Вы находитесь на странице: 1из 5

Cultura Soka e Budismo Nitiren O RUMO DO DESTINO LEVA AONDE EU QUERO IR?

1 de junho de 2011 às 15:55

Reflexões sobre a recitação do Nam-myôho-rengue-kyô

A prática do Budismo de Nitiren Daishonin na Soka Gakkai

Atendendo à solicitação de alguns amigos, eis algumas reflexões pessoais sobre a prática do Daimôku – a recitação do Nam-myôho-rengue-kyô, na Soka Gakkai. Naturalmente, embora baseado nos Escritos de Nitiren Daishonin e nas explanações do Dr. Daisaku Ikeda, presidente da SGI, é uma expressão pessoal de como entendo a prática com base no que aprendi. Para informações oficiais, consulte o site www.bsgi.org.br e leia diretamente os livros do Dr. Ikeda e as publicações oficiais da BSGI. Eis então:

Introdução

O Budismo surgiu na India Antiga como resposta à questão universal: "Como enfrentar a

realidade do sofrimento humano e ajudar as pessoas mergulhadas nessa amargura?" Nas palavras do Dr. Daisaku Ikeda, "Enfrentar o infortúnio de mãos dadas fortalece a própria razão de viver". (fonte: Proposta de Paz 2013, Revista Terceira Civilização, maio 2013, pág.

29).

A prática do Budismo Nitiren promovido pela Soka Gakkai Internacional, e estabelecido

pelo Buda Original Nitiren Daishonin, visa promover o desenvolvimento da dignidade humana através do reconhecimento desta em si mesmo e nos outros. Para isso são realizadas diversas atividades culturais, educacionais e religiosas.

O ambiente criado na SGI proporciona os desafios para polirmos a nós mesmos e

desafiarmos nos engajar no processo chamado 'Revolução Humana', que em essência significa dar brilho à própria individualidade, celebrar a diversidade e acreditar nas infinitas possibilidades da vida, enquanto atua em prol das pessoas respeitando-as como são e buscando pontes de conexão com o melhor de si e o melhor delas para que essa energia positiva se amplie.

Ao mesmo tempo, ampliamos também nossa sabedoria para identificarmos as ações negativas em nós mesmos e no ambiente, e desenvolvemos a coragem, a determinação e a força de caráter para lutar contra a injustiça e em defesa da dignidade da vida em todos os aspectos.

O Budismo Nitiren praticado na SGI não fecha os olhos para a realidade do sofrimento

humano nem promete um paraíso ilusório aonde 'tudo dá certo'. Também não foca numa esperança irracional de que as coisas darão certo por si mesmas só por estar orando, e muito menos transfere a responsabilidade da solução para um ser superior ou entidade que venha a resolver nossos próprios problemas. Não é um budismo de formalismos nem castas.

O Budismo Nitiren não é uma religião de funerais nem se perde em rituais e cerimônias,

cheias de aparatos e tradicionalismos em templos suntuosos ou cheios de estátuas de divindades aonde 'tudo é lindo'.

Não busca a solução em 'outros planos' ou 'entidades' ou ancestrais falecidos. Como somos

a própria imagem e semelhança da Grandiosa Força do Universo, que está em tudo e em todos, é esta força que buscamos acessar EM NÓS MESMOS para transpormos nossas questões e alcançarmos uma vida de felicidade construtiva.

Em vez de um budismo que se isola na meditação, e´um budismo que avança para a transformação do ambiente em meio à realidade do dia-a-dia.

Em vez cultivar a postura de 'salvador da pátria' ou da 'Poliana embriagada' que faz a apaziguadora, cultiva a postura de estimular para que cada um e todos assumam sua responsabilidade por acreditar no potencial de todos e de cada um.

O Budismo Nitiren praticado na SGI respeita todas as religiões e filosofias, promove o

desenvolvimento da importância da nossa atuação como bons cidadãos, aprimora nosso senso de auto-desafio, incentiva a atuação voluntária e ativa para estabelecer laços e enfrentar desafios e também buscar proativamente a se relacionar com as pessoas desarmando a negatividade do coração.

Buscar desenvolver o hábito de se esforçar é uma prática central no Budismo Nitiren, que tem como um dos eixos, a relação de inseparabilidade entre o Mestre e o Discípulo, assim como ensina o filósofo e educador - e a quem considero meu Mestre - o Dr. Daisaku Ikeda.

No Budismo Nitiren, a oração central é a recitação do NAM-MYOHO-RENGUE-KYÔ, que manifesta essa força moral e essa dignidade intrínseca a fim de alterar o rumo do destino para o melhor caminho possível e fortalecer o espírito para manifestar a felicidade, e assim, sobrepujar os sofrimentos. Chamamos essa postura de Estado de Buda, que é evocada com a recitação deste mantra diariamente. Mas, afinal

1. O que o mantra Nam-myoho-rengue-kyô 'faz'?

Digamos que o mantra não ‘faz’, mas nós mesmos ‘o fazemos’, através da recitação deste

Nam-myoho–rengue-kyô, produzindo um beneficiamento em nossa vida, um refinamento em nosso caráter. É como a academia de ginástica: a ginástica não ‘faz’ nada para nós. Nós

é que, ao FAZERMOS a ginástica, produzimos um beneficiamento ao nosso corpo. O mantra

é a ‘ginástica’ do nosso humanismo, digamos assim.

Com esse mantra, com a recitação convicta do Nam–myôho-rengue-kyô, você:

- Ativa a sua força fundamental para transformar o rumo do seu destino para a direção da sua felicidade; com ele você fortalece a sua essência e faz surgir energia vital para vencer os desafios do dia-a-dia enquanto cria valor positivo para a felicidade individual e do outro ao mesmo tempo.

- Gera a conexão com o universo (ou o que conhecemos no ocidente como Deus) para

saber quando deve ser rigoroso e quando deve ser benevolente. A recitação do mantra

com determinação inabalável de vencer e ser feliz gera o comprometimento que dá esperança e coragem para jamais ser derrotado e jamais parar antes de conquistar o que decidiu, além de gerar a sabedoria para avaliar se o que está desejando é o mais adequado para si e para o outro.

- Visto que aprendemos que somos ‘imagem e semelhança de Deus’, a melhor forma de ter

fé nele e respeitá-lo é dando um valor significativo à nossa vida, pois, respeitando-a, estamos respeitando Deus, e se somos sua imagem e semelhança, temos a mesma responsabilidade de ‘preparar’ o que desejamos e de ‘atender’ aos nossos próprios anseios. Assim como temos a responsabilidade de nos perguntar ‘por que, MEU Deus?’ – ou seja ‘por que EU faço isso comigo’?

2. Mas qual a diferença entre esta oração, esse mantra, e outras?

Depende do que se quer dizer com ‘diferença’. Do que estamos falando exatamente? Do significado, do poder, da origem, do som, dos resultados? E aí vai. Mas, num aspecto geral, enquanto essência, eis minha colocação enquanto função e resultado.

A diferença é nenhuma e total ao mesmo tempo.

- A diferença é nenhuma enquanto essência, porque todas as orações têm como função

oferecer uma esperança ao ser humano, mas nem por isso qualquer delas tem o poder para fazer você feliz. É como um emprego: embora todos tenham sua importância, valor e você procure esperança nele, não é em qualquer emprego que você se realiza, mesmo que ganhe bem e aparentemente tenha 'vantagens'. Às vezes ficamos num emprego ou num tipo de relacionamento que até não nos realiza nem nos deixa felizes.

Aliás, às vezes (ou muitas) um emprego ou relacionamento nos atrasa e nos faz sentir impotentes inclusive, mas por comodismo ou falta de conhecimento de outras opções ou falta de autoconhecimento de quem somos e dos nossos poderes, potenciais e capacidades, ou ferramentas adequadas, sustentamos aquela infelicidade infinitamente.

- Agora a diferença: é total, enquanto resultado, porque a questão está no pressuposto

básico de onde surge uma oração – se ela reforça seu poder interior e sua fé em si mesmo ou se ela nega seu poder individual e atrela você a um Destino que você tem que viver ou a uma Força Superior ou Deus que manda em você, e aí você tem que ‘pedir’ para sair daquilo ou para ter algo. Mas aí já identificamos dois problemas neste segundo caso:

a. Se Deus já sabe o que você quer, então não reclame nem peça nada, porque já é isso aí

mesmo que você JÁ ESTÁ VIVENDO que Deus quer. Se você é feliz, legal, mas se você não

é sente-se e aguarde Deus mudar de ideia sobre você. Não precisa nem rezar. Ele vai

saber.

b. Se você realmente pode pedir e ele atender, então tá fácil. Agora saber o quanto você

precisa implorar e até quando e o que você precisa fazer é que é dureza. Fora o fato de você viver na incerteza por não saber o que virá nem se está pecando ainda ou não, e aí

não tem fim. Agora se tem coisa que você tem e não pediu boas? E devolve como?

você devolve? As ruins e as

Bom, no Budismo Nitiren, no caso do Nam-myoho-rengue-kyô, como não é uma oração para 'pedir', e sim para 'determinar': quem ora, fica fortalecido. Porque a oração de 'pedir' pressupõe o reforço da consciência do 'não ter', e essa oração enfraquece e leva ao sofrimento, ao desespero e à sensação de impotência, facilmente verificável nas pessoas que fazem oração com esse foco, seja em que filosofia for. Tem até budista que ora assim. Aí não dá, né?

É só imaginar um atleta olímpico que determina conquistar uma medalha e treina para

isso como se fosse sua oração, e outro atleta que 'pede' uma medalha. A diferença de postura e comprometimento é óbvia.

Embora algumas pessoas tenham naturalmente a determinação, a recitação do mantra desenvolve isso em quem não tem tão evidenciado, assim como potencializa em quem já tem.

Esse processo chama-se Revolução Humana, um nome atual dado pelo Educador Jossei

Toda para ‘atingir a iluminação’ ou ‘ tornar-se um buda’, que nada mais é do que, conforme

o patrono da Educação Soka, o professor Tsunessaburu Makiguti, ‘manter-se num estado

em que criamos valor humano constantemente’, desinvertendo a Lei de causa e efeito. Se

quiser chamar de Felicidade também pode, pois foi o que o Makiguti fez.

Ou seja: em vez de considerar tudo o que me acontece como um ‘efeito’ do que fiz, ou ‘destino’ ou ‘castigo’, eu crio estrutura suficiente para considerar este acontecimento como

o momento de fazer uma nova causa. Ou, nas palavras do poeta e filósofo Daisaku Ikeda “atuem agora e vivam o presente com a certeza de que neste exato momento está se erguendo o futuro” (Poema “Brasil, seja Monarca do Mundo!”).

Ou, parafraseando meu amigo Eduardo Urakami, não é parar de ter terremoto, mas ser uma estrutura que é tão magnífica, que o terremoto, vem e não me derruba, embora possa me abalar quando passe.

Se não for assim, a vida vai ser um eterno 'carregar de cruz' e vai gastar essa 'encarnação' numa vida de sofrimento e desolação. Aí fica difícil. O budismo é justamente para MUDAR

O RUMO DO DESTINO. E não para se conformar nem ficar vivendo esperando uma

desgraça porque 'não sei como é meu carma'.

3. Todas as orações não são benéficas para o ser humano?

O sentimento ao se fazer uma oração para outra pessoa seria, em tese, sempre benéfico, porque o que vale nesses casos é a intenção das pessoas envolvidas, o carinho entre elas, e essa sensação de conexão faz muito bem.

Mas depende de novo sobre que pressuposto está embasada a oração. Se uma religião tira vidas humanas, eu particularmente preferiria não querer que fizessem uma oração para mim com esse ritual. Ou se ela tira algo de alguém para dar para mim, também questionaria. Ou se ela força um situação para que eu atingisse meu objetivo sem medir esforços e quebrando a ética também estou fora.

Claro que uma oração que traduza mais claramente o sentimento de consideração, cuidado

e carinho ao universo é mais eficaz. Todos os remédios são 'benéficos', desde que seja

tomado pela própria pessoa e para a enfermidade correta. Eu tomar uma vitamina não deixa meu amigo mais forte, mas meu exemplo poderá inspirá-lo a se cuidar. E eu estando mais forte, poderei incentivá-lo com mais convicção e empatia. Mas se meu amigo tiver dor de estomago e eu tomar um remédio para dor de cabeça por consideração a ele o estrago vai ser duplo.

Com a oração e a religião é a mesma coisa: se ela tem crenças que vão contra o que você é, ou se vão contra ou negam sua essência, ou se dizem que você está errado em ser como é, e você ainda ora um texto que o enfraquece, pedindo, e ainda para uma imagem que evoque sofrimento em vez de ver a si mesmo mais claramente, aí não dá. Você não vai se inspirar a se superar nunca.

É como um atleta que foca sempre nos próprios erros e nunca no talento ou no próprio

potencial, coloca um pôster de um atleta que sofreu ou perdeu a vida para ele se inspirar e ficasse implorando pro treinador que precisa vencer, e o treinador ainda dissesse que ele tem que pedir perdão e treinar ESTA modalidade porque a que ele deseja ou nasceu com talento 'é errada'. Não faz sentido.

Não sou nenhum catedrático, apena tenho minha convicção no poder transformador do Nam myoho rengue kyô e desejo muito a sua felicidade, independente de quem seja. Espero não ter sido indelicado. Toda tradição religiosa deve ser respeitada e eu respeito todas.

Sou apenas mais um ser humano, como você. Seu conhecimento também é muito importante. Vamos aprender juntos.

E para quem quiser recitar, eis um link que apoiará o aprendizado:

http://www.youtube.com/watch?v=WhN3Y8aSJyI

“Embora concorde, pense de novo. Embora discorde, pense de novo.” (Citado por Daisaku Ikeda em Revolução Humana vol. II)

(Citado por Daisaku Ikeda em Revolução Humana vol. II) Giballin Gilberto Profissional de Educação, Comunicação

Giballin Gilberto

Profissional de Educação, Comunicação e Entretenimento. É ator, cantor, e apresentador. E escreve para o site “Escritores Emergentes & Leitores Antenados”, no Facebook.