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CONTEÚDO - 2011

NOSSO SITE: www.portalimpacto.com.br CONTEÚDO - 2011 PROF.: ANISIO PINHEIRO LEITURA OBRIGATÓRIA IV – OLAVO BILAC
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PROF.: ANISIO PINHEIRO

LEITURA OBRIGATÓRIA IV – OLAVO BILAC CONTEÚDO PROGRAMÁTICO JACKY 07/06/10 PROT: 4104 1 18
LEITURA OBRIGATÓRIA IV – OLAVO BILAC
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
JACKY 07/06/10
PROT:
4104
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18
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO JACKY 07/06/10 PROT: 4104 1 18 IMPACTO : A Certeza de Vencer!!! O. BILAC-1865-1918

IMPACTO: A Certeza de Vencer!!!

O. BILAC-1865-1918

VIDA: Olavo Bilac nasceu no Rio de Janeiro, numa família de classe média. Estudou Medicina e depois Direito, sem se formar em nenhum dos cursos. Jornalista, funcionário público, inspetor escolar, secretário do prefeito do Distrito Federal, exerceu constante atividade republicana e nacionalista, realizando pregações cívicas em todo o país, inclusive pelo serviço militar obrigatório. Era um exímio conferencista e representou o país em vários encontros diplomáticos internacionais. Foi coroado como "príncipe dos poetas brasileiros", encarnando a liderança do grupo parnasiano. Por isso, ingressou na Academia de Letras, na condição de fundador. Paralelamente, teve certas veleidades boêmias e estas inclinações noturnas não deixaram de escandalizar e, ao mesmo tempo, fascinar a época.

O LIRISMO AMOROSO

Bilac trata do amor a partir de dois ângulos distintos: um mais filosófico e sentencioso; o outro, mais descritivo e sensual. O primeiro caso ocorre nos trinta e cinco sonetos que compõem o livro Via láctea e que lhe granjearam imensa popularidade. Escritos em decassílabos*, apresentam reflexões, lembranças, paixões concretas ou irrealizadas, cogitações sobre o caráter do afeto, etc., num conjunto de qualidade desigual, oscilando entre o gosto romântico e o gosto clássico. O soneto XIII tornou-se antológico:

Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto, Que,
Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E
abro as janelas, pálido de espanto
E
conversamos toda a noite, enquanto
OBRAS: Poesias (Reunião dos livros Panóplias, Via-
láctea e Sarças de fogo -1888); Tarde (1918)
A melhor definição de Olavo Bilac é feita por
Antonio Candido: "admirável poeta superficial". Poucos
escritores no país merecem um conceito tão
surpreendente. Admirável ele é porque soube valorizar a
profissão de homem de letras, transformando-a, conforme
suas próprias palavras em "um culto e um sacerdócio".
A
via láctea , como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Admirável é também a sua habilidade técnica que
o
leva a versificar com meticulosa precisão: parece que
jamais erra métrica ou rima. "Todas as suas emoções
eram já metrificadas com exatidão e rimadas com
abundância", diz Mário de Andrade. Admirável, por fim,
são os inúmeros sonetos que rompem com os mitos da
impassibilidade e da objetividade absoluta - indicando
uma herança romântica da qual o poeta não pode ou não
quer se livrar.
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e entender estrelas."
*Decassílabos: versos de dez sílabas poéticas
Superficial nele são os quadros históricos e
mitológicos, o erotismo de salão, as miniaturas descritivas
e
o nacionalismo ufanista. Os temas, em geral, não estão
O NACIONALISMO UFANISTA
altura do domínio técnico e dos recursos de linguagem.
Como acentua o próprio Antonio Candido, o poeta
transforma tudo, o drama humano e a natureza, em
"espetáculo", em coisa, em matéria-prima dos recursos
esculturais do verso.Com algumas exceções, seus
poemas nada aprofundam e ainda passam uma sensação
de frieza.
à
Olavo
Bilac
também
quebra
a
impassibilidade
parnasiana
com
o
patriotismo
retumbante
de
seus
versos. Transforma-se
Podemos indicar os seguintes assuntos como dominantes
em sua poética:
numa
espécie
de
poeta
oficial
da
República
Velha,
fugindo
do
Brasil
 a Antigüidade greco-romana (ver Características do
Parnasianismo)
problemático
e
inventando um Brasil
a temática da perfeição (ver Atividade)

o lirismo amoroso

a reflexão existencial.

o nacionalismo ufanista

heróis

grandezas

símbolos

amados.

de

intrépidos,

e

serem

infinitas

a

A estes comentários sobre o significado dos sentimentos, o autor vai preferir, em Sarças de fogo, a celebração dos prazeres corpóreos. Uma profusão de beijos infinitos, abraços escaldantes, sangue fervente e atritos libidinosos ajudam a enriquecer aquele erotismo do fim do século XIX e cuja expressão em nossa pintura é Visconti (ver ilustração).

Assim como Bilac, o pintor brasileiro Eliseu Visconti fez da sensualidade um dos motivos de suas telas, como se observa em Gioventú

, o pintor brasileiro Eliseu Visconti fez da sensualidade um dos motivos de suas telas, como

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CONTEÚDO - 2011

O palácio imperial de pórfiro luzente* É marmor da Lacônia*. O teto caprichoso Mostra em
O palácio imperial de pórfiro luzente*
É marmor da Lacônia*. O teto caprichoso
Mostra em prata incrustrado, o nácar* de Oriente.
Nero no toro ebúrneo* estende-se indolente
Gemas em profusão no estrágulo* custoso
De ouro bordado vêem-se. O olhar deslumbra, ardente
Da púrpura da Trácia* o brilho esplendoroso.
Formosa ancila* canta. A aurilavrada lira
Em suas mãos soluça. Os ares perfumando,
Arde a mirra da Arábia em recendente pira.
Formas quebram, dançando, escravas em coréia*.
E Nero dorme e sonha, a fronte reclinando
Nos alvos seios nus da lúbrica* Pompéia.
* Pórfiro luzente: mármore luminoso
* Lacônia: Grécia.
* Nácar: substância brilhante que se encontra no interior
das * conchas.
* Estrágulo: tapete, tapeçaria.
* Trácia: região da Europa oriental.
* Ancila: escrava
* Coréia: bailado
* Lúbrica: sensual
ARTE PELA ARTE
Os parnasianos ressuscitam o preceito latino de
que a arte é gratuita, que só vale por si própria. Ela não
tem nenhum sentido utilitário, nenhum tipo de
compromisso. É auto-suficiente e justifica-se apenas por
sua beleza formal. Qualquer tipo de investigação do
social, referência ao prosaico, interesse pelas coisas
comuns a todos os homens seria "matéria impura" a
comprometer o texto. Restabelecem, portanto, um
esteticismo de fundo conservador que já vigora na arte da
decadência romana.
A UM POETA
Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino, escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!
Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço; e a trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua,
Rica mas sóbria, como um templo grego.
Não se mostre na fábrica o suplício
Do mestre. E, natural, o efeito agrade,
Sem lembrar os andaimes do edifício:
Porque a Beleza, gêmea da Verdade,
Arte pura, inimiga do artifício,

excesso ufanista - sente-se aqui e ali a dimensão do verdadeiro criador. O caçador de esmeraldas, rápida e frustrada tentativa épica, tem um belo início:

o

Foi em março, ao findar das chuvas, quase à entrada Do outono, quando a terra, em sede requeimada, Bebera longamente as águas da estação, Que, em bandeira, buscando esmeraldas e prata, À frente dos peões filhos da rude mata, Fernão Dias Paes Leme entrou pelo sertão. Um dos seus poemas patrióticos mais conhecidos é Língua portuguesa:

Última flor do Lácio*, inculta e bela,

És, a um tempo, esplendor e sepultura:

Ouro nativo, que na ganga* impura

A

Amo-te assim, desconhecida e obscura.

bruta mina entre os cascalhos vela

Tuba* de alto clangor*, lira singela, Que tens o trom* e o silvo da procela* ,

E

-Amo o teu viço agreste e teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

o arrolo* da saudade e da ternura!

Em que da voz materna ouvi: "meu filho!"

E

O

Lácio: região que circunda Roma e onde se origina o latim.

*

em que Camões chorou, no exílio amargo,

gênio sem ventura e o amor sem brilho!

* Ganga: resíduo inútil de minério.

* Tuba: instrumento de sopro, similar à trombeta

* Clangor: som forte

* Trom: som de trovão

* Procela: tempestade

* Arrolo: arrulho, acalanto

TEMÁTICA GRECO-ROMANA

Apesar de todo o esforço, os parnasianos não conseguem articular poemas sem conteúdo e são obrigados a encontrar um assunto desvinculado no mundo concreto para motivo de suas criações. Escolhem

a

Antigüidade Clássica, aspectos de sua história e de sua

mitologia. No mundo mitológico e hitórico da Antigüidade Clássica os parnasianos foram buscar o motivo principal

de sua lírica. Esta matéria poderia render excepcionais reflexões filosóficas e existenciais, pois integramos o Ocidente, e o nosso jeito de ser, agir e pensar é profundamente marcado pela civilização grega, e mesmo pela romana. Mas os poetas do período optam por quadros estáticos. Nos deparamos então com centenas de textos que falam de deuses, heróis, personagens

históricos, cortesãs, fatos lendários e até mesmo objetos.

A sesta de Nero, de Olavo Bilac, foi considerado na época

um grande poema:

É

a força e a graça na simplicidade

.Olavo Bilac. Antologia de poesia brasileira - Realismo e Parnasianismo.São Paulo: Ática, 1998, p.

Bandeirantes ferozes, como Fernão Dias Pais Leme, são transformados em agentes da civilização ("Violador dos sertões, plantador de cidades / Dentro do coração da pátria viverás!") A natureza, a exemplo do Romantismo, vira expressão da nacionalidade. Crianças são convocadas a amar a pátria com "fé e orgulho". E a poesia parece diluir-se num ma’’nual de civismo. Mesmo assim - descontados o tom declamatório e

Fulge de luz banhado, esplêndido e suntuoso,

REVISÃO IMPACTO - A CERTEZA DE VENCER!!!
REVISÃO IMPACTO - A CERTEZA DE VENCER!!!