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INSTALAÇÕES

PREDIAIS ORDINÁRIAS
E ESPECIAIS

Salim Lamha Neto

BRASÍLIA - 1995
©1995 - Ministério da Saúde

É permitida a reprodução total ou parcial desta obra desde que citada a


fonte.

Tiragem: 2.000 exemplares

Ministério da Saúde
Secretaria de Assistência à Saúde
Departamento de Normas Técnicas
Coordenação Geral de Normas
Coordenação de Rede Física, Equipamentos e Materiais Médico-Hospitalares
Serviço de Rede Física

Esplanada dos Ministérios, Bloco G , 7º andar


Telefone: (061) 315-2831 e 315-2290
Fax: (061) 225-0054
CEP: 70058-900

Impresso com recursos do Acordo de Cooperação Técnica Brasil/PNUD -


Projeto BRA/90-032 - Desenvolvimento Institucional do Ministério da
Saúde - Projeto Nordeste - Acordo de Empréstimo BIRD Nº 3.135 - BR -
Julho - 1994

Impresso no Brasil / Printed in Brazil

ISBN: 85-334-0040-3

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência


à Saúde.
Série Saúde & Tecnologia — Textos de Apoio à
Programação Física dos Estabelecimentos Assisten-
ciais de Saúde — Instalações Prediais Ordinárias e
Especiais. -- Brasília, 1995.
61 p.
Equipe de Elaboração

Autor

Salim Lamha Neto


• Engenheiro Mecânico e Administrador. Diretor da
MHA Engenharia de Projetos. Professor de Instala-
ções do Edifício Hospitalar da Fundação Getúlio
Vargas/SP - PROHASA.

Projeto e Coordenação

Flávio de Castro Bicalho


Maurício Freire Santiago Malta
Regina Maria Gonçalves Barcellos
APRESENTAÇÃO

O Ministério da Saúde, através da Coordenação-Geral de


Normas da Secretaria de Assistência à Saúde, divulga esta sé-
rie de publicações, consistindo numa coleânea de textos que
apresentam ampla análise de critérios para projetos físicos de
estabelecimentos assistenciais de saúde. Estes critérios são
muitas vezes conflitantes entre si e cabe ao arquiteto/planejador
optar pelo critério de maior valia nas diversas decisões de pro-
jeto, pois um critério válido em uma situação pode não ser em
outra.
Espera-se através desta iniciativa, suprir uma grande la-
cuna na bibliografia especializada disponível para projetos
arquitetônicos em funções complexas, específicas para a área
de saúde. Este trabalho representa portanto, um marco, tra-
zendo informações complementares, que irão interferir na qua-
lidade final da assistência prestada.
O material aqui apresentado é o resultado de experiênci-
as pessoais e estudos de casos feitos pelo autor, com intuito de
divulgar esses conhecimentos, objetivando auxiliar os profissi-
onais envolvidos nos projetos físicos de estabelecimentos
assistenciais de saúde.
Esses textos foram desenvolvidos como bibliografia su-
plementar para o Manual de Orientação para o Planejamento,
Programação e Projetos Físicos de Estabelecimentos
Assistenciais de Saúde, publicado pelo Ministério da Saúde,
que pretende sistematizar conhecimentos que orientem equi-
pes multidisciplinares responsáveis pelo planejamento físico
de sistemas de saúde, nos níveis municipal e estadual, quanto
a definição de planos e programas.
Pretende-se com esta série de publicações, abrir o deba-
te e o aprimoramento de temas muito pouco estudados na área
da saúde, mas de vital importância na assistência prestada aos
pacientes. Este debate poderá ser enriquecido no futuro com
novas publicações, sobre os mesmos temas, de outros autores
que tenham pensamentos diferentes dos agora publicados.

Lizete Castanho Ribeiro


Coordenadora-Geral do Grupo de
Trabalho da Série Saúde & Tecnologia
SUMÁRIO

I - Introdução, 9

II - Objetivo, 13

III - Metodologia do Projeto, 17

IV - Etapas de Projeto, 21
IV.1 -Estudo Preliminar, 23
IV.2 - Projeto Básico, 26
IV.3 - Projeto Executivo, 28

V - Normas e Parâmetros, 31
V.1 - Instalações Elétricas e Eletrônicas, 33
V.2 - Instalações Hidráulicas e Fluídos Mecânicos, 42
V.3 - Climatização, 52

VI - Anexos, 57
Anexo 1, 59
Anexo 2, 61
INTRODUÇÃO

I
E studos referentes à conservação de energia no Bra-
sil, vem adquirindo projeção destacada dentro da
construção civil, no intuito de conseguirmos elaborar projetos
de edifícios que atendam a todas as necessidades para o exercí-
cio das atividades, com o menor consumo de energia.
Para atingir este objetivo, dentro de entidades hospitala-
res, há a necessidade que se estabeleçam estudos técnicos-eco-
nômicos sob todos os aspectos da engenharia consultiva, para
determinação das resoluções a serem adotadas dentro do pro-
jeto.
Aliado a todos os aspectos técnicos, não podemos esque-
cer a necessidade de atendermos itens como expansibilidade e
flexibilidade que são fatores extremamente corriqueiros, den-
tro das necessidades de mudança, quer em função de acrésci-
mos de novas atividades ou substituição de equipamentos,
dentro de uma entidade hospitalar.
Ao longo dos tempos, a entidade hospitalar, na pessoa do
seu diretor, deverá preocupar-se em implantar um estabeleci-
mento concebido de maneira inteligente e segura, utilizando
materiais construtivos inteligentes, com controle de energia,
que permitam receber a qualquer momento todas as inovações
tecnológicas que virão no futuro. Dentro deste aspecto toda a
conceituação e desenvolvimento deverão ser entregues a uma
equipe de engenharia, com objetivo de atingir economia na
implantação, gerenciamento e manutenção, visando permitir
ao usuário alcançar a melhor adaptabilidade para realizar a sua
função e trabalho.
Para que estes objetivos sejam alcançados, deve-se ter
em mente que, toda e qualquer instalação deve ser previamente
planejada, visando instituir a racionalização das distribuições
de todos os sistemas integrantes e essenciais para o funciona-
mento do hospital.
Todas as preocupações depositadas na concepção
arquitetônica da edificação, no que se refere a setorização, com-
12 Instalações Prediais Ordinárias e Especiais

partimentação, isolamento, tratamento e diagnóstico, serão


possíveis, com o auxilio de instalações adequadas de energia
elétrica, água, gás, oxigênio, ar condicionado, etc., cuja finali-
dade é o atendimento do paciente, no melhor grau de
confiabilidade nas atividades desenvolvidas pelo corpo clínico.
Salim Lamha Neto 13

OBJETIVO

II
O objetivo desta publicação é propor uma metodologia
de trabalho, com a finalidade de orientar e fixar con-
dições técnicas para elaboração de projetos elétricos, eletrôni-
cos, hidráulicos, fluidos mecânicos e climatização de estabele-
cimentos hospitalares.
Estes projetos são parte integrante e essencial para o fun-
cionamento do estabelecimento hospitalar, cuja devida impor-
tância deve ser atribuída a eles. Portanto, deverão ser desen-
volvidos e atendidos nas suas necessidades e requisitos míni-
mos em harmonia com o conjunto arquitetônico, visando a oti-
mização dos elementos técnicos envolvidos, para que o estabe-
lecimento hospitalar ofereça aos pacientes e a toda a população
do conjunto, as melhores condições para o pronto atendimento
médico-hospitalar nos segmentos de promoção da saúde, pre-
venção de doenças, controle, diagnóstico, tratamento de mo-
léstias e reabilitação integral dos indivíduos.
Esta publicação tem como premissa básica atender às con-
dições estabelecidas pela ABNT, referentes as áreas técnicas
envolvidas e citadas anteriormente. Na eventualidade de al-
guma omissão deverão ser observadas as especificações técni-
cas pertinentes atualmente, com base em normas internacio-
nais consagradas.
METODOLOGIA DO
PROJETO

III
A metodologia a empregar na elaboração do projeto
deverá ser a da abordagem sucessiva e progressiva
do problema, com o intuito de se consolidar como verdadeira e
servir de base para a fase seguinte, cada etapa ou tarefa aprova-
da. Assim pode-se configurar uma seqüência de procedimen-
tos, cujo alvo será a execução das obras do complexo hospita-
lar, em cada um de seus componentes.
ETAPAS DE PROJETO

IV
IV.1 - Estudo Preliminar

Deverá ser desenvolvido um programa básico das insta-


lações complementares e especiais, destinado a compatibilizar
o estudo preliminar arquitetônico com as diretrizes a serem
adotadas no desenvolvimento do projeto.

Este programa deverá ser efetuado dentro do melhor cri-


tério técnico e econômico, visando a elaboração de proposições
com embasamento funcional. Dentro deste critério deverão
fazer parte os seguintes itens :

— Estudo detalhado do sistema energético, a ser adota-


do no abastecimento do estabelecimento, através de
uma comparação técnico-econômica dos itens :

— Técnica:
• Disponibilidade na região;
• Rendimento do sistema;
• Confiabilidade, e
• Durabilidade.

— Econômica:
• Custo de implantação;
• Custo de aquisição;
• Custo de manutenção, e
• Amortização do investimento.

Dentro destas características deverão ser analisadas as


seguintes fontes alternativas de energia:
• elétrica (tarifações diferenciadas);
• gás (liquefeito de petróleo);
• energia solar;
• BFF ou OC4;
24 Instalações Prediais Ordinárias e Especiais

• óleo diesel;
• carvão vegetal;
• energia nuclear, e
• cogeração de energia elétrica e calorífica.

Descrição básica dos sistemas a serem adotados para :


• energia elétrica;
• energia emergencial;
• telefonia;
• sinalização de enfermagem;
• sinalização de alarme contra incêndio;
• sonorização ambiental;
• proteção contra descargas atmosféricas;
• proteção contra descargas de eletricidade estática;
• abastecimento de água;
• abastecimento de água quente;
• abastecimento de gás;
• abastecimento de oxigênio;
• abastecimento de protóxido de nitrogênio;
• abastecimento de vapor;
• abastecimento de vácuo;
• abastecimento de ar comprimido;
• climatização (água gelada, self a ar, aparelhos de janela,
etc.), e
• câmaras frigoríficas.

Definição básica das áreas destinadas às centrais, visando


a complementação do estudo preliminar arquitetônico, para o
abastecimento do hospital.

Esta determinação preliminar, deverá ser baseada em


informações obtidas junto a entidade ou instituição privada ou
estatal, sobre as quais foi elaborado o estudo preliminar
arquitetônico, tais como, as atividades assistenciais a serem
Salim Lamha Neto 25

desenvolvidas no campo de exames, diagnósticos; tipo de equi-


pamentos a serem implantados principalmente para radiologia
e laboratórios; número de leitos disponíveis; população de pro-
fissionais necessários para assistir as necessidades a serem ofe-
recidas à população.

A definição de áreas se restringirá a :


• energia elétrica;
• energia emergencial;
• central de água quente;
• reservatórios inferior e superior de água fria;
• central de vácuo;
• central de ar comprimido;
• central de protóxido de nitrogênio;
• central de vapor, e
• central de ar condicionado.
26 Instalações Prediais Ordinárias e Especiais

IV.2 - PROJETO BÁSICO

A partir das diretrizes estabelecidas no estudo preliminar e


baseado no projeto básico arquitetônico, deverão ser
desenvolvidos os projetos complementares específicos.

Este desenvolvimento deverá restringir-se à:

• determinação do sistema de distribuição das linhas


principais dos sistemas elétricos, telefonia, sinalização
de enfermagem, alarme contra incêndio, água fria, água
quente, vácuo, ar comprimido, protóxido de nitrogê-
nio, água gelada e dutos de ar condicionado.

• definição e posicionamento dos pontos de consumo


das instalações complementares, com os parâmetros
do capítulo V.

• definição das casas de máquinas referentes às necessi-


dades de bombas d’água, bombas de drenagem, bom-
bas de recalque de esgoto e bombas de ar condiciona-
do.

• definição dos materiais a serem empregados nas insta-


lações, visando a funcionalidade e economia na im-
plantação e facilidade de manutenção.

Deverão fazer parte desta etapa — a apresentação de to-


das estas proposições — os documentos :

• Memoriais descritivos das instalações.

• Documentos gráficos:
Salim Lamha Neto 27

As plantas deverão enfocar claramente as proposições


das instalações complementares e deverão constituir-se de :
• implantação geral - escala 1:100 ou 1:200;
• plantas baixas - escala 1:100 ou 1:50;
• planta de cobertura - escala 1:100 ou 1:50, e
• legenda - sem escala.
28 Instalações Prediais Ordinárias e Especiais

IV.3 - PROJETO EXECUTIVO

Após a apresentação do projeto básico pelo órgão compe-


tente e/ou cliente, deverá ser elaborado o projeto executivo
das instalações complementares, atentando para os projetos
executivos de arquitetura e projeto executivo estrutural, de
modo a permitir a completa execução das obras.
Deverão compor esta etapa, os documentos :

• Memoriais descritivos e explicativos das instalações


complementares e especiais, indicando fórmulas, da-
dos e métodos utilizados nos dimensionamentos (ten-
são elétrica, corrente, demanda, índice luminotécnico,
consumo de água, consumo de vapor, consumo de água
quente, consumo de gases medicinais, necessidade de
troca de ar, filtragem).

• Memoriais descritivos das ordens de serviço a serem


executadas e recomendações quanto aos métodos e téc-
nicas a serem utilizados.

• Documentos gráficos :

As plantas deverão ser apresentadas contendo o desen-


volvimento dos projetos complementares, enfocando para cada
obra :
• implantação geral - escala 1:100 ou 1:200;
• plantas baixas - escala 1:100 ou 1:50;
• planta de cobertura - escala 1:100 ou 1:50;
• prumadas esquemáticas - sem escala;
• isométricos gerais - escala 1:20 ou 1:25;
• detalhes gerais - escala 1:20 ou 1:25, e
• legenda - sem escala.
Salim Lamha Neto 29

• Relação quantitativa e qualitativa dos materiais e equi-


pamentos a serem utilizados nos diversos sistemas,
contendo :
• tipo e qualidade;
• características para sua identificação;
• unidade de comercialização, e
• respectivas quantidades.
NORMAS E
PARÂMETROS

V
V.1 - Instalações Elétricas e Eletrônicas

Iluminação

1 - Unidade de Internação

O cálculo do índice luminotécnico deverá ser baseado


nas características e utilização de cada ambiente, sendo que:

• Nos quartos de internação em hospitais deverão ser


adotados os tipos:

a) iluminação geral de conforto, tipo arandela;


b) iluminação de cabeceira para leitura, tipo arandela;
c) iluminação de vigília (noturna) instalada a 50 cm do
piso, acionada na cabeceira do leito e/ou na entrada do
quarto, e
d) iluminação de exame, que deverá ser desenvolvida em
função do uso específico.

2 - Salas Cirúrgicas

Deverão ser adotadas luminárias fluorescentes, do tipo


embutidas, atendendo ao índice estabelecido na ABNT. De-
verá ser prevista, também, a instalação de luminárias específi-
cas para iluminamento do campo cirúrgico.

3 - Unidade de Terapia Intensiva (UTI)

A iluminação deverá ser efetuada através de 03 (três)


tipos:
34 Instalações Prediais Ordinárias e Especiais

a) iluminação geral: luminária para lâmpada incandescen-


te (na circulação centro/leitos);

b) iluminação de exame: deverá ser obtida através de um


ponto no teto, sobre o leito, e uma arandela articulá-
vel.

c) iluminação de cabeceira, com foco direto e indireto,


com acionamento na cabeceira do leito.

4 - Lavanderia, Cozinha, Central de Esterilização e Copa


de Lavagem

Deverão ser adotadas luminárias e equipamentos resis-


tentes ao tempo e corrosão, devido à excessiva umidade.

5 - Unidade de Radiologia

Deverão ser adotadas luminárias de teto de modo geral


e, em casos específicos, como ressonância magnética, deverá
ser adotado sistema de iluminação indireta.

Normas a serem adotadas:

• NB 57 - Iluminância de interiores - ABNT

Tomadas

1 - Unidades de Internação

Deverão ser previstas tomadas na voltagem fornecida pela


concessionária local, em circuitos diferenciados e 01 (uma) to-
mada em voltagem diferenciada com terra junto ao leito do
Salim Lamha Neto 35

quarto. Na parede oposta deverá ser prevista uma tomada e


outra no hall de entrada.
As tomadas na cabeceira deverão ser alimentadas no
sistema de energia semicrítica.

2 - Salas Cirúrgicas

Deverão ser previstos conjuntos de tomadas, constituídos da


seguinte maneira: tomadas na voltagem fornecida pela concessioná-
ria local, com dispositivo de aterramento e 01 (uma) em voltagem
diferenciada, com dispositivo de aterramento. Estes conjuntos deve-
rão ser instalados em 03 (três) paredes da sala.
Além destes conjuntos deverão ser instaladas tomadas para
raio "X" portátil e pontos para negatoscópios.
Todas as tomadas deverão ser alimentadas pelo sistema
de energia crítica.

3 - Unidade de Terapia Intensiva (UTI)

Deverão ser previstas tomadas na voltagem fornecida pela


concessionária local e um dispositivo para aterramento e 01
(uma) em voltagem diferenciada para cada leito, para serem
conectados os equipamentos.
Todas as tomadas deverão ser alimentadas no sistema de
energia crítica.

4 - Lavanderia, Cozinha, Central de Esterilização e Copa


de Lavagem

Deverão ser instaladas tomadas do tipo industrial a pro-


va de tempo e corrosão, atendendo as necessidades de cada
unidade, de acordo com o porte da edificação.
Todas as tomadas deverão ser dotadas de dispositivo de
aterramento e todos os circuitos protegidos por componentes
de detecção de falha a terra.
36 Instalações Prediais Ordinárias e Especiais

5 - Unidade de Radiologia

Deverão ser instaladas 02 (duas) tomadas de manuten-


ção e pontos para negatoscópios. Para os equipamentos deve-
rão ser previstos quadros de força específicos, de acordo com as
características dos equipamentos.

6 - Berçário

Deverão ser previstas 02 (duas) tomadas na voltagem


fornecida pela concessionária local, com dispositivos de
aterramento e uma tomada em voltagem diferenciada especí-
fica para o berço aquecido, com dispositivo de aterramento.

Sinalização de Enfermagem

Nas áreas destinadas à recuperação de pacientes, como


internações, unidade de terapia intensiva, recuperação pós-
operatória, etc., deverá ser previsto um sistema que permita
solicitar auxilio da enfermeira ou médico quando necessário.
Este sistema se constituirá de sinais luminosos, identifi-
cando o paciente solicitante e o leito em que se localiza.
Deverá ser munido de transferência da identificação da
chamada para o local do atendimento da enfermeira, no caso
do turno da noite. Assim, quando houver solicitações simultâ-
neas e os profissionais não estiverem no posto de enfermagem
da área, a enfermeira identificará a chamada de outro paciente
na cabeceira do leito do paciente em atendimento.
Este sistema visa evitar pânico no paciente enfermo, de-
vido a ansiedade no seu atendimento.
A identificação do paciente acontece através de uma iden-
tificação luminosa no leito de sua cabeceira.
Salim Lamha Neto 37

Telefonia

O sistema telefônico deverá atender a todos os setores do


estabelecimento hospitalar que necessitam comunicar-se, quer
seja com setores internos ou externos.
A extensão das instalações telefônicas deverá ser compa-
tível com o estabelecimento hospitalar, mas, de modo geral,
são previstos em:

1 - Sala cirúrgica;
2 - Sala de parto;
3 - Sala de recuperação;
4 - Sala de UTI;
5 - Posto de enfermagem;
6 - Leito de internação;
7 - Leito de isolamento;
8 - Leito de maternidade;
9 - Sala administrativa;
10 - Sala de segurança;
11 - Sala de engenharia hospitalar;
12 - Salas de laboratórios, e
13 - Elevadores.

Intercomunicação

Este sistema deverá abranger todos os setores que neces-


sitam de comunicação interna e deverá ser individualizado por
áreas, são normalmente previstas em :

1 - Sala cirúrgica;
2 - Sala de parto;
3 - Sala de recuperação;
4 - Sala de UTI;
38 Instalações Prediais Ordinárias e Especiais

5 - Posto de enfermagem;
6 - Leito de internação;
7 - Leito de isolamento;
8 - Leito de maternidade;
9 - Sala administrativa;
10 - Sala de segurança;
11 - Sala de engenharia hospitalar;
12 - Salas de laboratórios, e
13 - Elevadores.

A central de cada setor deverá ser localizada junto aos


elementos responsáveis pelos departamentos, devido à neces-
sidade, na maioria dos casos, de comunicação e providências
com outros departamentos ou elementos externos, as quais
seriam executadas pelo telefone.

Sistema de Aterramento

Em todo o setor do estabelecimento hospitalar onde o


paciente estiver em tratamento ou recuperação, deverá ser pre-
visto um sistema de aterramento para garantir o mesmo nível
de equipotencialidade.
Deverá ser evitada a utilização de dois pontos de
aterramento para um mesmo paciente.
O diferencial máximo admitido nas superfícies condutoras
em contato com o paciente será de 5 mV.
Todas as partes metálicas da edificação ou tubulações
metálicas ao alcance do paciente deverão ser aterradas.
Não será admitida no sistema de aterramento para área
hospitalar, a rede de distribuição do tipo TNC.
Toda a instalação do sistema de aterramento deverá atender
a NB-3 - Instalações elétricas de baixa tensão da ABNT e outras.
Salim Lamha Neto 39

Sistema Elétrico de Emergência

O sistema de alimentação de energia elétrica de toda


unidade hospitalar deverá obrigatoriamente ser constituído de
02 (duas) fontes, sendo a principal suprida pela rede de ener-
gia elétrica da concessionária local e a outra poderá ser:

a) acumuladores de corrente contínua (bateria);

b) grupos geradores, ou

c) linha independente da concessionária, com garantia


de fornecimento ininterrupto e simultâneo, com in-
tervalo não superior a 2 horas, comprovado nos últi-
mos 5 anos.

A autonomia do conjunto deverá ser de tal forma que


garanta o abastecimento contínuo por 24 horas de todas as car-
gas alimentadas pelo conjunto.
Para tanto, será necessário o armazenamento de combus-
tível, cujas instalações deverão atender as normas do Corpo de
Bombeiros.
Para garantir a continuidade do fornecimento para cargas
críticas, como: salas cirúrgicas, salas de parto e salas de emer-
gência, estas unidades deverão ser dotadas de conjuntos de
baterias que garantam a iluminação das mesmas durante o pe-
ríodo de processamento de transferência da fonte supridora de
energia elétrica.
O dispositivo de transferência de uma fonte para outra,
quando da falha da concessionária, deverá ser automática para
os circuitos críticos, e manual para as cargas ligadas no semi-
crítico.
Os sistemas de emergência deverão ser adotados em:
40 Instalações Prediais Ordinárias e Especiais

a) Críticos:

1 - Iluminação das salas cirúrgicas;


2 - Iluminação das salas de recuperação;
3 - Iluminação das salas de terapia intensiva;
4 - Iluminação das áreas críticas de atendimento ao paci-
ente;
5 - Iluminação da sala dos quadros de distribuição;
6 - Iluminação da sala do grupo gerador;
7 - Iluminação das áreas de segurança;
8 - Iluminação de emergência das demais áreas;
9 - Tomadas selecionadas nas salas cirúrgicas;
10 - Tomadas selecionadas nas salas de recuperação;
11 - Tomadas selecionadas nas salas de terapia intensiva;
12 - Tomadas selecionadas para equipamentos vitais;
13 - Tomadas para salas de emergência, e
14 - Refrigeração do serviço de transfusão de sangue.

b) Semi-Críticos:

1 - Iluminação de corredores, escadas e saídas;


2 - Sinalização de enfermagem;
3 - Equipamentos para serviço telefônico;
4 - Câmara frigorífica para alimento;
5 - Sistema de alarme de: - incêndio - central de gases;
6 - Bomba de incêndio;
7 - Sistema de comunicação de emergência;
8 - Iluminação em postos de enfermagem;
9 - Iluminação das salas de serviço;
10 - Iluminação das salas de trabalho de parto;
11 - Iluminação das salas de berçário;
12 - Tomadas especiais nos corredores e quartos de
internação;
Salim Lamha Neto 41

13 - Sistema de reversão para operação de elevadores,


para evacuação de pessoal confinado entre os anda-
res;
14 - Ventilação das salas cirúrgicas;
15 - Central de vácuo clínico;
16 - Iluminação das salas de radiologia, e
17 - Iluminação dos laboratórios de patologia clínica.
42 Instalações Prediais Ordinárias e Especiais

V.2 – Instalações Hidráulicas e Fluídos


Mecânicos

Água Fria

O cálculo do consumo de água deverá ser baseado no tipo,


porte da unidade hospitalar e o estudo populacional da edifi-
cação, considerando os elementos atuantes e flutuantes. Em
complemento a este estudo deverá ser adotado como parâmetro
mínimo o consumo de 500 l/pessoa.
Para os demais dimensionamentos adotar: NB-0092 - Ins-
talações prediais de água fria.

Água Quente

A geração de água quente para atendimento das necessi-


dades do estabelecimento hospitalar poderá ser efetuada por
vários sistemas energéticos:

• Aquecedores rápidos elétricos;


• Caldeiras a vapor e a gás;
• Caldeiras a vapor e a óleo;
• Geradores de água quente a gás;
• Geradores de água quente elétricos, e
• Outros.

Estes sistemas deverão alimentar os seguintes setores:


• Internação (chuveiros);
• Copas lavagem (pias);
• Despejos;
• Expurgos;
• Câmara escura;
Salim Lamha Neto 43

• Hidroterapia (aparelhos);
• Cozinha (máquina de lavar pratos e cubas), e
• Lavanderia (máquina da lavar roupas).

Toda a instalação deverá atender as normas:


• NB-0128 - Instalações prediais de água quente, e
• Portaria 13 - Ministério da Saúde.

Coleta e Afastamento de Efluentes

O sistema de esgoto sanitário e águas servidas dos vários


setores da unidade hospitalar deverá ser coletado visando:

• Evitar instalação aparente no teto em áreas assépticas


ou de segurança, como: salas cirúrgicas, salas de parto,
salas de recuperação, salas de UTI, salas de berçários,
sala de esterilização, sala de preparo e estocagem de
material esterilizado, rouparia, internação, cozinha e
centrais de energia elétrica.

• Todas as áreas de uso especifico deverão ser dotadas


de caixas de separação e interceptação de materiais
que prejudiquem os elementos de condução dos re-
jeitos, ou que exijam tratamento prévio para o lança-
mento na rede pública. Deverão ser adotadas estas
providências para os efluentes de:

• Sala de equipamentos radioativos;


• Sala de gesso;
• Sala de laboratórios;
• Cozinha;
• Copa e lavagem;
• Lavanderia;
44 Instalações Prediais Ordinárias e Especiais

• Oficinas, e
• Garagem.

Deverão ser atendidas todas as especificações contidas


nas normas:

• CNEN-NE-6.05 - Gerência de rejeitos radiativos em


instalações radiativas, e
• NB-0019 - Instalações prediais de esgotos sanitários.

Águas Pluviais

O sistema de captação de águas pluviais deverá ser pre-


visto em consonância com o projeto arquitetônico do hospital,
atendendo a todas as áreas necessitadas, como:

• Cobertura;
• Drenagem de jardineiras, e
• Captação das circulações de áreas pavimentadas.

Deverão atender as normas da ABNT, como:

• NB-611 - Instalações prediais de águas pluviais.

Vapor e Condensado

Os estabelecimentos hospitalares são equipados com equi-


pamentos alimentados por vapor nas áreas de cozinha, esterili-
zação, lavagem de pratos, lavanderia e aquecimento de água.
O dimensionamento do sistema deverá ser de acordo com o
consumo total de todos os equipamentos instalados.
Para geração de vapor poderão ser instaladas caldeiras,
Salim Lamha Neto 45

sempre uma operacional e outra reserva, obedecendo a norma


P-NB-227 da ABNT.
Todo o dimensionamento deverá ser efetuado atenden-
do aos parâmetros:

——————————————————————————
SETOR PRESSÃO
——————————————————————————
Lavanderia 8 Kgf/cm2
——————————————————————————
Esterilização 3,5 Kgf/cm2
——————————————————————————
Cozinha 0,5 Kgf/cm2
——————————————————————————

O sistema deverá ser setorizado através de válvulas que


permitam priorizar os consumos, de acordo com o grau de ne-
cessidade do recinto e facilidades da manutenção.
Deverá ser instalado sempre no sistema, a tubulação de
retorno de condensado, para garantir o funcionamento cíclico.
O elemento propulsor a ser determinado para alimenta-
ção da caldeira deverá ser resultado de uma analise técnico-
econômica das alternativas existentes na região.
Todo o sistema deverá atender as normas:
• DN-SHT20/70 - Depto. Nacional de Seguranca e Hi-
giene do Trabalho.

Gás Combustível

O sistema poderá ser alimentado por dois tipos de fonte:

• Gás encanado, e
• Gás liquefeito de petróleo.
46 Instalações Prediais Ordinárias e Especiais

O primeiro será atendido pela concessionária, distribui-


dora de gás da região, portanto deverá atender as normas ABNT
e regulamentos das mesmas.
O segundo será abastecido por cilindros localizados de
acordo com as normas de seguranca, para atender a NB-107 da
ABNT.
O sistema centralizado deverá ser adotado nos estabele-
cimentos hospitalares cujo consumo estiver acima de 1 Kg/hora,
sendo composto de cilindros transportáveis. Para consumo su-
perior a 30 kg/hora deverão ser adotados cilindros estacionári-
os.
Para o dimensionamento da central deverá ser conside-
rado o consumo do estabelecimento e a regularidade do rea-
bastecimento por fonte da distribuidora, a fim de determinar a
capacidade de armazenamento de gás.
Toda a instalação deverá atender as normas:

• EB-1596 - Rede de Distribuição de GLP, e


• Regulamentos da Companhia de Gás da região.

Oxigênio

O sistema deverá atender a todas as unidades em que o


paciente em tratamento ou restabelecimento necessite de oxi-
gênio medicinal.
Para o sistema de abastecimento poderão ser adotados
dois tipos de reservação: cilindros transportáveis, usados quan-
do em baixos consumos, aplicáveis em hospitais primários, e
tanques de reservação, nos casos de hospitais secundários e
tercários.
Para a instalação do sistema de oxigênio medicinal deve-
rá ser respeitada a pressão na rede de 5 Kgf/cm2, a qual deverá
ser assegurada através de cálculo na central.
Salim Lamha Neto 47

Deverão ser adotados os seguintes pontos de distribui-


ção por setores:

——————————————————————————
LOCAL QUANTIDADE DE PONTOS
——————————————————————————
Unid. de Internação Um por leito
——————————————————————————
Sala de Parto Um ponto
——————————————————————————
Berçários Um ponto por incubadora
——————————————————————————
U.T.I. Um ponto por leito
——————————————————————————
Sala de Cirurgia e Um ponto para cada local de
Emergência anestesia
——————————————————————————
Sala de parto Um ponto para anestesia e
outro para reanimação do recém-
nascido
——————————————————————————

Vácuo

O sistema deverá ser do tipo seco, ou seja, não será per-


mitido o transporte através da tubulação, mas sim a coleta loca-
lizada junto ao paciente.
Para sucção do sistema deverão ser previstas duas bom-
bas de funcionamento alternado para uso normal e, em caso de
emergência, em paralelo.
Deverá ser tomado cuidado para que a exaustão do siste-
ma seja lançada distante de pontos de tomada de ar para o ar
condicionado, próxima às janelas ou ventilações da edificação.
48 Instalações Prediais Ordinárias e Especiais

O sistema deverá ser composto de pontos de acordo com


a tabela abaixo :

——————————————————————————
LOCAL QUANTIDADE DE PONTOS
——————————————————————————
Sala de Parto Um ponto
——————————————————————————
U.T.I. Um ponto por leito
——————————————————————————
Sala de Cirurgia e Um ponto para cada local de
Emergência anestesia
——————————————————————————
Sala de Necrópsia Um ponto
——————————————————————————
Sala de recuperação Um ponto por leito
——————————————————————————

Deverão ser adotados consumos mínimos de:

——————————————————————————
CONSUMO RECINTO
——————————————————————————
3,5 m3/hora • Sala de cirurgia
• Sala de parto
• Sala de emergência
• Sala de U.T.I.
• Sala de recuperação
——————————————————————————
CONSUMO RECINTO
——————————————————————————
1,5 m3/hora • Quartos de internação
• Sala de necrópsia
——————————————————————————
Salim Lamha Neto 49

O sistema deverá ser dotado de alarme luminoso/sonoro


para sinalização de queda de pressão abaixo de 200 mm de
mercúrio.
Normas a serem adotadas:

• ABNT-NB-254 - Sistemas centralizados de agentes


oxidantes de uso medicinal, e
• Norma Canadense - CCSA - Standard Z-305-1.

Óxido Nitrozo

O sistema consistirá de pontos de tomadas específicos


para utilização do gás anestésico. Deverá atender basicamente
às salas de cirurgia, parto e radiologia.
Os pontos de tomadas deverão ser instalados a 1,20 m do
piso e serão do tipo auto-vedantes e isentos de óleo.
Para o dimensionamento deverá ser considerado o con-
sumo de 15 l/minuto por ponto.
Toda a instalação deverá atender as normas da ABNT
referentes a sistemas centralizados de agentes oxidantes de uso
medicinal.

Ar Comprimido

O sistema deverá atender as necessidades medicinais,


bem como as industriais, com centrais geradoras independen-
tes devido às finalidades diferentes.
São considerados para fins medicinais os pontos de toma-
das destinadas ao atendimento de pacientes e ao corpo médi-
co, como:
50 Instalações Prediais Ordinárias e Especiais

——————————————————————————
LOCAL QUANTIDADE DE PONTOS
——————————————————————————
Unid. de Internação Um por leito
——————————————————————————
Sala de Parto Um ponto
——————————————————————————
Berçários Um ponto por incubadora
——————————————————————————
U.T.I. Um ponto por leito
——————————————————————————
Sala de Cirurgia e Um ponto para cada local de
Emergência anestesia
——————————————————————————
Sala de parto Um ponto para anestesia e
outro para reanimação do recém-
nascido
——————————————————————————

São considerados para fins industriais os pontos de toma-


das destinados a atender os equipamentos nas áreas de lavan-
deria e esterilização.

As centrais geradoras e armazenadoras de ar comprimido


serão nos casos:
——————————————————————————
FINALIDADE CARACTERÍSTICAS
——————————————————————————
Medicinal Compressor tipo anel líquido com pon-
tos de tomadas isentas de óleo
——————————————————————————
Industrial Compressor tipo pistão
——————————————————————————
Salim Lamha Neto 51

Para efeito de cálculo deverão ser adotados os seguintes


parâmetros:

• Pressão máxima de escoamento: 5,5 Bar (absoluto), e


• Temperatura máxima: 45oC.

Deverão ser adotadas normas da ABNT.


52 Instalações Prediais Ordinárias e Especiais

V.3 - Climatização

O sistema deverá atender todos os requisitos de conforto


e assepsia do estabelecimento hospitalar.
Os setores destinados ao condicionamento para fins de
conforto, como salas administrativas e quartos de internação,
deverão ser atendidos pelos índices de temperatura e umidade
especificados na norma NBR-7256.
Nos setores descritos deverão ser adotados os índices da
tabela 3 (Ventilation Requirements for Hospital Areas Affecting
Patient Care) - Anexo 1.
Os setores destinados à assepsia e conforto, tais como sa-
las de cirurgias, UTI, berçário, etc., deverão atender as exigên-
cias da NBR-7256.
No atendimento dos recintos citados acima deverão ser
tomados os devidos cuidados, principalmente por envolver tra-
balhos e tratamentos destinados à analise e erradicação de do-
enças infecciosas, devendo portanto ser observados os siste-
mas de filtragens, conforme tabela 2 (Filter Efficiencies for
Central Ventilation and Air Conditioning Systems in General
Hospitals) - Anexo 2.
Toda a compartimentação do estabelecimento estabe-
lecida pelo estudo arquitetônico, visando atender a seguranca
do hospital e, principalmente, evitar contatos de pacientes com
doenças infecciosas, deverá ser respeitada quando da setoriza-
ção do sistema de ar condicionado.
Salim Lamha Neto 53

As pressões relativas aos recintos hospitalares:


——————————————————————————
LOCAL PRESSÃO RELATIVA A
LOCAIS ADJACENTES
————————————————————————————————
Sala de cirurgia P Obs.: saída de ar direta para o
exterior
————————————————————————————————
Sala de parto P
————————————————————————————————
Sala de recuperação e
terapia intensiva P
————————————————————————————————
Berçário I
————————————————————————————————
Quarto de isolamento N
————————————————————————————————
Laboratório de patologia N
clínica
————————————————————————————————
Sala de necrópsias N
————————————————————————————————
Cozinha I Em relação aos corredores
P Em relação a copa de lavagem
————————————————————————————————
Tubos de queda e separação de
roupa suja N
————————————————————————————————
Acabamento e estocagem de
roupa limpa P

Tomadas de Ar

Todo o cuidado deverá ser observado na determinação


das tomadas de ar externo para o sistema de ar condicionado, a
fim de evitar contaminação dos recintos.
Deverão ser evitadas as tomadas de ar nas proximidades
dos dutos de exaustão de cozinhas, sanitários, laboratórios, cen-
54 Instalações Prediais Ordinárias e Especiais

trais de gás combustível, grupos geradores, vácuo, estaciona-


mento interno e edificação, bem como outros locais onde haja
emanação de agentes infecciosos ou gases nocivos, estabele-
cendo-se a distância mínima de 8,0m destes locais.

Renovação de Ar

O sistema de condicionamento artificial de ar necessita


de insuflamento e exaustão de ar do tipo forçado, atendendo
aos requisitos quanto a localização de dutos em relação aos ven-
tiladores, pontos de exaustão do ar e tomadas do mesmo.
Para os setores que necessitam da troca de ar constante,
deverá ser previsto um sistema energético, para atender as con-
dições mínimas de utilização do recinto quando da falta do sis-
tema elétrico principal, com o mínimo período de interrupção.

————————————————————————————————
LOCAL AR EXTERNO RECIRCULAÇÃO
————————————————————————————————
Sala de cirurgia 5 25
————————————————————————————————
Sala de parto 5 10
————————————————————————————————
Sala de recuperação
e terapia intensiva 2 6
————————————————————————————————
Berçário 5 10
————————————————————————————————
Quarto de isolamento 5 10

Nível de Ruído

Os níveis de ruído provocados pelo sistema de condicio-


namento, insuflamento, exaustão e difusão do ar, não deverão
Salim Lamha Neto 55

ultrapassar aqueles previstos pela norma brasileira NB-10 da


ABNT para quaisquer freqüências ou grupos de freqüências
audíveis.

Vibração

O sistema de ar condicionado não deverá provocar, em


qualquer ponto do hospital, vibrações mecânicas de piso ou
estrutura que prejudiquem a estabilidade da construção ou o
trabalho normal do hospital, obedecido o critério compatível e
especificado para cada aplicação.

Deverão ser dimensionadas seguindo as normas:

• NBR-6401 - Instalações centrais de ar condicionado


para conforto - parâmetros básicos de projeto - ABNT;
• NBR-7256 - Tratamento de ar em unidades médico -
assistenciais, e
• Guidelines for Construction and Equipament of Hospital
and Medical Facilitie - US Department of Health and
Human Services.
ANEXOS

VI
58 Instalações Prediais Ordinárias e Especiais
Salim Lamha Neto 59
60
ANEXO 1
VENTILATION REQUIREMENTS FOR HOSPITAL AREAS AFFECTING PATIENT CARE*
Air Movement Min. Air Recirculated All Air
Minimum Total Relative Design
Relationship to Changes By Means of Exausted
AREA DESIGNATION Air Changes Humidity Temperature
Adjacent Area Outside Air Room Units Directly
Per Hour (8) (percent) (6) (degrees) (7)
(2) Per Hour (3) (4) Outdoors (5)
Toilet Room (in) – 10 – Yes – 70
Bedpan Room (in) – 10 – Yes – –
Bathroom – – 10 – – – 75
Janitors' Closet in – 10 No Yes – –
Sterilizer Room (Equipment) (in) – 10 – Yes – –
Linen and Trash Chute Room in – 10 No Yes – –
Laboratory General – – 6 – – – –
Biochemistry (out) – 6 No – – –

Instalações Prediais Ordinárias e Especiais


Histology (in) – 6 No Yes – –
Bacteriology (in) – 6 No Yes – –
Serology (out) – 6 No – – –
Glasswashing (in) – 10 – Yes – –
Sterilizing (in) – 10 – Yes – –
Food Preparation Center (11) (out) – 10 No – – –
Warewashing (in) – 10 No Yes – –
Dietary Day Storage (in) – 2 – – – –
Laundry General – – 10 – Yes – –
Soiled Linen (sorting and storage) (in) – 10 No Yes – –
Clean Linen – – 2 – – – –
Anesthesia Storage (see code requirements) – – 8 – Yes – –
Central Medical and Surgical Supply – – – – – – –
Soiled Room (in) – 6 No Yes – –
Clean Workroom and Sterile Storage (out) – 4 No – (max) 70 75
Salim Lamha Neto 61

ANEXO 2
FILTER EFFICIENCIES FOR CENTRAL VENTILATION AND AIR
CONDITIONING SYSTEMS IN GENERAL HOSPITALS
FILTER EFFICIENCIES
(percent)
Number of
AREA DESIGNATION Filter Bed Nº 1 Filter Bed Nº 2
Filter Beds
All areas for inpatient care, treatment, and/or
diagnosis, and those areas providing direct service
or clean supplies such as laboratories, sterile and 2 25 90
clean processing, etc.

Food Preparation Areas and Laundries


1 80 —

Administrative, Bulk Storage and Soiled Holding


Areas 1 25 —

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