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A Revista de quem deseja pregar com excelência a Palavra de Deus | Edição Especial

A Revista de quem deseja pregar com excelência a Palavra de Deus

| Edição Especial Missionária | Ano III - Nº 1 - Março de 2013

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Carta ao leitor Pregar é a essência de missões

Boas-vindas

O lugar do púlpito no testemunho

Capa Testemunhe às nações

Entrevista Pr. Marcos Grava - PEM: uma tática para anunciar o Evangelho às nações

Família Os filhos cresceram. E agora?

Homilética

– Testemunhe pelo poder do Espírito

– Indo com tudo para pregar às nações

Vocação missionária

– Dons, vocação e missão

– É preciso compaixão

Igreja Igrejas conectadas com a Missão

Recursos Sermões temáticos | Missões no púlpito

– Conheça os pilares da CAMPANHA 2013

– Testemunhe às nações pelo poder do Espírito

– O Espírito Santo é quem chama os missionários (Atos 13.1-3)

– A missão de obedecer

– Púlpito jovem

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Março de 2013

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Pregação & Pregadores

Oração Oração é compromisso

Reflexão Um convite a testemunhar

Comunicação

O poder da comunicação para

testemunhar às nações

Estante Pregar é expor

Igrejas voluntárias

A força do trabalho voluntário nos campos

Apelo

Atos 1.8, o poder do Espírito Santo

e a nossa missão na Terra

1.8, o poder do Espírito Santo e a nossa missão na Terra ISSN 2236-7624 Revista editada

ISSN 2236-7624

Revista editada pela

a nossa missão na Terra ISSN 2236-7624 Revista editada pela Rua Senador Furtado, 56 Praça da

Rua Senador Furtado, 56 Praça da Bandeira - 20270-020 Rio de Janeiro -RJ – Brasil

Presidente Estêvam Fernandes de Oliveira

Diretor Executivo Augusto Carvalho Rodrigues

Editor

Lécio Dornas

Redatores desta edição Ailton de Faria Eliana Moura Marcia Pinheiro Willy Rangel

Projeto Gráfico GSW l www.gsw.net.br

Diagramação e Capa Equipe JMM

Colaboradores desta edição Dr. Humberto Chagas Jaci Madsen Pr. Dinê Lota Pr. Dr D. B. Riker Pr. Falcão Sobrinho Pr. João Marcos Barreto Soares Pr. José Antônio Corrêa Pr. Lécio Dornas Pr. Marcos Peres Pr. Marcos Stier Calixto Pr. Jarbas Ferreira da Silva

Tiragem 12.500 exemplares Proibida a venda desta edição especial

Pregação&Pregadores Edição Especial Missionária é uma publicação da OPBB em parceria com a Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira. As matérias assinadas são de responsabilidade de seus autores, não representando necessariamente a posição dos editores. Reprodução permitida mediante citação da fonte.

Publicidade JMM e OPBB

Assinaturas e Vendas contato@pregacaoepregadores.com.br

www.pregacaoepregadores.com.br

www.opbb.org.br

carta ao leitor

carta ao leitor Pregar é a essência de missões “…e como ouvirão se não há quem

Pregar é a essência de missões

“…e como ouvirão se não há quem pregue?” (Romanos 10.14)

Como enteder a obra missionária dissociando-a

da pregação?

Como interpretar a realidade missiológica e

os desafios para a evangelização do mundo, espe-

cialmente em um tempo quando somos chama-

dos a testemunhar pelo poder do Espírito Santo,

sem considerarmos o lugar da pregação neste tes-

temunho?

Assim é que, na condição de servo de todos

os pastores batistas do Brasil, exercendo a função

de Presidente da Ordem dos Pastores Batistas do

Brasil, eleito agora em janeiro na belíssima cida-

de de Aracaju/SE, junto-me, nesta edição da nossa

Revista Pregação & Pregadores, à Missões

Mundiais e, com isso, à nossa meta de pregar o

Evangelho de Jesus Cristo até os confins da Terra.

Minha oração é para que esta edição especial

missionária seja uma grande benção na vida de

pastores e pregadores de todas as partes do Brasil.

Desta forma, a OPBB segue de mãos dadas com

a obra missionária, compromisso de todos nós.

Um forte abraço!

Estêvam Fernandes de Oliveira Presidente da OPBB Pastor da PIB de João Pessoa/PB

Pregação & Pregadores

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Março de 2013

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boas-vindas

boas-vindas O lugar do púlpito no testemunho Alguém já disse que a igreja evangélica brasilei -

O lugar do púlpito no testemunho

Alguém já disse que a igreja evangélica brasilei- ra é “pulpitocêntrica”. Exageros e extremismos à parte, não há como negar a importância do púlpito na prática cristã contemporânea. A palavra do pas- tor, enunciada do púlpito, tem acolhimento certo por parte dos membros da igreja. Todos sabem que, se tal coisa está sendo dita do púlpito, merece a atenção e o carinho daqueles que a recebem. O púlpito anuncia a Palavra que liberta. Chamamos isso em Teologia de função kerigmá- tica: A proclamação do Evangelho é a principal função da pregação. Como um arauto dos tempos modernos, o pregador anuncia o amor e a graça de Deus, através da pregação. Por isso ela deve ser bíblica, expositiva, contundente e anunciada com unção e autoridade espiritual. A pregação do ver- dadeiro Evangelho é o testemunho que acontece do púlpito. O púlpito também discipula e edifica os salvos. Uma vez alcançado pelo “kérigma”, a pes- soa é tomada por desejo enorme de crescer no conhecimento do Senhor Jesus. Também nasce em seu coração a convicção de que precisa ope- racionalizar mudanças em todas as áreas de sua vida. Então volta a sua atenção para a mensagem

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Março de 2013

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Pregação & Pregadores

que o pastor prega. É nesta mensagem que ela encontra o alimento e a direção para a sua vida; observando os princípios pregados, ela vai se as- semelhando a Cristo, dia a dia; vai tornando-se discípula do Senhor. O púlpito ainda convoca discípulos para o campo. Ouvindo a palavra alicerçada na Bíblia e anunciada com autoridade profética, o discípulo tende a ser incomodado com a missão evangeliza- dora e, logo, entenderá que, quer no exercício de sua profissão, quer na dedicação de sua vida exclu- sivamente à causa do Evangelho, o fato é que ele precisa permitir que Deus molde nele um missio- nário a levar a Sua Palavra aos de perto e aos de longe. Uma testemunha em ação, portanto. Nesta edição, mais uma vez Pregação & Pre- gadores dá as mãos a Missões Mundiais, para abençoar os pregadores do Brasil na tarefa de ge- rar convertidos, discípulos e missionários. Com certeza sua vida será muito abençoada com o con- teúdo desta edição. Boa leitura!

Lécio Dornas

Editor

capa TesTemUNHe Às NAÇões Pr. João Marcos B. Soares A missão de evangelizar foi a
capa TesTemUNHe Às NAÇões Pr. João Marcos B. Soares A missão de evangelizar foi a

capa

capa TesTemUNHe Às NAÇões Pr. João Marcos B. Soares A missão de evangelizar foi a última
capa TesTemUNHe Às NAÇões Pr. João Marcos B. Soares A missão de evangelizar foi a última
capa TesTemUNHe Às NAÇões Pr. João Marcos B. Soares A missão de evangelizar foi a última
capa TesTemUNHe Às NAÇões Pr. João Marcos B. Soares A missão de evangelizar foi a última
capa TesTemUNHe Às NAÇões Pr. João Marcos B. Soares A missão de evangelizar foi a última
capa TesTemUNHe Às NAÇões Pr. João Marcos B. Soares A missão de evangelizar foi a última
capa TesTemUNHe Às NAÇões Pr. João Marcos B. Soares A missão de evangelizar foi a última

TesTemUNHe

capa TesTemUNHe Às NAÇões Pr. João Marcos B. Soares A missão de evangelizar foi a última

Às NAÇões

capa TesTemUNHe Às NAÇões Pr. João Marcos B. Soares A missão de evangelizar foi a última
capa TesTemUNHe Às NAÇões Pr. João Marcos B. Soares A missão de evangelizar foi a última
Pr. João Marcos B. Soares A missão de evangelizar foi a última ordem do Senhor
Pr. João Marcos B. Soares
A
missão de evangelizar foi a
última ordem do Senhor Jesus
para a igreja, como registrado
em Atos 1.8. O mandamento de
Cristo é claro e foi preservado
por Lucas, que manteve as quatro
palavras-chave desta ordenança.
A
Campanha Missionária 2013
também manteve em seu
tema essas quatro palavras
que, reordenadas, formam
“Testemunhe às nações pelo
poder do espírito”.
Pregação & Pregadores
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formam “Testemunhe às nações pelo poder do espírito”. Pregação & Pregadores | Março de 2013 5
V ários são os termos usados no Novo Testamento para se referir aos cris -

V ários são os termos usados no Novo Testamento para se referir aos cris- tãos, e cada um tem seu valor e sen- tido. No entanto, a palavra que mais

define nossa identidade é testemunha, pois a ação de tes- temunhar implica em algo que você viu, ouviu ou expe- rimentou. Testemunhar envolve nossa vida. Como pastores, precisamos confrontar cada crente

a refletir sobre o cumprimento da Grande Comissão, uma responsabilidade de todos que decidiram seguir a Cristo, e não apenas de pastores e missionários. O que esta Campanha propõe é que todos sejam crentes essen- ciais, comprometidos com o testemunho da Verdade. Quando eu testemunho pelo poder do Espírito, estou falando da minha vida. Testemunhar também significa praticar, sustentar, defender, difundir nossa fé em Jesus. Nós somos teste- munhas do poder, do amor e da graça de Deus. Se não testemunharmos, o propósito de vivermos uma vida transformada pelo Espírito Santo não se cumprirá. O mundo inteiro precisa conhecer nosso testemu- nho. No entanto, nossa meta não deve ser meramen- te geográfica ou estatística, mas sim humana. A JMM

é uma agência missionária, e nosso alvo é levar a men-

sagem do Evangelho de Cristo até os confins da terra. No entanto, se por um lado nossa atitude e nosso de- sejo nos movem a ir e anunciar o Evangelho, sabemos que o Espírito Santo é quem nos capacita. Testemunhar às nações pelo poder do Espírito é um convite a sermos dependentes do Senhor, pois tudo depende Dele para acontecer. O Senhor precisa estar à frente.

O mundo inteiro precisa conhecer nosso testemunho. No entanto, nossa meta não deve ser meramente geográfica ou estatística, mas sim humana.”

Além disso, o poder do Espírito já nos foi dado. É o poder do Espírito Santo de Deus que age em nós, moldando nosso temperamento, nossa personalidade e nossos valores para interagirem em uma extraordiná- ria mistura que faz nascer o vocacionado, a testemunha

de Deus. Portanto, somos vocacionados para testemu- nharmos o Evangelho de Jesus Cristo.

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Pregação & Pregadores

Cristo. 6 Março de 2013 | Pregação & Pregadores “ Cada crente é um missionário e

Cada crente é um missionário e tem a missão de testemunhar pelo poder do Espírito que já nos foi dado, mas Missões é

o jeito como você cumpre a missão. Como crentes, nós podemos ir

a alguns lugares, porém como

testemunhas, cada crente vai, ao mesmo tempo, a todos os cantos do mundo. E podemos ir não apenas fisicamente, mas também com nossas orações e envio de sustento.”

Cada crente é um missionário e tem a missão de teste- munhar pelo poder do Espírito que já nos foi dado, mas Missões é o jeito como você cumpre a missão. Como cren- tes, nós podemos ir a alguns lugares, porém como teste- munhas, cada crente vai, ao mesmo tempo, a todos os can- tos do mundo. E podemos ir não apenas fisicamente, mas também com nossas orações e envio de sustento. Somos testemunhas quando anunciamos a salvação e também quando compartilhamos nossa vocação, quan- do servimos a Deus através do cuidado com o próximo, quando ofertamos e sustentamos os que são chamados para testemunhar nos pontos mais remotos do planeta. O nosso testemunho precisa alcançar todo coração em todo canto do mundo. Precisamos cumprir a missão que nos foi confiada. Quero convidar você, pastor, a se envolver ainda mais com a evangelização dos povos não alcançados. Conecte sua igreja com a missão. Estimule os membros de sua igreja a amarem e orarem por pes- soas carentes de paz e salvação em Cristo, mesmo que jamais venham a conhecê-las pessoalmente. Convido o irmão a ler, conhecer e utilizar o interes- sante material enviado por Missões Mundiais à sua igre- ja no início deste ano, ou acessar o conteúdo da Campa- nha 2013 em www.jmm.org.br/campanha2013. Vamos,

todos, testemunhar às nações pelo poder do Espírito!

Vamos, todos, testemunhar às nações pelo poder do Espírito! Pr. João marcos Barreto soares Diretor Executivo
Vamos, todos, testemunhar às nações pelo poder do Espírito! Pr. João marcos Barreto soares Diretor Executivo

Pr. João marcos Barreto soares

Diretor Executivo JMM

entrevista

Pem:

uma tática para anunciar o evangelho às nações

Coordenador do Programa

esportivo missionário (Pem)

da Junta de missões mundiais

há 9 anos, o Pr. marcos Grava

conta como missionários

têm usado o esporte para

testemunhar de Cristo,

principalmente em países

mais resistentes

ao evangelho.

Pregação & Pregadores

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P or que usar o esporte para anunciar o Evangelho? Pr. marcos Grava – Poderíamos
P or que usar o esporte para anunciar o Evangelho? Pr. marcos Grava – Poderíamos

P

or que usar o esporte para anunciar o Evangelho?

Pr. marcos Grava – Poderíamos enumerar di- versas razões já que o esporte é interpretado como um fenômeno sociocultural mundial. Considerado ainda uma linguagem universal, o esporte tem a ca- pacidade de atrair multidões para dentro dos estádios, ou mesmo diante de um telão. Praticado desde os pri- mórdios, fez parte também da história de culturas bí- blicas como a egípcia, babilônica, grega e romana. O esporte, inclusive, fez parte da história do apóstolo Paulo durante suas viagens missionárias. Em Atos 18.1-3 podemos ver Paulo chegando a Corinto e apro- veitando a presença de um evento esportivo naquela cidade para anunciar o Evangelho a judeus e gentios. Por isso é fácil perceber em suas epístolas a presen- ça de diversas analogias esportivas, fruto de sua ex- traordinária capacidade de contextualização e identi- ficação missionária, em seu esforço para edificar os membros das igrejas que plantava como os filipenses, gálatas, coríntios, bem como seu discípulo Timóteo. Por tudo isso o esporte apresenta duas características fundamentais que justificam seu uso como uma ferra- menta de evangelização: potencial atrativo e capacida- de de transmissão de princípios bíblicos.

Como coordenador do PEM desde 2004, como o senhor tem orientado os missionários do programa a levarem Cristo às nações?

mG – Através do PEM a JMM prepara e envia mis- sionários que utilizam o esporte aos campos transcul-

turais, especialmente aqueles mais resistentes à presen-

ça

de pessoas comprometidas com o Reino de Deus.

O

PEM também atua na mobilização e envio de cara-

vanas de missionários voluntários para países sedes de grandes eventos esportivos. A JMM já esteve presente nas Copas do Mundo da Alemanha (2006) e África do Sul (2010), nos Jogos Olímpicos de Pequim (2008) e de Londres (2012), e nos Jogos Pan-Americanos do Rio (2007) e de Guadalajara (2011). Graças a essas experiência, criamos um projeto para

os

próximos grandes eventos esportivos. As ações de-

verão ter uma mensagem transformadora, e não apenas proclamadora. Assim sendo, o PEM também está pla- nejando parcerias e ações criativas com foco na Copa das Confederações (2013) e na Copa do Mundo (2014). Todos poderão se engajar, orando e testemunhando pelo poder do Espírito Santo, também antes e durante

esses eventos.

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Pregação & Pregadores

O PEM também conta com o apoio de vários atletas e ex-atletas profissionais. Fale um
O PEM também conta com o apoio de vários atletas e ex-atletas profissionais. Fale um

O PEM também conta com o apoio de vários atletas e ex-atletas profissionais. Fale um pouco sobre esta parceria com os Atletas de Cristo.

mG – Além de enviar missionários efetivos para re- sidirem em países fechados, e grupos de voluntários para diversas partes do mundo, o PEM conta ainda com uma preciosa parceria com o ministério Atletas de Cristo. Desta parceria surgiu uma equipe de futebol missionária formada por jogadores e ex-jogadores pro- fissionais, alguns deles com participação pela Seleção Brasileira em Copas do Mundo, e que tem viajado des- de 2008 impactando povos de diversos países da Áfri- ca, Ásia, América do Sul e Oceania.

Há muitas experiências marcantes nessas viagens que usam o esporte para testemunhar às nações?

mG – Existem várias. A mais recente foi em agosto de 2012. Na ocasião, nossa equipe de futebol missioná- ria viajou para a maior nação muçulmana do planeta: a Indonésia. Aguardávamos a confirmação da viagem e a autorização para a realização do jogo em um dos prin- cipais estádios do país. A situação era muito tensa, os

organizadores temiam que governo local negasse o pe- dido de realização da partida.Graças a oração do povo de Deus em favor desta viagem, chegamos à Indonésia e jogamos contra a seleção nacional. Vencemos a par- tida por 2x1 e ainda testemunhamos antes e durante o jogo, coisa inédita na história da igreja daquele país asi- ático. Mais uma vez o Senhor foi glorificado.

Como o PEM tem ajudado a levar esperança ao mundo?

mG – Além de manter missionários efetivos para atuar em outros países, o PEM também envia voluntá- rios a países atingidos por catástrofes naturais através do Tour of Hope, também conhecido como Caravana da Esperança. Esses voluntários levam uma mensagem de fé e amor e oferecem às comunidades serviços de ajuda humanitária. Normalmente os grupos de voluntários são formados por Atletas de Cristo que fazem jogos de exibição e fa- lam sobre suas experiências com Cristo. Profissionais da área de saúde e capelães normalmente também integram a equipe, apoiando comunidades atingidas por catástrofes. Foi assim após o terremoto no Haiti (2010) e o tsu- nami no Japão (2011), quando voluntários do Tour of

Hope colaboraram na reconstrução desses países.

Hope colaboraram na reconstrução desses países.

Pregação & Pregadores

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família

Os filHOs CresCerAm.

e AGOrA?

O “vento” desviando as flechas

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Pregação & Pregadores

“Como flechas

na mão do

guerreiro,

assim são os

 

filhos

(Salmos 127.4)

Pr. Marcos Stier Calixto

O texto acima é pre- cioso porque tra- -duz a realidade das implicações na criação e for-

-mação dos filhos que um dia “são lançados para vida”. O autor libanês Gibran Khalil Gibran, expressa em tom poético essa verdade do cresci- mento dos filhos escrevendo – “Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são ar- remessados como flechas vivas. O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe” 1 . Meu foco nessa meditação é mais a questão do caminho tortuoso que as fle- chas (filhos) às vezes tomam, mesmo que os pais a direcionem para o alvo cer- to. A pergunta que fazemos é: Quais são os ventos que tem soprado para desviar as flechas do alvo sonhado pelos pais? Hoje temos a chamada geração dos jovens Millenials (também conhecida como geração Y). Apesar de se identificarem como felizes 2 e estarem, por exemplo, preocupados com o emprego no mundo, mais do que a própria fome, eles se compor- tam como “presenteístas, onde o prazer determina as realizações, são impacientes, autônomos, ansiosos e imprevisíveis. Isso tem traduzido o pensamento de uma geração inteira. Outro dado que responde nossa primeira pergunta são os dados da SaferNet 3 que afirma que 87% das crianças e jovens apontam não ter restrições de uso da internet e 80% usam redes sociais. Também relatam que mais de metade das crianças já teve acesso a conteúdo impróprio na web. Imagine a influencia disso na formação deles e que pode desviá- -los do alvo? Outro dado alarman- te é que 4 , 73% dos Millennials dizem

formação deles e que pode desviá - -los do alvo? Outro dado alarman - te é

que o acesso à Internet muda a for- ma deles pensarem sobre o mundo. Imaginemos a influência que estão recebendo. A questão é a realidade que está diante deles e que os atraem. Nossa preocupação como arqueiros é essa influência na formação de nos- sos filhos que agora cresceram. Ely- se Fitzpatrick foi muito feliz quando intitulou seu livro – “Quando filhos bons fazem decisões ruins” 5 , pois é exatamente isso que está acontecen- do em muitos lares cristãos. Alguns arqueiros já se sentem impotentes frente aos desafios que as nossas “flechas” têm enfrentado até chegar ao alvo. Atitudes precisam ser tomadas de forma preventiva e curativa. Sobre o primeiro aspecto, humanamente falando, os pais pre- cisam saber que na área da informá- tica, existem softwares para que eles acompanhem o que o filho vê – são chamados de Parental Control. Tam- bém existe aquilo que a própria Mi- crosoft oferece, chamada de Proteção para Família (Windows Live). Ainda de modo preventivo, tenho prega- do sobre NOVOS TEMPOS, mas preservando os mesmos princípios e valores. Acredito mais do que nunca que os pais (arqueiros) precisam rea- valiar seus conceitos morais e éticos, seus conceitos de vida a partir das Escrituras, para retomar ou continu- ar a ensinar os filhos “o caminho que devem andar” 6 . Num segundo momento presen- ciamos já um quadro que invoca a cura. Pais que estão vendo seus fi- lhos crescendo e saindo do rumo, trazendo a eles desespero e descon- solo. Nesse sentido, tenho enfatiza- do a retomada e o exercício da au- toridade espiritual que temos como pais de clamar em nome de Jesus o

 

poder libertador, salvador e restau- rador de Deus. Pais, dobrando seus joelhos e cla- mando a misericórdia do Senhor sob o prisma das promessas. Certamente no exercício dessa autoridade espiri- tual verão o coração dos seus filhos sendo convertidos não só a Deus, para na comunhão com eles mes- mos 7 , que ao vermos nossos filhos crescerem, saibamos disso tudo, mas acima de tudo tenhamos a certeza de que primados pelo temor do Senhor, na nossa vida como arqueiros e na vida deles como flechas, veremos os sonhos de Deus se realizando nas suas vidas. E, esses “ventos” que tentam impedir o cumprimento dos sonhos de Deus para eles serão eli- minados, na suficiência da Graça e

do Poder de Deus. Amém.

do Poder de Deus. Amém.
na suficiência da Graça e do Poder de Deus. Amém.   Pr. marcos stier Calixto Autor
 

Pr. marcos stier Calixto

Autor dos livros 40 dias Orando com a Família e 40 dias Profetizando com a Família - editados pela A.D.Santos Ltda.

 

1.

Gibran Khalil Gibran. O PROFETA. Editora

Lumensana, tradução: Mansour Challita . Rio de Janeiro, 1975

 

2.

http://www.diariodejacarei.com.br/?action=w

ww&subaction=blog&title=geracao-y-ganha-o-

primeiro-retrato-genuinamente-mundial-por-meio-

de-pesquisa-da-viacom&idBlog=1&idArtigo=338

3.

Nota: A SaferNet -Brasil é uma associação civil

de direito privado, com atuação nacional, sem fins lucrativos ou econômicos, sem vinculação político partidária, religiosa ou racial. Fundada em 20 de dezembro de 2005 por um grupo de cientistas da computação, professores, pesquisadores e bacharéis em Direito, a organização surgiu para materializar ações concebidas ao longo de 2004 e 2005, quando os fundadores desenvolveram pesquisas e projetos sociais voltados para o combate à pornografia infantil na Internet brasileira.

4. Site item 3

5. Fitzpatrick, Eylse. QUANDO FILHOS BONS

FAZEM ESCOLHAS RUINS. 1ª. Edição . Rio de Janeiro, CPAD, 2007.

 

6. Pv.22.6

7. Malaquias 4.6a

Pregação & Pregadores

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homilética

TesTemUNHe

pelo poder do Espírito

Pr Falcão Sobrinho

“respondeu-lhes:

A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas que o Pai reservou à sua própria autoridade. mas recebereis poder ao descer sobre vós o espírito santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e samaria, e até os confins da terra.” (Atos 1.7 e 8)

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Pregação & Pregadores

A

conjunção “mas”, com que Lucas inicia o parágrafo contido no versí- culo 8, állà, no grego, é alternati- va, ou seja, põe em contraste o que

ficou dito antes com o que vai ser dito a seguir. Os discípulos de Jesus não devem estar preocupados com os tempos e as épocas que pertencem à autoridade exclusiva do Pai, mas devem ocupar-se em pregar o Evangelho com poder, com o fim específico da salvação de todos os pecadores de todas as nações, lín- guas e culturas da terra para que o reino, não de Israel, como equivocadamente pensavam os apóstolos, mas o reino de Deus seja estabelecido na terra. Quanto tempo os cristãos têm perdido ao longo da história especulando sobre a data da volta de Jesus, tempo que deveria ser empregado na proclamação do Evangelho da graça de Jesus. E não somente sobre da- tas e épocas tem sido desperdiçado muito tempo, mas sobre questões irrelevantes, muitas vezes dentro do res- trito interesse da igreja institucional.

Os discípulos querem saber aquilo que está reser- vado à autoridade jurídica - exousía - do Pai, mas Jesus quer que eles recebam o poder - dynamis - que trans- cende os tempos e as épocas, para que possam realizar o propósito do Pai revelado na grande comissão. Não será pela competência nem pela tecnologia humana, mas pelo poder do Espírito Santo, exclusivamente, que pessoas de todo o mundo poderão ser alcançadas e transformadas em novas criaturas. Um missionário engenheiro projetará e construirá boas casas para o povo, no entanto somente no poder do Espírito Santo poderá ajudar os pecadores a encontrarem a casa do Pai na eternidade. A palavra “testemunha”, na nossa linguagem, indica alguém que conta o que viu. No entender de Jesus, pelo texto em foco, testemunha não é alguém que apenas conta o que viu, mas que conta o que vive. Os fatos presenciados pelos apóstolos, a morte e a ressurreição de Jesus, passaram a fazer parte de suas vidas pela pre- sença do Espírito Santo neles a partir do Pentecostes.

Testemunha não é alguém que apenas conta o que viu, mas que conta o que vive.”

Eles não eram apenas testemunhas oculares dos fatos referentes a Jesus. Esses fatos eram partes da vida que eles agora viviam. Nota-se, finalmente, que a promessa de revestimento do poder do Espírito Santo que des- ceria do alto, não era apenas para os apóstolos, e sim para toda a igreja. No dia de Pentecostes, 120 crentes estavam reunidos e TODOS foram cheios do Espírito Santo. A promessa de revestimento do poder do alto para testemunhar com poder não se dirige apenas aos pastores, evangelistas e missionários, mas a todos os crentes. Se a promessa fosse apenas para os apóstolos, o Evangelho jamais chegaria até os confins da Terra. Pro- vavelmente, não sairia de Jerusalém. Você é um salvo por Jesus? Testemunhar pelo poder do Espírito Santo

é com você!

é com você!
Testemunhar pelo poder do Espírito Santo é com você! Pr falcão sobrinho Pastor emérito da Convenção

Pr falcão sobrinho

Pastor emérito da Convenção Batista Brasileira

e da PIB de Irajá – Rio de Janeiro/RJ

Pregação & Pregadores

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homilética

indo com tudo para P reGA r às NAÇ ões

O missionário Humberto Chagas ainda estava no segundo ano do curso de medicina da Unirio, quando recebeu seu chamado para testemunhar às nações.

Dr. Humberto Chagas

A

O missionário Humberto Chagas ainda estava no segundo ano do curso de medicina na Unirio. Era um domingo à noite e ele pregava

em sua igreja, no subúrbio do Rio de Janeiro. Após o apelo, várias pessoas aceitaram a Je- sus. Festa no céu e em nossa igreja. Em meio aos tapi- nhas nas costas e parabéns pela mensagem, uma piedo- sa irmã me chamou para uma conversa rápida ainda no santuário. Ela começou com uma pergunta bem objeti- va: “Você tem amor pelas almas perdidas?” De pronto respondi: “Sim, claro”. Ela continuou com outra per- gunta: “Você viu como Deus usou a sua vida hoje para salvar essas pessoas?” Dei um outro “sim”, já meio des- confiado, pensando onde ela queria chegar com aquelas perguntas. Então, veio a sentença final. Ela disse: “Meu irmão, larga tudo agora e vai para o seminário se prepa- rar. Você tem um chamado de Deus.”. Confesso que quase caí pra trás, pois não era uma desconhecida, era alguém por quem eu tinha admira- ção. Ela tinha aquele jeitão de profetiza. Fui para casa com aquela sensação gostosa de dever cumprido e percepção do agir de Deus naquela noite,

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Pregação & Pregadores

gostosa de dever cumprido e percepção do agir de Deus naquela noite, 1 4 Março de

Desde o dia 11 de abril de 2005 sirvo a Deus com a minha esposa, Elisangela Chagas (cirurgiã-dentista), no Senegal, país africano de predominância islâmica. A medicina e a odontologia são nossas bocas na proclamação do Evangelho de Cristo.”

mas também com aquele frio na barriga por causa da palavra daquela senhora. Naquela época, já tinha aprendido a falar com Deus

a tratá-lo como meu pai, meu amigo. E assim fiz: “Se- nhor, não estou entendendo nada. Demorei tanto para

e

conseguir esta vaga na faculdade

E o Senhor me disse

que a medicina seria um instrumento na proclamação do Evangelho Aquela noite foi muito difícil. Durante a semana Deus usou um amigo pastor para ministrar ao meu co- ração. Entendi que ainda era o tempo de estudar medi- cina e, ao invés de largar tudo, deveria me preparar mais

para ir com tudo para o campo missionário. Desde o dia 11 de abril de 2005 sirvo a Deus com

a

minha esposa, Elisangela Chagas (cirurgiã-dentista),

no Senegal, país africano de predominância islâmica. A medicina e a odontologia são nossas bocas na procla-

mação do Evangelho de Cristo. Minha família é o meu primeiro campo missioná- rio. É com Elisangela e nossos filhos Jonathas, Dé- bora e Priscila que pratico, ou melhor, tento praticar tudo o que prego. Afinal, se não conseguisse viver em casa os valores do Reino de Deus, não seria apto para fazê-lo em nenhum outro lugar, ainda que tives- se dons e talentos. Precisamos transmitir valores para a nova geração. Este é o grande desafio para nossas casas, igrejas e

Este é o grande desafio para nossas casas, igrejas e campos missionários. Mais que palavras, devemos

campos missionários. Mais que palavras, devemos vi- ver como modelos de vida cristã. Imagine o que seria dos meus filhos, se descobrissem que um dia o Espírito Santo me convocou para ir ao Senegal, e eu não obede- ci. Em qual culto doméstico eu poderia ensinar sobre obediência? Se não tivermos vida pra mostrar, a boca não fará diferença. Paulo diz para sermos seus imitadores, assim como ele era de Cristo. Ele estava se colocando como modelo em Cristo. Pode até parecer arrogância dizer para olha- rem pra nós. No entanto, se o mundo não puder olhar pra nós, pra quem olhará? Quando Pedro e João foram ao templo e encontra- ram aquele aleijado, o que disseram? “Olhe para nós!” Pedro era perfeito? João era perfeito? Com que autori- dade disseram para olhar para eles? Isto foi arrogância? Não! Foi simplesmente consciência do que receberam de Jesus. Pedro disse: “Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho isto te dou: em nome de Jesus de Nazaré, levanta-te e anda”. O que Pedro, João, Paulo e tantos outros tinham, nós também temos: “Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo, e serme-eis testemunhas tanto em Jerusalém,

Judeia e Samaria até os confins da terra” (Atos 1.8).

Judeia e Samaria até os confins da terra ” (Atos 1.8). Dr. Humberto Chagas Ortopedista e
Dr. Humberto Chagas Ortopedista e missionário de Missões Mundiais no Senegal Pregação & Pregadores |
Dr. Humberto Chagas
Ortopedista e missionário
de Missões Mundiais no Senegal
Pregação & Pregadores
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vocação missionária

DONS, VOCAÇÃO E MISSÃO

vocação missionária DONS, VOCAÇÃO E MISSÃO 1 6 Março de 2013 | Pregação & Pregadores Deus

16

Março de 2013

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Pregação & Pregadores

Deus escolhe homens e mulheres para servi-lo de todas as formas possíveis. Quando isso ocorre, ele os capacita em todos os níveis, tanto psíquicos, quanto emocionais, motores ou espirituais. Dons concedem ao agraciado capacitações e habilidades para cumprir sua função existencial e sua vocação como filho de Deus. Dons fornecem identidade e sentido à vida. eles se tornam o que a pessoa é, e para o que ela existe. Dons são, portanto, potenciais conferidos e postos na personalidade humana visando fins proveitosos, fins que construam a vida em todas as suas dimensões.

Pr. Jarbas Ferreira da Silva

A vocação está intrinsicamente ligada aos dons, pois os mesmos, interiori- zados na essência do ser, impulsio- nam a pessoa a ser e fazer o que é

nessa sua essência. O dom se torna

a paixão em viver e realizar algo para si, para o próxi- mo e, acima de tudo, para Deus. Os dons acabam por

se tornar a razão de viver e a missão particular de cada

um num tempo, lugar e ministério específico. À missão caberá o uso exercício desses dons, no propósito parti- cular de Deus para cada filho seu. Refletindo sobre a missão e os dons, convém dei- xar claro que, num sentido lato, todo crente tem uma missão, a qual é a sua vocação, que por sua vez é cons- truída em cima do dom(s) que recebeu graciosa e sobe-

ranamente de Deus. Dons naturais dão sentido à vida,

e podem se transformar em vocação para a existência

nesta Terra e para o reino de Deus. Contudo, a mis- são de cada cristão, missiologicamente falando, deve ser

descoberta no chamado carismático de cada um. E este chamado-vocação no corpo de Cristo precisa ser reve-

lado, identificado no exercício da fé no dia a dia. Em outras palavras, o dom determinado por Deus define a vocação e a missão de cada crente. Devemos entender que, porque os dons denotam

o que cada um é, eles, como marcas do Espírito no cristão, encharcam sua personalidade de autoestima sadia, energia e paixão em viver para servir a Deus.

O dom traz identidade, paixão e propósito para exis-

tência. Todo crente recebe dons de Deus e, portanto,

num sentido geral, todo crente é um missionário, pois existe para cumprir uma função singular na obra de Deus, a partir da igreja local, a qual funciona de forma sadia quando o corpo de Cristo, com todos os seus membros e seus dons, está operando poderosamen-

te (1Co 12.12-26). Percebemos no Novo Testamento

que há pessoas-dons, as quais são vocacionadas para projetos pioneiros de Deus no tempo, espaço e grupo humano por ele escolhido (Ef 4.7-16). Dons assim po- dem ser tanto internos, para o âmbito interior do cor- po de Cristo, como externos, para levar o evangelho e expandir o domínio de Deus em novos grupos huma- nos e regiões do mundo. Missionários transculturais podem ser pioneiros (implantação de igrejas/tradução das Escrituras) ou podem ser repartidores de graças necessárias para o desenvolvimento da igreja, e mesmo

das Escrituras) ou podem ser repartidores de graças necessárias para o desenvolvimento da igreja, e mesmo

saber o que fazer não significa automaticamente fazer o que se sabe.”

dos dons pessoais dos irmãos nacionais (Paulo indo a Roma, conforme Rm 1.11-12). O exercício dos dons, sem o amor, ainda que produza resultados externos, não glorificará a Cristo automatica- mente, e menos ainda acrescentará galardão e honra nos céus a quem o fizer. Os dons não são um fim em si mes- mos, mas meios, instrumentos para fins santos e divinos. Os dons são dados para servirmos a outros, dentro e fora da igreja. Tanto os dons de falar como os de servir (1Pe 4.10-11). Uma igreja que entende isso terá uma missão sintonizada com a missão de Deus, na qual todos são in- timados a ser missionários, operários eficazes segundo seus carismas, na construção do reino de Deus. Por fim, a missão de cada um deve seguir a direção do Espírito Santo. Ter os dons, saber a vocação-chamado pes- soal e viver a experiência comprovada destes fatores não podem prescindir da orientação e do poder do Espírito ao longo do ministério e da missão. Saber o que fazer não significa automaticamente fazer o que se sabe, sempre, em todo lugar, da mesma forma, com as mesmas pessoas, num caminhar programado. Temos de estar abertos a novas di- reções do Espírito na vida e na missão, em que estraté- gias, tempo, lugar e povo podem mudar de forma drástica. Diante disso, precisamos ter ouvidos e olhos para discernir a vontade soberana de Deus. Os dons que recebemos não são senhores da nossa missão, mas é Deus quem deve ter o direito e a liberdade de decidir onde, como e a quem deve-

mos servir, para a construção do seu reino.

a quem deve - mos servir, para a construção do seu reino. Pr. Jarbas ferreira da
a quem deve - mos servir, para a construção do seu reino. Pr. Jarbas ferreira da

Pr. Jarbas ferreira da silva

Bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica Batista de São Paulo, Mestre em Ensino e Comunicação Transcultural pelo Wheaton College -EUA, Doutor em Ministério / Liderança Eclesiástica pela Faculdade de Teologia Sul-Americana FTSA. Membro da IB da Água Branca, em São Paulo

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vocação missionária

É PreCisO COmPAixãO

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Março de 2013

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Pregação & Pregadores

“Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque

estavam aflitas e exaustas, como ovelhas que não têm pastor.

então disse a seus discípulos: Na verdade, a seara é grande,

mas os trabalhadores são poucos. rogai, pois, ao senhor da seara

que mande trabalhadores para a sua seara.” (Mateus 9.36-38)

Pr Dr D. B. Riker

A s multidões segui- am Jesus pelos mais diversos mo-

tivos: milagres, ali- mento, sinais, ensino e outros. Con- tudo, Cristo via necessidades maio- res no coração daquelas pessoas: ce- gueira espiritual, escravidão ao peca- do e a consequente perdição, tanto presente quanto futura. Em outras palavras, embora houvesse grande precisão por ajuda externa (cura, ins- trução, etc.), havia também necessi- dades espirituais que somente Deus podia enxergar (perdão, libertação, etc.). Duas palavras descrevem a si- tuação geral das massas: “aflição” e “exaustão”. Ao dizer que as mul- tidões estavam “aflitas” (eskylmenoi), o evangelista comunica a ideia de “perturbação” ou “agonia”. O ou- tro termo, “exaustas” (errimmenoi), significa basicamente “ser jogado para baixo” ou “estar prostrado”, e, consequentemente, “vulnerável”. Se combinarmos as duas ideias, tería- mos uma paráfrase do tipo: o povo estava “em agonia e necessidade de socorro”. Diante deste triste quadro, Jesus é movido por “compaixão”. Este sentimento é notado em vários momentos da vida de Cristo (Mateus 14.13-14; Marcos 8.1-3). Nosso Deus

Este sentimento é notado em vários momentos da vida de Cristo (Mateus 14.13-14; Marcos 8.1-3). Nosso

é amor e, portanto, a reação de Jesus é simplesmente a expressão deste amor. E nós, cristãos, como estamos reagindo diante do infeliz quadro de perdição mundo afora? Temos tido compaixão? A situação da aldeia global é tristíssima! Mais da metade

da população mundial jaz sob as tre-

vas das falsas religiões. O budismo ensina, entre outras mentiras, que

nossas almas renascem inúmeras vezes até que atinjam o nirvana. O islamismo avança a passos largos pregando, entre outras falácias, um “deus” que galardoa aos fiéis com

muitas virgens no paraíso celestial.

O hinduísmo possui cerca de 330

mil divindades e um sistema de cas- tas no qual os “intocáveis” residem

na periferia das vilas, segregados do

resto da população, e reduzidos a um

modus vivendi paupérrimo e sem pos- sibilidades de escala social. Além das falsas crenças arrastarem multidões

ao

inferno por vir, a situação geral

do

globo é pouco animadora para a

vida presente: índices alarmantes de

Aids, fome e guerras na África; pros- tituição infantil em altos níveis na Tailândia e Camboja; elevadas taxas

de suicídio no Leste Europeu; inani-

ção de mais da metade da população

no Congo, Eritreia, Burundi e Haiti;

tráfico humano e de drogas espalha- dos por toda a terra. Qual a reação do Mestre ao ver o povo “em agonia e necessidade de socorro”? Em primeiro lugar, Cristo manda que seus discípulos orem ao Pai para que levante obreiros a fim de aliviar aquela situação. Nós devemos fazer de igual maneira! Em segundo lugar, Jesus envia aqueles a quem Ele havia mandado orar; ou seja, os que oram são parte da resposta das

A situação da aldeia global é tristíssima! Mais da metade da população mundial jaz sob as trevas das falsas religiões.”

orações (Mateus 10.1-42). Da mesma forma, nós somos a réplica das ora- ções ao Pai pela salvação do mundo perdido. Movidos por compaixão, precisamos engajar nossos corpos e bens na missão comandada e confia-

da a cada um de nós!

e bens na missão comandada e confia - da a cada um de nós! Pr Dr
e bens na missão comandada e confia - da a cada um de nós! Pr Dr

Pr Dr D. B. riker

Ph.D., Reitor e Professor de Teologia Sistemática na Faculdade Teológica

Batista Equatorial, Belém/PA

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20 Março de 2013 | Pregação & Pregadores
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20 Março de 2013 | Pregação & Pregadores

igreja

igrejas conectadas com a missãO

Jaci Madsen

Cada crente em Jesus é um missionário. Cada testemunha

de Cristo tem a oportunidade de participar de Missões

e ir a todos os cantos do

mundo. A alguns lugares nós podemos efetivamente

ir, por outros podemos orar e/ou sustentar. Quando nos envolvemos em oração, contribuição financeira e ação missionárias, estamos vivendo nossa vocação para

a missão. O impacto do nosso

testemunho precisa ecoar no coração de todos, em todos os cantos do mundo. Temos uma missão a cumprir. Missões Mundiais convida você a se envolver ainda mais com a evangelização do mundo. Em 2013, queremos que mais igrejas estejam prontas a conquistar o mundo para Cristo. Testemunhe às nações pelo poder do Espírito.

POr QUe CONeCTAr? Deus é o Senhor da missão. Ele quer que nos integremos a
POr QUe CONeCTAr? Deus é o Senhor da missão. Ele quer que nos integremos a
POr QUe CONeCTAr? Deus é o Senhor da missão. Ele quer que nos integremos a
POr QUe CONeCTAr? Deus é o Senhor da missão. Ele quer que nos integremos a

POr QUe CONeCTAr?

Deus é o Senhor da missão. Ele quer que nos integremos a esta missão, anunciando e apresentando a mensagem de salvação.

“Deus deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2.4).

Nós, individualmente e como

igreja, não podemos ficar inertes, pensando que é possível transferir a quem quer que seja a responsabilidade de

testemunhar às nações.

De QUem É O DesAfiO?

A

responsabilidade de

testemunhar é da igreja. Todos somos desafiados por Cristo a sermos suas testemunhas pelo poder do

Espírito. Isso não é tarefa de evangelistas, missionários

e

pastores. É nosso dever

como crentes e seguidores de Cristo.

Precisamos de ousadia, compromisso e o desejo sincero de ver o mundo transformado pelo poder do Espírito Santo.

de ver o mundo transformado pelo poder do Espírito Santo. E CONeCTAr COm QUem? O campo
de ver o mundo transformado pelo poder do Espírito Santo. E CONeCTAr COm QUem? O campo

E

CONeCTAr COm QUem?

O campo é o mundo. Deus ama a

todos. Deus quer que sua mensagem chegue a pessoas de todas as raças, povos, nações, etnias, tribos e línguas.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

A igreja de Cristo deve viver o amor.

Viver o amor significa falar do amor do Pai por nós, da dedicação do Filho à

sua missão e do Espírito Santo, que nos dá poder para testemunhar.

e do Espírito Santo, que nos dá poder para testemunhar. COmO CONeCTAr? A ação missionária é

COmO CONeCTAr?

A ação missionária é a razão da igreja existir.

Jesus disse: “Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, ensinando-os a

guardar todas as coisas que vos tenho ordenado.

eis que estou convosco todos os dias, até a

consumação dos séculos”. (Mt 28.19-20)

Deus vocacionou a todos nós, sem exceção. Cada crente, comprometido com o crescimento saudável da igreja da Cristo, deve colocar sua vida e sua vocação a serviço do cumprimento da Grande Comissão.

As formas de engajamento com a evangelização do mundo são muitas, mas esse envolvimento precisa ser genuíno, de dentro para fora, deve partir do desejo de fazer parte do projeto de Deus para o mundo. Seja intercedendo, contribuindo, atuando profissionalmente, voluntariamente, falando, mobilizando… que seja sincero. Testemunhe com fé, amor e esperança.

Pregação & Pregadores

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Março de 2013

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QUem PrePAr A?

Foi Jesus que, antes de subir aos céus, afirmou que recebemos o poder do Espírito para testemunharmos. É o Espírito que nos dá força

para prosseguir. Por maior que o desafio seja, não podemos nos intimidar, tendo em mente que maior

é

o que está em nós do que o que está no mundo.

Se nos conectarmos ao Pai, ele nos capacitará, através do Espírito Santo, a cumprir a missão.

“Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria,

e

até aos confins da terra” (At 1.8).

CONeCTe JOVeNs e ADOlesCeNTes COm missões mUNDiAis

Ao participar das atividades do Com.Vocação JMM Jovem, uma das interfaces JMM com as novas gerações, jovens

e adolescentes têm a oportunidade de refletir sobre sua

vocação e missão. Seja participando de um EXPRESSO, um EXPERIENCE ou de uma VIAGEM MISSIONÁRIA, os jovens de nossas igrejas têm aprendido a usar sua vocação para honra e glória de Deus, o que tem contribuído para a formação de uma geração madura e sensível às

necessidades espirituais e materiais do próximo, mesmo que

o próximo viva a milhares de quilômetros de distância.

QUAl É A meNsAGem QUe CONeCTA?

A

razão da igreja existir é conectar o homem

com o Pai, é apresentar Cristo como o caminho, a

verdade e a vida. Igrejas saudáveis e que crescem são conectadas com a missão e com a mensagem da salvação. A mensagem que conecta é sobre o sentido da vida, sobre dependência do pai, sobre confissão de pecados. A mensagem que conecta

a

igreja com a missão é a que vem do coração de

Deus diretamente para nossos corações, gerando

transformação, dedicação e entrega.

 

CONeCTe sUA iGreJA COm missões mUNDiAis

O

campo é o mundo. Deus ama a todos. Deus quer

que sua mensagem chegue a pessoas de todas as raças, povos, nações, etnias, tribos e línguas.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

A

igreja de Cristo deve viver o amor. Viver o

amor significa falar do amor do Pai por nós, da

dedicação do Filho à sua missão e do Espírito Santo, que nos dá poder para testemunhar.

CONeCTe-se, Ore e CONTriBUA

Ore diariamente pelos povos não alcançados

Ore pelos missionários

Ore pelo despertar de vocacionados

Ore para que os crentes compreendam e se comprometam com a Grande Comissão

Contribua com amor

Contribua doando alguns dias de suas férias para Missões Mundiais. Suas ofertas permitem que mais de 700 missionários de Missões Mundiais testemunhem às nações pelo poder do Espírito.

CONeCTe As CriANÇAs COm missões mUNDiAis Mesmo os mais novinhos podem se envolver com missões
CONeCTe As CriANÇAs COm
missões mUNDiAis
Mesmo os mais novinhos podem se envolver com missões
através de histórias e materiais criados especialmente para
eles. A curiosidade e espontaneidade dos pequeninos fazem
desse grupo uma ferramenta especial nas mãos de Deus para
a motivação e envolvimento de suas famílias com os desafios
missionários. Crianças gostam de criar materiais para promover
missões, gostam de orar, doar e conhecer a realidade de povos
distantes. Incentive o líder de crianças de sua igreja a participar
da Campanha de Missões Mundiais.
Conecte sua igreja com projetos e missionários
Qualquer igreja evangélica no território brasileiro pode
solicitar um congresso Conexão Missionária à JMM, através
do qual nossos missionários mobilizadores apresentam
projetos e programas de Missões Mundiais, e também
fornecem orientações e treinamento que apoiam o
fortalecimento da visão missionária entre membros e líderes.
informe-se • Saiba ONDE ESTÃO nossos missionários • ORE com fé, esperança e amor e
informe-se
• Saiba ONDE ESTÃO nossos missionários
• ORE com fé, esperança e amor
e conecte-se
• CONTRIBUA por amor aos povos não
alcançados
• VÁ ao seu encontro
• Compartilhe AMOR e ESPERANÇA
• Testemunhe pelo poder do Espírito.
• ADOTE um missionário ou projeto
estreite seu
• ORE por esses homens, mulheres
e suas famílias
relacionamento
com a Jmm
• CORRESPONDA-SE com os
missionários por carta ou e-mail
• CONVIDE os missionários para falar em
sua igreja quando estiverem no Brasil 1
• PARTICIPE de uma caravana
missionária 2
1 Entre em contato com promocao@jmm.org.br
2 Entre em contato com voluntarios@jmm.org.br

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Março de 2013

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Pregação & Pregadores

recursos | sermões temáticos Missões no púlpito

CONHeÇA Os

pilares DA

CAmPANHA 2013

Missões no púlpito CONHeÇA Os pilares DA CAmPANHA 2013 Pr. João Marcos B. Soares Nós recebemos
Missões no púlpito CONHeÇA Os pilares DA CAmPANHA 2013 Pr. João Marcos B. Soares Nós recebemos
Missões no púlpito CONHeÇA Os pilares DA CAmPANHA 2013 Pr. João Marcos B. Soares Nós recebemos
Missões no púlpito CONHeÇA Os pilares DA CAmPANHA 2013 Pr. João Marcos B. Soares Nós recebemos

Pr. João Marcos B. Soares

Nós recebemos o

poder do espírito

para sermos

testemunhas até os

confins da terra.

(adaptação de Atos 1.8)

até os confins da terra. (adaptação de Atos 1.8) Mundiais tema Campanha 2013, “Testemu - nhe

Mundiais

tema

Campanha

2013, “Testemu-

nhe às Nações pelo Poder do Espírito”, com base na necessidade de mostrar às pessoas que

tudo o que fazemos só é possível pelo poder do Espírito Santo (Atos 1.8).

O poder que nos foi dado pelo

Espírito Santo não é para nós, mas para que o Evangelho de Cristo seja

anunciado através de nossa vida e testemunho. Testemunhar às nações é cumprir a Grande Comissão.

O mundo tem mais de 7 bilhões

de pessoas, das quais 4 bilhões ja-

M issões

definiu

da

o

mais ouviram falar no nome de Je- sus. Não é possível permanecermos inertes diante desta triste realidade. Essas pessoas precisam ser alcança- das e precisam perceber, ouvir, saber do Evangelho de Cristo. Precisamos testemunhar de Jesus! A missão da JMM é alcançar to-

das as nações para que toda língua confesse o nome de Jesus Cristo como seu Salvador. Deste modo, a Campanha 2013 foi pensada tendo como apoio qua- tro pilares fundamentais para que o

testemunho dos crentes chegue até

os confins da Terra.

Pregação & Pregadores

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Março de 2013

23

INTERCEDER Não fazemos nada sem oração, fé e submissão a Deus. Devemos pedir ao Pai
INTERCEDER
Não fazemos nada sem oração, fé e submissão a
Deus. Devemos pedir ao Pai que seu Santo Espírito nos
capacite a viver a Grande Comissão.
A oração move o nosso coração a nos possibilita es-
tar abertos para ver o agir e as respostas de Deus. É a
conversa com Deus que inspira, aproxima, transforma a
vida de um servo que entende que, quando seus joelhos
se dobram, é o seu coração que está se prostrando dian-
te do Deus de sua vida.
Quando oramos, Deus nos ouve e, por isso, nossos
missionários recebem conforto, alívio, respostas, ampa-
ro, alegria. Nossas orações fortalecem os missionários e
a evangelização dos povos.
OFERTAR O quarto pilar, OFERTAR, representa mais do que contribuir e sustentar a obra missionária.
OFERTAR
O
quarto pilar, OFERTAR, representa mais do que
contribuir e sustentar a obra missionária. É um convite
para que cada crente ame, doe, oferte e viva a missão.
Para cumprir a Grande Comissão, é necessário amar
Deus, ao próximo e entender a urgência de testemu-
nhar o Evangelho a toda criatura.
a
O
amor é a base da oferta sincera. Incentivemos uns
aos outros a amar os não alcançados, a doar tempo, aten-
ção, talentos e vocação para a evangelização do mundo,
e
ainda, a ofertar com sinceridade e liberalidade.
Encerro esta apresentação orando a Deus para que
estes pilares que sustentam a obra missionária no Brasil
e
no mundo sejam firmes e estejam presentes em todas
as igrejas brasileiras, e que o Espírito Santo nos capacite
prosseguir como Testemunhas do Evangelho de Cris-
to até os confins da terra.
a
24 Março de 2013
|
Pregação & Pregadores
IR O terceiro pilar é o IR, que também representa SER e VIVER. Significa aceitar
IR
O terceiro pilar é o IR, que também representa SER
e VIVER. Significa aceitar o desafio de testemunhar de
Cristo com a vida, com as atitudes, com o SER, onde
Ele mandar, o tempo todo. Ir não significa se mudar
para um lugar distante. Ao contrário, o sentido essen-
cial é seguir a Cristo de perto, usar dons e vocação e vi-
ver para a glória de Deus, seja em Jerusalém, na Judeia,
Samaria ou nos confins da terra. Ir significa estar pron-
to e disponível para ser a conexão entre Jesus e aqueles
que não o conhecem.
Devemos ir, caminhar, viver, testemunhar. Que
possamos estar sempre dispostos a ir aonde Deus
nos mandar!
MOBILIzAR Onde estivermos, aonde formos, devemos tornar o Evangelho conhecido. Devemos compartilhar, viver e ser
MOBILIzAR
Onde estivermos, aonde formos, devemos tornar o
Evangelho conhecido. Devemos compartilhar, viver e
ser testemunhas de Cristo.
Pastor, mobilize a liderança e os membros de sua
igreja para ampliarem o envolvimento com a obra mis-
sionária mundial. Incentivemos os crentes brasileiros a
estudarem e aumentarem suas bases de conhecimento
da Palavra de Deus tornando-se mais preparados para
testemunhar uma vida transformada pelo Espírito San-
to, o que, em última análise, os envolverá mais com
a missão.
to, o que, em última análise, os envolverá mais com a missão. Pr. João marcos Barreto

Pr. João marcos Barreto soares

Diretor Executivo JMM

recursos | sermões temáticos Missões no púlpito momentos antes da morte na cruz, Jesus prometeu
recursos | sermões temáticos Missões no púlpito momentos antes da morte na cruz, Jesus prometeu
recursos | sermões temáticos Missões no púlpito momentos antes da morte na cruz, Jesus prometeu

recursos | sermões temáticos Missões no púlpito

recursos | sermões temáticos Missões no púlpito momentos antes da morte na cruz, Jesus prometeu aos
recursos | sermões temáticos Missões no púlpito momentos antes da morte na cruz, Jesus prometeu aos
recursos | sermões temáticos Missões no púlpito momentos antes da morte na cruz, Jesus prometeu aos
momentos antes da morte na cruz, Jesus prometeu aos seus discípulos que não os deixaria
momentos antes da morte na
cruz, Jesus prometeu aos seus
discípulos que não os deixaria
“órfãos”, “desamparados”:
“Não vos deixarei órfãos;
voltarei para vós” (João 14.18).
evidentemente que ele falava do
espírito santo, pelo qual oraria, a
fim de que o enviasse para ficar
para sempre com seus
discípulos e, consequentemente,
com a igreja.
meio de vós”. Deus não pode operar “maravilhas” no
meio de um povo impuro, sem compromisso. As mara-
vilhas de Deus acontecerão quando a igreja cultivar um
clima propício à atuação do Espírito Santo.
b. Êxodo 19.10 e 11: “Disse também o Senhor a
Moisés: Vai ao povo, e santifica-os hoje e amanhã, e
lavem eles as suas roupas. E estejam prontos para o ter-
ceiro dia; porquanto no terceiro dia o Senhor descerá
diante dos olhos de todo o povo sobre o monte Sinai”.
Nesta passagem notamos o fato de que Deus exige de
seu povo uma preparação espiritual, para descer no
meio dele.
Pregação & Pregadores
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Março de 2013
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dele. Pregação & Pregadores | Março de 2013 25 Testemunhe às nações pelo poder do ESPíRITO
dele. Pregação & Pregadores | Março de 2013 25 Testemunhe às nações pelo poder do ESPíRITO
dele. Pregação & Pregadores | Março de 2013 25 Testemunhe às nações pelo poder do ESPíRITO

Testemunhe às nações pelo poder

| Março de 2013 25 Testemunhe às nações pelo poder do ESPíRITO Pr. José Antônio Corrêa
| Março de 2013 25 Testemunhe às nações pelo poder do ESPíRITO Pr. José Antônio Corrêa
| Março de 2013 25 Testemunhe às nações pelo poder do ESPíRITO Pr. José Antônio Corrêa

do ESPíRITO

de 2013 25 Testemunhe às nações pelo poder do ESPíRITO Pr. José Antônio Corrêa O Espírito

Pr. José Antônio Corrêa

nações pelo poder do ESPíRITO Pr. José Antônio Corrêa O Espírito Santo desempenha muitas tarefas na

O

Espírito Santo desempenha muitas tarefas na vida da igreja. Ele nos consola, nos lembra de verdades eternas, nos ensina todas as coisas relacionadas com a vida em Deus.

Porém, um dos trabalhos mais vibrantes do Espírito Santo está na área missionária. O Espírito Santo esteve envolvido na tarefa mis- sionária na igreja de Antioquia, certamente a primeira igreja missionária no planeta. Vejamos algumas ações missionárias do Espírito Santo neste texto:

ações missionárias do Espírito Santo neste texto: I – ELE AgE MOVENDO A IgREJA O trabalho
ações missionárias do Espírito Santo neste texto: I – ELE AgE MOVENDO A IgREJA O trabalho
ações missionárias do Espírito Santo neste texto: I – ELE AgE MOVENDO A IgREJA O trabalho

I – ELE AgE MOVENDO A IgREJA

O trabalho do Espírito Santo na vida da igreja fica

mais fácil quando ela promove uma verdadeira comu- nhão entre os seus membros.

Na igreja é preciso criar um clima de comunhão

e

Santo sejam facilitadas e intensificadas. Vimos que não somente eles ministravam perante o Senhor, mas tam- bém jejuavam. O jejum tem a função de “tratar” a car- ne, para que o Espírito Santo possa ter mais liberdade de ação junto ao nosso espírito.

É evidente que a consagração do povo de Deus é

o caminho para a operação do Espírito Santo:

a. Josué 3.5: “Disse Josué também ao povo: Santi- ficai-vos, porque amanhã fará o Senhor maravilhas no

1.

2.

ministração ao Senhor, para que as ações do Espírito

3.

porque amanhã fará o Senhor maravilhas no 1. 2. ministração ao Senhor, para que as ações
porque amanhã fará o Senhor maravilhas no 1. 2. ministração ao Senhor, para que as ações
porque amanhã fará o Senhor maravilhas no 1. 2. ministração ao Senhor, para que as ações

4. Se queremos que o Espírito Santo mova nossa

igreja para a obra de missões, precisamos estar em con-

sagração perante ele.

II – ELE AgE CHAMANDO OS MISSIONÁRIOS

1. Cremos que foi o Espírito Santo que uniu Paulo e Barnabé desde o início da conversão de Paulo.

a. Foi por meio de Barnabé que Paulo foi introduzi-

do no meio dos irmãos em Jerusalém: “E, quando Saulo

chegou a Jerusalém, procurava ajuntar-se aos discípu- los, mas todos o temiam, não crendo que fosse discí- pulo. Então Barnabé, tomando-o consigo, o trouxe aos apóstolos, e lhes contou como no caminho ele vira ao Senhor e lhe falara, e como em Damasco falara ousada- mente no nome de Jesus”. (Atos 9. 26 e 27).

b. Mais tarde, Barnabé foi em busca de Paulo para

o auxiliar no ministério em Antioquia. Atos 11. 25 e 26: “E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e,

achando-o, o conduziu para Antioquia. E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram

muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos”.

2. Agora, o Espírito Santo separa justamente esses

dois homens no meio de outros irmãos, para a tarefa es- pecífica de missões. Iriam percorrer grandes distâncias para levar a Palavra de Deus.

3. Ainda hoje, a tarefa de chamar missionários é do

Espírito Santo.

III – ENVIADOS PELO ESPíRITO

1. O Espírito Santo determina, inclusive, onde a

missão deve ser realizada:

a. Vs. 4 e 5, “E assim estes, enviados pelo Espírito

Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chi-

pre. E, chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus; e tinham também a João como cooperador”. Note a expressão: “enviados pelo Espírito Santo”. Já temos conhecimento de que o

verbo “enviar” vem do vocábulo grego “pempo”, que significa “despachar”, “enviar, mediante um empurrão”.

b. Atos16. 6-10, “E, passando pela Frígia e pela pro-

víncia da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo

de anunciar a palavra na Ásia. E, quando chegaram a Mísia, intentavam ir para Bitínia, mas o Espírito não lho permitiu. E, tendo passado por Mísia, desceram a Trôade. E Paulo teve de noite uma visão, em que se apresentou um homem da Macedônia, e lhe rogou, di- zendo: Passa à Macedônia, e ajuda-nos. E, logo depois

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Março de 2013

|

Pregação & Pregadores

 

O espírito santo determina, inclusive, onde a missão deve ser realizada.”

desta visão, procuramos partir para a Macedônia, con- cluindo que o Senhor nos chamava para lhes anunciar- mos o evangelho”. Note as expressões “foram impedi- dos”, “não lho permitiu”, que evidenciam a direção do

Espírito Santo no trabalho missionário. Era o Espírito quem tomava as decisões importantes. Cabia aos mis- sionários apenas obedecer.

 

2.

Porém, para que o Espírito Santo possa chamar

e

enviar é necessário que nós nos coloquemos à inteira

disposição de Deus para o serviço. Isaías 6.8, “Depois

disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei,

e

quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui,

envia-me a mim”. Somente após Isaías estar disponível para o serviço foi que Deus lhe disse: “vai”. Isaías 6.9: “Então disse

ele: Vai, e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não enten- deis, e vedes, em verdade, mas não percebeis”.

 

4.

Nenhum missionário pode ir para o campo e re-

sistir às provações sem ter sido chamado e enviado.

IV – DEUS é QUEM CAPACITA OS

MISSIONÁRIOS

 
 

1.

O Senhor não somente distribui os dons, mas

também reveste o crente do poder para executá-los:

a. Lucas 24.49, “E eis que sobre vós envio a promes- sa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder”. A obra missionária é dirigida pelo Espírito Santo, que chama, desperta, envia, capacita e prepara o terreno para que o missionário possa fazer o seu trabalho. Ele também move a igreja para enviar, seguir, orar e contri-

buir para missões.

buir para missões.
para enviar, seguir, orar e contri - buir para missões. Pr. José Antônio Corrêa Igreja Evangélica

Pr. José Antônio Corrêa

Igreja Evangélica Batista em Viradouro/SP.

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O esPíriTO sANTO é quem chama os missionários

(Atos 13.1-3)

Pr. Marcos Peres

uando eu era adolescente, um diácono da igreja na qual fui bati- zado costumava

afirmar: “Tem gente que ouve um assovio e pensa que foi chamado.”.

A frase é engraçada e pode até fazer

rir, mas traz em seu bojo uma verda-

de indiscutível: o missionário precisa

ser chamado. A convicção do chamado não é algo simples, e também não é difícil

de ser evidenciada, pois, em primei-

ro lugar, há de se refletir que a pró-

pria palavra “chamado” implica em uma ação que vem de fora em dire- ção a um sujeito passivo; em segun- do lugar, normalmente quem chama é superior àquele a quem é dirigido

Q

apelo e, finalmente, aquele que é chamado age em nome daquele que

o

do chamado de Moisés, Ele simples- mente se apresentou como aquele que é (Êxodo 3.14). 2. Quando Jesus comissionou seus discípulos, antes de lhes dar uma ordem, Ele afirmou que lhe fora dado todo o poder nos céus e na terra (Mateus 28.16). 3. Situações críticas vividas pela igreja primitiva eram resolvidas ou conduzidas pela orientação do Es- pírito Santo. É marcante a submis- são dos discípulos à voz do Espírito em momentos cruciais de decisão no seio da igreja (Atos 11.12; 13.2;

15.28).

o

chamou, representando-o. Mas quem é esse que chama?

I – O ESPíRITO SANTO, AQUELE QUE CHAMA, TEM AUTORIDADE PARA FA zê-LO

Desde a origem da humanidade Deus tem chamado homens e mu- lheres para cumprir os seus propó- sitos. A obediência a esse chamado se dava pela autoridade daquele que chama sobre o que é comissionado. 1. É inegável a autoridade do Senhor, pois Ele é pai por criação (Gênesis 1.26 e 27) e adoção (João 1.14), sustentador e dono de tudo o que existe (Salmo 24.1). e, quando

Qualquer outra voz que interfi- ra nesse convite deve ser rejeitada e considerada contrária aos propósitos

de Deus.

Pregação & Pregadores

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Março de 2013

27

II – O ESPíRITO SANTO CHAMOU OS PRIMEIROS MISSIONÁRIOS

Os primeiros missionários de que se tem registro fo- ram todos comissionados pela igreja, após ação direta do Espírito Santo. Não há como se fazer missões sem que Ele esteja presente. Vejamos os casos:

1. Filipe foi chamado pelo Espírito para pregar ao

eunuco (Atos 8.29)

2. O Espírito separou Barnabé e Saulo para o mi-

nistério entre os gentios (Atos 12.2)

3. O Espírito Santo elegeu os primeiros líderes das

igrejas, fruto do trabalho missionário (Atos 20.28) Se um missionário não é chamado pelo Espírito Santo, seu chamado não é válido. Nenhuma igreja, or- ganização, líder ou pessoa tem autoridade para chamar um missionário, a não ser o Espírito Santo.

III – O ESPíRITO SANTO CONDUz OS MISSIONÁRIOS

Quando um embaixador é enviado para um país estrangeiro, ele fala em nome do Estado que o en-

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Março de 2013

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Pregação & Pregadores

Desde a origem da humanidade Deus tem chamado homens e mulheres para cumprir os seus propósitos.”

viou, e por este é suprido e orientado. Um verdadeiro missionário não apenas vai com a autoridade do Es- pírito Santo, mas também por este é guiado e supri- do. Vejamos:

1.

O Espírito Santo agia diretamente na pessoa do

missionário (Atos 8.29; 9.10-17)

2.

O Espírito Santo determinava as prioridades e

alcance do trabalho missionário (Atos 16.6-9)

3.

O Espírito Santo revelava aos missionários sua

vontade (Atos 20.22 e 23)

CONCLUSÃO

Ainda hoje Deus continua chamando homens e mu- lheres para sua obra. É a voz do Espírito, pelo seu po- der, que devemos obedecer e seguir. Sem essa convic- ção, todo o trabalho corre o risco de ser em vão. Este- jamos prontos para atender à voz do Espírito e, guiados

por Ele, cumprir a tarefa que Ele nos tem entregue.

por Ele, cumprir a tarefa que Ele nos tem entregue.
guiados por Ele, cumprir a tarefa que Ele nos tem entregue. Pr. marcos Peres Coordenador de

Pr. marcos Peres

Coordenador de Missões Mundiais

para países da África e Ásia

recursos | sermões temáticos Missões no púlpito

A missãO De OBeDeCer

Jaci Madsen

á um tempo esti- ve conversando com o Pr. Lau- ro Mandira* so- bre a realidade

européia em relação ao Evangelho de Cristo. Aquela conversa me mar- cou. Desde aquele dia tenho refle- tido muito sobre a atitude da igreja brasileira em relação à proclamação da salvação em Cristo, afinal a glo- balização permitiu que semelhanças comportamentais e sociais fossem compartilhadas por gente em dife- rentes partes do mundo, isso inclui brasileiros e europeus. Naquele dia, o Pr. Lauro comentou comigo algo como: “Jaci, é comum

vermos na Europa, hoje, igrejas vazias

com cinco membros

sos. Lá, ser cristão, significa ser anti-

geralmente ido-

H

go, incoerente e carregar valores deca- dentes que um jovem não quer para si. A Europa carece de crentes, pastores e de quem anuncie a palavra de salva-

e isso é um fenômeno que não

pode ser associado apenas ao avanço do islamismo naquela região. O Ve- lho Continente vive a consequência de uma igreja que por muitos anos valori- zou mais as tradições, as questões ad- ministrativas do dia-a-dia, do que seu papel de cumpridora da Grande Co-

ção

missão, de um organismo vivo que deve lembrar diariamente sua razão de existir: Jesus Cristo”. Com essa conversa gravada na minha mente e coração, embarquei para acompanhar a equipe de filma- gem da JMM para registrar imagens de alguns campos missionários da África e Europa. Com essa conversa gravada na mente participei de reu- niões de planejamento e decisões re- lacionadas à campanha de Missões Mundiais para 2013. Com essa con-

mente influenciada por valores apre- sentados pela mídia de massa. Vivemos em uma cultura na qual engarrafamento no trânsito, uso de drogas, uso de energéticos, atividade física, excessivo valor à formação in- telectual e à aparência física são tra- tados como se estivessem no mesmo patamar de relevância. Uma socie- dade crítica, mais culta e informa- da que as gerações passadas, repleta de gente que afirma que um homem vale pelo que tem, sabe e conquista. Essa sociedade é a nossa socie- dade. Essas pessoas não são “os ou- tros”. Muitos de nós estamos im- pregnados de valores da pós-moder- nidade. Nós, como igreja de Cristo, não podemos estar alheios a esta re- alidade, ou seremos engolidos por ela, assim como no exemplo euro- peu. Precisamos dialogar com esta sociedade sem perder de vista o pro- jeto original de Deus.

O QUE FA zER ENTÃO?

versa na mente tenho ido à igreja to- dos os domingos. Com essa conver- sa gravada no coração oro para que Deus não deixe jamais minha fé nem minha vocação esfriarem. Talvez o Pr. Lauro não saiba o quanto suas palavras impactaram e in- fluenciaram diretamente minha forma de observar os campos que visitei, as decisões de comunicação sobre a cam- panha de Missões Mundiais, a forma que passei a encarar a relação de Mis- sões com as igrejas. É sobre esse tema que quero compartilhar com você. Assim como na Europa, vivemos

realidade de uma sociedade pós- -moderna que tudo relativiza, reple-

a

Não podemos JAMAIS esquecer a razão de ser da igreja. A igreja re- presenta o corpo de Cristo, a igreja somos nós, que devemos diariamen- te adorar o Senhor da Criação, falar

do amor de Cristo a toda criatura e

ta

de gente egocêntrica e focada em

sucesso, poder, carreira e estabilidade financeira, uma sociedade tremenda-

*Pr. Lauro Mandira é coordenador de missionários na Europa e atuou como gerente de Missões de 2003 a 2012.

Pregação & Pregadores

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Março de 2013

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viver a alegria de ter o poder do Es- pírito Santo para testemunhar. Em um país com as dimensões do nosso, a cultura não pode ser vis- ta como algo único. Cada região, cada cidade, cada bairro tem características que se refletem também no jeito de ser da igreja local: a forma de se vestir, a escolha das músicas, a forma de deco- rar o templo, a divisão ministerial, a sua relação com Missões e por aí vai Problemas com isso? Nenhum! Isso é fato. E diante desta realidade penso que precisamos estar atentos para sermos crentes em igrejas com- prometidas com a essência do Evan- gelho: a pregação da palavra que confronta, que chama à transforma- ção, que não fica alheia nem se con- forma com um mundo sem Cristo e de pernas para o ar. Preocupam-me as conseqüên- cias naturais que batem à nossa por- ta diariamente, nos convidando a sermos organizações (apenas) e não agências do Evangelho de Cristo. Em uma classificação geral, eu diria que identifico três tipos de igrejas. Am- bos muito comuns, repletos de adeptos que entendem que esses modelos dão razão de ser à igreja de Cristo:

1. FOCADAS NO

MODUS OPERANDI

Organizações impecáveis aplicam qualidade em todas as atividades, ins- trumentos afinadíssimos, músicos ta- lentosos, pregadores eloquentes, re- cursos audiovisuais de última gera- ção. É ótimo participar de uma igreja desse tipo: tudo parece perfeito.

2. FOCADAS NAS PESSOAS

Tudo que é feito é para agradar

aos membros: o estilo de culto, de música e de pregação, o ensino bí-

blico

“xis” porque as pessoas “vão embo- ra” se não se sentirem satisfeitas com o que veem, cantam, escutam. É bom

Tudo tem que ser de um jeito

30

Março de 2013

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Pregação & Pregadores

fazer parte desse tipo de igreja porque ela se assemelha a um espaço de en- contro de amigos que têm várias coi- sas em comum, inclusive o gosto. Isso é forte, mas precisa ser dito:

esses dois modelos de organização são feitos por homens e mulheres que desejam dizer a Deus e ao mun- do como a igreja deve ser. Eu não consigo achar isso normal! Quan- tos artigos e livros já foram escritos

a

esse respeito? Todos sempre com

objetivo de advertir que esses mode- los, mais cedo ou mais cedo ainda, favorecem e criam condições para divisões, esfriamento e afastamento da essência do Evangelho: testemu- nhar pelo poder do Espírito!

3. FOCADAS NA MISSÃO

 

Há ainda um terceiro tipo de

igreja que identifico: a igreja focada na missão, que da primeira à última análise, deve ter Cristo como sua ra- zão de existir. Nenhum de nós está no mundo a passeio: todos temos uma missão. Nossa missão é anun- ciar o Evangelho de Cristo, testemu- nhar do amor e da graça do Pai. Essa missão é pessoal e intransferível. A igreja focada na missão incentiva seus membros e freqüentadores a es- tudarem a Palavra de Deus, a ora- rem, a amar a Deus e ao próximo, a entender sua vocação e a fazer parte do projeto de Deus para o mundo. A igreja focada na missão entende que as agências missionárias chegam aonde (algumas vezes) ela não pode chegar de forma prática, mas nem por isso se exime de participar da missão.

A

igreja focada na missão não enten-

de que “Missões” existe para missio- nários que largam tudo e vão morar em lugares inóspitos, mas diferente

disso, que missionários são os cren- tes que vão com tudo e com sua vo- cação aonde Deus mandar, para fazer

que o Pai a todos pediu: amá-lo aci- ma de tudo e amar o próximo como a

o

si

mesmo. Isso é ser missionário. Isso

Meu sonho é ver o Brasil repleto de igrejas focadas na missão, comprometidas com a essência da missão, com o amadurecimento dos crentes e com a evangelização dos povos.”

é ter foco na missão. Isso é testemu- nhar pelo poder do Espírito. Uma igreja focada na missão tem prazer em saber mais do que Deus está fazendo no mundo e quer ser parte disso. Faz assim porque também se percebe res- ponsável pelo anúncio do Evangelho a toda criatura. Meu sonho é ver o Brasil reple- to de igrejas focadas na missão, com- prometidas com a essência da missão, com o amadurecimento dos crentes e com a evangelização dos povos. Encerro esta reflexão com dois pe- didos: não se conforme com modelos que não o edifiquem em sua caminha- da cristã, e apoie a construção e ma- nutenção de modelos de igrejas saudá- veis, sejam elas contemporâneas, mo- dernas, tradicionais, nos grandes cen- tros ou no interior, focadas na missão. O que mantém a igreja viva e sau- dável é o seu coeficiente de amor ao próximo e o compromisso com a Grande Comissão. “E não vos conformeis com este sé- culo, mas transformai-vos pela renova- ção da vossa mente, pra que experimen- teis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12.2)

Deus o abençoe!
Deus o abençoe!

Jaci madsen

Gerente de Comunicação

e Marketing da JMM

recursos | sermões temáticos Conhecer para avançar

Púlpito jovem

“Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento,
“Ninguém despreze a tua
mocidade; pelo contrário, torna-te
padrão dos fiéis, na palavra,
no procedimento, no amor, na fé,
na pureza.” (1Timóteo 4.12)
N ão há como pensar em ministério
pastoral jovem e não lembrar de Ti-
móteo. Os comentaristas afirmam
que Timóteo deveria ter entre 30
e 35 anos quando este texto foi es-
crito. Era um pastor jovem. Paulo dá alguns conselhos
práticos ao jovem pastor neste versículo que, penso, são
muito valiosos para nós também.
É fato que é mais fácil respeitar uma pessoa com
certa idade do que um jovem em função de suas pres-
supostas experiência de vida e sabedoria. Sabendo dis-
so, Paulo avisa a Timóteo que para conquistar o respei-
to dos mais velhos e da igreja como um todo precisa se
tornar um padrão a ser seguido. Isso é possível.
Timóteo é um pastor missionário, portanto, temos
aqui todos os ingredientes necessários para aliarmos
púlpito e missões.
Missões no púlpito é a consequência de missões na
vida e da centralidade de Jesus Cristo na vida do pastor
jovem, ou não.
Como tratar da questão missionária num contexto
onde a juventude e a igreja vivem tempos imediatistas,
em que o lema é “aproveitar a vida” porque o tempo
passa rápido, onde o emocional dita o que é “bom”, sem
falar no materialismo, oriundo do secularismo, que do-
mina grande parte das suas mentes? Como ficam os so-
nhos missionários que Deus planta em nosso coração
para a Sua igreja e Seu reino? Como apresentá-los para
os jovens e para a igreja como a única alternativa de
Deus para dar sentido à nossa existência? Esse é um dos
grandes desafios que temos hoje em dia para pastorear
rebanho de Cristo.
Voltando ao texto, a primeira dica de Paulo é que Ti-
móteo seja padrão dos fiéis na palavra. Apesar de termos
uma predisposição em achar que essa “palavra” seja a
Bíblia, não é. Paulo se refere à conversa de Timóteo de
todos os dias. Pode parecer estranho inicialmente, mas
faz muito sentido. Mateus deixou narradas as palavras de
Jesus em 12.34 dizendo que a boca fala do que o coração
está cheio. Timóteo precisava cuidar do que falava para
o
se tornar padrão dos fiéis. Precisava influenciar com pa-
lavras a vida do seu rebanho. Por ter sido pastor de Éfe-
so, Timóteo talvez tenha lido a carta de Paulo a esses ir-
mãos e se lembrado do que ela diz em 4.29.
No que isso nos toca? No fato de que precisamos
influenciar nossas congregações. É claro para nós que
o
nosso coração precisa estar cheio do Espírito Santo a

Pregação & Pregadores

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Março de 2013

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fim de que o que sair edifique o povo de Deus. Missões é um dos assun- tos principais de Deus. Se não esti- ver em nosso coração, como vamos incentivar o rebanho a obedecer ao “Ide” de Jesus? Não falo apenas no sentido transcultural, mas em todos os sentidos, desde missões na famí- lia até aos mais longínquos rincões da Terra. A segunda dica de Paulo anda junto com a primeira: ser padrão no procedimento. Uma coisa sem a ou- tra é um desastre. Uma das maio- res broncas de Jesus com fariseus e saduceus era justamente nessa área. Falava-se muito, mas pouco se fazia.

mente. Não é de se estranhar que Pau- lo logo depois exorte Timóteo a ficar firme e a não negligenciar o dom que Deus lhe deu. As muitas dificuldades com a igreja talvez tenham feito Ti- móteo desanimar, como muitas vezes acontece conosco. Quando isso acon- tece comigo gosto de me lembrar dos textos de Paulo descritos em 1Co 5.14- 21 e 9.16-17. Quando um jovem ou qualquer crente entende que servir a Cristo, de- sempenhando sua missão, é a única

coisa que dá sentido real à sua vida e que preenche o seu ser, isso o motiva a se envolver mais com Deus e sua obra. Para chegar a esse patamar de entendi- mento, a minha experiência tem sido

de que você é um instrumento, um facilitador de Deus. Você não faz a

coisa acontecer. Essa responsabilida- de é de Deus. Quando nos conscien- tizamos disso, um peso sai de cima de nós (peso que nós mesmos vesti- mos) e vai para cima de Deus. Nessa hora cumpre-se a promessa de Jesus registrada no final de Mateus 11.

 

A

quarta dica de Paulo para Ti-

móteo é que ele seja padrão de fé. Fé, no texto, está ligada à questão da fidelidade. Fidelidade a Deus, à sua

Palavra, à igreja, aos ideais do Reino. Sobre este último, devemos refle- tir conosco mesmos e com o reba- nho o conceito de Reino. Às vezes limitamos o Reino de Deus à igreja

A

carta de Tiago bate bastante nessa

tecla. Timóteo precisava demonstrar com atitudes tudo aquilo que dizia. Um dos grande problemas de hoje é uma pregação desacompanha- da de um testemunho plausível. Cer-

a

de aliar bíblia, oração e comunhão,

e

ao que ela, como instituição, pode

através de discipulado. Essa é uma das

fazer. Talvez façamos isso com boa

formas que tenho encontrado de ten- tar ser padrão de amor para os fiéis: in- vestindo em suas vidas. Trabalhando com grupos peque- nos, temos a oportunidade de pas- toreá-los de perto, conhecendo-os mais intimamente e criando víncu- los é possível influenciá-los a buscar soluções para suas dificuldades na Palavra de Deus. O estudo diretivo os conduz à leitura da Palavra de for- ma sistematizada, mas também os leva a refletir sobre ela, orar e pen- sar sobre suas vidas, além de levá-los

considerar essas reflexões e o agir

a

vontade, no intuito de fazer com que

igreja seja ativa, tentando envolver os jovens, mas acabamos por lotar

a

ta

vez ouvi de um jovem de outra

a

agenda do rebanho atrapalhando

igreja que ele não tinha mais pastor. Achei estranho, porque conhecia a igreja e o pastor. Mas o jovem teste- munhou que o que o pastor pregava de púlpito ele não fazia na vida real.

uma série de coisas, inclusive o tem- po familiar. Não creio que assim es- tejamos sendo muito fieis aos princí-

pios do Reino de Deus.

 

O

Reino de Deus não se limita à

Que tristeza. É fácil falar dos outros, mas é necessário que nos auto-exa- minemos para saber se não estamos incorrendo nesse erro. De nada adiantará você falar em missões, se você não se envolve com

igreja; é muito maior do que ela (so- bre o tema recomendo a leitura do livro “O Desenvolvimento Natural da Igreja” de Christian Schwartz). Nem todos, de fato, trabalha- rão em ministérios na igreja por- que a igreja, como instituição, não tem como abraçar o mundo. É mui-

to mais bíblico e relevante ensinar ao rebanho que o Reino de Deus inclui

o

“Ide”. Se você não tem visão mis-

de Deus em seus corações e a identi- ficar as oportunidades de crescimen- to. Além disso, as questões individu- ais, os anseios, as preocupações, as frustrações e as vitórias são também contempladas, e isso, à luz da Pala- vra. Por estarem em grupo, apren- dem a pensar e agir como igreja. É visível o amadurecimento de cada um deles depois desse período. Não apenas os jovens, mas todos. A consequência disso são crentes maduros e que se engajam no Rei- no por obra e graça do Espírito San- to do Senhor, sem que você pastor,

sionária, sua igreja não tem congrega- ções, não participa de atividades mis- sionárias, não incentiva seus jovens a participar, como vão crer em você? Para o rebanho, você estará cumprin- do agenda denominacional ao pregar sobre missões nos meses tradicional- mente designados para isso. A terceira dica de Paulo é para que Timóteo seja padrão no amor. É bem claro para nós que Paulo não está fa- lando de sentimento, mas do que de- veria mover internamente Timóteo ao ministério. As palavras de Paulo em 1Co 13 não param de ecoar em minha

o

nosso local de trabalho, as salas de

aula das escolas e faculdades, as fa- mílias e todos os lugares por onde andamos. Quando a igreja entende essa verdade, experimenta um cres- cimento não apenas numérico, mas espiritual. Isso se torna visível e pro- bleminhas que antigamente faziam com que perdêssemos tempo, dei- xam de existir. Os que “não tinham espaço” na igreja, agora, trabalham

precise fazer muito mais. Lembre-se

no Reino e estão satisfeitos e cres-

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Março de 2013

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Pregação & Pregadores

cendo. A igreja se torna relevante na sociedade em que está inserida e os sonhos que tínhamos antes são su- plantados pelos sonhos de Deus para algo que só Ele mesmo pode re- alizar, mas que nos chama para par- ticipar. Isso é missões! Quando Deus nos chamar para seus planos, precisaremos exercer nos- sa fé, porque eles serão muito maiores do que nós. Não podemos ser como a geração de Israel que saiu do Egito e não entrou na terra prometida. Preci- samos ser como Josué e Calebe, que, a

despeito de todas as adversidades, cre- ram na promessa de Deus. Foram os únicos da geração passada que entra- ram na terra que manava leite e mel. Precisamos desafiar o rebanho para os planos missionários de Deus para as nossas igrejas, seja a abertu- ra de uma congregação em um bairro ou cidade próxima ou não, seja o sus- tento de missionários, seja enviando grupos de apoio aos campos transcul- turais ou a igrejas pequenas que pre- cisem de auxílio e de uma injeção de ânimo para prosseguir com Cristo.

A última dica de Paulo é para que

Timóteo se torne padrão de pureza para o rebanho.

É provavel que Paulo esteja falan-

do de pureza sexual, já que não te- mos referências se Timóteo era casa- do. Como jovem e vivendo em Éfe- so, precisava se manter fora do alcance das sacerdotisas do templo de Diana e da esfera de uma sexualidade “livre”. Problemas na área da moralidade sexual têm feito muitos pastores cai- rem nos dias de hoje. Uma vida ili- bada também nesta área fortalece a igreja e o Reino. Mas penso também em um ou- tro tipo de pureza: pureza espiritu- al. Esse tem sido outro problema sé- rio dos dias atuais. Muita heresia tem sido ensinada. Todas as vezes que ouço que o número de evangélicos tem crescido no Brasil, me pergun- to onde estão as evidências disso na

vida da nossa população. Tem havi- do uma proliferação de igrejas, mas que literalmente vendem um evan- gelho corrompido. Precisamos ensinar a Bíblia e lembrar do que diz a nossa declara- ção doutrinária de que ela é a nossa única regra de fé e prática. Precisa- mos ensinar que missões é uma das prioridades de Deus para a igreja! Onde fica a pregação missioná-

Missões no púlpito é a consequência de missões na vida e da centralidade de Jesus Cristo na vida do pastor jovem, ou não.”

ria nisso tudo? Em todos os sermões que Deus pregar ao seu coração e que você pregar para o Seu rebanho. Mis- sões no púlpito não se limita apenas

às campanhas missionárias e aos ser- mões tradicionais sobre ir para al- gum lugar longe para pregar e viver

o Evangelho. Missões é um estilo de vida vivido em conjunto com uma série de outros parâmetros de vida cristã. Todos andam juntos. O seu púlpito não é apenas o de madeira ou acrílico numa posição privilegiada do seu templo (pelo menos deveria ser), mas também a vida de cada ove- lha de Deus sob sua supervisão. É claro que precisamos pregar aos do- mingos e quartas e sempre que tiver- mos oportunidade para isso (falo da igreja reunida), mas precisamos pre- gar individualmente às nossas ove- lhas incentivando-as na vida cristã. Sempre vi a função pastoral como a de um cristão que ajuda outro a se- guir a Cristo. O princípio é esse. Vejo que isso se perde entre as novas gera-

ções. Parece que a figura do pastor é

mais a de um gestor de pessoas para

o cumprimento de metas. A coisa fi-

cou muito empresarial. Sobre isso su- giro o livro de John Piper “Irmãos, nós não somos profissionais”. Paulo afirma em sua segunda carta aos Coríntios 12.15 que já tem se gastado e que se gastará ainda mais pela alma dos irmãos de Corin- to. Precisamos gastar nossa vida não apenas nos púlpitos de madeira, mas principalmente nos de carne e osso. Grande parte dessa entrega se dá em investir tempo em pessoas mesmo que demoremos a ver resultados. Para pregarmos missões do púl- pito das nossas igrejas ou nas vidas das ovelhas de Cristo, precisamos nos gastar com Deus e com as ove- lhas, identificando aqueles que Deus

levanta para o ministério, incentiva- do-os a cometer a mesma “loucu- ra santa” que eu e você cometemos há alguns poucos anos atrás quan- do Ele nos chamou, capacitou e en- viou para o campo missionário. Eu

e você somos os instrumentos de

Deus para que as próximas gerações sejam levantadas por Ele para conti- nuar o que a nossa geração e as pas- sados começaram. E devemos nos lembrar de duas promessas de Deus sobre isso. Uma é a de Mt 28.18-20 que bem resume tudo o que acabo

de escrever. A outra está em Jo 14.12 em que Jesus diz que todo aquele que crê nele pode fazer obras iguais às Dele e ainda maiores. Temos visto isso se cumprindo na vida da igreja de Cristo espalhada pelo mundo até hoje. Nos coloquemos à Sua dispo- sição como instrumentos de bênção para sermos gastos naquilo que vale

a pena investir: vidas para Jesus! Que o Deus de Missões nos

abençoe!
abençoe!

Dinê lóta

Pastor Adjunto da PIB de Manaus - AM

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oração

OrAÇãO

É COmPrOmissO

Pr. Lécio Dornas

oração OrAÇãO É COmPrOmissO Pr. Lécio Dornas 3 4 Março de 2013 | Pregação & Pregadores

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Pregação & Pregadores

O

rar é falar com Deus. Quem já é crente há um tempinho está acos- tumado com esta definição simpli- ficada de oração. Alguém também

disse que a “oração é o idioma para

se

falar com Deus”, ou que a “Oração é a chave que abre

o

coração de Deus”; ainda já se falou que a “oração é

distância entre a nossa necessidade e o seu suprimento”.

A Bíblia diz que “a oração do justo pode muito em seus

efeitos” (Tiago 5.16), que devemos orar “sem cessar” (1Tessalonicenses 5.17) e que tudo quanto pedirmos a Deus, em nome de Jesus, ele fará (João 14.13 ); isso além

de muitas outras coisas. Oração, na verdade, é assunto recorrente na Bíblia

e precisa ser prática recorrente na nossa vida. Quando

lemos das experiências dos servos e servas de Deus, nos tempos bíblicos, através da oração, nos sentimos aben-

çoados e temos a nossa fé fortalecida. Mas o fato é que oramos pouco. Falamos, pregamos, ensinamos e defen- demos mais a oração, do que oramos. Pensemos, por exemplo, na experiência de Ana, es- posa de Elcana, narrada em 1Samuel 1, que conseguiu

o extraordinário de Deus em sua vida, após orar e “der-

ramar a alma” perante Ele. Não é empolgante lermos e relermos a experiência que Ana teve através da oração? No entanto, importa que, além de sermos impactados

e nos empolgarmos com as experiências dos homens e

mulheres de Deus do passado, e mesmo dos de nosso tempo, precisamos ter as nossas próprias experiências com Deus, por meio da oração.

O

RESgATE

Há porém, uma dimensão que precisa ser resgatada na temática da oração, é a do compromisso. Quando olhamos as pessoas do passado, que vivenciaram expe- riências extraordinárias com Deus, mediante suas ora- ções, vemos que não eram pessoas que oravam eventu- almente, mas sim gente que tinha compromisso com a disciplina da oração. Basta que recorramos à história de Daniel que, man- teve seu compromisso de orar em sua casa, mesmo diante de uma deserto ameaçador e intimidador, assina- do pelo rei Dario (Daniel 6). Quem não vibra diante de Deus e não fecha os olhos para imaginar a cena do rei, ao amanhecer, chamando, quase sem forças, por Daniel

que passara a noite numa cova cheia de leões. O profeta saiu ileso da cova. Oração na vida de Daniel não algo ocasional, ele não começou orar quando se viu naquela cova, junto aos leões famintos. Oração para ele era um compromisso ao qual ele foi incondicionalmente fiel. Há quem só ora no momento da dor ou na perplexi- dade. Mas oração é relacionamento, é de comunhão, é compromisso de amor que implica em diálogo constante

e

sempre franco, aberto e pleno. Quem ora o faz sempre

e

com fé na pessoa do Deus todo poderoso, cuja vontade

é

boa, perfeita e agradável (Romanos 12.2); ora também

com compromisso sabendo que os extraordinários de Deus estão bem ali, ao alcance de uma oração sincera.

A

CONExÃO

Agora olhemos a relação entre o compromisso da oração e a ação missionária da igreja. Vejamos como o nosso Deus age no avanço missionário a partir da ora- ção do seu povo.

Pela oração Deus CHAMA os missionários

Diante da constatação da dimensão da seara e da quantidade diminuta de trabalhadores, o conselho de Jesus para os seus discípulos foi muito interessante: “… Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.” ( Lucas 10.2 – RA). A questão é missiologicamente fundamental: Ou a igreja se compromete em orar rogando a Deus que con- voque homens e mulheres para serem missionários, ou viverá em breve um tempo quando terá dinheiro e rece- berá apelos e mais apelos de campos carentes do Evan- gelho, mas não poderá cumprir o ide de Jesus porque faltarão os vocacionados, as pessoas convocadas por Deus para irem aos campos. Há quem diga que a igreja já começou a viver esse tempo de carência de obreiros.

Recentemente o Diretor Executivo da Junta de Missões Mundiais, Pr. João Marcos Barreto Soares, fez uma ape- lo diante dos líderes batistas do Brasil, para que orassem pedindo que Deus levante um missionário disposto a seguir para o Paquistão. Quando a igreja clama, Deus chama missionários. Cada pessoa convocada por Deus para a sua seara, é res- posta às orações de um povo comprometido com a oração.

Pela oração Deus SUSTENTA e USA os missionários

Sustento em todos os sentidos. Não apenas o su- primento de suas necessidades material e físicas, mas também emocionais, relacionais e espirituais. Quando a igreja entende que, indo um missionário para o campo, é ela que vai através e junto com ele, então ela deixa de mencionar eventualmente esse missionário em suas preces, mas compromete-se em orações constantes e fervorosas, indo ao Pai constantemente para interceder por aquele que disse “sim” ao chamado de Deus e se- guiu para o campo. Às vezes o missionário sente-se sozinho, às vezes frágil e impotente diante de ameaças, perseguições e conflitos; até mesmo perante desafios e decisões im- portantes e estratégicas para o Reino de Deus. São, em especial, em horas assim, que toda a diferença é feita na vida desse missionário, ao saber que há pessoas com- prometidas em orar e interceder por ele. Diante do grande desafio de anunciar o Evangelho no poder do Espírito Santo, os missionários no campo, não raras vezes, sentem-se também pequenos e incapazes quando entendem a dimensão do que Deus deseja realizar em sua vida e através da sua vida. Se nesta ora ele souber que pode contar com uma igreja onde haja muitos crentes comprometidos em orar pela sustentação de suas vidas. Resgatando a dimensão do compromisso com a prá- tica da oração, a igreja estará investindo na sua própria saúde espiritual e, a um só tempo, alicerçando a obra missionária em todo o mundo. Comprometida com a oração, a igreja coloca-se na vanguarda do que Deus está fazendo, assegurando que não falte, nem quem queira , nem os suprimentos necessários para dar paz e segurança a quem vai. Busquemos mais a Deus em oração e comprometa- mo-nos com o avanço missionário no mundo.

e comprometa - mo-nos com o avanço missionário no mundo. lécio Dornas Editor de Pregação &
e comprometa - mo-nos com o avanço missionário no mundo. lécio Dornas Editor de Pregação &

lécio Dornas

Editor de Pregação & Pregadores

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reflexão

Um convite a testemunhar

“mas receberão poder quando o espírito santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e samaria, e até os confins da terra.” (Atos 1.8)

Fabiano Bispo

A

lgo de muito bom e desafiador nos espera neste ano de 2013. Bom

porque represen- ta a renovação da oportunidade de anunciar a Boa Nova em muitos lu- gares onde Jesus ainda não é conhe- cido e reconhecido. Desafiador por- que sabemos o tamanho da respon- sabilidade que está em nossas mãos para que a mensagem do Evangelho possa alcançar e transformar vidas. Todo esse desafio e responsabi- lidade são muito bem representa- dos no tema oficial da Campanha de Missões Mundiais 2013: Teste- munhe às Nações pelo Poder do Espírito. Quero convidá-lo a uma bre- ve reflexão sobre este tema. Minha sincera oração é que, ao final deste texto, você possa somar forças com

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Missões Mundiais e embarcar nessa grande e desafiadora jornada da pro- clamação do Evangelho até os con- fins da Terra.

TESTEMUNHE

Talvez a palavra “testemunho” tenha se tornado tão comum em nosso meio que deixamos de refletir sobre o que, de fato, significa o ato de testemunhar. Testemunhar é ir além do “falar sobre Jesus”, é falar sobre o Jesus que você conheceu! Sim, pois nós só podemos testemu- nhar algo que vimos, ouvimos e/ou experimentamos. Quando Jesus nos chama para sermos testemunhas, Ele está sinalizando que devemos não somente explicar quem Ele é, mas anunciarmos os frutos do nosso relacionamento com Ele. No livro de Atos vemos clara- mente que os discípulos que deram continuidade ao legado de Jesus an- daram com Ele. Até mesmo na escolha do substituto de Judas o fato de “ter andado com Jesus” (visto, ouvido e/ ou experimentado) foi fundamental. (Atos 1.22). Isso tudo para nos ensinar que Testemunho pressupõe andarmos com Jesus. Um convite para Testemunhar- mos é, também, um convite a andar- mos com Ele.

ÀS NAÇÕES

Se por um lado, Testemunhar significa andar com Jesus, Testemunhar às Nações significa cumprir o seu chamado. Sim, recebemos a ordem para sermos testemunhas em nosso dia-a-dia, mas também recebemos a missão de levarmos a mensagem

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do Amor aos povos mais distantes.

Testemunhar às Nações significa que te- mos um foco, um alvo a ser atingido, como aos povos não alcançados e a lugares onde o Evangelho perdeu a sua relevância. Testemunhar às Nações

é

um convite à atendermos ao cha-

mado de Deus para nossas vidas. A grande comissão.

 

PELO PODER DO ESPíRITO

Essa, talvez, seja a parte mais im- portante do tema desta campanha.

É

Deus quem nos capacita, através

do Espírito Santo que habita em nós.

É no Espírito que teremos a força,

a capacidade e, porque não dizer, a

autoridade para cumprirmos o cha- mado de Deus em nossas vidas. “Pelo poder do Espírito” significa que não estamos sós. Significa que Deus está à frente e que o poder vem Dele. E este é um convite de Deus para que possamos depender única e exclusivamente Dele. Há uma música do cantor sul- -africano Brenton Brown que diz:

Strength will rise as we wait upon

the Lord, We will wait upon the Lord”, que em uma tradução livre significa Nossa força nasce à medida em que espe- ramos no Senhor. Estas palavras dizem tudo: nossa força nasce no Senhor

e

é pelo Seu poder que iremos por

Jerusalém, Judeia, Samaria e até os

confins da Terra para anunciar o Evangelho. Pelo poder do Espírito, para a

honra e glória Dele.

honra e glória Dele.
Pelo poder do Espírito, para a honra e glória Dele. fabiano Bispo Líder de louvor e

fabiano Bispo

Líder de louvor e Adoração na Igreja Batista da Orla de Niterói Cursa teologia na Faculdade

Teológica Sulamericana

Um convite para Testemunharmos é, também, um convite a andarmos com Ele.”

comunicação

O poder da COmUNiCAÇãO para testemunhar às nações

Testemunhar o Evangelho às nações nos tempos de hoje ainda é uma tarefa difícil por vários motivos. No entanto, os meios de comunicação tradicionais e as novas mídias, como a internet, têm, de certa forma, “facilitado” um pouco o cumprimento da missão, pois mais pessoas (ou nações inteiras) são alcançadas em um menor espaço de tempo graças às novas tecnologias. E os crentes estão despertando para isso.

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O s meios de comunicação de massa são excelentes para compartilhar e difundir informações de
O s meios de comunicação de massa são excelentes para compartilhar e difundir informações de

O

s meios de comunicação de massa são excelentes para compartilhar e

difundir informações de diferentes tipos. Igrejas e organizações já usam esses meios para testemunhar o Evangelho de Cristo.

Quando uma organização (empresa, ONG, igreja, entre outras) elege um meio de comunicação, seja para difundir informações sobre sua atuação e objetivos ou para falar de Jesus, a escolha certamente é feita a partir de informações relacionadas ao público que se quer atingir. Da mesma forma, o cristão que deseja difundir a mensagem do Evangelho seja através da televisão, rádio ou internet, deve buscar relevância no que é compartilhado e como é dito.

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O papel principal dos meios de comunicação é servir como veículos para a defesa do cristianismo, que precisa ser feita com arte, suavidade e argumentação.”

Segundo a gerente de Comunicação e Marketing da Junta de Missões Mundiais, Jaci Madsen, a melhor forma de impactar outras pessoas com o Evangelho é através do testemunho. “Compartilhe suas experiências de vida com Deus e impacte a vida de muitas pessoas”, diz Jaci, que acres- centa: “O testemunho é a melhor maneira de comparti- lhar uma verdade”. Levando em consideração todas essas variáveis, Mis- sões Mundiais tem desenvolvido várias ações no campo da comunicação. Jaci destaca a necessidade de falar, de

maneira prática e objetiva, a pessoas que são bombardea-

das de informação a todo momento e em todo lugar. As- sim, Missões Mundiais tem atuado em várias frentes de comunicação para que informações como as enviadas por nossos missionários e as carências do campo cheguem o mais rápido possível e de forma clara ao público-alvo. “Há muita coisa acontecendo no mundo simultanea- mente, e as necessidades de avanço da obra missionária

são imensas. Os crentes brasileiros precisam se envolver com isso, pois sem informação, como se envolverão? Sem envolvimento, como participarão?”, indaga-se Jaci. No campo da internet, Missões Mundiais tem in- vestido nas redes sociais como Twitter e Facebook. No final de 2012, a JMM realizou inteiramente no ambiente virtual a campanha Doe Esperança. “O resultado foi que centenas de pessoas enviaram mensagens de esperança a crianças do PEPE (progra- ma socioeducativo) de São Tomé e Príncipe, Guiné- -Bissau, Paraguai e Haiti, e algumas se apresentaram para ser missionários. Uma grande bênção”, conta Jaci, que afirma que Missões Mundiais tem fortalecido a co- municação escrita, falada e digital, “ampliando nossa presença nas redes sociais e na internet”. No processo de aperfeiçoamento da comunicação com seus públi- cos, Missões Mundiais espera ter ser portal na Iinternet (www.jmm.org.br) renovado até o final de 2013. Quem também está investindo nos meios de comu- nicação para testemunhar o Evangelho é a Igreja Batista Itacuruçá, no Rio de Janeiro. Em 2012, a igreja estreou

o programa semanal “Convite à Vida”, apresentado

pelo Pr. Israel Belo. “Para mim, o papel principal dos meios de comu- nicação é servir como veículos para a defesa do cris- tianismo, que precisa ser feita com arte, suavidade e argumentação”, diz o Pr. Israel. Ele diz ainda que um programa de televisão evangélico deve tomar o cuidado para “não pregar para crentes”, mas usar uma “lingua- gem acessível a telespectadores desconhecidos que têm

na mão o poder do controle remoto”. Segundo o Pr. Israel, o “Convite à Vida” tem bus- cado alcançar pessoas para Cristo, e que o programa de televisão é um processo de aprendizado. Uma das parcerias de Missões Mundiais na área de comunicação é justamente com o programa “Convite à Vida”, no qual é exibido um quadro mostrando a reali- dade e os desafios do campo missionário. “Temos um quadro muito interessante em que Mis- sões Mundiais fala do seu movimento pelo mundo e mostra a telespectadores não crentes que os crentes se

Há muita coisa acontecendo no mundo simultaneamente, e as necessidades de avanço da obra missionária são imensas. Os crentes brasileiros precisam se envolver com isso, pois sem informação, como se envolverão? Sem envolvimento, como participarão?”

importam com os outros povos, tanto da comunicação da verdade em que acreditam quando no serviço que prestam”, diz. O Pr. Israel compartilha também a história de um telespectador que gostaria entregar sua vida a Jesus. “Recentemente, recebemos uma mensagem de um telespectador narrando sua saga espiritual. Depois de décadas numa determinada religião de origem árabe, disse que queria se converter. A partir daí o diálogo foi por e-mail. Nós enviamos uma Bíblia, e ele nos pediu orientação sobre como lê-la. Estamos orando por ele e aguardando o resultado de sua exposição ao Evan- gelho”, conta. Esses testemunhos comprovam que os meios de co- municação são ferramentas eficazes de transmissão da mensagem do Evangelho e podem atravessar fronteiras, chegando até os confins da terra. “A comunicação é um suporte para fortalecer nos- sos relacionamentos com aqueles que sustentam e in- tercedem pela obra missionária, e exatamente por isso precisa ser sempre atual, transparente e percebida”, ex- plica Jaci. “Não podemos deixar de proclamar o nome de Jesus às nações, nem deixar de contar os desafios e vitórias obtidos no nome do Senhor”, conclui.

o nome de Jesus às nações, nem deixar de contar os desafios e vitórias obtidos no
desafios e vitórias obtidos no nome do Senhor”, conclui. www.conviteavida.org.br www.jmm.org.br/campanha2013

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isso, ele defende a necessidade de todos os pregadores contemporâneos adotarem a pregação expositiva em

isso, ele defende a necessidade de todos os pregadores contemporâneos adotarem a pregação expositiva em sua praxis como mensageiros da Palavra de Deus para o ho- mem de hoje.

O livro é, em suma, uma apelo veemente para que a

Bíblia seja exposta de forma séria, consistente e fiel. Para que o significado do texto bíblico para os seus leitores originais e primeiros, subsidie a relevância e as impli- cações do referido texto na vida das pessoas do nosso tempo, seus destinatários contemporâneos.

O livro é tão bem escrito e a tradução foi bem fei-

ta, que até mesmo aqueles que defendem a pregação de sermões tópicos, descomprometidos com a exposição

de textos bíblicos nos seus sermões, vão apreciar muito a sua leitura, pelo fato deste texto ser um extraordinário contraponto neste dilema que se formou nas últimas dé- cadas, marcado por uma questão muito importante para quem prepara e prega a Palavra de Deus: afinal, onde nasce o sermão, no texto bíblico ou nas situações con- cretas da vida das pessoas em nossos dias?

O sermão nasce com um texto bíblico cuja exposi-

ção atingirá o homem de hoje naquilo em que o próprio

texto o confrontar com as verdades eternas do Senhor. Responde Mohler, categoricamente. Você concorda? “Deus não está em silêncio”, um livro que vale a pena

ser lido por todos que pregam a Palavra de Deus.

vale a pena ser lido por todos que pregam a Palavra de Deus. lécio Dornas Editor
vale a pena ser lido por todos que pregam a Palavra de Deus. lécio Dornas Editor

lécio Dornas Editor de Pregação & Pregadores

estante

Pregar é expor

Pr. Lécio Dornas

ó existe um tipo de pregação bíbli- ca: a expositiva. Umas das piores coisas para a pregação é a crença de que pregação expositiva é um dos diversos tipos de pregação. Não é!

Pregar expositivamente é a única forma de pregar a Palavra de Deus. Muita gente não vai concordar com isso. Mas o Dr. Albet Mohler, Jr., Presidente do Seminário Teológico Batista do Sul dos Estados Unidos, em Louisville, KY, está convencido de que as afirmações acima, não apenas são verdadeiras, como o dar crédito a elas é decisão de importância estratégica para a igreja contemporânea. Em seu livro “Deus não está em silêncio”(Editora Fiel,

2012, 181 p.), Mohler apresenta uma reflexão séria, pro- funda e analítica sobre a questão da pregação hoje, com

S

o

foco no declínio da pregação expositiva, cuja reversão

é,

em sua visão, uma questão vital para a igreja hoje.

O livro é fascinante. O estilo do autor, sempre con- tundente e categórico, com uma argumentação lógica, robustecida por uma visão crítica histórica aguçada e fundamentação bíblica irrefutável, prendem o leitor às páginas do livro. O Dr. Augustus Nicodemus Lopes, Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackensie, em São Paulo, assim se expressou acerca do texto de Mohler: “Este livro renovou meu compromisso com a pregação expositiva e meu desejo de pregar com fidelidade todo o conselho de Deus. Minha expectativa é que ele faça a mesma coisa com todos os pregadores que o lerem.”. No livro, o autor explica o que é a pregação expositi- va e ainda mostra os pilares de sua construção. Ao fazer

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pastores sem fronteiras

A força do trabalho voluntário nos campos

Mis-

sões Mundiais enviou mais de 500 voluntários

a seus campos missionários e também a Londres, por onde pessoas das mais variadas nacionalidades passaram para acom-

panhar os Jogos Olímpicos. As via- gens voluntárias são oportunidades para o crente apoiar diretamente

a obra de evangelização mundial,

manifestando o amor de Deus atra-

vés de ações de ajuda humanitária e anunciando o Evangelho de Cristo. Muitos são os voluntários que re- tornam do campo missionário com

o desejo de se preparar em um Se-

minário e se tornar um missionário efetivo, seguindo aos campos trans- culturais. Todo pastor deve parti- cipar de uma caravana voluntária e também incentivar sua igreja a fazer o mesmo. Acompanhe alguns relatos de quem já embarcou em uma viagem missionária.

E

m 2012,

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Privilégio de servir como voluntário.

Esta é a expressão mais indicada para falar a respeito de mais uma viagem missionária. São tantos os privilégios que me sinto um pouco egoísta, pois não consigo expres- sar em palavras os sentimentos e experiências vividas em 15 dias, no mês de fevereiro de 2012. De forma didática e simplificada vou tentar relatar nossa viagem missionária a Moçambique. Foram mais ou menos 10 meses de preparo para esta viagem. Entrei em contato com várias pessoas que se apresentaram para o trabalho e fechamos o grupo com Edna Francisco, enfermeira-padrão; Eliane Queiroz, di- retora do hospital em nossa cidade e, também, o Palhaço Presuntinho. O sustento de minha viagem foi custeado por um empresário que ama missões. A Edna foi com seus próprios recursos e a Eliane recebeu apoio de nossa igreja, familiares e amigos. Em nossa bagagem havia três notebooks usados e um novo, 150 livros e apostilas, dois aparelhos para Medir Pressão (completos), 30 protetores solares, canetas, esmal- tes, estojos de maquiagem, termômetros e muitos medica- mentos para serem usados nos projetos.

TRABALHOS DESENVOLVIDOS NOS CAMPOS

Desenvolvemos um trabalho na Igreja em Mafarinha que contou com a participação de toda a equipe em um culto pela manhã. Ali preguei usando um sermão em lín- gua chisena, foi um momento muito especial. Na Igreja do Dondo pude pregar pelo menos três vezes e ainda minis- trei aulas para casados, em dois domingos. A Eliane e a Edna visitaram o Hospital de Beira onde a missionária e médica Gisele Soler visita, periodicamente, com propósito de falar e ensinar a Palavra de Deus. A situ- ação do hospital nos deixa perplexos, tamanha é a falta de estrutura, organização e higiene do local. Os quartos de internação encontravam-se lotados e, por diversas vezes, vimos leitos tendo que serem divididos por dois pacientes. A alimentação é feita somente uma vez por dia, tendo o paciente que pagar por ela. Os funcionários são escassos, não há medicamentos para todos os pacientes e nem re- curso para atendimento de urgência. Os pacientes sofrem em seus leitos largados a sua própria sorte. Gostaria de ressaltar aqui o empenho e determinação da missionária Gisele Soler que, mesmo diante de tamanho so- frimento e desprezo em que vê os pacientes, não esmorece em sua fé. Ao contrário, ela fala aos pacientes com afinco, sabedoria e esperança do nome de Jesus. Levando a todos, com muita autoridade, uma palavra de conforto e refrigério. Em Macharote há uma igreja recém-organizada, for- mada principalmente por mulheres, que pude visitar em

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duas oportunidades, uma como pastor e a outra como pa- lhaço. A igreja ainda não tinha nenhum assento, e o grupo pôde doar 10 bancos para aqueles irmãos. A Escola El Shadai é bem estruturada e organizada, as classes são bem dividas e amplas e os alunos possuem uniformes. Hoje a escola conta com cerca de 500 alunos, sendo divididos em classes que vão da primeira à sexta série. Atualmente está em construção mais algumas clas- ses, as quais serão utilizadas para receber os alunos que estudam no pré do Projeto Pequenas Sementes, alunos que vêm das escolas públicas e os que estão cursando a sexta série. O trabalho realizado por todos que atuam no El Shadai é excelente, pode-se ver claramente o carinho e compromisso que cada um tem dedicado a este projeto social e missionário. Nesta escola o Palhaço Presuntinho pôde fazer duas apresentações, alcançando todos os alu- nos. Foi um momento muito especial! Em Siluvo, um povoado que fica cerca de 100 km de distância de Dondo, não há água encanada, energia elétri- ca ou qualquer tipo de sistema de saneamento básico, além de o contágio por malária ser muito grande. Ali, o Palhaço Presuntinho fez um trabalho muito especial com exata- mente 200 crianças e mais uns 50 adultos. Digo exatamen- te porque comprei alguns pirulitos para distribuir para as crianças, ao final da fila faltavam quatro crianças e eu tinha quatro pirulitos no pacote. MILAGRE! Além do trabalho evangelístico com as crianças e adultos, realizamos atendi- mento médico e entregamos medicamentos às pessoas. No povoado de Savane, que fica a duas horas da cida- de de Beira, o asfalto encontrava-se em más condições de uso o que dificultou a locomoção. O povoado é de difícil acesso por não ter asfalto e as estradas de terra serem pou- co utilizadas. Ali também não há água encanada, energia elétrica ou qualquer tipo de saneamento básico. As casas, em sua maioria, são de barro e cobertas de sapê. Os traba- lhos, nessa localidade, foram divididos entre atendimento médico e o estudo bíblico ministrado e testemunho da Eliane, que impactou muito a vida dos presentes. Por quatro dias, eu Eliane e Edna estivemos na Clínica Médica no bairro de Mafarainha. Esta clínica atende não só os moradores do bairro, mas há um fluxo de atendi- mento de mais de 150 consultas diárias. Estas consultas são realizadas por dois técnicos de enfermagem que dão expediente diário de oito horas e pela médica e missionária Gisele, que comparece a unidade duas vezes por semana. Ali há uma farmácia pública onde são distribuídos diver- sos medicamentos à população. Toda manhã, é realizado um momento devocional onde se faz uma leitura bíblica, oração e explicação de algum texto bíblico aos pacientes que aguardam atendimento. Este trabalho tem grande poder de impacto no povoa-

do, podendo através de um bom atendimento e dedicação

alcançar diversas vidas para Jesus, visto que nos poucos dias em que estivemos ajudando, que fosse na organização do atendimento, na entrega de medicamentos, no atendi- mento propriamente dito ou no momento em que eram feitos as devocionais, vimos e ouvimos diversas pessoas

afirmarem o grandes benefícios que a clinica tem trazido

a elas, pois se sentem acolhidas e gratificadas pela equipe que naquele local trabalha.” Ministrei um curso de Comunicação no Instituto Bí- blico de Beira “Como Falar bem em Público”, tivemos

a presença de pelo menos 40 alunos, entre alunos e pes-

soas das igrejas de Beira, foi um momento especial. Te- mos muitos planos para voltar e também em enviar mais pastores para ministrar cursos e seminários no Instituto. Tive a oportunidade de fazer um trabalho especial como Palhaço em uma escola pública na Cidade de Beira. Junto com missionários da Missão Young Life. Cerca de 150 crianças divididas em dois períodos puderam ouvir da palavra de Deus. Foram 15 dias muito intensos, e estamos programando outra viagem para julho de 2013. Somos gratos a Deus, pelas igrejas, irmãos, pastores, amigos, alunos da Faculdade Batista do ABC que doaram o

notebook novo para o Instituto de Beira, enfim toda honra

e toda glória a Deus que nos honrou muito nesta viagem.”

RONNy ClAyTON D’AJUDA

Pastor da Igreja Batista do Buri/SP

Tivemos a honra de sair da nossa terra

natal e irmos em uma viagem missionária rumo à Santa Cruz de La Sierra, Bolívia. Saímos corajosas para tal mis-

são, onde enfrentaríamos cultura, língua e povo diferente; mas não tememos, seguimos viagem. Para honra e glória do Senhor nosso Deus, chegamos em terra boliviana no dia 20 de julho de 2012 e tivemos uma bela recepção da igreja no aeroporto. Fomos recebidos pelo casal Pr. José Genário e Teremar Lacerda, que nos hospedou em sua casa. Eles têm trabalhado na obra do Senhor com muito êxito e amor. Na Igreja Batista Fildélfia, trabalhamos em várias áreas. Dentre elas estão o trabalho com o Programa de Educação Pré Escolar (PEPE), Escola Bíblica de Férias, Cursos de Beleza, trabalhos manuais, comida brasileira, visitações, estudos bíblicos nos lares, aconselhamento e programações na igreja local e congregação no bairro de Quior. Foi uma bênção estar naquele lugar, onde há muita carência do Evangelho, mas sentimos o agir do Espírito Santo onde passávamos. Santa Cruz é uma cidade grande, próspera e com uma população de mais de 1.500.000 habitantes. Ali há muitos brasileiros estudando Medicina, mas, muitos ainda não conhecem a Jesus. Agradecemos a Deus pelo suprimento

físico, emocional, espiritual e financeiro, pois todas nós que fomos deixamos filhos pequenos, bebês, esposos, familia- res, trabalho, escola etc. Mas Deus, com seu imenso amor, cuidou de tudo. Encerro com uma esta frase: Somos filhos do Rei, não podemos dizer não à voz do Espírito Santo. Portanto, Mis- sões começou no coração de Deus e chegou até nós para que fizéssemos algo simples que se resume em uma palavra: OBEDIÊNCIA.”.

MARIlDA SABOIA

líder da Equipe de Voluntários da Segunda Igreja Batista em Anápolis/Go

Chegamos a Moçambique no dia 4 de

abril de 2012 e, no dia seguinte, fizemos uma visita à Igreja American Board de Pioneiros; à tarde, nos preparamos para

o encontro de mulheres. Participamos de um culto na Igreja American Board da Manga e promovemos, no Instituto Bíblico de Sofala – IBS, um encontro com 51 mulheres cristãs moçambica- nas. Uma das voluntárias, tocada pela condição precária da igreja, deu uma oferta para que pudessem fazer todo o reboco, piso e banheiros. Todas as noites realizamos módulos intensivo no IBS;

em outros períodos prestamos atendimento no ambulató- rio médico na cidade do Dondo; contamos com o apoio de uma equipe médica local. Este é um ministério que tem

à frente as missionárias Noêmia Cessito e Gisele Soler,

que também é médica. Foram dadas palestras na Escola El Shadai, com distribuição de kits odontológicos de preven-

ção para as crianças e professores. Além disso, no IBS, a equipe de voluntários ministrou cursos de artesanato para

a comunidade; realizou seminários para pastores e líde-

res, quando cerca de 30 pessoas foram treinadas; minis- trou palestras; realizou atividades esportivas com crianças (usando o futebol) e ofereceu um curso básico de teatro para a juventude da Igreja American Board de Pioneiros. O grupo retornou ao Brasil com o sentimento de mis- são cumprida naqueles campos tão carentes, tanto física quanto espiritualmente. Esse trabalho só pôde ser realiza- do porque os irmãos obedeceram ao chamado e o execu- taram sob a direção e poder do Espírito Santo.”

GIlMAR ARAúJO DE SOUzA

Igreja Evangélica Batista de João Pessoa/PB

Entre em contato com o setor de voluntários da JMM e saiba como participar das próximas ca- ravanas. Há excelentes oportunidades para você cumprir a missão,de servir a Deus e ao próximo. Escreva para voluntarios@jmm.org.br.

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apelo

ATOs 1.8,

o

poder do espírito santo

e

a nossa missão na terra

Pr. João Marcos B. Soares

P

ai, Filho e Espírito Santo. Desde 2011 temos falado da Trindade em nossas campanhas. Falamos da gra- ça, da paz e do poder, mas falamos

principalmente de nossa missão. Por que sobre missão? Por precisarmos entender que a graça nos capacitou a sermos mensageiros da paz pelo poder do Espírito. Ao falarmos da promessa de Jesus Cristo sobre o recebimento do Espírito Santo, comete- mos – muitas