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Departamento de Engenharia Civil Hidráulica Aplicada I Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem

Departamento de Engenharia Civil

Hidráulica Aplicada I

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

João Luís Caetano Vidal, N.º 21200959

Rúben Filipe Rosa Lopes, N.º 21200721

Turma TP3

Ano Lectivo 2012/2013

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

Índice

1 Justificação da Elaboração desta Memória Descritiva e Justificativa

4

2 Escolha do Tipo de Sistema de Drenagem de Águas

 

5

3 Estudo do Sistema Drenagem de Águas Pluviais

7

 

3.1 Caudal de dimensionamento de coletores

7

3.2 Caudal de auto-limpeza

 

8

3.3 Dimensionamento de coletores

8

3.3.1 Diâmetros mínimos

 

9

3.3.2 Inclinações mínimas

9

3.3.3 Inclinações máximas

10

3.4

Implantação do coletor

10

3.4.1 Recobrimentos de montante e jusante do coletor

 

10

3.4.2 Profundidades de soleira

 

11

3.5 Verificação das velocidades mínimas e máximas

 

11

3.6 Apresentação

dos

valores

de

dimensionamento

de

coletores,

implantação de coletores e câmaras de visitas

 

12

4

Estudo do Sistema de Drenagem de Águas Residuais

 

13

 

4.1

Características do Sistema

 

13

4.1.1 Estudo da Evolução da População

 

13

4.1.2 Hotel

 

14

4.1.3 Indústria

14

4.1.4 Escola

14

4.1.5 Pequeno Comércio

14

4.2

Cálculo de caudais

14

4.2.1 Caudais domésticos

 

14

4.2.2 Caudais do Hotel

15

4.2.3 Caudais da Indústria

15

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 1

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

 

4.2.4 Caudais da Escola

 

15

4.2.5 Caudais de infiltração

 

16

4.3 Caudal de auto-limpeza

16

4.4 Dimensionamento de coletores

 

16

4.4.1 Diâmetros mínimos

 

17

4.4.2 Inclinações mínimas

17

4.4.3 Inclinações máximas

17

4.5

Implantação do coletor

17

4.5.1 Recobrimentos de montante e jusante

 

18

4.5.2 Profundidades de soleira

 

18

4.6 Verificação das velocidades mínimas e máximas

 

18

4.7 Apresentação

dos

valores

de

dimensionamento

de

coletores,

implantação de coletores e câmaras de visitas

 

18

5

Estação elevatória

 

19

5.1

Caudais

19

5.1.1 Caudais domésticos

 

19

5.1.2 Caudais Industriais

19

5.1.3 Caudais Totais

 

19

5.2

Dimensionamento da conduta

 

20

5.2.1 Caudais a elevar

 

20

5.2.2 Diâmetro,

classe

de

pressão

da

conduta

e

velocidade

de

escoamento 20

 
 

5.3

Alturas

de

elevação

das

bombas

e

avaliação

efeito

do

choque

hidráulico

20

 

5.3.1 Amplitude das ondas

 

21

5.3.2 Verificação do choque hidráulico na secção da bomba

 

24

5.4

Cálculo do Volume da Câmara de Aspiração

 

24

5.4.1

Determinação do Volume Máximo

 

25

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 2

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

 

5.4.2 Determinação do Volume Mínimo

25

5.4.3 Volumes calculados

25

5.5

Obra de entrada

26

6

ANEXOS

28

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 3

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

1

Justificação

Justificativa

da

Elaboração

desta

Memória

Descritiva

e

Esta memória descritiva e justificativa serve de apoio à compreensão do projecto de um Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais de um aglomerado populacional, justificando todas as decisões tomadas e cálculos efetuados. Este projeto foi realizado tendo como base regulamentar o Regulamento Geral dos Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Água e de Drenagem de Águas Residuais (RGSPPDADAR)

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 4

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

2 Escolha do Tipo de Sistema de Drenagem de Águas

Existem dois tipos de sistemas de drenagem de águas, os sistemas unitários e os sistemas separativos. Nos primeiros, as águas pluviais e águas residuais são drenadas por um único coletor. Nos segundos, as águas pluviais e as águas residuais são drenadas em coletores separados. Cada um destes sistemas tem as suas vantagens e os seus inconvenientes. Passamos a fazer a discrição delas nos parágrafos abaixo.

Quando falamos nos custos de instalação dos coletores e de câmaras de visita, o sistema unitário é mais barato porque tem metade das câmaras de visita e só é necessário fazer a abertura de valas e reposição de pavimentos para a implantação de um coletor ao contrário do que acontece num sistema separativo, quando estes sistemas têm a mesma extensão pois nos sistemas separativos é necessário instalar um coletor para drenar águas pluviais e outro para drenar águas residuais.

Quando falamos nos custos de coletores, estes tendem a ser mais caros nos sistemas separativos, mas a diferença não é muito grande quando falamos em preço por metro de extensão de rede, apesar do uso de dois coletores em vez de um. Apesar disso, os órgãos de drenagem de águas pluviais nos sistemas separativos deste não precisam de ser sifonados, logo tendem a ser mais baratos dos que necessitam de ser sifonados.

Quando falamos nos custos de execução e exploração de instalações de elevação e tratamento de águas, nos sistemas unitários estes custos tendem a ser maiores do que nos sistemas separativos, pois todas as águas drenadas pelo sistema serão conduzidas a uma ETAR. Nos sistemas separativos isto não acontece porque apenas as águas residuais serão conduzidas a uma ETAR e as águas pluviais serão inseridas nos cursos de água mais próximos.

Quando falamos em custos de manutenção da rede, estes são maiores nos sistemas separativos.

Em resumo, os sistemas separativos são mais caros nos custos de 1º investimento (instalação de coletores e câmaras de visita) e de manutenção do que os sistemas unitários. Mas estes custos são compensados nos custos de instalação e exploração das instalações de elevação e tratamento, pois os caudais que afluem a estas são mais baixos. Além disso, os sistemas unitários tendem a cair em desuso,

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 5

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

por causa dos custos de exploração e nem sempre se conseguir uma qualidade boa da água que se insere nos cursos de água após o tratamento. Por isso dimensionou- se o sistema drenagem para este aglomerado como sendo do tipo separativo.

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 6

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

3 Estudo do Sistema Drenagem de Águas Pluviais

3.1 Caudal de dimensionamento de coletores

O dimensionamento dos sistemas de drenagem de águas pluviais do

aglomerado populacional fez-se usando como método de cálculo o Método Racional,

visto este ser o indicado para o dimensionamento de sistemas de drenagem de águas

pluviais com uma bacia hidrográfica com área inferior a 25 km 2 . A fórmula do cálculo

dos caudais de dimensionamento é a seguinte:

Q im = C × I × A

Em que C é o coeficiente de escoamento, I a intensidade de precipitação e A a

área da bacia hidrográfica que é drenada para o coletor.

Para o cálculo do coeficiente de escoamento (C) é necessário saber a

percentagem de área da bacia hidrográfica que foi impermeabilizada devido à

construção de edifícios e estradas, o tipo de terreno da bacia e a sua inclinação. No

caso da bacia hidrográfica do agregado populacional a percentagem de área

impermeáveis é de 40% e terreno presente é um solo semi-compacto e é inclinado.

Consultando o Anexo X do RGSPPDADAR, o valor do coeficiente de escoamento

obtido é de 0,48.

Para o cálculo da intensidade de precipitação é necessário saber a região e o

tempo de retorno. A região onde o aglomerado populacional está inserido é a região A

e tempo de retorno de 10 anos. Consultando as tabelas IDF obtém-se I = 290,48 x t c -

0,549 , em que t c é o tempo de concentração e é expresso em minutos. O tempo de

concentração é igual ao tempo necessário para que a gota de água mais afastada do

sistema de drenagem entre neste (t e ) mais o tempo de percurso dessa gota dentro

sistema (t p ). Para o terreno em questão o tempo de entrada nos coletores é de 10 min.

O tempo de percurso é obtido pela fórmula abaixo, sendo L o comprimento do coletor

em metros e V a velocidade de escoamento no interior do coletor, expressa em m/s.

Por uma questão de simplificação adotou-se V igual à velocidade máxima do

escoamento no interior do coletor.

t p =

L

V × 60 (min)

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 7

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

3.2 Caudal de auto-limpeza

O caudal de auto-limpeza é caudal mínimo que existirá no coletor e que permita

a remoção de areias que entrem para o coletor, evitando assim o assoreamento dos

coletores. O caudal de auto-limpeza é igual a um terço do caudal de dimensionamento de montante do coletor. Por causa deste caudal, é necessário que o coletor tenha uma inclinação mínima, para que se verifique a velocidade mínima do 0,9 m/s preconizada no regulamento para esse caudal. O cálculo da inclinação mínima dos coletores será abordado mais à frente.

3.3 Dimensionamento de coletores

Segundo o RGSPPDADAR, os coletores de drenagem de águas pluviais podem ser dimensionados a secção cheia, mas o caudal máximo para secções circulares verifica-se para uma altura da lâmina líquida igual a 0,94 D, sendo D o diâmetro interior do coletor. Por esta razão o dimensionamento dos coletores será feita para uma altura da lâmina liquida em que ocorre o caudal máximo.

O dimensionamento dos coletores será feito recorrendo à fórmula de Manning-

Strickler.

= × 0 ×

2

3

× 1

2

K é o coeficiente de rugosidade do coletor. Como foi usado manilhas de betão

no dimensionamento da rede de drenagem de águas pluviais, K é igual a 75 m 1/3 /s. A 0

é a área molhada da secção de escoamento, expressa em m 2 . R h é o raio hidráulico.

Este é obtido pelo quociente entre a área molhada (A 0 ) e o perímetro molhado. i é a inclinação do coletor

O RGSPPDADAR fixa para os coletores de drenagem de águas pluviais uma

velocidade mínima e máxima, um diâmetro mínimo nominal e também uma inclinação mínima e máxima. Apresenta-se essas velocidades e inclinações no quadro abaixo.

Velocidade mínima (m/s)

0,9

Velocidade máxima (m/s)

5

Diâmetro mínimo nominal (mm)

200

Inclinação mínima (%)

0,3

Inclinação máxima (%)

15

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 8

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

Quadro I – Valores regulamentares definidos no RGSPPDADAR para Sistemas de Drenagem de Águas Pluviais

3.3.1 Diâmetros mínimos

Os coletores são dimensionados para o maior de 3 diâmetros mínimos, um devido à velocidade máxima, um devido à inclinação máxima e um último sendo o mínimo regulamentar nominal

Para obter o diâmetro mínimo do coletor para escoar o caudal máximo à velocidade máxima usa-se a fórmula simplificada de Manning-Strikler indicada abaixo.

D min v =

8 × Q max

V max × (θ sen θ))

θ é igual 2 x arc cos(1 - 2a) e é expresso em radianos. a igual ao quociente entre a altura da lâmina líquida e o diâmetro interno do coletor. Para o caudal máximo e velocidade máxima, admite que a é igual 0,94.

Para obter o diâmetro mínimo do coletor para escoar o caudal máximo com a inclinação máxima usa-se a fórmula simplificada de Manning-Strickler indicada abaixo.

D min i = 20,159 xQ max

K s xi max

3

8

x

θ

1

4

(θ sen θ) 5

8

Nesta fórmula θ é calculado para um valor de a igual 0,94.

3.3.2 Inclinações mínimas

O coletor deverá ter também uma inclinação mínima para que sejam cumpridas

as disposições regulamentares da velocidade mínima, da altura máxima da lâmina líquida e da inclinação mínima regulamentar. A inclinação mínima será a maior dos três valores.

A inclinação mínima do coletor devido à velocidade mínima é obtida pela fórmula

abaixo.

i min v = 20,159xQ al

K s xD 8

3

x

θ

2

3

(θsen θ) 5

3

2 , com (θ sen θ) =

8xQ al

D 2 xV min

A inclinação mínima do coletor devido à altura máxima da lâmina líquida é obtida

pela fórmula abaixo.

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 9

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

��� ℎ = 20,159x

x8

3

x

2

3

2 , com = 2 ��� ���(1 2) e
3

(��� ) 5

a igual a 0,94

3.3.3 Inclinações máximas

O coletor deverá também ter uma inclinação máxima para que se verifiquem as

condições regulamentares da velocidade máxima e da inclinação máxima regulamentar. A inclinação máxima do coletor é menor dos dois valores.

A inclinação máxima do coletor devido à velocidade máxima é obtida pela

fórmula abaixo.

i max v = 20,159 x Q max

K s xD 8

3

x

θ 2

3

(θsen θ) 5

3

3.4 Implantação do coletor

2 , com (θ sen θ) =

8xQ max

D 2 xV max

A implantação do coletor no terreno deve respeitar o recobrimento mínimo

imposto no Regulamento de 1 m. Este valor é fixado no regulamento para que as cargas dos veículos a passar por cima dos coletores sejam degradadas e não danifiquem estes.

Deverá ter-se também atenção ao uso de recobrimentos superiores a 2,0 m nos coletores pluviais, devido aos custos elevados para a instalação deste e também por causa da implantação dos coletores de drenagem de águas residuais que serão instalados cerca de 20 cm abaixo destes. Quando tal se verificar, dever-se-á aumentar o diâmetro do coletor, por forma a diminuir a inclinação deste e os recobrimentos.

3.4.1 Recobrimentos de montante e jusante do coletor

O recobrimento do coletor de saída da câmara de visita deverá ser maior ou

igual do que o recobrimento dos coletores que entram nesta.

Existem três situações de cálculo para o recobrimento de jusante dos coletores, passando a apresentar a situações abaixo.

3.4.1.1

Situação 1 – Terreno plano (não se atinge a profundidade mínima a jusante)

R mont + L i min CT mont CT jus > R min jus

L

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 10

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

Quando tal se verifica, o recobrimento de jusante é igual a

R jus = R mont + L i min CT mont CT jus

L

3.4.1.2 Situação 2 – Terreno inclinado (atinge a profundidade mínima a jusante)

R mont + L i min CT mont CT jus R min jus

L

R mont + L i max CT mont CT jus R min jus

L

Quando tal se verifica, o coletor deve ser implantado com uma inclinação entre o mínimo e o máximo obtidos para o coletor e o recobrimento de jusante será igual ao mínimo regulamentar.

3.4.1.3 Situação 3 – Terreno muito inclinado (necessita de queda a montante)

R mont + L i max CT mont CT jus < R min jus

L

Quando tal se verifica, o coletor deverá ser implantado com a inclinação máxima, o recobrimento a jusante será ao recobrimento mínimo regulamentar e haverá uma queda no interior da câmara de visita. Caso a queda seja superior a 0,5 m, esta deve ser guiada conforme desenhos em anexo.

3.4.2 Profundidades de soleira

A profundidade de soleira de um coletor é igual à soma do recobrimento, da espessura do coletor e do seu diâmetro interno. Será necessário saber estes valores para fazer a implantação dos coletores de drenagem de águas residuais mais tarde.

3.5 Verificação das velocidades mínimas e máximas

A velocidade de escoamento no interior do coletor é igual ao quociente entre o caudal no coletor e área molhada. Esta deverá ser maior do que velocidade mínima e menor que a velocidade máxima.

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 11

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

3.6 Apresentação dos valores de dimensionamento de coletores, implantação de coletores e câmaras de visitas

Os valores de dimensionamento do sistema de águas de drenagem de pluviais serão apresentados em anexo.

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 12

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

4 Estudo do Sistema de Drenagem de Águas Residuais

4.1

Características do Sistema

4.1.1

Estudo da Evolução da População

Para estimativa da população do aglomerado no horizonte de projecto, foram recolhidos dados dos Censos Populacionais do aglomerado em estudo. Estes valores são iguais aos valores utilizados no dimensionamento do sistema de abastecimento de água.

Ano

População

1960

5532

1970

5988

1981

6489

1991

6945

2001

7401

2011

7856

Quadro II - Dados do Censos Populacionais

Através de métodos matemáticos, foi calculado o crescimento populacional por dois métodos, crescimento aritmético e crescimento geométrico, obtendo-se as seguintes equações.

Crescimento Aritmético

Crescimento Geométrico

Pt = -83790,208 + 45,750 × t

Pt = (7,96575×10 -3 )e (0,00689t)

Quadro III - Equações para o cálculo da população futura

Os valores obtidos para a população futura foram os seguintes:

Ano

Crescimento Aritmético

Crescimento Geométrico

2013

7947

8419

2033

8859

9663

2053

9770

11091

r

2

1.00000

0,99740

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 13

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

Como o coeficiente de correlação linear no crescimento aritmético é superior, foram utilizados os valores obtidos da população futura por esta equação.

4.1.2 Hotel

Neste aglomerado populacional existe um hotel com capacidade para 100 hospedes.

4.1.3 Indústria

Neste aglomerado populacional existe uma indústria panificadora que produz por dia 8000 pães e que tem como período de funcionamento das 8 às 12 e das 13 às 17 horas.

4.1.4 Escola

Neste aglomerado populacional existe uma escola com capacidade para 500 alunos e na qual trabalham 20 funcionários e que tem como período de funcionamento das 8 às 12 e das 13 às 17 horas.

4.1.5 Pequeno Comércio

Neste aglomerado populacional existe pequeno comércio, que por falta de dados, será incluído nos consumos domésticos.

4.2

Cálculo de caudais

4.2.1

Caudais domésticos

Os valores obtidos de capitação para os consumos domésticos no sistema de abastecimento de águas são apresentados abaixo no quadro. Nestes consumos foram adicionados os valores de consumos do pequeno comércio

Ano

Capitação (l/hab.dia)

2013

150

2033

189

2053

237

Quadro IV - Capitações

O cálculo do caudal médio diário (Q md ) é obtido por uma fórmula em tudo idêntica à fórmula utilizada nos sistemas de abastecimento de água, mas esta é

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 14

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

afetada um fator de afluência, pois nem toda a água que é consumida vai parar ao sistema de drenagem de água residuais. Nesta fórmula P é a população servida pelo coletor e não a população total.

×

Q md = 24 X 3600 x f a

(m 3 /dia)

Para o cálculo do fator de ponta instântaneo (f pi ) de cada coletor foi usada fórmula abaixo.

f pi = 1,5 +

60

O cálculo do caudal de ponta instântaneo (Q pi ) é obtido pelo produto do caudal médio diário pelo fator de ponta inst, conforme abaixo.

4.2.2 Caudais do Hotel

Q pi = f pi × Q md (m 3 /dia)

Não existe nenhuma fórmula normalizada para o cálculo das capitações por hóspede, mas normalmente é considerado como mais correto o valor de 500 l/hab.dia. Como os consumos de água nos hotéis são essencialmente devido a banhos e a confeção de refeições, foi considerado um fator de afluência igual a 1. Os valores de caudal obtidos são iguais 1,74 l/s. Este caudal está próximo do valor obtido para a descarga de um autoclismo, por isso resolveu-se aumentar o caudal que aflui ao sistema de drenagem de águas residuais para 4 l/s.

4.2.3 Caudais da Indústria

A capitação da indústria panificadora é de 0,5l/pão.dia e mantém-se igual no horizonte de projeto. O caudal médio diário (Q md ) é de 4 m 3 e não foi afetado pelo fator de afluência. O caudal de ponta instantâneo obtido é de 0,139 l/s. Novamente resolveu-se corrigir este valor de caudal e usou-se como caudal de dimensionamento o valor de 0,4 l/s.

4.2.4 Caudais da Escola

Tal como nas capitações do hotel, não existem fórmulas para o cálculo das capitações, mas os valores usados normalmente em projeto é de 40 l/hab.dia, no caso de alunos e de 50 l/hab.dia no caso dos funcionários. O caudal de ponta instantâneo obtido no dimensionamento da rede de abastecimento de águas foi de 0,729 l/s.

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 15

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

Novamente resolveu-se aumentar o valor do caudal de ponta instantâneo, desta vês para o valor de 1,5 l/s.

4.2.5 Caudais de infiltração

Estes caudais devem-se à água existente nos terrenos e devem ser ponderados no dimensionamento de novos sistemas. Por isso, segundo a alínea a) do Artigo 126.º do RGSPPDADAR deve-se considerar para sistemas de drenagem com diâmetros inferiores a 300 mm deve-se considerar um caudal de infiltração igual ao caudal médio diário do ano quarenta nos coletores de drenagem de águas residuais.

4.3 Caudal de auto-limpeza

Tal como nos coletores de drenagem de águas residuais, deverá garantir-se um caudal mínimo drenado no coletor. Este valor será utilizado para a garantia da velocidade mínima de escoamento no interior do coletor imposta pelo regulamento. O caudal de auto-limpeza será igual ao caudal de ponta do ano 0 de horizonte de projeto. Este caudal de dimensionamento deverá ser sempre maior a 1,5 l/s, o caudal de descarga de um autoclismo.

4.4 Dimensionamento de coletores

Segundo o RGSPPDADAR, o dimensionamento dos coletores de drenagem de águas residuais não deve ser feito a secção cheia, definindo uma altura máxima da lâmina líquida de 0,5 para coletores com diâmetro interior inferior a 500 mm e de 0,75 para coletores acima desse diâmetro. Estas alturas da lâmina líquida são definidas para haja ventilação do coletor.

O dimensionamento dos coletores é feita recorrendo à formula de Manning- Strickler, mas para o caso dos coletores de drenagem de águas residuais o coeficiente de rugosidade é de 90 m 1/3 /s.

Tal como para os coletores de drenagem de águas pluviais, o RGSPPDADAR define uma velocidade mínima e máxima, um diâmetro mínimo nominal e também uma inclinação mínima e máxima, para os coletores de drenagem de águas residuais. Apresentam-se no quadro abaixo os valores definidos neste.

Velocidade mínima (m/s)

0,6

Velocidade máxima (m/s)

3

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 16

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

Diâmetro mínimo nominal (mm)

200

Inclinação mínima (%)

0,3

Inclinação máxima (%)

15

Quadro V - Disposições regulamentares do RGSPPDADAR para coletores domésticos

4.4.1 Diâmetros mínimos

Tal como para os coletores de drenagem de águas pluviais, o diâmetro mínimo do coletor é o maior de três de valores, o diâmetro devido à velocidade máxima, o diâmetro devido à inclinação máxima e o diâmetro mínimo imposto pelo regulamento. As fórmulas de cálculo utlizadas destes valores são iguais às usadas no dimensionamento dos coletores de drenagem de águas pluviais à exceção do a utilizado para o cálculo do ángulo ao centro ser de 0,5.

4.4.2 Inclinações mínimas

O coletor deverá ter também uma inclinação mínima para que sejam cumpridas

as disposições regulamentares da velocidade mínima, da altura máxima da lâmina líquida e da inclinação mínima regulamentar, tal como para os coletores de drenagem de águas pluviais A inclinação mínima será a maior dos três valores. As fórmulas utilizadas para o cálculo das inclinações mínimas do coletor são iguais às usadas no dimensionamento dos coletores de drenagem de águas pluviais.

4.4.3 Inclinações máximas

O coletor deverá também ter uma inclinação máxima para que se verifiquem as

condições regulamentares da velocidade máxima e da inclinação máxima regulamentar. A inclinação máxima do coletor é menor dos dois valores. A formula utilizada para a inclinação máxima devido à velocidade é igual à formula utilizada no dimensionamento dos coletores de drenagem de águas pluviais.

4.5 Implantação do coletor

A implantação dos coletores de drenagem de águas residuais no terreno deve

ser feita por forma aos coletores ficarem abaixo do coletor de drenagem de águas pluviais. Assim evita-se que entre água residual entre no coletor de drenagem de águas pluviais, caso haja algum problema no coletor. Por isso é que se referiu ser necessário saber a profundidade de soleira dos coletores de drenagem de águas pluviais anteriormente. O coletor de drenagem de águas residuais deve ficar entre 15 a 20 cm abaixo do outro coletor. Deve ter igualmente cuidado com recobrimentos

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 17

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

superiores a 3 m, por forma a não ter custos muito grandes na instalação dos coletores. Quando tal se verificar, dever-se-á aumentar o diâmetro do coletor, por forma a diminuir a inclinação deste e os recobrimentos.

4.5.1 Recobrimentos de montante e jusante

O recobrimento do coletor de saída da câmara de visita deverá ser maior ou

igual do que o recobrimento dos coletores que entram nesta.

Existem três situações de cálculo para o recobrimento de jusante dos coletores, tal como explicadas no cálculo dos recobrimentos dos coletores de águas pluviais.

4.5.2 Profundidades de soleira

A profundidade de soleira de um coletor é igual à soma do recobrimento, da

espessura do coletor e do seu diâmetro interno.

4.6 Verificação das velocidades mínimas e máximas

A velocidade de escoamento no interior do coletor é igual ao quociente entre o

caudal no coletor e área molhada. Esta deverá ser maior do que velocidade mínima e

menor que a velocidade máxima.

4.7 Apresentação dos valores de dimensionamento de coletores, implantação de coletores e câmaras de visitas

Os valores de dimensionamento do sistema de águas de drenagem de pluviais serão apresentados em anexo.

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 18

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

5 Estação elevatória

É necessário uma estação elevatória para transportar o caudal drenado numa das ramificações do sistema de drenagem de águas residuais, para que esta seja tratado na ETAR. A estação elevatória deve estar localizada num local onde não cause impacto urbanístico, isto é, que o ruido provocado pelas bombas não seja ouvido nas habitações e que tenha fornecimento de energia elétrica. Deve se ter atenção aos níveis freáticos, para que estes não afetem a câmara de aspiração, devido a efeitos de impulsão nesta.

5.1

Caudais drenados.

5.1.1

Caudais domésticos.

Ano

0

20

40

População Servida

4627

5210

5793

Caudal Médio (l/s)

6,426

9,118

12,712

Fator de ponta instantâneo

2,382

2,331

2,288

Caudal de ponta instantâneo (l/s)

15,308

21,255

29,090

Quadro VI - População Servida e Caudais Domésticos

5.1.2 Caudais Industriais

Ano

0

20

40

Caudal Médio (l/s)

0,250

0,250

0,250

Caudal de ponta instantâneo (l/s)

0,400

0,400

0,400

Quadro VII - Caudais Industriais

5.1.3 Caudais Totais

Ano

0

20

40

Caudal Médio (l/s)

6,676

9,368

12,962

Caudal de ponta instantâneo (l/s)

15,708

21,655

29,490

Caudal de máximo afluente (l/s)

22,384

31,023

42,452

Quadro VIII - Caudais máximos afluentes

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 19

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

5.2

Dimensionamento da conduta.

5.2.1

Caudais a elevar

Os caudais a elevar pela conduta deveram ser superiores aos caudais afluentes à câmara de aspiração, para que as bombas não estejam sempre a funcionar em contínuo. Por isso admitiu-se os caudais abaixo para o dimensionamento das bombas e da conduta.

Ano

20

40

Caudal elevado (l/s)

35

45

Quadro IX - Caudal Bombado

5.2.2 Diâmetro, classe de pressão da conduta e velocidade de escoamento

A conduta será dimensionada para o caudal do ano quarenta. O material a usar nesta será PEAD. Para se obter o diâmetro para a conduta, será utilizada uma velocidade económica de 1 m/s. O diâmetro económico obtido é de 239,4 mm. A diferença de cotas entre a aspiração e a restituição é de apenas 7,9 m. Como esta é tão baixa, mesmo com os efeitos do choque hidráulico, não iremos considerar uma classe de pressão superior a 0,63 MPa na conduta.

Com estas duas informações escolhemos uma conduta de DN 250 que tem uma espessura de 11,9 mm. O seu diâmetro interno é de 226,2 mm.

Recorrendo às formulas do caudal Q = V x A, calculou-se a velocidade do escoamento no interior da conduta. Abaixo apresentam-se os valores obtidos.

Ano

20

40

Velocidade de escoamento (m/s)

0,87

1,12

Quadro X - Velocidade de Escoamento

5.3 Alturas de elevação das bombas e avaliação efeito do choque hidráulico

O choque hidráulico é a variação de pressão no interior de uma conduta devido à variação de velocidade do líquido que é conduzido no seu interior. Este fenómeno tanto pode ocorrer com o aumento ou a diminuição de caudal.

Para ter a certeza que o choque hidráulico não provoca quaisquer problemas à conduta, tem de se garantir que a pressão máxima atingida no interior da conduta é inferior à pressão de rotura da conduta, que no caso da conduta utilizada na elevatória

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 20

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

é de 0,63MPa, que são aproximadamente 60 m.c.a. e que a pressão mínima que se pode registar é de 0 m.c.a.

Para a adutora em questão, vai-se calcular o efeito do choque hidráulico para a paragem da bombas, fazendo essa análise para os primeiros 20 anos e para os segundos 20 anos, pois a bomba que estará nos primeiros 20 anos não será igual à dos segundos 20 anos.

5.3.1

5.3.1.1

Amplitude das ondas

Dados da conduta

No quadro abaixo apresenta-se os dados iniciais para a conduta em questão.

Comprimento da Conduta (m)

Recobrimento da Conduta (m)

Pressão Máxima Admissível (m.c.a)

Pressão Mínima Admissível (m.c.a)

Diâmetro Nominal Conduta (mm)

Espessura conduta (mm)

Diâmetro Interno Conduta (mm)

Cota da aspiração (m)

Cota da restituição (m)

Altura geométrica (m)

Cota da bomba (m)

220,00

1,00

60,00

0,00

250,0

11,9

226,2

15,00

22,90

7,9

15,00

Quadro XI –Dados da conduta

5.3.1.2

Perdas de Carga e Altura de Elevação

O cálculo da perda de carga unitária fez-se com recurso à formula monómia Q= 46,22 x D 2,674 x j 0,553 . Depois de ter a perda de carga unitária, multiplicou-se esse valor pelo comprimento total da conduta para obter o valor da perda de carga contínua. Depois de obter o valor de perda de carga contínua assumiu-se um valor de 10% destas como perdas de cargas singulares. A altura total de elevação é igual ao somatório da altura geométrica mais as perdas de carga contínuas e as perdas de carga singulares. No quadro abaixo apresentam-se os valores obtidos.

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 21

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

Ano

20

40

Perdas de Carga Contínuas (m.c.a)

0,66

1,04

Perdas de Carga Singulares (m.c.a.)

0,07

0,10

Altura de Elevação (m.c.a.)

8,63

9,05

Quadro XII - Perdas de Carga e Altura de Elevação

5.3.1.3 Tempo de anulação do escoamento

O tempo de anulação do escoamento é o obtido pelo método proposto por

Rosich, usando a seguinte fórmula:

Em que:

T a = C + K∙L∙V 0 g∙H t

T a – tempo de anulação do escoamento (s);

C – parâmetro que depende da inclinação, i, da conduta elevatória, devendo

esta ser calculada pelo quociente entre a altura total de elevação e o comprimento da

conduta elevatória (s);

K – coeficiente que depende do comprimento da conduta elevatória;

L – comprimento da conduta (m)

V 0 – velocidade do escoamento (m/s)

g – aceleração gravítica - 9,8 m/s 2

H t – altura total de elevação (m).

Utilizando os valores obtidos anteriormente das alturas totais de elevação e das

velocidades para os primeiros e para os segundos 20 anos, obteve-se os valores que

são apresentados no quadro abaixo

 

1 os 20 anos

2 os 20 anos

i (%)

3,92%

4,11%

C

(s)

1,00

1,00

 

K

2,00

2,00

Ta

(s)

5,53

6,56

Quadro XIII - Tempos de anulação do caudal para os dois períodos

5.3.1.4 Tempo de Fase

O tempo de fase é o tempo que a onda de pressões demora a percorrer a

conduta o comprimento total da conduta e voltar ao ponto de partida. Para calcular

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 22

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

este tempo é necessário saber a celeridade da onda de pressões, que se obtém

através da fórmula:

em que:

a =

ε

ρ

1 +

ε

E D

e

ρ – massa específica do líquido (kg/m3); ε – módulo de elasticidade volumétrica do líquido (N/m2=Pa); E − módulo de elasticidade do material da conduta (N/m2=Pa); D – diâmetro interno da conduta (mm); e – espessura das paredes da conduta (mm).

ε (GPa)

1,50

ρ (kg/m3)

1000,00

E (GPa)

1,96

a (m/s)

275,4

Quadro XIV - Cálculo da Celeridade

Após o cálculo da celeridade, calculou-se o tempo de fase, através da fórmula:

5.3.1.5 Tipo de Manobra

T f =

2

× L

a

=

2

× 220

275,4

= 1,60 s

As manobras de variação do caudal tanto pode classificar-se como rápidas ou

lentas. Isto influência o comportamento das ondas de pressão dentro da conduta.

Caso a manobra seja rápida, ou seja, que o tempo de manobra seja menor que o

tempo de fase, utiliza-se a fórmula de Allievi para o cálculo da amplitude da onda de

pressões. Caso a manobra seja, ou seja, que o tempo de manobra seja maior que o

tempo de fase, utiliza-se a fórmula de Michaud.

Como se pode verificar pelos tempos obtidos, a manobra de paragem da

bomba é classificada como lenta tanto para os primeiros como para os segundos 20

anos, logo para o cálculo da amplitude das ondas de pressão tem de usar-se a fórmula

de Michaud.

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 23

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

5.3.1.6 Fórmula de Michaud

Conforme referido no ponto anterior, tem de usar-se a fórmula de Michaud para o cálculo da amplitude das ondas de pressão nos primeiros e nos segundos 20 anos. A fórmula é a seguinte:

p = ± a x V = ± a x ( V 0 0)

γ

g x T man

g x T man

No quadro abaixo apresenta-se os valores obtidos para os diferentes períodos.

 

Primeiros 20 Anos

Segundos 20 anos

∆p

(m)

   

γ

7,07

7,67

Quadro XV - Amplitude das ondas de choque

5.3.2 Verificação do choque hidráulico na secção da bomba

Após os cálculos da amplitude da onda de choque hidráulico para os dois períodos de tempo, temos que verificar se a pressão máxima na secção da bomba é superior à pressão de rotura da conduta e se a pressão mínima registada é superior a 0 m.c.a. A pressão máxima na secção da bomba é obtida pela soma entre altura

máxima de elevação e amplitude da onda de choque. Já a pressão mínima é obtida pela diferença entre altura máxima de elevação e amplitude da onda de choque.

No quadro abaixo apresenta-se os valores obtidos para as pressões máximas e mínimas

 

Valor de Pressão

Limite

Verificação

(m.c.a)

(m.c.a)

Pressão máxima primeiros 20 anos

15,70

60,00

Verifica

Pressão mínima primeiros 20 anos

0,83

0,00

Verifica

Pressão máxima segundos 20 anos

16,71

60,00

Verifica

Pressão mínima segundos 20 anos

0,23

0,00

Verifica

Quadro XVI - Pressões Mínimas e Máximas devido ao choque hidráulico

5.4 Cálculo do Volume da Câmara de Aspiração

Definiu-se que seriam instaladas duas bombas na câmara de aspiração, uma de serviço e outra de emergência. Para evitar que a bomba de emergência tenha problemas, as bombas trabalharam rotativamente, estando uma parada e outra a trabalhar e no arranque seguinte o contrário. Estas deverão ter um controlador

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 24

Memória Descritiva e Justificativa de Sistema de Drenagem de Águas Pluviais e Residuais

automático que as faça arrancar ao final de dez minutos caso nível máximo da câmara de aspiração não seja atingido.

5.4.1 Determinação do Volume Máximo

O volume máximo que poderá ser retido na câmara antes de ser elevado tem a

ver a com o tempo máximo de retenção que vem no regulamento, que são 10 minutos.

t max ret =

V

máx

V

máx

60. Q m0

60Q b Q m0

+

t máx.ret. – tempo máximo de retenção (10 min); V máx – volume máximo da câmara de aspiração (m 3 ); Q b – caudal bombeado (m 3 /s); Q m0 – caudal médio afluente no ano 0 da bomba (m 3 /s).

5.4.2 Determinação do Volume Mínimo

O volume mínimo que poderá ser retido na câmara tem a ver com o número de

arranques por hora da bomba. O número máximo de arranques de uma bomba é 6, por uma questão de vida útil das bombas. Se considerarmos a existência de duas bombas na câmara de aspiração e que funcionem alternadas, o número máximo de arranques passa a 12.

t entre arranques =

60

N

= V min

60Q a

+

V

min

60 Q b Q a

t entre arranques – tempo entre dois arranques consecutivos (min);

N – Número máximo de arranques por hora do equipamento;

V mín – volume mínimo da câmara de aspiração (m 3 ); Qb – caudal bombeado (m 3 /s); Qa – caudal afluente à estação elevatória (m3/s) Qmáx – caudal máximo afluente à estação elevatória (m3/s).

Q máx < Qb então Q a = Q máx .

se Q máx > Qb

2

então Q a = Q b , se

2

2

5.4.3 Volumes calculados

Valores utilizados no cálculo dos volumes:

Tempo máximo de retenção: 10 minutos

Número de arranques por hora: 12

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 25

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1 os 20 anos

2 os 20 anos

Caudal elevado (l/s) =

35,00

45,00

Caudal máximo afluente ano 20 / 40 (l/s) =

31,02

42,45

Caudal médio afluente ano 0 / 20 (l/s) =

6,68

9,37

Quadro XVII - Caudais de dimensionamento

Volume Mínimo (m 3 )

2,63

3,38

Volume Máximo (m 3 )

3,24

4,45

Quadro XVIII – Volumes mínimos e máximos para câmara de aspiração

5.5 Disposições construtivas da obra de entrada e da câmara de aspiração

Deverá haver uma grade na entrada para a câmara de aspiração, por forma a que os materiais grosseiros não entrem na bomba. Esta deve ser automática na recolha destes materiais.

Optou-se pelo uso de anéis circulares para a construção da câmara de aspiração. Estes terão um diâmetro de 2,0 m. O volume usado com máximo para o dimensionamento da câmara é de 5 m3. A câmara deverá ter uma altura mínima de 2 m, o que dará alguma folga para a altura mínima a que as bombas deverão trabalhar ( 0,3m) e para a nível máximo de emergência, que foi definido para o volume de 5 m3. Caso as bombas não arranquem após o nível de emergência, deverá haver um ralo de topo na câmara que permita a saída dos efluentes para fora da câmara para locais onde não causem dano ambiental. Outros pormenores serão descritos nas peças desenhadas.

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 26

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João Vidal e Rúben Lopes – pág. 27

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6

ANEXOS

Dimensionamento dos coletores pluviais

o

Dados Gerais

o

Cálculo Caudais

o

Diâmetros

o

Inclinações

o

Implantação

o

Máximos

o

Mínimos

Dimensionamento dos coletores domésticos

o

Dados Gerais

o

Cálculo Caudais

o

Diâmetros

o

Inclinações

o

Implantação

o

Máximos

o

Mínimos

Peças desenhadas

o

Planta De Implantação Da Rede

o

Perfis Transversais Pluvial

o

Perfis Transversais Domésticas

o

Pormenores:

Câmaras De Visita

Boca De Saída De Descarga Final

Estação elevatória

Inserção de ramal doméstico

Sumidouro com câmara de retenção de sólidos

Vala de Coletores

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 28

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DIMENSIONAMENTO DOS COLETORES PLUVIAIS

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 29

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DIMENSIONAMENTO DE COLETORES DOMÉSTICOS

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 30

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PEÇAS DESENHADAS

João Vidal e Rúben Lopes – pág. 31