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GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA SECRETARIA DE SEGURANÇA, DEFESA E CIDADANIA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO

GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA SECRETARIA DE SEGURANÇA, DEFESA E CIDADANIA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE RONDÔNIA DIRETORIA DE ENSINO

POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE RONDÔNIA DIRETORIA DE ENSINO MARCELO VICTOR DUARTE CORRÊA, 2º. TEN PM

MARCELO VICTOR DUARTE CORRÊA, 2º. TEN PM RE 10009298-7 DANIEL FERNANDES BOSTELMANN, 2º. TEN PM RE 10009381-8 ERIK SANCHEZ NOGUEIRA, SD PM RE 10006844-2

PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE ENSINO A DISTÂNCIA NA POLICIA MILITAR DO ESTADO DE RONDÔNIA

PORTO VELHO

2013

2

MARCELO VICTOR DUARTE CORRÊA, 2º. TEN PM RE 10009298-7 DANIEL FERNANDES BOSTELMANN, 2º. TEN PM RE 10009381-8 ERIK SANCHEZ NOGUEIRA, SD PM RE 10006844-2

PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE ENSINO A DISTÂNCIA NA POLICIA MILITAR DO ESTADO DE RONDÔNIA

Proposta apresentada ao Governo do Estado de Rondônia, SESDEC e PMRO para a implantação de Ambiente Virtual de Aprendizagem e constituição de uma estrutura organizacional para promoção e gerenciamento do Ensino a Distância na PMRO.

Orientadora: Profª. Maria Isabel Cristina Ferreira, MSc

Co-Orientador: Prof. Dr. Wagner Luiz de Menezes

PORTO VELHO

2013

“Se queres colher em curto prazo, plante cereais. Se queres colher em longo prazo, plante

“Se queres colher em curto prazo, plante cereais. Se queres colher em longo prazo, plante árvores frutíferas. Mas se queres colher para sempre, treine e eduque o homem.”

Provérbio Chinês

IDENTIFICAÇÃO DOS PROPONENTES MARCELO VICTOR DUARTE CORRÊA, 2º Ten PM RE 10009298-7 Local de trabalho

IDENTIFICAÇÃO DOS PROPONENTES

MARCELO VICTOR DUARTE CORRÊA, 2º Ten PM RE 10009298-7 Local de trabalho – Diretoria de Ensino da Polícia Militar de Rondônia Formação: Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Segurança Pública pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Experiência profissional – Possui experiência no Ensino a Distância (EaD), tendo participado desde 2005 de treinamentos nesta modalidade de ensino; acompanhou treinamentos da Defesa Civil de Santa Catarina através do ambiente EaD. Email – marcelo@pm.ro.gov.br Telefone – (69) 9208-5969

DANIEL FERNANDES BOSTELMANN, 2º Ten PM RE 10009381-8 Local de trabalho – Centro de Informática da Polícia Militar de Rondônia Formação – Sistemas de Informação pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) Experiência profissional – Trabalha desde maio 2011 no Centro de Informática da Polícia Militar de Rondônia, gerenciando servidores (virtualização e implantação de serviços), redes e suporte aos usuários. Email – aldkamarada@hotmail.com Telefone – (69) 9996-8299

ERIK SANCHEZ NOGUEIRA, SD PM RE 10006844-2 Local de trabalho – 6º Batalhão da Polícia Militar do Estado de Rondônia Formação – Especialista em Informática em Educação pela Universidade Federal de Lavras/MG (UFLA); Pós-graduando em Administração Pública pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Experiência profissional – Possui experiência no ensino presencial e a distância; atuou por 6 anos como administrador de Ambiente Virtual de Aprendizagem (Moodle) e como professor de cursos de Graduação e Pós-Graduação, promovidos pelo Ministério da Educação e UNIR; ministrou vários cursos sobre configuração, manutenção e utilização do Ambiente Virtual Moodle. Email – erik_nogueira@msn.com Telefones – (69) 9313-5695 e 9988-8371

LISTA DE FIGURAS

LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Organograma do sistema de ensino virtual da PMRO 32 FIGURA

Figura 1 – Organograma do sistema de ensino virtual da PMRO

32

FIGURA 2 – Sugestão de link para acesso ao AVA pelo site da PMRO

35

FIGURA 3 – Plataforma de Ensino a Distância da Polícia Militar do Estado de

Rondônia

35

FIGURA 4 – Exemplo de Sala com uma Disciplina no Moodle

36

FIGURA 5 – Módulo usuários do Moodle

38

FIGURA 6 – Módulo atividade tarefa, com envio de arquivos

40

FIGURA 7 – Fluxograma do Ensino Virtual da PMRO

44

FIGURA 8 – Fases do Ensino Virtual – PMRO

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LISTA DE TABELAS

LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Planilha geral de custos e infraestrutura básica 33 Tabela 2

Tabela 1 – Planilha geral de custos e infraestrutura básica

33

Tabela 2 – Comparativo de custos básicos

34

Tabela 3 – Planilha geral de custos do curso semipresencial (EaD)

34

SUMÁRIO

SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 8 1.1 APRESENTAÇÃO 9 2 JUSTIFICATIVA 10 3 OBJETIVOS 12 3.1

1

INTRODUÇÃO

8

1.1

APRESENTAÇÃO

9

2 JUSTIFICATIVA

10

3 OBJETIVOS

12

3.1 OBJETIVO GERAL

12

3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

12

 

3.3 METAS

12

4

REFERENCIAL TEÓRICO

13

4.1 BREVE HISTÓRICO DO EAD

13

4.2

A REDE NACIONAL DE ENSINO A DISTÂNCIA – SENASP

14

4.3

A UNIVERSIDADE ABERTA BRASILEIRA

15

4.4

A TEORIA DO CONSTRUCIONISMO

16

4.5

A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA APÓS O ADVENTO DA INTERNET

18

4.6

FERRAMENTAS UTILIZADAS NO EAD

20

4.7

FUNDAMENTAÇÃO LEGAL

21

4.7.1 Princípios do Ensino na Policial Militar do Estado de Rondônia

22

4.7.2 Princípios Pedagógicos para o Sistema Virtual

23

5

REQUISITOS PARA IMPLANTAR O SISTEMA DE ENSINO VIRTUAL

25

 

5.1 ESTRUTURA TECNOLÓGICA

25

5.2

EQUIPES PROFISSIONAIS INDISPENSÁVEIS

25

5.2.1

Capacitação das equipes profissionais

26

5.3

ESTRUTURA ESTADUAL DO SISTEMA DE ENSINO ONLINE

26

5.3.1

Equipe Gestora do Sistema de Ensino

27

5.3.1.1 Coordenador de Curso

27

5.3.1.2 Coordenador Pedagógico

27

 

5.3.1.3 Equipe de Suporte Tecnológico

28

5.3.1.3.1 Administrador do site

28

8

 

5.3.1.3.2 Suporte Tecnológico do computador-servidor

29

5.3.1.3.3 Suporte Tecnológico de Turmas

29

5.3.1.4 Secretários

29

5.3.1.5 Coordenador para Turma/Polo Existentes nos Batalhões

30

5.3.1.6 Professores/instrutores Virtuais

30

5.3.1.7 Tutores

31

5.3.2 Organograma

32

6 CUSTOS

33

6.1

COMPARATIVO DE CUSTOS BÁSICOS: PRESENCIAL X EAD

34

7

APRESENTAÇÃO DA PLATAFORMA EaD MOODLE DA PMRO

35

7.1 CARACTERÍSTICAS DO MOODLE

36

7.2 ADMINISTRAÇÃO DO SITE

37

7.3 ADMINISTRAÇÃO DOS USUÁRIOS

37

7.4 ADMINISTRAÇÃO DE CURSO

39

7.5 MÓDULO TAREFA

40

7.6 MÓDULO CHAT

41

7.7 MÓDULO PESQUISA DE OPINIÃO

41

7.8 MÓDULO FÓRUM

41

7.9 MÓDULO QUESTIONÁRIO

42

7.10 MÓDULO MATERIAIS

42

7.11 MÓDULO DE PESQUISA E AVALIAÇÃO

43

7.12 MÓDULO TRABALHO DE REVISÃO

43

8 DINÂMICA DO ENSINO VIRTUAL NA PMRO

44

9 FASES DE IMPLANTAÇÃO DO ENSINO VIRTUAL NA PMRO

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REFERÊNCIAS

ANEXO I – Projeto de Lei Complementar – propõe a criação dos programas de Educação a Distância (EaD)

ANEXO II – Resolução com as Diretrizes para pagamento de bolsas de estudo e de pesquisa

1 INTRODUÇÃO

1 INTRODUÇÃO Este documento apresenta uma proposta de implantação de um sistema virtual de gerenciamento de

Este documento apresenta uma proposta de implantação de um sistema virtual de gerenciamento de cursos a distância para a Polícia Militar de Rondônia (PMRO). Trata-se da constituição de um sistema de ensino que emprega um software moderno para integrar o uso do computador e da internet para realização do ensino-aprendizagem em diversas modalidades.

Também é conhecido atualmente como Plataforma Moodle, nome que vem do Inglês, Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment 1 . É um ambiente virtual de ensino-aprendizagem muito dinâmico, seguro e flexível às necessidades.

Anualmente, a PMRO depara-se com duas necessidades: 1) manter o policiamento ostensivo em cada localidade do Estado; e 2) realizar a formação ou aperfeiçoamento de seu grande efetivo distribuído por todo interior e capital.

A formação, atualmente, é processada mediante o deslocamento de muitos

policiais militares de suas unidades de origem para a cidade de Porto Velho, onde permanecem por vários meses, conforme a carga horária do curso em andamento. Isso causa sérios impactos nas escalas das Unidades interioranas e elevados custos operacionais.

Assim ocorrem os cursos de cabos, os cursos de sargentos, os cursos de aperfeiçoamento de sargentos, os cursos específicos policiais-militares, entre outros indispensáveis à carreira policial-militar, previstos em legislação específica.

A implantação do sistema virtual de gerenciamento de cursos pode ser uma

resposta concreta às necessidades de ensino e aprendizagem da Polícia Militar do Estado de Rondônia, podendo dinamizar o sistema atual existente.

Portanto, expõe-se esta proposta como uma nova possibilidade que vem somar às práticas de ensino já existentes na PMRO. Logo, nas próximas páginas, o ambiente virtual Moodle é apresentado, bem como as fases e requisitos indispensáveis para que este novo sistema seja consolidado e estruturado na PMRO.

1

Em Português – Ambiente de Aprendizagem Dinâmico Modular Orientado (Tradução livre).

10

1.1 APRESENTAÇÃO

O ensino virtual a distância (EaD) surge como uma proposta inovadora e

viável na atualidade. É desenvolvido com base nas tecnologias que integram a microinformática e a rede mundial de computadores, permitindo aliar eficácia e eficiência quando otimiza tempo, recursos humanos e financeiros para atingir objetivos.

Apresenta-se com uma poderosa ferramenta de ensino-aprendizagem, podendo atender diferentes demandas, sejam elas necessidades em organizações particulares ou em órgãos do poder público.

A forma mais abrangente de utilização no país é a semipresencial. Neste

caso, o ensino é realizado, em parte, na forma virtual, quando alunos e professores

estão separados no espaço e/ou temporalmente, sendo mediados por tecnologia de comunicação, e, em parte, reunidos esporadicamente numa sala de aula para realização de provas, palestras ou complementações de matérias.

Um exemplo a ser citado é a Rede Nacional de Ensino a Distancia que fora apresentada no ano de 2005 pela parceria Ministério de Justiça e Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), buscando a excelência e padronização do serviço de segurança pública no país, respeitadas as regionalizações.

As modificações mais expressivas desse sistema de ensino podem ser vistas na área pedagógica, com a adoção do princípio de “aprender a aprender”, levando à reorientação da metodologia da instrução, com o docente deixando de ser a “fonte do conhecimento”, para transformar-se em “facilitador da aprendizagem”.

A adoção de técnicas pedagógicas mais dinâmicas, que privilegiem a

participação do discente e o estimulem à busca do saber, é essencial para a

construção do conhecimento em instituições que desejam evoluir.

Com base nessa tendência, e a possibilidade de redução de custos operacionais, nas próximas páginas, há uma proposta inovadora para ser implantada e desenvolvida no sistema de ensino da Polícia Militar do Estado de Rondônia (PMRO).

2 JUSTIFICATIVA

2 JUSTIFICATIVA Uma das principais dificuldades institucionais na Polícia Militar do Estado de Rondônia (PMRO) diante

Uma das principais dificuldades institucionais na Polícia Militar do Estado de

Rondônia (PMRO) diante da realidade de seu quadro efetivo, na maioria das

localidades incompletos, se dá ao fato da tentativa de atender anualmente as

necessidades de formação e aperfeiçoamento da tropa sem que haja prejuízos a

atividade fim.

A formação, atualmente, é processada mediante o deslocamento do efetivo

para Porto Velho ou sedes de Batalhões, isso causa sérios impactos às escalas de

serviços principalmente de cidades do interior, além de elevados custos

operacionais.

Dentre as vantagens dessa moderna sistemática de ensino pode-se destacar:

Para o Governo do Estado de Rondônia:

a) O cumprimento de Leis que exigem a formação e qualificação contínua.

b) A melhoria da prestação de serviços profissionais de segurança.

c) Nova modalidade de ensino para a realização de qualificação profissional.

d) Potencial de atingir simultaneamente grandes áreas territoriais pela internet.

e) Melhor interação entre qualificação e o exercício profissional, sem ter que afastar, por longos períodos, o servidor de suas atividades funcionais.

f) Redução de custos e despesas na execução de muitos cursos.

Para os profissionais de segurança:

a) Flexibilidade de horário de ensino-aprendizagem aos alunos e professores.

b) Possibilidade de formação continuada, atualizada e dinâmica.

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d) Valorização e motivação individual, ao serem realizadas as formações que possibilitam a progressão funcional, dentro de prazos previstos em lei.

A implantação do sistema virtual de gerenciamento de cursos pode ser uma

resposta concreta às necessidades de ensino e aprendizagem na corporação,

podendo dinamizar o sistema atual existente somando-se a este para a otimização

dos recursos disponíveis.

3 OBJETIVOS

3.1 OBJETIVO GERAL

3 OBJETIVOS 3.1 OBJETIVO GERAL Implantar no sistema de ensino da Polícia Militar de Rondônia uma

Implantar no sistema de ensino da Polícia Militar de Rondônia uma nova modalidade de ensino-aprendizagem que utiliza a rede mundial de computadores para a promoção de cursos, podendo ser utilizada tanto na complementação de carga horária de cursos presenciais, quanto para realizar cursos semipresenciais ou a distância.

3.2 OBJETIVO ESPECÍFICOS

Dinamizar o sistema de formação continuada para o policial em todo o

Estado de Rondônia.

Criar um ambiente de disseminação de conhecimento e interação

Moderno.

Fomentar a busca de conhecimento via rede de computadores.

Aprimorar a qualificação profissional de policiais militares, estimulando-

os a um contínuo aperfeiçoamento.

Promover novas possibilidades de ensino-aprendizagem, agregando-se

aos demais modelos existentes.

3.3 METAS

Implantar, em 2013, o novo sistema de ensino virtual em suas equipes.

Realizar, em 2013, cursos de interesse da PMRO.

4 REFERENCIAL TEÓRICO

4 REFERENCIAL TEÓRICO A seguir estão relacionadas as principais teorias e experiências que serviram de inspiração

A seguir estão relacionadas as principais teorias e experiências que serviram de inspiração para redação desse projeto. Inicialmente há um breve histórico sobre o ensino a distância brasileiro, seguido pela apresentação de alguns sistemas de ensino virtuais já consagrados e, por último, estão as principais teorias e bases legais relacionadas a esta proposta. Todas são contribuições teóricas ou práticas que servem de base para a estruturação do sistema de ensino para profissionais de segurança pública em nosso estado.

Segundo Freire Et al (2003), em Educação Virtual Policial: ensino e instrução com emprego da Tecnologia da Informação:

A utilização do ensino a distância na Polícia Militar proporcionará a melhoria da relação ensino-aprendizagem nos diversos níveis, com a atualização tempestiva de novos conhecimentos e a economia de recursos financeiros, tanto para o policial quanto para o estado, mantendo o policial militar no pleno exercício funcional.

4.1 BREVE HISTÓRICO DO EAD

Apesar de parecerem novos, os cursos a distância já existem desde 1890 na Alemanha e desde 1881 na Universidade de Chicago, que oferecia um curso da língua hebraica por correspondência. Há documentos que provam que já no início do século XX existiam produções de filmes educacionais e também transmissões radiofônicas, todas nos Estados Unidos.

No Brasil essa prática só chegou com força em 1937 com a criação do Serviço de Radiodifusão Educativa, do Ministério da Educação; o esquema era trazer aulas no rádio que eram acompanhadas por material impresso. A primeira empresa particular a trazer o serviço de ensino a distância foi o Instituto Monitor, que desde 1939 já atendeu mais de 5 milhões de pessoas.

O Instituto Universal Brasileiro (IUB), que foi criado em 1941, até hoje tem uma gama imensa de alunos por correspondência que aprendem novas profissões por meio de material impresso e, recentemente, fitas de vídeo. Com o foco na

15

formação técnica, o IUB, que atualmente conta com 200 mil alunos, já atendeu durante toda a sua história mais de 4 milhões de pessoas.

Estes dois, o Instituto Monitor e o Instituto Universal Brasileiro, foram os únicos que sobreviveram com suas empresas desde o começo e estão ativos até hoje. Com a advinda da televisão, em 1948, logo surgiram novas chances de transmitir conhecimentos e em 1965 o poder público criou a TV Educativa. Em 1977, foi criada a Fundação Roberto Marinho que, em 1981 colocou no ar o Telecurso 1º e 2º graus. Em 1995, o nome passou a ser Telecurso 2000, nos dez anos seguintes o curso, que ensina as matérias do ensino fundamental e médio via programas de televisão e apostilas impressas, já formou 4 milhões de pessoas.

Um dos preconceitos relacionados aos cursos a distância era a falta de regulamentação por parte do governo federal, o que foi mudado em 1998, por decreto presidencial. Assim sendo, em 1999 surgiram os primeiros cursos superiores regidos por lei no Brasil. Hoje são 215 cursos reconhecidos pelo MEC e a maior procura é pelos cursos supletivos do ensino médio.

4.2 A REDE NACIONAL DE ENSINO A DISTÂNCIA – SENASP

Criada em 2005 pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça (SENASP/MJ), em parceria com a Academia Nacional de Polícia, a Rede Nacional de Educação a Distância–Rede EAD-SENASP é uma escola virtual destinada aos profissionais de segurança pública em todo o Brasil, que tem como objetivo viabilizar o acesso desses profissionais à capacitação continuada, independentemente das limitações geográficas e considerando as peculiaridades institucionais existentes.

Com a implementação da Rede EAD, a SENASP/MJ passou a exercer o papel de efetivo órgão condutor dos processos de educação em segurança pública, promovendo a articulação entre as Academias, Escolas e Centros de Formação e Aperfeiçoamento dos Operadores de Segurança Pública, de todo o Brasil, a partir de uma postura de respeito às autonomias institucionais, bem como aos princípios federativos.

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A Rede EAD-SENASP possibilita aos Policiais Federais, Rodoviários

Federais, Civis, Militares, Bombeiros Militares, Profissionais de Perícia Forense, Guardas Municipais, Agentes Penitenciários Estaduais, acesso gratuito à educação continuada, integrada e qualificada.

A Rede está implementada nas 27 Unidades da Federação, por meio de 270

Telecentros, já instalados nas capitais e principais municípios do interior.

Os cursos são disponibilizados através de ciclos. A cada ano realizam-se 3

ciclos de aulas dos quais participam, aproximadamente, 100 mil alunos por ciclo. São mobilizados dois mil tutores ativos para as mais de duas mil turmas, que contam com até 50 alunos por sala virtual.

A Rede é um salto qualitativo em termos de investimento no capital humano,

na valorização do profissional de segurança pública, na busca da excelência nas

ações de capacitação continuada e, consequentemente, na melhoria das ações voltadas à segurança pública.

Com o fortalecimento da Rede EAD-SENASP, o Governo Federal estabelece uma política na qual os processos de aprendizagem são contínuos e sistêmicos, garantindo assim a coerência com as demais políticas de melhoria da qualidade da educação em segurança pública.

4.3 A UNIVERSIDADE ABERTA BRASILEIRA

A Universidade Aberta Brasileira (UAB) foi criada em 2005, fruto da parceria

entre o Ministério da Educação, estados e municípios. Atualmente integra cursos, pesquisas e programas de educação superior a distância. A proposta é que estados

e municípios disponham de polos presenciais com a oferta de bibliotecas,

laboratórios pedagógicos e de informática, tutores presenciais para atendimento e sala para videoconferência.

Para se matricular em um curso é preciso ter concluído o ensino médio e fazer um vestibular presencial na universidade. A intenção da UAB é unir presencial e a distância, levando o ensino superior público para os municípios que não têm determinados cursos.

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No final de 2010, foram contabilizadas 89 universidades públicas credenciadas à UAB, com mais de 500 polos de ensino. Até 2013, o sistema ampliará sua rede de cooperação para alcançar a totalidade das instituições públicas brasileiras de ensino superior e atender a 800 mil alunos por ano.

4.4 A TEORIA DO CONSTRUCIONISMO

Construcionismo é uma reconstrução teórica a partir do construtivismo piagetiano, feita por Seymour Papert (1994). Papert concorda com Piaget de que a criança é um ‘'ser pensante'' e construtora de suas próprias estruturas cognitivas, mesmo sem ser ensinada. Porém, se inquietou com a pouca pesquisa numa área e levantou a seguinte interrogação: Como criar condições para que mais conhecimento possa ser adquirido por esta criança?

A atitude construcionista implica na meta de ensinar, de tal forma a produzir o máximo de aprendizagem, com o mínimo de ensino. A busca do construcionismo é alcançar meios de aprendizagem fortes que valorizem a construção mental do sujeito, apoiada em suas próprias construções no mundo.

Dizer que estruturas intelectuais são construídas pelo aluno, ao invés de ensinadas por um professor não significa que elas sejam construídas do nada. Pelo contrário, como qualquer construtor, a criança se apropria, para seu próprio uso, de materiais que ela encontra e, mais significativamente, de modelos e metáforas sugeridos pela cultura que a rodeia (PAPERT, 1986).

Piaget acreditava que o processo de formalização do pensamento tinha como base a maturação biológica, seguida de processos de interação com o meio, originando estágios universais de desenvolvimento.

Papert enfatiza que essas etapas são determinadas, também, pelos materiais disponíveis no ambiente para a exploração da criança, e que, esse processo se intensifica à medida em que o conhecimento se torna fonte de poder para ela. Isto explicaria o fato de certas noções serem mais complexas para algumas crianças compreenderem, por não terem como experimentá-las no cotidiano.

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Papert põe em relevo o estudo das operações concretas pesquisado por Piaget e critica seguidores (pesquisadores e escolas) que buscam como progresso intelectual, a passagem rápida da criança do pensamento operatório concreto para o abstrato (formal).

Para ele, é muito importante que a construção do conhecimento, no pensamento concreto, seja fortemente solidificada, desenvolvendo-se as entidades mentais relevantes, ampliando-se a capacidade do sujeito operar no mundo.

Dessa forma, a criança terá um instrumental maior para atuar ante as situações de forma flexível e criativa, capacidade essa, cada vez mais exigida na sociedade.

Salienta que o pensamento concreto é usado por todos nós, mesmo os cientistas, durante o nosso processo de raciocínio, sendo os princípios abstratos usados como ferramenta para intensificá-lo.

É fundamental para compreendermos e interferimos no desenvolvimento dos

processos cognitivos do sujeito e, por que não dizer também nos processos afetivos,

o conceito de Papert que enfatiza as conexões do novo como o que já se sabe, já se experimentou.

Nós nos motivamos a aprender o novo conhecimento significativos para nós.

É importante a conexão entre as entidades mentais existentes, para o progresso e criação de novas entidades mentais. É assim que se dá a aprendizagem espontânea e informal, tanto na criança, quanto no adulto.

Dessa forma, o professor deve ter o papel de facilitador criativo, proporcionando um ambiente capaz de fornecer conexões individuais e coletivas, como, por exemplo, desenvolvendo projetos vinculados com a realidade dos alunos,

e que sejam integradores de diferentes áreas do conhecimento.

Um exemplo de ferramenta educacional construída com base nas ideias do pensamento do construcionismo trata-se do software empregado em Ambientes Virtuais, também conhecido como Moodle.

19

Todas

essas

ideias

são

desenvolvidas

e

aplicadas

por

Papert

no

Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Boston, EUA.

4.5 A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA APÓS O ADVENTO DA INTERNET

Com a proliferação dos microcomputadores no mundo do mercado de informática, na década de 1990, foi dado acesso de computador em todas as escalas de educação, bem como nas Instituições de Ensino, especificamente no Ensino Médio e nas Universidades, segundo Valente (1999).

Com a transformação tecnológica, vivencia-se mudança na educação a Distância. Essas mudanças pedagógicas podem ser observadas atualmente como relevantes através do uso da rede Internet. Antes da internet existia apenas um modelo EaD, o qual empregava apenas tecnologias de comunicação de um-para- muitos, como o rádio e a TV, ou de um-para-um, como: ensino por correspondência.

Com a Internet, hoje há, no mínimo, três possibilidades de comunicação acopladas numa só mídia: um-para-muitos, um-para-um e, sobretudo, muitos-para- muitos. Essa integração amplificada, sendo possível a partir da utilização de várias outras tecnologias, como a Videoconferência e a TV Interativa. As novas possibilidade do EaD reduzem distâncias físicas.

Segundo Valente (1999 apud MORAN, 2000). Existe uma interatividade bem considerada pelo uso da Internet, onde permite acesso maior individual no processo educativo, propiciando uma educação à distância com maior qualidade e padronização, até nas regiões mais remotas. Porém, possui facilidade no compartilhamento de vários recursos voltado para o ensino entre instituições com interesses e quadros complementares.

Com a facilidade do uso da Internet, existe grande possibilidade de ampliar educação continuada, pois permite o estudo em casa ou no ambiente de trabalho, em qualquer localização, independe de horário.

De acordo com Bastos (1999) quando é utilizada a internet para fins educacionais são apresentadas duas características relevantes: o Equi-finalismo,

20

que representa oportunidade para o estudante acessar vários meios obtendo informações e o conhecimento no tocante ao mesmo tema.

Em suma, o estudante ou o usuário, tem acesso de conteúdo através de variados sites, recebendo informações através de listas de discussões, por e-mail e debater por fórum. Assim, a sincronicidade torna-se uma nova possibilidade para o aluno executar mensagem para determinado autor ou equipe e ficar no aguardo de resposta quando necessário, desta forma o autor ou equipe que discute o assunto responderá quando estiver disponível para respostas.

Além dessas ferramentas triviais e mais utilizadas nos cursos a Distância, é bem relevante para um projeto de EaD implantar a Internet identificando alguns aspectos que podem interferir na comunicação e transmissão das informações, em conformidade com Heide e Stilborne (2000) são classificadas em duas grandes categorias: síncronas e assíncronas.

A comunicação assíncrona é utilizada em canais de velocidade baixa, onde dados são transferido, entre computadores, por caractere a caractere, ou seja, caractere é toda e qualquer informação integrada por grupo de símbolos alfanuméricos e/ou especiais. Caractere é composto por um bit que indica o começo do caractere e é enviado por outro bit que indica seu final. Todos os bits possibilitam a sincronização entre os computadores envolvidos na comunicação.

A comunicação síncrona os computadores permanecem sincronizados entre os caracteres. Sendo eficiente enquanto são transmitidos grupos de dados, nos quais são acompanhados por caracteres de sincronização, bem como não havendo o desperdício no decorrer da implantação de bits para sincronização em cada caractere transmitido (HEIDE e STILBORNE, 2000, p. 233).

Este mesmo autor classifica a proposta anterior, que representa as mais variadas formas de uso dessas ferramentas da rede que, na maioria das vezes, não são utilizadas constantemente, sendo alternando entre texto e multimídia à medida que são solicitadas.

Levando em consideração esses suportes tecnológicos como instrumentos para a construção de conhecimento, os participantes de cursos à Distância geralmente enfrentam influências pela aplicação das inovações tecnológicas em

21

todas as naturezas no que diz respeito aos processos de produção, no tocante a essas tecnologias, sofrem com uma velocidade no processo de mudança.

O autor supracitado, afirma que, na criação desses ambientes de tecnologia

implementada, são levados em consideração os mais variados aprendizados:

atitudes, informações que atingem a memorização, conceitos ou discriminação, raciocínio que envolve influência ou intuição, procedimento de aprendizado, resolução de futuros problemas, sistemas de estratégias de aprendizado e Sensório- motor.

Segundo Heide e Stilborne (2000), entre os instrumentos básicos da Internet, que é mais acessado e mais utilizado nos projetos de educação à Distância, há:

Word Wide Web que em parceria com software especial conceituado como navegador ou browser que é representado como a mais utilizada ferramenta da Internet para projetos voltados para a área educacional a distância, podendo ser utilizada para enviar mensagens através de correio eletrônico, interagir de discussões on-line e até videoconferências.

A mais utilizada dessas ferramentas na EaD é a consolidação de projetos

colaborativos possibilitando comunicação de equipe com um especialista convidado ou também através de reunião virtual. Download é a ferramenta que permite a transferência de arquivos pela Internet. Ainda é considerado um serviço bastante utilizado pelos usuários da rede, sendo de utilidade aprofundar em alguns aspectos para uso bom e seguro.

4.6 FERRAMENTAS UTILIZADAS NO EAD

Segundo Nogueira (2013), as modernas tecnologias empregam sistemas de gerenciamento de cursos, criados com algum tipo de linguagem de programação, culminando em softwares interativos, que são executadas em computadores conectados à internet.

Nessa moderna sistemática de ensino virtual, há integração entre ferramentas e multimídias que podem ser manipuladas pelos usuários para enviar e receber um mundo de informações. Entre elas destacam-se:

22

1) Fóruns – sistema de comunicação assíncrono conectado a e-mails.

2) Chats – sistemas de comunicação em tempo real.

3) Videoconferências.

4) Arquivos de textos.

5) Áudio; vídeo; imagens.

6) Diversos recursos multimídia que integram áudio, vídeo, imagens e textos, tais como: slides, tutoriais e outras instruções.

7) Softwares.

Os principais navegadores (browsers) da atualidade permitem a criação, manipulação e exibição desses dados, possibilitando até mesmo a integração ente eles, tratando-se da linguagem do Hipertexto. Toda essa tecnologia facilita ainda mais seu uso e disponibilidade como uma poderosa ferramenta de comunicação. Cabe ao sistema educacional apropriar-se do domínio desses recursos.

4.7 FUNDAMENTAÇÃO LEGAL

As bases para a idealização, criação, implantação e consolidação desse novo sistema de ensino encontram-se nos seguintes documentos:

Constituição Federal de 1988, artigos 205, 206, 211 e 214.

Constituição do Estado de Rondônia.

Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996.

Lei nº 10172, de 9 de janeiro de 2001.

Lei nº 11273, de 6 de fevereiro de 2006.

Decreto Nº. 6300, de 12 de dezembro de 2007.

Decreto Nº. 6755, de 29 de janeiro de 2009.

Decreto Nº. 6571, de 17 de setembro de 2008.

23

Portaria Nº. 1243, de 30 de dezembro de 2009.

Portaria Nº. 6 de 25/02/2010/SNSP (D.O.U. 26 fev 2010).

Matriz Curricular Nacional para Segurança Pública.

Diretriz Geral de Ensino da Polícia Militar de Rondônia (DGE/D-6-PM).

4.7.1 Princípios do Ensino na Policial Militar do Estado de Rondônia

Há uma norma que prescreve detalhadamente normas que devem reger o ensino na PMRO, trata-se da Diretriz Geral de Ensino – (D-6-PM), que detalha em seu Art. 4º os princípios e serão apresentados na íntegra, por se enquadrar exatamente no projeto proposto:

I – Objetividade: o ensino visa a proporcionar os conhecimentos

necessários e indispensáveis ao policial militar, levando em conta a sua efetiva preparação para o desempenho de suas atividades.

II – Progressividade: o ensino deve partir, em cada atividade, do nível de conhecimentos adquiridos anteriormente, evitando-se repetições desnecessárias.

III – Flexibilidade: todo o planejamento do ensino deve ser flexível, de

forma a permitir as necessárias e eventuais adaptações para o ajustamento e utilização dos recursos colocados à disposição da OPM responsável pela atividade de ensino, bem como possibilitar a correção dos desvios que possam afastar os fins propostos, devendo permitir a adaptação à evolução tecnológica e científica, de acordo com as situações especiais ou necessidades regionais.

IV – Continuidade: o ensino deve ser um processo contínuo, evolutivo e

permanente.

V – Produtividade: o ensino deve buscar o máximo de rendimento com o

menor de custo.

24

VI – Oportunidade: o ensino deve proporcionar atividades que assegurem

a imediata utilização dos conhecimentos adquiridos e atendam

integralmente a busca permanente de melhoria dos padrões operacionais

da

Polícia Militar.

VII

– Iniciativa: o ensino deve estimular permanentemente o indivíduo ou o

grupo para a pesquisa, como uma forma de aprofundamento da cultura profissional e geral.

VIII – Conhecimento: o ensino deve proporcionar a construção efetiva do conhecimento pelo aluno, evitando o mero repasse de informações.

IX – Compreensão e valorização das diferenças: princípio de caráter ético,

normativo-legal e prático que trata dos Direitos Humanos e da Cidadania, privilegiando o respeito à pessoa e à justiça social nas diversas ações educativas.

X – Transversalidade: diz respeito à possibilidade de se estabelecer, na prática educativa, uma relação entre aprender conhecimentos teoricamente sistematizados e aprender sobre a realidade.

XI – Interdisciplinaridade: as disciplinas a serem trabalhadas nas ações

formativas, deverão estar articuladas de modo a romper com a segmentação e o fracionamento das informações e

XII – Competência: é entendida como a capacidade de mobilizar saberes

para agir nas diferentes situações da prática profissional, em que as reflexões antes, durante e após a ação estimulem a autonomia intelectual.

4.7.2 Princípios Pedagógicos para o Sistema Virtual

Além dos princípios acima citados, as seguintes considerações, extraídas das Bases Curriculares para a Formação dos Profissionais da Área de Segurança do Cidadão (2000), também devem reger as atividades de ensino-aprendizagem deste projeto:

25

1. O profissional em formação é um ser que pensa, sente e age, portador de múltiplas inteligências e com uma bagagem de experiências acumuladas, que poderá ser aproveitada mediante a interação com o grupo nos mais variados momentos.

2. O profissional em formação deve adquirir o desejo de aprender e para isto os docentes deverão utilizar recursos motivadores.

3. A relação objetivo – conteúdo – método deverá tomar como base o processo de aprendizagem.

4. Os métodos e técnicas utilizados deverão possibilitar a atividade mental no processo de construção do conhecimento. Entre os quais se destacam: a simulação e os estudos de caso.

5. O docente deve concorrer para criar condições onde possa ocorrer a aprendizagem, pois sem as mesmas não há ensino.

6. A intervenção do docente deverá fornecer feedbacks sobre o desempenho da ação do aprendiz no processo de construção do conhecimento.

5 REQUISITOS PARA IMPLANTAR O SISTEMA DE ENSINO VIRTUAL Dois requisitos são fundamentais para a

5 REQUISITOS PARA IMPLANTAR O SISTEMA DE ENSINO VIRTUAL

Dois requisitos são fundamentais para a implantação desta proposta: 1) a

aprovação de norma legal que contemple o pagamento de bolsas de estudo e de

pesquisa aos agentes envolvidos neste processo de formação continuada e 2) a

existência de infraestrutura básica, recursos tecnológicos e equipes qualificadas.

Sobre a norma legal, há, anexa a este projeto, uma proposta de criação de lei

estadual que contemple a retribuição pecuniária aos agentes envolvidos neste

processo de ensino virtual.

Quanto a infraestrutura básica, recursos tecnológicos e equipes qualificadas,

a seguir, há uma descrição mais detalhada.

5.1 ESTRUTURA TECNOLÓGICA

O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) escolhido foi o Moodle,

que será apresentado detalhadamente no item 7 deste projeto, para que o software

posa ser utilizado é necessário:

1. Ser instalado em um computador de grande porte (servidor).

2. Ter espaço para armazenamento do grande volume de dados que são geradas e processadas continuamente a cada curso, tais como textos, imagens, áudio e vídeo.

3. Sistema de cópia de segurança para a devida recuperação em caso de danos.

4. Existência de uma excelente velocidade de conexão com a internet, oferecida pelo computador-servidor que hospeda o AVA.

5.2 EQUIPES PROFISSIONAIS INDISPENSÁVEIS

Para o devido funcionamento, manutenção e consolidação desse sistema de

ensino, é indispensável existir:

1) Equipe tecnológica – cuida da manutenção do computador servidor.

2) Equipe gestora – administra o ambiente virtual e os cursos.

27

3) Equipe de Suporte Tecnológico – oferece suporte online às demais equipes.

4) Equipe de professores conteudistas – elabora os materiais didáticos online, a cada curso.

5) Equipe de professor/instrutores virtuais – executa os cursos projetados.

6) Equipe de tutores – acompanha e motiva grupos de alunos nos diversos locais do Estado.

Sobre a constituição dessas equipes, elas podem ser compostas por policiais

militares e funcionários públicos que já possuem suas atribuições e funções

rotineiras nos diversos locais do Estado, bem como da Diretoria de Ensino ou

unidades do interior.

Considerando que atuarão em horários paralelos aos de suas atribuições

funcionais normais, para a devida continuidade e execução dos cursos, sugere-se a

elaboração e a aprovação de norma legal que retribua financeiramente cada

integrante das equipes, conforme sua participação periódica no projeto.

5.2.1 Capacitação das equipes profissionais

Será necessário em primeiro momento, que todas as equipes recebam

treinamento sobre o sistema, passando por uma apresentação geral do projeto

seguido das especificidades da área de atuação de cada grupo, para isso terão que

participar de instruções presenciais.

Após a instalação do projeto, estas equipes receberão a complementação de

sua capacitação em ambiente virtual, pois o próprio sistema possibilita não somente

a

disponibilização do curso aos instruendos como também a realização de feedback

e

qualificação das equipes de profissionais.

5.3 ESTRUTURA ESTADUAL DO SISTEMA DE ENSINO ONLINE

Considerando modelos de experiências bem sucedidas e já consagradas por

Universidades Federais brasileiras, sugere-se a seguinte estrutura para o sistema de

ensino online da PMRO.

28

5.3.1 Equipe Gestora do Sistema de Ensino:

Coordenador de Curso, 01 para cada Curso em andamento.

Coordenador Pedagógico, 01 profissional.

Equipe de suporte tecnológico, 05 profissionais.

Secretários, 03 profissionais.

Coordenador

Batalhões.

de

Turma,

01

profissional

por

polo

existente

nos

Professores/instrutores virtuais, 01 para cada matéria ministrada no curso.

Tutores, 01 para cada Turma/polo existente nos Batalhões.

5.3.1.1 Coordenador de Curso

Pessoa designada para Coordenar a execução de determinado curso. É o

principal responsável por planejar, implementar e controlar a execução de

determinado curso.

Deve articular-se com todas as equipes envolvidas para o bom andamento da

atividade de ensino, tanto nas fases de planejamento como de execução.

setores

especializados da Diretoria de Ensino, o projeto político-pedagógico do curso

previsto a ser realizado.

É

o

responsável

por

elaborar,

ou

atualizar,

em

parceria

com

5.3.1.2 Coordenador Pedagógico

Responsável pela orientação, da equipe de elaboração de conteúdos online,

conforme o plano de ensino desenvolvido, esta equipe dever ser constituída bem

antes do início de cada curso, por determinado período de tempo, conforme a

quantidade de disciplinas previstas, pois é responsável pelos conteúdos virtuais,

atividades e avaliações.

29

Por exemplo, para um curso que tenha 12 disciplinas, serão necessárias 12

designações de pessoas com experiência ou qualificação na área de cada conteúdo.

Esta equipe deverá receber treinamento sobre o AVA, para dominar o uso das

ferramentas existentes, pois é a responsáveis por criar e atualizar o material didático

online a cada curso.

Após instalação do AVA e as primeiras qualificações realizadas, o sistema

estará online para inserção, preparação, ou atualização de conteúdos de cada

curso. Assim, os membros dessa equipe podem ser pessoas que residem e

trabalham nas diversas localidades de nosso Estado.

5.3.1.3 Equipe de Suporte Tecnológico

Constituída por pessoas que tenham experiência no uso de tecnologias

computadorizadas integradas a rede mundial de computadores, como o Moodle,

constitui-se de cinco profissionais, sendo um Administrador do site (Coordenador

Adjunto Tecnológico), um Suporte tecnológico do computador-servidor e três

Suportes tecnológicos de Turmas.

5.3.1.3.1 Administrador do site

Profissional capacitado na área de informática com domínio do sistema

Moodle, será o Coordenador Adjunto Tecnológico, será o coordenador da equipe de

suporte tecnológico, dentre suas principais responsabilidades estão:

a) Preparar o AVA para receber as inscrições dos cursistas.

b) Solucionar problemas com senhas e inscrições online, antes e durante os cursos em andamento.

c) Fazer as configurações iniciais necessárias no Moodle para criação de turmas virtuais ou seções específicas a serem utilizadas pelas Equipes.

d) Prestar suporte tecnológico às demais equipes, conduzindo treinamentos presenciais ou virtuais sobre o uso das ferramentas do AVA.

e) Orientar as ações dos Suportes Tecnológicos que atuam nos cursos em andamento.

30

31

5.3.1.3.2 Suporte Tecnológico do computador-servidor

Profissional

devidamente

capacitado,

servidor, suas principais atribuições são:

responsável

pela

manutenção

do

a) Manter o computador-servidor em pleno funcionamento, 24 horas por dia.

b) Instalar

e

manter

o

Moodle

em

condições

de

uso,

solucionando

demandas.

c) Realizar cópias de segurança de cada curso.

d) Providenciar as configurações e instalações de módulos do Moodle, quando requerido pela Coordenação.

e) Solucionar problemas com o computador-servidor.

f) Informar os setores responsáveis sobre necessidades de aquisição de novos equipamentos para atender as demandas dos cursos.

5.3.1.3.3 Suporte Tecnológico de Turmas

Estes profissionais devem integrar-se à equipe de suporte para atuar durante

a realização dos cursos, solucionando demandas tecnológicas por turmas. A eles

cabe:

a) A

tecnológicas.

b) Executar as atividades de configuração, instrução e melhorias requeridas

pelo administrado do site em suas respectivas turmas.

necessidades

assistência

a

instrutores

virtuais

e

cursistas

sobre

Os Suportes Tecnológicos estarão subordinados ao administrador do site e

sob suas orientações prestam assistência às demais equipes em relação às

questões tecnológicas e uso do AVA.

5.3.1.4 Secretários

Responsáveis diretos pela ordem da burocracia do sistema de ensino virtual,

as principais atribuições dos secretários são:

32

a) Manter todas as fases do projeto e a execução dos cursos em arquivo físico.

b) Organizar por data e tipo de documentos as comunicações oficiais enviadas e recebidas sobre os cursos em andamento.

c) Produzir documentos expedidos pela Coordenação.

d) Realizar digitações, produção e impressão de certificados expedidos.

e) Realizar requisições vinculadas ao desenvolvimento do curso.

5.3.1.5 Coordenador para Turma/Polo Existentes nos Batalhões

Estes são profissionais que tem o papel de promover a ligação, coordenação

e o controle das atividades realizadas nas unidades operacionais com a

Coordenação Geral, sempre visando a plena execução deste projeto, compete à

eles:

a) Coordenar atividades presenciais e no ambiente virtual para determinado grupo de cursistas (turma).

para

b) Acompanhar

as

atividades

presenciais

e

no

ambiente

virtual

determinada turma.

c) Articular-se, em parceria com a coordenação geral, professores e tutores a realização de encontros presenciais.

d) Manter o controle de atividades a serem realizadas, e de arquivos físicos.

e) Garantir o cumprimento das determinações emanadas pela coordenação geral.

f) Articular-se com os professores virtuais e tutores para o melhor andamento dos cursos, expedindo documentos, solicitações e instruções.

g) Elaborar relatórios periódicos, solicitados pela Coordenação Geral.

5.3.1.6 Professores/instrutores Virtuais

Trata-se dos profissionais designados, conforme disciplina, para execução da

atividade didática no AVA. Devem receber treinamento sobre como organizar e

conduzir a atividade de ensino-aprendizagem virtual, pois têm como missão:

a) Apresentar o conteúdo on line interagindo com os cursistas.

33

b) Programar e corrigir atividades, utilizando as ferramentas do AVA.

c) Fazer os ajustes necessários em sua Turma virtual.

d) Selecionar e elaborar avaliações.

e) Apresentar relatórios à Coordenação ao final da Disciplina e quando solicitado.

5.3.1.7 Tutores

Estes profissionais serão designados para cada turma, sendo setorizados,

descentralizados nos polos, e terão as seguintes atribuições:

a) Articular-se com os coordenadores e professores/instrutores correspondentes à turma a que dá assistência.

b) Auxiliar os formadores na gestão acadêmica da turma, oferecendo assistência ao cursista.

c) Auxiliar os formadores nos momentos presenciais.

d) Criar mecanismos que assegurem o cumprimento do cronograma de implementação do curso.

e) Prestar assistência ao cursista, no atendimento continuado.

f) Manter um plantão de apoio aos formadores à distância.

g) Planejar as atividades de formação do cursista.

h) Acompanhar a frequência do cursista.

i) Orientar, acompanhar e avaliar as atividades de formação dos cursistas e

j) Monitorar e enviar ao formador a frequência dos cursistas.

34

5.3.2 Organograma

34 5.3.2 Organograma Figura 1 – Organograma do sistema de ensino virtual da PMRO Fonte –

Figura 1 – Organograma do sistema de ensino virtual da PMRO Fonte – Elaborado pela Equipe do Projeto

A Coordenação Geral é composta pelo Coordenador do Curso e Conselho Gestor, constituindo por um Coordenador Geral, um professor virtual, um Coordenador dos Suportes Tecnológicos e um representante dos cursistas.

Cabe ressaltar neste ponto que diretrizes e regulamentações específicas sobre planejamento, condução, avaliação e demonstrações de resultados deverão ser elaboradas pela PMRO.

6 CUSTOS

6 CUSTOS Planilha de custo geral será elaborada para implantação da estrutura básica do sistema de

Planilha de custo geral será elaborada para implantação da estrutura básica do sistema de ensino virtual da PMRO. Nela deverão ser relacionados os itens abaixo descritos e outros indispensáveis a consolidação do projeto.

 

Custos com infraestrutura básica

Requisitos

Valores

 

Conferir potência existente

Prever

Computador-servidor

melhorias

 

Conferir

Analisar

Internet de qualidade no servidor

velocidade

existente

 

Pagos com

Prever

Custos com Equipe Gestora

bolsas

 

Pagos com

Prever

Custos com instrutores / capacitação das Equipes

bolsas

Transporte, alimentação e hospedagem de equipes

Diárias

Prever

 

Pagos com

Prever

Custos de elaboração de conteúdos virtuais

bolsas

 

Pagos com

Prever

Custos de elaboração de DVD com conteúdos

bolsas

Custos de reprodução de DVDs, quantidade conforme número de alunos/professores/instrutores

Contratar

Prever

Custos com material de expediente

Aquisição

Prever

6

Computadores portáteis

Aquisição

Prever

3

Impressoras a laser e recargas

Aquisição

Prever

6

internet móveis 3G, velocidade mínimo de 2 Mb

Aquisição

Prever

2

Projetores Multimídia e tela de projeção

Aquisição

Prever

Resmas de papel A4

Aquisição

Prever

DVDs para cópias de segurança dos cursos

Aquisição

Prever

Tabela 1 – Planilha geral de custos e infraestrutura básica Fonte das Tabelas – Elaboradas pela Equipe do Projeto

Outros orçamentos com custos específicos deverão ser apresentados pelos respectivos Coordenadores de cada curso a serem implementados, bem antes de sua execução, para providências necessárias por parte dos setores estaduais competentes.

36

6.1 COMPARATIVO DE CUSTOS BÁSICOS: PRESENCIAL X EAD

 

Custos – Curso presencial, 680 vagas

 

Informação

Custo Base

Preço/mês

Preço/Total

Duração do curso/mês

3

Vagas

680

Bolsa de estudo

R$ 607,27

R$ 412.943,60

R$ 1.238.830,80

Quantidade de salas

18

Quantidade de turmas

17

Locação de salas

R$ 10.840,00

R$ 195.120,00

R$ 585,360,00

Preço horas/aulas

R$ 22,02

Horas aulas

250

R$ 93.585,00

Custos: mês/total

R$ 608.063,60

R$ 1.917.775,80

Tabela 2 – Comparativo de custos básicos

Custos – Curso semipresencial (EaD), 680 vagas

 

Informações

Base/qt.

Tempo

Unid.

Preço

Total

Duração do curso/mês

3

meses

Diárias (2x 0,5 diária – alunos fora da sede)

340

2

dias

R$ 60,00

R$ 40.800,00

Coordenador Geral

1

4

meses

R$ 1.500,00

R$ 6.000,00

Coordenador Adjunto Tecnológico

1

4

meses

R$ 1.400,00

R$ 5.600,00

Suportes Tecnológicos

4

3

meses

R$ 1400,00

R$ 16.800,00

Coordenador Adjunto das OPMs

10

2

meses

R$ 1.400,00

R$ 28.000,00

Coordenador Pedagógico

1

2

meses

R$ 1.400,00

R$ 2.800,00

Professores Virtuais

10

2

meses

R$ 1.300,00

R$ 26.000,00

Tutores

10

2

meses

R$ 765,00

R$ 15.300,00

Professores Conteudistas

10

2

meses

R$ 1.300,00

R$ 26.000,00

Custos Total

R$ 167.300,00

Tabela 3 – Planilha geral de custos do curso semipresencial (EaD)

Esses são os principais custos listados, porém há outros. As estimativas indicam que, no mínimo, deve ser investido R$ 250.000,00 para uma execução satisfatória inicialmente.

7 APRESENTAÇÃO DA PLATAFORMA EaD MOODLE DA PMRO Segue a imagem sugerida para a Plataforma

7 APRESENTAÇÃO DA PLATAFORMA EaD MOODLE DA PMRO

Segue a imagem sugerida para a Plataforma de Ensino a Distância da Polícia Militar do Estado de Rondônia que estará disponível no site http://www.pm.ro.gov.br.

que estará disponível no site http://www.pm.ro.gov.br . Figura 2 – Sugestão de link para acesso ao

Figura 2 – Sugestão de link para acesso ao AVA pelo site da PMRO Fonte – Elaborado pela Equipe do Projeto

Ao clicar no link acima, indicado em vermelho, o usuário é conduzido para a página inicial do Ambiente Virtual de Aprendizagem da PMRO, abaixo ilustrado:

Ambiente Virtual de Aprendizagem da PMRO, abaixo ilustrado: Figura 3 – Plataforma de Ensino a Distância

Figura 3 – Plataforma de Ensino a Distância da Polícia Militar do Estado de Rondônia Fonte – Elaborado pela Equipe do Projeto

7.1 CARACTERÍSTICAS DO MOODLE

38

O Moodle é um Sistema de Gestão de Disciplinas (CMS), também conhecido

como Sistema de Gestão da Aprendizagem (LMS) ou Ambiente Virtual de
como
Sistema
de
Gestão
da
Aprendizagem
(LMS)
ou
Ambiente
Virtual
de

Aprendizagem (AVA). Trata-se de uma aplicação web livre que os educadores

podem utilizar na criação de sítios de aprendizagem eficazes.

utilizar na criação de sítios de aprendizagem eficazes. Figura 4 – Exemplo de Sala com uma

Figura 4 – Exemplo de Sala com uma Disciplina no Moodle Fonte – Elaborado pela Equipe do Projeto

É um produto, software livre, ativo e em evolução constante. Abaixo são

listadas apenas algumas das muitas características que ele possui:

Promove uma pedagogia social construcionista (colaboração, atividades, reflexão crítica, etc.).

Adequado para aulas 100% on line assim como complementando a aprendizagem face-a-face.

Simples, leve, eficiente, compatível, interface baseada em navegadores de tecnologia simples.

Fácil de instalar em qualquer plataforma que suporte o PHP. Exige apenas uma base de dados (e pode compartilhá-la).

39

Independência total da base de dados, suporta todas as principais marcas de base de dados (exceto pela definição na tabela inicial).

A lista de cursos mostra as descrições de cada curso existente no servidor, incluindo acessibilidade para convidados.

Cursos podem ser categorizados e pesquisados – um site Moodle pode suportar milhares de cursos.

Ênfase em total segurança o tempo todo. Os formulários são todos checados, os dados validados , os cookies codificados, etc

A maioria das áreas de entrada de texto (recursos, postagens nos fóruns, etc.) podem ser editadas usando um editor HTML WYSIWYG incorporado;

Oferece possibilidade de administração do site, administrador, usuários, cursos.

Total compatibilidade com qualquer idioma. Estes podem ser editados usando um editor embutido baseado em web. Atualmente existem pacotes de idioma para mais de 60 idiomas.

Possui módulos de chat, fórum, tarefas, base de dados, wiki, que permitem a integração com serviços de e-mails pessoais.

7.2 ADMINISTRAÇÃO DO SITE

O site é administrado por um usuário administrador, definido durante a instalação.

A extensão (plug-in) temas, permite que o administrador ajuste as cores, fontes, aparência, etc. do site, para atender as preferências de cada um.

Extensões (plug-in) com módulos de atividade podem ser adicionadas a instalações existentes do Moodle.

Extensões (plug-in) com pacotes de idioma permitem total compatibilidade com qualquer idioma. Estes podem ser editados usando um editor embutido baseado em web. Atualmente existem pacotes de idioma para mais de 60 idiomas.

O código é PHP escrito de forma clara sob licença GPL – fácil de modificar para se ajustar às suas necessidades.

7.3 ADMINISTRAÇÃO DOS USUÁRIOS

Os objetivos são de reduzir o envolvimento do administrador ao mínimo, ao mesmo tempo em que assegura alta segurança.

40

Suporta uma variedade de mecanismos de autenticação através de extensões (plug-in) com módulos de autenticação, permitindo fácil integração com sistemas existentes.

permitindo fácil integração com sistemas existentes. Figura 5 – Módulo usuários do Moodle Fonte –

Figura 5 – Módulo usuários do Moodle Fonte – Elaborado pela Equipe do Projeto

Método padrão de email: os alunos podem criar suas próprias contas de acesso. Os endereços de email são verificados por confirmação.

Método LDAP: os acessos às contas podem ser checados através de um servidor LDAP. O administrador pode especificar que campos usar.

IMAP, POP3, NNTP: os acessos às contas são checados através de um servidor de correio ou de notícias. SSL, certificados e TLS são suportados.

Base de dados externa: qualquer base de dados externa contendo pelo menos dois campos pode ser usada como fonte de autenticação externa.

Cada pessoa necessita apenas de uma conta para todo o servidor – cada conta pode ter diferentes acessos.

Uma conta de administrador controla a criação de cursos e cria professores através da inscrição de usuários aos cursos.

A uma conta de criador de cursos somente é permitida criar e dar aula nos cursos.

41

Os professores podem ter os privilégios de edição removidos de modo que não possam modificar o curso (por exemplo os tutores de tempo parcial).

Segurança – os professores podem acrescentar uma “chave de inscrição” a seus cursos para manter fora os não inscritos. Eles podem fornecer essa chave diretamente ou através do email particular de cada um, etc.

Os professores podem incluir alunos manualmente, se desejarem.

Os professores podem excluir alunos manualmente, se desejarem, ou eles serão automaticamente excluídos após certo tempo de inatividade (estabelecido pelo administrador).

Os alunos são encorajados a colocar um perfil on line incluindo fotos e descrição. Os endereços de email podem ser protegidos contra exposição, se solicitados.

Cada usuário pode especificar faixas de horário, e cada compromisso no Moodle é ajustado a esses horários (por exemplo, datas de postagem, datas de cumprimento de tarefas, etc.).

Cada usuário pode escolher o idioma a ser usado na interface do Moodle (Inglês, Francês, Alemão, Espanhol, Português, etc.).

7.4 ADMINISTRAÇÃO DE CURSO

Um professor pleno tem total controle sobre todos os parâmetros de um curso, incluindo restringir outros professores.

Escolha de formatos de cursos tais como semanal, por tópico ou um formato social centrada na discussão.

Composição flexível das atividades do curso – Fóruns, Jornais,

Questionários,

Recursos, Pesquisas de opinião, Pesquisas, Tarefas,

Chats, etc.

Mudanças recentes no curso desde o último acesso podem ser mostrados na página principal do curso – ajuda a dar um sentido de comunidade.

A maioria das áreas de entrada de texto (recursos, postagens no fórum, etc.) pode ser editada usando um editor HTML WYSIWG embutido.

Todas as notas para os Fóruns, Jornais, Questionários e Tarefas podem ser vistas em uma página (e baixadas como um arquivo de planilha eletrônica).

Total acompanhamento e rastreamento dos usuários – relatórios de atividade para cada aluno estão disponíveis com gráficos e detalhes sobre cada módulo (último acesso, número de vezes que leu) bem como

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uma história detalhada do envolvimento de cada aluno incluindo postagens, etc. em uma página.

Integração de correio – copias de postagens no fórum, feedback do professor e outros podem ser postados em HTML ou texto simples.

Escalas personalizadas – os professores podem definir suas próprias escalas a serem usadas para dar nota aos fóruns e tarefas.

Os cursos podem ser agrupados como um único arquivo zip usando a função Backup. Este arquivo pode ser restaurado em qualquer servidor Moodle.

7.5 MÓDULO TAREFA

Tarefas podem ser marcadas com uma data de cumprimento e uma nota máxima.

Os alunos podem enviar suas tarefas (qualquer formato de arquivo) para

o servidor – eles marcados com a data.

Tarefas atrasadas podem ser permitidas, mas a quantidade de atraso é mostrada claramente ao professor.

Para cada tarefa, a classe inteira pode ser avaliada (nota ou comentário) através de um único formulário.

O feedback do professor é anexado à pagina da tarefa para cada aluno, e

a notificação é enviada pelo email.

O professor pode permitir a reapresentação de tarefas após a atribuição das notas (para reavaliação).

tarefas após a atribuição das notas (para reavaliação). Figura 6 – Módulo atividade tarefa, com envio

Figura 6 – Módulo atividade tarefa, com envio de arquivos Fonte – Elaborado pela Equipe do Projeto

43

7.6 MÓDULO CHAT

Permite a interação através de texto, de forma síncrona e sem problemas;

Inclui figuras do perfil na tela.

Aceita URLs, símbolos gráficos (smilies), HTML embutidos, imagens, etc.

Todas as sessões são documentadas para verificação posterior, e estas podem ser disponibilizadas também para os alunos.

7.7 MÓDULO PESQUISA DE OPINIÃO

Semelhante a uma eleição. Pode tanto ser usado para votar em alguma coisa, ou para obter feedback de cada aluno (por exemplo, obter autorização de reprodução em pesquisas).

O professor vê uma tabela com uma visão intuitiva de quem escolheu o que.

Os alunos podem, opcionalmente, ter permissão para ver um gráfico atualizado de resultados.

7.8 MÓDULO FÓRUM

Diferentes tipos de fóruns estão disponíveis tais como: fórum reservado aos professores, news, fórum para uso geral, fórum com ações limitadas.

Todas as postagens têm a foto do autor anexada.

Ás discussões podem ser vistas aninhadas, em sequencia ou indentada, começando pelas mais antigas ou pelas mais recentes.

Cada pessoa pode se inscrever em cada um dos fóruns de modo que cópias são encaminhadas via email, ou o professor pode forçar a inscrição de todos.

O professor pode escolher não permitir réplicas (por exemplo, em um fórum somente para recados).

Tópicos de discussão podem ser facilmente movidos entre fóruns pelo professor.

Imagens anexadas são mostradas no corpo da mensagem.

Caso sejam usadas avaliações nos os fóruns, podem ser restritas a um período limitado.

44

7.9 MÓDULO QUESTIONÁRIO

Os professores podem definir uma base de dados de questões que podem ser reutilizadas em diferentes questionários.

As questões podem ser arquivadas em categorias para facilitar o acesso, e essas categorias podem ser publicadas para torná-las acessíveis de qualquer curso no site.

Os questionários são automaticamente avaliados, e podem ser reavaliados se as questões forem modificadas.

Os questionários podem ter um prazo limitado de disponibilidade, fora do qual se tornam indisponíveis.

De acordo com a opção do professor, os questionários podem ser respondidos várias vezes, e podem mostrar o feedback e/ou as respostas corretas.

As questões e as respostas do questionário podem ser embaralhadas (aleatoriamente) para reduzir trapaças.

As questões permitem o uso de HTML e imagens.

As questões podem ser importadas de arquivos-texto externos.

Os questionários podem ser respondidos várias vezes, se quiser.

Questionários de múltipla escolha com resposta única ou respostas múltiplas.

Questões de Resposta Breve (palavras ou frases).

Questões de Verdadeiro-Falso.

Questões de associação.

Questões aleatórias.

Questões numéricas (com escalas permissíveis).

Questões com resposta embutida (estilo fechado) com respostas dentro de passagens do texto.

Texto e gráficos descritivos embutidos.

7.10 MÓDULO MATERIAIS

Suporta o acesso a qualquer conteúdo eletrônico, Word, Power Point, Flash, Vídeo, Sons, etc.

45

Arquivos podem ser enviados e administrados no servidor, ou criados internamente usando formulários web (texto ou HTML).

Conteúdo externo da web pode ser interligado ou de forma semelhante, incluído na interface do curso.

Aplicações externas, da web podem ser interligadas com dados passados para elas.

7.11 MÓDULO PESQUISA DE AVALIAÇÃO

Pesquisas embutidas (COLLES, ATTLS) têm sido comprovadas como sendo instrumentos para analisar cursos on line.

Relatórios de pesquisa on line sempre disponíveis, incluindo muitos gráficos. Os dados podem ser baixados como uma planilha Excel ou arquivo de texto CSV.

A interface de pesquisa evita o registro de pesquisas parcialmente completadas.

O feedback sobre os resultados do aluno é fornecido comparando com os resultados médios da classe.

7.12 MÓDULO TRABALHO COM REVISÃO

Permite a avaliação de documentos por parceiros, e o professor pode administrar e atribuir notas à avaliação.

Suporta uma grande variação de possíveis escalas de avaliação.

O professor pode fornecer documentos de amostra para os alunos praticarem a avaliação.

Muito flexível com diversas opções.

8 DINÂMICA DO ENSINO VIRTUAL NA PMRO Figura 7 – Fluxograma do Ensino Virtual da

8 DINÂMICA DO ENSINO VIRTUAL NA PMRO

8 DINÂMICA DO ENSINO VIRTUAL NA PMRO Figura 7 – Fluxograma do Ensino Virtual da PMRO

Figura 7 – Fluxograma do Ensino Virtual da PMRO

9 FASES DE IMPLANTAÇÃO DO ENSINO VIRTUAL NA PMRO Figura 8 – Fases do Ensino

9 FASES DE IMPLANTAÇÃO DO ENSINO VIRTUAL NA PMRO

9 FASES DE IMPLANTAÇÃO DO ENSINO VIRTUAL NA PMRO Figura 8 – Fases do Ensino Virtual

Figura 8 – Fases do Ensino Virtual – PMRO

REFERÊNCIAS

REFERÊNCIAS ARAÚJO, Israel Alves. Comentários à Lei 9394, de 20 dez 1996. São Paulo: Ed. Escola

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ANEXOS

ANEXOS
Anexo I – Projeto de Lei Complementar – propõe a criação dos programas de Educação

Anexo I – Projeto de Lei Complementar – propõe a criação dos programas de Educação a Distância (EaD)

Anexo II – Resolução com as Diretrizes para pagamento de bolsas de estudo e de

Anexo II – Resolução com as Diretrizes para pagamento de bolsas de estudo e de pesquisa