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Manuel Pereira e O Há ainda muito a fazer na luta contra a obesidade infantil

Manuel Pereira

e

O Há ainda muito a fazer na luta contra a obesidade infantil

Paula Veloso, nutricionista, defende que a escola “pode e deve ter um papel importante na formação e informação de pais, educadores e funcionários “ . Pág. 6

.A NÃO PERDER.

Magazine de Educação

do Espaço Professor Q q

NÚMERO

07

MAI11

O

Não é possível que

as escolas tenham

os mesmos resultados

com muito menos

recursos

Manuel Pereira e Pedro Araújo, da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, aplaudem chumbo da oposição à reorganização curricular do ensino básico. Pág. 2

O Porto Editora esclarece Acordo Ortográfico

Ferramentas online, edições de ajuda e ações de formação para professores são apenas algumas das iniciativas para que todos se adaptem à nova ortografia. Pág. 7

AGORA É A ALTURA

DE CONCRETIZAR.

Chegou o momento da Porto Editora apresentar os seus novos projetos escolares para o próximo ano letivo. Pág. 9

projetos escolares para o próximo ano letivo. Pág. 9 O Funchal vence passatempo “Carnaval do Alfa”
projetos escolares para o próximo ano letivo. Pág. 9 O Funchal vence passatempo “Carnaval do Alfa”
projetos escolares para o próximo ano letivo. Pág. 9 O Funchal vence passatempo “Carnaval do Alfa”

O Funchal vence passatempo “Carnaval do Alfa”

A turma do 2º C do Colégio de Santa Teresinha,

no Funchal, venceu o passatempo de Carnaval que a Porto Editora organizou para os alunos do 1.º Ciclo. Pag. 10

.INQUÉRITO.

A maioria dos professores inquiridos não

se sente preparada para o novo Acordo Ortográfico. Pág. 13

10 . INQUÉRITO . A maioria dos professores inquiridos não se sente preparada para o novo

O “Eu sou um

adepto fervoroso da autonomia alargada de gestão das escolas, que me parece que seria uma solução para muitas das grandes crises que vamos atravessando.”

Pedro Araújo

O

As sucessivas mudanças

no Ministério são trágicas

para a Educação

Para a Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), a enorme vontade em legislar tem sido a principal responsável pela instabilidade nas escolas.

Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), e Pedro Araújo, vogal da direção, são unânimes em concordar que a reorganização curricular do ensino básico resultava apenas de restrições orçamentais, com claro prejuízo para as escolas e influência nos resultados dos alunos.

Magazine Educação (ME): A decisão em eliminar a Área de Projeto da lista de áreas curriculares não disciplinares foi justificada, pelo Conselho de Ministros, com a sua ineficácia. Concordam com estas afirmações?

Manuel Pereira (MP): Este desaparecimento seria um grave prejuízo para as escolas em termos curriculares porque esse é o espaço onde, de alguma forma, se pretende trabalhar com os alunos no desenvolvimento de projetos que

são fundamentais, sobretudo para os alunos que temos hoje. Acredito que, durante algum tempo, vários colegas foram maltratando a disciplina, e nós sabemos, de facto, de muitos casos em que não foi devidamente aproveitada, sobretudo em termos do ensino básico. Há, no entanto, que diferenciar do ensino secundário pois aí o trabalho é verdadeiramente fantástico

e tem sido uma das grandes mais-valias do ensino secundário. A verdade é que em termos curriculares ficaríamos muito prejudicados.

Pedro Araújo (PA): Julgo que a distinção que existe entre a Área de Projeto no ensino básico e no ensino secundário merece algum reajustamento. O que acontece é que esta disciplina está só no 12º ano e para os cursos de acesso ao Ensino Superior, enquanto no 3º ciclo está presente nos três anos.

ME: Também o Estudo Acompanhado teria a sua abrangência reduzida, passando a servir prioritariamente como apoio às disciplinas de Língua Portuguesa e de Matemática e apenas para alunos que apresentassem dificuldades. Este auxílio deve continuar alargado a outras áreas e a todos os alunos?

MP: Digamos que atirar com a responsabilidade para o conselho de turma em decidir quais são os alunos que devem ter apoio, de alguma forma limita muito a capacidade deste espaço em termos de trabalho com o grupo de alunos.

PA: Eu, particularmente, defendo uma centralização do currículo dos alunos naquilo que são as áreas nucleares: o Português, a Matemática e as Ciências.

O “Em termos

curriculares, com esta reorganização, ficaríamos muito prejudicados.”

Manuel Pereira

Na minha opinião, esta disciplina é útil, necessária, pelo que deve ser encontrada uma solução intermédia que passa por

mantê-la no ano final do ensino secundário

e fazer o mesmo no ensino básico, isto é,

mantê-la apenas no 9º ano. No final, os alunos podem experimentar a metodologia do projeto, que é o que está subjacente a esta disciplina.

O “É desejável que os alunos

continuem a ter o mesmo tempo que hoje têm nas escolas, mas com uma redução do número de disciplinas a frequentar.”

É desejável que os alunos continuem a ter

o mesmo tempo que hoje têm nas escolas, mas com uma redução do número de disciplinas a frequentar.

A questão do Estudo Acompanhado,

parece-me que também poderia entrar por aí: não devia ser curricular e seria muito mais útil se a escola desse apoio a quem realmente necessita, do que termos Estudo Acompanhado para muitos alunos que não necessitam, ou porque as famílias conseguem suprimir essa necessidade, ou porque eles são já de tal forma evoluídos na sua autonomia de estudo que não precisam. Concluindo, com certeza que esse apoio, dado então a cinco ou seis alunos, não deve ser só a Português ou Matemática, deve ser a todas as disciplinas em que tal seja possível. A verdade é que a experiencia que temos nas escolas mostra que esses cinco ou seis que têm dificuldades a Português e Matemática são também os que têm dificuldades às outras disciplinas, como as Ciências ou outras áreas.

MP: Mas há ainda um problema mais complicado à volta disso. Com a redução de professores, a escola vai ter muitas dificuldades em encontrar recursos para apoiar os alunos que eventualmente venham a ser indicados para esse apoio. Se a responsabilidade do Estudo Acompanhado passar para as horas de tempo de escola dos professores, que é

O “Nós não

podemos fazer este trabalho com a diminuição de recursos humanos.”

Pedro Araújo

Pedro Araújo

uma possibilidade que se vislumbra, a escola não vai ter qualquer capacidade de apoiar os alunos, independentemente de serem muitos ou de serem poucos. Essa será uma das grandes limitações, senão a maior que a escola vai ter.

PA: Por isso é que eu não defendo a diminuição de horas mas sim a diminuição de disciplinas. Nós não podemos fazer este trabalho com a diminuição de recursos humanos.

MP: Em todo o caso, é verdade que as dificuldades são transversais, mas a Língua Portuguesa é talvez a base e aquela que precisa de um apoio mais reforçado neste momento. Muitas vezes os problemas na Matemática têm a ver com os problemas na interpretação. O Estudo Acompanhado tem um papel fundamental na ajuda aos alunos para encontrarem o seu método de trabalho.

ME: Estas alterações teriam impacto nos resultados dos alunos, nos relatórios do PISA, por exemplo?

MP: Há uma coisa que é importante frisar:

nos últimos anos houve um forte investimento curricular nas escolas, nomeadamente a partir de 2001. Foi implementada uma visão diferente de escola que de alguma forma está a ter resultados agora. Os resultados em educação não aparecem no ano seguinte, demoram 10 anos ou mais a aparecer. E digamos que os resultados que estão a aparecer agora, em termos de reorganização, em termos de PISA e outros, são o resultado de um trabalho estruturado ao longo de uma década. Estas alterações curriculares chumbadas agora pela Oposição iriam, naturalmente, provocar uma alteração em termos de resultados no PISA ou outras avaliações. Não se pode pensar a educação a curto prazo. E com os tipos de alteração que

O “Não se pode

pensar a educação a curto prazo.”

Manuel Pereira

temos tido nas escolas todos os anos e de forma sistemática, estamos a pôr em causa muito do trabalho que é feito em cada ano.

Mais grave ainda é que todas as alterações introduzidas na educação em Portugal não surgem após uma avaliação formal do que está para trás, surgem sempre de forma separada. Eu tenho a sensação que cada vez que entra um Ministério, este quer deixar uma marca na educação. E isto é trágico.

ME: Defendem uma maior autonomia das escolas?

PA: Eu sou um adepto fervoroso da autonomia alargada de gestão das escolas, que me parece que seria uma solução para muitas das grandes crises que vamos atravessando. Desta medida não virá grande diferenciação ou prejuízo para ninguém, muito pelo contrário, da diferenciação pode vir benefício, isto é, eu confio que as direções das escolas e os órgãos de gestão são pessoas honestas, bem-intencionadas e competentes e que vão fazer essa diferenciação quando ela trouxer benefícios para os alunos.

MP: O importante mesmo é entregar mais autonomia às escolas, com tudo o que isto quer dizer: responsabilizem as escolas, criem mecanismos de controlo simples e atentos às escolas e elas saberão, caso a caso, encontrar as soluções mais corretas e mais acertadas para a realidade local.

me 3

Agora, restringir essa autonomia apenas à decisão dos 45 ou 90 minutos é uma falsa questão. O que nós defendemos é uma autonomia na contratação de professores, autonomia na gestão financeira da escola, na gestão curricular e pedagógica, que atribuam um orçamento à escola e deixem que nós façamos a gestão, exigindo resultados. Nós depois cá estaremos para tentar provar que este ponto de vista é o mais correto.

O “O que nós

defendemos é uma autonomia na contratação de ”

professores

Manuel Pereira

ME: A inclusão das valências da educação para a saúde e sexualidade na Formação Cívica também estava consagrada neste decreto-lei. Isto iria obrigar os professores a ter formação?

MP: Isso é, mais uma vez, uma falsa questão. De uma forma geral, há já muito tempo que as escolas têm integrado as valências da educação para a saúde e sexualidade em termos de currículos.

PA: E a maior parte das escolas até na Formação Cívica, precisamente.

ME: Será o mesmo na introdução de uma componente de trabalho dos alunos com as Tecnologias de Informação e Comunicação.

PA: Exatamente. O problema é que as escolas ainda não têm neste momento asseguradas as condições para trabalhar com todas as tecnologias que estão à disposição.

MP: O plano tecnológico, tão proclamado

pelo Governo, chegou a algumas escolas e

a outras não chegou. Por exemplo, ao

agrupamento que eu represento, Cinfães, não chegou.

PA: Todas as escolas há muito que integram as novas tecnologias e promovem o uso e a aprendizagem. Agora, não temos todas as condições.

MP: O que acontece é que quando em Lisboa alguém toma uma decisão, demonstra às vezes um desconhecimento

da realidade. Normalmente legisla-se para

o país inteiro, mas o país tem diversas velocidades, realidades.

PA: Mas se a ideia do Ministério era introduzir agora aquilo que na prática já se

fazia nas escolas, a mim parece-me bem. Por exemplo, decidiram incluir a educação para a saúde e sexualidade na Formação Cívica porque já era isso que as escolas faziam.

MP: Eu gostaria de fazer aqui um pequeno aparte: muitas pessoas questionam-se porque é que a Finlândia tem sempre níveis tão bons em matéria de educação. Quando

lá estive, deram-me três razões: a primeira

é que a Finlândia tem escolaridade

obrigatória há mais de 100 anos, a segunda

é que em cada família há pelo menos 100

livros. Na média europeia são 10 livros. E a

terceira é que os professores são a classe mais respeitada na Finlândia. Em Portugal faz-se precisamente o contrário: tenta denegrir-se a imagem dos professores, passando a ideia de que não fazemos nada, que somos contra a avaliação e um conjunto de coisas. E sei de tantos professores que dão muito mais do que as 35 ou 40 horas e nem sempre esse trabalho é valorizado.

O “Normalmente

legisla-se para o país inteiro, mas o país tem diversas velocidades, realidades.”

Manuel Pereira

ME: A supressão de um professor na disciplina de Educação Visual e Tecnológica tem causado particular contestação. Concordam com esta medida?

MP: O par pedagógico tem que ver com a necessidade do próprio currículo e características que a disciplina exige, mesmo até por questões de segurança com turmas de 24 a 28 alunos e com miúdos entre os 10 e os 12 anos. Só posso compreender esta medida se houver uma reorganização curricular.

ME: Mas não há indicações nesse sentido.

MP: Que eu saiba, não.

ME: De acordo com o Conselho Nacional de Educação, estas reorganizações curriculares “não deveriam ser uma sequência direta de restrições orçamentais, já que o investimento em educação torna-se prioritário”. O que pensa desta afirmação?

O “Em Portugal

faz-se precisamente o contrário: tenta denegrir-se a imagem dos professores, passando a ideia de que não fazemos nada, que somos contra a avaliação e

um conjunto de coisas.”

Manuel Pereira

me 4

PA: Eu também sou um fervoroso adepto dos pareceres do Conselho Nacional de Educação. Estes últimos defendem precisamente o que já aqui falámos: a questão da maior autonomia das escolas, a questão da valorização do papel dos professores, e a necessidade de esta reorganização ter que ser pensada para termos um ensino melhor em Portugal e não por critérios de razão económica.

O “Os resultados

em educação não aparecem no ano seguinte, demoram 10 anos ou mais a aparecer.”

Manuel Pereira

MP: Estas reorganizações têm que ver claramente com questões de restrições orçamentais, disso não há dúvida nenhuma. Não é possível pedir que as escolas tenham os mesmos resultados com muito menos recursos disponíveis.

PA: Nós entendemos que o país precisa de organizar as suas contas públicas, mas também deveria ser este o momento, já que assim tem de o ser, de avaliar o que estava a ser feito, bem avaliado, com profundidade, para depois se fazerem mudanças baseadas em critérios de qualidade. O que estamos a assistir é a um conjunto de medidas isoladas, só com fundamento económico. Não está provado que não se possa fazer melhor educação com outro tipo de reestruturação e na mesma com menos dinheiro. E, se calhar, o caminho é mesmo a autonomia de gestão alargada das escolas.

MP: Neste momento, temos mesmo dificuldade em estar a par da legislação que sai, tendo em conta a quantidade de alterações que estão constantemente a ser introduzidas. A educação tem de ser pensada a médio e longo prazo. A enorme vontade em legislar que os governos sucessivamente têm tido e é talvez a principal responsável pela instabilidade nas

escolas.

me
me

Adalmiro Botelho da Fonseca, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, concorda com

a opinião da ANDE: a maior autonomia das escolas é o melhor caminho para que se consigam melhores resultados na educação,

e estas reorganizações curriculares visavam apenas objetivos economicistas.

“As escolas não precisam nem deviam ter estas orientações do Ministério quanto ao currículo. Só serão autónomas, como devem ser, quando puderem fazer esta gestão e quando o Ministério definir um currículo mínimo nacional”.

Adalmiro Botelho da Fonseca

Adalmiro Botelho da Fonseca

Paula Veloso

Em Portugal, cerca de 32% das crianças com idades entre os 7 e os 9 anos apresentam excesso de peso, sendo 11% obesas. Em idade pré-escolar, são 24% as crianças com excesso de peso e 7% as obesas.

Por isso, Paula Veloso, nutricionista clínica desde 1991, confessa que ficou agradavelmente surpreendida quando soube do Programa 100%: “Há muito que digo que se os estudantes não comem nas cantinas, lá têm as suas razões”, admite.“Se um adulto procura espaços bonitos e confortáveis para comer, comida saborosa e visualmente apetecível, como se pode crer que os jovens possam ter prazer em comer em espaços completamente descaracterizados, muitas vezes com pratos velhos e malgas de alumínio e com ementas que, muito embora às vezes sejam nutricionalmente equilibradas, não estão ajustadas ao seu

gosto?”

Abordando três aspetos fundamentais, esta plataforma aposta na formação dos cozinheiros que operam nas cantinas, de forma a mudarem-se hábitos e conceitos enraizados ao longo de anos, na humanização dos espaços onde se fazem as refeições, tornando-os arejados,

confortáveis e apetecíveis e na elaboração de ementas que, para além de equilibradas

e variadas, devem corresponder aos gostos dos alunos.

A atividade física também assume um

papel importante e complementar na luta contra a obesidade infantil, quer na prevenção quer no seu tratamento. Mas, muitas vezes, “por condicionalismos financeiros, temporários ou

O

Há ainda muito a fazer

na luta contra

a obesidade infantil

Em janeiro deste ano foi criado o Programa 100%, uma iniciativa privada, com o apoio governamental, que tem como principal objetivo melhorar a alimentação escolar em Portugal.

indisponibilidade dos pais”, as crianças não praticam qualquer tipo de desporto. Assim,

a escola é fundamental para suprir esta

carência. “Educar implica melhorar a condição intelectual, física e moral e, desse modo, penso que uma boa formação física deveria ser obrigatoriamente integrada nos currículos escolares porque é fundamental na formação geral do indivíduo”, defende Paula Veloso. “Sendo uma componente fundamental na formação do indivíduo, é lícito dispensá-lo desta aula? Faz-se o mesmo em relação a outras disciplinas?”, interroga.

Mas não são só as escolas que devem

assumir o cumprimento dos cuidados com

a alimentação e a atividade física das

crianças. Os pais devem estar envolvidos em todo o processo e, tal como a escola, ser os exemplos das boas práticas.

Paula Veloso diz que se os pais se informarem das consequências de uma má alimentação e dos benefícios de uma alimentação cuidada e se tornarem os modelos, muito mais fácil será a adesão dos filhos. “Os pais têm de ter a consciência de que são os principais educadores dos filhos e que se não os educarem em termos alimentares, também não poderão esperar que outros o façam. É preciso saber dizer «não!» ”.

A nutricionista é também crítica quanto à

inclusão de brinquedos nos menus e alerta para uma outra problemática, a dos refrigerantes e outras bebidas, que são responsáveis pela ingestão de calorias e consequente aumento de peso. “Uma lata de refrigerante poderá representar meia hora de caminhada, por exemplo, e a não ser gasta, poderá significar um aumento de cerca de sete ou mais quilos por ano”. Paula Veloso defende, como hipótese de

alerta, a inclusão desta informação no próprio rótulo, como se faz nos maços de tabaco.

Em suma, há ainda muito a fazer no combate à obesidade infantil e a escola deve procurar ser coerente entre aquilo que os professores ensinam nas salas de aula e aquilo que a escola tem para oferecer nos seus bares ou cantinas.

O “Os pais devem

estar envolvidos em todo o processo e, tal como a escola, ser os exemplos das boas práticas.”

Paula Veloso

“Acredito que se as escolas oferecerem boas condições, conforto e uma boa e saborosa alimentação aos seus alunos, estes sairão menos para almoçar ou lanchar fora das escolas”. Promover a utilização de cartazes com figuras com as quais as crianças se identifiquem ou iniciativas como o Programa 100% são passos importantes para o incentivo de uma alimentação saudável junto das crianças. “Julgo que as empresas de publicidade poderão aplicar as suas geniais ideias a esta causa, desde que os pais não se demitam dessa nobre missão de

também educarem os seus filhos. ”

me
me

me 6

O

Porto Editora esclarece

Acordo Ortográfico

Ferramentas online, edições de ajuda e ações de formação para professores são apenas algumas das iniciativas para que todos se adaptem à nova ortografia.

Acessível em www.portoeditora.pt/acordo-ortografico, todos terão acesso ao Conversor do Acordo Ortográfico, uma ferramenta simples, imediata e sempre disponível que converte uma palavra ou um texto, ou até mesmo a totalidade dos documentos em formato Word®.

de exercícios ou dicionários atualizados, para que não lhe escape nenhuma palavra modificada.

Com o objetivo de apoiar os professores no terreno, a Porto Editora organizou também um conjunto de ações de formação por

todo o país, durante os meses de fevereiro

e março, apresentando as novas regras

ortográficas e comparando-as com a grafia anterior.

O Acordo Ortográfico é já uma certeza e o

Governo calendarizou a sua aplicação ao ensino no próximo ano letivo. Grande parte da comunicação social já usa a nova grafia e

Grupo Porto Editora já respeita as novas regras ortográficas em toda a sua comunicação.

o

me

Os critérios de conversão baseiam-se no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, também aí disponível gratuitamente, assim como o Dicionário da Língua Portuguesa, já devidamente atualizado.

Nesta página do conversor encontra, ainda, uma montra de produtos especificamente dedicados ao Acordo Ortográfico, com livros de bolso, cadernos

O A Porto Editora

disponibiliza online informação histórica sobre o acordo, dúvidas frequentes e um conjunto de vídeos explicativos sobre o que muda com a nova ortografia.

sobre o acordo, dúvidas frequentes e um conjunto de vídeos explicativos sobre o que muda com
sobre o acordo, dúvidas frequentes e um conjunto de vídeos explicativos sobre o que muda com

me 7

Veja as opiniões de alguns professores que participaram nestas ações de formação:

1 - Pensa que esta ação de formação

foi útil para a sua prática letiva? Porquê?

2 - Sente que as suas dúvidas foram esclarecidas?

3 - Quando pensa começar a aplicar este acordo?

3 - Quando pensa começar a aplicar este acordo? Prof. Adão Fernando Pinto Sousa – EB23

Prof. Adão Fernando Pinto Sousa – EB23 Penafiel Nº 2

1- “Esta sessão foi importante para a minha prática, na medida em que este conjunto de novas regras ortográficas foi apresentado de forma sistematizada e clara, tendo a formadora evidenciado um bom domínio da matéria em causa, do ponto de vista linguístico.”

2- “Apesar da leitura do documento oficial do Acordo Ortográfico não me ter suscitado grandes dúvidas, alguns aspetos em que não me sentia tão seguro, acabei por vê-los, aqui, debelados.”

3- “Em termos de lecionação, apenas darei início a este trabalho no início do próximo ano letivo. No entanto, na qualidade de Coordenador de Departamento, estou a desenvolver, com a Direção do meu Agrupamento, algumas iniciativas no sentido de, a partir do início do 3º período deste ano letivo, todos os documentos oficiais do Agrupamento passarem a ser escritos segundo as novas normas ortográficas para facilitar a sua apropriação por parte de todos os docentes.”

a sua apropriação por parte de todos os docentes.” Prof. Judite Teixeira de Melo – EB23

Prof. Judite Teixeira de Melo – EB23 Alpendurada (Marco de Canaveses)

1 - “Sem dúvida, porque foram esclarecidas

as diferentes questões com situações concretas – que irei aplicar em contexto de sala de aula.”

2 - “Sim.”

3 - “No próximo ano letivo, embora já refira nas aulas algumas alterações.”

embora já refira nas aulas algumas alterações.” Prof. Lisete Miguel – EB23 Aires Barbosa, Aveiro 1
embora já refira nas aulas algumas alterações.” Prof. Lisete Miguel – EB23 Aires Barbosa, Aveiro 1

Prof. Lisete Miguel – EB23 Aires Barbosa, Aveiro

1 - “Foi muito útil, pois ajudou-me a

sistematizar as alterações mais significativas do acordo ortográfico, possibilitando-me apresentá-las aos alunos de um modo mais organizado. Os exemplos dados tornaram claro as alterações que se assumem. A princípio estranha-se, depois, espero, entranha-se!”

2 - “A clareza da oradora, o conhecimento

demonstrado do assunto, permitiu que a sessão tenha sido absolutamente esclarecedora. A brochura disponibilizada ajuda, também, a consolidar o conhecimento do acordo”.

3 - “Dado a comunicação social já ter

iniciado o uso do Acordo, tenho vindo a alertar os alunos para as mudanças mais fáceis de assumir. Contudo, dado que as escolas só podem usar em pleno o Acordo a partir de setembro, não o aplico como Norma”.

Prof. Cristina Maria Batista Filipe – Agrupamento de escolas do Búzio (EB2,3/S Vale de Cambra)

1 - “Sim, Bastante. Permitiu ter uma visão

sintética das alterações introduzidas com o

novo acordo ortográfico.”

2 - “Sim, pelo menos, as que foram

apresentadas foram totalmente esclarecidas. Certamente outras dúvidas surgirão com a aplicação gradual do acordo, mas para isso existem os

utilitários.”

3 - “Já procuro fazê-lo na prática diária, mas penso que só no próximo ano letivo passarei a utilizar o acordo com regularidade.”

me 8

O

.Agora é tempo

de concretizar

Assente numa campanha de proximidade e de relação direta com os professores, ao longo de todo o ano letivo, a Porto Editora apresenta, agora, os seus novos projetos escolares para o próximo ano letivo.

Conheça o mais completo banco de recursos educativos digitais em língua portuguesa

para o próximo ano letivo. Conheça o mais completo banco de recursos educativos digitais em língua
O Funchal vence passatempo “Carnaval do Alfa” A turma do 2º C do Colégio de

O

Funchal vence passatempo

“Carnaval do Alfa”

A turma do 2º C do Colégio de Santa Teresinha, no Funchal, venceu o passatempo de Carnaval que a Porto Editora organizou para os alunos do 1.º Ciclo.

Ao longo do mês de fevereiro, os alunos ajudaram a mascarar o Alfa, a personagem do 1.º Ciclo, para que este pudesse ir a uma festa de Carnaval da forma mais original e criativa. Para isso, “deram vida” a um cartaz que tinha o desenho da personagem em branco.

Para participarem, as turmas enviaram a sua proposta de fantasia através da página do Alfa no Facebook (www.facebook.com/gostodoalfa), ficando depois sujeita a votação pelos fãs. A mais votada – com 1113 “gostos” – foi a turma do 2º C do Colégio de Santa Teresinha, que ganhou um prémio especial para os seus alunos, sendo que todos os alunos das

restantes turmas que participaram também ganharam um prémio.

Este passatempo contou com mais de 3000 cartazes a concurso e revelou-se um autêntico sucesso, mobilizando alunos, professores, pais e amigos. A página do Alfa, em apenas três semanas, atingiu mais de 36 000 fãs e obteve um total de 65 260 “gostos”, somando todas as participações.

A Porto Editora já tem preparadas mais iniciativas para alunos e professores do 1.º Ciclo, também através da página do Alfa no Facebook, continuando a apelar à

criatividade.

Ciclo, também através da página do Alfa no Facebook, continuando a apelar à criatividade. me Cartaz
Ciclo, também através da página do Alfa no Facebook, continuando a apelar à criatividade. me Cartaz
me
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Cartaz vencedor
Cartaz vencedor

O

“O Sonho da Violeta” é o trabalho vencedor

do Concurso Conto InfantilI lustrado

Correntes d’Escritas / Porto Editora 2011

Foi a turma 15 da Escola EB1 / JI de Medo, Riba de Âncora, em Vila Praia de Âncora, a vencedora do concurso que a Porto Editora e a Câmara Municipal da Póvoa atribuem há três edições.

a Câmara Municipal da Póvoa atribuem há três edições. EB1/JI de Medo sobe ao palco para

EB1/JI de Medo sobe ao palco para receber prémio

A turma vencedora esteve no Auditório Municipal para receber o seu prémio, representada pelos seis alunos que compuseram o trabalho e acompanhados pela professora Elisa Carvalho. “Foi um motivo de orgulho, sobretudo para uma escola que está prestes a fechar. Das escolas pequenas fazem-se coisas grandes”, afirma a docente.

Em 2.º lugar ficou “Uma Aventura no Castelo de Lanhoso”, da turma 40 do Centro Educativo do Cádavo, Monsul em Póvoa de Lanhoso; e em 3.º lugar “Uns Peluches Especiais”, da turma A da Escola EB1 de Cadilhe, Amorim, Póvoa de Varzim. Foram ainda atribuídas menções honrosas aos alunos do 4.º ano do Colégio da Arrábida em Azeitão, Setúbal, pelo conto “O Planeta Amarelo” e aos alunos da turma 9 da Escola EB1 de Nogueira, Braga, que participaram com o texto “O Verdadeiro Natal”.

Tal como aconteceu nas edições anteriores, os trabalhos premiados vão ser publicados num volume inserido na coleção Contos Infantis Ilustrados.

É desde 2009 que o evento Corrente d’Escritas promove a atribuição do Prémio Literário Conto Infantil Ilustrado em parceria com a Porto Editora. Com o objetivo de estimular a criação literária e desenvolver a comunicação escrita e criativa, este concurso destina-se a alunos do 4.º ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico, mesmo de escolas fora de Portugal, desde que escrevam em língua portuguesa. Este ano contou com cerca de 60 trabalhos a concurso.

Paulo Gonçalves, responsável do Gabinete de Comunicação e Imagem da Porto Editora, confirma que existe um enorme entusiasmo e dedicação genuína das duas instituições na elaboração deste prémio

que desafia a imaginação, criação e talento dos mais novos. “Trata-se de um prémio coletivo que promove também o companheirismo na turma e é uma oportunidade de a escola se envolver na motivação dos seus alunos pela escrita”, refere.

O Corrente d’Escritas é o mais importante

encontro literário realizado em Portugal e

já vai na sua 12.ª edição. A Porto Editora e a

Sextante Editora estiveram presentes com

a apresentação de vários títulos,

destacando-se autores como Ignacio del Valle, Ricardo Menéndez Salmón ou Yvette Centeno. Destaque ainda para a presença de Luís Sepúlveda, que este ano viu a sua obra Patagónia Express ser reeditada pela

Porto Editora.

Nesta edição foram também atribuídos os Prémios de Edição 2010 Ler / Booktailors e

a Porto Editora venceu na categoria Melhor

Design de Gastronomia com a obra “Sabores de África”, de Conceição Santos.

Editora venceu na categoria Melhor Design de Gastronomia com a obra “Sabores de África”, de Conceição

O

A melhor forma de ler as

obras fundamentais da

literatura portuguesa

São 29 títulos disponíveis na coleção de clássicos portugueses, de Almeida Garrett a Eça de Queirós, sem esquecer Júlio Dinis ou Fernando Pessoa.

A Porto Editora reeditou a coleção de

clássicos portugueses, desta vez com um novo design de capas concebido por Danuta Wojciechowska, uma das mais conceituadas ilustradoras de livros.

O Arco de Sant’Ana, Viagens na Minha

Terra, Frei Luís de Sousa, Os Maias, Amor de Perdição… A lista continua ao longo de 29 obras de referência para todos os amantes da literatura portuguesa. São autores incontornáveis de leitura imprescindível.

Respeitando a ortografia original, esta coleção apresenta em vários títulos a mais-valia de introduções e notas explicativas ao longo da obra.

Auxília Ramos, Zaida Braga ou Ana Maria Amaro são alguns dos prefaciadores que, juntamente com as ilustrações de Danuta Wojciechowska, contribuem para elevar ao mais alto grau as palavras destes grandes autores portugueses.

alto grau as palavras destes grandes autores portugueses. Almeida Garrett O Arco de Sant’Ana | Viagens
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   Hotel Majestic de J. G. Farrell 416 páginas Dai-lhes,
Hotel Majestic de J. G. Farrell 416 páginas Dai-lhes, Senhor, o eterno repouso de Miguel Miranda
Hotel Majestic de J. G. Farrell 416 páginas Dai-lhes, Senhor, o eterno repouso de Miguel Miranda
Miranda 264 páginas Transgressão de Rose Tremain 312 páginas Demasiados Heróis de Laura Restrepo 208 páginas

me 12

       
       

A maioria dos professores inquiridos não se sente preparada para o novo Acordo Ortográfico

De acordo com o último inquérito do Magazine Educação, 79% dos professores admitem não estar preparados para lecionar de acordo com a nova ortografia. Os restantes 21% sentem-se capazes.

Relativamente à questão “Através de que meio pretende informar-se sobre estas alterações?”, 63% dos inquiridos escolheram as ações de formação; 16% o conversor online; a mesma percentagem o site do Ministério; e 5% escolheu a Internet.

SI M  % NÃO % gráf. 1
SI M
 %
NÃO
%
gráf. 1
% ( b) % (c) % (d) % (a) gráf. 2
% ( b)
% (c)
% (d)
% (a)
gráf. 2

a · Ações de formação

b · Conversor online

c · Site do Ministério

d · Internet PA RT ICIP E : Diga-nos o que pensa da proposta de
d · Internet
PA RT ICIP E :
Diga-nos o que pensa da proposta de eliminação da Área de Projeto do
Ensino Básico e da redução do estudo acompanhado.
LEGISLAÇÃO DO SEU INTERESSE
LEGISLAÇÃO DO SEU INTERESSE

Selecionamos um conjunto de leis, úteis para a sua actividade docente.

EDITORIAL

Sempre presentes

A complexidade da função de professor

vai muito além do que é percetível aos olhos do cidadão comum. Ao rigor e ao planeamento, o professor alia a criatividade e um espírito inovador para

conseguir agarrar os seus alunos nesse espaço, não raras vezes adverso, que é

a sala de aula. Nesse exercício, torna-se evidente que para o sucesso do professor contribui em muito o seu empenho, a sua dedicação, a sua resiliência. Ser professor nos nossos dias, tão conturbados quanto desafiantes no contexto das mudanças cada vez mais rápidas que se registam a vários níveis da sociedade contemporânea, é, pois, uma atividade altamente exigente. Sabemo-lo como ninguém. Afirmo sem qualquer constrangimento, pois o percurso da Porto Editora desde a sua fundação – e já lá vão 67 anos, celebrados recentemente – está intrinsecamente ligado à Educação, acompanhando e muitas vezes antecipando as evoluções e as necessidades de professores e alunos. Numa altura em que os professores se preparam para tomar (mais uma) decisão importante, dizemos de novo “Presente”. Sabe que pode contar connosco, porque nós estamos sempre consigo.

Vasco Teixeira

Porto Editora

NÚMERO

07

MAI11

Esta publicação segue a nova ortografia definida pelo Acordo Ortográfico

Magazine de Educação é uma publicação da responsabilidade do Espaço Professor da Porto Editora Edição: Gabinete de Comunicação e Imagem da Porto Editora Porto Editora • Rua da Restauração, 365 • 4099-023 Porto www.espacoprofessor.pt

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