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A Reconstrução do pós-

guerra

A Reconstrução do pós- guerra Marília Sousa Figueira História A 12ºD

Marília Sousa Figueira História A

12ºD

Índice

Introdução

2

A construção de uma nova ordem internacional: as conferências de paz

3

Um novo quadro geopolítico

6

8

11

A primeira vaga de descolonizações

13

Uma conjuntura favorável

13

A descolonização asiática

14

Conclusão

18

Bibliografia

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Introdução

Com o fim da 2ª Guerra Mundial veio uma nova ordem política Mundial, sendo que esta foi, também, marcada pelo fim das ditaduras fascista e nazista.

Quando o mundo emergiu da Segunda Guerra Mundial, já era clara a alteração de forças nas relações internacionais. Duas superpotências agigantavam-se: a URSS, escudada na força do exército Vermelho; e os EUA, indiscutível primeira potência mundial.

Estas duas superpotências que surgem no pós-guerra, vão procurar espalhar as suas influências: procura de aliados, alianças militares e económicas; os EUA eram de foro capitalista, com regimes parlamentares e democracias funcionais, sendo que fizeram pactos de caráter geoestratégicos como a NATO e o Plano Marshall (países da Europa Ocidental); já a URSS assentava em ideais marxistas/leninistas e em democracias populares, sendo que em resposta à criação dos pactos de ajudas dos EUA, a URSS criou também o Pacto de Varsóvia e o Comecon (Países de Leste).

Neste trabalho pretendo aprofundar estes temas e ficar a perceber melhor a matéria que aqui apresentarei.

A construção de uma nova ordem internacional: as conferências de paz

O conflito mundial não tinha ainda terminado e os dirigentes políticos das três grandes potências vencedoras (EUA, URSS e Reino Unido) reuniram-se em várias conferências para estabelecerem regras que deveriam sustentar uma nova ordem internacional do pós-guerra.

A conferência mais importante para o reordenamento do mundo do pós-guerra realizou-se em Ialta, na URSS, quando a vitória dos aliados era já tida como certa.

Na origem da sua convocação estiveram os seguintes objectivos:

A concentração sobre o reordenamento do mundo do pós-guerra, ou seja, uma configuração da nova ordem mundial após a derrota do fascismo e do nacionalismo-socialismo; Procura de consensos sobre os novos problemas, concretamente o desenho do novo mapa político da Europa;

Fig. 1 – Os três líderes aliados. Da esquerda para direita: Churchill, Roosevelt e Estaline. Os
Fig.
1
Os
três
líderes
aliados.
Da
esquerda
para
direita:
Churchill,
Roosevelt
e
Estaline.
Os chefes de governo dos
Estados Unidos da América,
e
da União Soviética, e
o
primeiro-ministro
do
Reino
Unido,
reuniram-se
em
segredo
em
Ialta
para
decidir o
fim da Segunda
Guerra Mundial e a
repartição
das
zonas
de
influência entre o Oeste e o
Leste.
A 11
de
fevereiro de
Ialta
representou,
um
passo
importante
na
configuração da nova ordem internacional. E, de
facto, teria duas consequências fundamentais
concretizadas que seriam : a criação da ONU e a
conferência de Potsdam.
1945, eles assinam os
acordos cujos objetivos são
de assegurar um fim rápido
à guerra e a estabilidade do
mundo após a vitória final.

3

Na conferência de Potsdam foram ratificadas as decisões de Ialta e tomadas outras medidas relativas à Alemanha, tais como: o desarmamento, o pagamento de indemnizações e a definição do estatuto político da Alemanha durante o período de controlo militar.

As Conferências de Ialta e de Potsdam foram determinantes na definição do novo mapa político da Europa, bem como do novo ordenamento geopolítico internacional que se manteve até finais do século XX, marcados pelas novas grandes potências, os EUA e a URSS.

Na conferência de Potsdam foram ratificadas as decisões de Ialta e tomadas outras medidas relativas à

O mundo bipolar foi marcado pela eterna disputa entre capitalismo e socialismo, tendo os EUA e a União Soviética de cada lado, respectivamente. Os EUA, líderes político-económicos do mundo capitalista. A União Soviética, a guardiã e o exemplo a ser seguido no mundo socialista.

Duas novas potências mundiais EUA e União Soviética disputaram o mundo entre si. Foi a época da bipolaridade, a nova ordem mundial, que

durou cerca de 45 anos, desde o final da segunda guerra até meados de

Fig.2 EUA vs URSS

1991.

Mais pormenorizadamente, na conferência de Ialta foram acordadas as seguintes questões:

A divisão da Alemanha em quatro zonas de ocupação, tuteladas pelos comandantes militares dos EUA, da Inglaterra, da URSS e da França e coordenadas por um Conselho de Controlo constituídos pelos respetivos comandantes-em-chefe; A realização de uma Conferência em S. Francisco (EUA) para aprovar a Carta da Nações Unidas e delinear as diretrizes essenciais da futura ONU; A fixação das fronteiras da Polónia com integração na URSS de territórios a leste, reclamados por Estaline; A redefinição das fronteiras dos territórios ocupados pelos exércitos nazis, após a sua libertação; A celebração de eleições livres nesses mesmos territórios, supervisionadas pelas potências vencedoras;

Mais pormenorizadamente, na conferência de Ialta foram acordadas as seguintes questões: A divisão da Alemanha em

Fig.3

Conferência

de

Potsdam.

 

Nesta

conferência

estiveram

presentes

Harry

Truman, pelos EUA (sucessor

de

Roosevelt,

 

que

entretanto

 

falecera),

Churchill,

pela

 

Inglaterra

(substituído

no

final

da

conferência

por

Clement

Attlee,

novo

 

primeiro-

ministro

inglês)

e

Estaline,

pela URSS.

 

A divisão da Coreia em duas zonas de influência o Norte, da URSS, e o Sul, dos EUA.

Sendo que na conferência de Potsdam ficaram acordados os seguintes pontos:

A “desnazificação” com a extinção do partido nazi e julgamento dos

criminosos de guerra, para o que foi criado o Tribunal Internacional de Nuremberga; A desmilitarização e destruição das indústrias bélicas alemãs;

5

O valor das indemnizações de guerra a pagar pela Alemanha aos

Aliados; A confirmação da divisão da Alemanha, aplicando-se o mesmo modelo à Áustria;

 O valor das indemnizações de guerra a pagar pela Alemanha aos  Aliados; A confirmação

A definição de um estatuto especial para Berlim, a capital da Alemanha, que, por força da divisão do território, ficou encravada na área de influência

1949.

“Consulado de Controlo Aliado”

Maio de 1949, formando a

que visava a descentralização de

a Alemanha era controlada por um governo chamado de

Fig.4 Divisão da Alemanha Após a Conferência de Potsdam,

poder e terminar qualquer traço restante do nazismo (desnazificação).

República Federal da Alemanha. O lado Leste acabou por se tornar na República Democrática da Alemanha, a 7 de Outubro de

Em

Berlim,

formaram-se

dois

setores

de predominação

diferentes:

o

Oeste

(ocupado

pelos

americanos,

britânicos

e

franceses) e

Leste

o

(ocupado

pelos soviéticos). O lado Oeste

acabou por se

fundir

a

23

de

soviética. Berlim veio a ser também dividida em quatro zonas de ocupação (norte-americana, soviética, inglesa e francesa); A confirmação de novas fronteiras e a redefinição do mapa político da Europa, sobretudo da Europa Central e de Leste, com prejuízo para os antigos Estados satélites da Alemanha e claro benefício para a URSS.

Um novo quadro geopolítico

A URSS detinha uma clara vantagem estratégica no Leste Europeu. Embora os acordos de Ialta previssem o respeito pela vontade dos povos, na prática tornava-se impossível contrariar a hegemonia soviética, que não tardou a impor-se: entre 1946 e 1948, todos os países libertados pelo Exército Vermelho resvalaram para o socialismo.

6

Este rápido processo de sovietização foi, de imediato, contestado pelos ocidentais. Logo em março de 1946, Churchill denuncia publicamente, num discurso, a criação, por parte da URSS, de uma área de influência impenetrável, isolada do Ocidente por uma cortina de ferro.

Menos de um ano passado sobre o fim da Segunda Guerra Mundial, o alargamento da influência soviética desencadeava um novo medir de forças.

Este rápido processo de sovietização foi, de imediato, contestado pelos ocidentais. Logo em março de 1946,

A expressão “Cortina de Ferro”, identificou o conjunto dos países europeus de regime comunista sob influência directa de Moscovo: Alemanha Oriental, Polónia, Checoslováquia (actuais Republica Checa e Eslováquia); Hungria, Roménia, Bulgária e Albânia.

Esta funcionou como uma deliberada e decisiva barreira à comunicação e à troca livre de ideias entre a URSS e os seus estados-satélites e o resto do Mundo.

Fig.5 Cortina de Ferro

7

Organização das Nações Unidas

A Organização das Nações Unidas tem como objetivo principal garantir a paz no mundo através do bom relacionamento entre os países. O horror causado pelas duas grandes guerras foi o principal motivo da fundação da ONU a 24 de outubro de 1945. Foi o Presidente Norte-Americano Franklin Roosevelt quem criou o nome apresentado pela primeira vez em 1942 na Declaração das Nações Unidas pela qual 26 países se comprometiam a lutar contra o Eixo (aliança entre Itália, Alemanha e Japão na II Guerra Mundial). Criada na Conferência de San Francisco (Conferência das Nações Unidas sobre a Organização Internacional), a ONU contava a princípio com 51 estados membros. Os seis órgãos principais ao funcionamento desta instituição são:

Assembleia-Geral órgão deliberativo máximo que tem como atribuições principais discutir, iniciar estudos e deliberar sobre qualquer questão que afete a paz e segurança em qualquer âmbito, exceto quando a mesma estiver a ser debatida pelo Conselho de Segurança; receber e apreciar os relatórios do Conselho de Segurança e restantes órgãos da ONU e eleger membros do Conselho de Segurança, do Conselho Económico e Social e do Conselho de Tutela.

Conselho de Segurança embora outros conselhos possam deliberar sobre questões de segurança, este é o único que toma as decisões que os países membros são obrigados a cumprir. Ele foi criado para manter a paz e a segurança internacionais, além de examinar qualquer situação que possa provocar atritos entre países e recomendar soluções ou condições para a solução.

Organização das Nações Unidas A Organização das Nações Unidas tem como objetivo principal garantir a paz

Fazem parte também do Conselho dez Membros Não-Permanentes, que são eleitos pela Assembleia Geral com mandatos de dois anos. Estes países não possuem direito a veto. Em 2011, os dez Membros Não-Permanentes são: África do Sul (que deixará o Conselho no final de 2012), Alemanha (2012), Bósnia-Herzegóvina (2011), Brasil (2011), Colômbia (2012), Gabão (2011), Índia (2012), Líbano (2011), Nigéria (2011) e Portugal (2012).

A Presidência do Conselho é rotativa, seguindo a ordem alfabética (em inglês) do nome dos países que fazem parte do órgão. Cada Presidente fica no cargo durante um mês.

O Conselho de Segurança da ONU é composto por cinco Membros Permanentes, que possuem direito a veto. Os Membros Permanentes são:

China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos da América.

Fig.6 Conselho de Segurança da ONU

Conselho Económico e Social coordena o trabalho económico e social da ONU e das restantes instituições integrantes, além de formular recomendações relacionadas a diversos setores como direitos humanos, economia, industrialização, recursos naturais e etc.

Conselho de Tutela este conselho foi criado com o propósito de auxiliar os territórios sob tutela da ONU a constituir governos próprios acabando por ser extinto em 1994 quando Palau (no Pacífico), o último território sob tutela da ONU, tornou-se um Estado soberano.

Tribunal Internacional de Justiça órgão jurídico máximo da ONU que através de convenções ou costumes internacionais, princípios gerais de direito reconhecidos pelas nações civilizadas, jurisprudência e pareceres ou mesmo através de acordos, tem o poder de decisão sobre qualquer litígio internacional, seja ele parte integrante de seu estatuto ou solicitado por qualquer país membro ou não membro (apenas países, não indivíduos), desde que, no último caso, obedeça alguns critérios.

Secretariado presta serviços a outros órgãos da ONU e administra os programas e políticas que elaboram, além de chamar a atenção do Conselho de Segurança sobre qualquer assunto a ele pertinente.

Ban Ki-Moon é o oitavo e atual secretário-geral da Organização das Nações Unidas. Ban conduziu inúmeras

Ban Ki-Moon é o oitavo e atual secretário-geral da Organização das Nações Unidas. Ban conduziu inúmeras reformas importantes no que toca à manutenção da paz e à contratação de empregados na ONU. Diplomaticamente, demonstrou opiniões particularmente fortes sobre o conflito de Darfur, onde ajudou a persuadir o presidente sudanês Omar al-Bashir a permitir que forças de paz entrassem no Sudão; e sobre o aquecimento global, pressionando repetidamente o ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush sobre a questão. Em 2011, Ban concorreu sem oposição para um segundo mandato como Secretário-Geral. A 21 de junho de 2011, ele foi reeleito por unanimidade pela Assembleia Geral e, portanto, continuará no cargo até 31 de dezembro de 2016.

Neste documento publicado recentemente é possível verificar que Ban Ki-Moon tem um papel bastante ativo nestas questões mais delicadas e apresente um papel de mediador no sentido em que tenta fazer Palestina e Israel chegarem a um acordo através de vias

pacíficas, como é descrito “por via de comunicação” e “que o diálogo é a única via para alcançar o objetivo”.

Fig.7 Notícia sobre Ban Ki-Moon

As novas regras da economia internacional

Ao nível económico, foi na Conferência de Bretton Woods que os economistas de vários países definiram as estratégias a seguir no pós-guerra de modo a relançar o comércio com base em moedas estáveis. As principais directrizes económicas que resultaram da conferência

foram:

A criação do Fundo Monetário Internacional (FMI). O FMI foi, talvez, a agência especializada mais polémica da ONU, pois a preponderância dos EUA na constituição deste fundo assegurou-lhe um papel de primeiro plano, quer através do aconselhamento aos bancos centrais de cada país, quer através da assistência financeira aos países em dificuldades; A criação de um novo Sistema Monetário Internacional (SMI), tendo por referência o dólar (convertível em ouro);

As novas regras da economia internacional Ao nível económico, foi na Conferência de Bretton Woods que

Neste gráfico é possível verificar que por volta do ano de 1973 começou a haver uma distinção entre o dólar e o euro, sendo que é possível afirmar que ao longo dos anos o euro foi mantendo uma paridade fixa em relação ao dólar que foi aumentando significativamente mantendo sempre uma longa distância do valor do euro. Sempre que o euro apresenta algum pico de subida, o dólar acompanha imediatamente esse pico mantendo-se sempre superior.

(Ao impor ao mundo o dólar como moeda internacional os Estados Unidos legitimam sua soberania no campo monetário. O dólar é então moeda de circulação dentro dos Estados Unidos e moeda internacional)

Fig.8 Ouro do Dólar VS o ouro do Euro

11

A

criação

do

Banco

Internacional

para

a

Reconstrução

e

o

Desenvolvimento (BIRD ou Banco Mundial),também como organismo da ONU;

O projecto de um organismo que negociasse a redução de tarifas alfandegárias entre os diversos países. Porém, como a Inglaterra já tinha concretizado, através da Commonwealth Preferance acordos comerciais vantajosos, o novo organismo viria a ser concretizado apenas em 1947, sob a designação GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio, actual OMC-Organização Mundial do Comércio). O GATT pode ser considerado o "antepassado" da Comunidade Económica Europeia.

Neste documento é possível verificar a redução das tarifas sobre alguns produtos da indústria. Os produtos estão ordenados de forma a mostrar quais os que tiveram uma maior redução da tarifa (69%) até aos que tiveram a menor redução (18%). Existir assim percentagens de redução tão grandes permite afirmar que o acordo geral de tarifas e comércio foi bem sucedido, podendo-se também dizer que contribuiu bastante para que as normas que regulam o comércio internacional se ajustassem ao crescimento astronómico do comércio e a agilidade das operações financeiras. (Estima-se que as tarifas mundiais aplicadas às mercadorias industriais tenham diminuído de 40% em 1947 para 5% em

Fig.9 Redução comum de tarifas entre países industriais sobre o GATT

1993)

 A criação do Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BIRD ou Banco Mundial),também

12

A primeira vaga de descolonizações

Uma conjuntura favorável

A primeira vaga de descolonizações Uma conjuntura favorável O fim da Segunda Guerra Mundial ditou o

O fim da Segunda Guerra Mundial ditou o rápido desmoronamento do domínio europeu no Mundo. O conflito, que exigiu também pesados sacrifícios às colónias, despertou os povos para a injustiça da dominação estrangeira. Fomentando sentimentos de rebeldia, a guerra pôs ainda em evidência as fragilidades da Europa. Os estados europeus mostraram-se incapazes de defender os seus territórios da invasão estrangeira. Desprestigiados e com a economia arruinada, os países coloniais viram-se impotentes para suster a vaga independentista que, terminando, o conflito, assolou a Ásia e a África.

Fig.10 Descolonização pós 2ª Guerra Mundial

Nem todos se opunham à descolonização, e aos efeitos demolidores da guerra juntaram-se as pressões exercidas pelas duas superpotências que apoiavam os esforços de libertação dos povos colonizados. Lembrando o seu próprio passado e defendendo os seus interesses económicos, os Estados Unidos da América sempre se mostraram adversos à manutenção do sistema colonial, e a URSS, prevendo a revolta dos oprimidos pelos interesses económicos capitalistas, não desperdiçou a possibilidade de estender, nos países recém-formados, o modelo soviético. Fundada sob o signo da

igualdade entre os povos do Mundo, também a ONU se constituiu como um baluarte internacional da descolonização ("Desenvolver relações amistosas entre as nações baseadas no respeito do princípio da igualdade de direitos e da autodeterminação dos povos e tomar outras medidas apropriadas ao fortalecimento da paz universal." - Doc.8 do manual escolar, vol.2. Carta das Nações Unidas).

A descolonização asiática

A descolonização asiática trata-se do processo de independência das colónias no continente asiático iniciado após a II Guerra Mundial. Desde então surgem novos países, a maioria originária dos antigos Impérios coloniais britânico e francês. Os movimentos pela autonomia nacional assumem várias formas: guerras de libertação, resistência pacífica aos colonizadores ou gestões diplomáticas para a conquista da independência.

No Médio Oriente: O Líbano e a Síria (domínios franceses desde o final da I Guerra Mundial) obtêm a independência respectivamente em 1941 e 1946. A partir do final da II Guerra Mundial, os países de dominação britânica no Oriente Médio também conquistam sua independência:

Jordânia (1946), Omã (1951), Kuwait (1961), Iémen do Sul (1967), Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos (1971).

No Sul da Ásia: A Índia, centro do império britânico na Ásia, que inclui ainda Paquistão e Bengala Oriental (atual Bangladesh), é palco de movimentos anticolonialistas já durante a II Guerra Mundial. Em 1947 é proclamada a independência da Índia, que se separa do Paquistão no mesmo ano. Bangladesh, incorporado ao Paquistão, torna-se independente em 1971. Os países sob controlo britânico do sul da Ásia também conseguem a independência: Sri Lanka (1948), Butão (1949) e Maldivas (1965).

No Sudeste Asiático: A Indochina, península do Sudeste Asiático colonizada pela França, era formada por Anã, Cochinchina e Tonkin (que juntos deram origem ao atual Vietnam), Laos, Camboja e pelo território chinês de Kuang-tcheou-wan. Durante a II Guerra Mundial é ocupada pelo Japão, o que estimula os movimentos de libertação nacional dos vários países. No Vietnam, a guerra de libertação é dirigida pelo Vietminh (liga revolucionária fundada em 1941). Também

há guerra no Laos e no Camboja, que conquistam a independência em

1953.

A Conferência de Paz de Genebra, realizada em 1954, divide a Indochina em três Estados independentes: Laos, Camboja e Vietnam. O Vietnam permanece dividido em duas zonas até 1976, quando é reunificado. Invadidas pelo Japão durante a II Guerra Mundial, a Indonésia (antiga colónia holandesa) alcança sua independência em 1945 e as Filipinas (ex-colónia norte-americana), um ano depois. Posteriormente, os países do Sudeste Asiático sob domínio inglês tornam-se independentes: Mianmar (1948), Malásia (1957), Singapura (1965) e Brunei (1984).

A Conferência de Paz de Genebra, realizada em 1954, divide a Indochina em três Estados independentes:

em

Hanói,

alinhou-se

à

URSS)

Vietnam

do

e

Sul

(capital

em

Saigon,

independente e depois da

deposição do líder Bao Dai

colocou-se

sob

proteção

americana).

 

Genebra

França

a

retirou

suas tropas e reconheceu a

independência

da

Indochina,

dividida

em

quatro

Estados

independentes

(visíveis

 

neste

mapa):

Laos

e

Vietnam do Norte (capital

Camboja (Estados neutros),

Fig.11 Indochina

Conferência de

Na

Razões que levaram à descolonização na Ásia:

Perda da hegemonia europeia: as metrópoles estavam empobrecidas tanto economicamente como militarmente, devido à 2ª Guerra Mundial, e estas não conseguiam sufocar os movimentos de libertação das colónias

Durante a 2ª Guerra Mundial as colónias tiveram que se defender sem ajuda das metrópoles

Participação

de

soldados

das

colónias

nos

exércitos

dos

países

colonizados

Permanência nas metrópoles de estudantes das colónias que aí estudaram e tomaram contacto com os ideais de liberdade para todos os povos

Aparecimento, nos territórios colonizados, de movimentos nacionalistas contra a colonização (liderados por indivíduos que tinham feito a sua formação nas metrópoles)

Oposição crescente nos países colonizadores, contra a colonização

Fig.12 – Mahatma Ghandi Gandhi passou cada vez mais a pregar a independência durante a II
Fig.12 – Mahatma Ghandi
Gandhi passou cada
vez
mais
a
pregar a independência durante a II
Guerra
Mundial,
através
de
uma
campanha clamando pela saída dos
britânicos
da
Índia
(Quit
Índia,
literalmente Saiam da Índia), que em
pouco tempo se tornou o maior
movimento pela
indiana, ocasionando
independência
prisões
em
massa e violência numa escala
inédita.
Gandhi
e
seus
partidários
deixaram
claro que não apoiariam a causa
britânica na guerra a não ser que fosse
garantida
à Índia independência
imediata.
Durante este tempo, ele até planeou
um fim do seu apelo à não-violência
de outra forma, um princípio intocável,
alegando que a "anarquia ordenada"
em redor dele era "pior do que a
anarquia real".
 Influência
das novas
potências mundiais (URSS e EUA),
que condenavam o colonialismo
por duas razões:
  • 1. Ia contra os seus princípios ideológicos (libertação dos povos colonizados)

  • 2. Viam a formação de novos estados como uma possibilidade de aumentarem as suas áreas de influência

Fundação da ONU defende:

  • 1. Os direitos iguais

  • 2. Autodeterminação dos povos

  • 3. Ideais de liberdade, igualdade e independência

Processos de descolonização:

Via pacífica: como por exemplo na Índia (colónia inglesa), que conseguiu a sua independência em 1947. Ficou dividida em duas partes: parte muçulmana Paquistão e parte hindu Índia.

Via violenta: como por exemplo, na Indochina (colónia francesa), que conseguiu a sua independência em 1954, após um grande período guerra. (Países atuais Vietname, Camboja e Laos)

Pressões internacionais: como por exemplo, a Indonésia (colónia holandesa), libertada em 1949 por influência da ONU e dos EUA.

A década de 50 foi a década da descolonização da Ásia. Em África, os movimentos de independência estavam no início.

Conclusão

Para concluir passo a apresentar um esquema-síntese que resume toda a matéria por mim apresentada neste trabalho.

Espero que este trabalho tenha sido do agrado do professor, sendo que me elucidou bastante sobre os assuntos dados previamente na aula

Conclusão Para concluir passo a apresentar um esquema-síntese que resume toda a matéria por mim apresentada

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Bibliografia

http://conhecerahistoria12.blogspot.pt/2012/02/reconstrucao-do-pos-guerra.html

http://monicapereira20.blogspot.pt/2011/01/reconstrucao-do-pos-guerra.html

http://profpedroemestremoz.files.wordpress.com/2011/09/17_fa_ec_a-reconstruc3a7c3a3o-

do-segundo-pc3b3s-guerra.pdf

http://passadocurioso.blogspot.pt/ http://www.infoescola.com/geografia/organizacao-das-nacoes-unidas-onu/

http://portuguese.cri.cn/561/2013/02/06/1s162187.htm

http://marciacpinto.blogspot.pt/2011

http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1223912148N7eXQ6tj0Mj88GC3.pdf

http://wiki.svtuition.org/2009/05/gatt-and-its-functions-and-policies.html

http://www.uesc.br/dcec/pedrolopes/artigo_prof_pedro_lopes_sistema_monetario.pdf http://www.brasil-cs-onu.com/o-conselho/membros/ http://www.enemvirtual.com.br/descolonizacao-da-asia/

http://www.vestibular1.com.br/revisao/r100.htm

http://adivisaodaalemanha.blogspot.pt/