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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS CURSO DE FARMÁCIA – 3º

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS CURSO DE FARMÁCIA 3º PERÍODO DISCIPLINA: ANÁLISE QUANTITATIVA DOCENTE: JONAS

3˚RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA PREPARAÇÃO DE SOLUÇÃO TAMPÃO

Acadêmicos: Cindy Alves Isabelly Medeiros Laysa Monik Layssa Campos

Anápolis, agosto de 2013.

1. INTRODUÇÃO

O tipo mais importante de solução mista é a solução tampão, uma solução em que o pH tende a permanecer o mesmo, ou pelo menos não se altera apreciavelmente após a adição de bases ou de ácidos fortes (ATKINS, JONES, 2006) (ROZENBERG, 2002). Em uma solução tampão existe um ácido mais a sua própria base conjugada, em concentrações aproximadamente iguais (RUSSEL, 1994). O ácido e a base estabelecem um equilíbrio químico, conforme representado a seguir, citando como exemplo o tampão de bicarbonato:

H 2 CO 3 (aq) + H 2 O (l)

1. INTRODUÇÃO O tipo mais importante de solução mista é a solução tampão, uma solução em

H 3 O + (aq) + HCO 3 (aq)

-

Quando se adiciona um ácido à solução, os prótons nele contidos tendem a se direcionar aos íons HCO 3 - , formando moléculas de H 2 CO 3 , mantendo o pH da solução próximo da neutralidade; quando se adiciona uma base, os íons OH - removem um dos prótons do H 2 CO 3 , formando íons HCO 3 - e água, o que mantém o pH da solução também próximo da neutralidade.

Um tampão ácido é uma solução aquosa de um ácido fraco e sua base conjugada na forma de sal. Ele estabiliza soluções no lado ácido da neutralidade, ou seja, soluções com pH<7 (ATKINS, JONES, 2006). Um exemplo de tampão ácido é uma solução de ácido acético e acetato de sódio, que, da mesma maneira que o exemplo já citado anteriormente, estabelece um equilíbrio químico, da seguinte maneira:

CH 3 COOH (aq) + H 2 O (l)

1. INTRODUÇÃO O tipo mais importante de solução mista é a solução tampão, uma solução em

H 3 O + (aq) + CH 3 COO -

(aq)

Quando se adiciona um ácido, os prótons se ligam aos íons CH 3 COO - , formando moléculas de CH 3 COOH; quando uma base é adicionada à solução, os íons OH - retiram o próton do ácido, formando íons CH 3 COO - . Desta forma, a solução sempre permanece em uma faixa de pH quase que constante, podendo variar em quantidades muito pequenas (ATKINS, JONES, 2006).

Já um tampão básico é uma solução aquosa de uma base fraca com o seu ácido conjugado na forma de sal. Ele estabiliza soluções no lado básico da neutralidade, ou seja, soluções com pH>7 (ATKINS, JONES, 2006). Um exemplo de tampão básico é uma solução de amônia e de cloreto de amônio:

NH 3 (aq) + H 2 O (l)

Já um tampão básico é uma solução aquosa de uma base fraca com o seu ácido

NH 4 + (aq) + OH -

(aq)

Quando

se

adiciona um ácido, os prótons fornecidos ligam-se às

moléculas de NH 3 , formando íons NH 4 + ; quando uma base é adicionada, os íons OH - retiram prótons do NH 4 + , formando moléculas de NH 3 .

Um

tampão sempre contém duas partes,

de modo

que ele possa

neutralizar tanto um ácido quanto uma base. Desta forma, seguindo o princípio de equilíbrio de Le Chatelier, quando um ácido ou base é adicionado, o equilíbrio é deslocado, fazendo com que a solução permaneça em relativa neutralidade.

As soluções tampão também regulam o funcionamento do corpo humano. Para que o corpo funcione corretamente, o pH dos fluídos deve ser mantido dentro de certos limites bem próximos. O pH do sangue, por exemplo, deve ficar entre 7,35 e 7,45. Para controlar o pH sanguineo, o principal tampão utilizado pelo organismo é o tampão de bicarbonato. Se uma base entra no sangue, os íons OH - reagem com a parte ácida do tampão; se um ácido entra no sangue, os íons H + reagem com a parte básica, sempre mantendo o pH em uma faixa muito restrita (UCKO, 1992).

Também em reações industriais e processos laboratoriais as soluções tampão são utilizadas para manter o pH constante, quando necessário (UCKO,

1992).

Para calcular o pH de uma solução tampão, deve-se primeiramente

identificar o ácido e a base conjugados, e conhecer o (constante de equilíbrio ácido) do ácido:

Esta é a relação de Henderson-Hasselbalch, que representa a condição de equilíbrio m forma logarítmica (RUSSEL, 1994).

Se for adicionada uma base ao sistema, a concentração da base deve ser somada à concentração da base do tampão e subtraída da concentração do ácido; se for adicionado um ácido, a concentração do ácido deve ser somada à concentração do ácido do tampão e subtraída da base.

  • 2. OBJETIVO

Compreender o funcionamento de uma solução tampão e aprender a calcular a variação de pH em uma solução tampão após a adição de um ácido ou de uma base.

  • 3. MATERIAS E REAGENTES

O seguinte experimento foi realizado na Universidade Estadual de Goiás m Unidade Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas, no Laboratório de Química Inorgânica no dia 13 de abril de 2013. O clima estava ameno o que propiciou as reações.

Reagentes:

Ácido acético concentrado

Hidróxido de sódio 1 M

17,45 M

Ácido clorídrico 1 M

Acetato de sódio

Vidrarias e equipamentos:

Espátula.

3 Béqueres de 100 mL.

Bastão de vidro.

2 Balões volumétricos de 250

mL. 4 Erlenmeyer de 100 mL.

Balança.

Pisseta com água destilada.

Proveta de 50 mL.

Pipeta de Pasteur.

pHmetro.

4.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

  • 4.1. Preparação da solução tampão:

Preparou-se 250 mL de solução de ácido acético com concentração de 0,1 mol/L, a partir de um ácido acético com concentração de 17,45 mol/L.

Calculou-se a massa necessária de acetato de sódio para preparação da solução tampão acetato/ácido acético 0,0300 M em CH 3 COONa e 0,300 M emCH 3 COOH. Adicionou-se a massa calculada a solução de ácido acético 0,1 M.

Calculou-se o pH teórico. Mediu-se o pH as solução com um pHmetro.

  • 4.2. Adição de um ácido forte:

Colocou-se 50 mL da solução tampão em um béquer, acrescentou-se 1 mL de HCl 1M. Calculou-se o pH teórico e aferiu-se o pH da solução novamente.

  • 4.3. Adição de uma base forte:

Colocou-se 50 mL da solução tampão em um béquer, acrescentou-se 1 mL de NaOH 1M. Calculou-se o pH teórico. Verificou-se o pH da solução.

  • 5. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Segue abaixo o volume necessário de ácido acético para o preparo da solução de 250 mL 1M, a partir de ácido acético de concentração 17,45M.

M 1 X V 1 = M 2 X V 2

17,45 X V 1 = 1 X 250

V 1 = 14,3 mL de solução de HAC 17,45 mol.L -1

Após foram efetuados cálculos estequiométricos para determinar a massa de acetato de sódio e o volume necessário de acido acético 1M para o preparo da solução tampão 0,300M em CH 3 COONa e 0,300M em CH 3 COOH.

M HAC X V HAC = M S.Tampão X

V S.Tampão

1 X V HAC = 0,3 X 200

V HAC = 60 mL de ácido acético 1 mol.L -1

136,08 g de NaAC

1000

_____________

mL

_____________________

1 mol

X g de NaAC

1000

mL

________________

_____________________

0,3 mol

X = 40,82 g de NaAC

Se 40,82 g de NaAC

1000 mL

Y g de NaAC

200 mL

Y = 8,16 g de NaAC

Consideremos a ionização do ácido acético, “simplificada”:

CH 3 COOH CH 3 COO - + H +

A constante de equilíbrio, se considerarmos as atividades iguais a 1, para

a reação é

Se fizermos o logaritmo negativo de ambos os lados da equação, e usando uma propriedade logarítmica resolvermos para pH (log[H + ]) chegamos à equação de Henderson Hasselbalch

Como em um tampão de ácido fraco temos um sal desse ácido que contém sua base conjugada, podemos considerar que a base conjugada proveniente do sal em quantidade é muito maior que a base proveniente da dissociação, assim podemos omitir essa quantidade no termo CH 3 COO - . Já para CH 3 COOH pela dissociação do ácido haveria um decréscimo, porém como essa dissociação produz CH 3 COO - e temos essa base conjugada proveniente do sal o equilíbrio é deslocado para a formação do ácido. Esse decréscimo na concentração do ácido então se torna desprezível a ponto de omiti-lo na equação de Henderson Hasselbalch. Como o Ka do ácido acético é 1,8.10 -5 , foi calculado o PH teórico da solução tampão preparada pelo grupo.

4

O pH teórico obtido através da equação foi comparado com

o

pH

obtido

experimentalmente através do pHmetro. Portanto,

é

o

pH esperado para o

tampão. O pH experimental foi de 4,69, assim podemos calcular o erro relativo

percentual.

Para

testar

a

capacidade

tamponante

da

solução

em

questão,

foi

adicionado 1 mL de HCl 1M para determinar como 50 mL da solução reagiria a adição de ácido e base no que diz respeito a variação de seu pH, uma vez que esperava-se uma alteração pequena na mesma.

A adição do HCl neutraliza parte da base conjugada proveniente do sal:

HCl H + + Cl -

CH 3 COO - + H + CH 3 COOH + H 2 O

O pH teórico também pode ser calculado pela formula:

Por isso foi necessário calcular o número de mols de H + , acetato e ácido acético presentes na amostra:

Ƞ H+ = M x V (L)

Ƞ H+ = 1 x 0,001

Ƞ H+ = 10 -3 mol

Ƞ Acetato = M x V (L)

Ƞ Acetato = 0,300 x 0,05

Ƞ Acetato = 1,5.10 -2 mol

Ƞ AC. ACÈTICO = M x V (L) Ƞ AC. ACÈTICO = 0,300 x 0,05

Ƞ AC. ACÈTICO = 1,5.10 -2 mol

Posteriormente, foi preparada uma tabela com o número de mols de acetado e ácido acético (tabela n.1).

Foi calculado pH teórico da solução tampão após a adição do ácido.

Tabela n.1: Número de mols da amostra antes e após a adição de ácido.

   

H +

 

Mols iniciais

1,5.10 -2

0

1,5.10 -2

Mols finais

1,5.10 -2 - 10 -3 = 1,4.10 -2

10

-3

1,5.10 -2 + 10 -3 = 1,6.10 -2

Fonte: SILVA, 2013.

O pH teórico obtido através da equação foi comparado com o pH obtido experimentalmente através do pHmetro. Portanto, é o pH esperado para o tampão. O pH experimental foi de 4,62, assim podemos calcular o erro relativo percentual e a variação de pH.

ΔpH = pH INICIAL - pH FINAL

ΔpH = 4,69 4,62

ΔpH = 0,07

Na segunda parte do experimento foi adicionado 1 ml de solução de NaOH 1 M a 50 ml da solução tampão. A adição do NaOH neutraliza parte do ácido (CH 3 COOH), como pode ser observado na seguinte reação:

CH 3 COOH + OH - CH 3 COO - + H 2 O

Foi calculado o número de mols de OH - presente na amostra:

Ƞ OH- = M x V (L)

Ƞ OH- = 1 x 0,001

Ƞ OH- = 10 -3 mol

Posteriormente, foi preparada uma tabela com o número de mols de acetado e ácido acético antes e após a adição de NaOH (tabela n.2).

Foi calculado pH teórico da solução tampão após a adição do ácido.

Tabela n.2: Número de mols da amostra antes e após a adição de base.

   

H +

 

Mols iniciais

1,5.10 -2

0

1,5.10 -2

Mols finais

1,5.10 -2 + 10 -3 = 1,6.10 -2

10

-3

1,5.10 -2 - 10 -3 = 1,4.10 -2

Fonte: SILVA, 2013

O pH teórico obtido através da equação foi comparado com o pH obtido experimentalmente através do pHmetro. Portanto, é o pH esperado para o tampão. O pH experimental foi de 4,75, assim podemos calcular o erro relativo percentual e a variação de pH.

ΔpH = Ph FINAL Ph INICIAL

ΔpH = 4,75 4,69

ΔpH = 0,06

  • 6. CONCLUSÃO

As soluções tampão apresentam a capacidade de manterem pH constante então podemos afirmar que obtivemos êxito no experimento já que a solução tampão elaborada não apresentou mudanças significantes no pH tanto para a adição de ácido, 0,07, quanto para a adição da base, 0,06.

  • 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • I. <www.ebah.com.br/content/ABAAAAapMAG/solucao-tampao acessado em 11/08/2013 as 15:50 hs.

II.

<qnesc.sbq.org.br/online/qnesc20/v20a11.pdf acessado em 11/08/2012 as 15:55 hs.

IV.

11/08/2012 as 16:05 hs. <www.fcav.unesp.br/Home/departamentos/ em 11/08/2012 as 16:08 hs.

...

/solucao-tampao

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