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Direito Civil

Tema III Profº Luciano Figueiredo

Curso Preparatório para Auditores Fiscais, Técnicos, Analistas e Carreiras Afins. www.cursoparaconcursos.com.br
DIREITOS DA PERSONALIDADE

1. Introdução

- A personalidade como centro do ordenamento jurídico nacional, ao revés da pessoa.

2. Conceito

São direitos fundamentais, garantias elementares reconhecidas aos titulares da personalidade jurídica. São valores
reconhecidos para que o titular perfeitamente desempenhe a personalidade. Ex: imagem, nome, privacidade,
honra...

3. Direitos da Personalidade, Direitos e Garantias Fundamentais e Princípio da Dignidade da Pessoa Humana

- Necessidade de visão constitucional do Direito Civil: diálogo entre os arts. 11 a 21 do CC e art 5 da CF, visando:

a) Repersonificação
b) Despatrimonialização
c) Ressocialização

# Questão de Concurso:

A relação dos direitos da personalidade no CC é taxativa ou exemplificativa?

4. Direitos Da Personalidade e Liberdades Públicas

- Proposta de leitura dos Direitos da Personalidade com base em um agir positivo e omissivo do Estado

5. Características

Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade
são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer
limitação voluntária.

a) Segundo a Lei:

intransmissíveis + irrenunciáveis + impossibilidade de limitação voluntária

b) A doutrina alarga tais características, como se passa a enunciar:

5.1 Indisponíveis

# QUESTÕES DE CONCURSO:

O caráter intransmissível e irrenunciável (indisponibilidade) expressamente previsto no dispositivo equivale dizer


que os direitos da personalidade não podem sofrer limitação temporária?

# Enunciado nº 4 do CJF.

Enunciado 4 – Art.11: o exercício dos direitos da personalidade pode sofrer limitação


voluntária, desde que não seja permanente nem geral.

5.2 Absolutos

5.3 Extrapatrimoniais

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5.4 Inatos (Jusnaturalistas)

- Corrente Majoritária: Inatos - Maria Helena Diniz e Carlos Alberto Bittar.

- Corrente Minoritária: Positivados – Pietro Perlingieri, Gustavo Tepedino e Pontes de Miranda

5.5 Imprescritíveis

# Imprescritível é o direito, não a pretensão de ressarcimento por sua violação. Esta prescreve no prazo de três anos
(art 206, p. 3, III, CC).

Art. 206. Prescreve:


§ 3º Em três anos:
V - a pretensão de reparação civil;

# Analogia com Alimentos:

a) O direito de pedir alimentos não é passível de renúncia, sendo possível, tal somente, a desistência
momentânea – Art 1707 e S. 379 do STJ:

Art. 1.707. Pode o credor não exercer, porém lhe é vedado renunciar o direito a
alimentos, sendo o respectivo crédito insuscetível de cessão, compensação ou penhora.

Súmula 379: No acordo de desquite não se admite renúncia aos alimentos, que
poderão ser pleiteados ulteriormente, verificados os pressupostos legais.

b) Todavia, o crédito alimentar em aberto prescreve no prazo de 2 anos, como bem coloca o art 206, p. 2 do
CC

5.6 Vitalícios

# Lesados indiretos

Art. 12, parágrafo único, do CC:

Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a


medida prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em
linha reta, ou colateral até o quarto grau.

- São lesados indiretos na norma geral:

a) cônjuge sobrevivente
b) ascedente
c) descendente
d) colaterais até 4 grau
# Exemplo prático de lesado indireto: Resp 521697/RJ. “Caso Garrincha”.

REsp 521697 / RJ
Ministro CESAR ASFOR ROCHA (1098)
T4 - QUARTA TURMA
Data do Julgamento: 16/02/2006

CIVIL. DANOS MORAIS E MATERIAIS. DIREITO À IMAGEM E À HONRA DE PAI


FALECIDO.

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Os direitos da personalidade, de que o direito à imagem é um deles, guardam como
principal característica a sua intransmissibilidade. Nem por isso, contudo, deixa de
merecer proteção a imagem e a honra de quem falece, como se fossem coisas de
ninguém, porque elas permanecem perenemente lembradas nas memórias, como bens
imortais que se prolongam para muito além da vida, estando até acima desta, como
sentenciou Ariosto. Daí porque não se pode subtrair dos filhos o direito de defender a
imagem e a honra de seu falecido pai, pois eles, em linha de normalidade, são os que
mais se desvanecem com a exaltação feita à sua memória, como são os que mais se
abatem e se deprimem por qualquer agressão que lhe possa trazer mácula. Ademais, a
imagem de pessoa famosa projeta efeitos econômicos para além de sua morte, pelo
que os seus sucessores passam a ter, por direito próprio, legitimidade para postularem
indenização em juízo, seja por dano moral, seja por dano material. Primeiro recurso
especial das autoras parcialmente conhecido e, nessa parte, parcialmente provido.
Segundo recurso especial das autoras não conhecido. Recurso da ré conhecido pelo
dissídio, mas improvido.

Interessante observar que o Parágrafo único do art. 20 do CC traz previsão específica sobre lesados indiretos para
pleitos relacionados a direito à imagem:

Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para


requerer essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes.

- São lesados indiretos no direito à imagem:

a) cônjuge sobrevivente
b) ascedente
c) descendente

Como fazer?

- Enunciado nº 5 da Jornada de direito civil do STJ.

Enunciado nº 5 – Arts. 12 e 20: 1) as disposições do art. 12 têm caráter geral e aplicam-se,


inclusive, às situações previstas no art. 20, excepcionados os casos expressos de
legitimidade para requerer as medidas nele estabelecidas; 2) as disposições do art. 20 do
novo Código Civil têm a finalidade específica de regrar a projeção dos bens
personalíssimos nas situações nele enumeradas. Com exceção dos casos expressos de
legitimação que se conformem com a tipificação preconizada nessa norma, a ela podem
ser aplicadas subsidiariamente as regras instituídas no art. 12.

6. Tutela (proteção)

O artigo 12 do CC traz a possibilidade de proteção dos direitos da personalidade seja através de uma medida
preventiva ou repressiva.

7. Classificação

7.1 Pilar da Integridade Física

> Art. 13 - Tutela ao Corpo Vivo;


> Art. 14 - Tutela ao Corpo Morto;
> Art. 15 - Autonomia do Paciente ou Livre Consentimento Informado.

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7.1.1 Corpo Vivo (Art. 13 CC):

Art. 13. Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando
importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes.
Parágrafo único. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante, na forma
estabelecida em lei especial.

O parágrafo único trata da tutela do corpo vivo no que tange aos transplantes e remete a lei 9434/97. Ou seja,
admite essa disposição do corpo para fins de transplante.

Requisitos do transplante em vida:

1. Só se pode transplantar gratuitamente;

2. Só se pode transplantar órgãos dúplices ou regeneráveis (renováveis);

3. Nos transplantes em vida, o beneficiário deve ser sempre parente do doador (se não for parente será
necessária autorização). Assim, é possível escolher o receptor.

4. A lei expressamente diz que estão excepcionados da regra leite materno, sangue e sémem, pensa-se que
é possível haver comercialização destes, porém isso não é verdadeiro.

O que a lei quis dizer é que se for doação de sangue, sêmen, e cabelo, bem como na hipótese do receptor
ser alguém da família, não necessita pedir autorização Judicial; nos demais casos têm de pedir, com
participação do Ministério Público como custos legis.

7.1.2 Tutela ao Corpo Morto (art. 14)

Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do


próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte.

Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer


tempo.

Requisitos do Transplante Pós-Morte:

1. Gratuidade;

2. Ilimitado;

3. Não se pode escolher o beneficiário

4. Não é possível quando se tratar de pessoas não identificadas ou indigentes (porém, o corpo do indigente
pode ser utilizado para pesquisas cientificas);

5. Necessidade de morte encefálica (cerebral);

6. Consentimento dos familiares dos doadores.

# Direito brasileiro não admite o chamado TESTAMENTO VITAL.

7.1.3 Autonomia do Paciente ou Livre Consentimento Informado (art. 15)

Art. 15. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a
tratamento médico ou a intervenção cirúrgica.

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7.2 Integridade Psíquica ou Moral

Sob o ponto de vista psíquico, com base no nosso direito positivo, há 4 direitos da personalidade: imagem,
privacidade honra e nome.

7.2.1 Imagem

a) Noções:

São as características pelas quais alguém pode ser identificado. Trata-se de proteção conferida à pessoa com relação
a sua forma plástica e aos respectivos componentes identificadores (rosto, olhos perfil, busto, voz, características
fisionômicas).

b) Aspectos da Imagem

I) IMAGEM-RETRATO: É o pôster da pessoa.

II) IMAGEM-ATRIBUTO: É o qualitativo social.

III) IMAGEM-VOZ: Timbre sonoro identificador.

c) Previsão Legal:

A proteção constitucional da imagem encontra-se no art. 5º, incisos V e X:

Art. 5º
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por
dano material, moral ou à imagem;

X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas,


assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua
violação;

No CC, encontra-se no art. 20:

Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à


manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a
publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a
seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a
boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais.

# Autorização expressa ou tácita

# Mitigações à necessidade de autorização:

a) necessária à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública

b) Direito a imagem em locais públicos

c) Direito à imagem de pessoas pública sou quem estão com elas.

# Questão do Médico

# Caso Maite Proença

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7.2.2 Vida Privada ou Privacidade

a) Noções

Diz respeito aos aspectos mais particulares, reservados da pessoa. É bem jurídico personalíssimo que é o direito de
estar só, se manter só, de guardar apara si aquilo que é seu.

É a cláusula pétrea dos direitos da personalidade.

b) Aspectos da privacidade

I) INTIMIDADE

II) SEGREDO OU SIGILO

# Enquanto a intimidade é blindada, o segredo não é, pois pode ser relativizado quando houver interesse publico -
Teoria dos Círculos Concêntricos.

c) Previsão Legal

Há uma proteção constitucional – art. 5º, XII

XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e


das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e
na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual
penal;

No CC, está previsto no art. 21:

Art. 21. A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz, a requerimento do


interessado, adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato
contrário a esta norma.

7.2.3 Honra

a) Noções

É o direito a reputação social, a boa fama, conceito social que a pessoa tem perante a sociedade e em relação a si
mesmo.
b) Faces da honra

I) HONRA OBJETIVA

II) HONRA SUBJETIVA

c) Exceção da Verdade

7.2.4 Nome (Art 16 a 19 CC)

a) Noções

O direito ao nome é o direito a identificação. É o elemento que designa a pessoa na sociedade, é a etiqueta social
colocada no nascimento.

O nome é, em regra, composto pelo prenome e sobrenome (patronímico) (art 16).

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Art. 16. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome.

É possível que o nome ainda seja composto pelo agnome (elmento acessório).

Existem limites à escolha do nome, tendo em vista que será registrado e, em se tratando de registros públicos, deve
haver essa limitação:

a) Não é possível escolher um nome que venha a expor o titular ao ridículo. O § único do art. 55 da LRP (Lei
6.015/73)

Parágrafo único. Os oficiais do registro civil não registrarão prenomes suscetíveis de expor
ao ridículo os seus portadores. Quando os pais não se conformarem com a recusa do
oficial, este submeterá por escrito o caso, independente da cobrança de quaisquer
emolumentos, à decisão do Juiz competente.

b) Art. 13 da CF determina que todo registro público deve ser feito na língua portuguesa.

Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil.

É vedada a utilização do nome em publicações ou representações que exponham ao desprezo público, ainda que
inexista intenção difamatória. (art 17).

Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou
representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção
difamatória.

A utilização de nome em propaganda comercial necessita de autorização, sempre (art 18).

Art. 18. Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial.

Ademais, confere o Código Civil proteção ao pseudônimo utilizado para atividades licitas idêntica àquela do nome
(art 19).

Art. 19. O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome.

É possível, ainda, a averbação no registro civil do nome utilizado para atividade profissional, conforme regula o art
57 da LRP

Art. 57. Qualquer alteração posterior de nome, somente por exceção e


motivadamente, após audiência do Ministério Público, será permitida por sentença do
Juiz a que estiver sujeito o registro, arquivando-se o mandado e publicando-se a
alteração pela imprensa.
§ 1º Poderá, também, ser averbado, nos mesmos termos, o nome abreviado, usando
como firma comercial registrada ou em qualquer atividade profissional.
§ 2º A mulher solteira, desquitada ou viúva, que viva com homem solteiro, desquitado
ou viúvo, excepcionalmente e havendo motivo ponderável, poderá requerer ao Juiz
competente que, no registro de nascimento, seja averbado o patrominico de seu
companheiro, sem prejuíso dos apelidos próprios, de família, desde que haja
impedimento legal para o casamento, decorrente do estado civil de qualquer das partes
ou de ambas.

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§ 3º O Juiz competente somente processará o pedido, se tiver expressa concordância
do companheiro, e se da vida em comum houverem decorrido, no mínimo, 5 (cinco)
anos ou existirem filhos da união.
§ 4º O pedido de averbação só terá curso, quando desquitado o companheiro, se a ex-
esposa houver sido condenada ou tiver renunciado ao uso dos apelidos do marido,
ainda que dele receba pensão alimentícia.
§ 5º O aditamento regulado nesta Lei será cancelado a requerimento de uma das
partes, ouvida a outra.
§ 6º Tanto o aditamento quanto o cancelamento da averbação previstos neste artigo
serão processados em segredo de justiça.
§ 7º Quando a alteração de nome for concedida em rezão de fundada coação ou
ameaça decorrente de colaboração com a apuração de crime, o Juiz competente
determinará que haja a averbação no registro de origem de menção da existência de
sentença conceciva da alteração, sem a averbação do nome alterado, que semente
poderá ser procedida mediante determinação posterior, que levará em considerção a
cessação da coação ou ameaça que deu causa à alteração. (Acrescentado pela L-
009.807-1999)

Em relação ao nome vige o denominado principio da imutabilidade relativa, sendo possível a sua alteração:

- As hipóteses legais de alteração do nome são:

a) Casamento (art. 1565, § 1º)


b) união estável (na LRP – art 57)
c) dissolução do casamento (separação e divórcio)
d) dissolução da união estável
e) aquisição de nacionalidade brasileira
f) em razão de fundada coação ou ameaça decorrente colaboração com proteção de crime – art 58 da LRP e
Pró-Vita (inserção no programa de proteção a testemunhas) – lei 9.807/99
g) adoção – pode alterar o prenome e inserir sobrenome (art. 1627 CC)
h) nome vexatório, que expõe o titular ao ridículo
i) Substituição por apelido publico notório (art 58 LRP)
j) Modificação no primeiro ano após a maioridade através de decisão judicial (art. 56, da LRP).

- A jurisprudência criou ainda outras possibilidades:

a) homonímia depreciativa
b) transexual
c) viuvez

7.3 Direito à Integridade Intelectual

Diz respeito as criações do intelecto, a exemplo da Propriedade Intelectual.