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1 INTRODUÇÃO

1.1 Contextualização do tema

A logística esta sendo atualmente de grande interesse para as empresas, tendo entre

suas especificações a parte que refere às compras e aos níveis de estoque. Em relação à demanda dos produtos, aplicando-se efetivamente os meios de transporte e tecnologias de recebimento e planejamento no giro de estoque. Isso porque a manutenção de estoques gera custos que dificultam melhores condições de concorrência no mercado. Com o advento da informatização as empresas passaram a conhecer melhor o comportamento dos seus estoques, podendo identificar e eliminar os gargalos, partindo para

elaboração de estratégias operacionais mais precisas e dinâmicas. Assim possibilita a redução do capital de giro aplicado nos produtos. No varejo os processos logísticos são visíveis responsáveis pela movimentação das mercadorias, este setor é muito importante e vem aumentando sua participação no PIB. Segundo Souza (2010), a participação do varejo no PIB cresceu de 18,2% em 2003 para 24,6% em 2012, trazendo também consigo o aumento de sua participação no emprego nacional, que nesse mesmo período evoluiu de 4,3 milhões para os atuais 7,7 milhões. Esse aumento do setor também trouxe maior qualidade aos produtos oferecidos e consequentemente disputa pela busca por um crescimento das empresas no mercado diante da concorrência. Para muitas empresas o custo do espaço físico, com melhor localização e uma estrutura adequada, além das atividades de armazenagem e manutenção dos estoques é significativo na apuração final de seus lucros. A compra de produtos com quantidades acima do necessário podem elevar significativamente estes custos. Por outro lado, também para o varejo, a falta de mercadoria à disposição imediata do consumidor gera perdas de vendas e conseqüentemente diminuição dos lucros finais.

A Loja Vila Olímpia foco deste trabalho está localizada no centro de Olímpia (SP),

conta com um amplo espaço físico de aproximadamente 1500m², 34 funcionários, sendo 32 funcionários na loja e 2 no estoque e está na cidade há mais de 20 anos.Ela comercializa

eletrodomésticos, eletroeletrônicos, vestuário,cama ,mesa e banho.

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1.2 Problema de pesquisa

As empresas têm grande dificuldade na gestão de estoque, devido ao pouco

conhecimento ou até devido a pouca valorização e importância dada a este departamento nas décadas passadas. Empresas percebem atualmente que podem através do controle de estoque se tornar mais competitivas dentro do mercado. Na empresa em questão, o controle de estoque não é bem feito no sentido de observar o espaço disponível que é pequeno e acumula produtos de pouca rotatividade.

A questão que originou este trabalho foi: Quais os efeitos do controle de estoque para

os negócios da empresa?

1.3 Objetivos

1.3.1 Objetivo geral

Apresentar como é realizado atualmente o controle de estoque na loja e verificar as melhorias que podem ser realizadas.

1.3.2 Objetivo específico

Propor as modificações nas operações de controle de estoque da Loja Vila Olímpia

1.4 Justificativa da pesquisa

A escolha do tema foi determinada pelo interesse de conhecer a importância de

pequenos processos na parte operacional dentro do estoque, visando uma maior rotatividade das mercadorias, pouco custo de manutenção, e buscando obter um retorno mais rápido dos investimentos.

A loja é de departamentos, com o foco no cliente de classe B e C.

É estruturada para o cliente se sentir mais a vontade para comprar o que precisa, com

atendimento diferenciado, facilidade no pagamento, grande variedades de produtos, para

cama, mesa, banho, confecções, eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

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Com algumas mudanças no controle do estoque a loja se tornará mais competitiva pois estocará produtos que possuem maior rotatividade. Assim, a empresa não terá o espaço destinado ao estoque ocupado por produtos que não possuem muita saída. Outro benefício desta intervenção refere-se à imagem da empresa perante seu consumidor, pois o mesmo se fideliza ao encontrar aquilo que procura.

A gestão de estoques pode ser entendida como o planejamento, organização e controle dos recursos materiais guardados em um sistema de transformação. O objetivo da gestão de estoques de acordo com Russomano (2000) é buscar não deixar faltar material sem imobilizar demasiadamente os recursos financeiros. Um momento importante na gestão de estoques de determinado item é definir o momento do ressuprimento do item, para atender às necessidades da demanda. Entretanto, cabe ao Planejamento e Controle da Produção (PCP) a programação de compras, bem como a emissão de ordem de compras devendo traçar o plano de produção,bem como sua coordenação e controle.

1.5 Estrutura do trabalho

Este trabalho esta dividido em 5 partes conforme segue:

Na parte 1 será apresentada a introdução ao tema, justificativa, problema pesquisa, objetivos e estrutura do trabalho. Na parte 2 será apresentado o método de pesquisa utilizado para realização do trabalho. Na parte 3 serão apresentados os pontos teóricos do trabalho embasados em citações de autores reconhecidos e esclarecidos sobre o tema. Na parte 4 será apresentado um estudo de caso, referente as melhorias realizadas nos processos de estoque da Loja Vila Olímpia, com uma avaliação final sobre os resultados apresentados no estudo de caso. Na parte 5 será apresentada a conclusão do trabalho e posteriormente as referencias bibliográficas utilizadas na realização do trabalho.

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2 METODO DE PESQUISA

2.1 Caracterização da pesquisa

Segundo Lakatos; Marconi (2001, p. 83) pesquisa é “o conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo – conhecimentos válidos e verdadeiros, traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões do cientista”. De acordo com Roesch (2007), a pesquisa qualitativa e apropriada para uma avaliação formativa, no caso em que se trata de melhorar a efetividade de um programa, ou plana, mas não é adequada para avaliar resultados de programas planos. Esta pesquisa tem a abordagem de um estudo de caso. É o estudo em um ambiente real onde a teoria e comparado à prática, buscando um aprendizado baseado em fatos reais. Segundo Lazzarini (2000), o estudo de caso é uma forma de se fazer pesquisa empírica que investiga fenômenos contemporâneos, dentro de seu contexto de vida real, em situações em que as fronteiras entre o fenômeno e o contexto não estão claramente estabelecidas, onde se utiliza múltiplas fontes de evidência.

2.2 Técnica de coleta de dados

As técnicas utilizadas para coletas de dados foram: pesquisa bibliográfica, documental e observação direta. Segundo Gil (1996), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida sobre um material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. A pesquisa qualitativa, no entanto, trata-se de uma atividade da ciência, que visa à construção da realidade, mas que se preocupa com as ciências sociais em um nível de realidade que não pode ser quantificado, trabalhando com o universo de crenças, valores, significados e outros construto profundos das relações que não podem ser reduzidos a operacionalização de variáveis.

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3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

3.1 Logística

A logística teve suas primeiras características visualizadas principalmente na época da

Guerra, é a Antoine-Henri Jomini, ou Jomini, contemporâneo de Clausewitz, que se deve,

pela primeira vez, o uso da palavra "logística", definindo-a como "a ação que conduz à preparação e sustentação das campanhas", enquadrando-a como "a ciência dos detalhes dentro dos Estados-Maiores". Ballou (2001) comenta que “embora o gerenciamento coordenado da logística não tenha sido praticado até pouco tempo, esta idéia remonta de, pelo menos, 1844”.

A verdadeira tomada de consciência da logística como ciência teve sua origem nas

teorias criadas e desenvolvidas pelo Tenente-Coronel Thorpe, do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos da América que, no ano de 1917, publicou o livro "Logística Pura: a ciência da preparação para a guerra". Segundo Thorpe, "a estratégia e a tática proporcionam o esquema da condução das operações militares, enquanto a logística proporciona os meios".

Assim, pela primeira vez, a logística situa-se no mesmo nível da estratégia e da tática dentro da Arte da Guerra. Definições mais atuais especifica o que já ocorre de forma primaria na guerra, pois logística e o planejamento da movimentação e armazenagem de materiais, conforme afirmado por Novaes (2001): Logística é o processo de planejar, implementar e controlar de maneira eficiente o fluxo e a armazenagem de produtos, bem como os serviços e informações associados, cobrindo desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o objetivo de atender aos requisitos do consumidor.

A palavra Logística conforme definido em Aurélio (2002), vem do francês logistique e

tem como uma de suas definições a parte da arte da guerra que trata do planejamento e da realização de: projeto e desenvolvimento, obtenção, armazenamento, transporte, distribuição, reparação, manutenção e evacuação de material (para fins operativos ou administrativos). No cenário econômico atual, marcado pela globalização e pela alta competitividade

em que vivemos, toda área de uma determinada organização tem a sua importância, pois não pode haver nenhum desperdício ou perda financeira. Há, porém uma área que, devido ao seu amplo campo de atuação, tanto interno quanto externo à organização, destaca-se por sua relevância. Esta área ou departamento é a Logística, que será o foco deste artigo, tendo em vista sua vasta área de abrangência, desde o momento da busca de um determinado

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componente para a produção até a entrega do produto final acabado, passando pelo controle físico destes insumos ou produtos acabados. A logística já esta tendo um enfoque estratégico em muitas empresas, surgiu devido a necessidade de movimentação do homem e da necessidade de mudarem de ambientes temporariamente, armazenarem alimento em épocas determinadas pelo clima. Porém, o termo logístico é de origem francesa, onde foi usado pela primeira vez, nas operações militares, quando a decisão de avançar ou recuar as tropas seguindo uma determinada estratégia militar. Dentre as diversas áreas da organização, a Logística merece um tratamento diferenciado, considerando a posição estratégica da mesma, e seu amplo relacionamento com demais setores. De acordo com Ching (1999, p. 20-25), “até 1950 as atividades da logística eram divididas entre diversas áreas”. O que gerava conflitos, já que nenhum departamento tinha responsabilidade e objetivos concretos a serem alcançados e mencionados em relação à logística. O foco da maior parte das empresas era o marketing e as funções logísticas estavam dispersas entre os diversos departamentos desta organização. Através destas definições e enfoques, podemos entender porque hoje a Logística é tratada como um assunto estratégico para as empresas, que procuram diminuir o tempo entre compra de insumos, produção de bens e/ou serviços e sua entrega no destino final, de acordo com o desejo do cliente, levando-se em conta menor custo e maior qualidade. Atualmente, junto com a estrutura de logística está associada a um termo que usa essa estrutura como apoio, buscando um melhor desenvolvimento de toda cadeia logística. Esse termo é definido como cadeia de suprimento e busca vínculos e coordenações entre os processos das demais organizações existentes na linha de produção, ou seja, alia fornecedores e clientes, e a própria organização.

Segundo Aitken ( 1988, apud Christopher, 2007, p.5).

Uma rede de organizações conectadas e interdependentes, trabalhando conjuntamente, em regime de cooperação mútua, para controlar, gerenciar e aperfeiçoar o fluxo de matérias-primas e informações dos fornecedores para os clientes finais.

Para uma melhor instalação do processo de gerenciamento da cadeia de suprimentos é fundamental uma mudança no tradicional relacionamento distante entre cliente e fornecedor, essa relação deve começar ser a mais próxima possível buscando o entendimento entre as partes e um contínuo relacionamento, tendo a finalidade de atingir um resultado mais lucrativo para todas as partes da cadeia.

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Os estoques representam um dos ativos mais importantes do capital circulante e da posição financeira da maioria das companhias industriais e comerciais. Sua correta

determinação no início e no fim do período contábil é essencial para uma apuração adequada do lucro líquido do exercício.

A Logística, como departamento ou setor de uma organização, está vinculado,

normalmente, à Direção Industrial; porém, ao considerarmos a importância da Administração

de Estoque, temos que também colocá-la sob orientação da Controladoria. No Brasil mais especificadamente a logística só começou a passar por grandes mudanças na década de 90, foi na verdade um processo revolucionário tanto em termos de gestão e práticas empresariais, quanto da melhor eficácia, melhoramento da qualidade e

disponibilidade da infraestrutura dos meios de comunicação e transporte. Segundo Fleury; et al (2000 p.20), “comunicação e transporte são elementos e variáveis fundamentais para existência de uma logística preparada para atender o cliente e moderna em sua estrutura.”

Já para Novaes (2001) no Brasil “uma das limitações observadas nas empresas

brasileiras, quanto às possibilidades de evolução em termos logísticos, é sua estrutura organizacional”. È necessário a busca por melhoria continua a fim de se atualizar e criar

condições de competir com os mercados externos. Tardia foi a difusão do conceito de logística no Brasil devido o ambiente altamente inflacionário que caracterizou o país por muito tempo, mais precisamente cerca de duas décadas, aliado com uma economia fechada disponibilizando baixo nível de competição.

3.2 Estoque

Os estoques são materiais que estão a espera para atender uma demanda, seja ela para

um processo posterior ou para o consumidor final. Segundo Ballou (1993) estoque serve para

auxiliar o processo logístico, visando dispor das mercadorias desejadas pelos clientes e entregá-las a um preço mais acessível produto. Em outras palavras, podemos afirmar que o estoque visa tornar o produto desejado sempre disponível.

Na área de logística, um dos principais processos é o de armazenagem de produtos ao

qual requer a acomodação e locomoção de mercadorias ou produtos acabados em um determinado espaço físico, chamados de depósito. Esses produtos ou mercadorias são denominados estoques e tem a finalidade de armazenar produtos a fim de evitar falta dos mesmos nos processos de produção ou na finalização da venda.

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Para Slack et al (1999), entende-se por estoque qualquer quantia de produto, objeto ou, material armazenado, seja de produto acabado, matéria-prima, material em processo, insumos, manutenção, entre outros.

Ainda para o autor, estoques têm valores, finalidades e administração diferentes, de acordo com sua utilização na empresa. Pode-se apontar também alguns motivos para se manter estoques, entre eles: evitar interrupção da produção e evitar perdas de vendas por falta de produtos. Os estoques servem como segurança para os casos como perdas, oscilações na produção, quebra de máquinas, falta de funcionário e vendas imprevistas. Conforme Corrêa; Gianesi; Caon (2001), o conceito de estoque é um elemento gerencial essencial na administração das empresas. Após buscar durante muito tempo baixar seus estoques a níveis máximos, as empresas enfrentaram grandes problemas, e acabaram compreendendo que a estratégia é chegar a um consenso de que realmente precisa-se de estoque para trabalhar sem comprometer os seus processos. Já para Ballou (2004), se a demanda for previsível não é necessário manter estoques, isto é, quanto mais precisa for a previsão de demanda, mais simples de controlar os estoques. No entanto, como praticamente não existe previsão de demanda exata, as empresas utilizam de estoques para reduzir os efeitos causados pelas variações de oferta e procura. Segundo Dias (1993) para a organização de um setor de estoques é necessário:

a) O número de itens que devem permanecer em estoque;

b) Qual o período de reposição para os itens em estoque;

c) O quanto se deve manter em estoque para um período determinado;

d) Acionar o departamento de compras para a aquisição do produto;

e) Receber, armazenar e distribuir os materiais de acordo com a necessidade;

f) Exercer o controle sobre as quantidades e valores em estoque, fornecendo essas informações;

g) Manter a acuracidade e avaliar a situação dos estoques com inventários periódicos e ainda identificar e retirar do estoque materiais obsoletos e materiais danificados. Ainda para o autor, cada tipo de estoque tem suas particularidades dentro da empresa, o modo como devem ser tratados, seus níveis, relação entre nível de estoque e capital envolvido, entre outros fatores.

Nellemann (1975), enfatiza que: “Devemos sempre ter o produto de que você necessita, mas nunca podemos ser pegos com algum estoque” É importante que exista uma perfeita sincronização entre a oferta e demanda, mas como não é possível avaliar precisamente a demanda futura, assim como a dificuldade de ter sempre os suprimentos disponíveis a todo o momento, deve-se acumular estoque para

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assegurar a disponibilidade dos produtos ou para minimizar os custos totais de produção e distribuição. Segundo Bowersox e Closs (2001), os riscos dos estoques variam, de acordo com a posição que a empresa ocupa no canal de distribuição. Sendo assim, analisaremos a seguir cada uma das posições no canal e os riscos do estoque.

3.2.1 Custo de estoque mercadorias comerciais

O custo do estoque é de extrema importância não só devido sua alta participação

percentual no total do ativo, mas também peo fato de ser a partir dele que se determina o custo

das mercadorias ou produtos vendidos. Segundo Oliveira (1999, p.181), “o estoque representa o custo das mercadorias possuídas por uma empresa numa data especifica. Ou seja, é uma conta que registra os bens adquiridos para serem revendidos ou transformados”.

O autor destaca ainda que o tipo de estoque que uma empresa possui, depende do seu

objetivo social: se for uma empresa que comercializa produtos, que é o nosso caso, ela compra e vende os mesmos produtos e seu estoque é constituído de mercadorias. Assim

sendo, a venda de estoques gera receita de vendas, custo de mercadorias ou produtos vendidos e estoque final.

O termo custo de mercadorias entende-se que é o preço pago pela mercadoria,

acrescido de outras despesas para movimentação do estoque, deduzido os impostos recuperáveis e o valor de mercado. O principio básico é que o custo das mercadorias

adquiridas deve compreender todos os gastos que a empresa realiza para adquiri-las e colocá- las em condições de serem vendidas.

A semelhança física entre unidades de alguns produtos, entretanto, cria dificuldades

para a identificação de quais unidades foram vendidas e quais ficaram em estoque. Mesmo quando avanços na tecnologia permitem que a empresa acompanhe cada item de seu estoque, ela pode preferir não fazê-lo, dados os custos envolvidos. (STICKNEY, 2001, p.339). Desta forma, surge a duvida sobre qual preço unitário deve ser atribuído a tais estoques na data do balanço. Favaro et all (1997, p.219), destaca que: o importante é que de acordo com os princípios contábeis (do custo original como base de valor), deve se trabalhar com os valores de aquisição (entradas) das mercadorias, o que pode variar é o critério adotado para sua valoração. Considerando esse ponto de vista são varias as possibilidades de atribuição desse valor. Porém, dar-se-á ênfase aos métodos PEPS, UEPS e CUSTO MÈDIO

por serem os mais citados pelos autores.

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Qualquer um dos métodos de valoração dos estoques, quando utilizados nas mesmas condições de quantidades e preços, manterá a situação real das empresas nas mesmas igualdades, com a mesma quantidade de estoque, porém segundo Favaro et all (1997, p.253), os resultados são influenciados pelos diferentes critérios de valoração de seus estoques, que provocam diferença no CMV (Custo da Mercadoria Vendida) interferindo assim na obtenção do lucro bruto na Demonstração de Resultado do Exercício. Isso quer dizer que os resultados obtidos são diferentes, em consequência dos critérios de atribuição de custos utilizados, embora todos tenham como base o mesmo custo de aquisição. A seguir analisarem-se os três métodos citados acima. Antes disso, vale a pena ressaltar que o termo entrada e saída de mercadorias estarão sendo usados no sentido financeiro e não em sentido físico. Muitas empresas, porém, nos dias atuais, estão evitando as necessidades de estoques, aplicando a filosofia Just-in-time. Entretanto é muito importante que a demanda por produtos acabados seja conhecida com alto grau de precisão e com fornecedores confiáveis a fim de obter um suprimento adequado à demanda, caso contrário tal método não funciona.

De acordo com Dias (1993, p.29):

Inicialmente devem-se descrever suas funções principais do responsável de estoque analisando: o que, quando e quanto deve se manter de estoque, acionar o departamento de compras para executar aquisição de estoque; receber, armazenar e atender os materiais estocados de acordo com as necessidades; controlar os estoques em termos de quantidades e valor e fornecer informações sobre a posição do estoque; manter inventários periódicos para avaliações das quantidades e estocados; e identificar e retirar do estoque os itens obsoletos e danificados.

A gestão de estoque tem como preocupação a busca constante da redução dos valores monetários de seus estoques, atuando para mantê-los o mais baixo possível e dentro dos níveis de segurança financeiro e dos volumes para atender à demanda. Essa atividade é uma das mais importantes de uma empresa de manufatura, algumas chegam à falência por imobilizar elevadas somas de capital em estoques.

As principais vantagens decorrentes do sistema de controle de estoque de acordo com Messias (1978, p. 178 - 179), são: maior disponibilidade de capital para outras aplicações; redução dos custos de armazenagem; redução dos custos de paradas de máquina por falta de material; redução dos custos dos estoques que envolvem diminuição do número de itens em estoque; redução dos riscos de perdas por deterioração; redução dos custos de posse de estoque.

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Existem outros fatores que justificam a avaliação de estoque são: assegurar que o capital imobilizado seja o mínimo possível; assegurar que estejam de acordo com a política da empresa; garantir que a valorização do estoque reflita seu conteúdo; o valor desse capital seja uma ferramenta de tomada de decisão; evitar desperdícios como roubos, extravio, etc. É indispensável uma perfeita avaliação financeira do estoque para proporcionar informações exatas e atualizadas das matérias primas e produtos em estoque sob- responsabilidade da empresa. O valor real de estoque que dispomos é feito por dois processos; um por meio das fichas de controle de cada item de estoque, e o segundo por meio de inventário físico. No primeiro processo podemos avaliar os estoques pelos métodos de custo médio, FIFO (PEPS) e LIFO (UEPS).

a) FIFO – O procedimento de baixa dos itens de estoque é feito para ordem de entrada de material na empresa, o primeiro que entrou será o primeiro que sairá, e assim utilizarmos seus valores na contabilização do estoque.

b) LIFO – Considera que o primeiro a sair deve ser o último que entrou em estoque, sempre teremos uma valorização do saldo baseada nos últimos preços.

c) CUSTO MÉDIO – A avaliação por este método é muito freqüente, pois seu procedimento é simples e ao mesmo tempo age como um moderador de preços, eliminando as flutuações que possam ocorrer. Tem por metodologia a fixação de preço médio entre todas as entradas e saídas. O procedimento de baixa dos itens é feito normalmente pela quantidade da própria ordem de fabricação e os valores finais de saldo são dados pelo preço médio dos produtos.

3.2.2 Ciclo de estoque ou rotatividade

Ciclo de estoque é o período em que a mercadoria permanece nas dependências da empresa, ou seja, começa com a compra da mercadoria (matéria prima ou materiais para revenda) e encerra-se com a venda da mesma. Este ciclo é o giro de estoques, ele nos diz quanto tempo à empresa está demorando a girar o seu estoque, quanto tempo ocorre o processo e rotatividade.

giro ou rotatividade de estoque é definido como número de

vezes em que o estoque é totalmente renovado em um período de tempo, geralmente anual. É calculado pela fórmula: Giro = Demanda Média no Período Estoque Médio no Período

Para Francischini (2002),

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Quanto mais lento este ciclo mais são os custos de estoque, constituindo então o período em que a empresa utiliza-se de recursos próprios ou de terceiros para poder exercer as suas atividades de produção. Outro ponto importante e visualizado pelo planejamento financeiro é referente ao retorno dos investimentos, as empresas que vendem a prazo, recorrem muitas vezes ao desconto da duplicata, onde os encargos,financeiros são bastante elevados. O giro lento do departamento de Contas a Receber pode por si mesmo, transformar uma empresa saudável em insolvente. O índice de giro do estoque monitora o quanto é efetiva uma empresa ao gerenciar seu estoque, ou seja, a eficiência com a qual a empresa gerencia seus estoques. O índice representa o número de vezes durante o ano (ou período) que uma empresa repõe (“gira”) seu estoque. Quanto maior o estoque que se tem maior em são os custos com sua manutenção sendo assim quando possível às empresas adotam desempenho de conceitos para gerenciamentos de seus estoques podendo influenciar significativamente seus indicadores de qualidade, custo e prazo. Nesse contexto, o tempo de ressuprimento (ou lead time) desse fornecedor e, principalmente, sua variação assumem papel fundamental frente à atual tendência de gerenciar a cadeia de suprimentos numa abordagem de busca pela eficiência e redução dos custos globais.

Segundo Pozo (2002, p. 153), quando se tem estoque-reserva toda vez se aumenta a quantidade a ser comprada, aumentamos o estoque médio de nossa empresa, e isso propicia, também aumento de custos de manutenção de armazenagem, juros, obsolescência, deterioração e outros. Por outro lado, aumentando-se as quantidades de lote de compra, diminuem-se os custos de pedido de compra, o custo por unidade comprada, de mão-de-obra e manuseio. O resultado é que ocorrem dois focos de forças nos afetando, um buscando estoques para facilidade de atendimento, porém com custos críticos e outros os quais se tenta evitar em face desses custos. O lote econômico de compra é a quantidade que equilibra o custo do pedido e o custo de armazenagem.

O valor desse tempo de ressuprimento, bem como seu desvio padrão são variáveis relacionadas à quantidade de estoque de segurança que uma empresa deve manter visando suprir, a um dado nível de serviço, sua demanda e, principalmente, suas flutuações naturais.

De acordo com Dias (1993, p. 32 - 33), todo o início de estudo dos estoques está pautado na previsão do consumo do material. A previsão de consumo ou da demanda estabelece as estimativas futuras dos produtos acabados comercializados pela empresa. A previsão deve sempre ser considerada como hipótese mais provável dos resultados. As informações básicas que

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permitem decidir quais serão as dimensões e a distribuição no tempo da demanda dos produtos acabados podem ser classificadas em duas categorias: quantitativas e qualitativas.

Os estoques são igualmente importantes, processos produtivos pouco confiáveis, bem como aqueles mal gerenciados, acabam por gerar mais estoques, seja num mecanismo de precaução a eventos inesperados, seja como resultado da ineficiência administrativa dos recursos materiais existentes em todo o ambiente produtivo. Estoques, portanto, são de grande importância, tanto para a logística quanto para a produção, segundo (SLACk etal., 1997). Gaither; Frazier (2001), ao discutirem a importância dos custos associados aos estoques, argumentam que eles podem parecer indiretos, difusos ou irrelevantes, entretanto, apontam que sua redução pode ser crucial para competir em mercados mundiais. Diante da necessidade de sua existência e considerando sua importância, tanto estratégica quanto financeira, diversa técnicas e filosofias de trabalho abordam a questão da melhor gestão dos estoques. Uma das primeiras e mais tradicionais formas de trabalhar essa relação de trade off, do ponto de vista da minimização de custos, é a utilização do Lote Econômico de Compra (LEC) ou Economic Order Quantity (EOQ). Embora outras técnicas (ou filosofias), como o Just-in-time(JiT), terem se consolidado e, atualmente, subsidiarem grande parte das ações voltadas à redução dos desperdícios.

De acordo com Francischini (2002, p. 151), o tempo de reposição do estoque é definido como o período entre a detecção de que o estoque de determinado item precisa ser reposto até a

efetiva disponibilidade do item para consumo. Tal desenvolvimento tem se utilizado de outras ferramentas, como a simulação, por exemplo, para a identificação de estratégias ótimas na gestão de estoques.

3.2.3 Recebimento, armazenagem e movimentação de estoque

O recebimento de materiais é uma rotina de grande importância para gestão dos estoques, pois verifica o cumprimento do acordo entre a área de compras e o fornecedor, para isso é necessário que seja obedecida os procedimentos de recebimento de materiais estabelecido pela empresa. A armazenagem é o conjunto das funções de recepção, arrumação, conservação, levantamento e distribuição de matérias-primas e/ou artigos comprados ou fabricados. Se todos os armazéns devem ser concebidos para desempenhar aquelas funções de forma racional e econômica,

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A armazenagem é o conjunto das funções de recepção, arrumação, conservação, levantamento e distribuição de também é verdade que devem ser adaptadas à natureza dos materiais consumidos na empresa.matérias-primas e/ou artigos comprados ou fabricados. Se todos os armazéns devem ser concebidos para desempenhar aquelas funções de forma racional e econômica, também é verdade que devem ser adaptadas à natureza dos materiais consumidos na empresa. A armazenagem inadequada e insegura dos produtos ocasiona numerosos e graves acidentes de trabalho, razão pela qual se torna necessário.

De acordo com Viana (2002), o objetivo primordial do armazenamento é utilizar o espaço nas três dimensões, da maneira mais eficiente possível. As instalações do armazém devem proporcionar a movimentação rápida e fácil de suprimentos desde o recebimento até a expedição.

Assim, ainda segundo Viana (2002, p. 308 – 309), alguns cuidados essenciais devem ser observados:

Determinação do local, em recinto aberto ou não; Definição adequada do layout; Definição de uma política de preservação, com embalagens plenamente convenientes aos materiais; Ordens, arrumação e limpeza, de forma constante; Segurança patrimonial, contra furtos, incêndio etc. Ao se aperfeiçoar a armazenagem, obtém-se: Maximizar utilização do espaço; Efetiva utilização dos recursos disponíveis (mão-de-obra e equipamentos); Pronto acesso a todos os itens (seletividade); Maximiza proteção aos itens estocados; Boa organização; Satisfação das necessidades dos clientes.

São vários pontos dentro de todo o procedimento que envolve o estoque de materiais e produtos, assim se procura uma padronização baseada em política internas, para o bom andamento das atividades evitando desperdícios de recursos. Abaixo um modelo de armazenagem de materiais e suas etapas representadas no fluxograma abaixo. A armazenagem é o conjunto das funções de recepção, arrumação, conservação, levantamento e distribuição de matérias-primas e/ou artigos comprados ou fabricados. Se todos os armazéns devem ser concebidos para desempenhar aquelas funções de forma racional e econômica, também é verdade que devem ser adaptadas à natureza dos materiais consumidos na empresa. Armazenagem, controle e manuseio de mercadorias são componentes essenciais da logística. Seus custos são elevados. A seleção dos locais onde esse processo será feito está intimamente associada aos custos desse processo. É conveniente para as organizações alocarem grandes espaços físicos para armazenagem e estocagem? Sabemos que é muito difícil especificar a demanda com precisão,

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por isso, em muitos casos são necessários à utilização de grande espaço físico. Podemos minimizar esse espaço, fazendo com que nosso estoque seja o mínimo possível, reduzindo-se assim os custos totais em armazenagem.

Segundo Viana (2002), a realização de uma operação eficiente de armazenagem depende muito da existência de um bom layout, que determina, tipicamente, o grau de acesso ao material, os modelos de fluxo de material, os locais de áreas obstruídas, a eficiência da mão de obra e a segurança do pessoal e do armazém.

3.3 Necessidade de espaço físico

O espaço físico é essencial para o bom armazenamento dos materiais se as demandas forem todas conhecidas com exatidão, e as mercadorias puderem ser fornecidas instantaneamente, não há necessidade para manter espaço físico para estoque. Porém isso não costuma ocorrer com freqüência por diversos motivos: demanda variável, atraso nos fornecimentos, marketing, etc. Outro ponto importante referente aos processos logísticos principalmente de armazenagem e movimentação de materiais é referente à localização das áreas e estruturas existentes nos estoques. É necessário que haja espaço suficiente para locomoção dos equipamentos ao mesmo tempo se aproveitando o máximo de capacidade de armazenagem dos materiais. O manuseio ou movimentação interna de produtos ou materiais significa transportá-los por distancias relativamente pequenas, dentro do próprio armazém (BALLOU, 1995).

Para definição das áreas e melhor aproveitamento do espaço de armazenagem é realizado o estudo da planta do local, ou seja, é feito um layout definindo a localização das estruturas e dos equipamentos utilizados. Os objetivos do layout segundo, Viana (2002) de um armazém devem ser: a) assegurar a utilização máxima do espaço; b) propiciar a mais eficiente movimentação de materiais; c) propiciar a estocagem mais econômica, em relação às despesas de equipamento, espaço, danos de materiais e mão-de-obra do armazém; d) fazer do armazém um modelo de boa organização.

Com o layout a manuseio de materiais tende a ser facilitado diminuindo os custos relacionados. O manuseio de materiais é a atividade que mais utiliza mão-de-obra no armazém. A mão-de-obra necessária à separação e ao manuseio de produtos representa um dos custos de mão-de-obra mais altos do sistema logístico. (BOWERSOX; CLOSS, 2001)

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Dentro da definição do layout ocorre a visualização dos materiais assim como os

locais onde serão armazenados. Para melhor rendimento dos processos e controle dos materiais existe o processo de endereçamento que define alguns métodos de organização e armazenagem. Com exemplo de método de localização temos o sistema de estocagem fixa, neste sistema é determinado um número de áreas de estocagem para um tipo de material, definindo-se, assim, que somente material desde tipo poderá ser estocado nos locais marcados. Ou o caso do sistema de estocagem livre onde não existem locais fixos de armazenagem, a não ser, para materiais de estocagens especiais. Os materiais vão ocupar os espaços vazios disponíveis dentro do depósito.

3.4 Estoque de distribuição

A partir do início do processo de integração, consolidado pela obtenção de

significativos resultados relacionados ao aumento de produtividade e à melhoria do nível de serviço ao cliente, às empresas elegeram a logística como um instrumento de integração de toda a cadeia de negócios, envolvendo clientes, fornecedores e todos aqueles relacionados diretamente ou indiretamente com a produção.

Os estoques podem servir como redutor dos custos de transportes, pois permite o uso

de quantidades econômicas de transportes, ou seja, utilizando-se o máximo que o responsável

pelo frete consegue lhe trazer você estaria economizando custos com esse serviço. Conforme Lima, (2002) aumento de produtos, inúmeras variedades, vendas por

catálagos, internet, também trouxeram novas demandas para operações logísticas. As mudanças os armazéns de produtos acabados com finalidade de estocar, estão dando lugar aos centros de distribuição, cujo foco principal é a atividade de separação de pedidos. Assim é visível que a percepção da necessidade de integração não foi somente em relação ao ambiente interno da empresa, mas também fora dela, constituindo uma rede de organizações integradas desde os fornecedores de matéria-prima até os consumidores finais.

Os estoques estão presentes ao longo das cadeias de distribuição pelos mais diversos

motivos. Ball ou (2001) estima que o custo anual de manutenção de um item em estoque é de 20 a 40% do seu valor. Lee; Billington (1992) apontam diversas oportunidades para a melhoria na gestão de estoques na cadeia e utilizam sempre a premissa de que o menor nível de estoques é obtido quando toda cadeia é considerada como um sistema único. Com o uso das práticas de cooperação e compartilhamento de informações, pretende- se estudar como o estabelecimento da política de estocagem influencia o dilema existente

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produtos (Nível de serviço) e os custos de estocagem (Nível de estoque) em dois estágios da cadeia. Este trabalho tem como principal foco o gerenciamento da disponibilidade de produtos, através da política de gestão de estoque, numa cadeia de distribuição em que haja cooperação e compartilhamento de informações. A diminuição do período de revisão dos estoques dos distribuidores e o consequente aumento na periodicidade de entrega ocasionaram aumento relativamente pequeno no custo de transporte e de venda perdida, e a redução relativamente grande no custo de estoque dos distribuidores.

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4 RESULTADOS DA PESQUISA

4.1 Histórico da empresa

Este trabalho tem como propósito descrever as atividades logísticas de estoque, armazenagem e manuseio no setor varejista sendo especificamente relatado e pesquisado em

uma das filiais de uma rede de lojas de varejo, que será definida no trabalho como Loja Vila Olímpia. A filial está localizada na cidade de Olímpia interior de São Paulo, com estimativa de 55 mil habitantes, baseando sua economia na cultura da cana-de-açúcar e no turismo decorrente do clube de águas quentes, com grande volume de visitantes.

A empresa atua na atividade comercial, com diversas lojas espalhadas pelo país,

trabalha com produtos do chamado ramo mole que envolve produtos de cama, mesa e banho

(CAMEBA), produtos de tapetes, cortinas e decoração (TACO), produtos de vestuários (moda feminina, masculina, infantil, lingerie e acessórios), produtos de calçados (feminino, masculino e infantil) e produtos da linha de presentes (talheres, jogos de louça e panelas). E com os produtos do chamado ramo duro que são os eletrodomésticos, eletroportáteis, eletrônicos, informática, telefonia, celulares e ferramentas.

A missão da empresa é superar as expectativas das famílias brasileiras das classes

mais populosas oferecendo variedade ampla e atual de produtos e serviços, com o melhor preço e qualidade percebidos, através de uma operação de varejo baseada em um relacionamento único com nossos clientes e focada em artigos de vestuário, lar-têxtil e eletroeletrônicos, agindo com integridade e buscando resultados. Para atingir sua missão e seus objetivos a empresa atua em várias áreas, se modernizando e busca a melhoria contínua, consequentemente conseguindo se manter e crescer no mercado.

4.2 Resultados obtidos

Nesta pesquisa estão descritos os resultados do acompanhamento e pesquisa realizada nos processo de controle de estoque da Loja Vila Olímpia, e a discussão dos métodos proposto para melhoria dos processos, assim como os efeitos que controle de estoque pode trazer de melhoria para o negócio da empresa.

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O objetivo é demonstrar como é realizado atualmente o controle de estoque na loja, e

como poderão ser realizados os novos processos de controle de estoque na loja Vila Olímpia propostos, com a intenção de disponibilizar produtos certos para os clientes em quantidades e qualidades exigidas, com baixo custo nos processos logístico, impactando diretamente em um maior rendimento do negócio.

4.2.1 Processos atuais

Atualmente a quantidade de compras dos produtos é feita de maneira aleatória pelo Centro de distribuição embasado apenas em relatórios de períodos passados. Existe apenas um Centro de Distribuição para enviar os diversos tipos de mercadoria. As entregas são ordenadas pelo Centro de Distribuição quando fechada a carga de um

caminhão para as rotas de entrega, sendo possível a visualização pelas lojas apenas 1 dia antes da chegada da entrega final.

O sistema de recebimento realizado na Loja Vila Olímpia é manual sendo impressa

uma folha dos volumes e são riscados os itens após comparação com a numeração. No processo de descarregamento os produtos são levados manualmente do caminhão até o estoque. Referente à linha de vestuários, todas as peças são encabidadas dentro do estoque da loja pelos colaboradores responsáveis. Quando da ocorrência de alguma divergência no recebimento dos materiais (falta ou avaria), existe uma ficha “DECLARAÇÃO DE OCORRÊNCIA” que é preenchida manualmente tendo mais 2 vias tiradas com carbono para acompanhar a NF (Nota Fiscal) de ajuste de estoque, referente à ocorrência. Como método de controle de estoque a Loja adota balanços anuais realizados pelos próprios colaboradores durante 2 dias do último final de semana do ano referente.

4.2.2 Melhorias dos processos propostos

Referente à separação dos materiais para a loja, é interessante um número maior de critérios, onde esses dados devem ser baseados em vendas do mesmo período do ano anterior ao atual, tendências de mercado, estabilidade da economia e principalmente a análise dos responsáveis da loja entre outras variáveis que afetam as vendas. Esse tipo de processo ajuda

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a ter uma noção mais exata da quantidade de produtos que deve comprar, chegando mais perto de atender toda demanda de seus clientes. Para o processo de entrega dos materiais para as lojas diferenciando os materiais, a proposta visa que a entrega dos produtos seja realizada por dois centros de distribuição, sendo um para o recebimento, armazenamento e distribuição dos produtos de eletro para as lojas, e ou outro também para recebimento, armazenamento e ditribuição de produtos de vestuário e lar para as lojas. O encaminhamento de cada tipo de mercadoria para um centro de distribuiçao especifico, aprimora a chegada de um produto especifico em momento que exitem uma maior necessidade do mesmo, para suprir sua respectiva falta nas lojas. O ideal seria a definição de uma sequencia de recebimento de mercadorias da loja de Olímpia poderia ser de 4 vezes por semana, sendo 2 vezes mercadorias do centro de distribuição Cadiriri, responsável pelos produtos de eletrodomésticos e eletrônicos e de 2 vezes por semana mercadorias do centro de distribuição Barueri, responsável por produtos de vestuário e têxtil. Sempre com dias da semana definidos para entrega, podendo ser mudado em casos especifico porém devidamente informados. Na conferência do recebimento a proposta é conferencia através do sistema informatizado de um Palm Top com scanner que pode ser gerado o sincronismo após conferencia do lacre e posteriormente a coleta pelo código de barras já existente nas etiquetas, para os materiais serem levados aos estoque com os equipamentos disponíveis (conforme Anexo A), pois no momento em que é coletado o produto já faria parte do estoque da filial, pois o sistema estaria interligado (central, armazém de distribuição e filial). Para melhor locomoção e acomodação dos produtos a proposta é o uso em equipamentos adequados para determinado tipo de material procurando armazena-los corretamento usando equipamentos como: carrinho abastecedor e roller; araras; prateleiras; gondolas e estruturas de estoque mais adequadas (conforme Anexo B) Na questão das mercadorias de vestuário, o ideal é a total modificação do encabidamento das peças de vestuário, que pela proposta passariam a ser entregues aos Centros de Distribuição que repassariam para as lojas, os materiais já encabidadas pelos fornecedores. Como os volumes devem ser conferidos 100% através do Palm, após a coleta dos dados pelo aparelho serão realizados a sincronização entre o que foi coletado e os dados se visualizam na tela os itens recebidos e possíveis falta de volumes. Neste caso, quando confirmado, pelo próprio sistema será possível realizar o acerto e gerar NF de devolução ao Centro de Distribuição instantaneamente (conforme Anexo C).

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Referente ao balanço realizado nos estoque um método de controle interessante para uso na Loja seria os inventários preventivos realizados pelos próprios colaboradores das lojas, esse tipo de inventario procuraria conferir o estoque físico de um determinado nível de produtos. Além do inventário preventivo que buscaria a atualização do estoque em determinados níveis de produtos. Seria realizado o inventário geral de estoque, feito uma vez por ano, as divergências encontradas serão rastreadas ate chegar ao motivo da ocorrência, buscando assim sanar o problema encontrado. Todos estes novos processos das operações de controle de estoque serão fundamentais para que a Loja ganhe maior estabilidade e crescimento no mercado.

4.2.2.1 Fluxograma antes e após as mudanças nos processos de estoque

Atendendo aos requesitos propostos para os novos processos no controle de estoque buscou-se definir um fluxograma de recebimento de materiais melhorado e facilmente visualizado, pois muitos procedimentos anteriores que demandavam maior tempo serão extintos com os novos processos de controle e armazenagem de materiais. A seguir o modelo do fluxograma para melhor visualização dos novos processos, conforme Figura 1.

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Figura 1: FLUXOGRAMA DO PROCESSO DE ENTRADA E ARMAZENAGEM DE MATERIAIS DA LOJA VILA OLÍMPIA

Chegado Caminhão Divergência interna Conferência lacre Sim Conferência NFs Verificação de 100% volumes
Chegado Caminhão
Divergência
interna
Conferência lacre
Sim
Conferência NFs
Verificação de 100%
volumes
c/Sistema
Gera ficha de ocorrência
Geração e sincronização
do sistema c/ PALM
Coleta dados físico pelo
código barras de volumes
Documentar e lançar a falta
do volume no sistema
Não
Sincroniza
Não
Verificar no
verificação
caminhão se
c/ sistema
encontra
Sim
Sim
Finaliza processo pelo
Sistema
Conferir os volumes e
proceder com o processo
Liberação do caminhão
Gera ficha de falta
Movimentação dos
volumes até o estoque
feito por equipamentos
Cada tipo de material
enviado para seu estoque
Acondicionar os volumes
corretamente
Conferência interna 10%
dos volumes aleatórios
Não Abertura de todos os volumes Armazenagem no local correto Verificação da ordem das dezenas
Não
Abertura de todos os
volumes
Armazenagem no local
correto
Verificação da ordem das
dezenas no caso vestuário
Verificação do sentido do
material caso de eletros
Verificação de modelos
do material de CAMEBA
Liberação área de recebimento próximo recebimento
Liberação área de recebimento
próximo recebimento

Legenda

Recebimento e sincronização sistemaLegenda Movimentação e armazenagem materiais

Movimentação e armazenagem materiaisLegenda Recebimento e sincronização sistema

Fonte: Elaborado pelo próprio autor do trabalho Ruiz G. (2013).

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4.2.3 Benefícios diretos e indiretos com as novas propostas.

Com as propostas em prática a empresa terá ganho terá ganhado em tempo operacional

e também a questão da transparência das ocorrências, com o envolvimento da tecnologia, o

erro humano nos processos será reduzido trazendo mais confiabilidade ao recebimento. Outro ponto importante com a conferência pelo aparelho portátil PALM será a eficiência no processo que antes realizado manualmente através de uma conferencia item a item com identificação do recebimento através de um “OK” na frente do volume. No processo atual é necessário no mínimo 2 colaboradores para receber um caminhão com aproximadamente 250 volumes dentro de 2hrs. Se colocada em pratica à proposta dos processos e sistematização do recebimento, 1 colaborador devidamente treinado conseguira receber a mesma quantidade de volumes em 40 minutos, sendo referente 33% do tempo anterior com um único colaborador. No processo de encabidamento com a nova proposta será feito direto pelo fornecedor, devido uma parceria feita com a empresa, diminuirá o tempo gasto na arrumação das peças após a abertura do fardo até seu acondicionamento no estoque. Os resultados desses processos são visíveis quando analisamos a diminuição de colaboradores envolvidos nos processos de estoque (recebimento, armazenagem e organização mercadorias), estima-se que a diminuição será de um número de 4 colaboradores atualmente para somente 1 funcionário seguindo os procedimentos propostos, que controlará processos mais eficientes e sistematizados. Esses processos ajudarão na diminuição de produtos com avarias, além de aumentar o controle sobre falta e avarias internas das peças de vestuário. Na melhoria referente ao giro das mercadorias e controle do estoque conforme demonstrado para nova proposta busca dar continuidade ao ciclo dos produtos, minimizando os riscos de obsolescência e perdas o que geraria perda na lucratividade final. O presente trabalho relata a importância de melhorias nos procedimentos de logística para melhorar os ganhos da empresa, tornando a mais lucrativa e competitiva no mercado de trabalho, tornando seus processos mais eficientes com menor custo necessário. Verificou-se de acordo com a proposta dos procedimentos apresentados acima que as melhorias no estoque da empresa que por ser uma loja de varejo, sabe da necessidade de ter estoques adequados de mercadoria para atender a demanda de seus clientes de forma imediata

para atender a demanda de seus clientes de forma imediata e consequentemente garantindo maior satisfação e

e consequentemente garantindo maior satisfação e credibilidade diante dos clientes.

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Os objetivos buscando melhores condições de controle a custos mais baixo serão alcançados, porem existe a necessidade dos investimentos com ênfase na parte tecnológica, de controles e treinamento funcionários. Nota-se que além das mudanças na estrutura física das lojas, as mudanças em processos juntamente com a integração de tecnologia e melhor gerenciamento das informações melhora a funcionamento da área de logística da empresa e os setores de armazenagem e manuseio das mercadorias no deposito das lojas. Pode-se verificar através do fluxograma visivelmente que os processos estão bem definidos e detalhados, sendo importante para que não se perca o controle dos materiais, da forma de recebimento, da forma de armazenagem e da forma de giro, trazendo consequentemente maior gestão do estoque e diminuição de seus custos. Como sugestão destaca-se que o ponto fundamental para melhoria dos processos tenha resultado, por mais bem definidos que sejam também devem contar com entendimento, envolvimento e colaboração dos funcionários das lojas. Como se trata de novos processos e exige uma mudança no meio de executá-los, é possível a ocorrência de erros em algumas tarefas desses processos, podendo afetar todos os objetivos. Por este motivo a empresa deve investir em treinamento constantemente para seus colaboradores, fazendo sempre uma reciclagem dos seus conhecimentos. Alguns desses treinamentos podem ser passados através do sistema de intranet utilizado pela empresa onde todos seus colaboradores poderão ter acesso.

Desta forma todos os processos relacionados às operações do estoque na loja devem ser implantados para minimizar custos do estoque, diretamente interferindo em uma maior lucratividade para empresa, melhorando o giro do capital investido nos produtos de estoque e diminuindo as percas com produtos obsoletos.

4.3 Contribuição da pesquisa

Este estudo, caso seja implantado na empresa em questão, contribuirá para as melhorias nos processos logísticos da loja (recebimento, armazenagem e controle de estoque), contribuindo diretamente redução de custos logísticos e maior eficiência no controle interno do estoque, diretamente beneficiara a empresa com maior lucratividade e poderá focar seus esforços em outros pontos diretamente relacionados com os clientes.

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Outra contribuição é a tecnologia implantada nos processos e o envolvimento e treinamento dos colaboradores da empresa, o que pode ser trabalhado como diferencial da empresa no âmbito de seu mercado cada dia mais competitivo. Por fim, este estudo torna-se também uma fonte de referência e orientação para pessoas interessadas sobre assunto, pessoas que buscam embasamento e experiência para colocar em pratica e como orientação para futuros trabalhos acadêmica na área de logística.

4.4 Limitações da pesquisa

Uma limitação referente realização deste trabalho foi quanto ao acompanhamento dos processos atuais dentro da loja e a busca por ideia de melhoria ou planejamento para maior eficiência dos processos. Preservou-se também o nome original da Loja.

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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente trabalho teve como objetivo apresentar melhorias nos processos logísticos de recebimento, armazenagem e controle de mercadorias em uma empresa comercial, através da proposta de inovação dos processos e maior inserção da tecnologia empregada na empresa. Conclui-se durante a elaboração do trabalho a importância que a área de logística tem

nas empresas, referente a seus custos e processos. Os estoques são pontos primordiais do processo de logística e a empresa deve levar em consideração seus custos, procurando reduzi- los de maneira eficiente. Visualização e melhorias em processos nas etapas de recebimento, armazenagem, movimentação e manutenção de estoque são primordiais para que se alcance bons resultados na gestão dos estoques.

No estudo de caso é possível observar que esses custos podem ser reduzidos através de

melhorias nos processos de armazenamento e acondicionamento dos produtos no estoque da loja. Observa-se também a importância de se investir em estoques assim como sua estrutura física, treinamento de seus funcionários e parcerias com fornecedores, procurando reduzir os custos com pessoal envolvido e melhor qualidade na armazenagem dos produtos.

No fluxograma é possível visualizar como os processos podem ser mais bem definidos

e que sua lógica evita erros e fornece um melhor parâmetro para tomada de decisões, diminuindo consequentemente avarias, ocorrência, perdas.

Terá assim um retorno em longo prazo mas de muita importância, o que se torna para loja hoje um referencial de seus clientes, que buscam produtos de qualidade no momento certo, aumentando a credibilidade e a lucratividade direta da empresa.

O setor logístico dentro das empresas tem caminhos mais especificados que

atualmente estão sendo mais bem estudado e planejado, o foco sobre esse setor cresce na medida em que a concorrência global aumenta e a busca por maior rentabilidade e melhoria contínua são pontos fundamentais para o desenvolvimento e permanência no mercado.

O planejamento e execução da melhoria contínua em processos logísticos é

fundamental o envolvimento e comprometimento de todos os níveis da empresa, atribuindo assim mais um diferencial para a empresa, frente a seus concorrentes. Como sugestão para futuros trabalhos, o importante é a busca pela melhoria continua fazendo dos processos um diferencial competitivo para as empresas.

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33

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ANEXOS

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1. Anexos A - Verificação lacre e aparelho de conferência (PALM)

36 1. Anexos A - Verificação lacre e aparelho de conferência (PALM) 2. Anexos B -
36 1. Anexos A - Verificação lacre e aparelho de conferência (PALM) 2. Anexos B -

2. Anexos B - Equipamentos e estrutura do estoque

36 1. Anexos A - Verificação lacre e aparelho de conferência (PALM) 2. Anexos B -
36 1. Anexos A - Verificação lacre e aparelho de conferência (PALM) 2. Anexos B -

3. Anexos C - Sistema integrado para conferência

3. Anexos C - Sistema integrado para conferência 37
3. Anexos C - Sistema integrado para conferência 37

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