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O Método da Soma de Potências – MSP

Trata-se de um método de fluxo de carga que, na sua forma básica, se aplica somente às redes elétricas com topologia radial.

O que chamamos de fluxo de carga consiste no cálculo das tensões e fases em todos os

nós – ou barras – da rede tomando como base certa demanda conhecida. De posse das tensões fasoriais em todas as barras da rede, é simples calcular o fluxo que efetivamente percorre os equipamentos e suas respectivas perdas de potência, por isso se diz que o algoritmo de fluxo de carga permite obter o estado da rede elétrica.

Redes radiais são aquelas em que não ocorre fechamento de malhas, havendo um único caminho energizado desde qualquer carga até seu ponto de suprimento. Dito de modo diferente, são redes em que os ramos energizados geram a estrutura de dados árvore.

Tendo em vista que as redes de transmissão são em geral muito malhadas, o MSP não tem aplicação para solução do fluxo de carga de sistemas de transmissão. O mesmo pode ser dito das redes de sub-transmissão, que apesar de serem menos malhadas, ainda exigem modificações no MSP para viabilizar sua utilização. Como as redes de distribuição primária operam em sua maioria na configuração radial, esse é o setor dos sistemas elétricos de potência em que podemos dizer que o MSP é plenamente aplicável e apresenta desempenho destacado.

Redes de Distribuição Primária

As redes de distribuição primária compreendem os circuitos de média tensão que partem

das subestações de distribuição com destino aos bairros nas cidades ou mesmo áreas rurais. Cada circuito originado numa determinada subestação de distribuição é nomeado como um alimentador daquela subestação. A tensão usual dessa rede no estado da Paraíba é 13,8 kV e ela pode ser vista com muita facilidade nas ruas da cidade, sendo geralmente formada por três condutores posicionados na horizontal no topo dos postes

da rede de distribuição (Fig. 1).

no topo dos postes da rede de distribuição (Fig. 1). Figura 1 – Exemplo de rede

Figura 1 – Exemplo de rede de distribuição primária:

três fios na posição horizontal no topo do poste.

Transformadores trifásicos como ilustrado na Figura 1 reduzem a tensão dos 13,8 kV usuais da média tensão para a tensão de utilização pelos pequenos consumidores, sejam eles industriais, comerciais ou residenciais. Na Paraíba essa tensão é de 220 V eficazes fase-terra.

A rede elétrica existente entre o lado de baixa tensão dos transformadores abaixadores e

nossas casas ou estabelecimentos comerciais é nomeada de distribuição secundária. Isto

é, os transformadores abaixadores estabelecem a fronteira entre as redes de distribuição

primária e secundária. A rede secundária também pode ser vista com facilidade nas ruas da cidade e consta na Figura 1, sendo formada por quatro ou cinco condutores posicionados na vertical aproximadamente no mesmo nível dos transformadores de

distribuição.

Por uma questão de simplicidade, é comum estudar a rede de distribuição primária modelando matematicamente a rede secundária como uma carga posicionada no local onde fisicamente está o transformador abaixador. Além disso, se supõe que a tensão na subestação de distribuição que supre cada um dos alimentadores é controlada pelo sistema, podendo ser modelada matematicamente como uma fonte de tensão ideal. Essas premissas são adotadas nesse material, implicando na representação da rede de distribuição primária como ilustrado na Fig. 2.

rede de distribuição primária como ilustrado na Fig. 2. Figura 2 – Rede de distribuição primária

Figura 2 – Rede de distribuição primária simplificada:

subestação de distribuição como fonte ideal e rede secundária como cargas.

A idéia

Considere o sistema monofásico de exemplo apresentado a seguir, em que se supõem inicialmente perdas nulas nos condutores:

o sistema monofásico de exemplo apresentado a seguir, em que se supõem inicialmente perdas nulas nos

Como obter os fluxos de potência na rede?

Questão 1: Sendo a subestação o quadrado na esquerda, em que se supõe uma tensão fixa de 220 V, qual o fluxo de potência na saída da subestação?

Resposta: É a soma das perdas na resistência de 6(perdas no trecho A) e o fluxo de potencia chegando em A (fluxo em A). Como no princípio consideramos perdas nulas, a resposta da questão 1 depende apenas de determinar a resposta da questão 2.

Questão 2: Qual o fluxo de potência chegando em A?

Resposta: É a soma do fluxo chegando em B e C, mais as perdas nos trechos B e C (8e 5) e a carga em A (400W). Como no princípio as perdas são nulas, caímos em duas questões novas (3 e 4).

Questão 3: Qual o fluxo de potência chegando em B?

Resposta: Como B é um trecho terminal (sem filhos) o fluxo de potência nele é igual à carga instalada. Logo de 200W.

Questão 4: Qual o fluxo de potência chegando em C?

Resposta: Como C é um trecho terminal (sem filhos) o fluxo de potência nele é igual à carga instalada. Logo de 100W.

Assim, podemos responder a questão 2. O fluxo em A é de 400 + 200 + 100 =

700W.

Podemos responder a questão 1: o fluxo partindo da subestação é de 700W.

Definindo o fluxo ativo nos trechos A, B e C por PA, PB e PC:

P C = 100,00 W. P B = 200,00 W. P A = 400 + 200 + 100 W.

A conclusão que chegamos é que os fluxos nos trechos terminais são obtidos primeiro e servem como dado de entrada para calcular o fluxo nas suas origens; estas servem como dado de entrada para calcular o fluxo em suas origens e assim por diante. Desse modo, toda a rede é percorrida, numa varredura chamada de reversa.

Como calcular as tensões nas barras?

A tensão na subestação é fixa e igual a 220 V, enquanto o fluxo chegando em A é 700 W. Avaliando a barra A:

700

= V

A

(

220 V

A )

6

4200

=

220

V

A

V

A

2

V

A

2

220

V

A

+

4200

=

0

Resolvendo a equação do 2° grau:

Resolvendo a equação do 2° grau: − 220 2 − 16800 V (1) 220 A 2

220

2

16800

V (1)

220

A 2

=

+

grau: − 220 2 − 16800 V (1) 220 A 2 = + 220 2 −

220

2

16800

V (2)

220

A 2

=

= 21,12 V

= 198,88 V

A segunda solução é preferida, pois atende a equação e está bem mais próxima da

tensão da subestação. Logo: V A = 198,88 V.

Repetindo o procedimento para B e C adotando V A calculado, é possível obter:

V B = 190,48 V. V C = 196,34 V.

A expressão geral para uma barra m cuja barra de origem seja k é a seguinte:

V

m

=

V

k

+

m cuja barra de origem seja k é a seguinte: V m = V k +

2 4

R

m

P

m

V

k

2

A conclusão que chegamos é que podemos calcular inicialmente a tensão dos trecho

ligados diretamente à subestação, sendo esses valores usados para calcular tensões dos trechos que os tem como origem, e assim por diante. Desse modo, toda a rede é percorrida, numa varredura chamada de direta.

Um método de solução iterativo e sem aproximações

O problema dos valores calculados para as tensões é que foram usados fluxos obtidos

supondo perdas nulas. Porém, de posse das tensões nas barras é possível escrever:

Perdas

A

Perdas

Perdas

B

C

=

=

=

R

A

P

A

V

A

2

R

R

B

C

P

P

B

V

B

C

V

C

2

2

= 74,33 W

= 8,82 W

= 1,30 W

Desse modo, podemos obter uma estimativa muito melhor para os fluxos:

P

A

= 100 B = 200

P

C

P

W

W

= 400 + 200 +100 + 8,82 +1,30 = 710,12

W

Novos fluxos permitem obter novas tensões:

V A = 198,54 V. V B = 190,12 V. V C = 195,99 V.

Esse processo continua até que as variações nos valores calculados sejam menores que uma certa tolerância.

O código apresentado a seguir implementa cinco iterações desse algoritmo, sendo fornecido no final do código a saída obtida. Observe que após um número reduzido de iterações os valores de fluxos, perdas e tensões convergem.

%Dados de entrada Vsub = 220;

PLA = 400; PLB = 200; PLC = 100;

RA = 6; RB = 8; RC = 5;

% Inicializaçao de variáveis

% Fluxos

PA = 0; PB = 0; PC = 0;

% Perdas

DPA = 0; DPB = 0;

DPC = 0;

% Tensões VA = 0; VB = 0; VC = 0;

% Memória

acc_P = []; acc_DP = []; acc_V = [];

for i=1:5

% Fluxos

PC = PLC; PB = PLB; PA = PLA + DPB + DPC + PB + PC; acc_P = [ acc_P ; PA PB PC ];

% Tensões

VA = (Vsub + sqrt(Vsub^2-4*PA*RA))/2; VB = (VA + sqrt(VA^2-4*PB*RB))/2; VC = (VA + sqrt(VA^2-4*PC*RC))/2; acc_V = [ acc_V ; VA VB VC ];

% Perdas DPA = RA*(PA/VA)^2; DPB = RB*(PB/VB)^2; DPC = RC*(PC/VC)^2; acc_DP = [ acc_DP ; DPA DPB DPC ];

end

acc_P

acc_DP

acc_V

%

acc_P =

%

%

700.0000 200.0000 100.0000

%

710.1165 200.0000 100.0000

%

710.1544 200.0000 100.0000

%

710.1545 200.0000 100.0000

%

710.1545 200.0000 100.0000

%

%

%

acc_DP =

%

%

74.3287

8.8194

1.2971

%

76.7565

8.8527

1.3017

%

76.7657

8.8528

1.3017

%

76.7657

8.8528

1.3017

%

76.7657

8.8528

1.3017

%

%

%

acc_V =

%

%

198.8819 190.4822 196.3353

%

198.5398 190.1243 195.9887

%

198.5385 190.1229 195.9874

%

198.5385 190.1229 195.9874

%

198.5385 190.1229 195.9874

%

O Método da Soma de Potências – MSP

O algoritmo descrito na seção anterior pode ser visto como um caso particular do MSP,

em que o sistema foi considerado monofásico, os condutores têm reatâncias nulas e

todas as cargas têm fator de potência unitário (Q = 0). O caso mais geral é apresentado

na Fig. 3.

(Q = 0). O caso mais geral é apresentado na Fig. 3. Figura 3 – Duas

Figura 3 – Duas barras consecutivas de um alimentador primário: i-1 e i.

De acordo com a Figura 3, define-se como trecho do alimentador o par formado pelo condutor de impedância complexa Z i e a própria barra i, que tem uma tensão V i e uma carga SL i . O fluxo no trecho S i é estabelecido como sendo o fluxo que efetivamente chega à barra i, conforme exposto na Fig. 3. Todas as potências são trifásicas e as tensões são de linha.

O método consiste na execução iterativa de três etapas: atualização de fluxo de potência; cálculo de tensões e cálculo de perdas elétricas. Cada uma destas ações é levada a efeito em todos os trechos do sistema numa seqüência pré-determinada.

A atualização do fluxo de potência começa pelos trechos terminais, nos quais o fluxo S

é igual à carga SL do trecho, e prossegue numa varredura reversa atualizando os fluxos nos trechos até chegar às subestações.

O cálculo das tensões e perdas começa pelos trechos cuja origem é uma subestação e

segue por seus descendentes até atingir os trechos terminais. Apenas duas equações são utilizadas: uma para o cálculo da tensão no trecho e outra para o cálculo das perdas elétricas. O módulo da tensão no trecho i é calculado tomando como base a tensão em sua origem pela equação:

Em que:

2 V i = A − C − A . 2 V i −1 A
2
V i =
A
C
A
.
2
V i −1
A =
P R
+
Q
X
i
i
i
i
2
2
2
2
2
C =
( R
+ X
) (
P
+ Q
i
i
i
i

e

)

.

O cálculo da perda no trecho i requer apenas dados do próprio trecho e utiliza a equação

abaixo:

DS

i

=

 S  i Z   i   V  i 
S
i
Z
i
V
i

2

Para um alimentador completo, o algoritmo do MSP pode ser implementado por:

1. Considerar perdas nulas em todos os trechos;

2. Atualizar fluxos de potência usando varredura reversa;

3. Calcular tensão e perdas nos trechos por meio de varredura direta;

4. Repetir 2 e 3 até que não haja variação significativa nas perdas totais, fluxos ou tensões entre duas iterações consecutivas ou um número máximo de iterações seja atingido.

Como um exemplo prático, considere o sistema apresentado a seguir (extraído do material do professor Benemar Alencar – UFCG):

Deseja-se resolver esse sistema usando o MSP. Escreva uma rotina em Matlab® que calcule as

Deseja-se resolver esse sistema usando o MSP. Escreva uma rotina em Matlab® que calcule as cinco primeiras iterações para esse sistema.