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A Caminho da Luz

CHICO XAVIER Pelo Espírito EMMANUEL A Caminho da Luz OBRA PSICOGRAFADA POR FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
CHICO XAVIER
Pelo Espírito EMMANUEL
A Caminho
da Luz
OBRA PSICOGRAFADA POR
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA

Sumário

Antelóquio

11

Introdução

13

I — A gênese planetária

19

A

comunidade dos Espíritos puros. — A Ciência de todos

os tempos. — Os primeiros tempos do orbe terrestre. — A criação da Lua. — A solidi cação da matéria. — O Divino Escultor. — O Verbo na criação terrestre.

 

II — A vida organizada

27

As construções celulares. — Os primeiros habitantes da Terra. — A elaboração paciente das formas. — As formas in- termediárias da Natureza. — Os ensaios assombrosos. — Os antepassados do homem. — A grande transição.

III — As raças adâmicas

37

O

sistema de Capela. — Um mundo em transições. — Es-

píritos exilados na Terra. — Fixação dos caracteres raciais.

 

Origem das raças brancas. — Quatro grandes povos. — As promessas do Cristo.

IV — A civilização egípcia

47

Os egípcios. — A ciência secreta. — O politeísmo simbólico.

— O culto da morte e a metempsicose. — Os egípcios e as ciências psíquicas. — As pirâmides. — Redenção.

V — A Índia

57

 

A

organização hindu. — Os arianos puros. — O expansio-

nismo dos árias. — Os mahatmas. — As castas. — Os rajás

 

e

os párias. — Em face de Jesus.

VI — A família indo-européia

65

 

As migrações sucessivas. — A ausência de notícias históri- cas. — A grande virtude dos árias europeus. — O Mediter- râneo e o Mar do Norte. — Os nórdicos e os mediterrânicos.

Origem do racionalismo. — As advertências do Cristo.

VII — O povo de Israel

75

 

Israel. — Moisés. — O Judaísmo e o Cristianismo. — O mo- noteísmo. — A escolha de Israel. — A incompreensão do Judaísmo. — No porvir.

VIII — A China milenária

85

 

A

China. — A cristalização das idéias chinesas. — Fo-Hi.

— Confúcio e Lao-Tsé. — O nirvana. — A China atual. — A edi cação do Evangelho.

 

IX

— As grandes religiões do passado

95

As primeiras organizações religiosas. — Ainda as raças adâmicas. — A gênese das crenças religiosas. — A unidade substancial das religiões. — As revelações gradativas. — Preparação do Cristianismo. — O Cristo inconfundível.

X

— A Grécia e a missão de Sócrates

105

Nas vésperas da maioridade terrestre. — Atenas e Espar-

ta. — Experiências necessárias. — A Grécia. — Sócrates.

— Os discípulos. — Provação coletiva da Grécia.

XI — Roma

115

O

povo etrusco. — Primórdios de Roma. — In uências de-

cisivas. — Os patrícios e os plebeus. — A família romana.

As guerras e a maioridade terrestre. — Nas vésperas do senhor.

XII — A vinda de Jesus

125

A

manjedoura. — O Cristo e os essênios. — Cumprimento

das profecias de Israel. — A grande lição. — A palavra divina. — Crepúsculo de uma civilização. — O exemplo do Cristo.

XIII — O Império Romano e seus desvios

133

Os desvios romanos. — Os abusos da autoridade e do poder. — Os chefes de Roma. — O século de Augusto.

Transição de uma época. — Provações coletivas dos judeus e dos romanos. — Fim da vaidade humana.

XIV — A edi cação cristã

143

Os primeiros cristãos. — A propagação do Cristianismo.

A redação dos textos de nitivos. — A missão de Paulo.

O apocalipse de João. — Identi cação da besta apoca- líptica. — O roteiro de luz e de amor.

XV — A evolução do Cristianismo

155

Penosos compromissos romanos. — Culpas e resgates

dolorosos do homem espiritual. — Os mártires. — Os apologistas. — O jejum e a oração. — Constantino. —

O papado.

XVI

— A Igreja e a invasão dos bárbaros

165

Vitórias do Cristianismo. — Primórdios do Catolicismo. — A Igreja de Roma. — A destruição do império. — A invasão dos bárbaros. — Razões da Idade Média. — Mestres do amor e da virtude.

XVII — A Idade Medieval

175

 

Os mensageiros de Jesus. — O império bizantino. — O Isla- mismo. — As guerras do Islã. — Carlos Magno. — O feuda- lismo. — Razões do feudalismo.

XVIII — Os abusos do poder religioso

185

Fases da Igreja Católica. — Gregório VII. — As advertên- cias de Jesus. — Francisco de Assis. — Os franciscanos. — A Inquisição. — A obra do papado.

XIX — As Cruzadas e o m da Idade Média 195

As primeiras Cruzadas. — Fim das Cruzadas. — O esforço dos emissários do Cristo. — Pobreza intelectual. — Re- nascimento. — Transmigração de povos. — Fim da Idade Média.

XX — Renascença do mundo

205

Movimentos regeneradores. — Missão da América. — O plano invisível e a colonização do Novo Mundo. — Apogeu da renascença. — Renascença religiosa. — A Companhia de Jesus. — Ação do Jesuitismo.

XXI — Época de transição

215

As lutas da Reforma. — A invencível armada. — Guerras religiosas. — A França e a Inglaterra. — Refúgio da Améri- ca. — Os enciclopedistas. — A independência americana.

XXII

— A Revolução Francesa

225

A

França no século XVIII. — Época de sombras. — Contra

os excessos da Revolução. — O período do terror. — A constituição. — Napoleão Bonaparte. — Allan Kardec.

 

XXIII — O século XIX

235

Depois da Revolução. — Independência política da América.

— Allan Kardec e os seus colaboradores. — As ciências so-

ciais. — A tarefa do missionário. — Provações coletivas na França. — Provações da Igreja.

XXIV — O Espiritismo e as grandes transições . 245

A extinção do cativeiro. — O Socialismo. — Restabelecen-

do a verdade. — Defecção da Igreja Católica. — Lutas renovadoras. — A América e o futuro. — Jesus.

XV — O Evangelho e o futuro

255

Conclusão

262

Antelóquio Meus amigos, que Deus vos conceda paz. É-me grata a vossa palestra a respeito
Antelóquio
Meus amigos, que Deus vos conceda paz.
É-me grata a vossa palestra a respeito dos
nossos trabalhos. Esperemos e supliquemos a bên-
ção do Alto para o nosso esforço. Dando seguimen-
to aos nossos estudos, procuremos esforçar-nos
por mostrar a verdadeira posição do Evangelho do
Cristo, tanta vez incompreendido aí no mundo, em
face das religiões e das filoso fias terrenas.
Não deverá ser este um trabalho histórico. A
história do mundo está compilada e feita. Nossa
contribuição será à tese religiosa, elucidando a in-
fluência sagrada da fé e o ascendente espiritual, no
curso de todas as civilizações terrestres. O livro do
irmão Humberto 1 foi a revelação da missão coletiva
de um país; nosso esforço consistirá, tão-somente,
em apontamentos à margem da tarefa de grandes
missionários do mundo e de povos que já desapa-
receram, esclarecendo a grandeza e a misericórdia
do Divino Mestre. Vamos esperar os dias próximos,
1 Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho.

A caminho da Luz

quando tentaremos realizar nossos planos humil- des de trabalho. Que Deus vos conceda a todos tranqüilidade e saúde, e a nós as possibilidades necessárias. Muito vos agradeço o concurso de cada um no esforço geral. Trabalhemos na grande colmeia da evolução, sem outra preocupação que não seja a de bem servir àquele que, das Alturas, sabe de todas as nossas lutas e lágrimas. Cone- mos nele. Do seu coração augusto e misericordio- so parte a fonte da luz e da vida, da harmonia e da paz para todos os corações. Que Ele vos abençoe.

EMMANUEL

(Mensagem recebida em 17/8/1938.)

12

Introdução

Enquanto as penosas transições do século XX se anunciam ao tinido sinistro das armas, as for- ças espirituais se reúnem para as grandes recons- truções do porvir.

Aproxima-se o momento em que se efetuará a aferição de todos os valores terrestres para o ressurgimento das energias criadoras de um mun- do novo, e natural é que recordemos o ascendente místico de todas as civilizações que surgiram e de- sapareceram, evocando os grandes períodos evolu- tivos da Humanidade, com as suas misérias e com os seus esplendores, para armar as realidades es- pirituais acima de todos os fenômenos transitórios da matéria.

Esse esforço de síntese será o da fé reclaman- do a sua posição em face da ciência dos homens, e ante as religiões da separatividade, como a bús- sola da verdadeira sabedoria.

Diante dos nossos olhos de espírito passam os fantasmas das civilizações mortas, como se per- manecêssemos diante de um écran maravilhoso.

A caminho da Luz

As almas mudam a indumentária carnal, no curso incessante dos séculos; constroem o edifício mile- nário da evolução humana com as suas lágrimas e sofrimentos, e até nossos ouvidos chegam os ecos dolorosos de suas aições. Passam as primeiras or- ganizações do homem e passam as suas grandes cidades, transformadas em ossuários silenciosos. O tempo, como patrimônio divino do espírito, renova as inquietações e angústias de cada século, no sen- tido de aclarar o caminho das experiências huma- nas. Passam as raças e as gerações, as línguas e os povos, os países e as fronteiras, as ciências e as religiões. Um sopro divino faz movimentar todas as coisas nesse torvelinho maravilhoso. Estabelece-se, então, a ordem equilibrando todos os fenômenos e movimentos do edifício planetário, vitalizando os la- ços eternos que reúnem a sua grande família.

Vê-se, então, o o inquebrantável que sustenta os séculos das experiências terrestres, reunindo- -as, harmoniosamente, umas às outras, a m de que constituam o tesouro imortal da alma humana em sua gloriosa ascensão para o In nito.

As raças são substituídas pelas almas e as gerações constituem fases do seu aprendizado e aproveitamento; as línguas são formas de expres-

14

Introdução

são, caminhando para a expressão única da fra- ternidade e do amor, e os povos são os membros dispersos de uma grande família trabalhando para o estabelecimento de nitivo de sua comunidade universal. Seus lhos mais eminentes, no plano dos valores espirituais, são agraciados pela Jus- tiça Suprema, que legisla no Alto para todos os mundos do Universo, e podem visitar as outras pátrias siderais, regressando ao orbe, no esforço abençoado de missões regeneradoras dentro das igrejas e das academias terrenas.

Na tela mágica dos nossos estudos, destacam- -se esses missionários que o mundo muitas vezes cruci cou na incompreensão das almas vulgares, mas, em tudo e sobre todos, irradia-se a luz desse o de espiritualidade que diviniza a matéria, enca- deando o trabalho das civilizações, e, mais acima, ofuscando o écran das nossas observações e dos nossos estudos, vemos a fonte de extraordinária luz, de onde parte o primeiro ponto geométrico desse o de vida e de harmonia, que equilibra e satura toda a Terra numa apoteose de movimento e divinas claridades.

Nossos pobres olhos não podem divisar parti- cularidades nesse deslumbramento, mas sabemos

15

A caminho da Luz

que o o da luz e da vida está nas suas mãos. É Ele quem sustenta todos os elementos ativos e passivos da existência planetária. No seu coração augusto e misericordioso está o Verbo do princípio. Um sopro de sua vontade pode renovar todas as coisas, e um gesto seu pode transformar a sionomia de todos os horizontes terrestres.

Passaram as gerações de todos os tempos, com as suas inquietações e angústias. As guerras ensangüentaram o roteiro dos povos nas suas pe- regrinações incessantes para o conhecimento su- perior. Caíram os tronos dos reis e esfacelaram-se coroas milenárias. Os príncipes do mundo voltaram ao teatro de sua vaidade orgulhosa, no indumento humilde dos escravos, e, em vão, os ditadores con- clamaram, e conclamam ainda, os povos da Terra, para o morticínio e para a destruição.

O determinismo do amor e do bem é a lei de todo o Universo e a alma humana emerge de to- das as catástrofes em busca de uma vida melhor.

Só Jesus não passou, na caminhada dolorosa das raças, objetivando a dilaceração de todas as fronteiras para o amplexo universal. Ele é a Luz do princípio e nas suas mãos misericordiosas re- pousam os destinos do mundo. Seu coração mag-

16

Introdução

nânimo é a fonte da vida para toda a humanidade terrestre. Sua mensagem de amor, no Evangelho, é a eterna palavra da ressurreição e da justiça, da fraternidade e da misericórdia. Todas as coisas humanas passaram, todas as coisas humanas se modi carão. Ele, porém, é a Luz de todas as vidas terrestres, inacessível ao tempo e à destruição.

Enquanto falamos da missão do século XX, contemplando os ditadores da atualidade, que se arvoram em verdugos das multidões, cumpre-nos voltar os olhos súplices para a innita misericórdia do Senhor, implorando-lhe paz e amor para todos os corações.

17

I - A GÊNESE PLANETÁRIA A comunidade dos Espíritos puros Rezam as tradições do mundo
I - A GÊNESE PLANETÁRIA
A comunidade dos Espíritos puros
Rezam as tradições do mundo espiritual que
na direção de todos os fenômenos, do nosso sis-
tema, existe uma comunidade de Espíritos puros
e eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em
cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da
vida de todas as coletividades planetárias.
Essa comunidade de seres angélicos e perfei-
tos, da qual é Jesus um dos membros divinos, ao
que nos foi dado saber, apenas já se reuniu, nas
proximidades da Terra, para a solução de proble-
mas decisivos da organização e da direção do nos-
so planeta, por duas vezes no curso dos milênios
conhecidos.
A primeira, veri fi cou-se quando o orbe terres-
tre se desprendia da nebulosa solar, a fi m de que
se lançassem, no tempo e no espaço, as balizas
do nosso sistema cosmogônico e os pródromos da
vida na matéria em ignição, do planeta, e a segun-

A caminho da Luz

da, quando se decidia a vinda do Senhor à face da Terra, trazendo à família humana a lição imortal do seu Evangelho de amor e redenção.

A Ciência de todos os tempos

Não é nosso propósito trazer à consideração dos estudiosos uma nova teoria da formação do mundo. A Ciência de todos os séculos está cheia de apóstolos e missionários. Todos eles foram ins- pirados ao seu tempo, re etindo a claridade das Alturas, que as experiências do In nito lhes impri- miram na memória espiritual, e exteriorizando os defeitos e concepções da época em que viveram, na feição humana de sua personalidade.

Na sua condição de operários do progresso universal, foram portadores de revelações gradati- vas, no domínio dos conhecimentos superiores da Humanidade. Inspirados de Deus nos penosos

esforços da verdadeira civilização, as suas idéias

e trabalhos merecem o respeito de todas as gera-

ções da Terra, ainda que as novas expressões evo- lutivas do plano cultural das sociedades mundanas

tenham sido obrigadas a proscrever as suas teorias

e antigas fórmulas.

20

A gênese planetária

Lembrando-nos, porém, mais detidamente, de quantos souberam receber a intuição da realidade nas perquirições do In nito, busquemos recordar o globo terráqueo nos seus primeiros dias.

Os primeiros tempos do orbe terrestre

Que força sobre-humana pôde manter o equilíbrio da nebulosa terrestre, destacada do núcleo central do sistema, conferindo-lhe um conjunto de leis matemáticas, dentro das quais se iam manifestar todos os fenômenos

inteligentes e harmônicos de sua vida, por mi- lênios de milênios? Distando do Sol cerca de

149.600.000 quilômetros e deslocando-se no

espaço com a velocidade diária de 2.500.000 quilômetros, em torno do grande astro do dia, imaginemos a sua composição nos primeiros tempos de existência, como planeta.

Laboratório de matérias ignescentes, o conflito das forças telúricas e das energias fí- sico-químicas opera as grandiosas construções do teatro da vida, no imenso cadinho onde a temperatura se eleva, por vezes, a 2.000 graus de calor, como se a matéria colocada num for- no, incandescente, estivesse sendo submetida

21

A caminho da Luz

aos mais diversos ensaios, para examinar-se a sua qualidade e possibilidades na edificação da nova escola dos seres. As descargas elétricas, em proporções jamais vistas da Humanidade, despertam estranhas comoções no grande or- ganismo planetário, cuja formação se processa nas oficinas do Infinito.

A criação da Lua

Nessa computação de valores cósmicos em que laboram os operários da espiritualida- de sob a orientação misericordiosa do Cristo, delibera-se a formação do satélite terrestre.

O programa de trabalhos a realizar-se no mundo requeria o concurso da Lua, nos seus mais íntimos detalhes. Ela seria a âncora do equilíbrio terrestre nos movimentos de trans- lação que o globo efetuaria em torno da sede do sistema; o manancial de forças ordenadoras da estabilidade planetária e, sobretudo, o orbe nascente necessitaria da sua luz polarizada, cujo suave magnetismo atuaria decisivamente no dra- ma infinito da criação e da reprodução de todas as espécies, nos variados reinos da Natureza.

22

A gênese planetária

A solidificação da matéria

Na grande oficina surge, então, a diferen- ciação da matéria ponderável, dando origem ao hidrogênio.

As vastidões atmosféricas são amplo repo- sitório de energias elétricas e de vapores que trabalham as substâncias torturadas no orbe ter- restre. O frio dos espaços atua, porém, sobre esse laboratório de energias incandescentes, e a condensação dos metais veri ca-se com a leve formação da crosta solidi cada.

É o primeiro descanso das tumultuosas comoções geológicas do globo. Formam-se os primitivos oceanos, onde a água tépida sofre pressão difícil de descrever-se. A atmosfera está carregada de vapores aquosos e as grandes tempestades varrem, em todas as direções, a superfície do planeta, mas sobre a Terra o caos fica dominado como por encanto. As paisagens aclaram-se, fixando a luz solar que se projeta nesse novo teatro de evolução e vida.

As mãos de Jesus haviam descansado, após o longo período de confusão dos elementos físi- cos da organização planetária.

23

A caminho da Luz

O Divino Escultor

Sim, Ele havia vencido todos os pavores das

energias desencadeadas; com as suas legiões de trabalhadores divinos, lançou o escopro da sua misericórdia sobre o bloco de matéria informe, que a sabedoria do Pai deslocara do Sol para as suas mãos augustas e compassivas. Operou

a escultura geológica do orbe terreno, talhando

a escola abençoada e grandiosa, na qual o seu

coração haveria de expandir-se em amor, clarida- de e justiça. Com os seus exércitos de trabalha- dores devotados, estatuiu os regulamentos dos fenômenos físicos da Terra, organizando-lhes o equilíbrio futuro na base dos corpos simples de matéria, cuja unidade substancial os espectros- cópios terrenos puderam identi car por toda a parte no universo galáxico. Organizou o cenário da vida, criando, sob as vistas de Deus, o indis- pensável à existência dos seres do porvir. Fez a pressão atmosférica adequada ao homem, ante- cipando-se ao seu nascimento no mundo, no cur- so dos milênios; estabeleceu os grandes centros de força da ionosfera e da estratosfera, onde se harmonizam os fenômenos elétricos da existên- cia planetária, e edi cou as usinas de ozone a 40

24

A gênese planetária

e 60 quilômetros de altitude, para que ltrassem

convenientemente os raios solares, manipulando- -lhes a composição precisa à manutenção da vida organizada no orbe. De niu todas as linhas de progresso da humanidade futura, engendrando a harmonia de todas as forças físicas que presidem ao ciclo das atividades planetárias.

O Verbo na criação terrestre

A Ciência do mundo não lhe viu as mãos au- gustas e sábias na intimidade das energias que

vitalizam o organismo do globo. Substituíram-lhe

a providência com a palavra “natureza”, em todos

os seus estudos e análises da existência, mas o

seu amor foi o Verbo da criação do princípio, como

é e será a coroa gloriosa dos seres terrestres na

imortalidade sem-m. E quando serenaram os elementos do mundo nascente, quando a luz do Sol beijava, em silêncio, a beleza melancólica dos continentes e dos mares primitivos, Jesus reuniu nas Alturas os intérpretes divinos do seu pensa- mento. Viu-se, então, descer sobre a Terra, das amplidões dos espaços ilimitados, uma nuvem de forças cósmicas, que envolveu o imenso laborató- rio planetário em repouso.

25

A caminho da Luz

Daí a algum tempo, na crosta solidi cada do planeta, como no fundo dos oceanos, podia-se ob- servar a existência de um elemento viscoso que cobria toda a Terra.

Estavam dados os primeiros passos no caminho da vida organizada. Com essa massa gelatinosa, nascia no orbe o protoplasma e, com ele, lançara Jesus à superfície do mundo o germe sagrado dos primeiros homens.

26

II - A VIDA ORGANIZADA As construções celulares Sob a orientação misericordiosa e sábia do
II - A VIDA ORGANIZADA
As construções celulares
Sob a orientação misericordiosa e sábia do
Cristo, laboravam na Terra numerosas assem-
bléias de operários espirituais.
Como a Engenharia moderna, que constrói um
edifício prevendo os menores requisitos de sua fi -
nalidade, os artistas da espiritualidade edi fi cavam
o mundo das células iniciando, nos dias primevos,
a construção das formas organizadas e inteligen-
tes dos séculos porvindouros.
O ideal da beleza foi a sua preocupação dos
primeiros momentos, no que se referia às edi fi ca-
ções celulares das origens.
É por isso que, em todos os tempos, a beleza,
junto à ordem, constituiu um dos traços indeléveis
de toda a criação.
As formas de todos os reinos da Natureza ter-
restre foram estudadas e previstas. Os fl uidos da

A caminho da Luz

vida foram manipulados de modo a se adaptarem às condições físicas do planeta, encenando-se as construções celulares segundo as possibilida- des do ambiente terrestre, tudo obedecendo a um plano preestabelecido pela misericordiosa sabe-

doria do Cristo, consideradas as leis do princípio

e do desenvolvimento geral.

Os primeiros habitantes da Terra

Dizíamos que uma camada de matéria gela- tinosa envolvera o orbe terreno em seus mais ín- timos contornos. Essa matéria, amorfa e viscosa, era o celeiro sagrado das sementes da vida. O pro- toplasma foi o embrião de todas as organizações do globo terrestre, e, se essa matéria, sem forma de nida, cobria a crosta solidi cada do planeta, em breve a condensação da massa dava origem ao sur- gimento do núcleo, iniciando-se as primeiras ma- nifestações dos seres vivos.

Os primeiros habitantes da Terra, no plano material, são as células albuminóides, as amebas

e todas as organizações unicelulares, isoladas e li- vres, que se multiplicam prodigiosamente na tem- peratura tépida dos oceanos.

28

A vida organizada

Com o escoar incessante do tempo, esses se- res primordiais se movem ao longo das águas, onde encontram o oxigênio necessário ao entrete- nimento da vida, elemento que a terra rme não possuía ainda em proporções de manter a exis- tência animal, antes das grandes vegetações; esses seres rudimentares somente revelam um sentido — o do tato, que deu origem a todos os outros, em função de aperfeiçoamento dos orga- nismos superiores.

A elaboração paciente das formas

Decorrido muito tempo, eis que as amebas primitivas se associam para a vida celular em co- mum, formando-se as colônias de infusórios, de polipeiros, em obediência aos planos da cons- trução de nitiva do porvir, emanados do mundo espiritual onde todo o progresso da Terra tem a sua gênese.

Os reinos vegetal e animal parecem confun- didos nas profundidades oceânicas. Não existem formas de nidas nem expressão individual nes- sas sociedades de infusórios; mas, desses conjun- tos singulares, formam-se ensaios de vida que já apresentam caracteres e rudimentos dos organis- mos superiores.

29

A caminho da Luz

Milhares de anos foram precisos aos operários de Jesus, nos serviços da elaboração paciente das formas.

A princípio, coordenam os elementos da nutri-

ção e da conservação da existência. O coração e os brônquios são conquistados e, após eles, formam-se os pródromos celulares do sistema nervoso e dos órgãos da procriação, que se aperfeiçoam, denin- do-se nos seres.

As formas intermediárias da Natureza

A atmosfera está ainda saturada de umidade

e vapores, e a terra sólida está coberta de lodo e pântanos inimagináveis.

Todavia, as derradeiras convulsões interiores do orbe localizam os calores centrais do planeta, restringindo a zona das inuências telúricas neces- sárias à manutenção da vida animal.

Esses fenômenos geológicos estabelecem os contornos geográ cos do globo, delineando os continentes e xando a posição dos oceanos, sur- gindo, desse modo, as grandes extensões de terra rme, aptas a receber as sementes prolí cas da vida.

30

A vida organizada

Os primeiros crustáceos terrestres são um prolongamento dos crustáceos marinhos. Seguin- do-lhes as pegadas, aparecem os batráquios, que trocam as águas pelas regiões lodosas e rmes.

Nessa fase evolutiva do planeta, todo o globo se veste de vegetação luxuriante, prodigiosa, de cujas orestas opulentas e desmesuradas as minas car- boníferas dos tempos modernos são os petricados vestígios.

Os ensaios assombrosos

Nessa altura, os artistas da criação inauguram novos períodos evolutivos, no plano das formas.

A Natureza torna-se uma grande ocina de ensaios monstruosos. Após os répteis, surgem os animais horrendos das eras primitivas.

Os trabalhadores do Cristo, como os alquimis- tas que estudam a combinação das substâncias, na retorta de acuradas observações, analisavam, igualmente, a combinação prodigiosa dos comple- xos celulares, cuja formação eles próprios haviam delineado, executando, com as suas experiências, uma justa aferição de valores, prevendo todas as possibilidades e necessidades do porvir.

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A caminho da Luz

Todas as arestas foram eliminadas. Aplaina- ram-se diculdades e realizaram-se novas conquis- tas. A máquina celular foi aperfeiçoada, no limite do possível, em face das leis físicas do globo. Os tipos adequados à Terra foram consumados em to- dos os reinos da Natureza, eliminando-se os frutos teratológicos e estranhos, do laboratório de suas perseverantes experiências. A prova da interven- ção das forças espirituais, nesse vasto campo de operações, é que, enquanto o escorpião, gêmeo dos crustáceos marinhos, conserva até hoje, de modo geral, a forma primitiva, os animais monstruosos das épocas remotas, que lhe foram posteriores, desapareceram para sempre da fauna terrestre, guardando os museus do mundo as interessantes reminiscências de suas formas atormentadas.

Os antepassados do homem

O reino animal experimenta as mais estranhas transições no período terciário, sob as inuências do meio e em face dos imperativos da lei de seleção.

Mas o nosso raciocínio ansioso procura os legítimos antepassados das criaturas humanas, nessa imensa vastidão do proscênio da evolução anímica.

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