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APOIO À PRÁTICA PEDAGÓGICA TEXTOS EPISTOLARES CICLOS DE APRENDIZAGEM I e II / EJA

APOIO À PRÁTICA PEDAGÓGICA

TEXTOS EPISTOLARES

CICLOS DE APRENDIZAGEM I e II / EJA

Prefeito da Cidade de Salvador JOÃO HENRIQUE DE BARRADAS CARNEIRO

Secretário Municipal da Educação e Cultura NEY CAMPELLO

Coordenadora de Ensino e Apoio Pedagógico ANA SUELI PINHO

Equipe Técnica da Edição Original (1996) Coordenação da Elaboração dos Cadernos Kadja Cristina Grimaldi Guedes Consultoria Maria Esther Pacheco Soub Sistematização Antônia Maria de Souza Ribeiro Maria de Lourdes Nova Barboza Elizabete Regina da Silva Monteiro

Edição Atualizada (2007) Maria Clara Luz Vasconcelos

Coordenação da reedição dos Cadernos Maria de Lourdes Nova Barboza

A reedição deste caderno atende aos objetivos da SMEC em dar suporte didático/pedagógico às atividades de sala de aula.

Esta publicação destina-se exclusivamente para uso pedagógico nas escolas Municipais de Salvador, sendo vedada a sua comercialização. A reprodução total ou parcial deverá ser autorizada pela Secretaria Municipal da Educação e Cultura de Salvador.

APRESENTAÇÃO

É com muita satisfação que a Coordenadoria de Ensino e Apoio Pedagógico - CENAP – apresenta aos professores do Sistema Municipal de Ensino, a reedição dos Cadernos de Apoio à Prática Pedagógica.

Nascidos em 1996, de um trabalho de vanguarda que conectava a teoria à prática da sala de aula das escolas municipais, tais cadernos procuravam ser – e certamente ainda são – um instrumento estratégico da nossa luta diária para aumentar os índices de desempenho acadêmico dos alunos da Rede Municipal de Ensino de Salvador.

Os Cadernos de Apoio à Prática Pedagógica apresentam vários blocos de sugestões com diferentes gêneros textuais e algumas atividades voltadas para aquisição da base alfabética e ortográfica dos alunos, subsidiando os professores no seu saber-fazer pedagógico.

Acreditamos que quanto mais investirmos na formação continuada, na prática reflexiva, na pesquisa de soluções originais, mais será possível uma progressiva redefinição do nosso ofício de professor, no sentido de uma maior profissionalização.

Atualizamos e publicamos esses cadernos, apostando no potencial criativo dos professores, tendo em vista o bem comum de todas as crianças, jovens e adultos que freqüentam as escolas municipais de Salvador.

Sucesso professor, é o que lhe desejamos!

Ana Sueli Pinho Coordenadora da CENAP

Venho por essas

mal traçadas

linhas

Assim começaram (e ainda começam) muitas e muitas cartas, levando, dentro do pequeno envelope, saudades, desentendimentos, esperanças. O mundo girava devagar:

as cartas iam e vinham encurtando distâncias.

Hoje o mundo mudou. A velocidade do tempo está cada vez mais curta, a sofisticada rede dos meios de comunicação e transportes vai mudando o homem e seus antigos hábitos. Quase já não se escrevem cartas. Parece que o paciente e solitário momento da escrita íntima vai, infelizmente, perdendo lugar entre nós. Evidentemente, não estamos falando das chamadas cartas comerciais. Estas, fruto do consumismo moderno, visitam- nos todos os dias para um monólogo apenas comercial.

INTRODUÇÃO:

A escolha da construção de um módulo de Textos Epistolares foi determinada por considerar que este tipo de texto está entre os que circulam com maior freqüência no ambiente social de nossa comunidade, razão pela qual a criança deve poder interpretá-los e reproduzi-los com facilidade.

, da língua escrita. Aprender a escrever esses instrumentos possibilita ao aluno a descoberta da função social da escrita

O bilhete, o convite, o requerimento, a carta

são instrumentos de comunicação

Diante disso, vale ressaltar que a produção da leitura e escrita de textos epistolares, permite aos alunos exercitar a interação verbal, pois propõem como condição, determinar:

a quem se escreve – os alunos devem, portanto, construir a noção de interlocutor, de destinatário;

por que se escreve – devendo-se prever a necessidade de haver um motivo para o estabelecimento de comunicação entre sujeitos;

sobre o que se escreve – o assunto a ser tratado;

como se escreve – as escolhas discursivas - eu ou nós? Vocabulários simples ou requintados, específicos? – seus elementos constituintes, a organização que devem ter, isto é, sua silhueta.

Além disso, a vivência dessas atividades de linguagem, (escrever para ser lido

por alguém) permite que os alunos experimentem adequar sua linguagem a

diversas situações sociais de interação verbal e a diferentes interlocutores,

construindo deles uma imagem. Dessas intuições (a quem me dirijo e para quê?)

advém uma maior ou menor formalidade no tratamento do interlocutor e no uso

que se faz da linguagem.

Portanto, um trabalho sistemático com textos epistolares na escola, onde os

alunos possam vivenciar uma situação real de comunicação, é de fundamental

importância, para que usem com competência as necessárias escritas epistolares.

Esta é a nossa proposta. Ela deve acontecer em todos os segmentos, obedecendo

as especificidades de cada clientela.

TEXTO EPISTOLAR

O texto epistolar é toda comunicação que estabelece um diálogo à distância,

entre duas ou mais pessoas, por meio da linguagem escrita: cartas, ofícios,

telegramas, e outros tipos. É o portador de texto que possui maior variação

textual. De acordo com seu caráter, o texto epistolar pode ser:

Particular ou social – quando se trata de assuntos pessoais ou íntimos

(entre particulares ).

Oficial – quando emana de órgãos do serviço público, civil, eclesiástico

ou militar.

Comercial – quando trata de assuntos comerciais entre empresas.

Apresentam uma estrutura que se reflete claramente em sua organização espacial, cujos componentes são os seguintes:

a) Cabeçalho – que estabelece o lugar e o tempo da produção (data), os dados

do destinatário e a forma de tratamento utilizado para se comunicar com o destinatário.

b) Corpo – parte do texto em que se desenvolve a mensagem escrita.

c) Despedida – que incluem a saudação e a assinatura, através da qual se revela

a identidade do autor ou emissor deste texto epistolar.

O grau de familiaridade existente entre o emissor (remetente) e o destinatário, é o que orienta a escolha de estilo a adotar. Se dirigida a um amigo ou familiar, ela deverá ser informal; se o destinatário é desconhecido ou ocupa um nível superior em uma relação assimétrica (empregado em relação ao empregador), impõe-se um estilo mais formal.

OBJETIVOS

Identificar os elementos constitutivos do texto epistolar.

Construir a noção de destinatário e de seu status.

Apropriar-se da estrutura específica dos textos epistolares, em estudo, com “silhueta” e diagramação.

Interessar-se em escrever cartas,bilhetes e convites.

Ser capaz de “argumentar”.

Valorizar este tipo de portador.

Utilizar os textos epistolares como meio de resolver problemas.

Reconhecer os textos epistolares como importantes meios de comunicação.

Empregar corretamente a pontuação e uso de maiúsculas.

Contrastar o estilo de uma carta informal com o estilo formal de outras cartas, reconhecendo traços de oralidade e de enunciação.

CONTEÚDOS

Os conteúdos trabalhados neste Módulo são articulados, a fim de que os alunos possam antecipar idéias e obter informações que irão auxiliar a sua aprendizagem:

Os elementos constitutivos do texto epistolar informal: carta e bilhete.

Os elementos constitutivos do texto epistolar formal: ofício, requerimento, convite e carta de solicitação.

Elementos que compõem o texto epistolar: local e data, invocação, desenvolvimento do assunto, despedida e assinatura.

Mecanismos de produção de texto epistolar: conexão das partes, coesão nominal, coesão verbal.

Índices referentes ao contexto e ao modo como o produtor do texto epistolar se situa em relação a esse contexto: a interlocução à distância, a pressuposição e recriação de uma imagem do destinatário, a finalidade e os modos de dizer.

Os recursos lingüísticos próprios do texto epistolar, a adequação da linguagem mais ou menos formal de acordo com a finalidade do texto, emprego dos tempos verbais, os tipos de frases, os organizadores textuais.

Produção de leitura e escrita de textos epistolares formais e informais.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

Solicitação de que os alunos procurem, em casa, cartas diversas e levem-nas para a escola para leitura, análise e discussão.

Confronto das cartas com outros textos próximos, buscando as semelhanças e as diferenças.

Mistura das partes de uma carta ou bilhete para que os alunos identifiquem o que está inadequado, estruturando-a para que fique clara.

Distribuição de uma carta, faltando um pedaço (parte) e solicitação de que completem.

Organização dos dados de uma carta de solicitação de maneira que seja convincente.

Criação de situações concretas de uso dos textos epistolares:

- construção de um correio na escola: entre os colegas ou entre as demais classes;

- escolha de um aluno para ser o carteiro de classe para, regularmente, uma vez por semana, fazer a distribuição, com toda a caracterização necessária;

- escrita de uma carta de solicitação ou comunicação para uma pessoa

importante da escola ou fora dela.

Incentivo do uso da correspondência, promovendo situações reais de despacho das cartas, para que os alunos recebam na própria residência.

Apresentação de bons modelos de texto epistolar (pessoais, de informe, de convite, de opinião, de solicitação, de agradecimento, de apresentação) para leitura, análise e discussão dos elementos e marcas lingüísticas próprias deste tipo de texto.

Reescritas coletivas, em duplas e individuais.

Construção com os alunos de uma “ficha-guia” com os elementos importantes que não deve ser esquecido quando da reescrita ou produção do tipo de texto em estudo.

Promoção, entre os alunos, da troca de suas reescritas, para que tomem conhecimento dos escritos dos outros, anotando as observações de acordo com a “ficha-guia”.

Realização de jogos de papéis, para trabalhar o vocabulário da demanda, ou seja, as diversas formas do uso da linguagem, dependendo a quem está se dirigindo: ao porteiro, ao diretor, à sua mãe, a um colega, etc.

Construção com os alunos de um inventário de fórmulas de polidez.

Solicitação aos alunos da produção de cartas, individual e/ou em grupo, a partir de diferentes propostas, respeitando sua estrutura e elegendo o conteúdo mais adequado.

Realização de estudo da carta pessoal.

Confecção diferentes diagramações a depender do tipo de carta.

Comentários escritos no texto de um aluno e solicitação de que os outros reescrevam o mesmo texto, observando estes comentários.

CONSIDERAÇÕES PEDAGÓGICAS

Antes de dar início às atividades propostas, converse com os alunos sobre o que farão. A conversa inicial tem como objetivo contextualizar o que será lido, a fim de que os alunos possam antecipar idéias e obter informações que auxiliarão a sua compreensão. Nesse momento, o papel do professor é organizar as idéias levantadas por eles, além de transmitir novas informações e sistematizar os conhecimentos que eles forem demonstrando.

Bilhetes e cartas, assim como, os demais textos epistolares devem ser feitos para alguém e enviado. Não se escreve estes textos para ficar no caderno.

As atividades de reescrita de texto permitem que os alunos (re) leiam o texto, buscando melhorá-lo. Isto só é possível quando os alunos participam de situações em grupo, duplas, sob a orientação do professor, a fim de refletir sobre a organização das idéias, os procedimentos de coesão utilizados, a ortografia, a pontuação, etc.

O professor deve recomendar aos seus alunos que antes de iniciar a escrita de qualquer tipo de carta deverá proceder da seguinte maneira:

- pensar antes de escrever – criar mentalmente o esboço da carta. - organizar o assunto – escrevendo um de cada vez, a fim de não

tumultuar as idéias e o texto não ficar com a compreensão comprometida. - evitar rasuras e emendas (limpeza) – o melhor é passar o texto a limpo, criando a oportunidade para reler o texto.

- manter simplicidade: deve-se ser claro e objetivo, não usando termos

rebuscados ou em desuso.

- ser conciso: o assunto deverá ser abordado diretamente, objetivando a

finalidade da carta.

Após a leitura de um texto epistolar, o professor deverá questionar seus alunos, ajudando-os a identificar: quem o escreveu, para quem e para que. Isto é importante porque os alunos aprendem que ao escrever temos, por algum motivo, a intenção de estabelecer um contato com alguém que não se encontra em nossa presença para: contar, propor, perguntar, informar alguma coisa.

É importe que o professor determine, durante a reescrita de um texto, em qual aspecto os alunos devem se concentrar a cada vez que realizam esta

tarefa: na coerência da apresentação do conteúdo, ou nos aspectos coesivos e

pontuação, ou na ortografia. Isto porque, quando se foca em um só destes

aspectos, por vez, é possível sistematizar os resultados do trabalho coletivo e

devolvê-los organizadamente aos alunos.

Uma das tarefas principais do professor ao trabalhar um texto com seus

alunos é fazer uma análise criteriosa do gênero em estudo, para que eles

percebam os elementos que o caracteriza e se apropriem de sua estrutura.

Em uma atividade de reescrita de texto em que os alunos trocam suas

produções com os colegas, o professor deverá anotar o tipo de comentário

que fazem: à tipologia textual (ex: se são ou não convites); ao aspecto

gráfico-visual dos textos (distribuição na página, tipo e tamanho de letra,

legibilidade, etc.); à estrutura das frases, que remetem à coesão e coerência;

aos aspectos formais da língua, como falta de pontuação, uso de letra

maiúscula; à ortografia e à acentuação. Isto favorecerá o desenvolvimento de

outras atividades de produção e reescrita de textos.

MODELOS DE ALGUNS TIPOS DE TEXTOS EPISTOLARES E BREVES COMENTÁRIOS

BILHETE

Mamãe,

Se você vier para casa na hora do almoço me espere chegar da escola. Eu quero falar com você sobre minha festa de aniversário. Um beijo carinhoso, Verinha.

Verinha, Acho que sábado é um grande dia, mas prefiro que a festa comece às l6 horas, pois assim, posso dar uma ajeitada na casa depois que os convidados saírem. O que você acha? Falo com você à noite. Um beijo bem gostoso,

Mamãe.

Analisando os bilhetes acima, observa-se:

* Apesar de bastantes informais, apresentam a construção de uma “silhueta”:

iniciam pela vocação, finalizam por uma saudação e pela assinatura.

* Apresentam “marcas” próprias desse tipo de texto (epistolar): o remetente/ o

locutor (na assinatura, no uso de pronomes de 1ª pessoa) e do destinatário/ o

interlocutor (no vocativo, no uso de pronomes de 2ª pessoa).

* A ausência de data e local não compromete a compreensão do texto, pois está

implícito que os interlocutores participam do mesmo espaço e situação.

* A imagem que se tem dos interlocutores é revelada pelo uso de uma linguagem

informal, demonstrando o tipo de relacionamento existente entre eles.

* Há pontos de concordância e discordância entre os interlocutores. Concordância

no que se refere ao mês, dia do mês e da semana para a festa de aniversário e

discordância em relação ao horário, observada na frase mas prefiro que a festa

comece às 16 horas”, constante no segundo bilhete. Neste, o tom amistoso e sem

imposição do remetente (“

assim posso dar uma ajeitada na casa “ e “ O que

você acha?”) mostra o aspecto conciliador e respeitoso de uma convivência mútua.

pois

CONVITE

Mariana ,

Se você quer se divertir pra valer, não falte a essa festa!

horas, vou comemorar o meu

aniversário e gostaria que todos os meus amigos estivessem comigo nesse dia. Conto com a sua presença!

Verinha

Rua: Felicidade, nº 100. Bairro/cidade: Jardim das Rosas – Salvador Telefone: 3510-5000

,

Sábado

dia

7

de

junho ,

às

16

Ao trabalhar convite, o professor deverá chamar atenção dos alunos para a

disposição gráfico-visual do texto, a partir da observação de um modelo e

informar sobre as diversas formas impressas de convites, que circulam em nossa

sociedade.

Se os alunos, ao fazerem a reescrita de um convite e, por acaso, não seguirem o

modelo apresentado, isto não constitui um problema. O importante é que em

suas produções apareçam: quem está convidando / quem está sendo convidado /

para que está sendo convidado / onde será a festa / o horário que será a festa

CARTÃO - POSTAL

CARTÃO - POSTAL • O trabalho com cartão-postal possibilita aos alunos lerem e conversarem sobre outro

O trabalho com cartão-postal possibilita aos alunos lerem e conversarem sobre

outro tipo de correspondência, que não seja bilhetes convites e cartas,

geralmente os mais utilizados em sala de aula.

A produção de um cartão-postal passa pelas mesmas condições de produção de

um bilhete, convite ou carta. A diferença está no fato de o cartão-postal trazer

uma imagem, que em função da escolha, já determina, em parte, a imagem que o

locutor tem do seu interlocutor.

É importante que o professor ajude os alunos a perceberem que quem envia um

cartão-postal, escolhe-o de acordo com o que mais lhe chamou atenção naquele

local visitado e, de certa forma, deseja que seu interlocutor também o aprecie.

Ao iniciar o trabalho com cartão-postal o professor deverá apresentar aos alunos

vários modelos já preenchidos para que os alunos levantem hipóteses quanto à

imagem e em seguida confrontem frente e verso, buscando as informações.

O cartão-postal tem, na maioria das vezes, uma formatação padrão, ou seja, no

verso da imagem, o espaço é dividido em duas colunas: a coluna da esquerda é

ocupada pela mensagem do remetente e a da direita, com o endereço do

destinatário. É importante que os alunos saibam como preencher esses espaços.

CARTA

a) - Pessoal / Informal:

André querido,

Mamãe,

 

Não pode imaginar como estou triste. Será que a gente precisa passar por tudo isso? Queria sair de casa de outra

Não

me

conformo

e

não

vou

me

conformar

com

essa

viagem

sem

sentido.

maneira, ter me despedido com alegria

 

Sinceramente, largar a casa, a família, sair por aí a troco de nada, não dá para entender. Acho um desperdício, um dinheirão jogado fora. Mamãe, será que você não percebe que é loucura? Não tem cabimento? E se você passar mal? E se cair e quebrar a bacia? Como vai ser? Quem vai socorrer? O Araújo? Um sujeito que vive no meio das cobras e vacas? Lamento a hora em que este elemento apareceu em sua vida. Para mim, não passa de um espertalhão ou então de um doido varrido. Não quero interferir em nada Como você mesma fez questão de esfregar na minha cara, é dona do seu próprio nariz e faz o que bem entende. Se quiser minha opinião, a opinião do seu único filho que tanto lhe quer, acho que devia largar este aventureiro e voltar para casa imediatamente. Já pensou na vizinhança? Na Dona Otília, no Doutor Ruy, na Dona Olguinha?O que eles vão pensar de você passeando por aí, ninguém sabe onde, com esse fulaninho? Mamãe, peço que pense bem nas coisas, veja os prós e os contras e volte o quanto antes.

e

esperança. Você não sabe o que

significa para mim estar brigada com o meu filho, com meu querido. Por favor, André, tente compreender. Esta viagem não é uma coisa contra você nem contra ninguém. Não significa que eu tenha deixado de gostar de você, da Solange, das crianças. Viajar vai me fazer bem. Tenho saúde, me sinto jovem ainda. Pra que ficar em casa mofando? Com a morte de seu pai e agora com esta aposentadoria, minha vida ficou

difícil, vazia. Araújo é um velho amigo

de

muitos anos. Uma pessoa boa. Nos

damos bem. Temos a mesma idade, idéias parecidas sobre muitos assuntos, todo um passado para lembrar. Quando surgiu a idéia da viagem fiquei feliz. Parecia até uma janela se abrindo diante de mim. Pensei comigo, por que não? Meu Deus, por que não? Quero que saiba que estou longe de casa mas o meu pensamento está aí, junto de você, Solange, da Júlia, do Beto e da Maúcha, estes netinhos que tanto amo. Um beijo carinhoso da Mamãe

 

André.

(

Ricardo

Azevedo,

Chega

de

 

Saudade.

S.

Paulo,

Ed.

Moderna

(

Ricardo

Azevedo, Chega de S. Paulo , Ed. Moderna,

1984)

 

Saudade. –

 

1984)

 
 

N

 

A carta pessoal informal é um diálogo à distância com um receptor conhecido. O estilo

deve ser espontâneo, informal, deixando transparecer “marcas” da oralidade: frases

inclusas, nas quais as reticências habitam múltiplas interpretações do receptor na

tentativa de concluí-las; perguntas que procuram suas respostas nos destinatários;

perguntas que encerram em si suas próprias respostas (perguntas retóricas); pontos de

exclamação que expressam a ênfase que o emissor dá a determinadas expressões,

tristezas, dúvidas, etc.

Para cumprir a sua finalidade comunicativa, uma carta tem que apresentar alguns

elementos:

O EMISSOR - aquele que escreve a carta.

O DESTINATÁRIO: aquele a quem a carta é enviada.

A MENSAGEM: o assunto da carta.

A carta para ser enviada necessita ser colocada em um envelope. Este envelope deverá

ser preenchido de acordo com as normas do Correio:

FRENTE

VERSO

Ana Maria Freitas Braga

 

S.Q.S. 406 bloco – C,ap.

Remetente:

601

Luiz Carlos Braga. Rua Boa – Esperança, 65 Salvador- Bahia CEP. 40760-040

Brasília D.F.

CEP. 70255-030

Um dos elementos de maior importância no preenchimento do envelope é o Código de

Endereçamento Postal (CEP). Através dele, o Correio separa as cartas, enviando-as aos

diferentes lugares.

b) Carta Comercial

Salvador, 21 de janeiro de 2006

Ilmº Sr. Alfredo Gomes Rua Paciência, 52 – aptº 705 Centro – SSA

Prezado Senhor,

Informamos a V. Sa. que seu Cartão Cidadão será enviado em aproximadamente 7 dias úteis, a partir da data desta correspondência. Caso não o receba no prazo previsto, entre em contato com o nosso gerente comercial.

Estamos à disposição para qualquer outro esclarecimento através da nossa Central de Atendimento ao Cliente.

Atenciosamente,

Geraldo Faveres

Gerente Geral

A Carta Comercial é a correspondência mais freqüente nas relações comerciais. Deve

ser digitada, o texto claro, conciso e objetivo.

As principais características de uma carta comercial são:

a) Cabeçalho ( nome do lugar, data, mês e ano)

b) Nome e endereço do destinatário (a quem se envia.).

c)

d) Texto, que se divide em: início do texto / exposição do assunto / fecho /

Saudação.

assinatura.

Nas cartas comerciais o uso de abreviaturas é comum e apropriado (é convenção). A

abreviatura é a representação de uma palavra por meio de algumas de suas letras ou

sílabas, a fim de tornar a escrita simples.

Avenida - Av.

Conta Corrente -C/C

Vossa Excelência – V. Excia.

Vossa Senhoria - V. Sa.

Departamento - Deptº

Remetente – Remte.

Digníssimo - DD.

Ofício - Of.

Doutor - Dr.

Senhor – Sr.

Excelentíssimo - Exmº

Limitada – Ltda.

Fatura – Fat.

Rua – R.

TIPOS DE CARTAS COMERCIAIS

As Cartas Comerciais podem ser de quatro tipos:

Comunicação

Pedido ou Solicitação

Resposta

Apresentação

Como iniciar uma carta de comunicação:

a) Tem esta finalidade de comunicar a V. Sa.ou V. Sas.que

b) Comunicamos a V. Sa. que

c) Temos a honra de comunicar-lhe que

d) Temos a imensa satisfação de comunicar-lhe(s) que

Como iniciar uma carta pedido ou solicitação:

a) A fim de nos atualizarmos, vimos solicitar a

b) Considerando a carência que a instituição está passando, solicitamos que nos seja enviado

c) O objetivo desta é solicitar a V. Sa. a gentileza de enviar

Como iniciar uma carta resposta

a) Respondendo a sua carta de

b) Em conformidade com o seu pedido de

c) Em resposta a sua solicitação

d) Conforme sua consulta escrita em

, devo informá- lo que

,eis as soluções de

Como iniciar uma carta de apresentação

a) Temos a honra de apresentar-lhe

b) O portador da presente, fulano de tal

c) Apraz-me a oportunidade de apresentar-lhe

d) Apresento a V. Sa. fulano de tal,

O Fecho de uma Carta podendo ser assim:

- ( como terminar uma carta),constitui um parágrafo,

a) Aguardo sua pronta resposta

a) Na expectativa de breve notícias, aproveitamos a oportunidade para apresentar nossas congratulações.

b)

Colocando-nos

à

disposição

para

qualquer

informação

complementar,

firmamo-nos

Em seguida, assina-se abaixo de uma destas locuções:

Cordialmente

Atenciosamente

Saudações

Cordiais Saudações

MODELO DE CARTA DE COMUNICAÇÃO

Rio de Contas,10 de outubro de 2005.

À

CIA Geral de Materiais de Limpeza MARLIM

Rua do Mar,41 – Sobreloja Nesta

Prezado Senhor

Comunicamo-lhes que até então não recebemos os produtos solicitados na data de 18/03/2005, o que nos leva, por medida de urgência, a solicitar a V.Sa. uma rápida solução, considerando que o pedido foi feito com o máximo de antecedência.

Confiantes da sua presteza na solução do problema, aproveitamos o ensejo para apresentar a V. Sa. os nossos agradecimentos.

Atenciosamente, Paulo Pimentel & CIA

MODELO DE CARTA DE APRESENTAÇÃO

Salvador, 21 de janeiro de 2006.

Ao Sr.Álvares Arroyo Rua das Mercês,42 – Bairro da Paz Belo Horizonte – MG

Estimado Senhor:

Conforme acordo anterior, apresento-lhe Alberto da Cruz Santos, pessoa de nossa confiança, que sempre demonstrou através de suas ações e comportamento um perfil de conduta correto. O mesmo deverá compor o quadro desta empresa. Coloco-me à disposição para qualquer esclarecimento posterior, caso se faça necessário.

Cordialmente, Paulo Pimentel Gerente da LUSOBRÁS & CIA

MODELO DE CARTA DE SOLICITAÇÃO OU PEDIDO

Salvador, 13 de dezembro de 2004.

Sr.Marcos Cezar Caboverde Rua Camaratã, 246- Arco verde Niterói – RJ

Caros Senhores:

Solicitamos-lhe a gentileza de remeter-nos o mostruário com as cores que predominarão no ano de 2005. Outrossim, informamos que os nossos clientes,há muito tempo, exigem as novas tonalidades, tendo em vista os lançamentos feitos por outras empresas.

A

fim de mantermos nossa clientela atualizada e ao mesmo tempo diante de produtos

de

qualidade, rogamos mais uma vez o rápido atendimento à nossa solicitação.

Cordialmente,

Paulo Pimentel

E-MAIL

Correio eletrônico, ou e-mail, é um sistema de correspondência via internet, sendo, atualmente, uma das práticas mais corriqueiras de troca de mensagens, tornando-se um dos mais populares e importantes usos da comunicação digital.

O formato do endereço de e-mail, existente, no momento, na Internet, normalmente é:

você @ nome do servidor. com. br. Para que o usuário possa ter acesso a este programa é necessário uma conta num provedor, além do computador, onde deve se identificar.

O e-mail permite que qualquer pessoa com acesso à Internet envie mensagens, tal qual

uma carta comum, para qualquer pessoa ligada à rede, em qualquer lugar do mundo, quase que instantaneamente. Um usuário médio manda três mensagens por dia. Estas

mensagens não são necessariamente pessoais, mas podem ser armazenadas num arquivo

de

textos como: programas, comunicação de dados, etc

O

correio eletrônico tanto pode ser uma forma eficiente de comunicação como um fator

de

redução de produtividade. Esse processo se inicia com o próprio provedor que envia

regularmente mensagens de conteúdo informativo bem como de propaganda de produtos e serviços. Haja tempo para ler tudo isso!

Observa-se também uma tendência cada vez maior por parte dos usuários de uma linguagem escrita compactada, com características próprias e abreviações criadas a partir da sonoridade da palavra. Como por exemplo: kd ( cadê); vc ( você);tb ( também); rs(risos)etc.

AVALIAÇÃO

A avaliação é um ato diagnóstico contínuo que serve de subsídio para uma tomada de

decisão na perspectiva da construção da trajetória do desenvolvimento do educando e apoio ao educador na práxis pedagógica. Nessa perspectiva, a avaliação funciona como instrumento que possibilita ao professor ressignificar a prática docente a partir dos

resultados alcançados com os alunos, ou seja, o resultado é sempre o início do

planejamento de intervenções posteriores.

Sugerimos a utilização do instrumento avaliativo apresentado a seguir, para

acompanhamento do desempenho dos seus alunos e replanejamento de suas ações.

Avaliação – Produção Textual Modalidade: Epistolar

   

TÓPICOS DE REVISÃO

 

Sim

Desenvolvimento e adequação ao tema

O texto produzido corresponde ao tema proposto?

   

Foi produzido o suficiente para o desenvolvimento das idéias?

O texto apresenta clareza?

 

O texto apresenta seqüência lógica

 

O texto caracteriza-se como uma comunicação?

   

Características

 

O texto apresenta local e data?

 

do gênero

O texto apresenta fecho ou despedida/

 

O texto identifica seu destinatário?

 

O texto está assinado?

 
 

O

texto

respeita

a

padronização

entre

os

marcadores

textuais

 

específicos da modalidade textual?

 
 

O texto foi escrito respeitando as linhas?

   

Estrutura

estética

A letra empregada é legível?

 

O texto é legível, ainda que com borrões e rasuras?

 

O texto apresenta margem dos dois lados da página?

 

Há marcação adequada de parágrafo no corpo do texto?

 

De uma forma geral o aluno:

Escreve convencionalmente as palavras ?

 

Lingüística

Apresenta separação silábica quando necessário?

Estrutura

Acentua adequadamente as palavras ?

Emprega a pontuação que facilita a leitura e compreensão do texto?

Usa letras maiúsculas e minúsculas adequadamente?

Emprega o vocabulário de maneira adequada?

 

Apresenta concordância nominal?

Apresenta concordância verbal?

REFERÊNCIAS

BRASIL. Fundoescola. Leitura e Produção de Texto Epistolar. Brasília, MEC, Solange Pereira Gomes (relatora), 1998.

PORTILHO, Eponina e Maria Helena. Vamos Ler e Escrever Bem. Rio de Janeiro:Vol. 4.São Paulo: Conquista, 1999.

KAUFMAN, Ana Maria et all. Escola Leitura e Produção de Textos. Porto Alegre:

Artes Médica, 1995.

JOLIBERT, Josette. Formando Criança Produtora de Textos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.

JOLIBERT, Josette. Formando Crianças Leitoras. Porto Alegre: Artes Médicas,

1996.

SALVADOR. SMEC – CENAP. Projeto TECA, MÓDULO I, II e III , 1996

Sites consultados:

http://help.yahoo.com/help/br/mail/about/about-07.html

www.computch.com.br/dúvidas.php www.cultura.ufpa.br(dicas)net s / int-glo.htm