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Caracterização da Investigação-Acção (Anexo i)

Introdução

Ao longo das últimas décadas assiste-se a uma evolução/transformação

galopante na sociedade que hoje se assume como uma sociedade do conhecimento.

Neste sentido, e porque a nada do que é educativo são alheios os valores sociais, a

realidade educativa foi objecto de transformação e de um consequente acréscimo de

exigências feitas à Escola, aos Professores. Os contextos pedagógicos de hoje

caracterizam-se pela heterogeneidade - ao nível social, económico, cultural, entre outros

- exigindo respostas educativas diversificadas, gestão eficaz e significativa da sala de

aula (ao nível dos recursos, comportamento) estratégias de ensino-aprendizagem

distintas e adequadas às necessidades educativas específicas de cada um dos alunos que

os integram.

O professor, profissional de educação, deve desenvolver uma prática pedagógica

pautada pela criatividade e reflexibilidade numa perspectiva de formação/actualização

permanente. Todos estes aspectos legitimam-se pela necessidade de, no decorrer da sua

prática pedagógica, identificar problemas, estabelecendo relações causais procurando

formas de resolução possíveis e adequadas à situação contextual.

É no domínio da focalização de problemas e consequente mobilização de formas

de resolução que advém a necessidade do profissional de educação possuir uma

compreensão básica dos métodos e estilos de investigação (Survey; Estudos

Correlacionais e Estudos causal comparativos; Investigação–acção; Estudos quasi-

experimentais; estudos de caso; Investigação narrativa; Estudos mistos; Estudos de

avaliação).

O presente trabalho tem como objectivo central a apresentação de definições de

diferentes autores bem como as aplicações práticas de um dos estilos de investigação:

Investigação-acção.

Caracterização da Investigação-Acção – Anexo i

Investigar: “ (

)

seguir os vestígios de; indagar; pesquisar; inquirir(

)”

In Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora pp.:950

Acção: “(

)

maneira de actuar, tudo o que se faz(

)”

In Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora pp.:18

A Investigação-acção tem adquirido, ao longo os últimos tempos, uma grande

relevância. Segundo Serrano (1990) a investigação acção tem contribuído para a

criação de um clima de revisão e transformação de determinadas questões da realidade

educativa.

Este estilo de investigação permite superar algumas das discrepâncias existentes

entre o binómio teoria-prática possibilitando melhorias significativas no que diz respeito

à qualidade da educação. Através da Investigação-acção o professor indaga acerca do

seu próprio trabalho o que lhe permite focalizar problemas, determinar a sua etiologia e

mobilizar estratégias que permitam superá-los, potenciando todo o processo de ensino-

aprendizagem.

Existem diferentes definições de investigação acção. Segundo os autores Cohen

e Manion (1989, p. 223) trata-se de um:

procedimento essencialmente in loco, com vista a lidar com um problema

concreto localizado numa situação imediata. Isto significa que o processo

é constantemente controlado passo a passo (isto é numa situação ideal),

durante períodos de tempo variáveis, através de diversos mecanismos

(questionários, diários, entrevistas e estudos de casos, por exemplo), de

modo que os resultados subsequentes possam ser traduzidos em

modificações, ajustamentos, mudanças de direcção, redefinições, de

acordo com as necessidades, de modo a trazer vantagens duradouras ao

próprio processo em curso.

De acordo com esta definição, uma característica importante da Investigação-

Acção é a continuidade do trabalho, em que os participantes observam, indagam e

focalizam determinados aspectos através de reajustes constantes que melhoram a

qualidade e a adequabilidade da sua prática.

Para os autores Brown e McIntyre (1981, p. 245) na Investigação-Acção:

Caracterização da Investigação-Acção – Anexo i

O investigador/actor formula primeiramente princípios especulativos,

hipotéticos e gerais em relação aos problemas que foram identificados; a

partir destes princípios, podem ser depois produzidas hipóteses quanto à

acção que deverá mais provavelmente conduzir, na prática, aos

melhoramentos desejados. Essa acção será então experimentada e

recolhida a informação correspondente aos seus efeitos; estas informações

serão utilizadas para rever as hipóteses preliminares e para identificar uma

acção mais apropriada que já reflicta uma modificação dos princípios

gerais. A recolha de informação sobre os efeitos desta nova acção poderá

gerar hipóteses posteriores e alterações dos princípios, e assim

sucessivamente, aproximando-nos assim de um maior entendimento e

melhoramento da nossa acção. Isto implica um processo continuo de

pesquisa e o valor do trabalho é julgado pelo que se tiver conseguido em

termos de compreensão, bem como das alterações desejáveis na nossa

forma de agir.

Este estilo de investigação torna-se apelativo e motivador na medida em que

coloca a tónica na componente prática e na melhoria das estratégias de trabalho

utilizadas, o que conduz a um aumento significativo na qualidade e eficácia da prática

desenvolvida.

Caracterização da Investigação-Acção – Anexo i

Estabelecimento de relações causais Hipóteses de acção Experimentação Focalização do problema Reflexão Novas

Estabelecimento de relações causais

Estabelecimento de relações causais Hipóteses de acção Experimentação Focalização do problema Reflexão Novas

Hipóteses de acção

Estabelecimento de relações causais Hipóteses de acção Experimentação Focalização do problema Reflexão Novas

Experimentação

relações causais Hipóteses de acção Experimentação Focalização do problema Reflexão Novas hipóteses de

Focalização do problema

Reflexão

Experimentação Focalização do problema Reflexão Novas hipóteses de acção Aumento da qualidade da

Novas hipóteses de acção

do problema Reflexão Novas hipóteses de acção Aumento da qualidade da acção Caracterização da

Aumento da qualidade da acção

Novas hipóteses de acção Aumento da qualidade da acção Caracterização da Investigação-Acção – Anexo i 4

Caracterização da Investigação-Acção – Anexo i

Caracterização da Investigação-Acção – Anexo i