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CENTRO UNIVERSITÁRIO CLARETIANO MARCELO MAIA GOMES- 1091671 DO SER PARA O CONHECER BELO HORIZONTE 2013

CENTRO UNIVERSITÁRIO CLARETIANO MARCELO MAIA GOMES- 1091671

DO SER PARA O CONHECER

BELO HORIZONTE

2013

MARCELO MAIA GOMES- 1091671

DO SER PARA O CONHECER

Centro Universitário Claretiano

Licenciatura em Filosofia

História da Filosofia Moderna

Professor: Ricardo Matheus Benedicto

BELO HORIZONTE

2013

INTRODUÇÃO

Os primeiros filósofos se preocupavam em descobrir as causas da origem do mundo e as transformações da natureza. A partir de Sócrates, o objeto de investigação da filosofia passa a ser as questões humanas, como a ética, a política e as técnicas. Platão separa o inteligível do sensível e acredita que a origem do caráter humano se deu num mundo perfeito e eterno, o Mundo das Ideias. Aristóteles procura uma causa primeira e chega ao Motor Imóvel, semelhante ao Ser de Parmênides.

Durante a Idade Média, a filosofia tentou conciliar fé e razão para explicar as questões humanas, principalmente a relação do homem com Deus.

Deus passa a ser o centro das investigações filosóficas e a resposta para tudo.

É um período em que não há diferença entre Filosofia e Religião. A explicação

para o Ser Filosófico de Parmênides, a Causa Primeira da Metafísica e o Mundo Ideal de Platão se chama Deus. O deus cristão é a causa de tudo. O criador do Universo e de tudo o que nele há.

No Renascimento, o homem volta a ser o objeto de investigação filosófica. Nesse período, as obras filosóficas, literárias e científicas da Antiguidade Clássica (Grécia e Roma) são retomadas. Porém, as questões divinas e religiosas não são deixadas de lado, já que os humanistas queriam manter uma relação com Deus e com o mundo natural.

Percebemos, que até aí, a maior preocupação da filosofia é o Ser. Quem somos? Como somos? Por que somos? Quem nos fez ser? O que é o Ser? Há um Ser que sempre é?

A partir de Descartes surge uma nova preocupação na Filosofia; o Conhecer. Como conhecemos o que somos? Como se forma o nosso conhecimento?

De onde vem o conhecimento? Para Descartes, o conhecimento de alguma verdade, só é possível através da razão. Descartes é considerado o pai do Racionalismo Moderno. Sua filosofia influenciou outros grandes pensadores como Pascal, Malebranche, Spinoza, Leibniz, entre outros.

Nas Ilhas Britânicas, porém, surgia um pensamento oposto ao Racionalismo. Era o Empirismo, que defende que o conhecimento vem da experiência do sujeito com o objeto, dos sentidos. Para os empíricos, o conhecimento vem de fora pra dentro e não já está dentro, como dizem os racionalistas.

A seguir, descrevo como a investigação filosófica se desloca do Ser para

o Conhecer, na filosofia de Hobbes e Locke, os primeiros representantes do Empirismo Moderno.

THOMAS HOBBES E JOHN LOCKE

Não há na filosofia de Hobbes uma preocupação em explicar o que somos, mas sim como nosso conhecimento e nossas atitudes foram formadas. Para Hobbes, a origem de todo conhecimento é a sensação. O conhecimento se forma a partir do contato do sujeito com o objeto. Não há ideias inatas e a memória nada mais é do que o reflexo de antigas sensações.

Foram as sensações e as condições emocionais que fizeram com que o homem saísse de seu Estado de Natureza á procura de uma vida melhor. Para Hobbes, o homem natural vivia em um constante estado de guerra e foi a sensação do medo da morte que o levou a busca pela paz. Porém, para que essa paz seja estabelecida, é necessário que haja um poder que controle a vontade do homem, que surge através das sensações. O temor da morte exige um poder que garante a sobrevivência. Surge, então, um pacto entre os homens do estado de natureza que transfere o direito de cada um conquistar e manter o que é seu, a um terceiro que representa o grupo. É assim, que ele explica a origem do Poder Político.

A experiência levou o homem a conhecer a política e a vida social. O homem não é um animal político por natureza, mas por necessidade. Necessidade que surge através das sensações e das experiências vividas. O medo da morte, da dor, de ser escravizado, de ser humilhado são sensações que criam no homem, o desejo pela paz.

Hobbes defende uma filosofia materialista, que tem por objetivo os corpos. Tudo é matéria, inclusive a mente. Para ele, a Filosofia não deve se ocupar de questões teológicas e metafísicas. Fé e razão devem ser separadas. Não existe uma moral inata, esta se forma por interesses e paixões.

John Locke, assim como Hobbes, tem sua explicação para a transição do homem de seu Estado de Natureza para o Contrato Social. Porém, ao contrário de Hobbes, Locke acredita que o homem no estado de natureza não vivia em constante conflito. Para ele, o estado de natureza é bom e não mal como dizia Hobbes. Mas, apesar de não viver em constante conflito, o homem natural sentiu a necessidade de buscar uma vida melhor, pois havia alguns inconvenientes no estado de natureza como a falta de leis aprovadas pela maioria, juízes imparciais capazes de resolver as contendas, enfim um poder que assegurasse a execução proferida pelos juízes. Cria se então, um contrato para preservar tanto quanto possível as liberdades naturais, sendo assim o governo que surge terá seus poderes limitados e será baseado no consentimento do grupo. Assim, Locke explica o surgimento do poder político.

Há diferenças e semelhanças entre as explicações de Hobbes e Locke, porém notamos que as duas se baseiam na experiência e nas sensações. Foram as necessidades surgidas através da sensação e das experiências que levaram o homem ao conhecimento político, tanto na explicação de Thomas Hobbes quanto na de John Locke.

Assim como Thomas, John admite que todo conhecimento vem da experiência, ou seja dos sentidos. Critica a noção cartesiana de sujeito como substância. Para ele, nada existe na mente antes do contato do homem com o mundo, através dos sentidos. O saber humano é adquirido pelas experiências e não nascem com o ser humano, como afirma o racionalismo. Dessa forma, Locke não aceita a existência de ideias inatas.

Só podemos conhecer as coisas, após experimentá-las através de nossas sensações. Ninguém conhece o gosto, a cor, o formato, a textura de um objeto antes de ter um contato com ele. O mesmo serve para os valores morais que também dependem da convivência de cada ser humano, ou seja da experiência. Para ele, o intelecto humano é como uma tábua rasa e as ideias são formadas através da organização do material proveniente das sensações provocadas pelas experiências.

Mas, é necessário que a mente realize certas operações para organizar

e compreender essas ideias vindas das sensações. Para o britânico, nossas

ideias são formadas pela sensação ( a ideia daquilo que nos é externo aos sentidos, como frio, calor, cor, formato, etc) e pela reflexão ( ideias daquilo que

nos é interno como o desejo, a dúvida o medo , a coragem, etc.)

Locke e Hobbes defendem o empirismo, ou seja a experiência como a única fonte de conhecimento. A filosofia dos dois irá influenciar outro britânico. David Hume, também defende que a fonte de todos os nossos conhecimentos

é a experiência.

CONCLUSÃO

Tanto os racionalismo como o empirismo tem como objeto de investigação, o conhecimento. Qual sua origem, como se forma e como se organiza em nossa mente.

A partir dessas duas linhas de pensamento, o Ser deixa de ser a única preocupação filosófica. O estudo do Conhecimento, a epistemologia influenciou não só a filosofia, mas também as artes e a ciências.

REFERÊNCIAS

O EMPIRISMO- THOMAS HOBBES ( Disponível em:

2013 ás 11:45)

O EMPIRISMO CRÍTICO DE JOHN LOCKE ( Disponível em:

em 20 de maio de 2013 ás 12:51)

FILOSOFANTE( Disponível em:

Trabalhos%20Acad%EAmicos#docs Acesso em 20 de maio de 2013 ás 14:26)