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Refrigeração Comercial

Refrigeração Comercial Elemento de Expansão Os elementos de expansão utilizados em refrigeração comercial são; tubo
Refrigeração Comercial Elemento de Expansão Os elementos de expansão utilizados em refrigeração comercial são; tubo

Elemento de Expansão

Os elementos de expansão utilizados em refrigeração comercial são; tubo capilar, válvula de expansão eletrônica ou automática e válvula de expansão termostática. O tubo capilar geralmente é aplicado para pequenas aplicações como freezer, máquinas de gelo, sorveteira, refresqueiras e etc.

As válvulas de expansão eletrônica ou automática é um dispositivo de expansão que está em ascensão nas instalações frigoríficas, pois ela faz parte do processo de automação de equipamentos frigoríficos. Seu funcionamento está condicionado a sensores de temperatura monitorados por um controlador eletrônico em função de sinais analógicos.

As válvulas de expansão termostática são os dispositivos de expansão mais utilizados em refrigeração comercial e o qual daremos maior ênfase neste capítulo. As mesmas regulam a injeção de líquido refrigerante nos evaporadores em função do superaquecimento do vapor do fluído refrigerante na linha de sucção emitido para um bulbo termostático que representa uma das forças de aplicação da válvula.

As válvulas são especialmente adequadas para a injeção de líquidos em evaporadores secos, nos quais o superaquecimento na saída do evaporador é proporcional à carga do mesmo.

Podem ser utilizadas em equipamentos com faixas de temperatura normal, baixa e extra baixa, como refrigeração, congelamento e ar condicionado.

Funcionamento

O funcionamento de uma válvula de expansão termostática é determinado por três pressões fundamentais:

A pressão do sensor que atua sobre a parte superior do diafragma, no sentido da abertura;

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A pressão de evaporação que atua sobre a parte inferior do diafragma, no sentido do fecho; A pressão da mola que atua igualmente sobre a parte inferior do diafragma, no sentido do fecho.

no sentido do fecho; A pressão da mola que atua igualmente sobre a parte inferior do

A regulagem de uma válvula de expansão depende do equilíbrio entre a pressão do sensor sobre um dos lados do diafragma e a pressão de evaporação juntamente com a pressão da mola sobre o lado oposto, pelo qual o superaquecimento é regulado pela mola.

oposto, pelo qual o superaquecimento é regulado pela mola. Válvula de expansão Termostática, funcionamento e em
oposto, pelo qual o superaquecimento é regulado pela mola. Válvula de expansão Termostática, funcionamento e em

Válvula de expansão Termostática, funcionamento e em corte

Composição

A válvula de expansão termostática é formada por um conjunto de peças, contendo bulbo sensor, conjunto de parafusos, mola de ajuste, agulha de abertura e fechamento do orifício expansor. Existem dois tipos de válvula de expansão; com equalização interna e a válvula de expansão com equalização externa. Esta última tem em seu corpo uma tomada de pressão externa de vapor proveniente da saída do evaporador para a realização da equalização de pressão utilizada para evaporadores que tenham um valor de perda de carga considerável ou que utilizem distribuidor de líquido.

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Dimensionamento

O dimensionamento das válvulas de expansão termostática depende dos seguintes

pontos:

Tipo de fluido refrigerante;

Capacidade do evaporador;

Temperatura de evaporação;

Subresfriamento do líquido;

Queda de pressão proporcionada pela válvula;

Capacidade corrigida da válvula de expansão termostática.

Como determinar a capacidade corrigida da válvula de expansão termostática

Para determinar a capacidade corrigida de uma válvula de expansão termostática, devemos utilizar uma fórmula da capacidade corrigida que depende da capacidade do evaporador e de um fator de correção da válvula, o qual se trata de um número adimensional fornecido em uma tabela no catálogo do fabricante. Os valores de correção da capacidade da válvula estão relacionados com o subresfriamento da linha de líquido. Neste caso seguimos a seguinte equação:

Qcorrigida =

Qe

Ft

Onde:

Q corrigido = capacidade corrigida da válvula kW; Q e = capacidade do evaporador kW; Ft = fator de correção (adimensional).

Tabela: Fator de correção da válvula em função do sub-resfriamento

t sub

4k

10k

15k

20k

25k

30k

35k

40k

45k

50k

Fator de correção

1,00

1,07

1,13

1,19

1,25

1,32

1,38

1,45

1,53

1,59

Queda de pressão (Pv) através da válvula de expansão

A perda de carga através da válvula de expansão é a diferença entre as pressões de

condensação e evaporação do compressor, menos a perda de carga na tubulação da

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linha de líquido e perda de carga nos acessórios que serão instalados na linha de líquido. (Ex. filtros secador, registros, válvulas solenóide, etc.).

pv = Pc – (Pe + p 1 p 2 + p 3 )

Onde:

pv = Queda de pressão através da válvula; Pc = Pressão de condensação; Pe = Pressão de evaporação; p 1 = Perda de carga através da linha de líquido; p 2 = Perda de carga através do distribuidor de líquido; p 3 = Perda de carga através do evaporador. p 1 inclui:

Tubulação = 0,1 bar; Filtro, visor, válvula de bloqueio, curva = 0,2 bar; Perda de carga em trecho vertical, ver a tabela abaixo:

Tabela: Perda de carga estática

Perda de carga estática p (bar) pela diferença de altura entre o tanque de líquido e o evaporador

Refrigerante

6m

12m

18m

24m

30m

R-22

0,7

1,4

2,1

2,8

3,5

p 2 considerar:

Perda de carga através do distribuidor de líquido = 0,5 bar

p 3 Corresponde à queda de pressão proporcionada pelo evaporador; este é um dado que deve ser fornecido pelo fabricante do evaporador, exemplo = 0,1 bar.

Quando se tem essas perdas no sistema, é preciso adequá-las à capacidade real da válvula, pois caso isso não aconteça a mesma pode apresentar problemas de gás de “flash” de acordo com o sub-resfriamento do líquido que a mesma irá operar.

Para entendermos melhor este dimensionamento iremos realizar um exercício como exemplo.

Dados:

Fluido refrigerante = R-22;

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Capacidade frigorífica = 10 kW; Altura do evaporador em relação ao tanque = 12m (0,7 bar); Evaporador com perda de pressão de 0,2 bar; Temperatura de evaporação = -10°C (2,5 bar); Temperatura de condensação = 40°C (14,1 bar) Temperatura de linha de líquido = 30°C.

evaporação = -10°C (2,5 bar); Temperatura de condensação = 40°C (14,1 bar) Temperatura de linha de
evaporação = -10°C (2,5 bar); Temperatura de condensação = 40°C (14,1 bar) Temperatura de linha de
evaporação = -10°C (2,5 bar); Temperatura de condensação = 40°C (14,1 bar) Temperatura de linha de
evaporação = -10°C (2,5 bar); Temperatura de condensação = 40°C (14,1 bar) Temperatura de linha de
evaporação = -10°C (2,5 bar); Temperatura de condensação = 40°C (14,1 bar) Temperatura de linha de

Resolução:

O primeiro passo para o selecionamento da válvula é calcular a capacidade corrigida e a queda de pressão proporcionada pela mesma. Neste caso, seguimos os seguintes passos:

1. Calcular ou estimar o sub-resfriamento do sistema, neste caso considerar Sub-resfriamento = temperatura de condensação – temperatura de linha de líquido Sub-resfriamento = 40°C – 30°C = 10 Kelvin

2. Consultar a tabela de fator de correção equivalente ao subresfriamento, neste caso 10 K = 1,07 (valor adimensional).

3. Calcular a capacidade corrigida em kW, neste caso Capacidade corrigida = 10 / 1,07 = 9,34 kW.

4. Determinar a queda de pressão através da válvula. pv = Pc – (Pe + p 1 + p 2 + p 3 ) pv = 14,1 – (2,5 + 1,4+ 0,5 + 0,1) pv = 14,1 – 4,5 = 9,6 bar

5. Com os valores da capacidade corrigida e da queda de pressão através da válvula definidos, devemos encontrar o modelo da válvula cruzando esses valores com a temperatura de evaporação, conforme exemplo do catálogo do fabricante.

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Tabela: Capacidade para válvulas de expansão termostática Danfoss

 

Nº do

Queda de pressão através da válvula p bar

 

Tipo de Válvula

orifício

2

4

6

8

10

12

14

16

Temperatura de Evaporação -10ºC

 

TX2/TEX 2-0.15

0X

0.37

0.47

0.53

0.57

0.60

0.63

0.64

0.64

TX2/TEX 2-0.3

00

0.79

0.96

1.1

1.2

1.2

1.3

1.3

1.3

TX2/TEX 2-0.7

01

1.6

2.0

2.3

2.5

2.6

2.7

2.8

2.8

TX2/TEX 2-1.0

02

2.2

2.9

3.3

3.6

3.8

4.0

4.1

4.1

TX2/TEX 2-1.5

03

3.9

5.1

5.9

6.4

6.8

7.1

7.3

7.3

TX2/TEX 2-2.3

04

5.8

7.6

8.7

9.5

10.1

10.5

10.8

10.9

TX2/TEX 2-3.0

05

7.4

9.6

11.0

12.0

12.8

13.3

13.6

13.8

TX2/TEX 2-4.5

06

9.1

11.8

13.5

14.7

15.6

16.2

16.6

16.8

Neste caso, em nosso exemplo, e de acordo com a tabela, encontramos uma capacidade corrigida de aproximadamente 9,34 kW, a queda de pressão foi de aproximadamente 10 bar e com temperatura de evaporação de -10°C, a válvula de expansão escolhida foi a modelo TX2/TEX2 – 2 - 2.3.

Válvula de expansão carga MOP

O valor MOP é a pressão de evaporação na qual a válvula de expansão irá restringir a injeção de liquido no evaporador, impedindo assim que a temperatura de evaporação aumente e consequentemente a pressão de sucção.

Após alcançar o ponto MOP, o aumento da temperatura do bulbo não causará a abertura da válvula de expansão. O gráfico a seguir explana bem o trabalho realizado por uma válvula de expansão termostática tipo MOP.

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Temperatura do sensor Pressão do sensor

Temperatura do sensor Pressão do sensor Válvula sem MOP Válvula com MOP Temperatura de evaporação Te

Válvula sem MOP

Válvula com MOP

Temperatura de evaporação Te ºC

Gráfico: Relação de temperatura e pressão de válvula com e sem MOP

de temperatura e pressão de válvula com e sem MOP Figura: Bulbo termostático com carga MOP

Figura: Bulbo termostático com carga MOP

Na prática o ponto MOP é alcançado devido à pequena quantidade de fluido expansor existente no interior do bulbo termostático comparado às válvulas de expansão termostáticas que tem cargas chamadas de universais, por isso o ponto MOP acaba limitando o ponto de abertura da válvula.

Sua utilização é recomendada para controlar excessivas pressões de evaporação quando no interior da câmara estiver uma carga térmica muito alta, evitando assim problemas de alta corrente, altas pressões de descarga e consequentemente protegendo o compressor.

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Refrigeração Comercial Figura: Bulbo termostático com carga universal Outras características como o formato do corpo

Figura: Bulbo termostático com carga universal

Outras características como o formato do corpo (reto ou angular), tipo de conexão (rosca, solda ou flange) e as medidas das conexões devem ser levados em consideração ao se selecionar uma válvula de expansão termostática.

Aspectos de instalação de uma válvula de expansão termostática

Além do correto selecionamento da válvula de expansão alguns aspectos devem ser considerados em sua instalação e o primeiro passo é seguir as orientações do fabricante.

Alguns itens acabam sendo generalizados entre os fabricantes:

O bulbo sensor deve ser instalado na linha de sucção, logo após a saída do evaporador e nos trechos horizontais;

O mesmo deve ser bem fixado e sua posição depende do diâmetro da tubulação;

Também deve ser bem isolado para leitura somente da temperatura da tubulação;

Quando a válvula for do tipo com equalização externa a posição de leitura da pressão de equalização deve ser após o bulbo termostático;

Deve ser verificado se a mesma tem um filtro tipo tela para proteção;

A regulagem da mesma deve ser feita somente quando necessário e medindo-se tanto o subresfriamento, quanto o superaquecimento.

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Sub-resfriamento

Sub-resfriamento é o valor de perda de energia por unidade de massa condicionada ao fluído na condição de saturação, ou seja, é o valor de temperatura cedida pelo fluído na saída do condensador. Esta condição garante que o fluído fique na condição de líquido sub-resfriado e assim permaneça até o dispositivo de expansão.

Seu controle é importantíssimo visto que o mesmo será o elemento de troca de calor no evaporador após sofrer uma queda brusca na pressão através do dispositivo de expansão do sistema, mas para se obter um bom valor de sub-resfriamento é necessário verificar alguns aspectos como; tipo de condensador (se resfriado a água ou a ar), condições externas da água ou do ar, tipo de fluído refrigerante que circula no sistema e tipo de dispositivo de expansão.

Através do controle do sub-resfriamento é possível ajustar a quantidade de fluído no sistema ou regular a válvula de expansão termostática. Para estes casos será necessário a medição simultânea do superaquecimento.

Para calcular o sub-resfriamento é necessário que o equipamento esteja em funcionamento e instalados ao mesmo manômetros e termômetros que colherão valores aplicados na seguinte equação:

Sub = Tc – TLL = K

Onde:

Sub = Sub-resfriamento Tc = Temperatura de condensação TLL = Temperatura de linha de líquido

Superaquecimento

O superaquecimento é um valor obtido através do ganho de energia do vapor por unidade de massa em um evaporador.

Seu controle se faz através de uma fórmula matemática que tem como base os valores da temperatura da tubulação da linha de sucção e o valor da temperatura interna do fluído na pressão de evaporação do mesmo.

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Existem dois tipos de superaquecimento; o superaquecimento útil que representa um valor de ganho de energia referente ao vapor saturado que sai do evaporador, os pontos de medição são: o valor da pressão de sucção transformada em temperatura e

a temperatura da tubulação medida por um sensor de temperatura logo na saída do

evaporador; o outro tipo é o superaquecimento total, que representa o quanto de calor sensível o vapor saturado ganha na linha de sucção até ser aspirado pelo compressor, este utiliza a mesma fórmula que o superaquecimento útil, porém o ponto de medida da temperatura da linha de sucção é próximo ao compressor e geralmente tem um valor mais alto do que o superaquecimento útil. Deste modo a fórmula dos superaquecimentos é:

SA = Ts Te = K

Onde:

SA = Superaquecimento. Ts = Temperatura de sucção. Te = Temperatura de evaporação.

Os valores de referência do superaquecimento útil variam conforme o tipo de válvula de expansão, mas em termos gerais para aplicações de refrigeração comercial variam entre 5 a 10 Kelvins. Já para o superaquecimento total o valor máximo de superaquecimento, depende do tipo de compressor e qual é o valor máximo

recomendado pelo fabricante, em geral o valor do superaquecimento total varia entre 5

e 20 Kelvins.

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