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Sondagem STAL/Marktest revela maioria esmagadora contra privatização da água

Págs. 8 e 9

nº 92 • Maio de 2009
Distribuição gratuita aos sócios

Nas eleições europeias de 7 de Junho


STAL Quem faltou

Penalizar
aos compromissos,
mentiu, caluniou
e atacou salários,
direitos e o emprego
não merece a confiança
dos trabalhadores.

o Governo
Nas urnas vamos
penalizar o governo
e continuar a luta!
Págs. 2 e 3

A manifestação de 13 de Março (na foto) juntou mais de 200 mil pessoas em Lisboa
2 jornal do STAL MAIO 2009

O voto dos trabalhadores é um momento


A grande manifestação
da CGTP-IN, que em
13 de Março encheu
Lisboa com mais de 200

É preciso mudar
mil trabalhadores, as
comemorações do 35.º
aniversário do 25 de Abril
e as manifestações do
1.º de Maio constituíram
poderosas jornadas de

de políticas
luta contra as políticas
de direita do Governo
PS de José Sócrates,
na reivindicação de uma
mudança de rumo na
condução dos destinos

para sair da crise


do País que promova
o emprego, valorize
os salários, garanta os
direitos e defenda os
serviços públicos.

A
«crise» não pode continuar a lanço dos efeitos da actual políti-
resultar no aumento da ex- ca governativa e considerou que
ploração dos trabalhadores e a «ofensiva sem precedentes (…)
dos mais desprotegidos em benefí- fragiliza cada vez mais as rela-
cio dos interesses dos patronato e ções laborais, procura enfraque-
do capital, pelo que a luta vai conti- cer os sindicatos, desvaloriza as
nuar nas ruas e nos locais de traba- carreiras profissionais e degrada
lho, mas também nos actos eleito- o poder de compra para propi-
rais que se avizinham. ciar o agravamento das condi-
Porque o voto é também uma po- ções de exploração e o aumento
derosa arma de luta de que os traba- dos lucros do capital».
lhadores dispõem, nas eleições para A campanha de mentiras e ca-
o Parlamento Europeu que se realizam lúnias que o Governo, desde o
em 7 de Junho levamos a nossa luta início do seu mandato, levou a
até ao voto, condenando aqueles que cabo contra os trabalhadores,
têm promovido na Europa e em Por- serviu para apoiar os sucessi-
tugal uma política de degradação dos vos ataques aos direitos e aos
salários, de ataque aos direitos laborais salários, nomeadamente as alte-
e sociais e de destruição e privatização rações ao estatuto de aposenta-
de serviços públicos essenciais. ção, o congelamento do tempo
para as mudanças de escalão,
Ofensiva sem as alterações ao regime de vín-
precedentes culos carreiras e remunerações, A «imagem de marca» do go- tração Pública e do seu Estatuto
o SIADAP, o contrato de traba- verno de ataque cerrado aos tra- de Aposentação.
O C o n s e l h o G e r a l d o S TA L , lho em funções públicas, entre balhadores e um servilismo in- O Sindicato considera que é fun-
reunido em 3 de Abril, fez um ba- outros. condicional ao grande capital, damental mudar de rumo na con-
ressalta também nas gravosas al- dução das políticas governativas,
terações ao Código do Trabalho. particularmente na Administração
Afirmar e defender os direitos Rasgando os compromissos elei-
torais, Sócrates e o Partido So-
Pública, e tudo fará para que es-
ta legislação seja alterada ou re-
Os impactes das profundas alterações O direito de audição e negociação dos cialista acentuaram a desregula- vogada.
legislativas que o Governo e a maioria mapas de pessoal, a aplicação de meca- mentação do trabalho e desequi-
do Partido Socialista têm promovido na nismos ainda disponíveis de valorização libraram «ainda mais as relações Romper com as causas
legislação laboral para a Administração profissional (progressões devidas em 2008, laborais em favor dos interesses da crise
Pública fazem-se sentir cada vez mais reclassificações profissionais e mudanças do patronato e dos grandes gru-
nos locais de trabalho, seja pelos efei- de escalão), a atribuição dos créditos de pos económicos». O documento aprovado pelo
tos directos da sua aplicação seja pelos acordo com as regras da avaliação de de- Na resolução aprovada o Con- Conselho Geral do STAL alerta
que decorrem do enviesamento em mui- sempenho nos anos de 2004 e 2005, a ne- selho Geral do Sindicato lem- que a crise económica e finan-
tas autarquias. gociação dos acordos de cedência de in- bra as decisões de inconstitu- ceira está a ser aproveitada para
Por isso o STAL enviou no início do ano teresse público para os trabalhadores que cionalidade que aquele diploma a justificar «novas investidas do
uma circular a todas as autarquias (circu- se encontravam requisitados em empresas já mereceu e «saúda a iniciativa governo e do patronato contra os
lar n.º 4/2009), através da qual chama à ou a regularização de horários de trabalho do PCP, partilhada por outros trabalhadores», ao mesmo tem-
atenção para um conjunto de procedimen- são alguns dos temas tratados naquele do- grupos parlamentares e alguns po que continuam a crescer as
tos a respeitar e apela à implementação cumento. Com vista a contribuir para o es- deputados», que requereu a fis- grandes fortunas à custa do erá-
de um conjunto de medidas tendentes a clarecimento destas questões, o STAL está calização sucessiva de várias rio público. E salienta que a situ-
minorar os efeitos já de si nefastos da no- a promover a realização de reuniões com normas das alterações ao Có- ação que o País vive «não só não
va legislação. autarquias locais em todo o País. digo do Trabalho, bem como do é uma inevitabilidade como cons-
regime de vínculos da Adminis- titui aliás o resultado das políticas
MAIO 2009 jornal do STAL 3

decisivo na luta Editorial

Votar para
mudar
de rumo
A s palavras isenção, imparcialidade ou independência
têm sido utilizadas com frequência para se acusar os
sindicatos de politizarem a sua acção. Ainda recentemente,
José Sócrates, claramente incomodado com o poderoso
protesto contra a sua política que juntou em 13 de Março
mais de 200 mil trabalhadores, insinuou injuriosamente
que os manifestantes estariam ali a apoiar outros objectivos
que não a sua luta, objectivos políticos alegadamente
Nas comemorações do 35.º aniversário do 25 de Abril (foto à esquerda em baixo) e nas manifestações do 1.º de
Maio, os trabalhadores prosseguiram a luta contra as políticas de direita. O Dia do Trabalhador foi também uma manipulados pelo Partido Comunista.
jornada de convívio e desporto. Em Lisboa, o STAL participou na corrida da CGTP com uma equipa de 28 atletas, Esta táctica, já antes utilizada à exaustão pela ditadura
obtendo o 11.º lugar na geral masculinos e o 1.º lugar em M45 salazarista, foi igualmente adoptada pelo Governo do PS
para caluniar a classe dos professores que se mobilizou
de direita que vêm sendo pros- quase totalmente para contestar as políticas educativas.
seguidas há muitos anos e que o
actual governo intensificou». Votar M as a propósito de «imparcialidade» cabe perguntar: têm sido
Neste sentido, o combate à crise
«não pode passar apenas por en- também é lutar imparciais José Sócrates e o Partido Socialista na sua ofensiva
contra os trabalhadores e os seus direitos, contra as populações e
contrar culpados (o que de si tam- os serviços públicos? É imparcial a sua vergonhosa e descarada
bém não é feito) e pela adopção de A intensificação da luta dos tra- Manifesto submissão aos interesses do patronato e o grande capital? Têm
mais uma ou outra medida de cos- balhadores coloca-se também no da Frente Comum sido imparciais os partidos que se sucederam na governação do
mética que corrija pontualmente os plano eleitoral. «Os trabalhado-
País – PS, PSD ou CDS, sozinhos ou coligados – ao aprovaram
efeitos nefastos que hoje se fazem res e os seus sindicatos não es- Também a Frente Comum se
e aplicarem as políticas neoliberais que precipitaram o país
sentir». Pelo contrário, urge romper tão isentos de opinião política, pronunciou sobre o momento
com as políticas de direita que têm muito menos quando é das polí- eleitoral que se avizinha, apelando numa crise sem precedentes do capitalismo?
vindo a ser prosseguidas e com um
modelo de sociedade que privilegia
ticas governativas e das maiorias
legislativas que resultam os gra-
à luta contra a Europa dos «pode-
rosos e da filosofia cega do mer- C lamando pela isenção, governo e patronato desejariam
as lógicas de um mercado contra ves ataques aos direitos laborais cado, que não tem em conta os que os trabalhadores se conformassem com a injustiça, a
as pessoas, os trabalhadores e os e sociais». direitos fundamentais dos cida- arbitrariedade, a exploração desenfreada. Isso não acontece,
serviços públicos. Por isso, o Conselho Geral do dãos e dos trabalhadores». nem poderá acontecer!
Combater a crise passa pois por STAL salientou que o Sindicato No manifesto aprovado na Ci- Os trabalhadores não se conformam nem podem tolerar as
«combater e romper com as suas e os trabalhadores «não podem meira de Sindicatos de 8 de Abril, a políticas de direita prosseguidas nas últimas décadas. Sabem
causas». A este propósito, o STAL nem devem esquecer» que foi a frente sindical lembra as responsa- que é possível um outro rumo para o País e para a Europa –
afirma que os serviços públicos lo- maioria absoluta do Partido So- bilidades do governo de Sócrates na
um rumo de justiça, de solidariedade, de emprego e respeito
cais podem e devem ter um papel cialista que permitiu ao Gover- aprovação e aplicação das políticas
pelos direitos, de desenvolvimento e de progresso social,
fundamental na adopção de uma no de Sócrates um tão profundo europeias prejudiciais aos trabalha-
com serviços públicos de qualidade para todos. Por isso, não
política que potencie o investimen- ataque aos seus direitos. Para dores e ao País, alertando para os
to, a produtividade e a criação de efectivamente «mudar de rumo» perigos do «chamado Tratado Re- nos calamos, não nos vergamos e vamos continuar a luta!
emprego local, constituindo verda- é preciso traduzir essa vontade formador ou de Lisboa – que o PS Nas ruas e nos locais de trabalho, mas também nas urnas.

P
deira e efectiva alternativa às lógi- nas eleições para o Parlamento não quis referendar como promete-
cas privatizadoras e às tão apre- Europeu, para a Assembleia da ra ao povo português – e que o po- orque o voto é naturalmente uma arma de que dispomos,
goadas parcerias público-privadas República e para as Autarquias vo da Irlanda recusou». Tal reforma preciosa e poderosa, não podemos nem vamos desperdiçá-
que têm imperado. Locais. «confirmaria a transferência de fatias lo. Votaremos já no próximo dia 7 Junho nas eleições para o
Por isso o Sindicato defende a Estes momentos, como frisou o significativas da nossa soberania e Parlamento Europeu para exigir uma inversão nas políticas
promoção do investimento público Conselho geral, «devem ser con- seria um novo passo na instituciona- europeias, o respeito pela soberania nacional, contra a
nestes serviços, designadamente siderados como de verdadeira e lização do neoliberalismo». Europa do capital, contra o militarismo, pelos direitos
através da criação de parcerias pú- decisiva luta pelos direitos e pe- A Frente Comum conclui assim
laborais e sociais, pela paz e a cooperação entre estados
blico-público», paradigma que se los serviços públicos, por um País que não é «indiferente a correlação
iguais em direitos.
assume tão mais necessário quan- mais livre, mais justo e mais fra- de forças políticas nos órgãos da
E não deixaremos de penalizar com o nosso voto os
to «mais incongruente e inadmissí- terno», o que exige uma forte pe- UE – no caso, no Parlamento Euro-
vel se torna a aposta em modelos nalização do governo e da maioria peu – e as posições aí defendidas responsáveis pelas dificuldades crescentes que sentimos no
de mercado que provaram já ser socialista, principais responsáveis pelos diversos partidos» pelo que dia a dia. Quem nos mentiu, quem faltou aos compromissos,
contrários aos interesses dos tra- pela degradação das condições apela a que o voto dos trabalhado- não merece o voto dos trabalhadores. No próximo dia 7 de
balhadores, das populações e do de vida, aumento da precarieda- res no dia 7 resulte de «uma profun- Junho não podemos ser imparciais. Vamos votar e exprimir
País, constituindo aliás os princi- de e retirada de direitos sociais e da reflexão (…) e uma opção escla- o nosso protesto contra estas políticas, em defesa dos nossos
pais causadores da crise que atra- laborais. recida, consciente e de classe». direitos, pelo futuro e por uma vida digna.
vessamos».
4 jornal do STAL MAIO 2009

Consultório Jurídico ✓ José Torres


Profissionais das associaçõ
O direito a férias
no RCTFP Assinado
O STAL assinou em 21 de Março um acordo de
O Regime do Contrato duração do contrato, até ao máximo empresa com a direcção da Associação de Bombeiros
de Trabalho em Funções de 20 dias úteis. Voluntários de Vila de Rei. Também no distrito de
Públicas (RCTFP), aprovado Sublinhe-se que, por enquanto, o regi- Castelo Branco foi concluído, em 25 de Março, um
me de suspensão do contrato por impe-
pela Lei 59/2008, de 11/9 protocolo de regulamentação das relações de trabalho
dimento temporário, decorrente de fac-
e que entrou em vigor em to não imputável ao trabalhador e que se com a Associação de Bombeiros da Covilhã.
1/1/2009, manteve, em muitos prolongue por mais de um mês, nomeada-

O
aspectos, o regime de férias mente por motivo de doença, ainda não se documento negociado pelo que permitem a progressão de três
que vigorava, mas introduziu aplica aos trabalhadores que tinham o vín- STAL com a direcção da AHBV em três anos.
também algumas alterações culo de nomeação e transitaram para este de Vila de Rei constituiu o pri- Os trabalhadores em regime de tur-
Regime, como decorre do disposto no art. meiro acordo de regulamentação das nos com folga rotativa têm direito a
significativas. 19.º, n.º 5, da Lei 59/2008. relações de trabalho assinado no sec- um subsídio mensal no valor de 25

O
s períodos de férias mantêm-se Essa aplicação far-se-á apenas a par- tor, contribuindo para a defesa dos di- por cento da respectiva remunera-
tal como estavam em vigor, isto é, tir da data em que entrarem em vigor os reitos dos profissionais abrangidos e ção base mensal, bem como à com-
25 dias úteis até aos 39 anos de diplomas que procederem à regulamen- para uma melhor prevenção e socorro pensação pelo trabalho suplementar
idade, 26 a partir dos 39 anos de idade, tação do chamado «regime de protecção na área da protecção civil. prestado em dia útil, dia de descanso
27 a partir dos 49 anos de idade e 28 a social convergente», cujos princípios já fo- Depois de um processo ampla- semanal complementar ou feriado.
partir dos 59 anos de idade. A estes pe- ram aprovados pela Lei 4/2009, de 29/1, mente participado pelos trabalha- Entre outras matérias regulamenta-
ríodos acresce um dia útil de férias por mas que ainda aguarda a referida regula- dores, as partes estabeleceram um das, salienta-se igualmente o subsídio
cada dez anos de serviço efectivamente mentação. conjunto de normas de que se des- de deslocação, o abono para falhas,
prestado. No que respeita aos contratados a ter- taca uma valorização global da mas- a protecção na maternidade e pater-
To d a v i a , é e l i m i n a d o o d i re i t o a o mo, apenas existe uma disposição espe- sa salarial média e a definição de nidade, a assistência à família, os di-
acréscimo de cinco dias úteis, que era cial para os contratos de duração infe- um quadro de carreiras profissionais reitos dos trabalhadores estudantes,
devido quando as férias fossem go- rior a seis meses. Neste caso, a duração com os respectivos conteúdos fun- tendo ainda sido consagrado o prin-
zadas na sua totalidade fora da épo- das férias é de dois dias úteis por cada cionais e um conjunto de escalões cípio da atribuição de um suplemento
ca considerada normal. Porém, os tra- mês completo de duração do contrato.
balhadores que hajam adquirido esse Assim, nos casos em que essa duração

Bragança
direito no ano passado mas não o te- for igual ou superior a seis meses, apli-
nham gozado, podem reclamá-lo, já cam-se as regras gerais dos contratados
que a lei vigente em 2008 permitia que sem prazo.

Encontro distrital
pudesse ser gozado no ano seguinte,
isto é, em 2009. Direito
As novas regras determinam igualmen- irrenunciável
te que as faltas injustificadas deixam de
implicar a redução do período de férias, A remuneração do período de férias é
embora continuem a ser descontadas no idêntica à do período normal de traba- Os problemas dos profissionais alvo de processos disciplinares e
vencimento e na antiguidade, para além lho, com excepção do subsídio de re- das associações humanitárias de de suspensões».
de constituírem violação do dever de as- feição que não é pago nas férias. Além bombeiros do distrito de Bragan- Vários casos são conhecidos do
siduidade. disso, o trabalhador tem direito a um ça estiveram em foco no encontro Sindicato e no próprio Encontro
subsídio de férias, de valor igual a um regional do STAL realizado em 31 de Bragança foram relatadas si-
Suspensão mês de remuneração-base, que deve de Janeiro. tuações de maus-tratos verbais,
do contrato ser pago por inteiro no mês de Junho À semelhança de outras regi- nomeadamente na Associação de
de cada ano. ões do País, estes trabalhadores Bombeiros Voluntários da Cruz
No caso de suspensão do contrato por O novo regime estabelece uma nova nor- são muitas vezes vítimas de pres- Amarela de Mirandela (ver caixa).
impedimento prolongado, por exemplo, ma que reconhece o direito do trabalhador sões e abusos intoleráveis por par- Aqui, quatro bombeiros apresenta-
devido a doença, o trabalhador tem direito a receber uma compensação, caso a en- te das direcções ou responsáveis ram queixa em Tribunal do Traba-
a receber a remuneração correspondente tidade empregadora obste culposamente pelo comando, que se aproveitam lho contra a direcção por falta de
ao período de férias não gozado e respec- ao gozo das férias nos termos legalmente da inexistência de regulamenta- pagamento das horas extraordiná-
tivo subsídio. fixados. Esta compensação é equivalente ção específica para impor horários rias e atribuição dos respectivos
Em contrapartida, a introdução da ao triplo da remuneração correspondente desmesurados e ignorar direitos dias de folga.
suspensão do contrato veio implicar ao período em falta, o qual deverá obriga- básicos dos seus efectivos. Meses antes, os mesmos traba-
uma redução do direito a férias. As- toriamente ser gozado no primeiro trimes- Como referiu o presidente do lhadores tinham sido alvo de pro-
sim, se o regime anterior preservava a tre do ano civil subsequente. STAL, Francisco Braz, é frequente cessos disciplinares e penalizados
totalidade dos dias de férias após uma Decorre da lei que as férias constituem estes profissionais serem obriga- com suspensão por 20 dias por te-
baixa prolongada por doença, agora, um direito irrenunciável e imprescritível. dos a prestar trabalho extraordiná- rem entregue os telemóveis à As-
por força da suspensão do contrato, Assim, os trabalhadores não só não po- rio não remunerado por ser indevi- sociação em protesto contra as
quando reingressa em funções o tra- dem abdicar deste direito como devem damente considerado como «vo- sistemáticas chamadas ao serviço
balhador apenas tem direito às férias exigir o seu total reconhecimento, inclu- luntário». Este tratamento é ina- durante os períodos de descanso.
previstas para o ano de contratação. sive através da responsabilização das ceitável já que coloca os trabalha-
Ou seja, após seis meses completos entidades empregadoras, quando, cul- dores numa situação de «volunta- Acção nacional
ao serviço, terá direito a gozar dois posamente, impedirem o gozo do direi- riado forçado». «Os que resistem»
dias úteis de férias por cada mês de to a férias. acrescentou Francisco Braz, «são Exigindo a regulamentação das
muitas vezes marginalizados e até condições mínimas de trabalho
MAIO 2009 jornal do STAL 5

ões de bombeiros

primeiro acordo
de insalubridade, penosidade e risco,
a regulamentar posteriormente.
turnos, trabalho suplementar, subsí-
dio de deslocação e férias, para além
Os trabalhadores ao serviço da de garantir uma valorização da massa
AHBV de Vila de Rei têm direito a um salarial média e do salário mais baixo,
período anual de férias remunerado este aumentado em 74 euros.
com a duração de 25 dias úteis, caso
não se verifiquem faltas injustificadas, Regulamentação
majoradas em função da idade e do urgente
tempo de serviço prestado.
Para além de lutar pela contratação
Protocolo na Covilhã colectiva, o STAL há muito que exige
do Governo a negociação de um regu-
Também na Covilhã foram dados lamento de condições mínimas para os
passos significativos para a esta- trabalhadores das associações huma-
bilização das relações laborais na nitárias de bombeiros voluntários, co-
AHBV, com a assinatura, a 25 de mo forma de pôr fim à desregulamen-
Março, de um protocolo que estabe- tação reinante no sector, onde a confu-
lece os princípios e os objectivos da são entre o estatuto de voluntariado e a
regulamentação colectiva das con- actividade profissional é fonte de intole-
dições de trabalho, a consagrar num ráveis violações dos mais elementares
acordo de empresa. direitos dos trabalhadores.
O documento assinado, que foi rati- Apesar de o Sindicato ter entregue
ficado pelos trabalhadores em plená- várias propostas nesse sentido, até
No acto de assinatura do Acordo de Empresa, o STAL fez-se representar pelo seu presidente,
rio geral realizado no dia 18 de Mar- hoje nenhum governo, incluindo o ac- Francisco Braz (ao centro na foto no momento da intervenção) e pelo dirigente Mário Alves
ço, abrange as carreiras profissionais tual do PS, se disponibilizou para ne- (à direita), estando igualmente representados a direcção da Associação de Bombeiros e o
e conteúdos funcionais, regime de gociar esta urgente legislação. executivo autárquico de Vila de Rei.

denuncia abusos e maus-tratos


Delegada sindical
despedida
Maria Eduarda, operadora da As suas afirmações foram rela-
central de telecomunicações e tadas pelo jornal local O Mensa-
delegada sindical do STAL na As- geiro, pretexto que foi utilizado
sociação de Bombeiros Voluntá- pela direcção para instaurar um
rios e Cruz Amarela de Mirande- processo disciplinar à trabalha-
la, foi abusivamente despedida, dora, determinando o seu des-
após ter denunciado várias prá- pedimento no passado mês de
ticas da direcção que penalizam Abril.
os trabalhadores daquela asso- O STAL condenou de imediato
ciação. o despedimento, considerando-o
Durante o Encontro Regional ilegal e bem revelador das práti-
de Bombeiros promovido pelo cas prepotentes e antidemocráti-
STAL em Bragança, no dia 31 cas da direcção da associação. O
de Janeiro, a sindicalista usou Sindicato envidará todos os seus
da palavra para descrever o mau esforços até conseguir a reinte-
O encontro de Bragança acusou comandos e direcções de coagirem trabalhadores a prestarem ambiente de trabalho que se vi- gração da sua delegada sindical
«trabalho voluntário»
ve na associação, referindo con- e a punição dos responsáveis por
nas associações de voluntários, o STAL pro- ras, horários de trabalho, férias e faltas, o cretamente casos de colegas este ignóbil acto repressivo que
moveu durante o mês de Abril a entrega em documento salienta a urgente necessidade que são vítimas de perseguição atenta contra direitos elementares
todos os governos civis de uma carta com de formação profissional, propondo a cria- por exigirem o pagamento das dos trabalhadores e o exercício
as reivindicações do sector. ção de uma Academia de Fogo e uma regu- horas extraordinárias e o gozo da liberdade sindical constitucio-
Para além de exigir o reconhecimento de lamentação que preveja a formação contí- das folgas a que têm direito. nalmente garantida.
direitos elementares como vínculos, carrei- nua destes profissionais da protecção civil.
6 jornal do STAL MAIO 2009

Adaptação da 12-A e mobilidade à Administração Local


Governo quer eliminar
emprego nas autarquias
O Governo apresentou um projecto de dos na «mobilidade especial», com a que ficam obrigados a elaborar a lis- substancial redução de direitos, in-
diploma para adaptar à Administração consequente e substancial redução ta de actividades e de postos de tra- cluindo até o eventual despedimen-
Local o regime de vínculos, carreiras e dos respectivos direitos, nomeada- balho necessários, tendo em conta to dos trabalhadores considerados
mente de natureza retributiva. as disponibilidades orçamentais, e desnecessários.
remunerações, constante da Lei 12-A/2008, O Governo apenas exclui da aplica- apresentar um mapa comparativo
bem como o regime de mobilidade ção da mobilidade especial à Adminis- entre efectivos existentes e aquele Adaptações à Lei 12-A
especial estabelecido na Lei 53/2006, tração Local os preceitos que se refe- número de postos de trabalho.
diplomas que o STAL sempre combateu, rem à extinção, fusão e reestrutura- Se se apurar que os postos de tra- O projecto do Governo determina
contestando a sua aplicação directa. ção, que tenham por objecto a altera- balho existentes excedem os consi- ainda a aplicação da Lei 12-A, com
ção da natureza jurídica dos serviços. derados necessários, serão aplica- as respectivas adaptações, a todos

N
a análise do STAL, o projecto Assim, o pessoal dos serviços al- dos os procedimentos inerentes à os trabalhadores que exercem fun-
apresentado aos sindicatos vo de reorganização está sujeito à passagem dos excedentários para a ções públicas, independentemente
para negociação tem como mobilidade especial, nos casos em situação de mobilidade especial. da modalidade de vínculo de empre-
objectivo principal eliminar o maior que a reorganização decorra de «re- A gestão da mobilidade poderá go, com excepção das normas res-
número possível de postos de traba- estruturação» ou de «racionalização ser efectuada no âmbito da comuni- peitantes ao regime de nomeação.
lho na Administração Local, median- de efectivos». dade intermunicipal ou associação A este propósito, salienta-se que
te processos que visam uma alega- A competência para desencade- de freguesias em que a autarquia o projecto de estatuto da polícia
da «racionalização». Os trabalhado- ar estes processos cabe aos órgãos estiver inserida, ou através da em- municipal prevê a manutenção do
res «excedentários» serão coloca- executivos das diversas entidades, presa de Gestão Partilhada de Re- regime de nomeação.
cursos da Administração Pública, A figura de dirigente máximo do
mediante a celebração do respecti- serviço é atribuída ao presidente da
vo contrato-programa. câmara, à junta de freguesia e ao
Por outro lado, ainda segundo o presidente do conselho de adminis-
projecto do Governo, o pessoal em tração, respectivamente, nos muni-
situação de mobilidade especial cípios, freguesias e Serviços Muni-
continuará afecto ao serviço de ori- cipalizados.
gem, ao qual compete o pagamento Porém, em certas matérias a com-
das remunerações e subvenções e petência cabe aos órgãos execu-
A aplicação pratica os demais actos de adminis- tivos, designadamente no recruta-
da mobilidade
especial às tração relativos a esse pessoal. mento de trabalhadores, celebração
autarquias de contratos de tarefa e de aven-
representa Despedimentos em vista ça, homologação das transições de
um ataque ao carreiras.
emprego e uma Para os trabalhadores que não es- Quanto aos mapas de pessoal
ingerência na
autonomia do tavam sob o regime de nomeação, determina-se que são aprovados
poder local a aplicação deste regime representa pelos órgãos deliberativos, o que
uma verdadeira antecâmara do des- vem ao encontro da posição defen-
pedimento, uma vez que, apenas dida pelo STAL.

Lamego Por condições dignas podem permanecer na mobilidade No que respeita ao trabalho su-
especial durante o prazo máximo de plementar, ao contrário do que de-
um ano, após o qual serão despedi- termina o Regime de Contrato em
Os trabalhadores do sector operário e auxiliar da Câ- sível foi apresentada pelo STAL ao presidente da dos se não tiverem obtido coloca- Funções Públicas, o Governo res-
mara de Lamego há muito que se batem por condições autarquia, Francisco Lopes. O eleito reconheceu ção noutra entidade pública. salva que na Administração Local o
normais de trabalho. As oficinas funcionam em pavi- razão ao Sindicato e logo no primeiro encontro Quanto aos restantes, isto é, os trabalho em dias de descanso e fe-
lhões antigos que já foram os estábulos da autarquia, prometeu construir novas oficinas. que transitam do regime de nomea- riados não fica sujeito ao limite de
serviram mais tarde de garagem e agora acolhem vá- Porém, na segunda reunião solicitada pela Di- ção para o contrato de funções pú- 60 por cento da remuneração.
rias profissões, pintores, serralheiros, canteiros, etc. recção Regional de Viseu, o edil deu o dito por não blicas, podem permanecer no regi- O STAL sempre se bateu contra
Os sanitários e balneários são claramente insufi- dito, alegando que tinha falhado um loteamento me de mobilidade especial por tem- esta lei, contestando desde a pri-
cientes para os cerca de 150 trabalhadores que fazem previsto e que o projecto das novas oficinas teria po indeterminado, embora com uma meira hora a sua aplicação directa à
parte do sector. Nem sequer há cacifos para todos. de esperar. redução drástica da remuneração. Administração Local. Contudo, ape-
Em cada manhã, dezenas de calceteiros, jardi- Aos trabalhadores só restava o protesto. E foi o O STAL repudia este projecto le- sar de este projecto vir ao encontro
neiros, canalizadores e outros concentram-se num que fizeram numa acção realizada, dia 22 de De- gislativo, considerando que se trata desta posição do Sindicato, a adap-
terreiro das traseiras das oficinas, de onde par- zembro, frente aos Paços do Concelho, na qual de mais um instrumento destinado tação que o Governo propõe está
tem para os diversos locais do concelho. Trazem participaram várias dezenas de funcionários da a incrementar a continuada interfe- longe de corresponder às exigências
já vestida a roupa de trabalho e é com ela no cor- autarquia, delegados e dirigentes sindicais. rência do Governo na organização e expectativas do Sindicato.
po, já suada e suja, que no final do dia regressam O protesto não passou despercebido. Na sua e gestão das autarquias, reduzin- Face aos múltiplos problemas que
a casa. Ali não há balneários, apenas um cubículo sequência, o presidente da Câmara declarou à im- do as suas atribuições, mediante a resultam da realidade sócio-laboral
com uma retrete e um lavatório. prensa que teria o terreno durante este ano e que privatização/concessão de diversas da Administração Local, o STAL tudo
Ninguém nega a falta de condições de higiene em 2010 será finalmente dado início à construção actividades e eliminação de postos fará para em sede de negociação in-
e segurança das instalações. A situação inadmis- das novas instalações. de trabalho, com a consequente e troduzir as alterações necessárias.
MAIO 2009 jornal do STAL 7

«Água
é de todos»
36 mil assinaturas contra a privatização
R
Uma delegação
epresentantes da Campanha Nacional «Água é
da Campanha
de Todos, Não o Negócio de Alguns» entrega- Nacional «Água
ram, no dia 20 de Março, na Assembleia da Re- é de todos»,
pública, o abaixo-assinado subscrito por 36.865 pes- integrada pelo
soas, condenando os processos de privatização no STAL, entregou o
abaixo-assinado
sector da água e exigindo a manutenção da proprieda-
na Assembleia
de e gestão públicas deste bem essencial. da República no
A delegação foi recebida pelos grupos parlamentares dia 20 de Março
aos quais reafirmou a necessidade do reconhecimento da
água como bem público, universal e comum, bem como
do reforço do papel do Estado na sua gestão protecção e
salvaguarda e dos ecossistemas aquáticos com base em
princípios de equidade e sustentabilidade.
Com a entrega deste documento, concluiu-se a pri-
meira etapa da campanha lançada há um ano à qual,
entretanto, aderiram mais de 60 organizações.
Tendo realizado um balanço positivo da acção desen-
volvida, a campanha irá continuar com o lançamento em
breve de uma petição à Assembleia da República recla-
mando a consagração legislativa do direito à água.

Desigualdades no acesso à água


Cortes disparam por incumprimentos
Com o aumento do Como salientou a Direcção Nacio- Como denuncia o Sindicato, a reali- prejudicados, cedendo património por
desemprego e a diminuição nal do STAL numa nota à imprensa di- zação do Programa Nacional de Barra- valores muito inferiores aos reais, as po-
do poder de compra vulgada em 22 de Março, Dia Mundial gens com Elevado Potencial Hidroeléc- pulações pagarão preços mais elevados
da Água, a imposição de novas taxas e trico está a ser utilizada para entregar e os trabalhadores destes serviços verão
de largos estratos da a subida dos preços da água que tem a concessionários privados os recur- o seu emprego ameaçado, como resulta
população, é cada vez acompanhado o processo de crescen- sos hídricos, infra-estruturas hidráuli- da intenção de reduzir postos de traba-
maior o número de famílias te empresarialização e privatização de cas, leitos de rios e margens. O Gover- lho já anunciada pela AdP.
que não consegue pagar serviços municipais não só penaliza no pretende ainda alienar competências Por último, o Sindicato recorda que es-
a factura de água e vê por as famílias como também representa eminentemente públicas, como o licen- te Governo chegou ao cúmulo de prever,
esse motivo interrompido um custo acrescido para as pequenos ciamento, cobrança de taxas e fiscali- no quadro da proposta de lei em torno
e médios produtores e empresários, zação. O STAL alerta para a gravidade do «Regime Jurídico dos Bens do Domí-
o fornecimento deste bem agravando as dificuldades e em alguns deste tipo de concessões que colocam nio Público», que as redes municipais de
essencial. casos inviabilizando a sua actividade. bacias hidrográficas sob o controlo de abastecimento de água e saneamento

S
ó no concelho de Lisboa, segundo No actual quadro de crise, torna-se ca- privados, permitindo-lhes subordinar passem para o domínio do Estado, desi-
dados revelados pela EPAL, regis- da vez mais evidente a falência das políti- aos seus interesses lucrativos vastas derato que, a concretizar-se, configuraria
taram-se 140 mil incumprimentos, cas neoliberais e exige-se uma mudança regiões. um dos maiores ataques ao poder local
tendo a empresa efectuado mais de 10 decidida de rumo de modo a atenuar as Igualmente preocupantes são as cres- de que há memória.
600 cortes no ano passado, o que repre- gravíssimas consequências economias, centes pressões sobre as autarquias Neste quadro, o STAL considera que
senta um aumento de 20 por cento das sociais e ambientais provocadas por para que abram mão das redes de dis- a saída da crise não passa por despe-
interrupções de abastecimento em com- quase duas décadas de privatizações. tribuição de água. Sob a capa da de- jar milhões às cegas nas grandes em-
paração com 2006, ano em que a EPAL nominada «Parceria para a Organiza- presas e bancos nem em insistir na li-
efectuou 8 069 cortes. Governo insiste ção dos Sistemas Municipais», o Exe- beralização e privatização dos serviços
Em Setúbal, a empresa Águas do Sado nas privatizações cutivo PS pretende incentivar a entrega públicos essenciais. Pelo contrário,
acumula dois milhões de euros em dívi- do abastecimento em baixa à Águas de exige-se a manutenção da sua proprie-
da por incumprimentos verificados nos Contudo, ignorando os interesses do Portugal (AdP), à semelhança do que já dade e gestão públicas, o seu desen-
últimos seis meses. No ano passado, País e as necessidades da população, o antes aconteceu com a maioria dos sis- volvimento e melhoria, a sua valoriza-
a empresa procedeu a 6 100 cortes de governo continua a insistir em políticas temas de captação de água e tratamen- ção e aproximação às populações co-
água devido a atrasos nos pagamentos. neoliberais que visam a completa mer- to de esgotos. mo forma de garantir a universalidade
Outros exemplos têm sido noticiados re- cantilização da água e a privatização dos Neste processo, como o passado re- de acesso, a criação de emprego e o
centemente pela imprensa. correspondentes serviços públicos. cente o demonstra, os municípios são progresso do País.
8 jornal do STAL/

Primeira sondagem nacional sobre água, saneame

Portugueses pref
Uma grande maioria
serviços públicos
com gestão munic
dos portugueses (69%)
não concorda com a
privatização ou gestão
privada dos serviços de
abastecimento de água e
saneamento, apontando
três razões principais: «a
água é de todos» (75,5%), é um «serviço pondentes competências aos muni- mento, recolha ou tratamento de lixo) ficações médias mais elevadas foram
cípios, mas igualmente medir o grau prestado por empresas privadas. atribuídas aos serviços de água, de-
público essencial» (65%), «as pessoas de cobertura e satisfação e identi- É no sector dos resíduos urbanos signadamente em relação à «conti-
com menores rendimentos deixariam ficar os critérios mais importantes que o peso dos privados é maior, ten- nuidade do fornecimento de água»
de ter acesso à água» (57,1%). Estes para os utentes na gestão destes do a sua presença sido assinalada por (8.0) e à «qualidade da água distribuí-
são resultados obtidos pela sondagem/ serviços. 15,8 por cento das respostas. Em con- da» (7.4). No primeiro critério, 36,2 por
Marktest encomendada pelo STAL No universo da sondagem, verifi- trapartida, no abastecimento de água cento declararam-se «satisfeitos» e
e realizada entre os dias 6 e 15 de cou-se que os serviços em análise a gestão privada foi notada por nove 40,6 «muito satisfeitos», enquanto no
têm uma ampla taxa de cobertura da por cento dos inquiridos, enquanto na segundo critério 40,4 por cento estão
Janeiro. população, que é confirmada pelos actividade de saneamento apenas 3,6 «satisfeitos» e 30,5 por cento «mui-

A
o encomendar este inquérito, dados estatísticos nacionais: abas- por cento afirmaram serem servidos to satisfeitos». Em ambos os casos,
o primeiro estudo conhecido tecimento de água (89,8%); recolha por empresas deste tipo. mais de 70 por cento dos inquiridos
em Portugal sobre a opinião e tratamento do lixo (82,9%); sanea- manifestaram opinião claramente po-
dos portugueses acerca da privati- mento e esgotos (79,7%); recolha se- Satisfação elevada sitiva sobre a qualidade do serviço.
zação dos sistemas de água, sane- lectiva de lixo (71,9%). com gestão pública De forma geral, a «facilidade de
amento e resíduos sólidos urbanos, A esmagadora maioria dos inquiri- contacto» é também apreciada pelos
o STAL pretendeu não só determinar dos (93,9%) beneficia de pelo menos A sondagem revelou que a maioria utentes, com uma classificação média
o grau de concordância da popula- um serviço prestado por entidades da população está satisfeita ou muito de 6.4 valores, notando-se uma me-
ção com os processos de privatiza- públicas. Só 22,2 por cento afirma- satisfeita com os serviços prestados. nor satisfação com «o tipo de infor-
ção no sector, e retirada das corres- ram utilizar um serviço (água, sanea- Numa escala de zero a dez, a classi- mação fornecida pelos serviços» (5.9),
com a «higiene dos contentores» (5.6)
e com «os valores facturados» (5.5).
Saliente-se que em nenhum destes
critérios a apreciação é negativa.

Água é um direito
Não à privatização!

O estudo mostrou uma opinião


praticamente unânime sobre a im-
portância da água como bem es-
sencial à vida humana.
Questionados sobre a afirmação
de que «o acesso à água é um direi-
to que deve ser assegurado a todas
as pessoas independentemente da
sua condição económica e social
e da região onde habitem», 99 por
cento dos inquiridos manifestaram
a sua concordância.
Estabelecendo uma relação entre a
garantia deste direito e a gestão pú-
blica do serviço, uma clara maioria
(69%) não quer que os serviços de
abastecimento de água e saneamen-
to sejam privatizados, geridos por em-
presas privadas.
Dos que assim responderam, 88,2
por cento valorizam o facto de que «a
água é de todos», 83,2 por cento, que
/MAIO 2009 9

ento e resíduos Regime jurídico dos serviços de

ferem
água, saneamento e resíduos
Uma «lei
das concessões»
O regime jurídico que o O Governo pretende assim criar
Governo pretende impor uma entidade com super-poderes
aos serviços municipais que tentará colocar os municípios
na sua dependência, ratificando ou
e intermunicipais de inviabilizando estratégias de gestão

cipal
água, saneamento e dos seus sistemas
resíduos urbanos visa É também clara a intenção de di-
claramente condicionar ficultar a delegação da gestão dos
a autonomia municipal sistemas municipais em empresas
e garantir níveis municipais ou intermunicipais, de-
cisão que teria de ser escrutinada
de rentabilidade à pela entidade reguladora, exigência
exploração de privados, que não é feita caso a delegação
se trata de «um serviço público essen- pondo em causa o se processe a favor de um sistema
cial» e 77,4 por cento consideram que direito ao acesso multimunicipal.
a privatização põe em causa «o aces- universal à água. Ao mesmo tempo, o Governo
so à água de pessoas de menores PS incentiva a entrada de capital

C
rendimentos». De igual modo, foram ontrariamente à Directiva privado nas empresas municipais,
registadas percentagens significativas Quadro da Água e outros chegando ao ponto de sobrepor
relativamente a outras consequências documentos aprovados pelo os interesses dos investidores ao
da privatização: «os preços aumen- Parlamento Europeu, que definem a interesse público. Assim, refere-
tam mais do que esperado» (72,3%); água, saneamento e resíduos como se no projecto de diploma, decor-
«os direitos dos trabalhadores dimi- «serviços de interesse geral», a pro- rido o período mínimo de perma-
nuem» (66,3%); «a qualidade do servi- Ambiente de qualidade posta de decreto-lei do Governo PS nência de 10 anos, o privado vê
ço diminui (65,3%); «os lucros passa- classifica estas actividades como garantido um determinado preço
rão a estar em primeiro lugar (62,1%). Uma expressiva maioria de pessoas (86,7%) respondeu «serviços de interesse económico das acções caso decida vendê-
que a protecção do meio ambiente constitui uma caracte- geral». las. Mas se, pelo contrário, for o
Manter as competências rística «importante» ou «muito importante» da gestão dos Para o cidadão comum menos município a exercer a opção de
dos municípios serviços públicos. Seguem-se como critérios prioritários a familiarizado com os pormenores compra, então o investidor terá
«qualidade» (85,9%); «universalidade de acesso» (83,5%); destes dois conceitos, sublinhe-se direito a uma remuneração muito
Em coerência com a defesa do «boas condições de trabalho dos funcionários» (81,9%); que a principal diferença é que os superior por acção.
serviço público com gestão públi- «participação dos cidadãos» (80%); «transparência das primeiros «de interesse geral» não A proposta de lei zela ainda para
ca municipal, 79,4 por cento dos decisões» (72,6%). estão abrangidos pela política de que aos privados sejam garantidos,
inquiridos não concordam com a concorrência da UE, enquanto os por contrato, os proveitos mínimos
retirada das competências às câ- Maioria esmagadora discorda segundos «de interesse económico anuais, expressos a preços cons-
maras na gestão da água, trata- das opções do Governo geral» devem ser subordinados às tantes, e ressalva que a revisão do
mento de esgotos e definição dos regras do mercado, isto é, privati- contrato de concessão só poderá
preços, discordando deste modo Assim, a sondagem encomendada pelo STAL mostra zados. ser feita caso se assegure a dupli-
das orientações do Governo, que inequivocamente que cerca de três quartos da popula- Para alcançar o objectivo de libe- cação da taxa de rentabilidade ini-
pretende transferir estas compe- ção portuguesa discordam de forma fundamentada com ralizar o sector, o Governo calunia cialmente prevista.
tências para empresas onde as a privatização do sector da água e saneamento e con- os municípios, apontando-lhe uma Desta forma, o governo preten-
autarquias perdem capacidade de sideram que a sua gestão não deve ser retirada às au- alegada incapacidade para gerir e de assegurar por lei chorudos lu-
decisão. tarquias locais. desenvolver novas infra-estruturas cros aos privados e eliminar qual-
Os que exprimiram esta opinião Num momento em que o actual Governo PS, pros- e pressionando-os a delegarem quer risco nos seus investimentos.
fundamentam-na com o argumento seguindo e aprofundando políticas anteriores, pretende estas competências nos sistemas Trata-se de retirar literalmente ser-
de que as «Câmaras são mais aten- transformar a água e outros serviços públicos de âmbito multimunicipais, sob controlo da viços às autarquias e populações
tas às necessidades da população» local em mercadorias como as demais, os portugueses Águas de Portugal, que posterior- para os oferecer aos grupos eco-
(25,2%); que os «serviços fornecidos afirmam esmagadoramente que a água, saneamento e mente serão entregues aos «parcei- nómicos.
pelas Câmaras são bons» (11%); que resíduos sólidos são direitos sociais e humanos que não ros» privados. Por último refira-se que o projec-
caso deixem de os prestar «os pre- podem ser reduzidos à mera lógica do lucro e expres- À semelhança de outros sec- to ataca indirectamente o direito de
ços vão aumentar» (10,5%); que as sam a sua confiança nas autarquias enquanto órgãos tores liberalizados, a proposta greve constitucionalmente consa-
câmaras são a garantia da continu- democráticos para continuarem a assegurar estes ser- do Governo prevê a criação de grado. No n.º3 do artigo 60.º afirma-
ação do «serviço público» (10,5%); viços essenciais. uma Entidade Reguladora dos se que «a recolha indiferenciada e
que «os serviços são mais bem geri- Serviços de Água e Resíduos, selectiva de resíduos urbanos aos
dos localmente» (10,1%). Ficha técnica com nomeação governamental, utilizadores só pode ser interrompi-
Sete em cada dez inquiridos Foram entrevistadas 801 pessoas, com 25 anos que passará a deter um poder da em casos fortuitos ou de força
(73,4%), consideram que a retirada ou mais anos, de ambos os sexos, residentes em quase total no sector, podendo maior», «não se considerando as
desta competência não contribuiria Portugal continental, em lares que possuem telefo- designadamente interferir com a greves como casos de força maior»,
para melhorar o serviço de abas- ne de rede fixa. A recolha de informação decorreu gestão municipal dos serviços, acrescenta-se na alínea seguinte.
tecimento de água e saneamento, entre os dias 6 de Janeiro e 15 de Janeiro de 2009. mediante a emissão de parece- Será que o Governo pretende impe-
uma vez que as câmaras municipais A margem de erro máxima para o total, para um in- res e recomendações ou mesmo dir o direito de greve no sector dos
são quem melhor «conhece as ne- tervalo de confiança de 95%, é de ± 3.46%. a realização de auditorias. resíduos?
cessidades da população».
10 jornal do STAL MAIO 2009

Pôr cobro aos abusos


Testemunhos
Protesto «Uma roubalheira»
em Gondomar As práticas abusivas da Águas de Gondomar provocam desde há muito
profunda indignação na população, que se sente vítima de uma exploração
desenfreada por parte do operador privado. Os dois testemunhos anóni-
mos que aqui divulgamos com pequenas reduções foram recolhidos em
www.portalgondomar.com.

Cerca de duas centenas de tadas terem metade desse compri- «Fui residir para Gondomar em na, o que me recusei já que nada te-
gondomarenses concentraram-se, dia 17 mento. A tudo isto acresce uma tarifa Maio deste ano e tenho achado as nho a ver com a pessoa que habitou
de Abril, em vigília frente aos paços do adicional de 230 euros por cada liga- contas da água muito elevadas. Por a casa. Devo confessar que na altura
concelho para exigir o fim dos abusos ção, o que eleva o custo total para o exemplo, entrei dia 1 numa nova pensei “que vergonha, não pagou as
utente para perto de 1500 euros. casa e passado um mês enviaram- contas antes de se ir embora!”.
da empresa Águas de Gondomar, cujas
Face aos insistentes protestos da po- me uma factura da água de dois Recentemente decidi mudar de
práticas infringem desde há anos o pulação, a Câmara comprometeu-se a dias (de 1 a 3 de Maio) e depois en- casa, também em Gondomar, em-
Regulamento Municipal. negociar com a empresa, prometendo viaram-me outra do resto do mês, bora numa freguesia diferente. Diri-
uma redução destes preços em 20 por ou seja, paguei duas vezes as mes- gi-me às Águas de Gondomar para

A
acção, convocada pela As- cento. Todavia, enquanto as negocia- mas tarifas no mês de Maio! Acho transferir o contrato. A empresa in-
sociação Gondomarense dos ções se prolongam desde há anos, a uma roubalheira! formou-me que tal não era possível.
Utentes dos Serviços Públicos empresa ameaça os munícipes com Quando coloquei o contrato no Teria de fazer um novo contrato com
Essenciais (AGUSPE), dá seguimento processos em tribunal e cobrança co- meu nome, foi só mudar de nome, a nova morada e cancelar o contrato
a uma luta que se arrasta desde 2005, erciva dos valores facturados. ninguém teve de se deslocar a casa na antiga morada. Pedi de imediato
ano em que a empresa concessioná- A AGUSPE, associação de utentes nem nada, tive de pagar 167 euros, o novo contrato sendo-me cobrado
A vigília foi ria começou a cobrar valores exorbi- que tomou a cabeça do movimento mas porquê? novamente os ditos 167 euros pela
convocada
tantes pelos ramais de ligação à rede de cidadãos, exige, em primeiro lugar, Sei que os preços da água variam tal inspecção que mais uma vez não
pela AGUSPE,
associação de pública de saneamento. o estrito cumprimento do Regulamen- em cada concelho, mas aqui eu fizeram. Sem alternativa, paguei por-
utentes que Para além de cobrar em média cer- to Municipal, à luz do qual os ramais acho mesmo muito caro. Tenho pa- que era a única forma de ter em ca-
representa ca de 300 euros por cada metro de ra- devem ser cobrados de acordo com go contas de água de valores acima sa um bem tão vital como é a água.
a luta dos mal, quando o seu custo ronda os 70 o seu efectivo comprimento. Mas o dos 18 euros, somos só dois mora- Entretanto, dirigi-me novamente à
gondomarenses
euros, a empresa exige o pagamento regulamento estabelece também a dores. Vivi com três pessoas numa Águas de Gondomar para cancelar
contra os
abusos da de um mínimo de quatro metros, ape- possibilidade de os ramais serem casa e nunca pagámos tanto! Já o contrato anterior. Fui informada de
empresa sar de a maioria das ligações execu- executados directamente pelos uten- pago tanto de água como de gás, o que havia um custo de 50 euros para
tes, direito que a empresa se recusa a que é muito estranho! desligar o contador...
reconhecer, recusando-se a fornecer Que acham? Obrigada. Foi então que percebi por que é
a informação técnica detalhada pa- Cris» que havia dívidas da anterior inqui-
ra o efeito. (16/09/2008, www.portalgondomar. lina do apartamento: Digam lá que
Reclamando a rápida conclusão com/index.php/sociedade/474-aguasde- não dá vontade de os mandar para
das negociações entre a Câmara e a gondomar.html) uma certa parte e não pagar! Que
empresa, a AGUSPE lembra os res- acontece a quem não paga as fac-
ponsáveis autárquicos que existem «Também turas? Cortam-lhe a água e retiram
milhares de munícipes ameaçados eu tive de pagar» o contador... Pois bem, é isso que
com acções judiciais, situação into- eu quero que façam, que cortem a
lerável tanto mais que a autarquia se «Então digo-lhe em resposta ao água e retirem o contador!
comprometeu a obter uma redução seu post. Também eu tive de pagar O engraçado é que também pedi
dos actuais preços. os ditos 167 euros. Quando ques- a desactivação de mais dois con-
tionei a Águas de Gondomar, fui in- tadores, luz e gás e nenhuma das
formada de que parte desse valor entidades me cobrou. Por isso lhe
Sistemas multimunicipais se referia à inspecção realizada. (…)
Mas não sei que inspecção podem
digo sobre a Águas de Gondomar,
são, sim, verdadeiros ladrões!

Preços incomportáveis ter feito sem nunca terem entrado


no apartamento em causa. Nessa
mcavasconcelos»
(17/12/2008, http://www.portalgondo-
mesma altura queriam que pagasse mar.com/index.php/sociedade/499-rea-
O presidente da CM de Penamacor, Do- cussão das contas de gerência de 2008.
a conta em aberto da anterior inquili- guasdegondomar.html)
mingos Torrão, é mais uma das vozes crí- Para o presidente da CM de Penama-
ticas dos sistemas multimunicipais, que já cor, é urgente alterar as actuais regras que
dominam o abastecimento de água em al-
ta do País.
penalizam os municípios e repensar todo
o sistema que não está a funcionar como Vila do Conde
Em declarações à Rádio Cova da Beira,
este eleito do PS reconheceu que já pen-
sou várias vezes abandonar o sistema das
inicialmente previsto: «Estava desenhado
para mais municípios, mais investimentos
e mais apoios comunitários que não acon-
Mais 55% em 4 anos
Águas do Zêzere e Côa. teceram.» Depois de já ter aumentado oi- celho que tem uma das mais ele-
«Os valores cobrados pela empresa Hoje, com os recursos humanos e o equi- to por cento em 2006, 19,6 por vadas taxas de desemprego e um
começam a ser incomportáveis para os pamento que a Câmara dispõe, o edil não cento em 2007 e 11 por cento em poder de compra dos mais bai-
municípios, e existem vários problemas duvida de que teria condições para as- 2008, o preço da água no conce- xos do País. Tal é o resultado da
que estão por resolver, nomeadamente a segurar directamente todo o sistema de lho de Vila do Conde voltou a su- concessão do serviço à empresa
separação das águas residuais das plu- abastecimento de água, quer em alta quer bir este ano 8,2 por cento. Indáqua, à qual a autarquia Vila-
viais», ambas cobradas à autarquia, afir- em baixa, à população do concelho. Por is- Assim, em apenas quatro anos, condense entregou o abasteci-
mou na reunião pública do executivo, re- so, acrescentou Domingos Torrão, «se a lei o preço do metro cúbico dispa- mento e saneamento por um pra-
alizada em 16 de Abril, no âmbito da dis- permitisse, sairia do sistema». rou 55,3 por cento, isto num con- zo de 40 anos.
MAIO 2009 jornal do STAL 11

Braga Contratação colectiva


Acções ganhas na Administração Pública
em Tribunal
O Tribunal Administrativo deu razão a um conjunto de
processos apoiados pela Direcção Regional de Braga Um direito
que a lei prevê
do STAL que visavam o reconhecimento de elementa-
res direitos dos trabalhados de diversas autarquias do
distrito.
A contagem de tempo de serviço antes do ingresso
do quadro era uma reclamação de um grupo de traba-
lhadores que a Câmara de Vila Verde não pretendia sa-
tisfazer. Entre Fevereiro e Março últimos, o órgão judicial Embora com graves sível se existir um Acordo Colectivo Manifestando o seu interesse de
deu razão a três acções interpostas pelo STAL em repre- limitações, a Lei 59/2008, de Carreiras Gerais, e as matérias a participar em todos os processos
sentação dos seus associados. A autarquia conformou- de 11/9, determina que é negociar estão dependentes das que negociais que possibilitem a melho-
se com a decisão em primeira instância e iniciou a sua possível a Contratação nesse instrumento forem definidas. ria dos direitos dos trabalhadores da
execução. Embora no RCTFP estejam previstas Administração Pública, a Frente Co-
Colectiva na Administração
Maior resistência ofereceu a Câmara de Celorico de matérias susceptíveis de negociação e mum contestou de imediato as con-
Basto que, depois de ter perdido uma acção sobre o pa- Pública. contratação colectiva com as estrutu- dicionantes importas pelo Governo,

S
gamento de ajudas custo no Tribunal Administrativo do egundo a referida lei, que de- ras sindicais representativas dos traba- não só no número de matérias a ne-
Porto, em Setembro de 2008, recorreu para o Tribunal fine o Regime de Contrato de lhadores, inaceitavelmente estas estão gociar como no próprio período de
Central Administrativo do Norte. Este confirmou a deci- Trabalho em Funções Públi- limitadas à regulação/organização de tempo em que o pretende fazer (entre
são anterior em Março passado, reconhecendo razão ao cas (RCTFP), este processo assenta horários de trabalho e à segurança, hi- 100 a 120 dias, isto é antes do final
trabalhador queixoso. na negociação de dois instrumentos giene e saúde no trabalho. da legislatura).
Também a CM de Guimarães considerou que devia re- fundamentais: O Acordo Colectivo de Numa clara acção de propaganda, Entretanto foi colocada à discus-
correr de uma decisão que a obrigava a remunerar um Carreiras Gerais (ACCG) e o Acordo o Governo convocou a Frente Co- são dos trabalhadores uma propos-
grupo de trabalhadores pelo trabalho prestado em dia de Colectivo de Entidade Empregadora mum para uma reunião, que se reali- ta do referido ACCG (disponível em
descanso semanal. Todavia, no início de Abril um acór- Pública (ACEEP). zou em 27 de Abril, anunciando a in- www.stal.pt), documento que a Fren-
dão confirmou a decisão em primeira instância. Os tra- No entanto, subvertendo aliás o que tenção de negociar, antes do final do te Comum conta aprovar em Plenário
balhadores serão ressarcidos. é norma na contratação colectiva por- seu mandato, um ACCG limitado às de Sindicatos, ainda durante o mês
tuguesa, o Acordo Colectivo de Enti- matérias referentes à organização do de Maio, para posterior apresentação
dade Empregadora Pública só é pos- tempo de trabalho. ao Governo.
Odivelas
Motoristas lutam
pela reclassificação
Uma chaga aberta
A autêntica «chaga» do empre-
Os motoristas de pesados da CM de Odivelas que go precário na Administração Pú-
há largos anos desempenham funções de motoris- blica parece não ter fim, seja pelo
tas de transportes colectivos, iniciaram a 17 de Abril, constante e abusivo recurso a estas
uma greve por tempo indeterminado às horas extraor- formas de contratação, designada-
dinárias, exigindo a sua reclassificação profissional. mente por parte das autarquias lo-
Apesar de possuírem as habilitações que a Lei de cais, seja pelos obstáculos levanta-
determina (carta de serviços públicos e licença emi- dos pela a própria legislação à re-
tida pelo IMTT para o transporte de crianças), os pe- gularização da situação destes tra-
didos de reclassificação como motoristas de trans- balhadores.
portes colectivos foram protelados por mais de três Dramática e imoral, esta é uma si-
anos. tuação que abrange muitos milha-
Entretanto, a entrada em vigor da Lei 12-A/2008, res de trabalhadores, que cumprem
que não contempla a antiga figura da reclassificação, funções de carácter permanente,
veio dar novo pretexto à autarquia para recusar a le- necessárias ao bom funcionamento
gítima reivindicação dos trabalhadores. Face ao ale- dos serviços, e que por isso deve-
gado desconhecimento das formas de resolução do riam fazer parte como trabalhado-
problema, o STAL apresentou uma proposta de solu- res efectivos dos respectivos mapas
ção. Porém, mais uma vez, a autarquia decidiu fazer de pessoal.
outro compasso de espera, solicitando parecer à As- Apesar de existirem normas que
sociação Nacional de Municípios. prevêem a abertura de procedi-
Constatando uma nítida má vontade dos respon- mento concursal para trabalhado-
sáveis autárquicos, tanto mais que a reclassifica- res com mais de três ou cinco anos Por proposta do STAL, a Frente Comum apresentou ao Governo uma
proposta de regularização extraordinária de trabalhadores em situação
ção representa um custo adicional para a Câmara de em situação irregular (art.º 14 da Lei precária
pouco mais de 130 euros mensais, os trabalhadores 12-A/2008), estas disposições são
caminharam para a luta. Entretanto, no primeiro fim- demasiado restritivas e em muitos tuações, a Frente Comum de Sindi- traordinária de trabalhadores em si-
de-semana de Maio, a autarquia violou a lei da gre- casos impraticáveis, uma vez que catos da Administração Pública, por tuação precária, que prevê a abertu-
ve, optando por contratar empresas de aluguer para implicam a abertura de um concurso proposta do STAL, apresentou ao ra de concursos internos limitados,
substituir os trabalhadores. Com esta atitude ilegal, público e consulta à Bolsa de Em- secretário de Estado da Administra- aos quais sejam candidatos exclu-
a autarquia gastou em dois dias cinco vezes mais do prego Público. ção Pública e ao secretário de Esta- sivos os trabalhadores que compro-
que gastaria por mês se satisfizesse a legítima recla- No sentido de propiciar a urgente do Adjunto da Administração Local vadamente desempenhem funções
mação dos motoristas. resolução e regularização destas si- uma proposta de regularização ex- em situação precária.
12 jornal do STAL MAIO 2009

Quadros técnicos e científicos SM de Aveiro

Dignificar carreiras
Trabalhadores
contra
O STAL promoveu dois seminários
regionais de quadros técnicos e científicos privatização
que juntaram profissionais de todo o País
sob o lema «Pela dignificação da carreira». Os trabalhadores dos mente renovada graças
Serviços Municipaliza- aos investimentos públi-
dos de Aveiro (SMA), en- cos já realizados.

N
os dois encon- sempre caracterizou as tregaram, do dia 16 de Por outro lado, o do-
tros foram deba- suas funções. Abril, um abaixo-assi- c u m e n t o re c o rd a q u e
tidos os proble- Assinalando a cres- nado ao presidente da os SMA «asseguram há
mas específicos no âm- cente necessidade nas Câmara, condenando a mais de 60 anos o abas-
bito do novo quadro le- autarquias de trabalha- intenção do executivo tecimento de água potá-
gislativo que destruiu o dores especializados e camarário de privatizar vel à população aveiren-
estatuto dos trabalha- qualificados, que decor- aquele sector. se, revelam uma situa-
dores da Administração re em grande parte do O texto lançado pe - ção financeira estável e
Pública, o vínculo pú- alargamento das atri- l o S TA L f o i s u b s c r i t o prestam um serviço pú-
blico e o regime de car- buições e competências O Encontro em Beja abrangeu igualmente quadros por 154 trabalhadores blico de grande quali-
reiras. municipais, os encontros técnicos de Évora, Portalegre Faro e Setúbal de um total de 197, de- dade».
Os participantes consi- assinalaram igualmente monstrando a oposição Para os trabalhado-
deraram que a chamada as tentativas de acentu- Estado está obrigado a e Setúbal. Dois dias de- da maioria esmagadora res e o seu sindicato, a
«reforma da Administra- ar o desmantelamento e garantir. pois, em 29 de Abril, de- do pessoal dos SMA à concretização do projec-
ção Pública» veio agravar esvaziamento de servi- Em Beja, o encontro te- correu no Porto um en- privatização. O abaixo- to de privatização sig-
a descaracterização e su- ços públicos, transferin- ve lugar em 27 de Abril, contro similar que abran- assinado acusa o pre- nificaria o fim dos SMA
balternização profissional do as suas funções pa- juntando quadros técni- geu as regiões sindicais sidente da edilidade de e a submissão da água
destes trabalhadores, di- ra sectores privados que cos e científicos das re- de Aveiro, Braga, Bra- pretender «desrespon- à lógica do lucro, com
luindo a autonomia jurí- não asseguram as fina- giões sindicais de Beja, gança, Porto, Viana do sabilizar-se de uma das graves prejuízos para os
dica e técnica que desde lidades sociais a que os Évora, Faro, Portalegre Castelo e Vila real. principais funções para utentes e para os traba-
que foi eleito», «na ân- lhadores, entregando a

13 anos de salários devidos a trabalhadora


sia arrecadar alguns mi- interesses privados um
lhões de euros no ime- património de todos os

CM da Nazaré ignora sentença


diato». aveirenses. O abaixo-
Os s ubs c r it o re s nã o assinado entregue pe-
encontram «nenhuma ra- la Direcção Regional de
zão social» que justifique Aveiro do STAL chama
Um ano já passou desde que O STAL, que representou a fun- tras funções com uma categoria infe- a operação, nem que es- a atenção para os «re-
o Tribunal Central Administrativo cionária, admite penhorar o carro da rior, de fiel de mercados e feiras. Mais ta seja «economicamen- sultados negativos das
Norte deu razão a uma trabalha- presidência e intentar uma acção por tarde, após a anulação daquela deci- te vantajosa para os in- experiências nacionais
dora da CM da Nazaré que foi ile- desobediência contra o presidente da são pelo Tribunal, o presidente deci- teresses do município», e internacionais em tor-
galmente colocada pelo presidente autarquia, Jorge Barroso. diu sumariamente erradicá-la do local uma vez que os Serviços no da pr iv a t iz a ç ã o da
em licença sem vencimento de lon- A trabalhadora, Maria Salada Sil- de trabalho, impondo-lhe férias sem têm uma rede completa- água».
ga duração. vério, de 65 anos, recorda que logo a vencimento de longa duração.
A autarquia foi condenada a pa- seguir às eleições de 1993 foi vítima Com a ajuda do STAL, a trabalha-
gar em Abril de 2008, o recurso que
apresentou foi indeferido e o acórdão
de retaliação pelo novo presidente
eleito, Jorge Barroso (PSD), por ser
dora recorreu ao tribunal, iniciando
um processo em 1996. Foi preciso
JF de Benfica
transitou em julgado em Julho desse
ano. Todavia, até hoje, os montantes Autarca expulsa
apoiante do seu adversário político e
anterior edil, Luís Monterroso (PS).
esperar 12 anos para lhe ser reconhe-
cida a razão, mas a justiça continua

dirigente
relativos a 13 anos de salários ainda Sem qualquer fundamento legal, a por aplicar com total impunidade do
não foram pagos. trabalhadora foi reconvertida para ou- condenado.

Comissões CM de Loures recua do STAL Uma dirigente da Direcção Regional de Lisboa do

tomam posse A CM de Loures fez uma


tentativa de limitar o direito
de férias dos trabalhadores
de 50 por cento no mês de
Agosto.
Face à denúncia das co-
STAL foi expulsa, no dia 2 de Fevereiro, pelo presi-
dente da Junta de Benfica, que assim impediu deli-
beradamente o exercício da actividade sindical.
As comissões sindicais das empresas mu- do Departamento de Obras, missões sindicais do STAL, A sindicalista, que apenas contactava trabalha-
nicipais Educa, HPEM e dos SMAS de Sin- emitindo um despacho ilegal que apelaram aos traba- dores e distribuía informação do Sindicato, face à
tra tomaram posse no dia 22 de Abril, na em 5 de Janeiro. lhadores para rejeitarem tal actuação do autarca ainda tentou dialogar, mas pe-
sequência dos processos eleitorais realiza- A ordem determinava que despacho ilegal, a autar- rante a sua intransigência viu-se forçada a chamar
dos recentemente com vista ao reforço e re- o trabalhadores abrangi- quia foi obrigada a recuar e a PSP que tomou conta da ocorrência.
novação da estrutura do STAL, no concelho dos não poderiam gozar anulou a ordem. Certamen- O STAL, que apresentou queixa contra o presi-
sintrense. No mesmo dia, tomaram ainda férias durante o mês de te a contragosto, já que, dente da junta de Benfica, repudia a sua actuação
posse os delegados sindicais na EMES e no Setembro e que, nos me- em época de eleições, o arrogante e ilegal e reafirma que continuará a inter-
Sintra Quórum. As novas estruturas são in- ses de Maio, Junho e Ju- ideal seria ter à sua inteira vir em todos os locais de trabalho, de acordo com
tegradas por trabalhadores eleitos pela pri- lho teria de ser garantida a disposição os trabalhado- o direito garantido na Constituição da República
meira vez e incluem um número considerá- presença de 70 por cento res do departamento para Portuguesa e restante legislação.
vel de mulheres. dos efectivos, bem como as obras de «última hora».
MAIO 2009 jornal do STAL 13

Conversas desconversadas
✓ Adventino Amaro

A tragédia dos inocentes


A
vida até que não andava a correr nada mal ao cento dos seus efectivos, ficando apenas a laborar do. «Os tempos estão difíceis e eu estou a passar por
Inocêncio Sarapião até há bem pouco tempo com 100 trabalhadores. grandes dificuldades», disse-lhe ele.
atrás. Tinha o seu empregozito certo, um sa- Claro que os primeiros a irem à vida foram os con- O Sarapião agradeceu comovido a magnanimidade
lário razoável que lhe ia dando para comer, vestir e testatários. Os que faziam exigências, os que defen- do seu patrão, senhorio, amigo e protector. – «É de
pagar a renda da barraca que o senhor Trigoso, seu diam os seus direitos, os que protestavam nas ruas, muitos homens assim que este País precisa» – pen-
patrão, lhe fizera o favor de arrendar mesmo à porta os que faziam greve. sava ele sempre que tinha tempo para isso, normal-
da fábrica onde trabalhava, enfim, estava até a ten- O Inocêncio, como paga pela sua canina dedica- mente à hora do almoço, enquanto ia trincando os
tar amealhar uns cobres para comprar um carrito em ção, não foi despedido. É verdade que o patrão lhe jaquinzinhos que a sua Maria lhe mandava num sa-
segunda ou terceira mão, para poder mais conforta- aumentou a renda da barraca e o informou de que, co de plástico do mini-preço lá do bairro onde mo-
velmente dar uma fugida à praia pelo menos uma vez nos próximos anos, não haveria aumento de ordena- ravam.
durante as férias e ir à terra visitar a família Há um mês atrás, quando chegou à fá-
uma vez ao ano. E também, evidentemen- brica pelas oito da matina, pronto para
te, para subir mais um degrau na hierar- contribuir com o seu melhor esforço pa-
quia social lá da fábrica, onde só o patrão ra a recuperação económica do seu amo,
e os capatazes, e estes nem todos, se po- encontrou-a fechada.
diam orgulhar de ter automóvel. Alguns dos seus companheiros de tra-
O Inocêncio a nada mais aspirava. Sa- balho já haviam tentado contacto com o
bia ter nascido pobre e pobre haveria de patrão, mas ninguém sabia dele. Diziam
ser toda a vida, porque os desígnios de então, entre dentes, que o Sr. Trigoso se
Deus todo-poderoso ninguém tem o direi- tinha pirado, deixando-os abandonados
to de contestar. à sua sorte. O Inocêncio abespinhou-se
E era por isso que o nosso pobre Sa- com tanta falta de consideração por um
rapião se indignava sempre que os seus homem tão generoso. Que não, ele deve
companheiros de trabalho reivindicavam ter adoecido, ou alguém da família, sabe-
melhor salário, mais e melhor segurança se lá. E tratou de procurar saber, ele pró-
no trabalho, um horário compatível e ou- prio, o que se terá passado, não fosse o
tros direitos de que ele, Inocêncio, nem senhor precisar da sua ajuda.
sequer percebia o alcance. E faziam exi- O que conseguiu apurar junto dos vizi-
gências ao seu patrão e senhorio benfei- nhos do seu ex-patrão foi que ele e toda a
tor, e iam a manifestações de protesto e sua família tinham viajado para o estran-
participavam em greves, deixando o nos- geiro, não se sabia bem para que país.
so amigo revoltado com tanta ingratidão - «Coitado, eu bem que tinha razão. Foi
para com aquele que lhes assegurava o doença grave de alguém, não há dúvi-
pão de cada dia. da. Se eu pudesse ajudá-lo, sei lá, dando
E depois ele sabia, porque o senhor Tri- sangue, doando um ou dois rins, qualquer
goso o informava, que havia uma camba- coisa que fosse necessário, por ele eu fa-
da de malandros que vivia do subsídio de ria tudo… porque ele tudo merece.»
desemprego ou do rendimento mínimo Nos dias que se seguiram o Sarapião
garantido. O que eles não queriam era tra- ainda tentou saber notícias mas foi per-
balhar, porque trabalho não faltava. E ele dendo a esperança porque ninguém mais
bem o sabia, bastava olhar para a fábrica soube do senhor Trigoso. Um dia, na se-
do seu benemérito patrão. mana passada, quando chegou à barraca,
Até que, aqui há uns meses, o senhor barraca já não havia. Os terrenos onde ela
Trigoso começou a verificar que os seus se encontrava tinham sido vendidos e o
lucros estavam a minguar. Habituado a vi- seu novo proprietário precisava deles lim-
ver à tripa forra e não admitindo que a coi- pos para construir um prédio. Que tives-
sa se alterasse, logo magicou a forma de se paciência, mas o tempo urgia. Os seus
reduzir despesas e começou a fazer con- tarecos amontoados a um canto, mais a
tas. Primeiro de cabeça, depois no com- sua Maria a guardá-los numa choradeira
putador Magalhães, que lhe fora ofereci- pegada e o Sarapião atónito a olhar pa-
do pelo primeiro-ministro numa visita que ra tudo aquilo sem perceber bem o que
este fez à fábrica para que as televisões se passava.
mostrassem ao País um exemplo glorioso - «Se o meu patrão cá estivesse nin-
do empreendedorismo privado na evolu- guém se atreveria a fazer-me isto» – mur-
ção do país. murava ele aturdido. – «Homens bons co-
Sem qualquer tipo de originalidade, a mo ele há poucos cá na terra. Como vou
conclusão a que chegou foi a de que a agora viver sem a sua protecção?»
única forma de resolver o (seu) problema E pronto. Fico por aqui. Deixemos o
era a de despedir trabalhadores. Inocêncio em paz, porque ele nunca irá
Conclusão tirada, medidas tomadas. A entender a selva em que transformaram o
fábrica reduziu o seu pessoal em 50 por mundo em que o pariram.
14 jornal do STAL MAIO 2009

Vantagens do associado
Acidente
Fazer campismo
N.º 92
MAIO 2009

de trabalho
Publicação
de informação

em férias
sindical do STAL

vitima Propriedade
STAL – Sindicato

trabalhador
Nacional dos
Estar perto da natureza, da Mil Fontes. As reduções sobre electrónica do sindicato www. Trabalhadores
praia ou do campo, desfrutar a tabela de preços são de 20 stal.pt. da Administração
de um ambiente descontraí- por cento em Julho e Agosto, Para obter mais informações Local
do e informal sem ter de gas- 40 por cento em Junho e Se- ou efectuar reservas, os asso-
tar fortunas em alojamento são tembro e 50 por cento no res- ciados podem contactar direc-
Director:
razões que levam muitas famí- to do ano. tamente os parques de campis- Santos Braz
lias a optar pelo campismo pa- Também o Parque Munici- mo através dos telefones 283
ra passar férias. pal de Campismo da Ortiga, no 890 100 (SITAVA); 283 996 409
Os associados do STAL concelho de Mação (Santarém), (Novaférias/Campiférias); e 241 Coordenação
adeptos desta modalidade be- oferece reduções de 50 por 573 464 (Parque Municipal da e redacção:
José Manuel Marques
neficiam ainda de descontos cento durante todo o ano. Ortiga).
e Carlos Nabais
suplementares nos parques As taxas cobradas pelos di- Lembramos os associados
de campismo do SITAVA e da versos serviços estão dispo- que podem requerer ou reno-
Novaférias/Campiférias, situ- níveis junto das direcções re- var a carta de campista junto Conselho
ados ambos em Vila Nova de gionais do STAL e na página da Sede Nacional do STAL. Editorial:
Rogério Manuel Machado dos Santos, Adventino Amaro

Ginásio com descontos


António Augusto
de 36 anos, sócio n.º 69500, foi vítima de António Marques
um acidente de trabalho, no passado dia Jorge Fael
4 de Maio, ao serviço da Câmara Munici- José Torres
pal das Lajes do Pico, Açores. Um protocolo en- Deste modo, ficarão isen- No Viva Mais Health Club, Miguel Vidigal
Rogério, que exercia funções na recolha t r e o S TA L e a P a t r i s e r tos de inscrição em ambos em Porto Mós, é igualmen- Victor Nogueira
de resíduos sólidos, deslocava-se com dois proporciona aos associa- os ginásios. No Leirigym po- te exigido um seguro de 12
colegas para o aterro sanitário para descar- dos do STAL descontos e derão aceder a todas as mo- euros por ano, podendo os Colaboradores:
ga do camião, quando um violento acidente outros benefícios no ginásio dalidades com livre-trânsito associados aceder à seguin- Adventino Amaro
de viação lhe fez perder a vida. Leirigym em Leiria e no Viva Mais em todos os horários. A fre- te tabela de preços: Piscina, António Marques
Tendo ingressado em 1989 como con- Health Club, em Porto Mós. quência implica a subscrição mensalidade de 28 euros com Jorge Fael,
tratado na Câmara Municipal das Lajes Para acederem às condi- de um seguro anual no va- livre-trânsito; Piscina, Sauna e José Alberto Lourenço
José Torres
do Pico, Rogério dos Santos tinha actu- ções estabelecidas, os as- lor de 12 euros, podendo ser Spa, (34 euros); Ginásio com
Manuel Gameiro
almente a categoria de Assistente Ope- sociados e seus familiares efectuados contratos de 12 livre-trânsito (28 euros); Giná- Rodolfo Correia
racional. devem solicitar junto daque- meses (mensalidade de 30 sio, Sauna e Spa (34 euros), Victor Nogueira
À família enlutada, aos colegas e ami- la entidade um cartão STAL, euros), de seis meses (men- Ginásio e piscina (35 euros);
gos, o Jornal do STAL expressa sentidas que será concedido mediante salidade de 35 euros) e três Ginásio, piscina, Sauna e Spa
condolências. identificação como membro meses (mensalidade de 40 (40 euros). Aqui todos os con- Grafismo:
Jorge Caria
do Sindicato. euros). tratos são de seis meses.

Palavras cruzadas
Redacção
e Administração:
R. D. Luís I n.º 20 F
Horizontais: 1. Descarga eléc- Verticais: 1. Sobras; algarismo; 2. Melhora a ge- tiga aliança dos partidos da direita declarada. 6. 1249-126 Lisboa
Tel: 21 09 584 00
trica entre duas nuvens; nem ração de animais cruzando-os com animais de raça Conjunto dos pêlos que nascem no rosto do ho-
Fax: 21 09 584 69
sempre o bife é de vaca, às vezes pura; não mencionar. 3. Torna impoluta; arma bran- mem; criar parra. 7. A tua pessoa; alegram-se. Email:
também é dele; tronco de videira. ca de lâmina larga; 4. Cumprimento abrasileirado; 8. Incólume; vagabundava. 9. Terceira vogal no jornal@stal.pt.
2. Pequena capela em lugar ermo; lugar aprazível no deserto em que vivemos; dois plural; nome feminino da nova vaga; sétima no- Site Internet:
trepadeiras lenhosas tropicais. 3. em numeração romana. 5. Oferece; oferecidos; an- ta musical. 10. Aqui; campo coberto de plantas www.stal.pt
Senhora (abr.); habilidades; se- forraginosas; batráquio. 11. Pequena baía; en-
nhores (abr.). 4. Ferramenta indis- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 xutas. 12. Revista de tropas; tapada. 13. Limpar Composição:
pensável para jogar bilhar; auto- o nariz se mucosidades; aguçar.
1 pré&press
carro; transeunte que anda a pé. Charneca de Baixo
5. Encurralada; leviana. 6. Planta 2 Armazém L
2710-449
umbelífera usada como tempero 3 Ral - SINTRA
culinário; está espalhado pelas
estradas para nos caçar a multa. 4
7. Nome feminino; existência. 8. 5 Impressão:
Laço apertado; a voz mais agu-
Parada; vedada. 13. Assoar; amolar.
6
Lisgráfica
da de cantor; ande. 9. A unidade,
irina; si. 10. Ca; prado; ra. 11. Enseada; secas. 12.
R. Consiglieri
7 Pedroso, nº90,
Barba; aparrar. 7. Tu; riem. 8. Ilesa; vadiava. 9. Is;
no feminino; saliente; preposição
2730-053 Barcarena
Imacula; adaga. 4. Oi; oásis; II. 5. Da; dados; ad. 6.
designativa de falta. 10. Género 8 Verticais: 1. Restas; numero. 2. Arraca; omitir. 3.
de plantas santaláceas; monarca;
cada uma das partes distintas e 9 armas; cal. 12. Rígida; virada. 13. Orai; rua; asar. Tiragem:
articuladas que terminam os pés 10 va. 9. Uma; saída; sem. 10. Mida; rei; dedo. 11. Eta; 57 000 exemplares
e mãos do ser humano. 11. Letra Distribuição gratuita
11
rada. 6. Salsa; radar. 7. Aida; vida. 8. No; soprano;
grega; instrumentos de ataque ou 3. Sra; artes; srs. 4. Taco; bus; peão. 5. Acuada; ai- aos sócios
defesa; óxido de cálcio. 12. Hirta; 12 Horizontais: 1. Raio; boi; cepa. 2. Ermida; lianas.
invertida. 13. Rezai; via; guarne-
13 Depósito legal
cer de asas.
SOLUÇÕES:
Nº 43‑080/91
MAIO 2009 jornal do STAL 15

ESTEIROS
Um livro, um autor
crita nos anos 40 e foi o único publi-
cado durante a curta vida do seu au-
tor. Para além de Esteiros, Soeiro Pe-
✓ António Marques reira Gomes escreveu ainda Engrena-
gem, dedicada aos trabalhadores sem
Uma palavra de amor, trabalho, escrito durante os anos de

de Soeiro Pereira Gomes


mas também um clandestinidade e publicado em 1951,
grito de indignação depois da sua morte, e ainda Con-
tos Vermelhos, Última Carta e Refúgio
de alguém que, Perdido, obras póstumas.
sendo portador de Foi um homem de convicções inaba-
esperança, entendia láveis e por isso sofreu as agruras do
que a miséria e o fascismo. Em Alhandra, era
humanismo se podem Gomes o retratou neste romance, cuja visitado pelos grandes vultos
revelar através da poética. acção nos prende e nos desperta para culturais da época e fez um
a realidade da exploração dos operá- círculo de amigos onde figura-
rios fabris, nos comunica o roubo da vam nomes como Alves Redol,

E
m 14 de Abril de 1909 nasci em meninice e da infância dos pequenos A primeira Álvaro Cunhal, Dias Lourenço.
Gestaçô, freguesia do concelho trabalhadores engolidos por uma vida Aderiu ao Partido Comunista
edição
de Baião, Joaquim Soeiro Perei- de miséria. ainda nos anos 30 integrando
de Esteiros,
ra Gomes, filho de pequenos agricul- Soeiro Pereira Gomes tem o condão a célula da empresa e o comi-
em 1941, foi
tores. Numa terra de cultura celta, ani- de criar ambientes de atmosfera ra- té local de Alhandra. Pelas su-
nhada no sopé de um monte, esprei- ra, onde a dor e o sofrimento dão as enriquecida as qualidades e competências,
tando o Marão lá longe, cresceu com mãos à alegria e à esperança, na linha com participou com êxito no traba-
os garotos do seu tempo e foi calde- directa do naturalismo francês de Zo- ilustrações lho clandestino de acção cultu-
ando a sua infância num ambiente ru- la, dos russos Gladkov e Górki e, por de Álvaro ral levado a efeito pelo partido
ral onde a natureza em todo o seu es- que não, de Jorge Amado. Cunhal em todo o Ribatejo, cuja orga-
plendor impõe a sua força telúrica. Esteiros mostra-nos as classes so- nização regional viria a dirigir,
Na Escola Agrícola de Bencanta, ciais bem caracterizadas, as suas re- como membro do Comité Cen-
junto a Coimbra e a dois passos do rio acções económicas, a violência da tral eleito no IV Congresso. Te-
Mondego, fez-se homem e estudou as acção, a miséria para muitos, a abas- ve um papel muito importante
ciências da Agricultura tendo embar- tança para uns poucos. O mundo é na reorganização do Partido na
cado para Angola com o curso de Re- composto de interacções mas o ho- década de 40. Participou acti-
gente Agrícola. Mas a experiência em mem é quem produz, por isso a boca vamente na famosa greve de 8
terras africanas foi de pouca dura, um de um dos miúdos revela-nos a quem e 9 de Maio de 1944, momen-
ano depois fixa-se em Alhandra e vai pertencem os bens, simbolizados nos to grande da luta operária em
trabalhar para os escritórios da Fábri- tijolos, «dono é a gente que os faze- Portugal. Participou na forma-
ca de Cimentos do Tejo. mos». ção e organização do MUNAF
Nas margens do grande rio, Alhan- Sempre junto da classe mais desfa- e do MUD.
dra de origem árabe, vila de pescado- vorecida, contra a arbitrariedade e o Em 1945 Soeiro Pereira Go-
res e camponeses até ao princípio do esmagar das pequenas e médias em- mes entra na clandestinida-
século XX, industrializa-se e é o terre- presas pelo capitalismo, caracteriza- de para não mais regressar.
no propício para a afirmação do jovem do na grande fábrica, cega e desuma- Aí viveu com o estoicismo e
escritor, permitindo-lhe formar a sua na, Esteiros, onde nos confrontamos o sofrimento dos homens que
visão neo-realista e começar a publi- com uma verdadeira dialéctica, é um nada temem e tudo desafiam.
car os seus textos desde 1939 no se- livro escrito também pelas gentes de Perdeu tudo menos a dignida-
manário O Diabo. Alhandra, pelos operários, pela espe- que parecem homens e nunca foram de, a coragem e a esperança em dias
É importante recordar que o neo-re- rança colectiva, pelo pulsar da vida. meninos.» melhores. Viveu em moinhos erguidos
alismo português foi em primeiro lugar Aliás o Gineto, que nunca fora crian- pelos montes ou em casas recatadas
uma forma de literatura de verdadeira Farol do amanhã ça, seria na realidade o famoso Bap- como em Salir do Porto, Caldas da
resistência ao regime fascista, guiada tista Pereira, mais tarde excelente na- Rainha, onde, em fins de 1947, Álvaro
pela visão marxista da história e do fu- Para muitos de nós, então jovens dador, que percorreu o Tejo e os seus Cunhal, antes da partida para a União
turo, caldeada na luta de classes. estudantes, foi um farol que nos mos- 35 quilómetros de Alhandra até Lisboa Soviética, o foi encontrar já minado pe-
trou o caminho de um amanhã percor- em cinco horas, foi o grande campeão la doença que lhe atacou os pulmões.
Um livro obrigatório rido por gente que luta, que se opõe, que bateu o recorde do estreito de Gi- Cunhal quis despedir-se do amigo e
que recusa o lugar comum, que traba- braltar e do Canal da Mancha e su- camarada que nunca mais reviu.
Em 1941 publica Esteiros, com ilus- lha e que vencerá por força da sua so- plantou o desafio da longa distância Nem a mulher, Manuela Câncio
tração de Álvaro Cunhal com quem lidariedade e persistência. na Europa, com 26 horas de natação Reis, jovem compositora inserida nos
teve uma intensa cumplicidade cul- Esteiros é também o mundo do Gi- em que percorreu mais de 166 quiló- meios do teatro amador, sabia do seu
tural e política. Obra maior dedicada neto ou do Gaitinhas, meninos que metros. Este Gineto dos esteiros terá paradeiro. Mas isso não impediu a
«aos filhos dos homens que nunca das fendas do Tejo – esses pequenos nascido para o desporto na piscina PIDE de invadir a modesta casa de
foram meninos», livro obrigatório nas canais que, por se chamarem esteiros, que Soeiro Pereira Gomes ajudou a Alhandra, levando pela calada da noi-
estantes dos portugueses, fonte on- deram o nome ao romance – colhiam construir nas suas actividades de di- te aquela frágil e doente mulher para
de foram beber gerações de homens a argila que transformavam em telhas namização social e cultural para os fi- um hospital prisão.
e mulheres. e tijolos, numa actividade cuja violên- lhos dos operários, onde se incluíam Soeiro Pereira Gomes, trabalhador
Neste romance assistimos ao de- cia ultrapassava as raias do imaginá- aulas de ginástica, bibliotecas e inter- dos Cimentos Tejo, propriedade das
senrolar de um cordão de vida repre- vel e fazia a vida do dia a dia daquelas venções em colectividades e associa- poderosas famílias Sommer Cham-
sentada por um povo explorado, onde crianças sofridas do Telhal Grande. ções de todo o tipo. palimaud, foi enorme exemplo de luta
corre um grupo de crianças que rejei- A obra termina com um grito de es- pela liberdade e de empenho em defe-
tam a moral bafienta da época e res- perança no futuro, quando os miúdos Escritor militante sa dos direitos dos trabalhadores, das
pondem à violência da sociedade com partem em busca do pai: «E quando populações em geral e sobretudo dos
um abraço de solidariedade. o encontrar, virá então dar liberda- Esteiros, um dos meus livros prefe- fracos e desprotegidos. Soeiro Pereira
Poucos autores abordaram o capi- de ao Gineto e mandar para a esco- ridos, é justamente considerado como Gomes é sem duvida o maior exemplo
talismo industrial como Soeiro Pereira la aquela malta dos telhais – moços porventura a melhor obra literária es- do Escritor Militante.
16 jornal do STAL MAIO 2009

Organização do tempo de trabalho

Directiva derrotada
Em vésperas do 1.º de Maio, chegaram ao
fim sem qualquer acordo as negociações
Resumo da luta entre o Conselho e o Parlamento Europeu
24 de Janeiro – Centenas de pessoas parti- sobre a retrógrada proposta de directiva
cipam em Lisboa numa concentração de so- sobre o tempo de trabalho, aprovada em
lidariedade com o povo palestiniano.
Junho de 2008 pelos governos da UE, com
31 de Janeiro – O STAL promove em Bra- a abstenção envergonhada do executivo
gança um Encontro Regional de Bombeiros.
português.
6 de Março – Os trabalhadores da HPEM

A
– Sintra Higiene Pública – desconvocam a pesar de o Parlamen- rodeputada deu conta das
greve de uma semana após a administração to Europeu ter recu- pressões do Conselho e da
desbloquear as negociações sobre a tabela
salarial de 2008. sado, em 17 de De- «abertura» manifestada pela
zembro, o aumento da jor- maioria do Parlamento Euro-
Numa audição com representantes de vários sindicatos
8 Março – Comemora-se em todo o País o nada média de trabalho pa- peu, onde se incluem os de- portugueses, a eurodeputada do PCP, Ilda Figueiredo, alertou
Dia Internacional da Mulher.
ra as 65 horas, continuava putados do PS, PSD e CDS/ para os perigos da revisão da directiva do trabalho
13 de Março – Mais de 200 mil trabalhadores a existir o perigo de as par- PP, para ceder em alguns as-
participam no grandioso protesto em Lisboa tes poderem chegar a acor- pectos. troca queriam o fim das der- Efectivamente, ao longo de
convocado pela CGTP-IN. do no Comité de Concilia- Na verdade, para além da rogações à actual legislação, todo este processo, apenas o
21 de Março – O STAL assina com a Asso- ção, onde as negociações eliminação do actual limite que possibilitam a vários pa- Grupo da Esquerda Unitária
ciação de Bombeiros Voluntários de Vila de se prolongaram entre Fe- máximo semanal de 48 ho- íses, caso do Reino Unido e Europeia, no qual a deputada
Rei, Distrito de Castelo Branco o primeiro vereiro e o passado dia 28 ras, o Conselho pretendia da generalidade dos novos Ilda Figueiredo se integra, foi
Acordo de Empresa no sector.
de Abril. igualmente introduzir o con- estados-membros do Les- intransigente na defesa dos di-
22 de Março – Assinala-se o Dia Mundial Neste período era vital que ceito de «tempo inactivo» de te europeu, ultrapassarem reitos laborais, tendo proposto,
da Água. os sindicatos dos diferentes trabalho para assim poder o limite semanal de trabalho logo em Dezembro, a rejeição
países da Europa não afrou- descontar pausas no tempo mediante acordo individual total do projecto do Conselho.
25 de Março – O STAL conclui um protocolo
de Acordo de Empresa com a Associação de xassem a sua vigilância, co- de permanência, contrarian- entre o trabalhador e o em- Esta posição de rejeição
Bombeiros da Covilhã. mo alertou a eurodeputa- do as decisões do Tribunal pregador. total, que foi reclamada pela
da do PCP, Ilda Figueiredo, Europeu que consideram as Porém, a luta dos traba- CGTP, não foi seguida pelos
28 de Março – Uma manifestação de jo-
vens em Lisboa, promovida pela Interjovem/ numa audição realizada dia pausas como tempo de tra- lhadores e a proximidade restantes grupos parlamen-
CGTP-IN, assinala o Dia Internacional da Ju- 16 de Fevereiro, em Lisboa, balho, devendo ser pagas das eleições, bem como tares, incluindo os deputados
ventude. na qual participaram repre- por inteiro. as posições ultra-radicais do PS, PSD e CDS/PP, que
sentantes de vários sindi- Os socialistas e conserva- de alguns governos lidera- aceitaram «negociar» con-
6, 7 e 8 de Abril – O STAL promove a entrega
aos governos civis de documento reivindica- catos, designadamente do dores admitiam que o regi- dos pelo Reino Unido, que quistas históricas dos traba-
tivo dos bombeiros profissionais. STAL, através de José Ma- me de permanência tivesse n ã o a b d i c a r a m d a s d e r- lhadores. O processo fracas-
nuel Marques, membro da uma parte do tempo calcu- rogações, inviabilizaram sou, mas são de prever no-
8 de Abril – A Cimeira da Frente Comum
aprova o documento de princípios para a Comissão Executiva da DN. lada de modo diverso, com um acordo que seria sem- vos ataques na próxima le-
proposta de Acordo Geral de Carreiras. Enquanto membro do Co- correspondente desvalori- pre desfavorável aos traba- gislatura. É preciso continuar
mité de Conciliação, a eu- zação da remuneração. Em lhadores. vigilante.
18 de Abril – As organizações que integram a
Campanha da Água reúnem-se em Lisboa.
Cartoon de: Miguel Seixas

25 Abril – Comemora-se em todo o País o


35.º aniversário da Revolução de Abril.

27 de Abril – Realiza-se em Beja um Encon-


tro Regional de Quadros Técnicos e Científi-
cos da Administração Local, sob o lema «Pe-
la dignificação da carreira», com a participa-
ção das regiões sindicais de Setúbal, Évora,
Beja, Portalegre e Faro

29 de Abril – Tem lugar no Porto novo Encon-


tro Regional de Quadros Técnicos e Científi-
cos da Administração Local.

30 de Abril – Realiza-se no Porto um Encon-


tro de Fiscais da Administração Local.

1.º de Maio – A CGTP-IN comemora em todo


o País o Dia Internacional do Trabalhador.

6 de Maio – O STAL promove em Lisboa uma


reunião nacional de Polícias Municipais.

7 de Maio – Realiza-se na sede nacional do


STAL um Encontro Nacional da Carreira Sub-
sistente de Encarregado de Brigada de Ser-
viços de Limpeza.

12 de Maio – O STAL entrega ao Governo


Regional dos Açores um abaixo-assinado em
que exige a aplicação à Administração Local
da legislação regional que adapta o regime
de carreiras, vínculos e remunerações.

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