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CURSO: Turmão Anual DATA: 05/09/12 DISCIPLINA: Direito do Consumidor PROFESSOR: Renato Porto (renatoporto@mandic.com.br) MONITOR: Bruno Melo

CURSO: Turmão Anual DATA: 05/09/12 DISCIPLINA: Direito do Consumidor PROFESSOR: Renato Porto (renatoporto@mandic.com.br) MONITOR: Bruno Melo (brunolmelo@hotmail.com) AULA: 03 de 04

Nº 24

Do direito básico à informação O direito à educação é mais abrangente, devendo ser olhado sob
Do direito básico à informação
O direito à educação é mais abrangente, devendo ser olhado sob a ótica do fornecedor em
relação aos consumidores e do Estado em relação aos jurisdicionados (ex: CADE que regula a
economia; educação nas escolas por meio da política nacional das relações de consumo).
Não confundir com o direito à informação para o consumo, que diz respeito ao dever do
fornecedor em dispor sobre as informações de determinado produto.
"Art. 6º, II. A educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços,
asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações;"
Do direito básico da educação para o consumo
-> Continuação dos direitos básicos do consumidor
Está previsto no art. 6º, II do CDC.
2.3.
2.2.

Está previsto no art. 6º, III do CDC.

"Art. 6º, III. A informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem;"

Trata-se do dever do fornecedor em trazer a informação clara, eficaz e adequada acerca das característica dos produtos e serviços colocados no mercado de consumo. Nesse aspecto se enquadra os rótulos dos produtos.

A ausência de informação quanto a informações que não aparentam ser perigosas, mas são, a exemplo do Sódio, é a mais perigosa, devendo tal prática ser coibida com base nesse direito.

2.4.

Do direito à proteção contra publicidade, práticas comerciais e cláusulas abusivas

Está previsto no art. 6º, IV do CDC.

"Art. 6º, IV. A proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços;"

a)

Publicidade abusiva

Inicialmente, cumpre dizer que publicidade é diferente de propaganda. Publicidade é aquela informação que tem como objetivo principal a obtenção de lucro, enquanto a propaganda visa precipuamente à propagação de uma mensagem, ou seja, o lucro não se apresenta de forma direta (ex: informação do Governo para se evitar o H1N1).

A propaganda seria um gênero, representado pelo ato de informar, da qual a publicidade seria sua espécie comercial. Em regra o fornecedor veicula uma publicidade, mas pode ser obrigado a fazer uma contrapropaganda (e não contra-publicidade) caso seu produto contenha algum vício que deva ser informado ao mercado.

O marketing é a ciência que orienta a ação de publicidade, para que os fornecedores consigam atingir os consumidores.

A publicidade possui três espécies, podendo ser: Enganosa, Enganosa por omissão ou Abusiva.

Práticas comerciais abusivas
Práticas comerciais abusivas

"Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:

Publicidade enganosa é aquela que contêm em seu teor mensagem falsa, seja de forma parcial ou total (ex: publicidade de produtos de beleza).

Publicidade enganosa por omissão é aquela que deixa de informar sobre dado essencial de produto ou serviço colocados no mercado de consumo (ex: um lançamento imobiliário que deixa de informar a localização do imóvel).

Publicidade abusiva é aquela que estimula o consumidor a se comportar de forma prejudicial a sua integridade física ou mental (ex: publicidade do álcool, do tabaco, do energético).

b)

Práticas comerciais abusivas são as práticas do comércio que merecem ser vedadas por parte dos comerciantes. O art. 39 do CDC traz um rol exemplificativo (até porque o Código é uma norma principiológica) de práticas abusivas.

  • I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como sem justa causa, a limites quantitativos;

II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes; III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço;

IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou serviços;

  • V - exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva;

VI - executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes; VII - repassar informação depreciativa, referente a ato praticado pelo consumidor no exercício de seus direitos; VIII - colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro);

IX - recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento, ressalvados os casos de intermediação regulados em leis especiais;

  • X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços.

quando da converão na Lei nº 9.870, de 23.11.1999.

  • XII - deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu

termo inicial a seu exclusivo critério. XIII - aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente estabelecido. Parágrafo único. Os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor, na hipótese prevista no inciso III, equiparam-se às amostras grátis, inexistindo obrigação de pagamento."

O inciso I traz a venda casada e a limitação da venda a limites quantitativos. Cumpre dizer que o condicionamento da venda em limites quantitativos é possível desde que demonstrada a justa causa para tanto. Trata-se de um conceito jurídico indeterminado que deve ser verificado no caso concreto (ex: limitação de vendas feita por supermercados atacadistas).

O inciso III trata do recebimento de produto ou serviço sem prévia solicitação. O parágrafo único diz que tal produto adquirido será adquirido como amostra grátis, não obrigando o pagamento. Por isso que um cartão de crédito enviado sem solicitação não poderá gerar a cobrança de anuidade.

c) Cláusulas abusivas

O art. 51 do CDC traz um rol exemplificativo de cláusulas abusivas (até porque o Código
O art. 51 do CDC traz um rol exemplificativo de cláusulas abusivas (até porque o Código é uma
norma principiológica e em decorrência do próprio inciso XV), as quais são consideradas nulas
"de pleno direito". Existem portarias da Secretária de Direito Econômico (SDE) que elencam
outras cláusulas que seriam abusivas.
qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos.
Nas relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica, a indenização
poderá ser limitada, em situações justificáveis;
"Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
II - subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga, nos casos previstos
neste código;
IV - estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em
- impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de
desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade;
VI - estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor;
VII - determinem a utilização compulsória de arbitragem;
III - transfiram responsabilidades a terceiros;
V - (Vetado);
I

VIII - imponham representante para concluir ou realizar outro negócio jurídico pelo consumidor; IX - deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato, embora obrigando o consumidor;

  • X - permitam ao fornecedor, direta ou indiretamente, variação do preço de maneira unilateral;

    • XI - autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, sem que igual direito seja

conferido ao consumidor;

  • XII - obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação, sem que

igual direito lhe seja conferido contra o fornecedor;

XIII - autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato, após sua celebração; XIV - infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais;

  • XV - estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor; (fazer referência às

Portarias da SDE)

  • XVI - possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.

§ 1º Presume-se exagerada, entre outros casos, a vontade que:

  • I - ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence;

    • II - restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do contrato, de tal modo a ameaçar seu objeto ou equilíbrio contratual;

      • III - se mostra excessivamente onerosa para o consumidor, considerando-se a natureza e

conteúdo do contrato, o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso. § 2° A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato, exceto quando de

sua ausência, apesar dos esforços de integração, decorrer ônus excessivo a qualquer das

partes. § 3° (Vetado). § 4° É facultado a qualquer consumidor ou entidade que o represente requerer ao Ministério Público que ajuíze a competente ação para ser declarada a nulidade de cláusula contratual que contrarie o disposto neste código ou de qualquer forma não assegure o justo equilíbrio entre direitos e obrigações das partes."

Tal inciso é a porta de acesso da responsabilidade civil ao direito do consumidor. Quando o
Tal inciso é a porta de acesso da responsabilidade civil ao direito do consumidor. Quando o
produto fornecido inadequadamente gerar dano, o consumidor fará jus à reparação integral dos
danos, sem qualquer limitação de valor ("teoria da reparação integral").
-
as
prestações
tornem
2.8.
2.7.
2.6.
2.5.
O direito de acesso ao judiciário e aos órgãos administrativos está inserido dentro da política
nacional da relação de consumo, segundo a qual o Estado deve facilitar o acesso dos
consumidores aos órgãos protetivos da relação de consumo, nos termos do art. 5º, I e IV do CDC,
seja por meio da assistência judiciária gratuita ao consumidor carente ou por meio de órgãos
especializados.
V
A segunda parte do inciso positiva a teoria da quebra da base objetiva dos contratos, segundo a
qual a superveniência de fatos que alterem as condições de um negócio jurídico gera a
obrigatoriedade de sua revisão a fim de se manter o caráter sinalagmático.
"Art. 6º, VII - o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou
reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a
proteção Jurídica, administrativa e técnica aos necessitados;"
O art. 6º, V traz o direito do consumidor à modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam
prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes.
"Art. 6º, VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais,
coletivos e difusos;"
Do direito à reparação por danos morais ou materiais
Do direito a modificação de cláusulas desproporcionais
Do direito à facilitação da defesa dos direitos do consumidor, inclusive, com a inversão
Do direito de acesso ao judiciário e aos órgãos administrativos
excessivamente onerosas;"
das
estabeleçam
supervenientes
de
contratuais
que
fatos
razão
cláusulas
em
que
revisão
modificação
ou
sua
a
desproporcionais
"Art.
6º,

do ônus da prova

Art 6º, VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;

Em regra, o ônus da prova cabe a quem alega nos termos do art. 333 do CPC. O CDC inova ao romper com essa regra, trazendo a inversão do ônus da prova.

Trata-se do repasse da titularidade do encargo da produção de prova para o fornecedor, que terá o dever de contraprovar que não causou o dano, de modo a equilibrar a relação que já nasceu desequilibrada. Essa medida tem fundamento no princípio da vulnerabilidade e da hipossuficiência. Para haver a inversão deve-se verificar o preenchimento alguns requisitos:

  • - Alegação verossímil (aparência de verdadeira)

  • - Hipossuficiência do consumidor (debilidade no momento da produção da prova)

Como se trata de conceitos subjetivos, ficará a critério do juiz decidir se inverte ou não o ônus da prova no caso concreto, em conformidade com a lei que dispõe que fica "a critério do juiz". O critério do juiz para decidir se inverte ou não o ônus da prova são as regras ordinárias de experiências, nos termos da lei.

Como o CDC é uma norma de ordem pública seus institutos poderão ser concedidos de ofício, a exemplo da inversão do ônus da prova.

O momento processual adequado para a inversão do ônus da prova, segundo parcela majoritária da doutrina (Fredie Didier e Alexandre Câmera), é no momento do despacho saneador.

Essa inversão do ônus da prova é aquela que se dá por força do direito ("ope judicis"), ou seja, caberá ao juiz decidir se inverte ou não pela análise da verossimilhança das alegação e da hipossuficiência do consumidor.

Por outro lado, a inversão pode decorrer da lei ("ope legis"), de modo que o juiz deverá inverter o ônus da prova quando se deparar com a situação prevista em lei.

O art. 38 do CDC estabelece um caso de inversão "ope legis". Trata-se das relações de consumo em que houver comunicação publicitária. Isso porque tal prova pelo consumidor se mostra muito difícil, pois ninguém guarda a publicidade, ao contrário de quem a patrocina. Em outras palavras, a pessoa que é alvo de publicidade encontra-se em uma situação de maior vulnerabilidade.

Como se trata de conceitos subjetivos, ficará a critério do juiz decidir se inverte ou não

"Art. 38. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as patrocina."

Assim, não sendo problema de publicidade a inversão se dará pela regra, ou seja, "ope judicis"; e em sendo o problema de publicidade a inversão será "ope legis".

Tudo o que foi dito até sobre a inversão serve para o vício do produto ou do serviço. Em linhas gerais, vício do produto ou serviço é quando ele não funciona de acordo com as expectativas depositadas pelo consumidor. Diferente de quando esse vício gera um dano, momento em que se terá o fato do produto ou do serviço.

Os arts. 12, p.3º e 14, p.3º do CDC trazem as formas que o fornecedor de produtos ou serviços, respectivamente, poderão demonstrar que não concorreram para a produção daquele dano, de modo a se esquivar da responsabilidade. Assim, com base nesses artigos, para o fato do produto ou do serviço a inversão se dá "ope legis".

2.9. Do direito aos serviços públicos

"Art. 6º, X - a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral."

Os serviços públicos deverão ser prestados de maneira eficaz e adequada, e quantos aos essenciais, de maneira contínua.

Serviço público essencial seriam aqueles indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade (ex: água, luz e esgoto).

A prestação de forma contínua envolve várias dicussões, envolvendo a possibilidade de se efetuar o corte deste serviço essencial diante da inadimplência. Alguns autores dizem que tais cortes feririam a dignidade da pessoa humana, havendo outros meios de se efetuar a cobrança. Por outro lado, alguns autores sustentam pela possibilidade do corte, ao fundamento de que as concessionárias iriam repassar para toda a coletividade o valor da inadimplência.

A posição do STJ é de que o corte pode ser efetivado desde que o consumidor seja notificado e desde que a inadimplência seja superior a 30 dias. Ainda segundo o Tribunal, se verificado o risco

de vida no caso concreto o corte não poderá ser efetuado (ex: hospitais, consumidor enfermo ligado a aparelhos).

- FIM -

Na próxima aula iniciaremos o estudo do vício e fato do produto ou serviço.

de vida no caso concreto o corte não poderá ser efetuado (ex: hospitais, consumidor enfermo ligado