Вы находитесь на странице: 1из 6

TRIBUNAL

I
~
DE CONTAS DO ESTADO
-- Pág. 01/06 --
PR O CE 550: TC-02.036/07
PROC.ANEXOS: T C - 05.256/07
T C - 05.807/07 (denúncias)
Administração direta. PRESTAÇÃO DE CONTAS
ANUAIS do PREFEITO MUNICIPAL de BARRA DE
SANTANA, relativa ao exercício de 2006.
PARECERFAVORÁVELÀ APROVAÇÃODAS CONTAS.
Determinação ao gestor maior rigor na utilização dos
serviços de telefonia móvel, evitando assim gastos
desnecessários, de modo a garantir melhor aplicação
dos recursos da sociedade, bem como estrita
observância ao empenhamento prévio da despesa e
nas informações fornecidas, determinação também
para, realização de convênio entre o município e a
Defensoria Pública da Paraíba em futuras despesas
com deslocamento de defensores públicos e adoção
de medidas visando sanear o problema quanto à
falta de áreas esportivas ou de entretenimento para
os alunos das Escolas Julita Guerra e Laura Barbosa
Bezerra.

1. RELATÓRIO

1.01. Os autos do PROCESSOTC-02.036/07 correspondente à PRESTAÇÃO DE CONTAS


ANUAL DO MUNICÍPIO DE BARRA DE SANTANA, exercício de 2006, de
responsabilidade do Prefeito MANOEL ALMEIDA DE ANDRADE foram analisados
pelo órgão de instrução deste Tribunal, que emitiu o relatório de fls. 1.638 a 1.649
com as colocações e observações a seguir resumidas:
1.1.01. Apresentação da Prestação de Contas no prazo legal, em conformidade
com a RN TC-99/97.
1.1.02. A Lei Orçamentária Anual nO. 144/05 estimou a receita e fixou a despesa
em R$5.870.003,00 e autorizou a abertura de créditos adicionais
suplementares em 50% da despesa fixada.
1.1.03. Os créditos adicionais suplementares e especiais foram abertos e utilizados
com cobertura suficiente de recursos, para atender as despesas deles
decorrentes.
04. A RECEITA TOTAL ORÇAMENÁRIA ARRECADADA somou R$6.815.820,0l,
superior em 16,11% à prevista no orçamento para o exercício, sendo
R$6.643.570,00 referentes à receita corrente e R$172.250,00 de capital,
observando-se que as deduções para formação do FUNDEF somaram
R$544.958,0l.
1.1.05. A DESPESA TOTAL ORÇAMENTÁRIA REALIZADA foi de R$6.238.267,25 -
superior em 6,27% à fixada no orçamento, sendo R$5.717.537,43
referente à despesa corrente e R$520.729,82 de capital.
1.1.06. Repasse ao Poder Legislativo inferior (R$259.999,92) ao fixado no
orçamento (R$260.000,00) e dentro do limite esta~el.eeccido.
n/jrt~29-A,
inciso I, da Constituição F~ D ~ '('1VU V
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO
--pág. 02/06 -
1.1.07. DESPESASCONDICIONADAS:
1.1.07.1. Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE): 28,62% das
Receitas de Impostos mais Transferências, atendendo ao limite
constitucional (25%).
1.1.07.2. Ações e Serviços Públicos de Saúde (SAÚDE): 21,50%,
atendendo ao percentual exigido para o exercício (15,00%),
das receitas de impostos e transferências.
1.1.07.3. Remuneração e Valorização do Magistério (RVM) - 65,36% dos
recursos do FUNDEF, atendendo ao limite mínimo exigido
(60%).
1.1.07.4. Pessoal (Poder Executivo): 48,77% da Receita Corrente Líquida
(RCL), manteve-se dentro do limite de 54%, incluindo-se as
despesas com pessoal do Poder Legislativo, o total destes
gastos não ultrapassou o limite máximo (60%).
1.1.08. Os gastos com obras e serviços de engenharia somaram R$165.922,80,
equivalentes a 2,78% da despesa orçamentária, sendo R$49.022,80 com
recursos federais, R$105.421,49 estaduais e R$11.478,51 com recursos
próprios.
1.1.09. Foram realizadas despesas sem licitação, no total de R$86.450,14, o
equivalente a 4,31 % do total exigido e 1,45% da despesa realizada.
1.1.10. Normalidade na remuneração do Prefeito e Vice - Prefeito.
1.1.11. O balanço orçamentário apresenta superávit equivalente a 0,52% da
receita orçamentária arrecadada.
1.1.12. Saldo de R$268.695,48 informado no balanço financeiro para o exercício
seguinte.
1.1.13. O Balanço patrimonial apresenta superávit financeiro de R$62.578,53.
1.1.14. A dívida municipal importou em R$1.586.927,09, correspondente a 25,31%
da receita orçamentária arrecadada, representada 14,25% flutuante e,
85,75% fundada; quando comparada com a do exercício anterior, teve
aumento de 82%.
1.1.15. Os Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária - REO, relativos aos
seis bimestres foram publicados e apresentados a este Tribunal.
1.1.16. Os Relatórios de Gestão Fiscal - RGF, referentes aos dois semestres foram
publicados e apresentados a este Tribunal .
.1.17. Foram realizadas despesas sem prévio empenho, no valor de
R$26.400,00.contrariando o disposto no caput do art. 60 da Lei 4.320/64.
___...::::.~~::::.-_. 1.1.18. Ocorreu divergência entre as informações constantes na PCA quanto aos
veículos em uso no exercício e as contidas no SAGRES, inclusive "ON
UNE".
1.1.19. Ocorreu divergência de informações entre os demonstrativos apresentados
em meio físico e magnético.
1.1.20. Quando da diligência "in loco" realizada no período de 13 a 17 de agosto

de 2007, verificou-se: ~ ~ [}.J1/ (:'1


\l ~
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO
--pág. 03{06--
1.1.20.1. das 39 (trinta e nove) escolas em funcionamento, segundo
informações do Secretario de Educação,foram feitas visitas em 6
(seis)' delas, tendo sido constatada boa estrutura física,
quantidade razoável de merenda escolar e material didático em
estoque, além de boa freqüência escolar e professores
dedicados. Observou-se ainda que, nas escolas Julita Guerra e
Laura Barbosa Bezerra não existem áreas destinadas à prática de
esportes ou entretenimento para os jovens alunos e muitos
deles, no horário de intervalo das aulas, dirigem-se a
estabelecimentos locais que vendem bebidas alcoólicas.
1.1.20.2. o município dispõe de quatro Unidades de Saúde da Família,
além de unidades âncora em algumas localidades; nas unidades
visitadas foram constatadas boa estrutura física, equipamentos
bem conservados e boa quantidade de medicamentos em
estoque; os profissionais de saúde, no exercício de 2006 eram
quase em sua totalidade contratados, todavia em 2007 foi
realizado concurso público e o município está providenciando as
devidas contratações.
1.1.20.3. Ocorreu divergência entre as informações constante na Prestação
de Contas e as fornecidas quando da inspeção "in loco", relativas
às despesas com o INSS, contribuições patronais e dos
servidores, salário família e maternidade.
1.1.21. Foram anexadas aos autos denúncias apuradas pela Ouvidoria deste
Tribunal, como segue:
1.1.21.1. PROCESSOTC nO. 05.256/07 - trata de denúncia acerca de
pagamento de eventuais serviços advocatícios prestados ao
município pelo Defensor Público Sr. Admilson Viillarim Filho -
a denúncia é procedente, porquanto ocorreu pagamento por tais
serviços nos exercício de 2005 (R$600,00), 2006 (R$900,00) e
2007 (R$400,00), totalizando R$1.900,00, devendo ser tal
despesa ressarcida ao erário, sugerindo-se comunicação a
Defensoria Pública para adoção das providências a seu cargo (fls.
1.028 a 1.043 vai. 3). ~

I Escolas visitadas:
I) João Lopes de Andrade (Localidade Vereda Grande);
2) Chateaubriand Viera da Silva (Localidade Mulungu);
3) Alfredo Rufino Barbosa (Localidade Barriguda);
4) Severino Alves Campos (Localidade Caboclos);
5) Julita Guerra (Localidade Barriguda);
6) Laura Barbosa Bezerra (Sede)
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO
--pág. 04/06--
1.1.21.2. PROCESSOTC nO. 05.307/07 - refere-se a denúncia quanto a
gasto contínuo com telefonia móvel da TIM, em valores acima de
três mil reais mensais, quando o município não dispõe de sinal
de telefonia móvel e que os aparelhos celulares estariam em
poder da família do Prefeito - a denúncia é procedente quanto à
efetivação dos gastos, visto que foram pagas despesas desta
natureza nos exercícios de 2004 (R$34.694,26) 2005
(R$8.116,70), 2006 (R$36.093,45), 2007 até o mês de abril
(R$13.017,54), bem como da ausência de sinal de telefonia
móvel TIM, conforme observou-se quando de inspeção no
município, sendo portanto indevido o pagamento desta despesa.
Verificou-se ainda que municípios maiores que Barra de Santana
como Alcantil, Queimadas e Gado Bravo não apresentaram tais
despesas(fls. 1.046 a 1.050 vol. 3).
1.02. Notificado, o Prefeito veio aos autos e apresentou justificativa e defesa (fls. 1.686 a
1935) analisadas pela Auditoria que:
1.02.1. retificou para R$47.852,00, o total das despesasnão licitadas;
1.02.2. quanto ao pagamento indevido de serviços de telefonia móvel da operadora
TIM, quando o município não dispõe de cobertura da operadora, entendeu
que há uso indevido e desregrado dos celulares e que os argumentos da
defesa não justificam tão elevados gastos, verificou ainda que: a) não
constam nos autos a conta telefônica detalhada relativa aos meses de
agosto e novembro de 2006; b) o município possuía, até o mês de maio, 12
(doze) linhas no contrato com a operadora TIM e partir de junho passou
para 20 (vinte) linhas, desse total, apenas 6 (seis) linhas fazem parte do
grupo que faz chamadas entre si com tarifa zero; c) ocorreram, de modo
contínuo em todos os meses, utilização de serviços que não se relacionam
com o interesse público como: serviços de jogos, sons, SMS, TIM vídeo
mensagem/foto mensagem para celular, TIM wap e Tim wap fast; d)
existência de grande número de ligações de longa distância para números
fixos e móveis de vários outros estados, bem como de ligações oriundas de
vários outros estados da federação e para celulares de outras operadoras,
tudo de forma contínua em todos os meses cujas contas foram
apresentadas;
1.02.3. inalteradas as demais irregularidades.
~)"""oram anexados aos presentes autos os do Processo TC - 05.931/07 acerca de
ossíveis irregularidades ocorridas no exercício de 2006, relativas à não prestação
de serviços de "apoio durante a realizaçãode encontros e semana pedagógica e de
eventos", atividades preparatórias para a organização das festividades da padroeira,
fornecimentos de cestas básicas, confecção de material de limpeza, tendo a
'\ Auditoria entendido ser improcedente a denúncia, dada verificação, quando da
inspeção in loco, da prestação dos serviços e comprovação de tais despesas
(fls. 2.679/2.6~\O). •• {Pv
\ ~ \f~~
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO
--pág. 05/06--
1.04. O Ministério Público junto ao Tribunal emitiu o Parecer de nO. 085/08, da lavra da
Procuradora Geral, ANA TERÊSANÓBREGA,no qual verificou que:
1.04.1.as despesas não licitadas para aquisição de peças e serviços mecânicos não
atingiram o limite Iicitável; a despesa com transporte de alunos foi precedida
de licitação, embora a auditoria tenha observado impropriedades no registro
contábil e as demais estão bem justificadas com a defesa apresentada, daí
entender que o valor não licitado é de pouca representatividade, devendo
ser desconsiderada para efeito de parecer prévio, sem prejuízo das
recomendaçõesà administração;
1.04.2. o pagamento indevido feito a defensor público, embora a defesa tenha
alegado que decorreu para custear seus deslocamentos para a cidade de
Barra de Santana, não houve qualquer tipo de convênio firmado entre o
município e a Defensoria Pública da Paraíba, como amparo legal, cabendo
recomendação ao gestor;
1.04.3. as contratações de serviços de telefonia móvel, conforme demonstrou a
unidade técnica, foram antieconômica, devendo o gestor ser orientado a
procurar opção mais econômicas nos ajustes firmados pela edilidade em
futuras oportunidades.
1.04.4. as despesas sem prévio empenho e divergências de informações entre
demonstrativos são de natureza administrativa sem indício de dolo, não
devendo repercutir negativamente nas contas prestadas.
1.04.5. e ao final, opinou pela emissão de parecer favorável à aprovação das contas,
atendimento parcial às disposições da Lei de Responsabilidade Fiscal e
recomendaçõesà administração.
1.05. O processo foi agendado para a pauta dessa sessão, com as notificações de praxe.

2. V O T O O O R E L A T O R

Acompanho o entendimento do "Parquet", acrescentando que a despesa com


aquisição de carteira, no valor de R$26.400,00, foi precedida de licitação, passando
portanto, o total das despesas não licitadas para R$21.452,00 (aquisição de peças e
serviços mecânicos), o equivalente ao irrisório percentual de 0,34% da despesa realizada,
não devendo portanto macular a regularidade das contas e, voto pelo atendimento
integral das exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal e pela emissão de PARECER
FAVORÁVELà aprovação das contas de gestão do Prefeito, MANOEL ALMEIDA DE
ANDRADE, relativas ao exercício de 2006, determinando-se ao gestor maior rigor na
utilização dos serviços de telefonia móvel, evitando assim gastos desnecessários,de modo
a garantir melhor aplicação dos recursos da sociedade, bem como estrita observância ao
empenhamento prévio da despesa e nas informações fornecidas; determinar ainda, a
realização de convênio entre o município e a Defensoria Pública da Paraíba em futuras

eY l'í' ».
despesascom deslocamento de defensores públicos e, adoção de medidas visando sanear
o problema quanto à falta de áreas esportivas ou de entretenimento para os alunos das

V--=-,lErc;sflCOlas
Julita G~e~ Laura Barbosa Bezerra.

\\~
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO
--pág. 06/06--

3. PARECER DO TRIBUNAL
Vistos, relatados e discutidos os autos do PROCESSO TC-
02.036/07 os MEMBROS do TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DA
PARAiBA (TCE-Pb), na sessão realizada nesta data decidem,
considerando-se impedido o Conselheiro Fábio Túlio Figueiras Nogueira,
à unanimidade:
1. Emitir e encaminhar ao julgamento da CÂMARA DE
VEREADORESDO MUNICÍPIO DE BARRA DE SANTANA
PARECERFAVORÁVELà aprovação das contas de gestão do
Prefeito, MANOEL ALMErDA DE ANDRADE, relativas ao
exercício de 2006.
11. Emitir acórdão para declarar atendimento integral das
exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal.
IIr. Determinar ao gestor maior rigor na utilização dos serviços
de telefonia móvel, evitando assim gastos desnecessários,
de modo a garantir melhor aplicação dos recursos da
sociedade, bem como estrita observância ao
empenhamento prévio da despesa e nas informações
fornecidas.
111. Determinar a realização de convênio entre o município e a
Defensoria Pública da Paraíba em futuras despesas com
deslocamento de defensores públicos.
11. Determinar a adoção de medidas visando sanear a falta de
áreas esportivas ou de entretenimento para os alunos das
EscolasJulita Gu; 'iI e 'aura Barbosa Bezerra.
Publique-se inti e-se e registre-se.
Sala das Sessões do TG 'b enário Ministro João Agripino.
João Pesso 06 di agosto de 2008.

Conselheiro Marcos Pereira

9
Ana Terêsa Nóbrega
Procuradora Geral do Ministério Público junto a