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CM entrevista o Dr He

“O Comunismo não é a fraternidade: é a invasão do ódio entre as classes. Não é a r


das almas e das reivindicações populares. Não dá tréguas à ordem. Não conhece

Entrevista à Revista do Clube Militar

- Dr Heitor De Paola

O Dr Heitor De Paola, 64, é médico psiquiatra e psicanalista, membro da Internatio


International e Diretor Cultural da BRAHA, Brasileiros Humanitários em Ação, articulista e
No passado, pertenceu a organização Ação Popular (AP) da esquerda revolucionária. Em e
passada, sobre seu desencanto com a esquerda, e sobre sua visão atual dos acontecime
eletrônico Mídia Sem Máscara, dos Jornais Inconfidência e Visão Judaica, e do site Ternum

CM: Dr De Paola, inicialmente pediríamos que o senhor nos relatasse algo sobre sua experiência como militante

De Paola: Minha participação começou já em 1959 quando a esquerda da JEC (Juventude Estudantil Católica
Secundários), com uma campanha ardilosa.. Inicialmente fiquei limitado ao mundo estudantil até a renúnc
Governador do RS, posteriormente na campanha pelo plebiscito para a volta do presidencialismo (janeiro de
Congresso da UNE que elegeu José Serra Presidente e neste ano começaram meus contatos com a Ação Popular

Senti que eu precisava entender melhor no que estava me metendo e me inscrevi num cu
que fornecia meia dúzia de regrinhas para explicar tudo o que se quisesse. Entrei para a
uma greve que atingiu quase todas as faculdades de Pelotas, RS, com exceção da ag
pauladas! Esta greve era coordenada com a Casa do Trabalhador, reduto do PCB.

Em 65 fui eleito Vice-Presidente da UNE num Congresso cercado pelo DOPS e pela For
outubro, fui preso em Fortaleza, CE, ficando até dezembro no 23º BC. A Diretoria fo
Congresso na União Internacional de Estudantes (UIE) na Mongólia ao qual não consegui c

Nos dois anos seguintes levei uma vida dupla: como já estava visado, abandonei a
principalmente de Rio Grande, RS. Lá, organizei duas células operárias e uma camponesa
-Rio Branco. Em janeiro de 68 saí. Os estudos teóricos, geralmente com estrangeiros clan

CM: E como se deu o desencanto com a esquerda?

De Paola: Desde que entrei para a AP rebelei-me contra o extremo autoritarismo que reinava entre seus
conhecia teoricamente o conceito de “centralismo democrático”, mas jamais o havia experimentado ao vivo. No
ele é fundamental, pelo menos por razões de segurança.
Outro fator foi quando, em 65, sendo Vice-Presidente da UNE, percebi a enorme hipocris
luxo com farta distribuição de bebidas importadas e carros idem. Numa delas encontramo
de Souza, o Betinho e eles me pareceram plenamente satisfeitos e adaptados ao local.

Eu percebia, também, um absoluto desprezo pelos outros, os quais só serviam enquanto


operários que eu “ampliara” foi despedido, ninguém – nem eu – o ajudou, passou a beb
encontro no Nordeste e jamais voltou e passou a ser proibido perguntar por ele. Mas não
Não fosse isto eu teria permanecido mais tempo, não sei quanto.

CM: Pode-se afirmar que há sinceridade nas afirmações de ex-terroristas, quando alegam que pegaram em arm

De Paola: Absolutamente nenhuma sinceridade! A “luta armada” começara ainda durante o governo democrá
1º de maio daquele ano a revolução cubana abraçou oficialmente o comunismo e tornou-se uma cabeça de pont
fria e a construção do Muro de Berlim. A exportação da revolução para o resto do continente começou imediatam
território e importância estratégica em função da industrialização que avançava lentamente, mas de forma segu
vingar-se de 35. A esquerda brasileira, que tinha um pé firme no governo federal, imediatamente aliou-se a Cub

Três mentiras precisam ser desfeitas:

a. De que a “resistência democrática” começara após o “golpe” de 64. Na verdad


alcançara o avanço revolucionário sobre o poder.

b De que a luta armada foi desencadeada após o AI-5. Agitações, atos terroris
causa.

c De que a esquerda revolucionária lutava para restaurar a democracia.. Não co


democrata. A esquerda visa, ao contrário, implantar o comunismo. Só. O resto é b

CM: O senhor ao passar a defender princípios contrários aos que esposava no passado sofreu algum tipo de rea

De Paola: Logo no início sim. Quando me recusei a prosseguir no caminho revolucionário, exatamente em
“companheiros”, que incluíam pessoas a mim chegadas. Mas eu ainda não defendia princípios contrários. Perma
já expliquei em artigos, conferências e livro. Durante alguns anos eu ainda era procurado por antigos com
rapidamente. Mas não houve mais ameaças, apenas tentativas de arregimentar-me outra vez e contribuições pa

CM: Que considerações o senhor faz sobre o Foro de São Paulo?

De Paola: A principal consideração não é minha, mas dos próprios fundadores do FSP: é uma organização q
perdido do Leste Europeu. Ora, o que se perdeu lá – se é que se pode dizer que tenha havido alguma perda? O
debates, cujas decisões não são mandatórias. Segundo seu próprio idealizador, fundador e por anos Secret
“revolução proletária”, mas seguindo os ensinamentos de Antonio Gramsci, privilegiando a revolução cultural.
países, mas Hugo Chávez já explicou claramente que, enquanto ele vai de Ferrari, outros são obrigados a ir m
fazerem aceitar aos poucos”. É ainda MAG quem disse: “Primeiramente temos que dar a impressão de que somo
O regime que virá a se estabelecer é a ditadura de terceira geração: a repressão não mai
pessoas ou organizações cuidadosamente selecionadas e o resto se intimida. Veja-se o q
Bolívia.

Apenas secundariamente o FSP foi fundado para tirar Cuba da situação em que se enc
cancelando a expulsão de 1962, um dos objetivos secundários plenamente atingidos pelo

CM: Como o senhor analisa o chamado socialismo bolivariano?

De Paola: Fiquemos com o substantivo porque o adjetivo é falso: socialismo, a fachada de sempre para e
elementos incompatíveis para enganar a população e unir comunismo com orgulho nacionalista – ou latinista,
leninista e maoísta na origem, nos meios e nos objetivos. Em 1858, em contundente artigo denominado Simó
Marx por Bolívar era tão profundo que, no verbete biográfico que escreveu para a New American Encyclopaed
ainda, nega-lhe a valentia. Segundo Marx, Bolívar sempre abandonou seus homens em batalha para fugir covar
inglês – ou americano – ver!

CM: Como o Senhor vê a verdadeira lavagem cerebral que os estudantes brasileiros têm sido submetidos nas e

De Paola: Como parte essencial da revolução cultural, da “longa marcha para dentro dos aparelhos de hege
visando modificar o senso comum (as bases tradicionais do pensamento e dos valores ocidentais). Obviamente
crianças que, submetidas à doutrinação marxista, já se voltam contra os pais e a família.

A obra maléfica de Paulo Freire, A Pedagogia do Oprimido, começou a ser utilizada na d


principalmente nas escolas de monges capuchinhos, jesuítas e dominicanos. Doutrinan
educação clássica e formando robôs com “consciência social” e não mais pessoas erudita
muito bem quem são os “opressores e os oprimidos” não conhece – ou desdenha – os h
brasileira e portuguesa, mas conhece bem a reles pseudo-literatura dos Best Sellers. A
“opressores” dos próprios filhos e deixam a eles decisões que não têm condições de toma
a educação brasileira vem obtendo.

CM: O senhor lançou recentemente o livro “O Eixo do Mal Latino-Americano”, um estudo minucioso da evoluç
mais essa obra sua?

De Paola: Deixo a palavra com o Professor Ivanaldo Santos que, recentemente, elaborou uma resenha do
pessoas estão sendo submetidas a um sistema de profunda lavagem cerebral e, por conseguinte, de total aneste
internacionais. Além de amplas fontes de recursos financeiros existe a cumplicidade de setores estratégicos da s
Igreja que se auto proclamam de “progressistas” e “esclarecidos”. Entre esses setores ganha destaque a Teol
como a quinta coluna, a qual tem por finalidade minar e, se possível, destruir a Igreja por dentro, ou seja, a pa
De Paola é fundamental para a compreensão da história e das atuais estratégias planetárias de implantação de
um processo de esclarecimento e contra-revolucionário na América Latina e no mundo. Justamente o processo q
dignidade humana”.

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