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PODER JUDICIÁRIO

Tribunal de Justiça do Estado da Bahia


Gabinete do Desembargador José Olegário Monção Caldas

QUARTA CÂMARA CÍVEL – PROCESSO 13.260-1/2003


AGRAVO DE INSTRUMENTO – Origem: Salvador
AGRAVANTE: BANCO BRADESCO S.A.
ADVOGADO: Dário Lima Evangelhista e Outros
AGRAVADOS: FREITAS MELO CONSTRUÇÕES LTDA. E OUTROS
ADVOGADO: LUIZ AMERICO BARRETO ALBIANI ALVES
RELATOR: DES. JOSÉ OLEGÁRIO MONÇÃO CALDAS

AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE


EXECUÇÃO. ORDEM DE LIBERAÇÃO DE
CRÉDITOS DESTINADOS À SEGURANÇA DO
JUÍZO. FUNDAMENTO NA SUFICIÊNCIA
DOS BENS OFERTADOS EM SUBSTITUIÇÃO.
MEDIDA JUDICIAL AO DESAMPARO PORQUE
À MÍNGUA DE AVALIAÇÃO DO BEM, E À
REVELIA DA CREDORA. REVOGAÇÃO DO
DECISÓRIO. DECISÃO REVOGADA.
PROVIMENTO DO AGRAVO.

Incabível a liberação de créditos,


consumada à revelia do credor e sem
avaliação dos bens ofertados em
substituição da garantia.

RECURSO PROVIDO.

A C Ó R D Ã O

Vistos, relatados e discutidos estes autos de


Agravo de Instrumento n.º13.260-1/2003, da Comarca da
Capital, em que é agravante BANCO BRADESCO S.A.e agravados

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FREITAS MELO CONSTRUÇÕES LTDA E OUTROS.


Acordam os Desembargadores integrantes da Quarta
Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, à
unanimidade, nos termos do voto do Relator, parte
integrante deste acórdão, dar provimento ao recurso.

R E L A T Ó R I O

BANCO BRADESCO S.A., pessoa jurídica de direito


privado, interpôs Agravo de Instrumento, da decisão exarada
pelo Juízo da 19ª Vara Cível, Comarca da Capital, nos autos
da Ação de Execução nº140.02.893.595-9, em face de FREITAS
MELO CONSTRUÇÕES LTDA E OUTROS.
É que o ilustre magistrado a quo, considerando a
suficiência da penhora, houve por vem de deferir o
levantamento dos valores remanescentes, depositados em
garantia.
Inconformada, a agravante requereu, in limine, a
suspensão do decisório e, a final, o provimento do recurso.
À vista dos pressupostos de lei, outorgou-se a
suspensividade (fls.208/209).
Sucessivamente, a ex adversa opôs embargos
declaratórios, a final acolhidos (fls. 307/308).
Após contra-razões (fls.234/243), vieram-me os
autos conclusos em 15 de dezembro de 2008.
Examinados, solicitei inclusão em pauta de

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julgamento.
É o relatório.

V O T O

Inicialmente, merece consignado que o juízo de 1º


grau foi de acintoso desrespeito às promoções desta eg.
Quarta Câmara que ali buscou, reiteradas vezes, subsídios
para o desate da matéria (cf. doc. de fls.246; 250; 254;
258; 262 e 323).
No aspecto meritório, a ilação de que “não há
óbices legais capazes de impedir a liberação do valor
remanescente na conta-corrente”, ao fundamento de que “os
bens oferecidos à substituição são suficientes” à
satisfação do crédito, longe de traduzir a disciplina
normativa, tampouco exprime declaração positiva da
Exeqüente.
Bem ao contrário, viola frontalmente os cânones
do art. 5º, XXXV, LIV e LV, e art.655, I, §2º e 657, do
código de ritos.
Com efeito, sem avaliação dos bens ofertados em
substituição dos créditos, não se poderia atestar a
suficiência da penhora, liberando-se os valores já
depositados. A medida judicial, ao sujeitar a garantia a
eventual desvio e deterioração, traduziu desacautelando aos
interesses da exeqüente, máxime quando operada à revelia da

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parte credora.
Ao juiz, cujo limite é a lei e o devido processo
legal, cabe adotar e impor medidas para que a execução se
faça com rapidez e de modo a atingir a eficácia perseguida.
Nesse pressuposto, de ser acolhida a pretensão
recursal, dando-se provimento ao agravo, para revogar o
decisório.
Publique-se.
Sala das Sessões, de de 2009.

DES. ___________________________
Presidente

DES. JOSÉ OLEGÁRIO MONÇÃO CALDAS


Relator

DR. ___________________________
Procurador de Justiça

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