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PODER JUDICIÁRIO

Tribunal de Justiça do Estado da Bahia


Gabinete do Desembargador José Olegário Monção Caldas

QUARTA CÂMARA CÍVEL – Câmaras Cíveis Isoladas


PROCESSO N.º 61808-5/2007 - Agravo de Instrumento
Comarca: Simões Filho
Agravante: MADEPAR LAMINADOS S/A
Advogado: Bruno Andrade Marconi
Agravada: FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL
Relator: DES. JOSE OLEGÁRIO MONÇÃO CALDAS

D E C I S Ã O

Vistos etc…
MADEPAR LAMINADOS S/A, pessoa jurídica de
direito privado, interpôs agravo de instrumento, em face
de decisão proferida pelo Juízo de Direito da Comarca de
Simões Filho, que, em Ação de Execução Fiscal, contra si
ajuizada pela FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL, denegou o pedido
de substituição da penhora, determinando recaísse a
constrição sobre os valores indicados, pela exeqüente, às
fls.99.
Contrapondo-se, sustenta a comprovação da
propriedade, por documentos hábeis, dos bens
anteriormente nomeados, ao tempo em que adverte para o
iminente risco de paralisação de suas atividades
empresariais, na hipótese de concretização da medida,
razão de pugnar pela providência inaudita altera pars, a
teor do art. 527, III, c/c 558, da Lei de Ritos, e, por
fim, o provimento do recurso, cassando-se a decisão
objurgada.
É o breve relatório. Decido.

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AI 61808-5/2007 (jb)
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Gabinete do Desembargador José Olegário Monção Caldas

Tenho que a penhora, momento-chave da


execução, se realizada sobre valores monetários
possibilita, com maior e mais rápida eficácia, a integral
satisfação do crédito exeqüendo – sua finalidade
precípua.
Bem por isto, a Lei processual, em seu art.
655, inc. I, ao tratar da ordem preferencial para
nomeação de bens pelo devedor, enumerou, antes de todos
os demais, o dinheiro.
E, na hipótese de a constrição em dinheiro
traduzir-se ameaça à atividade econômica do devedor,
inclusive com o comprometimento de empregos, disto
decorre ofensa irrefragável ao princípio da execução
menos gravosa.
Ademais, sendo o bem ofertado à constrição
judicial suficiente para garantir o juízo, não se
justifica a penhora dos ativos financeiros, in casu,
mantidos em conta corrente de titularidade da agravante.
Nesse sentido:
“PROCESSUAL CIVIL – PENHORA DE DINHEIRO –
SUBSTITUIÇÃO POR BEM IMÓVEL – PENHORA MENOS
GRAVOSA PARA EVITAR COMPROMETIMENTO DAS
ATIVIDADES DA EMPRESA EXECUTADA (...)
Havendo outros bens, menos gravosos para o
executado e suficientes para garantir a
execução, estes é que devem ser penhorados;
VI. Precedentes do STJ; VII. Cassada
decisão que determina penhora de depósito a
ser efetivado pela petrobrás em conta da
executada, devendo ser procedida penhora
sobre bem imóvel da executada, conforme
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AI 61808-5/2007 (jb)
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requerido; VIII. Agravo de instrumento


provido. (TRF 2ª R. – AG 1999.02.01.061371-
0 – RJ – 1ª T. – Rel. Juiz Ney Fonseca –
DJU 10.05.2002).” (Juris Síntese).

Eis porque ao agravo OUTORGO os efeitos


insertos nos art. 527, III, c/c art. 558, da Lei de
Ritos, EMPRESTANDO-LHE EFEITO SUSPENSIVO.
Ciência imediata ao a quo, para as
providências pertinentes e consectárias.
Intime-se a Agravada para responder, no
decêndio.
Publique-se. Intimem-se.
Salvador, (BA) 15 de fevereiro de 2008.

Des. JOSÉ OLEGÁRIO MONÇÃO CALDAS


Relator.

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