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Anais do XIV Seminário Nacional Mulher e Literatura / V Seminário Internacional Mulher e Literatura

Mutilação genital feMinina na literatura de ficção de alice Walker

Gabriela Eltz Brum 1

O primeiro contato de Alice Walker com a prática de “female genital cutting” (FGC) se deu quando ela tinha vinte anos, durante uma viagem ao Kenya, em 1966. Lá, ela escutou sobre o assunto quando o mesmo foi abordado entre as pessoas com quem ela estava trabalhando na construção de uma escola. Nas palavras de Walker: “nada em minha experiência tinha me preparado para compreender mutilação genital feminina. Levei muitos anos só para conseguir coragem de escrever sobre o assunto.” 2 Foi durante as filmagens de The Color Purple (1982) que Walker pensou com mais clareza sobre a personagem Tashi e o assunto da FGC, pois a atriz que fazia o papel de Tashi era uma jovem africana que havia se submetido à tradicional prática.

Possessing the Secret of Joy (1992) é o quinto livro de ficção de Walker. Toda a estória gira em torno de Tashi, a garota africana de The Color Purple que se submete à prática de FGC e muda drasticamente; antes ela é uma garota ativa, extrovertida e alegre e após ela se torna uma mulher cheia de traumas físicos e mentais. Walker diz que levou um ano para escrever o livro, depois de vinte e cinco anos pensando em como abordar um assunto tão difícil. 3 Enquanto fazia pesquisa para escrever seu livro, Walker descobriu que as mulheres são culpadas pela sua própria mutilação sexual. “Os seus genitais são sujos, é dito: Monstruoso. A atividade de uma vulva que não é mutilada assusta os homens e destrói colheitas. Quando ereto, o clitóris

1 Este trabalho é a tradução e adaptação de partes de minha dissertação de mestrado em

Letras/Inglês e Literatura Correspondente, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), intitulada: “Sexual Blinding of Women”: alice Walker’s african character tashi and the issue of female genital cutting”(BRUM, 2005). Atualmente, como doutoranda em Letras/Inglês e Literatura Correspondente na UFSC, minha pesquisa é sobre poesias contemporâneas de guerra escritas por mulheres negras Norte-Americanas, com foco nos escritos de Dionne Brand e June Jordan.

2 WALKER, Alice. Anything we love can be Saved. New York: The Ballantine Publishing Group, 1997, p.39.

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desafia a autoridade masculina. Deve ser destruído.” 4

Embora o livro atingisse um grande número de leitores e Walker conseguisse chamar atenção para o assunto, ela sentiu que o trabalho ainda estava incompleto, visto que há milhões de pessoas que não sabem ler, e por isso, não entrariam em contato com o livro e sua mensagem social. Como resultado, Walker decidiu fazer um documentário sobre a prática de FGC. Walker e a cineasta Pratibha Parmar viajaram à África para gravar as imagens do filme. Lá, elas entrevistaram algumas mulheres que faziam as “cirurgias” nas meninas, e algumas mulheres e meninas que haviam se submetido ao procedimento. O filme, intitulado Warrior Marks: Female Genital Mutilation and the Sexual Blinding of Women, foi lançado em Nova York em 1993.

Walker comenta sobre o título do documentário e a relação com sua cegueira parcial:

Neste filme eu uso a cegueira parcial que sofri quando criança – quando um de meus irmãos atirou em mim com uma arma de pressão – como uma metáfora a “cegueira” sexual causada pela extirpação do clitóris. Apresentando meu próprio sofrimento e cura psicológica tem sido um encorajamento poderoso para as vítimas de mutilação que tem vergonha ou relutância em falar sobre sua luta. Contando minha história neste contexto tem me deixado mais forte, um presente inesperado. 5

O vínculo emocional de Walker com as mulheres Africanas mutiladas tem sido uma motivação em seu trabalho, pois a autora, de certa forma, projeta suas próprias emoções e reações como vítima de mutilação. Contudo, através de sua visão ocidental, Walker descarta a possibilidade de que essas mulheres possam ter orgulho de serem “circuncidadas”,

4 Ibid. p.18.

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e podem não se sentir como sendo vítimas de mutilação. Walker tenta

se posicionar em termos iguais com essas mulheres, mas falha em ver a

prática de FGC através do olhar dessas mulheres. O leitor que procurar por uma visão neutra, intercultural sobre o assunto em Possessing the Secret of Joy ficará desapontado (a), visto que a perspectiva de Walker é passional

e radical. Dessa forma, Walker usa a liberdade que possui como escritora

para filtrar o denso assunto da FGC através da percepção de uma escritora feminista Afro-Americana, com valores e mentalidade ocidentais a respeito da sexualidade.

Após o filme Warrior Marks, Walker e Parmar decidiram escrever um livro em parceria. Durante a viagem à África, ambas escreveram diários sobre suas impressões e experiências. Mais tarde, elas juntaram os diários, partes das entrevistas e fotos e transformaram em um livro homônimo. Neste livro, Walker escreve sobre sua própria mutilação quando criança. Após o acidente que causou sua cegueira parcial, seus pais ignoraram sua dor. Eles falharam em se dar conta da profundidade de sua ferida, não somente física, mas, sobretudo, espiritual. Eles se referiam ao incidente como o acidente de Alice. Por muito tempo ela se sentiu sem valor, invisível e sentia que estava sendo punida pelo que havia acontecido a ela, pois foi enviada para longe da família para viver com seus avós. Como consequência, o pensamento suicida atormentou sua vida enquanto jovem, e talvez determinasse muitas coisas que ela faria mais tarde, cujas sombras ela projetaria nos rostos sofridos das mulheres que ela encontraria na África.

Walker dedica Possessing the Secreto f Joy à inocente vulva. O texto

é precedido por uma epígrafe que explica o título do livro: “Há aqueles que acreditam que os negros possuem o segredo da alegria, e é isso que os sustenta durante qualquer devastação espiritual, moral ou física.” 6 Em seguida há uma cópia de uma página inteira de The Color Purple. Esta página situa o leitor em relação à continuidade da saga de Tashi, que começa em The Color Purple, quando ela é uma menina e se transforma em uma adolescente e jovem adulta. Porém, há uma contradição: nessa página

a personagem e melhor amiga de Tashi, Olivia, menciona que “quando nós

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partimos, [Tashi] estava planejando fazer cortes em seu rosto.” Contudo, em Possessing Tashi deixa a vila Olinka e se reúne ao acampamento Mbeles

para se submeter à prática de FGC. Os livros não são parte de uma trilogia

e Walker fala sobre esse assunto:

Embora obviamente conectados Possessing the Secret of Joy não é uma sequência de The Color Purple ou The Temple of My Familiar. Porque não é, eu reivindico a prerrogativa do contador de estórias de desdizer ou mudar os eventos relacionados ou descritos nos livros anteriores de modo a dar ênfase e melhorar os significados da estória presente. 7

Possessing the Secret of Joy é composto por vinte e uma partes e as mesmas são intituladas de acordo com o nome da personagem que está falando. A estória não segue uma ordem cronológica e os eventos se movem no tempo e espaços geográficos. Há várias personagens na estória, algumas dos livros anteriores The Color Purple e The Temple of My Familiar, e outras

que são novas. Nako Nontsasa menciona a estratégia de polifonia que Walker utiliza no livro: “A multiplicidade de vozes é um instrumento de estilística e não oferece perspectivas divergentes, enquanto a narrativa é fragmentada,

a estória possui uma temática monolítica.” 8 Depois da “circuncisão” de

Tashi, ela se casa com Adam e juntos se mudam para os Estados Unidos onde ela muda seu nome para Evelyn Johnson. A adoção de um nome ocidental prejudica a preservação de sua identidade, que é ameaçada pela nova cultura e sociedade. Nos Estados Unidos a jovem africana se dá conta que é diferente das outras mulheres, e começa a considerar sua “cirurgia” como sendo uma forma de mutilação ao invés de circuncisão.

A personagem Tashi pode ser subdividida em três vozes diferentes:

às vezes quem está falando é a autêntica mulher africana. Em tais momentos,

o

nome que abre o capítulo é “Tashi”. Outras vezes temos uma voz híbrida,

7

Ibid. p.283-284.

8

NONTSASA, Nako. Possessing the Voice of the Other: African Women and the “Crisis of

Representation” in Alice Walker’s Possessing the Secret of Joy. Jenda: A Journal of Culture and African Women Studies. 2001.

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metade Africana e metade Americanizada, e o título do capítulo é “Tashi- Evelyn”. Quando uma identidade culturalmente ocidental é alcançada, nós encontramos “Evelyn”. É através das lentes dessas três vozes distintas, mas conectadas, que Tashi examina sua trágica experiência como vitima de FGC. Tashi-Evelyn pode ser comparada à Du Bois “twoness”, a idéia de “duas almas, duas lutas irreconciliáveis, dois ideais em guerra em um corpo escuro.” 9

Tashi discorda com o que está escrito no início do livro, que os negros possuem o segredo da alegria. A justificativa é que por isso “eles podem sobreviver ao sofrimento e humilhação impostos sobre eles.” 10 Tashi sente ira ao ler essa passagem do livro African Saga (1982) de Mirellia Ricciardi, identificada por Tashi como “uma autora colonialista que viveu toda sua vida entre os africanos e falhou em vê-los como seres humanos que podem ser destruídos pelo sofrimento.” 11 Esta apropriação do texto de Ricciardi é “usada para autorizar o discurso de Walker, para colocá-la firmemente do lado do colonizado”, comenta Nontsasa. Walker, através da personagem Tashi, demonstra sua revolta contra os colonizadores brancos por meio de palavras extremamente duras:

Por que eles não somente roubam nossa terra, mineram nosso ouro, cortam nossas florestas, poluem nossos rios, nos escravizam para trabalhar em suas fazendas, nos fodem, devoram nossa pele e nos deixam em paz? Por que eles também têm que escrever sobre quanta alegria nós possuímos? 12

No final do livro, Tashi retorna à África e mata a mulher que a “circuncidou” quando adolescente. Como consequência pelo seu crime, ela

é

morta por um pelotão de fuzilaria. Antes de Tashi ser fuzilada, seus amigos

e

familiares sustentam um banner no qual está escrito qual é o verdadeiro

9

(DU BOIS apud GOURDINE, 1996)

10

WALKER, Alice. Possessing the Secret of Joy. New York: Simon & Schuster, 1993,p.271.

11

Ibid.

12

Ibid, p.272.

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segredo da alegria para Tashi e sua criadora Alice Walker: “RESISTÊNCIA É O SEGREDO DA ALEGRIA!” 13 Em um aspecto global, esta resistência está relacionada aos povos africanos e a sobrevivência de seus descendentes após terem sido vendidos como escravos e forçados a trabalhar em condições desumanas, tendo que resistir a todo tipo de humilhação até os dias de hoje. Em um nível individual, a palavra resistência está relacionada à força da mulher Africana, que a permite vencer os traumas físicos e psicológicos consequentes da FGC e encontrar alegria na vida apesar de tudo. No final de sua vida, Tashi conclui: “Estou começando a reabitar completamente o corpo que deixei há muito tempo atrás.” 14 Tashi morre alegremente, através da metáfora de um vôo: “Há um rugido como se o mundo se abrisse e eu voasse para dentro. Eu não sou mais nada. E satisfeita.” 15 Sua morte pode ser analisada como um tipo de emancipação e encontro final com seu próprio eu.

Walker recebeu críticas severas pelos seus trabalhados relacionados à FGC. A antropóloga Ellen Gruenbaum alega que esses trabalhos “persuadiram um grande número de pessoas a acreditar que algo extremamente danoso, um ‘ritual’ opressivo, estava sendo cometido sem reflexão, baseado na dominação masculina e ignorância.” 16 Joyce Robinson denuncia as “missionárias ocidentais” como Walker por “insistir no ritual da circuncisão feminina”. Ao invés, diz Robinson, “que salvem os africanos da má nutrição, ambientes insalubres e doenças. Que salvem os africanos da pobreza e violência.” 17 Walker tem sido acusada por alguns críticos de imperialismo cultural, pois eles argumentam que sua descrição da África e dos africanos em Possessing “contempla sua herança hegemônica ocidental como Americana ao invés de sua Africanidade que ela alega em seu livro.” 18

13 Ibid. p.281.

14 Ibid. p.110.

15 Ibid

16 GRUENBAUM, Ellen. The Female Circumcision controversy: an anthropological

perspective. Philadelphia: University of Pennsylvania Press, 2001, p.23.

17 RUSSEL-ROBINSON, Joyce. “African Female Circumcision and the Missionary Mentality”.

Issue: A Journal of Opinion (ASA) 26, n.1, p.56, 1997.

18 NONTSASA, Nako. Possessing the Voice of the Other: African Women and the “Crisis of

Representation” in Alice Walker’s Possessing the Secret of Joy. Jenda: A Journal of Culture

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Esta acusação se refere à pretensão de Walker de possuir duas vozes ao mesmo tempo: a “de ser possuída pela voz do outro”, como uma descendente africana, e a “tentativa de permitir ao outro falar.” 19

No entanto, não foram só criticas negativas que prevaleceram. No periódico Annual Review of Anthropology 2004 o trabalho de Walker foi reconhecido: “O prestigiado livro de Alice Walker, Possessing the Secret of Joy e seu mais recente filme e colaboração literária Warrior Marks significantemente aumentaram a consciência pública sobre circuncisão feminina.” 20 Esse reconhecimento pode ser visto como uma grande conquista para Walker, que viu seus livros e documentário serem usados como ferramentas para a conscientização pública sobre FGC.

Barbara Kramer escreve que “toda a atenção da mídia sobre o assunto de circuncisão feminina provou que Walker fez o que ela queria fazer – que as pessoas pensassem. É o que ela tenta fazer com toda sua escrita.” 21 O que Walker faz é semelhante à maioria das escritoras negras. Elas usam seus talentos como escritoras para abordar assuntos que de outra forma não seriam dados a atenção devida pela ainda maioria masculina e branca sociedade dominante. Essas mulheres negras geralmente escrevem sobre suas próprias experiências frente ao racismo, opressão, abuso sexual, violência, pobreza, e finalmente, sucesso. Kramer diz que Walker força seus leitores a “olharem para os problemas que eles não teriam que olhar se fosse de outra maneira.” 22 Acredito que Walker alcança sua meta como escritora na medida em que consegue “forçar” seu leitor a ler sobre um assunto que de outra forma ele nunca teria a oportunidade de ler ou o desejo de saber, como FGC. De acordo com Kramer, Walker atraiu grande atenção da mídia devido ao fato que Possessing the Secret of Joy trata de um assunto considerado tabu tanto na vida real como na literatura.

and African Women Studies. 2001.

19 Ibid.

20 ANTHROPOLOGY and Circumcision. Annual Review of Anthropology. Palo Alto, Calif.,

US, n.33, p.419-45, 2004.

21 KRAMER, Barbara. Alice Walker. New Jersey: Enslow Publishers, Inc., 1995, p.110.

22 Ibid.

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Angeletta Gourdine declara que Possessing é mais do que um livro de ficção, pois é um texto que “existe em algum lugar nos limites da crítica cultural e ficção.” 23 Como resultado Walker usa a ficção literária como ferramenta para abordar um dos assuntos mais polêmicos e controversos da história da humanidade e suas consequências para as sociedades que ainda praticam tal costume. De acordo com George Olakunle, “Walker nos mostra que para ela, o trabalho de ficção não é um escape do mundo, mas uma intensa imersão pessoal naquele mundo.” 24 O mundo onde vivemos, com tantos problemas de ordem política e social, é o ingrediente principal a ser usado nos escritos de Walker.

A criação e desenvolvimento da personagem Tashi e sua saga foi um processo de redescoberta do próprio “eu” de Walker como uma mulher negra

e mutilada. Walker encontrou uma maneira de libertação para Tashi através

da morte. A libertação de Walker, no entanto, é alcançada através de seu

universo como escritora. Possessing não é o livro de ficção mais premiado de Walker, mas é o livro que mais faz as pessoas pensarem sobre o assunto da FGC e sentirem a dor dessas meninas que não possuem escolha na vida

a não ser se submeterem à faca de “M’Lissa”. Como escritora, Walker criou

uma personagem complexa, misteriosa e multicultural e subverteu algumas noções sobre o que deve ser uma literatura de ficção, através de um nebuloso

limite entre arte e ativismo social.

Concluindo, Walker sabe que colocar um fim à prática de FGC

é quase impossível, pois as mulheres que sofrem tal prática terão que se

erguer e unir-se com o intuito de por um fim a esse costume. Como as condições econômicas e sociais estão por trás dessa tradição milenar e são lentas para mudar, levará centenas, ou talvez milhares de anos para que FGC seja totalmente banida do mundo onde vivemos. Walker tem se preocupado com a vida das mulheres negras desde o início de sua carreira, nos anos sessenta. Como consequência, ela sente que sua missão é, entre

23 GOURDINE, Angeletta K. M. Postmodern ethnography and the womanist mission:

postcolonial sensibilities in Possessing the Secret of Joy. African American Review, Summer

1996.

24

OLAKUNLE, George. Alice Walker’s Africa: Globalization and the province of fiction. Fall

2001.

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outras coisas, salvar a vida dessas mulheres oprimidas: “É, no final, sobre o salvamento de vidas que nós escritoras escrevemos. Não importa se nós somos ‘minoria’ ou ‘maioria’. Está simplesmente em nosso poder fazer isso.” 25 Em relação à Possessing the Secret of Joy, Walker usa esse imenso poder que ela acredita que as escritoras possuem para salvar a vida sexual de milhões de meninas que são submetidas à prática de female genital cutting (FGC) anualmente e para ajudar a colocar um fim nessa “cegueira sexual”.

25 WALKER, Alice. In Search of our Mother’s Gardens. New York: Hartcourt & Company,

1983, p.14.

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Bibliografia

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BRUM, Gabriela Eltz. Female Genital Cutting (FGC) In:

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In Search of our Mothers’ Gardens. New York: Hartcourt Brace & Company,

1983.

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The Temple of my Familiar. New York: Pocket Books, 1990.

Possessing the Secret of Joy. New York: Simon & Schuster,1993

; PARMAR, Pratibha. Warrior Marks: Female Genital Mutilation and the

Sexual Blinding of Women . New York: A Harvest Book, Harcourt Brace & Company,

1996.