Вы находитесь на странице: 1из 2

Igreja Presbiteriana do Jardim Guanabara — O Novo Testamento: Evangelhos ! Sem. Gabriel F. Soares de Brito ! Breve introdução à Hermenêutica Bíblica !

 

Hermenêutica: a área de conhecimento que tem por objeto a interpretação. Usamos a hermenêutica a todo instante, e.g., lendo o jornal, vendo um filme, gesticulando, etc.!

Perguntas relacionadas à hermenêutica bíblica:!

(i)

Pode-se dizer que Gênesis 2 fala algo sobre evolução considerando que Moisés jamais tenha pensado sobre o assunto? !

(ii)

O livro de Daniel foi o último livro profético escrito. Sua mensagem tem a mesma interpretação para os leitores da época e para os leitores no séc. XXI? !

(iii)

O fato de Davi ter sido pastor de ovelhas contribui em alguma coisa quando lemos “O Senhor é o meu pastor…” no Sl 23? E se eu, leitor, fosse um criador de ovelhas, isso teria algum impacto? !

(iv)

Quando leio na história bíblica que Davi lutou contra Golias, como devo interpretar isso? Como aplicar à minha vida? Devo me identificar com Davi e meus problemas como se eles fossem Golias, ou essa história fala sobre um outro Davi e um outro Golias? !

Todas estas perguntas serão respondidas de uma maneira ou de outra, dependendo de como for a hermenêutica do intérprete.!

Pressupostos fundamentais na interpretação bíblica: (i) A Bíblia é um livro humano; (ii) A Bíblia é um livro divino. Assim, a forma correta de interpretar a Bíblia é ver como a própria Bíblia interpreta a si mesma (Robert CARA, Reformed Theological Seminary).!

 

Métodos de interpretação usados hoje: !

(i)

método texto-prova — o intérprete possui uma ideia pré-concebida, e então encontra algo no texto que “prove" o seu argumento. Péssimo modo de se interpretar algo, pois não é interpretação de verdade, porém muito popular hoje.!

(ii)

método reader-response (resposta do leitor) — o intérprete ignora o contexto histórico, a intenção do autor e quaisquer outros fatores que influenciem a interpretação. O que importa é a sua resposta ao texto (significado = significância).!

(iii)

método histórico-crítico — surgiu com o Iluminismo e tem como pressuposto básico o fato da Bíblia ser uma produção tão somente humana. Assim, deve ser interpretada tão somente como um livro qualquer, que possui erros e falhas, e é papel do intérprete fazer uma leitura “crítica" do material. !

(iv)

método sintático-teológico (também conhecido como histórico-gramatical) — historicamente associado à Reforma Protestante. Parte do pressuposto que a Bíblia é um livro humano e divino. Isso significa que ela deve ser interpretada em seu contexto histórico, sendo a análise sintática fundamental (os elementos gramaticais do texto). Tudo isto é estudado à luz do restante de toda a Bíblia. !

Em busca do sentido do texto — Dr. CARA: “tudo aquilo que Deus quis comunicar através de Sua Palavra, para uma variedade de audiências”.!

SENTIDO

!

!

Importante: sentido como “círculo” e não como “ponto” !

! ! ! Sentido ! ! Sentido ! ! . ! ! ! Os diferentes
!
!
!
Sentido !
!
Sentido
!
!
.
!
!
!
Os diferentes contextos de público no caso das narrativas: público histórico >>> público leitor
original >>> público leitor posterior. Há um público histórico quando o evento ocorreu (e.g., os
discípulos no barco quando Jesus acalma a tempestade); há um público leitor original (i.e., os
primeiros leitores de Mt 8.23-27); e há um público leitor posterior, i.e., todos aqueles que leram o
texto após os leitores originais. Na interpretação de um texto, deve-se levar em conta o contexto
dos três eventos, pois eles colaboram com a busca do sentido da passagem. Ilustração deste
ponto é o caso de 1Rs 8.23-53 (oração de de dedicação do Templo construído por Salomão). (i)
público histórico que ouviu a oração: festa pela dedicação do Templo; (ii) público original de 1Rs:
lamento pelo cativeiro babilônico; (iii) público posterior de 1Rs: diversos.!
!

Estudo de caso: Lc 9.23. Considerando que o Evangelho de Lucas é escrito por volta da década de 70 d.C., o que muda do público histórico original para o público leitor original e para o público leitor posterior que colabora para a interpretação?