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Ponto dos Concursos - Analista de Orçamento – MPU Direito Administrativo - Prof. Fabiano Pereira

Olá, futuro (a) servidor (a) do Ministério Público da União!

Seja bem-vindo ao nosso curso de exercícios de Direito Administrativo, que tem por objetivo prepará-lo (a) para as provas do concurso do Ministério Público da União, cargo de Analista de Orçamento, que serão aplicadas nos dias 11 e 12 de setembro de 2010.

É um grande privilégio ter a oportunidade de participar de sua

gratificante jornada rumo ao serviço público, principalmente agora, com

a publicação do edital. Iremos firmar aqui um pacto de honra: de um lado, assumo o compromisso de lhe apresentar as principais questões de concursos anteriores que você deve conhecer para fazer uma boa prova de Direito Administrativo, de outro, você assume o compromisso de pagar o tradicional churrasco, assim que receber a primeira remuneração referente ao exercício do cargo. Combinado?

A propósito, muito prazer, meu nome é Fabiano Pereira, sou advogado especialista em concursos públicos, professor universitário e de cursos preparatórios para concursos públicos em várias cidades do Estado de Minas Gerais. Aqui no Ponto dos Concursos, ministrei vários cursos teóricos e de exercícios, todos na área do Direito Administrativo.

Nesses últimos anos, tive a oportunidade de sentir “na pele” a deliciosa sensação de ser nomeado em razão da aprovação em vários concursos públicos, a exemplo da Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste do Brasil, Tribunal Regional Eleitoral do Estado da Bahia, Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, entre outros. Entretanto, a minha realização profissional somente se concretizou na docência, o que me fez abrir mão desses empregos e cargos públicos para “mergulhar” na preparação de candidatos de todo o país.

Tenho a docência como um verdadeiro sacerdócio, mas, nos momentos em que não estou ministrando aulas, também auxilio candidatos de todo o Brasil em demandas judiciais provenientes de injustiças realizadas pelas bancas examinadoras, seja na esfera administrativa ou judicial.

É claro que ainda estou tentando reservar um tempinho para a

minha outra grande paixão: escrever. Até o momento tenho conseguido, tanto é verdade que, no mês passado, consegui lançar o livro “Direito Administrativo – Questões comentadas do CESPE”, pela Editora Método.

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Trata-se de uma excelente ferramenta de estudos, pois, através da leitura do livro, o candidato terá condições de conhecer a forma de abordagem do CESPE sobre os mais diversos temas do Direito Administrativo.

O grande momento chegou! Se você foi meu aluno nos últimos meses, certamente me ouvir dizer: “aperte o passo nos estudos, pois o edital do MPU será publicado a qualquer momento”. Bem, se você assimilou o meu recado, tenho certeza de que, neste momento, apenas fará uma ampla revisão das disciplinas básicas e se dedicará com mais afinco às disciplinas específicas. Se não assimilou, eis o momento de “mergulhar de ponta” em sua preparação, elaborando um eficiente cronograma de estudos para que seja possível estudar todo o conteúdo disponibilizado no edital.

No que se refere ao Direito Administrativo, não temos nenhuma grande surpresa, pois o CESPE restringiu-se a cobrar os tópicos tradicionais, que estão presentes na maioria dos editais de concursos públicos, a saber:

III. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO. 1. Administração pública: princípios básicos. 2. Poderes administrativos: poder vinculado; poder discricionário; poder hierárquico; poder disciplinar; poder regulamentar; poder de polícia; uso e abuso do poder. 3. Serviços Públicos: conceito e princípios. 4. Ato administrativo: conceito, requisitos e atributos; anulação, revogação e convalidação; discricionariedade e vinculação. 5. Contratos administrativos: conceito e características. 6. Lei nº 8.666/93 e alterações. 7. Servidores públicos: cargo, emprego e função públicos. 8. Lei nº 8.112/90 (regime jurídico dos servidores públicos civis da União) e alterações: Das disposições preliminares; Do provimento, vacância, remoção, redistribuição e substituição. Dos direitos e vantagens: do vencimento e da remuneração; das vantagens; das férias; das licenças; dos afastamentos; das concessões de tempo de serviço; do direito de petição. Do regime disciplinar: dos deveres e proibições; da acumulação; das responsabilidades; das penalidades; do processo administrativo disciplinar. 9. Processo administrativo (Lei nº 9.784/99). 10. Lei nº 8.429/92: das disposições gerais; dos atos de improbidade administrativa.

Assustado com o tamanho do programa? Fique tranqüilo, pois iremos “tirar de letra”. Para isso, as aulas serão disponibilizadas em conformidade com o seguinte cronograma:

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Aula 01 (14/07/2010) - Administração pública: princípios básicos; Poderes administrativos: poder vinculado; poder discricionário; poder hierárquico; poder disciplinar; poder regulamentar; poder de polícia; uso e abuso do poder;

Aula 02 (22/07/2010) - Serviços Públicos: conceito e princípios. Ato administrativo: conceito, requisitos e atributos; anulação, revogação e convalidação; discricionariedade e vinculação;

Aula 03 (30/07/2010) - Contratos administrativos: conceito e características. Lei nº 8.666/93 e alterações;

Aula 04 (09/08/2010) - Servidores públicos: cargo, emprego e função públicos. Lei nº 8.112/90 (regime jurídico dos servidores públicos civis da União) e alterações;

Aula 05 (17/08/2010) - Processo administrativo (Lei nº 9.784/99); Lei nº 8.429/92: das disposições gerais; dos atos de improbidade administrativa;

É importante destacar que o nosso curso será ministrado através da correção de centenas de questões aplicadas em concursos anteriores. Portanto, não é o nosso objetivo exaurir todo o conteúdo, mas sim fazer uma ampla abordagem sobre a forma de cobrança do CESPE em relação aos principais tópicos do Direito Administrativo.

Se você tem alguma dificuldade no estudo do Direito Administrativo, aconselho que também se matricule em nosso curso teórico, que está disponível no site. Acesse a primeira aula e conheça a didática utilizada, tenho certeza que seus problemas serão resolvidos.

Ademais, Use e abuse do nosso fórum de dúvidas, esclarecendo todas as questões que ficaram “duvidosas” na cabeça. Lembre-se de que a prova está marcada para os dias 11/12 de setembro.

Bons estudos!

Fabiano Pereira

fabianopereira@pontodosconcursos.com.br

"Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo."

( Saramago )

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PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

01. (Seleção Interna/MPOG 2009/CESPE) Com base nos princípios básicos da administração pública e nas modalidades de poderes administrativos, julgue os itens subseqüentes.

I. O texto da Constituição Federal de 1988 (CF) menciona

explicitamente a eficiência como princípio que deve reger a

administração pública. Além disso, com base na doutrina prevalecente, é correto afirmar que tal princípio se confunde com

o da moralidade administrativa.

O princípio da eficiência realmente consta no caput do art. 37 da CF/1988 como de observância obrigatória para toda administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Entretanto, é importante destacar que a sua inclusão no texto constitucional somente ocorreu em 1998, com a promulgação da Emenda Constitucional 19.

Por outro lado, não é correto afirmar que o princípio da eficiência se confunde com o da moralidade administrativa. Este exige que o administrador atue com honestidade, boa-fé e lealdade, respeitando a isonomia e demais preceitos ético-legais, enquanto aquele exige da Administração uma atuação com rapidez, perfeição e rendimento funcional. Assertiva incorreta.

II. Os princípios básicos da administração pública não se limitam

à esfera institucional do Poder Executivo, ou seja, tais princípios

podem ser aplicados no desempenho de funções administrativas pelo Poder Judiciário ou pelo Poder Legislativo.

Os princípios básicos da Administração Pública, isto é, a legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (L.I.M.P.E.) são de observância obrigatória no exercício da atividade administrativa de todos os poderes, e não somente no âmbito do Poder Executivo.

Lembre-se sempre de que a função administrativa é exercida tipicamente no âmbito do Poder Executivo, mas pode ser exercida, atipicamente, no âmbito dos Poderes Legislativo e Judiciário. Assertiva correta.

02. (Comum a todos os cargos / MPOG 2008 / CESPE) Acerca do direito administrativo, julgue o item a seguir.

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I. De acordo com o princípio da publicidade, a publicação no Diário Oficial da União é indispensável para a validade dos atos administrativos emanados de servidores públicos federais.

“a

publicação no Diário Oficial da União é indispensável para a validade dos atos administrativos”, o que não é verdade. É pacífico o entendimento no sentido de que a publicação dos atos administrativos, quando necessária (lembre-se de que os atos que colocam em risco a segurança do Estado ou da sociedade podem ser mantidos em sigilo), é requisito essencial para a produção de efeitos (eficácia) e não para a sua validade.

Ademais, nem todos os atos administrativos praticados pelos servidores públicos federais precisam ser publicados no Diário Oficial da União para que possam produzir efeitos. No caso dos atos administrativos internos, por exemplo, é suficiente que seja feita a publicação em boletins internos, que circulam somente no âmbito de determinado órgão ou entidade. Assertiva incorreta.

De

início,

perceba que

o

texto da assertiva afirmou que

03. (Técnico de Nível Superior/ Ministério das Comunicações 2008 / CESPE) Acerca dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, julgue os itens a seguir.

I. Em exames de avaliação psicológica para seleção de candidatos a cargos públicos, é inadmissível a existência de sigilo

e

subjetivismo, sob pena de afronta aos princípios da publicidade

e

da legalidade.

Todas as fases de um concurso público, inclusive a do exame psicotécnico, devem ser realizadas segundo critérios objetivos, previamente estabelecidos e amplamente divulgados, sob pena de serem adotados critérios discriminatórios por parte da Administração.

Os critérios para a realização dos exames de avaliação psicológica, por exemplo, devem ser previamente estabelecidos em lei, em respeito ao princípio da legalidade. Ademais, devem ser amplamente divulgados a todos os candidatos, sob pena de ofensa ao princípio da publicidade. Assertiva correta.

II. Caso o Ministério das Comunicações resolva conceder a exploração do serviço de distribuição de sinais de TV em um determinado estado, pode dar preferência de contratação à

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empresa que já esteja explorando tal serviço, tendo em vista a prevalência da continuidade das atividades da administração

pública.

O art. 175 da CF/1988 é expresso ao afirmar que “incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob o regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos”.

Desse modo, fica claro que ao dar preferência de contratação à determinada empresa, o Ministério das Comunicações estará violando a obrigatoriedade de licitação, e, consequentemente, o princípio da impessoalidade, que determina a concessão de tratamento isonômico a todos os administrados, vedando, assim, o tratamento privilegiado a um ou alguns indivíduos. Assertiva incorreta.

III. A contratação de assessores informais para exercerem

cargos públicos sem a realização de concurso público, além de ato de improbidade, configura lesão aos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa.

O texto da assertiva está em conformidade com o entendimento da doutrina e da jurisprudência majoritárias. Isso porque o próprio texto constitucional impõe a exigência de realização de concurso público para a investidura em cargo ou emprego público (art. 37, II, CF/1988), em respeito aos princípios da isonomia, impessoalidade e moralidade administrativa.

Perceba que a assertiva se refere à “assessores informais”, portanto, a contratação não poderia ser enquadrada na exceção prevista no próprio inc. II do art. 37 da CF/1988, que dispensa a realização de concurso público para o provimento de cargos em comissão (também denominados de cargos de confiança). Assertiva correta.

IV. O princípio da eficiência se concretiza também pelo

cumprimento dos prazos legalmente determinados, razão pela qual, em caso de descumprimento injustificado do prazo fixado

em lei para exame de requerimento de aposentadoria, é cabível indenização proporcional ao prejuízo experimentado pelo

administrado.

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No julgamento do Recurso Especial 687.947/MS, em 03/08/2006, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que “é dever da Administração Pública pautar seus atos dentro dos princípios constitucionais, notadamente pelo princípio da eficiência, que se concretiza também pelo cumprimento dos prazos legalmente determinados”, o que torna a assertiva correta.

Desse modo, se a Administração não provar que a demora na concessão de aposentadoria requerida por servidor tenha sido provocada por caso fortuito ou força maior, por exemplo, ocorrerá flagrante violação aos princípios básicos previstos no art. 37 da CF/1988, mais precisamente o da eficiência. Assim, a Administração estará obrigada a indenizar o particular pelo prejuízo suportado.

04. (CESPE/TCE-AC/2008) Julgue os itens a respeito dos princípios da administração pública.

I. O princípio da legalidade tem por escopo possibilitar ao administrador público fazer o que a lei permitir. No entanto, esse princípio não tem caráter absoluto, uma vez que um administrador poderá editar um ato que não esteja previsto em lei, mas que atenda ao interesse público.

Como conseqüência do princípio da legalidade, o administrador público somente pode fazer aquilo que a lei autoriza ou determina. Não são admitidas condutas que não possuam amparo legal, mesmo que tenham por objetivo a satisfação do interesse público. Assertiva incorreta.

II. O princípio da publicidade não se aplica aos julgamentos realizados por órgãos do Poder Judiciário, uma vez que a presença às sessões dos tribunais é restrita aos interessados e advogados.

O inc. IX do art. 37 da CF/1988 é expresso ao afirmar que “todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade”. Entretanto, pode a lei “limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação”.

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Sendo assim, constata-se que o texto da assertiva contraria o teor do inc. IX do art. 37 da CF/1988, e, portanto, deve ser considerado incorreto.

05. (Advogado / AGU 2009/ CESPE) Com referência aos princípios constitucionais, julgue os seguintes itens.

I. Segundo a doutrina, a aplicação do princípio da reserva legal absoluta é constatada quando a CF remete à lei formal apenas a fixação dos parâmetros de atuação para o órgão administrativo, permitindo que este promova a correspondente complementação por ato infralegal.

Eis uma questão para testar se você realmente conseguiu assimilar as informações sobre o princípio da legalidade (brincadeira, pois o nível de dificuldade da questão é muito alto).

O professor

Afonso

da Silva afirma que “é absoluta a

reserva constitucional de lei quando a disciplina da matéria é reservada pela Constituição à lei, com exclusão, portanto, de qualquer outra fonte infralegal, o que ocorre quando ela emprega fórmulas como: ‘a lei regulará’, ‘a lei disporá’, ‘a lei complementar organizará’, ‘a lei criará’, ‘a lei definirá’, etc." Neste caso, a lei é incumbida de disciplinar toda a matéria, não sendo permitida a complementação de seu texto por atos normativos secundários (atos administrativos).

Por outro lado, quando o texto constitucional atribui à lei apenas a obrigatoriedade de definir os parâmetros de atuação para os órgãos administrativos, permitindo que estes, através da edição de atos administrativos, possam complementar o texto legal, estaremos diante da reserva legal relativa.

Analisando-se o texto da assertiva, constata-se que a banca examinadora simplesmente inverteu os conceitos de “reserva legal absoluta” e “reserva legal relativa”, e, portanto, está incorreto o seu texto.

II. De acordo com o princípio da legalidade, apenas a lei decorrente da atuação exclusiva do Poder Legislativo pode originar comandos normativos prevendo comportamentos forçados, não havendo a possibilidade, para tanto, da participação normativa do Poder Executivo.

Para que você possa responder às questões de prova sobre o princípio da legalidade, é essencial que conheça também o “princípio

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da reserva legal”, pois ambos são muito freqüentes em concursos públicos, principalmente naqueles organizados pelo CESPE.

Lembre-se sempre de que o princípio da legalidade é mais abrangente do que o princípio da reserva legal. Isso porque impõe a submissão da Administração Pública às leis, não importando qual a espécie legislativa (normas constitucionais, medidas provisórias, leis complementares, leis ordinárias, etc). Por outro lado, o princípio da reserva legal (que está inserido dentro do princípio da legalidade) restringe a regulamentação de determinadas matérias a uma espécie normativa específica.

No

inc.

I

do

art.

da

CF/1988,

por exemplo, consta

expressamente que os trabalhadores urbanos e rurais têm direito à “relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos”.

Perceba que o texto constitucional restringiu a regulamentação desse direito a uma lei complementar. Caso o legislador crie uma lei ordinária para disciplinar essa matéria, por exemplo, haverá um flagrante desrespeito à CF/1988 e a respectiva lei ordinária poderá ser declarada inconstitucional.

Deve ficar claro que o princípio da reserva legal está inserido no princípio da legalidade, portanto, quando a questão se referir à reserva legal, implicitamente estará se referindo ao princípio da legalidade, como ocorre no texto da assertiva. Ademais, deve ficar claro também que o princípio da reserva legal se divide em “reserva legal absoluta” e “reserva legal relativa”, conforme informei nos comentários da assertiva anterior.

Desse modo, o texto da assertiva deve ser considerado incorreto, pois, em razão do princípio da “reserva legal relativa”, é possível que leis regulamentadas pelo Poder Executivo (através de um decreto regulamentar, por exemplo) criem direitos e obrigações para os administrados.

06. (Nível Superior/Ministério dos Esportes 2008/CESPE) Acerca da administração pública e dos princípios constitucionais que a regem, julgue o item seguinte.

I. A inauguração de uma praça de esportes, construída com recursos públicos federais, e cujo nome homenageie pessoa viva, residente na região e eleita deputado federal pelo respectivo

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estado, não chega a configurar promoção pessoal e ofensa ao princípio da impessoalidade.

No julgamento da ADI 307-1/CE, em 13 de fevereiro de 2008, o Supremo Tribunal Federal declarou constitucional o inc. V do art. 20 da Constituição do Estado do Ceará, que estabelece ser vedado ao Estado e aos Municípios “atribuir nome de pessoa viva a avenida, praça, rua, logradouro, ponte, reservatório de água, viaduto, praça de esporte, biblioteca, hospital, maternidade, edifício público, auditórios, cidades e salas de aula”.

Em seu voto, o Ministro Eros Grau (relator do processo) afirmou que tal dispositivo visa impedir o culto e a promoção pessoal de pessoas vivas, que tenham ou não passagem pela Administração, primando pelo respeito ao princípio da impessoalidade, assegurado expressamente no caput do art. 37 da CF/1988, bem como em seu § 1º.

Desse modo, se uma praça de esportes receber o nome de uma pessoa viva, recentemente eleita deputado federal pelo respectivo Estado, certamente ocorrerá uma grave violação ao princípio da impessoalidade, pois configurará uma flagrante promoção pessoal, o que torna a assertiva incorreta.

07. (Procurador/ PGE-PE 2009/CESPE - adaptada) No que se refere aos princípios e poderes da administração pública, julgue o seguinte item.

I. De acordo com o princípio da impessoalidade, é possível reconhecer a validade de atos praticados por funcionário público irregularmente investido no cargo ou função, sob o fundamento de que tais atos configuram atuação do órgão e não do agente público.

Em decorrência do princípio da impessoalidade, os atos praticados pelos agentes públicos devem ser imputados à entidade a qual se encontram vinculados e não a si próprios. Eis o que impõe a “teoria do órgão”, criada pelo professor alemão Otto Gierke. Assertiva correta.

A professora Maria Sylvia Zanella di Pietro nos informa que “essa teoria é utilizada por muitos autores para justificar a validade dos atos praticados por funcionários de fato; considera-se que o ato do funcionário é ato do órgão e, portanto, imputável à Administração. A mesma solução não é aplicável à pessoa que assuma o exercício de função pública por sua própria conta, quer dolosamente (como usurpador de função), quer de boa-fé, para desempenhar função em

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momentos de emergência, porque nesses casos é evidente a inexistência de investidura do agente no cargo ou função”.

Apenas a título de esclarecimento, é importante destacar que “funcionário de fato” é aquele que exerce uma função pública investido irregularmente no cargo ou emprego público. Isso ocorre, por exemplo, em relação àquele que foi nomeado e empossado em cargo público e, posteriormente, teve a sua nomeação anulada em virtude de fraude na realização do concurso público. Como a anulação possui efeitos ex tunc (retroativos), todos os atos produzidos pelo agente deveriam ser desconstituídos. Entretanto, em virtude do princípio da impessoalidade, os atos praticados pelo agente são imputados à Administração (é como se ela própria tivesse editado o ato) e não ao agente, o que justifica a respectiva manutenção de seus efeitos, mesmo com a anulação do ato de nomeação.

08. (Analista Administrativo/IBRAM-DF 2009/ CESPE) Em relação aos princípios básicos da Administração Pública, julgue o item seguinte.

I. Ofende os princípios constitucionais que regem a administração pública, a conduta de um prefeito que indicou seu filho para cargo em comissão de assessor do secretário de fazenda do mesmo município, que efetivamente o nomeou.

Em 29 de agosto de 2008, o Supremo Tribunal Federal publicou a súmula vinculante nº 13, através da qual declarou que a nomeação de parentes até o terceiro grau, da autoridade nomeante, para o exercício de cargos ou funções de confiança no âmbito da Administração Pública Direta e Indireta, viola o texto da Constituição Federal.

Eis a integralidade do texto da citada súmula:

A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal.

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Desse modo, ao indicar seu filho (parente de segundo grau) para o exercício de cargo em comissão de assessor do Secretário da Fazenda, o Prefeito certamente violou o texto da súmula vinculante nº 13, o que torna a assertiva correta.

Toa, apesar dos comentár ios apresentados, é importante destacar que o Supremo Tribunal Federal já proferiu diversas decisões afirmando que o teor da súmula não alcança todas as espécies de cargos públicos.

No julgamento da reclamação 6.650-9/PR, por exemplo, um advogado paranaense levou ao conhecimento do STF que o Governador do Estado do Paraná havia nomeado o irmão para exercer o cargo de Secretário Estadual de Transportes, fato que, supostamente, caracterizaria a prática de nepotismo. Contudo, o Supremo Tribunal Federal decidiu que o teor da súmula vinculante nº 13 não alcança os ocupantes de cargos políticos (a exemplo dos cargos de Ministro de Estado, Secretários Estaduais e Secretários Municipais), e, portanto, não havia qualquer irregularidade na referida nomeação.

Nesses termos, não há qualquer impedimento a que um Prefeito nomeie o seu filho como Secretário Municipal de Fazenda, que é considerado cargo político. Entretanto, o mesmo não ocorre em relação ao cargo de assessor de secretário municipal, que é considerado cargo administrativo. Neste caso, a nomeação está vedada pelo texto da súmula.

Complicado? Creio que não!

Para responder às questões de prova, lembre-se sempre de que o Presidente da República, os Governadores de Estados e os Prefeitos podem nomear os seus parentes para ocupar os cargos de Ministros de Estado, Secretários Estaduais e Secretários Municipais, respectivamente, pois são considerados cargos políticos. Estes são os únicos exemplos de cargos políticos que têm sido exigidos em provas, pois você não é obrigado a conhecer a natureza de todos os cargos existentes no âmbito da Administração Pública.

09. (Analista Judiciário/TRT 17ª Região 2009/CESPE) Acerca do controle da administração pública e dos princípios que lhe são aplicáveis, julgue o item seguinte.

I. As sociedades de economia mista e as empresas públicas que

prestam serviços públicos estão

princípio da

publicidade tanto quanto os órgãos que compõem a administração direta, razão pela qual é vedado, nas suas

sujeitas

ao

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campanhas publicitárias, mencionar nomes e veicular símbolos ou imagens que possam caracterizar promoção pessoal de autoridade ou servidor dessas entidades.

O caput do art. 37 da CF/1988 afirma que todas as entidades da

Administração Pública Direta e Indireta, incluindo as empresas públicas e sociedade de economia mista prestadoras de serviços públicos ou

exploradoras de atividades econômicas, devem observar os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

Nesse sentido, também estão sujeitas aos mandamentos do § 1º do art. 37, que declara que “a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”. Assertiva correta.

10. (Escrivão/DPF 2009/CESPE) O princípio da presunção de legitimidade ou de veracidade retrata a presunção absoluta de que os atos praticados pela administração pública são verdadeiros e estão em consonância com as normas legais pertinentes.

Perceba que o texto da assertiva se referiu à “princípio” da presunção de legitimidade ou veracidade, quando o mais comum em provas é encontrarmos referência ao “atributo” da presunção de legitimidade ou veracidade.

É a professora Maria Sylvia Zanella di Pietro quem considera a

presunção de legitimidade e veracidade dos atos administrativos como um verdadeiro princípio, que abrange dois aspectos: “de um lado, a presunção de verdade, que diz respeito à certeza dos fatos; de outro lado, a presunção da legalidade, pois, se a Administração se submete à lei, presume-se, até prova em contrário, que todos os seus atos seja

verdadeiros e praticados com observância das normas legais pertinentes”.

Entretanto, diferentemente do que foi afirmado na assertiva, a presunção de legitimidade dos atos administrativos não é absoluta, mas sim relativa (juris tantum), pois admite prova em contrário. Portanto, a assertiva deve ser considerada incorreta.

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PODERES ADMINISTRATIVOS

11. (Juiz Estadual / TJ PI 2007 / CESPE - adaptada) A respeito da administração pública, assinale a opção correta.

I.

administração pública.

A expressão “Administração Pública” não possui um sentido único, pois pode ser estudada sob vários sentidos diferentes, em diversas perspectivas.

Em sentido subjetivo, formal ou orgânico, a Administração Pública pode ser conceituada como o conjunto de órgãos, entidades e agentes públicos destinados à consecução das diretrizes e objetivos estabelecidos pelo Governo.

Lembre-se de que, nesse caso, estudaremos a organização da Administração, ou seja, a sua composição e estruturação. Não nos interessam aqui as atividades administrativas executadas pela Administração Pública, mas sim saber o que é um órgão público ou uma autarquia, quais são as suas características, como funciona, etc.

Por outro lado, em sentido objetivo, material ou funcional, a expressão administração pública (que deve ser grafada com as iniciais minúsculas), consiste na própria função administrativa em si, exercida pelos órgãos, entidades e agentes que integram a Administração Pública em sentido subjetivo. Neste caso, o nosso enfoque será o estudo da atividade administrativa.

Desse modo, deve ficar bem claro que o poder regulador está inserido no sentido material, funcional e objetivo de Administração. Isso porque no sentido formal estudaremos a composição e organização da Administração, isto é, os seus órgãos e entidades, e não as atividades administrativas que são desempenhadas, a exemplo do poder regulador. Assertiva incorreta.

O

poder

regulador

insere-se

no

conceito formal de

II. O poder normativo, no âmbito da administração pública, é

privativo do chefe do Poder Executivo.

Fique atento para não confundir as expressões “poder normativo” e “poder regulamentar”.

O “poder normativo” é bastante genérico e, portanto, não se restringe aos atos editados pelos chefes do Poder Executivo. Ao editar atos administrativos para regular o setor que está sob a sua área de

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fiscalização, por exemplo, uma agência reguladora exerce o poder normativo, pois está normatizando determinada atividade do mercado.

Por outro lado, o “poder regulamentar” está inserido dentro do poder normativo, sendo uma de suas espécies. Ao editar um decreto regulamentar para explicar o texto legal e garantir a sua fiel execução, nos termos do inc. IV do art. 84 da CF/1988, o Presidente da República está exercendo o poder regulamentar, que é privativo dos chefes do Poder Executivo.

Sendo assim, está incorreto o texto da assertiva, pois somente o poder regulamentar é privativo dos chefes do Poder Executivo, o que não ocorre em relação ao poder normativo.

III. Conforme entendimento do STF, o poder de polícia pode ser exercido pela iniciativa privada.

Por se tratar de atividade tipicamente estatal, o poder de polícia somente pode ser exercido pelas entidades regidas pelo direito público, bem como pelos seus respectivos órgãos administrativos. Desse modo, o entendimento do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que as empresas públicas e sociedades de economia mista, bem como as permissionárias e concessionárias de serviços públicos estão proibidas de exercê-lo (ADI 1.717/DF). Assertiva incorreta.

12. (Seleção Interna/MPOG 2009/CESPE) Com base nos princípios básicos da administração pública e nas modalidades de poderes administrativos, julgue os itens subsequentes.

I. O poder hierárquico da administração pública pode ser corretamente exemplificado na hipótese em que o ministro de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão, no âmbito de suas competências constitucionais e legais, aplica punição a servidor público federal com relação a conduta administrativa específica, previamente estipulada pela legislação de regência da disciplina funcional dessa categoria.

Antes de responder às questões de prova, tenha sempre em mente que o poder disciplinar é conseqüência do poder hierárquico. Isso porque a autoridade superior somente está autorizada a aplicar uma penalidade a seu subordinado em razão da relação de hierarquia existente entre ambos.

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Entretanto, a aplicação de punição a servidor público federal em razão da prática de infração administrativa específica fundamenta-se no exercício do poder disciplinar e não do poder hierárquico, apesar daquele ser conseqüência deste. Assertiva incorreta.

13. (Advogado/ CETURB 2010/CESPE) Julgue os itens subseqüentes, a respeito dos poderes da administração pública.

I. Embora a autoexecutoriedade seja atributo do poder de polícia,

a cobrança de multa imposta pela administração traduz exceção

a tal regra, pois, considerado que tal atributo pode ser dividido nos elementos executoriedade e exigibilidade, falta à sanção pecuniária este último elemento.

A autoexecutoriedade é um dos atributos do poder de polícia, assegurando à Administração a prerrogativa de executar os seus próprios atos sem a necessidade de autorização do Poder Judiciário, podendo, inclusive, valer-se de meios coercitivos. Tal atributo pode ser dividido em dois elementos: a executoriedade e a exigibilidade.

Na exigibilidade a Administração utiliza-se de instrumentos indiretos de coerção para compelir o administrado ao cumprimento da obrigação, a exemplo do que ocorre na aplicação de uma multa (neste caso, a Administração está, indiretamente, forçando o particular a cumprir uma determinada obrigação). Na executoriedade, a Administração utilizar-se-á de instrumentos diretos de coerção para forçar o administrado a cumprir uma obrigação, a exemplo do que ocorre na utilização de força policial para a desocupação de um imóvel que está em área de risco e ameaça desabar a qualquer momento.

Diante das informações apresentadas, perceba que o elemento exigibilidade está presente na aplicação de uma multa, o que não ocorre em relação ao elemento executoriedade, pois a Administração não pode usar força policial para exigir que o particular cumpra a obrigação de efetuar o pagamento de uma multa, por exemplo. Assertiva incorreta.

II. Constitui exemplo de exercício do poder hierárquico pela administração pública a imposição de penalidades a concessionário de serviço público em razão de falhas na sua prestação.

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Nas palavras do professor Hely Lopes Meirelles, o poder disciplinar pode ser entendido como “uma supremacia especial que o Estado exerce sobre todos aqueles que se vinculam à Administração por relações de qualquer natureza, subordinando-se às normas de funcionamento do serviço ou do estabelecimento que passam a integrar definitiva ou transitoriamente”.

Fique atento ao responder às questões de prova, pois, sempre que o texto da assertiva referir-se à aplicação de uma penalidade a um particular (como é o caso do concessionário de serviço público), o fundamento estará no exercício do poder de polícia ou poder disciplinar, jamais no exercício do poder hierárquico.

Para que uma penalidade seja aplicada com fundamento no exercício do poder disciplinar, é necessário que exista um vínculo jurídico entre o particular e a Administração (como ocorre no vínculo contratual existente entre um concessionário de serviço público e a Administração). Por outro lado, se um particular foi punido pela Administração e não possui qualquer vínculo jurídico com a mesma, a exemplo do que ocorre na aplicação de uma multa a uma farmácia que está comercializando medicamentos vencidos, a penalidade estará amparada no exercício do poder de polícia.

Nesses termos, o texto da assertiva está incorreto, pois afirmou que a penalidade aplicada ao concessionário de serviço público encontra fundamento no poder hierárquico, o que não é verdade.

14. (Procurador/AGU 2010/CESPE) No que se refere aos poderes da administração pública, julgue os itens a seguir.

I. Atos administrativos decorrentes do poder de polícia gozam, em regra, do atributo da autoexecutoriedade, haja vista a administração não depender da intervenção do Poder Judiciário para torná-los efetivos. Entretanto, alguns desses atos importam exceção à regra, como, por exemplo, no caso de se impor ao administrado que este construa uma calçada. A exceção ocorre porque tal atributo se desdobra em dois, exigibilidade e executoriedade, e, nesse caso, falta a executoriedade.

O texto da assertiva está em conformidade com o entendimento da doutrina e jurisprudência majoritárias, portanto, deve ser adotado para fins de concursos públicos.

o

na

administrado se recusar a construir uma calçada, a Administração não poderá valer-se de instrumentos diretos de coerção (executoriedade),

No

exemplo

apresentado

assertiva,

perceba

que

se

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para obrigá-lo a construí-la, a exemplo da força policial. Por outro lado, a Administração poderá valer-se de instrumentos indiretos de coerção para tentar atingir o seu objetivo, como ocorre na aplicação de uma multa, por exemplo.

Sendo assim, o ato que impõe ao administrado a construção de uma calçada somente goza do elemento exigibilidade, pois a Administração não pode obrigá-lo diretamente a cumprir a citada obrigação (executoriedade). Assertiva correta.

II. O prazo prescricional para que a administração pública federal, direta e indireta, no exercício do poder de polícia, inicie ação punitiva, cujo objetivo seja apurar infração à legislação em vigor, é de cinco anos, contados da data em que o ato se tornou conhecido pela administração, salvo se se tratar de infração dita permanente ou continuada, pois, nesse caso, o termo inicial ocorre no dia em que cessa a infração.

O art. 1º da Lei 9.873/99, que estabelece prazo de prescrição para

o exercício de ação punitiva pela Administração Pública Federal, direta e

indireta, afirma que “prescreve em cinco anos a ação punitiva da Administração Pública Federal, direta e indireta, no exercício do poder de polícia, objetivando apurar infração à legislação em vigor, contados da data da prática do ato ou, no caso de infração permanente ou continuada, do dia em que tiver cessado”. Assertiva incorreta.

15. (Analista Técnico-Administrativo/Ministério da Saúde 2010/CESPE) Com relação aos atos administrativos, aos poderes e ao controle da administração, julgue os próximos itens.

I. A sanção administrativa é consectário do poder de polícia regulado por normas administrativas.

O art. 78 do Código Tributário Nacional considera como exercício do

poder de polícia “a atividade da administração pública que, limitando ou

disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou

a abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à

segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos”.

Desse

modo,

ao

aplicar

uma

sanção

administrativa

a

um

estabelecimento que está comercializando produtos impróprios para o consumo, por exemplo, a Administração está exercendo o poder de

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polícia, fazendo cumprir as normas administrativas que impedem a comercialização de tais produtos. Assertiva correta.

II. A administração pública, no exercício do ius imperii subsume- se ao regime de direito privado.

Afirmar que a Administração Pública está atuando no exercício do ius imperii significa dizer que está amparada no regime jurídico de direito público, fato que lhe garante uma série de prerrogativas (vantagens) que a colocam em uma posição de superioridade em relação aos particulares.

a

Administração subsume-se ao regime de direito privado, deve ser

considerado incorreto.

Desse

modo,

como

o

texto

da

assertiva

afirmou

que

16. (Agente/ DPF 2009/CESPE) Julgue o item subseqüente, relativos à administração pública.

I. O poder de a administração pública impor sanções a particulares não sujeitos à sua disciplina interna tem como fundamento o poder disciplinar.

O poder disciplinar consiste na prerrogativa assegurada à

Administração Pública de apurar infrações funcionais dos servidores

públicos e demais pessoas que estejam submetidas à sua disciplina administrativa, bem como aplicar penalidades após o respectivo processo administrativo, caso seja cabível e necessário.

Assim, como a afirmativa se referiu à imposição de sanções a particulares não sujeitos à disciplina interna da Administração, não estamos diante do exercício do poder disciplinar, mas sim do poder de polícia.

Os particulares que não possuem vínculo com a Administração

não podem ser punidos com respaldo no poder disciplinar, pois não estão

submetidos à sua disciplina punitiva. Caso uma questão de prova afirme que o particular tenha sido alvo de penalidade aplicada pela Administração, sem possuir qualquer vínculo jurídico com a mesma, não se trata de exercício do poder disciplinar, mas, provavelmente, do poder de polícia. Assertiva incorreta.

17. (Analista/MCT-FINEP 2009/CESPE - adaptada) Em relação aos poderes administrativos, julgue os itens subseqüentes.

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I. O poder regulamentar é a faculdade de que dispõe o chefe do Poder Executivo de explicar a lei para a sua correta execução, podendo restringir ou ampliar suas disposições.

O professor Diógenes Gasparini afirma que o poder regulamentar

consiste “na atribuição privativa do chefe do Poder Executivo para, mediante decreto, expedir atos normativos, chamados regulamentos,

compatíveis com a lei e visando desenvolvê-la".

O decreto regulamentar é um ato administrativo e, portanto, encontra-se subordinado aos limites da lei, não sendo possível restringir ou ampliar as suas disposições. Jamais poderá o decreto regulamentar inovar na ordem jurídica, criando direitos e obrigações para os particulares, pois, nos termos do inc. II do art. 5º da CF/88, essa é uma prerrogativa reservada à lei. Assertiva incorreta.

II. Poder de polícia é a faculdade de que dispõe a administração pública de condicionar ou restringir o uso e gozo de bens, atividades e direitos individuais em benefício do próprio Estado ou do administrador.

O poder de polícia realmente pode ser definido como a faculdade de

que dispõe a administração pública de condicionar ou restringir o uso e gozo de bens, atividades e direitos individuais, porém, em benefício da

coletividade (interesse público).

Perceba que o texto da assertiva afirmou que o poder de polícia é exercido em benefício do próprio Estado ou do administrador, e, portanto, deve ser considerado incorreto.

III. O poder disciplinar é a relação de subordinação entre os vários órgãos e agentes públicos, com a distribuição de funções e gradação da autoridade de cada um, conforme as competências legais.

A

definição

apresentada

refere-se

ao

poder

hierárquico,

e,

portanto, o texto da assertiva deve ser considerado incorreto.

O poder disciplinar consiste na prerrogativa assegurada à Administração Pública de apurar infrações funcionais dos servidores públicos e demais pessoas submetidas à disciplina administrativa, bem como aplicar penalidades após o respectivo processo administrativo, caso seja cabível e necessário.

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IV. O poder vinculado é aquele conferido à administração de forma expressa e explícita, com a norma legal já trazendo nela mesma a determinação dos elementos e requisitos para a prática dos respectivos atos.

O poder vinculado (também denominado de poder regrado) é

aquele conferido aos agentes públicos para a edição de atos administrativos em estrita conformidade com o texto legal, sendo mínima ou inexistente a sua margem de atuação ou escolha.

O texto da assertiva está correto ao afirmar que no exercício do

poder vinculado a norma legal apresenta a determinação dos elementos ou requisitos necessários para a prática dos respectivos atos, a exemplo da competência, forma, finalidade, motivo e objeto.

18. (Procurador/PGE-AL 2008/CESPE - adaptada)

A doutrina nacional e internacional do direito administrativo muito critica a expressão poder de polícia.

Trata-se de designativo manifestamente infeliz. Engloba, sob um único nome, coisas radicalmente distintas, submetidas a regimes de inconciliável diversidade: leis e atos administrativos; isto é, disposições superiores e providências subalternas.

Celso Antônio Bandeira de Mello. Curso de direito administrativo. 13.ª ed. São Paulo: Malheiros Editores, p. 687 (com adaptações).

Ao incluir as convenções de direitos humanos na constituição da Argentina, os juristas não podem partir do poder do Estado como noção fundamental de um sistema. Devem partir das liberdades públicas e dos direitos individuais. Poderá haver limitações a tais direitos, mas aquele que explica e analisa o sistema jurídico administrativo não pode partir da limitação para, somente depois, entrar nas limitações das limitações.

Augustín Gordillo. Tratado de derecho administrativo. 8.ª ed. Buenos Aires:

F.D.A., 2006, cap. V, p. 2-3 (com adaptações).

Acerca do poder de polícia, assunto tratado nos textos acima, julgue os itens seguintes:

I. Nenhum dos aspectos do poder de polícia pode ser exercido por agente público sujeito ao regime celetista.

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O professor Celso Antônio Bandeira de Mello afirma que o exercício do poder de polícia restringe-se às entidades regidas pelo direito público, o que afasta de seu exercício as empresas públicas, as sociedades de economia mista, as concessionárias e permissionárias de serviços públicos (cujos empregados são regidos pelo regime celetista).

Entretanto, destaca o professor que aos particulares (e aqui podemos incluir também os agentes públicos sujeitos ao regime celetista) será assegurado o exercício de atos materiais no âmbito do poder de polícia, ou seja, atos que tenham por objetivo preparar ou facilitar a atuação da Administração Pública. Isso ocorre, por exemplo, quando a Administração Municipal contrata uma empresa privada especializada em demolição para destruir imóveis que se encontram em área de risco e ameaçam desabar. A decisão sobre a demolição dos imóveis partiu do Município, mas os atos materiais de demolição foram realizados por um particular.

Diante das informações apresentadas, deve ser considerado incorreto o texto da assertiva, pois os agentes públicos sujeitos ao regime celetista podem exercer atos materiais em relação ao exercício do poder de polícia.

II. Diz-se originário o poder de polícia conferido às pessoas políticas da Federação que detêm o poder de editar as leis limitativas da liberdade e da propriedade dos cidadãos. Poder de polícia delegado é aquele outorgado a pessoa jurídica de direito privado, desprovida de vinculação oficial com os entes públicos.

O poder de polícia originário realmente é aquele exercido pelas pessoas políticas da Federação (União, Estados, Municípios e Distrito Federal), que detêm o poder de editar as leis limitativas da liberdade e da propriedade dos cidadãos. Por outro lado, poder de polícia delegado é aquele exercido pelas entidades da Administração Pública Indireta que são regidas pelo direito público, a exemplo das autarquias e fundações públicas de direito público.

está em conformidade com o

entendimento da doutrina e jurisprudência majoritárias, pois afirmou que

o poder delegado é aquele outorgado às pessoas jurídicas de direito privado, o que é não é admitido pelo Supremo Tribunal Federal.

O

texto

da

assertiva

não

III. No exercício da atividade de polícia, a administração só atua por meio de atos concretos previamente definidos em lei. Esses atos devem ser praticados sob o enfoque da proporcionalidade,

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de forma a evitar a prática de um ato mais intenso e extenso do que o necessário para limitar a liberdade e a propriedade no caso concreto.

No exercício do poder de polícia, a Administração pode agir de forma preventiva ou repressiva. No primeiro caso, o poder de polícia é exercido através de atos normativos, a exemplo dos regulamentos, que são disposições genéricas e abstratas limitadoras do exercício de direitos e atividades dos particulares em prol do interesse coletivo. Por outro lado, no exercício repressivo do poder de polícia a Administração atua através de atos concretos, editados em obediência às leis e regulamentos, a exemplo do que ocorre na interdição de um estabelecimento comercial ou na aplicação de uma multa administrativa.

Desse modo, fica bem claro que o texto da assertiva está incorreto, pois afirmou que o poder de polícia somente pode ser exercido através de atos concretos, o que elimina a atuação preventiva da Administração, que ocorre através de disposições genéricas e abstratas.

IV. A coercibilidade é a característica do poder de polícia que possibilita à administração praticar atos, modificando imediatamente a ordem jurídica.

A coercibilidade realmente é um dos atributos do poder de polícia. Toa, tal característica assegu ra que os atos editados pela Administração sejam obrigatoriamente respeitados e cumpridos, independentemente de concordância ou aquiescência, o que torna a assertiva incorreta.

19. (Delegado da PF/ Regional 2004/CESPE) Em relação aos poderes administrativos, julgue o item subseqüente.

I. O abuso de poder, na modalidade de desvio de poder, caracteriza-se pela prática de ato fora dos limites da competência administrativa do agente.

Nas palavras do professor Hely Lopes Meirelles, o abuso de poder “ocorre quando a autoridade, embora competente para agir, ultrapassa os limites de suas atribuições ou se desvia das finalidades administrativas”.

O abuso de poder configura-se por uma conduta praticada pelo agente público em desconformidade com a lei e pode se apresentar sob três formas diferentes:

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1ª) quando o agente público ultrapassa os limites da competência que lhe foi outorgada pela lei (excesso de poder);

2ª) quando o agente público exerce a competência nos estritos limites legais, mas para atingir finalidade diferente daquela prevista em lei (desvio de poder ou desvio de finalidade);

3ª) pela omissão.

Deve ficar bem claro que a expressão “abuso de poder” é o gênero ao qual correspondem duas espécies básicas: excesso de poder ou desvio de finalidade (ou desvio de poder).

No texto da assertiva foi afirmado que o ato foi praticado fora dos limites da competência administrativa do agente, portanto, não se trata de um desvio de poder, mas sim excesso de poder. Assertiva incorreta.

20. (Técnico Judiciário/TRT 17ª 2009/CESPE) Quanto ao poder hierárquico e ao poder disciplinar, julgue os itens a seguir.

I. A remoção de servidor ocupante de cargo efetivo para localidade muito distante da que originalmente ocupava, com intuito de puni-lo, decorre do exercício do poder hierárquico.

Primeiramente, é necessário esclarecer que a aplicação de

penalidades a servidores públicos faltosos encontra fundamento no exercício do poder disciplinar e não no poder hierárquico, o que torna

a assertiva incorreta.

Por outro lado, deve ficar bem claro que a remoção não pode ser utilizada como instrumento de punição do servidor, pois não consta como uma das penalidades disciplinares previstas no art. 127 da Lei 8.112/90, que apenas está relacionada a advertência, suspensão, demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade, destituição de cargo em comissão e destituição de função comissionada.

a carência de servidores

detectada em determinado órgão, no âmbito do mesmo quadro, com ou

sem mudança de sede. Desse modo, se a remoção estiver sendo utilizada para a punição de um servidor pela prática de infrações

administrativas, estará ocorrendo um verdadeiro desvio de finalidade,

o que ensejará a anulação do ato.

A

finalidade da

remoção

é suprir

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II. A aplicação de penalidade criminal exclui a sanção administrativa pelo mesmo fato objeto de apuração.

As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre si, portanto, o servidor pode ser penalizado em três esferas distintas.

A aplicação de uma penalidade criminal não exclui a sanção administrativa pelo mesmo fato objeto de apuração, pois o ato comissivo ou omissivo praticado pelo servidor pode configurar, ao mesmo tempo, uma infração penal e administrativa. Assertiva incorreta.

21. (Técnico Judiciário/TRE MG 2009/CESPE) Considerando que

há verdadeira relação de coordenação e de subordinação entre os

órgãos integrantes da administração pública, não constitui decorrência do poder hierárquico

(A) a possibilidade de dar ordens aos subordinados.

(B) o controle da atividade de órgãos inferiores para exame

quanto à legalidade de atos e ao cumprimento de obrigações.

(C) a possibilidade de avocação de atribuições não-exclusivas do

órgão subordinado.

(D)

a delegação de atribuições não-privativas.

(E)

a limitação ao exercício de direitos individuais em benefício

do interesse público.

Comentários

Dentre as alternativas apresentadas na questão, somente a letra “E” não decorre do poder hierárquico. Isso porque a assertiva refere-se à “limitação ao exercício de direitos individuais”, o que materializa uma importante característica do poder de polícia.

Em questões sobre “poderes administrativos”, sempre que você encontrar em prova alguma assertiva afirmando que atividades ou direitos dos administrados estão sendo restringidos ou condicionados em prol do interesse público, fique atento, pois, certamente, estará fazendo uma referência ao poder de polícia.

22. (Agente de Inteligência/ABIN 2008/CESPE) No que concerne

aos poderes públicos, julgue os itens que se seguem.

I. O poder de polícia do Estado pode ser delegado a particulares.

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O entendimento da doutrina majoritária é no sentido de que o poder de polícia não pode ser delegado a particulares ou entidades regidas pelo direito privado, a exemplo das empresas públicas e sociedades de economia mista. Somente as entidades regidas pelo direito público estariam legitimadas a exercê-lo, como os entes políticos (União, Estados, Municípios e Distrito Federal), autarquias e fundações públicas de direito público, o que torna a assertiva incorreta.

Em julgamento recente, o Superior Tribunal de Justiça decidiu pela

inviabilidade de delegação do poder de coerção (aplicação de multa) à BHTRANS (sociedade de economia mista instituída pelo município de Belo Horizonte/MG) por ser regida pelo direito privado (Recurso Especial nº.

817.534/MG).

II. Suponha que Maurício, servidor público federal, delegue a autoridade hierarquicamente inferior a competência que ele tem para decidir recursos administrativos. Nessa hipótese, não há qualquer ilegalidade no ato de delegação.

A delegação pode ser definida como a transferência temporária de determinadas competências de um órgão administrativo e seu titular para outros órgãos ou titulares. O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos, os limites da atuação do delegado, a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível, podendo conter ressalva de exercício da atribuição delegada.

Entretanto, é importante esclarecer que nem todas as competências de um órgão administrativo e seu titular podem ser delegadas. O art. 13 da Lei 9.784/99, por exemplo, prevê que não podem ser objeto de delegação a edição de atos de caráter normativo, a decisão de recursos administrativos e as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.

Desse modo, constata-se que Maurício não poderia ter delegado à autoridade hierarquicamente inferior a sua competência para decidir recursos administrativos. Assertiva incorreta.

23. (Oficial de Inteligência/ABIN 2008/CESPE) Quanto aos poderes públicos, julgue os próximos itens.

I. O ato normativo do Poder Executivo que contenha uma parte que exorbite o exercício de poder regulamentar poderá ser anulado na sua integralidade pelo Congresso Nacional.

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Os

atos

normativos

editados

pelo

Poder

Executivo,

com

fundamento no poder regulamentar (também chamado de poder normativo), realmente estão sujeitos ao controle realizado pelo Poder Legislativo. O inc. V do art. 49 da CF/1988, por exemplo, estabelece como competência exclusiva do Congresso Nacional “sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa”.

Perceba que o texto da assertiva afirma que o Congresso Nacional poderá anular o ato normativo que exorbite o poder regulamentar, o que contraria o texto constitucional, que se refere apenas à sustação. Assertiva incorreta.

II. Decorre do poder disciplinar do Estado a multa aplicada pelo poder concedente a uma concessionária do serviço público que tenha descumprido normas reguladoras impostas pelo poder concedente.

Eis aqui uma assertiva que tem sido muito cobrada em provas elaboradas pelo CESPE para testar os conhecimentos do candidato em relação aos poderes de polícia e disciplinar.

Para que uma penalidade seja aplicada ao particular com fundamento no poder disciplinar, é imprescindível que exista um vínculo jurídico entre o particular e a Administração. Por outro lado, caso não exista um vínculo jurídico, a aplicação de uma penalidade ao particular encontrará fundamento no exercício do poder de polícia.

Quando a Administração aplica uma multa ao proprietário de uma farmácia que está comercializando medicamentos com prazo de validade vencido, por exemplo, exerce o poder de polícia, pois não existe um vínculo jurídico entre as partes. Toa, quando a Administração aplica uma multa a uma concessionária de serviços públicos pelo descumprimento de uma cláusula contratual, exerce o poder disciplinar.

Perceba que, no segundo exemplo, existe um vínculo jurídico entre a Administração Pública (poder concedente) e o particular (concessionária do serviço público), que é o contrato administrativo de concessão. Sendo assim, é correto afirmar que a multa foi exercida com fundamento no poder disciplinar.

24. (Analista Judiciário/STJ 2008/CESPE) Quanto aos poderes administrativos, julgue os itens a seguir.

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I. O poder regulamentar do presidente da República, que visa

proporcionar o fiel cumprimento das leis, não se confunde com o chamado poder regulador, conferido ao CNJ, inclusive para disciplinar as atividades judiciais dos demais membros do Poder Judiciário, visando à celeridade processual e à obediência aos princípios constitucionais da moralidade, eficiência, publicidade, razoabilidade e proporcionalidade.

O artigo 103-B da CF/88 prevê que compete ao CNJ o controle da

atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, cabendo-lhe, além de outras atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura, “zelar pela autonomia do Poder Judiciário e pelo

cumprimento do Estatuto da Magistratura, podendo expedir atos regulamentares, no âmbito de sua competência, ou recomendar providências.”

Analisando-se o disposto no texto constitucional, constata-se que o CNJ possui a prerrogativa de editar atos regulamentares que, no âmbito de sua incidência, terão força de ato normativo primário (lei). Toa, é importante esclarecer que o CNJ não possui poderes para disciplinar as atividades judiciais dos demais membros do Poder Judiciário, conforme afirmado na assertiva.

Por ser um órgão administrativo integrante da estrutura do Poder Judiciário, a atuação do CNJ restringe-se às questões administrativas, de natureza interna, não alcançando as atividades judiciais, que devem ser disciplinadas por lei, em sentido formal. Assertiva incorreta.

25. (Técnico Judiciário/TRE MA 2009/CESPE - adaptada) No que se refere aos poderes dos administradores públicos, julgue os itens a seguir:

I. O poder de polícia somente pode ser exercido de maneira

discricionária.

A discricionariedade realmente é um dos atributos do poder de

polícia. Entretanto, não é correto afirmar que o poder de polícia somente pode ser exercido de maneira discricionária. Na prática, inexiste um poder que somente possa ser exercido discricionariamente.

Em regra, o poder de polícia é exercido discricionariamente, mas existem determinadas situações em que a atuação da Administração será absolutamente vinculada, como acontece na concessão de licenças para construir, por exemplo. Nesse caso, se o particular cumprir os

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requisitos previstos em lei a Administração estará obrigada a conceder a licença requerida, o que torna a assertiva incorreta.

II. O poder disciplinar caracteriza-se pela discricionariedade, podendo a administração escolher entre punir e não punir a falta praticada pelo servidor.

A Administração não tem liberdade de escolha em relação a punir ou não punir o servidor que praticar uma infração administrativa. Isso porque é obrigatória (competência vinculada) a instauração do processo administrativo disciplinar para averiguar a responsabilidade do servidor, o que torna a assertiva incorreta.

Toa, é importante esclarecer que a discricionariedade pode se manifestar no momento da definição da sanção administrativa a ser aplicada ao servidor. O art. 130 da Lei 8.112/90, por exemplo, declara que “a suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, não podendo exceder de 90 (noventa) dias”.

Perceba que o dispositivo legal concede à autoridade responsável pela aplicação da sanção administrativa a discricionariedade de definir o prazo da penalidade, que pode ser de 01 (um) a 90 (noventa) dias, sempre levando em conta a natureza e a gravidade da infração cometida, os danos que dela provierem para o serviço público, as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes funcionais.

III. Uma autarquia ou uma empresa pública estadual está ligada a um estado-membro por uma relação de subordinação decorrente da hierarquia.

as

entidades da Administração Direta (União, Estados, Municípios, Distrito Federal e seus respectivos órgãos) e Administração Indireta (autarquias,

fundações públicas, sociedades de economia mista e empresas públicas), mas penas uma relação de vinculação.

É justamente essa relação de vinculação que permite às entidades da Administração Direta exercerem o controle finalístico (também chamado de supervisão ministerial na esfera federal) em face das entidades da Administração Indireta, que têm por objetivo assegurar o cumprimento das finalidades institucionais fixados nos atos de constituição da entidade, bem como a sua autonomia administrativa, operacional e financeira. Assertiva incorreta.

Lembre-se

sempre

de

que

não

existe

hierarquia

entre

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IV. No exercício do poder regulamentar, a administração não pode criar direitos, obrigações, proibições, medidas punitivas, devendo limitar-se a estabelecer normas sobre a forma como a lei vai ser cumprida.

O poder regulamentar é conferido aos Chefes do Poder Executivo para a edição de atos normativos que tenham por objetivo explicar o texto legal, garantindo, assim, a sua fiel execução. Por se tratar de um ato administrativo (infra-legal), o ato editado com fundamento no poder regulamentar não pode criar direitos e obrigações para os administrados, devendo limitar-se ao complemento do texto legal. Desse modo, o texto da assertiva deve ser considerado correto.

26. (Técnico Judiciário/TRE MA 2009/CESPE) O conselho diretor de uma autarquia federal baixou resolução disciplinando que todas as compras de material permanente acima de cinqüenta mil reais só poderiam ser feitas pela própria sede. Ainda assim, um dos superintendentes estaduais abriu licitação para compra de microcomputadores no valor de trezentos mil reais. A licitação acabou sendo feita sem incidentes, e o citado superintendente homologou o resultado e adjudicou o objeto da licitação à empresa vencedora. Nessa situação, o superintendente

(A)

agiu com excesso de poder.

(B)

agiu com desvio de poder.

(C)

cometeu mera irregularidade administrativa, haja vista a

necessidade da compra e o atendimento aos requisitos de validez expressos na Lei de Licitações.

(D) cometeu o crime de prevaricação, que consiste em praticar

ato de ofício (a licitação) contra expressa ordem de superior hierárquico (a resolução do conselho diretor).

Comentários

No caso em questão, perceba que a resolução editada pela autarquia federal permitia aos superintendentes estaduais a prerrogativa de realizar licitações cujo valor não fosse superior a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). Deve ficar bem claro que a competência (poder para a realização de licitações) dos superintendentes estaduais se limitava a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais).

Desse modo, quando abriu licitação para a compra de microcomputadores no valor de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), o superintendente extrapolou o limite previsto na resolução, ou seja, foi além do poder que a resolução lhe assegurava, que se restringia às

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licitações cujos valores não fossem superiores a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), o que configura um flagrante excesso de poder.

É importante esclarecer que o excesso de poder, juntamente com

o desvio de poder, apresenta-se como uma espécie de abuso de poder. No excesso de poder, o agente público pratica ato além do limite previsto em lei ou ato normativo. Por outro lado, no desvio de

poder (também denominado de desvio de finalidade), o agente pratica ato administrativo dentro de sua competência, mas com finalidade diferente daquela prevista em lei.

Apenas para que não reste qualquer dúvida, destaca-se que a alternativa “D” não pode ser marcada como resposta porque o ato praticado pelo superintendente não pode ser tipificado como prevaricação.

O art. 319 do Código Penal prevê que se configura a prevaricação quando o agente público

Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:

Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

Perceba que o texto da questão afirma que a licitação foi realizada sem incidentes, com o propósito de realmente atender a uma necessidade da autarquia. Como não consta a informação de que o edital de licitação tenha sido publicado com o objetivo de satisfazer interesse ou sentimento pessoal, não se vislumbra o crime de prevaricação.

Sendo assim, deve ser marcada como resposta a alternativa “A”.

27. (Analista Administrativo/TRT 9ª 2007/CESPE) Com relação aos princípios básicos da administração pública e dos poderes administrativos, julgue o seguinte item.

I. Pelo atributo da coercibilidade, o poder de polícia tem execução imediata, sem dependência de ordem judicial.

A coercibilidade permite que os atos praticados com fundamento no

poder de polícia sejam impostos obrigatoriamente aos particulares, independentemente de concordância ou aquiescência. Por outro lado, é o

atributo da autoexecutoriedade que assegura ao poder de polícia a sua execução imediata e não a coercibilidade. Assertiva incorreta.

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28. (Exame da Ordem/OAB RJ 2007/CESPE - adaptada) Em relação ao poder de polícia, julgue as assertivas seguintes: 28

I. Consiste sempre em uma atividade discricionária.

Conforme destacado em questão anterior, é incorreto afirmar que o poder de polícia sempre consiste em uma atividade discricionária. Na verdade, o correto é afirmar que o poder de polícia será predominantemente discricionário, já que, em algumas situações, será exercido de forma vinculada.

II. Pode ser exercido por particulares, mesmo quanto a atos de império.

O exercício do poder de polícia restringe-se às entidades regidas

pelo direito público, a exemplo da União, Estados, Municípios, Distrito Federal, autarquias e fundações públicas de direito público, o que torna a assertiva incorreta.

O professor Celso Antônio Bandeira de Mello afirma que “a restrição

à atribuição de atos de polícia a particulares funda-se no corretíssimo entendimento de que não se lhes pode, ao menos em princípio, cometer o encargo de praticar atos que envolvem o exercício de misteres tipicamente públicos, quando em causa de liberdade e propriedade, porque ofenderiam o equilíbrio entre os particulares em geral, ensejando que uns oficialmente exercessem supremacia sobre outros. Daí não se segue, entretanto, que certos atos materiais que precedem atos jurídicos de polícia não possam ser praticados por particulares, mediante delegação, propriamente dita, ou em decorrência de um simples contrato de prestação. Em ambos os casos (isto é, com ou sem delegação), às vezes, tal figura aparecerá sob o rótulo de 'credenciamento'".

Aos particulares, somente será assegurado o exercício de atos materiais no âmbito do poder de polícia, ou seja, atos que tenham por objetivo preparar ou facilitar a atuação da Administração Pública. Isso ocorre, por exemplo, quando a Administração Municipal contrata uma empresa privada especializada em demolição para destruir imóveis que se encontram em área de risco e ameaçam desabar. A decisão sobre a demolição dos imóveis partiu do Município, mas os atos materiais de demolição foram realizados por um particular.

III. Pode envolver atos de fiscalização e sanção.

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O poder de polícia administrativa realmente pode se expressar através de atos de fiscalização e de sanção, o que torna a assertiva verdadeira.

No primeiro caso, a Administração tem por objetivo evitar eventuais prejuízos à coletividade, como acontece, por exemplo, quando realiza a vistoria de veículos automotores para garantir a segurança no trânsito. No segundo caso, a Administração tem por objetivo punir àqueles que praticaram atos em desconformidade com a lei, a exemplo do que ocorre quando um estabelecimento é interditado em virtude de comercializar produtos impróprios para o consumo.

IV. Não restringe a liberdade ou a propriedade.

O art. 78 do Código Tributário Nacional (Lei 5.172/1969) define o poder de polícia como a “atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou a abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos”.

Desse modo, fica bem claro que o texto da assertiva está incorreto,

pois

propriedade.

afirma

que

o poder de polícia

não restringe a liberdade ou

a

29. (Juiz do Trabalho Substituto/TRT 5ª 2006/CESPE - adaptada) Em relação ao poder de polícia, julgue os itens a seguir:

I. A aplicação de multa por magistrado ao considerar os embargos de declaração manifestamente protelatórios configura ato de poder de polícia.

A professora Maria Sylvia Zanella di Pietro nos ensina que “o poder de polícia reparte-se entre Legislativo e Executivo. Tomando-se como pressuposto o princípio da legalidade, que impede à Administração impor obrigações ou proibições senão em virtude de lei, é evidente que, quando se diz que o poder de polícia é a faculdade de limitar o exercício dos direitos individuais, está-se pressupondo que essa limitação seja prevista em lei”.

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Afirma ainda a professora que “o Poder Legislativo, no exercício do poder de polícia que incumbe ao Estado, cria, por lei, as chamadas limitações administrativas ao exercício das liberdades públicas. A Administração Pública, no exercício da parcela que lhe é outorgada do mesmo poder, regulamenta as leis e controla a sua aplicação, preventivamente (por meio de ordens, notificações, licenças ou autorizações) ou repressivamente (mediante imposição de medidas coercitivas)”.

Desse modo, ao aplicar uma multa por considerar os embargos de declaração manifestamente protelatórios, o magistrado não está exercendo o poder de polícia administrativa, mas praticando um ato judicial, o que torna a assertiva incorreta.

II. A proporcionalidade é elemento essencial à validade de qualquer atuação da administração pública, salvo nos atos de polícia.

O texto da assertiva não está em conformidade com o

entendimento da doutrina majoritária, e, portanto, deve ser considerado

incorreto. Isso porque o exercício do poder de polícia também encontra limites nos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade.

Desse modo, quando a Administração precisar limitar o exercício de atividades ou direitos dos particulares, bem como condicionar o gozo e utilização de bens de sua propriedade, somente poderá adotar medidas realmente necessárias para atingir o seu objetivo. Deve atuar com extrema cautela, evitando-se, assim, que sejam causados aos particulares prejuízos superiores àqueles realmente necessários.

III.

discricionariedade.

O poder de polícia administrativo não se confunde com a

discricionariedade, que se apresenta apenas como um dos atributos do poder de polícia. Ademais, existem atos e atividades exercidos com fundamento no poder de polícia que não são discricionários, como a concessão de uma licença para a construção de um edifício, por exemplo. Nesse caso, estaremos diante de um ato vinculado.

O

poder

de

polícia

administrativo

se

confunde

com

a

30. (Agente da Policia Federal/MJ PF 2004/CESPE) Julgue os itens abaixo, acerca da autorização do porte de arma de fogo.

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I. A autorização de porte de arma de fogo constitui uma forma de delegação de serviço público.

A autorização de porte de arma de fogo não constitui forma de delegação de serviço público, o que torna a assertiva incorreta.

O professor Hely Lopes Meirelles conceitua a autorização como “o ato administrativo discricionário e precário pelo qual o Poder Público torna possível ao pretendente a realização de certa atividade, serviço ou utilização de determinados bens particulares ou públicos, de seu exclusivo ou predominante interesse, que a lei condiciona à aquiescência prévia da Administração, tais como o uso especial de bem público, o porte de arma, o trânsito por determinados locais etc."

II. A expedição de autorização de porte de arma de fogo constitui

exercício de poder administrativo regulamentar.

As autorizações (de natureza discricionária) e as licenças (de natureza vinculada) constituem exercício do poder de polícia e não do poder regulamentar, conforme incorretamente afirmado na assertiva.

31. (Assessor / Prefeitura de Natal 2008 / CESPE - adaptada) Com relação aos poderes da administração pública, julgue os itens a seguir:

I. As

pública são exemplos de exercício do poder disciplinar.

Para que a Administração Pública possa aplicar aos particulares alguma sanção com fundamento no poder disciplinar, faz-se necessário que exista algum vínculo entre ambos. Isso acontece, por exemplo, nas sanções aplicadas em virtude do descumprimento de alguma obrigação proveniente de contrato administrativo. Nesse caso, o vínculo está caracterizado pelo contrato administrativo.

Como a assertiva está bastante genérica, não se referindo à necessidade de vínculo entre a Administração e o particular, a sanção somente pode ter sido aplicada com fundamento no poder de polícia, por isso está errada.

sanções

impostas

aos

particulares

pela

administração

II. O poder vinculado não existe como poder autônomo; em realidade, ele configura atributo de outros poderes ou competências da administração pública.

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A doutrina majoritária atualmente tem entendido que o poder vinculado não seria um poder autônomo, e, nesses termos, a assertiva deve ser considerada correta. O professor dos Santos Carvalho Filho, por exemplo, afirma “não se tratar propriamente de um ‘poder’ outorgado ao administrador; na verdade, através dele não se lhe confere qualquer prerrogativa de direito público. Ao contrário, a atuação vinculada reflete uma imposição ao administrador, obrigando-o a conduzir-se rigorosamente em conformidade com os parâmetros legais. Por conseguinte, esse tipo de atuação mais se caracteriza como restrição e seu sentido está bem distante do que sinaliza o verdadeiro poder administrativo”. Por isso, a assertiva está correta.

III. O regimento interno de um órgão é fruto do exercício do poder hierárquico desse órgão.

Informa a professora Maria Sylvia Zanella di Pietro que, quando os órgãos colegiados estabelecem normas sobre o seu funcionamento interno, criando seus respectivos regimentos, estão amparados pelo poder regulamentar, o que torna incorreta a assertiva.

Entretanto, destaca a professora que “esses atos estabelecem normas que têm alcance limitado ao âmbito de atuação do órgão expedidor. Não têm o mesmo alcance nem a mesma natureza que os regulamentos baixados pelo Chefe do Executivo.”

IV. O poder de polícia, regido pelo direito administrativo, é o meio pelo qual a administração pública exerce atividade de segurança pública, seja por meio da polícia civil, seja pela polícia militar, a fim de coibir ilícitos administrativos.

O poder de polícia administrativa não pode ser confundido com a polícia de manutenção da ordem pública ou com a polícia judiciária. Os professores Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino nos informam que “a primeira incide sobre bens, direitos e atividades, enquanto as outras atuam sobre pessoas; a atuação da primeira esgota- se no âmbito da função administrativa, enquanto a polícia judiciária prepara a atuação da função jurisdicional penal; a polícia administrativa é exercida por órgãos administrativos de caráter fiscalizador, integrantes dos mais diversos setores da Administração Pública como um todo, ao passo que a polícia de manutenção da ordem pública e a polícia judiciária são executadas especificamente por órgãos de segurança (polícia civil ou militar).

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Desse modo, deve ficar claro que a polícia administrativa não exerce atividade de segurança pública, e, portanto, a assertiva está incorreta.

RELAÇÃO DE QUESTÕES COMENTADAS

01. (Seleção Interna/MPOG 2009/CESPE) Com base nos princípios básicos da administração pública e nas modalidades de poderes administrativos, julgue os itens subsequentes.

I. O texto da Constituição Federal de 1988 (CF) menciona

explicitamente a eficiência como princípio que deve reger a

administração pública. Além disso, com base na doutrina prevalecente, é correto afirmar que tal princípio se confunde com

o da moralidade administrativa.

II. Os princípios básicos da administração pública não se limitam

à esfera institucional do Poder Executivo, ou seja, tais princípios podem ser aplicados no desempenho de funções administrativas

pelo Poder Judiciário ou pelo Poder Legislativo.

02. (Comum a todos os cargos / MPOG 2008 / CESPE) Acerca do direito administrativo, julgue o item a seguir.

I. De acordo com o princípio da publicidade, a publicação no Diário Oficial da União é indispensável para a validade dos atos administrativos emanados de servidores públicos federais.

03. (Técnico de Nível Superior/ Ministério das Comunicações 2008 / CESPE) Acerca dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, julgue os itens a seguir.

I. Em exames de avaliação psicológica para seleção de

candidatos a cargos públicos, é inadmissível a existência de sigilo

e

subjetivismo, sob pena de afronta aos princípios da publicidade

e

da legalidade.

II. Caso o Ministério das Comunicações resolva conceder a exploração do serviço de distribuição de sinais de TV em um determinado estado, pode dar preferência de contratação à

empresa que já esteja explorando tal serviço, tendo em vista a prevalência da continuidade das atividades da administração

pública.

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III. A contratação de assessores informais para exercerem

cargos públicos sem a realização de concurso público, além de

ato de improbidade, configura lesão aos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa.

IV. O princípio da eficiência se concretiza também pelo

cumprimento dos prazos legalmente determinados, razão pela qual, em caso de descumprimento injustificado do prazo fixado em lei para exame de requerimento de aposentadoria, é cabível indenização proporcional ao prejuízo experimentado pelo

administrado.

dos

princípios da administração pública.

I. O princípio da legalidade tem por escopo possibilitar ao administrador público fazer o que a lei permitir. No entanto, esse princípio não tem caráter absoluto, uma vez que um administrador poderá editar um ato que não esteja previsto em lei, mas que atenda ao interesse público.

Julgue

04. (CESPE/TCE-AC/2008)

os

itens

a

respeito

II. O princípio da publicidade não se aplica aos julgamentos realizados por órgãos do Poder Judiciário, uma vez que a presença às sessões dos tribunais é restrita aos interessados e

advogados.

aos

princípios constitucionais, julgue os seguintes itens.

I. Segundo a doutrina, a aplicação do princípio da reserva legal absoluta é constatada quando a CF remete à lei formal apenas a fixação dos parâmetros de atuação para o órgão administrativo, permitindo que este promova a correspondente complementação por ato infralegal.

05. (Advogado

/

AGU

2009/

CESPE)

Com

referência

II. De acordo com o princípio da legalidade, apenas a lei decorrente da atuação exclusiva do Poder Legislativo pode originar comandos normativos prevendo comportamentos forçados, não havendo a possibilidade, para tanto, da participação normativa do Poder Executivo.

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06. (Nível Superior/Ministério dos Esportes 2008/CESPE) Acerca

da administração pública e dos princípios constitucionais que a

regem, julgue o item seguinte.

I. A inauguração de uma praça de esportes, construída com

recursos públicos federais, e cujo nome homenageie pessoa viva, residente na região e eleita deputado federal pelo respectivo

estado, não chega a configurar promoção pessoal e ofensa ao princípio da impessoalidade.

07. (Procurador/ PGE-PE 2009/CESPE - adaptada) No que se refere aos princípios e poderes da administração pública, julgue o seguinte item.

I. De acordo com o princípio da impessoalidade, é possível

reconhecer a validade de atos praticados por funcionário público irregularmente investido no cargo ou função, sob o fundamento

de que tais atos configuram atuação do órgão e não do agente

público.

08. (Analista Administrativo/IBRAM-DF 2009/ CESPE) Em relação aos princípios básicos da Administração Pública, julgue o item seguinte.

I. Ofende os princípios constitucionais que regem a administração pública, a conduta de um prefeito que indicou seu filho para cargo em comissão de assessor do secretário de fazenda do mesmo município, que efetivamente o nomeou.

09. (Analista Judiciário/TRT 17ª Região 2009/CESPE) Acerca do

controle da administração pública e dos princípios que lhe são aplicáveis, julgue o item seguinte.

I. As sociedades de economia mista e as empresas públicas que prestam serviços públicos estão sujeitas ao princípio da publicidade tanto quanto os órgãos que compõem a administração direta, razão pela qual é vedado, nas suas campanhas publicitárias, mencionar nomes e veicular símbolos ou imagens que possam caracterizar promoção pessoal de autoridade ou servidor dessas entidades.

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10. (Escrivão/DPF 2009/CESPE) O princípio da presunção de legitimidade ou de veracidade retrata a presunção absoluta de que os atos praticados pela administração pública são verdadeiros e estão em consonância com as normas legais

pertinentes.

11. (Juiz Estadual / TJ PI 2007 / CESPE - adaptada) A respeito da administração pública, assinale a opção correta.

I.

administração pública.

II. O poder normativo, no âmbito da administração pública, é

privativo do chefe do Poder Executivo.

III. Conforme entendimento do STF, o poder de polícia pode ser exercido pela iniciativa privada.

conceito formal de

O

poder

regulador

insere-se

no

12. (Seleção Interna/MPOG 2009/CESPE) Com base nos princípios básicos da administração pública e nas modalidades de poderes administrativos, julgue os itens subsequentes.

I. O poder hierárquico da administração pública pode ser corretamente exemplificado na hipótese em que o ministro de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão, no âmbito de suas competências constitucionais e legais, aplica punição a servidor público federal com relação a conduta administrativa específica, previamente estipulada pela legislação de regência da disciplina funcional dessa categoria.

13. (Advogado/ CETURB 2010/CESPE) Julgue os itens subseqüentes, a respeito dos poderes da administração pública.

I. Embora a autoexecutoriedade seja atributo do poder de polícia,

a cobrança de multa imposta pela administração traduz exceção

a tal regra, pois, considerado que tal atributo pode ser dividido nos elementos executoriedade e exigibilidade, falta à sanção pecuniária este último elemento.

II. Constitui exemplo de exercício do poder hierárquico pela

administração pública a imposição de penalidades a

concessionário de serviço público em razão de falhas na sua

prestação.

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14. (Procurador/AGU 2010/CESPE) No que se refere aos poderes da administração pública, julgue os itens a seguir.

I. Atos administrativos decorrentes do poder de polícia gozam,

em regra, do atributo da autoexecutoriedade, haja vista a administração não depender da intervenção do Poder Judiciário para torná-los efetivos. Entretanto, alguns desses atos importam

exceção à regra, como, por exemplo, no caso de se impor ao administrado que este construa uma calçada. A exceção ocorre porque tal atributo se desdobra em dois, exigibilidade e executoriedade, e, nesse caso, falta a executoriedade.

II. O prazo prescricional para que a administração pública federal, direta e indireta, no exercício do poder de polícia, inicie ação punitiva, cujo objetivo seja apurar infração à legislação em vigor, é de cinco anos, contados da data em que o ato se tornou conhecido pela administração, salvo se se tratar de infração dita permanente ou continuada, pois, nesse caso, o termo inicial ocorre no dia em que cessa a infração.

15. (Analista Técnico-Administrativo/Ministério da Saúde 2010/CESPE) Com relação aos atos administrativos, aos poderes e ao controle da administração, julgue os próximos itens.

I. A sanção administrativa é consectário do poder de polícia regulado por normas administrativas.

II. A administração pública, no exercício do ius imperii subsume- se ao regime de direito privado.

16. (Agente/ DPF 2009/CESPE) Julgue o item subseqüente, relativos à administração pública.

I. O poder de a administração pública impor sanções a particulares não sujeitos à sua disciplina interna tem como fundamento o poder disciplinar.

17. (Analista/MCT-FINEP 2009/CESPE - adaptada) Em relação aos poderes administrativos, julgue os itens subseqüentes.

I. O poder regulamentar é a faculdade de que dispõe o chefe do

Poder Executivo de explicar a lei para a sua correta execução, podendo restringir ou ampliar suas disposições.

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II. Poder de polícia é a faculdade de que dispõe a administração pública de condicionar ou restringir o uso e gozo de bens, atividades e direitos individuais em benefício do próprio Estado ou do administrador.

III. O poder disciplinar é a relação de subordinação entre os vários órgãos e agentes públicos, com a distribuição de funções e gradação da autoridade de cada um, conforme as competências legais.

IV. O poder vinculado é aquele conferido à administração de forma expressa e explícita, com a norma legal já trazendo nela mesma a determinação dos elementos e requisitos para a prática dos respectivos atos.

18. (Procurador/PGE-AL 2008/CESPE - adaptada)

A doutrina nacional e internacional do direito administrativo muito critica a expressão poder de polícia.

Trata-se de designativo manifestamente infeliz. Engloba, sob um único nome, coisas radicalmente distintas, submetidas a regimes de inconciliável diversidade: leis e atos administrativos; isto é, disposições superiores e providências subalternas.

Celso Antônio Bandeira de Mello. Curso de direito administrativo. 13.ª ed. São Paulo: Malheiros Editores, p. 687 (com adaptações).

Ao incluir as convenções de direitos humanos na constituição da Argentina, os juristas não podem partir do poder do Estado como noção fundamental de um sistema. Devem partir das liberdades públicas e dos direitos individuais. Poderá haver limitações a tais direitos, mas aquele que explica e analisa o sistema jurídico administrativo não pode partir da limitação para, somente depois, entrar nas limitações das limitações.

Augustín Gordillo. Tratado de derecho administrativo. 8.ª ed. Buenos Aires:

F.D.A., 2006, cap. V, p. 2-3 (com adaptações).

Acerca do poder de polícia, assunto tratado nos textos acima, julgue os itens seguintes:

I. Nenhum dos aspectos do poder de polícia pode ser exercido por agente público sujeito ao regime celetista.

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II. Diz-se originário o poder de polícia conferido às pessoas

políticas da Federação que detêm o poder de editar as leis limitativas da liberdade e da propriedade dos cidadãos. Poder de polícia delegado é aquele outorgado a pessoa jurídica de direito privado, desprovida de vinculação oficial com os entes públicos.

III. No exercício da atividade de polícia, a administração só atua por meio de atos concretos previamente definidos em lei. Esses atos devem ser praticados sob o enfoque da proporcionalidade, de forma a evitar a prática de um ato mais intenso e extenso do que o necessário para limitar a liberdade e a propriedade no caso

concreto.

IV. A coercibilidade é a característica do poder de polícia que

possibilita à administração praticar atos, modificando imediatamente a ordem jurídica.

19. (Delegado da PF/ Regional 2004/CESPE) Em relação aos poderes administrativos, julgue o item subseqüente.

I. O abuso de poder, na modalidade de desvio de poder,

caracteriza-se pela prática de ato fora dos limites da competência administrativa do agente.

20. (Técnico Judiciário/TRT 17ª 2009/CESPE) Quanto ao poder

hierárquico e ao poder disciplinar, julgue os itens a seguir.

I. A remoção de servidor ocupante de cargo efetivo para

localidade muito distante da que originalmente ocupava, com intuito de puni-lo, decorre do exercício do poder hierárquico.

II. A aplicação de penalidade criminal exclui a sanção administrativa pelo mesmo fato objeto de apuração.

21. (Técnico Judiciário/TRE MG 2009/CESPE) Considerando que

há verdadeira relação de coordenação e de subordinação entre os

órgãos integrantes da administração pública, não constitui decorrência do poder hierárquico

(A) a possibilidade de dar ordens aos subordinados.

(B) o controle da atividade de órgãos inferiores para exame

quanto à legalidade de atos e ao cumprimento de obrigações.

(C) a possibilidade de avocação de atribuições não-exclusivas do

órgão subordinado.

(D) a delegação de atribuições não-privativas.

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(E) a limitação ao exercício de direitos individuais em benefício do interesse público.

22. (Agente de Inteligência/ABIN 2008/CESPE) No que concerne aos poderes públicos, julgue os itens que se seguem.

I. O poder de polícia do Estado pode ser delegado a particulares.

II. Suponha que Maurício, servidor público federal, delegue a autoridade hierarquicamente inferior a competência que ele tem para decidir recursos administrativos. Nessa hipótese, não há qualquer ilegalidade no ato de delegação.

23. (Oficial de Inteligência/ABIN 2008/CESPE) Quanto aos poderes públicos, julgue os próximos itens.

I. O ato normativo do Poder Executivo que contenha uma parte

que exorbite o exercício de poder regulamentar poderá ser anulado na sua integralidade pelo Congresso Nacional.

II. Decorre do poder disciplinar do Estado a multa aplicada pelo poder concedente a uma concessionária do serviço público que tenha descumprido normas reguladoras impostas pelo poder

concedente.

24. (Analista Judiciário/STJ 2008/CESPE) Quanto aos poderes administrativos, julgue os itens a seguir.

I. O poder regulamentar do presidente da República, que visa

proporcionar o fiel cumprimento das leis, não se confunde com o chamado poder regulador, conferido ao CNJ, inclusive para disciplinar as atividades judiciais dos demais membros do Poder Judiciário, visando à celeridade processual e à obediência aos princípios constitucionais da moralidade, eficiência, publicidade, razoabilidade e proporcionalidade.

25. (Técnico Judiciário/TRE MA 2009/CESPE - adaptada) No que se refere aos poderes dos administradores públicos, julgue os itens a seguir:

I. O poder de polícia somente pode ser exercido de maneira

discricionária.

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II. O poder disciplinar caracteriza-se pela discricionariedade,

podendo a administração escolher entre punir e não punir a falta

praticada pelo servidor.

III. Uma autarquia ou uma empresa pública estadual está ligada a um estado-membro por uma relação de subordinação decorrente da hierarquia.

IV. No exercício do poder regulamentar, a administração não

pode criar direitos, obrigações, proibições, medidas punitivas,

devendo limitar-se a estabelecer normas sobre a forma como a lei vai ser cumprida.

26. (Técnico Judiciário/TRE MA 2009/CESPE) O conselho diretor

de uma autarquia federal baixou resolução disciplinando que todas as compras de material permanente acima de cinqüenta mil reais só poderiam ser feitas pela própria sede. Ainda assim, um dos superintendentes estaduais abriu licitação para compra de

microcomputadores no valor de trezentos mil reais. A licitação acabou sendo feita sem incidentes, e o citado superintendente homologou o resultado e adjudicou o objeto da licitação à empresa vencedora. Nessa situação, o superintendente 26

(A)

agiu com excesso de poder.

(B)

agiu com desvio de poder.

(C)

cometeu mera irregularidade administrativa, haja vista a

necessidade da compra e o atendimento aos requisitos de validez expressos na Lei de Licitações.

(D) cometeu o crime de prevaricação, que consiste em praticar

ato de ofício (a licitação) contra expressa ordem de superior hierárquico (a resolução do conselho diretor).

27. (Analista Administrativo/TRT 9ª 2007/CESPE) Com relação

aos princípios básicos da administração pública e dos poderes

administrativos, julgue o seguinte item.

I.

execução imediata, sem dependência de ordem judicial.

Pelo

atributo

da

coercibilidade,

o

poder

de

polícia

tem

28. (Exame da Ordem/OAB RJ 2007/CESPE - adaptada) Em relação ao poder de polícia, julgue as assertivas seguintes:

I. Consiste sempre em uma atividade discricionária.

II. Pode ser exercido por particulares, mesmo quanto a atos de

império.

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GABARITO

 

1) I.F

II.C

2) I.F

3) I.C

II.F

4) I.F

II.F

5) I.F

II.F

 

III.C IV.C

   

6) I.F

7) I.C

8) I.C

9) I.C

10) I.F

11) I.F

II.F

12) I.F

13) I.F

II.F

14) I.C II.F

15) I.C II.F

III.F

 

16) I.F

17) I.F

II.F

18) I.F

II.F

19) I.F

20) I.F

II.F

III.F IV.C

III.F IV.F

 

21) E

22) I.F

II.F

23) I.F II.C

24) I.F

25) I.F

II.F

 

III.F IV.C

26) A

27) I.F

28) I.F

II.F

29) I.F

II.F

30) I.F

II.F

III.C IV.F

III.F

 

31) I.F II.C III.F IV.F