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AULA 08

MACROECONOMIA PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE

Olá pessoal!

Vamos começar a nossa oitava aula de macroeconomia.

Nessa aula iremos tratar da curva LM e da junção entre as duas curvas em um mesmo plano.

Lembro que as críticas ou sugestões poderão ser enviadas para:

cesar.frade@pontodosconcursos.com.br.

Prof. César Frade

MAIO/2012

AULA 08

MACROECONOMIA PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE

17. Curva LM – Equilíbrio no Mercado Monetário

Não há muito o que se falar sobre a curva LM como falamos sobre a IS. Entretanto, devemos entender que a oferta de moeda é uma variável exógena e dada pelo Banco Central.

Devemos sempre equilibrar a quantidade ofertada e a quantidade demandada por moeda.

Pelo lado da demanda, sabemos que um aumento da renda faz com que as pessoas aumentem a demanda por moeda. Como exemplo, gosto de fazer a seguinte pergunta. Imagine que você passe no concurso e, com isso, tenha um aumento de salário. Se o seu salário subir, sua renda subir, você demandará mais ou menos moeda, você terá mais ou menos moeda no bolso. Um aumento na renda provoca um aumento na quantidade demandada por moeda.

Raciocínio semelhante pode ser utilizado com relação à inflação ou taxa de juros. Se a inflação estiver alta ou se a taxa de juros praticada estiver alta, o custo de oportunidade de ter recursos financeiros no bolso é mais alto e, portanto, há uma redução na quantidade demandada de moeda. Sendo assim, um aumento na taxa de juros provoca uma redução na quantidade demandada por moeda.

Logo, se o Banco Central não aumentar a quantidade ofertada, esse aumento na demanda provocará um aumento no preço da moeda e, portanto, um aumento da taxa de juros. Com isso, já conseguimos ver que a curva LM é uma curva positivamente inclinada pois um aumento na renda provoca um aumento na taxa de juros.

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PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE Segundo Lopes & Vasconcellos: “Consideraremos a oferta

Segundo Lopes & Vasconcellos:

“Consideraremos a oferta da moeda como uma variável determinada exogenamente, por decisão das Autoridades.

Quanto à demanda por moeda, como vimos, as teorias que buscam explicá-la apresentam dois tipos de razões para a coletividade demandar (reter) moeda: motivo transação e motivo protfólio. Quanto ao primeiro motivo, a demanda de moeda é diretamente relacionada ao nível de renda da economia. Quanto maior o nível de produto maior será o volume de transações e, portanto, maior será a quantidade de moeda requerida (demandada) para realizá-las. Dessa forma, a demanda de moeda aumenta conforme aumenta a renda.

Quanto ao motivo portfólio, o indivíduo, ao tomar a decisão de como alocar sua riqueza, compara o diferencial de rentabilidade entre os diferentes ativos. Desconsiderando a existência de inflação, o retorno real da moeda é zero, enquanto o dos títulos é a taxa de juros que estes rendem. Dessa forma, a taxa de juros corresponde ao custo de oportunidade de reter moeda; assim, a demanda de moeda diminui conforme aumenta a taxa de juros.”

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MACROECONOMIA PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE Os deslocamentos da curva LM são dados por medidas monetárias como o

compulsório, operações no mercado aberto e operações de redesconto. Na

verdade, se o Banco Central tomar uma medida que coloque mais recursos no

mercado, haverá um deslocamento da curva LM para a direita e para baixo.

Essa medida pode ser implementada com uma redução da taxa de compulsório

ou com a compra de títulos no mercado aberto. Essas medidas são chamadas

de política monetária expansionista.

medidas são chamadas de política monetária expansionista. Lopes & Vasconcellos mostram os casos especiais para a

Lopes & Vasconcellos mostram os casos especiais para a curva LM:

“Podemos considerar dois casos especiais. O primeiro, no qual a

demanda de moeda é infinitamente elástica em relação à taxa de

juros. É uma situação em que a taxa de juros encontra-se em um

nível tão baixo que qualquer ampliação na oferta de moeda será

retida pelo público, mesmo sem alteração na taxa de juros. Nesse

caso, a LM será totalmente horizontal e a política monetária não terá

efeito algum sobre a renda. Esta é a chamada Armadilha da

Liquidez, na qual a política monetária é totalmente ineficaz.( )

O segundo caso ocorre quando a demanda de moeda independe da

taxa de juros, isto é, a elasticidade da demanda de moeda em

relação à taxa de juros é zero. É o chamado caso clássico, o mundo

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MACROECONOMIA PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE da Teoria Quantitativa de Moeda em que a LM é vertical. Nesse caso,

amplia-se a eficácia da política monetária.”

caso, amplia-se a eficácia da política monetária.” 18. As Curvas IS e LM Na verdade, devemos

18. As Curvas IS e LM

Na verdade, devemos colocar as duas curvas IS e LM sobre o mesmo plano. Os

deslocamentos provocados na curva IS em decorrência de mudanças no gasto

do governo ou nos impostos formam a política fiscal. Se o deslocamento

ocorrido contribuir para um aumento do nível de renda, a política fiscal é

expansionista. Por outro lado, se o deslocamento contribuir para reduzir o nível

de renda, mantendo tudo mais constante, a política fiscal é restritiva.

Observe o desenho da aplicação de uma política fiscal expansionista.

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PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE A curva LM mostra a atuação de

A curva LM mostra a atuação de uma política monetária por parte da autoridade monetária. Se a curva for deslocada para baixo e para a direita, a política monetária será considerada expansionista (como no gráfico abaixo). Isto ocorre quando há uma redução na taxa de compulsório, ou na taxa de redesconto ou uma compra de títulos públicos no mercado aberto. A política monetária restritiva provoca um deslocamento da curva LM para cima e para a esquerda.

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PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE Se colocarmos as duas curvas no mesmo

Se colocarmos as duas curvas no mesmo plano teremos a renda e a taxa de juros de equilíbrio.

plano teremos a renda e a taxa de juros de equilíbrio. Observe que uma política monetária

Observe que uma política monetária expansionista provoca um deslocamento da curva LM para a direita e, portanto, haverá um aumento da renda agregada e, conseqüente, redução da taxa de juros.

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PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE Por outro lado, uma política fiscal expansionista

Por outro lado, uma política fiscal expansionista causaria um deslocamento da IS para a direita e, portanto, geraria um aumento da renda agregada e, conseqüente, aumento da taxa de juros.

da renda agregada e, conseqüente, aumento da taxa de juros. Se quando o Governo aplica uma

Se quando o Governo aplica uma política monetária expansionista, tal fato provoca uma expansão da renda, uma política monetária contracionista como

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MACROECONOMIA PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE aumento do compulsório, por exemplo, pode levar a uma redução do nível de

renda.

Tal fato provocaria um deslocamento da curva LM de para cima e para a

esquerda, de LM 1 para LM 2 . Com isso, há uma escassez de recursos financeiros

e, consequente aumento da taxa de juros. Outro item que é alterado é a renda

de equilíbrio que, nesse caso, é reduzida conforme demonstrado abaixo.

que, nesse caso, é reduzida conforme demonstrado abaixo. A aplicação de uma política fiscal contracionista com

A aplicação de uma política fiscal contracionista com a redução dos gastos

governamentais ou aumento do nível de impostos, provocaria um

deslocamento paralelo da curva IS para baixo e para a esquerda. Na figura

abaixo, vemos um deslocamento semelhante ocorrendo de IS 1 para IS 2 .

No equilíbrio, essa política fiscal provocaria uma redução da renda de equilíbrio

e também redução da taxa de juros.

Muitos de vocês querem ligar tais fatos à realidade. Vamos então explicar.

Assim que a Presidente Dilma entrou no Governo uma de suas medidas foi

proibir a realização de concursos públicos com o discurso de que precisávamos

ter responsabilidade fiscal e gastar menos do que arrecada com o intuito de ir

amortizando a dívida existente.

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Com isso, várias pessoas que estavam estudando deixaram que gastar seus recursos com cursinhos e já houve uma redução da renda. Pois o aluno gasta seus recursos, os cursinhos recebem, pagam seus professores, funcionários e esses gastam os recursos da forma que melhor lhes convém, gerando emprego e assim por diante.

Além disso, os alunos que passariam nos concursos seriam empossados e receberiam mais dinheiro do que recebem hoje. Claro, exceto para aqueles alunos que são muito “munheca”, iriam aumentar seus gastos gerando mais emprego e proporcionando aumento de renda.

Portanto, a suspensão dos concursos públicos foi, nesse sentido, a adoção de uma política fiscal contracionista.

sentido, a adoção de uma política fiscal contracionista. 19. Déficit Público e Dívida Pública Nos últimos

19. Déficit Público e Dívida Pública

Nos últimos tempos tem havido uma enorme discussão acerca desse assunto no Brasil. Mais recentemente, vários países da zona do Euro entraram em colapso financeiro devida à imensa dívida pública.

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Nesse item vamos discutir um pouco desses conceitos. Faremos isso de forma rápida pois esse item está muito mais ligado à matéria Finanças Públicas do que especificamente à Macroeconomia nas provas de Concursos Públicos.

As Finanças de um País funciona da mesma forma que a das pessoas. Pense o que aconteceria com você se você gastasse continuadamente além do que ganha. Todos os meses você teria que ir até um Banco para captar um empréstimo e liquidar as dívidas que foram assumidas. No entanto, com o passar do tempo, o Banco iria começar a achar que você estaria muito endividado e, portanto, não teria capacidade de efetuar o pagamento. Quando isso ocorresse, a primeira medida seria o aumento da taxa de juros para a concessão de novos empréstimos e, em seguida, a suspensão dos empréstimos.

Nos países, tal fato funciona de forma análoga. Os países acabam recebendo recursos com a cobrança de impostos e possuem seus gastos correntes (salários, materiais de escritório, saúde, educação, etc) e ainda devem fazer investimentos para que o imposto retorne à população em forma de serviços. Se a quantidade arrecadada for insuficiente para pagar as despesas, os países devem encontrar pessoas e bancos interessados em lhes financiar a uma determinada taxa de juros.

No entanto, com o passar do tempo, há a necessidade de as receitas superarem as despesas com o intuito de pagar os juros da dívida passada e ainda começar um processo de amortização do principal. É muito importante que o País quando possui uma dívida pública gaste menos do que arrecada. Dessa forma, sobrarão recursos que deverão pagar uma parte ou a totalidade dos juros dessa dívida. Como esperamos que o PIB do País cresça ao longo do tempo, há uma esperança de que a arrecadação também crescerá e a não explosão da dívida é fundamental para que seja possível o seu pagamento.

Talvez seja interessante você acessar o Manual de Finanças Públicas do Banco Central do Brasil (http://www.bcb.gov.br/?MANFINPUB). Principalmente,no que diz respeito ao Capítulo 5.

O conceito de setor público utilizado para a mensuração do conceito de déficit público e dívida pública é o setor-público não financeiro mais o Banco Central.

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MACROECONOMIA PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE O Setor público não-financeiro é constituído pelas administrações diretas e

empresas estatais não-financeiras nas três esferas, as administrações

indiretas, o sistema público de previdência social além de Itaipu Binacional.

No item Necessidade de Financiamento do Setor Público (NFSP), o Banco

Central define:

Resultado nominal sem desvalorização cambial: corresponde à

variação nominal dos saldos da dívida líquida, deduzidos os ajustes

patrimoniais efetuados no período (privatizações e reconhecimento de

dívidas). Exclui, ainda, o impacto da variação cambial sobre a dívida

externa e sobre a dívida mobiliária interna indexada a moeda

estrangeira (ajuste metodológico). Abrange o componente de

atualização monetária da dívida, os juros reais e o resultado fiscal

primário.

Resultado primário: os juros incidentes sobre a dívida líquida

dependem do nível de taxa de juros nominal e do estoque da dívida,

que, por sua vez, é determinado pelo acúmulo de déficits nominais

passados. Assim, a inclusão dos juros no cálculo do déficit dificulta a

mensuração do efeito da política fiscal executada pelo Governo,

motivo pelo qual se calcula o resultado primário do setor público, que

corresponde ao déficit nominal (NFSP) menos os juros nominais

apropriados por competência, incidentes sobre a dívida mobiliária

vinculada a moeda estrangeira é convertida pela taxa média de

câmbio de compra.”

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QUESTÕES PROPOSTAS

Questão 74

(ESAF – AFC – STN – 2005) – No modelo IS/LM sem os denominados casos clássicos e keynesiano, a demanda por moeda

a) não varia com a renda e com a taxa de juros.

b) não depende da renda.

c) só depende da taxa de juros quando esta taxa produz juros reais negativos.

d) é inversamente proporcional à renda.

e) é inversamente proporcional à taxa de juros.

Questão 75

(ESAF – AFC – STN – 2005) – No modelo IS/LM, é correto afirmar que

a) no caso keynesiano, a demanda por moeda pode ser expressa de forma semelhante à teoria quantitativa da moeda. b) o caso da armadilha da liquidez ocorre quando a taxa de juros é extremamente alta.

c) no caso clássico, a LM é horizontal.

d) o governo pode utilizar a política monetária para anular os efeitos de uma

política fiscal expansionista sobre as taxas de juros.

e) uma política fiscal expansionista aumenta as taxas de juros uma vez que

reduz a demanda por moeda.

Questão 76

(ESAF – Analista de Orçamento – 2002) – Considere o modelo de oferta e demanda agregada, supondo a curva de oferta agregada positivamente inclinada e a curva de demanda agregada derivada do modelo IS/LM. É correto afirmar que:

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a) um aumento dos gastos do governo eleva o produto, deixando inalterado o

nível geral de preços.

b) uma elevação da oferta monetária só resulta em alterações no nível geral

de preços.

c) uma elevação do consumo agregado não causa impactos sobre o nível geral

de preços.

d) uma elevação das exportações tende a elevar tanto o produto agregado

quanto o nível geral de preços.

e) uma redução nos impostos não causa alterações no produto agregado.

Questão 77

(ESAF – AFRF – 2002–2) – Com relação ao modelo IS/LM, é incorreto afirmar

que:

a) no chamado caso da “armadilha da liquidez”, em que a LM é horizontal, uma

elevação dos gastos públicos eleva a renda sem afetar a taxa de juros.

b) excluídos os casos “clássico” e da “armadilha da liquidez”, numa economia

fechada a elevação dos gastos públicos eleva a renda. Esta elevação,

entretanto, é menor comparada com o resultado decorrente do modelo

keynesiano simplificado, em que os investimentos não dependem da taxa de

juros.

c) no chamado caso “clássico”, em que a LM é vertical, uma elevação dos

gastos públicos só afeta as taxas de juros.

d) se a IS é vertical, a política fiscal não pode ser utilizada para elevação da

renda.

e) na curva LM, a demanda por moeda depende da taxa de juros e da renda.

Questão 78

(AFRF – ESAF – 2002) – Com relação ao modelo IS/LM, é incorreto afirmar que

a) quanto maior a taxa de juros, menor é a demanda por moeda.

b) na ausência dos casos clássico e da armadilha da liquidez, uma política

fiscal expansionista eleva a taxa de juros.

c) na ausência dos casos clássico e da armadilha da liquidez, uma política fiscal

expansionista eleva a renda.

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MACROECONOMIA PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE d) no caso da armadilha da liquidez, uma política fiscal expansionista não

aumenta o nível de renda.

e) quanto maior a renda, maior é a demanda por moeda.

Enunciado para as questões 79 e 80

Julgue os itens que se seguem acerca do modelo IS-LM, identidades

macroeconômicas básicas e sistema de contas nacionais no Brasil.

Questão 79

(CESPE – MPU - Economista – 2010) – Modificações no consumo autônomo,

devido a mudanças no estado de confiança dos consumidores, podem levar a

deslocamentos da curva IS.

Questão 80

(CESPE – MPU - Economista – 2010) – Na armadilha da liquidez a demanda

por moeda é insensível à taxa de juros.

Questão 81

(CESPE – Ministério da Saúde – Economista – 2009) – Pela dicotomia clássica,

a moeda é neutra em uma economia com desemprego dos fatores de

produção.

Questão 82

(CESPE – Ministério da Saúde – Economista – 2009) – Deficit nominal é

também conhecido como necessidades de financiamento líquido do setor

público. Já deficit primário exclui do deficit nominal correções e juros da dívida

interna.

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Enunciado para a questão 83

A macroeconomia analisa o comportamento dos grandes agregados econômicos e aborda tópicos tais como a expansão do produto e do emprego e as taxas de inflação. A respeito desse assunto, julgue os itens.

Questão 83

(CESPE – Ministério dos Esportes – Economista – 2008) – Na visão keynesiana,

a curva LM é relativamente inelástica em relação à taxa de juros, o que

contribui para aumentar a eficácia das políticas fiscais e reduzir o efeito deslocamento.

Enunciado para a questão 84

A respeito da oferta e da demanda agregadas, do modelo IS-LM e da curva de

Phillips, julgue os itens subsequentes.

Questão 84

(CESPE – SEFAZ – ES – Economista – 2010) – A curva IS é uma representação gráfica que mostra uma relação direta entre a taxa de juros e a renda no mercado de bens. A magnitude de sua inclinação, que não depende da sensibilidade ao investimento, depende somente da propensão marginal a consumir.

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QUESTÕES RESOLVIDAS

Questão 74

(ESAF – AFC – STN – 2005) – No modelo IS/LM sem os denominados casos clássicos e keynesiano, a demanda por moeda

a) não varia com a renda e com a taxa de juros.

b) não depende da renda.

c) só depende da taxa de juros quando esta taxa produz juros reais negativos.

d) é inversamente proporcional à renda.

e) é inversamente proporcional à taxa de juros.

Resolução:

Se estamos falando de um modelo keynesiano sem os casos extremos, temos que olhar para a curva LM inclinada, nem vertical nem horizontal.

Sabemos que a demanda por moeda depende de duas variáveis. A primeira delas é a renda e quanto maior for o nível de renda maior será a demanda por moeda. Devemos pensar que quanto maior for o salário de uma pessoa, mais dinheiro ela vai ter em seu bolso, logo, houve um aumento da quantidade demandada por moeda.

Por outro lado, quanto maior a inflação ou taxa de juros, menor será a demanda por moeda uma vez que houve há um aumento do custo de oportunidade de se demandar moeda.

Com isso, vemos que a demanda por moeda é diretamente proporcional à renda e inversamente proporcional à taxa de juros.

Sendo assim, o gabarito é a letra E.

Gabarito: E

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Questão 75

(ESAF – AFC – STN – 2005) – No modelo IS/LM, é correto afirmar que

a) no caso keynesiano, a demanda por moeda pode ser expressa de forma

semelhante à teoria quantitativa da moeda. b) o caso da armadilha da liquidez ocorre quando a taxa de juros é extremamente alta.

c) no caso clássico, a LM é horizontal.

d) o governo pode utilizar a política monetária para anular os efeitos de uma

política fiscal expansionista sobre as taxas de juros.

e) uma política fiscal expansionista aumenta as taxas de juros uma vez que

reduz a demanda por moeda.

Resolução:

A armadilha da liquidez ocorre quando as taxas de juros são baixas. Na verdade, nesses casos, a autoridade monetária não tem à sua disposição a taxa de juros para tentar alterar significativamente a economia.

Observe no desenho abaixo que a parte vertical da LM é chamada de caso clássico, enquanto que a parte horizontal pode ser chamada de caso keynesiano ou armadilha da liquidez.

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PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE Observe pelo gráfico abaixo que uma política

Observe pelo gráfico abaixo que uma política monetária expansionista pode poderá fazer com que haja um retorno da taxa de juros para o patamar inicial após a política fiscal ter reduzido.

o patamar inicial após a política fiscal ter reduzido. Sendo assim, o gabarito é a letra

Sendo assim, o gabarito é a letra D.

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Gabarito: D

Questão 76

(ESAF – Analista de Orçamento – 2002) – Considere o modelo de oferta e demanda agregada, supondo a curva de oferta agregada positivamente inclinada e a curva de demanda agregada derivada do modelo IS/LM. É correto afirmar que:

a) um aumento dos gastos do governo eleva o produto, deixando inalterado o

nível geral de preços.

b) uma elevação da oferta monetária só resulta em alterações no nível geral

de preços.

c) uma elevação do consumo agregado não causa impactos sobre o nível geral

de preços. d) uma elevação das exportações tende a elevar tanto o produto agregado

quanto o nível geral de preços.

e) uma redução nos impostos não causa alterações no produto agregado.

Resolução:

a) Um aumento nos gastos do Governo é o que chamamos que política fiscal

expansionista. Como a política fiscal provoca um deslocamento na curva IS,

um aumento nos gastos governamentais deslocaria a IS para a direita ocasionando um aumento no nível de renda e na taxa de juros, e, conseqüentemente, no nível geral de preços. Sendo assim, a questão está falsa.

b) Uma elevação na oferta monetária provoca um deslocamento na LM para a

direita, ocasionando um aumento no nível de renda e também na taxa de juros. Dessa forma, o item está errado.

c) Uma elevação do consumo agregado (C) provoca um aumento na renda e,

conseqüentemente, um impacto no nível geral de preços.

d) Uma elevação nas exportações tende a provocar aumento tanto no produto

quanto na taxa de juros, aumentando assim, o nível geral de preços. A afirmativa está correta.

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e) Uma redução nos impostos desloca a IS para a esquerda, provocando uma

redução na renda e na taxa de juros.

Gabarito: D

Questão 77

(ESAF – AFRF – 2002–2) – Com relação ao modelo IS/LM, é incorreto afirmar que:

a) no chamado caso da “armadilha da liquidez”, em que a LM é horizontal, uma

elevação dos gastos públicos eleva a renda sem afetar a taxa de juros.

b) excluídos os casos “clássico” e da “armadilha da liquidez”, numa economia

fechada a elevação dos gastos públicos eleva a renda. Esta elevação,

entretanto, é menor comparada com o resultado decorrente do modelo

keynesiano simplificado, em que os investimentos não dependem da taxa de juros.

c) no chamado caso “clássico”, em que a LM é vertical, uma elevação dos

gastos públicos só afeta as taxas de juros.

d) se a IS é vertical, a política fiscal não pode ser utilizada para elevação da

renda.

e) na curva LM, a demanda por moeda depende da taxa de juros e da renda.

Resolução:

Neste exercício comentaremos cada um dos itens.

No primeiro item, devemos lembrar que a “armadilha pela liquidez” ocorre onde a LM é horizontal.

Sendo assim, uma elevação nos gastos públicos provoca um deslocamento da IS (curva do mercado de bens) para a direita e para cima, saindo de IS 1 e indo para IS 2 . Tal fato provocaria, conforme pode ser visto no gráfico abaixo, uma elevação na renda sem que houvesse nenhuma mudança na taxa de juros.

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PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE Portanto, o item a da questão está

Portanto, o item a da questão está correto. Lembre-se que devemos marcar o item falso.

No segundo item, o examinador exclui os casos “clássico”(LM vertical) e a “armadilha da liquidez”(LM horizontal). Logo, teremos, necessariamente, que trabalhar com uma curva positivamente inclinada no mercado monetário, conforme descrito no gráfico abaixo.

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PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE Tendo em vista que uma elevação dos

Tendo em vista que uma elevação dos gastos públicos provoca um deslocamento da curva IS (de IS 1 para IS 2 ), ocorrerá uma alteração positiva na renda de equilíbrio, passando de Y 1 para Y 2 .

Entretanto, tendo em vista que o investimento depende da taxa de juros neste modelo, a elevação nesta renda será inferior àquela que aconteceria caso houvesse investimento autônomo, uma vez que a renda variaria, mas a taxa de juros não sofreria necessariamente uma variação.

No modelo keynesiano simplificado a variação da renda de equilíbrio seria igual ao produto do multiplicador keynesiano pela variação ocorrida, ou seja, a renda seria igual a Y 3 .

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PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE Observe que o modelo keynesiano simplificado levaria

Observe que o modelo keynesiano simplificado levaria a um aumento igual à variação de renda entre y 3 e y 1 . Portanto, o item b está correto.

No terceiro item, quando a curva LM for vertical (caso clássico), uma elevação dos gastos públicos provocará um deslocamento da curva IS, conforme pode ser visto no gráfico abaixo de IS 1 para IS 2 , mas não haverá nenhuma alteração na renda de equilíbrio. Entretanto, a taxa de juros será majorada.

de equilíbrio. Entretanto, a taxa de juros será majorada. Prof. César de Oliveira Frade

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Portanto, o item c também está correto.

No quarto item a questão supõe que a IS é vertical. No caso em que a IS é vertical, conforme pode ser observado no gráfico abaixo, uma política fiscal expansionista, provocará um deslocamento da curva IS para a direita (de IS 1 para IS 2 ), resultando tanto em um aumento da renda de equilíbrio quanto da taxa de juros.

um aumento da renda de equilíbrio quanto da taxa de juros. Sendo assim, observamos que a

Sendo assim, observamos que a política fiscal, neste caso, pode ser usada para a elevação da renda e, conseqüentemente, o item está incorreto.

Dessa forma, o gabarito é letra D.

A última proposição está correta.

Gabarito: D

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Questão 78

(ESAF – AFRF – 2002) – Com relação ao modelo IS/LM, é incorreto afirmar que

a) quanto maior a taxa de juros, menor é a demanda por moeda.

b) na ausência dos casos clássico e da armadilha da liquidez, uma política fiscal expansionista eleva a taxa de juros.

c) na ausência dos casos clássico e da armadilha da liquidez, uma política fiscal

expansionista eleva a renda. d) no caso da armadilha da liquidez, uma política fiscal expansionista não

aumenta o nível de renda.

e) quanto maior a renda, maior é a demanda por moeda.

Resolução:

a) na verdade quanto maior for a taxa de juros de uma economia, menos as

pessoas estarão demandando moeda e gastando conseqüentemente e mais recursos elas estarão deixando no Sistema Financeiro, uma vez que os juros praticados são atrativos.

b) Quando se diz que há uma ausência tanto dos casos clássico (LM vertical) e

da armadilha da liquidez (LM horizontal), utilizamos a LM na positivamente inclinada no espaço renda x taxa de juros. Com isso, uma política fiscal expansionista (aumento dos gastos do Governo ou redução da tributação) provocaria um deslocamento da curva IS para a direita (de IS 1 para IS 2 ), aumentando tanto a taxa de juros quanto o nível de renda.

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PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE c) Conforme dito no item anterior, uma

c) Conforme dito no item anterior, uma política fiscal expansionista eleva a renda e a taxa de juros.

d) A armadilha da liquidez ocorre no espaço onde a LM é horizontal. Com isso, uma política fiscal expansionista (aumento dos gastos do Governo ou redução da tributação) provocaria um deslocamento da curva IS para a direita (de IS 1 para IS 2 ), aumentando assim o nível de renda, mas mantendo constante a taxa de juros.

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PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE Com isso, podemos ver que a política

Com isso, podemos ver que a política fiscal expansionista, no caso da “armadilha da liquidez” induz a um aumento da renda mas mantém a taxa de juros constante.

Sendo assim, a resposta é a letra D.

e) Quanto maior a renda das pessoas maior a quantidade de moeda que elas demandarão.

Gabarito: D

Enunciado para as questões 79 e 80

Julgue os itens que se seguem acerca do modelo IS-LM, identidades macroeconômicas básicas e sistema de contas nacionais no Brasil.

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Questão 79

(CESPE – MPU - Economista – 2010) – Modificações no consumo autônomo, devido a mudanças no estado de confiança dos consumidores, podem levar a deslocamentos da curva IS.

Resolução:

A Curva IS (Investment-Saving) mostra as condições de equilíbrio no mercado de bens e é representada pela seguinte equação:

Y = C (Yd) + I (r) + G

representada pela seguinte equação: Y = C (Yd) + I (r) + G Observe que a

Observe que a variação do consumo autônomo irá determinar uma variação mais que proporcional da renda. Sabemos que essa variação da renda pode vir tanto de um deslocamento da curva IS quanto de uma mudança de inclinação da Curva.

A equação resultante do modelo de determinação de renda de uma economia fechada e com governo é a seguinte:

AULA 08

MACROECONOMIA PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE

Y

*

=

(

C Y

d

(

C Y

d

)

=

C

)

+

0 +

()

I r

c

+

Y

d

G

Y

d

=

(

1

t

)

Y

 

()

I r

=

I

o

 

G

=

G

0

Y

=

C

0

+

c

(

1

t

)

Y

Y

c

(

1

t

)

Y

=

C

0

*

 

1

 

Y

=

1

 

(

1

 

t

)

c

1442443

MULTIPLICADOR

KEYNESIANO

+

+

I

I

(

C

0

o

o

+

+

+

I

G

G

0

0

o

+

G

0

)

1442443

GASTOS

AUTÔNOMOS

Vou dar uma dica muito importante a vocês.

Qualquer alteração no multiplicador altera a inclinação da curva IS e qualquer mudança nos chamados gastos autônomos desloca o IS.

Dessa forma, como a questão fala de uma mudança no consumo autônomo (C 0 ), há uma variação na renda oriunda de um deslocamento da curva IS.

Sendo assim, a questão está CERTA.

Gabarito: C

Questão 80

(CESPE – MPU - Economista – 2010) – Na armadilha da liquidez a demanda por moeda é insensível à taxa de juros.

Resolução:

AULA 08

MACROECONOMIA PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE A armadilha da liquidez ocorre quando a curva LM é horizontal, ou seja, o

produto é insensível a uma variação na taxa de juros. Em geral, esse fato

ocorre quando a taxa de juros praticada está muito baixa.

Observemos o caso do Japão e, mais recentemente, o caso dos Estados

Unidos.

No Japão, a taxa de juros, desde 1987 está situada abaixo de 0,5% com o

intuito de propiciar um maior nível de gastos por parte dos japoneses e,

portanto, aumentar o nível de renda agregada. No entanto, mesmo com taxas

de juros (semelhante à nossa SELIC) nesse patamar, o Governo Japonês não

conseguiu induzir a população ao aumento significativo do consumo. Dessa

forma, ele acabou perdendo um dos importantes instrumentos de Política

Monetária. A idéia é reduzir a taxa de juros e, portanto, reduzir o custo de

oportunidade das pessoas, fato que as induz a efetuar os gastos e auxilia no

aumento da renda agregada.

Os Estados Unidos desde a crise de 2008 reduziu a sua taxa básica de juros

chegando ao nível de 0%. De forma análoga, houve uma tentativa de

aumentar o consumo agregado.

Entretanto, se a economia passar por alguma recessão ou houver algum tipo

de indicativo de que isso possa ocorrer não há qualquer tipo de medida que

possa ser tomada com a variação da taxa de juros para auxiliar no aumento do

consumo das pessoas. Nessa hora, você acabou entrando em uma Armadilha

da Liquidez pois a redução à taxa de juros deu liquidez ao mercado e a falta de

resposta dos agentes ou uma dificuldade posterior antes do aumento da taxa

de juros, induz a um sério problema.

AULA 08

MACROECONOMIA PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE

PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE Segundo o Manual de Macroeconomia: “No caso

Segundo o Manual de Macroeconomia:

“No caso da armadilha da liquidez, em que a demanda por moeda é infinitamente elástica em relação à taxa de juros, com a LM

horizontal, o efeito da política fiscal é semelhante ao do modelo

uma vez que a taxa de juros não se altera em

resposta ao deslocamento da IS, não havendo, portanto, redução do investimento. É o caso de máxima eficácia da política fiscal, com o efeito do multiplicador funcionando plenamente.”

keynesiano (

)

Sendo assim, na armadilha da liquidez, a taxa de juros é que é insensível à demanda por moeda e, portanto, a questão está ERRADA.

Gabarito: E

Questão 81

(CESPE – Ministério da Saúde – Economista – 2009) – Pela dicotomia clássica, a moeda é neutra em uma economia com desemprego dos fatores de produção.

AULA 08

MACROECONOMIA PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE

Resolução:

Segundo o Manual de Macroeconomia:

“Existe no modelo clássico uma separação entre o chamado lado real

e o lado monetário da economia. As variáveis reais – produto, nível

de emprego, salário real, preços relativos, etc. – não são afetadas pela quantidade de moeda, que apenas determina as variáveis nominais – preços e salário nominal. Esta é a chamada dicotomia

clássica, que mostra a chamada neutralidade da moeda. Esta separação confere um papel totalmente passivo para a demanda agregada.

A política monetária só terá alguma influência sobre variáveis reais caso haja alguma imperfeição nos mercados, o que não é considerado

o modelo clássico.”

A moeda é neutra em uma economia com emprego dos fatores de produção.

Com isso, a questão está ERRADA.

Gabarito: E

Questão 82

(CESPE – Ministério da Saúde – Economista – 2009) – Deficit nominal é também conhecido como necessidades de financiamento líquido do setor público. Já deficit primário exclui do deficit nominal correções e juros da dívida interna.

Resolução:

Nessa questão não há muito o que comentar, apenas apresentar o que está escrito no Manual de Finanças Públicas do Banco Central. Sugiro, inclusive que leiam esse Manual que pode ser encontrado em:

AULA 08

MACROECONOMIA PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE www.bcb.gov.br > Economia e Finanças > Dívida Pública > Manual de Finanças

Públicas 1

No item Necessidade de Financiamento do Setor Público (NFSP), o Banco

Central define:

Resultado nominal sem desvalorização cambial: corresponde à

variação nominal dos saldos da dívida líquida, deduzidos os ajustes

patrimoniais efetuados no período (privatizações e reconhecimento de

dívidas). Exclui, ainda, o impacto da variação cambial sobre a dívida

externa e sobre a dívida mobiliária interna indexada a moeda

estrangeira (ajuste metodológico). Abrange o componente de

atualização monetária da dívida, os juros reais e o resultado fiscal

primário.

Resultado primário: os juros incidentes sobre a dívida líquida

dependem do nível de taxa de juros nominal e do estoque da dívida,

que, por sua vez, é determinado pelo acúmulo de déficits nominais

passados. Assim, a inclusão dos juros no cálculo do déficit dificulta a

mensuração do efeito da política fiscal executada pelo Governo,

motivo pelo qual se calcula o resultado primário do setor público, que

corresponde ao déficit nominal (NFSP) menos os juros nominais

apropriados por competência, incidentes sobre a dívida mobiliária

vinculada a moeda estrangeira é convertida pela taxa média de

câmbio de compra.”

Portanto, a NFSP é o déficit nominal e o déficit primário é a NFSP menos os

juros nominais e eventuais correções.

Sendo assim, a questão está CERTA.

Gabarito: C

1 Deve ser dada uma atenção especial ao Capítulo 5 do Manual de Finanças Públicas.

AULA 08

MACROECONOMIA PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE Enunciado para a questão 83

A macroeconomia analisa o comportamento dos grandes agregados

econômicos e aborda tópicos tais como a expansão do produto e do emprego e

as taxas de inflação. A respeito desse assunto, julgue os itens.

Questão 83

(CESPE – Ministério dos Esportes – Economista – 2008) – Na visão keynesiana,

a curva LM é relativamente inelástica em relação à taxa de juros, o que

contribui para aumentar a eficácia das políticas fiscais e reduzir o efeito

deslocamento.

Resolução:

A curva LM quando horizontal é chamada de LM keynesiana e, nesse caso, é

infinitamente elástica em relação à taxa de juros.

Quando a LM é vertical, torna-se a LM clássica e, nesse caso, é infinitamente

inelástica em relação à taxa de juros.

Veja a figura abaixo:

em relação à taxa de juros. Veja a figura abaixo: Prof. César de Oliveira Frade

AULA 08

MACROECONOMIA PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE

Sendo assim, a questão está ERRADA.

Gabarito: E

Enunciado para a questão 84

A respeito da oferta e da demanda agregadas, do modelo IS-LM e da curva de

Phillips, julgue os itens subsequentes.

Questão 84

(CESPE – SEFAZ – ES – Economista – 2010) – A curva IS é uma representação gráfica que mostra uma relação direta entre a taxa de juros e a renda no mercado de bens. A magnitude de sua inclinação, que não depende da sensibilidade ao investimento, depende somente da propensão marginal a consumir.

Resolução:

Tanto a curva IS quanto a curva LM estão descritas em um plano taxa de juros

– renda. A curva IS mostra a relação no mercado de bens e a LM no mercado monetário.

Sabemos que a equação da Demanda Agregada é dada por: Y = C(Y) + I(r). Mudanças no investimento, afetam, apenas os valores autônomos, dado que para uma dada taxa de juros, o investimento passa a ser constante.

Veja a figura abaixo:

AULA 08

MACROECONOMIA PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE

PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE Com ele é possível constatar que uma

Com ele é possível constatar que uma alteração na taxa de juros de r 1 para r 2 provoca uma aumento no investimento. Essa variação é de ∆I dada a relação do investimento à taxa de juros. No entanto, se a elasticidade do investimento à taxa de juros for maior, haverá uma alteração ainda maior do investimento para uma mesma variação de taxa de juros. Essa variação passará a ser ∆I’.

Observe que para uma variação ∆I do investimento, a renda será alterada de k. ∆I. Mas se essa mudança passar para ∆I’, haverá um deslocamento maior da curva de demanda agregada e a renda será alterada de k.∆I’.

Com isso, podemos concluir que a sensibilidade de investimento em relação à taxa de juros, que nada mais é do a elasticidade do investimento em relação à taxa de juros, modifica a inclinação da IS. Então, quanto mais sensível for o investimento em relação à taxa de juros, mais plana será a IS.

AULA 08

MACROECONOMIA PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE Importante ressaltar que variações no multiplicador também modificam a

inclinação da curva IS. Quanto maior o multiplicador mais plana, menos

inclinada é a curva IS.

Sendo assim, a questão está ERRADA.

Gabarito: E

AULA 08

MACROECONOMIA PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE

BIBLIOGRAFIA

Abreu, Marcelo de Paiva (org.); Marcelo de Paiva Abreu et all – A ordem do progresso: cem anos de política econômica republicana, 1889-1989, Editora Campus, 1990.

Blanchard, Olivier – Macroeconomia: Teoria e Política Econômica, Editora Campus, 1999.

Byrns, R.T. & Stone, G.W. – Macroeconomia, Editora Makron Books, 5ª Edição,

1995.

Dornbusch, R & Fischer S. – Macroeconomia, Editora Makron Books – 5ª Edição, 1991.

Froyen, Richard T. – Macroeconomia, Editora Saraiva – Tradução da 5ª Edição,

2001.

Lopes,L.M & Vasconcellos, M.A.S. – Manual de Macroeconomia: Básico e Intermediário, Editora Atlas, 2 a Edição, 2000.

Mankiw, N. Gregory – Macroeconomia, Editora LTC – 3ª Edição, 1998.

Mankiw, N. Gregory – Introdução à Economia: Princípios de Micro e Macroeconomia, Editora Campus – 1999.

Sachs & Larrain – Macroeconomia, Editora Makron Books – 2000.

Simonsen, M.H. & Cysne R.P. – Macroeconomia, Editora Atlas – 2 a Edição,

1995.

Vasconcellos, M.A. Sandoval – Economia Micro e Macro, Editora Atlas – 2ª Edição, 2001.

AULA 08

MACROECONOMIA PARA RECEITA FEDERAL – TURMA 3 PROFESSOR: CÉSAR FRADE

GABARITO

74- E

75- D

76- D

77- D

78- D

79- C

80- E

81- E

82- C

83- E

84- E

Galera,

Terminamos aqui mais uma aula de macro.

Abraços,

César Frade