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Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica Revisão 03 – 02/2009 NORMA ND.22
Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica Revisão 03 – 02/2009 NORMA ND.22
Projetos de Redes Aéreas Urbanas
de Distribuição de Energia Elétrica
Revisão 03 – 02/2009
NORMA ND.22

ELEKTRO Eletricidade e Serviços S.A. Diretoria de Operações Gerência Executiva de Engenharia

Rua Ary Antenor de Souza, 321 – Jd. Nova América

Campinas – SP

Tel.: (19) 2122-1000

E-mail: elektro@elektro.com.br

Site: www.elektro.com.br

ND.22

Projetos

de

Redes

Aéreas

Urbanas de Distribuição

de

Energia Elétrica

 

Norma

Campinas – SP, 2009

122 páginas

Aprovações André Augusto Telles Moreira Gerente Executivo de Engenharia Antonio Sérgio Casanova Gerente de Projetos e

Aprovações

André Augusto Telles Moreira

Gerente Executivo de Engenharia

Antonio Sérgio Casanova

Gerente de Projetos e Obras

ND.22

Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

ND.22

Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

Elaboração

Clarice Itokazu Oshiro

Emerson Ricardo Furlaneto

ND.22

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ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

À ELEKTRO é reservado o direito de modificar total ou parcialmente o conteúdo desta norma, a qualquer tempo e sem prévio aviso considerando a constante evolução da técnica, dos materiais e equipamentos bem como das legislações em vigor.

ND.22

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ÍNDICE

CONTROLE DE REVISÕES

11

INTRODUÇÃO

13

 
  • 1. OBJETIVO

13

  • 2. CAMPO DE APLICAÇÃO

13

  • 3. DEFINIÇÕES ................................................................................................................................

13

  • 4. REFERÊNCIAS NORMATIVAS ...................................................................................................

17

  • 4.1 Normas técnicas brasileiras

17

  • 4.2 Normas técnicas da ELEKTRO

17

5.

CONDIÇÕES GERAIS

18

  • 5.1 Recomendações

18

  • 5.2 Roteiro para elaboração de projeto

18

  • 5.3 Levantamento dos dados preliminares

19

  • 5.3.1 Características do projeto

19

  • 5.3.2 Planejamento básico

19

  • 5.3.3 Planos e projetos existentes

19

  • 5.3.4 Mapas e plantas

19

5.4

Levantamento dos dados de carga

20

5.4.1

Projeto de reforma de rede

20

5.5

Determinação da demanda

21

5.5.1

Projeto de reforma de rede

21

  • 5.5.1.1 Processo por medição

21

  • 5.5.1.2 Processo estimativo

23

6.

CONDIÇÕES E ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS

24

6.1

Diretrizes para projeto

.............................................................................................................

24

  • 6.1.1 Planejamento da rede

24

  • 6.1.2 Rede primária

........................................................................................................................

24

  • 6.1.2.1 Configuração básica da rede primária

24

  • 6.1.2.2 Traçado da rede primária

..................................................................................................

25

  • 6.1.2.3 Dimensionamento de condutores da rede primária

26

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  • 6.1.2.4 Níveis de tensão

26

  • 6.1.2.5 Carregamento .....................................................................................................................

26

  • 6.1.3 Transformadores ...................................................................................................................

27

  • 6.1.4 Rede secundária

....................................................................................................................

27

  • 6.1.4.1 Configuração da rede secundária

27

  • 6.1.4.2 Dimensionamento de condutores da rede secundária

28

  • 6.1.4.2.1 Critérios gerais

28

  • 6.1.4.2.2 Projeto de reforma de rede

28

  • 6.1.5 Locação de postes e viabilidade

29

  • 6.1.6 Proteção e seccionamento

32

6.1.6.1

Proteção contra sobrecorrentes

32

  • 6.1.6.1.1 Localização dos equipamentos

32

  • 6.1.6.1.2 Critérios para seleção de equipamentos de proteção

33

  • 6.1.6.2 Proteção contra sobretensões

34

  • 6.1.6.3 Seccionamento e manobra

35

 
  • 6.1.7 Aterramento

35

  • 6.1.8 Ramal de ligação de consumidor

36

  • 6.1.9 Dimensionamento mecânico

36

  • 6.1.9.1 Condições ambientais

36

  • 6.1.9.2 Condutores .........................................................................................................................

36

 
  • 6.1.9.3 Postes

37

  • 6.1.9.4 Cruzetas e estruturas

38

  • 6.1.9.5 Cálculo mecânico

...............................................................................................................

38

  • 6.1.9.6 Utilização dos postes quanto à resistência mecânica

39

  • 6.1.9.7 Escolha do tipo de estrutura

40

  • 6.1.9.8 Estaiamento aéreo

40

  • 6.1.9.9 Redução das trações (Tração reduzida)

41

6.1.10

Recursos especiais do projeto

42

  • 6.1.10.1 Correção de níveis de tensão

42

  • 6.1.10.2 Compensação de reativos

42

6.1.11

Iluminação pública ..............................................................................................................

43

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6.1.11.1

Características básicas

...................................................................................................

43

  • 6.1.11.1.1 Tensão de alimentação

43

  • 6.1.11.1.2 Luminárias

43

  • 6.1.11.1.3 Condutores para ligação da luminária integrada:

43

  • 6.1.11.1.4 Aterramento dos reatores para lâmpadas a vapor de sódio

44

  • 6.1.11.1.5 Posteação ......................................................................................................................

44

  • 6.1.11.1.6 Critérios para instalação dos padrões e montagem das estruturas

44

  • 6.1.11.1.7 Comando

 

44

  • 6.1.11.2 Iluminâncias

44

  • 6.1.11.3 Projeto de iluminação pública

44

6.1.11.3.1

Reforma de rede

44

6.1.12

Simbologia ...........................................................................................................................

45

6.2

Atendimento a loteamentos

 

45

TABELAS ............................................................................................................................................

47

ANEXOS

105

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CONTROLE DE REVISÕES

Revisão

Data

Descrição

03

27/02/2009

Revisão e atualização do documento às diretrizes do SGQ e modelo F-SGQ-010.

ao

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  • 1. OBJETIVO

INTRODUÇÃO

Esta Norma tem por objetivo estabelecer os critérios básicos para elaboração de projetos de reformas de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica (RDU) com condutores nus e de iluminação pública, de forma a assegurar boas condições técnico- econômicas das instalações e a qualidade do serviço de energia elétrica.

  • 2. CAMPO DE APLICAÇÃO Aplica-se somente aos projetos de reformas de redes de distribuição aéreas secundárias e primárias na tensão nominal de 13,8 kV, com condutores nus e de iluminação pública, nas áreas com características urbanas tais como sedes municipais, distritos, vilas e loteamentos. Esta Norma não se aplica aos projetos de novas redes e extensões de redes de distribuição executados pela ELEKTRO e loteamentos executados por terceiros que devem obedecer às diretrizes estabelecidas nas normas ND.07 e ND.25 (para rede secundária isolada) e ND.12 (para rede primária).

  • 3. DEFINIÇÕES Sistema de distribuição Parte de um sistema de potência destinada à distribuição de energia elétrica. Distribuição de energia elétrica Transporte de energia elétrica a partir dos pontos onde se considera terminada a transmissão (ou subtransmissão), até a medição de energia, inclusive. Rede aérea Rede elétrica em que os condutores geralmente nus, ficam elevados em relação ao solo e afastados de outras superfícies que não os respectivos suportes. Rede de distribuição aérea urbana (RDU) Rede elétrica destinada ao fornecimento de energia em tensão de distribuição e cujo traçado se desenvolve na área configurada urbana. Rede de distribuição primária Rede elétrica destinada a levar energia de

uma

subestação

de

distribuição

a

transformadores de distribuição ou a pontos de consumo.

Alimentador de distribuição

Parte de uma rede primária numa determinada área de uma localidade, que alimenta, diretamente ou por intermédio de seus ramais, transformadores de distribuição da concessionária e/ou de consumidores.

Tronco de alimentador

Parte de um alimentador de distribuição que transporta a parcela principal da carga total.

Ramal de alimentador

Parte de um alimentador de distribuição que se deriva diretamente de um tronco de alimentador.

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Rede de distribuição secundária

Rede elétrica destinada a levar energia de transformadores de distribuição aos pontos de consumo.

Ramal de ligação

Conjunto de condutores e acessórios que liga uma rede de distribuição a uma ou mais unidades de consumo.

Carga instalada

Soma das potências nominais dos equipamentos de uma unidade de consumo que,

depois de concluídos os trabalhos de instalação, estão em condições de entrar em

funcionamento.

Demanda

Média das potências elétricas instantâneas solicitadas por consumidor ou concessionária

durante um período especificado.

Demanda máxima

Maior demanda verificada durante um intervalo de tempo especificado.

Demanda diversificada

Demanda média de um consumidor de um grupo de consumidores da mesma classe

deste grupo, tomada em conjunto e dividida pelo número de consumidores desta classe.

Demanda simultânea

Soma das demandas verificadas no mesmo intervalo de tempo especificado.

Demanda simultânea máxima

Maior das demandas simultâneas registradas durante um intervalo de tempo especificado.

Fator de carga

Razão de demanda média para a demanda máxima ocorrida no mesmo intervalo de

tempo especificado.

Fator de demanda

Razão da demanda máxima num intervalo de tempo especificado, para a carga instalada

total.

Fator de diversidade

Razão da soma das demandas máximas individuais de um conjunto de equipamentos ou instalações elétricas, para a demanda simultânea máxima ocorrida no mesmo intervalo de tempo especificado.

Fator de coincidência ou de simultaneidade

Razão da demanda simultânea máxima de um conjunto de equipamentos ou instalações elétricas, para a soma das demandas máximas individuais ocorridas no mesmo intervalo de tempo especificado.

Fator de utilização

Razão da demanda máxima ocorrida num intervalo de tempo especificado para potência instalada.

ND.22

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ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

Fator de potência

É a razão da energia ativa para a raiz quadrada da soma dos quadrados das energias ativa e reativa, num mesmo intervalo de tempo especificado.

Queda de tensão

Diferença entre as tensões elétricas existentes entre dois pontos de um circuito elétrico observado num mesmo instante.

Fator de correção sazonal

Fator de correção da demanda máxima medida dos consumidores residenciais e

comerciais, com o objetivo de se excluir a possibilidade de que a demanda medida não

corresponda à ponta máxima do ano.

kVAT (kVA-térmico)

Potência limite de carregamento do transformador estabelecida em função de suas

características do tipo de curva de carga adotando máximo de 156%.

Consumo

Quantidade de energia elétrica absorvida em um dado intervalo de tempo.

Consumidores de classe baixa ou baixa renda

Consumidores

de

pequeno

recurso

com

aparelhos eletrodomésticos.

modestas

possibilidades

de

utilização

de

Consumidores de classe média ou média Renda

Consumidores de mediano recurso com possibilidades normais de utilização de aparelhos

eletrodomésticos.

Consumidores de classe alta ou alta renda

Consumidores de alto recurso possuidores de carga instalada muito significativa.

Consumidores de classe extra alta

Consumidores de grande recurso possuidores de altíssima carga instalada.

Consumidores especiais

Consumidores cujas cargas ocasionam flutuações de tensão na rede necessitando,

portanto, de uma análise específica para o dimensionamento elétrico da mesma.

Chaves de proteção

Dispositivos utilizados com a finalidade básica de proteção dos circuitos primários de distribuição ou de equipamentos neles instalados, desligando automaticamente os circuitos ou equipamentos que estejam sob condições de defeito ou sob tensão ou correntes anormais.

Chaves de manobra

Dispositivos utilizados com a finalidade básica de seccionamento ou restabelecimento de circuitos, em condições normais, para fins de manobras como transferências de cargas, desligamentos de circuitos, etc.

Chave fusível de distribuição

Dispositivo com função principal de proteger ou isolar automaticamente parte da rede,

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baseado em princípio térmico, através de sobreaquecimento e fusão de um elo condutor fusível quando atingido o limite de corrente pré-estabelecido.

Seccionador unipolar tipo faca

Dispositivo com função principal de permitir conexão ou desconexão de parte da rede nas manobras por ocasião das operações de fluxo de carga, de manutenção, de reforma ou de construção, através de fechamento ou aber tura de um componente em forma de barra metálica basculante condutora, e operado mecanicamente com auxílio de vara de manobra.

Área residencial tipo “A”

Área residencial com Consumidores de alta renda.

Área residencial tipo “B”

Área residencial com Consumidores de média renda.

Área residencial tipo “C”

Área residencial de periferia com Consumidores de baixa renda.

Classe A3 - vias locais

São vias que permitem acesso às propriedades rurais com grande acesso e pequena

mobilidade de tráfego.

Classe B - vias de ligação

São ligações de centros urbanos e suburbanos, porém não pertencendo ao grupo A e que

geralmente só tem importância para o tráfego local.

Classe C - vias urbanas

São caracterizadas pela existência de construções às suas margens e a presença de

tráfego motorizado e de pedestres em maior ou menor escala.

Base para relé fotoeletrônico intercambiável

Equipamento elétrico que se destina à fixação e ligação elétrica do relé fotoeletrônico

intercambiável.

Base externa para relé fotoeletrônico intercambiável

Base própria para instalação externa, destinada à ligação do relé fotoeletrônico com o

circuito externo.

Base de embutir para relé fotoeletrônico intercambiável

Base própria para ser incorporada em outros equipamentos tais como: luminárias reatores, chaves magnéticas, etc., destinada à ligação do relé fotoeletrônico com o circuito do referido equipamento.

Chave magnética (de iluminação)

Equipamento elétrico utilizado para o controle de um grupo de lâmpadas, cujo comando é efetuado por relé fotoeletrônico.

Comando individual (por relé fotoeletrônico)

É o sistema que utiliza um relé fotoeletrônico para comando de cada lâmpada ou ponto de luz.

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ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

Comando em grupo (por relé fotoeletrônico e chave magnética)

É o sistema que utiliza um relé fotoeletrônico para o comando de uma chave magnética que controla o circuito de alimentação de um grupo de lâmpadas ligadas em paralelo.

Comando misto

É o sistema que utiliza o comando individual e o comando em grupo para comandar alternativamente um grupo de lâmpadas.

Relé fotoeletrônico intercambiável

Equipamento eletrônico que comanda uma carga pela variação da iluminação do

ambiente e possui um dispositivo de encaixe para fixação e ligação elétrica a uma base

padrão.

Projetos de reforma de rede

São aqueles que visam à substituição de materiais e equipamentos danificados e ou

introduzir alterações na rede existente para adequá-la às necessidades de crescimento da

carga ou às modificações físicas do local (alargamento de rua, garagens, rede de

esgotos, etc.).

Projetos de redes novas

São aqueles que visam à implantação do sistema de distribuição aérea necessário ao

atendimento de uma determinada área, onde não exista rede de distribuição.

Projetos de extensões de redes

São aqueles necessários a (expansão) da r ede de distribuição aérea destinada a atender

novos consumidores.

4. REFERÊNCIAS NORMATIVAS

  • 4.1 Normas técnicas brasileiras ABNT NBR 5101 – Iluminação pública. ABNT NBR 5434 - Redes de distribuição aérea urbana de energia elétrica.

  • 4.2 Normas técnicas da ELEKTRO ND.01 – Materiais e equipamentos para redes aéreas de distribuição de energia elétrica – Padronização. ND.02 – Estruturas para redes aéreas urbanas de distribuição de energia elétrica – Padronização. ND.06 – Materiais e equipamentos para redes aéreas isoladas de distribuição de energia elétrica – Padronização. ND.07 – Estruturas para redes aéreas isoladas de distribuição de energia elétrica – Padronização. ND.09 – Materiais em liga de alumínio para redes aéreas de distribuição de energia elétrica – Padronização. ND.10 – Fornecimento de energia elétrica em tensão secundária a edificações individuais. ND.12 – Redes protegidas compactas – Critérios para projetos e padronização de estruturas.

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ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

ND.13 – Padronização de estruturas e critérios para utilização de postes de concreto duplo T em redes urbanas.

ND.20 – Instalações consumidoras em tensão primária de distribuição de energia elétrica.

ND.25 – Projetos de redes aéreas isoladas e protegidas de distribuição de energia elétrica – Norma.

ND.26 – Fornecimento de energia elétrica agrupada.

a edifícios de uso coletivo e medição

ND.40 – Simbologia para projetos de redes urbanas e rurais de distribuição de energia

elétrica.

ND.46 – Critérios para projetos e construção de redes subterrâneas em condomínios.

ND.78 – Proteção de redes aéreas de distribuição.

5. CONDIÇÕES GERAIS

  • 5.1 Recomendações Na elaboração dos projetos devem ser observados os critérios e as especificações relacionados a seguir a fim de garantir um bom desempenho do sistema de distribuição de energia elétrica e minimizar os riscos de acidentes:

    • - previsão de carga e dimensionamento de circuitos primários e secundários;

    • - traçado de alimentadores e circuitos secundários;

    • - afastamentos ou distâncias mínimas;

    • - proteção e manobra;

    • - escolha de estruturas, locação e estaiamento;

    • - áreas arborizadas e condições de acesso a construção, operação e manutenção do sistema elétrico.

Além disso, deve ser observada a necessidade de uma maior segurança na utilização

de materiais, equipamentos e proteção do pessoal da empresa envolvido nos trabalhos

bem como da população atendida.

  • 5.2 Roteiro para elaboração de projeto O projeto de reforma da rede área urbana compreende, basicamente, as seguintes etapas:

Levantamento dos dados preliminares

  • - características de projeto;

  • - planejamento básico;

  • - planos e projetos existentes;

  • - mapas e plantas.

Levantamento dos dados de carga

  • - levantamento da carga;

  • - determinação da demanda.

Diretrizes para projeto

  • - rede primária;

  • - transformadores;

ND.22

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ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica
  • - rede secundária;

  • - proteção e seccionamento;

  • - locação e viabilidade de campo;

  • - dimensionamento mecânico;

  • - iluminação pública;

No caso de projetos de redes aéreas urbanas elaborados pela ELEKTRO, a determinação da demanda e os cálculos elétricos necessários ao projeto de rede primária e secundária devem ser obtidos do sistema técnico da ELEKTRO.

  • 5.3 Levantamento dos dados preliminares

    • 5.3.1 Características do projeto Consiste na determinação do tipo de projeto a ser desenvolvido, considerando-se:

      • - área a ser abrangida pelo projeto;

      • - estado atual da rede;

      • - causas de origem e/ou finalidade de sua aplicação.

  • 5.3.2 Planejamento básico Os projetos devem atender a um planejamento básico, possibilitando um desenvolvimento contínuo e uniforme da rede, dentro da expectativa de crescimento de cada localidade. Em áreas onde haja necessidade de implantação de redes novas, o planejamento básico deve ser efetuado através de análise das condições locais, tais como: grau de urbanização das ruas, dimensões dos lotes e tipos de loteamento, considerando-se ainda, as tendências regionais e áreas com características semelhantes onde são conhecidas as taxas de crescimento e dados de cargas. Nos casos de reforma ou extensão de redes, deve ser feita uma análise do sistema elétrico disponível, sendo o projeto elaborado de acordo com o planejamento existente para a área em estudo.

  • 5.3.3 Planos e projetos existentes Devem ser verificados os projetos anteriormente elaborados e ainda não executados, abrangidos pela área em estudo, que servirão de subsídios ao projeto atual.

  • 5.3.4 Mapas e plantas Devem ser obtidas as plantas, atualizadas, da área em estudo na escala de 1:5 000 e 1:1 000, para o planejamento do circuito primário e secundário, respectivamente, devendo conter os seguintes dados: a) Plantas de rede primária

    • - logradouros (ruas, praças, avenidas, etc.), rodovias e ferrovias;

    • - túneis, pontes e viadutos;

    • - situação física da rua;

    • - acidentes topográficos e obstáculos mais destacados, que podem influenciar na escolha do melhor traçado da rede;

    • - detalhes da rede de distribuição existente, tais como, condutores (tipo e bitola), transformadores (número de fases e potência), etc.;

    • - indicação das linhas de transmissão e das redes particulares com as respectivas tensões nominais;

  • ND.22

    Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica
    • - diagrama unifilar da rede primária, incluindo condutores, dispositivos e proteção, manobra, etc.

    • b) Plantas de rede secundária

      • - logradouros (ruas, praças, avenidas, etc.), rodovias e ferrovias;

      • - túneis, pontes e viadutos;

      • - indicação de edificações e respectivas numerações;

      • - situação física da rua e benfeitorias existentes;

      • - acidentes topográficos e obstáculos mais destacados, que podem influenciar na escolha do melhor traçado de rede;

      • - detalhes da rede de distribuição existente, tais como posteação (tipo, altura, resistência), condutores (tipo e bitola), transformadores (número de fases e potência), iluminação pública (tipo e potência de lâmpada), ramais de ligação;

      • - indicação das linhas de transmissão e redes particulares com as respectivas tensões nominais;

      • - redes de telecomunicações existentes com respectivos esforços.

    • 5.4 Levantamento dos dados de carga Consiste no levantamento de dados de carga dos consumidores abrangidos pela área em estudo. Esses dados devem ser obtidos por meio sistema técnico da ELEKTRO. Caso essas áreas não possuam ainda informações atualizadas, podem ser utilizados os dados obtidos de áreas de características semelhantes. Eventualmente, quando necessário, estas informações devem ser obtidas ou complementadas pelos levantamentos no campo.

      • 5.4.1 Projeto de reforma de rede

        • a) Consumidores ligados em tensão primária de distribuição Localizar em planta todos os consumidores ligados em tensão primária de distribuição. Ex.: hospitais, indústrias, escolas, etc. Anotar os seguintes dados:

          • - natureza da atividade;

          • - horário de funcionamento, indicando período de carga máxima e sazonalidade, caso exista;

          • - carga total, caso não haja medição de demanda, e capacidade instalada;

          • - verificar, na área do projeto, as possibilidades de novas ligações em AT, ou acréscimo de carga.

    • b) Consumidores ligados em tensão secundária de distribuição

      • - localizar os consumidores residenciais anotando em planta o tipo de ligação (monofásico, bifásico ou trifásico).

      • - localizar em planta todos os consumidores não residenciais, indicando-se a carga total instalada e seu horário de funcionamento. Ex. oficinas, panificadoras, etc.

      • - os consumidores não residenciais com pequena carga que podem ser tratados como residenciais. Ex.: pequenos bares, lojas, etc.

    Nota: no caso de edifícios de uso coletivo, verificar e anotar o número de unidades e a área de cada apartamento, verificando a existência de cargas especiais (ar condicionado, aquecimento central, fogão elétrico) indicando o número de

    ND.22

    Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    aparelhos e as suas potências.

    • c) Consumidores especiais Para os consumidores especiais devem ser anotados o horário de funcionamento e a carga instalada, observando a existência de aparelhos que possam ocasionar flutuações de tensão na rede (raios X, máquina de solda a transformador, máquinas de solda a resistência, fornos de indução, equipamentos de eletrólise, motores, etc.). Para elaboração do estudo de viabilidade de ligação de cargas especiais nas redes de distribuição devem ser consultadas as normas específicas.

    • d) Iluminação pública

    Indicar na planta o tipo de iluminação existente (VM, VS, etc.), anotando a potência

    das lâmpadas instaladas e sistema de comando.

    • 5.5 Determinação da demanda

      • 5.5.1 Projeto de reforma de rede

        • 5.5.1.1 Processo por medição a) Rede primária

    Pelo processo de medição, indicado abaixo, deve ser obtido o perfil da carga do

    alimentador diretamente das medições simultâneas de seu tronco e ramais,

    observando-se sempre a coincidência com as demandas das ligações existentes

    em tensão primária. Confrontando-se esses resultados das medições com as

    respectivas cargas instaladas são obtidos fatores de demanda típicos que

    podem ser utilizados como recurso na determinação de demandas por

    estimativa.

    • - Tronco de alimentadores A determinação da demanda máxima de alimentadores, basicamente, é feita através de relatório de acompanhamento da subestação de distribuição. Na impossibilidade de obter a demanda máxima através de relatórios de acompanhamento, devem ser feitas medições na saída do alimentador em estudo na subestação (ver Nota 1).

    • - Ramais de alimentadores Para determinação da demanda máxima dos ramais de alimentadores, devem ser instalados aparelhos indicadores de corrente máxima no início do ramal (ver Nota 1)

    • - Consumidores ligados em tensão primária Deve ser feita verificação da demanda máxima do consumidor através das leituras no medidor de demanda, considerando, ainda, previsão de aumento de carga, se houver.

    • - Edificações de uso coletivo No caso de prédio de uso coletivo deve ser instalado aparelho indicador de corrente máxima ou registradores no ramal de ligação do mesmo, durante 24 horas, no mínimo.

    ND.22

    Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    Nota 1: para os alimentadores e ramais, as medições devem ser efetuadas com a rede operando em sua configuração normal, em dia de carga típica, por um período mínimo de 24 horas.

    b) Rede secundária

    A determinação das demandas para efeito de dimensionamento de rede secundária é baseada em medições de uma amostragem de transformadores (em geral 30% a 50%) da área em estudo que, em função do número de consumidores, determinarão o kVA médio, salvo em áreas de características muito heterogêneas.

    • - Transformadores

    Devem ser efetuadas simultaneamente as seguintes medições na saída do

    transformador:

    medição gráfica de tensão (uma fase x neutro) no borne do transformador e

    no ponto mais desfavorável;

    medição gráfica de corrente de uma fase;

    medição do valor de máxima corrente nas demais fases.

    O valor máximo de demanda de cada transformador é calculado,

    multiplicando-se a soma dos valores máximos de corrente de cada fase, pelo

    valor de tensão na hora de demanda máxima.

    Em áreas sujeitas a grandes variações de demanda, devido à sazonalidade,

    como por exemplo, as áreas de veraneio, as medições de transformadores

    devem ser efetuadas no período suposto de máxima demanda.

    Na impossibilidade de se efetuar medições nesse período, deve ser adotado

    um fator de majoração que dependerá de informações disponíveis na região a

    respeito do comportamento de demanda na área do projeto.

    Para circuitos com cargas homogêneas as medições podem ser feitas com

    aparelhos instantâneos indicadores de máxima corrente em horário provável

    de demanda máxima.

    • - Consumidores Adotar a rotina a seguir: subtrair da demanda máxima do transformador a demanda (coincidente

    com a ponta do transformador) dos consumidores não residenciais. Dividir

    o valor obtido acima pelo número de consumidores residenciais, obtendo-

    se assim, a demanda individual diversificada (kVA/Consumidor) dos

    consumidores residenciais, conforme exemplo do Anexo IV.

    quando o transformador de distribuição alimentar áreas de características heterogêneas (ex.: favelas, prédios de apartamentos), devem ser efetuadas medições distintas que caracterizem as respectivas cargas. Para a determinação da demanda total do circuito a ser projetado deve ser observada a tendência de ocupação dos lotes vagos.

    devem

    ser

    tratados,

    à

    parte,

    consumidores

    não

    residenciais

    que

    apresentem demandas significativas (ex.: oficinas, serrarias, etc.). a demanda máxima desses consumidores deve ser determinada através de medição, procurando-se determinar a simultaneidade de funcionamento dos equipamentos. os demais consumidores não residenciais (ex.: pequenos bares e lojas,

    ND.22

    Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    etc.) podem ser tratados como consumidores residenciais.

    as cargas

    devidas à iluminação pública, ligadas no circuito,

    computadas automaticamente.

    já estão

    • 5.5.1.2 Processo estimativo

      • a) Rede primária

        • - Tronco de alimentadores No caso de reforma de rede, o processo estimativo não se aplica ao tronco de alimentadores. Neste caso, a determinação da demanda é sempre feita através de relatórios de acompanhamento ou medição.

        • - Ramais de alimentador A estimativa da demanda máxima de ramais da rede primária pode ser feita através da demanda máxima em confronto com a capacidade das cargas dos transformadores instalados ao longo do mesmo. Deve ser analisada sempre a simultaneidade de funcionamento das cargas dos consumidores ligados na rede primária.

    • b) Rede secundária

      • - Consumidores residenciais Para estimativa da demanda de consumidores residenciais podem ser adotados os valores de demanda diversificada obtidos de redes existentes em áreas de características semelhantes. Podem ser utilizados, também, os valores de demanda diversificada (kVA/consumidor) obtidos pela Tabela 1, correlacionado a quantidade de consumidores e a característica da área em estudo (baixo, médio, alto e extra alto). No caso de edifícios de uso coletivo, a demanda deve ser calculada conforme a Instrução de Trabalho I-ENG-053.

      • - Consumidores não residenciais Para consumidores não residenciais deve ser levantada a carga total instalada ou prevista para esses consumidores, em kVA (kW), e aplicado o fator de demanda conforme a categoria do estabelecimento (Tabela 2 e Tabela 3) e o fator de coincidência para grupo de consumidores (Tabela 4). A determinação da potência absorvida da rede em kVA, para motores, deve ser calculada conforme a Tabela 6 (motores monofásicos) e Tabela 7 (motores trifásicos). Deve ser verificado se a demanda estimada refere-se ao período diurno ou noturno; os condutores e os transformadores são dimensionados considerando os dois períodos. Exemplo de cálculo de demanda para motores (potência absorvida de rede) pode ser observado no Anexo V.

      • - Iluminação pública A demanda a ser estimada para a instalação de iluminação pública é definida em função de potência total das lâmpad as mais a dos reatores conforme Tabela 8.

    ND.22

    Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica 6. CONDIÇÕES E ORIE NTAÇÕES

    6. CONDIÇÕES E ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS

    • 6.1 Diretrizes para projeto

      • 6.1.1 Planejamento da rede O planejamento, sendo a etapa mais abrangente do projeto, deve ser objeto de estudos projetados para, no mínimo, 10 (dez) anos. Em casos de áreas com evidências de tendência a mudança de ocupação do solo, devem ser previstas etapas de recursos técnicos apropriados na transformação racional do planejamento, em algum período, múltiplo de cinco anos, como no caso de crescimento acentuado da densidade de carga. Nos planejamentos sempre devem ser almejadas as metas de segurança, economia, continuidade e qualidade de energia, escopos esses perenes de todas as fases do projeto.

      • 6.1.2 Rede primária

        • 6.1.2.1 Configuração básica da rede primária A configuração da rede primária é definida em função do grau de confiabilidade a ser adotado em um projeto de rede de distribuição urbana, compatibilizando-o com a importância da carga ou da localidade a ser atendida. Podem ser utilizadas as seguintes configurações para o sistema aéreo primário:

          • a) Radial Simples Os sistemas radiais simples devem ser utilizados em áreas de baixa densidade de carga, nas quais os circuitos tomam direções distintas, face às próprias características de distribuição da carga, tornando anti-econômico o estabelecimento de pontos de interligação.

    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica 6. CONDIÇÕES E ORIE NTAÇÕES
     
    R
    R

    R

    R
     
    R
    R
    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica 6. CONDIÇÕES E ORIE NTAÇÕES
    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica 6. CONDIÇÕES E ORIE NTAÇÕES
    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica 6. CONDIÇÕES E ORIE NTAÇÕES

    Figura 1: configuração radial simples

    • b) Radial com Recurso Os sistemas radiais

    com

    recursos

    devem

    ser

    utilizados

    em

    áreas

    que

    demandem maiores densidades de carga ou requeiram maior grau de

    confiabilidade devido às suas particularidades (hospitais, cargas sensíveis, etc.).

    ND.22

    Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica
     
    R N.A.
    R N.A.
     
    R N.A.
    R N.A.
    R N.A.
     

    R

     
     
    R N.A.
     
    R N.A.
     
    N.A.

    N.A.

    N.A.

     
    R N.A.
    R
    R
    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica R N.A. R Figura

    Figura 2: configuração radial com recurso

    Este sistema caracteriza-se pelos seguintes aspectos:

    • - existência de interligações normalmente abertas, entre alimentadores adjacentes da mesma ou de subestações diferentes;

    • - ser projetado de forma que exista certa reserva de capacidade em cada circuito, para a defeito;

    absorção de carga de outro circuito na eventualidade de

    • - limita o número de consumidores interrompidos por defeitos e diminui o tempo de interrupção em relação ao sistema radial simples.

    • 6.1.2.2 Traçado da rede primária a) Tronco de Alimentadores

    O traçado deve obedecer às seguintes diretrizes básicas:

    • - procurar sempre utilizar arruamentos já definidos e o traçado aprovado pela Prefeitura, sempre que possível onde existam guias colocadas, evitando ângulos e curvas desnecessárias;

    • - acompanhar a distribuição das cargas (com suas previsões);

    • - procurar equilibrar as demandas entre os alimentadores;

    • - procurar atribuir a cada alimentador, áreas de dimensões semelhantes evitando, sempre que possível, trechos paralelos na mesma rua ou circuitos duplos;

    • - obedecer à seqüência de fases desde a Subestação;

    • - sendo necessário mais de um alimentador, deve ser prevista a interligação dos mesmos para manobras de emergência, através de seccionadores que permitam a transferência de carga de um para outro;

    • - o posicionamento de interligação e chaveamento de alimentadores deve ser de tal forma que favoreça a confiabilidad e dos consumidores especiais, tais como, hospitais, torres repetidoras, bombas d’águas, laticínios, etc.;

    • - para os arruamentos onde há previsão de rede primária, a posteação da rede secundária deve ser dimensionada de modo a permitir a sua futura implantação;

    • - partindo-se do princípio de que ao alimentador cabe a função de suprir as cargas através de seus ramais, deve-se portanto evitar a instalação de transformadores de distribuição no tronco.

    ND.22

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    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    b) Ramais de alimentadores

    No traçado deve-se obedecer aos seguintes critérios:

    • - os ramais devem ser, sempre que possível, dirigidos em sentido paralelo uns aos outros, orientados de maneira a favorecer a expansão prevista para o bairro por eles alimentados;

    • - deve ser levada em consideração a posição da fonte de energia no sentido de se seguir o caminho mais curto;

    • - devem ser planejados evitando-se voltas desnecessárias.

    • 6.1.2.3 Dimensionamento de condutores da rede primária As bitolas e capacidades térmicas dos condutores a utilizados nas redes primárias de distribuição estão apresentadas na Tabela 10. O dimensionamento dos condutores deve ser efetuado observando-se a queda de tensão máxima permitida, perdas e capacidade térmica dos condutores conforme Tabela 10 e Tabela 11. Entende-se como queda de tensão máxima na rede primária, a diferença de tensão compreendida entre o barramento da subestação e o ponto mais desfavorável onde se situa um transformador de distribuição ou um consumidor primário. Para o cálculo de queda de tensão podem ser utilizados os coeficiente de queda de tensão primária (%/MVA x km) da Tabela 11. Para cálculo elétrico na rede primária pode ser utilizado qualquer método de simulação de rede em vigor na empresa. Com base no traçado previsto para a rede primária, na bitola dos condutores a serem utilizados e na evolução da estimativa da carga, é realizada a simulação para um período mínimo de cinco anos, de modo a verificar se as condições de fornecimento estão em consonância com os parâmetros considerados satisfatórios pela ELEKTRO conforme itens 6.1.2.4 e 6.1.2.5.

    • 6.1.2.4 Níveis de tensão Em qualquer situação, os níveis de tensão ao longo da rede primária devem estar de acordo com os valores estabelecidos nas legislações vigentes.

    • 6.1.2.5 Carregamento O carregamento de alimentadores é função da configuração do sistema (radial ou radial com recursos), que implicará ou não numa disponibilidade de reserva para absorção de carga por ocasião das manobras e situações de emergência. Para os alimentadores interligáveis o carregamento máximo deve situar-se entre 50% e 70% da capacidade térmica dos condutores. Como critério orientativo, são recomendados os seguintes números de alimentadores para as cargas especificadas por localidades.

      • - até 1 000 kVA - 1 alimentador;

      • - de 1 000 kVA a 3 000 kVA - 2 alimentadores;

      • - de 3 000 kVA a 10 000 kVA - 3 alimentadores.

    Para os valores de demanda superiores aos indicados, considerando que uma subestação é projetada para uma potência final de transformação de 50/60 MVA (2 transformadores de 25/30 MVA) e 10 saídas de alimentadores, considerar em média 5 000 kVA por alimentador.

    ND.22

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    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica
    • 6.1.3 Transformadores São trifásicos na classe de tensão de 15 kV com primário em triângulo e secundário em estrela com neutro acessível, nas potências nominais de 30, 45, 75, 112,5, 150 e 225 kVA, e relações de tensões previstas para as seguintes ligações: primária em 13 800/13 200/12 600 V e secundária em 220/127 V ou 380/220 V para parte da cidade de São João da Boa Vista. A utilização dos transformadores de 150 e 225 kVA somente se justifica quando a concentração de carga junto ao poste do transformador é muito elevada, como no atendimento a edifícios de uso coletivo através da rede secundária. Em casos gerais de cargas distribuídas aproximadamente homogêneas, devem-se sempre preferir transformadores menores e redes mais leves. Os transformadores devem ser dimensionados de tal forma a minimizar os custos anuais de investimentos iniciais, substituição e perdas, dentro do horizonte do projeto. Os transformadores devem ser dimensionados em função do crescimento da carga, projetando-se que, num período aproximado de 3 anos deva atingir um carregamento em torno de 100% do kVAT. Caso o transformador atenda somente a Iluminação Pública, o carregamento deve situar-se em torno de 100% do kVA nominal. O carregamento máximo dos transformadores é estabelecido pelo sistema técnico da ELEKTRO. As instalações de transformadores devem atender aos seguintes requisitos básicos:

      • - localizá-lo tanto quanto possível no centro de carga;

      • - localizá-lo próximo às cargas concentradas, principalmente as que ocasionam flutuação de tensão;

      • - localizá-lo de forma que as futuras relocações sejam minimizadas.

    Para a interligação dos bornes secundário do transformador e o barramento da rede

    secundária devem ser utilizados cabos de cobre isolados dimensionados conforme a

    Tabela 17.

    No dimensionamento dos transformadores, deve ser levado em consideração,

    também, o modo de carregamento dos mesmos, que é função das peculiaridades da

    demanda diurna e noturna, e da diversidade das condições climáticas regionais.

    Os transformadores de 15 kVA podem ser utilizados em situações específicas e

    desde que sejam atendidos os critérios de projetos estabelecidos pela ELEKTRO.

    • 6.1.4 Rede secundária

      • 6.1.4.1 Configuração da rede secundária Sempre que possível, são

    adotados

    circuitos

    típicos

    de

    acordo

    com

    as

    combinações das bitolas dos condutores apresentados no Anexo VI.

    Essas configurações permitem o atendimento em 220/127 V de toda gama de densidades de carga característica de rede de distribuição aérea.

    A adoção de um determinado circuito típico é função da densidade de carga inicial, taxa de crescimento e da configuração do arruamento. Em cada projeto individualmente considerado, torna-se, na maioria dos casos, difícil a aplicação dos circuitos típicos caracterizados. Entretanto, essas configurações devem ser gradativamente atendidas à medida que a integração desses projetos individuais o permita, e isto pode ser alcançado através de um planejamento orientado para as pequenas extensões.

    ND.22

    Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    Em nenhum caso pode haver rede secundária distante mais de 350 metros do transformador e, por questões de segurança, não é permitida a instalação de dois circuitos secundários na mesma posteação.

    • 6.1.4.2 Dimensionamento de condutores da rede secundária

      • 6.1.4.2.1 Critérios gerais A rede secundária deve ser dimensionada de tal forma a minimizar os custos anuais de investimento inicial, ampliações, modificações e perdas dentro do horizonte do projeto, normalmente de cinco anos. O número de fases deve se restringir ao mínimo necessário com base na previsão de carga, ficando a complementação do mesmo destinada a atender futuros aumentos de carga, conseguindo-se desta forma, um projeto mais econômico. Para o cálculo do crescimento da demanda devem ser aplicados fatores multiplicativos da Tabela 5, em função do índice anual de crescimento e o tempo considerado. No dimensionamento elétrico deve-se considerar que o atendimento ao crescimento da carga é feito procurando-se esgotar a capacidade da rede, observando-se o limite de queda de tensão de 5,0% (final), e também os limites de capacidade térmica dos condutores, conforme Tabela 12. A rede secundária deve ser dimensionada para atender os critérios acima, com a configuração inicial do circuito, a evolução da carga até o 5 o ano, quando pode ser prevista uma subdivisão do circuito. Na nova configuração, a rede secundária deve atender a evolução da carga até o 10

    o

    ano, no mínimo.

    No cálculo elétrico dos projetos de redes secundárias devem ser utilizados os

    coeficientes de queda de tensão (%/kVA x 100 m) indicados na Tabela 13,

    Tabela 14 e Tabela 15, de acordo com a configuração da rede existente ou

    projetada, sendo a carga sempre considerada equilibrada ou igualmente

    distribuída pelos circuitos monofásicos existentes.

    Apesar de se procurar equilibrar as cargas entre as fases, os resultados desse

    dimensionamento devem ser periodicamente aferidos através de relatórios

    emitidos pelo sistema técnico da ELEKTRO ou medições posteriores dos

    circuitos, a fim de determinar possíveis fatores de correção a serem adotados

    em projetos futuros.

    Em qualquer situação, os níveis de tensão ao longo da rede secundária devem

    estar de acordo com os valores estabelecidos pelas legislações vigentes. Sendo

    contatada transgressão aos valores estabelecidos devem ser propostas

    adequações na rede.

    O cálculo de queda de tensão da rede secundária pode ser feito através do sistema técnico da ELEKTRO ou de acordo com a metodologia do exemplo do Anexo VII.

    • 6.1.4.2.2 Projeto de reforma de rede A rotina a ser seguida no dimensionament o da rede secundária deve atender as etapas a seguir: -

    obter o valor da densidade de carga atual do circuito (kVA/poste), multiplicando o kVA/consumidor obtido pelo número de consumidores por poste existente nos circuito.

    ND.22

    Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica
    • - preparar os esquemas de redes secundárias típicas de acordo com a configuração dos quarteirões existentes na área do projeto.

    • - os esquemas devem atender o perfil da tensão adotada para a área com valores extrapolados para o 10º ano; podendo-se prever a subdivisão do circuito no 5º ano.

    • - no Anexo VI desta Norma são apresentadas as configurações típicas técnico- economicamente recomendadas em função da densidade de carga inicial do circuito com a respectiva taxa de crescimento.

    • - conferir os resultados obtidos levando-se em conta os consumidores trifásicos de carga elevada e os de cargas especiais, calculando a queda de tensão do circuito cujo valor para o 10º ano deve atender o perfil de tensão definido no item 6.1.2.4.

    • 6.1.5 Locação de postes e viabilidade

      • a) Definidos os traçados das redes primárias e secundárias e os centros de carga, devem ser locados em plantas os postes necessários para a sustentação da rede de distribuição.

      • b) A correta verificação da viabilidade técnica de execução de um projeto é de grande importância, pois evita que ocorram imprevistos por ocasião da execução da obra, provocando modificações no projeto original, com conseqüente alteração do custo da obra.

      • c) Para que não haja problemas na construção, a localização dos postes deve ser feita, sempre que possível, de acordo com as observações feitas no levantamento de campo e assinaladas em planta, obedecendo aos critérios a seguir:

        • - manter contatos com órgãos públicos sobre melhoramentos futuros no local;

        • - não locar postes em frente a entradas de garagens, guias rebaixadas em postos de gasolina e evitar a locação dos mesmos em frente a anúncios luminosos, marquises e sacadas;

        • - verificar a existência de projetos de redes de telecomunicações e os locais previstos para instalação de seus equipamentos, assinalando os pontos de interferência com a mesma;

        • - evitar interferências com alinhamentos de galerias pluviais, esgotos e redes aéreas ou subterrâneas de outras concessionárias;

    verificar

    • - existência

    de

    terminais

    para

    derivações

    de ramais primárias e

    secundárias;

    • - verificar as locações prováveis dos transformadores, analisando: facilidade de instalação e retirada dos equipamentos; operação das chaves fusíveis a partir de local seguro e livre de qualquer obstáculo;

    • - projetar as redes com vãos de 30 a 40 m, sendo o vão básico de 35 m. onde existir somente a rede primária, podem ser projetados vãos de 60 a 80 m, prevendo-se futuras intercalações de postes;

    • - procurar locar a posteação, sempre que possível, nas divisas de lotes;

    • - a fim de transpor marquises, sacadas e anúncios luminosos é recomendado o uso de afastadores para redes secundárias.

    • - em ruas com até 14 m de largura, os postes devem ser projetados sempre num

    lado

    (unilateral),

    conforme

    ilustrado

    na

    Figura

    3,

    observando-se o

    alinhamento da rede existente e a existência

    ou futura implantação de

    arborização.

     

    ND.22

    Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica
    VÃO L ≤ 14 m BÁSICO L
    VÃO
    L ≤ 14 m
    BÁSICO
    L

    Figura 3: posteação unilateral

    • - em ruas com largura superior a 14 m e até 20 m, a posteação deve ser em

    zigue-zague (bilateral alternada), conforme Figura 4. 14 m < L ≤ 20 m VÃO BÁSICO L
    zigue-zague (bilateral alternada), conforme Figura 4.
    14 m < L ≤ 20 m
    VÃO BÁSICO
    L

    Figura 4: posteação bilateral alternada

    • - em ruas com largura superior a 20 m, recomenda-se utilizar posteação bilateral

    simétrica, conforme ilustrado na Figura 5. L > 20 m VÃO BÁSICO L
    simétrica, conforme ilustrado na Figura 5.
    L > 20 m
    VÃO BÁSICO
    L

    Figura 5: posteação bilateral simétrica

    • - deve-se considerar que nos critérios de posteação acima, interferem, além da largura das ruas, a existência ou não de canteiro central, implantação de mais de

    ND.22

    Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    um alimentador, necessidade de níveis de iluminamento especiais na via pública, etc.;

    • - interferem, também, as curvaturas das ruas, que obrigam a uma diminuição dos vãos, conforme o raio de curvatura (ver item 6.1.11 e Figuras “a” e “b” do Anexo I);

    • - não instalar postes em esquinas, mesmo em ruas estreitas, podendo usar um par de postes próximos um do outro em substituição à implantação de um só no vértice da esquina;

    • - as conexões elétricas nos cruzamentos de redes devem ser do tipo “flying-tap” evitando contornar a esquina com uso de vários postes.

    • - nesses casos, as distâncias X

    e

    Y

    dos

    postes

    à

    esquina, devem

    preferencialmente ser iguais

    e

    estarem situadas

    entre

    6

    e

    15 m, conforme

    ilustrado na Figura 6.

    Conexão no meio do vão (Fly-tap) X Y
    Conexão no meio do vão
    (Fly-tap)
    X
    Y

    Figura 6: localização dos postes em cruzamento de redes

    • - em ruas sem arborização, implantar a rede nas faces norte e oeste e evitar o lado das grandes arborizações como praças públicas;

    • - a localização dos postes, que se refere à convivência com o sistema de arborização, deve atender os preceitos definidos no Anexo VIII.

    • - indicar no projeto os valores das resultantes dos esforços nos postes em ângulo e fins de linhas, conforme exemplo da Figura 7.

    ND.22

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    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica
    B A Exemplo de tabela de indicação de esforços Tabela de esforços Resultante Poste (daN) A
    B
    A
    Exemplo de tabela de
    indicação de esforços
    Tabela de esforços
    Resultante
    Poste
    (daN)
    A
    606
    B
    406
    Figura 7: indicação de esforços resultantes
    • 6.1.6 Proteção e seccionamento Os equipamentos de proteção e seccionamento devem ser convenientemente alocados e especificados, conforme critérios descritos a seguir:

      • 6.1.6.1 Proteção contra sobrecorrentes A filosofia, os critérios e as diretrizes para elaboração de estudos de proteção contra sobrecorrentes, assim como as orientações para seleção e dimensionamento dos equipamentos para proteção de redes devem ser de acordo com a Norma ND.78.

        • 6.1.6.1.1 Localização dos equipamentos A aplicação de equipamentos de proteção contra sobrecorrente deve ser condicionada a uma análise técnico-econôm ica de alternativas dos esquemas de proteção de cada circuito de acordo com a Norma ND.78. Em princípio, esses equipamentos devem ser instalados nos seguintes pontos:

          • a) Troncos de alimentadores

            • - próximo à saída de cada circuito da subestação, no caso de dois circuitos protegidos por um mesmo disjuntor, pode-se utilizar religador ou seccionalizador, levando-se em conta a coordenação dos mesmos com o disjuntor;

            • - após cargas, cujas características especiais exijam uma elevada continuidade de serviço, usando religador ou seccionalizador;

            • - onde o valor da corrente de curto-circuito mínimo não é suficiente para sensibilizar dispositivos de proteção de retaguarda, deve-se utilizar religador ou chave fusível.

      • b) Ramais de alimentadores No início de ramais que alimentam áreas sujeitas a falhas, cuja probabilidade elevada de interrupções tenha sido constatada através de dados estatísticos, deve-se utilizar religador ou seccionalizador. Nos demais casos não abrangidos pelo item acima, usar chave fusível tanto no ramal como no sub-ramal.

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    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica
    • c) Transformadores Todos os transformadores devem ser protegidos por chaves fusíveis, com elos fusíveis de corrente nominal adequada à potência do transformador, observando-se o item e abaixo.

    • d) Ramais de consumidores atendidos em tensão primária Devem ser protegidos por chaves fusíveis de capacidade adequada, salvo nos casos onde a proteção é feita por disjuntor localizado na subestação abrigada da unidade consumidora;

    • e) Ramais que alimentam apenas um transformador Desde que a extensão do ramal seja igual ou inferior a 75 m, não tenha nenhum obstáculo para a visualização das chaves a partir do local do transformador e não tenha obstáculos à locomoção direta no trecho do transformador até a chave, pode ser instalada a chave fusível apenas no início do sub-ramal.

    • 6.1.6.1.2 Critérios para seleção de equipamentos de proteção Os equipamentos a serem instalados nas RDU devem ter a tensão nominal e o nível básico de isolamento compatíveis com a classe de tensão do sistema e também atender as demais condições necessárias em função do seu ponto de instalação.

      • a) Chaves fusíveis de distribuição

    a1) Para proteção de redes primárias

    • - A corrente nominal da chave fusível deve ser igual ou maior que 150% do valor nominal do elo fusível a ser instalado no ponto considerado. Em caso onde não exista possibilidade de crescimento de carga não haverá necessidade de obedecer ao critério acima;

    • - A capacidade de interrupção, associada ao valor de X/R do circuito, no ponto de instalação, deve ser, no mínimo, igual à máxima corrente de defeito nesse ponto;

    • - Para possibilitar o desligamento de ramais sem necessidade de prejudicar o fornecimento a outros consumidores devem ser utilizadas chaves fusíveis equipadas com dispositivo para permitir abertura em carga, mediante a utilização do dispositivo para abertura em carga.

    a2) Para proteção de transformadores de distribuição

    As chaves fusíveis para proteção de transformador de distribuição devem cumprir os seguintes requisitos:

    • - para

    operar

    curto-circuito

    no

    transformador

    ou

    na

    rede

    secundária,

    fazendo

    com

    que

    estes

    defeitos

    não

    tenham

    repercussão

    na

    rede

    primária;

    • - o elo fusível deve suportar continuamente, sem fundir, a sobrecarga que o transformador é capaz de suportar sem prejuízo de sua vida útil;

    • - os elos fusíveis para a proteção dos transformadores instalados em redes urbanas de 13,8 kV devem ser dimensionado de acordo com a Tabela 16.

    ND.22

    Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica
    • b) Religadores Os religadores devem ser empregados em derivações de alimentadores sujeitos a defeitos intermitentes, quando suas correntes de carga são elevadas e do mesmo modo as correntes de curto-circuito fase-terra, de modo a interferir no relé de neutro da subestação, comprometendo a coordenação.

    • c) Seccionalizadores A instalação de seccionalizadores requer que os mesmos só possam ser usados no lado da carga em série com o religador ou disjuntor, tendo um dispositivo de religamento automático na retaguarda, no caso do disjuntor.

    • 6.1.6.2 Proteção contra sobretensões Para proteção das redes e dos equipamentos contra sobretensões de origem atmosférica devem ser previstas as instalações de pára-raios nos seguintes pontos:

      • a) Transformadores de distribuição

        • - Em todos os transformadores situados em fim de linha;

        • - Em todos os transformadores que atendam cargas especiais (hospitais, escolas, etc.);

        • - Em todos os transformadores com potência igual ou superior a 75 kVA;

        • - Em transformadores situados em locais de alta incidência de descargas atmosféricas;

        • - todos os transformadores adjacentes à saída de rede rural ou de um

    Em

    ramal extenso;

    • - Em todos os transformadores situados a mais de 75 m de outro ponto protegidos com pára-raios.

    • b) Reguladores de tensão ligados em deIta aberto Instalar dois jogos de pára-raios por fase, sendo um do lado da fonte e outro do lado da carga, com exceção da fase central, onde deve ser instalado apenas um pára-raios.

    • c) Banco de capacitores Instalar pára-raios em cada fase, do lado da fonte em relação à chave fusível.

    • d) Religadores e seccionalizadores Instalar um conjunto de pára-raios em estrutura.

    cada lado

    (fonte e carga), na própria

    • e) Chaves a óleo Instalar um conjunto de pára-raios em cada lado (fonte e carga), na própria estrutura nos locais em que as mesmas operam normalmente abertas. No caso das chaves normalmente fechadas deve-se instalar apenas um jogo de pára- raios no lado fonte.

    • f) Estruturas de transição de modalidades de redes Instalar um conjunto de pára-raios nas estruturas de transição de modalidade de redes primárias (aérea - protegida compacta; aérea - isolada; aérea - subterrânea). Nas travessias subterrâneas devem ser instalados pára-raios nas estruturas, tanto no ponto de descida como no ponto de subida do cabo subterrâneo.

    ND.22

    Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    g) Entradas primárias subterrâneas

    Instalar pára-raios na estrutura de descida dos cabos subterrâneos.

    Para entradas subterrâneas com extensão acima de 18 metros, instalar pára- raios no interior da subestação abrigada junto ao transformador.

    • 6.1.6.3 Seccionamento e manobra Os equipamentos de seccionamento e manobra a serem utilizados nas redes aéreas de distribuição são:

      • - seccionador unipolar tipo faca com dispositivo para abertura sob carga;

      • - chave fusível de distribuição com dispositivo para abertura sob carga;

      • - chave a óleo.

    • 6.1.6.3.1 Localização dos equipamentos de seccionamento A localização dos equipamentos de seccionamento deve ser escolhida de acordo as necessidades operacionais da rede e devem ser utilizados em pontos de manobras, visando à eliminação da necessidade de desligamento nas subestações para sua abertura, e a minimização do tempo necessário à realização de uma determinada manobra e do número de consumidores atingidos por ela. Devem ser instalados em pontos de fácil acesso para sua operação. Como casos gerais de pontos onde devem ser instaladas essas chaves, temos:

      • - pontos de interligação de alimentadores;

      • - pontos da rede onde são previstas manobras para transferências de cargas, localização de defeitos ou desligamentos de trechos para serviços de manutenção e construção, observando-se a não existência de outra chave com dispositivo para abertura em carga, próximo ao ponto considerado pelo lado da alimentação;

      • - após os pontos de entrada de consumidores importantes, a fim de preservar continuidade de serviço por ocasião de manobras;

      • - pontos no lado da fonte, junto ao início de grandes concentrações de cargas.

    6.1.7

    Aterramento

    • a) Os aterramentos dos tanques dos equipamentos especiais, pára-raios e secundários de transformadores devem ser interligados através do neutro, em toda área de distribuição da cidade (sistema multi-aterrado com neutro contínuo).

    • b) Todos os transformadores na instalados em redes aéreas de distribuição urbana devem ser aterrados com seis hastes em alinhamento, junto à calçada, independentemente do valor da resistência de terra local.

    • c) Todo o final da rede secundária deve ser aterrado com uma haste de aterramento.

    • d) Deve ser instalada uma haste de aterramento a cada 300 m de rede, quando não houver nenhum aterramento nesse trecho.

    • e) Os equipamentos especiais (reguladores, religadores, seccionalizadores, bancos de capacitores e chaves a óleo), instalados na área urbana, devem possuir aterramentos dimensionados especificamente para o local.

    • f) Deve ser levantada a resistividade do solo e elaborado um projeto, visando obter valores de resistência economicamente viáveis e dentro dos limites de segurança.

    • g) Quando a rede urbana tiver até quatro transformadores, os aterramentos dos mesmos devem ser executados mediante projetos específicos.

    ND.22

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    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica
    • 6.1.8 Ramal de ligação de consumidor O ramal de ligação do consumidor atendido em tensão primária pode ser: aéreo com cabos pré-reunidos (multiplexados), cobertos ou nus ou subterrâneo com cabos isolados. O ramal de ligação do consumidor atendido em tensão secundária deve ser aéreo com cabos pré-reunidos (multiplexados) desde que sejam atendidas as condições técnicas e de segurança.

    • 6.1.9 Dimensionamento mecânico

      • 6.1.9.1 Condições ambientais Foram adotadas as seguintes condições para dimensionamento mecânico dos cabos e estruturas que os sustentam:

        • - Vento máximo: 60 km/h a 15 ºC;

        • - Pressão do vento em superfícies cilíndricas (cabos e postes circulares):

    p = 0,00471 × V

    2

    • - Pressão do vento em superfícies planas (poste duplo T):

    p = 0,00754 × V

    2

    Sendo:

    p = pressão do vento, em daN/m

    2

    V = velocidade do vento, em km/h

    • - Temperatura 0 ºC a 50 ºC

    • - Vãos calculados: até 150 m (de 5 m em 5 m);

    • - Cabos básicos: • •

    Alumínio: 2 AWG

    Cobre: 25 mm

    2

    • - Estado básico 1:

    Temperatura: 0 ºC

    Velocidade do vento: 0 km/h (sem vento)

    Tração horizontal máxima: 15% da tração de ruptura do cabo básico

    • - Estado básico 2:

    Temperatura:15 ºC

    Velocidade do vento: 60 km/h

    Tração horizontal máxima: 20% da tração de ruptura do cabo básico

    • 6.1.9.2 Condutores a) As seções mínimas dos condutores a serem utilizados nas reformas de redes primárias existentes com condutores nus, atendidos os requisitos elétricos e mecânicos, são os seguintes:

      • - para condutores de cobre: 25 mm 2

      • - para condutores de alumínio: 2 AWG (33,61 mm 2 ).

    b) Na

    Tabela

    10

    são

    apresentadas

    as

    existentes nas redes primárias.

    características

    dos

    condutores

    nus

    ND.22

    Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    c) Na

    Tabela

    12

    são

    apresentadas

    as

    características dos condutores nus

    existentes nas redes secundárias.

    d) Na

    Tabela

    25

    e

    Tabela

    26

    são

    apresentados

    os

    valores

    de

    flechas

    de

    montagens das redes para os cabos de alumínio e cobre, respectivamente. Na Tabela 27 a Tabela 35 são apresentados os valores das trações horizontais de montagem para os cabos nus padronizados para utilização em redes urbanas.

    6.1.9.3

    Postes

    • 6.1.9.3.1 Comprimento do poste Os comprimentos dos postes normalmente utilizados são de 9, 11 e 12 metros, sendo: 9 m - somente rede secundária

    11 m - para rede primária e secundária ou somente rede primária.

    12 m - para instalação de chaves a óleo, transformadores, derivação de ramais

    primários, “flying-tap”, saídas de subestações com previsão de circuitos duplos

    de alimentadores com cabos pré-reunidos, protegidos, instalação de ramal de

    entrada subterrânea, tronco de alimentador quando há previsão de derivação de

    ramais primários.

    Podem ser utilizados também postes de 14 m e 16 m em casos especiais como em

    travessias.

    Quando, de acordo com o planejamento, houver previsão futura de extensão da

    rede primária, devem ser projetados postes de 11 m, mesmo que inicialmente

    esteja prevista somente a extensão da rede secundária.

    Postes com previsão de futura instalação de transformadores, chaves, em saídas

    de subestações, circuitos duplos, etc., devem ser previstos com 12 m e capacidade

    adequada. Nos casos de previsão de postes de concreto para instalação de

    transformadores devem ser previstos aterramento adequado, conforme item 6.1.7.

    • 6.1.9.3.2 Engastamento dos postes a) Profundidade

    A profundidade de engastamento simples é determinada, para qualquer tipo de

    poste, pela seguinte expressão:

    e =

    L

    10

    + 0,60 m

    Sendo:

    L = comprimento do poste, em metros

    e = engastamento (mínimo 1,5 m)

    b) Tipos de engastamentos

    Nas redes de distribuição urbana são utilizados os seguintes tipos de reforços no engastamento de postes: simples, estai de subsolo e base concretada.

    Na Tabela 21 estão indicadas as características dos engastamentos a serem utilizados nas redes de distribuição urbanas.

    • 6.1.9.3.3 Tipos de postes Para as redes de distribuição urbana (extensões, melhorias e loteamentos

    ND.22

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    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    executados pela ELEKTRO) devem ser utilizados postes de concreto duplo T. Em

    loteamentos particulares, as redes podem ser construídas com postes de concreto

    circulares ou duplo T.

    Nos alimentadores em saídas de subestações com previsão de mais de um circuito

    por poste, estruturas em ângulos acentuados, derivações, etc. que requeiram poste

    excessivamente pesado podem ser utilizados postes de concreto circular.

    Os postes de concreto circular e duplo T devem ser conforme padronizações

    constantes na norma ND.01.

    Os postes de concreto de seção circular devem ser conforme a padronização

    contida na norma ND.01. Na Tabela 18 são apresentadas as características dos

    postes de concreto de seção circular padronizados.

    • 6.1.9.4 Cruzetas e estruturas As

    cruzetas

    utilizadas

    nas

    redes

    urbanas

    são

    de

    seção

    retangular

    de

    90 x 112,5 x 2 000 mm. As cruzetas devem ser de acordo com a norma ND.01.

    As estruturas para redes urbanas devem ser do tipo M (meio beco) ou B (beco),

    exceto em fins de linha, derivações onde não há possibilidade de utilização de estai

    de cruzeta, em estruturas de mudança de bitola e em estruturas do poste

    intermediário entre o vão de tração normal e o vão de tração reduzida, nos quais

    devem ser utilizadas estruturas tipo N (normal).

    • 6.1.9.5 Cálculo mecânico Consiste na determinação dos esforços resultantes aplicados nos postes e identificação dos meios necessários para absorver estes esforços. O valor da resultante é obtido pela composição das trações de projeto dos condutores que atuam no poste em todas as direções e transferidas a 100 mm do topo do poste. As trações de projeto dos condutores nus padronizados estão indicadas na Tabela 24. A resultante pode ser calculada tanto pelo método geométrico como pelo método analítico, conforme os métodos a seguir. a) Método geométrico

    A tração resultante (R) pode ser obtida pelo método geométrico através da

    representação das trações dos condutores (F

    • 1 e F

    • 2 ) por dois vetores em escala,

    de modo que as suas origens coincidam e construindo um paralelogramo

    conforme indicado a seguir:

    F1 β α F2 R = F1 + F2
    F1
    β
    α
    F2
    R = F1 + F2

    Figura 8: método geométrico

    R = F + F

    1

    2

    ND.22

    Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    Sendo:

    R - tração resultante

    F

    1

    ,

    F

    2

    - trações de projeto dos condutores

    α - ângulo de deflexão da rede

    b) Método analítico

    De posse dos valores das trações dos condutores que atuam no poste e do

    ângulo formado pelos condutores, tem-se:

    β1 F1 β β2 α F2 R
    β1
    F1
    β
    β2
    α
    F2
    R

    Figura 9: método analítico

    A resultante R pode ser calculada pela seguinte expressão:

    R =

    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica Sendo: R - tração

    F

    2

    1

    +

    F

    2

    2

    +

    • 2 F

    1

    .

    F

    2

    . cos β

    Sendo:

    R - tração resultante

    F

    1

    , F

    2

    - trações de projeto dos condutores

    β = 180º - α

    α - ângulo de deflexão da rede

    β

    1

    F

    2

    = arcsen

    sen

    β

    R

    e

    β

    F

    sen

    β

    • 2 = arcsen

    1

    R

    Se as trações F

    • 1 e F

    • 2 forem de valores iguais, a resultante pode ser

    calculada pela seguinte expressão simplificada:

    R

    =

    2

    F

    sen

    α

    2

    • 6.1.9.6 Utilização dos postes quanto à resistência mecânica a) Os postes devem ser dimensionados

    de

    modo

    que suportem as

    trações

    aplicadas pelos condutores nele instalados e estarem de acordo com as

    resistências nominais padronizadas.

    b) Para as configurações de redes recomendadas (somente primária, somente

    secundária ou primária e secundária), nas situações de fim de linha e ângulos de

    deflexão horizontal, os valores dos esforços resultantes transferidos a 100 mm

    do topo estão indicados nas tabelas:

    • - Rede primária e secundária com cabos de alumínio CA: Tabela 36;

    • - Rede primária com cabos de alumínio CA e rede secundária isolada: Tabela 38,

    • - Rede primária e secundária com cabos de cobre: Tabela 40;

    • - Rede primária com cabos de cobre e rede secundária isolada:Tabela 42.

    ND.22

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    Nota: também devem ser considerados os esforços resultantes de cabos

    telefônicos, TV a cabo, ramais de ligação, etc., quando existirem.

    • c) As resistências nominais mínimas dos postes necessárias para as situações descritas no item b) são apresentadas nas tabelas:

      • - Rede primária e secundária com cabos de alumínio CA: Tabela 37;

      • - Rede primária com cabos de alumínio CA e rede secundária isolada: Tabela 39;

      • - Rede primária e secundária com cabos de cobre: Tabela 41;

      • - Rede primária com cabos de cobre e rede secundária isolada: Tabela 43.

  • d) Os postes com derivações de redes secundárias e/ou primárias, com cabos de telecomunicações ou outros tipos de cabos nele instalados devem ser redimensionados considerando as trações de projeto, ângulos de aplicação e alturas de fixação desses cabos.

  • e) Os ramais de ligação cuja soma dos esforços resultantes produzam valor elevado, também devem ser considerados no dimensionamento do poste. Os valores das trações dos ramais de ligação são apresentados na Tabela 22 e na Tabela 23.

  • f) Os postes para instalação de transformadores devem ter no mínimo as características apresentadas na Tabela 19 e para instalação de seccionadores devem ser de acordo com a Tabela 20.

    • 6.1.9.7 Escolha do tipo de estrutura A escolha das estruturas é em função da bitola dos condutores, do vão, do ângulo de deflexão horizontal e do espaçamento elétrico, de acordo com a Tabela 44 e Tabela 45.

    • 6.1.9.8 Estaiamento aéreo São utilizados estaiamentos para se obter a estabilidade de postes ou estruturas sem equilíbrio, ocasionados por solo excessivamente fraco ou por elevado esforço mecânico externo, o qual acarreta um momento fletor solicitante também elevado. Os estaiamentos podem ser efetuados de poste a poste, cruzeta a poste, ou mediante utilização de poste normal com vão normal (em vez de contra-poste) nos finais da rede, onde haja probabilidade de futura extensão da mesma, ou ainda através de redução das trações nos últimos postes. Em fins de linha secundário, onde não haja previsão de futura extensão, pode ser previsto estaiamento de contra poste. Os estaiamentos aéreos utilizados nas redes urbanas devem ser montados de acordo com a norma ND.02.

      • a) Estai de cruzeta a poste Na Tabela 46 e na Tabela 47 são apresentados os esforços atuantes nos estais em função da bitola dos condutores, considerando a aplicação do estai junto à fase mais afastada do poste, para a condição menos favorável (rede trifásica com estruturas tipo beco e meio beco). Considerando os valores obtidos na Tabela 46 e na Tabela 47 e levando em conta as resistências nominais dos cabos de aço de 6,35 mm e 9,53 mm, usualmente empregados em redes aéreas urbanas, deve ser observado o critério para dimensionamento do estai de cruzeta a poste apresentado na Tabela 48.

    ND.22

    Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

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    b) Estai de poste a poste

    O estai de poste a poste deve absorver o excedente da carga, acima da

    resistência do poste, provocado pelos esforços resultantes dos circuitos primário

    e secundário.

    O esforço absorvido pelo cabo de aço do estai pode ser transferido para um ou

    mais postes, recomendando-se transferi-lo para, no máximo, dois postes.

    Apesar da grande variedade de combinações de esforços, resultantes das redes

    primária e secundária, os esforços excedentes resultantes devem ser limitados

    em 700 daN e 1 560 daN correspondendo respectivamente as cordoalhas de

    aço de 6,35 mm e 9,53 mm.

    • 6.1.9.9 Redução das trações (Tração reduzida) Em situações que necessitem de poste com resistência nominal acima dos padronizados de acordo com a Tabela 18, devem ser adotadas as montagens dos condutores com tração mecânica reduzida. A tração reduzida consiste em diminuir o vão entre postes, mantendo a flecha dos condutores igual a do vão considerado básico, de 35 metros. A flecha relativa ao vão básico é dada pela fórmula:

     

    2

    V

    B

    f =

    p

    8

    T

    B

    Sendo:

    f = flecha do condutor, em metros;

    p = peso do condutor, em kg/m;

    • V B

    = vão básico (35 m);

    T B

    = tração básica ou normal, conforme Tabela 24.

    Nessas condições a tração mecânica reduzida equivale a:

    T

    R

    =

    V

    V

    R

    B

    2

    × T

    B

    Sendo:

    T R

    = tração mecânica reduzida, em daN;

    • V R

    = vão reduzido, em metros;

    • V B

    = vão básico, em metros,

    T B

    = tração básica ou normal, conforme Tabela 24.

    No poste intermediário entre o vão de tração normal e o de tração reduzida, as

    estruturas de fixação de condutores devem ser ancoragem, tanto para rede

    primária (N4), como para rede secundária (6C - 10R).

    O poste intermediário acima referido deve ser dimensionado em função das

    diferenças das trações mecânicas do vão básico e do vão reduzido.

    Se essa tração for muito elevada em relação ao poste que se deseja utilizar, o

    excesso de tração pode ser transferido ao poste seguinte através de um tirante

    aéreo.

    No Anexo III é apresentado um exemplo de cálculo de tração mecânica reduzida.

    ND.22

    Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    Nota: nos casos onde há necessidade de utilização de postes de resistência

    1 500 daN com tração normal, podem ser adotados montagem dos condutores em

    tração reduzida, utilizando poste de menor resistência.

    6.1.10 Recursos especiais do projeto

    • 6.1.10.1 Correção de níveis de tensão Quando os níveis de tensão se mant iverem fora dos limites adequados estabelecidos pelas legislações vigentes, as diversas alternativas apresentadas a seguir podem ser analisadas técnica e economicamente, em função da situação específica do projeto, como recursos adicionais para solução do problema.

      • - Regulação de tensão na subestação A regulação de tensão em subestações depende exclusivamente do tipo de subestação de cada sistema. Podemos ter subestações dotadas com banco de reguladores de tensão, ou subestações com banco automático de capacitores, ou ainda subestações com transformadores dotados com comutação automática (LTC). Desta forma, os níveis de tensão na saída da subestação podem ser: sem regulação; com regulação automática constante; com regulação automática com compensador de queda.

      • - Regulação na rede primária De posse de perfis de tensão do horário de carga máxima e horário de carga mínima, onde estão indicadas as diversas parcelas de queda de tensão correspondentes a cada componente do sistema em estudo, para se obter uma melhoria da faixa da variação da tensão na rede primária, utilizam-se reguladores de tensão ou bancos automáticos de capacitores, instalados ao longo da rede primária.

      • - Regulação com compensador de queda Quando forem instalados reguladores de tensão, pode ser utilizado, o recurso do compensador de queda de tensão (LDC) para um melhor aproveitamento dos níveis de tensão, uma vez que tais equipamentos possibilitam um estreitamento da faixa de variação de tensão.

      • - Mudança de “tap” em transformador A mudança de “tap” nos transformadores de distribuição pode ser uma solução para melhorar o nível de tensão na rede secundária. Entretanto, essa solução deve ser criteriosamente analisada, uma vez que por ocasião de manobras, os transformadores podem se encontrar com “tap” em posição desfavorável à nova tensão. O recurso de se utilizar a mudança de “tap” pode ser aplicado observando-se o perfil de tensão nos períodos de carga máxima no ponto onde se encontra o transformador a ser corrigido, de tal forma que os níveis de tensão na primária ou secundária não ultrapassem os limites máximos e mínimos estabelecidos por esta norma.

  • 6.1.10.2 Compensação de reativos As compensações de reativos são efetuadas através da aplicação de bancos de capacitores, tendo em vista seu baixo custo em relação a outros equipamentos convencionais, bem como a sua facilidade de aplicação, manuseio e acompanhamento de seu desempenho.

  • ND.22

    Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica
    • a) Sistema primário Os benefícios resultantes da instalação de bancos de capacitores na rede primária são:

      • - correção do fator de potência;

      • - diminuição da carga em kVA da fonte supridora e circuitos, liberando capacidade para ligação de cargas adicionais;

      • - elevação da tensão na carga;

      • - redução do componente atrasado da conseqüência, redução das perdas;

    corrente do circuito e como

    • - melhoraria na regulação do sistema, quando adequadamente instalados e automatizados;

    • - fornecimento de potência reativa perto da carga.

    Independentemente do motivo da instalação dos capacitores, o sistema usufruirá

    sempre de todos os benefícios acima relacionados, apenas que, conforme as

    características próprias de cada sistema é dado maior ênfase a este ou aquele

    benefício.

    Evidentemente, na aplicação de capacitores, cada caso é diferente de outro, não

    se podendo fixar regras rígidas, nem a respeito da localização dos bancos, nem

    com relação ao grau de importância dos resultados futuramente obtidos,

    requerendo assim, um estudo pormenorizado, baseado no conhecimento

    perfeito do sistema.

    • b) Sistema secundário Conscientizar e orientar os consumidores, cujas atividades econômicas demandam uso de numerosos motores, para que utilizem capacitores de baixa tensão agregados aos circuitos que alimentam os mesmos, para a correção do fator de potência, redundando em economia no gasto de energia.

    6.1.11 Iluminação pública

    6.1.11.1 Características básicas

    • 6.1.11.1.1 Tensão de alimentação

      • - Circuitos de comando: 220 V;

      • - Circuitos de carga: 220 V.

  • 6.1.11.1.2 Luminárias Nas reformas de redes que envolvam troca de luminárias, devem ser utilizadas luminárias integradas, conforme norma ND.01.

  • 6.1.11.1.3 Condutores para ligação da luminária integrada:

    • - Controle

  • Cabo de alumínio nu de bitola 2 AWG, exceto orla marítima;

    Cabo de cobre nu de seção 25 mm 2 , em orla marítima.

    • - Ligação de luminária na rede

    Cabo de cobre isolado, próprio

    para

    uso

    ao tempo com isolação para

    0,6/1,0 kV;

    Seções nominais de 1,5 mm 2 para lâmpadas até 150 W e 2,5 mm 2 para

    lâmpadas acima de 150 W;

    ND.22

    Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    ND.22 Projetos de Redes Aéreas Urbanas de Distribuição de Energia Elétrica

    Um condutor de cor preta e outro de cor vermelha.

    • 6.1.11.1.4 Aterramento dos reatores para lâmpadas a vapor de sódio

      • - Fio de alumínio nu de bitola 4 AWG.

    • 6.1.11.1.5 Posteação Utilizam-se os postes da rede de distribuição existente. Quando da necessidade de extensão ou complementação de posteação devem ser seguidos os critérios básicos utilizados para projetos de redes de distribuição e recomendações específicas constantes do item 6.1.11.3.

    • 6.1.11.1.6 Critérios para instalação dos padrões e montagem das estruturas Conforme Anexo II e norma ND.02.

    • 6.1.11.1.7 Comando

      • a) Sistemas de comando Os sistemas de comando existentes são:

        • - comando individual por relé fotoeletrônico;

        • - comando em grupo por relé fotoeletrônico e chave magnética;

        • - comando misto (individual e em grupo).

  • b) Equipamentos de comando

    • - Comando individual

  • Relé

    fotoeletrônico

    intercambiável,

    220

    V

    1 000

    W,