclusive se não conhecia o vício ou

defeito da coisa.

  • (C) a responsabilidade do alienante subsiste ainda que a coisa pereça em poder do alienatário, se

perecer por vício oculto, já existente ao tempo da tradição.

  • (D) o adquirente deverá rejeitar a coisa, quando constatado o vício ou defeito oculto, redibindo o

contrato, não podendo reclamar abatimento no preço.

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  • (E) o adquirente, em regra, decai do direito de obter a redibição no prazo de dois anos se a coisa

for imóvel, contado da entrega efetiva.

  • 15. (MPE/RS – Assistente de Promotoria – 2008) Maria adquiriu um ventilador de teto da loja X.

Porém, considerando que a loja não possuía o ventilador adquirido no estoque, o produto foi

entregue em sua residência dez dias após a data da compra, ocasião em que, ao retirar o produto da embalagem, Maria percebeu que o mesmo estava danificado, apresentando diversos riscos em sua pintura. Diante de tais vícios, o direito de Maria reclamar caducará em:

(A)

trinta dias, iniciando-se a contagem do prazo decadencial a partir da data em que a compra foi

efetivada.

(B)

sessenta dias, iniciando-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do

produto.

(C)

sessenta dias, iniciando-se a contagem do prazo decadencial a partir da data em que a compra

foi efetivada.

(D)

trinta dias, iniciando-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do

produto.

(E)

cento e vinte dias iniciando-se a contagem do prazo decadencial a partir da data em que a

compra foi efetivada.

  • 16. (SEFIN/RO – Auditor Fiscal de Tributos Estaduais – 2010) De acordo com o Código Civil,

brasileiro, o adquirente decai do direito de obter a redibição ou abatimento no preço no prazo de trinta dias, se a coisa for móvel, e de um ano se for imóvel, contado da entrega efetiva; se já estava

na posse, o prazo conta-se da alienação, reduzido à metade. Na constância de cláusula de garantia,

  • (A) correrão estes prazos, contados a partir do término da garantia contratual.

  • (B) não correrão estes prazos, mas o adquirente deve denunciar o defeito ao alienante nos

sessenta dias seguintes ao seu descobrimento, sob pena de decadência.

  • (C) não correrão estes prazos, mas o adquirente deve denunciar o defeito ao alienante nos

noventa dias seguintes ao seu descobrimento, sob pena de decadência.

  • (D) não correrão estes prazos, mas o adquirente deve denunciar o defeito ao alienante nos trinta

dias seguintes ao seu descobrimento, sob pena de decadência.

  • (E) correrão estes prazos reduzidos de 1/3, contados a partir do término da garantia contratual.

    • 17. (TJ/SE – Analista Judiciário – Direito – 2009) A respeito dos contratos em geral, é correto que

(A)

o que estipula em favor de terceiro não pode exigir o cumprimento da obrigação.

(B)

se o contrato tiver por objeto a herança de pessoa viva, deverá, obrigatoriamente, ser feito por

instrumento público.

(C)

podem as partes, por cláusula expressa, reforçar, diminuir ou excluir a responsabilidade pela

evicção.

(D)

pode o adquirente demandar pela evicção mesmo sabendo que a coisa era alheia ou litigiosa.

(E)

é vedado às partes celebrar contratos atípicos, ainda que observadas as normas gerais fixadas

no Código Civil.

  • 18. (TRE/PB - Técnico Judiciário - Taquigrafia – 2007) No que concerne à evicção, de acordo com

o Código Civil, é correto afirmar que

  • (A) o evicto não terá, em nenhuma hipótese, o direito de receber o preço que pagou pela coisa

evicta, se excluída a garantia contra a evicção.

  • (B) as partes podem excluir a responsabilidade pela evicção por cláusula expressa ou tácita.

  • (C) o alienante responde pela evicção, ainda que a aquisição se tenha realizado em hasta pública.

  • (D) o adquirente pode demandar pela evicção, ainda se sabia que a coisa era alheia ou litigiosa.

  • (E) em caso de evicção total o preço será o do valor da coisa, na data do ajuizamento da ação

judicial pelo evicto comprador.

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  • 19. (TRT 15ª - Analista Judiciário – Execução de Mandados – 2009) Nos contratos onerosos, o

alienante responde pela evicção. A respeito da evicção, é certo que

  • (A) não subsiste a garantia da evicção se a aquisição se tenha realizado em hasta pública.

  • (B) as partes não podem, por cláusula expressa, reforçar, diminuir ou excluir a responsabilidade

pela evicção.

  • (C) subsiste para o alienante esta obrigação, ainda que a coisa alienada esteja deteriorada, exceto

havendo dolo do adquirente.

  • (D) pode o adquirente demandar pela evicção, mesmo se sabia que a coisa era alheia ou litigiosa.

  • (E) o adquirente não pode pleitear nem a rescisão do contrato, nem a indenização, se a evicção for

parcial e o valor do prejuízo não for considerável.

  • 20. (TRF 4ª - Analista Judiciário – Judiciária – 2007) Nos contratos onerosos, o alienante responde

pela evicção. Segundo o Código Civil brasileiro, com relação à evicção é correto afirmar:

(A)

A evicção não subsistirá se a aquisição se tenha realizado em hasta pública, havendo

dispositivo legal expresso neste sentido.

(B)

Podem as partes, por cláusula expressa, reforçar, diminuir ou excluir a responsabilidade pela

evicção.

(C)

Ocorrendo evicção parcial considerável, caberá somente direito à indenização, não podendo o

evicto optar pela rescisão do contrato.

(D)

Pode o adquirente demandar pela evicção, inclusive se sabia que a coisa era alheia ou

litigiosa.

(E)

Salvo estipulação em contrário, não tem direito o evicto à indenização dos frutos que tiver sido

obrigado a restituir.

  • 21. (TRF 4 a – Analista Judiciário – Judiciário – 2010) Com relação à evicção, é correto concluir:

    • (A) Se a evicção for parcial e considerável, caberá somente direito à indenização.

    • (B) É vedado às partes diminuir ou excluir a responsabilidade pela evicção, ainda que por cláusula

expressa.

  • (C) Nos contratos onerosos, o alienante responde pela evicção. Não subsiste, no entanto, esta

garantia se a aquisição se tenha realizado em hasta pública.

  • (D) O preço, seja a evicção total ou parcial, será o do valor da coisa na época em que se evenceu

e proporcional ao desfalque sofrido, no caso de evicção parcial.

  • (E) Pode o adquirente demandar pela evicção, se sabia que a coisa era alheia ou litigiosa, em

razão da garantia legal existente.

  • 22. (TRF 5ª – Analista Judiciário – Administrativa – 2008) No que concerne à evicção, nos termos

preconizados pelo Código Civil, é certo que

  • (A) apenas as benfeitorias necessárias, não abonadas ao que sofreu a evicção, serão pagas pelo

alienante.

  • (B) o alienante não responde pela evicção nos contratos onerosos se a aquisição se tenha

realizado em hasta pública.

  • (C) sendo ela parcial, mas não considerável, caberá ao evicto somente direito à indenização.

  • (D) o adquirente poderá demandar pela evicção, se sabia que a coisa era alheia ou litigiosa.

  • (E) havendo cláusula que exclui a garantia contra a evicção, se esta se der, o evicto não terá

direito de receber o preço que pagou pela coisa evicta, se não soube do risco da evicção.

  • 23. (TRT 19ª – Analista Judiciário – Execução de Mandados – 2008) A respeito da evicção, é

 

correto afirmar:

(A)

O preço, na evicção total, será sempre o valor constante do contrato.

(B)

A responsabilidade pela evicção não pode ser excluída pelas partes, através de cláusula

contratual.

(C)

O adquirente pode demandar pela evicção mesmo sabendo que a coisa era litigiosa.

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  • (D) As benfeitorias necessárias ou úteis, não abonadas ao que sofreu a evicção, serão pagas pelo

alienante.

  • (E) Não subsiste a garantia da evicção, se a aquisição tiver sido realizada em hasta pública.

    • 24. (DPE/MA – Defensor Público – 2009) O contrato, segundo o Direito Civil em vigor, se for

aleatório por

  • (A) dizer respeito a coisas ou fatos futuros, cujo risco de não virem a existir um dos contratantes

assuma, terá o outro direito de receber integralmente o que lhe foi prometido, se de sua parte tiver

havido dolo, ainda que nada do avençado venha a existir.

  • (B) serem objeto dele coisas futuras, tomando o adquirente a si o risco de virem a existir em

qualquer quantidade, terá também direito o alienante a todo o preço, mesmo que de sua parte tiver concorrido culpa, ainda que a coisa venha a existir em quantidade inferior à esperada. Mas, se da coisa nada vier a existir, alienação não haverá, e o alienante restituirá o preço recebido.

  • (C) dizer respeito a coisas ou fatos futuros, cujo risco de não virem a existir um dos contratantes

assuma, terá o outro direito de receber integralmente o que lhe foi prometido, desde que de sua parte não tenha havido dolo ou culpa, ainda que nada do avençado venha a existir.

  • (D) serem objeto dele coisas futuras, tomando o adquirente a si o risco de virem a existir em

qualquer quantidade, terá também direito o alienante a todo o preço, desde que de sua parte não tiver concorrido culpa, exceto se a coisa venha a existir em quantidade inferior à esperada. Mas, se da coisa nada vier a existir, alienação não haverá, e o alienante restituirá o preço recebido.

  • (E) se referir a coisas existentes, mas expostas a risco não assumido pelo adquirente, terá

igualmente direito o alienante a todo o preço, posto que a coisa já não existisse, em parte, ou de

todo, no dia do contrato.

  • 25. (Pref. São Paulo/SP – Procurador – 2008) José vendeu um imóvel para Pedro, no valor de R$

120.000,00, cujo pagamento se fará em doze prestações mensais, sendo a escritura pública registrada no Serviço de Registro de Imóveis. Neste caso, a

  • (A) resilição bilateral e a quitação necessariamente terão de dar-se por escritura pública.

  • (B) resilição bilateral terá de dar-se por escritura pública, mas a quitação pode ser dada por

instrumento particular.

  • (C) resilição bilateral e a quitação poderão dar-se por instrumento particular.

  • (D) resilição bilateral é vedada se o contrato estiver sujeito à cláusula de irretratabilidade.

  • (E) quitação da última parcela firmará presunção absoluta do pagamento das anteriores.

    • 26. (TJ/AP – Juiz de Direito Substituto – 2009) Nos contratos bilaterais, a exceção de contrato não

cumprido significa que

  • (A) a resolução do contrato de execução continuada, em virtude de onerosidade excessiva, pode

ser evitada oferecendo-se a outra parte a modificar equitativamente as condições do contrato.

  • (B) a cláusula resolutiva expressa opera de pleno direito e a tácita depende de interpelação

judicial.

  • (C) a parte lesada pelo inadimplemento pode pedir a resolução do contrato, se não preferir exigir -

lhe o cumprimento, cabendo, em qualquer dos casos, indenização por perdas e danos.

  • (D) ocorrendo a resilição unilateral, se uma das partes houver feito investimentos consideráveis

para a sua execução, a denúncia unilateral só produzirá efeito depois de transcorrido prazo compatível com a natureza e o vulto dos investimentos.

  • (E) nenhum dos contratantes, antes de cumprida a sua obrigação, pode exigir o implemento dado

outro.

  • 27. (TCE/AL – Procurador – 2008) Nos contratos de execução continuada ou diferida, se a

prestação de uma das partes se tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a

outra, em virtude de acontecimentos extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor

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  • (A) pedir a resolução do contrato, retroagindo os efeitos da sentença à data da citação, mas a

resolução poderá ser evitada oferecendo-se o réu a modificar eqüitativamente as condições do

contrato.

  • (B) pedir a revisão das cláusulas para assegurar o quanto possível o valor real da prestação, mas

não poderá pedir a resolução do contrato.

  • (C) pedir a resolução do contrato, produzindo-se os efeitos da sentença a partir do trânsito em

julgado, salvo se concedida pelo juiz antecipação da tutela, mas a resolução poderá ser evitada, oferecendo-se o réu a modificar eqüitativamente as condições do contrato.

  • (D) apenas pedir a resolução do contrato, mas não poderá pedir a revisão de cláusulas, ainda que

para assegurar o equilíbrio das prestações.

  • (E) pedir remissão da dívida, no que exceder o valor total de seus bens, porque estará

caracterizado seu estado de insolvabilidade.

GABARITO

1

B

2

B

3

E

4

 

5

E

  • C B

6

D

7

 

8

B

9

 
  • C 10

A

11

A

  • 12 E

 
  • 13 A

 

14

 
  • C 16

15

D

 

D

 

C

18

C

  • 17 B

19

 
  • C 20

 

21

D

 

C

  • 22 B

D

24

 
  • C 26

25

 
  • 23 E

 
  • 27 A

   

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