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UNIVERSIDADE VALE DO RIO DOCE ARÉA DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DA SAÚDE CURSO DE ENFERMAGEM

Kycilla Rodrigues Silveira Nayara Cristina Xavier Quédima Souza Gama Valeria Pinto do Carmo

A IMPORTÂNCIA DA HUMANIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM NO AMBIENTE HOSPITALAR

Governador Valadares

2009

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KYCILLA RODRIGUES SILVEIRA NAYARA CRISTINA XAVIER QUEDIMA SOUZA GAMA VALERIA PINTO DO CARMO

A IMPORTÂNCIA DA HUMANIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM NO AMBIENTE HOSPITALAR

Trabalho

de

Conclusão

de

Curso

para

obtenção do grau de bacharel em Enfermagem, apresentada à Área de Ciências Biológicas da Saúde da Universidade Vale do Rio Doce - UNIVALE.

Orientadora: Patrícia Carvalho do Canto

Governador Valadares

2009

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KYCILLA RODRIGUES SILVEIRA NAYARA CRISTINA XAVIER QUEDIMA DE SOUZA GAMA VALERIA PINTO DO CARMO

A IMPORTÂNCIA DA HUMANIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM NO AMBIENTE HOSPITALAR

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito para obtenção do grau de bacharel em Enfermagem pela Área de Ciências Biológicas da Saúde da Universidade Vale do Rio Doce - UNIVALE.

Governador Valadares, ____

de ____________

de _______.

Banca Examinadora:

______________________________________ Orientadora: Profª. Patrícia Carvalho do Canto Universidade Vale do Rio Doce

______________________________________ Enf. Anízio Pereira de Brito Hospital São Lucas de Governador Valadares

______________________________________ Profª.Enf. Késia Salvador Pereira Universidade Vale do Rio Doce

______________________________________ Profª. Enf. Erick da Silva Ramalho Universidade Vale do Rio Doce

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Dedicamos este trabalho a todos os profissionais de enfermagem que mesmo com toda dificuldade que enfrentam, se empenham para a melhora da qualidade no relacionamento para com seus clientes e colegas de profissão, a vocês que nos ensinaram muito e proporcionaram os melhores momentos da nossa vivência acadêmica, servindo de inspiração na tomada de decisão sobre o tema. Que Deus ilumine sempre seus caminhos.

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AGRADECIMENTOS

Primeiramente, agradecemos a Deus por ter-nos dado forças para que conseguíssemos chegar neste momento tão esperado.

Aos nossos familiares e amigos, pelo carinho, apoio, companheirismo e amor incondicional que nos deram durante todo este percurso.

Aos nossos amigos de sala, pelo companheirismo, amizade e apoio que sempre precisamos.

Às professoras Erick Ramalho, Késia Salvador e ao Enfermeiro Anízio Pereira por aceitarem nosso convite para fazerem parte da banca examinadora do nosso trabalho, como também pelo carinho e respeito que sempre tiveram por nós.

Aos amigos que fizemos durante a nossa vivencia acadêmica, com os quais pudemos compartilhar momentos inesquecíveis.

Aos professores, por todo carinho e amizade durante todo esse tempo.

Um agradecimento muito especial a nossa orientadora Patrícia do Canto por compartilhar conosco toda sua experiência e sabedoria.

A todos, muito obrigado por acreditarem e por fazer ou terem feito parte da nossa vida em algum momento.

Que Deus ilumine todos vocês!!!

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“Mais do que máquinas precisamos de humanidade. Mais do que inteligência precisamos de afeto”.

Charlie Chaplin

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RESUMO

Este estudo trata-se de uma revisão bibliográfica pelo método de abordagem descritivo, sobre o tema a importância da humanização dos profissionais de enfermagem no ambiente hospitalar. O estudo teve como objetivo geral demonstrar a importância da humanização aplicada ao profissional de enfermagem no ambiente hospitalar. Demonstrado através de literatura básica e artigos científicos sobre o assunto. Justifica-se a escolha do tema devido à observação sistemática em nossa vivência acadêmica sobre a falta de humanização dos profissionais de enfermagem no ambiente hospitalar. Concluiu-se que a humanização dos profissionais de enfermagem é um desafio, um processo lento e demorado, entretanto, possível e essencial na prática da enfermagem. Espera-se que o profissional de enfermagem seja analisado com compreensão, como um ser humano de sentimento, emoções, e com dignidade, para que não seja visto só como uma pessoa executora do trabalho.

Palavras-chave: Humanização. Enfermagem. Ambiente Hospitalar.

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ABSTRACT

This study is a literature review of the method of descriptive approach, on the theme of the importance of the humanization of nursing professionals in the hospital. The study's main aim was to demonstrate the importance of humanizing applied to professional nursing in the hospital. Demonstrated through basic literature and scientific articles on the subject. Justified the choice of topic due to the systematic observation in our academic experience on the lack of humanization of nursing professionals in the hospital. It was concluded that the humanization of nursing professionals is a challenge, a slow and time consuming, however, possible and essential in nursing practice. It is expected that professional nursing is examined with understanding, as a man of feeling, emotions, and with dignity, not to be seen only as a person executing the work.

Key words: Humanization. Nursing. hospital environment.

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LISTA DE SIGLAS

CLT - Consolidação das Leis Trabalhistas SUS - Sistema Único de Saúde SCIELO - Scientific Electronic Library Online

LILACS - Literatura latino- americana e do caribe em ciências da saúde PNH - Política Nacional de Humanização PNHAH - Política nacional de humanização da assistência hospitalar

MT

- Ministério do Trabalho

MS

- Ministério da Saúde

Art. - Artigo

NR

-

Norma regulamentadora

COREN - Conselho Regional de Enfermagem

HEA - Health Education Authority LER - Lesão por Esforços Repetitivos DORT - Distúrbio Osteo-Muscular

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SUMÁRIO

  • 1 INTRODUÇÃO

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  • 2 REVISAO DA LITERATURA

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  • 2.1 O SURGIMENTO DO PROCESSO HUMANIZAÇÃO

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2.1.1 Humanização e sua relação com o ambiente hospitalar e o profissional de

enfermagem

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  • 3 POLÍTICAS DE HUMANIZAÇÃO DO SUS

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  • 4 TEORIAS DE HUMANIZAÇÃO

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  • 4.1 TEORIA DO MEIO AMBIENTE

...........................................................................

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  • 4.2 TEORIA DA SOLUÇÃO DE PROBLEMA

...........................................................

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  • 4.3 TEORIA DAS NECESSIDADES HUMANAS BÁSICAS

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  • 5 HISTÓRIA DO TRABALHO

..................................................................................

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  • 6 FATORES QUE INTERFEREM NA HUMANIZAÇÃO DO PROFISSONAL DE

ENFERMAGEM ........................................................................................................

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  • 7 METODOLOGIA

....................................................................................................

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  • 8 CONSIDERAÇÕES FINAIS

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REFERÊNCIAS

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1 INTRODUÇÃO

Segundo Simões et al. (2007) apud Rizzotto (2002) afirmam que a humanização é uma expressão de difícil conceituação, tendo em vista seu caráter subjetivo, complexo e multidimensional. Inserida no contexto da saúde, a humanização, muito mais que qualidade clínica dos profissionais, exige qualidade de comportamento. Backes, Filho e Lunardi (2006) definem a palavra humanizar como: tornar humano, civilizar, dar condição humana. Portanto, é possível dizer que humanização é um processo que se encontra em constante transformação e que sofre influências do contexto em que ocorre, sendo promovida e submetida pelo próprio homem. A humanização possibilita ao ser humano exercer suas potencialidades criativas, desde que as condições ambientais e profissionais sejam facilitadoras. O objetivo geral da pesquisa é demonstrar a importância da humanização aplicada aos profissionais de enfermagem no ambiente hospitalar. São objetivos específicos: realizar levantamento bibliográfico sobre a humanização dos profissionais de enfermagem; analisar a história da humanização em sua evolução frente às necessidades humanísticas; descrever os fatores que interferem na humanização dos profissionais de enfermagem. Humanizar é acolher esta necessidade de resgate e articulação de aspectos indissociáveis: o sentimento e o conhecimento. Mais do que isso, humanizar é adotar uma prática na qual, o profissional que cuida da saúde do próximo, encontre a possibilidade de assumir uma posição ética de respeito ao outro, de acolhimento do desconhecido, imprevisível, incontrolável, diferente e singular, reconhecendo os seus limites. Além disso, possuir uma pré-disposição para a abertura e o respeito ao próximo como um ser independente e digno (BARAÚNA, 2005). Justifica-se a escolha do tema devido à observação sistemática em nossa vivência acadêmica sobre a falta de humanização dos profissionais de enfermagem no ambiente hospitalar. A humanização do novo modelo dos profissionais da área da saúde é relevante, pois esses devem preconizar seu atendimento em princípios como a integralidade da assistência, a equidade, a participação social, dentre outros, para

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que ele possa prestar uma assistência humanizada (SIMÕES et al. 2007 apud CASSATE; CORRÊA, 2005). A pergunta norteadora do estudo foi no sentido de investigar como é aplicada a humanização dos profissionais de enfermagem no ambiente hospitalar. Trata-se de uma pesquisa do tipo bibliográfica, realizada no período de maio a novembro de 2009, para a qual se utilizou pesquisas em livros, artigos e revistas científicas, sites da internet, conforme constam nas referências. Para Bazon, Campanelli e Assis (2004) afirmam que a humanização dos profissionais de saúde vem crescendo nos últimos anos, este fato pode ser percebido pelo aumento na publicação de artigos sobre o tema e pela criação de programas político-sociais que visam à humanização do ambiente hospitalar e da assistência em saúde. Dessa forma, para que se consiga humanizar o atendimento de enfermagem é preciso que a equipe seja conscientizada e preparada para fazer a diferença no cuidado, passando a entender o cliente de forma humana. O enfermeiro é responsável por orientar, sanar dúvidas pertinentes ao procedimento, trazendo uma maior tranquilidade e segurança, não esquecendo de que ele também necessita de um ambiente adequado para o seu trabalho (COREN-SP, 2002).

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2 REVISAO DA LITERATURA

2.1 O SURGIMENTO DO PROCESSO HUMANIZAÇÃO

Segundo Foucault (2004), antes do século XVII, precisamente a era do positivismo, o hospital era essencialmente uma instituição de assistência dirigida aos pobres, já que os ricos levavam os recursos médicos para suas casas. Apesar de ser uma instituição de assistência, o hospital servia também como recurso de exclusão social, pois, o pobre tinha necessidade de assistência e, se fosse também doente, poderia ter alguma doença contagiosa, logo, poderia ser perigoso, além disso, o pobre poderia estar louco, ou seja, oferecer um perigo ainda maior, pelos conceitos da época. Ballone (2005) afirma que não se pretendia a cura para o usuário do hospital até o século XVII, mas sim uma assistência material e espiritual, em alguns casos pretendia-se dar os últimos cuidados ou o último sacramento. No século XVIII, com a explosão do conhecimento e da técnica, com o aprimoramento crescente dos meios de diagnóstico e tratamento, houve uma inversão no papel dos hospitais, quase ou tão incômoda quanto à situação anterior, ou seja, ao se abordar técnica e cientificamente a doença, confortar e consolar o doente passou a ser coisa do passado (BALLONE, 2005). A última década do século XX foi marcada por importantes mudanças nas bandeiras de luta dos movimentos sociais. A resistência organizada contra o processo histórico, que se convencionou chamar de globalização, empunha novos estandartes e, entre eles, encontra-se o da saúde pública. Mais do que reivindicar a ação do Estado nessa área, tais movimentos exigiam transparências na conduta médico-hospitalar em relação ao paciente (DALLARI; VENTURA, 2002). A humanização na área da saúde entrou em discussão no “Movimento da Reforma Sanitária”, ocorrido nos anos 70 e 80 do século XX, quando se iniciaram os questionamentos acerca do modelo assistencial vigente na saúde, centrado no médico, no biologicismo e nas práticas curativas. Esse modelo era oneroso e muito especializado, focava a doença e não a promoção da saúde e configurava-se como desumano na forma de assistir, tanto pelo uso exagerado de tecnologias como pelo

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relacionamento que se estabelecia entre os profissionais de saúde e os usuários do sistema (CAMPANELLI et al., 2004 apud RIZZOTTO, 2002). Reafirmando, nos anos 70, a saúde no Brasil era assegurada apenas aos trabalhadores com carteira assinada, pagadores da Previdência Social, enquanto o restante da população tinha que dispor de seus próprios recursos para obter serviços médicos. Porém, isso mudou a partir do Movimento da Reforma Sanitária. Surge o projeto do Sistema Único de Saúde (SUS) que visa resolver os graves problemas enfrentados pelo setor público, como a falta de atendimento para toda a população. O SUS ainda é um projeto inacabado, distorcido ao longo do tempo com a massificação dos atendimentos, porém é o germe de uma política de humanização da saúde no Brasil (CAMPANELLI et al., 2004 apud RIZZOTTO, 2002). Segundo Soares (2005) apud Pessini (2002), fala-se muito da desumanização das instituições de saúde que é reflexo do que acontece na nossa sociedade desumanizada e obrigatoriamente pela humanização da sociedade. No Brasil, encontra-se ainda numa fase rudimentar, a questão do cuidado digno do ser humano, especialmente frente à dor e sofrimento humano no sistema de saúde, uma vez que, a pessoa humana, vulnerabilizada pela doença, deixa de ser o centro das atenções e passa a ser um simples instrumento do trabalho. Soares (2005) apud Carvalho (1998) afirmou que é necessária a realização de novas práticas em saúde que acolham os usuários no seu sentir-se com problemas de saúde, criar vínculos e se responsabilizar pela saúde desses, mobilizando todo o conjunto de opções tecnológicas na direção de resolver o problema.

[

...

]

os

profissionais

de

enfermagem

integram

uma

profissão

que

se

desenvolveu através dos séculos, mantendo uma estreita relação com a história da civilização. Nesse contexto, tem um papel importante por ser uma profissão que busca promover o bem-estar do ser humano, considerando sua liberdade, e dignidade, atuando na promoção da saúde, prevenção de enfermidades, no desenvolvimento de doenças e agravos, nas incapacidades e no processo de morrer, mas ainda pouco reconhecidos e vistos como corpo importante por algumas organizações (BEDIN; RIBEIRO; BARRETO, 2005, p. 15).

Com o avanço científico, tecnológico e a modernização de procedimentos, vinculados à necessidade de se estabelecer controle, o profissional enfermeiro passou a assumir cada vez mais encargos administrativos, surgindo, com isso, a

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necessidade de resgatar os valores humanísticos da assistência de enfermagem (BEDIN et al., 2004 apud ZEN; BRUTSHER, 1986). Não se pode deixar de falar que a equipe de enfermagem também necessita de cuidados especiais, de atenção, visando mantê-la forte e unida, pois quando não dispõe da ajuda necessária para se proteger dos riscos do trabalho, tão pouco para usufruir de recompensas, todas as espécies de problemas podem surgir. O sentimento de decepção ou desmotivação, cujos reflexos podem implicar em baixa qualidade da assistência prestada, reflete-se sobre o cuidado da própria equipe, como uma exigência para cuidar dos outros (COSTA; LUNARDI; SOARES, 2003).

2.1.1 Humanização e sua relação com o ambiente hospitalar e o profissional de enfermagem

No decorrer dos séculos, foram criados os hospitais que eram vistos como abrigos exclusivos para indigentes, onde a arte de cuidar era praticada sem muitas técnicas e exigências e qualquer pessoa poderia executá-la. No século XX, com a ampliação dos conhecimentos multidisciplinares, os hospitais foram abertos para uma larga parcela da sociedade, proporcionando uma melhora significativa nos níveis de atendimento prestado aos enfermos (ROCHA; ROCHA, 2008 apud MEYER, 2002). O ambiente hospitalar também necessita de humanismo que crie a capacidade de oferecer ao cliente um ambiente digno, dando ao avanço da técnica um destino humano em que o cliente não seja olhado com os olhos frios como se fosse apenas corpo, pois a técnica só tem sentido se favorecer o homem. O ambiente hospitalar só conseguirá a humanização à medida que dispuser de meios suficientes para o desempenho de sua missão (ROCHA; ROCHA, 2008).

A assistência de enfermagem na área hospitalar é algo de vital importância para a humanização em nosso país. É preciso mudar os paradigmas de gestão, possibilitando aos profissionais o acesso e a participação mais efetiva nos processos que envolvam um atendimento com cortesia, benevolência, simpatia e respeito. É promover, num estabelecimento, uma relação de ajuda (MARTINS; FORTES, 2000, p. 19).

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Backes, Filho e Lunardi (2006) afirmaram que a humanização, como expressão da ética e, a filosofia da instituição, necessitam convergir para a construção de estratégias que contribuam para a humanização do trabalhador no seu campo de trabalho, mediante o estímulo, a participação e a comunicação efetiva, com qualidade em todas as suas dimensões, na relação da administração com os trabalhadores, dos trabalhadores entre si e desses com os clientes. Dentro desse contexto, Baraúna (2005) afirma que a humanização é um processo de construção gradual, realizada através do compartilhamento de conhecimentos e de sentimentos. Porém, Souza (2007) apud Martins (2001), esclarece que, para esse acontecimento, há um processo amplo, demorado e complexo, ao qual se oferecem resistências, pois envolve mudanças de comportamento que sempre despertam insegurança. Enfim, é mais do que um conceito:

Representa um conjunto de iniciativas que visa a produção de cuidados em saúde, capaz de conciliar a melhor tecnologia disponível com promoção de acolhimento, respeito ético e cultural ao cliente, espaços de trabalho favoráveis ao bom exercício técnico e a satisfação dos profissionais de enfermagem e usuários (DESLANDES, 2004, p. 8).

Humanização, como espaço ético, requer, então, o fomento de relações profissionais saudáveis, de respeito pelo diferente, de investimento na formação humana dos sujeitos que integram as instituições, além do reconhecimento dos limites profissionais (ROCHA; ROCHA, 2008 apud SELLI, 2003). Segundo Bazon, Campanelli e Assis (2004) apud Lerch (1983), humanização é a principal característica de uma administração eficaz e deve ser vista como objetivo primordial de qualquer profissional prestador de serviço em saúde. O foco dessa filosofia é o bem-estar físico, psíquico, social e moral. Para que os profissionais de enfermagem possam prestar uma assistência de qualidade e humanizada, se faz necessário ter sua dignidade e condição humana respeitada, recebendo uma remuneração justa, condições adequadas de trabalho e ter seu trabalho reconhecido e valorizado (SALÍCIO; GAIVA, 2006 apud BACKES; FILHO; LUNARDI, 2006). O processo de humanização, na visão dos profissionais de enfermagem, é uma questão a ser refletida, pois a maioria dos profissionais enfrenta situações difíceis em seu ambiente de trabalho, tais como baixas remunerações, pouca

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valorização da profissão e descaso frente aos problemas identificados pela equipe, especialmente, quanto ao distanciamento entre o trabalho prescritivo, o preestabelecido institucionalmente e aquele realmente executado junto ao cliente (COELHO et al. 2006 apud DEJOURS; ABDOUCHELI, 1994). De acordo com Ribeiro et al. (2004) apud Oliveira et al. (2001), humanizar caracteriza-se em colocar a cabeça e o coração na tarefa a ser desenvolvida, entregar-se de maneira sincera e leal e saber ouvir com ciência e paciência as palavras e os silêncios. O relacionamento e o contato direto fazem crescer e, é neste momento de troca, que ocorre a humanização, porque assim o profissional de enfermagem pode se reconhecer e se identificar como ser humano. Ainda, Vila e Rossi, (2002) apud Silva (2000) afirmam que os profissionais de enfermagem não podem humanizar o atendimento, antes de aprender como ser inteiro/íntegro consigo mesmo. O encontro com o paciente nunca é neutro, sempre carregamos conosco os preconceitos, valores, atitudes, enfim, nosso sistema de significados culturais. Por isso, cuidar de quem cuida é essencial para se poder cuidar terapeuticamente de outros. A humanização emerge como necessidade no contexto da civilização técnica. As situações desumanizantes presentes nas instituições fazem parte do contexto mais amplo da civilização moderna e, ao longo dos anos, mostram a importância da humanização, confrontando-a com o desenvolvimento tecnológico na sociedade atual. Considera-se que o desenvolvimento tecnológico vem dificultando as relações humanas, tornando-as frias, objetivas, individualistas e calculistas (CASSATE; CORRÊA, 2005). Segundo Cassate e Corrêa (2005) apud Feldmann (1973) afirmam que apesar da idéia predominante de confronto entre tecnologia e humanização, também é necessário que ambas possam ser conciliadas. Não existe incompatibilidade entre ciência e ideal, e humanização e racionalidade. Portanto, deve-se procurar crescente adequação da ciência ou racionalidade como meio para atingir um mundo cada vez mais humano. A visualização do comportamento humano leva a considerar as características do homem e as suas atitudes perante a sociedade, e assim pensar o que é ser humano. Não basta implantar um processo de melhoria da qualidade, segundo Mezomo (2001), é preciso recompensar e reconhecer o esforço das pessoas que contribuíram para seu sucesso. Não fazê-lo, seria desestimular os que acreditaram e

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comprometeram com a sua execução. A recompensa e o reconhecimento, no entanto, devem ser previstos dentro de um sistema que dê a todas as mesmas oportunidades e que prevejam medidas facilmente aplicáveis. As formas de recompensar e reconhecer são variadas, adotadas a critério de cada instituição. Assim, depois de priorizada a importância do trabalhador como elemento fundamental para humanização, devem ser implementadas ações de investimento em termos de número suficiente de pessoal, salários e condições de trabalho adequadas, bem como atividades educativas que permitam o desenvolvimento de competência para o cuidar (CASSATE; CORRÊA, 2005). Rios (2008) afirma que para ser bom profissional é preciso também ser capaz de suportar esses sofrimentos inerentes à profissão e continuar desejando cuidar, num constante recomeçar. Promover saúde nos locais de trabalho é aprimorar a capacidade de compreender e analisar o trabalho de forma a fazer circular a palavra, criando espaços para humanizar. Segundo Silva et al. (2007) humanizar é preciso, mas deve ser um movimento pela saúde e qualidade de vida que parta de todas as frentes envolvidas nesse processo: da política, da cidadania, das ações do cuidado, das equipes profissionais, da sociedade que consome os serviços de saúde, do SUS, dos sistemas gerenciais, dos empregadores, dentre muitas outras frentes.

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3 POLÍTICAS DE HUMANIZAÇÃO DO SUS

Segundo Brasil (2006) a Política Nacional de Humanização foi implementada com o objetivo de melhorar a receptividade dos usuários, principalmente nas unidades básicas de saúde favorecendo a construção de uma relação de confiança e compromisso desses usuários com as equipes e os serviços, contribuindo para a promoção da cultura de solidariedade e para a legitimação do sistema público de saúde, favorecendo uma aliança entre usuários, trabalhadores e gestores da saúde em defesa do SUS, como uma política pública essencial para a população brasileira. A PNH pressupôs o acompanhamento e avaliação sistemática das ações realizadas, estimulando a pesquisa relacionada às necessidades do SUS na perspectiva da humanização. Nessa direção, uma das ações propostas para 2004 é a de instituir uma sistemática de acompanhamento e avaliação da PNH articulada com outros processos de avaliação do Ministério da Saúde (MARTINS; BÓGUS, 2004 apud BRASIL, 2003). Mota, Martins e Veras (2006) esclarece que a humanização é um pacto, uma construção coletiva que só pode acontecer a partir da construção e troca de saberes, através do trabalho em rede com equipes multiprofissionais, da identificação das necessidades, desejos e interesses dos envolvidos, do reconhecimento de gestores, trabalhadores e usuários como sujeitos ativos e protagonistas das ações de saúde, e da criação de redes solidárias e interativas, participativas e protagonistas do SUS. O Ministério da Saúde (2001) afirma que o programa nacional de humanização hospitalar foi criado em 2000 após a identificação do número significativo de queixas dos usuários referentes aos maus tratos nos hospitais. Com base nisso, tomou-se a iniciativa de convidar profissionais da área de saúde mental para elaborar uma proposta de trabalho voltada à humanização dos serviços hospitalares públicos de saúde. Tais profissionais então constituíram um Comitê técnico que elaborou um Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar.

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Para Martins (2003) o objetivo do PNHAH e de melhorar a qualidade e a eficácia da atenção dispensada aos usuários da rede hospitalar; recuperar a imagem dos hospitais junto à comunidade; capacitar os profissionais dos hospitais para um conceito de atenção à saúde baseado na valorização da vida humana e da cidadania; conceber e implantar novas iniciativas de humanização beneficiando tanto os usuários como os profissionais de saúde; estimular a realização de parcerias e trocas de conhecimentos; desenvolver um conjunto de indicadores/ parâmetros de resultados e sistemas de incentivo ao tratamento humanizado. O monitoramento e a avaliação de políticas e programas são instrumentos importantes para o aperfeiçoamento da gestão pública, que visa ao desenvolvimento de ações eficientes e eficazes em face das necessidades da população. Para que a avaliação das políticas, programas ou ações tenha um impacto social, é preciso um processo avaliativo que possibilite a compreensão de todas as dimensões e implicações da atividade avaliada, ou seja, é recomendável a utilização de um processo sistemático de análise de atividades e fatos que permita compreender, de forma contextualizada, todas as dimensões e implicações do programa, com vistas a estimular seu aperfeiçoamento (MARTINS; BÓGUS, 2004 apud BELLONI; MAGALHÃES; SOUZA, 2000). Mota, Martins e Veras (2006) definiram que se pode dizer que a rede de humanização em saúde é uma rede de construção permanente de laços de cidadania, de um modo de olhar cada sujeito em sua especificidade, sua história de vida, mas também de olhá-lo como sujeito de um coletivo, sujeito da história de muitas vidas. Segundo Silva (2003), hoje, a humanidade se aperfeiçoa a cada momento e todos os homens se beneficiem dos avanços da ciência e da tecnologia. A consciência do sentido do conhecimento produziu o novo ser do homem, que à guerra, prefere a paz. À ganância, elege a partilha. À escravidão, escolhe a liberdade e, ao grito, opta pelo diálogo. Essa é a sua linguagem e dessa nova consciência sobre o conhecimento se desvela a sua humanização.

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4 TEORIAS DE HUMANIZAÇÃO

Segundo Potter e Peery (2004), as teorias de humanização indicam, sugerem, apontam uma direção de como ver fatos e eventos para, assim, direcionar o planejamento e determinação das intervenções. São teorias orientadas para a tese das necessidades e problemas naturais do cotidiano.

4.1 TEORIA DO MEIO AMBIENTE

Para Florence Nightingale, uma pioneira na enfermagem, embora as condições sejam um processo gradual diário, naturalmente desperte a sensibilidade do ser humano para o outro, a vontade de ajudar muitas vezes permanece circunscrita ao próprio âmbito social. Para caminhar na direção de um impulso de atuação social, a sensibilidade para o outro deve ser mais forte do que a consciência das diferentes camadas em que vivem os homens (COURE, 2002). Segundo Coure (2002), Florence Nightingale com seu jeito dócil e pensamentos abertos e observadores, cujas ideias, chamadas de teorias da humanização, associam o estado de saúde dos clientes aos fatores ambientais, percebidos por meio de observação e coleta de dados. Ela trabalhou com enfoque em características ambientais gerais como: iluminação, ruído, ventilação, higiene ambiental e pessoal, água pura, ambiente externo, utensílios dos pacientes e aspectos nutricionais. Conforme Figueiredo (2005), Florence formulou o primeiro conceito de enfermagem e definiu seu objetivo de colocar o cliente interno (os profissionais) e o cliente externo (os pacientes) nas melhores condições ambientais, a fim de que a natureza desenvolva sua ação concreta com uma resposta acolhedora e satisfatória para todos no âmbito social, familiar e profissional de forma coletiva e deixando a ideia de pensamento individual fora do contexto humanístico. Berwick (1994) ressalta que a qualidade da assistência em saúde pode ser definida como satisfação das necessidades dos clientes (interno e externo), considerando que este deverá ser objeto central das estratégias da qualidade, bem

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como participar ativamente desse processo no papel de avaliador das atitudes dos profissionais da saúde e dos resultados com o tratamento recebido. A qualidade de vida dos trabalhadores é uma medida de extensão, com a qual uma coisa ou experiência satisfaz um valor para alguém. Com essa visão de compreender o conceito humano em amplitude profissional e social, acredita-se que o profissional de enfermagem é aquele que possui características que compreendem a competência e o conhecimento técnico em constante atualização, maturidade emocional e pessoal, uma postura ética que lhe dá um sentido em parcializar no processo fenômeno-doença (BRASIL, 2001).

4.2 TEORIA DA SOLUÇÃO DE PROBLEMA

Coure (2002) afirma que para Abdellah, pesquisador e educador da enfermagem a humanização enfatiza a atenção nos cuidados de enfermagem para satisfazer às necessidades físicas, psíquicas, sociais, espirituais do indivíduo e família, com competências referentes às relações interpessoais, crescimento, desenvolvimento e comunicação. Existe a necessidade dos problemas dos clientes serem identificados e resolvidos, assim o ser humano é visto como um ser holístico e a saúde passa a ser recuperada. A teoria de Abdellah esclarece que os problemas dos profissionais de enfermagem são identificados por meio da observação direta das necessidades evidentes da comunicação e interação com o cliente para as necessidades não evidenciadas. Esses problemas estão relacionados com a falta de estrutura de trabalho e investimento na pessoa do profissional de enfermagem, fomentando as dificuldades de manter a higiene, conforto físico adequado, segurança e prevenção de acidentes (COURE, 2002). Para George (2000), apesar de Abdellah não ter definido claramente saúde, este conceito pode ser descrito como padrão dinâmico de funcionamento em que existe uma contínua relação das forças internas e externas que resultam no uso ideal dos recursos necessários e serve para minimizar as vulnerabilidades. A sociedade/ambiente não é discutida em sua teoria, a qual é constituída em criar e

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manter um ambiente terapêutico com a participação dos profissionais de enfermagem de forma positiva para a comunidade.

4.3 TEORIA DAS NECESSIDADES HUMANAS BÁSICAS

De acordo com Potter e Peery (2004), as teorias das necessidades básicas da pessoa incluíram os fenômenos oriundos dos seguintes domínios dos clientes:

fisiológico, psicológico, sócio cultural, espiritual de desenvolvimento, em conjunto, com os profissionais de enfermagem, para satisfazer essas necessidades do cliente. Serrano (2000) afirmou que Maslow definiu a necessidade humana como algo que será transferida ou compensada. Daí percebe-se que a motivação é um estado cíclico e constante na vida pessoal. Maslow apresentou uma teoria da motivação, segundo a qual as necessidades humanas estão organizadas e dispostas em níveis (figura 1), numa hierarquia de importância e de influência, numa pirâmide, em cuja base estão as necessidades mais baixas (necessidades fisiológicas) e no topo, as necessidades mais elevadas (as necessidades de auto realização).

22 manter um ambiente terapêutico com a participação dos profissionais de enfermagem de forma positiva para

Figura 1 – Hierarquia das Necessidades Segundo Maslow Fonte: Escala de Maslow

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Gomes e Michel (2007) ressaltam que as necessidades fisiológicas são as que respondem pela manutenção da vida e conservação da espécie, como as de alimentação, de moradia e de sexo, já as necessidades de segurança compreende o desejo do indivíduo de proporcionar para si e para os seus um ambiente físico e emocional seguro e livre de ameaças, portanto, as necessidades sociais uma vez que as necessidades fisiológicas e, posteriormente, as de segurança estejam razoavelmente satisfeitas, aparecem as sociais como dominantes na escala. Estas vinculam-se à vontade da pessoa de ser aceita por outras de seu convívio, bem como de desenvolver, com as mesmas, um relacionamento amistoso. As necessidades de estima correspondem ao desejo da pessoa de desenvolver uma auto-imagem positiva e de receber atenção e reconhecimento dos outros, desde que tenham sido satisfeitas as necessidades sociais, a satisfação das necessidades provoca, por sua vez, sentimentos de auto-confiança, de prestigio, de poder e de ser útil e necessário, por fim, as necessidades de auto-realização após terem sido satisfeitas as necessidades de estima, surgem as de auto-realização,que correspondem a categoria mais alta na escala, que se referem à realização máxima do potencial individual (GOMES; MICHEL, 2007). Segundo Maslow, as três primeiras são de carência, devendo ser satisfeitas para que os indivíduos se sintam saudáveis e seguros; e as duas últimas são de crescimento, por estarem relacionadas ao desenvolvimento e para a realização do potencial de cada pessoa (OLIVEIRA, 2009).

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5 HISTÓRIA DO TRABALHO

Trabalho, em sentido amplo, é toda a atividade humana que transforma a natureza a partir de certa matéria dada. A palavra deriva do latim tripaliare, que significa torturar, daí passou a idéia de sofrer ou esforçar-se e, finalmente, de trabalhar ou agir (HEITZMANN, 2007). Segundo Zangrando (1993) durante os estudos de história, aprende-se que, em todo o período remoto da pré-história, o homem primitivo é conduzido direta e amargamente pela necessidade de satisfazer a fome e assegurar sua defesa pessoal. Ele caça, pesca e luta contra o meio físico, contra os animais e contra seus semelhantes. A mão era o único instrumento de seu trabalho. Nessa época não existia trabalho como conhecemos atualmente, mas sim a constante luta pela sobrevivência. Apenas muito tempo depois é que se instalaria o sistema de troca e o regime de utilização, em proveito próprio, do trabalho alheio. Trabalho representa para os indivíduos não apenas uma forma de ganhar a própria vida, mas sim fonte de identificação própria, frente aos seus grupos de pares e até da sociedade como um todo, constituindo-se inclusive em uma forma de inserção social. Essa identidade é construída pelo indivíduo no dia-a-dia de trabalho, a partir das experiências por ele vivenciadas, e o acompanha marcantemente em toda sua vida. Ocupa também um importante lugar na luta contra a doença, assim como no desenvolvimento das relações da família (DEJOURS, 1992). A razão pela qual se executa algo está vinculada a quem se é e como se está no mundo. Reflete a auto-imagem e agrega ou retira a possibilidade de realização pessoal, de acordo com a utilização das potencialidades e competências individuais. Hoje, mais do que em épocas anteriores, o ser humano se vê diante do conflito entre submissão às regras do novo mercado de trabalho e suas próprias necessidades. Será possível ainda a aliança consigo mesmo e o produto, ou a cisão é inevitável. Ressaltando ainda sobre o trabalho, pode-se enfatizar que etimologicamente a palavra trabalho significa tortura (RAITTZ et al., 1999). Pouco a pouco, o trabalhador ressurgiu na superfície da História, com uma característica nova: passou a ser pessoa, muito embora seus direitos subjetivos fossem limitados (SANTOS, 2005).

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De acordo com Raittz et al. (1999), o trabalho é mais do que sobrevivência, é uma das mais expressivas manifestações do ser humano. É algo semelhante à arte, em que o homem transforma e é transformado. Desde os primeiros anos de vida, aprende que fazer algo com um objetivo definido conquista espaço, respeito, consideração e auto-estima. Descobre a satisfação de desenvolver uma habilidade e externá-la num produto ao qual se percebe conectado. A profissão de enfermagem surgiu do desenvolvimento e evolução das práticas de saúde no decorrer dos períodos históricos. As práticas de saúde instintivas foram às primeiras formas de prestação de assistência. Num primeiro estágio da civilização, estas ações garantiam ao homem a manutenção da sua sobrevivência, estando na sua origem, associadas ao trabalho (COREN-RJ, 1999). Graças à Revolução Francesa de 1789, nas suas consequências históricas (apregoa seus ideais de liberdade e igualdade), o trabalho se tornou livre e foi possível admitir-se sua prestação, em proveito de outrem, mediante contrato. Liberdade de contratar e comerciar. O Direito do trabalho é de formação legislativa e científica recente. O trabalho, porém, é tão antigo quanto o homem (ZANGRANDO,

1993).

A legislação do trabalho nasceu, realmente, no começo do século XIX. As primeiras normas trabalhistas aprovadas pelos Estados Europeus eram relativas ao reconhecimento do sindicato na Inglaterra, 1824; ao exercício do direito de greve na França, 1864; aos seguros sociais na Alemanha, 1881; e, particularmente, aos acidentes do trabalho na Itália; 1883 e Alemanha, 1884 (ZANGRANDO, 1993). Segundo Zangrando (1993), a consagração da proteção do trabalhador surgiu na Consolidação das Leis do Trabalho - CLT – 1943. É a sistematização das leis esparsas existentes na época, acrescidas de novos institutos criados pelos juristas que a elaboraram, ou seja, estas leis já existiam, mas ficavam espalhadas e o trabalhador à mercê dos seus idealizadores. É a primeira lei geral que se aplica a todos os empregados, sem distinção entre a natureza do trabalho técnico, manual ou intelectual. A Consolidação não é um código, sua principal função foi a de reunião de leis existentes e não a criação, como num código, de leis novas. Ressalta-se a importância da CLT na história do direito do trabalho brasileiro pela influência que exerceu e pela técnica que revelou. Porém, com o tempo surgiu a necessidade de modernização das leis trabalhistas, especialmente para promover as normas sobre direito coletivo, dentre as quais as de organização sindical,

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negociação coletiva, greve e representação dos trabalhadores na empresa, setores que a CLT não contemplou. O direito positivo é dinâmico e se altera na medida em que novas necessidades de regulamentação das relações entre os grupos sociais e as pessoas se renovam (ZANGRANDO, 1993). Diversas leis posteriores foram promulgadas, sobre repouso semanal remunerado (Lei nº 605, de 1949), gratificação natalina ou décimo terceiro salário (Lei nº 4090 de 1962). A partir de 1964, o Estado promulgou leis de política salarial continuadamente modificadas, todas visando o controle da inflação e a melhoria dos salários, objetivos não alcançados até 1993, quando começou a crescer a ideia de livre negociação, pelo contrato coletivo de trabalho (ZANGRANDO, 1993). Norma Regulamentadora (2008) afirma que um outro marco importante que houve na evolução na condensação das leis trabalhistas foi a separação das leis que eram voltadas para o trabalho, mas por um lado não se preocupava com a saúde do trabalhador. Com a criação dos Ministérios, surgiram também as associações e os sindicatos que começaram a reivindicar segurança e saúde para os trabalhadores de forma selecionada conforme sua função. Em 1977, o trabalhador conseguiu conquistar um direito de preservação da saúde e prevenção de doenças relacionadas ao trabalho, por meio do desmembramento da redação do Capítulo V da CLT – Art. 154 até Art. 200 que passou a ser Norma Regulamentadora, sob a Lei nº 3.214, de 22 de Dezembro de 1977, abrigando hoje 32 normas voltadas para o cuidado da saúde do trabalhador.

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6 FATORES QUE INTERFEREM NA HUMANIZAÇÃO DO PROFISSONAL DE ENFERMAGEM

De acordo com Mendes et al (2000) apud Estryn e Poinsignon (1989) as condições de trabalho dos profissionais de enfermagem tem sido objeto de estudo, e dentre estes os resultados mostram que os profissionais se expõem em longos períodos em trabalho físico e mental extenuante e em péssimas condições físicas. Silva e Melo (2006) apud Lautert, Chaves e Moura (1999) ressalta que a falta de controle sobre o trabalho e responsabilidade excessiva produzem consequências psicológicas e somáticas negativas para o profissional de enfermagem. As autoras apontam que, no campo hospitalar, o profissional pode desenvolver alterações de saúde de ordem imunológica, músculo-articulares, cardiovasculares e gastrintestinais. Segundo Elias e Navarro (2006) apud Pitta (1991), os profissionais de enfermagem estão expostos ao sofrimento psíquico que é bastante comum, diante da alta pressão social e psicológica que estão submetidos, tanto na esfera do trabalho quanto fora dela. As difíceis condições de trabalho e de vida podem estar relacionadas com a ocorrência de transtornos mentais como a ansiedade e a depressão, que são frequentes entre os profissionais de enfermagem. Ballone (2005) ressalta que a instituição deve oferecer condições de trabalho adequadas ao profissional de enfermagem. O grau de ansiedade, frustração e descontentamento do profissional tende a repercutir em seu trabalho. Para que o trabalho de um profissional seja eficiente e ao mesmo tempo humanizado, em qualquer área e não apenas da saúde, são necessários conhecimento, qualidade técnica e, indubitavelmente, uma boa qualidade de inter-relação humana nos eixos social, econômico, psicológico e espiritual. Em segundo, a assistência à saúde deve priorizar as necessidades pessoais e sociais. De acordo com Elias e Navarro (2006) a sobrecarga de trabalho é um aspecto evidente e vivido pelos profissionais de enfermagem como fato inevitável. O número de profissionais deve ser equivalente ao número preconizado pelo Conselho Regional de Enfermagem para que o cuidado seja adequado, de forma que o profissional tenha condições de ouvir o cliente, dando atenção às suas reivindicações em relação às coisas simples do seu dia-a-dia (COREN-SP, 2002).

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Para Martins e Faria (2000), o número inadequado de profissionais de enfermagem gera na equipe sobrecarga que, na maioria das vezes, já está instalada, pois as remunerações inadequadas obrigam-nos, constantemente, a manterem duplas jornadas de trabalho. Esses trabalhadores são tratados de forma desumana, as instituições não têm políticas que favoreçam a esses trabalhadores já que, na maioria das vezes, suas reivindicações não são ouvidas e nem levadas em consideração. Para Elias e Navarro (2006), o ambiente hospitalar apresenta aspectos muito específicos como à excessiva carga de trabalho, o contato direto com situações limite e, com isso, o elevado nível de tensão traz altos riscos para si e para os outros. Essa situação representa outro fator bem conhecido da profissão de enfermagem que e a dupla jornada de trabalho, muitas vezes, leva por si só à sobrecarga de trabalho. A existência de regime de turnos e plantões permite a ocorrência de duplos empregos e longas jornadas de trabalho, comuns entre os trabalhadores da saúde, especialmente quando os salários são insuficientes para a manutenção de uma vida digna. Tal prática potencializa a ação daqueles fatores que, por si só danificam sua integridade física e psíquica (ELIAS; NAVARRO, 2006). O trabalho representa mais do que a manutenção da sobrevivência, sendo considerada condição para a realização humana. E, quando o trabalhador não o tem sob seu domínio, ele é imposto. Dessa forma o trabalho é considerado forçado (HAAG, 2004 apud LEOPARDI, 1994). Os profissionais de enfermagem estão mais propensos ao risco de adoecer mentalmente que os demais profissionais de outras especialidades, pois esses estão sujeitos a cargas de trabalho diferenciadas (CARVALHO; FELLI, 2006). De acordo com Cavalheiro, Junior e Lopes (2008), as crescentes transformações ocorridas dentro do processo de globalização vêm desenhando o modo de vida e definindo outros padrões de saúde-doença e tem exercido forte influência sobre a estrutura de trabalho. Esses novos padrões de saúde-doença, no contexto mundial, trouxeram preocupação com o fator estresse, tendo lugar importante nas pesquisas sobre o adoecimento dentro do trabalho. O estresse tem sido objeto de estudo de muitos pesquisadores da área da saúde, já que existe uma preocupação com as conseqüências que ele pode trazer para a qualidade de vida do ser humano (NOVAES; CANUTO, 2006).

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De acordo com Murofuse, Abranches e Napoleão (2005), a enfermagem foi classificada pela Health Education Authority (Autoridade de Educação em Saúde) como a quarta profissão mais estressante, no setor público, que vem tentando profissionalmente afirmar-se para obter maior reconhecimento social. A busca da produtividade a qualquer custo esbarrou nos limites do próprio ser humano e resultou no aumento do seu sofrimento. Esse foi o terreno que propiciou o surgimento da teoria do estresse, ou seja, ela nasce no contexto da explosão da produção e do consumo. Embora mudanças substanciais e significativas tenham sido implementadas no mundo do trabalho, com a conquista de avanços tecnológicos significativos, permanecem como desafios a falta de motivação, o desamparo, a desesperança, a passividade, a alienação, a depressão, a fadiga e o estresse (MUROFUSE; ABRANCHES; NAPOLEÃO, 2005). Para Ballone (2005), o estresse seja ele de natureza física, psicológica ou social, é um termo que compreende um conjunto de reações fisiológicas, as quais são intensas e duradouras, causando desequilíbrio no organismo, frequentemente com efeitos danosos. Para Brunner e Suddarth (2006), uns dos fatores que desencadeia o estresse é a carga horária excessiva que os profissionais de enfermagem se submetem ocorrendo assim desgastes físicos, psíquicos e biológicos que se tornam agentes estressantes, produzindo uma alteração no ambiente que é percebida como ameaçadora ou lesiva para o balanço ou equilíbrio dinâmico da pessoa, tornando-a incapaz de satisfazer as demandas de situações novas. Considerando que a maioria dos profissionais de enfermagem são mulheres e, a condição feminina, por sua vez, ainda agrega outras atividades no lar, ocorre um sinergismo dentre as atribuições desta profissional, que pode propiciar o estresse. Dessa forma, a exigência em excesso, fonte geradora de estresse, leva a diminuição do rendimento de trabalho e do tempo dispensado para seu autocuidado e lazer (MONTANHOLI; TAVARES; OLIVEIRA, 2006). De acordo com Haag (2004) apud Herculano (1998) o estresse a que são submetidos os profissionais de saúde; impõe-lhes inúmeros prejuízos que, por sua vez, acabam por ser repassados aos pacientes à medida que sua concentração, capacidade de decisão, limiar de irritabilidade, raciocínio, reflexos, serenidade, sensibilidade, encontram-se bastante comprometidos.

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Macedo, Leão e Carpatienri (2002) esclarecem que, nas ocasiões estressantes, e mesmo fora delas, manifesta-se uma gama de reações de ordem psicológica e psiquiátrica ou, pelo menos, temporárias perturbações de comportamento ou exacerbação de problemas sociopáticos. Montanholi, Tavares e Oliveira (2006) ressaltam que outro fator estressante está relacionado com o turno de trabalho. As jornadas noturnas podem levar ao desconforto e mal-estar. O sono diurno posterior ao trabalho noturno sofre grandes alterações circadianas, tanto na sua estrutura interna quanto na sua duração. Há falta de espaços que possa promover repouso e conforto, proporcionando mais tranquilidade na hora de seu descanso assegurado por leis trabalhistas. Porém o que há, nesse ambiente hostil, é o posto de enfermagem como ponto de referência dentro da estrutura hospitalar. As organizações hospitalares não têm interesse de manter esses espaços, já que este tipo de benefício gera custos (MARTINS; FARIA 2000). O hospital, de forma geral, é reconhecido como um ambiente insalubre, penoso, de alto risco para aqueles que ali trabalham. Estudos anteriores apontam-no como local privilegiado para o aparecimento de doenças ocupacionais. A intensificação do capitalismo tem levado ao consumo desmedido das energias físicas e espirituais dos trabalhadores. A insegurança gerada pelo medo do desemprego faz com que as pessoas se submetam a regimes e contratos de trabalho precários, recebendo baixos salários e arriscando sua vida e saúde em ambientes insalubres, de alto risco (ELIAS; NAVARRO, 2006). Segundo Leal e Trapp (2008) apud Jacques e Codo (2002) afirmam que através do trabalho, o homem transformou suas condições de ser e de estar no mundo, bem como suas condições de adoecer e morrer. No entanto, os agravos à saúde permanecem, resultando em taxas elevadas de acidentes e doenças ocupacionais e acentuados desgastes no trabalhador, como, distúrbios orgânicos psíquicos ou mistos. Os profissionais de enfermagem são expostos a ambientes de trabalho intensamente insalubres, tanto no sentido material quanto subjetivo e, por estarem submetidos a condições precárias de trabalho e à baixa qualidade de vida, são expostos a situações nas quais a manutenção da saúde está prejudicada. Logo, fica evidente que os profissionais, na maioria das instituições de saúde, estão aquém da

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reconhecida valorização de si e do seu trabalho devido o não cumprimento das leis trabalhistas (ELIAS; NAVARRO, 2006). Para Rios (2008), o trabalho na área da saúde tem um custo elevado para seus profissionais. O ambiente insalubre, o regime de turnos, os baixos salários, o contato muito próximo com os pacientes, mobilizando emoções e conflitos inconscientes, tornam esses profissionais particularmente susceptíveis ao sofrimento psíquico e ao adoecimento devido ao trabalho. Segundo o Brasil (2001), a saúde do trabalhador constitui um problema de saúde pública que tem como objeto de estudo e intervenção as relações entre o trabalho e a saúde. Tem como objetivos a promoção e a proteção da saúde do trabalhador, por meio do desenvolvimento de ações de vigilância dos riscos ambientais e condições de trabalho. O comportamento disfuncional em uma pessoa não só afeta gravemente a saúde emocional, como também pode colocar outros em risco de lesão ou morte. À medida que esses comportamentos destrutivos são repetidos, evidencia-se um padrão cíclico como o raciocínio prejudicado, sentimentos negativos e mais ações disfuncionais que impedem que a pessoa satisfaça as demandas de vida diária (BRUNNER; SUDDARTH, 2006). Segundo Shimizu (1996), a enfermagem vive uma realidade de trabalho cansativo e com muito desgaste devido à convivência com a dor e sofrimento dos clientes. A diversidade de atividades executadas, as interrupções frequentes, os imprevistos, o contato direto com o sofrimento e a morte, são fatores agravantes no trabalho de enfermagem, que na maioria das vezes podem produzir um desgaste mental.

Segundo Murofuse (2004) a força de trabalho de enfermagem está sendo consumida por danos que afetam o corpo e a mente em decorrência de enfermidades causadas por violência oculta no trabalho, conhecidas também como doenças da modernidade, tais como: Lesão por Esforços Repetitivos – LER, Distúrbio Osteo-muscular - DORT, depressão, angústia, estresse, alcoolismo, hipertensão arterial. A dinâmica do trabalho de enfermagem envolve tanto intervenções com o corpo e mente dos clientes, como também, estão expostas com diversas formas de estímulos físicos e mentais no ambiente de trabalho, estando susceptíveis a desenvolver sentimentos de impotência profissional, comprometendo a qualidade de

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assistência prestada e, interferindo diretamente na saúde desses profissionais, que por vezes necessitam receber acompanhamento de uma equipe multiprofissional, auxiliando na identificação de seu sofrimento, desenvolvendo programas de prevenção e manutenção da saúde do profissional de enfermagem (OLER et al.,

2005).

Haag et al. (2001) afirmaram que o sentimento de desvalorização é provocado pela falta de estímulo, de reconhecimento da chefia, de participação nas tomadas de decisão. Sentindo-se desvalorizado, o profissional é levado ao desânimo, ao desinteresse, à fadiga e a uma relação desumanizada com o cliente, pela impossibilidade de viver sua própria vida com qualidade. A desvalorização do profissional de enfermagem no ambiente hospitalar encontra-se atualmente como o problema que mais desmotiva e afeta de forma comprometedora esse profissional, entretanto, ele não percebe um bom funcionamento e rendimento pela sua equipe de trabalho, imediatamente, passa a desacreditar no seu potencial de produção, produzindo sensações de impotência e frustração proporcionando desgaste físico, má produtividade, quantitativa e qualitativamente, na prestação de cuidados (LEOPARDI, 1999). O trabalho de enfermagem é preservado pelas suas características históricas de cuidado, e as causas da frustração e insatisfação ficam canalizadas para as condições de sua realização. Essa idealização, além de ser uma construção histórica, e uma forma de controle, pode servir também como estratégia defensiva, assim os profissionais de enfermagem preservam um lugar onde se sintam úteis e de alguma forma valorizadas. O prazer no trabalho, nesse caso, está na execução de algo valorizado e reconhecido socialmente (ELIAS; NAVARRO, 2006). Gabriele (2001) afirma que a satisfação e o prazer no trabalho estão ligados a aspectos como remuneração, respeito e confiança da empresa em relação a seus profissionais, ambiente de trabalho e o prazer de enfrentar e vencer os desafios. Alves et al. (1999) afirmam que a falta de material básico para executar o trabalho diário e a defasagem no quadro de recursos humanos vêm sendo compensadas com a adoção do sistema de horas extras, provocando insatisfação e sobrecarga para os trabalhadores, desequilíbrio na relação entre as necessidades originais do processo de cuidar e a sua operacionalização, conduzindo ao estresse, ao aumento do absenteísmo e à queda na qualidade da assistência.

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Segundo Koizumi (1998) apud Kristjanson e Scanlan (1992) ressaltam que as atividades de educação continuada efetivamente desenvolvidas constituem-se em uma das formas de assegurar a manutenção da competência da equipe de enfermagem em relação à assistência de enfermagem. Dilly e Jesus (1995) referem que a educação dos profissionais deve ser um processo que propicie conhecimentos, capacitando-o para a execução adequada do trabalho e que prepare esse funcionário para futuras oportunidades de ascensão profissional, objetivando tanto o seu crescimento pessoal quanto o profissional. COREN-SP (2004) afirma que uma educação continuada eficiente pode cooperar em potencial para capacitação desses profissionais, pois de nada adianta pretender dedicar cuidados especiais ao cliente se quem lida com os eles não está devidamente qualificado para desempenho de um cuidado humanizado. Seleção de profissional especializado para os diversos setores do hospital facilita o desenvolvimento do trabalho humanizado, que é executado com prazer e dedicação, dando o seu melhor, em prol de outrem, sem se deixar influenciar pelo tecnicismo e, com isso, modificando a relação com o ser humano. Os processos de capacitação do pessoal de enfermagem devem ser estruturados a partir da problematização do processo de trabalho, visando à transformação das práticas profissionais e a organização do trabalho, tomando como referência as necessidades de saúde das pessoas e da população, da gestão setorial e o controle social em saúde (TAVARES, 2006). Segundo Davim et al. (1999) apud Koizumi et al. (1998), a necessidade de se proporcionar programas de educação continuada que atendam adequadamente as carências do enfermeiro, bem como o uso eficiente de tecnologia avançada, tem se tornado um desafio, tanto para os profissionais da área de saúde, como para os da educação, possibilitando, assim, as mudanças nas atividades desenvolvidas e nas estruturas organizacionais das instituições.

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7 METODOLOGIA

A metodologia desenvolvida neste trabalho foi realizada por meio de revisão bibliográfica descritiva por meio de consultas em Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde - LILACS, Scientific Electronic Library Online - SCIELO, e acervo da Universidade do Vale do Rio Doce - Univale. Este foco surgiu a partir da importância da humanização dos profissionais de enfermagem no ambiente hospitalar como melhoria na qualidade da assistência. Inicialmente levantamos informações sobre a importância da humanização utilizando-se 04 (quatro) livros, 39 (trinta e nove) artigos científicos, 08 (oito) revistas científicas, 12 (doze) sites da internet. Desses livros citados todos foram utilizados; dos artigos científicos 39 (trinta e nove) foram utilizados, e 25 (vinte e cinco) foram descartados; das revistas 08 (oito) foram utilizadas e 06 (seis) foram descartadas, sites pesquisados todos foram utilizados. As palavras-chaves para realização da pesquisa foram: humanização, enfermagem e ambiente hospitalar. Este estudo foi realizado no período de maio a novembro de 2009, sendo feito primeiramente uma leitura obtendo uma visão global do material, considerando- o de interesse ou não à pesquisa. Em seguida, foi realizada uma leitura seletiva, que permitiu qual material bibliográfico realmente seria de interesse do tema abordado, buscando assim dar embasamento ao trabalho desenvolvido.

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8 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A temática deste estudo originou-se devido à observação sistemática sobre a importância da humanização dos profissionais de enfermagem no ambiente hospitalar durante a vivência acadêmica das pesquisadoras. Após a pesquisa, e para a compreensão deste tema, procurou-se, inicialmente rever o conceito de humanização. Este conceito pôde ser analisado tendo em vista à aplicação na valorização do profissional de enfermagem no ambiente hospitalar. Na fundamentação teórica do estudo, os assuntos abordados foram: a história da humanização, a humanização, as teorias de humanização, a história do trabalho e os fatores que interferem na humanização dos profissionais de enfermagem, revelaram-se pertinentes aos resultados obtidos através da análise da questão sobre a humanização dos profissionais de enfermagem no ambiente hospitalar. Quanto à caracterização do objeto de estudo, a humanização e todas as informações coletadas contribuíram para ratificar a importância do tratamento humanizado dispensado ao profissional de enfermagem. Isto foi fundamental para a comprovação da hipótese inicial deste estudo: o profissional de enfermagem quando humanizado prestará uma assistência com qualidade humanitária. Ao caminhar pela busca de informação para a pesquisa, entendeu-se que o termo humanização tem sido empregado constantemente no âmbito da saúde destacando-se como a base de um amplo conjunto de iniciativas, mas não possui uma definição clara, geralmente designando a forma de assistência que valoriza a qualidade do cuidado do ponto de vista técnico, associada ao reconhecimento dos direitos do paciente, de sua subjetividade e cultura, além do reconhecimento do profissional. Tal conceito traça um nortear de uma nova estratégia na produção do cuidado em saúde. Investigaram-se os sentidos e expectativas associados à ideia de humanização dos profissionais de enfermagem. Discutiram-se as ideias centrais da humanização como oposição as formas mecânicas de trabalho, oferta de atendimento de qualidade, articulando os avanços tecnológicos com acolhimento,

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melhoria das condições de trabalho do profissional, e ampliação do processo nas perspectivas de profissional humanizado. Os profissionais de saúde em maior teor de envolvimento com os clientes têm pouca noção de humanização, sejam eles do meio privado ou público. As iniciativas identificadas com a humanização desses profissionais, com o respeito aos direitos do trabalhador, há décadas, além da participação dos movimentos sindicais em busca de melhorias como profissional em saúde. Neste levantamento bibliográfico ficou constatado que muitas instituições com os crescentes cortes de gastos, enfrentam dificuldades para manter-se no mercado, o que gera um quadro de profissional limitado, deficiência de recursos materiais, condições insalubres de trabalho. Ainda que, novas e contínuas demandas tecnológicas são insatisfatórias, isso faz com que, com frequência, aumentam a insegurança e favorecem a insatisfação no trabalho. As filosofias institucionais assim como as políticas de humanização estejam, igualmente voltadas para a vida e a dignidade dos profissionais de enfermagem, quando o que se pretende realmente seja a humanização do cuidado. O verdadeiro cuidado humano prima pela ética, enquanto elemento impulsionador das ações e intervenções pessoais e profissionais, constituindo a base do processo de humanização. Sendo assim, a humanização é um processo complexo, demorado e amplo ao qual se oferece resistência, pois envolve mudanças de comportamento que podem ser permeadas pelos sentimentos de ansiedade e medo. É mais do que o cumprimento de uma determinação legal, uma lei, norma ou medida, precisa ser e estabelecer continuamente relações horizontais. Os gestores necessitam manifestar interesse pela equipe de trabalho, conhecer seu grau de satisfação e reconhecer os reais motivos de satisfação e insatisfação pessoal e profissional. Assim, para desenvolver a humanização, o profissional demanda reconhecimento de suas necessidades e a atenção necessária para desenvolver as habilidades humanitárias. Conclui-se que a questão da humanização dos profissionais de enfermagem no ambiente hospitalar não depende de leis, mas da vontade política dos administradores das instituições de saúde, uma vez que os autores estudados afirmam que se o profissional de enfermagem for humanizado, prestará uma

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assistência com base nos princípios da assistência, na equidade e na participação social.

Dessa forma, os objetivos formulados para a pesquisa foram alcançados no sentido de que a importância da humanização aplicada aos profissionais de enfermagem no ambiente hospitalar, a apresentação da história da humanização, sua evolução frente às necessidades humanísticas e os fatores que interferem na humanização dos profissionais de enfermagem foram demonstrados por meio dos teóricos consultados. Este trabalho proporcionou a constatação de que todo profissional de enfermagem precisa, desde a sua formação acadêmica, refletir sobre a existência humana, sobre si mesmo, conhecer suas limitações. Tudo isso é fundamental para que ele possa lidar com a frustração dos inevitáveis fracassos, e o sentimento de impotência quando a realidade se impõe. Sendo assim, constatamos que a falta de humanização dos profissionais de enfermagem na maioria das vezes parte da má administração da instituição, pois a falta de reconhecimento e de valorização faz com que o profissional de enfermagem se sinta desmotivado não prestando assim uma assistência de qualidade.

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