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EXTENSIVO PLENO D. Empresarial Patrícia Vanzolini Aula 5 – 2009/1

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MATERIAL DE AULA

I – EMENTA DA AULA

LESÃO CORPORAL Art. 129

1. FIGURAS TÍPICAS

a) Lesão corporal leve simples – 129, caput (3meses a 1ano de detenção)

b) Lesão coporal leve qualificada pela violência doméstica – 129, §9º (3 meses a 3 anos de detenção)

c) Lesão corporal grave – 129, §1º (1 a a 5 anos de reclusão)

d) Lesão corporal gravíssima – 129 §2º (2 a 8 anos de reclusão)

e) Lesão corporal seguida de morte – 129, §3º (4 a 12 anos de reclusão)

f) Causas de diminuição de pena da lesão dolosa – 129, §4º (- 1/6 a 1/3)

> relevante valor social

> relevante valor moral

> domínio de violenta emoção

g) Substituição pena privativa de liberdade da lesão corporal dolosa – 129, § 5º (multa)

> só para a lesão leve + privilegiada ou reciprocas

h) Causas de aumento de pena da lesão corporal dolosa - 129 §7º, 9º e 11º (+ 1/3)

*

vítima menor de 14

*

vítima maior de 60

*

violência doméstica (menos para a lesão leve)

*

vítima portadora de deficiência (só para a lesão qualificada por violência doméstica)

i)

Lesão coporal culposa– 129 §6 (2 meses a 1 anos de detenção)

j)

Causas de aumento de pena da lesão corporal culposa – 129, §7º

k)

Perdão judicial na lesão corporal culposa – 129 §8º:

2.

OBJETOS DO DELITO

3.

LESÃO COPORAL LEVE: ELEMENTOS OBJETIVOS

QUESTÃO: dor, crise nervosa, eritema, hiperemia, caracterizam?

4. LESÃO COPORAL LEVE: ELEMENTO SUBJETIVO

5 . LESÃO COPORAL LEVE SUJEITO ATIVO QUESTÃO: A automutilação constitui fato típico?

6. LESÃO COPORAL LEVE SUJEITO PASSIVO

QUESTÃO: O feto antes do parto pode ser vítima do crime de lesões corporais?

7. LESÃO COPORAL LEVE CONSUMAÇÃO

QUESTÃO: E se a vítima sofrer, no mesmo contexto fático, várias lesões?

9. LESÃO QUALIFICADA PELO RESULTADO: GRAVE, GRAVÍSSIMA, SEGUIDA DE MORTE:

LESÃO GRAVE x GRAVISSIMA

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Incapacidade para as ocupações habituais + 30 dias

Incapacidade permanente para o trabalho

Perigo de vida

Enfermidade incurável

Debilidade permanente de membro, sentido ou função

Perda ou inutilização de membro, sentido ou função

Aceleração de parto

Aborto

 

Deformidade permanente

9.1 LESÃO GRAVE

I – Incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 dias

* Resultado qualificador doloso ou culposo

* Espécies de atividades

* Atividades imorais

* Atividades ilícitas

* Atividades esporádicas

* Exame complementar

* Contagem do prazo

II – Perigo de vida

* Resultado qualificador apenas culposo

* Previsibilidade objetiva

* Perigo real

III – Debilidade permanente de membro, sentido ou função

Resultado doloso ou culposo Enfraquecimento ou redução da capacidade funcional Permanente = duradoura Membros Sentidos Função

IV – Aceleração de parto

* Resultado qualificador apenas culposo

* Previsibilidade objetiva do resultado

9.2. LESÃO GRAVÍSSIMA

I – Incapacidade permanente para o trabalho

* Resultado qualificador doloso ou culposo

* Incapacidade permanente = duradoura

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QUESTÃO: A expressão trabalho refere-se s qualquer atividade laborativa ou àquela específica exercida pelo agente?

II – Enfermidade incurável

* Avaliação frente ao conhecimento atual da medicina

QUESTÃO: Qual a tipificação da conduta consistente na transmissão dolosa do vírus HIV?

III – Perda ou inutilização de membro, sentido ou função

* Perda = ablação

* Inutilização = absoluta incapacidade

IV – Deformidade permanente

*

Resultado qualificador doloso ou culposo

*

Dano estético irreversível

*

Permanente = duradouro

V

– Aborto

*

Resultado qualificador exclusivamente culposo

9.3. LESÃO SEGUIDA DE MORTE Crime preterdoloso

10. LESÃO QUALIFICADA / MAJORADA PELA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

* conceito

* consequencia juridica (qualificadora X majorante)

Aumento de pena de 1/3 se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência

QUESTÃO:

representação?

O

crime

de

lesão

leve

qualificado

pela

violência

doméstica

continua

a

depender

de

11. CAUSAS DE AUMENTO DE PENA DA LESÃO CORPORAL DOLOSA

- Mesmas do homicídio

- apenas para as lesões graves, gravíssimas e seguidas de morte

- apenas para a lesão qualificada pela violência doméstica

12. DIMINUIÇÃO DE PENA

- Mesma do homicídio

13. SUBSTITUIÇÃO DA PENA

Lesão leve + hipótese do parágrafo anterior ou Lesão leve + lesão recíproca = juiz pode substituir a PPL por multa.

14. LESÃO CULPOSA

15. CAUSAS DE AUMENTO DE PENA NA LESÃO CULPOSA

Mesmas do homicídio

16. PERDÃO JUDICIAL NA LESÃO CULPOSA

II – LEGISLAÇÃO CORRELATA

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1) Código Penal

Lesão corporal

Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem:

Pena - detenção, de três meses a um ano. Lesão corporal de natureza grave

§ 1º Se resulta:

I - Incapacidade para as ocupações habituais, por mais de trinta dias;

II - perigo de vida;

III - debilidade permanente de membro, sentido ou função;

IV - aceleração de parto:

Pena - reclusão, de um a cinco anos.

§ 2°Se resulta:

I - Incapacidade permanente para o trabalho;

II - enfermidade incuravel;

III - perda ou inutilização do membro, sentido ou função;

IV - deformidade permanente;

V - aborto:

Pena - reclusão, de dois a oito anos. Lesão corporal seguida de morte

§ 3° Se resulta morte e as circunstâncias evidencia m que o agente não quís o resultado, nem assumiu o

risco de produzí-lo:

Pena - reclusão, de quatro a doze anos. Diminuição de pena

§ 4°Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de

violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. Substituição da pena

§ 5° O juiz, não sendo graves as lesões, pode ainda substituir a pena de detenção pela de multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis:

I - se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior;

II - se as lesões são recíprocas. Lesão corporal culposa

§ 6°Se a lesão é culposa:

Pena - detenção, de dois meses a um ano. Aumento de pena

§ 7º - Aumenta-se a pena de um terço, se ocorrer qualquer das hipóteses do art. 121, § 4º.

§ 8º - Aplica-se à lesão culposa o disposto no § 5º do art. 121.

Violência Doméstica

§ 9o Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com

quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade:

Pena - detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos.

§ 10. Nos casos previstos nos §§ 1o a 3o deste artigo, se as circunstâncias são as indicadas no § 9o deste artigo, aumenta-se a pena em 1/3 (um terço).

§ 11. Na hipótese do § 9o deste artigo, a pena será aumentada de um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência.

2) Código de Trânsito

Art. 303. Praticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotor:

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Penas - detenção, de seis meses a dois anos e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. Parágrafo único. Aumenta-se a pena de um terço à metade, se ocorrer qualquer das hipóteses do parágrafo único do artigo anterior

Art. 291. Aos crimes cometidos na direção de veículos automotores, previstos neste Código, aplicam-se as normas gerais do Código Penal e do Código de Processo Penal, se este Capítulo não dispuser de modo diverso, bem como a Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, no que couber.

§ 1o Aplica-se aos crimes de trânsito de lesão corporal culposa o disposto nos arts. 74, 76 e 88 da Lei no

9.099, de 26 de setembro de 1995, exceto se o agente estiver: (Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 11.705, de 2008)

I - sob a influência de álcool ou qualquer outra substância psicoativa que determine dependência; (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008)

II - participando, em via pública, de corrida, disputa ou competição automobilística, de exibição ou demonstração de perícia em manobra de veículo automotor, não autorizada pela autoridade competente; (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008)

III - transitando em velocidade superior à máxima permitida para a via em 50 km/h (cinqüenta quilômetros

por hora). (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008)

§ 2o

investigação da infração penal. (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008)

Nas hipóteses previstas no § 1o deste artigo, deverá ser instaurado inquérito policial para a

3) Código Penal Militar

Lesão leve

Art. 209. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem:

Pena - detenção, de três meses a um ano. Lesão grave

§ 1° Se se produz, dolosamente, perigo de vida, deb ilidade permanente de membro, sentido ou função, ou incapacidade para as ocupações habituais, por mais de trinta dias:

Pena - reclusão, até cinco anos.

§ 2º Se se produz, dolosamente, enfermidade incurável, perda ou inutilização de membro, sentido ou

função, incapacidade permanente para o trabalho, ou deformidade duradoura:

Pena - reclusão, de dois a oito anos. Lesões qualificadas pelo resultado

§ 3º Se os resultados previstos nos §§ 1º e 2º forem causados culposamente, a pena será de detenção, de

um a quatro anos; se da lesão resultar morte e as circunstâncias evidenciarem que o agente não quis o resultado, nem assumiu o risco de produzi-lo, a pena será de reclusão, até oito anos. Minoração facultativa da pena

§ 4°Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor moral ou social ou sob o domínio de

violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena, de um sexto a

um têrço.

§ 5º No caso de lesões leves, se estas são recíprocas, não se sabendo qual dos contendores atacou

primeiro, ou quando ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior, o juiz pode diminuir a pena de um

a dois terços. Lesão levíssima

§ 6º No caso de lesões levíssimas, o juiz pode considerar a infração como disciplinar.

Lesão culposa Art. 210. Se a lesão é culposa:

Pena - detenção, de dois meses a um ano.

§ 1º A pena pode ser agravada se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou

ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima. Aumento de pena

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§ 2º Se, em conseqüência de uma só ação ou omissão culposa, ocorrem lesões em várias pessoas, a pena é aumentada de um sexto até metade.

4) Lei 2889/56 (Genocídio)

Art. 1 - Quem, com a intenção de destruir, no todo ou em parte, grupo nacional, étnico, racial ou religioso, como tal:

a) matar membros do grupo;

b) causar lesão grave à integridade física ou mental de membros do grupo;

c) submeter intencionalmente o grupo a condições de existência capazes de ocasionar-lhe a destruição

física ou parcial;

d) adotar medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo;

e) efetuar a transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo.

Será punido:

com as penas do artigo 121, parágrafo segundo, do Código Penal, no caso da letra "a" com as penas do artigo 129, parágrafo segundo, no caso da letra "b" com as penas do artigo 271, no caso da letra "c" com as penas do artigo 125, no caso da letra "d" com as penas do artigo 148, no caso da letra "e".

5) Lei 7170/83 (Segurança Nacional)

Art. 27 - Ofender a integridade corporal ou a saúde de qualquer das autoridades mencionadas no artigo anterior. (Presidente da República, o do Senado Federal, o da Câmara dos Deputados ou o do Supremo Tribunal Federal Pena: reclusão, de 1 a 3 anos.

§ 1º - Se a lesão é grave, aplica-se a pena de reclusão de 3 a 15 anos.

§ 2º - Se da lesão resulta a morte e as circunstâncias evidenciam que este resultado pode ser atribuído a título de culpa ao agente, a pena é aumentada até um terço.

III – JURISPRUDÊNCIA

1) Lesão grave - desclassificação para leve – exame de corpo de delito

HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME DE LESÃO CORPORAL GRAVE PARA LESÃO CORPORAL LEVE. EXISTÊNCIA DE EXAME DE CORPO DE DELITO, RATIFICADO POR EXAME COMPLEMENTAR, ELABORADO POR PERITOS OFICIAIS, ATESTANDO A INEXISTÊNCIA DE LESÃO CORPORAL GRAVE. NECESSIDADE. CRIME DE FACILITAÇÃO DE CORRUPÇÃO DE MENORES. CARACTERIZAÇÃO. ALEGAÇÃO DE ATIPICIDADE DA CONDUTA NÃO EVIDENCIADA DE PLANO. TRANCAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. 1. O fato de existir boletim médico, assinado por apenas um médico-perito não oficial, atestando ter a vítima sofrido lesão corporal grave, e que, sequer, restou ratificado após os trinta dias da data do crime, não pode prevalecer sobre os laudos periciais oficiais realizados, a ponto de ensejar o oferecimento da denúncia pelo referido crime. 2. Afigura-se necessária, na espécie, portanto, a desclassificação do crime de lesão corporal grave para lesão corporal leve, tendo em vista a existência de exame de corpo de delito, elaborado por peritos oficiais, e ratificado posteriormente em laudo complementar, a teor do disposto no art. 168, § 2º, do Código de Processo Penal, dando conta de que a vítima não permaneceu incapacitado para suas atividades habituais por mais de trinta dias. (STJ - HC 42474 - RJ - 5ª T. - Relª Minª Laurita Vaz - DJU 29.08.2005, p. 385)

2) Lesão grave - desclassificação para leve – sursis processual

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PENAL E PROCESSUAL PENAL. JÚRI. HOMICÍDIO. DESCLASSIFICAÇÃO. LESÃO CORPORAL GRAVE. PROCESSO. SUSPENSÃO CONDICIONAL. Operada, pelo Conselho de Sentença, a desclassificação do delito para lesão corporal grave (artigo 129, § 1º, inciso II, do CP), deve o Juiz processante conceder ao Ministério Público oportunidade para propor a suspensão condicional do processo, uma vez presentes os requisitos legais. Precedentes do STJ e do STF. Ordem concedida. (STJ - HC 24677 - RS - 6ª T. - Rel. Min. Paulo Medina - DJU 05.04.2004 p. 329)

3) Lesão corporal grave – debilidade permanente de membro, sentido ou função LESÃO CORPORAL GRAVÍSSIMA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. PERDA DA FUNÇÃO VISUAL DO OLHO DIREITO. DESCLASSIFICAÇÃO PARA LESÃO GRAVE. Anote-se, ainda, que a perda da função de um só olho não se subsume ao art. 129, § 2º, III, do CP, mas, sim, no § 1º, III, desse mesmo artigo, pois, como anotado por CELSO DELMANTO, "a perda de um olho, de um ouvido, de um rim etc., mantido o outro íntegro e não abolida a função, constitui esta lesão grave e não a gravíssima do § 2º, III", trazendo à colação vários acórdãos que se orientaram para tal entendimento (Código Penal Comentado, p. 247, 2ª ed., Editora Renovar). (TJSP - Ap. Crim. 247.579-3 - Mauá - J. em 13.08.1998 - Rel. Des. Celso Limongi)

4) Lesão corporal gravíssima – enfermidade incurável

“Pronúncia. Homicídio. Tentativa. Transmissão de doença letal. Aids. Impõe-se a pronúncia por tentativa de homicídio de quem, ciente de que portador de doença letal transmissível _ Aids _ via relações sexuais, mantém relacionamento amoroso, omitindo da parceira a informação sobre sua doença, e não toma cautela alguma para evitar o contágio. Réu, outrossim, que depois de rompido o relacionamento, teria procurado a sua ex-parceira e a violentado sexualmente. Episódio que estampa com maior consistência a possibilidade do "animus necandi" invocado como inexistente pela defesa. Dúvidas, que a prova e as circunstâncias do casos revelam, que hão de ser resolvidas pelo Tribunal do Júri. Afastamento, porém, da qualificadora do meio insidioso, com acolhimento do parecer ministerial". (RCR n. 698485232, Segunda Câmara Criminal, TJRS, Relator: Des. Marcelo Bandeira Pereira, Julgado em 17/12/1998).

HABEAS CORPUS. TENTATIVA DE HOMICÍDIO. PORTADOR VÍRUS DA AIDS. DESCLASSIFICAÇÃO. ARTIGO 131 DO CÓDIGO PENAL. 1. Em havendo dolo de matar, a relação sexual forçada e dirigida à transmissão do vírus da AIDS é idônea para a caracterização da tentativa de homicídio. 2. Ordem denegada (STJ HC 9378 / RS, 18/10/1999)

5) Lesão corporal gravíssima – deformidade permanente

LESÃO CORPORAL DE NATUREZA GRAVÍSSIMA - PERDA DE DENTE INCISIVO SUPERIOR CENTRAL - DANO ESTÉTICO - DEFORMIDADE PERMANENTE - CONFIGURAÇÃO - REPARAÇÃO DA LESÃO POR MEIO DE CIRURGIA OU PRÓTESE - IRRELEVÂNCIA - Para a configuração da deformidade permanente, decorrente do crime de lesão corporal prevista no art. 129, § 2º, IV, do CP, não é necessário que a lesão tenha ocasionado um ferimento horripilante e atroz, bastando que seja capaz de causar desagrado estético, afeamento e repulsa visual ao lesionado, efeitos naturalmente provocados pela perda de um dente incisivo superior central, sendo irrelevante a possibilidade de reparação da lesão por meio de cirurgia ou prótese. (TJMG - ACrim. 1.0079.99.037981-4/001 - 1ª C. Crim. - Rel. Des. Edelberto Santiago - DJMG 03.09.2004)

APELAÇÃO CRIMINAL - LESÃO CORPORAL DE NATUREZA GRAVE - ABSOLVIÇÃO OU DESCLASSIFICAÇÃO PARA O CRIME DE LESÃO CORPORAL SIMPLES - IMPOSSIBILIDADE - DEFORMIDADE PERMANENTE - PENA BEM DOSADA - RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Configuração de deformidade permanente em decorrência de queimaduras, tendo em vista que as lesões graves, ocorridas por todo o corpo da vítima, causou-lhe cicatrizes irreversíveis e debilidade permanente do membro inferior esquerdo. II - Não há que se falar em absolvição ou em desclassificação do delito, quando resta devidamente comprovado nos autos que agiram os apelantes com dolo eventual, pois ao jogarem álcool na vítima assumiram o risco de que ela se encendiasse, o que de fato ocorreu. III - Sanção penal

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bem dosado, sendo necessária e suficiente para a repressão do crime. IV - Recurso a que se nega provimento. (TJES - Ap. Crim. 013039000230 - 1ª C. Crim. - Rel. Des. Sérgio Luiz Teixeira Gama - J.

02.03.2005)

PENAL - LESÃO CORPORAL GRAVÍSSIMA - DOSIMETRIA DA PENA - INCIDÊNCIA DAS QUALIFICADORAS ATRELADAS À LESÃO CORPORAL DE NATUREZA GRAVE - IMPOSSIBILIDADE - PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO - REGIME INICIAL SEMI-ABERTO - FUNDAMENTADO. - É inviável que as qualificadoras atreladas à lesão corporal de natureza grave sejam levadas em conta para majorar a pena do paciente, condenado pelo crime de lesão corporal gravíssima (conforme doutrinariamente se define o tipo do art. 129, § 2º, do CP), tendo em vista o princípio da consunção. - Ordem parcialmente concedida para, afastando a incidência das qualificadoras atreladas à lesão corporal de natureza grave, fixar a pena em três anos e seis meses de reclusão - pena-base de três anos pelo crime de lesão corporal gravíssima acrescida de seis meses pelas agravantes genéricas do art. 61, II, alíneas "a" e "c", do Código Penal -, mantido o regime inicial semi-aberto. (STJ - HC 30332-RJ - 5ª T. - Rel. Min. Jorge Scartezzini - DJU 24.05.2004)

6) Lesão corporal gravíssima – dosimetria da pena

LESÕES CORPORAIS - INCAPACIDADE PARA OCUPAÇÕES HABITUAIS POR MAIS DE TRINTA DIAS E DEFORMIDADE PERMANENTE - LESÕES CORPORAIS GRAVES E GRAVÍSSIMAS - CONDENAÇÃO APENAS PELO DELITO MAIS GRAVE (LESÃO CORPORAL DE NATUREZA GRAVÍSSIMA) - PREVALECIMENTO - CORRUPÇÃO DE MENORES - AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO - DELITO NÃO

CONFIGURADO - ABSOLVIÇÃO DECRETADA - Ocorrendo lesões corporais graves e gravíssimas em uma

só vítima, decorrente de uma só conduta, deve prevalecer tão-somente a condenação pelo delito mais grave

(lesões corporais gravíssimas). A conduta de, tão-somente, praticar crimes em companhia de menores não caracteriza o crime de corrupção de menores, previsto no art. 1º da Lei nº 2.252/54, pois, para a configuração do referido delito, exige-se a prova da conduta de corromper ou facilitar a corrupção do menor. (TJMG - ACrim. 1.0408.03.002930-5/001 - 1ª C. Crim. - Relª Desª Márcia Milanez - DJMG 12.08.2004)

7) Lei Maria da Penha

LEI MARIA DA PENHA - AÇÃO PENAL 12/02/2009 - 08h06 DECISÃO Rito da Lei Maria da Penha também vale para lesões corporais leves Por três votos a dois, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que lesões corporais leves praticadas contra a mulher no âmbito familiar também constituem delito de ação penal pública incondicionada. Acompanhando o voto da relatora, desembargadora convocada Jane Silva, a Turma rejeitou o pedido de habeas-corpus em favor de um homem que foi denunciado pelo Ministério Público pela suposta prática de lesões corporais leves contra sua esposa. No caso julgado, a defesa do agressor alegou que o Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul violou o devido processo legal ao não designar audiência preliminar para que a vítima pudesse renunciar à ação movida pelo Ministério Público. Argumentou, ainda, que a esposa já voltou a morar com o acusado, o que demonstra sua intenção em renunciar à representação e a nulidade da ação por falta de condição legal.

O delito sujeito a acionamento penal público incondicionado é aquele que não necessita de que a vítima

impulsione a sua investigação ou o ajuizamento da ação penal, que pode ser movida pelo Ministério Público. Na ação penal pública condicionada, a ação criminal só é ajuizada com o consentimento expresso da vítima. Citando doutrinas, juristas e precedentes, a relatora fez um breve histórico sobre as alterações legislativas que culminaram com a publicação da Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340), em agosto de 2006, que criou mecanismos para coibir, prevenir e punir mais severamente a violência contra a mulher nos termos do parágrafo 8º do artigo 226 da Constituição Federal. Segundo Jane Silva, um dos princípios elementares do direito preconiza que a legislação não utiliza palavras inúteis, e o artigo 41 da Lei Maria da Penha diz claramente que não se aplicam aos crimes

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praticados com violência doméstica os ditames da Lei n. 9.099/1995, que transferiu para os juizados

especiais os procedimentos relativos às lesões corporais simples e culposas. “Se a Lei n. 9.099/1995 não pode ser aplicada, significa que seu artigo 88, que prevê a representação para

a lesão corporal leve e culposa nos casos comuns, não pode, por conseguinte, ser aplicado a essas

espécies delitivas quando estiverem relacionadas à violência doméstica encampadas pela Lei Maria da

Penha”,

Jane Silva destacou, em seu voto, que, se o legislador quisesse limitar a aplicação de apenas alguns mecanismos da Lei dos Juizados Especiais aos crimes praticados com violência doméstica, ele assim teria procedido, mas não o fez:

“Pelo contrário, a Lei Maria da Penha deixa claro que a Lei n. 9.099/1995 não se aplica por inteiro, isso porque os escopos de uma e de outra são totalmente opostos. Enquanto a Lei dos Juizados Especiais procura evitar o início do processo penal que poderá culminar com a imposição de uma sanção ao agente do crime, a Lei Maria da Penha procura punir, com maior rigor, o agressor que age às escondidas nos lares, pondo em risco a saúde de sua própria família” Dessa forma, concluiu a desembargadora, os institutos despenalizadores e as medidas mais benéficas da Lei dos Juizados Especiais não se aplicam aos casos de violência doméstica, independendo, portanto, de representação da vítima para a propositura da ação penal pelo Ministério Público nos casos de lesão corporal leve ou culposa

desembargadora.

ressaltou

a

LEI MARIA DA PENHA. REPRESENTAÇÃO.

A Turma, ao prosseguir o julgamento, por maioria, concedeu a ordem de habeas corpus, mudando o

entendimento quanto à representação prevista no art. 16 da Lei n. 11.340/2006 (Lei Maria da Penha). Considerou que, se a vítima só pode retratar-se da representação perante o juiz, a ação penal é condicionada. Ademais, a dispensa de representação significa que a ação penal teria prosseguimento e impediria a reconciliação de muitos casais. HC 113.608-MG, Rel. originário Min. Og Fernandes, Rel. para acórdão Min. Celso Limongi (Desembargador convocado do TJ-SP), julgado em 5/3/2009.

LEI MARIA DA PENHA. EX-NAMORADA. RELAÇÃO ÍNTIMA. AFETO. Na espécie, foi lavrado termo circunstanciado para apurar a conduta do réu, suspeito de ameaçar sua ex- namorada. O juízo de Direito declinou da competência para o juizado especial, aduzindo que a conduta narrada nos autos não se encontra dentro das perspectivas e finalidades inerentes à Lei da Violência Doméstica. Por sua vez, o juizado especial criminal entendeu por suscitar conflito perante o Tribunal de Justiça, pois o caso em análise enquadrar-se-ia na Lei Maria da Penha, e este declinou da competência

para o STJ. A Min. Relatora entendeu que a Lei n. 11.340/2006, denominada Lei Maria da Penha, em seu art. 5º, III, caracteriza como violência doméstica aquela em que o agressor conviva ou tenha convivido com

a ofendida, independentemente de coabitação. Contudo é necessário salientar que a aplicabilidade da

mencionada legislação a relações íntimas de afeto, como o namoro, deve ser analisada em face do caso concreto. Não se pode ampliar o termo “relação íntima de afeto” para abarcar um relacionamento passageiro, fugaz ou esporádico. In casu, verifica-se nexo de causalidade entre a conduta criminosa e a relação de intimidade existente entre agressor e vítima, que estaria sendo ameaçada de morte após romper

o namoro de quase dois anos, situação apta a atrair a incidência da referida lei. Assim, a Seção conheceu do conflito para declarar a competência do juízo de Direito. Precedente citado: CC 90.767-MG, DJe 19/12/2008. CC 100.654-MG, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 25/3/2009.

IV – QUESTÕES

1) MINISTÉRIO PÚBLICO MINAS GERAIS 2008 9. Após discutir com Lúcia, sua namorada, Augusto perdeu o controle e desferiu-lhe um violento soco no rosto, que a fez cair, batendo com a cabeça no meio fio de uma calçada. Ao perceber que sua namorada havia desmaiado, desesperado, levou-a imediatamente ao pronto-socorro mais próximo. Após ficar internada por uma semana, Lúcia veio a falecer devido ao traumatismo crânio-encefálico sofrido. Neste caso, Augusto teria cometido o delito de:

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a) homicídio culposo.

b) lesão corporal seguida de morte.

c) homicídio doloso.

d) lesão corporal simples.

e) homicídio privilegiado.

GABARITO B

2) MINISTÉRIO PÚBLICO SANTA CATARINA 2008

1ª QUESTÃO:

I – Há participação quando mais de uma pessoa pratica o comportamento proibido. Há co-autoria quando não pratica tal conduta, mas concorre, de alguma forma, para a realização do crime.

II – Um dos princípios orientadores e limitadores do Direito Penal, a alteridade ou transcendentalidade, prevê que o fato típico pressupõe um comportamento que transcenda a esfera individual do autor e seja

capaz de atingir o interesse do outro, isto é, ninguém pode ser punido por ter feito mal só a si mesmo. Por esta razão, a autolesão não pode ser considerada crime.

III – Quem pratica uma contravenção penal e depois um crime não será reincidente. No entanto, se comete

um crime e depois uma contravenção, haverá reincidência quanto a esta.

IV – A lei processual penal se submete ao princípio da retroatividade em benefício do agente.

V – A União é a fonte de produção do Direito Penal no Brasil. Todavia, segundo a Carta Magna, Lei

Complementar Federal poderá autorizar os Estados-Membros a legislar em matéria penal sobre questões específicas, como por exemplo, a proteção da vitória-régia na Amazônia.

A. ( ) apenas III e V estão corretos.

B. ( ) apenas III, IV e V estão corretos.

C. ( ) apenas I, II e III estão corretos.

D. ( ) apenas I, III e V, estão corretos.

E. ( ) apenas II, IV e V, estão corretos.

GABARITO A

3) MINISTÉRIO PÚBLICO DE MINAS GERAIS 2007

7. Em relação à Lei nº 11.340/06 (“Lei Maria da Penha”), assinale a alternativa ERRADA.

a) A violência doméstica e familiar contra a mulher pode ser classificada como física, psicológica, sexual,

patrimonial ou moral, independente da orientação sexual da vítima.

b) Ao tomar conhecimento de violência doméstica e familiar contra a mulher, deve a autoridade policial ouvir

a ofendida, tomar a representação a termo, colher provas, determinar que se proceda a exame de corpo de

delito, ouvir o agressor e testemunhas e remeter, no prazo de 48 horas, expediente apartado ao juiz com o

pedido da ofendida, para a concessão de medidas protetivas de urgência.

c) Aos crimes e contravenções praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher,

independentemente da pena prevista, não se aplica a Lei nº 9.099/95.

d) A partir da Lei Maria da Penha, há corrente que entende que o delito de lesões corporais com violência

doméstica contra a mulher é de ação penal pública incondicionada.

e) Enquanto não estruturados os juizados de violência doméstica e familiar contra a mulher, as varas

criminais acumularão as competências cível e criminal para conhecer e julgar as causas decorrentes da

prática de violência doméstica e familiar contra a mulher. GABARITO C

4) DEFENSORIA SÃO PAULO 2007

28. Admitem a forma culposa os seguintes crimes no Código

Penal:

(A)

homicídio, lesão corporal, dano, receptação e incêndio.

(B)

receptação, incêndio, explosão, perigo de inundação e desabamento.

(C)

difusão de doença ou praga, apropriação indébita, lesão corporal e perigo de desastre ferroviário.

(D)

homicídio, lesão corporal, explosão, uso de documento falso e ato obsceno.

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(E) receptação, incêndio, explosão, desabamento e difusão de doença ou praga.

GABARITO E

5) MAGISTRATURA 180 SP

34. Um profissional faz numa pessoa furo na orelha, ou coloca um piercing em parte de seu corpo, ou,

ainda, faz-lhe uma tatuagem. Tais práticas, em tese, caracterizam lesão corporal, mas não são puníveis.

Assinale a alternativa correta pela qual assim são consideradas.

(A)

Por força do princípio da insignificância.

(B)

Pelo princípio da disponibilidade do direito à integridade física.

(C)

Pelo princípio da adequação social.

(D)

Por razão de política criminal.

GABARITO C

6) MINISTÉRIO PÚBLICO MINAS GERAIS 2006

26. Arnaldo é casado com Marina e residem em Salinas. Certo dia, Arnaldo começa a beber em um bar

próximo à residência do casal com amigos. No momento em que está bebendo, Arnaldo não tem nenhum intento criminal em sua consciência. Após ingerir inúmeras doses da famosa cachaça da região, Arnaldo se desentende com seu amigo, que o chamara de chifrudo, insinuando que Marina tinha relações extraconjugais. Arnaldo não consegue responder em virtude de seu grau de embriaguez, que é extremo. Continua a beber da saborosa aguardente por mais três horas e, então, se dirige a sua residência. Chegando lá, Arnaldo abre a porta, desfere inúmeros chutes e socos em Marina, que se queda com lesões

leves, e cai desacordado, chegando ao hospital já em coma alcoólico. Como Promotor de Justiça da comarca de Salinas, analise o caso e indique a solução mais adequada:

a) Arnaldo não responde pelo delito uma vez que não se aplica a teoria da actio non libera in causa, o que

geraria a responsabilização puramente objetiva do agente.

b) Arnaldo deve responder por lesão corporal específica da violência doméstica.

c) Arnaldo deve responder por lesão corporal simples.

d) Arnaldo deve responder por lesão corporal simples, com causa de diminuição de pena da embriaguez

fortuita, em virtude de não possuir, ao tempo da ação, a plena capacidade de autodeterminação.

e) Arnaldo não responde pelo delito uma vez que, pela teoria da actio non libera in

causa, o agente só responde quando houver um mínimo de capacidade intelectiva ou volitiva, durante o ato ou anteriormente ao estado de embriaguez. GABARITO B

7) PROCURADOR DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA DO DF 2006

139. Se, no laudo de exame de corpo de delito referente a lesões corporais, nas respostas dadas aos

quesitos, o perito afirmou que a vítima experimentou forte dor física e que a referida dor causou crise nervosa, restará caracterizado o crime de lesão corporal grave, nos termos do dispositivo pertinente do

Código Penal. GABARITO ERRADA

8) MNISTÉRIO PÚBLICO MATO GROSSO 2005 17 Júlio desfechou um golpe de faca em Manoel, atingindo de raspão a região torácica e causando-lhe lesão corporal leve. Logo em seguida, ao se dirigir a uma farmácia próxima para medicar-se, Manoel foi atropelado por um automóvel, vindo a falecer. Nessa situação, Júlio responderá somente pelo crime de lesão corporal leve GABARITO CERTA

9) MINISTÉRIO PÚBLICO MINAS GERAIS 2005

24. João e José combinam agredir Tião a tiros, para produzir-lhe lesões corporais de natureza gravíssima,

pela incapacitação permanente para o trabalho. Ambos se postam de cada lado de uma rua e, quando o desafeto se aproxima, efetuam disparos de arma de fogo contra o mesmo. Apenas um disparo acerta a

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vítima, que vem a morrer. Ouvidos em juízo, João confessa ter, na hora pretendido matar Tião. José

confessa ter previsto a ocorrência da morte de Tião, mas acreditou em sua habilidade e na de João para apenas lesionar a vítima. A perícia não identificou a arma da qual partiu o projétil que acertou a vítima:

a) ambos os concorrentes devem responder por um homicídio consumado.

b) ambos os concorrentes respondem por lesão corporal seguida de morte.

c) João responde por homicídio consumado e José por lesão consumada.

d) ocorrem tentativas de homicídio para João e de lesão gravíssima para José.

e) ambos respondem por lesão corporal gravíssima consumada.

GABARITO D

10) MAGISTRATURA SANTA CATARINA 2004

60ª Questão: Quanto ao delito de lesões corporais assinale a alternativa INCORRETA:

a) dano à saúde mental configura lesão corporal.

b) hiperemia é lesão corporal.

c) equimose é lesão corporal.

d) eritematoses não são lesões corporais.

e) torcicolo traumático é lesão corporal.

GABARITO B

11) MAGISTRATURA RIO GRANDE DO SUL 2003

Pode alguém ser, simultaneamente, sujeito ativo e passivo do mesmo crime?

(A)

pode, no crime de rixa.

(B)

pode, na contravenção de embriaguez

(C)

pode, na lesão do próprio corpo com o intuito de haver valor de seguro

(D)

pode, no crime de incêndio, quando o agente ateia fogo à própria casa.

(E)

não pode

GABARITO: E

12) MINISTÉRIO PÚBLICO MINAS GERAIS 2002 Uma pessoa, da janela de seu apartamento, efetua dois disparos de arma de fogo contra um seu desafeto

que passava na rua, pretendendo lesioná-lo. Por erro na execução, um projétil acerta um automóvel que estava estacionado (não era seu); o outro projétil acerta um transeunte, produzindo-lhe a morte. O desafeto do atirador não sofre qualquer lesão. Segundo o código penal brasileiro, o atirador deve responder pelo

de:

crime

a) lesão corporal seguida de morte.

b) tentativa de lesão corporal e homicídio culposo.

c) homicídio culposo, unicamente.

d) homicídio culposo e dano, em concurso material.

e) homicídio doloso consumado

GABARITO E

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