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TÉCNICAS DE MONTAGEM DE ARMAÇÃO PARA ESTRUTURA DE CONCRETO
TÉCNICAS DE MONTAGEM DE ARMAÇÃO PARA ESTRUTURA DE CONCRETO
TÉCNICAS DE MONTAGEM DE ARMAÇÃO PARA ESTRUTURA DE CONCRETO

TÉCNICAS DE MONTAGEM DE ARMAÇÃO PARA ESTRUTURA DE CONCRETO

SENAI-RS – SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL DEPARTAMENTO REGIONAL DO RIO GRANDE DO SUL

CONSELHO REGIONAL Presidente Nato Heitor José Muller – Presidente do Sistema FIERGS

Conselheiros Representantes das Atividades Industriais - FIERGS

Titulares

Ademar De Gasperi Paulo Müller Antônio Roso Pedro Antônio G. Leivas Leite

Suplentes

Astor Milton Schmitt Enio Guido Raupp Arlindo Paludo Manfredo Frederico Koehler

Representantes do Ministério da Educação

Titular

Antônio Carlos Barum Brod

Suplente

Renato Louzada Meireles

Representante do Ministério do Trabalho e Emprego

Titular

Leonor da Costa

Representante dos Trabalhadores

Suplente

Flávio Pércio Zacher

Titular

Suplente

Jurandir Damin

Enio Klein

Diretor Regional e Membro Nato do Conselho Regional do SENAI-RS

José Zortea

DIRETORIA SENAI-RS

José Zortea - Diretor Regional

Paulo Fernando Presser - Diretor de Educação e Tecnologia

Carlos Heitor Zuanazzi – Diretor Administrativo e Financeiro

Cleydimar Luis Silva Prette TÉCNICAS DE MONTAGEM DE ARMAÇÃO PARA ESTRUTURA DE CONCRETO São Leopoldo
Cleydimar Luis Silva Prette TÉCNICAS DE MONTAGEM DE ARMAÇÃO PARA ESTRUTURA DE CONCRETO São Leopoldo

Cleydimar Luis Silva Prette

TÉCNICAS DE MONTAGEM DE ARMAÇÃO PARA ESTRUTURA DE CONCRETO

São Leopoldo

2011

Técnicas de montagem de armação para estrutura de concreto © 2011. SENAI-RS

Trabalho elaborado por técnico do Centro de Educação Profissional SENAI Lindolfo Collor e técnico da GERDAU sob a coordenação, orientação e supervisão da Unidade Estratégica de Desenvolvimento Educacional da Diretoria de Educação e Tecnologia do Departamento Regional do SENAI-RS.

Coordenação Geral

Coordenação Técnica

Coordenação Local

Elaboração

Revisão lingüística e gramatical

Normatização

Reprodução gráfica

Paulo Fernando Presser

Claiton Oliveira da Costa

Paulo Pires da Silva

Cleydimar Luis Silva Prette

Regina Maria Recktenwald

Cristiane M. T. Luvizetto

CEP SENAI de Artes Gráficas Henrique D’Ávila Bertaso

P942

Prette, Cleydimar Luis Silva Técnicas de montagem de armação para estrutura de concreto / Cleydimar Luis Silva Prette. São Leopoldo: CEP SENAI Lindolfo Collor, 2011. 70 p. : il.

1. Engenharia Civil.

I. Título

CDU – 624.012.45

SENAI – Departamento Regional do Rio Grande do Sul Av. Assis Brasil, nº 8787 91140-000 – Porto Alegre, RS

Tel.: (051) 3347-8800

senai@senairs.org.br SENAI - Instituição mantida e administrada pela Indústria

Fax: (051) 3347-8813

SOBRE A GERDAU A Gerdau é líder na produção de aços longos nas Américas e

SOBRE A GERDAU

SOBRE A GERDAU A Gerdau é líder na produção de aços longos nas Américas e uma

A Gerdau é líder na produção de aços longos nas Américas e uma das maiores fornecedores de aços longos especiais no mundo. Possui presença industrial em 14 países, com operações nas Américas, na Europa e na Ásia, as quais somam uma capacidade instalada superior a 20 milhões de toneladas de aço. É a maior recicladora da América Latina e, no mundo, transforma, por ano, cerca de 16 milhões de toneladas de sucata em aço. Com mais de 140mil acionistas, as empresa de capital aberto da Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo (Bovespa: GGBR4, GGBR3, GOAU4, GOAU3 E AVIL3), Nova Iorque (Nyse:

GNA e GGB), Toronto (GNA:TO), Madri (Latibex: XGGB) e Lima (BVL: SIDERC1).

LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Gráfico: Percentual de Resíduos num Aterro 14 Figura 2
LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Gráfico: Percentual de Resíduos num Aterro 14 Figura 2

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Gráfico: Percentual de Resíduos num Aterro

14

Figura 2 - Equipamentos de Proteção Individual

18

Figura 3 - Régua graduada

24

Figura 4 - Ampliação de medidas em milímetros

25

Figura 5 - Metro articulado

25

Figura 6 - Escalas de metro articulado em milímetros

25

Figura 7 - Escalas de metro articulado em polegadas

26

Figura

8

-

Trena

26

Figura 9 - Noções de escala

27

Figura

10

-

Viga

31

Figura 11 - Figura típica de uma forma

33

Figura 12 - Locação de Tubulões

34

Figura 13 - Planta de Cintamento

35

Figura 14 - Forma de Vigamento

36

Figura 15 - Etiqueta Vergalhão

38

Figura 16 - Vergalhão GG 50

38

Figura 17 - Etiqueta Aço CA-60

38

Figura 18 - Vergalhão CA 60

39

Figura 19 - Vergalhão CA 25

39

Figura 20 - Formatos de estribos

40

Figura 21 - Etiqueta com informações detalhadas

40

Figura 22 - Lista de resumo das plaquetas e romaneio

41

Figura

23

-

Check-list das etiquetas

42

Figura 24 - Cores das etiquetas

42

Figura 25 - Armazenamento dos aços pela cor da etiqueta

42

Figura

26

-

Torquês

45

Figura

27

-

Marreta

45

Figura 28 - Tesoura para cortar aço

46

Figura 29 - Máquina manual para cortar aço

46

Figura 30 - Máquina elétrica para cortar aço

47

Figura 31 - Ponto simples

49

Figura 32 - Ponto volta-seca 49 Figura 33 - Ponto flor 50 Figura 34 -
Figura 32 - Ponto volta-seca 49 Figura 33 - Ponto flor 50 Figura 34 -

Figura 32 - Ponto volta-seca

49

Figura 33 - Ponto flor

50

Figura 34 - Ponto laçado

50

Figura 35 - Exemplo de cálculo

51

Figura 36 - Corte com tesoura

52

Figura 37 - Diâmetro de dobramento

53

Figura

38

-

Ganchos

padronizados

54

Figura 39 - Pinos de apoio e dobramento

54

Figura 40 - Estribo retangular

55

Figura 41 - Marcações na bancada

55

Figura 42 - Primeira dobra do estribo

56

Figura 43 - Emenda por transpasse de aço

57

Figura 44 - Emendas supostas como na mesma seção transversal

58

Figura 45 - Luvas para emendas de aços

58

Figura 46 - Montagem de viga

59

Figura 47 - Armação de pilar

61

Figura 48 - Armações de lajes

63

Figura 49 - Vista de um “caranguejo”

64

Figura 50 - Vista superior de uma laje maciça com as armaduras

64

Figura 51 - Vista lateral de uma laje pré-moldada

65

Figura 52 - Vista inferior de uma laje nervurada

66

Figura 53 - Vista superior de uma laje nervurada

66

Figura 54 - Armação de sapatas

67

Figura 55 - Armação de blocos sobre estacas

68

SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO   11 2 MEIO AMBIENTE, SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO 13 2.1
SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO   11 2 MEIO AMBIENTE, SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO 13 2.1

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO

 

11

2 MEIO AMBIENTE, SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO

13

2.1 A INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO E O MEIO AMBIENTE

13

2.2 SEGURANÇA NA CONTRUÇÂO CIVIL

15

2.2.1 Equipamento de Proteção Individual

15

2.2.2 Guarda e conservação dos EPIs

17

2.2.3 Exigência legal para Empresas e Empregados – NR 8

17

3 QUALIDADE E PRODUTIVIDADE NO SERVIÇO DE ARMAÇÃO

19

4 METROLOGIA

 

21

4.1

UNIDADE DE MEDIDA

21

4.1.1 Medidas

de

comprimento

21

4.1.2 Medidas de área

22

4.1.3 Medidas de massa

22

4.1.4 Medidas de volume

23

4.2

INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO

24

4.2.1 Régua graduada

 

24

4.2.2 articulado

Metro

25

4.2.3 Trena

 

26

4.3

NOÇÕES DE ESCALA

26

4.3.1

Unidade de escala

28

5

LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE CROQUI DE ARMAÇÃO

31

5.1 PLANTA DE FORMAS

32

5.2 PLANTAS DE ARMAÇÕES

34

6

AÇOS PARA CONCRETO ARMADO

37

6.1 CORTE E DOBRA

 

39

6.2 DIMENSÕES E PESO DOS AÇOS

43

7

FERRAMENTAS E MÁQUINAS UTILIZADAS

45

7.1 TORQUÊS

 

45

7.2 MARRETA

45

7.3 TESOURA PARA CORTAR AÇO

46

7.4 MÁQUINA PARA CORTAR VERGALHÕES

46

8 TIPOS DE AMARRAÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS 49 8.1 PONTO SIMPLES   49 8.2 PONTO
8 TIPOS DE AMARRAÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS 49 8.1 PONTO SIMPLES   49 8.2 PONTO

8 TIPOS DE AMARRAÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS

49

8.1 PONTO

SIMPLES

 

49

8.2 PONTO

VOLTA-SECA

49

8.3 PONTO

FLOR

50

8.4 LAÇADO

PONTO

50

9 CALCULAR, CORTAR E DOBRAR

51

9.1 CÁLCULO

 

51

9.2 CORTAR

O

AÇO

52

9.3 DOBRAR

O

AÇO

52

9.3.1 Operação

de

dobramento

manual

54

9.3.2 Operação de dobramento mecânico

56

9.4

EMENDAS DOS AÇOS

 

57

9.4.1 Emendas através de transpasse

57

9.4.2 Emenda através de solda

 

57

9.4.3 Emenda através de luvas

58

10

MONTAGEM E ARMAÇÃO

59

10.1

MONTAGEM DE VIGA

59

10.1.1

Detalhe típico de viga

60

10.2

MONTAGEM DE PILARES

61

10.2.1

Detalhe típico de pilar

62

10.3

MONTAGEM DE LAJES

62

10.3.1 Lajes

maciças

62

10.3.2 Lajes

pré-moldadas

65

10.3.3 Lajes nervuradas

65

10.4 MONTAGEM

DE SAPATAS

66

10.5 MONTAGEM DE BLOCOS SOBRE ESTACAS

67

REFERÊNCIAS

 

69

1 INTRODUÇÃO As obras estruturadas de concreto armado são responsáveis pela absorção e transferência da

1 INTRODUÇÃO

1 INTRODUÇÃO As obras estruturadas de concreto armado são responsáveis pela absorção e transferência da carga

As obras estruturadas de concreto armado são responsáveis pela absorção e transferência da carga para o solo, dando apoio e estabilidade às estruturas. Os profissionais envolvidos atuam de forma harmônica em sua execução devido à complexidade delas. Assim, quando o responsável pelo projeto arquitetônico o tiver definido, ele será submetido ao calculista de estrutura para que defina todo o detalhamento e dimensionamento dos aços e o tipo de concreto a ser utilizado. Estes projetos serão distribuídos aos profissionais das áreas envolvidas. Dentre os profissionais envolvidos encontra-se o armador de aço, que é

responsável pela estruturação do esqueleto da obra. Cabe a ele cortar, dobrar e montar

a estrutura. Para que isto ocorra, faz-se necessário que o armador adquira

conhecimento e informações tecnológicas para desenvolver sua atividade com qualidade e segurança. Neste sentido, a presente apostila procura mostrar e dar condições ao armador para a execução de suas tarefas.

Busca-se mostrar itens como metrologia, leitura e interpretação de croqui, ferramentas, máquinas de corte e dobra, e, ainda, a tendência de corte e dobra prontos

de fábrica.

É esperado que, com essas informações, este profissional possa aumentar seu conhecimento. Mesmo em face da automação da construção civil, sempre haverá a necessidade do elemento humano para as atividades da construção.

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2 MEIO AMBIENTE, SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO Nos dias de hoje, a preocupação com
2 MEIO AMBIENTE, SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO Nos dias de hoje, a preocupação com

2 MEIO AMBIENTE, SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO

Nos dias de hoje, a preocupação com o meio ambiente é um fator importante em virtude dos problemas gerados pelo descarte dos resíduos sem um destino apropriado e sem uma reciclagem pela qual este material poderá se tornar útil novamente.

2.1 A INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO E O MEIO AMBIENTE

A preservação do meio ambiente é responsabilidade de todos: pessoas físicas e jurídicas. A indústria da construção civil consome vários recursos naturais, sendo responsável por grandes impactos ambientais. É uma indústria muito abrangente e com necessidades específicas em cada obra, porém os conceitos de minimização de impactos são únicos.

O impacto ambiental refere-se à ação humana sobre o meio ambiente. Alguns

impactos originados são: poluição do ar, água e solo, aquecimento global, esgotamento

dos recursos naturais e proliferação de vetores de doenças.

O Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) editou, em 5 de julho de

2002, a Resolução n o 307, que estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a

gestão dos resíduos da construção civil, disciplinando as ações necessárias de forma a minimizar os impactos ambientais. Segundo ela, os geradores deverão ter como objetivo prioritário a não-geração de resíduos, e secundariamente a redução, a reutilização, a reciclagem e a destinação final.

O Ministério das Cidades solicitou uma pesquisa para saber qual percentual de

resíduos num aterro corresponderia aos resíduos oriundos da construção civil. Foram obtidos os seguintes resultados:

RCD = resíduo de construção e demolição RSS = resíduo de serviço de saúde DOM
RCD = resíduo de construção e demolição RSS = resíduo de serviço de saúde DOM
RCD = resíduo de construção e demolição RSS = resíduo de serviço de saúde DOM

RCD = resíduo de construção e demolição RSS = resíduo de serviço de saúde DOM = domiciliar

Figura 1 - Gráfico: Percentual de Resíduos num Aterro Fonte: SENAI.PE, 2007, p. 6.

Como se pode observar, a indústria da construção civil contribui com mais de 60% dos resíduos de um aterro, ficando clara a necessidade de se tomar algumas atitudes em relação à questão. Há recursos utilizados num canteiro de obra que são finitos, como, por exemplo, a madeira, a água e os tijolos. Assim, o profissional deve usá-los racionalmente, buscando alternativas que gerem menos impacto ao meio ambiente. Um bom planejamento das atividades contribui para o alcance deste trabalho racional. Prever a redução da quantidade de resíduos na fonte geradora é uma solução para diminuir o impacto ambiental. Quando os resíduos não puderem ser evitados, eles deverão ser reciclados para que somente um mínimo deles tenha os aterros sanitários como destino final. É esta a classificação dos resíduos e sua destinação:

classe A: reutilizáveis ou recicláveis para uso como agregados ou encaminhados a áreas de aterro de resíduos da construção civil (concretos, argamassas, cerâmicos, solos etc.);

classe B: recicláveis, reutilizáveis em outras atividades ou encaminhados a áreas de armazenamento temporário (madeira, metal, plástico, papel, vidro etc.);

classe C: sem tecnologia que permita sua reciclagem ou sua reutilização, devem ser armazenados, transportados e destinados em conformidade com normas técnicas específicas (gesso);

classe D: perigosos, devem ser armazenados, transportados, reutilizados e destinados em conformidade com normas técnicas específicas (tintas, solventes, óleos, amianto).

2.2 SEGURANÇA NA CONTRUÇÂO CIVIL Muitos acidentes acontecem e, infelizmente, em muitos casos o trabalhador
2.2 SEGURANÇA NA CONTRUÇÂO CIVIL Muitos acidentes acontecem e, infelizmente, em muitos casos o trabalhador

2.2 SEGURANÇA NA CONTRUÇÂO CIVIL

Muitos acidentes acontecem e, infelizmente, em muitos casos o trabalhador vai a óbito. Devido às normas regulamentadas por lei, todo trabalho deve apresentar segurança. Por isso, exigir segurança no trabalho é um direito de todos, e na área de Construção Civil os trabalhadores devem ser auxiliados com equipamentos de segurança eficaz.

2.2.1 Equipamentos de Proteção Individual

Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são dispositivos de uso individual destinados a proteger a integridade física e a saúde do trabalhador. Existem equipamentos de proteção para todas as partes do corpo. Os tipos mais utilizados são: proteções para a cabeça, proteções para os membros superiores, proteções para os membros inferiores, proteções para o tronco, proteções para as vias respiratórias e cintos de segurança.

2.2.1.1 Proteções para a cabeça

São os protetores usados para o crânio e para os órgãos da visão e da audição. Exemplos:

capacete;

protetores faciais contra impacto, respingos faciais e radiações nocivas;

óculos de proteção contra impacto;

óculos para soldador (solda a gás);

máscara para soldador (solda elétrica);

protetor auditivo (tipo plug);

protetor auditivo (tipo concha).

2.2.1.2 Proteção para os membros superiores Grande parte das lesões de membros superiores podem ser
2.2.1.2 Proteção para os membros superiores Grande parte das lesões de membros superiores podem ser

2.2.1.2 Proteção para os membros superiores

Grande parte das lesões de membros superiores podem ser evitadas com o uso de luvas. As luvas impedem, portanto, um contato direto com materiais cortantes, abrasivos, aquecidos ou com substâncias corrosivas e irritantes. São exemplos:

luvas de raspa de couro, reforçadas de couro, lona, impermeáveis (borracha ou plástico); amianto e borracha especial (contra eletricidade);

mangas e mangotes de raspa de couro.

2.2.1.3 Proteção para os membros inferiores

As pernas e os pés são partes que mantêm o equilíbrio do corpo, e estão sujeitas diretamente a acidentes. São exemplos de proteção:

sapatos de segurança com biqueira de aço, proteção metatársica e solado antiderrapante;

botas de segurança e de borracha;

perneira de raspa de couro.

Por esta razão, os EPIs ganham dupla importância na proteção direta dos membros inferiores e evitam a queda, que poderia ter consequências graves.

2.2.1.4 Proteção do tronco

Aventais e vestimentas especiais são empregados para a proteção contra os mais variados agentes agressivos. Exemplo:

avental de raspa de couro, lona, amianto e plástico.

2.2.1.5 Proteção das vias respiratórias

Sua finalidade é impedir que as vias respiratórias sejam atingidas por gases ou outras substâncias nocivas ao organismo. A máscara é a peça básica do protetor respiratório: Exemplo:

máscara descartável com filtro e com suprimento de ar.

2.2.1.6 Cintos de segurança O cinto não tem como finalidade proteger esta ou aquela parte

2.2.1.6 Cintos de segurança

2.2.1.6 Cintos de segurança O cinto não tem como finalidade proteger esta ou aquela parte do

O cinto não tem como finalidade proteger esta ou aquela parte do corpo. Ele se destina a proteger o homem que trabalha em lugares altos, prevenindo quedas. Exemplo:

cinto tipo travessão e corda para trabalhos com eletricidade.

2.2.2 Guarda e conservação dos EPIs

Os EPIs devem ser limpos e desinfetados cada vez que houver troca de usuários. É necessário que o operário conserve e guarde seu equipamento de proteção individual, pois estará se protegendo também.

2.2.3 Exigência legal para Empresas e Empregados – NR 8

As obrigações do empregador são:

adquirir o tipo de EPI apropriado à atividade do empregador;

fornecê-lo gratuitamente a seu empregado;

treinar o trabalhador quanto ao seu uso adequado;

tornar obrigatório seu uso;

substituir imediatamente o equipamento danificado ou extraviado;

responsabilizar-se pela manutenção e esterilização.

As obrigações do empregado são:

usar obrigatoriamente o EPI indicado apenas para a finalidade a que se destina;

responsabilizar-se pela guarda e conservação do equipamento que lhe for confiado;

comunicar qualquer alteração que o torne parcial ou totalmente danificado;

responsabilizar-se pela danificação do EPI devido ao uso inadequado ou fora das atividades a que se destina, e também por seu extravio.

Na figura a seguir mostram-se alguns Equipamentos de Proteção Individual.

Protetor auditivo Botas de segurança Óculos de proteção Luvas de Capacete Cinto de proteção
Protetor auditivo Botas de segurança Óculos de proteção Luvas de Capacete Cinto de proteção
Protetor auditivo Botas de segurança
Protetor auditivo
Botas de segurança

Óculos de proteção

Luvas de

Capacete

Cinto de

proteção

segurança

Figura 2 - Equipamentos de Proteção Individual Fonte: Alencar et al., [200?], p. 6.

3 QUALIDADE E PRODUTIVIDADE NO SERVIÇO DE ARMAÇÃO Quando se fala em qualidade e produtividade
3 QUALIDADE E PRODUTIVIDADE NO SERVIÇO DE ARMAÇÃO Quando se fala em qualidade e produtividade

3 QUALIDADE E PRODUTIVIDADE NO SERVIÇO DE ARMAÇÃO

Quando se fala em qualidade e produtividade se quer dizer que, para tudo isto acontecer, é necessária a implantação de uma série de métodos. Por ser um segmento diferente dos demais, a Construção Civil precisa buscar uma reorganização especifica para que possa se adaptar-se aos conceitos gerais de qualidade e produtividade dos demais segmentos. Aumentar os padrões de qualidade do setor da construção significar ter que articular esses diversos processos e comprometê-los. Quanto aos critérios de produtividade, é preciso estabelecer um plano, conhecer as metas a alcançar, apresentar domínio quanto a métodos e técnicas a serem utilizados e organizar o local de trabalho, separando as ferramentas e os materiais necessários e dispondo-os de forma adequada para facilitar a execução do trabalho. O trabalhador deverá procurar agir corretamente desde a primeira vez e produzir a maior quantidade possível, observando a qualidade especificada e dentro do prazo esperado. A partir dos resultados obtidos na execução, é fundamental comparar a meta realizada com a planejada e, a partir daí, corrigir algum desvio, de forma que o problema não mais volte a ocorrer. Assim, aprenderá com os erros eventualmente cometidos.

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4 METROLOGIA Na medição, compara-se uma dimensão desconhecida com uma conhecida. A dimensão conhecida é

4 METROLOGIA

4 METROLOGIA Na medição, compara-se uma dimensão desconhecida com uma conhecida. A dimensão conhecida é denominada

Na medição, compara-se uma dimensão desconhecida com uma conhecida. A dimensão conhecida é denominada medida. Para medir comprimentos usavam-se, nos tempos de outrora, entre outros, o palmo e o pé, e atualmente emprega-se o metro, intencionalmente divulgado e conhecido.

4.1 UNIDADE DE MEDIDA

Na ciência, unidade de medida é uma medida (ou quantidade) específica de determinada grandeza física usada para servir de padrão para outras medidas. Na construção civil utilizam-se várias medidas, e a seguir se falará de algumas.

4.1.1 Medidas de comprimento

O comprimento é a grandeza física que expressa a distância entre dois pontos, podendo representar a largura (comprimento horizontal) e a altura (comprimento vertical). No Sistema Internacional de Unidades (SI), a unidade básica do comprimento é o metro, que pode ser utilizado em seus múltiplos e submúltiplos, conforme exemplificado a seguir.

Unidade básica: metro (m): 1 metro

Múltiplos:

quilômetro (km): 1000 metros

Submúltiplos:

hectômetro (hm): 100 metros decâmetro (dam): 10 metros decímetro (dm): 0,1 metros centímetro (cm): 0,01 metros milímetro (mm): 0,001 metros micrômetro (µm): 0,000001 metros.

Outra unidade também utilizada para expressar comprimento ou até diâmetros de materiais é a polegada.
Outra unidade também utilizada para expressar comprimento ou até diâmetros de materiais é a polegada.

Outra unidade também utilizada para expressar comprimento ou até diâmetros de materiais é a polegada. A polegada representa 2,54 cm, e sua unidade pode ser simbolizada através do pol ou das aspas. Exemplo: ½ pol ou 1/2".

4.1.2 Medidas de área

Área é um conceito matemático que pode ser definido como quantidade de espaço bidimensional, ou seja, de superfície. Toda área tem duas dimensões: o comprimento e a largura. No Sistema Internacional de Unidades (SI), a unidade de área é o metro, quadrado, podendo ser utilizado em seus múltiplos e submúltiplos:

Unidade básica: metro quadrado (m 2 ): 1 m 2

Múltiplos:

hectare ou hectômetro quadrado (ha ou hm 2 ): 10.000 m² are ou decâmetro quadrado (a ou dam 2 ): 100 m 2 Submúltiplos: decímetro quadrado (dm 2 ): 0,01 m 2 centímetro quadrado (cm 2 ): 0,0001 m 2 milímetro quadrado (mm 2 ): 0,000001 m 2 .

quilômetro quadrado (km 2 ): 1.000.000 m²

4.1.3 Medidas de massa

Massa é a quantidade de matéria que um corpo possui, sendo, portanto, constante em qualquer lugar da terra ou fora dela. No Sistema Internacional de Unidades (SI), a unidade de massa é o grama (g), podendo ser utilizado em seus múltiplos e submúltiplos:

Unidade básica: grama (g): 1 g Múltiplos: quilograma (kg): 1.000 g hectograma (hg): 100 g decagrama (dag): 10 g Submúltiplos: decigrama (dg): 0,1 g centigrama (cg): 0,01 g miligrama (mg): 0,001 g.

Para sua informação: 1 kg é a massa de 1 dm³ de água destilada à
Para sua informação: 1 kg é a massa de 1 dm³ de água destilada à

Para sua informação: 1 kg é a massa de 1 dm³ de água destilada à temperatura de 4°C.

4.1.4 Medidas de volume

Chama-se de volume o espaço ocupado por um corpo. Chama-se de capacidade o volume de líquido que um objeto pode conter. No Sistema Internacional de Unidades (SI), a unidade de volume é o metro cúbico (m 3 ), que pode ser utilizado em seus múltiplos e submúltiplos:

Unidade básica: metro cúbico (m 3 ): 1 m 3 Múltiplos: quilômetro cúbico (km 3 ): 1000000000 m 3 hectômetro cúbico (hm 3 ): 1000000 m 3 decâmetro cúbico (dam 3 ): 1000 m 3 Submúltiplos: decímetro cúbico (dm 3 ): 0,001 m 3 centímetro cúbico (cm 3 ): 0,000001 m 3 milímetro cúbico (mm 3 ): 0,000000001 m 3 .

Para líquido também é comum a utilização da unidade litros. Cada litro corresponde a 1 decímetro cúbico, ou também a 0,001 metro cúbico. Como referência, 1 litro de água corresponde a aproximadamente 1 quilograma da mesma substância, uma vez que a densidade da água se aproxima de 1 kg/l. Sendo assim, podem ser utilizados seu múltiplos e submúltiplos:

Unidade básica: litro (l): 1 l

Múltiplos:

quilolitro (kl): 1000 l

Submúltiplos:

hectolitro (hl): 100 l decalitro (dal): 10 l decilitro (dl): 0,1 l centilitro (cl): 0,01 l mililitro (ml): 0,001 l.

4.2 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO Dependendo do tamanho do objeto a ser medido, são necessários aparelhos

4.2 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO

4.2 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO Dependendo do tamanho do objeto a ser medido, são necessários aparelhos ou

Dependendo do tamanho do objeto a ser medido, são necessários aparelhos ou métodos diferentes. É possível medir com precisão adequada desde insetos pequenos até o diâmetro da lua e dos planetas. Réguas, metro articulado, fitas métricas e trenas são instrumentos adequados para medir a largura e o comprimento.

4.2.1 Régua graduada

O mais elementar instrumento de medição utilizado em oficinas é a régua graduada. Ela se apresenta, normalmente, em forma de lâmina de aço-carbono ou de aço inoxidável. Nessa lâmina estão gravadas as medidas em centímetros (cm) e em milímetros (mm), conforme o sistema métrico, ou em polegadas e suas frações, conforme o sistema inglês. Abaixo, mostra-se modelo de régua graduada.

inglês. Abaixo, mostra-se modelo de régua graduada. Figura 3 - Régua graduada Fonte: Metrologia, 2009, p.

Figura 3 - Régua graduada Fonte: Metrologia, 2009, p. 25.

A escala de qualidade deve possuir bom acabamento, bordas retas e bem definidas e faces polidas. As réguas de manuseio constante devem ser de aço inoxidável ou de metais tratados termicamente. Os traços da escala precisam ser gravados, bem definidos, uniformes, equidistantes e finos. Cada centímetro na escala é dividido em 10 partes iguais, e cada parte equivale a 1 mm, podendo a leitura ser feita em milímetros, conforme se demonstra na figura a seguir:

Figura 4 - Ampliação de medidas em milímetros Fonte: Metrologia, 2009, p. 26. 4.2.2 Metro
Figura 4 - Ampliação de medidas em milímetros Fonte: Metrologia, 2009, p. 26. 4.2.2 Metro
Figura 4 - Ampliação de medidas em milímetros Fonte: Metrologia, 2009, p. 26. 4.2.2 Metro

Figura 4 - Ampliação de medidas em milímetros Fonte: Metrologia, 2009, p. 26.

4.2.2 Metro articulado

É

uma

escala de madeira ou

alumínio que tem uma

face graduada em

centímetros e outra em polegadas, conforme as figuras a seguir.

e outra em polegadas, conforme as figuras a seguir. Figura 5 - Metro articulado Fonte: Stabila,

Figura 5 - Metro articulado Fonte: Stabila, 2011.

a seguir. Figura 5 - Metro articulado Fonte: Stabila, 2011. Figura 6 - Escalas de metro

Figura 6 - Escalas de metro articulado em milímetros Fonte: Stabila, 2011.

Figura 7 - Escalas de metro articulado em polegadas Fonte: Stabila, 2011. 4.2.3 Trena A
Figura 7 - Escalas de metro articulado em polegadas Fonte: Stabila, 2011. 4.2.3 Trena A
Figura 7 - Escalas de metro articulado em polegadas Fonte: Stabila, 2011. 4.2.3 Trena A

Figura 7 - Escalas de metro articulado em polegadas Fonte: Stabila, 2011.

4.2.3 Trena

A trena é constituída de uma caixa metálica ou de plástico e de uma fita métrica que pode variar de 1 a 7,5 metros.

e de uma fita métrica que pode variar de 1 a 7,5 metros. Figura 8 -

Figura 8 - Trena Fonte: Starret, 2011.

4.3 NOÇÕES DE ESCALA

Escala é a relação entre cada medida do desenho e sua dimensão real no objeto; ou seja, é a razão entre a medida e a medida real, ambas na mesma unidade.

Figura 9 - Noções de escala 27
Figura 9 - Noções de escala 27
Figura 9 - Noções de escala 27

Figura 9 - Noções de escala

Para representar graficamente qualquer objeto, pode-se utilizar uma das escalas: • escala de redução, •
Para representar graficamente qualquer objeto, pode-se utilizar uma das escalas: • escala de redução, •

Para representar graficamente qualquer objeto, pode-se utilizar uma das escalas:

escala de redução,

escala natural e

escala de ampliação.

Ao escolher uma certa escala para desenhar qualquer objeto, se terá sempre uma

relação entre dois números. O primeiro deles sempre se refere às medidas do desenho,

e o segundo, às dimensões do objeto que se pretende construir. Exemplificando:

Escala de redução 1:2 é toda escala em que o desenho é invariavelmente menor de que o objeto. Nela, tem-se uma unidade do desenho correspondente a duas unidades no objeto real. Escala natural 1:1 é aquela em que tanto o desenho como o objeto têm os mesmos valores. Significa dizer que uma unidade do desenho é igual a uma unidade do objeto. Escala de ampliação 2:1 é toda escala em que o desenho é sempre maior do que

o objeto. Nela, duas unidades do desenho correspondem a uma unidade no objeto real.

4.3.1 Unidade de escala

Unidade da escala é o comprimento, sempre expresso em centímetros (na construção civil), que se usa nas plantas para representar a semelhança das medidas do objeto na realidade.

4.3.1.1 Determinação da unidade da escala

Para determinar quantos centímetros representam um metro numa escala qualquer efetua-se uma divisão de metro pela escala que se deseja fazer a planta. Exemplo: Seja determinar a unidade d escala de 1:100 Temos: 1°número – desenho = 1 valor do metro. 2°número – objeto = 100 reduções do metro Um metro é igual a 100 centímetros.

Conclusão: Um metro nesta escala é representado por um centímetro.

4.3.1.2 Determinar as medidas da obra Existem dois modos de proceder. 1°) Efetuando uma multiplicação
4.3.1.2 Determinar as medidas da obra Existem dois modos de proceder. 1°) Efetuando uma multiplicação

4.3.1.2 Determinar as medidas da obra

Existem dois modos de proceder. 1°) Efetuando uma multiplicação Multiplicam-se as medidas do desenho pela escala da planta.

Exemplo: Seja um desenho feito medindo 12 cm x 18 cm na escala de 1:50.

Tem-se: 12 cm x 50 = 6,00

Medidas da obra

2°) Dividem-se as medidas do desenho pela unidade da escala em que foi feito o desenho.

Tem-se: Medidas do desenho Unidade da escala

Medidas do desenho Unidade de escala

24 cm

2

16 cm

2

30
30
5 LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE CROQUI DE ARMAÇÃO Os projetos de estrutura possuem, além das
5 LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE CROQUI DE ARMAÇÃO Os projetos de estrutura possuem, além das

5 LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE CROQUI DE ARMAÇÃO

Os projetos de estrutura possuem, além das dimensões do elemento estrutural (largura, altura e comprimento), a distribuição da armadura de aço interior da peça. Cada componente da armadura recebe uma identificação composta de um desenho específico que mostra as dimensões a serem formatadas na dobra, uma numeração que identifica a posição do elemento na armadura, a quantidade dos elementos, o diâmetro (ou bitola) do aço e, ainda, o comprimento total de cada elemento que é utilizado para o corte.

N5 – 2 Ø10 c = 505

que é utilizado para o corte. N5 – 2 Ø10 c = 505 comprimento de corte
que é utilizado para o corte. N5 – 2 Ø10 c = 505 comprimento de corte

comprimento de corte de aço da posição N5 (505 cm) diâmetro (bitola) do aço (10 mm) quantidade de aço na posição N5 (2) posição do ferro

Veja-se ainda o exemplo de uma viga:

posição N5 (2) posição do ferro Veja-se ainda o exemplo de uma viga: Figura 10 -

Figura 10 - Viga Fonte: Salgado, 2009, p. 83.

Para a correta execução de uma estrutura de concreto, é necessário ter uma boa interpretação
Para a correta execução de uma estrutura de concreto, é necessário ter uma boa interpretação

Para a correta execução de uma estrutura de concreto, é necessário ter uma boa interpretação dos desenhos contidos nas plantas. Basicamente, existem dois tipos de planta num projeto estrutural:

Planta de formas e

Planta de armações.

5.1 PLANTA DE FORMAS

A planta de formas deve ser analisada por todos os envolvidos, uma vez que nela constam adversidades de outras áreas. Uma planta de forma possui a representação dos elementos estruturais

devidamente identificados: cotas, desníveis

Para designar um elemento estrutural, os

calculistas utilizam uma simbologia ou abreviatura, tanto na planta de forma quanto na planta de armaduras.

De modo geral, todos os calculistas adotam as seguintes abreviaturas para designar os elementos estruturais:

Pilar = P Viga = V Laje = L Sapata = S Bloco = B Estaca = E

Além de identificá-las pela letra, ela será seguida de um número que identificará a estrutura junto às demais plantas, como também mostrará sua posição. Exemplo:

P6 = Pilar 6 V18 = Viga 18

Entretanto, a forma de numerar os elementos estruturais sempre ficará a critério do calculista, ainda que normalmente seja adotada uma numeração crescente, de cima para baixo e da esquerda para a direita.

Para facilitar nos caso dos pilares que passam por mais de um pavimento, estes são
Para facilitar nos caso dos pilares que passam por mais de um pavimento, estes são

Para facilitar nos caso dos pilares que passam por mais de um pavimento, estes são sempre numerados ao longo de sua prumada e, assim, todos recebem o mesmo número. As sapatas e os blocos geralmente acompanham a numeração do pilar associado. Já no caso das vigas e lajes, a maneira mais utilizada é a numeração dos pavimentos em que elas estão localizadas. Exemplo:

Laje = L4 = Laje 4 – 4°pavimento Viga = V202 = Viga – 2°pavimento.

O armador deverá obter a informação de qual estilo de marcação o calculista utilizou para que não haja enganos na hora de executar a montagem. Um desenho de forma típica tem o aspecto da figura que segue.

P1 P2 20x20 V1 15x48 V1 20x20 L1 L2 h=8 h=8 15 247.5 15 247.5
P1
P2
20x20
V1
15x48
V1
20x20
L1
L2
h=8
h=8
15
247.5
15
247.5
15
P3
P4
20x20
20x20
V2
15x48
V2
L3
h=8
V3
15x38
5V
15x38
153501590
V4
15x38

Figura 11 - Figura típica de uma forma Fonte: Rodrigues et al., 2007, p. 21.

5.2 PLANTAS DE ARMAÇÕES Nas plantas de armações estão contidos os detalhamentos dos aços. Normalmente,

5.2 PLANTAS DE ARMAÇÕES

5.2 PLANTAS DE ARMAÇÕES Nas plantas de armações estão contidos os detalhamentos dos aços. Normalmente, os

Nas plantas de armações estão contidos os detalhamentos dos aços. Normalmente, os elementos estruturais possuem detalhes particulares, e eles são identificados na planta de forma. Na planta, as barras são representadas por linhas devidamente reduzidas de tamanho por conta da escala. Ao se detalhar um elemento estrutural, é comum ter-se uma vista em determinada escala e um corte em outra.

São exemplos de projeto estrutural:

e um corte em outra. São exemplos de projeto estrutural: Figura 12 - Locação de Tubulões

Figura 12 - Locação de Tubulões Fonte: SENAI.MG, [200?], p. 14.

70 290 70 560 70 B1 B2 B3 C 1 a 20x40 C 1 b
70 290 70 560 70 B1 B2 B3 C 1 a 20x40 C 1 b
70 290 70 560 70 B1 B2 B3 C 1 a 20x40 C 1 b
70
290
70
560
70
B1
B2
B3
C
1 a
20x40
C
1 b
20x60
25
20
200
20
20
20
120
610
C 2 20x40
+12
15
B4
B5
B6
B7
C 3a 20x40
b
c
20
200
20
85
35
275
C 4 20x40
20
200
25
120
290
20
300
20
20
20
B8
B9
B10
B11
C 5 a
20x40
C 5 b
20x40
C 5 c
20x40
70
290
70
240
70
250
70
1060
910
3507035070
70
C
a 20x40 C6
6 b 20x40
25
20
20180
20
200
400
C
7
2 x40
0
C
8
20x40
C
9 a
20x
C4
0
9 b 20x40
20
20
20
80
400
20
300
C
10 20x40
20x40C
11 b11
a
20x40C
7007035070
910

Figura 13 - Planta de Cintamento Fonte: SENAI.MG, [200?], p. 15.

20 205 10 125 20 610 20 P1 P2 P3 P4 P7 P5 P6 125
20 205 10 125 20 610 20 P1 P2 P3 P4 P7 P5 P6 125
20 205 10 125 20 610 20 P1 P2 P3 P4 P7 P5 P6 125
20
205
10
125
20
610
20
P1
P2
P3
P4
P7
P5
P6
125
305
P8
P9
P10
P11
10
10
20
205
125
305
305
20
1010
860
20
20 185400
10
205
20
10
305
90
15
20
400
20
400
20

Vigamento - esc 1:100

Figura 14 - Forma de Vigamento Fonte: SENAI.MG, [200?], p. 16.

6 AÇOS PARA CONCRETO ARMADO Para fins práticos, classificam-se os aços pela resistência à ruptura.
6 AÇOS PARA CONCRETO ARMADO Para fins práticos, classificam-se os aços pela resistência à ruptura.

6 AÇOS PARA CONCRETO ARMADO

Para fins práticos, classificam-se os aços pela resistência à ruptura. Estas características mecânicas são verificadas, experimentalmente, em laboratórios. A resistência à ruptura é medida em quilogramas por milímetro quadrado (kg/m²). Quando se diz, por exemplo, que um aço tem resistência de 25 kg/m², isto significa que o fio deste aço, com seção de 1 mm, inicia o escoamento quando o esforço aplicado nos extremos for de 25 kg. (Para aços categoria CA-25, o limite de resistência, ou seja, a carga de ruptura é 20% maior que a carga de escoamento. Neste caso, seria 25 kg x 1,20 = 30 kg). Em ordem crescente, os aços para concreto armado assim se classificam quanto à resistência a ruptura: CA 25, CA 50, CA 60 (onde CA = concreto armado). Classificam-se os aços brasileiros para concreto armado (NBR-7480/2007) como barras os produtos de diâmetro nominal 6,3 mm ou superior, obtidos exclusivamente por laminação a quente, sem processo posterior de deformação mecânica. Classificam- se como fios aqueles de diâmetro nominal 10,0 mm ou inferior, obtidos a partir de fio- máquina por trefilação ou por laminação a frio. Existem também os aços para concreto protendido (aços super resistentes) empregados em pontes, viadutos etc. As barras da categoria CA-50 são obrigatoriamente providas de nervuras transversais oblíquas, conforme a figura A.1 (da referida Norma). Os fios (CA-60) podem ser lisos, entalhados ou nervurados. A categoria CA-25 deve ter superfície obrigatoriamente lisa, desprovida de quaisquer tipos de nervuras ou entalhes. O aço deve ser homogêneo, não apresentando defeitos como bolhas, fissuras, esfoliações etc. As barras devem estar isentas de óleo, graxa, pó ou argila e de ferrugem que não seja bastante aderente ao metal. O grau de oxidação permitido é caracterizado quando, após sua remoção com um tecido grosseiro ou qualquer escova, não se observem evidências de corrosão.

Para identificar uma barra de aço quanto à resistência, é possível realizar as seguintes verificações:
Para identificar uma barra de aço quanto à resistência, é possível realizar as seguintes verificações:

Para identificar uma barra de aço quanto à resistência, é possível realizar as seguintes verificações:

CA-50

Pode-se verificar a resistência na etiqueta do produto:

Pode-se verificar a resistência na etiqueta do produto: Figura 15 - Etiqueta Vergalhão Fonte: Etiqueta elaborada

Figura 15 - Etiqueta Vergalhão Fonte: Etiqueta elaborada pela GERDAU

Pode-se verificar a gravação da resistência entre as nervuras da barra.

a gravação da resistência entre as nervuras da barra. Figura 16 - Vergalhão GG 50 Fonte:

Figura 16 - Vergalhão GG 50 Fonte: Etiqueta elaborada pela GERDAU

CA-60

Pode-se verificar a resistência na etiqueta do produto:

Pode-se verificar a resistência na etiqueta do produto: Figura 17 - Etiqueta Aço CA-60 Fonte: Etiqueta

Figura 17 - Etiqueta Aço CA-60 Fonte: Etiqueta elaborada pela GERDAU

Pode-se verificar a gravação da resistência entre as nervuras da barra. Figura 18 - Vergalhão
Pode-se verificar a gravação da resistência entre as nervuras da barra. Figura 18 - Vergalhão

Pode-se verificar a gravação da resistência entre as nervuras da barra.

a gravação da resistência entre as nervuras da barra. Figura 18 - Vergalhão CA 60 Fonte:

Figura 18 - Vergalhão CA 60 Fonte: Etiqueta elaborada pela GERDAU

CA-25

Pode-se verificar a resistência na etiqueta do produto (produto produzido somente liso; não existem marcações na barra).

produzido somente liso; não existem marcações na barra). Figura 19 - Vergalhão CA 25 Fonte: Etiqueta

Figura 19 - Vergalhão CA 25 Fonte: Etiqueta elaborada pela GERDAU

6.1 CORTE E DOBRA

A tendência do mercado de Construção Civil vem adotando um novo sistema, o de se utilizarem armaduras de aço que vêm prontas para o canteiro de obras, pelos seguintes motivos:

canteiro de obras como linha de montagem;

crescimento de processos controlados;

foco em redução de custos e produtividade;

pressão para que seja reduzida a geração de resíduos nas obras.

As vantagens da utilização do corte e dobra consistem na precisão e na variedade de formatos.

Os vergalhões Gerdau são cortados e dobrados de acordo com seu projeto, e garantem: •
Os vergalhões Gerdau são cortados e dobrados de acordo com seu projeto, e garantem: •

Os vergalhões Gerdau são cortados e dobrados de acordo com seu projeto, e garantem:

economia de tempo e ganho de produtividade e

melhoria na qualidade das estruturas.

Os formatos possíveis dentro do sistema de corte e dobra do aço são:

possíveis dentro do sistema de corte e dobra do aço são: Figura 20 - Formatos de

Figura 20 - Formatos de estribos Fonte: GERDAU

Ocorre facilidade na conferência, porque as peças vêm etiquetadas e com uma listagem para sua melhor identificação, conforme é mostrado a seguir.

CORES DOS ELEMENTOS CLIENTE N° DA SEQUÊNCIA TIPO DE AÇO ESTRUTURAIS BITOLA QUANTIDADE N° DESENHO:
CORES DOS ELEMENTOS
CLIENTE
N° DA SEQUÊNCIA
TIPO DE AÇO
ESTRUTURAIS
BITOLA
QUANTIDADE
N° DESENHO:
CONSTRUTORA:
D2-1
OBRA:
1 etiqueta = 1 ordem de produção e =
ETAPA:
COMPANHIA BRAS DEDI
EXTRA AEROPORTO
Vigas 5° e 6° Pav.
ELEMENTO ESTR UTURAL
AÇO:
BITOLA:
QUANTIDADE:
V15
1 identificação do produto
CA50
16,0
12
R OMANEIO
:
SEQUÊNCIA:
N° POSIÇÃO:
Armafer SP : 134.000 etiquetas / mês
665
413824
6
OBS.:
www.Seidl-Partne r.com
GERDAU
25
NOSSO PRODUTO É AÇO. NOSSO FORTE É VOCÊ.
20
ARMAFER SERVIÇOS DE CONSTRUÇÃO
LTDA
RUA IRINEU
JOSÉ BORDON,
7 5 4 – PARTE
– SÃO PAULO – SP – TEL.:
38 7 4 -4 6 0 0
CGC
: 4 2 .1 8 9 .0 5 0 /0 0 0 4- 51 – INDUSTRIA BRASILEIRA
ROMANEIO:
N° SEQUÊNCIA:
665
413824
FORMATO e DIMENSÕES DA PEÇA
AGRUPAMENTO
67
67

CANHOTO DESTACADO NO DESCARREGAMENTO PARA CONFERÊNCIA COM O CHECK-LIST

DADOS

DO

DESENHO

N° ROMANEIO

Figura 21 - Etiqueta com informações detalhadas Fonte: GERDAU

O romaneio é uma listagem com todos os detalhes contidos na etiqueta e no projeto
O romaneio é uma listagem com todos os detalhes contidos na etiqueta e no projeto

O romaneio é uma listagem com todos os detalhes contidos na etiqueta e no projeto (auxílio para montagem), e:

apresenta um somatório dos pesos por bitola;

cada número de sequência é uma etiqueta diferente.

A lista de resumo das plaquetas é uma lista com as bitolas e as quantidades de cada posição em ordem de sequências.

e as quantidades de cada posição em ordem de sequências. Figura 22 - Lista de resumo

Figura 22 - Lista de resumo das plaquetas e romaneio Fonte: GERDAU

Inclui os formatos e medidas, e sua conferência é feita no descarregamento. Permite dar baixa do número das sequências (contidas no canhoto) no Check List. Prazo para reclamação do cliente: máximo 72 horas. O material pode ser conferido no escritório da obra, com os canhotos retirados das etiquetas recebidas.

Figura 23 - Check-list das etiquetas Fonte: GERDAU O descarregamento das peças e seu armazenamento
Figura 23 - Check-list das etiquetas Fonte: GERDAU O descarregamento das peças e seu armazenamento
Figura 23 - Check-list das etiquetas Fonte: GERDAU O descarregamento das peças e seu armazenamento
Figura 23 - Check-list das etiquetas Fonte: GERDAU O descarregamento das peças e seu armazenamento

Figura 23 - Check-list das etiquetas Fonte: GERDAU

O descarregamento das peças e seu armazenamento devem ser de acordo com a cor da etiqueta: azul para pilares, verde para vigas e vermelho para diversos. Devem ser colocadas placas de identificação, conforme a ilustração abaixo, no local reservado para o estoque do aço. Assim, quando o caminhão chegar, o pessoal da obra se orientará facilmente através das cores das placas e das etiquetas, evitando que o material se misture e obtendo, assim, um melhor armazenamento e organização do material.

assim, um melhor armazenamento e organização do material. Figura 24 - Cores das etiquetas Fonte: GERDAU

Figura 24 - Cores das etiquetas Fonte: GERDAU

do material. Figura 24 - Cores das etiquetas Fonte: GERDAU Figura 25 - Armazenamento dos aços

Figura 25 - Armazenamento dos aços pela cor da etiqueta Fonte: GERDAU

6.2 DIMENSÕES E PESO DOS AÇOS Aços utilizados para compor uma estrutura são fornecidos por
6.2 DIMENSÕES E PESO DOS AÇOS Aços utilizados para compor uma estrutura são fornecidos por

6.2 DIMENSÕES E PESO DOS AÇOS

Aços utilizados para compor uma estrutura são fornecidos por seu diâmetro e seu peso. Conforme as tabelas a seguir, é possível identificá-los.

Tabela 1 - Características das barras

Diâmetro nominal a

Massa e tolerância por unidade de

Valores nominais

mm

 

comprimento

Barras

Massa nominal b

Máxima variação permitida para massa nominal

Área da secção

Perímetro

kg/m

mm²

mm

6,3

0,245

± 7%

31,2

19,8

8,0

0,395

± 7%

50,3

25,1

10,0

0,617

± 6%

78,5

31,4

12,5

0,963

± 6%

122,7

39,3

16,0

1,578

± 5%

201,1

50,3

20,0

2,466

± 5%

314,2

62,8

22,0

2,984

± 4%

380,1

69,1

25,0

3,853

± 4%

490,9

78,5

32,0

6,313

± 4%

804,2

100,5

40,0

9,865

± 4%

1.256,6

125,7

a Outros diâmetros nominais podem ser fornecidos a pedido do comprador, mantendo-se as faixas de tolerância do diâmetro mais próximo.

b A densidade linear de massa (em quilogramas por metro) é obtida pelo produto da área da seção nominal em metros quadrados por 7.850 kg/m³.

Fonte: ABNT, 2007, p. 10.

Tabela 2 - Características dos fios Diâmetro     nominal a Massa e tolerância por
Tabela 2 - Características dos fios Diâmetro     nominal a Massa e tolerância por

Tabela 2 - Características dos fios

Diâmetro

   

nominal a

Massa e tolerância por unidade de comprimento

Valores nominais

mm

 

Massa

Máxima variação

Área da

Perímetro

Fios

nominal b

permitida para massa nominal

secção

kg/m

mm²

mm

2,4

0,036

± 6%

4,5

7,5

3,4

0,071

± 6%

9,1

10,7

3,8

0,089

± 6%

11,3

11,9

4,2

0,109

± 6%

13,9

13,2

4,6

0,130

± 6%

16,6

14,5

5,0

0,154

± 6%

19,6

15,7

5,5

0,187

± 6%

23,8

17,3

6,0

0,222

± 6%

28,3

18,8

6,4

0,253

± 6%

32,2

20,1

7,0

0,302

± 6%

38,5

22

8,0

0,395

± 6%

50,3

25,1

9,5

0,558

± 6%

70,9

29,8

10,0

0,617

± 6%

78,5

31,4

a Outros diâmetros nominais podem ser fornecidos a pedido do comprador, mantendo-se as faixas de tolerância do diâmetro mais próximo.

b A densidade linear de massa (em quilogramas por metro) é obtida pelo produto da área da seção nominal em metros quadrados por 7.850 kg/m³.

Fonte: ABNT, 2007, p. 11.

7 FERRAMENTAS E MÁQUINAS UTILIZADAS Para construir as armaduras, é necessário que o armador saiba
7 FERRAMENTAS E MÁQUINAS UTILIZADAS Para construir as armaduras, é necessário que o armador saiba

7 FERRAMENTAS E MÁQUINAS UTILIZADAS

Para construir as armaduras, é necessário que o armador saiba usar adequadamente as ferramentas apropriadas para cada operação. São apresentadas a neste capítulo as principais ferramentas comumente utilizadas nos trabalhos de armação.

7.1 TORQUÊS

A torquês do armador de aço tem cabo longo, permitindo a aplicação de uma força maior sobre as mandíbulas, utilizada na amarração e corte do arame recozido.

utilizada na amarração e corte do arame recozido. Figura 26 - Torquês Fonte: Ferramentas Gedore, 2010.

Figura 26 - Torquês Fonte: Ferramentas Gedore, 2010.

7.2 MARRETA

É composto de uma base de ferro, fundido com pesos variados tem um cabo de madeira. Com vários tamanhos, serve parta desempenar barras de aço.

Com vários tamanhos, serve parta desempenar barras de aço. Figura 27 - Marreta Fonte: Ferramentas Gedore,

Figura 27 - Marreta Fonte: Ferramentas Gedore, 2010.

7.3 TESOURA PARA CORTAR AÇO Ferramenta usada para corte de aços redondos na construção de

7.3 TESOURA PARA CORTAR AÇO

7.3 TESOURA PARA CORTAR AÇO Ferramenta usada para corte de aços redondos na construção de estruturas

Ferramenta usada para corte de aços redondos na construção de estruturas pequenas de concreto armado.

na construção de estruturas pequenas de concreto armado. Figura 28 - Tesoura para cortar aço Fonte:

Figura 28 - Tesoura para cortar aço Fonte: Ferramentas Gedore, 2010.

7.4 MÁQUINA PARA CORTAR VERGALHÕES

Quando a quantidade de aços a ser cortados é muito grande e a bitola for acima de 10 mm, pode-se utilizar a máquina para cortar vergalhões.

10 mm, pode-se utilizar a máquina para cortar vergalhões. Figura 29 - Máquina manual para cortar

Figura 29 - Máquina manual para cortar aço Fonte: Ferramentas Gedore, 2010.

Figura 30 - Máquina elétrica para cortar aço Fonte: Trillor Máquinas, [200?]. 47
Figura 30 - Máquina elétrica para cortar aço Fonte: Trillor Máquinas, [200?]. 47
Figura 30 - Máquina elétrica para cortar aço Fonte: Trillor Máquinas, [200?]. 47

Figura 30 - Máquina elétrica para cortar aço Fonte: Trillor Máquinas, [200?].

48
48
8 TIPOS DE AMARRAÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS Ponto é a amarração da ferragem para evitar
8 TIPOS DE AMARRAÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS Ponto é a amarração da ferragem para evitar

8 TIPOS DE AMARRAÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS

Ponto é a amarração da ferragem para evitar arreamento ou deslizamento e para manter a posição correta. Substitui a solda, pois é feita com arame recozido. Entretanto, quando há necessidade de reforço ou problemas de carga, usa-se a solda elétrica. É importante que se amarre bem para que os aços não saiam de sua posição durante a concretagem. Antes de iniciar os pontos, é preciso saber o ponto que deve ser usado para fazer a amarração. Os pontos mais conhecidos em obras são:

pontos simples;

ponto em X ou ponto flor;

ponto lançada ou ponto boca-de-lobo

ponto de segurança ou rabo-de-macaco.

8.1 PONTO SIMPLES

Utilizado em lajes, em serviços onde a amarração precisa ser muito reforçada.

serviços onde a amarração precisa ser muito reforçada. Figura 31 - Ponto simples 8.2 PONTO VOLTA-SECA

Figura 31 - Ponto simples

8.2 PONTO VOLTA-SECA

Utilizado em paredes e muros.

reforçada. Figura 31 - Ponto simples 8.2 PONTO VOLTA-SECA Utilizado em paredes e muros. Figura 32

Figura 32 - Ponto volta-seca

8.3 PONTO FLOR Usado nos cantos de vigas, paredes e pilares. Figura 33 - Ponto

8.3 PONTO FLOR

8.3 PONTO FLOR Usado nos cantos de vigas, paredes e pilares. Figura 33 - Ponto flor

Usado nos cantos de vigas, paredes e pilares.

8.3 PONTO FLOR Usado nos cantos de vigas, paredes e pilares. Figura 33 - Ponto flor

Figura 33 - Ponto flor

8.4 PONTO LAÇADO

Utilizado para armar coluna ou viga para obrigar os aços longitudinais a trabalharem no canto do estribo.

armar coluna ou viga para obrigar os aços longitudinais a trabalharem no canto do estribo. Figura

Figura 34 - Ponto laçado

9 CALCULAR, CORTAR E DOBRAR As três principais operações de uma armação de aço são:

9 CALCULAR, CORTAR E DOBRAR

9 CALCULAR, CORTAR E DOBRAR As três principais operações de uma armação de aço são: cálculo,

As três principais operações de uma armação de aço são: cálculo, corte e dobra. Para melhor entendimento, o processo será detalhado neste capítulo.

9.1 CÁLCULO

O cálculo é usado na armação para confeccionar as peças conforme o projeto. Ao calcular ângulos de 90°, desconta-se duas vezes o d iâmetro do aço, no comprimento total; ao calcular ângulo de 60°a 45°, desconta-se uma vez o diâmetro do aço. Para chegar ao comprimento do aço destinado à elaboração de um estribo retangular devem-se seguir os seguintes passos:

somar os quatro lados;

calcular o comprimento do aço para os dois ganchos – multiplicar 10 vezes o diâmetro para cada 1;

somar as medidas dos quatro lados com a dos ganchos;

calcular o total dos cinco descontos (dobras de 90°);

subtrair os descontos da soma dos lados e dos ganchos.

Assim se obterá o comprimento do aço para fazer o estribo.

Exemplo de Cálculo:

Soma das medidas dos quatro lados:

35cm + 25cm +35cm +25cm = 120cm

Comprimento do aço para dois ganchos:

35cm

25cm

Ø10mm 25cm
Ø10mm
25cm

35cm

10mm(Ø) x 20 (são dois ganchos de 90°, CA-50) = 200 mm ou 20cm

Soma das medidas dos quatro lados com a dos 2 ganchos:

120cm (medidas dos quatro lados) + 20cm (medida dos 2 ganchos) = 140cm

Cálculo dos 5 descontos:

10mm (Ø) x 2 (cada dobra desconta 2 vezes o diâmetro do aço) = 20mm ou 2cm 2cm x 5 (são 5 dobras) = 10cm

Comprimento do aço para fazer o etribo:

140cm (soma das medidas) – 10cm (são os 5 descontos) = 130cm

Figura 35 - Exemplo de cálculo

Para o cálculo dos estribos redondos, nos quais os ganchos são semicirculares, quando também existe
Para o cálculo dos estribos redondos, nos quais os ganchos são semicirculares, quando também existe

Para o cálculo dos estribos redondos, nos quais os ganchos são semicirculares, quando também existe o transpasse necessário para maior resistência, seguem-se os seguintes passos:

multiplicar o diâmetro do estribo por 3,1416;

multiplicar a bitola do aço por 40 (para achar o transpasse);

multiplicar 10 vezes a bitola do aço para calcular cada gancho;

somar os três resultados encontrados.

O resultado final será o comprimento do aço.

9.2 CORTAR O AÇO

Cortar é reduzir uma barra de aço ao tamanho solicitado para a execução das peças projetadas pelo calculista. Existem várias maneiras de cortar o aço. Esta operação pode ser realizada utilizando-se máquina elétrica, máquina manual, tesoura, maçarico etc.

máquina elétrica, máquina manual, tesoura, maçarico etc. Figura 36 - Corte com tesoura Fonte: Alencar et

Figura 36 - Corte com tesoura Fonte: Alencar et al., [200?], p. 23.

9.3 DOBRAR O AÇO

Ao dobrar uma barra, ocorrem esforços de tração na parte de fora da dobra e de compressão na parte interna. Assim, deve-se considerar que o raio de dobramento é calculado em função da bitola. Quando a dobra não é executada com o raio apropriado, estes esforços podem levar a barra a uma situação de fissuração.

Para a execução do dobramento deve-se observar o diâmetro interno da curvatura Db (diâmetro da
Para a execução do dobramento deve-se observar o diâmetro interno da curvatura Db (diâmetro da

Para a execução do dobramento deve-se observar o diâmetro interno da curvatura Db (diâmetro da barra), que se irá dobrar, pois as barras, quando concretadas, exercerem uma pressão na região da curva sobre o concreto, podendo gerar seu fendilhamento.

da curva sobre o concreto, podendo gerar seu fendilhamento. Figura 37 - Diâmetro de dobramento Fonte:

Figura 37 - Diâmetro de dobramento Fonte: Rodrigues et al., 2007, p. 34.

O quadro abaixo mostra o valor do diâmetro de dobramento em função da bitola da barra:

Diâmetros dos Pinos de Dobramento

 

Tipo

Bitola

CA-25

CA-50

CA-60

estribos

∅ ≤ 6.3

3

3

3

 

< 20

3

5

6

ganchos, estribos e dobras

∅ ≥ 20

5

8

-

Quadro 3 - Diâmetro de dobramento Fonte: Rodrigues et al., 2007, p. 34.

A figura a seguir ilustra a confecção de ganchos nas extremidades, observando-se os comprimentos mínimos dos prolongamentos:

Figura 38 - Ganchos padronizados Fonte: Rodrigues et al., 2007, p. 34. Existem duas formas
Figura 38 - Ganchos padronizados Fonte: Rodrigues et al., 2007, p. 34. Existem duas formas
Figura 38 - Ganchos padronizados Fonte: Rodrigues et al., 2007, p. 34. Existem duas formas

Figura 38 - Ganchos padronizados Fonte: Rodrigues et al., 2007, p. 34.

Existem duas formas para realizar a operação de dobramento: manual e mecânica.

9.3.1 Operação de dobramento manual

Para a operação de dobramento manual é preciso ter uma bancada de madeira, geralmente confeccionada com pranchões ou tábuas com 30 cm de largura, apoiados em peças de 7,5 x 7,5 devidamente cravadas no chão. Em termos de ergonomia, para evitar posturas incorretas, a altura da bancada deverá ser projetada contemplando os movimentos do armador. Em razão dos esforços resultantes do dobramento de bitolas mais grossas, e como a movimentação das barras sobre a bancada gera um desgaste mecânico ao longo da obra, recomenda-se a utilização de madeira de boa qualidade na execução das bancadas. Sobre elas serão colocados os pinos de apoio por onde as barras serão fixadas no momento do dobramento. A figura a seguir ilustra esse processo.

fixadas no momento do dobramento. A figura a seguir ilustra esse processo. Figura 39 - Pinos

Figura 39 - Pinos de apoio e dobramento

Estribos são aços utilizados nas vigas e pilares. Sua finalidade principal nas vigas é de
Estribos são aços utilizados nas vigas e pilares. Sua finalidade principal nas vigas é de

Estribos são aços utilizados nas vigas e pilares. Sua finalidade principal nas vigas é de absorver os esforços de corte, e nos pilares eles evitam que as armaduras longitudinais venham a flexionar quando forem comprimidas.

longitudinais venham a flexionar quando forem comprimidas. Figura 40 - Estribo retangular Fonte: Rodrigues et al.,

Figura 40 - Estribo retangular Fonte: Rodrigues et al., 2007, p. 35.

Por se tratar de aços que já entram prontos durante a montagem, eles podem ser confeccionados antes mesmo de se cortar as barras longitudinais, ou podem ser adquiridos no mercado. Algumas empresas já fornecem estribos prontos para as medidas mais comuns de vigas e pilares. Depois de confeccionados, para que não haja problemas de extravio ou engano, os estribos devem ser amarrados em grupos, identificados, informando-se a qual viga ou pilar pertencem. A confecção de estribos segue os seguintes passos:

Identificar a peças previamente cortadas quanto a sua bitola e o tipo de aço.

Medir e marcar na bancada as medidas do gancho, largura e comprimento.

na bancada as medidas do gancho, largura e comprimento. Figura 41 - Marcações na bancada Fonte:

Figura 41 - Marcações na bancada Fonte: Rodrigues et al., 2007, p. 36.

Colocar a barra entre os pinos de apoio.

• Dobrar o gancho. • Posicionar o gancho na marca do comprimento e dobrar. Figura
• Dobrar o gancho. • Posicionar o gancho na marca do comprimento e dobrar. Figura

Dobrar o gancho.

Posicionar o gancho na marca do comprimento e dobrar.

• Posicionar o gancho na marca do comprimento e dobrar. Figura 42 - Primeira dobra do

Figura 42 - Primeira dobra do estribo Fonte: Rodrigues et al., 2007, p. 36.

Puxar o aço até que a dobra anterior fique na marca da largura.

Realizar a segunda dobra.

Repetir as duas dobras anteriores.

Fazer o gancho final.

Se os estribos estiverem grandes demais, eles não terão a cobertura adequada quando as armaduras forem colocadas na forma; se estiverem pequenos demais, não atenderão aos cálculos do calculista. Por isso, deve-se primeiro fazer um modelo para que não apresentem diferença nas medidas; caso contrário, será necessário reajustar as marcas na bancada.

9.3.2 Operação de dobramento mecânico

Para obras de médio a grande porte podem-se usar máquinas para realizar o trabalho de dobragem em série. Estas máquinas podem dobrar vários aços ao mesmo tempo, dando grande produção com uma redução do desperdício do aço.

9.4 EMENDAS DOS AÇOS No canteiro de obras, a realização de emendas se faz necessária

9.4 EMENDAS DOS AÇOS

9.4 EMENDAS DOS AÇOS No canteiro de obras, a realização de emendas se faz necessária toda

No canteiro de obras, a realização de emendas se faz necessária toda vez que o tamanho do aço na for adequado à situação. Existem três tipos de emendas: através de transpasse, através de solda e através de luvas. Para realizá-las, é importante consultar a norma NBR 6118 – Projeto de Estruturas de Concreto.

9.4.1 Emenda através de transpasse

Esta emenda é a mais utilizada, mas não deve ser efetuada em barras com diâmetro superior a 25 mm. O calculista é o responsável pelo cálculo do comprimento de transpasse. Para realizá-lo, é necessário levar em consideração a resistência do concreto, a categoria e a aderência do aço. Além disso, precisam ser observadas as seguintes questões:

Sempre que possível, as barras sujeitas à tração não deverão ser emendadas.

Não pode haver mais de uma emenda na mesma seção transversal da peça para cada grupo de cinco barras ou fração.

As barras comprimidas podem ser todas emendadas na mesma seção.

Observe a figura a seguir:

todas emendadas na mesma seção. Observe a figura a seguir: Figura 43 - Emenda por transpasse

Figura 43 - Emenda por transpasse de aço

9.4.2 Emenda através de solda

As barras que são destinadas a suportar o esforço de tração deverão ter ganchos em suas extremidades; porém, eles não são necessários em barras que trabalham sob compressão, conforme figura a seguir.

Figura 44 - Emendas supostas como na mesma seção transversal Fonte: SENAI.PE, 2007, p. 58.
Figura 44 - Emendas supostas como na mesma seção transversal Fonte: SENAI.PE, 2007, p. 58.
Figura 44 - Emendas supostas como na mesma seção transversal Fonte: SENAI.PE, 2007, p. 58.

Figura 44 - Emendas supostas como na mesma seção transversal Fonte: SENAI.PE, 2007, p. 58.

9.4.3 Emenda através de luvas

A emenda com luvas normalmente é executada com a utilização de uma prensa hidráulica ou através de barras rosqueadas. Para a realização desta emenda, é importante consultar as normas NBR 6118 – Projeto de Estruturas de Concreto, NBR NBR 7480 – Aço destinado a armaduras para estruturas de concreto armado, NBR 8548 – Barras de aço destinadas a armaduras para concreto armado com emenda mecânica ou por solda, e NBR 8649 – Ferro fundido cinzento. Avaliação da resistência à tração através do ensaio por pressão de cunha.

à tração através do ensaio por pressão de cunha. Figura 45 - Luvas para emendas de

Figura 45 - Luvas para emendas de aços Fonte: Protende, 2007.

10 MONTAGEM E ARMAÇÃO A união das peças cortadas e dobradas de um projeto estrutural

10 MONTAGEM E ARMAÇÃO

10 MONTAGEM E ARMAÇÃO A união das peças cortadas e dobradas de um projeto estrutural denomina-se

A união das peças cortadas e dobradas de um projeto estrutural denomina-se montagem. A colocação dessas peças montadas nas posições destinadas em condições de receber o recobrimento de concreto é chamada de armação.

10.1 MONTAGEM DE VIGA

Para a execução da montagem das vigas devem-se seguir cuidadosamente os detalhes do projeto. As especificações quanto ao tamanho dos aços e seu tipo são ilustradas na figura a seguir.

dos aços e seu tipo são ilustradas na figura a seguir. Figura 46 - Montagem de

Figura 46 - Montagem de viga Fonte: Rodrigues et al., 2007, p. 40.

10.1.1 Detalhe típico de viga Denominam-se armadura negativa as barras de aço que se encontram

10.1.1 Detalhe típico de viga

10.1.1 Detalhe típico de viga Denominam-se armadura negativa as barras de aço que se encontram na

Denominam-se armadura negativa as barras de aço que se encontram na parte superior da viga, e as positivas localizam-se na parte inferior. Para executar a montagem, deve-se seguir esta sequência:

colocar as barras positivas (com as extremidades dobradas, quando detalhadas sobre os cavaletes;

marcar nas barras espaçamentos entre estribos;

distribuir os estribos nas barras;

iniciar a amarração das barras negativas.

Dependendo de sua finalidade, algumas vigas terão uma quantidade maior de aço, podendo torná-las tão pesadas que será difícil transportá-las. Quando for o caso, monta-se apenas com os quatro aços das extremidades, e os demais serão amarrados quando a viga já estiver no local. Quando a viga possuir grande quantidade de aços, eles deverão ser dispostos em camada para que seja mantida a distância entre as barras e haja a passagem do concreto durante o adensamento. O calculista geralmente indica o número de barras nas camadas superiores. Exemplo:

22C = duas barras estarão posicionadas na segunda camada.

2 Ø 2c
2
Ø
2c

segunda camada diâmetro (bitola) do aço quantidade de aço na posição: 2 barras.

Os

aços

das

vigas,

utilizadas

denominados armadura de pele.

nas

faces

laterais

junto

aos

estribos,

são

10.2 MONTAGEM DE PILARES A montagem dos pilares deverá ser fora das formas, facilitando sua

10.2 MONTAGEM DE PILARES

10.2 MONTAGEM DE PILARES A montagem dos pilares deverá ser fora das formas, facilitando sua execução.

A montagem dos pilares deverá ser fora das formas, facilitando sua execução. Após a montagem, as estruturas deverão ser identificadas colocando-se uma plaqueta de identificação. Nos pilares encontra-se aço longitudinal, que são os verticais, e aço transversal, composto por estribos e grampos de travamento. Nos trechos onde os pilares se com as vigas não há estribos. Após a concretagem, os aços que ultrapassam a laje denominam-se espera. Neles será feita a emenda da estrutura do pilar do próximo piso. Os pilares apresentam um detalhamento típico, conforme a figura:

apresentam um detalhamento típico, conforme a figura: Figura 47 - Armação de pilar Fonte: Rodrigues et

Figura 47 - Armação de pilar Fonte: Rodrigues et al., 2007, p. 42.

10.2.1 Detalhe típico de pilar Em função de ter que suportar as cargas das lajes

10.2.1 Detalhe típico de pilar

10.2.1 Detalhe típico de pilar Em função de ter que suportar as cargas das lajes e

Em função de ter que suportar as cargas das lajes e vigas, os pilares poderão ter características e formatos diferentes. O calculista definirá o formato pela quantidade de aço longitudinal. Os formatos mais usuais são: quadrado, retangular e redondo. Num pilar quadrado, em função do cálculo, duas laterais podem conter mais barras do que as demais. Procura-se não rotacionar o pilar no momento em que é colocado nas formas. Existe uma direção mais solicitada que necessita de mais aços do que a outra. Os grampos de travamento são aços em forma de “S” destinados a ligar barras de faces opostas ou adjacentes.

10.3 MONTAGEM DE LAJES

Por terem função de piso ou de teto, as lajes serão determinadas pelo calculista, pois, dependendo a carga que atuará sobre elas, suas características poderão variar.

10.3.1 Lajes maciças

As lajes, por terem dimensões maiores do que as dos pilares e das vigas, serão montadas diretamente sobre as formas. Com as barras previamente cortadas, a montagem deverá iniciar sempre no sentido do menor vão, pois as barras do sentido do maior ficarão por cima. Após essa distribuição, inicia-se a amarração. Observe na figura a seguir o detalhe típico de uma laje maciça, onde se pode ver armaduras positivas e negativas.

L1 L2 23 N4 ∅6.3 c/15 - 274 23 N4 ∅6.3 c/15 - 274 L3
L1 L2 23 N4 ∅6.3 c/15 - 274 23 N4 ∅6.3 c/15 - 274 L3
L1 L2 23 N4 ∅6.3 c/15 - 274 23 N4 ∅6.3 c/15 - 274 L3
L1
L2
23 N4 ∅6.3 c/15 - 274
23 N4 ∅6.3 c/15 - 274
L3
7 N3 ∅5.0 c/15 - 516
Laje Positiva – Escala: 1:50
17 N1 ∅5.0 c/15 - 376
35 N2 ∅5.0 c/15 - 101
17 N1 ∅5.0 c/15 - 376
L1 L2 24 N6 ∅8.0 c/15 - 136 5 5 130 L3 17 N5 ∅6.3
L1
L2
24 N6 ∅8.0 c/15 - 136
5
5
130
L3
17
N5 ∅6.3 c/15 - 252
5
5
245
17
N5 ∅6.3 c/15 - 252
5
5
245

Laje Negativa – Escala: 1:50

5 5 130 L3 17 N5 ∅6.3 c/15 - 252 5 5 245 17 N5 ∅6.3

Figura 48 - Armações de lajes Fonte: Rodrigues et al., 2007, p. 44.

Por ser colocada na parte inferior da peça estrutural, denomina-se armadura positiva, e por se
Por ser colocada na parte inferior da peça estrutural, denomina-se armadura positiva, e por se

Por ser colocada na parte inferior da peça estrutural, denomina-se armadura positiva, e por se posicionar na parte inferior da peça estrutural, denomina-se armadura negativa. O calculista deverá definir se no encontro das barras será feita a amarração em todos os encontros ou alternadamente. Para manter as armaduras negativas fixadas de forma correta utiliza-se um elemento denominado caranguejo. Este artefato precisa ter altura que permita o cobrimento da laje. A altura do “caranguejo” deverá ser tal que permita a existência do cobrimento na face superior da laje. Estes artefatos são normalmente produzidos com sobras de aço existentes no canteiro, não sendo necessário adquirir barras especificas para esta finalidade. De modo corrente não se utilizam bitolas inferiores a 8,0 mm.

modo corrente não se utilizam bitolas inferiores a 8,0 mm. Figura 49 - Vista de um

Figura 49 - Vista de um “caranguejo” Fonte: Rodrigues et al., 2007, p. 45.

de um “caranguejo” Fonte: Rodrigues et al., 2007, p. 45. Figura 50 - Vista superior de

Figura 50 - Vista superior de uma laje maciça com as armaduras Fonte: Rodrigues et al., 2007, p. 46.

10.3.2 Lajes pré-moldadas Como já vêm montadas, as lajes pré-fabricadas não possuem armadura negativa, e

10.3.2 Lajes pré-moldadas

10.3.2 Lajes pré-moldadas Como já vêm montadas, as lajes pré-fabricadas não possuem armadura negativa, e por

Como já vêm montadas, as lajes pré-fabricadas não possuem armadura negativa, e por este motivo deverá ser colocada a armadura negativa para, no caso de ocorrer um momento negativo, se evitar que a tensão fique concentrada em determinados pontos.

que a tensão fique concentrada em determinados pontos. Figura 51 - Vista lateral de uma laje

Figura 51 - Vista lateral de uma laje pré-moldada

10.3.3 Lajes nervuradas

Para o cobrimento de grandes vãos geralmente se utilizam lajes nervuradas. Este tipo de laje apresenta armadura positiva, podendo ter estribo ou não. Os espaço entre as nervuras deverá ser preenchido com material leve, como isopor. Atualmente, existem empresas que fornecem as formas para nervuras, produzindo grande efeito estético quando vistas por baixo.

Figura 52 - Vista inferior de uma laje nervurada Figura 53 - Vista superior de
Figura 52 - Vista inferior de uma laje nervurada Figura 53 - Vista superior de
Figura 52 - Vista inferior de uma laje nervurada Figura 53 - Vista superior de

Figura 52 - Vista inferior de uma laje nervurada

Figura 52 - Vista inferior de uma laje nervurada Figura 53 - Vista superior de uma

Figura 53 - Vista superior de uma laje nervurada

10.4 MONTAGEM DE SAPATAS

Geralmente a montagem das sapatas é feita fora do local definitivo, facilitando sua execução. A malha utilizada em sua armadura também é chamada de radier. Para colocar o radier, faz-se necessário lançar uma camada de brita e uma de concreto magro, pois nunca se deve colocar as barras diretamente sobre o solo. Para dimensões muito grandes podem ser utilizadas duas barras na diagonal da malha com o objetivo de aumentar seu travamento. A figura a seguir mostra o detalhe para a confecção de sapata.

P1=P2=P3=P4 0.00 Cintas – L1 ESC.: 1:25 20 20 16 16 10 N1 ∅5.0-72 VAR
P1=P2=P3=P4 0.00 Cintas – L1 ESC.: 1:25 20 20 16 16 10 N1 ∅5.0-72 VAR
P1=P2=P3=P4 0.00 Cintas – L1 ESC.: 1:25 20 20 16 16 10 N1 ∅5.0-72 VAR
P1=P2=P3=P4
0.00
Cintas – L1
ESC.: 1:25
20
20
16
16
10 N1 ∅5.0-72
VAR
1:25
VAR
60
8 N3 ∅10.0-VAR
VAR
10 N1 c/ 12

25

S1=S2=S3=S4

Planta

ESC.: 1:25

100 20 14 94 14 100 20 1414 94 7 N2 ∅8.0 c/15-118
100
20
14
94
14
100
20
1414
94
7 N2 ∅8.0 c/15-118

7 N2 8.0 c/15-118

RELAÇÃO DO AÇO

Corte

ESC.: 1:50 0.00 VAR 150 (+/- 50) 20 25
ESC.: 1:50
0.00
VAR
150 (+/- 50)
20
25

Detalhe típico de uma sapata

4 x P1

4 x S1

AÇO

 

DIAM

N Q

 

UNIT.

(cm)

C. TOTAL

(cm)

60

 

1 40

5.0

 

72

2880

50

2

8.0

56

118

6608

10.0

32

VAR

VAR

 

3

RESUMO DO AÇO

   

C. TOTAL

PESO + 10%

AÇO

DIAM

(m)

(kg)

CA50

8.0

66.3

28.8

10.0

74.5

50.5

CA60

5.0

29.0

4.9

PESO TOTAL

 

CA50

79.3

Área de

forma total = 8.00 m 2

CA60

4.9

fck = 180.00 kgf / cm 2

Volume de concreto total = 112 m 3

Figura 54 - Armação de sapatas Fonte: Rodrigues et al., 2007, p. 47.

10.5 MONTAGEM DE BLOCOS SOBRE ESTACAS

As armaduras dos blocos dependem do número de estacas que neles se encontram, podendo haver blocos de coroamento com os mais diversos formatos (quadrados, retangulares, triangulares). Os blocos de uma estaca geralmente são armados como uma gaiola; são estribos que se cruzam nas duas direções. Já os blocos de duas estacas podem ser armados como uma gaiola fechada, ou como uma gaiola aberta na face superior.

Dependem do profissional calculista os estilos dos blocos de três estacas, cravadas em triângulo: ele
Dependem do profissional calculista os estilos dos blocos de três estacas, cravadas em triângulo: ele

Dependem do profissional calculista os estilos dos blocos de três estacas, cravadas em triângulo: ele poderá armar o bloco segundo as mediatrizes do triângulo ou armá-lo na direção das cabeças das estacas. Na figura que segue mostram-se detalhes de armaduras de blocos.

B1

115

Planta

Corte

Esc: Sem Escala

Esc: Sem Escala

35 15 29 35
35
15
29
35

29

5 N1 6.3 - 128

Esc: Sem Escala 35 15 29 35 29 5 N1 ∅ 6.3 - 128 39 28

39

28

2 N2 6.3 - 146

0.00

5 N1 CA: - 0,45 60 45
5 N1
CA: - 0,45
60
45

B2

218

Planta

Corte

Esc: Sem Escala

Esc: Sem Escala

88 19 50 19 N5 c/ 10 32 38
88
19 50
19
N5 c/ 10
32
38

82

Escala Esc: Sem Escala 88 19 50 19 N5 c/ 10 32 38 82 31 59

31

59

9 N5 ∅ 8.0 - 194 3 N4 ∅ 6.3 - 80 59 59 80
9 N5 ∅ 8.0 - 194
3 N4 ∅ 6.3 - 80
59
59
80

0.00

5 N3 CA: - 0,65 80 65
5 N3
CA: - 0,65
80
65

5 N3 6.3 - 240

5 N6 10.0 - 193

 

Relação do Aço

B1

B2

Resumo do Aço

Aço

N Diam.

Q

Unit.

C. Total

(cm)

(cm)

50

6.3

1 5

 

128

640

6.3

2 2

146

292

6.3

3 5

240

1200

6.3

4 3

80

240

8.0

5 9

194

1746

10.0

6 5

193

965

   

C. Total

Peso + 10%

Aço

Diam.

(m)

(kg)

CA50

6.3

23.7

6.4

8.0

17.4

7.6

10.0

9.7

6.6

Peso Total

Volume de concreto total = 0.33 m³ Área de forma total = 2.86 m² fck = 180.00 kgf/cm²

CA50

20.5

Figura 55 - Armação de blocos sobre estacas Fonte: Rodrigues et al., 2007, p. 49.

REFERÊNCIAS ALENCAR, Cássia Lins de Alencar; et al. Armador de Ferragens . Roraima: Construtora Norberto

REFERÊNCIAS

REFERÊNCIAS ALENCAR, Cássia Lins de Alencar; et al. Armador de Ferragens . Roraima: Construtora Norberto Odebrecht,

ALENCAR, Cássia Lins de Alencar; et al. Armador de Ferragens. Roraima:

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<http://www.trillor.com.br>. Acesso em: 9 maio 2011.