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II Seminário Nacional em Estudos da Linguagem:

Diversidade, Ensino e Linguagem

06 a 08 de outubro de 2010 UNIOESTE - Cascavel / PR

GÊNEROS TEXTUAIS DA ESFERA FAMILIAR

SANTOS, Bruna Luiza dos (G PIBIC/CNPQ UNIOESTE) COSTA-HÜBES, Terezinha da Conceição (UNIOESTE)

RESUMO: Conforme os pressupostos bakhtinianos, as atividades sociais com a linguagem determinam os gêneros discursivos, de forma que, ao materializar o discurso, representem a esfera que os produziram. Os gêneros são, assim, ações humanas que empreendemos com a linguagem, partindo de um lugar sócio- historicamente determinado. Na perspectiva de aprofundar conhecimentos e refletir sobre tais considerações, o objetivo desse trabalho é definir e caracterizar alguns gêneros da esfera familiar, procurando apontar elementos próprios dessa esfera. Pautadas em Bakhtin (1997, 2004), Marcuschi (2006, 2008), dentre outros, teceremos considerações acerca dos gêneros discursivos/textuais e das esferas de atividade humana (BAKHTIN, 2004) ou dos domínios discursivos (MARCUSCHI, 2008). Para isso, partiremos da definição de língua como fator histórico, social e ideológico; de gêneros discursivos como primários e secundários para, em seguida, definir gêneros e esfera social, bem como reconhecer as características dos gêneros discursivos da esfera familiar. Na sequência, a partir de alguns exemplos de gêneros dessa esfera, pretendemos conceituar o discurso nela produzido que, em sua maioria, se relaciona com as marcas dos gêneros primários. PALAVRAS-CHAVE: Gêneros discursivos; esfera familiar; gêneros primários.

Introdução

Bakhtin (2004) apresenta uma concepção de linguagem que considera o discurso

como prática social e como forma de interação. A linguagem, nesse sentido, atua como

um lugar de interação, manifestando- se por meio de marcas verbais e não verbais,

inseridas em contextos reais de uso, as quais o autor denomina de enunciados. O

enunciado é o produto da interação dos indivíduos na sociedade e sua estrutura é

determinada pela situação social e o meio social, definindo-se, assim, os gêneros do

discurso. O tempo todo nos comunicamos por meio dos gêneros e suas produções

dependem do contexto e de quem fala. Os gêneros são formados nas/pelas práticas

sociais.

Pautando-nos nesse pressuposto, o objetivo desse trabalho é refletir sobre e

identificar gêneros produzidos na esfera familiar, denominando - os e apontando

características. Essa proposta faz parte do Projeto de Pesquisa Reconhecendo gêneros

da esfera familiar”, em fase de conclusão, o qual vincula-se à Linha de Pesquisa

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Gêneros do Discurso e Ensino, atrelado ao grupo de pesquisa Linguagem, Discurso e

Ensino, do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Letras.

Para a realização desse projeto foi utilizado como referências teóricas Bakhtin

(1997, 2004), Bronckart (2003), Marcuschi (2006, 2008), Dolz, Schneuwly e Haller

(2004) dentre outros. Inicialmente, serão consolidados conhecimentos teóricos em

relação ao tema abordado na pesquisa para, posteriormente, ser lançado o olhar à esfera

familiar, a fim de conhecê- la um pouco mais em relação às suas marcas discursivas, às

suas intenções de interação, aos seus interlocutores e, ainda, aos seus suportes e

veículos de circulação para, a partir daí, identificar gêneros produzidos por essa esfera.

1 - Gêneros textuais e esfera social

Os gêneros são a forma pela qual usamos a língua para nos comunicar e

possuem aspectos que nos permitem identificá-los e utilizá-los em propósitos

enunciativos. Seus contextos de produção e o meio pelo qual circulam, definem-nos de

modo particular.

Por meio da circulação dos gêneros textuais entendemos como a sociedade se

organiza, bem como seus aspectos. Podemos perceber que os gêneros “ajudam a

estruturar toda ação de uma comunidade sem problema algum e fazem toda a

intermediação das práticas sociais” (MARCUSCHI, 2006, p. 22).

Conforme Bakhtin (1997), todas as esferas de atividade humana utilizam a

língua através de enunciados que produzem. Esses, por sua vez, são formas verbais de

ação social relativamente estáveis, materializados em forma de textos, definidos como

gêneros do discurso.

Os gêneros do discurso, conforme Bakhtin (1997) ou gêneros textuais, segundo

Bronckart (2003) são formas de texto ou de discursos com características definidas,

dependendo de sua função, estilo e de sua construção composicional, ou seja, todo

gênero tem uma forma, função, estilo e conteúdo, mas o gênero se determina,

basicamente, pela sua função, conforme postula Bakhtin (1997).

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Assim, entendemos que os gêneros estão presentes no dia a dia e representam

nossas ações com a linguagem, uma vez que materializam tudo o que fazemos em

termos de comunicação. Desse modo, a partir da visão de Marcuschi,

Os gêneros textuais são os textos que encontramos em nossa vida diária e que apresentam padrões sociocomunicativos característicos definidos por composições funcionais, objetivos enunciativos e estilos concretamente realizados na interação de forças históricas, sociais, institucionais e técnicas. (MARCUSCHI, 2008,p.155).

Nessas condições, a utilização da língua se efetua por meio de enunciados (orais

e

escritos), produzidos por integrantes de uma ou de outra esfera da atividade humana.

O

enunciado reflete as condições de cada esfera, bem como seus propósitos, por meio

de

seu conteúdo temático, estilo verbal e construção composicional.

Toda esfera utiliza a língua de forma a elaborar enunciados relativamente

estáveis, os gêneros do discurso, comportando, assim, variados gêneros e, conforme

cada esfera se torna mais complexa, mais complexos se tornam os gêneros, segundo

Bakhtin (1997).

Os gêneros do discurso, para o autor, estão inteiramente ligados às atividades

sociais. Essas atividades sociais, denominada por Marcuschi (2008) de domínios

discursivos, determinam os gêneros que, por sua vez, são caraterizados pelas suas

formações históricas e sociais. Os domínios discursivos produzem modelos de ação

comunicativa que são determinadas de acordo com a situação e o contexto.

Assim, os domínios discursivos produzem modelos de ação comunicativa que se estabiliza e se transmitem de geração para geração com propósitos e efeitos definidos e claros. Além disso, acarretam formas de ação, reflexão e avaliação social que determinam formatos textuais que em última instância desembocam na estabilização de gêneros textuais. (MARCUSCHI, 2008, p.194).

Assim, nos domínios discursivos ou nas esferas sociais de atividade humana

podemos identificar um conjunto de gêneros que às vezes lhe são próprios ou

específicos como rotinas comunicativas institucionalizadas. Algumas dessas esferas

como jurídica, jornalística, religiosa, familiar, escolar, comercial, entre outras, possuem

gêneros do discurso tanto oral quanto escrito, definidos de acordo com a função a ser

exercida pelo interlocutor.

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Conforme a ação que exercem e sua forma de organização, Bakhtin (1997)

classifica os gêneros discursivos em dois tipos: gêneros primários (simples) e gêneros

secundários (complexos). Os gêneros primários são usados na comunicação verbal

espontânea do cotidiano, não elaboradas. Esses gêneros, em sua maioria, são orais,

como conversação espontânea, diálogo em família, bate-papo entre amigos, dentre

outros. Já os gêneros secundários, incorporam os gêneros primários, utilizando-os como

instrumentos, modificando-os para usá-los em situações de comunicação mais

complexas e elaboradas. O que antes constituía em uma comunicação verbal

espontânea, mais simples e, na maioria das vezes oral, agora, se constitui em uma

comunicação verbal mais complexa, normalmente, relacionadas à comunicação cultural,

mais elaborada e, na maioria das vezes, representada de forma escrita. A maioria dos

gêneros secundários é escrito, como romances, reportagens científicas, cartas oficiais,

resenhas, entre outros. Todavia, vale ressaltarmos que também há gêneros orais que são

considerados secundários: aula expositiva, palestra, seminário etc.

Como o objeto desse estudo é a esfera familiar, na perspectiva de compree nder o

seu discurso e os gêneros nela produzidos, focalizaremos, a seguir, esta esfera.

2 - A família e seu discurso

A sociedade é o reflexo das estruturas familiares. A família é uma instituição

social na qual se inicia o processo de socialização e d e organicidade da sociedade. É na

família que os valores e a identidade de uma pessoa começam a ser formados. A

família, como um dos agentes de educação e formação de uma criança, propicia os

instrumentos necessários ao indivíduo para o convívio social.

No entanto, conceituar família, atualmente, é um pouco complicado, pois essa

instituição tem significado social e cultural diferente para vários povos, além de que o

contexto sócio- histórico- ideológico contribui para que esse significado se altere no

decorrer do tempo.

Numa tentativa de defini-la, recorremos a Soares (2008) para quem a estrutura

familiar se compõe de um conjunto de indivíduos com condições e posições

socialmente reconhecidas, e com uma interação regular e recorrente também a ela,

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socialmente aprovada. A família pode, então, assumir uma estrutura nuclear ou

conjugal, com pessoas habitando num ambiente familiar comum.

Os papéis, tradicionalmente atribuídos à família, mostram o pai como figura

autoritária e o principal responsável pelo sustento financeiro; a mãe como figura

emocional, que cuida dos filhos e da casa; os filhos como aqueles que devem obedecer

aos papéis sociais definidos por ambos. No entanto, esses papéis vêm mudando nas

últimas décadas em resultado de profundas alterações na estrutura da sociedade.

Quanto à definição e redefinição conceitual de Família, as mudanças de aspecto

étnico, cultural, econômico, histórico-social promoveram mudanças, mas, pode-se dizer

que o principal fator que impulsionou essas mudanças foi o fator econômico, pois o

papel da mulher no mercado de trabalho tem sido cada vez mais significativo. Assim, a

mulher, que antes “cuidava” da casa, agora participa ativamente dos aspectos

financeiros da família, sendo tanto o pai quanto a mãe, de maneira geral, ativos no

mercado de trabalhos e responsáveis pelo orçamento familiar.

Em todas as famílias, independentemente da sociedade, cada membro ocupa

determinada posição ou tem determinada função, como, por exemplo, marido, mulher,

filho ou irmão, orientados por papéis, regras nem sempre ditas de forma explícita, mas

que surgem no ceio familiar.

Em consequência dessas mudanças, as famílias, ao longo dos tempos, assumem

ou renunciam funções de socialização dos seus membros, e seus discursos se moldam

em resposta às necessidades da sociedade pertencente.

Para Girardi (2005):

Não há mais como se ignorar que várias são hoje as formas de se viver

e realizar em família, tanto que novas codificações civil em vigor

desde janeiro de 2003, com base nos novos valores constitucionais, prescreve o reconhecimento jurídico da pluralidade e liberdade quanto

à organização familiar, assegurando tutela à família matrimonializada,

à união estável com ou sem filhos e às famílias monoparentais, formados estas por um ascendente e filhos. (apud WERTZ, 2008,

p.31)

Apesar de mudanças ocorridas nos papéis desempenhados pelos membros de

uma família, podemos observar, de maneira geral, que as relações familiares possuem

um grande significado emocional para quase todos os membros de qualquer sociedade.

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Segundo Goode (1970), filósofos e pesquisadores sociais observam que a

sociedade é uma estrutura composta de famílias e que as suas peculiaridades podem ser

descritas através de esboço das relações familiares nela vigentes. Assim, quase todos os

indivíduos vivem relacionados numa trama de direitos e obrigações familiares. O

significado estratégico da família deve ser encontrado em sua função mediadora, pois

ela liga o indivíduo à estrutura social. A família, então, é constituída de indivíduos, mas,

ao mesmo tempo, é parte integrante da trama social mais ampla. Nesse sentido, os

membros de uma família, de maneira geral, vigiam constantemente uns aos outros e se

sentem à vontade para fazer críticas, sugestões, dar ordens, persuadir, elogiar, a fim de

que seus familiares desempenhem as obrigações referentes ao papel social de cada um.

2.1 - O discurso oral da esfera familiar

É nesse contexto que se destacam os gêneros do discurso, utilizados pelos

membros de uma família para interagirem entre si ou com outros interlocutores que se

envolvem com esse meio social. Para isso, o discurso oral é o mais utilizado, organizado

não somente pelo plano verbal e vocal, mas também, pelo plano gestual. Nesse sentido,

organizam-se os pedidos, os diálogos face a face, os agradecimentos, os cumprimentos,

as orientações, os elogios, as explicações, as despedidas etc. Todavia, os gêneros

escritos também se fazem presentes nessa esfera, mesmo que em menor número: as

cartas, os bilhetes, as receitas culinárias, as listas de compras, dentre outros.

Como os gêneros orais são predominantes na esfera familiar, vale destacar que

essa forma de interação não se utiliza, apenas, de elementos linguísticos, mas utiliza

também de elementos extralinguísticos, co mo movimentos, gestos, prosódia, postura,

silêncio, mímicas faciais, troca de olhares, distancia e posição dos locutores, elocução

rápida ou lenta, entoação, risos, entre outros, ao longo da interação verbal.

Dolz, Schneuwly e Haller (2004) ainda distinguem dois tipos de oral com

características opostas: o oral “espontâneo”, fala improvisada em situação

conversacional, e o oral tido como “escrita oralizada” que se restringe a uma origem

escrita e é considerada uma vocalização a leitura ou recitação. Segundo os autores,

entre essas duas práticas orais opostas, encontram-se todas as variedades orais,

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diferentes, tanto de acordo com sua estrutura, quanto de seu conteúdo. Geralmente, o

oral espontâneo é caracterizado pelo seu aparente aspecto caótico, se comp arado a um

discurso escrito formal, apresentando hesitações, reformulações, retomadas, falsos

inícios, quebras, interrupções e estruturas sintáticas no singular. Essas características do

oral espontâneo são produzidas pelo locutor sem intenção ou consciência, isso porque a

fala se elabora em ação.

Uma característica da produção oral é que o oral espontâneo aparenta ser desordenado se o observarmos em leituras de transcrições. No entanto, essa desordem pode ser analisada na ótica de um funcionamento adequado na interação oral, pois essas “irregularidades” estão a serviço da comunicação. (DOLZ, SCHNEUWLY, HALLER, 2004, p.161).

Na língua falada, o planejamento da fala é concomitante à interação e se

apresenta, de modo geral, em uma relação face a face entre os interlocutores, além de

apresentar um ambiente extralinguístico e se utilizar de elementos paralinguísticos que

permitem identificar a intenção do enunciador que é produzida mais rapidamente que a

escrita. Assim, segundo Nakayama (2009), a construção de sentidos na língua falada se

dá a partir da interação dos interlocutores e do contexto de produção da fala, pois sendo

a linguagem falada produzida espontaneamente, o enunciador, muitas vezes não

encontra a palavra certa para se expressar. Desse modo, o interlocutor pode intervir nas

escolhas lexicais do falante e pedir ao enunciador que reformule seu enunciado.

Nesse sentido, o discurso familiar se caracteriza, de maneira geral, por um

discurso oral marcado por diálogos - e geralmente, pelo discurso informal e afetivo

caracterizados por textos pessoais e privados, comuns nessa esfera. Os diálogos mais

comumente encontrados na esfera familiar são sobre uma notícia de jornal, um fato

ocorrido na vizinhança ou na família, abordando, nesse sentido, valores como verdade,

liberdade, responsabilidade, respeito e opiniões sobre diferentes assuntos relacionados,

na maioria das vezes, à educação dos filhos.

2.2 - Gêneros da esfera familiar

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Os gêneros da esfera familiar, em sua maioria, podem se enquadrar nos gêneros

primários, pois são usados, quase sempre, em atividades rotineiras menos complexas

que são caracterizadas, muitas vezes, pela oralidade. Alguns exemplos de gêneros da

esfera familiar são: carta conselho, carta pessoal, conversa telefônica, relato de

experiência vivida, relato de viagem, diário íntimo, anedota, causo, receita culinária,

convite oral, lista de compras, lista de materiais, conversa cotidiana, bilhete, discussão,

recado, diálogo face a face, aconselhamento, pedido, agradecimento, cumprimento,

orientações, etc.

A partir desses exemplos de gêneros podemos reconhecer as atividades

desempenhadas com a linguagem em uma família e identificar as marcas indicativas do

discurso familiar.

Considerações finais

Tendo em vista a dinamicidade dos gêneros e sua importância para interação

verbal, vale lembrar que ainda se tem muito a explorar sobre os gêneros produzidos na

esfera familiar, bem como sobre os gêneros orais, produção oral essa, que em sua

grande maioria, caracteriza a produção de enunciados dessa esfera. Esta pesquisa é

apenas o início de um processo investigativo que poderá render muitas oportunidades

para reflexões e compreensões sobre o assunto.

Nesse sentido, entendemos que a nossa tentativa de sistematizar algumas ideias

pode ser vista como a gênese de um processo, no qual pretendemos ir mergulhando,

gradativamente, na perspectiva de ampliar as discussões sobre os gêneros orais e sobre a

esfera familiar, tão presentes em nossa vida. Se a oralidade se faz tão presentes em

nossa vida; e se, segundo Gulich (1986), citada por Marcuschi (2008), os gêneros orais

são usados pelos participantes da comunicação linguística como parte integrante de seus

conhecimentos comuns, destaca- se mais um motivo para ser estudada e compreendida

em sua essencia.

Na linguagem do cotidiano usamos, muitas vezes, enunciados com

características estruturadas a partir de experiências e situações rotineiras e identificamos

esses enunciados, relativamente estáveis, partindo de um saber social comum,

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compartilhado no uso da língua pelas interações sociais. Desse modo, “os gêneros não

surgem naturalmente, mas se constroem na interação comunicativa e são fenômenos

sociointerativos” (MARCUSCHI, 2008, p. 187), que requerem maior compreensão.

Referências bibliográficas

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criação verbal. Tradução de Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

335.

p. 261-

, Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem. Tradução de Michel Lahud e Yara Frateschi Vieira. 12. ed. São Paulo: Hucitec, 2004.

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DOLZ, Joaquim; SCHNEUWLY, Bernard; HALLER, Sylvie. O oral como texto: como construir um objeto de ensino . In.: SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim e colaboradores. Gêneros orais e escritos na escola.Tradução e organização: Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas/SP: Mercado de Letras, 2004. p. 149-185.

GOODE, William. A família. Tradução: Antônio Augusto Arantes Neto. São Paulo:

Livraria Pioneira Editora, 1970.

MARCUSCHI, Luis. Antonio. Gêneros textuais: configuração, dinamicidade e circulação. In: KARWOSKI, A.M.; GAYDECZKA, B.; BRITO, K. S. (Org.). Gêneros textuais: reflexões e ensino. 2. ed. rev. e ampliada. Rio de Janeiro: Lucerna, 2006. p.15-

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textuais no ensino de língua. In:MARCUSCHI, L.A. Produção

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Gêneros

NAKAYAMA, Marcos Antonio. Neologismos semânticos na língua falada. In: Anais do XIX Seminário do Cellip, Cascavel: UNIOESTE, 2009.1CD.

SOARES, Antônio Mateus. Família brasileira. Disponível em:

<http://sociologiaisba.blogspot.com/2008/07/família-brasileira.html>.

ago.2010.

Acesso

em:

2

WERTZ, João Rodholfo. Novo Conceito de Família e a Aplicação da Lei nº 11.340/06

<http://nalei.com.br/blog/novo-conceito-de-familia-e-a-aplicacao-da-lei-n%C2%BA-

1134006-31/> Acesso em: 24 ago.2008.

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