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MINICURSO DE

SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM

PROFº RAFAEL DE ABREU LIMA

MINICURSO DE SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PROFº RAFAEL DE ABREU LIMA

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

A enfermagem é uma profissão secular. Ao

longo de sua história, passou por diversas

fases, contudo, aqueles que exerciam a

profissão estavam sempre buscando melhores condições de trabalho, bem como

sua melhoria da qualidade de assistência;

Durante muito tempo na maioria das

instituições de saúde, ou não havia ou não

era utilizado um método para sistematizar a

assistência de enfermagem;

O Processo de Enfermagem (PE) foi criado

e considerado uma conquista da classe,

sendo um método de organizar e

sistematizar os cuidados prestados, uma

determinação legalizada;

conquista da classe, sendo um método de organizar e sistematizar os cuidados prestados, uma determinação legalizada;

CONCEITO

O PE ou Sistematização da Assistência de

Enfermagem (SAE) é um método para

organização e prestação de assistência de

enfermagem.

É uma atividade privativa do enfermeiro

que norteia as atividades de toda a equipe

de Enfermagem, já que técnicos e auxiliares desempenham suas funções a partir da

prescrição do enfermeiro.

BASES LEGAIS PARA IMPLEMENTAÇÃO DA SAE

Lei 7498/86

Decreto 94.406/86

Resol. COFEN 311/06 - Cód. de Ética

Resol. COFEN 159/97- C. de Enfermagem

Resol. COFEN 267/01- Home Care

Resol. COFEN 272/02- Etapas da SAE

OBJETIVOS DA SAE

Foi desenvolvida como método específico

para aplicação da abordagem científica ou

da solução de problemas da prática de enfermagem;

Resolver e Tratar os problemas dos

pacientes de maneira INDIVIDUALIZADA

E HOLÍSTICA.

A SAE organiza o trabalho de enfermagem através da operacionalização de todas as

fases da metodologia de planejamento;

A negligencia da SAE é uma das principais razões da desorganização e falta de

confiança das atividades de enfermagem;

Este minicurso tem como objetivo principal esclarecer aos acadêmicos de Enfermagem e

Enfermeiros a importância da SAE,

detalhando suas etapas e seu desenvolvimento e auxiliando-os a traçar

estratégias para que sua implantação possa

ser realizada com facilidade.

IMPLANTAÇÃO DA SAE

1- Reavaliar a Organização do Serviço de

Enfermagem; Regimento, Organograma, Normas,

Rotinas, Protocolos, Procedimentos, Portarias, Relatórios Gerenciais, Livro de

Ocorrências da Unidade, Censo, Cadastro

(Funcionários Materiais - Equipamentos),

Escala de Atribuições

2- Conscientização da Instituição, dos

Enfermeiros, Outros Profissionais;

3- Profissionais comprometidos com a

melhora da Assistência ;

4- Serviço de Educação Continuada na

Unidade de Saúde; 5- Sistema de Informação Atualizado.

LEGALIZAÇÃO

Resolução COFEN 272/02: dispõe sobre a SAE

Art. 1º: Incube privativamente ao enfermeiro a

implantação, planejamento, execução e avaliação

da SAE;

Art. 2º: A implementação deve ocorrer em toda instituição de saúde pública e privada;

Art. 3º: A SAE deve ser registrada formalmente em

prontuário do cliente, devendo constar histórico de

enfermagem, prescrição de enfermagem e

evolução de enfermagem;

FASES DA SAE

1- Investigação (Histórico e Exame Físico) 2- Diagnóstico de Enfermagem

3- Planejamento 4- Implementação 5- Avaliação

Investigação

Investigação D i a g n ó s t i c o Processo Avaliação Planejamento Implementação

Diagnóstico

Processo
Processo

Avaliação

Investigação D i a g n ó s t i c o Processo Avaliação Planejamento Implementação

Planejamento

Investigação D i a g n ó s t i c o Processo Avaliação Planejamento Implementação

Implementação

RESUMO DO PROCESSO

COMPONENTE

Investigação

Diagnóstico de

Enfermagem

Planejamento

Implementação

Avaliação

PROPÓSITO

Reunir, verificar e

comunicar os dados

Identificar as NHB

Afetadas

Formular D E

Determinar as

prioridades assistenciais

Projetar as Estratégias

Determinar critérios de

resultados

Complementar as ações para execução do plano

Determinar a extensão do

alcance dos objetivos da

assistência

AÇÕES PRINCIPAIS

Obtenção da História + Exame

Físico

Interpretação dos Dados

Formulação de D E

Identificar objetivos

Seleção e delegação de ações de enfermagem

Consulta

Escrever Plano Assistencial

Reavaliação do Paciente Revisão e Modificação do Plano

Execução das Ações

Comparação de respostas

Análise dos resultados e

conclusões

Modificação do Plano

TEORIAS

DE

ENFERMAGEM

TEORIAS DE ENFERMAGEM

CONCEITOS

Teorias: Conjunto de conceitos inter-relacionados

que proporcionam visão sistemática de um fenômeno que é por sua natureza, explicativo e

profético;

Teorias de Enfermagem: Forma de relacionar

conceitos, através do uso de definições que sejam

úteis ao desenvolvimento de inter-relações

significativas para a descrição ou definição da

prática;

As Teorias de Enfermagem não são meros conteúdos teóricos, traduzem em seus

conceitos e modelos o infinito do trabalho

profissional da Enfermagem;

As Teorias nos indicam, sugerem, apontam uma direção de como ver fatos e eventos

para, assim, direcionar o planejamento e

determinação das intervenções de

Enfermagem;

As Teorias de Enfermagem são orientadas

para a tese das necessidades e problemas.

TEORIA AMBIENTAL Florence Nightingale • Associa o estado de saúde do cliente aos fatores ambientais,

TEORIA AMBIENTAL

Florence Nightingale

Associa o estado de saúde do cliente aos

fatores ambientais, percebidos por meio da

observação e coleta de dados. Trabalha-se com enfoque em caracteres

ambientais gerais como: iluminação, ruído,

ventilação, higiene ambiental e pessoal,

água pura, ambiente externo, utensílios do

paciente e aspecto nutricional.

TEORIA DE SOLUÇÃO DE PROBLEMAS Faye Abdellah • Enfatiza a atenção nos cuidados de Enfermagem

TEORIA DE SOLUÇÃO DE PROBLEMAS

Faye Abdellah

Enfatiza a atenção nos cuidados de

Enfermagem para satisfazer as necessidades

físicas, psíquicas, sociais e espirituais do indivíduo e família, com competências

referentes às relações interpessoais, de

psicologia, crescimento e desenvolvimento, comunicação e sociologia;

Além de conhecimentos das ciências básicas

e competências específicas da Enfermagem.

TEORIA DA DEFINIÇÃO DAS PRÁTICAS DE ENFERMAGEM Virgínia Henderson • Define a Enfermagem como auxílio

TEORIA DA DEFINIÇÃO DAS PRÁTICAS DE ENFERMAGEM Virgínia Henderson

Define a Enfermagem como auxílio ao indivíduo, doente ou sadio, na realização de

atividades que contribuam para a saúde,

recuperação ou morte pacífica e traquila;

O indivíduo realizaria sem auxílio se tivesse força, vontade ou conhecimento necessário,

realizando de forma que ele alcance,

adquira a independência tão rapidamente

quanto possível

TEORIA DO AUTO-CUIDADO Dorothea Orem • Consiste basicamente na idéia de que os indivíduos, quando

TEORIA DO AUTO-CUIDADO Dorothea Orem

Consiste basicamente na idéia de que os indivíduos, quando capazes, devem cuidar de

sí mesmo,quando existe incapacidade, entra

o trabalho do enfermeiro no processo do

cuidar;

Uma das características que compõe a Teoria

do Auto-Cuidado é a Teoria do Déficit,

composta por 3 teorias inter-relacionadas:

Déficit do Auto-Cuidado, Cuidado e Sistemas de Enfermagem.

TEORIA DAS N. H. B. Wanda de Aguiar Horta • Nesta teoria, a enfermagem tem

TEORIA DAS N. H. B.

Wanda de Aguiar Horta

Nesta teoria, a enfermagem tem como propósito

assistir o ser humano no atendimento de suas necessidades básicas e, para isso, busca sempre

acumular conhecimentos e técnicas empíricas,

relacionadas entre sí, que procuram explicar os

fatos à luz do universo natural.

Necessidades

Psicossociais/Psicobiológicas/Psicoespirituais

TEORIA

DE

MASLOW

TEORIA DE MASLOW TEORIA DE MOHANA TEORIA DAS N.H.B.
TEORIA DE MOHANA
TEORIA
DE
MOHANA
TEORIA DAS N.H.B.
TEORIA
DAS
N.H.B.
TEORIA DO PROCESSO INTERPERSSOAL Hildegard Peplau • Focaliza o indivíduo, o enfermeiro e o processo

TEORIA DO PROCESSO INTERPERSSOAL

Hildegard Peplau

Focaliza o indivíduo, o enfermeiro e o processo interativo entre ambos;

O enfermeiro espera desenvolver uma

relação enfermeiro-cliente em que ele seja

uma pessoa de recurso, conselheiro e

defensor;

Teoria orientada para Interação.

TEORIA DOS SISTEMAS Betty Neuman • Tem enfoque holístico do indivíduo, fisiológico, sociocultural, de

TEORIA DOS SISTEMAS Betty Neuman

Tem enfoque holístico do indivíduo, fisiológico,

sociocultural, de desenvolvimento, psico- espiritual, ajustando-se e sendo ajustado pelo

ambiente, visto como um estressor;

Assistir o indivíduo, família e comunidade na

obtenção e manutenção de nível máximo de bem-

estar total através de intervenções propositais, com

ações situadas nos níveis primários, secundário e

terciário de prevenção

TEORIA DA OBTENÇÃO DE METAS Imogene King • A estrutura conceitual preconizada por King inclui

TEORIA DA OBTENÇÃO DE METAS Imogene King

A estrutura conceitual preconizada por King inclui

meta, estrutura, função, recursos e tomada de decisão como elementos essenciais para o trabalho

do enfermeiro;

Nesse processo, o enfermeiro interage com cliente

por meio de percepção, comunicação, transação, o

ser, o papel de cada um, o estresse envolvido, o

crescimento e desenvolvimento, o tempo e o

espaço, estabelecendo-se metas a serem obtidas.

MODELOS TEÓRICOS EM

ENFERMAGEM

Ano Teorista Ênfase Principal 1952 Hildegard E. Peplau O processo interpessoal - maturação para a
Ano
Teorista
Ênfase Principal
1952
Hildegard E. Peplau
O processo interpessoal - maturação
para
a personalidade
1960
Faye Abdellah
Os problemas do paciente determinam o
cuidado
1967
Myra E. Levine
O holismo - conservação da integridade
1970
Martha Rogers
Pessoas e ambiente são campos de energia
que evoluem
1970
Wanda de A. Horta
Necessidades humanas básicas
1971
Dorothea E. Orem
O autocuidado mantém a integridade
1971
Imogene M. King
Alcance dos objetivos
1974
Irmã Callista Roy
Estímulos rompem um sistema adaptativo
1978
Madeleine M. Leininger
Cuidado transcultural
1989
P. Benner & J. Wrubel
Cuidado essencial - ajuda mútua

HISTÓRICO

DE

ENFERMAGEM

HISTÓRICO DE ENFERMAGEM

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

A coleta de dados é a primeira fase do processo de

enfermagem;

Momento

clientes;

de interação entre profissionais e

Interação

entre

os

Enfermagem;

Instrumentos

Básicos

da

Melhora na qualidade da assistência;

Favorece o desenvolvimento dos papéis científicos

da Enfermagem e demonstra a complexidade do

cuidado;

Composta por ENTREVISTA e EXAME FÍSICO;

É um processo organizado e sistemático de coleta de dados utilizado para avaliar as necessidades

específicas e as condições de saúde do paciente;

Coleta de dados é subsídio para o Diagnóstico de

Enfermagem e as Intervenções, afim de minimizar ou satisfazer as necessidades do cliente;

Atentar para as formas de comunicação: Verbal e

Não Verbal;

TIPOS DE COLETA DE DADOS

Objetivos: informações referentes ao paciente

colhidas por meio da observação e mensuração; Ex: métodos propedêuticos, exames, ssvv

Subjetivos: informações obtidas no momento da

entrevista,onde o paciente expressa a percepção

que ele tem de sí mesmo;

Ex: HDA, Queixas, História Pregressa

FONTES DE DADOS

Primário: Informações dadas pelo próprio

paciente; Secundário:

Informações

dadas

por

familiares, membros da equipe de saúde,

exames, prontuário do paciente;

• Secundário : Informações dadas por familiares, membros da equipe de saúde, exames, prontuário do paciente;
• Secundário : Informações dadas por familiares, membros da equipe de saúde, exames, prontuário do paciente;

CONTEÚDO DA ENTREVISTA

Identificação;

Queixa Principal;

História da Doença Atual;

Antecedentes Móbidos Pessoais;

Antecedentes Mórbidos Familiares;

Hábitos de Vida e Hábitos Sociais;

SSVV e Ectoscopia (Estado Geral);

Percepções do Entrevistador.

DADOS DA IDENTIFICAÇÃO

Nome (Iniciais + leito/enfermaria)

Idade

Sexo

Cor

Estado civil

Profissão / Ocupação

Procedência (Residência / Outros)

Naturalidade e Nacionalidade

QUEIXA PRINCIPAL

Sempre

entre

aspas

usadas pelo paciente;

e

com

as

palavras

Se possível colocar a sua duração;

EX: “Vim operar da barriga!” “Tô com dor nos quartos!”

HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL

Descrever

em

ordem

cronológica

e

de

importância;

Fazer a semiologia dos sintomas;

 

Inquirir

sobre

os

sintomas

associados

e

correlatos;

Não induzir respostas;

Apurar evolução, exames e tto. realizados;

A história deverá ter: Início, meio e fim.

ANTECEDENTES MÓRBIDOS

PESSOAIS

História Patológica Pregressa:

DIC’s, Alergias, Infecções/Infestações, Doenças de Base,

Cirurgias (tipo, período, anestesias,complicações e resultados) e Traumatismos (tipo, período, complicações e seqüelas).

História Fisiológica:

Condições da Gestação,Nascimento (eutócico/distócico), Quadro Vacinal, Crescimento e Desenvolvimento Psicomotor,

Puberdade (menarca,telarca, pubarca), História Sexual ( ciclo

menstrual, libido, coitarca, gestações, abortos, promiscuidade e opção) e Climatério (sintomas, período)

ANTECEDENTES MÓRBIDOS

FAMILIARES

Ancestrais:

estado

mortis”, idade;

de

saúde,

causas

Doenças Familiares: CA, HAS, DM, AVC,

Cardiopatias, Nefropatias, Ortopatias, Psicopatias;

HÁBITOS DE VIDA E HÁBITOS

SOCIAIS

Nutrição: (quantidades, tipos, preferências)

Hidratação: (quantidades, tipos, preferências)

Atividade/ Oculpação

Atividade Física e Lazer: (esportes e hobbies)

Sono e Repouso: (insônia)

Habitação: (tipo de casa, saneamento, instalações sanitárias, água potável, criação de animais)

ilícitas,

Hábitos:

(tabaco,

álcool,

drogas

medicamentos

)

SINAIS VITAIS E ECTOSCOPIA

SSVV: PA, Pulso/FC, FR, TºC e Dor;

Estado Geral: EGB, EGR e EGG;

Coloração e Hidratação da pele;

Nível de Consciência e Orientação;

Estado Nutricional;

Fácies típica e atípica;

Fala e linguagem;

Postura e posição no leito;

Lesões dermatológicas.

PERCEPÇÕES DO ENTREVISTADOR

Avaliação da entrevista;

Veracidade dos fatos;

Gestos e mímicas produzidas pelo paciente durante a entrevista;

fuga, após determinadas

Momentos

de

perguntas;

Timbre de voz e estado emocional.

DIAGNÓSTICO

DE

ENFERMAGEM

DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Linguagem padronizada;

Importante para realização de uma

intervenção de enfermagem correta,

sistematizada;

de uma intervenção de enfermagem correta, sistematizada; • Permite maior confiabilidade • Oferece a base para

Permite maior confiabilidade

Oferece a base para intervenções de Enfermagem para que sejam alcançados os

autonomia;

resultados pelos quais o enfermeiro é

responsabilizado.

CONCEITO

Julgamento clínico das respostas do indivíduo,da família ou da comunidade aos

processos vitais ou aos problemas de saúde reais ou potenciais, os quais fornecem a

base para a seleção das intervenções de

enfermagem, para atingir resultados, pelos quais o enfermeiro é responsável.

HISTÓRICO

1859 (Enfermagem Moderna) com Florence de Nightingale, quando afirmou que “a

enfermagem desconhecia os seus elementos específicos, ou seja, seus elementos ou

fenômenos.

1953,

Vera

Fry,

também

numa

tentativa de classificar os fenômenos de interesse da enfermagem,

identificou 5 áreas de necessidades do

cliente:

1- Necessidade de tratamento e medicação;

2- Necessidade de higiene pessoal; 3- Necessidade ambiental;

4- Necessidade de ensino e orientação; 5- Necessidade humana e pessoal.

1960 (EUA), Faye Abdellah desenvolveu a

primeira classificação de relevância para a prática da enfermagem, com 21 problemas

de enfermagem (21 problemas de

Abdellah), descrevendo os objetivos

terapêuticos da enfermagem, seu

desenvolvimento, focalizando as principais

necessidades do cliente e os problemas de enfermagem, de acordo com os modelos da

época (dec. 50).

1961 (BRA), Horta com seu modelo de processo de

enfermagem determinou que as necessidades são

universais, porém a forma de manifestação varia de

pessoa para pessoa, devido a idade, sexo,

escolaridade, cultura, fatores sócio-econômicos, ciclo

de saúde-enfermidade e enfermidade;

1964 (BRA), Mohana classificou as necessidades em

psicobiológicas, psicossociais e psicoespirituais;

Horta então introduziu em cada nível proposto por Mohana, subgupos de necessidades de forma a ajustar seu modelo para a prática assistencial de enfermagem e formulou a sua Teoria;

1966, Henderson identificou e listou 14 NHB, que compreende as funções da

enfermagem, que tinham como objetivo

descrever os cuidados necessários ao ser

humano para conservar ou recuperar sua saúde, independente de cuidados médicos.

NHB: respiração, alimentação, eliminação, movimento, sono e repouso, vestimentas, temperatura corporal,
NHB:
respiração,
alimentação,
eliminação,
movimento, sono e repouso, vestimentas,
temperatura corporal, higiene, controle do
ambiente, comunicação, prática religiosa,
realização, atividade de lazer e aprendizagem

1973, Grupo Nacional de Classificação de Diagnósticos de Enfermagem, denominado

NANDA, I Conferência sobre classificação dos Diagnósticos de Enfermagem;

1982, NANDA desenvolveu uma lista de

diagnóstico de enfermagem, em ordem

alfabética, originando a Taxonomia I, mais

utilizada no mundo;

NANDA: Nort American Nursing Diagnosis Association

Taxonomia

I:

9

Padrões

Pessoa Humana:

de

Resposta

da

Trocar, Comunicar, Relacionar, Valorizar,

Escolher

Sentir.

Mover,

Perceber,

Conhecer

e

2000, Taxonomia II, determinada na 14ª

Conferência da NANDA;

Com 07 eixos ou dimensões da resposta humana

que devem ser levados em conta no processo

diagnóstico;

Compreende

3

diagnósticos;

níveis:

domínios,

classes

e

13 Domínios / 47 Classes / 188 Diagnósticos

7 EIXOS DIMENSÕES DA RESPOSTA HUMANA

Eixos que devem ser levados em conta no processo diagnóstico

Eixo 1

O conceito diagnóstico

Eixo 2

Tempo (de agudo a crônico, curta duração, longa duração

Eixo 3

Unidade de cuidado (indivíduo, família, comunidade, grupo-alvo)

Eixo 4

Idade (de feto a idoso)

Eixo 5

Potencialidade (real, risco para, oportunidade ou potencial

para crescimento/aumento)

Eixo 6

Descritor (limite ou especificação do significado do

conceito diagnóstico)

Eixo 7

Topologia (partes/regiões do corpo

13 DOMÍNIOS E 47 CLASSES

Promoção da Saúde

13 DOMÍNIOS E 47 CLASSES Promoção da Saúde Consciência Da Saúde Controle da Saúde N u

Consciência

Da Saúde

Controle da

Saúde

Nutrição

Da Saúde Controle da Saúde N u t r i ç ã o Ingestão Digestão Absorção

Ingestão

Digestão

Absorção

Metabolismo

Hidratação

Eliminação/

Troca

Metabolismo Hidratação Eliminação/ Troca Sistema Urinária Sistema Gastrintestinal

Sistema

Urinária

Sistema

Gastrintestinal

Sistema

Respiração

Sistema

Tegumentar

Atividade/

Repouso

Respiração Sistema Tegumentar Atividade/ Repouso Sono/ Repouso Atividade/ Exercício Equilíbrio de

Sono/

Repouso

Atividade/

Exercício

Equilíbrio de

Energia

Respostas

Cardiovasc e Pulmonar

Autocuidado

Percepção/

Cognição

Percepção/ Cognição Atenção Orientação Sensação/ Percepção Cognição Comunicação Auto-

Atenção

Orientação

Sensação/

Percepção

Cognição

Comunicação

Auto-

Percepção

Percepção Cognição Comunicação Auto- Percepção Autoconceito Auto-estima Imagem Corporal

Autoconceito

Auto-estima

Imagem

Corporal

Relacionamentos de Papel

Auto-estima Imagem Corporal Relacionamentos de Papel Papeis de Cuidador Relações Familiares Desempenho

Papeis de

Cuidador

Relações

Familiares

Desempenho De Papel

Sexualidade

Relações Familiares Desempenho De Papel Sexualidade Identidade Sexual Função Sexual

Identidade

Sexual

Função

Sexual

Reprodução

Enfrentamento

Tolerância ao

Estresse

Reprodução Enfrentamento Tolerância ao Estresse Resposta Pós-Trauma Resposta de Enfrentar

Resposta

Pós-Trauma

Resposta

de

Enfrentar

Estresse

Neurocom-

portamental

Princípios

de

Vida

Princípios de Vida Valores Crenças Coerência Entre Valor/Crença/ Ação Segurança/ Proteção

Valores

Crenças

Coerência

Entre

Valor/Crença/

Ação

Segurança/

Proteção

Entre Valor/Crença/ Ação Segurança/ Proteção Infecção Lesão Física Violência Riscos

Infecção

Lesão

Física

Violência

Riscos

Ambientais

Processos

Defensivos

Termorregu-

lação

Conforto

Processos Defensivos Termorregu- lação Conforto Conforto Físico Conforto Ambiental Conforto

Conforto

Físico

Conforto

Ambiental

Conforto

Social

Crescimento/

Desenvolvimento

Conforto Físico Conforto Ambiental Conforto Social Crescimento/ Desenvolvimento Crescimento Desenvolvimento

Crescimento

Desenvolvimento

COMPONENTES DO DIAGNÓSTICO

Título:

estabelece

É

que

um

nome

ou

diagnóstico.

concisa

indícios relacionados.

um

termo

representa

um

um

expressão

de

para

padrão

Definição: é a descrição clara e precisa;

delineia seu significado e ajuda a

diferenciá-lo de diagnósticos similares.

Características Definidoras: são indícios/

inferências observáveis que se agrupam como

manifestações de um diagnóstico de enfermagem

real ou de bem estar.

Fatores

Relacionados:

fatores

que

parecem

mostrar algum tipo de relação padronizada com o

diagnóstico de enfermagem

Fatores de Risco: fatores ambientais e elementos

fisiológicos, psicológicos, genéticos ou químicos

que aumentam a vulnerabilidade de um indivíduo,

uma família ou uma comunidade a um evento

insalubre.

DIAGNÓSTICO REAL

X

DIAGNÓSTICO DE RISCO

Diagnóstico Real:

TÍTULO + DEFINIÇÃO + CARACTERÍSTICAS

DEFINIDORAS + FATORES RELACIONADOS

Diagnóstico de Risco:

TÍTULO + DEFINIÇÃO + FATORES DE RISCO

EXEMPLO DE DIAGNÓSTICO REAL DE

ENFERMAGEM - NANDA

Eliminação Urinária Prejudicada

Distúrbio na eliminação de urina.

Disúria, Poliúria, Hesitação Urinária Incontinência, Noctúria Retenção Urinária, Urgência Urinária

1- Dano sensório-motor

2- Infecção do Trato Urinário

3- Múltiplas causas 4- Obstrução Anatômica

Urinário 3- Múltiplas causas 4- Obstrução Anatômica TÍTULO DEFINIÇÃO CARACTERÍSTICA DEFINIDORAS
Urinário 3- Múltiplas causas 4- Obstrução Anatômica TÍTULO DEFINIÇÃO CARACTERÍSTICA DEFINIDORAS
Urinário 3- Múltiplas causas 4- Obstrução Anatômica TÍTULO DEFINIÇÃO CARACTERÍSTICA DEFINIDORAS
Urinário 3- Múltiplas causas 4- Obstrução Anatômica TÍTULO DEFINIÇÃO CARACTERÍSTICA DEFINIDORAS
TÍTULO
TÍTULO
DEFINIÇÃO
DEFINIÇÃO
CARACTERÍSTICA DEFINIDORAS (MANIFESTAÇÕES)
CARACTERÍSTICA
DEFINIDORAS
(MANIFESTAÇÕES)
FATORES RELACIONADOS (CAUSAS)
FATORES
RELACIONADOS
(CAUSAS)

EXEMPLO DE DIAGNÓSTICO DE

RISCO DE ENFERMAGEM - NANDA

Risco de Infecção

Risco aumentado de ser invadido

por organismos patogênicos.

1-Agentes farmacêutico (imunossupressor) 2- Defesas primárias inadequadas

3-Conhecimento insuficiente para evitar

exposição a patógenos 4- Desnutrição

5- Doença crônica

6- Traumas

evitar exposição a patógenos 4- Desnutrição 5- Doença crônica 6- Traumas TÍTULO DEFINIÇÃO FATORES DE RISCO
evitar exposição a patógenos 4- Desnutrição 5- Doença crônica 6- Traumas TÍTULO DEFINIÇÃO FATORES DE RISCO
evitar exposição a patógenos 4- Desnutrição 5- Doença crônica 6- Traumas TÍTULO DEFINIÇÃO FATORES DE RISCO
TÍTULO
TÍTULO
DEFINIÇÃO
DEFINIÇÃO
FATORES DE RISCO
FATORES DE RISCO

PLANEJAMENTO

PLANEJAMENTO

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

O Planejamento visa traçar um programa de ações

objetivas a partir dos diagnósticos de enfermagem;

Um Planejamento Eficaz é aquele elaborado a

partir da interação enfermeiro/paciente, buscando

proporcionar maior participação no cuidado e

melhor qualidade na assistência;

O Planejamento é a fase que envolve estratégias que tem por finalidade reforçar as respostas

estratégias que tem por finalidade reforçar as respostas saudáveis do paciente, prevenir, minimizar ou corrigir as

saudáveis do paciente, prevenir, minimizar ou

tem por finalidade reforçar as respostas saudáveis do paciente, prevenir, minimizar ou corrigir as não saudáveis;

corrigir as não saudáveis;

O PLANEJAMENTO É CONSIDERADO

UM PROCESSO INTELECTUAL POR

QUE DETERMINA,

CONSCIENTEMENTE, UM CURSO

DE AÇÃO BASEADA EM

OBJETIVOS, FATOS E

ESTIMATIVAS SUBMETIDAS A

ANÁLISE.

FASES DO PROCESSO DE PLANEJAMENTO

1ª FASE: Estabelecimento de diagnóstico prioritário;

1ª FASE: Estabelecimento de diagnóstico prioritário ; • 2ª FASE: Definição dos resultados e metas de

2ª FASE: Definição dos resultados e metas de enfermagem;

3ª FASE: Prescrição das intervenções de enfermagem;

de enfermagem; • 3ª FASE: Prescrição das intervenções de enfermagem; • 4ª FASE: Registro do Plano

4ª FASE: Registro do Plano de Cuidados

3ª FASE: PRESCRIÇÃO DAS

INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM;

F fazer

A auxiliar / ajudar

O orientar

S supervisionar

E encaminhar

Nesta 3ª etapa há a determinação dos

resultados esperados (metas específicas) e a identificação das intervenções para alcançar

os resultados;

As intervenções planejadas devem ser destinadas a alcançar os resultados

esperados e a prevenir, resolver ou controlar

as alterações encontradas durante o Diagnóstico de Enfermagem;

SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO

INTERVENÇÃO = NIC Nursing Interventions Classification

RESULTADOS = NOC Nursing Outcomes Classification

ESTRUTURA DA NIC

3 Níveis

1º nível representado por 7 DOMÍNIOS: fisiológico

básico e complexo, comportamental, segurança,

família, sistema de saúde e comunidade;

2º nível representado por 30 CLASSES:

organizadas dentro dos domínios

3º nível constituído por 486 INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM

ESTRUTURA NOC

Possui 260 RESULTADOS, dispostos em ordem

alfabética, sendo que destes 247 estão

relacionados ao INDIVÍDUO, 7 a FAMÍLIA e 6 à

COMUNIDADE;

7 DOMÍNIOS da NOC estão distribuídos em:

saúde ocupacional, saúde fisiológica, saúde

psicossocial, comportamento e conhecimento em

saúde, saúde percebida, saúde da família e saúde

da comunidade.

IMPLEMENTAÇÃO

IMPLEMENTAÇÃO

CONSIDERAÇÕES

É a concretização do plano de atendimento

ou assistencial pelo roteiro aprazado que

coordena a ação da equipe de Enfermagem na execução dos cuidados adequados ao

atendimento das necessidades básicas e

específicas do ser humano;

O momento da realização pode ser:

admissional, complementar, diária ou de alta

Dividida para fins didáticos em 2 etapas distintas e interdependentes:

Prescrição de Enfermagem (Enfermeiro)

Execução da prescrição (Equipe de enfermagem)

DIRETRIZES DA PRESCRIÇÃO

DE ENFERMAGEM

Dirigidas pelos diagnósticos de enfermagem (DE)

Utilizar verbos no infinitivo e de ação:

Fazer/ Orientar/ Encaminhar

Numerada de acordo com o DE

Atividade privativa do enfermeiro

Letra legível e sem rasura

Validade do horário de acordo com período

Deve determinar detalhadamente a ação

(o que/ quem/ como/ quando/ onde)

Divisão de trabalhos por período

Checagem com rubrica

Data, nome e COREN (utilizar carimbo)

AVALIAÇÃO

AVALIAÇÃO

CONCEITO

É o relato aprazado das mudanças

sucessivas que ocorrem no ser humano

enquanto está sob assistência profissional;

É a avaliação global da Prescrição de Enfermagem;

É a análise das respostas do cliente frente aos cuidados de Enfermagem prescritos em

função dos resultados obtidos no prazo

determinado

A avaliação determina se:

Os resultados foram atingidos;

Se as intervenções de enfermagem foram efetivas e se são necessárias de

modificação.

Os resultados foram atingidos; Se as intervenções de enfermagem foram efetivas e se são necessárias de

INDICADORES QUALIFICADORES DE AVALIAÇÃO

Ausente Presente

Melhorado Piorado

Mantido Resolvido

EVOLUÇÃO COMO REGISTRO

DE AVALIAÇÃO

Evolução é o registro feito pelo Enfermeiro após a avaliação do estado

geral do cliente. Deve ser feita

diariamente, ou refeita, na vigência de alteração no estado de saúde

OBSERVAÇÕES

A fonte primária de dados é o cliente, mas

há a família e os outros cuidadores;

O enfermeiro redefine as prioridades reflexão crítica;

Quando as metas não são alcançadas o enfermeiro identifica as variáveis ou fatores

que interferem e realiza mudanças;

Reavaliar garante uma base de dados atual e precisa.

NORMAS PARA EXECUÇÃO

EXCLUSIVA DO ENFERMEIRO;

Diária, complementar e de alta;

Realizada em impresso próprio;

Constar assinatura e Coren do enfermeiro.

PARA ELABORAR UMA

EVOLUÇÃO

Entrevista

Exame Físico

Analisar dados sobre o estado de saúde do cliente nas ultimas 24 horas(anotações de

enfermagem, prescrição médica e de

enfermagem

pedidos de exames, reexame da prescrição.

)

, comparar resultados e

DIFERENÇA ENTRE ANOTAÇÃO E

EVOLUÇÃO

ANOTAÇÃO DE ENFERMAGEM

EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM

Dados brutos

Dados analisados

Equipe de enfermagem

Enfermeiro/a

Momento

Período

Pontual

Processada e contextualizada

Observação

Reflexão

MODELOS

Cliente:

Enfermaria:

Leito:

Data:

Diagnóstico de Enfermagem

Resultados Esperados

Intervenções

OBS:

ASS/CARIMBO:

CLIENTE:

LEITO:

ENFERMARIA

DATA:

PRESCRIÇÃO DE ENFERMAGEM / PLANO TERAPÊUTICO

PRESCRIÇÃO

HORÁRIO

CARIMBO:

“Uma profissão que não conhece

suas próprias correntes de pensamento se empobrece e dá a impressão que somente sabe fazer

o seu trabalho

pelo treinamento

de fórmulas, rotinas

e

procedimentos padronizados

(LEOPARDI, 1999)

OBRIGADO POR SUA ATENÇÃO!
OBRIGADO POR SUA
ATENÇÃO!

VAMOS PRATICAR

UM POUCO????